Mostrando postagens com marcador NFC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NFC. Mostrar todas as postagens

20 de fev. de 2012

NFC PODE CHEGAR AO BRASIL NESTE ANO


portal Executivos Financeiros 23/01/2012

O primeiro serviço de NFC comercial pode começar no Brasil no final desse ano. A informação é do líder do líder do programa NFC para o Brasil, Mustafa Almansur, executivo da GSMA, uma associação global que representa mais de cinco bilhões de conexões GSM E 3GSM.

NFC ou Near Field Communications é uma tecnologia que permite a dois dispositivos sem fio, que estão próximos, transferir pequenas quantidades de dados com segurança. Com essa tecnologia podem ser feitos pagamentos de bens e serviços como bilhetes de transportes, de entretenimento e identificação. Com isso, o celular poderá ser tornar uma carteira móvel.

A GSMA realizou em evento em São Paulo no último dia 18, quando a associação mostrou estar fazendo as primeiras tentativas comerciais. Alguns players disseram ao site RCR Wireless News que esperam a aplicação ainda no final deste ano. A representação da GSMA na América Latina fica no Chile (veja link abaixo).

De acordo com o RCR, a tecnologia GSMA só começou a ficar mais próxima dos operadores brasileiros há seis meses atrás. O programa de venda da tecnologia NFC GSMA tem como foco expandir a colaboração, a interoperabilidade e o desenvolvimento de ecossistema. "Sem o engajamento das operadoras não teremos NFC", disse Almansur. Ele acrescentou que o desenvolvimento é complexo e requer mais de um player para trazer a tecnologia ao mercado.

20 de nov. de 2011

MASTERCARD NEGOCIA EMBARQUE DE APP EM CHIPS DE TODAS AS OPERADORAS BRASILEIRAS

portal Teletime 11/11/2011

A Mastercard está negociando com todas as operadoras celulares brasileiras para que seu aplicativo de m-payment seja embarcado em SIMcards a partir de 2012. Será o lançamento comercial da solução que vem sendo testada há um ano em São José dos Campos com 17 mil pessoas em parceria com a Vivo e o Itaú Unibanco. O aplicativo em questão permite que o usuário realize pagamentos com seu cartão de crédito através do celular. A Vivo, por ter participado do teste piloto, é uma das operadoras que com certeza adotará a solução. As demais estão em fases variadas de negociação, algumas mais adiantadas que outras. Em 2012, o aplicativo será embarcado também nos chips das operadoras Movistar na América Latina, que pertencem ao grupo espanhol Telefônica, o mesmo que controla a Vivo. A ideia é que a região sirva de ponta de lança para o produto, que será levado em seguida para o resto do mundo, explica o vice-presidente de plataformas inovadoras da Mastercard no Brasil e Cone Sul, Luiz Roncato. Paralelamente, estão sendo realizados testes com outro emissor em duas cidades brasileiras diferentes, mas seus nomes não podem ser revelados. E mais dois emissores iniciarão experiências em breve no País, afirma Roncato.

O aplicativo ocupa aproximadamente 20 Kb de memória, o que é muito para um SIMcard, haja vista que algumas operadoras ainda trabalham com modelos de 64 Kb. O custo de um upgrade para modelos de 128 Kb ou 256 Kb é um dos fatores levados em conta na negociação das teles com a Mastercard. Outra questão considerada é que o app não pode ser instalado remotamente, via OTA (over the air). Ou seja, o usuário precisa trocar de chip. O obstáculo é minimizado por Roncato, lembrando que o churn médio no Brasil gira em torno de 20% ao ano. Em outras palavras: um quinto da base brasileira já troca naturalmente de chip anualmente. A Mastercard optou pela solução em SIMcard porque ela é acessível a qualquer aparelho GSM, de gama baixa a alta. "Quem atende a base da pirâmide consegue atender ao topo. A solução com SIMcard é simples, barata e permite alcançar a população bancarizada e não bancarizada", justifica o executivo. Quanto à interface, que no SIMcard não é muito atraente, Roncato lembra que ela pode ser alterada a pedido do banco emissor. Nada impede, por exemplo, que seja desenvolvido no futuro um app para iOS ou Android interligado ao sistema de mobile payment da Mastercard.

Descrição

Na solução da Mastercard é o consumidor quem inicia uma transação. Através do app, a pessoa escolhe o cartão a ser usado (podem ser cadastrados vários cartões na mesma carteira eletrônica), digita um código de identificação do estabelecimento comercial, o valor da compra e a sua senha. As informações são transferidas via SMS para um gateway de pagamentos móveis da Mastercard, o MPG (Mobile Payment Gateway), que faz a intermediação com a rede de adquirência conectada ao estabelecimento comercial. Uma das vantagens desse sistema é não demandar a troca das máquinas de POS. Os códigos de identificação de lojas visitadas recorrentemente podem ser salvos na memória do aplicativo para que o consumidor não precise digitá-los novamente.

Além de pagamentos a estabelecimentos comerciais, o aplicativo da Mastercar no SIMcard permite uma série de outros serviços, como a compra de créditos para pré-pagos, remessas internacionais, transferências de valores entre pessoas físicas etc. Esses serviços podem ser lançados gradativamente, conforme a demanda do banco emissor e a permissão da regulamentação. Por sinal, a facilidade de recarga de pré-pagos é vista por Roncato como um dos benefícios que deve atrair as teles a embarcar o app em seus SIMcards.

Os testes em São José dos Campos serviram para a Mastercard avaliar melhor sua solução. Roncato lista algumas das conclusões: "O SIMcard é extremamente seguro para transações financeiras. Não tivemos nenhum problema de segurança. E conseguimos estabilizar bem a comunicação via SMS".

NFC

A solução em SIMcard não é a única da Mastercad em pagamentos móveis. A empresa atua em várias outras frentes simultaneamente. No Brasil, por exemplo, conforme adiantou Mobile Time em setembro, a experiência da Paggo e da Cielo no Nordeste para pagamentos via celular usa um cartão Mastercard co-branded Oi e Banco do Brasil. No exterior, por exemplo, os testes com o Google Wallet utilizam cartões Mastercard e tecnologia de comunicação por aproximação (NFC, na sigla em inglês).

A Mastercard possui uma solução de pagamentos via NFC batizada de "PayPass", que na América Latina encontra-se em testes na Argentina e no Chile. Neste caso, porém, é necessário adaptar as máquinas de POS. "Aqui no Brasil estamos trabalhando o ecossistema. É preciso quebrar a inércia (para adoção do NFC)", comenta. Segundo Roncato, mais de um emissor brasileiro já tem cartões com NFC embarcado prontos para serem lançados a qualquer momento.

16 de nov. de 2011

SMARTPHONES DA BLACKBERRY COM TECNOLOGIA NFC E SIM CARD RECEBEM CERTIFICAÇÃO PARA PAGAMENTO MÓVEL

portal Executivos Financeiros 27/10/2011

A Research In Motion (RIM) anuncia mundialmente nesta quinta-feira (27) que os smartphones BlackBerry Bold 9900 e BlackBerry Curve 9360 são os primeiros aparelhos com SIM card e tecnologia NFC certificados pela MasterCard Worldwide como dispositivos aprovados para PayPass. A partir destes aparelhos é possível fazer transações eletrônicas sem nenhum contato com máquinas, sem senhas ou assinatura, é só passar o cartão pela leitora a uma curta distância e a transação está completa.

