Mostrando postagens com marcador Itaú Unibanco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itaú Unibanco. Mostrar todas as postagens

11 de set. de 2011

DISPUTA POR PEQUENAS EMPRESAS FICA MAIOR

jornal DCI 05/09/2011 - Marcelle Gutierrez

As grandes instituições financeiras investem cada vez mais em crédito consignado e empréstimos para pequenas e médias empresas (middle market, na sigla em inglês), segmentos antes explorados com eficácia pelos bancos médios. O diferencial das instituições de menor porte em um cenário cada vez mais competitivo, apontam especialistas e executivos, está no atendimento mais ágil e eficaz com o foco em apenas um segmento. A alta da inadimplência em pessoa jurídica também deve auxiliar, já que os médios realizam uma análise menos criteriosa na concessão.

Os números ao final do primeiro semestre demonstram a tendência. O Banco do Brasil destaca no balanço do segundo trimestre o desempenho do consignado, com saldo de R$ 47,9 bilhões, alta de 18,4% na comparação com junho de 2010. O crescimento em pequenas e médias empresas foi de 24,8% ante junho do último ano, para R$ 131,3 bilhões. Na carteira que soma micro, pequenas e médias companhias, o Bradesco totalizou R$ 92 bilhões, salto de 26,9% nos últimos 12 meses. Já em consignado, a expansão foi de 30,9%, de R$ 12,9 bilhões para R$ 16,8 bilhões, no mesmo período.

O Itaú Unibanco também apresentou aumento nos financiamentos para MPE, de 26,2% em relação a junho de 2010, para R$ 89,7 bilhões. Em consignado, a alta chegou a 31,4% no mesmo período, para R$ 7,5 bilhões. Assim como os anteriores, o Santander cresceu na carteira de consignado, em 29,9%, para R$ 14,8 bilhões, e em MPE 27,2%, ao atingir saldo de R$ 41 bilhões. Para João Augusto Salles, economista da Lopes Filho, é natural que a concorrência intensifique no sistema bancário com a economia em crescimento. "É um perigo para os bancos médios, mas o diferencial está no foco, já que eles têm mais facilidade e rapidez ao conceder o crédito".

Outra oportunidade que pode surgir para estas instituições financeiras é a alta dos índices de inadimplência em pessoa jurídica, em 3,8% segundo o Banco Central. "Os de grande porte fizeram um grande investimento para empréstimos para médias empresas. No entanto, serão mais seletivos e criteriosos na concessão com o aumento da inadimplência, o que abre espaço para os médios", pontua Salles.

O Cruzeiro do Sul possui 95% das receitas em consignado, que obteve saldo total de R$ 7,216 bilhões ao final do segundo trimestre, quando a carteira de crédito somou R$ 7,580 bilhões.

Para Luis Octavio Índio da Costa, presidente do Conselho de Administração do banco, a concorrência é saudável. "Pode ser competitivo sim, até porque eles têm uma rede de distribuição maravilhosa. Mas na essência, é melhor competir com um grande banco do que com um oportunista que está naquele momento com o consignado para se justificar, porque ele estraga o mercado".

Índio da Costa aposta na agilidade. "O grande diferencial dos bancos de consignado com relação aos grandes bancos é a flexibilidade. Ou seja, quando a pessoa chega aqui e pede um crédito ao Cruzeiro do Sul, provavelmente receberá ainda hoje na conta. Os grandes são mais engessados, porque a pessoa vai até a agência, que transfere a operação para uma centralizadora de consignado".

O ABC Brasil (Arab Banking Corporation) aposta nos empréstimos para médias empresas, que no segundo trimestre deste ano atingiram saldo de R$ 1.712 bilhões, um crescimento de 23,4% ante igual período de 2010. Em corporate, a carteira atingiu R$ 10,522 bilhões, acréscimo de 19,7%. "Os grandes têm dado atenção maior a estes segmentos, mas tem espaço para um banco do nosso perfil. É importante que tenha vários credores, pois ninguém quer ser o único. Temos condições de ser mais ágeis e com relacionamento mais próximo do cliente", argumenta Alexandre Sinzato, head de Relações com Investidores do ABC Brasil.

Para o final de 2011, a instituição projeta crescimento de 25% a 35% em middle e 10% a 16% em corporate, o que totaliza guidance de 12% a 18% na carteira.

Outro banco a priorizar as médias empresas é o BicBanco, que possui 60% do total das operações em empréstimos neste ramo. Entre abril, maio e junho, a modalidade capital de giro, que possui 62,7% de participação na carteira, somou R$ 8,450 bilhões, crescimento de 22,1% na comparação com o mesmo período de 2010.

Segundo Milto Bardini, vice-presidente da instituição financeira, o acirramento da concorrência não é predatória e defensável. "O BicBanco tem agilidade nas necessidades do cliente. Somos menores e temos um foco, enquanto outros têm 'n' nichos de atuação. Também temos um relacionamento mais profundo com os clientes".

3 de ago. de 2011

ITAÚ FECHA ACORDO E VIRA LÍDER EM GESTÃO DE FORTUNA NO CHILE

jornal O Estado de S.Paulo 02/08/2011 - Naiana Oscar

Em linha com sua estratégia de internacionalização, o Itaú assinou nesta segunda-feira, 1º, um acordo para criação de uma joint venture com um dos maiores bancos chilenos, o Munita, Cruzat & Claro (MCC). A parceria foi feita com o objetivo de desenvolver a gestão de patrimônio no Chile, com operações de private banking - serviço prestado timidamente pelo branco brasileiro naquele país.Com a joint venture o Itaú vira líder na administrações de fortunas no mercado chileno.

O Itaú está no Chile desde 2006, quando comprou o BankBoston local (ver ao lado). De lá para cá, manteve uma atuação voltada para o varejo e com uma carteira relativamente pequena de clientes com alta renda, alvos do private banking. Com a sociedade, o banco une os US$ 300 milhões que tinha sob gestão com o US$ 1,7 bilhão do parceiro chileno.

"Com a sociedade, aumentamos a carteira de clientes hispânicos em 25%", disse João Medeiros, diretor do Itaú Private Bank International. "Os clientes chilenos passam a representar um terço da nossa carteira na América Latina, encostando nos argentinos, que até então tinham a participação mais relevante, depois do Brasil."

Medeiros acredita que, em três ou quatro anos, é possível dobrar a carteira de ativos no Chile, chegando aos US$ 2 bilhões. Entre os fatores que levaram o Itaú a apostar no país vizinho, além da oportunidade, está o potencial de crescimento da economia chilena, que tem dado saltos de 6% ao ano. "É um mercado que tem condições muito favoráveis, com crescimento sustentável e um ciclo de criação de riquezas estável", diz Medeiros. "Com riqueza acumulada, temos investidores em busca de oportunidade de investimento."

A parceria promete também facilitar o acesso de investidores chilenos ao País. "A sociedade nos amplia a oportunidade de oferecer produtos mundiais e especialmente do Brasil, que é o país dos Brics com maior potencial", diz Alberto Munita, um dos sócios fundadores do MCC. O banco, especializado em gestão de patrimônio, tem 28 anos de atuação.

Marca. As partes não divulgaram suas participações no negócio mas disseram que os sócios da instituição chilena continuarão à frente da operação. O Itaú terá um representante no conselho de administração da joint venture, que atuará sob a bandeira do MCC. As negociações em torno dessa sociedade começaram há um ano e foram concluídas ontem, com a assinatura do acordo, no Chile.

Na América Latina, o Itaú também está presente na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. O banco é líder em private banking no continente, com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão.

Com atuação em 21 países nas Américas do Sul e do Norte, na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, o banco brasileiro está desde 2006 com uma forte estratégia de internacionalização, por meio de aquisições e, principalmente, crescimento orgânico. "Nós achamos que temos oportunidade de originar negócios. Queremos crescer aproveitando nossa presença nesses mercados locais e algumas oportunidades. O foco, no entanto, continua sendo o Brasil", diz João Medeiros.

