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24 de ago. de 2011

EMPRÉSTIMOS CRESCEM EM JULHO, DIZ FEBRABAN

jornal Valor Econômico 23/08/2011 - Aline Lima

A oferta de crédito continuou mostrando fôlego em julho, tanto para a pessoa física como para a pessoa jurídica, de acordo com sondagem preliminar feita pela Federação Brasileira de Bancos. Embora o saldo possa apresentar ritmo menor de crescimento, as concessões diárias, com ajuste sazonal, teriam mostrado forte expansão. O Banco Central (BC) divulga amanhã a nota de crédito de julho.

No segmento de pessoas físicas, a sondagem da Febraban aponta para um aumento de 4,1% nas concessões diárias em julho contra junho, depois de excluídos fatores sazonais como as férias escolares. Na comparação com julho de 2010, a alta de 16,4% projetada pela entidade pode figurar como a maior desde novembro - antes, portanto, das medidas macroprudenciais do BC. Sem ajuste sazonal, a média diária das concessões recuaria 0,6% ante junho.

Na pessoa jurídica, as concessões diárias em julho, com ajuste sazonal, teriam crescido 7,8% em relação a junho, segundo a Febraban. Na comparação com julho do ano passado, a expansão teria sido de 17,7%, a maior desde maio de 2008. Sem ajuste sazonal, as concessões diárias de empréstimos e financiamentos a empresas recuam 0,9% em julho contra junho.

Os economistas da entidade ressaltam, porém, que o comportamento do crédito em julho pode não se confirmar como tendência, já que o período antecede o agravamento da crise internacional e das avaliações negativas quanto ao avanço da economia mundial.

É curioso notar que a aceleração do crédito verificada em julho na sondagem prévia da Febraban vai de encontro ao resultado da pesquisa de indicadores das condições de crédito divulgada no boletim regional do BC na última sexta-feira. Nela, a percepção de instituições financeiras para a oferta de financiamento ao consumo e para o crédito a micro, pequenas e médias empresas nos próximos três meses é pouco favorável.

Os economistas da Febraban observam que a falta de apetite dos bancos para conceder crédito nesses dois segmentos pode ter relação com o aumento da inadimplência e do comprometimento da renda do consumidor. Esses eram fatores considerados de maior importância pelas instituições na pesquisa anterior do BC, realizada entre março e abril. "Será importante acompanhar os dados de atrasos de 15 a 90 dias", destacam os economistas em relatório.

18 de ago. de 2011

FEBRABAN CONTESTA PROPOSTA DE MUDANÇA PARA CORRESPONDENTES

jornal DCI 17/08/2011 – Agência Estado

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou a proposta do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que limita a atuação dos correspondentes bancários. A entidade, que representa as instituições financeiras, participou de audiência pública para discutir o tema e apresentar sua avaliação de que os correspondentes ajudam a promover inclusão bancária e a desenvolverem-se localidades em que não há agências.

Para a Febraban, seria um retrocesso extinguir esse modelo. A entidade rebate a tese dos bancários de que o modelo prejudica a categoria e torna o trabalho precário afirmando que de 2006 a 2010 houve aumento não só de agências e de profissionais contratados pelos bancos, mas também porque a categoria teve aumento real de salário e benefícios. Para as instituições, os correspondentes são passos para que novos negócios sejam feitos nas localidades atendidas.

Nos bastidores, a percepção de fontes da entidade é que o deputado Berzoini faz um movimento político para ganhar mais influência junto ao sindicato dos bancários, sua principal base eleitoral. Apesar dos sinais de lideranças do governo, a entidade acompanha o assunto de perto e vai fazer a disputa política para evitar que a ideia avance.

A Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps) já recebeu cerca de 4 mil inscrições em todo o Brasil para as primeiras provas do seu programa de certificação dos agentes de correspondente, que atende a nova regulamentação do Banco Central.

Iniciado em julho, o programa teve suas primeiras provas realizadas na capital paulista. Em agosto, é a vez de 15 capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, São Luís e Manaus) e do interior e litoral paulista.

11 de ago. de 2011

BANCOS INCENTIVAM 'CRÉDITO CONSCIENTE' EM CAMPANHA

jornal O Estado de S.Paulo 11/08/2011 – Naiana Oscar

Acostumados a empurrar créditos aos seus clientes, os bancos iniciaram nesta semana uma campanha para incentivar o uso consciente de produtos como cheque especial, empréstimos consignados e financiamentos. As mensagens serão divulgadas em emissoras de rádio no País inteiro, revistas e em meios de transporte como ônibus e metrô.

No ar até o fim de agosto, a campanha tem como mote a ideia "o crédito está aí para melhorar a vida das pessoas. É só não exagerar que ele nunca vai faltar". Entre as principais mensagens, os bancos alertam os consumidores a não transformar o limite do cheque especial em uma extensão do salário e que o pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito significa jogar deixar o restante para o mês seguinte, com juros. "Esses são os dois produtos que mais geram inadimplência", afirma Francisco Calazans, diretor setorial de ouvidorias e relações com clientes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A campanha é uma iniciativa da entidade em contrapartida ao não cumprimento de metas de qualidade firmadas no ano passado com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). "Nenhuma instituição conseguiu cumprir as três metas, que eram bem puxadas", disse Calazans. "Essa iniciativa já estava programada, mas acabou sendo lançada justamente em meio à crise. Foi uma coincidência, mas que faz bastante sentido."

No fim do ano passado as instituições financeiras e empresas de outros setores da economia, como telefonia e varejo, aderiram ao projeto Indicadores Públicos do Ministério da Justiça. Por meio desse programa, de adesão voluntária, as companhias assumiram alguns compromissos. Basicamente: reduzir as reclamações nos Procons, aumentar as soluções por meio das chamadas "notificações prévias" e aumentar o número de acordos em processos administrativos.

