portal InfoMoney 31/08/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
O número de operações de empréstimo consignado diminuiu 12,03% em julho, na comparação com junho deste ano, atingindo 724.262 contratos, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (31) pela Previdência Social.
Em valores, as operações no sétimo mês do ano totalizaram R$ 2,165 bilhões, uma queda de 9,27%, na mesma base comparativa.
Em relação a julho do ano passado, o recuo foi de 5,91% nos valores contratados e de 10,5% no número de operações.
Empréstimo pessoal
De acordo com dados da Previdência Social, no caso do empréstimo pessoal, foram contratados R$ 2,161 bilhões em julho, valor 5,88% inferior ao verificado no mesmo mês de 2010. No total, foram realizadas 718.561 operações no sétimo mês de 2011, o que representa queda de 10,13%, sobre igual mês do ano passado.
Em relação a junho deste ano, a soma total dos valores dos contratos de empréstimo pessoal em julho ficou 9,33% menor. Na quantidade de operações, contrapondo o mesmo período, houve decréscimo de 12,16%.
O valor médio das operações dos que recebem entre um e três mínimos foi de R$ 3.121,74. Já os com renda acima de três mínimos contrataram empréstimo pessoal com valor médio de R$ 5.555,72. Por fim, aqueles com renda inferior a um salário mínimo contrataram, em média, R$ 2.200,09 no sétimo mês do ano.
Cartão de crédito
O número de operações de cartão de crédito foi de 5.701 em julho, somando R$ 3,975 milhões - montante 20,52% inferior ao verificado no mesmo período do ano anterior.
Na comparação com junho, foi registrada alta tanto no número de operações, como no valor contratado.
Neste caso, as operações feitas por pessoas que recebem até um salário mínimo tiveram valor médio de R$ 674,06, na faixa salarial de um até três mínimos foi de R$ 734,54, enquanto que aqueles com ganhos acima de três salários mínimos contrataram, em média, R$ 690,94.
São Paulo é líder
Ainda de acordo com os dados da Previdência, o estado de São Paulo é líder tanto no número de operações de consignado quanto no valor movimentado. De acordo com a Previdência, em julho, São Paulo concentrou R$ 637 milhões dos recursos e 188.474 contratos.
Por região, o Sudeste respondeu por 343.455 contratos, no valor de R$ 1,082 bilhão. Na região Nordeste, foram realizadas 184.306 operações, que somaram R$ 504 milhões. Em julho, a região Sul foi responsável por 117.587 contratos, cujo valor somou R$ 345,7 milhões.
No Centro-Oeste, as operações somaram R$ 102,46 milhões, em 34.395 operações, enquanto que o Norte foi responsável por 35.072 contratos, que somaram R$ 99 milhões.
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4 de set. de 2011
31 de ago. de 2011
BANCO BMG TEM LUCRO LÍQUIDO DE R$ 21,7 MI NO 1S11
portal Executivos Financeiros 29/08/2011
O Banco BMG, que atua no segmento de crédito consignado e operações estruturadas com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado, anunciou nesta segunda (29) seus resultados.
O lucro líquido do semestre totalizou R$ 21,7 milhões. O banco manteve o seu foco no crédito consignado, responsável pela geração de R$ 3,308 bilhões de operações, representando 65% dos créditos originados no período (R$5,060 bilhões). As demais operações compreenderam desconto/mútuo com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado.
Estas outras modalidades geraram ao longo do primeiro semestre de 2011 o volume de R$ 1,751 bilhão. A carteira total de operações de crédito e de arrendamento mercantil apresentou um saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 24,497 bilhões, correspondente a uma expansão de 11,6% em relação ao mesmo período de 2010.
A carteira própria de operações de crédito, que apresentou um crescimento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2010 e saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 9,200 bilhões. Esse movimento corrobora com a estratégia da administração em reter mais carteira no balanço para assim fazer frente às mudanças regulatórias propostas para 2012. Prova disso é que o BMG realizou neste primeiro semestre de 2011 um volume de cessão de credito equivalente a 57% das cessões feitas no mesmo período de 2010, deixando assim de antecipar um montante significativo de resultado e aumentando o saldo de sua carteira que será acruado no decorrer de sua maturidade.
Com as aquisições do Banco GE, GE Promotora, Banco Schahin, Schahin Corretora e Cifra Financeira, o BMG está se consolidando na liderança no crédito consignado e aumentará sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, assim como fortalecerá ainda mais a sua rede de distribuição. Essas aquisições ainda não estão compostas no Conglomerado Financeiro findo em 30 de junho de 2011.
Mesmo apresentando esse robusto crescimento, o BMG conseguiu manter o índice de inadimplência em patamares inferiores ao apresentado pelo mercado, encerrando o exercício com um índice de inadimplência de 1,9% contra 2,3% no mesmo período em 2010.
O Patrimônio Líquido consolidado em 30 de junho de 2011 atingiu o valor de R$ 2,139 bilhões. O Patrimônio de Referência do Banco BMG correspondeu a 13,4% dos ativos ponderados pelo risco (Acordo da Basiléia), sendo 9,5% nível I e 3,9% nível II.
Nesta data, o saldo dos recursos captados totalizaram R$ 24,977 bilhões, sendo: 24,8% em depósitos a prazo e interfinanceiros junto a investidores institucionais, instituições financeiras, pessoas físicas e jurídicas, incluindo depósitos aprazo com garantias especiais (DPGE); 3,2% através de FIDC’s (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) líquidos de cotas subordinadas detidas pelo Banco; 61,5% via cessões de créditos realizadas em parcerias celebradas com outros bancos e 9,9% através de captações externas.
O BMG manteve centralizado, com aperfeiçoamento, todo o processo de gerenciamento de risco em uma única diretoria especializada, com uma visão global e integrada dos diversos riscos a que está exposta a organização.
Os resultados obtidos ao longo do semestre devem ser atribuídos à dedicação da nossa equipe de executivos, funcionários e ao apoio e confiança depositados pelos nossos clientes, fornecedores e acionistas.
O Banco BMG, que atua no segmento de crédito consignado e operações estruturadas com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado, anunciou nesta segunda (29) seus resultados.
O lucro líquido do semestre totalizou R$ 21,7 milhões. O banco manteve o seu foco no crédito consignado, responsável pela geração de R$ 3,308 bilhões de operações, representando 65% dos créditos originados no período (R$5,060 bilhões). As demais operações compreenderam desconto/mútuo com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado.
Estas outras modalidades geraram ao longo do primeiro semestre de 2011 o volume de R$ 1,751 bilhão. A carteira total de operações de crédito e de arrendamento mercantil apresentou um saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 24,497 bilhões, correspondente a uma expansão de 11,6% em relação ao mesmo período de 2010.
A carteira própria de operações de crédito, que apresentou um crescimento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2010 e saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 9,200 bilhões. Esse movimento corrobora com a estratégia da administração em reter mais carteira no balanço para assim fazer frente às mudanças regulatórias propostas para 2012. Prova disso é que o BMG realizou neste primeiro semestre de 2011 um volume de cessão de credito equivalente a 57% das cessões feitas no mesmo período de 2010, deixando assim de antecipar um montante significativo de resultado e aumentando o saldo de sua carteira que será acruado no decorrer de sua maturidade.
Com as aquisições do Banco GE, GE Promotora, Banco Schahin, Schahin Corretora e Cifra Financeira, o BMG está se consolidando na liderança no crédito consignado e aumentará sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, assim como fortalecerá ainda mais a sua rede de distribuição. Essas aquisições ainda não estão compostas no Conglomerado Financeiro findo em 30 de junho de 2011.
Mesmo apresentando esse robusto crescimento, o BMG conseguiu manter o índice de inadimplência em patamares inferiores ao apresentado pelo mercado, encerrando o exercício com um índice de inadimplência de 1,9% contra 2,3% no mesmo período em 2010.
O Patrimônio Líquido consolidado em 30 de junho de 2011 atingiu o valor de R$ 2,139 bilhões. O Patrimônio de Referência do Banco BMG correspondeu a 13,4% dos ativos ponderados pelo risco (Acordo da Basiléia), sendo 9,5% nível I e 3,9% nível II.
Nesta data, o saldo dos recursos captados totalizaram R$ 24,977 bilhões, sendo: 24,8% em depósitos a prazo e interfinanceiros junto a investidores institucionais, instituições financeiras, pessoas físicas e jurídicas, incluindo depósitos aprazo com garantias especiais (DPGE); 3,2% através de FIDC’s (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) líquidos de cotas subordinadas detidas pelo Banco; 61,5% via cessões de créditos realizadas em parcerias celebradas com outros bancos e 9,9% através de captações externas.
O BMG manteve centralizado, com aperfeiçoamento, todo o processo de gerenciamento de risco em uma única diretoria especializada, com uma visão global e integrada dos diversos riscos a que está exposta a organização.
Os resultados obtidos ao longo do semestre devem ser atribuídos à dedicação da nossa equipe de executivos, funcionários e ao apoio e confiança depositados pelos nossos clientes, fornecedores e acionistas.
9 de ago. de 2011
APOSENTADO USA MAIS EMPRÉSTIMO CONSIGNADO E DEIXA CARTÃO DE CRÉDITO
jornal Folha de S. Paulo 08/08/2011
Aposentados do INSS que precisam de dinheiro emprestado estão apostando mais no empréstimo consignado e deixando de lado as operações com cartão de crédito, também na modalidade com desconto direto no benefício.
No primeiro semestre deste ano as operações só com o empréstimo pessoal tiveram alta de 6,14% na comparação com o mesmo período de 2010, passando de 5,55 milhões para 5,89 milhões.
Em valores, o aumento alcançou 9%. No primeiro semestre de 2010 foram contratados R$ 13,6 bilhões na modalidade. No mesmo período deste ano, a cifra chegou a R$ 14,8 bilhões.
Já o uso do cartão para tomar crédito caiu quase 60%, passando de 89.384 operações para apenas 36.419. Em valores, a queda foi de 58%, passando para R$ 54 milhões.
O INSS não tem explicações para essa queda em uma modalidade mais prática, já que, ao contrário do empréstimo, o crédito por meio do cartão não exige que o aposentado vá até o banco para conseguir o dinheiro.
Entretanto, como as taxas são menores -3,36% ao mês, no máximo, contra até 2,34% no consignado- é possível pressupor que os aposentados estão trocando comodidade por economia.
O uso do cartão ainda deverá cair mais, já que o Banco Central decidiu equiparar essas operações aos demais empréstimos com desconto em folha para reduzir essas operações. Os bancos que concederem esse crédito em operações com prazo superior a 36 meses terão de ter uma reserva maior de capital para assegurar o empréstimo.
Significa que o banco, com o mesmo capital, terá menos recursos para emprestar, o que reduz margem oferecida aos clientes, diminuindo prazos ou elevando custo do crédito, o que pode levar o aposentado a optar ainda mais pelo empréstimo pessoal.
Aposentados do INSS que precisam de dinheiro emprestado estão apostando mais no empréstimo consignado e deixando de lado as operações com cartão de crédito, também na modalidade com desconto direto no benefício.
No primeiro semestre deste ano as operações só com o empréstimo pessoal tiveram alta de 6,14% na comparação com o mesmo período de 2010, passando de 5,55 milhões para 5,89 milhões.
Em valores, o aumento alcançou 9%. No primeiro semestre de 2010 foram contratados R$ 13,6 bilhões na modalidade. No mesmo período deste ano, a cifra chegou a R$ 14,8 bilhões.
Já o uso do cartão para tomar crédito caiu quase 60%, passando de 89.384 operações para apenas 36.419. Em valores, a queda foi de 58%, passando para R$ 54 milhões.
O INSS não tem explicações para essa queda em uma modalidade mais prática, já que, ao contrário do empréstimo, o crédito por meio do cartão não exige que o aposentado vá até o banco para conseguir o dinheiro.
Entretanto, como as taxas são menores -3,36% ao mês, no máximo, contra até 2,34% no consignado- é possível pressupor que os aposentados estão trocando comodidade por economia.
O uso do cartão ainda deverá cair mais, já que o Banco Central decidiu equiparar essas operações aos demais empréstimos com desconto em folha para reduzir essas operações. Os bancos que concederem esse crédito em operações com prazo superior a 36 meses terão de ter uma reserva maior de capital para assegurar o empréstimo.
Significa que o banco, com o mesmo capital, terá menos recursos para emprestar, o que reduz margem oferecida aos clientes, diminuindo prazos ou elevando custo do crédito, o que pode levar o aposentado a optar ainda mais pelo empréstimo pessoal.
