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9 de out. de 2011

CARTÕES: MENOS DA METADE DOS INTERNAUTAS CONFERE FATURA EM BUSCA DE FRAUDES

portal InfoMoney 22/09/2011

Menos da metade dos adultos que utilizam a internet (47%) confere suas faturas de cartão de crédito em busca de fraudes, segundo mostra pesquisa realizada pela Norton.

Ainda de acordo com a pesquisa, 61% destes usuários não costumam alterar a senha regularmente ou fazer uso de senhas complexas para aumentar o nível de segurança online.

Considerando apenas o Brasil, 69% dos internautas não possuem um software de segurança atualizado. Dos adultos que utilizam a internet, 59% já sofreram algum tipo de golpe online, enquanto que 19% foram vítimas de crimes offline, cometidos no mundo físico.

A pesquisa mostra também que 24% acreditam que correm mais risco de serem vítimas de um crime offline do que online, nós próximos 12 meses.

Um total de 78% dos brasileiros que foram vítimas de crimes online e offline considera que o crime cibernético é tão preocupante quanto o físico, enquanto que 69% acreditam que os dois crimes são igualmente revoltantes.

Dados da vida online
No Brasil, o tempo gasto na internet chega a 30 horas semanais, média maior do que a global, que chega a 24 horas semanais.

O número de internautas brasileiros que acessam a internet pelo celular chega a 36%, ante 44% na média global.

A quantidade de adultos que dizem não viver sem a internet no país chega a 32%, número oito pontos percentuais maior do que a média global (24%). Ainda 44% dos adultos afirmam que perderiam contatos com os amigos sem as redes sociais.

11 de set. de 2011

CRIMES CIBERNÉTICOS CUSTAM US$ 114 BILHÕES AO ANO

portal Folha Online 07/09/2011 – France Presse

A cibercriminalidade custou US$ 114 bilhões e afetou 431 milhões de pessoas em 2010, segundo um informe publicado nesta quarta-feira pelo fabricante de um programa antivírus.

Segundo o Informe sobre Crime Cibernético da Symantec, que produz o programa antivírus Norton, 74 milhões de pessoas nos Estados Unidos foram vítimas de crimes informáticos no ano passado, o que supõe US$ 32 bilhões em perdas financeiras diretas.

Na China, o custo do crime cibernético alcançou os US$ 25 bilhões de dólares, enquanto no Brasil chegou US$ a 15 bilhões, e na Índia aos US$ 4 bilhões, indicou o relatório.

Segundo a Symantec, mais de dois terços dos internautas adultos (69%) foram vítimas de crime cibernético em algum momento de suas vidas, o que resulta em mais de um milhão de vítimas do cibercrime por dia.

O informe destacou também a crescente ameaça do cibercrime nos telefones celulares.
Cerca de 10% dos adultos on-line foram vítimas de cibercrime em seus telefones celulares. O número de novas vulnerabilidades no sistema operacional móvel aumentou de 115 em 2009 a 163 em 2010.

Para a pesquisa, foram realizadas entrevistas com cerca de 20 mil pessoas em 24 países, disse a Symantec.

31 de ago. de 2011

BANCOS TERÃO QUE INDENIZAR CLIENTES VÍTIMAS DE FRAUDES

jornal O Dia 30/08/2011 - Aurélio Gimenez

Clientes de bancos, vítimas de crimes ou fraudes bancárias cometidas por falsários, conquistaram uma importante vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A segunda seção do STJ determinou que as instituições financeiras devem responder de forma objetiva — ou seja, independentemente de culpa — e indenizar clientes prejudicados em fraudes praticadas por terceiros.

A decisão foi dada em dois processos semelhantes contra o Banco do Brasil, envolvendo a abertura de conta corrente por terceiros, utilizando documentos originais de outras pessoas. O relator dos processos, ministro Luis Felipe Salomão, entendeu ser cabível a indenização para as duas vítimas, conforme o Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“O fornecedor de serviços responde, independente de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços”, escreveu o magistrado.

O ministro apontou que as fraudes bancárias fazem parte dos riscos inerentes e previsíveis dos negócios das instituições financeiras. “Elas (instituições) têm o dever contratualmente assumido de gerir com segurança as movimentações bancárias dos seus clientes”, acrescentou.

Bancos não podem mais se eximir de culpa

A advogada Ericka Gavinho considerou a decisão do STJ importante para os consumidores, uma vez que as instituições bancárias tentam se eximir da responsabilidade que têm como fornecedor de um serviço, previsto no Código de Defesa do Consumidor. “A decisão do magistrado muda essa interpretação e pacifica a jurisprudência sobre o tema”, afirma a sócia da Rêgo Consultores e Advogados Associados.

De acordo com a advogada, por estar no sistema de recursos repetitivos, a medida vincula as futuras decisões, que abordem a mesma questão jurídica. “A partir de agora, a fraude, embora cometida por terceiros, não poderá mais ser alegada pelas instituições financeiras, na tentativa de afastar a sua responsabilidade”, explica.

Ericka alerta que os clientes devem adotar precauções de praxe, quando, por exemplo, tiverem documentos furtados ou roubados. Segundo ela, mesmo em caso de perda, é preciso haver registro policial.

Os principais casos de crime

Presidente da Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e ao Trabalhador (Anacont), José Roberto de Oliveira destaca as principais fraudes ou crimes praticados contra os consumidores: clonagem de cartão bancário ou de crédito; abertura de conta corrente, emissão de cheques e obtenção de empréstimos consignado; saidinha de banco, quando a vítima é assaltada após sacar grande volume de dinheiro; e o chupa-cabra — mecanismo que rouba a senha dos clientes em caixas eletrônicos. O advogado comemorou a decisão do STJ.