Os bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Citibank, HSBC e Caixa Econômica aderiram ao projeto. A Caixa foi a que teve o menor número de reclamações no ano passado (8,9 mil). O Citibank foi o único que conseguiu atingir a meta de redução de atendimentos. O Itaú registrou a melhor taxa de resolução de demandas. Mas nenhum dos sete conseguiu chegar à meta de acordos nos processos administrativos.

Mais queixas

Os dados de qualidade de atendimento no primeiro semestre deste ano já são um sinal de que os bancos podem começar a pensar numa nova campanha para o ano que vem. Segundo levantamento do Banco Central, as queixas contra os principais bancos do País cresceram 40% de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. No semestre, a média mensal de reclamações foi de 790, contra 564 no ano passado.

A queixa mais recorrente é por débitos não autorizados (20,2%). Depois, serviços não contratados (10,1%), esclarecimentos incompletos (9,7%) e descumprimento de prazos (9,3%).

A Febraban ressalta que, no mesmo período analisado pelo Banco Central o número de clientes aumentou 7%.

27 de jun. de 2011

FEBRABAN E ABECS EXPÕEM EXPLOSÃO DE PAGAMENTOS ELETRÔNICOS

portal Fator Brasil 23/06/2011

Com o tema central “Transparência nas relações com o Mercado”, a 6ª edição anual do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP) irá discutir a aceleração dos pagamentos eletrônicos na sociedade brasileira que prefere cada vez mais transações digitais em detrimento das feitas por documentos em papel e em moeda.

O presidente da Visa Américas, William M. Sheedy, está confirmado como Keynote speaker do CMEP e será responsável pela conferencia: “Novos consumidores: inclusão financeira através dos meios de pagamento”; que versará sobre aspectos da inovação como uma das principais ferramentas de bancarização.

William Sheedy (foto) supervisiona as relações da Visa com emissores de cartões, redes de varejo, comerciantes, adquirentes e seus terceirizados do extremo norte ao sul das Américas, incluindo o Caribe. Recentemente, o executivo passou a acumular a presidência norte americana da companhia e as funções de líder global para estratégias corporativas e desenvolvimento de negócios.

Pagamento eletrônico cresce na velocidade de dois dígitos no Brasil - A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) divulgou que o setor de cartões registrou faturamento global da ordem de R$ 145,2 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que significa crescimento de 23% sobre o mesmo período do ano passado.

Em paralelo a esse crescimento dos meios eletrônicos, a sociedade descarta cada vez mais o uso de meios tradicionais em função de menor segurança, menor facilidade e benefícios. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) informa que, em 2010, o número de cheques compensados no Brasil foi de 1.120 milhões, com queda de 9,3% em relação a 2009. Ressaltando ainda que o número de cheques compensados no ano 2000 era mais que o dobro daquele verificado em 2010. No início da década, eram compensados 2.638 milhões de unidades na economia local.

O Superintendente da ABECS, Fernando Barbosa informa que a entidade aposta na manutenção da expansão do setor de cartões no País: “nossas projeções indicam que o crescimento de dois dígitos será realidade até dezembro”, declara ao comentar o resultado do primeiro trimestre. “O número de transações feitas por cartão seguramente ultrapassará 8,2 bilhões de operações o que reflete a manutenção do momento positivo da economia nacional somado à substituição dos meios em papel usados pela sociedade”, conclui Barbosa apontando para o grande potencial de crescimento que os meios eletrônicos de pagamento têm no Brasil.

A pesquisa FEBRABAN “Setor Bancário em Números” revela outros dados da perda de relevância das formas tradicionais de pagamentos. Ela acusa, por exemplo, que as transações através do Internet Banking evoluíram positivamente em 27,4% no ano de 2010 e foram responsáveis por 23% de todas as transações feitas no país. Já os caixas eletrônicos foram donos de 32% das transações enquanto as feitas através de cheques e dinheiro nos caixas das agências bancárias caíram para apenas 10% das transações.

Nos dois dias de evento, representantes do mercado de cartões, instituições financeiras, redes de varejo, associações, autoridades e fornecedores discutirão como elevar ainda mais o nível de transparência nas operações procurando benefícios constantes para o consumidor. O CMEP será realizada nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo, no Transamérica Expo Center.

Novos Consumidores e ascensão social- Para responder aos desafios de um segmento em tamanha expansão, o 6º CMEP também se dedicará a temas como a Inclusão Financeira dos novos consumidores e a ascensão das classes C, D e E que consolidam seu mais novo período de crescimento.

Por outro lado e com a emergência de novas gerações, o congresso pretende discutir a evolução das redes sociais e as mudanças no perfil do consumidor.

O desenvolvimento tanto do mercado quanto de opções tecnológicas para o M-Payment (pagamento por meio do celular) também serão apresentados, além de estudos e conferências sobre campanhas para incentivar o uso consciente do crédito e iniciativas de educação financeira.

As associações que promovem o evento anunciam também que pretendem discutir os muitos aspectos da segurança – física, patrimonial e penal – que os meios tradicionais como papel moeda e cheques oferecem àqueles que os usam; além de questionar o custo social da moeda em aspectos como manuseio e informalidade.

ABECS- A ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) apóia e atua no mercado de cartões desde 1971 visando um desenvolvimento sustentável do setor. A Associação representa mais do que 95% do mercado de cartões de crédito no País.

