portal InfoMoney 25/07/2011 - Patricia Alves
Na última quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, pela quinta vez consecutiva, elevar a taxa básica de juro, a Selic, que agora está no patamar de 12,50% ao ano.
Apesar dessa sequência de altas, algumas modalidades de crédito ao consumidor têm registrado queda nas taxas desde o início do ano, segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), feitos a pedido do portal InfoMoney.
Principais quedas
De acordo com a Anefac, os juros do crédito pessoal foram os que mais caíram ao longo do ano, apesar do ciclo de aperto monetário do governo. A taxa para a modalidade, que estava em 4,85% ao mês em janeiro, quando a Selic subiu de 10,75% para 11,25% ao ano, deve ficar em 4,65% ao mês após o novo aumento do juro básico.
Para o financiamento de veículos, a taxa caiu de 2,46% a.m. em janeiro para uma estimativa de 2,36% a.m. em julho, enquanto que, para o financiamento de outros bens, a taxa saiu de 5,79% a.m. para 5,68% a.m., na mesma base comparativa.
“Essas reduções são fruto de uma maior concorrência entre os bancos”, afirma o diretor de economia da associação, Roberto Vertamatti. “As reduções, no entanto, são pequenas, se considerarmos os nossos juros no Brasil, ainda altíssimos”, pondera.
Cheque especial e cartões de crédito
O cheque especial, uma das modalidades com os juros mais altos da atualidade, foi o único a apresentar avanço na taxa de janeiro até agora. O juro da modalidade estava em 7,63% a.m. em janeiro e pode chegar a 8,12% a.m., com a nova alta da Selic.
A inadimplência da população, juntamente com os riscos da modalidade para as instituições, pode justificar esse aumento.
Para os cartões de crédito, a taxa vem mantendo o mesmo patamar, de 10,69% ao mês, desde janeiro. Com o novo aumento da taxa básica, a estimativa da Anefac é que os juros do cartão subam para 10,71%.
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27 de jul. de 2011
CONSUMIDOR BUSCA EMPRÉSTIMO CARO PARA ROLAR DÍVIDA
jornal O Estado de S.Paulo 25/07/2011 - Márcia De Chiara
Depois da farra de compras que levou o brasileiro a atingir elevados níveis de endividamento, o consumidor agora está recorrendo a linhas de crédito mais caras, porém automáticas, como cheque especial e cartão de crédito, para cobrir outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e maio deste ano, o último dado disponível, as duas únicas linhas de crédito com recursos livres destinados a pessoa física que registraram crescimento na média diária de novas concessões foram o cheque especial e o cartão de crédito, revela um estudo feito pela LCA Consultores.
A análise considera as informações do Banco Central, desconta as influências típicas de cada mês e a inflação do período.
De dezembro de 2010 a maio deste ano, a média diária dos empréstimos no cheque especial aumentou 3,9% e no cartão de crédito, 4%. Em contrapartida, a aprovação de financiamentos para compra de veículos caiu 2,3% em igual período e o crédito pessoal teve retração de 9,4%.
"O aumento do uso do cheque especial e do crédito rotativo são, num primeiro momento, são alternativas usadas para o consumidor não se tornar inadimplente", afirma o economista-chefe da LC A Consultores, Bráulio Borges.
Se o mercado de trabalho está aquecido e a renda é crescente, Borges observa que há uma aparente contradição na maior procura pelas linhas de crédito emergenciais. O que explica esse movimento, segundo o economista, é o endividamento excessivo do consumidor. "Existia um clima de euforia na economia brasileira que fez com que as pessoas assumissem dívidas além do nível considerado ótimo."
Essa também é a avaliação do economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas. "O problema hoje é o excesso de consumo sem critério", diz o economista. Ele ressalta que o fluxo de caixa do consumidor piorou especialmente porque, na virada de abril para maio, a inflação aumentou e corroeu uma parte da renda.
Descontrole. "Perdi o controle do orçamento", reconhece o professor de matemática, Benedito Calixto, de 59 anos, atualmente funcionário municipal. Com renda mensal de R$ 2.500, ele trocou de carro no ano passado, assumiu uma prestação de R$ 630 e se enganou nos cálculos das despesas rotineiras, que incluíam, por exemplo, uma aluguel de R$ 450.
A alternativa encontrada por Calixto para contornar o problema foi buscar dinheiro no cheque especial e entrar no crédito rotativo do cartão de crédito. Resultado: ele acumula uma dívida de R$ 2.500 com cheque especial e cartão de crédito equivalente a sua renda mensal. "Agora estou tentando renegociar."