Segundo ele, os bancos são responsáveis por oferecer segurança aos seus clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que espera a publicação do acórdão do STJ para se manifestar sobre a decisão.

Golpes mais corriqueiros em que os bancos têm que indenizar as vítimas:

  • Chupa Cabra— mecanismo que rouba a senha dos usuários em caixas eletrônicos, para posterior saques na conta do cliente
  • Clonagem de cartão do banco ou de crédito
  • Abertura de conta corrente, utilizando documentação da vítima, e posterior emissão de cheques ou solicitação de empréstimos
  • Empréstimo consignado sem autorização do cliente
  • Violação do sistema de dados do cliente
  • Saidinha de banco — quando vítima é assaltada, após sacar na agência grande volume de dinheiro

8 de jul. de 2011

FRAUDADORES ROUBARAM US$1,4 BI DO SETOR AÉREO EM 2010

portal Decision Report 07/07/2011

Uma pesquisa divulgada pela CyberSource, uma empresa da Visa, revelou que embora as companhias aéreas estejam ganhando terreno no combate à fraude, ainda existe muito a se fazer. Somente em 2010, as companhias aéreas relataram perda de aproximadamente US$ 1,4 bilhão devido a fraudes em pagamentos on-line.

“A boa notícia em relação a esses números é que os resultados de 2010 mostraram uma melhora de 31% em comparação com 2008. As companhias aéreas não só reconheceram o desafio como fizeram ajustes para superá-los”, explica Guillermo Rospigliosi, nomeado recentemente diretor-geral da CyberSource para a América Latina e Caribe.

Segundo a pesquisa, as mudanças que as empresas têm implementado nos últimos dois anos incluem a maior utilização de ferramentas automatizadas de detecção de fraudes em transações (em média 7,3 ferramentas, comparadas a 5,8 em 2008), assim como a recusa de um maior número de reservas devido a suspeita de fraude.

Algumas descobertas da pesquisa

A experiência faz diferença: as companhias aéreas com menos de três anos de experiência nas vendas on-line registram taxas mais altas de perdas por fraude, índices mais altos de revisões manuais e um número maior de transações recusadas em comparação aos concorrentes com mais experiência. As companhias aéreas que atuam há mais de dez anos na venda on-line de passagens, por exemplo, revisam manualmente 15% de suas reservas, enquanto as que possuem menos de três anos de conhecimento nessa área revisam 53%.

As companhias aéreas poderiam estar desconsiderando uma poderosa ferramenta antifraude: apenas 3% das companhias aéreas pesquisadas utilizam serviços de consultoria de crédito para validar as reservas. No entanto, as empresas que usam essa ferramenta acreditam que ela seja uma das medidas mais eficazes para combater a fraude. Na pesquisa, o uso de biometria e de modelos de categorização de fraude de empresas terceiras estão entre as ferramentas mais consideradas para uso futuro pelos comércios.

A necessidade de revisão automatizada aumentará rapidamente: de acordo com a International Air Transport Association, a receita da venda de passagens aumentará 7,3% em 2011, ainda assim, cerca de 90% das companhias aéreas pesquisadas disseram que o número pessoas dedicadas a revisões manuais será mantido – ou seja, a automatização terá que aumentar para que a diferença gerada pelo crescimento seja administrada.

Na indústria de transporte aéreo, um cenário típico de fraude pode ser o fraudador que obtém os dados de um cartão por meios ilegais. Pode também obter nome, endereço e outras informações de um cliente idôneo interessado em comprar passagens com desconto. Além disso, o fraudador compra a passagem em nome desse cliente utilizando o número do cartão de crédito roubado e entrega a passagem ao cliente e recebe o pagamento em dinheiro.

3 de jul. de 2011

GOVERNO TENTA DETER FRAUDES NO CONSIGNADO

jornal Diário do Nordeste 01/07/2011

Para inibir fraudes no crédito consignado concedido aos aposentados que não têm conta bancária, o governo pretende concentrar em um único cartão o recebimento do benefício e o depósito do empréstimo solicitado junto à instituição financeira. Essa é uma forma de impedir situações em que uma pessoa se passe pelo aposentado ou utilize as informações deste para sacar o dinheiro do empréstimo irregularmente.

Atualmente, o tomador de crédito pode sacar o recurso no banco que indicou. É possível ainda a transferência do dinheiro para uma conta de titularidade diferente. Com a centralização do depósito no cartão em que o aposentado recebe o benefício, a expectativa é fechar essa brecha para irregularidades pela necessidade da senha do idoso para a retirada do dinheiro.

Segundo o diretor de benefícios do INSS, Benedito Brunca, a liberação de empréstimo consignado para o aposentado que tem conta em banco já é feita desta maneira. Na conta corrente do idoso, é transferido o valor do benefício assim como o empréstimo. Segundo o INSS, dos 25 milhões de pessoas que recebem benefícios previdenciários, 13 milhões não têm conta bancária. Cerca de 50% do total de aposentados e pensionistas operam com consignado.

Novo TED

Além disso, está sendo negociada com o Banco Central a criação de uma mensagem específica de Transferência Eletrônica Disponível (TED) para depósito do crédito consignado do INSS. A ideia é que o aposentado identifique rapidamente qual o valor do empréstimo depositado para que, em caso de erros, cobre correções do banco onde o crédito foi contratado. Pelos dados do INSS, das reclamações feitas à ouvidoria, em 20% são identificadas fraudes. De janeiro a maio deste ano, foram recebidas 5.111 reclamações, sendo que em 1.003 foram constatadas algum tipo de fraude.

