10 de abr de 2012

MASTERCARD AVALIA SE ADERE AO NFC


portal Executivos Financeiros 16/03/2012

A tecnologia NFC deve se desenolver ainda este ano. No entanto, a MasterCard continua avaliando se ingressa na nova tecnologia de pagamentos. Durante uma entrevista para a Fast Company no final de janeiro, o diretor de Pagamentos da MasterCard, Ed McLaughllin, afirmou que estamos avançando rapidamente para um mundo mais além do plástico. Para ele, em muitos casos, o plástico é só uma embalagem.

Ed McLaughllin disse ainda que a MasterCard tem refletido sobre a lenta e limitada adoção e disponibilidade desta tecnologia, que apesar de estar presente em uma série de dispositivos Android, não parece ter o impacto suficiente no mercado móvel. Para a MasterCard isto poderia mudar com a chegada de um iPhone equipado com alguma solução de pagamentos móveis.

O site Celularis lembra que a Apple revolucionou o mercado da música ao criar o iTunes. Se a Apple desse um empurrão ao NFC, esse mercado poderia deslanchar, observa o site.

De acordo com o Celularis não é a primeira vez que se fala em incorporar chips NFC em dispositivos móveis da Apple. Essa tecnologia era aguardada para ser incorporada no iPhone 4S, o que acabou não acontecendo. Segundo o Celularis tudo aponta que em Cupertino (Vale do Silício, EUA) alguns já pensam em unir-se e estariam desenvolvendo o suporte desta tecnologia para a próxima geração do iPhone.

A estratégia é a de sempre. Não implementar novas tecnologias sem estar antes aprovadas e mediante um ecossistema ao redor para que as novas tecnologias funcionem corretamente.

VISA QUER NFC "EM PLENA OPERAÇÃO" ANTES DA COPA DO MUNDO NO BRASIL


portal TI Inside 16/03/2012 - Guilherme Sorgine

A Visa atua em duas frentes para capitalizar o enorme potencial do mercado de m-payments do Brasil, tendo em vista os grandes eventos que serão realizados no país nos próximos anos. As apostas da empresa são duas: por um lado, o lançamento do Visa PayWave, solução de pagamentos por proximidade, através de smartphones equipados com tecnologia NFC; por outro, a ampliação do mercado de recargas de celulares pré-pagos e micropagamentos.

A implementação da tecnologia NFC no Brasil é o ponto culminante de um mapa de trabalho que já vem sendo implementado pela empresa que começou com a adoção de cartões de tarja, evoluiu para os cartões com chip e senha (que já são mais de 100 milhões no Brasil) e chega hoje no sistema de compras por tecnologia de contato, o qual está sendo chamado comercialmente pela empresa de Visa PayWave. O novo sistema leva, na prática, o cartão de crédito para dentro do smartphone do usuário. Para pagar suas compras, o consumidor apenas aproximará o seu smartphone equipado com NFC de máquinas de pagamento adaptadas a essa tecnologia, com o valor da compra sendo debitado diretamente de sua fatura de cartão de crédito. Para os usuários mais tradicionais, haverá também a opção de utilizar o NFC por meio de um cartão similar àqueles de crédito atualmente existentes que poderá ser passado (tal qual um crachá de acesso) em qualquer máquina equipada com a tecnologia de contato.

A empresa vem trabalhando desde 2008 na implementação dessa tecnologia, que envolve o trabalho conjunto com bancos, fabricantes, operadoras de telecomunicação e lojistas. Segundo Marcelo Sarralha, diretor de produtos da Visa no Brasil, o projeto vem progredindo rapidamente, e dentro de um a dois anos a tecnologia já deve estar em plena operação. Segundo o executivo, há mais de quatro bancos prontos para operar com NFC. Do lado das fabricantes, empresas como a RIM já comercializam modelos equipados com a tecnologia (como os novos BlackBerry Curve e Bold). O maior desafio parece residir na instalação de máquinas nos estabelcimentos comerciais, trabalho custoso e demorado, mas que o diretor garante que deve estar concluído entre um e dois anos. Um dos maiores objetivos desse trabalho é dotar o país de infra-estrutura de consumo para atender aos milhares de turistas esperados para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, ambos os eventos patrocinadas pela Visa.