21 de jul. de 2011
BC RESTRINGE PRAZO DE CARTÃO CONSIGNADO
jornal Folha de S. Paulo 19/07/2011 – Eduardo Cucolo
O Banco Central restringiu financiamentos com cartão de crédito consignado em prazos superiores a 36 meses para tentar conter o endividamento da população.
Para empréstimos acima desse prazo, as instituições terão de fazer uma reserva de capital maior -o que, em tese, reduz a margem que têm para oferecer aos clientes, diminuindo prazos ou aumentando o custo do crédito.
A regra é a mesma que já está em vigor, desde dezembro, para o consignado tradicional, modalidade que perdeu força desde então.
O problema, para o BC, é que beneficiários do INSS e funcionários públicos -que respondem por 85% do crédito com desconto em folha, com taxa de juros média de 28% ao ano, abaixo dos 66% das outras linhas de crédito pessoal- têm uma "brecha" que permite tomar mais crédito fugindo da restrição.
Eles podem comprometer até 30% da renda líquida com o consignado, mas têm duas opções: tomar todo o crédito por meio do consignado direto, que já é alvo de restrições; ou dividir o limite em 20% com empréstimos diretos e 10% no cartão de crédito.
Ou seja, podiam fugir da restrição emprestando por meio do cartão de crédito.
O BC decidiu impor restrições aos cartões para evitar que se use justamente essa brecha de 10% para burlar a restrição aos consignados.
Até agora, porém, isso não ocorreu. Nos bancos menores, as dívidas no cartão são 0,70% dos empréstimos. Na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil o número também não é significativo. Dados do INSS mostram uma participação de 0,14% nas concessões com cartão.
Apesar dessa restrição, em vigor desde ontem, o BC decidiu que quem usa o cartão está dispensado de outra regra, que determina o pagamento mínimo de 15% da fatura, como os demais cartões.
IMPACTO
Segundo a ABBC (associação de bancos médios e pequenos), mais de 90% dos clientes desse produto não parcelam o pagamento ou quitam as dívidas em até seis meses. Por isso, a medida, num primeiro momento, deve ter pouco impacto.
A ABBC avalia como positivo, porém, o pagamento mínimo. Desde junho, os clientes nos demais cartões são obrigados a liquidar 15% da fatura no vencimento. A partir de dezembro, serão 20%.
A mudança causou confusão no setor, diz Renato Oliva, presidente da ABBC. A regra do consignado já prevê desconto na fonte do equivalente a 10% da renda do cliente. O que passar é pago via fatura, sobre a qual incidia pagamento mínimo de 15%.
O Banco Central restringiu financiamentos com cartão de crédito consignado em prazos superiores a 36 meses para tentar conter o endividamento da população.
Para empréstimos acima desse prazo, as instituições terão de fazer uma reserva de capital maior -o que, em tese, reduz a margem que têm para oferecer aos clientes, diminuindo prazos ou aumentando o custo do crédito.
A regra é a mesma que já está em vigor, desde dezembro, para o consignado tradicional, modalidade que perdeu força desde então.
O problema, para o BC, é que beneficiários do INSS e funcionários públicos -que respondem por 85% do crédito com desconto em folha, com taxa de juros média de 28% ao ano, abaixo dos 66% das outras linhas de crédito pessoal- têm uma "brecha" que permite tomar mais crédito fugindo da restrição.
Eles podem comprometer até 30% da renda líquida com o consignado, mas têm duas opções: tomar todo o crédito por meio do consignado direto, que já é alvo de restrições; ou dividir o limite em 20% com empréstimos diretos e 10% no cartão de crédito.
Ou seja, podiam fugir da restrição emprestando por meio do cartão de crédito.
O BC decidiu impor restrições aos cartões para evitar que se use justamente essa brecha de 10% para burlar a restrição aos consignados.
Até agora, porém, isso não ocorreu. Nos bancos menores, as dívidas no cartão são 0,70% dos empréstimos. Na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil o número também não é significativo. Dados do INSS mostram uma participação de 0,14% nas concessões com cartão.
Apesar dessa restrição, em vigor desde ontem, o BC decidiu que quem usa o cartão está dispensado de outra regra, que determina o pagamento mínimo de 15% da fatura, como os demais cartões.
IMPACTO
Segundo a ABBC (associação de bancos médios e pequenos), mais de 90% dos clientes desse produto não parcelam o pagamento ou quitam as dívidas em até seis meses. Por isso, a medida, num primeiro momento, deve ter pouco impacto.
A ABBC avalia como positivo, porém, o pagamento mínimo. Desde junho, os clientes nos demais cartões são obrigados a liquidar 15% da fatura no vencimento. A partir de dezembro, serão 20%.
A mudança causou confusão no setor, diz Renato Oliva, presidente da ABBC. A regra do consignado já prevê desconto na fonte do equivalente a 10% da renda do cliente. O que passar é pago via fatura, sobre a qual incidia pagamento mínimo de 15%.
Marcadores:
ABBC,
cartão de crédito,
crédito consignado
19 de jul. de 2011
BC ALTERA REGRA PARA CARTÃO DE CRÉDITO CONSIGNADO
portal Brasil Econômico 18/07/11
O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (18/7) que aprovou circular para equiparar o cartão de crédito consignado às demais operações de consignado.
A medida tem o objetivo de desestimular as operações de financiamento consignado no cartão com prazos longos e preservar os objetivos prudenciais da regulamentação.
"Será aplicado o fator de ponderação de risco (FPR) de 150% às exposições relativas a operações com cartão cujo contrato estabeleça condições que não assegurem a liquidação da dívida em prazo de até 36 meses por meio dos descontos consignados", explicou a autoridade monetária.
O BC esclarece ainda que as demais operações, cujas condições possibilitem a liquidação em até 36 meses permanecerão com FPR de 75%, conforme a regulamentação em vigor.
A norma quanto ao pagamento mínimo de faturas de cartão de crédito não será aplicada aos cartões de crédito consignado, que já têm regras próprias estabelecendo limite de crédito e percentual mínimo de pagamento, contribuindo para a redução do risco de endividamento excessivo do consumidor.
O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (18/7) que aprovou circular para equiparar o cartão de crédito consignado às demais operações de consignado.
A medida tem o objetivo de desestimular as operações de financiamento consignado no cartão com prazos longos e preservar os objetivos prudenciais da regulamentação.
"Será aplicado o fator de ponderação de risco (FPR) de 150% às exposições relativas a operações com cartão cujo contrato estabeleça condições que não assegurem a liquidação da dívida em prazo de até 36 meses por meio dos descontos consignados", explicou a autoridade monetária.
O BC esclarece ainda que as demais operações, cujas condições possibilitem a liquidação em até 36 meses permanecerão com FPR de 75%, conforme a regulamentação em vigor.
A norma quanto ao pagamento mínimo de faturas de cartão de crédito não será aplicada aos cartões de crédito consignado, que já têm regras próprias estabelecendo limite de crédito e percentual mínimo de pagamento, contribuindo para a redução do risco de endividamento excessivo do consumidor.
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crédito consignado
16 de jul. de 2011
CONSIGNADO VOLTA A CRESCER COM AUMENTO DAS DÍVIDAS
jornal DCI 15/07/2011 - Marcelle Gutierrez
O crédito consignado continua a apresentar forte crescimento nos primeiros meses de 2011. De acordo com dados do Banco Central, o segmento corresponde a 59,4% da participação no crédito pessoal, com saldo total de R$ 146,833 bilhões em maio, acréscimo de 1,7% ante abril, que teve R$ 144,332 bilhões, e 6,1% no ano.
As linhas com desconto direcionado a funcionários públicos, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) representam 85,5% do total e em maio apresentaram expansão no saldo de 1,6%, de R$ 123,619 bilhões em abril para R$ 125,620 bilhões. O aumento, segundo especialistas entrevistados por este DCI, está relacionado ao endividamento dos servidores por conta da falta de reajuste de salários, inflação em alta e maior disponibilidade de recursos pelos bancos, que enxergam a modalidade como de baixo risco, principalmente em um cenário de elevação da inadimplência entre os consumidores.
A baixa taxa de juros, de no máximo 2,5% ao mês, é proporcionada pelas garantias do empréstimo, consequência do desconto direto em folha de pagamento e segurança de manutenção do emprego. O reduzido valor da parcela ao mês impulsiona as tomadas de crédito, que totalizaram 6,628 bilhões em concessões em maio de 2011, elevação de 13,6% em relação ao mês anterior e de 12,1% no ano. A taxa de juros ao ano chegou a 28,2%, de acordo com o BC.
Para o professor de Administração e Finanças da ESPM, Adriano Gomes, a inflação acima do patamar histórico corrói os salários, principalmente do setor público. "O funcionário público, por exemplo, não tem reajuste salarial há um bom tempo. Então há a fuga para os empréstimos, o que ocasiona aumento da demanda no consignado. Já os bancos veem a modalidade como de menor risco, porque há o desconto direto no salário fixo, e disponibilizam mais recursos."
Ao ser questionado sobre o impacto no crescimento pela antecipação para agosto da primeira parcela do 13º salário pela previdência social, o professor Adriano Gomes enfatiza que não deve haver consequências. "O tomador pode antecipar o pagamento das parcelas, mas não acredito que seja a melhor opção, porque obtém um desconto, porém, paga uma tarifa pela antecipação. Sendo assim, pode não compensar. Do lado dos bancos, também é interessante que a dívida continue para gerar bons recursos".
O advogado Ricardo Magno Bianchini da Silva, especializado em consignado e representante da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), concorda em que o crescimento é impulsionado pelos benefícios da linha. "A modalidade cresce muito porque é um nicho atrativo para as instituições financeiras, fácil de ser tomado e desburocratizado. Mesmo com a negativação do nome do cliente, muitos bancos liberam o empréstimo, porque tem o salário como garantia".
Para as instituições, Bianchini reforça o valor e rentabilidade da carteira. "É uma modalidade expoente e muitos bancos, inclusive, estão segmentados, porque o consignado viabiliza a concessão (do crédito). O BMG, Bonsucesso e PanAmericano, por exemplo, tem desenvolvido isto de forma aquecida".
A forte atuação e interesse das instituições financeiras na concessão de crédito a servidores geram polêmicas, devido à cláusula de exclusividade incluída em contratos com órgãos públicos . O advogado Ricardo Bianchini, que representa a Fesempre e outras entidades em ações judiciais para quebra da exclusividade, explica que o fato afeta o direito da livre concorrência de mercado e impede o direito de livre escolha do consumidor. "Com o monopólio fica impossível, porque tem de pegar do banco do contrato ou não consegue o empréstimo", explica Bianchini, que acrescenta: "A taxa máxima é de 2,5% ao mês, mas poderia ser bem reduzida com a livre concorrência".
De acordo com ele, há ações judiciais em diversos estados e municípios, como São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Tocantins e nas cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, Campinas, Londrina, Belém, Brasília, Porto Velho, Salvador, São Luís e Manaus, sendo que parte é de exclusividade do Banco do Brasil. "Com exceção de Porto Velho, Sergipe e Manaus, nessas localidades já há liminares que permitem a entrada de outros bancos. No caso de São Paulo, o Banco do Brasil recorreu da decisão e a liminar foi suspensa enquanto o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisa melhor a situação", pontua o advogado.
Em janeiro de 2011, o Banco Central emitiu circular 3522 que veda convênios, contratos ou acordos que impeçam o acesso de clientes a operações ofertadas por outras instituições financeiras. O Banco do Brasil alega que a circular funciona somente para novos contratos.
"O problema do consignado só não ganha repercussão pública porque não faz parte do universo de toda a sociedade, mas sim de uma parcela da iniciativa pública", finaliza Ricardo Bianchini.
O crédito consignado continua a apresentar forte crescimento nos primeiros meses de 2011. De acordo com dados do Banco Central, o segmento corresponde a 59,4% da participação no crédito pessoal, com saldo total de R$ 146,833 bilhões em maio, acréscimo de 1,7% ante abril, que teve R$ 144,332 bilhões, e 6,1% no ano.
As linhas com desconto direcionado a funcionários públicos, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) representam 85,5% do total e em maio apresentaram expansão no saldo de 1,6%, de R$ 123,619 bilhões em abril para R$ 125,620 bilhões. O aumento, segundo especialistas entrevistados por este DCI, está relacionado ao endividamento dos servidores por conta da falta de reajuste de salários, inflação em alta e maior disponibilidade de recursos pelos bancos, que enxergam a modalidade como de baixo risco, principalmente em um cenário de elevação da inadimplência entre os consumidores.