21 de jul. de 2011

NIKE, COCA E MASTERCARD TERÃO AÇÕES NA BOVESPA

jornal O Estado de S. Paulo 19/07/2011 - Altamiro Silva Júnior

O investidor brasileiro vai poder negociar no mercado local a partir da próxima segunda-feira papéis de empresas americanas, como Coca-Cola, Colgate-Palmolive, Nike, a bandeira de cartões Mastercard e o site de comércio eletrônico Amazon. O Itaú Unibanco venceu uma concorrência da BM&FBovespa e está trazendo ações de dez empresas, que incluem ainda Caterpillar, Chevron, Oracle, Monsanto e Schlumberger.

O investimento nessas empresas na Bolsa brasileira, porém, será restrito a grandes investidores. Para pessoas físicas, a opção estará disponível somente para aquelas com aplicações financeiras de mais de R$ 1 milhão. Quem não tiver esse patrimônio terá de procurar fundos de investimento que incluam esses papéis na carteira.

Ricardo Soares, diretor do Itaú Unibanco, diz que, para escolher as dez empresas, o banco considerou fatores como exposição da marca no mercado americano e internacional, expectativa de crescimento nos próximos anos e volume de negociação das ações nos Estados Unidos. "Optamos por trazer mais empresas ligadas ao consumo e varejo, por conta das boas expectativas para este segmento a médio e longo prazo", explica.

As ações dessas empresas serão negociadas na BM&FBovespa por meio de papéis chamados Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados. São certificados que representam ações de emissão de companhias abertas, com sede no exterior, e emitidos por instituição no Brasil - no caso, o Itaú. São chamados de "não patrocinados" porque quem traz o papel para a bolsa brasileira é um banco, e não a própria empresa.

O Deutsche Bank, que participou junto com a Bolsa da criação desse mercado no Brasil, no ano passado, e o Citibank, que venceu a primeira concorrência, já trouxeram outros papéis para o Brasil. Os nomes incluem ações de grandes empresas internacionais, como Google, McDonald’s, Arcelor, Apple e o banco de investimento Goldman Sachs.

Esse mercado, porém, ainda registra poucos negócios na bolsa brasileira. Soares, do Itaú, afirma que uma das razões é que é um setor muito novo no Brasil e que pouca gente conhece.

Apresentação. Mesmo entre os grandes investidores, como fundos de pensão, o desconhecimento da opção é grande. Por isso, o banco planeja fazer apresentações e palestras sobre esse mercado para potencias aplicadores. "Nosso objetivo não é o ganho de curto prazo, mas no médio e longo prazos, com a economia crescendo e os juros caindo, esse tipo de aplicação é uma opção de diversificação (de portfólio). É possível investir em uma companhia estrangeira sem sair do Brasil", disse o executivo.

Os BDRs podem ser comprados por instituições financeiras, fundos de investimento, administradores de carteira e consultores de valores mobiliários. Fundos de pensão também podem negociar.

O próximo alvo da BM&FBovespa são as empresas da Ásia e da Europa. O objetivo é trazer grandes ações de companhias da região para listarem papéis aqui por meio do BDR não patrocinado. A expectativa é de que até o final do ano cheguem as primeiras empresas.

16 de jul. de 2011

ITAÚ PINTA FOLHA E ESTADO DE LARANJA

portal Propmark 14/07/2011 - Karan Novas

O Itaú interferiu de forma pouco usual nas edições desta quinta-feira (14) da Folha de S.Paulo e de O Estado de S.Paulo. A ação, idealizada pela Africa, levou os cadernos Mercado e Economia & Negócios, respectivamente, à frente da primeira página – para assinantes –, além de deixá-los em tom alaranjado.

A iniciativa é mais um reforço na divulgação do título de banco mais sustentável do mundo, entregue pelo jornal Financial Times e pelo IFC (International Finance Corporation). “O Financial Times é a publicação mais respeitada na área financeira. Precisávamos bater o bumbo ao receber um título como esse e, por uma feliz coincidência, o papel daquele jornal é laranja, cor do Itaú”, ressaltou Sérgio Gordilho, copresidente da Africa.

A intenção era deixar os jornais escolhidos para a ação o mais parecidos com o Financial Times. Para isso, um primeiro projeto era importar o papel original, naturalmente alaranjado, e ter os cadernos em questão nele impressos. “Tivemos um problema de logística de última hora e a solução foi utilizar tintas que se aproximassem o máximo possível do tom real”, explicou Jeferson Rocha, diretor de criação da Africa.

O profissional acompanhou na última madrugada, junto com integrantes da área de mídia, a impressão da Folha e do Estado, para garantir que o resultado fosse satisfatório. “Ao começarmos a aplicação, descobrimos que os dois jornais têm papéis diferentes. Isso demandou uma série de testes para que chegássemos, nas duas versões, o mais perto do tom laranja do Financial Times”, acrescentou Rocha.

Entre a idealização, a aprovação do banco e dos próprios jornais, a ação durou cerca de três semanas para ser concluída. Esta foi a segunda iniciativa para celebrar o título. A primeira foi a reedição de um comercial de 2006, também criado pela Africa, o qual explorava diferentes situações e a cor laranja, sem citar o nome do banco.

8 de jul. de 2011

ITAÚ SUSTENTÁVEL NA FLIP

portal Meio&Mensagem 07/07/2011

O Itaú patrocina pelo oitavo ano a Flip, evento literário que começa nesta quarta-feira, 6, na cidade de Paraty, no estado do Rio. Esse ano, a sustentabilidade está na pauta de participação do banco que irá emprestar bicicletas para visitantes conhecerem pontos turísticos da cidade, entre uma e outra conferência do evento.
Serão ao todo 50 bicicletas e capacetes que poderão ser retiradas gratuitamente em uma área instalada em frente à Tenda dos Autores.

Para aqueles que preferirem outro meio de transporte, o banco terá o Eco Táxi, triciclo com capacidade para até dois passageiros, também gratuito, colocado em alguns pontos da cidade, como pousadas e restaurantes. E também para esta edição, bancos dobráveis feitos com papelão reciclado serão distribuídos. Ainda serão distribuídos 80 livros pela instituição financeira.Todas as ações foram desenvolvidas pela agência Tudo.

MPF QUER QUE BANCOS DEVOLVAM MAIS DE R$ 1 BILHÃO A CORRENTISTAS

portal iG 06/07/2011 - Flávia Salme

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) ingressou com cinco ações civis públicas para obrigar os bancos Santander, Itaú-Unibanco e HSBC a devolverem cerca de R$ 1 bilhão (mais atualizações) a seus correntistas, por cobranças indevidas entre 2008 e 2010. De acordo com a promotoria, as tarifas estavam em desacordo com a norma do Banco Central (BC).

De acordo com o MPF, o Santander cobrou R$ 351,6 milhões de comissão de disponibilização de limite (CDL) entre abril de 2008 e junho de 2009.

Já o Itaú-Unibanco figura como réu em três ações por tarifas cobradas dos clientes do Unibanco: comissão sobre operações ativas (COA, R$ 100,8 milhões), comissão de manutenção de crédito (CMC, R$ 80,4 milhões) e multa por devolução de cheques (R$ 64 milhões).

Contra o HSBC, a promotoria reivindica que sejam devolvidas comissões de manutenção de limite de crédito (CMLC, de R$ 7,6 milhões) que foram cobradas dos correntistas entre dezembro de 2008 e março de 2009.

As ações pedem a restituição do dobro dos valores indevidamente cobrados (com juros e correção) em todo o território nacional.

O procurador da República Claudio Gheventer informou que antes de entrar na Justiça, "o MPF enviou, em março e maio, recomendações para que os bancos promovessem o ressarcimento integral aos clientes (apenas parte da CDL, CMC e COA já tinha sido devolvida pelo Santander e Itaú-Unibanco)".

Segundo o MPF-RJ, o Santander se comprometeu a devolver os valores arrecadados a título de Repasse de Encargos de Operação de Crédito - REOC, que corresponde a custos arcados pelo banco, em um total de R$ 265 milhões.