Com a certificação, qualquer banco do mundo emissor do MasterCard PayPass poderá implementar as contas habilitadas para MasterCard PayPass no SIM card desses dispositivos. A certificação foi concedida porque os smartphones atendem aos requisitos de funcionalidade, interoperabilidade e segurança da MasterCard.

A France Telecom-Orange acredita que a tecnologia móvel NFC pode revolucionar o mercado móvel ao aumentar a conexão entre mundo real e mundo digital. A operadora é a primeira do mundo a realizar o lançamento comercial do NFC em dois países (Reino Unido e França), com testes em andamento em diversos mercados europeus.

“É uma grande satisfação oferecer os smartphones dentro da linha de dispositivos móveis com NFC da Orange. Planejamos comercializar os aparelhos com NFC ativamente e esses novos smartphones devem acelerar a adoção dos serviços móveis com NFC assegurados pelos SIM cards da Orange e que permitem pagamentos através de celulares”, diz Vincent Barnaud, diretor de contactless services da France Telecom – Orange.

Andrew Bocking, vice-presidente de administração de produtos de software para dispositivos móveis da RIM, afirma que “a tecnologia NFC cria smartphones ainda mais inteligentes, e a certificação MasterCard é um passo importante para transformar a maneira como utilizamos os smartphones para fazer pagamentos. Estamos trabalhando ativamente com nossos parceiros, que incluem operadoras, bancos varejistas, entre outros, e estamos felizes por ampliar a maneira como a tecnologia NFC oferece novas experiências móveis para usuários dos smartphones BlackBerry em todo o mundo”.

Os smartphones BlackBerry Bold 9900 e BlackBerry Curve 9360 foram anunciados para o mercado brasileiro no final de outubro de 2011. Eles devem estar disponíveis no Brasil, nas operadoras e canais de varejo, a partir de novembro. Datas de disponibilidade dos aparelhos serão anunciadas juntamente com os parceiros da RIM.

11 de out. de 2011

SETOR BUSCA MODELO PARA A INTEGRAÇÃO

jornal Valor Econômico 29/09/2011 - Genilson Cezar

Ganhar escala é o maior desafio para a efetiva implantação no Brasil do mobile payment. Do ponto de vista da tecnologia, esse é um assunto praticamente superado, pelo menos segundo os vários projetos pilotos já em desenvolvimento no país, que exercitam as mais diversas tecnologias de comunicação por meio de aparelhos celulares, como chips SIM Card, SMS (Short Message Service), transmissão via satélite e outros tipos de interação e formas de liquidação de transações financeiras.

"Pretendemos que os modelos sejam experimentados para atingir escala, através da redução de custos operacionais, otimizando esforços entre os parceiros - bancos, operadoras de telefonia e de cartões de crédito, comerciantes e fabricantes de equipamentos - para oferecer uma proposta de valor que seja atrativa para um maior número de clientes", explica Percival Jatobá, diretor de produtos sênior da Visa, maior operadora de cartão de crédito do país.

Desde 2008, a Visa testa uma solução de pagamento via celular, em parceria com o Banco do Brasil - o Visa Mobile Pay - que permite aos clientes do banco solicitar compras em qualquer estabelecimento credenciado pela operadora. Em 2009 lançou, também com o BB, um projeto que objetiva realizar pagamentos através da tecnologia Near Field Communications (NFC). Ou seja, a comunicação por proximidade entre o celular e o terminal de vendas (POS) da loja. Nesse último caso, o celular foi desenvolvido especialmente para este fim pela Nokia. "Nossa proposta é colocar à disposição dos clientes soluções de alta tecnologia, baseada em quatro pilares fundamentais: interoperabilidade, universalidade, segurança e conveniência. Sem isso, os clientes não vão aderir a esse novo canal de negócio", diz.

A Cielo se prepara para lançar em outubro um cartão de crédito, via celular, em parceria com o Banco do Brasil e a Oi. A empresa já tem soluções que transformam smartphones Apple e Motorola, com sistema operacional Android, em máquinas POS. O sistema funciona com pacote de dados 3G/GPRS de qualquer operadora de telefonia móvel ou rede sem fio Wi-Fi e está habilitado para todas as bandeiras. A ideia é possibilitar a compra remotamente, via celular, com conexão por SMS. "O objetivo é atender segmentos que não atendíamos antes, como médicos e dentistas", diz Rogério Signorini, diretor de inovação e produtos emergentes da Cielo.

Para Raul Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), o que se procura agora é encontrar um modelo padrão que envolva todos os agentes desse novo nicho de negócio: bancos, operadoras de telefonia e de cartões, comerciantes e fabricantes de equipamentos. "Essa padronização passa pelo uso das plataformas de cartões, que estão em expansão, com taxas de 20% no ano passado e 24% este ano", diz ele.

As operadoras acreditam que estão cada vez mais próximas de ampliar e facilitar o acesso da população aos serviços financeiros com segurança e com a vantagem da mobilidade. A Oi, segundo Maxim Medvedovsky, diretor de varejo, pretende estimular a entrada de 1 milhão de novos cartões por ano, nos próximos dois a três anos.

A TIM executa diversos acordos com os principais bancos, informa a assessoria de comunicação da empresa. São parcerias que permitem aos clientes realizar transações, como consulta a saldos, transferências e compra de recarga. No final de 2010, a TIM e o Itaucard fizeram um acordo para oferta de cartões de crédito exclusivos para seus clientes, via celular.

Outro papel fundamental das operadoras de telefonia no mercado brasileiro, segundo a TIM, diz respeito ao mobile money. "A empresa acredita que, para oferecer o serviço, sejam necessárias soluções simples e ao alcance da sua ampla base de clientes, que possam contar com uma grande rede de pontos de vendas. Desta forma, permitirá ao assinante ter o celular com sua carteira virtual segura, representando sua conta corrente ou mesmo o cartão de crédito, o que aumenta a possibilidade das operadoras em oferecer diversos serviços, tais como pagamentos móveis, compra e transferência de recarga e remessas nacionais ou internacionais de dinheiro", diz comunicado da empresa.

Telefone vai ser carteira eletrônica

O pagamento de compras de cartões de crédito utilizando a tecnologia Near Field Communications (NFC), que vai transformar celulares em carteiras eletrônicas, é uma solução que está sendo experimentada por alguns bancos e operadoras de cartão de crédito. Mas as empresas não estão acomodadas e procuram novas soluções. Segundo Percival Jatobá, diretor de produtos da Visa, a empresa adquiriu várias empresa dentro do âmbito de canais digitais (internet ou celular) para oferecer a melhor plataforma para transações no celular. Um exemplo, indica ele, foi a compra da Fundamo, uma das principais fornecedoras de serviços financeiras móveis para operadoras de rede móvel.

A tecnologia Near Field Communications (NFC), que permite a comunicação sem fio a curta distancia entre aparelhos eletrônicos, é inovadora e deverá transformar os celulares em carteiras eletrônicas para pagamentos. Cielo e Visa são duas operadoras que realizam testes pontuais com essa tecnologia e é possível que até o final do ano os equipamentos para leitura e realização de transações estejam disponíveis no mercado varejista.

A Caixa Econômica Federal, diz Paulo Nergi Boeira de Oliveira, diretor executivo de estratégia e distribuição, quer incentivar entre os clientes bancarizados o uso do Caixa Celular, com a inclusão da funcionalidade "compras", em estabelecimentos com equipamentos POS, por meio da vinculação de cartão de débito ao celular.