A baixa taxa de juros, de no máximo 2,5% ao mês, é proporcionada pelas garantias do empréstimo, consequência do desconto direto em folha de pagamento e segurança de manutenção do emprego. O reduzido valor da parcela ao mês impulsiona as tomadas de crédito, que totalizaram 6,628 bilhões em concessões em maio de 2011, elevação de 13,6% em relação ao mês anterior e de 12,1% no ano. A taxa de juros ao ano chegou a 28,2%, de acordo com o BC.
Para o professor de Administração e Finanças da ESPM, Adriano Gomes, a inflação acima do patamar histórico corrói os salários, principalmente do setor público. "O funcionário público, por exemplo, não tem reajuste salarial há um bom tempo. Então há a fuga para os empréstimos, o que ocasiona aumento da demanda no consignado. Já os bancos veem a modalidade como de menor risco, porque há o desconto direto no salário fixo, e disponibilizam mais recursos."
Ao ser questionado sobre o impacto no crescimento pela antecipação para agosto da primeira parcela do 13º salário pela previdência social, o professor Adriano Gomes enfatiza que não deve haver consequências. "O tomador pode antecipar o pagamento das parcelas, mas não acredito que seja a melhor opção, porque obtém um desconto, porém, paga uma tarifa pela antecipação. Sendo assim, pode não compensar. Do lado dos bancos, também é interessante que a dívida continue para gerar bons recursos".
O advogado Ricardo Magno Bianchini da Silva, especializado em consignado e representante da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), concorda em que o crescimento é impulsionado pelos benefícios da linha. "A modalidade cresce muito porque é um nicho atrativo para as instituições financeiras, fácil de ser tomado e desburocratizado. Mesmo com a negativação do nome do cliente, muitos bancos liberam o empréstimo, porque tem o salário como garantia".
Para as instituições, Bianchini reforça o valor e rentabilidade da carteira. "É uma modalidade expoente e muitos bancos, inclusive, estão segmentados, porque o consignado viabiliza a concessão (do crédito). O BMG, Bonsucesso e PanAmericano, por exemplo, tem desenvolvido isto de forma aquecida".
A forte atuação e interesse das instituições financeiras na concessão de crédito a servidores geram polêmicas, devido à cláusula de exclusividade incluída em contratos com órgãos públicos . O advogado Ricardo Bianchini, que representa a Fesempre e outras entidades em ações judiciais para quebra da exclusividade, explica que o fato afeta o direito da livre concorrência de mercado e impede o direito de livre escolha do consumidor. "Com o monopólio fica impossível, porque tem de pegar do banco do contrato ou não consegue o empréstimo", explica Bianchini, que acrescenta: "A taxa máxima é de 2,5% ao mês, mas poderia ser bem reduzida com a livre concorrência".
De acordo com ele, há ações judiciais em diversos estados e municípios, como São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Tocantins e nas cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, Campinas, Londrina, Belém, Brasília, Porto Velho, Salvador, São Luís e Manaus, sendo que parte é de exclusividade do Banco do Brasil. "Com exceção de Porto Velho, Sergipe e Manaus, nessas localidades já há liminares que permitem a entrada de outros bancos. No caso de São Paulo, o Banco do Brasil recorreu da decisão e a liminar foi suspensa enquanto o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisa melhor a situação", pontua o advogado.
Em janeiro de 2011, o Banco Central emitiu circular 3522 que veda convênios, contratos ou acordos que impeçam o acesso de clientes a operações ofertadas por outras instituições financeiras. O Banco do Brasil alega que a circular funciona somente para novos contratos.
"O problema do consignado só não ganha repercussão pública porque não faz parte do universo de toda a sociedade, mas sim de uma parcela da iniciativa pública", finaliza Ricardo Bianchini.
CONSUMIDORES TOMAM CRÉDITO MAIS CARO
jornal Folha de S. Paulo 15/07/2011 – Eduardo Cucolo
As restrições ao crédito anunciadas desde o fim do ano passado levaram a um aumento na procura por linhas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial.
Por outro lado, os consignados (empréstimos com desconto em folha de pagamento) e as linhas para a compra de veículos (que, em geral, trabalham com taxas de juros mais baixas) perderam espaço no financiamento para os consumidores.
Dados do Banco Central mostram aumento superior a 15% na média diária de concessões no cartão de crédito e no cheque especial em maio passado na comparação com dezembro de 2010.
No mesmo período, a liberação de novos financiamentos de veículos caiu 17,4%.
O crédito pessoal manteve o ritmo de crescimento, mas houve queda na participação dos empréstimos com desconto em folha de pagamento, incluídos pelo Banco Central nessa categoria.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o objetivo do crédito mudou: as pessoas não estão se endividando para comprar bens, mas para pagar as despesas do mês.
Percival afirma que esse movimento faz parte do ciclo de endividamento e reflete a maneira encontrada pelas famílias com mais dívidas para passar por esse momento de aperto no crédito.
"Não significa que as pessoas vão quebrar. O emprego e a renda continuam crescendo. O problema é quando a riqueza não cresce na mesma proporção que a dívida."
Fernando Blanco, do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito, diz que a mudança reflete ainda a dificuldade das famílias das classes C/D em lidar com pioras nas condições de crédito.
"Essas pessoas têm nível muito alto de endividamento, e, quando acontece algo, não têm para onde correr."
Ele acrescenta que os bancos ainda não conhecem esse cliente. "É uma relação muito nova, e não há linha pré-aprovada de qualidade para esse atendimento."
A facilidade de acesso é outra explicação para o aumento no uso do cheque especial e do parcelamento das faturas de cartão.
"A primeira coisa que acontece quando há uma restrição de crédito é uma procura por essas linhas pré-aprovadas, de acesso mais rápido", diz Miguel de Oliveira, da Anefac (associação dos executivos de finanças).
CONSIGNADO
Outro problema é a dificuldade de acesso ao consignado, de custo financeiro mais baixo, mas que está concentrado em funcionários públicos e aposentados, que respondem por 85% dessa linha.
O consignado chegou a representar 61% dos empréstimos pessoais em dezembro, fatia recorde e que fechou período quase ininterrupto de alta. Em maio, atingiu a menor participação em 15 meses.
Essa desaceleração foi registrada apesar de as medidas de restrição ao crédito e o aumento dos juros desde o fim de 2010 terem afetado menos essa linha.
A taxa média de juros de 28,2% ao ano é quase a mesma verificada em dezembro. No crédito pessoal sem desconto em folha, o juro subiu quase dez pontos percentuais no período, para 65,6%.
As restrições ao crédito anunciadas desde o fim do ano passado levaram a um aumento na procura por linhas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial.
Por outro lado, os consignados (empréstimos com desconto em folha de pagamento) e as linhas para a compra de veículos (que, em geral, trabalham com taxas de juros mais baixas) perderam espaço no financiamento para os consumidores.
Dados do Banco Central mostram aumento superior a 15% na média diária de concessões no cartão de crédito e no cheque especial em maio passado na comparação com dezembro de 2010.
No mesmo período, a liberação de novos financiamentos de veículos caiu 17,4%.
O crédito pessoal manteve o ritmo de crescimento, mas houve queda na participação dos empréstimos com desconto em folha de pagamento, incluídos pelo Banco Central nessa categoria.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o objetivo do crédito mudou: as pessoas não estão se endividando para comprar bens, mas para pagar as despesas do mês.
Percival afirma que esse movimento faz parte do ciclo de endividamento e reflete a maneira encontrada pelas famílias com mais dívidas para passar por esse momento de aperto no crédito.
"Não significa que as pessoas vão quebrar. O emprego e a renda continuam crescendo. O problema é quando a riqueza não cresce na mesma proporção que a dívida."
Fernando Blanco, do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito, diz que a mudança reflete ainda a dificuldade das famílias das classes C/D em lidar com pioras nas condições de crédito.
"Essas pessoas têm nível muito alto de endividamento, e, quando acontece algo, não têm para onde correr."
Ele acrescenta que os bancos ainda não conhecem esse cliente. "É uma relação muito nova, e não há linha pré-aprovada de qualidade para esse atendimento."
A facilidade de acesso é outra explicação para o aumento no uso do cheque especial e do parcelamento das faturas de cartão.
"A primeira coisa que acontece quando há uma restrição de crédito é uma procura por essas linhas pré-aprovadas, de acesso mais rápido", diz Miguel de Oliveira, da Anefac (associação dos executivos de finanças).
CONSIGNADO
Outro problema é a dificuldade de acesso ao consignado, de custo financeiro mais baixo, mas que está concentrado em funcionários públicos e aposentados, que respondem por 85% dessa linha.
O consignado chegou a representar 61% dos empréstimos pessoais em dezembro, fatia recorde e que fechou período quase ininterrupto de alta. Em maio, atingiu a menor participação em 15 meses.
Essa desaceleração foi registrada apesar de as medidas de restrição ao crédito e o aumento dos juros desde o fim de 2010 terem afetado menos essa linha.
A taxa média de juros de 28,2% ao ano é quase a mesma verificada em dezembro. No crédito pessoal sem desconto em folha, o juro subiu quase dez pontos percentuais no período, para 65,6%.
8 de jul. de 2011
BMG FINALIZA COMPRA DO BANCO SCHAHIN
portal Executivos Financeiros 07/07/2011
O BMG assinou a compra definitiva do controle acionário do Banco Schahin S.A. atingindo uma participação no capital superior a 99%, após a realização da due diligence. O processo agora será encaminhado para a aprovação do Banco Central.
Com esta aquisição, o BMG consolidará sua liderança no crédito consignado e aumentará a sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, fortalecendo ainda mais a sua rede de distribuição. O Banco Schahin tem atuação nacional com mais de cinco mil pontos-de-venda, sendo cerca de 200 em regime de exclusividade. Toda essa rede passa a ser da bandeira do BMG, somando-se à atual rede de distribuição de 3.476 pontos-de-venda e 216 lojas próprias.
Os atuais acionistas do BMG deverão capitalizar o BMG em até R$ 1,5 bilhão, elevando o seu patrimônio líquido para o valor aproximado de R$ 3,5 bilhões. Isto demonstra a confiança que os acionistas do BMG têm nas perspectivas de desempenho do BMG e das oportunidades de crescimento do mercado. Após esta capitalização, o BMG aumentará suas condições de reter carteiras e reduzirá o volume de cessão de crédito, atendendo à nova regulamentação do Banco Central dos novos processos de contabilização.
Esta é a segunda aquisição que o BMG realiza ao longo dos últimos 12 meses e os atuais acionistas do BMG acreditam que este movimento de consolidação do sistema financeiro continuará a apresentar boas oportunidades de mercado.
O BMG assinou a compra definitiva do controle acionário do Banco Schahin S.A. atingindo uma participação no capital superior a 99%, após a realização da due diligence. O processo agora será encaminhado para a aprovação do Banco Central.
Com esta aquisição, o BMG consolidará sua liderança no crédito consignado e aumentará a sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, fortalecendo ainda mais a sua rede de distribuição. O Banco Schahin tem atuação nacional com mais de cinco mil pontos-de-venda, sendo cerca de 200 em regime de exclusividade. Toda essa rede passa a ser da bandeira do BMG, somando-se à atual rede de distribuição de 3.476 pontos-de-venda e 216 lojas próprias.
Os atuais acionistas do BMG deverão capitalizar o BMG em até R$ 1,5 bilhão, elevando o seu patrimônio líquido para o valor aproximado de R$ 3,5 bilhões. Isto demonstra a confiança que os acionistas do BMG têm nas perspectivas de desempenho do BMG e das oportunidades de crescimento do mercado. Após esta capitalização, o BMG aumentará suas condições de reter carteiras e reduzirá o volume de cessão de crédito, atendendo à nova regulamentação do Banco Central dos novos processos de contabilização.
Esta é a segunda aquisição que o BMG realiza ao longo dos últimos 12 meses e os atuais acionistas do BMG acreditam que este movimento de consolidação do sistema financeiro continuará a apresentar boas oportunidades de mercado.
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3 de jul. de 2011
AGENTES DE CRÉDITO TERCEIRIZADOS TERÃO PADRONIZAÇÃO DE VENDAS
jornal Brasil Econômico 01/07/2011 – Ana Paula Ribeiro
Os bancos de menor porte vão tentar tirar proveito das novas exigências do Banco Central (BC) em relação aos correspondentes bancários e elevar os ganhos das operações no futuro. A ideia é melhorar os procedimentos na concessão de crédito feitas por força de vendas terceirizadas e assim reduzir o risco desses empréstimos. “Uma boa mitigação do risco operacional pode trazer ganho de até 1% no spread”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva.