No que diz respeito à adaptação dos celulares a essa nova tecnologia, a Visa aposta suas fichas em duas possibilidades. Uma primeira seria a compra de smartphones já equipados de fábrica com NFC. Um segundo meio seria o uso de um cartão microSD com NFC embutido (o que tornaria qualquer smartphone com entrada para microSD capaz de utilizar os serviços). Para a primeira opção, será necessário também trocar os SIMcards por uma versão com um elemento seguro. De acordo com Sarralha, fabricantes locais de chips estão preparados para produzi-los e alguns modelos já até foram homologados por operadoras brasileiras.

Uma outra característica interessante do novo produto é sua interoperabilidade com a rede Visa em todo o mundo. Dessa forma, o brasileiro portador de celular equipado com NFC poderá usá-lo para comprar pelo sistema em qualquer país onde haja máquinas capazes de suportar a tecnologia.

Recargas

O segundo alvo da Visa no ramo de pagamentos móveis é o mercado de recarga de celulares pré-pagos e micropagamentos móveis. Atualmente, estima-se em 200 milhões o número de celulares pré-pagos existentes no Brasil, originando um mercado total de recargas que movimentou aproximadamente R$ 27 bilhões no país em 2010. Contudo, hoje em dia, apenas 7% das recargas de celulares são feitas com cartão de crédito, havendo, segundo Sarralha, enorme potencial para crescimento nesse mercado.

Atualmente, o portador que deseja recarregar seu pré-pago remotamente pode fazê-lo via celular, vindo o valor debitado na sua conta de cartão de crédito. Mas a empresa planeja disponibilizar uma segunda forma de recarga remota, em que a compra será feita pelo cartão de crédito via internet. Esse é um sistema que vem sendo desenvolvido pela Visa em parceria com as operadoras de telefonia móvel - Claro, Oi, TIM e Vivo - e mais de 20 instituições financeiras, e que já se encontra em fase final de testes, devendo estar em breve disponível como opção ao consumidor.

Estabelecida essa tecnologia para o serviço de recargas pré-pagas, a empresa aposta em sua ampliação para abarcar o consumo de outros bens: além de créditos telefônicos, o usuário poderá usar o seu celular para comprar toda uma série de produtos, que podem ir desde simples wallpapers até vídeos e músicas em formato mp3, ou mesmo para o pagamento de serviços, tudo com o billing sendo feito na própria conta de cartão de crédito do usuário. “Esse é um sistema que vai revolucionar o mercado de compras no Brasil”, aposta Serralha.

FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL CONCLAMA GOVERNOS A ADOTAREM PAGAMENTO MÓVEL


portal Mobile Time 15/03/2012 - Fernando Paiva

Na mesma semana em que o Banco Central do Brasil e o Ministério das Comunicações iniciaram conversas para definir uma regulamentação que viabilize a oferta de serviços financeiros móveis, o Fórum Econômico Mundial publicou um estudo conclamando os governos de países emergentes a migrar para o celular seus pagamentos de benefícios sociais. A mudança ajudaria a reduzir os problemas de fraudes nesses programas, retirando a necessidade de intermediários e do uso de papel, além de baratear os custos administrativos e de transações desses programas sociais. O estudo calcula que as nações em desenvolvimento poderiam economizar até US$ 46 bilhões anuais em 2015 se aderirem à ideia. Se computados também os benefícios econômicos para a população (segurança, facilidade de transferências financeiras etc), o saldo positivo poderia alcançar US$ 100 bilhões por ano em 2015.