9 de out. de 2011

HID GLOBAL LANÇA NOVAS APLICAÇÕES PARA SMARTPHONES COM TECNOLOGIA NFC

portal Executivos Financeiros 21/09/2011

A HID Global, especializada em soluções de identificação segura, lança sua próxima geração de credenciais e leitores de controle de acesso. Trata-se da plataforma iCLASS SE de cartões smart cards e leitores de 13.56 MHz, que permite a implantação do acesso móvel com credenciais digitais. A solução é baseada na tecnologia iCLASS SIO (Secure Identity Object), que aumenta os níveis de segurança no controle de acesso, uma vez que a segurança desta tecnologia se faz em camadas, onde os dados dentro do SIO são garantidos por um invólucro que combina diversos itens de segurança, como chave, assinaturas, autenticação e criptografia.

Capacitada para atender diferentes tecnologias - iCLASS, MIFARE, MIFARE Classic, DESFire, EV1, Indala – a plataforma pode ser inserida em uma camada de segurança independente. Além de flexível, a solução resulta também em maior portabilidade, já pode ser implantada para uso em telefones inteligentes, cartões com microprocessador, cartões sem contato, tokens USB e dispositivos relacionados.

Tendência

Os telefones celulares de hoje fazem muito mais do que fazer e receber chamadas, servindo como calendários, câmeras fotográficas e meio de entretenimento, com jogos e músicas. Uma ampla gama de transações já podem ser feitas através da Internet, como pagamento sem dinheiro; ticketing (cobrança de tarifas automático, eventos); vendas, entre outros. Graças à tecnologia NFC, outra ferramenta também pode ser aplicada ao telefone - as chaves (credenciais).

Ou seja, os funcionários que precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador agora podem, através da plataforma iCLASS SE, armazenar dados de identidade para acesso físico (como, por exemplo, abrir uma porta) e lógico (utilizando para o login no computador) em um aparelho móvel como celular.

Com iCLASS SE é possível incorporar essas credenciais em dispositivos fixos e móveis, que irá melhorar a segurança enquanto permite a migração de tecnologia de controle de acesso físico para além de cartões e leitores, como para credenciais configuráveis e tecnologias sem contato.

Nestes últimos 20 anos, a tecnologia da HID de cartões de proximidade 125 kHz (baixa freqüência) se tornou o padrão da indústria. Esta tecnologia oferece custo e conveniência, porém já não está tão segura se comparada às tecnologias sem contato, que começaram a surgir no início do século 20. “No Brasil, apesar de ainda ser muito forte o uso da tecnologia de baixa freqüência, existe um grande interesse em utilizar celulares como crachás de identificação para o controle de acesso, pois trata-se de um país que é o quinto maior do mundo em uso de telefone celular e, portanto o uso da tecnologia de alta freqüência 13,56 Mhz tende a crescer”, afirma Gustavo Gassmann, Diretor de Vendas do Brasil.

Parceria

Esta já é uma realidade no mercado, que pode ser conferida nos novos aparelhos BlackBerry Bold e Curve. A parceria entre a RIM (Research in Motion) e a HID Global permitirá aos usuários dos novos dispositivos o uso desses aparelhos como documento de identidade, possibilitando o acesso a locais de trabalho (porta, elevador ou login de computador) ou outras áreas restritas.

De acordo com Gustavo, a nova plataforma da HID Global é uma solução inovadora que permite usar a mobilidade de uma forma muito mais segura. “Sempre fomos pioneiros no controle de acesso. Hoje, a tendência é usar o telefone celular para diversas possibilidades, sem deixar de lado a segurança das informações sensíveis contidas no aparelho. Assim, nossa missão é acompanhar as tendências de mercado, sem deixar de lado nosso diferencial, que é garantir a segurança”, diz.

18 de set. de 2011

BLACKBERRY TERÁ CHIP PARA FAZER PAGAMENTOS

jornal Brasil Econômico 16/09/2011 – Reuters

A Research inMotion, fabricante do BlackBerry, planeja abrir as portas ao uso por seus clientes de uma tecnologia criada uma década atrás e que transforma celulares em aparelhos de pagamento. Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia near field communication (NFC) em aparelhos, para substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito.

Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens e trocar cartões de visitas.

Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.

"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.

Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.

Os funcionários muitas vezes usam seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam da HID Global, parte da Assa Abloy. A RIM e a HID Global anunciaram ontem uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho.

"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.

SERVIÇOS FINANCEIROS E DE SAÚDE TOMAM-SE MÓVEIS

jornal O Estado de S.Paulo 12/09/2011 – Wanise Ferreira

Com uma forte presença na vida das pessoas, a telefonia móvel passou a ser encarada como um novo canal para o relacionamento das empresas e instituições com seus clientes. Em muitos casos, inclusive, apresentando um desempenho próximo ao dos canais tradicionais. Mas esse caminho não foi fácil e muitas resistências precisaram ser derrubadas. Exemplos de duas áreas bem diferentes, financeira e de saúde, mostram o caminho que os celulares precisaram percorrer para passarem de estranhos no ninho a aliados.

Há 24 meses, a Visa trabalha no desenvolvimento de seu canal de mobilidade. "Para isso, queremos adotar o conceito do dinheiro móvel", comentou Percival Jatobá, diretor de produtos sênior. Recentemente, a empresa anunciou a aquisição da Fundamo, líder em plataformas de serviços financeiros' móveis, e um acordo comercial com a Monitise, desenvolvedora de soluções. E levou adiante uma série de parcerias e consórcios com outros bancos, operadoras e até rivais em vários países.

A administradora de cartões leva em consideração características regionais para desenvolver novos produtos móveis. No Brasil, o executivo acredita que o potencial do mercado é amplo, comportando soluções das mais sofisticadas às mais simples. "Para uma nova geração de pagamentos, há uma nova geração de pagadores", reforçou.

Uma tecnologia considerada com poder de transformar esse mercado é a Near Field Communication (NFC), que permite a transação pela proximidade do celular aos equipamentos de recepção. Vários fabricantes de terminais estão prometendo aparelhos com esse sistema embarcado. O SMS pode também ser uma ferramenta adequada para alguns tipos de micropagamentos para prestadores de serviços autônomos.

Os bancos, de seu lado, não fizeram muita questão de apressar o caminho da carteira móvel. Entre os motivos, estava a espera pela definição de padrões para essa área. Mas nos bastidores também havia uma longa, e ainda inacabada, discussão com as operadoras sobre modelos de negócios. Traduzindo: quem ficaria com o que na divisão de receitas. "Os bancos imaginaram que podiam ser as operadoras e as operadoras que seriam os bancos", brincou Jatobá.

Saúde. Apesar de atuarem em uma área muito mais sensível, ou talvez justamente por isso, médicos, hospitais, laboratórios e convênios parecem mais dispostos a construir um ecossistema para aplicações móveis. "A média de vida dos brasileiros tem aumentado e o custo da saúde também. À medida que essa equação se complica, crescem iniciativas de prevenção e não de reação a doenças", observou Maurício Romão, diretor de Serviços Verticais da Vivo.

Ele cita um exemplo da Espanha, onde a Telefônica implantou soluções domiciliares que a permitem o envio de dados, como medição de pressão arterial e de taxa de diabetes, para uma central que analisa os resultados. E já se estuda usar uma combinação de sensores, aplicativos e celulares para garantir a determinados pacientes realizar a fisioterapia em casa.

"Isso pode poupar consultas, internações, e garantir mais qualidade de vida para o paciente", enfatizou. Para Romão, a chegada dos tablets deverá ampliar o número de hospitais que utilizam a mobilidade.