Composta pelos principais emissores, bandeiras, credenciadoras, processadoras de cartões de crédito, débito, de loja e de benefícios, assim como as demais empresas que fazem parte da cadeia de valores do setor, a Associação tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento e expansão do setor. Trabalha também para a intensificação do uso consciente dos meios eletrônicos de pagamento. É responsável, entre outras iniciativas, pela divulgação mensal dos números do mercado de cartões, implantação do Código de Ética e Autorregulação além da educação financeira dos consumidores.

Perfil- A Febraban - Federação Brasileira de Bancos - é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967 com o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País. O quadro associativo da entidade conta com 121 dos 172 bancos registrados no Banco Central do Brasil (dezembro/2010).

O objetivo da Federação é representar seus associados em todas as esferas – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidades representativas da sociedade – para o aperfeiçoamento do sistema normativo, a continuada melhoria da produção e a redução dos níveis de risco. Também busca concentrar esforços que favoreçam o crescente acesso da população em relação a produtos e serviços financeiros.

22 de jun. de 2011

FEBRABAN E ABECS ANUNCIAM NOVO CONGRESSO DE PAGAMENTOS ELETRÔNICOS

portal Executivos Financeiros 21/06/2011

Com o tema central “Transparência nas relações com o Mercado”, a 6ª edição anual do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP) vai discutir a aceleração dos pagamentos eletrônicos. Atualmente, a sociedade brasileira prefere cada vez mais transações digitais em detrimento das feitas por documentos em papel e em moeda.

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou que o setor de cartões, para dar um exemplo de expansão de pagamentos eletrônicos, registrou faturamento global da ordem de R$ 145,2 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que significa crescimento de quase 20% sobre o mesmo período do ano passado.

Em paralelo a esse crescimento dos meios eletrônicos, a sociedade descarta cada vez mais o uso de meios tradicionais em função de menor segurança, menor facilidade e benefícios. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que, em 2010, o número de cheques compensados no Brasil foi de 1.120 milhões, com queda de 9,3% em relação a 2009. Ressaltando ainda que o número de cheques compensados no ano 2000 era mais que o dobro. No início da década, eram compensados 2.638 milhões de unidades na economia local.

A mesma pesquisa chamada Setor Bancário em Números acusa que as transações através do Internet Banking evoluíram positivamente em 27,4% no ano de 2010 e foram responsáveis por 23% de todas as transações feitas no país. Já os caixas eletrônicos foram donos de 32% das transações enquanto as feitas através de cheques e dinheiro nos caixas das agências bancárias caíram para apenas 10% das transações

Nos dois dias de evento, representantes do mercado de cartões, instituições financeiras, redes de varejo, associações, autoridades e fornecedores discutirão como elevar ainda mais o nível de transparência nas operações procurando benefícios constantes para o consumidor..

Novos Consumidores e ascensão social

Para responder aos desafios de um segmento em tamanha expansão, o 6º CMEP também se dedicará a temas como a Inclusão Financeira, novos consumidores e a ascensão das classes C, D e E que consolidam seu mais novo período de crescimento, sinalizando crescimento ainda maior do setor financeiro. Por outro lado e com a emergência de novas gerações, o congresso pretende discutir a evolução das redes sociais e as mudanças no perfil do consumidor.

O desenvolvimento tanto do mercado quanto de opções tecnológicas para o M-Payment (pagamento em mobilidade) também serão apresentados, além de estudos e conferências sobre campanhas para incentivar o uso consciente do crédito e iniciativas de educação financeira.

As associações que promovem o evento anunciam também que pretendem discutir os muitos aspectos da frágil segurança – física, patrimonial e penal – que os meios tradicionais como papel moeda e cheques oferecem àqueles que os usam; além de questionar o custo social da moeda em aspectos como manuseio e informalidade.

O CMEP será realizada nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo, no Hotel Transamérica Expo Center.

20 de jun. de 2011

BANCOS E TELES CHEGAM A UM ACORDO PARA VIABILIZAR PAGAMENTOS MÓVEIS

portal IDG Now! 18/06/2011 - Edileuza Soare (Computerworld)

Depois de muita discussão entre bancos e teles para definição de um modelo ideal, o Brasil está perto de ter um sistema de pagamento pelo celular. Quem garante a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que anunciou durante o Ciab 2011 que o mobile payment começa a ser implementado no segundo semestre.

“Chegamos a um consenso e agora o m-payment vai sair. Esperamos que entre final de 2011 e início de 2012 já seja possível fazer pagamentos pelo celular”, informou o coordenador do grupo de trabalho de Mobile Payment da Febraban, Claudio Almeida Prado.

O serviço é para transações de pagamentos de pequenos valores, como para empregados domésticos e prestadores de serviços. Atualmente, muitos correntistas sacam dinheiro dos caixas eletrônicos para fazer essas operações.

Segundo Prado, o ambiente evoluiu porque a aceitação do celular não para de crescer no Brasil. Os bancos querem se apoiar nessa tecnologia para bancarização. O executivo informa que 71% dos micropagamentos ainda são realizadas em dinheiro em espécie.

Essas operações geram custos para as instituições com a logística de transporte das cédulas. Para diminuir esses gastos, os bancos sentaram à mesa e definiram um modelo de operação que poderá ser utilizado por todas as instituições, independentemente de terminal e de operadora para gerar escala.

Para implantar esse modelo, os bancos decidiram que a identificação dos usuários nas transações será pelo celular. Assim, o correntista que quiser mandar um DOC para outra pessoa, vai fazer a transferência, utilizando o número da linha.

O correntista terá um aplicativo do seu banco no celular e, segundo Prado, a transferência será simples. Ele poderá entrar na sua lista de contatos e mandar um SMS para o banco, solicitando o crédito para determinada conta. Seu banco mandará uma mensagem de volta informando que se a operação foi concretizada.