A babá Joelma Luiza da Silva, de 36 anos, é outra que se descontrolou nas suas despesas. Entre prestações de roupas e cursos de inglês e informática para as filhas, ela acumula dívidas em atraso de R$ 1.200, o mesmo valor que recebe mensalmente como babá. Na sexta-feira, Joelma foi ao Serviço Central de Proteção ao Crédito para tentar uma negociação das dívidas.
Endividamento. Nas Contas da LCA, tanto o comprometimento da renda familiar para pagamento de dívidas, hoje em 23%, como o endividamento total das famílias, que corresponde a 40% da massa anual de salários e rendimentos da Previdência Social, atingiram os níveis mais altos da série histórica desses indicadores.
Segundo Borges, esse aumento de endividamento e do comprometimento da renda já está levando ao crescimento da inadimplência, efeito que deve piorar nos próximos meses, mas nada em níveis alarmantes, pondera Borges.
A consultoria projeta que o calote do consumidor com prestações atrasadas a mais de 90 dias encerre o ano com alta de 7,3%, acima dos 5,7% registrados em 2010, mas ainda menor do que OS 7,7% de 2009.
Dados da Associação Comercial de São Paulo mostram que, na primeira quinzena de julho, o número de carnês inadimplentes cresceu 21,9% em relação a igual período de 2010 e das dívidas renegociadas, 17%. Em junho, o calote havia aumentado 14,2% na comparação anual e a renegociação, 11%.
"A inadimplência está aumentando por causa do descontrole do gasto e do aperto do crédito afirma o economista da entidade Emílio Alfieri, fazendo referência às medidas já adotadas pelo governo para esfriar o consumo, como aumento da taxa básica de juros, a Selic, desde o começo do ano.
"Daqui para frente, vamos começar a ter uma piora nas condições de crédito por deterioração cíclica, associada ao aumento da inadimplência", diz Borges. Isso significa que a Selic pode até parar de subir, como sinalizou o Banco Central, mas os juros cobrados do consumidor devem seguir em rota ascendente. O motivo desse descompasso é a alta da inadimplência, um dos componentes do spread bancário.
Depois da farra de compras que levou o brasileiro a atingir elevados níveis de endividamento, o consumidor agora está recorrendo a linhas de crédito mais caras, porém automáticas, como cheque especial e cartão de crédito, para cobrir outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e maio deste ano, o último dado disponível, as duas únicas linhas de crédito com recursos livres destinados a pessoa física que registraram crescimento na média diária de novas concessões foram o cheque especial e o cartão de crédito, revela um estudo feito pela LCA Consultores.
A análise considera as informações do Banco Central, desconta as influências típicas de cada mês e a inflação do período.
De dezembro de 2010 a maio deste ano, a média diária dos empréstimos no cheque especial aumentou 3,9% e no cartão de crédito, 4%. Em contrapartida, a aprovação de financiamentos para compra de veículos caiu 2,3% em igual período e o crédito pessoal teve retração de 9,4%.
"O aumento do uso do cheque especial e do crédito rotativo são, num primeiro momento, são alternativas usadas para o consumidor não se tornar inadimplente", afirma o economista-chefe da LC A Consultores, Bráulio Borges.
Se o mercado de trabalho está aquecido e a renda é crescente, Borges observa que há uma aparente contradição na maior procura pelas linhas de crédito emergenciais. O que explica esse movimento, segundo o economista, é o endividamento excessivo do consumidor. "Existia um clima de euforia na economia brasileira que fez com que as pessoas assumissem dívidas além do nível considerado ótimo."
Essa também é a avaliação do economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas. "O problema hoje é o excesso de consumo sem critério", diz o economista. Ele ressalta que o fluxo de caixa do consumidor piorou especialmente porque, na virada de abril para maio, a inflação aumentou e corroeu uma parte da renda.
Descontrole. "Perdi o controle do orçamento", reconhece o professor de matemática, Benedito Calixto, de 59 anos, atualmente funcionário municipal. Com renda mensal de R$ 2.500, ele trocou de carro no ano passado, assumiu uma prestação de R$ 630 e se enganou nos cálculos das despesas rotineiras, que incluíam, por exemplo, uma aluguel de R$ 450.
A alternativa encontrada por Calixto para contornar o problema foi buscar dinheiro no cheque especial e entrar no crédito rotativo do cartão de crédito. Resultado: ele acumula uma dívida de R$ 2.500 com cheque especial e cartão de crédito equivalente a sua renda mensal. "Agora estou tentando renegociar."