22 de jul. de 2011

NÚMERO DE USUÁRIOS DE PAGAMENTOS MÓVEIS VAI CRESCER 38% EM 2011

portal Valor Online 21/07/2011 - Moacir Drska

O número mundial de usuários de pagamentos móveis vai superar a marca de 141 milhões em 2011, segundo Gartner. A projeção representa um aumento de 38,2% em relação a 2010, quando 102,1 milhões de pessoas adotaram esses serviços. O instituto de pesquisas prevê que o segmento movimentará US$ 86,1 bilhões nesse ano, crescimento de 75,9% comparado ao ano passado.

Apesar das projeções de avanço, a pesquisa avalia que o crescimento dos pagamentos móveis está mais lento do que o esperado, especialmente nos mercados em desenvolvimento. “Muitos fornecedores ainda estão adaptando suas estratégias às necessidades locais”, diz Sandy Shen, diretor de pesquisas do Gartner.

Em relação aos mercados desenvolvidos, o analista observa que muitas companhias estão preparando novidades no campo da tecnologia NFC (Near Field Communication), mas que ainda não atentaram para a complexidade desse modelo de serviço.

Para o instituto, o uso de tecnologias de acesso como o SMS na realização dos pagamentos continuará a ser dominante nos mercados emergentes. Nos mercados desenvolvidos, a tecnologia WAP (Wireless Application Protocol) será o recurso preferencial, respondendo por quase 90% das operações móveis na América do Norte e por cerca de 70% das transações na Europa Ocidental nesse ano.

16 de jul. de 2011

PAYPAL ADOTA NFC PARA TRANSFERÊNCIAS DIRETAS

O PayPal anunciou uma rede de pagamento peer-to-peer utilizando tecnologia NFC. Através de um pequeno aplicativo, as transferências podem ser feitas de telefone para telefone, apenas tocando um aparelho no outro. Inicialmente, a rede estará disponível para celulares Android.

Para transferir dinheiro, uma pessoa usa o widget para solicitar o valor. Os aparelhos do remetente e do destinatário da quantia se tocam e o devedor é solicitado a digitar um PIN para completar a transação.



Laura Chambers, diretora senior do PayPal Mobile, revelou o aplicativo no congresso MobileBeat de 2011. O lançamento será ainda neste trimestre nos Estados Unidos, embora no início apenas os proprietários do Samsung Nexus S serão capazes de usar a tecnologia.

O sistema tem recursos similares ao Bump (não usa NFC) que o PayPal incorporou em seu aplicativo para Android e iPhone por algum tempo. No entanto, a empresa diz que o novo widget é mais simples de usar, requerendo menos etapas.

Chambers diz que o PayPal está vendo um crescimento surpreendente nos pagamentos móveis, evidenciando um desejo efetivo do consumidor em equiparar a forma como paga suas compras com seu modo de vida. No entanto, acrescenta, o comportamento das pessoas não vai mudar a menos que o PayPal seja capaz de lhes oferecer uma experiência que seja realmente melhor do que a que está disponível hoje. A empresa observou a tecnologia NFC por um tempo e vê uma oportunidade importante para combinar o melhor do NFC e o melhor do PayPal.

11 de jul. de 2011

ESLOVAQUIA: GEMALTO ESCOLHE O UNICREDIT SLOVAKIA COMO PARCEIRO EM PROJETO DE ETIQUETAS OPTELIO

portal CardClipping

A Gemalto anunciou que selecionou o UniCredit Slovakia para implementar seu primeiro projeto comercial de pagamento móvel sem contato, com a utilização das etiquetas Optelio.

O banco, integrante do importante grupo financeiro UniCredit, é a primeira instituição a comercializar um serviço de pago de débito sem contato na Eslovaquia. O UniCredit Group é um dos principais bancos europeus com fortes raízes em 22 países e uma rede global que abrange cerca de 50 mercados em mais de 9.600 agências.

A etiqueta sem contato Optelio obteve a certificação da MasterCard e complementa um conjunto completo de serviços da Gemalto que já estão disponíveis para a realização de pagamentos via celular. É um dispositivo pessoal seguro baseado em um microprocesador, que oferece uma solução de compatibilidade para habilitar a funcionalidade sem contato em celulares que não contam com a tecnologia incorporada. Basta fixar a etiqueta no aparelho.

Para transações abaixo de € 20, nem há necessidade de entrar com um PIN. A Eslovaquia já conta com mais de 3.000 pontos de aceitação de pagamentos sem contato em funcionamento.

Ao combinar um tamanho diminuto e um forte sinal de comunicação com o terminal, a etiqueta Optelio pode ser afixada em qualquer modelo de telefone. A Gemalto proporciona também a personalização da etiqueta, sua embalagem e a entrega ao usuário final como parte do serviço para o UniCredit.

Migrar para a modalidade sem contato é mais do que uma troca de tecnologia. É mudar hábitos de longo tempo do consumidor. Ao converter qualquer telefone celular em um dispositivo de pagamento, a etiqueta sem contato Optelio coloca a velocidade e a comodidade dos pagamentos móveis sem contato à disposição do UniCredit, para implementação imediata.

5 de jul. de 2011

ALEMANHA: DEUTSCHE TELEKOM ENCOMENDA NFC SIM PARA PAGAMENTOS MÓVEIS

portal CardClipping

A Deutsche Telekom solicitou à Giesecke & Devrient o desenvolvimento de um sistema de pagamentos sem contato, baseado em cartão SIM, para pagamento via celular.

A telco alemã foi um dos vários players importantes a se comprometer com a tecnologia NFC no congresso GSMA Mobile World deste ano, prometendo serviços comerciais em 2012.

Após um processo de concorrência, a operadora selecionou a G&D para o fornecimento do cartão SIM para o sistema operacional SkySIM CX.

A tecnologia será lançada em vários países e, segundo a G&D, é a primeira vez que a solução contactless está sendo lançada em todos os mercados e implementada usando um cartão SIM universal.

Operadoras de telefonia móvel em todo o mundo estão fazendo de tudo para ganhar uma fatia do crescente mercado de pagamentos móveis, com grupos na França, Reino Unido, Dinamarca e Estados Unidos envolvidos recentemente na criação de empreendimentos com NFC.

NFC: SERÁ O FUTURO DO M-PAYMENT?

revista TI Inside maio 2011 - Claudio Ferreira

Já usual no Japão, a tecnologia Near Field Communication, ou NFC, ainda engatinha no ocidente e no Brasil. Porém, no país do “sol nascente”, as pessoas a utilizam há anos na compra de bilhetes de metrô e em pequenas compras como refrigerantes e lanches. O circuito integrado instalado nos telefones celulares é semelhante ao que as pessoas utilizam em cartões de acesso a prédios.

O NFC pode ser usado, por exemplo, na compra de bilhetes no transporte público, no cinema, teatro ou shows, usando apenas o telefone celular como ferramenta de pagamento no lugar do papel moeda, bastando apenas aproximar o aparelho do equipamento coletor no ponto de venda ou cobrança.

Um chip com o NFC faz a autorização da compra em, no máximo, dois segundos.

A tecnologia não é exatamente uma novidade, mas ganhou um grande alento nos últimos meses como forma de realizar pagamentos. Primeiro ao agregar na mesma “cesta” um grupo de empresas com interesses concorrentes e pesados como Apple, Google e Microsoft em sua defesa - veja mais no Box A tecnologia reúne? Todas afirmam que NFC pode ser o futuro ou presente do m-payment ou mobile payment. De olho em um mercado que, de acordo com a ABI Research, deve chegar a US$ 1 bilhão em 2012.