19 de mai. de 2011

ANTIFRAUDE

jornal Folha de S. Paulo 19/05/2011 – Mercado Aberto

A Softtek negocia com dois bancos globais o fornecimento de uma ferramenta de combate a fraudes.

A solução, que foi desenvolvida a pedido do banco Bonsucesso, detecta irregularidades em operações com cartão de crédito.

"Devemos fechar os contratos até o final do semestre", diz o presidente da companhia na América Latina, Francisco Lara.

O investimento no projeto já foi recuperado pelo banco Bonsucesso, segundo o diretor de tecnologia da instituição, Décio Tavares.

"As fraudes evitadas na primeira semana de uso já representavam mais de 20 vezes o valor que investimos", afirma Tavares.

O faturamento da Softtek no Brasil foi de R$ 170 milhões no ano passado, o que representou 25% dos negócios da empresa que está presente em 14 países.

CONVERGÊNCIA DIGITAL CHEGA AO CRIME

jornal Valor Econômico 19/05/2011 - Moacir Drska

Não importa o período da história, bandidos costumam seguir a trilha do dinheiro. Al Capone fez fortuna na época da Lei Seca negociando, claro, bebidas. E os traficantes atuais migram de uma droga para outra guiados pela busca de uma substância sempre mais barata - e geralmente mais letal - para maximizar os lucros. Nos últimos tempos, com a web mudando a vida de empresas e consumidores, várias gangues passaram a seguir essa trilha. Isso é conhecido. A novidade, agora, é que eles estão seguindo a onda da convergência digital, que mistura meios on-line e tradicionais. O resultado é uma categoria mais sofisticada de crimes, que começa na internet, mas inclui inúmeros aspectos "off line" da vida das vítimas.

Os bandidos estão aprendendo uma lição já conhecida por companhias e governos: a de que a informação vale ouro. Os meios para obter isso incluem desde explorar brechas de segurança em bancos de dados de empresas e órgão públicos até cooptar ex-funcionários e colaboradores internos. Organizados, os novos larápios vasculham dados pessoais escancarados pelos usuários nas redes sociais e roubam senhas em sites de serviços de análise de crédito.

Com o cruzamento das informações, as gangues criam dossiês digitais de seus alvos potenciais, às vezes trocando informações com outros golpistas pela própria web. Um exemplo dessa convergência digital do crime é a venda de CDs com bancos de dados, tanto na internet como em locais físicos. Entre os focos estão as imediações da rua Santa Ifigênia, em São Paulo.

Segundo Fábio Assolini, analista da Kaspersky, empresa de software de segurança, é possível, com R$ 100, comprar um CD com dados dos contribuintes do INSS de todo o Brasil, junto com a base de dados de telefones do Estado de São Paulo. Existem até bancos personalizados, com filtros como profissão, cidade e região. "Todos esses vetores vêm servindo como combustível para o crime tradicional, que cada vez mais se alia ao cibercrime", diz Assolini.

Em dezembro, hackers descobriram uma falha no site do Ministério do Trabalho e copiaram todo o banco de dados com os cadastros de cidadãos. Em seguida, criaram aplicativos que automatizavam as consultas a essa base. As ferramentas foram divulgadas em sites e fóruns de criminosos na internet.

A Kaspersky descobriu a brecha e avisou as autoridades, que corrigiram a falha, conta Assolini. "Mas era tarde e o estrago estava feito". Procurado pelo Valor, o Ministério do Trabalho não se manifestou até o fechamento desta edição.

Outro incidente, no fim de 2009, afetou clientes do programa de fidelidade da TAM. Informações pessoais foram usadas em e-mails falsos, enviados em nome da companhia aérea, o que tornava o golpe mais verossímil. As mensagens traziam um arquivo que deveria ser baixado pelo cliente para, supostamente, imprimir um bônus com passagens gratuitas. Na verdade, o arquivo instalava códigos maliciosos nas máquinas dos usuários. Por meio de sua assessoria, a TAM afirmou que não houve invasão dos sistemas da companhia e que os dados dos clientes foram preservados.

Outro exemplo recente envolve uma quadrilha que atuava no centro de São Paulo. Os bandidos anotavam placas de carros de luxo e cruzavam esses números com dados de departamentos de trânsito obtidos em sites de hackers e CDs ilegais. Com isso, obtinham informações mais completas sobre os motoristas, o que ajudou em uma série de assaltos a mansões na capital paulista.

José Mariano de Araújo Filho, delegado-supervisor da unidade de inteligência do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), observa que o acesso a dados pessoais vem alimentando toda sorte de práticas ilícitas. Entre elas estão sequestros e obtenção de documentos falsos.

Em São Paulo, o delegado atuou em um caso no qual a vítima descobriu uma empresa aberta em seu nome no Rio Grande do Sul. O negócio em questão tinha muitas dívidas na região. "A própria vítima revelou que seu computador havia sido infectado meses antes", diz Mariano.

Para Leandro Bissoli, especialista em direito digital e vice-presidente da PPP Advogados, os crimes na internet são praticamente os mesmos do mundo real, com a diferença que a tecnologia traz mais recursos e menos riscos para seus autores. "É possível fraudar alguém em outro Estado e até país sem que essa pessoa desconfie", explica.

Um dos maiores riscos é se expor demais na web. Foi o que aconteceu com uma consumidora que externou em redes sociais seu descontentamento com o atraso na entrega de um produto adquirido em uma loja virtual. Uma quadrilha que seguia seu perfil ligou para ela, simulando ser da loja em questão. Obteve o número de seu cartão de crédito, que foi usado em diversas fraudes.