Entretanto, a adoção do celular como meio de pagamento entre governo e cidadão (G2P, na sigla em inglês) constituiria uma segunda etapa no desenvolvimento de serviços financeiros móveis. Antes disso, é necessário passar por uma primeira fase, na qual o papel do governo consiste em proporcionar um ambiente regulatório favorável para tais serviços e que trate de maneira equilibrada os setores financeiro e de telecomunicações, propiciando o surgimento de iniciativas privadas. De acordo com o estudo, o papel de liderança dos governos é fundamental para evitar que interesses divergentes no setor privado atrasem o desenvolvimento de serviços financeiros móveis. "Deixar a cargo de forças do mercado não apenas atrasa, mas também cria falhas e riscos que podem provocar retrocessos no desenvolvimento de serviços financeiros móveis", diz o documento. É justamente nessa primeira fase que o governo brasileiro se encontra.

A fase seguinte consiste na entrada do governo como um usuário de tais serviços, especialmente para o desembolso de benefícios sociais via celular. Eles podem ser tanto auxílios diretos de renda (caso do Bolsa Família e do seguro-desemprego), quanto cupons que valham subsídio na compra de itens específicos, como fertilizantes e comida. Calcula-se que os países emergentes gastem cerca de US$ 1 trilhão por ano com tais benefícios, com perspectiva de alcançar US$ 1,25 trilhão em 2015. Desse total, entre 5% e 25%, dependendo do caso, é desviado por fraude ou falhas no sistema, estima o estudo, que foi realizado pelo Boston Consulting Group (BCG).

CARTÕES DE CRÉDITO CRESCEM 550% EM UMA DÉCADA E ATRAEM NOVATOS


portal iG 15/03/2012 - Danielle Brant

Poucos setores cresceram tanto no Brasil na última década quanto o segmento de cartões de crédito. Impulsionados por uma expansão inédita nos empréstimos à classe média e integração de milhões de brasileiros à sociedade de consumo, as empresas desse setor viram seu faturamento crescer mais de 550% nos últimos 10 anos. Com raras exceções, o crescimento anual nunca ficou abaixo de 20%, cinco vezes mais que a expansão média do PIB nos oito anos do governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. E mesmo com todo esse vigor, a expectativa é de que o dinheiro de plástico mantenha o ritmo nos próximos anos.

Diante de um cenário tão positivo em tempos de incerteza no cada vez mais instável mundo financeiro, o setor observa não só investimentos agressivos das duas líderes do mercado – Visa e Mastercard -, mas também apostas ousadas de pequenos investidores que também querem surfar na onda dos cartões de crédito.

O mais novo deles é o ex-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Waldemar Petty, um ex-funcionário da Visa. Com apenas R$ 5,8 milhões, Petty está criando uma bandeira para chamar de sua e concorrer com as duas gigantes do setor, que juntas, dominam 90% desse mercado.

Sua estratégia nessa briga é oferecer o que nenhum outro cartão oferece hoje: prazo. Petty quer dar o consumidor a opção de comprar uma simples geladeira com um número de prestações semelhante ao de quem compra uma casa. De acordo com o comunicado que sua empresa divulgou, será possível parcelar as compras em até 200 vezes.

O foco de Petty está na leva de mais de 30 milhões de brasileiros que ascenderam das classes D e E para a Classe C. De acordo com ele, até julho desse ano espera vender 600 mil cartões e outros 2 milhões até o segundo ano de operação.

Para oferecer essas vantagens, o ex-presidente da Abecs montou um plano agressivo. “Vamos reduzir o preço que o lojista paga para manter a maquininha. Atualmente, eles pagam até R$ 188 de aluguel. Queremos cobrar R$ 30, pois nosso objetivo não é ter receita com a máquina”, explica. Além disso, Petty quer eliminar a taxa de intercâmbio, aquela cobrada pela operadora, que é de 4,5%, em média.

Outro foco da Shopcards será a fidelização de clientes por meio de um banco de dados cujo objetivo será fazer a ponte entre lojistas e compradores. “Temos sempre que deixar esse banco atualizado. Podemos oferecer descontos para os clientes que atualizarem os dados”, conta Petty.