Avanços lá fora

Do outro lado do balcão, as operadoras de cartões, que seriam os principais competidores ou possíveis perdedores com a plataforma, estão investindo pesado em projetos de NFC. Amex, Visa e Mastercard já possuem experiências no tema – veja mais no Box: Indústria de cartões e o NFC. “Ainda não existe um padrão, a menos que as operadoras se unam em torno de um sabor de NFC. É preciso ter, por exemplo, taxas mais competitivas. Vamos ver um movimento de queda de braço, e quem pode fazer isso acontecer são os cards. Porém, acho que eles estão experimentando para não se surpreender, e não visando a disseminação em larga escala”, aponta Marcos Paulo Amorim, diretor executivo da Blink, empresa especializada na implantação de sistemas de mobilidade em grandes e médias organizações.

O certo é que o Brasil está bem atrasado. Se no Japão o uso do NFC é comum e nos Estados Unidos existem cerca de 150 mil terminais contactless em lojas do McDonald´s e em outras redes, no Brasil ainda essa facilidade ou presença praticamente inexiste, havendo apenas a aplicação em prédios de escritórios.

Para Cícero Torteli, fundador e CEO da Freeddom, empresa responsável pela implementação do sistema Oi Paggo, o NFC não será um substituto de outras formas de pagamento ou mesmo do m-payment e sim mais uma opção ou meio de pagamento eletrônico. “Não acredito que ele virá a sepultar os cartões de plástico, por exemplo. Em alguns casos ele poderá ser uma opção dominante, e preencher lacunas, como no metrô. Para pagamentos rápidos e com valores menores, sem uso de senhas, ele poderá ser uma grande opção. E o NFC pode estar tanto em um telefone celular como em um cartão”, argumenta.

Piloto com direção

No quesito perspectivas, Amorim, da Blink, aponta que o assunto tem tudo para entrar “na moda”. “Acredito que o NFC deve ganhar espaço nos meios de pagamento e existem projetos piloto em curso. Há uma empresa de Marília, no interior de São Paulo (Pagamento Digital), que foi adquirida pelo site Buscapé, e que está fazendo testes. O mercado local ainda é imaturo, porém muita coisa está sendo desenvolvida”, admite.

Um dos pilotos em curso é encabeçado pela GD Burti e agrega Claro, Bradesco, Banco do Brasil e Visa. A empresa é subsidiária da Giesecke & Devrient (G&D), um gigante mundial de tecnologias para smart card, identificação segura e certificação digital, com mais de 150 anos e presença em destacada em 45 países. Karina Prado Dannias, diretora de meios de pagamentos da GD Burti, contabiliza o resultado do projeto: “comprovamos o uso da tecnologia e os benefícios que a mesma pode trazer ao consumidor”.

Ela faz projeções para a adoção da tecnologia no país. “Acredito que no curto prazo teremos redes de adquirentes prontas para NFC, no médio prazo teremos produtos de consumo com tíquete médio baixo como vouchers e transporte, e no longo prazo veremos uma integração total de pagamentos de crédito/débito e novas modalidades que atendam ao público internacional que estará no Brasil na Copa e nas Olimpíadas”, argumenta.

Barreiras e buracos

O que pode travar a disseminação da plataforma é a base de leitoras de cartões recentemente renovada pelos lojistas. Além disso, na ponta dos celulares, Amorim, da Blink, acredita que seja preciso renovar a base de celulares para o padrão mínimo de smartphones ou similares. “Por mais que o mercado acelere, acho que a massificação só chega em 2014, mas o crescimento será rápido”, projeta.

A mesma opinião de Amorim é compartilhada por Torteli, da Freeddom. “A maior barreira está no interesse ou não do varejo. Se estiver disponível e os aparelhos com NFC chegarem por aqui, o cliente vai adotar rápido. Mas, claro, dentro da ideia de valores baixos”, admite.

É certo que ainda se busca o padrão definitivo de NFC, principalmente devido à necessidade de um modelo de segurança agregado. Entretanto, Karina, da G&D, não tem essa preocupação. “O NFC segue padrão EMV, portanto os aspectos de segurança já são conhecidos em normas e padrões mundiais”, garante.

Para Amorim, a segurança no NFC pode ser dividida em duas partes: aspectos técnico e cultural. “Porém, no aspecto cultural, o usuário ainda não enxerga a tecnologia ou os problemas, e isso é algo que veremos com a disseminação da tecnologia”, aponta. A ideia de um dispositivo que faz uma compra e não requer senhas pode trazer preocupações e mesmo problemas. “É preciso ter escala antes de qualquer outra coisa”, finaliza Torteli.

Para fazer acontecer

No entanto, aspectos como a novidade, o uso disseminado dos celulares e mesmo a carência do mercado de m-payment ou de micropagamentos de algo “mais sexy” pode ser suprido pelo NFC. O problema é que as empresas brasileiras se mantêm conservadoras e devem esperar que o mercado internacional resolva as questões de padrão e de volume de utilização para incorporar a plataforma por aqui.

Otimista quanto ao futuro, Karina, da G&D, afirma que o Brasil será um palco importante para a consolidação das mais diversas tecnologias de m-payment, mas aposta no NFC. “É uma opção que agrega o meio de pagamento à conveniência de algo seguro e rápido. O NFC irá acompanhar o movimento de transações EMV sem contato em geral, isto é, assim que a ‘adquirência’ disponibilizar meios de transacionar desta forma, em uma quantidade razoável de estabelecimentos”, completa.

Para Karina, os grandes aceleradores da plataforma serão as redes de transação de cartões como Cielo, Redecard, Getnet, etc. No entanto, como apontam outros especialistas, o que pode fazer com que eles acabem por competir com eles mesmos? O desejo dos lojistas ou a pressão dos usuários? O certo é que celulares com NFC já começam a ser entregues este ano nos Estados Unidos. Mas, por aqui, nada ainda.

Indústria de cartões e o NFC

Experimentação, especulação ou business? A justificativa para os investimentos das operadoras de cartões em NFC passa por essas três palavras e nenhum analista de mercado tem uma certeza. O concreto é que todas as chamadas “bandeiras” de cartões investem na plataforma.

A Amex (American Express), por exemplo, lançou o Serve, seu serviço de pagamentos via celular, em março, nos Estados Unidos. Ele permite que os iPhones, com sistemas operacionais iOS e Android, façam transferência de dinheiro entre pessoas. O sistema abre a possibilidade de criar e gerenciar subcontas de familiares, como a mesada dos filhos, ou de pagamento de pequenos serviços como babás, jardineiros etc. A tecnologia, com uso do NFC, é fruto da aquisição da empresa Revolution Money, concorrente da Pay Pal, por US$ 300 milhões.

Já a Visa, também em março, comunicou ao mercado que firmou acordos para promover seu sistema de pagamentos pessoais em NFC, que entrará em operação nos Estados Unidos em junho.

A princípio por meio de quatro programas pilotos e com a ajuda “luxuosa” das instituições financeiras Bank of America, US Bank, Chase e Wells Fargo.

Por último, mas não menos importante, a MasterCard, como levantou o Wall Street Journal, está desenvolvendo em conjunto com o Google e o Citigroup o seu sistema de pagamento NFC. A novidade é que o Google, segundo a fonte do jornal econômico, deseja que os correntistas não paguem taxas de uso com a contrapartida de que recebam anúncios em seus smartphones.