As redes criminosas estão se tornando tão poderosas que passaram a se identificar por nomes como CyberSkyNet e FullNetWork. Elas trocam informações em fóruns especiais - geralmente criptografados - nos quais exaltam suas ações e publicam fotos com armas e dólares.

FRAUDES DE R$ 900 MI ESTIMULAM BANCOS A INVESTIR EM SEGURANÇA

jornal DCI 18/05/2011 - bruno de oliveira

As fraudes de R$ 900 milhões registradas entre os anos de 2009 e 2010, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estão criando um cenário onde é cada vez maior a preocupação do setor de transações on-line (internet banking), bem como das empresas fabricantes de softwares de segurança em criar soluções para atender a este mercado.

De acordo com pesquisa realizada em 14 países pela ACI Worldwide, fornecedora de soluções e softwares para pagamentos eletrônicos, 53% dos brasileiros estariam dispostos a mudar de instituição financeira se fossem vítimas de fraude, sendo o maior medo do brasileiro a fraude em serviços de banco on-line, com 34%.

"O Brasil é considerado um País seguro no que diz respeito à segurança nas transações. Mas a demanda por novas ferramentas de proteção seguirá crescendo a medida que novas modalidades de fraudes vão surgindo", diz Hugo Costa, diretor da ACI no Brasil.

18 de mai. de 2011

LOJISTAS DO E-COMMERCE DEVEM APOSTAR EM GESTÃO DE RISCO

portal Executivos Financeiros 18/05/2011

A fraude no E-Commerce é um dos grandes problemas para os empreendedores de lojas virtuais. Os produtos que apresentam maior exposição ao risco são o celular, notebook e roupa. De acordo com o executivo da ClearSale, Sergio Oliveira, montar um blacklist na internet não funciona. “Na rede não há como saber quem está utilizando o cartão no momento da compra. Não é necessariamente o próprio dono do cartão”, destaca Oliveira.

Para minimizar as fraudes, a ClearSale utiliza um método de score para verificar a criticidade dos pedidos, ou seja, se eles representam alto, médio ou baixo risco de fraude. A gestão de riscos é em cima de cartões de crédito, já que 80% das compras online são realizadas através desse tipo de meio de pagamento. Os dados para realizar o score são encontrados na própria rede, pois 90% das lojas virtuais compartilham banco de dados.

A empresa possui a solução chamada M-ClearSale, ferramenta de monitoração desenvolvida para lojistas com pequenos volumes de transação. O software online Informa a faixa de score para todos os pedidos, checados pelo próprio lojista e é gratuito. Para os pedidos serem analisados pela ClearSale ou garantidos (a ClearSale garante o valor do pedido em caso de estorno por fraude confirmada), há cobrança de tarifas, que de acordo com Oliveira ficam em torno de R$ 500 mensais independentemente do número de pedidos e não havendo um mínimo.

6 de abr. de 2011

FRAUDES BANCÁRIAS COM PMES OCORREM ONLINE

portal It Web 06/04/2011 - Kevin Casey (InformationWeek EUA)

Entre as pequenas e médias empresas que sofreram fraude bancária durante o ano passado, 75% foram vitimizadas na rede, informou um estudo realizado pelo Ponemom Institute.

Segundo o relatório, mais da metade – 56% - dessas empresas experimentou alguma forma de golpe relacionado a bancos e cerca de 75% dos casos envolvem apropriação de contas online ou outra fraude com base na rede. Mais de 61% das PMEs foram vítimas de fraude bancária mais de uma vez.

O 2011 Business Banking Trust Study, encomendado pelo fornecedor de segurança Guardian Analytics e conduzido pelo Ponemon Institute, incluiu 533 empresas com menos de duzentos empregados e receita anual média de US$ 21,6 milhões. Todos os entrevistados eram proprietários ou executivos com acesso a contas bancárias corporativas de suas empresas.

Terry Austin, CEO da Guardian Analytics, observou que os números atuais de fraudes – particularmente na área de segurança online – apresentaram pouca variação se comparada à versão de 2010. No ano passado o estudo encontrou a mesma taxa de fraude com base em rede: 75% dos casos.

O estudo também mostrou que 78% dos golpes envolvendo PMEs não foram descobertos até que o dinheiro fosse transferido da instituição.

(Tradução: Alba Milena | Edição: Thaís Sabatini)

29 de mar. de 2011

FRAUDE NO CARTÃO TEM VALOR ALTO NO PAÍS

jornal Valor Econômico 29/03/2011 - Adriana Cotias

O Brasil é um dos mercados onde o tíquete médio das perdas decorrentes de fraude com cartões é um dos maiores dentro de amostra com oito economias. Pesquisa global encomendada pela americana ACI Worldwide, fornecedora de softwares de prevenção, mostra que as transações fraudulentas no país com volume superior a US$ 500 representaram 43% dos relatos dos brasileiros entrevistados. Comparativamente, só a China supera esse percentual, com 51%. Nas economias mais maduras, como Estados Unidos e Canadá, as movimentações não reconhecidas pelos clientes nessa faixa respondem por pouco mais de um terço do total. Nos mercados mais desenvolvidos, a concentração está em desvios de até US$ 100, caso do Reino Unido (32%) e da França (28%).

O levantamento, realizado no ano passado pela empresa Research Now, incluiu ainda Cingapura e Austrália, numa enquete que ouviu 2,5 mil consumidores.

Em comum, o Brasil e a China têm o fato de as economias vivenciarem um amplo processo de inclusão financeira, incorporando novos clientes ao sistema bancário, mas que ainda não têm uma cultura de preservação de dados enraizada, avalia o chefe da subsidiária brasileira da ACI, Hugo Costa.