As instituições de menor porte, em especial as que trabalham com crédito consignado e financiamento de veículos, contratam correspondentes bancários e empresas promotoras de vendas para captar novos clientes. De acordo com Oliva, como não há uma padronização nos procedimentos, cada prestador de serviço oferta o crédito de uma forma. Em muitos casos, parte das condições não é explicitada corretamente ao tomador do crédito ou ocorrem fraudes, como a tomada de umempréstimo consignado em nome de outra pessoa.
O dirigente afirma que não há um levantamento estatístico com os bancos para saber quais as perdas geradas com as operações captadas por correspondentes bancários. No entanto, Oliva explica que a melhora da gestão dessas operações pode mitigar o risco e reduzir as perdas financeiras. “A padronização leva a qualidade”, diz.
Para chegar a essa qualidade, a ABBC tenta antecipar a adoção das medidas que fazem parte da resolução 3954 do BC, publicada no início do ano para tentar disciplinar o relacionamento entre bancos e os prestadores de serviços. Por essa norma, até 2014 todos os agentes de créditos, também conhecidos como "pastinhas", devem ser certificados.
Oliva acredita que não é simples conseguir uma certificação sem um treinamento adequado. Para isso, a ABBC desenvolveu junto com a Fundação Instituto de Administração (FIA) um curso de capacitação para correspondentes bancários que terá início no dia 1º de julho.
Feito à distância, o curso é composto por sete módulos que envolvem prática de vendas (perfil dos clientes, apresentação e tratamento), crédito consciente (noções de orçamento familiar, valor da dívida no tempo), funcionamento do sistema financeiro e produtos financeiros (crédito consignado, financiamento e leasing de veículos, cartões).
Ao final de cada etapa é realizada uma avaliação. O custo do treinamento varia entre R$ 60 a R$ 70, a depender do número de alunos de cada empresa promotora de vendas. São 60 mil no Brasil, sendo que a maior parte possui mais de dez agentes de crédito.
Já a certificação fica a cargo da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (Aneps). O custo para realizar o exame é de R$ 300 (R$ 250 para os associados) e o certificado tem validade de três anos. Outras instituições podem vir a conceder certificações aos interessados.
O dirigente da ABBC destaca que atualmente os procedimentos são diferentes quando se contrata uma promotora que atua na região Sudeste e uma outra com atuação nos estados do Sul. “Àmedida em que você leva um conhecimento mínimo a esses profissionais, você passa a ter um comportamento de maior qualidade”, defende.
Outra preocupação dos bancos é que com a 3954, as instituições passam a ser mais responsabilizadas pelo crédito concedido por força de vendas terceirizadas, por isso a necessidade de treinar e certificar esses profissionais.
Os bancos de menor porte vão tentar tirar proveito das novas exigências do Banco Central (BC) em relação aos correspondentes bancários e elevar os ganhos das operações no futuro. A ideia é melhorar os procedimentos na concessão de crédito feitas por força de vendas terceirizadas e assim reduzir o risco desses empréstimos. “Uma boa mitigação do risco operacional pode trazer ganho de até 1% no spread”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva.
As instituições de menor porte, em especial as que trabalham com crédito consignado e financiamento de veículos, contratam correspondentes bancários e empresas promotoras de vendas para captar novos clientes. De acordo com Oliva, como não há uma padronização nos procedimentos, cada prestador de serviço oferta o crédito de uma forma. Em muitos casos, parte das condições não é explicitada corretamente ao tomador do crédito ou ocorrem fraudes, como a tomada de umempréstimo consignado em nome de outra pessoa.
O dirigente afirma que não há um levantamento estatístico com os bancos para saber quais as perdas geradas com as operações captadas por correspondentes bancários. No entanto, Oliva explica que a melhora da gestão dessas operações pode mitigar o risco e reduzir as perdas financeiras. “A padronização leva a qualidade”, diz.
Para chegar a essa qualidade, a ABBC tenta antecipar a adoção das medidas que fazem parte da resolução 3954 do BC, publicada no início do ano para tentar disciplinar o relacionamento entre bancos e os prestadores de serviços. Por essa norma, até 2014 todos os agentes de créditos, também conhecidos como "pastinhas", devem ser certificados.
Oliva acredita que não é simples conseguir uma certificação sem um treinamento adequado. Para isso, a ABBC desenvolveu junto com a Fundação Instituto de Administração (FIA) um curso de capacitação para correspondentes bancários que terá início no dia 1º de julho.
Feito à distância, o curso é composto por sete módulos que envolvem prática de vendas (perfil dos clientes, apresentação e tratamento), crédito consciente (noções de orçamento familiar, valor da dívida no tempo), funcionamento do sistema financeiro e produtos financeiros (crédito consignado, financiamento e leasing de veículos, cartões).
Ao final de cada etapa é realizada uma avaliação. O custo do treinamento varia entre R$ 60 a R$ 70, a depender do número de alunos de cada empresa promotora de vendas. São 60 mil no Brasil, sendo que a maior parte possui mais de dez agentes de crédito.
Já a certificação fica a cargo da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (Aneps). O custo para realizar o exame é de R$ 300 (R$ 250 para os associados) e o certificado tem validade de três anos. Outras instituições podem vir a conceder certificações aos interessados.
O dirigente da ABBC destaca que atualmente os procedimentos são diferentes quando se contrata uma promotora que atua na região Sudeste e uma outra com atuação nos estados do Sul. “Àmedida em que você leva um conhecimento mínimo a esses profissionais, você passa a ter um comportamento de maior qualidade”, defende.
Outra preocupação dos bancos é que com a 3954, as instituições passam a ser mais responsabilizadas pelo crédito concedido por força de vendas terceirizadas, por isso a necessidade de treinar e certificar esses profissionais.
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GOVERNO TENTA DETER FRAUDES NO CONSIGNADO
jornal Diário do Nordeste 01/07/2011
Para inibir fraudes no crédito consignado concedido aos aposentados que não têm conta bancária, o governo pretende concentrar em um único cartão o recebimento do benefício e o depósito do empréstimo solicitado junto à instituição financeira. Essa é uma forma de impedir situações em que uma pessoa se passe pelo aposentado ou utilize as informações deste para sacar o dinheiro do empréstimo irregularmente.
Atualmente, o tomador de crédito pode sacar o recurso no banco que indicou. É possível ainda a transferência do dinheiro para uma conta de titularidade diferente. Com a centralização do depósito no cartão em que o aposentado recebe o benefício, a expectativa é fechar essa brecha para irregularidades pela necessidade da senha do idoso para a retirada do dinheiro.
Segundo o diretor de benefícios do INSS, Benedito Brunca, a liberação de empréstimo consignado para o aposentado que tem conta em banco já é feita desta maneira. Na conta corrente do idoso, é transferido o valor do benefício assim como o empréstimo. Segundo o INSS, dos 25 milhões de pessoas que recebem benefícios previdenciários, 13 milhões não têm conta bancária. Cerca de 50% do total de aposentados e pensionistas operam com consignado.
Novo TED
Além disso, está sendo negociada com o Banco Central a criação de uma mensagem específica de Transferência Eletrônica Disponível (TED) para depósito do crédito consignado do INSS. A ideia é que o aposentado identifique rapidamente qual o valor do empréstimo depositado para que, em caso de erros, cobre correções do banco onde o crédito foi contratado. Pelos dados do INSS, das reclamações feitas à ouvidoria, em 20% são identificadas fraudes. De janeiro a maio deste ano, foram recebidas 5.111 reclamações, sendo que em 1.003 foram constatadas algum tipo de fraude.
Para inibir fraudes no crédito consignado concedido aos aposentados que não têm conta bancária, o governo pretende concentrar em um único cartão o recebimento do benefício e o depósito do empréstimo solicitado junto à instituição financeira. Essa é uma forma de impedir situações em que uma pessoa se passe pelo aposentado ou utilize as informações deste para sacar o dinheiro do empréstimo irregularmente.
Atualmente, o tomador de crédito pode sacar o recurso no banco que indicou. É possível ainda a transferência do dinheiro para uma conta de titularidade diferente. Com a centralização do depósito no cartão em que o aposentado recebe o benefício, a expectativa é fechar essa brecha para irregularidades pela necessidade da senha do idoso para a retirada do dinheiro.
Segundo o diretor de benefícios do INSS, Benedito Brunca, a liberação de empréstimo consignado para o aposentado que tem conta em banco já é feita desta maneira. Na conta corrente do idoso, é transferido o valor do benefício assim como o empréstimo. Segundo o INSS, dos 25 milhões de pessoas que recebem benefícios previdenciários, 13 milhões não têm conta bancária. Cerca de 50% do total de aposentados e pensionistas operam com consignado.
Novo TED
Além disso, está sendo negociada com o Banco Central a criação de uma mensagem específica de Transferência Eletrônica Disponível (TED) para depósito do crédito consignado do INSS. A ideia é que o aposentado identifique rapidamente qual o valor do empréstimo depositado para que, em caso de erros, cobre correções do banco onde o crédito foi contratado. Pelos dados do INSS, das reclamações feitas à ouvidoria, em 20% são identificadas fraudes. De janeiro a maio deste ano, foram recebidas 5.111 reclamações, sendo que em 1.003 foram constatadas algum tipo de fraude.
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14 de jun. de 2011
BANCOS APOIADOS EM CRÉDITO CONSIGNADO TÊM CUSTO MAIOR
jornal DCI 13/06/2011 – Panorama Brasil
Os custos de financiamento de bancos especializados em crédito consignado têm registrado as maiores altas entre instituições financeiras do País, devido às medidas do governo para conter o crescimento do crédito.
Três dos quatro títulos de banco de pior desempenho neste ano são de instituições que concedem crédito consignado, que deduz as parcelas diretamente do salário e da pensão dos credores. A taxa dos títulos em dólar para 2020 do Banco Bonsucesso S.A. subiu 19 pontos-base, para 10,08%. O aumento só não é maior que o salto de 35 pontos-base nos títulos do Banco ABC Brasil S.A., controlado em parte pelo governo da Líbia. As taxas em títulos bancários brasileiros com vencimento semelhante caíram 17 pontos-base no mesmo período.
O governo aumentou o depósito compulsório e os requerimentos de capital dos bancos em dezembro para limitar a expansão de 21% do crédito, que ajuda a alimentar a inflação mais alta desde 2005. O Banco BMG S.A., que oferece crédito a pensionistas e aposentados, teve sua nota de crédito colocada em revisão para possível rebaixamento pela Moody's Investors Service na semana passada, com receio de que a compra do Banco Schahin S.A. poderá agravar as restrições causadas pelo maior custo de financiamento e pelos requerimentos de capital.
"Há uma diferença nas pressões que são introduzidas pelo capital adicional", disse Celina Vansetti, chefe de Pesquisa de Bancos na América Latina da Moody's, em entrevista por telefone, de Nova York. Isso afeta as instituições que dão crédito a empresas "muito menos, portanto estamos refletindo isso nas notas".
A taxa dos bônus em dólar com vencimento em 2020 do Banco BMG avançou 13 pontos-base neste ano, para 8,63%, ou 502 pontos acima da dívida pública de prazo similar, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Perspectiva negativa
A Moody's cortou a perspectiva para as notas dos bancos BMG, Cruzeiro do Sul, Bonsucesso e Schahin de estável para negativa em dezembro. A medida veio depois de o Banco Central ter elevado o compulsório em depósitos a prazo de 15% para 20%, e ampliado o adicional de compulsório para depósitos à vista e a prazo de 8% para 12%, com o objetivo de impedir a formação de uma bolha de crédito no País.
As instituições especializadas em crédito consignado também serão forçadas a buscar fontes alternativas de financiamento quando o BC começar a eliminar, no ano que vem, as garantias criadas para ajudá-los durante a crise financeira global.
Grandes Bancos
As linhas de consignado, que antes eram o foco dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander, 34,6%, Bradesco, 28,3%, e Caixa Econômica Federal, 23,4%.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os grandes bancos anteriormente não consideravam o consignado um bom negócio. "Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então ficavam com o crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda do volume de operações."
Os custos de financiamento de bancos especializados em crédito consignado têm registrado as maiores altas entre instituições financeiras do País, devido às medidas do governo para conter o crescimento do crédito.
Três dos quatro títulos de banco de pior desempenho neste ano são de instituições que concedem crédito consignado, que deduz as parcelas diretamente do salário e da pensão dos credores. A taxa dos títulos em dólar para 2020 do Banco Bonsucesso S.A. subiu 19 pontos-base, para 10,08%. O aumento só não é maior que o salto de 35 pontos-base nos títulos do Banco ABC Brasil S.A., controlado em parte pelo governo da Líbia. As taxas em títulos bancários brasileiros com vencimento semelhante caíram 17 pontos-base no mesmo período.