No momento, os bancos estão discutindo a regulamentação para definir o limite de valor por transação e por dia. Esse processo deverá passar pelo Banco Central para formalizar os mecanismos que vão garantir que os valores sejam creditados em tempo real.

Segundo Prado, os bancos vão utilizar a mesma infraestrutura de TI existente atualmente para processar as operações de m-payment. “O que teremos é uma câmara de compensação diferenciada”, diz o executivo.
Os bancos fecharão acordos com as teles para as tarifas do SMS. De acordo com Prado, cada instituição negociará seu contrato para gerar competição.

MAIS SOFISTICAÇÃO ESTÁ NO FOCO DO INTERNET BANKING

jornal Valor Econômico 17/06/2011 – Guilherme Meirelles

Os correntistas brasileiros estão acreditando mais na segurança das operações por meio do internet banking, como revela pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o estudo, em 2010 o uso desse expediente representou 23% do total das transações realizadas, totalizando 12,8 bilhões operações, um crescimento de 27,4% em relação a 2009. Em 2000, apenas 8,3 milhões de clientes usavam o internet banking porque havia muita insegurança em relação à ação de hackers, temor que foi sendo superado na medida em que os bancos aperfeiçoaram os sistemas de segurança. Hoje, 37,8 milhões de correntistas realizam operações pelos sites dos bancos.

Pioneiro no lançamento do Internet Banking no Brasil, há 15 anos, o Bradesco remodelou o seu sistema e lançou este mês o novo Bradesco internet banking, que exigiu dois anos de pesquisa e desenvolvimento. Segundo Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco Dia e Noite, a prioridade foi personalizar ao máximo a página para o cliente. Segundo Luca, o portal oferece 948 tipos de serviços e produtos. No primeiro semestre, o portal registrou movimento financeiro de R$ 756,6 bilhões em mais de 633,5 milhões de transações.

O HSBC também investiu em mudanças. Segundo Sebastian Arcuri, diretor-executivo de varejo, foram incluídos simuladores para aumentar a interatividade, que permitem ao cliente tirar dúvidas como "quanto preciso poupar para pagar os estudos da minha filha". "O cliente consegue visualizar, inclusive por meio de gráficos, o crescimento de seu patrimônio e a distribuição de sua riqueza entre os diversos tipos de investimento", diz Arcuri.

O Itaú-Unibanco partiu para um caminho mais sofisticado, permitindo ao cliente fazer uma pré-abertura de conta pela internet, batizada de iConta. Ele também pode gerir as suas finanças por meio de um relacionamento digital. O único trabalho será ir à agência para finalizar a abertura da conta. Outra novidade do Itaú Unibanco é a compra programada de ações, por meio de aporte mensais de forma planejada, com débito automático em conta-corrente.

Pensando no nicho dos bancos médios, a Matera Systems desenvolve modelos que atendam as necessidades dessas instituições. Segundo o presidente Carlos Augusto Leite Netto, os serviços incluem pagamentos, duplicatas, cobranças e investimentos, com o mesmo grau de segurança dos sites das grandes corporações.

BANCOS TEMEM DESVIO DE FOCO COM MVNO

portal Baguete 16/06/2011 - Guilherme Neves

Os bancos têm medo de que o MVNO (operadora virtual móvel) crie demandas fora de seus negócios principais.

Para o presidente do Ciab Febraban, Gustavo Roxo, os bancos ainda estudam com cautela a adoção da MVNO por achar que poderão ter clientes solicitando resoluções de problemas de telefonia, que fogem ao negócio principal.

“O core business bancário já gera grande quantidade de questões a serem resolvidas entre as instituições financeiras e seus clientes”, declarou Roxo, segundo o site iPNews.

Segundo o executivo, em 2010 foram investidos R$ 22 bilhões em TI, um crescimento de 15% em relação a 2009, para ele, um reflexo do esforço das instituições financeiras em criar soluções que acompanhem a inovação tecnológica.

“A preocupação continua sendo as fraudes, tanto na Internet quanto no autoatendimento”, finalizou.

Um estudo elaborado pela consultoria Europraxis indica que o Brasil deverá ter de 10 milhões a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais, as chamadas MVNOs, até 2015.

A consultoria avalia que o mercado desta nova modalidade de negócios responderá, em quatro anos, por um faturamento de até R$ 3,5 bilhões.

Aprovado pela Anatel em novembro de 2010, o modelo de MVNOs permite que companhias de diferentes segmentos firmem parcerias com operadoras de celular tradicionais e passem a também oferecer serviço móvel.

17 de jun. de 2011

USO DE APLICATIVOS NO SISTEMA FINANCEIRO SE TORNARÁ CADA VEZ MAIS FREQUENTE

portal Executivos Financeiros 16/06/2011

Um dos grandes desafios para tornar novas plataformas e aplicativos atrentes para os usuários é fazer com que eles compreendam as vantagens trazidas por essas ferramentas Esta é a opinião do executivo do Bradesco, Luiz Carlos Brandão. Essa dificuldade também é destacada por Marcelo Gomes Condé da Spring Wireless. "Ficou mais difícil dizer para o usuário que tipo de comportamento deve seguir com a ampla gama de oportunidades diante dele".Os dois executivos estão participando do Congresso Internacional de Automação Bancária (Ciab)Febraban 2011.

A realidade móvel já esta sendo vivenciada. Pesquisa mostrada durante o evento aponta que a venda de dispositivos do tipo 'smart' representam este ano 35% do total de todos os dispositivos no Brasil e chega a 80% em 2013. Outro dado levantado diz respeito à frequencia da utlização de plataformas na rede bancária, sendo que a móvel é acessada entre 7 e 12 vezes mensalmente enquanto acesso pela Internet ocorre de duas a quatro vezes e SMS apenas de uma a duas vezes por mês. O custo de cada correntista para os bancos gira em torno de R$15 a R$ 20 por mês, enquanto para os novos usuários de mobile, esse custo cai para R$ 3 a R$ 5.