A babá Joelma Luiza da Silva, de 36 anos, é outra que se descontrolou nas suas despesas. Entre prestações de roupas e cursos de inglês e informática para as filhas, ela acumula dívidas em atraso de R$ 1.200, o mesmo valor que recebe mensalmente como babá. Na sexta-feira, Joelma foi ao Serviço Central de Proteção ao Crédito para tentar uma negociação das dívidas.
Endividamento. Nas Contas da LCA, tanto o comprometimento da renda familiar para pagamento de dívidas, hoje em 23%, como o endividamento total das famílias, que corresponde a 40% da massa anual de salários e rendimentos da Previdência Social, atingiram os níveis mais altos da série histórica desses indicadores.
Segundo Borges, esse aumento de endividamento e do comprometimento da renda já está levando ao crescimento da inadimplência, efeito que deve piorar nos próximos meses, mas nada em níveis alarmantes, pondera Borges.
A consultoria projeta que o calote do consumidor com prestações atrasadas a mais de 90 dias encerre o ano com alta de 7,3%, acima dos 5,7% registrados em 2010, mas ainda menor do que OS 7,7% de 2009.
Dados da Associação Comercial de São Paulo mostram que, na primeira quinzena de julho, o número de carnês inadimplentes cresceu 21,9% em relação a igual período de 2010 e das dívidas renegociadas, 17%. Em junho, o calote havia aumentado 14,2% na comparação anual e a renegociação, 11%.
"A inadimplência está aumentando por causa do descontrole do gasto e do aperto do crédito afirma o economista da entidade Emílio Alfieri, fazendo referência às medidas já adotadas pelo governo para esfriar o consumo, como aumento da taxa básica de juros, a Selic, desde o começo do ano.
"Daqui para frente, vamos começar a ter uma piora nas condições de crédito por deterioração cíclica, associada ao aumento da inadimplência", diz Borges. Isso significa que a Selic pode até parar de subir, como sinalizou o Banco Central, mas os juros cobrados do consumidor devem seguir em rota ascendente. O motivo desse descompasso é a alta da inadimplência, um dos componentes do spread bancário.
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16 de jul. de 2011
CONSUMIDORES TOMAM CRÉDITO MAIS CARO
jornal Folha de S. Paulo 15/07/2011 – Eduardo Cucolo
As restrições ao crédito anunciadas desde o fim do ano passado levaram a um aumento na procura por linhas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial.
Por outro lado, os consignados (empréstimos com desconto em folha de pagamento) e as linhas para a compra de veículos (que, em geral, trabalham com taxas de juros mais baixas) perderam espaço no financiamento para os consumidores.
Dados do Banco Central mostram aumento superior a 15% na média diária de concessões no cartão de crédito e no cheque especial em maio passado na comparação com dezembro de 2010.
No mesmo período, a liberação de novos financiamentos de veículos caiu 17,4%.
O crédito pessoal manteve o ritmo de crescimento, mas houve queda na participação dos empréstimos com desconto em folha de pagamento, incluídos pelo Banco Central nessa categoria.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o objetivo do crédito mudou: as pessoas não estão se endividando para comprar bens, mas para pagar as despesas do mês.
Percival afirma que esse movimento faz parte do ciclo de endividamento e reflete a maneira encontrada pelas famílias com mais dívidas para passar por esse momento de aperto no crédito.
"Não significa que as pessoas vão quebrar. O emprego e a renda continuam crescendo. O problema é quando a riqueza não cresce na mesma proporção que a dívida."
Fernando Blanco, do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito, diz que a mudança reflete ainda a dificuldade das famílias das classes C/D em lidar com pioras nas condições de crédito.
"Essas pessoas têm nível muito alto de endividamento, e, quando acontece algo, não têm para onde correr."
Ele acrescenta que os bancos ainda não conhecem esse cliente. "É uma relação muito nova, e não há linha pré-aprovada de qualidade para esse atendimento."
A facilidade de acesso é outra explicação para o aumento no uso do cheque especial e do parcelamento das faturas de cartão.
"A primeira coisa que acontece quando há uma restrição de crédito é uma procura por essas linhas pré-aprovadas, de acesso mais rápido", diz Miguel de Oliveira, da Anefac (associação dos executivos de finanças).