MPF quer indenizações de até R$ 30 milhões

Nas ações propostas, o MPF pede liminar para que a Justiça determine aos bancos que apresentem os dados dos clientes que pagaram as tarifas indevidas.

Além dos ressarcimentos, o MPF quer a condenação dos réus a indenizações por danos morais coletivos, em valores que variam de R$ 5 milhões a R$ 30 milhões.

As indenizações serão destinadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, para projetos como o de recomposição de danos ao consumidor e ao meio ambiente.

“Em razão do não acatamento das recomendações encaminhadas pelo MPF, foram propostas ações civis públicas, a fim de que a Justiça determine o ressarcimento das tarifas cobradas indevidamente, em valor equivalente ao dobro do que foi pago por cada consumidor, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor”, afirmou o procurador Claudio Gheventer.

De acordo com o procurador, a CDL cobrada pelo Santander equivalia a 1,5% do limite do cheque especial concedido, enquanto a CMLC do HSBC correspondia a 0,15% do limite do cheque especial não usado.

As ações contra os dois bancos serão julgadas pela 29ª e pela 32ª Varas Federais do Rio de Janeiro.

As cobranças indevidas do Unibanco referem-se a 0,49% do limite do cheque especial (CMC, de maio de 2008 a maio de 2009), de R$ 3,99 a R$ 7 (COA, nos cartões Unicard, Fininvest e Investcred, de maio de 2008 a abril de 2010) e de R$ 26,50 a R$ 54,85 (multa por devolução de cheques, de abril de 2008 a maio de 2009).

Procurados pelo iG, o HSBC informou, por meio da assessoria de imprensa, que "este caso ainda está em trâmite judicial e que, por esse motivo, prefere não se pronunciar a respeito", e o Santander afirmou que "não tem como se manifestar neste momento porque ainda não recebeu a citação do processo mencionado.”

O Itau Unibanco afirma que recebeu a recomendação do Ministério Público Federal há cerca de três meses e, desde então, "mantém diálogo transparente com o órgão, a fim de prestar esclarecimentos sobre a cobrança de tarifas.”

ITAÚ UNIBANCO LANÇA RELATÓRIO ANUAL DE SUSTENTABILIDADE

portal Executivos Financeiros 06/07/2011

O Itaú Unibanco está apresentando seu relatório Relatório Anual de Sustentabilidade 2010 utilizando uma ampla plataforma de comunicação. Além do padrão impresso tradicional, o Relatório pode ser encontrado em formato revista, versões para iPad e online e integração com as principais redes sociais. “Para cada um desses formatos, fomos buscar ferramentas específicas em termos de linguagem e apresentação”, explica vice-presidente de Relações Institucionais do Itaú Unibanco, Zeca Rudge.

O formato revista, por exemplo, traz relatos de situações do dia a dia e reportagens com clientes que materializam os resultados e iniciativas apresentadas no relatório. Na versão iPad, os recursos de animação do tablet são explorados para deixar a leitura ainda mais agradável e ágil. Já a versão online www.itauunibanco.com.br/relatoriodesustentabilidade) traz também vídeos com depoimentos dos executivos do banco.

“Nosso foco foi desenvolver um relatório para ser efetivamente lido e consultado. Queremos que nossos principais públicos, funcionários, clientes, acionistas, parceiros, governo e imprensa não só tenham acesso a esse material, que organiza todas as informações do banco de maneira ágil e prática, mas que o utilizem, consultem e recebam as mensagens que queremos passar”, explica Zeca Rudge.

O relatório traz ricas informações sobre o perfil do Itaú Unibanco, estratégias, resultados das áreas de negócios, investimentos sociais e culturais, além dos prêmios e reconhecimentos recebidos. Os principais desafios assumidos durante o ano também são analisados de acordo com o que foi efetivamente cumprido em 2010.

Entre os destaques está a conclusão da integração entre as duas instituições, Itaú e Unibanco, dois anos depois de anunciado o processo de fusão, unificando as marcas, sistemas e operações da rede de agências. Hoje o Itaú Unibanco está posicionado entre os 10 maiores bancos do mundo por valor de mercado.

Também em 2010 foi instituída a nova visão da instituição - Ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes. Foi lançado ainda o projeto de cultura corporativa “Nosso jeito de fazer”, um conjunto de dez atitudes que está sendo incorporado à gestão da empresa e que permitirá alcançar essa visão.

“O Relatório de Sustentabilidade é mais do que uma ferramenta da gestão da sustentabilidade do negócio. É uma peça de reflexão do trabalho já realizado e de planejamento dos próximos passos. Trata-se de um instrumento importantíssimo para o planejamento das equipes internas”, afirma Zeca Rudge.

O Relatório Anual de Sustentabilidade do Itaú Unibanco segue as diretrizes da Global Reporting Initiative, GRI, (www.globalreporting.org) e da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). Mais uma vez conquistou a classificação A+ do GRI. Isso significa que todos os 95 indicadores de desempenho exigidos pela GRI foram divulgados de forma clara e transparente. O símbolo positivo certifica que os indicadores reportados passaram por auditoria externa, realizada pela PricewaterhouseCoopers. A holding Itaúsa e todas as suas empresas também seguem as diretrizes GRI, prática ainda pouco observada nas holdings

1 de jul. de 2011

MICROCRÉDITO MIGRA PARA O SUDESTE

jornal Valor Econômico 30/06/2011 - Felipe Marques

A Rainha da Cocada é cliente do Banco Itaú. Cansada de empurrar carrinho de Yakult pelas ladeiras paulistanas, Izaura Neves resolveu abraçar suas raízes baianas e investir no doce de côco. O problema é que por mais gostoso que fosse o quitute, engrenar as vendas era difícil. "Eu vendia cocada na porta de casa, no degrau mesmo", diz.

As coisas começaram a mudar quando dona Izaura recebeu a visita de um agente de crédito. "Eu lembro de ter pensado 'Essa aí eu quero ajudar'", conta Marcelo Lacerda, o funcionário que visitou a quituteira. "O que me chamou atenção era o cuidado com que ela arrumava os doces pra vender no tabuleiro", lembra. Hoje, dona Izaura é cliente do banco, está no fim do terceiro empréstimo e conseguiu sair de um tablado com potes de doces para uma pequena venda, com dois freezers, onde tem de tudo. Inclusive cocada.

A Rainha da Cocada, apelido pelo qual a doceira é conhecida na vizinhança do bairro Primavera, sintetiza o novo perfil de clientes que os bancos buscam para expandir o microcrédito: empreendedores da região Sudeste do país. Aumentar a rentabilidade da operação também é desejo dos bancos.

No Brasil, as iniciativas de microcrédito produtivo começaram a se disseminar há cerca de uma década, especialmente no meio rural e nas regiões mais pobres do Norte e Nordeste. Mas os valores aplicados ainda são incipientes: em abril, essas carteiras somavam R$ 1,1 bilhão, 45% mais do que o saldo de um ano antes, segundo os dados mais recentes do Banco Central.

Para que as operações ganhem escala, agora são as periferias dos Estados mais ricos, do Sul e Sudeste, que passaram a ser alvo dos programas desenvolvidos pelos bancos, que têm de aplicar 2% dos depósitos à vista no microcrédito ou recolher os recursos compulsoriamente no BC, sem remuneração. Com o avanço pelos centros urbanos, as instituições tentam, em alguma medida, repetir o sucesso do Crediamigo, do Banco do Nordeste, o maior programa de microcrédito do país.

Só que, para dar esse passo, o desafio é encontrar uma nova forma de abordagem. Isso porque no Norte e Nordeste as experiências mais bem sucedidas replicam o modelo internacional, com a figura do agente de crédito, que, atuando próximo às comunidades, estimula a formação de grupos de crédito solidário, de 3 a 30 pessoas. Os tomadores não só recebem os recursos conjuntamente, como também dão aval solidário à operação, uma espécie de garantia mútua. Mas as instituições enfrentam resistência para adotar esse esquema nos centros urbanos.