Fora o alongamento das parcelas, a operadora também vai disponibilizar diferentes maneiras de pagamento. “As parcelas podem variar conforme a necessidade do cliente. Se ele não puder efetuar o pagamento mínimo de 15%, podemos reduzir para 5%. Ele pode pagar duas prestações por mês, se quiser”, ressalta. “Não se faz varejo sem mercadologia. Vamos unir tecnologia, crédito e maior conhecimento do cliente”, afirma.

Para conquistar seu público-alvo, a empresa vai colocar pontos de venda dentro de shoppings ou próximo a lojistas. “Montamos um estande no shopping Center D&D, de São Paulo. Também temos pontos em shoppings em Recife e no Mato Grosso”, diz.

As gigantes se movem

A tarefa de Waldemar Petty se torna ainda mais complicada diante da mobilização da Mastercard e da Visa em busca de novas tecnologias para facilitar o dia a dia do consumidor. A Mastercard, por exemplo, investe forte na plataforma inControl,. A ferramenta permite determinar onde, quando e como os cartões são utilizados. Para descobrir isso, se baseia no valor da compra, tipo de estabelecimento, local da compra e horário.

A plataforma também alerta toda vez que é realizada uma operação com o cartão, conforme os parâmetros estabelecidos pelo cliente. A tecnologia ainda está em implantação no Brasil, mas sem previsão de lançamento.

A Visa, por sua vez, aposta na tecnologia contactless, explica Marcelo Sarralha, diretor de Produtos da Visa do Brasil. “Ele foi desenvolvido para pagamento de pequenos valores, até R$ 50. Ele pode comprar um café, por exemplo, e pagar aproximando o cartão de uma leitora compatível com a tecnologia. Não precisa usar senha”, explica. Quando o “saldo” terminar, é só o cliente fazer uma compra pelas vias normais, com a senha, que o valor será “recarregado” e ele poderá voltar a pagar com o contactless.

VISA INVESTE EM PAGAMENTO DE RECARGAS DE CELULAR PRÉ-PAGO


portal Maxpress 15/03/2012 – release Estratégia

De acordo com um estudo encomendado pela Visa para a Bain & Company, o mercado de recarga de celular pré-pago movimentou aproximadamente R$ 27 bilhões no Brasil em 2010 e pode atingir R$ 43 bilhões em 2016. De olho no potencial desse mercado, a Visa em parceria com as operadoras de telefonia móvel – Claro, Oi, TIM e Vivo – e mais de 20 instituições financeiras, está investindo na criação de novos canais e serviços, além de promoções exclusivas, que permitem a compra de créditos para celulares pré-pagos com cartões de crédito e débito Visa.

“Além de comodidade, a recarga de celular com cartões Visa traz muito mais segurança e controle para os consumidores”, afirma Percival Jatobá, diretor executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil. “Atualmente apenas 7% das recargas de celulares são feitas com cartão, A migração desta compra normalmente feita com dinheiro para cartão irá trazer ainda mais eficiência para a indústria de telefonia móvel”, conclui o executivo.

A recarga do pré-pago pode ser feita com cartão de crédito Visa ou cartão de débito Visa Electron de duas maneiras:

1 - Recarga pelo telefone
Os portadores de cartão de crédito Visa podem recarregar seus celulares de qualquer operadora através de uma ligação gratuita. Para isso, basta cadastrar o cartão no serviço da operadora e solicitar a recarga, que será creditada em instantes. A ligação pode ser efetuada mesmo de um celular da própria operadora mesmo que sem crédito.
Claro – Ligue para *555
Oi – Acesse menu Oi ou ligue para *144
Tim – Ligue para *244
Vivo - Ligue para *7000

2 – Nas lojas habilitadas que aceitam Visa
A recarga também pode ser feita nos estabelecimentos comerciais e grandes redes de supermercados cadastrados para esse serviço e o pagamento pode ser realizado tanto com cartão de crédito Visa ou cartão de débito Visa Electron. Para ver a lista completa entre em http://www.visa.com.br/promocoes/conteudo_Recarga.asp?pg=1000.


Entre as vantagens da recarga no cartão está ainda a possibilidade do pagamento na função crédito, no qual a recarga cai na hora, mas só é debitada no vencimento da próxima fatura do cartão.