No Brasil, com a disseminação do chip blindando os desvios nas lojas físicas, é a internet que tem sido a via de escape das transações fraudulentas. "No comércio eletrônico, o tíquete médio costuma ser maior, de R$ 200, chegando a R$ 300 no caso dos eletroeletrônicos."

Apesar de as fraudes no Brasil envolverem cifras relativamente maiores, isso não significa prejuízos para o cliente. Em 46% dos casos os donos de cartões comprometidos no país citam que foi ponto de satisfação o fato de a instituição financeira identificar a fraude antes deles ou perceber rapidamente que havia algo errado durante o monitoramento das transações. A rapidez do reembolso (no caso de cartão de débito) ou do estorno da compra (no crédito) das quantias desviadas foi relatada por 36% dos entrevistados na pesquisa que qualifica o atendimento dos bancos num evento de fraude.

Os investimentos das instituições financeiras na área de segurança eletrônica, com aperfeiçoamento dos modelos de rastreamento de fraudes é que estão por trás de tal percepção, afirma o executivo da ACI. "Tem banco que já consegue identificar a fraude independentemente do canal, com redes neurais que aprendem o hábito do cliente de fazer a transação."

Conforme exemplifica, esses sistemas inteligentes são capazes de armazenar informações como o período do mês em que um correntista paga suas contas, quantos saques ele faz por semana e se ele sempre faz a transferência de determinada fatia de seu salário para uma outra conta. Qualquer mudança de comportamento acende o alerta.

Apesar de investirem quase R$ 2 bilhões anuais em segurança eletrônica, os bancos contabilizaram prejuízos de R$ 942 milhões com fraudes eletrônicas no ano passado (o que inclui cartões, internet e caixas eletrônicos), sendo 22% só no "internet banking", por invasão de contas. No bolo geral, o cartão de crédito é que responde ainda pela maior parte das perdas sofridas pelas instituições financeiras, com fatia de 49% dos R$ 942 milhões, tanto no mundo físico quanto no virtual.

23 de mar. de 2011

SOLUÇÃO ANTIFRAUDE PODE EVITAR R$ 380 MILHÕES EM PERDAS

portal Executivos Financeiros 23/03/2011

Um estudo da Serasa Experian revela que a adoção de uma solução antifraude conseguiria aumentar em até 65% a detecção de tentativas de golpes envolvendo consumidores no segmento de financiamento de veículos no Brasil, evitando uma perda de R$ 290 milhões em bases anuais. O valor pode chegar a R$ 380 milhões, se as informações forem compartilhadas entre as instituições do segmento. Para realizar esse estudo, a Serasa Experian analisou uma amostra que representa 35% do segmento.

De acordo com o levantamento do Banco Central e da Associação Nacional das Empresas Financeira das Montadoras (Anef), o volume de novos financiamentos de veículos chegou a R$ 117,6 bilhões, em 2010. O percentual médio de perdas com fraude é de 0,5%, o que representa R$ 588 milhões ao ano.

A solução antifraude adotada para essa análise foi o Hunter (caçador, em inglês), um produto criado na Inglaterra e que foi lançado no Brasil, pela Serasa Experian como uma espécie de vacina preventiva contra esse tipo de golpe.

O uso de instrumentos para deter as fraudes se torna necessário para a concessão de crédito, pois o mercado de veículos passa por uma boa fase, por outro, a indústria da falsificação também ganha know-how, aumentando a incidência de fraudes de cadastro.

Hunter

O Hunter é uma plataforma que realiza a checagem de dados históricos de propostas de crédito submetidas a uma instituição. A solução utiliza-se de estratégias sofisticadas para a identificação de inconsistências cadastrais, cruzando e comparando informações cadastrais relevantes ao processo de concessão de crédito.

A solução permite a verificação de informações cadastrais entre várias instituições participantes em sistema de reciprocidade, conhecido como Hunter Nacional. A ferramenta também analisa as informações do candidato adicionando outras soluções antifraudes – alertas ou scorings, para ampliar a eficiência de detecção. Assim, o Hunter pode evitar R$ 380 milhões.

Falso positivo e falso negativo

Em uma amostragem de 35% do segmento de financiadoras de veículos obtidos pela Serasa Experian, em média, 50% das operações que seriam chanceladas como positivas pelas ferramentas de análise comuns foram detectadas pelo Hunter como possíveis fraudes, o que evita prejuízos reais às companhias.

“Vale ressaltar que em outros segmentos de concessão de crédito, a capacidade preditiva do Hunter amplia o número total de operações fraudulentas identificadas em índices superiores a 60%”, afirma o presidente da unidade de negócios Decision Analytics para a América Latina da Serasa Experian, Marcelo Kekligian.

O Hunter consegue afastar outro problema comum enfrentado pelas financiadoras: o First Payment Default, quando o financiamento é aprovado, mas o proponente não paga as primeiras parcelas de um financiamento. Esses não-prejuízos, entre outras vantagens, são traduzidos em lucro real para as companhias e em taxas de juros mais ajustadas aos consumidores.

A utilização do Hunter permite que bons clientes tenham seu crédito aprovado mais rapidamente, fazendo com que apenas as propostas inconsistentes gerem checagens extras. Segundo Kekligian, outro ponto relevante é que o uso do Hunter gera economias operacionais, pois o número de pessoas mantidas em uma retaguarda anti-fraude pode ser muito menor quando se separa o joio do trigo.

PERDA COM FRAUDE EM FINANCIAMENTO DE VEÍCULO CHEGA A R$ 588 MI

jornal Folha de S. Paulo 23/03/2011 – Mercado Aberto

A evolução dos financiamento de veículos no Brasil nos últimos anos veio acompanhada de um volume significativo de fraudes no setor, segundo estudo da Serasa Experian.