O Santander percebeu isso e vem fazendo adaptações. Na carteira, o banco tem cerca de 96 mil microempreendedores ativos, a maioria concentrada no Nordeste. Tradicionalmente, o banco requer a formação de um grupo de três ou mais pessoas para conceder uma linha de crédito. Já no Sudeste, houve relaxamento dessa exigência e o empréstimo pode ser feito para uma dupla.

"No Sudeste há uma lentidão na formação dos grupos", diz Jerônimo Ramos, superintendente de microcrédito do Santander. Mas se a quantidade de pessoas diminuiu, o rigor na análise da operação aumentou. Num grupo solidário, pode haver participantes com alguma restrição de crédito, mas na dupla, não.

O Banco do Brasil, depois de se firmar no financiamento a pequenos produtores rurais no Nordeste, instalou agências no Complexo do Alemão, no Rio, e em Paraisópolis, em São Paulo, como uma espécie de laboratório para ofertar microcrédito produtivo fora do meio rural. "O Sudeste tem uma imagem de desenvolvido, mas precisa de ajuda. É com essa demanda que queremos trabalhar", diz Dan Conrado, diretor do BB.

Para prospectar o microempreendedor, o banco tem se aproximado das associações ligadas às comunidades carentes e do Sebrae, a agência de apoio do empreendedor e pequeno empresário. Em Paraisópolis, zona Sul de São Paulo, o tradicional letreiro "Banco do Brasil" foi substituído por "Banco de Paraisópolis". A instituição faz barulho com um carro de som para atrair os pequenos empreendedores locais. No ano, até 22 de junho, o BB tinha direcionado R$ 69 milhões ao microcrédito produtivo, beneficiando 26,8 mil empreendedores.

O Itaú, que ainda não subiu no mapa e só atua no Sudeste, também encontrou dificuldade de formar grupos solidários na região. A estratégia, ao assumir as operações da antiga Microinvest, que veio no pacote da fusão com o Unibanco, foi abolir completamente a necessidade de um parceiro. "Nos centros urbanos, há uma maior dificuldade de formar laços. As pessoas mudam muito de residência e os vizinhos, às vezes, nem se conhecem", diz Carlos Ximenes, presidente do conselho de microcrédito da instituição.

Segundo Eduardo Ferreira, diretor de microcrédito do Itaú, a operação não é rentável e apenas se paga. Mas a meta é mais do que dobrar sua base de clientes ativos até o fim de 2011, chegando a 10 mil microempreendedores.

Para atingir esse objetivo, uma das armas do banco são parcerias com redes de varejo, como o Magazine Luiza. Ao mesmo tempo em que o Itaú financia os consumidores, há o compromisso do lojista de encaminhar para o banco empreendedores em potencial. O Santander tem, desde abril, uma parceria semelhante com a Natura, e toca um piloto no Rio de Janeiro, com intenção de expandir para o restante do país. Pelo acordo, o banco oferece crédito para pessoas que querem se tornar vendedoras da marca, mas têm nome sujo.



Microcrédito atrai mais bancos

A busca dos bancos por microempreendedores no Sul e no Sudeste pode ajudar a transformar a geografia do microcrédito, hoje concentrada no Nordeste. Essa não deve ser, porém, a única mudança que o setor deve assistir nos próximos anos.

"A entrada de novos participantes vai dinamizar o mercado de microcrédito do Brasil", diz Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os novos participantes que devem ingressar no mercado de microcrédito brasileiro está o Mibanco, do Peru. Com experiência em microfinanças no país andino, a instituição já pediu licença ao Banco Central (BC) para atuar no Brasil.

Os novos participantes são atraídos pelo potencial de crescimento do microcrédito no país. As aplicações totais para o pequeno empreendedor cresceram cerca de 45% entre abril de 2010 e 2011, mais ainda exibem um saldo tímido, de R$ 1,1 bilhão, último dado do BC. O desembolso mensal vem aumentando progressivamente. Para se ter uma ideia, em abril de 2008 foram contratados R$ 92,6 milhões. Em abril último, o valor desembolsado foi de R$ 255,4 milhões.

Outra mudança importante deverá vir da presença mais agressiva de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, nos pequenos empréstimos, demanda direta da presidente Dilma Rousseff. Para Gonzalez, a vitória do Banco do Brasil (BB) no leilão do Banco Postal, dos Correios, é uma importante ferramenta para essa expansão. "O BB deve incorporar no Banco Postal a sua operação de microcrédito. É uma questão lógica, já que as agências dos Correios estão perto dos possíveis tomadores", diz Gonzalez. O Banco do Brasil não quis comentar o assunto.

Além de incentivar a participação dos bancos estatais, o governo pode provocar outras mudanças no setor. Jerônimo Ramos, superintendente de microcrédito do Santander, diz que, há cerca de dois meses, um encontro no Banco Central reuniu reguladores com os representantes do setor de principais bancos do país. Na pauta estavam melhorias que poderiam ser feitas na regulamentação do microcrédito. Ramos não entra em detalhes sobre a discussão, mas em linhas gerais diz que há a intenção de se criar modalidades diferentes para os pequenos financiamentos.

O próprio Santander já tem um produto que pode dar uma ideia do que se planeja. É uma linha de crédito para pequenos empreendedores aplicarem exclusivamente em capital fixo.

BANCOS SE ARMAM NAS REDES SOCIAIS

jornal Valor Econômico 30/06/2011 – Aline Lima

Reclamações de clientes em relação a serviços prestados por bancos sempre existiram. Mas o advento das redes sociais parece ter conferido à exposição negativa dos bancos progressão geométrica. Na tentativa de arrefecer os ânimos dos mais exaltados e solucionar atritos, os bancos lançam mão dos mesmos canais onde são contestados - o Twitter e o Facebook.

Na sexta-feira da semana passada, o Santander, que já conta com um serviço de apoio ao consumidor (SAC) no Twitter, lançou a plataforma interativa "Santander Responde", hospedada no perfil do banco no Facebook. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Santander informou que tem um índice de resolução de ocorrências por meio do Twitter e Facebook de 84% e espera aumentar ainda mais o alcance com a nova ferramenta.

Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco Dia e Noite, lembra que os clientes normalmente compartilham suas "infelicidades" com os amigos, e não com o banco. É o serviço de monitoramento da instituição financeira que entra em contato com o reclamante. "Identificamos uma queixa e interagimos em até cinco minutos", diz Cavalcanti, que conta com uma equipe de 15 pessoas para cumprir a missão.
Solucionado o problema, o Bradesco então convida o correntista a segui-lo no Twitter. O perfil "Alô Bradesco" do banco no microblog apresenta, em média, de 400 a 500 "interações" diárias e conta com 7,5 mil seguidores.

Uma pesquisa da Nielsen Global de 2009 oferece uma boa medida da importância que as mídias sociais vem ganhando nas empresas. O nível de confiança do consumidor nas recomendações on-line é de 71% e sobe para 90% se for feita por um conhecido, enquanto a confiança nas formas tradicionais de mídia fica na casa dos 60%.

"O consumidor ganhou mais voz nas mídias sociais e as empresas ainda precisam lidar com a velocidade que as informações proliferam", diz Eduardo Tracanella, superintendente de marketing do Itaú Unibanco. E é bom que os bancos estejam preparados. O especialista em marketing digital Thales Brandão organiza, para julho, uma mobilização no Twitter contra o Itaú e o Santander por conta de uma decisão recente do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro exigindo o ressarcimento de R$ 430 milhões a clientes dos dois bancos por cobranças indevidas.