O governo aumentou o depósito compulsório e os requerimentos de capital dos bancos em dezembro para limitar a expansão de 21% do crédito, que ajuda a alimentar a inflação mais alta desde 2005. O Banco BMG S.A., que oferece crédito a pensionistas e aposentados, teve sua nota de crédito colocada em revisão para possível rebaixamento pela Moody's Investors Service na semana passada, com receio de que a compra do Banco Schahin S.A. poderá agravar as restrições causadas pelo maior custo de financiamento e pelos requerimentos de capital.
"Há uma diferença nas pressões que são introduzidas pelo capital adicional", disse Celina Vansetti, chefe de Pesquisa de Bancos na América Latina da Moody's, em entrevista por telefone, de Nova York. Isso afeta as instituições que dão crédito a empresas "muito menos, portanto estamos refletindo isso nas notas".
A taxa dos bônus em dólar com vencimento em 2020 do Banco BMG avançou 13 pontos-base neste ano, para 8,63%, ou 502 pontos acima da dívida pública de prazo similar, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Perspectiva negativa
A Moody's cortou a perspectiva para as notas dos bancos BMG, Cruzeiro do Sul, Bonsucesso e Schahin de estável para negativa em dezembro. A medida veio depois de o Banco Central ter elevado o compulsório em depósitos a prazo de 15% para 20%, e ampliado o adicional de compulsório para depósitos à vista e a prazo de 8% para 12%, com o objetivo de impedir a formação de uma bolha de crédito no País.
As instituições especializadas em crédito consignado também serão forçadas a buscar fontes alternativas de financiamento quando o BC começar a eliminar, no ano que vem, as garantias criadas para ajudá-los durante a crise financeira global.
Grandes Bancos
As linhas de consignado, que antes eram o foco dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander, 34,6%, Bradesco, 28,3%, e Caixa Econômica Federal, 23,4%.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os grandes bancos anteriormente não consideravam o consignado um bom negócio. "Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então ficavam com o crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda do volume de operações."
13 de jun. de 2011
BANCOS QUEREM ALTERAR MODELO DE COMISSÃO DOS ‘PASTINHAS’
jornal Brasil Econômico 10/06/2011 – Ana Paula Ribeiro
Após ganhar regras que disciplinam a relação entre bancos e correspondentes, o mercado terá que enfrentar o desafio de alterar a forma de remuneração dos agentes e promotoras de vendas que captam propostas de crédito para os bancos. "A gente reconhece que esse é um desafio que precisa ser encarado", diz o presidente da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps), Luis Carlos Bento.
Atualmente, o agente de crédito que faz a captação da proposta recebe uma comissão da instituição financeira assim que a operação é aprovada. Esse pagamento ocorre em uma única vez, independente do prazo do contrato e da possibilidade do cliente de fazer pagamento antecipado. Alguns bancos alegam que o mais correto seria fazer o pagamento da comissão gradualmente e conforme o prazo do contrato.
Com o intuito de elevar o ganho com comissões, alguns pastinhas, como são chamados os agentes, sugerem que os clientes façam uma renovação do contrato crédito, mas com instituições diferentes. A nova concessão gera uma nova comissão. "Precisamos encontrar uma solução que não comprometa a saúde das promotoras, mas que também mitigue esse troca de operações", avalia Bento.
O presidente da Associação Brasileira dos Bancos (ABBC), Renato Oliva, defende que ocorra uma mudança nessa forma de pagamento. A ABBC representa os bancos de menor porte, que utilizam correspondentes bancários e agentes de crédito no processo de captação de clientes. "É desejável a perenidade no pagamento de comissões. Com receitas contínuas, as pro motoras conseguem se organizar melhor", diz.
Mesmo grandes bancos defendem uma mudança na remuneração. O diretor da Bradesco Promotora, Fernando Parrelli Junior, afirma que o melhor seria que o modelo de remuneração refletisse o prazo do contrato de crédito. No entanto, admite que a instituição que tentar fazer a alteração sozinha poderá ficar sem correspondentes para atuar. "Isso tem que ser tratado de forma mais ampla e inserida na autorregulação do setor."
No início do ano, o Banco Central (BC) publicou a resolução 3954, que disciplina o relacionamento entre bancos e os correspondentes bancários. Obriga que os agentes de crédito que atuam na captação dos clientes sejam funcionários dessas empresas de correspondentes, ou de promotoras, ou ao menos tenham um contrato de prestação de serviço. "Os famigerados pastinhas não vão mais ter o poder de atuar soltos. Isso vai dar maior segurança ao contrato de crédito", diz o diretor da Aneps, Eloy Ventura.
A resolução, no entanto, não faz qualquer menção à forma de remuneração. O chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, afirmou que esta questão não cabe à autoridade monetária normatizar, indicando que o setor terá que de fato resolver esse ponto no contexto de autorregulação.
Para Bento, presidente da Aneps, a discussão para um novo modelo de pagamento de comissões ocorrerá no momento adequado e lembrou que o setor tem trabalhado para dar maior transparência aos contratos, indo além do exigido pelo BC. Como exemplo, citou a criação da ouvidoria que irá acolher reclamações de clientes contra agentes de crédito e correspondentes bancários.
Após ganhar regras que disciplinam a relação entre bancos e correspondentes, o mercado terá que enfrentar o desafio de alterar a forma de remuneração dos agentes e promotoras de vendas que captam propostas de crédito para os bancos. "A gente reconhece que esse é um desafio que precisa ser encarado", diz o presidente da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps), Luis Carlos Bento.
Atualmente, o agente de crédito que faz a captação da proposta recebe uma comissão da instituição financeira assim que a operação é aprovada. Esse pagamento ocorre em uma única vez, independente do prazo do contrato e da possibilidade do cliente de fazer pagamento antecipado. Alguns bancos alegam que o mais correto seria fazer o pagamento da comissão gradualmente e conforme o prazo do contrato.
Com o intuito de elevar o ganho com comissões, alguns pastinhas, como são chamados os agentes, sugerem que os clientes façam uma renovação do contrato crédito, mas com instituições diferentes. A nova concessão gera uma nova comissão. "Precisamos encontrar uma solução que não comprometa a saúde das promotoras, mas que também mitigue esse troca de operações", avalia Bento.
O presidente da Associação Brasileira dos Bancos (ABBC), Renato Oliva, defende que ocorra uma mudança nessa forma de pagamento. A ABBC representa os bancos de menor porte, que utilizam correspondentes bancários e agentes de crédito no processo de captação de clientes. "É desejável a perenidade no pagamento de comissões. Com receitas contínuas, as pro motoras conseguem se organizar melhor", diz.
Mesmo grandes bancos defendem uma mudança na remuneração. O diretor da Bradesco Promotora, Fernando Parrelli Junior, afirma que o melhor seria que o modelo de remuneração refletisse o prazo do contrato de crédito. No entanto, admite que a instituição que tentar fazer a alteração sozinha poderá ficar sem correspondentes para atuar. "Isso tem que ser tratado de forma mais ampla e inserida na autorregulação do setor."
No início do ano, o Banco Central (BC) publicou a resolução 3954, que disciplina o relacionamento entre bancos e os correspondentes bancários. Obriga que os agentes de crédito que atuam na captação dos clientes sejam funcionários dessas empresas de correspondentes, ou de promotoras, ou ao menos tenham um contrato de prestação de serviço. "Os famigerados pastinhas não vão mais ter o poder de atuar soltos. Isso vai dar maior segurança ao contrato de crédito", diz o diretor da Aneps, Eloy Ventura.
A resolução, no entanto, não faz qualquer menção à forma de remuneração. O chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, afirmou que esta questão não cabe à autoridade monetária normatizar, indicando que o setor terá que de fato resolver esse ponto no contexto de autorregulação.
Para Bento, presidente da Aneps, a discussão para um novo modelo de pagamento de comissões ocorrerá no momento adequado e lembrou que o setor tem trabalhado para dar maior transparência aos contratos, indo além do exigido pelo BC. Como exemplo, citou a criação da ouvidoria que irá acolher reclamações de clientes contra agentes de crédito e correspondentes bancários.
PARANÁ BANCO SUSPENDE NOVAS FRANQUIAS
jornal Valor Econômico 10/06/2011 - Adriana Cotias
O Paraná Banco interrompeu a expansão da sua rede por meio de franquias e estuda a melhor maneira de adequar os contratos antigos às novas normas do correspondente bancário. Segundo o supervisor de relações com investidores, Mauricio Fanganiello, desde fevereiro, quando o Banco Central (BC) atualizou o marco legal que rege a tercerização do atendimento para fora da agência tradicional, a instituição suspendeu a abertura de novas franquias. Hoje, o braço financeiro do grupo paranaense J.Malucelli conta com 14 lojas próprias e 85 franquias, além de 355 correspondentes bancários ativos.
A regulamentação, que consolidou as normas referentes à contratação dos chamados correspondentes pelas instituições, deixou explícita a proibição de parceria que configure franquia e reforçou que o espaço físico desse canal alternativo não pode ser confundido com o de um banco.
"Para o Paraná Banco, ficou muito claro que a resolução valeria daqui para frente, mas aos franqueados que já existem é preciso avaliar o que é necessário revisar, nosso departamento jurídico está estudando. Uma das possibilidades é celebrar contratos de correspondentes exclusivos", diz Fanganiello. O executivo esclarece que metade da produção mensal de crédito, de cerca de R$ 300 milhões, é feita por correspondentes regulares e que os resultados do banco não devem ser afetado pela norma do BC.
A diferença entre o franqueado e o correspondente é a fidelidade, explica, já que o correspondente costuma trabalhar com diversas instituições financeiras. Ele ainda não sabe dimensionar se uma eventual transição da franquia para o modelo de correspondente exclusivo exigirá o aumento das comissões pagas. "Isso depende do convênio. Como o banco não faz cessão de carteiras, há casos em que a operação não é rentável."
Nas franquias do Paraná Banco, até o atendimento telefônico é feito em nome do banco e toda a identidade visual, sob o selo Paraná Crédito, remete ao de uma instituição financeira, conduta que a nova norma também disciplinou. Nem mesmo o nome fantasia do correspondente que aparece estampado na fachada ou nos folhetos de publicidade podem fazer menção aos termos banco, financeira ou crédito, segundo explicou o chefe do departamento de normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.
"Banco é banco, não pode ser franqueador de correspondente", disse ao participar de encontro da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps, entidade que representa correspondentes e promotoras de serviços financeiros). "E o consumidor não pode confundir o correspondente com uma instituição financeira. O correspondente tem o papel de atender, encaminhar propostas de abertura de conta corrente ou de crédito, mas não é banco, isso tem que ficar claro para o cliente."
O consultor jurídico da Aneps, Eloy Ventura, lembrou que a lei 4.595, de 1964, que rege sistema financeiro, já previa que empresas não financeiras não podem atuar como se fossem banco e que esse tipo de conduta pode ser enquadrada como crime de colarinho branco.
Odilon explicou que a proibição de correspondente sob a estrutura de franquia não se estende, porém, a empresas não financeiras, situação que ficou dúbia pelo texto dado à resolução 3.954. No mercado, esse é o modelo mais comum, em que uma empresa independente é a franqueadora e distribui produtos de diversos bancos, caso da Finnance, Creditaria, Nipocred ou a Grana Aqui.
A regra do BC prevê que toda a relação contratual do banco se dê diretamente com o correspondente, uma pessoa jurídica estabelecida, e permite que o correspondente subcontrate outro agente para oferta de crédito, desde que essa relação esteja também coberta por um contrato ou pelo vínculo empregatício.
Um ponto que o BC não tocou até aqui é a forma de remuneração dos correspondentes, hoje feita na originação da operação. Quando o crédito é liquidado antecipadamente, o banco deixa de ter aquela receita e a despesa já foi paga na frente. Segundo sinalizou Odilon, não há intenção do BC de regular isso, pois se trata de uma relação contratual que pode ser negociada entre as partes.
O Paraná Banco interrompeu a expansão da sua rede por meio de franquias e estuda a melhor maneira de adequar os contratos antigos às novas normas do correspondente bancário. Segundo o supervisor de relações com investidores, Mauricio Fanganiello, desde fevereiro, quando o Banco Central (BC) atualizou o marco legal que rege a tercerização do atendimento para fora da agência tradicional, a instituição suspendeu a abertura de novas franquias. Hoje, o braço financeiro do grupo paranaense J.Malucelli conta com 14 lojas próprias e 85 franquias, além de 355 correspondentes bancários ativos.