Foram registrados prejuízos de R$ 588 milhões no ano passado. O percentual médio de perdas com fraude é de 0,5%, aponta o estudo.

A adoção de soluções antifraude conseguiria aumentar em até 65% a detecção de tentativas de golpes envolvendo consumidores, de acordo com Marcelo Kekligian, executivo da Serasa Experian.

As fraudes mais comuns estão relacionadas a manipulação de dados, omissão de informações, roubo e falsidade de identidade.

"Um fraudador se apresenta com outro nome, mostra documentos falsos e, quando o empréstimo é aprovado, desaparece com o veículo", afirma Kekligian.
Outra fraude comum é a de maquiar a renda.

No Brasil, por falta de ferramentas avançadas, as empresas tratam a fraude como inadimplência, diz a Serasa.

22 de mar. de 2011

BANCOS PODEM PAGAR PREVENÇÃO A FRAUDE NO CARTÃO POR TRANSAÇÃO

jornal Brasil Econômico 22/03/2011 – Thais Folego

Com o esforço do mercado brasileiro de cartões para colocar chip nos plásticos, as fraudes migraram para outros lugares.

Um deles, foi para cartões de bandeiras regionais e cartões de lojas (os chamados private labels), que normalmente têm um nível de segurança menor do que o de grandes instituições financeiras. Uma nova parceria de duas companhias do setor, porém, pretende mudar isso.

A Horus, consultoria brasileira de detecção e prevenção à fraude, e a PayTrue, empresa de soluções de meios de pagamentos eletrônicos, acabam de acertar uma joint venture para oferecer o serviço de monitoração e prevenção à fraude para instituições emissoras de cartões, sejam elas bancos ou varejo financeiro.

A ideia é juntar o expertise de consultoria de uma (Horus) e a tecnologia de sistemas da outra (PayTrue) para oferecer esse serviço de forma nova no mercado brasileiro: a instituição paga pelo que usa. “O banco ou varejo vai pagar por transação ou por número de cartões emitidos que vamos monitorar. Dessa forma, ela paga pelo tamanho do risco a que seus cartões estão expostos”, conta Eduardo Daghum, sócio-diretor da Horus.

Com quase 20 anos de atuação no mercado de cartões, Gonzalo Paez, vice presidente da PayTrue responsável pela operação brasileira, diz que só viu esse serviço sendo oferecido nesse modelo nos Estados Unidos e Canadá. Com sede no Uruguai, a PayTrue tem atuação nos EUA, México e Brasil, onde tem Visa, Riachuelo, GetNet, Cetelem, Fidelity, Banco Carrefour e CSU CardSystem entre seus clientes.

Maior risco

Daghum explica que depois que o mercado brasileiro de cartões migrou para o chip, a fraude rumou para três caminhos: para o comércio eletrônico, para cartões com baixos limites de crédito que não foram chipados e, terceiro, falsidade ideológica, em que de posse de documentos falsos os fraudadores fazem cartões em nome das vítimas.

“Além disso, com o fim da exclusividade no mercado de cartões, muitas bandeiras de cartões regionais estão fazendo parceria com Redecard e Cielo, passando a ser aceitas em todo o país, o que aumenta bastante a exposição de risco dos cartões”, diz Daghum.

No caso de fraude, a parte da cadeia de cartões que arca com a perda é o emissor do cartão, pois é quem autoriza as transações. Para se proteger, as instituições compram licenças de plataformas tecnológicas de detecção e prevenção à fraude, além de montar uma equipe para monitorar e decidir sobre a liberação de uma transação em que o sistema tenha detectado indícios de fraude.

“Um projeto como esse, que inclui licenças de plataformas por três anos mais toda a infraestrutura de serviços e pessoas custa entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões para uma empresa de médio porte”, diz Paez.

No modelo de negócios “paga pelo que usa”, o custo inicial passa a ser de R$ 50 mil, segundo Daghum. “Estamos oferecendo um modelo especialista com o nível de infraestrutura dos grandes bancos, mas com um sistema de precificação que empresas menores possam pagar”, garante.

Segundo ele, o serviço já tem interessado, também, grandes corporações. “Já fomos procurados por grandes bancos interessados em terceirizar sua área de prevenção a fraude”, conta Daghum. Para disponibilizar o serviço, Horus e PayTrue estão fazendo investimento de R$ 10 milhões em três anos.

18 de mar. de 2011

SERASA EXPERIAN E ACREFI REALIZAM FÓRUM PARA DEBATER FRAUDE MERCANTIL

release Serasa Experian

A Serasa Experian realiza, em parceria com a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), um fórum sobre fraude mercantil, com palestras que abordam as atuais práticas de fraude, como e onde essas ações ocorrem, quais são os mecanismos de prevenção e as estatísticas de ocorrências de fraudes. O encontro, no dia 23 de março, em São Paulo, será aberto pelo presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, e Erico Ferreira Sodré, presidente da Acrefi.

O fórum contará com palestra de Lorenzo Parodi, consultor e especialista em combate a fraudes, falando sobre "Tendências nas fraudes ao crédito e empresas". Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, fará palestra com o tema "Investindo para o futuro - Transparência e eficiência na agenda de investimento". A analista de modelos antifraude e projetos da Serasa Experian, Karina Angélica da Silveira, abordará "Modelagem antifraude".

O tema "Como reduzir fraudes nas operações mercantis e de crédito com empresas" será palestrado por Adriana Gondim, gerente de Soluções Antifraude PJ da Serasa Experian. Ao final, será aberta sessão de perguntas.

