4 de abr. de 2012

CREDIFIBRA E DACASA EXPANDEM NEGÓCIO


jornal Valor Econômico 27/02/2012 - Aline Lima

Financeiras como Credifibra e Dacasa, que apresentaram forte avanço das despesas administrativas ao longo de 2011, atribuem o aumento de gastos, principalmente, a investimentos em expansão das atividades. As despesas administrativas da Credifibra, braço de varejo do Banco Fibra, do grupo Vicunha, deram um salto de 150% de janeiro a setembro de 2011 ante igual período de 2010, totalizando R$ 130,62 milhões. Márcio Ronconi, vice-presidente de varejo do Fibra, argumenta que o acréscimo, na verdade, teria sido de apenas 32% - o que daria algo em torno de R$ 17 milhões a mais em relação às despesas de 2010.

Segundo o executivo, é preciso considerar o balanço consolidado do grupo, já que muitas despesas foram realocadas do banco para a financeira. Além disso, a incorporação da promotora Sofcred, comprada do Sofisa em março de 2010, e da processadora de cartões Validata, adquirida seis meses depois, exigiram da Credifibra investimentos volumosos.

"As despesas com essas incorporações passaram a ser registradas a partir do segundo semestre de 2010, por isso a comparação com 2011 fica prejudicada", explica. Mas boa parte das despesas extraordinárias com essas incorporações - R$ 57 milhões - já havia sido registrada no segundo semestre de 2010 no balanço do Fibra e não está claro quanto sobrou para 2011. As oportunidades de ganho de escala, diz Ronconi, deverão ficar claras no balanço de 2012.

A capixaba Dacasa, que nasceu dentro do grupo de varejo Dadalto, também está investindo para expandir o negócio. O diretor Leonardo Dadalto informou que foram empregados, em 2011, cerca de R$ 5 milhões para expandir as operações nos Estados de Minas Gerais e Bahia, além de terem sido reforçados os sistemas de prevenção a fraudes. As despesas administrativas da Dacasa entre janeiro e setembro de 2011 foram de R$ 67,409 milhões, alta de 50% contra igual período de 2010. Em 2011, até setembro, a financeira registrava um prejuízo de R$ 4,2 milhões. Pesaram, segundo Dadalto, despesas operacionais de R$ 49,8 milhões no terceiro trimestre, relativas basicamente a provisões para causas trabalhistas. "Vamos terminar 2011 no positivo."

Na Portocred, que em setembro estava com o patrimônio negativo, as despesas administrativas de janeiro a setembro de 2011 atingiram R$ 35,84 milhões, alta de 114% ante igual período de 2010. O diretor Tomaz Hinrichsen diz que, agora, após um aporte de capital e troca de controle, a estrutura está pronta para aumentar a produção. A estimativa de concessão mensal de crédito para o fim de 2012 é de R$ 14 milhões, ante R$ 10 milhões em dezembro de 2011.

A venda da financeira para a GAPX Holding, segundo Hinrichsen, foi um processo que se arrastou desde 2009, quando o negócio foi afetado pela crise. "Não houve injeção de capital nesse período e os prejuízos se acumularam."

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