A tecnologia reúne?

A notícia de que Apple, Google e Microsoft apoiam com a mesma intensidade a plataforma surpreende quem sabe que as três são inimigas ferrenhas no mercado de TI. Porém, existem razões para que elas apostem no NFC. Para Amorim, da Blink, a razão é que todos querem ganhar com um mercado mais do que promissor e a divisão na busca por padrões pode ser ruim para todos.

Um medo que pode ter raízes antigas, como o acontecido com a guerra entre os fabricantes pelos padrões VHS e o Betacam como melhor sistema de vídeo. Mesmo com o Betacam sendo superior, a união de grande parte dos fabricantes pelo padrão VHS selou a morte do concorrente. Afinal, não adianta ter um padrão melhor se ninguém vende e ninguém compra.

No entanto, como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra!” E entra a Oracle fazendo ressalvas ao NFC. A empresa recomenda, por exemplo, que os celulares do tipo smartphone tenham um código de barras para conferir a autenticidade do equipamento – não por acaso algo que a empresa pode fornecer e bem. Algo que mereceu críticas de todo o mercado, nesse caso também quase unânime.

A tradução do NFC

Para entender um pouco mais do Near Field Communications, podemos recorrer à definição da companhia alemã G&D. NFC é a tecnologia que realiza a comunicação sem fio e sem contato (contacless) entre os aparelhos celulares e os pontos de venda, e é utilizada por instituições financeiras e emissores de cartões de crédito em vários países. A tecnologia foi projetada para oferecer a segurança necessária durante transações de pagamentos sem a necessidade de contato físico entre o leitor no ponto de venda e o aparelho celular do cliente.

A comunicação NFC difere ainda do Bluetooth porque sua comunicação é criptografada e sob o padrão EMV (Europay, MarterCard-Visa). Ela é realizada por meio de radiofrequência e é mais rápida que o método tradicional. “A grande vantagem é a rapidez com que realiza uma transação segura”, comenta Karina Prado Dannias, diretora de Meios de Pagamentos da G&D.

“Com as transações contactless os lojistas e consumidores ganham com a maior agilidade no pagamento, evitando filas. O mercado também é beneficiado porque a tecnologia possibilita que as compras de pequenos valores entrem para o mundo dos meios de pagamentos eletrônicos, o que deverá promover um incremento da atividade econômica neste setor”, acrescenta.

30 de jun. de 2011

AUSTRÁLIA: TESTE DE PAGAMENTOS MÓVEIS DO ANZ DECEPCIONA

portal CardClipping

Após concluir um projeto piloto, o banco australiano ANZ decidiu não avançar na iniciativa de transformar o iPhone em um dispositivo de pagamento sem contato, mediante a instalação de um cartão microSD.

O banco se uniu à Visa, no início deste ano, para um teste de quatro semanas, com cinquenta colaboradores de seus escritórios de Sydney e Melbourne. Embora os participantes do estudo tenham apoiado os pagamentos sem contato, "a tecnologia MicroSD não atendeu todos os requisitos".

O banco está, desta forma, abandonando a tecnologia desenvolvida pela startup texana DeviceFidelity, e vai investigar outras opções móveis contactless.

Na Nova Zelândia, o ANZ está fazendo uma experiência semelhante, usando cartão micro-SD sem contato em aparelhos Blackberry e também etiquetas NFC.

DINAMARCA: TELCOS APOSTAM EM PAGAMENTOS VIA NFC E BANCOS COLOCAM FÉ EM SMS

portal CardClipping

Um grupo de quatro operadoras dinamarquesas de redes de telefonia móvel se uniram para desenvolver uma plataforma comum para pagamentos via celular, com tecnologia NFC.

Telia Denmark, TDC, Telenor Denmark e 3 Denmark formaram uma empresa para desenvolver em conjunto uma plataforma de carteira móvel, na tentativa de substituir o uso de cartões e do dinheiro.

O sistema tornará mais fácil e seguro a realização de pagamentos sem contato, independentemente da operadora que o cliente utiliza, e vai assegurar uma transição suave se as pessoas mudam de empresa de telefonia, dizem os parceiros.

Os aparelhos habilitados com cartões NFC SIM devem chegar ao mercado no final de setembro e a aposta é que a carteira digital estará plenamente adotada em poucos anos.

O projeto dinamarquês segue um modelo semelhante ao adotado por empresas de telecomunicações nos EUA (consórcio Isis) e no Reino Unido (parceria entre Everything Everywhere, Telefónica e Vodafone).

Enquanto isso, os bancos da Dinamarca também trabalham juntos mas em um tipo diferente de sistema de pagamentos móveis, usando mensagens de texto. O serviço BankSMS deve ser lançado ainda este ano, permitindo que os usuários iniciem a compra de bilhetes de transporte através do envio de uma mensagem de texto com um código de produto. O comprador, então, recebe uma mensagem descrevendo o bilhete solicitado e seu custo antes de concluir a compra, respondendo "sim". O bilhete é então enviado através de texto e os custos debitados de uma conta bancária relacionada.

Os bancos alegam que o sistema SMS oferece um modelo viável e universal, que todos os consumidores podem usar na ausência de infraestrutura existentes para NFC.

22 de jun. de 2011

GEMALTO E GRUPO ORANGE LANÇAM O MAIOR PROGRAMA COM TECNOLOGIA NFC NA POLÔNIA

portal CardClipping

A Gemalto, empresa líder em segurança digital, anunciou sua participação no maior programa com tecnologia NFC na Polônia, conduzido pela PTK Centertel, uma afiliada do Grupo Orange.

A Orange tem atuado agressivamente na implantação de soluções de pagamento móvel, via NFC, na França, Espanha e, através de uma parceria com a Barclaycard, no Reino Unido nos últimos meses. Com a nova iniciativa, a Gemalto reforça seu papel ativo na estratégia de expansão do Grupo Orange.

O novo projeto, o primeiro teste comercial de NFC na Polônia, traz para os clientes da PTK Centertel o conforto de usarem seus celulares de forma segura para pagar por produtos e serviços com um simples aceno do aparelho. Os consumidores irão se beneficiar da infraestrutura sem contato bem estabelecida no país, com aproximadamente 35 mil pontos de aceitação, especialmente em restaurantes de fast food, cinemas, supermercados e diversos lojistas.
A Gemalto forneceu uma solução completa que inclui o software NFC e aplicações de interface integradas com segurança, embarcadas em um cartão NFC SIM, e os serviços Trusted Service Management (TSM).

"A Gemalto está empenhada em ajudar o Grupo Orange com sua estratégia NFC com a melhor tecnologia da classe e serviços para pagamentos móveis sem contato", acrescentou Jean-Claude Deturche, Vice-presidente Sênior de Soluções Financeiras Móveis da Gemalto. "Nós comprovamos o nosso sucesso na França e no Reino Unido. Também na Polônia, a nossa experiência em interligar todos os participantes do ecossistema NFC - incluindo as operadoras de telefonia móvel, instituições financeiras e empresas de transporte - irá facilitar muito o fornecimento de uma experiência superior ao usuário".

Em 2010, a Gemalto contabilizou € 1,9 bilhão em receitas. A empresa tem mais de 10 mil funcionários locados em 87 escritórios e 13 centros de Pesquisa & Desenvolvimento, distribuídos em 45 países. À medida em que o número de pessoas que interagem no mundo digital e sem fio aumenta, a Gemalto – com seus dispositivos e softwares – firma-se como estrategicamente posicionada para crescer nos próximos anos.