AGENDA
Fórum sobre Fraude Mercantil
Dia 23 de março de 2011
Das 8h30 às 12h00
Auditório Sede Serasa Experian - Alameda dos Quinimuras, 187
Planalto Paulista - São Paulo, SP

17 de mar. de 2011

AUMENTA USO DE MALWARE COM FOCO EM ROUBO DE DINHEIRO EM CONTAS ON-LINE

portal InfoMoney 17/03/2011

Aproveitando-se dos constantes avanços da internet, hackers passaram a se valer de uma ferramenta extremamente lucrativa, com o objetivo de cometer fraudes ou roubar dinheiro de usuários por meio do canal bancário on-line.

Segundo dados da PandaLabs, o chamado Trojan - malware (programa malicioso) que age entrando no computador e liberando uma porta para uma possível invasão - continua a ser o mais popular tipo de ameaça aos sistemas, respondendo por 70% de todos os novos malwares.

"A proliferação de ferramentas on-line que permitem que pessoas sem conhecimento técnico criem trojans em minutos e, como consequência, negócios ilegais - especialmente quando se permite o acesso a dados bancários - é responsável pelo crescimento impressionante do vírus", afirma o diretor técnico do PandaLabs, Eduardo D'Antona.

Nos primeiros meses do ano criaram-se, em média, 73 mil tipos de softwares maliciosos todos os dias, um aumento de 26%, ante os 63 mil modelos de malware que surgiam diariamente em 2010.

Cuidados

Em particular, a PandaLabs adverte para a utilização crescente dos downloaders, um tipo de Cavalo de Troia que, depois de infectar o computador, se liga à internet para descarregar sequências mais perigosas.

Diferentemente dos trojans, os downloaders têm poucas linhas de código, por isso, pesam pouco, o que faz com que passem despercebidos no sistema dos usuários. Já os vírus convencionais foram responsáveis por 16,82% do total de peças criadas durante os primeiros meses de 2011.

BVS VAI AUMENTAR BASE DE DADOS DO SCPC

jornal Diário do Comércio 17/03/2011 - Paula Cunha

Lançar novos produtos e investir na formação de equipes especializadas será o caminho para ampliar a atuação do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC ) em todo o País. Essa foi uma das propostas apresentadas ontem, pela direção da Boa Vista Serviços (BVS), durante a primeira reunião de 2011 do seu Conselho Consultivo. Para o presidente da BVS, Dorival Dourado, o objetivo é tornar a empresa a maior do setor de processamento de informação, com a oferta de serviços flexíveis para os clientes corporativos. "Intensificaremos a coleta de dados nacionalmente e estamos atualizando nossas bases de informações com uma consultoria de padrão internacional", disse. Segundo ele, os recentes resultados da empresa já indicam crescimento de 20% neste ano frente a 2010.

Dourado apresentou a equipe da BVS, destacando o diretor de Tecnologia da Informação, Sérgio Arai; o diretor comercial, Juan Carillo, e o de produtos, Leonardo Soares. O encontro foi coordenado por Paulo Guilherme Mello Berner, superintendente de Crédito e Cobrança do banco Safra.

Conjuntura – No encontro, Marcel Solimeo, superintendente do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), destacou que apesar do ligeiro recuo do índice de confiança do consumidor em fevereiro, o contexto geral da economia brasileira continua favorável porque os indicadores de confiança nos salários, no poder de compra e na manutenção do emprego, que compõem o índice da ACSP, estão em alta. Esses itens são garantias de que o consumo se manterá nos níveis atuais, principalmente por parte dos compradores das classes C e D.

Solimeo disse que a alta no consumo, especialmente de móveis, eletrodomésticos e itens de informática, compensará o impacto negativo da elevação da taxa Selic e das medidas macroprudenciais do Banco Central no final de 2010.

Fraudes – O especialista em prevenção e detecção de fraudes no varejo, Alexandre Boechat, ressaltou a necessidade de treinamento para os funcionários da área de crédito, para evitar os prejuízos, que, além das perdas financeiras, são os fatos que destroem a imagem do empreendimento. Para ele, as principais falhas dos varejistas são confiar rapidamente nos clientes, deixar de conversar com eles durante a compra, e não implantar uma "célula de análise" de fraude. Boechat alertou que 75% das fraudes ocorrem por negligência ou participação de funcionários. Em 2010, informou, as maiores ocorrências foram no varejo de eletroeletrônicos, móveis e materiais de construção.

Segundo Boechat, as modalidades de fraude mais comuns são falsidade ideológica, autofraude (quando uma pessoa se passa por outra) e os casos de fraudadores que efetuam compra de pequeno valor com pagamento correto para, em seguida, adquirir bem de maior valor e não quitá-lo. Dados de 2010 mostram que as mulheres são a parcela maior dos fraudadores (56%). Nos últimos dois anos, 82% das operações fraudulentas foram em compras no carnê e 18% com cheque. "É necessário aprimorar o relacionamento entre o varejo e as empresas de recuperação de crédito e o trabalho dos funcionários que analisam os consumidores" disse o especialista.

Balanço – Roseli Garcia, diretora de Redes e Parcerias da BVS, apresentou na reunião o balanço do evento "Acertando suas contas", realizado pela ACSP no final de novembro. Roseli disse que o resultado foi muito positivo, com 7.838 recuperações de crédito em 21.909 consultas. A diretora disse que a ação deve se repetir neste ano e deve ser incluída em um conjunto maior de iniciativas para aumentar o grau de esclarecimento do consumidor. "Formaremos, com os participantes deste conselho, um grupo de desenvolvimento de apoio ao consumidor."