CONSIGNADO
Outro problema é a dificuldade de acesso ao consignado, de custo financeiro mais baixo, mas que está concentrado em funcionários públicos e aposentados, que respondem por 85% dessa linha.
O consignado chegou a representar 61% dos empréstimos pessoais em dezembro, fatia recorde e que fechou período quase ininterrupto de alta. Em maio, atingiu a menor participação em 15 meses.
Essa desaceleração foi registrada apesar de as medidas de restrição ao crédito e o aumento dos juros desde o fim de 2010 terem afetado menos essa linha.
A taxa média de juros de 28,2% ao ano é quase a mesma verificada em dezembro. No crédito pessoal sem desconto em folha, o juro subiu quase dez pontos percentuais no período, para 65,6%.
As restrições ao crédito anunciadas desde o fim do ano passado levaram a um aumento na procura por linhas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial.
Por outro lado, os consignados (empréstimos com desconto em folha de pagamento) e as linhas para a compra de veículos (que, em geral, trabalham com taxas de juros mais baixas) perderam espaço no financiamento para os consumidores.
Dados do Banco Central mostram aumento superior a 15% na média diária de concessões no cartão de crédito e no cheque especial em maio passado na comparação com dezembro de 2010.
No mesmo período, a liberação de novos financiamentos de veículos caiu 17,4%.
O crédito pessoal manteve o ritmo de crescimento, mas houve queda na participação dos empréstimos com desconto em folha de pagamento, incluídos pelo Banco Central nessa categoria.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o objetivo do crédito mudou: as pessoas não estão se endividando para comprar bens, mas para pagar as despesas do mês.
Percival afirma que esse movimento faz parte do ciclo de endividamento e reflete a maneira encontrada pelas famílias com mais dívidas para passar por esse momento de aperto no crédito.
"Não significa que as pessoas vão quebrar. O emprego e a renda continuam crescendo. O problema é quando a riqueza não cresce na mesma proporção que a dívida."
Fernando Blanco, do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito, diz que a mudança reflete ainda a dificuldade das famílias das classes C/D em lidar com pioras nas condições de crédito.
"Essas pessoas têm nível muito alto de endividamento, e, quando acontece algo, não têm para onde correr."
Ele acrescenta que os bancos ainda não conhecem esse cliente. "É uma relação muito nova, e não há linha pré-aprovada de qualidade para esse atendimento."
A facilidade de acesso é outra explicação para o aumento no uso do cheque especial e do parcelamento das faturas de cartão.
"A primeira coisa que acontece quando há uma restrição de crédito é uma procura por essas linhas pré-aprovadas, de acesso mais rápido", diz Miguel de Oliveira, da Anefac (associação dos executivos de finanças).
CONSIGNADO
Outro problema é a dificuldade de acesso ao consignado, de custo financeiro mais baixo, mas que está concentrado em funcionários públicos e aposentados, que respondem por 85% dessa linha.
O consignado chegou a representar 61% dos empréstimos pessoais em dezembro, fatia recorde e que fechou período quase ininterrupto de alta. Em maio, atingiu a menor participação em 15 meses.
Essa desaceleração foi registrada apesar de as medidas de restrição ao crédito e o aumento dos juros desde o fim de 2010 terem afetado menos essa linha.
A taxa média de juros de 28,2% ao ano é quase a mesma verificada em dezembro. No crédito pessoal sem desconto em folha, o juro subiu quase dez pontos percentuais no período, para 65,6%.
14 de jul. de 2011
QUATRO ENTRE SETE GRANDES BANCOS SUBIRAM JUROS DO EMPRÉSTIMO PESSOAL E DO CHEQUE ESPECIAL EM JULHO
portal Cidade Biz 12/07/2011
As taxas médias de juros cobrados pelas instituições financeiras nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial voltaram a subir este mês. Segundo pesquisa do Procon-SP, os juros do empréstimo pessoal subiram 0,11 ponto percentual em relação a junho, e no cheque especial a elevação foi de 0,02 ponto percentual. Quatro bancos elevaram as taxas, sendo que Itaú e Bradesco fizeram reajustes nas duas modalidades.
Empréstimo pessoal - A taxa média cobrada pelos bancos no empréstimo pessoal subiu 0,11 ponto percentual entre maio e abril, de 5,60% para 5,71% ao mês. É o maior patamar desde abril de 2009 (5,74%).
Entre os sete bancos pesquisados pelo Procon, a maior elevação foi efetuada pelo Caixa Econômica Federal, que subiu a taxa de 4,95% para 5,45%, um alta de 10,1%. Apesar do reajuste, o banco estatal não possui a maior taxa, que pertence ao Itaú (6,43%). A menor taxa é do HSBC (4,99%).