20 de jun. de 2011

ITAÚ É O BANCO GLOBAL MAIS SUSTENTÁVEL

jornal O Estado de S.Paulo 18/06/2011 – Naiana Oscar

O Itaú Unibanco desbancou instituições como J.P. Morgan, Citi e Bank of America, ao receber na noite de quinta-feira, em Londres, o título de banco mais sustentável do mundo. O prêmio Financial Times Sustainable Awards, que reconhece as melhores políticas e práticas de sustentabilidade do setor financeiro, é promovido pelo jornal britânico Financial Times e pelo IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado. Na edição deste ano, o banco brasileiro também foi eleito a instituição mais sustentável das Américas, premiação que já recebeu em 2009 e 2010. A seguir os principais trechos da entrevista com o presidente do banco, Roberto Setubal.

O que faz um banco ser sustentável?

Sustentabilidade é um conceito que vai além da ecologia. Numa empresa, a visão é mais ampla, porque nossa atividade impacta pouco o meio ambiente. A filosofia de sustentabilidade está no negócio. O banco procura ter uma relação sustentável com o cliente, o que significa ser transparente com o que é oferecido: o preço tem de ser justo, não pode ser exploratório ou oportunístico. Procuramos mostrar ao cliente o que melhor vai lhe servir e não o que é melhor para o banco, evitando que ele se endivide demais ou que sejam oferecidos produtos que ele não deseja.


•Na prática, o que o Itaú já fez?


No ano passado, por exemplo, redesenhamos o produto seguro de vida. Com a mudança, passamos a vender menos seguros, porque a oferta agora é feita apenas para quem de fato está interessado no produto. Não há mais venda empurrada. O resultado para o banco foi melhor: perdemos cerca de 20% em vendas, mas reduzimos o cancelamento, e seus custos, em 40%.

O aspecto ecológico, nesse caso, é secundário, mas ele também existe?

Sim, porque temos clientes de várias naturezas. Quando estamos fazendo financiamento de um projeto específico, procuramos analisar os impactos que ele terá. Se não forem aceitáveis, não financiamos. Além disso, internamente temos programas como o de reciclagem de papel e reutilização de água.

•É caro ser sustentável?


Se pensarmos no longo prazo, é muito barato. Não existe incompatibilidade entre crescimento, resultado e sustentabilidade. Pelo contrário. Se a empresa tem pretensão de se manter no mercado, crescendo e se desenvolvendo, ela precisa adotar políticas sustentáveis. A sustentabilidade se paga por si, porque torna a empresa melhor: essa é a beleza da equação. Não se pode imaginar que uma empresa continuará praticando algo que não seja bom para ela.

•Dá retorno financeiro?

Ser sustentável dá retorno porque gera estabilidade na relação com o cliente, cria imagem, presença no mercado - fatores que criam créditos fantásticos. Hoje, a marca Itaú é forte, entre outras coisas, porque mantemos uma relação de confiança com o cliente, calcada na sustentabilidade. A confiança que ele nos dá tem valor inestimável.

O cliente brasileiro é atraído pelo mote da sustentabilidade?

Por essa ótica, sim. O cliente gosta de saber que pode confiar naquele produto, na empresa, e isso tem a ver com sustentabilidade. Essa relação só é viável se tiver por trás uma filosofia de transparência, que seja boa para os dois lados.

As instituições financeiras estão entre as que têm mais reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. Isso não interfere negativamente nas metas de sustentabilidade?

O Itaú se relaciona com 60 milhões de clientes. Por menor que seja o porcentual de clientes insatisfeitos, esse número sempre será grande. Especialmente após a fusão (com o Unibanco), acabamos criando problemas com os clientes que temos procurado endereçar da melhor forma possível. Nossas metas de redução de reclamação são muito significativas. Tivemos queda de mais de 30% no número de reclamações entre 2009 e 2010. Neste ano, temos uma meta do mesmo calibre. Claramente, não é sustentável conviver com clientes insatisfeitos. Por isso, a melhora do atendimento e a redução de reclamações estão num patamar de prioridade muito elevado.

MAIS SOFISTICAÇÃO ESTÁ NO FOCO DO INTERNET BANKING

jornal Valor Econômico 17/06/2011 – Guilherme Meirelles

Os correntistas brasileiros estão acreditando mais na segurança das operações por meio do internet banking, como revela pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o estudo, em 2010 o uso desse expediente representou 23% do total das transações realizadas, totalizando 12,8 bilhões operações, um crescimento de 27,4% em relação a 2009. Em 2000, apenas 8,3 milhões de clientes usavam o internet banking porque havia muita insegurança em relação à ação de hackers, temor que foi sendo superado na medida em que os bancos aperfeiçoaram os sistemas de segurança. Hoje, 37,8 milhões de correntistas realizam operações pelos sites dos bancos.

Pioneiro no lançamento do Internet Banking no Brasil, há 15 anos, o Bradesco remodelou o seu sistema e lançou este mês o novo Bradesco internet banking, que exigiu dois anos de pesquisa e desenvolvimento. Segundo Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco Dia e Noite, a prioridade foi personalizar ao máximo a página para o cliente. Segundo Luca, o portal oferece 948 tipos de serviços e produtos. No primeiro semestre, o portal registrou movimento financeiro de R$ 756,6 bilhões em mais de 633,5 milhões de transações.

O HSBC também investiu em mudanças. Segundo Sebastian Arcuri, diretor-executivo de varejo, foram incluídos simuladores para aumentar a interatividade, que permitem ao cliente tirar dúvidas como "quanto preciso poupar para pagar os estudos da minha filha". "O cliente consegue visualizar, inclusive por meio de gráficos, o crescimento de seu patrimônio e a distribuição de sua riqueza entre os diversos tipos de investimento", diz Arcuri.

O Itaú-Unibanco partiu para um caminho mais sofisticado, permitindo ao cliente fazer uma pré-abertura de conta pela internet, batizada de iConta. Ele também pode gerir as suas finanças por meio de um relacionamento digital. O único trabalho será ir à agência para finalizar a abertura da conta. Outra novidade do Itaú Unibanco é a compra programada de ações, por meio de aporte mensais de forma planejada, com débito automático em conta-corrente.

Pensando no nicho dos bancos médios, a Matera Systems desenvolve modelos que atendam as necessidades dessas instituições. Segundo o presidente Carlos Augusto Leite Netto, os serviços incluem pagamentos, duplicatas, cobranças e investimentos, com o mesmo grau de segurança dos sites das grandes corporações.

SEGMENTO APOSTA FORTE NAS VANTAGENS DA MOBILIDADE

jornal Valor Econômico 17/06/2011 - Felipe Datt

A mobilidade é a aposta da vez nas estratégias dos bancos. O avanço rápido da telefonia móvel no Brasil, que somava 212 milhões de aparelhos em abril, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, a popularização dos smartphones e tablets, estão levando as principais instituições financeiras a repensar seus investimentos em TI e fazer com que um contingente cada vez maior de clientes realize operações como consulta de saldos, empréstimos ou pagamento de contas na palma de suas mãos.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) dão conta de que o segmento de mobile banking avançou 72% em 2010, para 2,2 milhões de correntistas utilizando serviços bancários pelo celular, ante 1,3 milhão de 2009, o maior crescimento entre todas as modalidades de transações bancárias. A conta dos bancos é simples: os usuários de internet banking somam 38 milhões, mas estatísticas de mercado mostram que, no Brasil, já há quase quatro aparelhos celulares para cada computador pessoal. É nesse filão que os bancos apostam suas fichas.

Para o diretor do Bradesco Dia & Noite, Luca Cavalcanti, o programa para celulares do banco trabalha rumo à convergência total dos serviços oferecidos na internet para o celular. "Dos 536 serviços oferecidos para pessoas físicas na web, aproximadamente 50 já podem ser encontrados no telefone móvel", diz. O banco montou em sua sede, em Osasco, a "Sala da Mobilidade", onde parceiros podem conferir e testar as tecnologias disponíveis para celulares e tablets.

No Bradesco, foram feitas 30 milhões de transações pelo telefone em 2010, para 1,2 milhão de clientes cadastrados. Em 2011, até março, já eram 16,6 milhões, incluindo usuários de celular com a tecnologia WAP. O banco lança neste mês um novo serviço de tolken integrado. A ideia é que, em cada operação no celular, uma sequência numérica seja gerada, para evitar a necessidade de um cartão físico com números de segurança.