11 de mar. de 2011

EUA: RELATÓRIO JAVELIN APONTA QUEDA EM ROUBO DE IDENTIDADE

redação Serfinco 11/03/2011

O número de vítimas de fraude de identidade nos Estados Unidos caiu 28% para 8,1 milhões em 2010, com perdas totais também US$ 19 bilhões menores em relação ao ano anterior, segundo relatório anual da Javelin Strategy & Research.

O levantamento, patrocinado pela Fiserv, Intersections e Wells Fargo, mostra uma queda de 3 milhões no número de vítimas, sobre os 11,1 milhões em 2009. O volume anual total de fraude caiu de US$ 56 bilhões para US$ 37 bilhões, a maior baixa em oito anos.

A Javelin atribui parte da queda a critérios mais rigorosos de instituições financeiras para autenticar usuários e determinar o risco de crédito. Outro fator seria um maior acompanhamento online por parte dos americanos de suas contas, com o uso crescente de serviços de proteção on-line e alertas por celular.

O valor médio de fraudes por vítima caiu de US$ 4.991 em 2009 para US$ 4.607 no ano passado. Houve uma queda significativa nas violações dados relatados de acordo com relatórios da indústria: 404 em 2010, com 26 milhões de registros expostos, em comparação com 604 em 2009, com 221 milhões de registros.

No entanto, enquanto os incidentes diminuíram, a perda média dos clientes por fraude de identidade cresceu 63%, de US$ 387 em 2009 para US$ 631 por incidente em 2010. A Javelin atribui este fato a mudanças no tipo de fraude perpetrada em 2010, incluindo novas contas e fraude no cartão de débito.

Fraude de conta nova - as contas abertas sem o conhecimento da vítima foram responsáveis pela maior quantidade de fraude, US$ 17 bilhões. Já o montante de fraudes com cartões existentes diminuiu em 38%, de US$ 23 bilhões em 2009 para US$ 14 bilhões em 2010.

Fraude “amigável” – o número de fraudes realizadas por pessoas conhecidas da vítima cresceu 7% no ano passado, com consumidores entre 25 e 34 anos sendo as maiores vítimas deste tipo de crime.

CONTRA FRAUDE

jornal Folha de S. Paulo 11/03/2011 - Mercado Aberto

Bancos brasileiros investem na digitalização de documentos para evitar fraudes e diminuir gastos com papel.

"Além da economia às empresas, que muitas vezes tiram quatro cópias de um documento, o processo facilita a conservação de longo prazo", diz o diretor jurídico da Febraban, Antonio Negrão.

Caso seja aprovado projeto de lei sobre o assunto, que aguarda a inclusão na ordem do dia no Senado, os bancos deverão arquivar todos os detalhes sobre movimentações financeiras em uma central.

O investimento será pequeno para os grandes bancos, mas as instituições menores terão que terceirizar o serviço, diz Negrão.

A digitalização de documentos já é comum para clientes que pedem crédito em bancos e no varejo, afirma Alex Yamamoto, consultor da Acesso Digital, que oferece o serviço.

28 de fev. de 2011

CARTÃO DE DÉBITO VIRA ALVO DE CLONAGEM

jornal O Estado de S.Paulo 28/02/2011 - Roberta Scrivamo

A jovem Mariana Agunzi, de 22 anos, teve seu cartão de débito clonado. Foram feitos 12 saques de US$ 100 da sua conta em caixas eletrônicos no Uruguai. Mas ela nunca esteve lá. O ressarcimento desse dinheiro levou 15 dias para ocorrer. Segundo o banco, a demora aconteceu por conta do alto volume de recursos envolvido na fraude. "Até agora eles não me devolveram o juro", conta Mariana.

Clonagem de cartão de débito não é comum, mas acontece. "Por isso deve-se ter atenção à conta, para que não seja vítima sem perceber", recomenda Renata Reis, técnica do Procon-SP. Ela diz que o risco de fraude no cartão de chip é bem similar ao de tarja. Portanto, todos os consumidor devem ter atenção.

Além da dor de cabeça que o cliente tem para comprovar ao banco que as transações não foram feitas por ele, advogados lembram que a clonagem de cartão também se enquadra em danos morais. Mariana conta, por exemplo, que a ausência de dinheiro na conta por causa do uso dos recursos do cartão fraudado geraram até algumas situações vexatórias. "Faltou dinheiro para almoçar, por exemplo", diz. Seu banco lhe autorizou fazer saques com o RG, mas somente na sua própria agência. "Além de eu não ter dinheiro, porque usaram o meu, era inviável ir até a minha agência", comenta.

Na terça-feira da semana passada, o juiz Fernando Pinheiro Barros, da 7ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, condenou uma grande instituição financeira a pagar indenização, justamente por danos morais, no valor de R$ 6 mil ao cliente A.C., segundo publicação do Diário da Justiça Eletrônico.

Como reclamar. Renata Reis explica que o cliente que perceber alguma transação irregular em sua conta deve imediatamente entrar em contato com o banco que administra a conta para registrar uma reclamação. "Se for por telefone, o cliente precisa, de qualquer maneira, ter um número de protocolo pelo atendimento. Isso é o que vai comprovar que ele entrou em contato", recomenda.

A reclamação pode ser feita diretamente na agência também. "O cliente também pode entregar ao gerente uma carta feita a próprio punho registrando quais das transações não foram feitas por ele", comenta. Paralelamente a isso, a vítima da fraude deve procurar uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência.


Segundo Renata Reis, o próprio banco deve resolver o problema, e com agilidade. "Se demorar, recomendo que o cliente bancário nos procure no Procon", recomenda. Tentar indenização da Justiça, explica, também é válido, e o ajuizamento da ação pode ser feito a qualquer momento depois da notificação ao banco da fraude.