20 de jun. de 2011

SEGMENTO APOSTA FORTE NAS VANTAGENS DA MOBILIDADE

jornal Valor Econômico 17/06/2011 - Felipe Datt

A mobilidade é a aposta da vez nas estratégias dos bancos. O avanço rápido da telefonia móvel no Brasil, que somava 212 milhões de aparelhos em abril, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, a popularização dos smartphones e tablets, estão levando as principais instituições financeiras a repensar seus investimentos em TI e fazer com que um contingente cada vez maior de clientes realize operações como consulta de saldos, empréstimos ou pagamento de contas na palma de suas mãos.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) dão conta de que o segmento de mobile banking avançou 72% em 2010, para 2,2 milhões de correntistas utilizando serviços bancários pelo celular, ante 1,3 milhão de 2009, o maior crescimento entre todas as modalidades de transações bancárias. A conta dos bancos é simples: os usuários de internet banking somam 38 milhões, mas estatísticas de mercado mostram que, no Brasil, já há quase quatro aparelhos celulares para cada computador pessoal. É nesse filão que os bancos apostam suas fichas.

Para o diretor do Bradesco Dia & Noite, Luca Cavalcanti, o programa para celulares do banco trabalha rumo à convergência total dos serviços oferecidos na internet para o celular. "Dos 536 serviços oferecidos para pessoas físicas na web, aproximadamente 50 já podem ser encontrados no telefone móvel", diz. O banco montou em sua sede, em Osasco, a "Sala da Mobilidade", onde parceiros podem conferir e testar as tecnologias disponíveis para celulares e tablets.

No Bradesco, foram feitas 30 milhões de transações pelo telefone em 2010, para 1,2 milhão de clientes cadastrados. Em 2011, até março, já eram 16,6 milhões, incluindo usuários de celular com a tecnologia WAP. O banco lança neste mês um novo serviço de tolken integrado. A ideia é que, em cada operação no celular, uma sequência numérica seja gerada, para evitar a necessidade de um cartão físico com números de segurança.

Outra aposta é a biometria através do telefone. Já são 22 mil máquinas de autoatendimento que fazem a "leitura" da palma da mão. Tecnologia parecida deve ser aplicada para alguns modelos de telefone em um futuro próximo. "A ideia, também, é aproveitar o público jovem que cresceu dentro dessas tecnologias e, com atrativos, conquistar novos correntistas", analisa Cavalcanti.

Aproveitar os clientes que já utilizam outros canais para o celular é a aposta do HSBC. Atualmente, 93% dos clientes que possuem o Meu HSBC Celular, programa lançado em 2009, utilizam internet banking, por exemplo. "A própria internet é a maior divulgadora do mobile banking. Um canal incentiva o outro", avalia o diretor-executivo de varejo, Sebastian Arcuri.

Em pesquisa realizada em março, mais de 90% dos clientes que possuíam o serviço o recomendariam. Com esses dados, o programa de celular do HSBC será expandido para toda a América Latina. A expectativa é ultrapassar os 10% de penetração do mobile banking em sua base de clientes. O banco tem hoje 16 mil clientes cadastrados no celular.

O Itaú Unibanco investe, desde 2008, no desenvolvimento de aplicativos para permitir ao cliente acessar o banco pelo celular ou tablet. O novo aplicativo permite aos usuários de BlackBerry acessar saldos e extratos, fazer recargas de celulares pré-pagos, consultar limites de crédito e faturas do cartão de crédito, efetuar pagamentos e transferências. Segundo informações do banco, já foram feitos mais de 200 mil downloads dos aplicativos do Itaú para celular. O sistema para iPhone lidera, com 160 mil downloads, seguido pela ferramenta para iPad, com 37 mil, para o Android, com 22 mil e para o BlackBerry, com 7 mil.

Celular será meio de pagamento de pequenos valores

Enquanto o segmento de mobile banking passa por um processo de consolidação e os bancos buscam aumentar sua fatia de clientes, os principais fabricantes de aparelhos celulares e desenvolvedores de softwares brasileiros já se preparam para um novo modelo de negócio que promete envolver, além das instituições financeiras, bandeiras de cartão de crédito, operadoras de celular e, na última ponta da cadeia, o segmento varejista. Chega ao mercado brasileiro até o fim deste ano, ainda em caráter experimental, uma tecnologia que deve transformar o celular em importante meio de pagamento de valores. A NFC, sigla para Near Field Communication, ou comunicação por proximidade, promete popularizar o segmento de pagamentos móveis ao permitir que o consumidor pague pequenos valores ao aproximar o celular ao aparelho de um estabelecimento que ofereça essa tecnologia.

A tecnologia de transferência de dados sem fio é coordenada pelo NFC Fórum, uma união de empresas criada há sete anos e que atualmente conta com mais de cem membros, entre eles pesos-pesados como Microsoft, Samsung, Motorola e Visa. Já funciona no Japão e na Coreia do Sul, por exemplo, para o pagamento de transporte público. A ideia é que o consumidor, com o acesso a uma operadora de telefonia móvel, um aparelho com essa tecnologia, uma conta no banco e um cartão de crédito consiga substituir o dinheiro ou o plástico em pequenas compras do dia-a-dia.

A LG antecipou ao Valor o início da produção no Brasil, em setembro, do Dakota NFC, primeiro aparelho da fabricante com essa tecnologia embarcada. "Já estamos em negociação com as operadoras e o celular deve chegar às prateleiras no último trimestre de 2011", diz o gerente geral de vendas da LG Electronics no Brasil, André Niggli. O aparelho vem com um processador, uma antena e um sim card específico que permitem a troca de informações com o aparelho NFC no varejo. "É a mesma lógica das máquinas de POS nos pontos de venda para cartão de crédito, mas sem o contato físico."

De acordo com José Domingos Favoretto Júnior, arquiteto de soluções do CPqD, instituição independente com foco na inovação em TI, alguns pilotos já são testados nos Estados Unidos e na Europa e os grandes fabricantes do Brasil já se preparam para lançar aparelhos este ano. "A Samsung já homologa um equipamento e a Nokia anunciou para este ano um telefone com essa tecnologia", conta.

9 de jun. de 2011

PAGAMENTOS MÓVEIS VIA NFC MOVIMENTARÃO US$ 50 BI EM 2014

portal TI Inside 07/06/2011
O valor das transações envolvendo o pagamento de contas via celular (mobile payment) realizadas por meio da tecnologia Near Field Communications (NFC), que permite a comunicação sem fio a curta distância entre aparelhos eletrônicos, chegará à casa dos US$ 50 bilhões em 2014, de acordo com dados da Juniper Research. A consultoria ressalta que este ano e 2012 serão marcados pelo aparecimento de diversos desses serviços.

O estudo aponta que as perspectivas em relação à tecnologia NFC têm melhorado nitidamente ao longo dos últimos anos, o que impulsionou o desenvolvimento de muitas soluções do gênero para transações de pequeno valor. Esse avanço também acabou por criar diversas possibilidades para o varejo, como cupons de descontos e ofertas promocionais. Aplicações como essas fizeram com que as soluções de pagamentos móveis via NFC se tornassem bastante atrativas para os consumidores.

"Baseado em nossas análises e entrevistas com os principais players da indústria, nosso ponto de vista é que nos próximos 18 meses acontecerão vários lançamentos serviços de pagamento móvel via NFC em até 20 países", prevê o analista sênior Juniper Research, David Snow, ressaltando que a projeção é que a América do Norte e Europa Ocidental, em conjunto, ultrapassem a Ásia em menos de três anos em valores de transações com a tecnologia.