Outra aposta é a biometria através do telefone. Já são 22 mil máquinas de autoatendimento que fazem a "leitura" da palma da mão. Tecnologia parecida deve ser aplicada para alguns modelos de telefone em um futuro próximo. "A ideia, também, é aproveitar o público jovem que cresceu dentro dessas tecnologias e, com atrativos, conquistar novos correntistas", analisa Cavalcanti.

Aproveitar os clientes que já utilizam outros canais para o celular é a aposta do HSBC. Atualmente, 93% dos clientes que possuem o Meu HSBC Celular, programa lançado em 2009, utilizam internet banking, por exemplo. "A própria internet é a maior divulgadora do mobile banking. Um canal incentiva o outro", avalia o diretor-executivo de varejo, Sebastian Arcuri.

Em pesquisa realizada em março, mais de 90% dos clientes que possuíam o serviço o recomendariam. Com esses dados, o programa de celular do HSBC será expandido para toda a América Latina. A expectativa é ultrapassar os 10% de penetração do mobile banking em sua base de clientes. O banco tem hoje 16 mil clientes cadastrados no celular.

O Itaú Unibanco investe, desde 2008, no desenvolvimento de aplicativos para permitir ao cliente acessar o banco pelo celular ou tablet. O novo aplicativo permite aos usuários de BlackBerry acessar saldos e extratos, fazer recargas de celulares pré-pagos, consultar limites de crédito e faturas do cartão de crédito, efetuar pagamentos e transferências. Segundo informações do banco, já foram feitos mais de 200 mil downloads dos aplicativos do Itaú para celular. O sistema para iPhone lidera, com 160 mil downloads, seguido pela ferramenta para iPad, com 37 mil, para o Android, com 22 mil e para o BlackBerry, com 7 mil.

Celular será meio de pagamento de pequenos valores

Enquanto o segmento de mobile banking passa por um processo de consolidação e os bancos buscam aumentar sua fatia de clientes, os principais fabricantes de aparelhos celulares e desenvolvedores de softwares brasileiros já se preparam para um novo modelo de negócio que promete envolver, além das instituições financeiras, bandeiras de cartão de crédito, operadoras de celular e, na última ponta da cadeia, o segmento varejista. Chega ao mercado brasileiro até o fim deste ano, ainda em caráter experimental, uma tecnologia que deve transformar o celular em importante meio de pagamento de valores. A NFC, sigla para Near Field Communication, ou comunicação por proximidade, promete popularizar o segmento de pagamentos móveis ao permitir que o consumidor pague pequenos valores ao aproximar o celular ao aparelho de um estabelecimento que ofereça essa tecnologia.

A tecnologia de transferência de dados sem fio é coordenada pelo NFC Fórum, uma união de empresas criada há sete anos e que atualmente conta com mais de cem membros, entre eles pesos-pesados como Microsoft, Samsung, Motorola e Visa. Já funciona no Japão e na Coreia do Sul, por exemplo, para o pagamento de transporte público. A ideia é que o consumidor, com o acesso a uma operadora de telefonia móvel, um aparelho com essa tecnologia, uma conta no banco e um cartão de crédito consiga substituir o dinheiro ou o plástico em pequenas compras do dia-a-dia.

A LG antecipou ao Valor o início da produção no Brasil, em setembro, do Dakota NFC, primeiro aparelho da fabricante com essa tecnologia embarcada. "Já estamos em negociação com as operadoras e o celular deve chegar às prateleiras no último trimestre de 2011", diz o gerente geral de vendas da LG Electronics no Brasil, André Niggli. O aparelho vem com um processador, uma antena e um sim card específico que permitem a troca de informações com o aparelho NFC no varejo. "É a mesma lógica das máquinas de POS nos pontos de venda para cartão de crédito, mas sem o contato físico."

De acordo com José Domingos Favoretto Júnior, arquiteto de soluções do CPqD, instituição independente com foco na inovação em TI, alguns pilotos já são testados nos Estados Unidos e na Europa e os grandes fabricantes do Brasil já se preparam para lançar aparelhos este ano. "A Samsung já homologa um equipamento e a Nokia anunciou para este ano um telefone com essa tecnologia", conta.

16 de jun. de 2011

ITAÚ COMBATERÁ ELO COM HIPERCARD


jornal Valor Econômico 15/06/2011 - Adriana Cotias

O Itaú Unibanco poderá, finalmente, usar a bandeira de cartões Hipercard para combater a novata Elo, criada pelos concorrentes Bradesco e Banco do Brasil. As amarras para tornar a Hipercard uma bandeira de cartão de alcance nacional foram removidas. O Itaú reviu o contrato com a varejista americana Walmart e o novo acordo, selado por 20 anos, prevê que o Hipercard seja aceito em qualquer estabelecimento comercial, incluindo os concorrentes diretos da varejista. Até aqui, havia uma chamada "lista negra" e os cartões da marca não podiam ser usados pelo consumidor em outros supermercados, no comércio de alimentos em geral e em redes de eletroeletrônicos. Livre da limitação, a Hipercard passa a ter condição de enfrentar a emergente bandeira Elo no segmento da baixa renda, nicho no qual a bandeira do Itaú tem forte atuação.

O Hipercard nasceu como um "private label" (cartão com a marca do próprio lojista) na antiga rede Bompreço, do Nordeste, mas, dado o sucesso na emissão, acabou virando bandeira, rivalizando inclusive com as marcas internacionais, Visa e MasterCard. Quando o Bompreço negociou a sua venda para o Walmart, a operação de cartões foi separada e o Unibanco acabou pagando por ela US$ 200 milhões. No acordo selado à época, foi assinada uma cláusula de exclusividade, que impedia que o Hipercard fosse usado na concorrência da varejista e também vetava a venda dos cartões nas próprias agências do banco. Agora poderá existir um cartão Itaú com a bandeira Hipercard.

Pelo novo desenho, os cartões poderão ser distribuídos, inclusive, em outras parcerias que o Itaú detém no varejo, portfólio dos mais robustos do mercado - que inclui Pão de Açúcar, Carrefour, Magazine Luiza, Ponto Frio, Lojas Americanas e Marisa. A ideia, segundo o diretor da divisão de cartões da instituição, Fernando Teles, é que a bandeira se estabeleça como marca reconhecida pelo consumidor e de ampla aceitação. Nessa ponta, o passo foi dado há cerca de um ano, quando a Redecard passou a capturar, nas lojas, as transações com o Hipercard.

Tal arranjo permitiu que a Hipercard saltasse de uma aceitação em 470 mil estabelecimentos para os 850 mil atuais - a casa de 1 milhão de lojistas deve ser superada até o fim do ano.



A resistência da gigante americana foi vencida porque a forma de remuneração também mudou. Em vez de receber uma comissão pelos cartões distribuídos, o Walmart vai participar dos resultados do Hipercard, a exemplo das outras parcerias seladas pelo Itaú Unibanco no varejo. "Apesar de não haver um acordo societário, já chamamos internamente o negócio de financeira Walmart", diz Teles.

O executivo não abre, porém, se houve algum desembolso financeiro para usar o canal de distribuição do Walmart, a exemplo do que se observou nas parcerias com Pão de Açúcar, Ponto Frio, Marisa ou Lojas Americanas, que, por alto, geraram ao banco um desembolso que esbarra nos R$ 2 bilhões.

Segundo Teles, as conversações com a rede americana levaram cerca de seis meses. O Walmart vai poder acrescentar o seu nome aos cartões Hipercard, além de distribuir unidades Visa e Mastercard, na modelagem dos emergentes cartões híbridos que têm se popularizado no varejo brasileiro - funcionam como private label quando usados nas lojas do grupo, sem custos, e viram receitas quando utilizados em outros estabelecimentos comerciais porque uma parcela da transação vira comissão para o varejista que empresta seu nome ao cartão. "Conquistamos um novo estágio, que transcende o mundo da reserva de mercado, porque quando o cliente do varejista vai consumir em outra cadeia, isso amplia as receitas dele também. O cartão sai da gaveta e vai para o bolso do consumidor."