A regulamentação, que consolidou as normas referentes à contratação dos chamados correspondentes pelas instituições, deixou explícita a proibição de parceria que configure franquia e reforçou que o espaço físico desse canal alternativo não pode ser confundido com o de um banco.
"Para o Paraná Banco, ficou muito claro que a resolução valeria daqui para frente, mas aos franqueados que já existem é preciso avaliar o que é necessário revisar, nosso departamento jurídico está estudando. Uma das possibilidades é celebrar contratos de correspondentes exclusivos", diz Fanganiello. O executivo esclarece que metade da produção mensal de crédito, de cerca de R$ 300 milhões, é feita por correspondentes regulares e que os resultados do banco não devem ser afetado pela norma do BC.
A diferença entre o franqueado e o correspondente é a fidelidade, explica, já que o correspondente costuma trabalhar com diversas instituições financeiras. Ele ainda não sabe dimensionar se uma eventual transição da franquia para o modelo de correspondente exclusivo exigirá o aumento das comissões pagas. "Isso depende do convênio. Como o banco não faz cessão de carteiras, há casos em que a operação não é rentável."
Nas franquias do Paraná Banco, até o atendimento telefônico é feito em nome do banco e toda a identidade visual, sob o selo Paraná Crédito, remete ao de uma instituição financeira, conduta que a nova norma também disciplinou. Nem mesmo o nome fantasia do correspondente que aparece estampado na fachada ou nos folhetos de publicidade podem fazer menção aos termos banco, financeira ou crédito, segundo explicou o chefe do departamento de normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.
"Banco é banco, não pode ser franqueador de correspondente", disse ao participar de encontro da Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps, entidade que representa correspondentes e promotoras de serviços financeiros). "E o consumidor não pode confundir o correspondente com uma instituição financeira. O correspondente tem o papel de atender, encaminhar propostas de abertura de conta corrente ou de crédito, mas não é banco, isso tem que ficar claro para o cliente."
O consultor jurídico da Aneps, Eloy Ventura, lembrou que a lei 4.595, de 1964, que rege sistema financeiro, já previa que empresas não financeiras não podem atuar como se fossem banco e que esse tipo de conduta pode ser enquadrada como crime de colarinho branco.
Odilon explicou que a proibição de correspondente sob a estrutura de franquia não se estende, porém, a empresas não financeiras, situação que ficou dúbia pelo texto dado à resolução 3.954. No mercado, esse é o modelo mais comum, em que uma empresa independente é a franqueadora e distribui produtos de diversos bancos, caso da Finnance, Creditaria, Nipocred ou a Grana Aqui.
A regra do BC prevê que toda a relação contratual do banco se dê diretamente com o correspondente, uma pessoa jurídica estabelecida, e permite que o correspondente subcontrate outro agente para oferta de crédito, desde que essa relação esteja também coberta por um contrato ou pelo vínculo empregatício.
Um ponto que o BC não tocou até aqui é a forma de remuneração dos correspondentes, hoje feita na originação da operação. Quando o crédito é liquidado antecipadamente, o banco deixa de ter aquela receita e a despesa já foi paga na frente. Segundo sinalizou Odilon, não há intenção do BC de regular isso, pois se trata de uma relação contratual que pode ser negociada entre as partes.
27 de mai. de 2011
CONSIGNADO VIRA PRIORIDADE PARA GIGANTES
jornal DCI 24/05/2011 - Marcelle Gutierrez
O sistema bancário brasileiro enfrenta modificação no cenário das carteiras de crédito. As linhas de consignado, que antes eram o foco da atenção dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander 34,6%, Bradesco 28,3% e Caixa Econômica Federal 23,4%.
Os números do Banco Central das operações em março deste ano também reforçam a força do consignado no sistema financeiro. Do crédito pessoal, a linha representa 59,9% e o saldo chega a R$ 142,908 bilhões. Deste total de empréstimos, 85,7%, ou R$ 122,486 bilhões, têm origem no setor público, que abrange funcionários públicos ativos e inativos, aposentados e pensionistas. O setor privado possui 14,3%, com R$ 20,422 bilhões.
Ao analisar os últimos 12 meses do crédito consignado, a fatia que apresenta superior crescimento é a do setor público, de R$ 100,183 bilhões em março de 2010 para R$ 122,486 bilhões no mesmo período de 2011.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o atual crescimento demonstra os investimentos dos grandes bancos.
"Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então, investiam somente no crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda no volume de operações". As taxas de juros mensais ficam entre 2% e 2,5%, segundo o BC. Segundo Oliveira, o cenário foi alterado quando o segmento foi identificado como de baixo risco e uma boa oportunidade para fidelizar o cliente.
Um exemplo recente de investimentos no setor público foi a compra do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) pelo Bradesco, por R$ 1,9 bilhão, que proporciona ao banco o direito de operar, por três anos, a folha de pagamento de 440 mil funcionários ativos, inativos e pensionistas. "Os servidores públicos são clientes com perfil muito interessantes para o Bradesco, pois têm a estabilidade financeira. Além disso, há a fidelização, porque quando tem um contrato de cinco anos, por exemplo, tem a oportunidade de oferecer outros produtos e serviços", disse Renan Mascarenhas, diretor do departamento de poder público do Bradesco.
Com a operação da folha de pagamento, a instituição tem a possibilidade de atuar também com o crédito consignado. O Bradesco possui ainda contratos com os governos do Amazonas, Ceará, Pernambuco e mais de 1,5 mil órgãos públicos, que abrangem também as prefeituras. O forte investimento dos quatro grandes bancos em linhas de crédito consignado pode impactar as instituições financeiras de menor porte, por conta da maior capacidade de captação de recursos.
Mas, na opinião de Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), não há grande preocupação do setor de pequenos e médios bancos. "Acho desejável ter mais bancos operando, porque a tendência é o produto ficar mais barato. A gente se preocupa somente quando não há a possibilidade de operar. Cada banco tem sua decisão e é natural ter revisão dos negócios".
Já o professor de economia da Anhembi Morumbi, Marcelo A. Corrêa, acredita que estes bancos terão que reavaliar suas estratégias de mercado. "Vai ser uma briga entre os pequenos e grandes, quee terão que rever seu posicionamento. Mas existem alternativas que os maiores ainda não atendem, como o microcrédito".
O sistema bancário brasileiro enfrenta modificação no cenário das carteiras de crédito. As linhas de consignado, que antes eram o foco da atenção dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander 34,6%, Bradesco 28,3% e Caixa Econômica Federal 23,4%.
Os números do Banco Central das operações em março deste ano também reforçam a força do consignado no sistema financeiro. Do crédito pessoal, a linha representa 59,9% e o saldo chega a R$ 142,908 bilhões. Deste total de empréstimos, 85,7%, ou R$ 122,486 bilhões, têm origem no setor público, que abrange funcionários públicos ativos e inativos, aposentados e pensionistas. O setor privado possui 14,3%, com R$ 20,422 bilhões.
Ao analisar os últimos 12 meses do crédito consignado, a fatia que apresenta superior crescimento é a do setor público, de R$ 100,183 bilhões em março de 2010 para R$ 122,486 bilhões no mesmo período de 2011.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o atual crescimento demonstra os investimentos dos grandes bancos.
"Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então, investiam somente no crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda no volume de operações". As taxas de juros mensais ficam entre 2% e 2,5%, segundo o BC. Segundo Oliveira, o cenário foi alterado quando o segmento foi identificado como de baixo risco e uma boa oportunidade para fidelizar o cliente.
Um exemplo recente de investimentos no setor público foi a compra do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) pelo Bradesco, por R$ 1,9 bilhão, que proporciona ao banco o direito de operar, por três anos, a folha de pagamento de 440 mil funcionários ativos, inativos e pensionistas. "Os servidores públicos são clientes com perfil muito interessantes para o Bradesco, pois têm a estabilidade financeira. Além disso, há a fidelização, porque quando tem um contrato de cinco anos, por exemplo, tem a oportunidade de oferecer outros produtos e serviços", disse Renan Mascarenhas, diretor do departamento de poder público do Bradesco.
Com a operação da folha de pagamento, a instituição tem a possibilidade de atuar também com o crédito consignado. O Bradesco possui ainda contratos com os governos do Amazonas, Ceará, Pernambuco e mais de 1,5 mil órgãos públicos, que abrangem também as prefeituras. O forte investimento dos quatro grandes bancos em linhas de crédito consignado pode impactar as instituições financeiras de menor porte, por conta da maior capacidade de captação de recursos.
Mas, na opinião de Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), não há grande preocupação do setor de pequenos e médios bancos. "Acho desejável ter mais bancos operando, porque a tendência é o produto ficar mais barato. A gente se preocupa somente quando não há a possibilidade de operar. Cada banco tem sua decisão e é natural ter revisão dos negócios".
Já o professor de economia da Anhembi Morumbi, Marcelo A. Corrêa, acredita que estes bancos terão que reavaliar suas estratégias de mercado. "Vai ser uma briga entre os pequenos e grandes, quee terão que rever seu posicionamento. Mas existem alternativas que os maiores ainda não atendem, como o microcrédito".
10 de mai. de 2011
BB REGISTRA LUCRO 24,7% MAIOR NO 1º TRIMESTRE
portal Economia & Negócios 10/05/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 26,7% ante os três últimos meses de 2010. O lucro do BB sem efeitos extraordinários foi de R$ 2,923 bilhões, o que representa uma alta de 42,2% em 12 meses e uma queda de 21,1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade patrimonial do banco ficou em 24,9%.
O crescimento do lucro do banco público na comparação com o primeiro trimestre de 2010 foi puxado pelo aumento das operações de crédito, principalmente para pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, fechou março em R$ 397,5 bilhões, o que indica uma alta de 21,2% em 12 meses e de 2,4% ante dezembro. No segmento de pessoa física, a carteira cresceu 22,5% em 12 meses e 3% na comparação trimestral, com destaque para linhas como crédito consignado (alta de 19%) e financiamento de veículos (avanço de 36%). O saldo das operações ficou em R$ 116,5 bilhões no fim de março desde ano.
No segmento de pessoa jurídica, houve aumento de 16% em 12 meses e queda de 0,8% ante dezembro, com a carteira total fechando o primeiro trimestre de 2011 em R$ 148,6 bilhões. As linhas de médias e grandes empresas cresceram 18,6% em 12 meses e as de micros e pequenas companhias avançaram 11,4%.
O BB encerrou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 866,6 bilhões, uma expansão de 19,6% em 12 meses. Com isso, o banco se consolida na posição de maior instituição financeira do Brasil, a frente do Itaú, que fechou com ativos de R$ 778 bilhões. O patrimônio líquido do BB foi de R$ 52,12 bilhões, uma alta de 38% em 12 meses.
O Itaú Unibanco ficou com o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre, de R$ 3,53 bilhões. O Bradesco anunciou lucro de R$ 2,7 bilhões e o Santander, de R$ 1 bilhão, todos no padrão contábil brasileiro (BR Gaap).
Recorde
O lucro líquido de R$ 2,932 bilhões do primeiro trimestre de 2011 foi recorde para um primeiro trimestre, informou o BB em seu balanço. A expansão anual do resultado foi impulsionada, segundo o banco, pelo crescimento do crédito, pelo controle de despesas e pela diversificação de receitas, com a área de seguros e cartões de crédito ganhando espaço.
As receitas com prestação de serviços somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 10,9% em 12 meses e uma queda de 4,6% ante o quarto trimestre de 2010. A redução trimestral ocorreu por fatores sazonais, por conta de um começo de ano tradicionalmente mais fraco para operações bancárias.
Nas despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 3,272 bilhões, alta de 8,3% em 12 meses e queda de 5,2% na comparação trimestral. As despesas administrativas tiveram queda nos dois períodos, de 4,4% em um ano e de 10,5% no trimestre. A captação total do banco, que tem 55 milhões de clientes, atingiu R$ 561,3 bilhões entre os meses de janeiro a março, uma evolução de 12,1% em 12 meses. O destaque foram as captações na caderneta de poupança e os depósitos a prazo, que totalizaram, respectivamente, R$ 90,5 bilhões e R$ 219 bilhões (alta de 15% e 11% em 12 meses).
O lucro líquido contábil do banco cresceu 42,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas caiu 21,1% ante o quarto trimestre de 2010. A queda ocorreu por conta do menor ganho do BB no primeiro trimestre com o superávit do fundo de pensão do banco, a Previ.
Inadimplência
O índice de inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre de 2011. Houve queda tanto na comparação com dezembro (2,3%) quanto ante os meses de janeiro a março do ano passado (3,1%). Segundo o banco, com a queda, o indicador volta para patamares anteriores à crise financeira internacional, de 2008.