Cheque especial – Os juros médios do cheque especial subiram de 9,53% para 9,55% ao mês. O maior ajuste foi efetuado pelo Banco do Brasil, que elevou sua taxa de 8,37% para 8,49% ao mês. A menor taxa é praticada pela Caixa, e a maior, pelo Safra..
O Procon fez o levantamento no dia 5 de julho. Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
As taxas médias de juros cobrados pelas instituições financeiras nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial voltaram a subir este mês. Segundo pesquisa do Procon-SP, os juros do empréstimo pessoal subiram 0,11 ponto percentual em relação a junho, e no cheque especial a elevação foi de 0,02 ponto percentual. Quatro bancos elevaram as taxas, sendo que Itaú e Bradesco fizeram reajustes nas duas modalidades.
Empréstimo pessoal - A taxa média cobrada pelos bancos no empréstimo pessoal subiu 0,11 ponto percentual entre maio e abril, de 5,60% para 5,71% ao mês. É o maior patamar desde abril de 2009 (5,74%).
Entre os sete bancos pesquisados pelo Procon, a maior elevação foi efetuada pelo Caixa Econômica Federal, que subiu a taxa de 4,95% para 5,45%, um alta de 10,1%. Apesar do reajuste, o banco estatal não possui a maior taxa, que pertence ao Itaú (6,43%). A menor taxa é do HSBC (4,99%).
Cheque especial – Os juros médios do cheque especial subiram de 9,53% para 9,55% ao mês. O maior ajuste foi efetuado pelo Banco do Brasil, que elevou sua taxa de 8,37% para 8,49% ao mês. A menor taxa é praticada pela Caixa, e a maior, pelo Safra..
O Procon fez o levantamento no dia 5 de julho. Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
30 de jun. de 2011
BC: CONCESSÃO DIÁRIA DE CRÉDITO AO CONSUMIDOR ATINGE R$ 3,482 BI EM MAIO
portal InfoMoney 28/06/2011 - Diego Lazzaris Borges
As concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 76,603 bilhões no quinto mês de 2011, o que equivale a uma média diária de R$ 3,482 bilhões. Na comparação com abril (R$ 3,648 bilhões), em termos de média diária concedida, foi registrada queda de 4,55%. Já em relação a maio de 2010 (R$ 3,134 bilhões), houve alta de 11,10%.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (28), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões diárias. A modalidade foi responsável por 34,57% de todo o crédito concedido em maio.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (26,27%) e o crédito pessoal (20,34%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade para maio de 2010, além de abril e maio deste ano:
As concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 76,603 bilhões no quinto mês de 2011, o que equivale a uma média diária de R$ 3,482 bilhões. Na comparação com abril (R$ 3,648 bilhões), em termos de média diária concedida, foi registrada queda de 4,55%. Já em relação a maio de 2010 (R$ 3,134 bilhões), houve alta de 11,10%.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (28), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões diárias. A modalidade foi responsável por 34,57% de todo o crédito concedido em maio.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (26,27%) e o crédito pessoal (20,34%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade para maio de 2010, além de abril e maio deste ano:
18 de abr. de 2011
JURO DO CHEQUE ESPECIAL É O MAIOR DESDE JUNHO DE 2003, DIZ PROCON-SP
portal Valor Online 15/04/2011 - Ana Luísa Westphalen
Dando continuidade ao movimento de aumento de juros observado desde o início do ano, os bancos voltaram a elevar a taxa do cheque especial, que agora é a maior desde junho de 2003.
Conforme levantamento de juros bancários feito pela Fundação Procon (Procon-SP), a taxa média está em 9,35% ao mês em abril, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a março.
Tomando como base a taxa média praticada em dezembro, o avanço totaliza 0,23 ponto percentual. Desde então, o Banco Central deu início a um novo ciclo de aperto monetário, elevando por duas vezes a taxa básica de juros da economia, no total de 1 ponto percentual, deixando a Selic no atual patamar de 11,75% ao ano.
Como as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o ano passado tiveram impacto sobre os prazos e juros de financiamento, o Procon-SP adverte que cresce a busca do consumidor por linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.
Neste mês, as elevações da taxa do cheque especial partiram do Banco do Brasil (de 8,15% para 8,27% ao mês); Itaú (de 8,85% para 8,96% ao mês) e Bradesco (de 8,79% para 8,83% ao mês).