O uso de aplicativos deve diminuir acesso pela Web segundo Brandão. " A interface dos aplicativos é mais rica e de mais fácil manuseio. O desafio é tornar algo que seja do cotidiano das pessoas, virtual". Outro entrave apontado pelo executivo é produzir aplicativos para todos os sistemas operacionais. " O Bradesco foi o primeiro banco a utilizar sistema Android, mas atualmente acompanhamos todos".

Uma das ações do banco para que os usuários passem a utilizar mais aplicativos é a sala da mobilidade, cujo intuito é treinar e formar funcionários para que eles aprendam a utilizar e enxerguem as vantagens dos produtos para passar aos clientes. Marcelo Gomes destaca que o há um certo custo de eficiência do sistema bancário como um todo. " O sistema funciona extremamente bem, portanto as ferramentas móveis acabam sendo usadas para necessidades que não são atendidas pelos meios tradicionais".

Em relação ao pagamento através de celulares, Brandão enfatiza que já estão sendo realizados testes, as aplicações já estão prontas e já há investimento para isso. " Precisamos que os celulares venham preparados também para adotarmos esse sistema. Com isso, as agências se tornarão mais especializadas, sendo acessadas soemnte quando não for possível realizar qualquer processo através de dispositivos móveis", finaliza o executivo.

A 21ª edição do Ciab FEBRABAN foi aberta nesta manhã (15) e prossegue até a próxima sexta (17), no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

8 de jun. de 2011

BANCO SEM AGÊNCIA

jornal Folha de S. Paulo 07/06/2011 – Mercado Aberto

A tecnologia levará ao fim das agências bancárias, diz Brett King, autor de "Bank 2.0: How Custumer Behavior and Technology Will Change the Future of Financial Services" (Banco 2.0: como o comportamento do cliente e a tecnologia mudarão o futuro dos serviços financeiros, em tradução livre).

"Para os bancos, os interessados é que deveriam se mover até a agência. Hoje, o consumidor tem a impressão de que ele é que se esforça para se tornar cliente."
O autor australiano participará, na próxima semana, de evento na Febraban.

1 de jun. de 2011

COPA E OLIMPÍADA EXIGIRÃO REMODELAÇÃO DA ESTRUTURA BANCÁRIA, DIZ FEBRABAN

portal Economia & Negócios 31/05/2011 – Eduardo Rodrigues (Agência Estado)

O atendimento aos turistas estrangeiros que visitarão o Brasil nos períodos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 vai exigir uma remodelação completa da estrutura bancária e das agências de câmbio. De acordo com o diretor técnico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Gutierrez, o atual número de postos de atendimento para saque e troca de moedas não é suficiente para a demanda esperada durante esses grandes eventos esportivos.

Em seminário sobre câmbio manual e transferência de pequenos valores realizado hoje na sede do Banco Central, Gutierrez afirmou que a burocracia atual para essas transações - que exigem a identificação, além da análise e provação dos documentos das pessoas que desejam trocar divisas - demanda uma ampliação dos postos de atendimento em aeroportos e pontos turísticos. Além disso, o aumento dessas transações exigirá uma maior segurança das agências.

Outro ponto sensível, destacou o representante da Febraban, será a dificuldade em se manter estoques de moedas não conversíveis, ou seja, de turistas oriundos de países que não estão no centro do comércio mundial. "Há também a preocupação com a elevação da quantidade de cédulas falsas, e por isso é preciso orientar áreas de atendimento, com intensificação do treinamento", completou Gutierrez.

Para a Febraban, a organização desses eventos esportivos também criará demandas adicionais para os serviços de transportes de valores, além da expansão das redes de comunicação para prover segurança também às transações eletrônicas. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio (Abracam), Liberal Leandro Gomes, o custo do transporte dessas moedas para as cidades mais distantes das grandes capitais pode elevar o preço das divisas. Por isso, sugeriu uma menor burocracia no processo de câmbio de pequenos valores, que poderia diminuir o custo e agilizar as transações.

"Também sugerimos que algumas cadeias de estabelecimentos, como hotéis e restaurantes, possam trabalhar com moeda estrangeira, via convênio com instituições autorizadas pelo BC", propõe Gomes. Segundo ele, muitos profissionais, como taxistas e trabalhadores da rede hoteleira, têm receio de trocarem pequenos valores recebidos como pagamentos ou gorjetas de turistas estrangeiros, devido à burocracia da identificação.

Mudança na lei

A modernização e a simplificação das operações de câmbio têm sido discutidas desde ontem na sede da autoridade monetária, tendo como horizonte a Copa do Mundo de 2014. Na manhã de hoje, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) se comprometeu a examinar a atual legislação para, se possível, propor uma alteração que descriminalize pequenas transações comerciais no País com o uso de moedas estrangeiras.

Ontem, representantes do Ministério Público argumentaram que a autorização para essas transações abriria espaço para a lavagem de dinheiro, mas Dornelles considerou que a legislação não deve ser elaborada apenas "olhando para o ilícito". "É como proibir o uso dos cheques porque existem cheques sem fundo", comparou.

O diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, Sidnei Corrêa Marques, afirmou que o regime cambial brasileiro na parte de comércio é adequado para as condições do País, mas admitiu que ainda existem problemas de capilaridade e custo na parte de câmbio manual. "Simplificação e modernização são necessárias para compatibilizar nosso sistema à internacionalização da nossa economia. Mas as alterações devem ser feitas com controle, equilíbrio e respeitando acordos internacionais contra lavagem de dinheiro", ressaltou.