27 de mai. de 2011

EUA: BANCOS SE UNEM EM CÂMARA DE COMPENSAÇÃO PARA TRANSAÇÕES P2P

portal CardClipping 25/05/2011

O Bank of America, o JPMorgan e o Wells Fargo vão desenvolver uma câmara de compensação para transferência de pagamentos on-line entre pessoas físicas, seja por e-mail ou via celular.

A iniciativa tem o objetivo de retomar o controle do mercado de pagamentos P2P, hoje dominado pelo PayPal, e de evitar a invasão dos recém-chegados, como o Google.

Os três bancos dizem que a plataforma clearXchange permitirá aos clientes enviar dinheiro a outros diretamente de suas contas bancárias on-line utilizando apenas um endereço de e-mail ou número de telefone.

Mike Kennedy, vice-presidente executivo e diretor de estratégia de pagamentos do Wells Fargo, diz que os usuários não têm que estabelecer uma nova conta fora do seu principal banco para receber os fundos: "Tudo o que os nossos clientes precisam saber é o endereço de e-mail ou o número de celular de um amigo ou membro da família, e nós cuidaremos do resto, utilizando a clearXchange.

Os bancos fundadores da joint venture pretendem expandir o empreendimento para outras instituições financeiras em futuro próximo. John Feldman, do Bank of America, foi nomeado para atuar como gerente geral do clearXchange.

Os bancos estão de olho no Google, que se prepara para lançar seu próprio serviço com tecnologia NFC, através do qual os usuários poderão gastar dinheiro, além de resgatar cupons e pontos de fidelidade nos caixas de varejista participantes. O gigante das buscas está planejando uma demonstração da tecnologia em um evento em Nova York, nesta quinta-feira. Com testes programados para Nova York e São Francisco, há rumores de que o Google teria fechado a participação de grandes nomes no varejo como Macy's, American Eagle Outfitters e a cadeia de fast food Subway.

25 de abr. de 2011

MASTERCARD CERTIFICA APLICATIVO DE PAGAMENTO MÓVEL VIA NFC DA GEMALTO

portal It Web 25/04/2011 – release imsmarketing

A Gemalto, líder mundial em segurança digital, anuncia o lançamento do primeiro aplicativo de software UICC integrado do mundo, compatível com o PayPass™ M/Chip 4 da MasterCard® , a novíssima especificação de pagamento da MasterCard para comunicação por campo de curta distância (NFC). O aplicativo de software e o UICC foram aprovados na avaliação de conformidade e na certificação do teste de segurança, de acordo com as mais altas exigências de segurança para chips da MasterCard.

Essa importante inovação está abrindo o caminho para as implementações comerciais massivas do pagamento por NFC no mundo todo. No Reino Unido, a Gemalto já estabeleceu parceria com uma instituição financeira global renomada e com uma operadora de celular líder mundial para poder implementar o novo aplicativo de pagamento certificado pela MasterCard, e colocar em prática o primeiro lançamento comercial em massa dessa solução.

O aplicativo de software da Gemalto inclui a interface Trusted Service Management para o PayPass, uma funcionalidade que permite emitir contas pelo celular e um gerenciamento sem fio. Sua interface , fácil de usar, faz com que o pagamento móvel via NFC seja extremamente cômodo, permitindo, por exemplo, que os clientes possam gerenciar os novos meios de pagamento e checar seus extratos com total facilidade. Além disso, ele oferece aos clientes a possibilidade de configurar seu número de identificação pessoal (PIN), transformando-o em um código de sua preferência, por meio do próprio telefone. O PIN móvel é um método de verificação para proprietários de cartão, usado principalmente para proteção de operações, tais como, carregar crédito na conta pelo telefone celular.

O aplicativo de pagamento móvel via NFC da Gemalto pode ser configurado para abranger todas as modalidades de cartão, incluindo cartões de débito, crédito e pré-pago. No caso deste último, o aplicativo permite que os clientes carreguem suas contas pré-pago diretamente do aparelho – trazendo o máximo de comodidade para clientes de pré-pago.

“Para nós, é uma grande satisfação poder colaborar com a Gemalto para expandir amplamente a utilização dos serviços de pagamento móvel”, comenta o vice-presidente da Divisão de Mobile da MasterCard Worldwide, James Anderson. “Pelo fato de poder aproveitar a interoperabilidade do PayPass da MasterCard, os esforços da Gemalto irão gerar um pagamento móvel via NFC de grande alcance, facilitando os estilos de vida acelerados de um número crescente de consumidores no mundo todo.”

“Essa nova certificação da MasterCard faz com que a Gemalto esteja posicionada como a primeira empresa no mercado de produtos móveis, permitindo que bancos e operadoras de telefonia sem fio ofereçam meios de pagamento seguros, inovadores e cômodos para toda a sua carteira de clientes”, acrescenta o vice-presidente sênior de Soluções Financeiras Móveis da Gemalto, Jean-Claude Deturche. “A Gemalto está comprometida em prestar suporte aos seus clientes na implementação do pagamento móvel via NFC em larga escala, oferecendo uma linha completa de produtos móveis sem fio.”

13 de abr. de 2011

PAGAMENTOS MÓVEIS SÃO MAIS SEGUROS DO QUE CARTÕES BANCÁRIOS

portal CardClipping 13/04/2011

As transações por telefone celular têm potencial para oferecer uma experiência de pagamento muito mais segura do que as realizadas por cartões de plástico emitidos pelos bancos. A afirmação, feita por uma diretora do Fed de Atlanta (Federal Reserve Bank of Atlanta, banco participante do sistema do Banco Central norte-americano), está sendo recebida como destruidora de um mito.

Cindy Merritt, diretora adjunta do Fórum de Riscos de Pagamentos de Varejo do banco, aponta que as funcionalidades de segurança residentes no telefone celular disponibilizam recursos de autenticação não existentes no atual ambiente de pagamentos.

A capacidade de adicionar senhas e a possibilidade de localização por GPS nos smartphones representam controles adicionais de segurança para o futuro acesso aos meios de pagamento via “carteira móvel", escreveu Merritt. E completou: “Hoje, não há bloqueios em sua carteira física que impeçam o roubo dos seus cartões de crédito e débito, e o uso ilícito deles."

Como os Estados Unidos continuam presos aos cartões de tarja magnética, a diretora afirma que as tecnologias que protegem os atuais meios de pagamento no país estão se tornando cada vez mais obsoletas e vulneráveis a fraudes.

"Os pagamentos com cartão tornam-se cada dia mais arriscados porque a segurança da tarja magnética é muito fácil de ser violada e os dados usados para clonagem", afirma. "Como os dispositivos móveis irão utilizar tecnologia sem contato em forma de chip embutido, os telemóveis serão dispositivos de pagamento muito mais seguros do que os cartões de plástico que usamos hoje."

As informações chegam em meio a um turbilhão de ações na área de m-payment, com administradoras de cartões, empresas de tecnologia, fabricantes de aparelhos e start-ups do Vale do Silício alinhando planos para testar NFC no ponto-de-venda.

O Fed de Atlanta formou um grupo de trabalho para acompanhar a indústria de pagamentos por dispositivos móveis, em conjunto com o seu homólogo de Boston, que no final do mês passado publicou um documento sobre os "fatores essenciais" para atingir escalabilidade no mercado de pagamentos por celular nos Estados Unidos.