Empréstimo pessoal
Já a taxa média de juros ao consumidor no caso de empréstimos ficou em 5,49% ao mês, a maior desde junho de 2009. O aumento entre março e abril foi de 0,07 ponto percentual, mas em relação à taxa praticada em dezembro, o avanço já soma 0,22 ponto percentual.
Elevaram suas taxas para a modalidade o Banco do Brasil (de 5,28% para 5,48% ao mês); Caixa Econômica Federal (4,78% para 4,95% ao mês); Itaú (6,30% para 6,38% ao mês) e Bradesco (6,04% para 6,08% ao mês).
O levantamento foi feito no dia 5 de abril junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para possibilitar a comparação entre as taxas praticadas pelas instituições, foi estipulado o período contratual de 12 meses.
Vale lembrar também que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
Dando continuidade ao movimento de aumento de juros observado desde o início do ano, os bancos voltaram a elevar a taxa do cheque especial, que agora é a maior desde junho de 2003.
Conforme levantamento de juros bancários feito pela Fundação Procon (Procon-SP), a taxa média está em 9,35% ao mês em abril, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a março.
Tomando como base a taxa média praticada em dezembro, o avanço totaliza 0,23 ponto percentual. Desde então, o Banco Central deu início a um novo ciclo de aperto monetário, elevando por duas vezes a taxa básica de juros da economia, no total de 1 ponto percentual, deixando a Selic no atual patamar de 11,75% ao ano.
Como as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o ano passado tiveram impacto sobre os prazos e juros de financiamento, o Procon-SP adverte que cresce a busca do consumidor por linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.
Neste mês, as elevações da taxa do cheque especial partiram do Banco do Brasil (de 8,15% para 8,27% ao mês); Itaú (de 8,85% para 8,96% ao mês) e Bradesco (de 8,79% para 8,83% ao mês).
Empréstimo pessoal
Já a taxa média de juros ao consumidor no caso de empréstimos ficou em 5,49% ao mês, a maior desde junho de 2009. O aumento entre março e abril foi de 0,07 ponto percentual, mas em relação à taxa praticada em dezembro, o avanço já soma 0,22 ponto percentual.
Elevaram suas taxas para a modalidade o Banco do Brasil (de 5,28% para 5,48% ao mês); Caixa Econômica Federal (4,78% para 4,95% ao mês); Itaú (6,30% para 6,38% ao mês) e Bradesco (6,04% para 6,08% ao mês).
O levantamento foi feito no dia 5 de abril junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para possibilitar a comparação entre as taxas praticadas pelas instituições, foi estipulado o período contratual de 12 meses.
Vale lembrar também que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
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juros,
Procon-SP
13 de abr. de 2011
PREJUÍZO DE BANCOS COM ATRASOS EM CARTÃO DE CRÉDITO AUMENTA 25%
jornal DCI 13/04/2011 - Marcelle Gutierrez
Influenciado pela retomada do crescimento econômico brasileiro, o sistema bancário no segundo semestre de 2010 alcançou saldo das operações de crédito de R$ 1,5 trilhão, o que representa 45,5% dos ativos e expansão de 12% em relação ao semestre anterior. No entanto, no acumulado de 12 meses do ano há aumento da inadimplência em específicas carteiras de crédito que, originalmente, eram classificadas entre os níveis de risco AA e C. As informações constam no Relatório Estabilidade Financeira, do Banco Central.
Na comparação de dezembro de 2009 a 2010, as operações em prejuízo no empréstimo rotativo cartão de crédito teve 25% de aumento, de 45,6% para 57%. O cheque especial e adiantamento a depositantes também tiveram elevação de 16,02%, de 20,6% em 2009 por 23,9% em 2010.
Para o educador financeiro Mauro Calil, os números revelam a falta de disciplina financeira do brasileiro. "O aumento das operações em prejuízo na carteira de cartões de crédito é fruto da gastança desenfreada da população. Por um lado é bom para gerar negócios para o banco, mas pode gerar um problema lá na frente". Segundo o especialista, o fato pode, inclusive, influenciar no índice de Basileia: "Entre os índices que definem a Basileia, há o crédito não recebível. Se não houver negociação até o quarto mês, pode começar a denegrir os indicadores dos bancos".