Na rede Sam's Club, do segmento de atacado do Walmart, o Hipercard continuará sendo, por ora, o único cartão a ser aceito.

Enquanto a Elo dá os seus primeiros passos no mercado para se valer da onda da inclusão financeira, o Hipercard já tem meio caminho andado. Conta com uma base de cerca de 15 milhões de cartões e tem ampla aceitação no Nordeste (com uma participação de cerca de 20%) e Sul do país, com uma fatia de cerca de 10% do setor. Teles conta que o banco ainda está desenhando quais benefícios serão adicionados ao Hipercard, que não participa dos programas de fidelidade da Itaucard, como milhas aéreas e descontos em cinemas.

14 de jun. de 2011

JUROS PARA FACULDADES

jornal Folha de S. Paulo 13/06/2011 – Mercado Aberto

A Ideal Invest e o banco Itaú Unibanco fecharam parceria para o setor de crédito universitário. A empresa, gestora do programa Pravaler, espera absorver as faculdades clientes do banco.

"Atuaremos em mais sete Estados", diz o presidente da empresa, Oliver Mizne.
Desde o início do ano, os alunos não pagam juros sobre as mensalidades de algumas faculdades. Os juros, segundo Mizne, são pagos pelas próprias entidades.
O índice de inadimplência é de 3% e os alunos pagam, em média, juros de 5% ao ano, incluindo aqueles que ingressaram em 2011.

Os estudantes pagam metade do valor da faculdade durante o curso, com desembolso médio de R$ 400 por mês. O restante é pago após a formatura, em período de mesma duração do curso. "Com o financiamento, os alunos fazem cursos melhores e mais caros."

No Fies (Financiamento Estudantil do governo), os juros são de 7,5% ao ano para alunos que não fazem pedagogia ou cursos de tecnologia, e o tempo para pagamento é mais extenso.

9 de jun. de 2011

PRESIDENTE DO AKATU DEBATE PERFIL DO CONSUMIDOR NA NOVA ECONOMIA

O presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Helio Mattar, participa nesta sexta-feira (10/6) da mesa redonda “Uma nova economia começa com um novo consumidor – a mudança necessária na cultura de consumo da sociedade”, no 19º Seminário Internacional em Busca da Excelência 2011, promovido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) em São Paulo. O tema deste 19º seminário é “Gestão da Inovação para a Sustentabilidade”.

O presidente do Akatu divide a mesa com Maria Eugênia Sosa Taborda, gerente de sustentabilidade do Itaú, e Daniela de Fiori, vice-presidente de sustentabilidade do Walmart. Na pauta, o perfil necessário do novo consumidor para a nova economia (verde, responsável e inclusiva) e a urgência da transição para novos padrões de produção e consumo. Mattar também vai apresentar e comentar dados da mais recente pesquisa Akatu sobre o perfil do consumidor brasileiro.

7 de jun. de 2011

TARIFAS BANCÁRIAS: R$430 MILHÕES EM JOGO

jornal Diário do Comércio 06/06/2011 - Rejane Tamoto

Os correntistas que, na avaliação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), pagaram tarifas e encargos cobrados indevidamente pelos bancos Itaú Unibanco e Santander entre 2008 e 2010 podem ter os valores de volta. O MPF-RJ recomendou aos dois bancos a devolução de R$ 430 milhões em cobranças de tarifas indevidas – a constatação foi feita com base nas resoluções 3.518 e 3.919 do Banco Central (BC), que estabelecem regras sobre o assunto.

Procurado pela reportagem do Diário do Comércio, o Itaú Unibanco não se pronunciou. Já o Santander informou, pela assessoria de imprensa, que seus procedimentos estiveram de acordo com a legislação e a regulamentação existentes no período e disse ter apresentado esses argumentos ao MPF. "Quanto à recomendação, o banco esclarece que a recebeu e está analisando seu conteúdo", informou, em nota. O BC, por sua vez, afirmou ter considerado as cobranças irregulares a partir de 30 de abril de 2008, quando entrou em vigor a resolução 3.518/07 (substituída pela resolução 3.919/2011, em vigor). De acordo com comunicado oficial da autoridade monetária, os bancos se comprometeram a devolver os valores das cobranças ocorridas após a data de recebimento de ofícios do BC, que determinou o fim da prática.

A lista das tarifas

Segundo o procurador da República do MPF-RJ, Claudio Gheventer, a recomendação é válida para os correntistas de todo o País que tenham sido cobrados indevidamente dos dois bancos, entre 2008 e 2010. As tarifas em questão são: cobrança para liberação do limite do cheque especial, o Repasse de Encargos de Operação de Crédito (Reoc), Comissão sobre Operações Ativas (COA) e multas sobre cheques devolvidos. Os bancos têm até o dia 15 de junho para responder ao MPF-RJ se atenderão ou não à recomendação. "Existe a possibilidade de se ajuizar uma ação civil pública que peça a devolução", afirmou.

Operações de crédito

Os órgãos de defesa do consumidor recomendam aos clientes dos bancos a verificação de extratos antigos e de contratos para descobrirem se houve algum desconto indevido. "As tarifas cobradas por esses bancos são decorrentes de operações de crédito. Só o consumidor que adquiriu crédito, portanto, pode ter algo a receber. Nesse caso, o cliente deve ler o contrato e verificar se a cobrança está prevista. Se tiver dúvidas, pode pedir ao banco um demonstrativo de débito, que vale mesmo para contratos encerrados", afirma a gerente jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais.

A supervisora da área de assuntos financeiros da Fundação Procon de São Paulo, Renata Reis, orienta os consumidores a consultarem a resolução 3.919/2010 do BC, que tem a lista de tarifas que podem ser cobradas e divididas entre serviços essenciais, prioritários e diferenciados. "Compare as tabelas do seu banco e as do BC. As duas têm de estar em acordo. Se surgir uma tarifa diferente, verifique o contrato. É comum ter no contrato a cobrança de adiantamento a depositante, que é a liberação de um crédito de emergência, além do cheque especial, para cobrir um débito." Sobre as cobranças como o Reoc e a COA, Renata aconselha aos clientes que verifiquem se constam no contrato antes de registrar a queixa no banco ou em um órgão de defesa do consumidor.

Papel do BC

O procurador da República do MPF-RJ disse ter iniciado a apuração sobre a cobrança de tarifas indevidas em 2009, depois de ler uma notícia na imprensa a respeito de tarifas dos bancos para oferecer o limite do cheque especial. "Essa cobrança deixou de ser feita em alguns casos em 2009 e em outros, em 2010", disse.

De acordo com o procurador, os bancos decidiram devolver parcialmente as tarifas, após carta enviada pelo BC. O MPF-RJ pede a devolução integral e retroativa aos clientes, a partir da entrada em vigor das resoluções do BC, que não permitem a cobrança de determinadas tarifas (veja quais são na matéria abaixo).

Questionado pela reportagem, o BC informou não ter competência para determinar aos bancos a devolução de valores cobrados indevidamente dos clientes, por se tratar de uma relação de consumo entre particulares. "Isso não afasta a possibilidade de abertura de processo punitivo contra os bancos por descumprimento a normas regulamentares", afirmou a autoridade monetária.

Tarifas cobradas indevidamente pelos bancos, segundo o MPF.

Tarifa para liberação de cheque especial
Dependendo do banco, o nome dessa tarifa era Comissão de Manutenção de Crédito (CMC) e Comissão de Disponibilização de Limites (CDL). Todo mês os bancos cobravam um percentual sobre o limite do cheque especial dos clientes. Por isso, tinha o nome de comissão. No ItaúUnibanco, a comissão equivalia a 0,49% do valor do cheque especial, no período de maio de 2008 a maio de 2009. O banco concordou em restituir parcialmente os valores, a partir de dezembro de 2008. O Santander fez a cobrança de percentual de 1,5% do valor do limite, de maio de 2008 a junho de 2009. Notificado pelo Banco Central, o banco fará a devolução do período de dezembro de 2008 a junho de 2009. O MPF-RJ recomenda aos dois bancos a devolução a partir de 30 de abril de 2008.