O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do ocorreu nos bancos privados. No Bradesco e no Itaú, o indicador de calotes ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.
O saldo das provisões para devedores duvidosos (PDD) do BB encerrou o trimestre em R$ 17 bilhões. As despesas com PDD ficaram em R$ 2,63 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 13,1%. Já o índice de Basileia - indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital - ficou em 14,13% no primeiro trimestre, um nível maior que o do mesmo período do ano passado, de 13,7%. O Banco Central (BC) exige dos bancos brasileiros um índice mínimo de 11%. Com o atual índice Basileia, o BB pode expandir suas operações de crédito em até R$ 137,7 bilhões.
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 26,7% ante os três últimos meses de 2010. O lucro do BB sem efeitos extraordinários foi de R$ 2,923 bilhões, o que representa uma alta de 42,2% em 12 meses e uma queda de 21,1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade patrimonial do banco ficou em 24,9%.
O crescimento do lucro do banco público na comparação com o primeiro trimestre de 2010 foi puxado pelo aumento das operações de crédito, principalmente para pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, fechou março em R$ 397,5 bilhões, o que indica uma alta de 21,2% em 12 meses e de 2,4% ante dezembro. No segmento de pessoa física, a carteira cresceu 22,5% em 12 meses e 3% na comparação trimestral, com destaque para linhas como crédito consignado (alta de 19%) e financiamento de veículos (avanço de 36%). O saldo das operações ficou em R$ 116,5 bilhões no fim de março desde ano.
No segmento de pessoa jurídica, houve aumento de 16% em 12 meses e queda de 0,8% ante dezembro, com a carteira total fechando o primeiro trimestre de 2011 em R$ 148,6 bilhões. As linhas de médias e grandes empresas cresceram 18,6% em 12 meses e as de micros e pequenas companhias avançaram 11,4%.
O BB encerrou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 866,6 bilhões, uma expansão de 19,6% em 12 meses. Com isso, o banco se consolida na posição de maior instituição financeira do Brasil, a frente do Itaú, que fechou com ativos de R$ 778 bilhões. O patrimônio líquido do BB foi de R$ 52,12 bilhões, uma alta de 38% em 12 meses.
O Itaú Unibanco ficou com o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre, de R$ 3,53 bilhões. O Bradesco anunciou lucro de R$ 2,7 bilhões e o Santander, de R$ 1 bilhão, todos no padrão contábil brasileiro (BR Gaap).
Recorde
O lucro líquido de R$ 2,932 bilhões do primeiro trimestre de 2011 foi recorde para um primeiro trimestre, informou o BB em seu balanço. A expansão anual do resultado foi impulsionada, segundo o banco, pelo crescimento do crédito, pelo controle de despesas e pela diversificação de receitas, com a área de seguros e cartões de crédito ganhando espaço.
As receitas com prestação de serviços somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 10,9% em 12 meses e uma queda de 4,6% ante o quarto trimestre de 2010. A redução trimestral ocorreu por fatores sazonais, por conta de um começo de ano tradicionalmente mais fraco para operações bancárias.
Nas despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 3,272 bilhões, alta de 8,3% em 12 meses e queda de 5,2% na comparação trimestral. As despesas administrativas tiveram queda nos dois períodos, de 4,4% em um ano e de 10,5% no trimestre. A captação total do banco, que tem 55 milhões de clientes, atingiu R$ 561,3 bilhões entre os meses de janeiro a março, uma evolução de 12,1% em 12 meses. O destaque foram as captações na caderneta de poupança e os depósitos a prazo, que totalizaram, respectivamente, R$ 90,5 bilhões e R$ 219 bilhões (alta de 15% e 11% em 12 meses).
O lucro líquido contábil do banco cresceu 42,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas caiu 21,1% ante o quarto trimestre de 2010. A queda ocorreu por conta do menor ganho do BB no primeiro trimestre com o superávit do fundo de pensão do banco, a Previ.
Inadimplência
O índice de inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre de 2011. Houve queda tanto na comparação com dezembro (2,3%) quanto ante os meses de janeiro a março do ano passado (3,1%). Segundo o banco, com a queda, o indicador volta para patamares anteriores à crise financeira internacional, de 2008.
O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do ocorreu nos bancos privados. No Bradesco e no Itaú, o indicador de calotes ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.
O saldo das provisões para devedores duvidosos (PDD) do BB encerrou o trimestre em R$ 17 bilhões. As despesas com PDD ficaram em R$ 2,63 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 13,1%. Já o índice de Basileia - indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital - ficou em 14,13% no primeiro trimestre, um nível maior que o do mesmo período do ano passado, de 13,7%. O Banco Central (BC) exige dos bancos brasileiros um índice mínimo de 11%. Com o atual índice Basileia, o BB pode expandir suas operações de crédito em até R$ 137,7 bilhões.
18 de abr. de 2011
BMG ATRELA PATROCÍNIO A CONSIGNADO
jornal Folha de S. Paulo 18/04/2011 – Cirilo Junior
Líder no mercado de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), o banco BMG decidiu usar o futebol para consolidar essa posição. Com uma estratégia agressiva, ganha terreno no interior do país ajudando pequenos clubes.
O apoio do BMG é condicionado ao acesso à folha de empréstimo consignado dos servidores da prefeitura da cidade do time patrocinado.
Ao mesmo tempo em que exibe sua marca nas camisas de quase metade dos times da primeira divisão, o banco não poupa esforços para apoiar times menores.
Em Minas Gerais, sede do banco, o BMG domina praticamente todos os espaços nas camisas dos times locais. Os patrocínios se estendem à segunda divisão, onde apenas o Uberlândia não estampa a marca.
O banco está em negociação para aquisição de outros dois bancos, o Morada e o Schahin, que também oferecem crédito consignado.
Em Campina Grande, na Paraíba, o patrocínio aos dois times da cidade -Treze e Campinense- só foi fechado depois que a prefeitura autorizou o banco a fornecer empréstimo consignado e outros produtos aos servidores municipais.
No ano passado, a prefeitura de Vitória (ES) firmou acordo com o BMG liberando a concessão de empréstimo com desconto em folha aos funcionários do município. Desde o início do ano, o Vitória Futebol Clube exibe a marca do BMG no uniforme.
O BMG patrocina até mesmo o modesto Sete de Junho, do município de Tobias Barreto (SE), que disputa a segunda divisão do Estado. O presidente do clube, Ubiratan Alves de Jesus, diz que o apoio foi conseguido pela financeira da cidade.
Levantamento da Folha indica que o banco apoia, pelo menos, 35 clubes. Nove deles disputam a primeira divisão, quase a metade dos 20 clubes que disputarão o campeonato brasileiro.
No ano passado, o BMG gastou R$ 115,1 milhões em ações de marketing e promoções. Esse montante, na maior parte, é destinado ao futebol. Comparado aos R$ 32 milhões gastos em 2009, é um avanço de 257%.
A participação do BMG no futebol não se resume a pagar para exibir sua marca.
O banco também oferece empréstimos facilitados aos clubes e tem participação nos passes de jogadores. Criou ainda um fundo de investimentos que detém passes de vários jogadores.
O BMG é presidido por Ricardo Guimarães, ex-presidente do Atlético-MG e um dos réus no caso do mensalão. Procurado, o BMG não respondeu à reportagem.
Líder no mercado de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), o banco BMG decidiu usar o futebol para consolidar essa posição. Com uma estratégia agressiva, ganha terreno no interior do país ajudando pequenos clubes.
O apoio do BMG é condicionado ao acesso à folha de empréstimo consignado dos servidores da prefeitura da cidade do time patrocinado.
Ao mesmo tempo em que exibe sua marca nas camisas de quase metade dos times da primeira divisão, o banco não poupa esforços para apoiar times menores.
Em Minas Gerais, sede do banco, o BMG domina praticamente todos os espaços nas camisas dos times locais. Os patrocínios se estendem à segunda divisão, onde apenas o Uberlândia não estampa a marca.
O banco está em negociação para aquisição de outros dois bancos, o Morada e o Schahin, que também oferecem crédito consignado.
Em Campina Grande, na Paraíba, o patrocínio aos dois times da cidade -Treze e Campinense- só foi fechado depois que a prefeitura autorizou o banco a fornecer empréstimo consignado e outros produtos aos servidores municipais.
No ano passado, a prefeitura de Vitória (ES) firmou acordo com o BMG liberando a concessão de empréstimo com desconto em folha aos funcionários do município. Desde o início do ano, o Vitória Futebol Clube exibe a marca do BMG no uniforme.
O BMG patrocina até mesmo o modesto Sete de Junho, do município de Tobias Barreto (SE), que disputa a segunda divisão do Estado. O presidente do clube, Ubiratan Alves de Jesus, diz que o apoio foi conseguido pela financeira da cidade.
Levantamento da Folha indica que o banco apoia, pelo menos, 35 clubes. Nove deles disputam a primeira divisão, quase a metade dos 20 clubes que disputarão o campeonato brasileiro.
No ano passado, o BMG gastou R$ 115,1 milhões em ações de marketing e promoções. Esse montante, na maior parte, é destinado ao futebol. Comparado aos R$ 32 milhões gastos em 2009, é um avanço de 257%.
A participação do BMG no futebol não se resume a pagar para exibir sua marca.
O banco também oferece empréstimos facilitados aos clubes e tem participação nos passes de jogadores. Criou ainda um fundo de investimentos que detém passes de vários jogadores.
O BMG é presidido por Ricardo Guimarães, ex-presidente do Atlético-MG e um dos réus no caso do mensalão. Procurado, o BMG não respondeu à reportagem.
11 de abr. de 2011
CRÉDITO CONSIGNADO PODE FICAR 30% MAIS CARO COM RESOLUÇÃO DO BC PARA CORRESPONDENTES
portal InfoMoney 11/04/2011
As recentes medidas estipuladas pelo Banco Central (BC) sobre a atuação dos correspondentes bancários no País, com a definição da resolução 3.954, podem encarecer em até 30% o preço do crédito consignado.
A opinião é do diretor comercial da financeira Lecca, André Bax. Segundo ele, com a resolução 3.954, foi instituído um item que não permite que os bancos tenham ressarcimento das despesas para os contratos de empréstimo consignado.
“Sem o ressarcimento das despesas com os correspondentes bancários, os custos que o banco têm com a comissão de correspondentes bancários acabam entrando na taxa de juros do crédito consignado”, explica Bax.
Formação de cursos preparatórios
De acordo com o executivo, além disso, existe outro fator que deve contribuir para o encarecimento do crédito. Com a resolução, será necessária a formação de cursos preparatórios para qualificar os cerca de 60 mil profissionais que atuam no país.
Fora isso, os correspondentes bancários também terão que gerar relatórios para BC, estabelecer algum vínculo contratual com seus vendedor e disponibilizar um serviço de SAC para garantir a qualidade sobre o trabalho bancário.
“Sem dúvida isso vai melhorar as informações sobre empréstimos e a qualidade do serviço, além de garantir uma maior segurança nas transações Mas também vai gerar custos que serão repassados para o cliente final”, diz Bax.
As recentes medidas estipuladas pelo Banco Central (BC) sobre a atuação dos correspondentes bancários no País, com a definição da resolução 3.954, podem encarecer em até 30% o preço do crédito consignado.
A opinião é do diretor comercial da financeira Lecca, André Bax. Segundo ele, com a resolução 3.954, foi instituído um item que não permite que os bancos tenham ressarcimento das despesas para os contratos de empréstimo consignado.
“Sem o ressarcimento das despesas com os correspondentes bancários, os custos que o banco têm com a comissão de correspondentes bancários acabam entrando na taxa de juros do crédito consignado”, explica Bax.
Formação de cursos preparatórios
De acordo com o executivo, além disso, existe outro fator que deve contribuir para o encarecimento do crédito. Com a resolução, será necessária a formação de cursos preparatórios para qualificar os cerca de 60 mil profissionais que atuam no país.
Fora isso, os correspondentes bancários também terão que gerar relatórios para BC, estabelecer algum vínculo contratual com seus vendedor e disponibilizar um serviço de SAC para garantir a qualidade sobre o trabalho bancário.
“Sem dúvida isso vai melhorar as informações sobre empréstimos e a qualidade do serviço, além de garantir uma maior segurança nas transações Mas também vai gerar custos que serão repassados para o cliente final”, diz Bax.
4 de abr. de 2011
CREDICARD E SAPORE BENEFÍCIOS OFERECERÃO CRÉDITO CONSIGNADO
portal Cardnews 01/04/2011
A Credicard, administradora de cartões de crédito do Citi, e a Sapore Benefícios, empresa de cartões de benefícios do grupo Sapore formaram uma parceria inédita para atuar nos mercados de crédito consignado (desconto em folha) e em diversas modalidades de seguros e assistências, como desemprego, acidentes pessoais, viagem, residencial, entre outros.