5 de mai. de 2011

BRASILEIROS SE RENDEM À INTERNET NA HORA DE FAZER TRANSAÇÕES BANCÁRIAS

portal InfoMoney 04/05/2011 - Tabata Pitol Peres

Os brasileiros estão cada vez mais se rendendo à internet na hora de realizar suas transações bancárias. Levantamento realizado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) revela que o internet banking atingiu recorde histórico de transações em 2010.

Do total de 56 bilhões de operações realizadas no ano passado, 12,8 bilhões aconteceram pela rede, que se tornou o segundo canal preferido pelos clientes na hora de realizar uma transação. O principal canal utilizado pelos clientes ainda é o ATM, populares caixas eletrônicos. Porém, a entidade diz acreditar que, pelo ritmo de crescimento, a internet será o meio mais utilizado em um futuro próximo.

Internet x conta corrente

Ainda de acordo com os números, a quantidade de clientes bancários com acesso ao internet banking chegou a 38 milhões, 8% a mais do que o registrado em 2009. Já o total de clientes com acesso ao mobile banking (via telefone celular e outras mídias móveis) chegou a 2,2 milhões, 72% a mais do que o ano imediatamente interior. "E não temos dúvida que esse número crescerá significativamente neste ano"', afirma Gustavo Roxo, do setor de TI da entidade.

Segundo a federação, tem crescido também a quantidade de ATMs disponíveis ao público em postos de atendimento. Em 2010, o total de equipamentos cresceu 43%, enquanto os ATMs em agências têm sido reduzidos.

"O crescimento do uso do internet banking, assim como a consolidação dos caixas eletrônicos, mostra que os bancos estão cada vez mais querendo garantir conveniência aos clientes, levando seus serviços aonde os clientes estiverem", diz Roxo.

A pesquisa chama atenção também para o fato de que tem crescido mais rápido o número de clientes com internet do que o número de contas correntes. De 2009 para 2010, 7 milhões de novas contas correntes foram criadas (um crescimento de 6%), atingindo o total de 141 milhões de contas. Já o número de poupanças é menor, e no ano passado a pesquisa registrou apenas 97 milhões de poupanças, contra 91 milhões em 2009.

Meios de pagamento

Enquanto o uso do cartão de crédito cresce, os cheques são cada vez menos utilizados pelos consumidores brasileiros. O uso desse meio caiu de 1,2 bilhão compensados em 2009, para 1,1 bilhão compensado em 2010, enquanto a quantidade de transações via cartões de crédito já superou a marca de 3 bilhões.

20 de abr. de 2011

COMO DECIFRAR UM CARTÃO DE CRÉDITO?

boletim PEGN 20/04/2011 - Patrícia Machado e Adriana Wilner

De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos, fraudes com cartões de crédito e débito somaram R$ 900 milhões em 2010. “Ladrões são muito criativos e sempre procuram uma forma de trapacear”, diz Maurício Icaza, diretor de operações do Bradesco Cartões. Um jeito simples para tentar evitar falcatruas e clonagens é prestar atenção aos dados impressos no plástico. Assim como notas de dinheiro legítimas contêm marcas-d’água e letras mínusculas que só podem ser identificadas com lupa, cartões também vêm com informações para provar sua veracidade. “Os números mostram desde o básico, como a bandeira, até fórmulas que são conhecidas apenas pelas organizações bancárias”, afirma Henrique Takaki, coordenador do Comitê de Segurança da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviço. Confira, a seguir, o que há por trás dos cartões.

11 de mar. de 2011

CONTRA FRAUDE

jornal Folha de S. Paulo 11/03/2011 - Mercado Aberto

Bancos brasileiros investem na digitalização de documentos para evitar fraudes e diminuir gastos com papel.

"Além da economia às empresas, que muitas vezes tiram quatro cópias de um documento, o processo facilita a conservação de longo prazo", diz o diretor jurídico da Febraban, Antonio Negrão.

Caso seja aprovado projeto de lei sobre o assunto, que aguarda a inclusão na ordem do dia no Senado, os bancos deverão arquivar todos os detalhes sobre movimentações financeiras em uma central.

O investimento será pequeno para os grandes bancos, mas as instituições menores terão que terceirizar o serviço, diz Negrão.

A digitalização de documentos já é comum para clientes que pedem crédito em bancos e no varejo, afirma Alex Yamamoto, consultor da Acesso Digital, que oferece o serviço.

25 de fev. de 2011

EXCESSO DE OPERAÇÕES TIRA ATM DO AR

jornal Valor Econômico 25/02/2011 - Moacir Drska

Criados como uma alternativa para que os clientes pudessem realizar suas transações financeiras sem ter de enfrentar as costumeiras e longas filas nas agências, os caixas de autoatendimento bancário (ATM) nem sempre atendem a esse propósito. Não há estatísticas consolidadas, mas não é raro encontrar ATMs fora de operação - às vezes por períodos que superam 30 dias - o que mostra que esses incidentes estão longe de ser um problema pontual, expresso em casos isolados.

Os grandes bancos de varejo, donos da maior parte da rede de 173 mil ATMs do país, silenciam sobre a questão. Os fabricantes desses equipamentos dizem que o problema é provocado por uma lista de fatores, que inclui desde falhas relacionadas estritamente à parte física até dificuldades que envolvem toda a estrutura de operação do caixa.

A causa principal de grande parte dos incidentes, dizem os fornecedores, é o excesso de transações realizadas nos caixas eletrônicos. Segundo o presidente da Diebold Brasil, João Abud Junior, o número ideal de operações é de seis mil transações por mês por ATM. "Temos muitas máquinas que chegam a fazer quinze mil transações nesse período, o que traz um desgaste significativo nos equipamentos."