Outras carteiras apresentaram queda na porcentagem de operações em prejuízo no acumulado de 12 meses de 2010. A inadimplência no financiamento de veículos era de 5,1% em 2009, já em 2010 foi de 4,9%. O empréstimo consignado teve queda em prejuízo de 6,06% de 3,3% para 3,1%. A porcentagem de pessoas que não pagaram as prestações no financiamento imobiliário cresceu no acumulado de 2010, em comparação com o período anterior, foi de 0,9% para 1,0%.
Para o Banco Central, a expansão das modalidades que apresentam menor risco é responsável pelo crescimento semestral de 12% do volume de crédito destinado às pessoas físicas, que atingiu R$ 737 bilhões em dezembro. O financiamento habitacional representa 24,6% do total e o crédito consignado 13%.
Ainda de acordo com o relatório do BC, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas levantam preocupações. O grupo de 50% das pessoas de menor renda teve 25,8% dos rendimentos comprometidos com o pagamento de dívidas em dezembro, em contraposição aos 21,7% do outro grupo de devedores. A classe social com maior comprometimento da renda é aquele que apresenta o menor nível de educação financeira o que, segundo o BC, levanta preocupações quanto à qualidade dos créditos destinados.
Celso Grisi, economista e diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, acredita que para diminuir os riscos de inadimplência em algumas carteiras de crédito é preciso medidas de contenção de crédito. "O Brasil está com alto nível de emprego e renda, o governo precisa realizar medidas para conter a inflação e o endividamento. Por exemplo, reduzir o prazo de financiamento de automóveis e promover o crédito imobiliário em outras regiões das cidades, como na periferia."
O prazo médio de financiamento em carteiras para pessoas físicas demonstra trajetória de expansão no relatório do BC. O financiamento habitacional, que corresponde a 17,7% do crédito no alongamento dos prazos, o LTV (na sigla em inglês loan-to-value) caiu ao longo de 2010, atingindo em 60,6%. Na carteira de veículos, que corresponde a 25,8%, o LTV foi de 74,2%.
Apesar dos riscos em algumas carteiras de crédito e as medidas do Banco Central de reajuste das taxas de juros, o crédito no setor bancário continua como fonte rentável aos bancos brasileiros, segundo Antonio de Julio, especialista em finanças do Moneyfit. "Se fosse um mal negócio, os bancos não forneceriam crédito. Mesmo com a inadimplência, eles continuam a lucrar com o volume e reajuste de taxas".
De acordo com o crescimento macroeconômico do Brasil, o lucro dos bancos avançou R$ 4,7 bilhões no segundo semestre de 2010, ao atingir R$ 30 bilhões e superando em R$ 3,5 bilhões o total do primeiro semestre de 2008, momento anterior a crise econômica mundial.
De acordo com o relatório do Banco Central, o resultado revela melhora contínua em sua qualidade de acordo com o aumento na participação do resultado da intermediação financeira e a redução na contribuição dos resultados não operacionais em sua
formação.
Segundo Mauro Calil, educador financeiro, o início da recuperação em 2010 do lucro dos bancos revela que o sistema bancário acompanha a economia brasileira. "O crescimento dos bancos deve continuar em 2011, caso a economia continue no mesmo ritmo e não aconteça outra crise financeira. Mesmo assim, o sistema bancário brasileiro é consolidado", acrescentou Calil.
Influenciado pela retomada do crescimento econômico brasileiro, o sistema bancário no segundo semestre de 2010 alcançou saldo das operações de crédito de R$ 1,5 trilhão, o que representa 45,5% dos ativos e expansão de 12% em relação ao semestre anterior. No entanto, no acumulado de 12 meses do ano há aumento da inadimplência em específicas carteiras de crédito que, originalmente, eram classificadas entre os níveis de risco AA e C. As informações constam no Relatório Estabilidade Financeira, do Banco Central.
Na comparação de dezembro de 2009 a 2010, as operações em prejuízo no empréstimo rotativo cartão de crédito teve 25% de aumento, de 45,6% para 57%. O cheque especial e adiantamento a depositantes também tiveram elevação de 16,02%, de 20,6% em 2009 por 23,9% em 2010.
Para o educador financeiro Mauro Calil, os números revelam a falta de disciplina financeira do brasileiro. "O aumento das operações em prejuízo na carteira de cartões de crédito é fruto da gastança desenfreada da população. Por um lado é bom para gerar negócios para o banco, mas pode gerar um problema lá na frente". Segundo o especialista, o fato pode, inclusive, influenciar no índice de Basileia: "Entre os índices que definem a Basileia, há o crédito não recebível. Se não houver negociação até o quarto mês, pode começar a denegrir os indicadores dos bancos".