No acordo, a Sapore trará sua experiência no mercado e uma base de 3 mil empresas-clientes em todo o Brasil, que hoje empregam mais de um milhão de trabalhadores. Já a Credicard será responsável pela oferta e vendas dos empréstimos e seguros. O presidente da Credicard, Leonel Andrade, afirma que a parceria já nasce com um universo considerável de potenciais clientes.
Na área de seguros, uma das principais vantagens é o conceito da apólice coletiva, que resulta em um custo muito mais vantajoso para o consumidor final. As empresas oferecerão inicialmente os produtos: Assistência Viagem, Seguro contra Acidentes Pessoais e Assistência Residencial, além do Seguro Desemprego.
COMO FUNCIONA
Crédito pré-aprovado - Após uma conversa telefônica de poucos minutos, o empréstimo, que já está pré-aprovado, é concedido pela Credicard ao cliente em até 24 horas, sem que o RH da empresa precise mediar a negociação.
Taxa de juros - Já a taxa de juros do empréstimo será definida de acordo com o prazo de pagamento e o perfil da empresa do cliente, podendo variar de três a 60 meses. O valor máximo a ser financiado será de oito vezes o salário bruto do funcionário e a prestação não deverá exceder 30% da renda.
A Credicard, administradora de cartões de crédito do Citi, e a Sapore Benefícios, empresa de cartões de benefícios do grupo Sapore formaram uma parceria inédita para atuar nos mercados de crédito consignado (desconto em folha) e em diversas modalidades de seguros e assistências, como desemprego, acidentes pessoais, viagem, residencial, entre outros.
No acordo, a Sapore trará sua experiência no mercado e uma base de 3 mil empresas-clientes em todo o Brasil, que hoje empregam mais de um milhão de trabalhadores. Já a Credicard será responsável pela oferta e vendas dos empréstimos e seguros. O presidente da Credicard, Leonel Andrade, afirma que a parceria já nasce com um universo considerável de potenciais clientes.
Na área de seguros, uma das principais vantagens é o conceito da apólice coletiva, que resulta em um custo muito mais vantajoso para o consumidor final. As empresas oferecerão inicialmente os produtos: Assistência Viagem, Seguro contra Acidentes Pessoais e Assistência Residencial, além do Seguro Desemprego.
COMO FUNCIONA
Crédito pré-aprovado - Após uma conversa telefônica de poucos minutos, o empréstimo, que já está pré-aprovado, é concedido pela Credicard ao cliente em até 24 horas, sem que o RH da empresa precise mediar a negociação.
Taxa de juros - Já a taxa de juros do empréstimo será definida de acordo com o prazo de pagamento e o perfil da empresa do cliente, podendo variar de três a 60 meses. O valor máximo a ser financiado será de oito vezes o salário bruto do funcionário e a prestação não deverá exceder 30% da renda.
27 de mar. de 2011
GAROTA-PROPAGANDA
portal Isto É Dinheiro 25/03/2011
Não foi só de emissora que Hebe Camargo trocou. A apresentadora, que era garota-propaganda do banco PanAmericano, do ex-patrão Silvio Santos, agora está na Rede TV! e anunciando o Banco Cruzeiro do Sul. A ação é da Rino Com, que quer aproveitar a empatia de Hebe com funcionários públicos, aposentados e pensionistas, para aumentar sua carteira de empréstimos consignados e cartões de crédito.
Não foi só de emissora que Hebe Camargo trocou. A apresentadora, que era garota-propaganda do banco PanAmericano, do ex-patrão Silvio Santos, agora está na Rede TV! e anunciando o Banco Cruzeiro do Sul. A ação é da Rino Com, que quer aproveitar a empatia de Hebe com funcionários públicos, aposentados e pensionistas, para aumentar sua carteira de empréstimos consignados e cartões de crédito.
23 de mar. de 2011
CETELEM APOSTA EM CONSIGNADO PARA CRESCER
jornal DCI 23/03/2011 - Marcelle Gutierrez
Para a financeira Cetelem BGN, do grupo BNP Paribas, o mercado de crédito para o consumidor em 2011 deve seguir o mesmo caminho de 2010, com contínuo crescimento e sem grandes impactos. Mesmo com as medidas do Banco Central para conter o consumo e desacelerar a economia, os executivos da empresa acreditam que o crédito consignado e cartões de crédito, principais linhas em que atuam, não devem sofrer oscilações. A inadimplência é outro fator que apresenta crescimento, 2,1% em janeiro, de acordo com o Indicador Serasa Experian, mas que continua em queda nos produtos da financeira.
Em 2010, a Cetelem BGN faturou R$ 6,3 bilhões na carteira de crédito, atingiu a marca de 3,4 milhões de cartões e R$ 1 bilhão em patrimônio líquido.
"Apesar das medidas do BC, houve crescimento do consumo em janeiro e deve continuar em fevereiro. O crédito teve leve aumento nas taxas de juros. Mas em algumas modalidades, como o consignado, as taxas continuam competitivas e interessantes, o que minimiza os impactos", declarou Miltonleise Carreiro Filho, vice-presidente da Cetelem BGN, em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (22) sobre a pesquisa O Observador 2011.
Em relação aos cartões de crédito, o vice-presidente acredita na mesma perspectiva: "No Brasil, os cartões de crédito substituem outros meios de pagamento, como cheque e dinheiro. Enquanto houver esse espaço, este setor tem campo para crescer. Para nós é uma situação muito boa, já que é um dos nossos principais produtos". A Cetelem BGN atua em empréstimo consignado, CDC (Crédito Direto ao Consumidor), cartões de crédito, assistências, seguros e automóveis.
Outro fator do setor de crédito que contradiz os resultados e perspectivas da Cetelem BGN é a inadimplência do consumidor, com crescimento de 2,1% em janeiro de 2011, segundo dados do Indicador Serasa Experian. "A inadimplência se mantém dentro do previsto, até um pouco em queda ", disse Marcos Etchegoyen, presidente da financeira.
Para 2011, a Cetelem BGN tem perspectiva de lançar novos produtos adequados ao pilar estratégico de estimular o crédito consciente. "Acreditamos que uma das razões que estimularam o crescimento do Brasil nos últimos anos é o consumo e a grande disponibilidade de crédito. O nosso objetivo é fomentar o crédito de maneira consciente para que ele alavanque o consumo, facilite a administração de recursos e que seja perene, isto é, que o cliente use sempre que necessário e não como meio de vida", acrescentou o presidente. Outro passo, segundo Etchegoyen, é parceria com a Visa até o final do ano, início de 2012, que complementaria as opções de bandeira já existentes: Mastercard e Aura.
Em 2008, a Cetelem comprou o banco brasileiro BGN, especializado em operações de crédito consignado no Brasil. O grupo também possui 40% do banco Carrefour em diversos países, como Itália, Argentina, Espanha e França. No entanto, Marcos Etchegoyen afirma que não há previsões de novas aquisições para este ano. "Em 2008, integramos o BGN a Cetelem e dedicamos 2009 e 2010 para as adaptações necessárias. Agora já temos pessoas, processos e sistemas adequados para que a empresa de torne única. Sobre a participação no banco Carrefour, esse não é um assunto tratado a nível Brasil."
O Observador 2011
Em pesquisa desenvolvida pela Cetelem BGN em parceria com a Ipsos Public Affairs, foi traçado o perfil do consumidor brasileiro em 2010. O destaque é a ascensão das classes DE, de que cerca de 19 milhões migraram para a classe C. Ao todo, a população brasileira possui 53% na classe C (101 milhões, 25% nas classes DE ( 47,9 milhões) e 21% nas classes AB (42,19 milhões).
A pesquisa também indica que o consumidor está mais otimista com o País. Dos 1.500 entrevistados, distribuídos em 70 cidades do Brasil, 60% espera mais crescimento, 53% mais consumo, 52% mais crédito e 39% o PIB em alta.
Para compras financiadas, apenas 26% dos entrevistados declarou comparar as taxas de juros. Já as classes DE se preocupam mais com o valor das prestações. Outro dado importante é que 45% dos entrevistados afirmou nunca ter buscado informações sobre crédito, empréstimo ou financiamento. A pesquisa completa está disponível no site www.cetelem.com.br.
Para a financeira Cetelem BGN, do grupo BNP Paribas, o mercado de crédito para o consumidor em 2011 deve seguir o mesmo caminho de 2010, com contínuo crescimento e sem grandes impactos. Mesmo com as medidas do Banco Central para conter o consumo e desacelerar a economia, os executivos da empresa acreditam que o crédito consignado e cartões de crédito, principais linhas em que atuam, não devem sofrer oscilações. A inadimplência é outro fator que apresenta crescimento, 2,1% em janeiro, de acordo com o Indicador Serasa Experian, mas que continua em queda nos produtos da financeira.
Em 2010, a Cetelem BGN faturou R$ 6,3 bilhões na carteira de crédito, atingiu a marca de 3,4 milhões de cartões e R$ 1 bilhão em patrimônio líquido.
"Apesar das medidas do BC, houve crescimento do consumo em janeiro e deve continuar em fevereiro. O crédito teve leve aumento nas taxas de juros. Mas em algumas modalidades, como o consignado, as taxas continuam competitivas e interessantes, o que minimiza os impactos", declarou Miltonleise Carreiro Filho, vice-presidente da Cetelem BGN, em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (22) sobre a pesquisa O Observador 2011.
Em relação aos cartões de crédito, o vice-presidente acredita na mesma perspectiva: "No Brasil, os cartões de crédito substituem outros meios de pagamento, como cheque e dinheiro. Enquanto houver esse espaço, este setor tem campo para crescer. Para nós é uma situação muito boa, já que é um dos nossos principais produtos". A Cetelem BGN atua em empréstimo consignado, CDC (Crédito Direto ao Consumidor), cartões de crédito, assistências, seguros e automóveis.
Outro fator do setor de crédito que contradiz os resultados e perspectivas da Cetelem BGN é a inadimplência do consumidor, com crescimento de 2,1% em janeiro de 2011, segundo dados do Indicador Serasa Experian. "A inadimplência se mantém dentro do previsto, até um pouco em queda ", disse Marcos Etchegoyen, presidente da financeira.
Para 2011, a Cetelem BGN tem perspectiva de lançar novos produtos adequados ao pilar estratégico de estimular o crédito consciente. "Acreditamos que uma das razões que estimularam o crescimento do Brasil nos últimos anos é o consumo e a grande disponibilidade de crédito. O nosso objetivo é fomentar o crédito de maneira consciente para que ele alavanque o consumo, facilite a administração de recursos e que seja perene, isto é, que o cliente use sempre que necessário e não como meio de vida", acrescentou o presidente. Outro passo, segundo Etchegoyen, é parceria com a Visa até o final do ano, início de 2012, que complementaria as opções de bandeira já existentes: Mastercard e Aura.
Em 2008, a Cetelem comprou o banco brasileiro BGN, especializado em operações de crédito consignado no Brasil. O grupo também possui 40% do banco Carrefour em diversos países, como Itália, Argentina, Espanha e França. No entanto, Marcos Etchegoyen afirma que não há previsões de novas aquisições para este ano. "Em 2008, integramos o BGN a Cetelem e dedicamos 2009 e 2010 para as adaptações necessárias. Agora já temos pessoas, processos e sistemas adequados para que a empresa de torne única. Sobre a participação no banco Carrefour, esse não é um assunto tratado a nível Brasil."
O Observador 2011
Em pesquisa desenvolvida pela Cetelem BGN em parceria com a Ipsos Public Affairs, foi traçado o perfil do consumidor brasileiro em 2010. O destaque é a ascensão das classes DE, de que cerca de 19 milhões migraram para a classe C. Ao todo, a população brasileira possui 53% na classe C (101 milhões, 25% nas classes DE ( 47,9 milhões) e 21% nas classes AB (42,19 milhões).
A pesquisa também indica que o consumidor está mais otimista com o País. Dos 1.500 entrevistados, distribuídos em 70 cidades do Brasil, 60% espera mais crescimento, 53% mais consumo, 52% mais crédito e 39% o PIB em alta.
Para compras financiadas, apenas 26% dos entrevistados declarou comparar as taxas de juros. Já as classes DE se preocupam mais com o valor das prestações. Outro dado importante é que 45% dos entrevistados afirmou nunca ter buscado informações sobre crédito, empréstimo ou financiamento. A pesquisa completa está disponível no site www.cetelem.com.br.
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