Repasse de Encargos de Operação de Crédito (Reoc)
Tarifa na qual os bancos repassaram seus custos junto ao BC aos clientes, no ato da concessão do crédito. "Alguns bancos embutiram essa tarifa no Custo Efetivo Total (CET)", afirma o procurador do MPF-RJ Claudio Gheventer. O Santander fez a cobrança no intervalo de junho de 2008 a agosto de 2009 e foi notificado pelo Banco Central em janeiro de 2009. De acordo com o MPF-RJ, o banco vai devolver as tarifas cobradas de janeiro de 2009 a agosto de 2009. O MPF-RJ pede devolução do valor a partir de 30 de abril de 2008.

Comissão sobre Operações Ativas (COA)
Tarifa cobrada para refinanciar o saldo devedor. Foi cobrada de quem, por exemplo, não pagou o rotativo ou o parcelamento de uma fatura do cartão de crédito. É uma tarifa para refinanciar a dívida. Não pode ser cobrada porque é uma operação de crédito. Segundo o MPF-RJ, o Itaú Unibanco cobrou a tarifa de maio de 2008 a abril de 2010. Foi notificado pelo BC em setembro de 2009 e aceitou restituir o valor cobrado de setembro de 2009 a abril de 2010. MPF-RJ pede devolução a partir de 30 de abril de 2008.

Multa de devolução de cheque
Tarifa cobrada a cada cheque devolvido. Essa multa não existe nas resoluções publicadas pelo Banco Central. O consumidor deve verificar a lista do pacote de serviços para verificar o que pode ser cobrado (sustação, folha etc). O então Unibanco fez a cobrança de abril de 2008 a maio de 2009, no valor de R$ 26,50. O banco não fará a devolução.

6 de jun. de 2011

ITAÚ, REDECARD E EMPRESA CHINESA DE CARTÕES FECHAM PARCERIA

portal Bagarai 02/06/2011

Executivos do banco Itaú e da Redecard receberam ontem o presidente da China UnionPay (CUP), Xu Luode, na sede da instituição financeira, em São Paulo. O gestor da maior bandeira de cartões do mundo veio ao Brasil para acompanhar o lançamento de serviços de aceitação dos plásticos chineses no país. Por meio de parceria exclusiva assinada no final do ano passado, os 2,4 bilhões de clientes da CUP poderão sacar em reais nos terminais Itaú e comprar em lojas credenciadas da Redecard.

“É uma grande conquista. Nossa rede de ATMs já está toda adaptada para uso dos clientes CUP”, afirma Marcio Schettini, vice-presidente de Cartões do Itaú Unibanco. O menu de uso dos terminais foram adaptados para o mandarim. Assim que o cliente CUP introduz o cartão em um terminal Itaú, a tela é traduzida. Atualmente, o Itaú possui 30 mil ATMs em todo o país.

Para Claudio Yamaguti, presidente da Redecard, “a chegada dessa bandeira internacional ao portfólio da Redecard amplia ainda mais a possibilidade de o nosso cliente realizar suas vendas, além de demonstrar o compromisso da empresa com o desenvolvimento do Brasil. A Redecard ativa hoje sua rede para a captura de cartões CUP”.

Acompanharam Xu Luode cerca de 20 executivos chineses, entre eles Jiang Hong, vice-presidente do Bank of Shanghai; Ding Wei, vice-presidente do China Merchants Bank; Luan Jiansheng, presidente da divisão de cartões do Industrial and Commercial Bank of China; Xie Haichang, do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC); e Li Cailin, do Postal Savings Bank of China.

31 de mai. de 2011

SEBRAE ESTREITA ALIANÇA COM BANCOS PRIVADOS

portal Investimento e Notícias 30/05/2011 – Agência IN

Com o objetivo de fortalecer a atuação dos bancos privados em relação às micro e pequenas empresas, o Sebrae está renovando parcerias e firmando novos convênios. Neste ano a instituição renovou o acordo com o HSBC e o Santander, em outubro deve renovar com o Bradesco, e em breve assinará o acordo com o Itaú. A meta é aproximar os pequenos negócios das instituições financeiras e aumentar a oferta de produtos e serviços que estas oferecem a esse público.

Somando a parceria com os quatro bancos privados aos convênios com os bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e ao acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) faz com que o Sebrae esteja aliado às instituições que concedem 80% do crédito no país.
“O grande mote dessa parceria é o intercâmbio de informações. O sistema financeiro em geral sabe pouco sobre as micro e pequenas empresas e as micro e pequenas empresas sabem pouco sobre o sistema financeiro”, afirma o responsável pelo projeto, André Dantas, da área de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae.

A parceria mais antiga é a do Bradesco. Desde 2005, quando foi firmada, foram capacitados mais de 7 mil gerentes do banco que já atenderam mais de 30 mil empresas. O HSBC já disponibiliza produtos e serviços financeiros customizados para o segmento. O Santander criou um portal exclusivamente para os empreendedores, que desenvolve diagnósticos da empresa e direciona os internautas para cursos do Sebrae.
Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam financiamentos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas.

A parceria com os bancos prevê a capacitação de gerentes e funcionários das instituições, a realização de seminários de crédito em que os bancos falam sobre suas linhas para empresários locais, a promoção de cursos, a distribuição de material educativo, entre outras ações. O objetivo é conjugar esforços para ampliar o acesso ao crédito, a capacitação dos funcionários das instituições financeiras e o aumento do intercâmbio de informações.

BANCOS BRASILEIROS LIDERAM EM RENTABILIDADE SOBRE PATRIMÔNIO NA AL E EUA

portal Exame 30/05/2011 - Beatriz Olivon

Os brasileiros Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco lideram em rentabilidade sobre patrimônio (ROE) entre os bancos de capital aberto com ativos totais superiores a 100 bilhões de dólares na América Latina e nos Estados Unidos. O levantamento foi feito pela Economática, que analisou a rentabilidade sobre o ROE nos 12 meses fechados em março de 2011. O ROE é um indicador que aponta o quanto uma empresa consegue crescer utilizando seus próprios recursos.

Somente 19 bancos de capital aberto têm ativos totais superiores a 100 bilhões de dólares na América Latina e nos Estados Unidos. Nesse total, há quatro brasileiros - além dos líderes do ranking, há o Santander Brasil na nona posição.

O Banco do Brasil, maior banco de capital aberto por ativos da América Latina, é o único estatal da lista e é o que tem o melhor ROE com 26,46% . Isso significa que para cada 100,00 dólares de patrimônio do banco, ele gera 26,46 dólares a cada ano.

O segundo melhor colocado é o Bradesco - terceiro maior banco de capital aberto por ativos da América Latina e EUA. O ROE do Bradesco de 12 meses em março de 2011 é de 22.33% - o melhor desempenho entre os bancos não-estatais.

Na terceira colocação está o Itaú Unibanco, o segundo maior banco da América Latina e EUA por ativos, com ROE de 20,57%. O quarto e último brasileiro na lista, o Santander Brasil, obteve a nona colocação entre os 19 bancos, com ROE de 10,57%.

Na lista, o Bank Of América e o Regions Financial Corp têm ROE negativo. Isso significa que eles acumularam prejuízo nos 12 meses fechados em março de 2011.
Veja a lista dos 19 maiores bancos listados por sua rentabilidade sobre patrimônio em março de 2011:

30 de mai. de 2011

PRODUTO À VENDA NO BALCÃO DE LOJA

revista Valor Financeiro Maio 2011 – Guilherme Meirelles

Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.

Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.

Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.

Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.

A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.

A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.

A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.

A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.

Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.

O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".

As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.

Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.

A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.

Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.

Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.