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3 de ago. de 2011

ITAÚ FECHA ACORDO E VIRA LÍDER EM GESTÃO DE FORTUNA NO CHILE

jornal O Estado de S.Paulo 02/08/2011 - Naiana Oscar

Em linha com sua estratégia de internacionalização, o Itaú assinou nesta segunda-feira, 1º, um acordo para criação de uma joint venture com um dos maiores bancos chilenos, o Munita, Cruzat & Claro (MCC). A parceria foi feita com o objetivo de desenvolver a gestão de patrimônio no Chile, com operações de private banking - serviço prestado timidamente pelo branco brasileiro naquele país.Com a joint venture o Itaú vira líder na administrações de fortunas no mercado chileno.

O Itaú está no Chile desde 2006, quando comprou o BankBoston local (ver ao lado). De lá para cá, manteve uma atuação voltada para o varejo e com uma carteira relativamente pequena de clientes com alta renda, alvos do private banking. Com a sociedade, o banco une os US$ 300 milhões que tinha sob gestão com o US$ 1,7 bilhão do parceiro chileno.

"Com a sociedade, aumentamos a carteira de clientes hispânicos em 25%", disse João Medeiros, diretor do Itaú Private Bank International. "Os clientes chilenos passam a representar um terço da nossa carteira na América Latina, encostando nos argentinos, que até então tinham a participação mais relevante, depois do Brasil."

Medeiros acredita que, em três ou quatro anos, é possível dobrar a carteira de ativos no Chile, chegando aos US$ 2 bilhões. Entre os fatores que levaram o Itaú a apostar no país vizinho, além da oportunidade, está o potencial de crescimento da economia chilena, que tem dado saltos de 6% ao ano. "É um mercado que tem condições muito favoráveis, com crescimento sustentável e um ciclo de criação de riquezas estável", diz Medeiros. "Com riqueza acumulada, temos investidores em busca de oportunidade de investimento."

A parceria promete também facilitar o acesso de investidores chilenos ao País. "A sociedade nos amplia a oportunidade de oferecer produtos mundiais e especialmente do Brasil, que é o país dos Brics com maior potencial", diz Alberto Munita, um dos sócios fundadores do MCC. O banco, especializado em gestão de patrimônio, tem 28 anos de atuação.

Marca. As partes não divulgaram suas participações no negócio mas disseram que os sócios da instituição chilena continuarão à frente da operação. O Itaú terá um representante no conselho de administração da joint venture, que atuará sob a bandeira do MCC. As negociações em torno dessa sociedade começaram há um ano e foram concluídas ontem, com a assinatura do acordo, no Chile.

Na América Latina, o Itaú também está presente na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. O banco é líder em private banking no continente, com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão.

Com atuação em 21 países nas Américas do Sul e do Norte, na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, o banco brasileiro está desde 2006 com uma forte estratégia de internacionalização, por meio de aquisições e, principalmente, crescimento orgânico. "Nós achamos que temos oportunidade de originar negócios. Queremos crescer aproveitando nossa presença nesses mercados locais e algumas oportunidades. O foco, no entanto, continua sendo o Brasil", diz João Medeiros.

8 de jul. de 2011

CHILE: CARTÕES DE LOJAS COBRAM AS MAIORES TARIFAS

portal CardClipping

Um estudo do Sernac (Servicio Nacional del Consumidor), realizado pouco antes da eclosão do caso La Polar, registra que as taxas mais alta são cobradas na comércio que lida com o consumidor de menor renda e, por isso, de maior risco.

As lojas de departamento, com foco nos segmentos de baixa renda, são as que cobram as maiores tarifas para saques, as maiores taxas de manutenção de conta e o maior custo total do crédito, nos cartões que fornecem.

A pesquisa foi realizada em maio, com dados coletados pela entidade pública nos centros de atendimento ao cliente de lojas de departamento e supermercados.

Adiantamento em dinheiro

O Sernac apurou que um adiantamento de 100.000 pesos chilenos em dinheiro (em torno de R$ 335), pagável em 12 parcelas, tem custos totais mais elevados em lojas como Hites (62,3%) ABC Din (51,6%), Corona (49,7%) e Tricard (47,2%).

Saques através de cartões de crédito emitidos por bancos têm taxas médias de 13% a 33% para a mesma operação. Nos cartões de crédito não-bancários (varejo) , as taxas médias estão entre 28% e 36%.

Nas compras com cartão de crédito, os custos mais elevados ocorrem na Hites (115,3%) e na Corona (37%).

Custos de crédito

No ranking feito pelo Sernac, considerando a composição geral do custo do crédito (adiantamentos em dinheiro e compras a crédito) para um valor de CLP 100.000, em primeiro lugar fica a Hites, com mais de CLP 160.000, dos quais cerca de CLP 30.000 se referem a comissões variáveis e outros CLP 20.000 a juros.

Em seguida estão grandes lojas como ABC Din, Corona e Tricard, cuja média anual de custos para os clientes sobe acima de CLP 140.000, com CLP 40.000 em juros e comissões.

Comissões

Segundo o estudo, a tarifa mensal de administração ou manutenção de cartões de crédito é mais alta na Hites (cerca de CLP 3.200), seguida de Crown (cerca de CLP 3.000), e da líder em cartão de supermercado, a Presto (cerca de CLP 2.500).

As tarifas para adiantamento de dinheiro, para pagamento parcelado, conforme levantado em maio, estavam em torno de CLP 32.000 (cerca de R$ 108) na Hites, CLP 20.000 na Corona, CLP 13.000 na Pré Unic, CLP 7.000 na Dijon e CLP 4.500 na ABC Din.

8 de mar. de 2011

CHILE: WALMART SUSPENDE A VENDA DA PRESTO E OPTA POR MANTER CONTROLE DO NEGÓCIO DE CARTÃO DE CRÉDITO

redação Serfinco 07/03/2011

A direção do Walmart no Chile está desistindo de vender sua unidade de cartões Presto. Os resultados estão se recuperando após a crise, o que levou a varejista a decidir manter o setor complementar ao do varejo.

O processo de venda tinha entrado em sua reta final e o Walmart, assessorado pelo Credit Suisse, havia definido uma "lista suscinta" de instituições interessadas em comprar o controle de sua divisão financeira responsável pela gestão do cartão Presto.

Inicialmente, o plano do Walmart era vender mais de 50% da sua filial a uma instituição financeira. Entre as candidatas estavam o Banco Itaú, o BBVA e o Banco de Chile. A intenção era encontrar um parceiro estratégico, logo depois de assumir o controle da D&S Chile, quando o negócio de crédito foi afetado pela crise financeira.

Em 2009, a Presto teve perdas de 61 bilhões de pesos (em torno de US$ 128 milhões) por causa de despesas para reestruturar a carteira de crédito. No primeiro trimestre de 2010, a inadimplência estava em 18,7% da carteira. A companhia ainda não fechou o resultado de dezembro mas os atrasos já haviam caído para 10,7%.

O Walmart também teve receio de que um parceiro estratégico pudesse interferir na política comercial "de preços baixos”. Os bancos teriam sido informados, desde o início, sobre a possibilidade de que a varejista suspendesse a venda.

Em dezembro do ano passado, a Presto tinha 1,451 milhão de cartões em circulação, sendo 491,8 mil ativos.