Dados recentes de um levantamento feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que os ATMs concentram um terço de todas as transações bancárias realizadas no Brasil. O estudo também indica que o país conta hoje com cerca de 173 mil caixas eletrônicos e que a expansão do número de equipamentos em 2009 foi de apenas 2%. Os dados referentes a 2010 ainda não foram divulgados.

Sob esse cenário, Abud diz que cerca de 20% das ocorrências estão diretamente ligadas ao desgaste em componentes dos ATMs, como dispensador de cédulas e impressora. O executivo afirma que cerca de 80% de sua base instalada de 108 mil ATMs no país inclui um contrato de manutenção preventiva dos equipamentos, mas que o alto número de operações acaba muitas vezes por dificultar o controle do nível de pressão desses caixas.

Os contratos de suporte firmados com os bancos também parecem ser parte do problema. Em geral, os acordos envolvem apenas o equipamento em si, com um preço estabelecido por máquina e o tempo médio para correção das falhas em torno de três horas, informa Abud. Para o executivo, o ideal seria ter como base o número de transações, já que a manutenção de um caixa instalado em regiões mais afastadas é diferente do suporte técnico a um ATM que opera em um grande centro urbano.

"Muitos bancos têm dificuldade para seguir esse modelo, porque ele exige investimentos em um sistema de monitoração avançado e em auditorias para determinar a média de transações em cada ATM", diz Abud.

Procurados, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil preferiram não comentar. O Bradesco informou que "a rede de autoatendimento está dimensionada para atender à demanda dos clientes e usuários do banco. O banco realiza monitoramento constante - em tempo real - de suas máquinas de autoatendimento".

Silvio Passos, vice-presidente da área de serviços da Itautec, afirma que, além do desgaste, o fato de os ATMs trabalharem com uma mecânica mais fina e componentes delicados agrava os riscos de indisponibilidade. "Uma série de variáveis, que incluem desde falhas na produção até uma instalação truculenta pode afetar o bom funcionamento da máquina", diz o executivo.

Passos observa que o modelo do ATM interfere diretamente nesses incidentes. Em contraponto às máquinas que permitem a realização de poucas funções, como saques e consultas, ele cita o crescimento no número de equipamentos que abrangem diversas transações, o que aumenta a complexidade dos componentes.

O executivo reforça que, a despeito da frequência das falhas nos equipamentos, os serviços de suporte são um aspecto essencial, já que a alta disponibilidade implica uma manutenção eficiente, capaz de reduzir o tempo médio de correção dos problemas, além de compreender aspectos que vão além do equipamento em si. "Reduzir as falhas é um trabalho que envolve toda a cadeia, desde fabricantes e bancos até quem transporta e instala as máquinas", diz.

Abud Junior, da Diebold, afirma que as causas de indisponibilidade diretamente ligadas ao excesso de transações incluem fatores como problemas com o abastecimento de cédulas e de papel nas impressoras ou mesmo quedas nas linhas de comunicação das máquinas. Segundo o executivo, esses serviços geralmente não são cobertos pelos contratos de suporte e ficam sob a responsabilidade dos bancos ou de empresas terceirizadas.

"A logística para antever esses problemas é o grande 'xis' da questão", diz Abud. "O país é muito grande, a rede de ATMs é dispersa e normalmente os departamentos internos dos bancos que cuidam desse monitoramento não têm as ferramentas adequadas para fazer esse serviço". (Colaborou Aline Lima)

14 de fev. de 2011

FEBRABAN VAI ENSINAR FINANÇAS PESSOAIS

jornal O Estado de S.Paulo 14/02/2011 - Roberta Scrivano

Uma seção sobre como economizar nos processos de embelezamento para as mulheres. Aos chefes de família, indicações de qual o melhor momento para financiar um carro. Dicas de como lidar com a mesada para as crianças. Para reunir a família, um software para organizar o orçamento no qual cada membro tem o seu próprio login e decide o que quer compartilhar com os demais.

Essas são algumas das lições de educação financeira que estarão disponíveis gratuitamente no novo portal da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que entra no ar na quarta-feira, dia 16, sob o endereço: www.meubolsoemdia.com.br.
Inovador, fácil e divertido são os termos usados pelo diretor de educação financeira da Febraban, Fábio Moraes, para definir o novo portal, que é uma reformulação de um site que já estava no ar, também chamado de "Meu bolso em dia".

A primeira versão do site está disponível há um ano. Durante esse tempo, a Febraban contabilizou quase 2 milhões de visitas. "A procura é grande. Percebemos que poderíamos fazer algo mais completo", explica Moraes.

Para chegar ao "algo mais completo", a Febraban compilou todas as dúvidas dos consumidores recebidas por meio dos seus canais de comunicação (no site e por telefone). "Fomos entendendo a necessidade das pessoas e, a partir daí, elaboramos o novo portal", conta Moraes. "Agora vamos ficar mais próximos do cotidiano das pessoas", emenda.

No software de organização do orçamento ("que não é uma simples planilha", reitera Moraes) chamado Jimbo, por exemplo, a Febraban incluiu gráficos de pizza que mostram exatamente para onde vai o dinheiro. "Com o gráfico de pizza é mais fácil ‘ler’ onde a família está gastando muito", diz o diretor da federação dos bancos.
Estabilização. O tema educação financeira ganhou força no Brasil depois da estabilização da economia, que resultou no aumento da renda e do poder de compra da população e na enxurrada de oferta de crédito às pessoas físicas.

"Sabemos da importância da educação financeira há alguns anos, mas o tema só entrou de vez no Brasil recentemente, com a ampliação da oferta de crédito", endossa a educadora financeira Cássia D’Aquino.

A importância de saber lidar com o aumento de renda e a consciência da necessidade de poupar e posteriormente investir também é despertada com lições de educação financeira, destaca Mauro Calil, que também é educador financeiro.

Outra função importante da disseminação do tema é controlar os níveis de inadimplência por meio da conscientização da necessidade de organização do orçamento familiar.

20 de jan. de 2011

FEBRABAN CONFIRMA MURILO PORTUGAL PARA COMANDAR A ENTIDADE

jornal DCI 20/01/2011 – Agência Estado

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou ontem o economista Murilo Portugal como seu novo presidente. A posse do executivo deverá ocorrer na terceira semana de março, após assembleia geral que aprovará as mudanças no estatuto social da entidade.

O executivo vai suceder Fabio Barbosa, presidente do Santander Brasil, que está no comando da Febraban desde 2007. Seu mandato se encerra em março. Barbosa também está deixando o comando do banco. A partir de fevereiro, será presidente do conselho de administração do Santander. Já a presidência do banco ficará, a partir de 4 de fevereiro, com o diretor geral Marcial Portela.

É a primeira vez na história que a Febraban é comandada por um executivo não ligado a um dos grandes bancos que fazem parte da federação. No início de 2010, a Febraban anunciou que iria profissionalizar sua gestão e contratou uma consultoria para buscar um novo presidente no mercado. O processo levou quase um ano para se concretizar.

"A escolha (de Murilo Portugal) representa mais um passo importante na profissionalização da gestão da Febraban", diz comunicado enviado hoje pela entidade. Segundo a nota, a missão do novo presidente será "dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no sentido de buscar que o setor bancário tenha as condições e os instrumentos para desempenhar o papel que a sociedade dele espera."

Desde sua fundação, em 1967, a Febraban tem sido comandada por profissionais indicados pelos grandes bancos. Era um sistema de rodízio que, nos últimos anos, com a concentração do setor bancário, se restringiu a Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Real.

No comunicado enviado à imprensa, a Febraban destaca que "vem pautando suas atividades na busca de um diálogo transparente com órgãos reguladores e entidades de defesa do consumidor".

Portugal trabalhou tanto na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva como na de Fernando Henrique Cardoso. Foi por dois anos (2005 e 2006) secretário executivo do Ministério da Fazenda, na época comandado por Antonio Palocci. Quando Palocci caiu em meio a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, Portugal foi cogitado para sucedê-lo. O presidente Lula preferiu indicar Guido Mantega para o cargo e o economista optou por deixar o governo, pois foi trabalhar lá a convite de Palocci. Na gestão de FHC, foi secretário do Tesouro.

14 de jan. de 2011

MAIS CAIXAS ELETRÔNICOS

jornal Folha de S. Paulo 14/01/2011 – Mercado Aberto

Os bancos devem aumentar o número de caixas eletrônicos nos próximos anos, diz o diretor de tecnologia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Gustavo Roxo.
De 2008 para 2009, o aumento foi de apenas 1,9%, pois o foco era a implantação dos equipamentos para pessoas com deficiência, em especial surdos e cadeirantes.

"A tendência da sociedade é o autoatendimento. Após três anos com foco na acessibilidade, agora é hora de voltar a termos maior crescimento nesse setor", diz Roxo.

Em 2010, o Banco do Brasil registrou 200 milhões de transações a mais que em 2009. O volume movimentado foi de R$ 473 bilhões.

A projeção do HSBC também é de crescimento. A quantidade de dinheiro movimentada nos terminais no ano passado deverá ser superior em R$ 1,5 bilhão, na comparação com 2009. O valor pode chegar a R$ 55 bilhões.

Além dos caixas eletrônicos, o diretor de tecnologia da Febraban também espera aumento do número de transações via internet.

7 de jan. de 2011

MURILO PORTUGAL DEVE SER O NOVO PRESIDENTE DA FEBRABAN

portal iG 07/01/2011 – Guilherme Barros

O economista carioca Murilo Portugal, que atualmente está no FMI, é o nome mais cotado para ser o presidente executivo da FEBRABAN.

A FEBRABAN é presidida atualmente por Fábio Barbosa, que também preside o Santander, e há mais de um ano procura um executivo para comandar a instituição.

4 de jan. de 2011

BANCO BANESTES REESTRUTURA GESTÃO DE ATENDIMENTO

portal Decision Report 04/01/2011

O Banco Banestes, localizadas no Estado do Espírito Santo, adquiriu solução com captura de imagens da Unisys utilizando scanners A4 para o processo de truncagem de cheques a todas as suas agências.

Além de proporcionar atendimento mais rápido a seus clientes, este projeto tem o objetivo de reduzir e otimizar o tráfego de papéis e, desta forma, ajudar a reduzir a necessidade do banco em manter uma infraestrutura de armazenamento de arquivos físicos.

A truncagem de cheques é uma recomendação da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) cujo objetivo é viabilizar o término de toda a troca física de documentação entre os bancos, substituindo-a pela troca de imagens até março de 2011. Esta medida irá ajudar os bancos a simplificarem seus processos internos e também a melhorar a qualidade de seus serviços a seus clientes.

“Podemos capturar e validar os cheques assim como outros documentos, desde pequenos recibos até documentos de páginas inteiras”, diz Usiel Carneiro de Souza, diretor de TI do Banestes. “Isto nos permitirá converter a maioria dos documentos e tornará nossos serviços ainda mais rápidos, por exemplo, quando nossos clientes nos pedem cópias de documentos”, diz Rosana Rocha, gerente do projeto Compe por Imagem do Banestes.