Outras carteiras apresentaram queda na porcentagem de operações em prejuízo no acumulado de 12 meses de 2010. A inadimplência no financiamento de veículos era de 5,1% em 2009, já em 2010 foi de 4,9%. O empréstimo consignado teve queda em prejuízo de 6,06% de 3,3% para 3,1%. A porcentagem de pessoas que não pagaram as prestações no financiamento imobiliário cresceu no acumulado de 2010, em comparação com o período anterior, foi de 0,9% para 1,0%.
Para o Banco Central, a expansão das modalidades que apresentam menor risco é responsável pelo crescimento semestral de 12% do volume de crédito destinado às pessoas físicas, que atingiu R$ 737 bilhões em dezembro. O financiamento habitacional representa 24,6% do total e o crédito consignado 13%.
Ainda de acordo com o relatório do BC, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas levantam preocupações. O grupo de 50% das pessoas de menor renda teve 25,8% dos rendimentos comprometidos com o pagamento de dívidas em dezembro, em contraposição aos 21,7% do outro grupo de devedores. A classe social com maior comprometimento da renda é aquele que apresenta o menor nível de educação financeira o que, segundo o BC, levanta preocupações quanto à qualidade dos créditos destinados.
Celso Grisi, economista e diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, acredita que para diminuir os riscos de inadimplência em algumas carteiras de crédito é preciso medidas de contenção de crédito. "O Brasil está com alto nível de emprego e renda, o governo precisa realizar medidas para conter a inflação e o endividamento. Por exemplo, reduzir o prazo de financiamento de automóveis e promover o crédito imobiliário em outras regiões das cidades, como na periferia."
O prazo médio de financiamento em carteiras para pessoas físicas demonstra trajetória de expansão no relatório do BC. O financiamento habitacional, que corresponde a 17,7% do crédito no alongamento dos prazos, o LTV (na sigla em inglês loan-to-value) caiu ao longo de 2010, atingindo em 60,6%. Na carteira de veículos, que corresponde a 25,8%, o LTV foi de 74,2%.
Apesar dos riscos em algumas carteiras de crédito e as medidas do Banco Central de reajuste das taxas de juros, o crédito no setor bancário continua como fonte rentável aos bancos brasileiros, segundo Antonio de Julio, especialista em finanças do Moneyfit. "Se fosse um mal negócio, os bancos não forneceriam crédito. Mesmo com a inadimplência, eles continuam a lucrar com o volume e reajuste de taxas".
De acordo com o crescimento macroeconômico do Brasil, o lucro dos bancos avançou R$ 4,7 bilhões no segundo semestre de 2010, ao atingir R$ 30 bilhões e superando em R$ 3,5 bilhões o total do primeiro semestre de 2008, momento anterior a crise econômica mundial.
De acordo com o relatório do Banco Central, o resultado revela melhora contínua em sua qualidade de acordo com o aumento na participação do resultado da intermediação financeira e a redução na contribuição dos resultados não operacionais em sua
formação.
Segundo Mauro Calil, educador financeiro, o início da recuperação em 2010 do lucro dos bancos revela que o sistema bancário acompanha a economia brasileira. "O crescimento dos bancos deve continuar em 2011, caso a economia continue no mesmo ritmo e não aconteça outra crise financeira. Mesmo assim, o sistema bancário brasileiro é consolidado", acrescentou Calil.
7 de abr. de 2011
FATURAS DO CARTÃO DE CRÉDITO E CHEQUE ESPECIAL FICAM MAIS CARAS
portal iG 07/04/2011 - Aline Cury Zampieri
A fatura do cartão de crédito vai ficar mais cara. O cheque especial também. Esses serão alguns dos efeitos da mais nova medida macroprudencial adotada pelo governo. Há instantes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciaram mais uma elevação de IOF. Só que, dessa vez, o foco é a inflação.
Foi anunciado aumento do IOF para empréstimos de pessoas físicas, de 1,5% a 3% ao ano. Isso significa que uma conta de R$ 1.000,00 no cartão de crédito no ano, ao invés de incluir R$ 15,00 de imposto, incluirá R$ 30,00.
Os economistas ainda estão fazendo as contas do impacto dessa elevação no total de crédito tomado no Brasil, mas já começam a surgir dúvidas sobre a efetividade da nova medida no combate à inflação. “Faz parte da lógica que vem sendo seguida nas últimas semanas. É uma medida para conter a expansão do crédito e da demanda”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, que acredita na efetividade da medida. “Está dentro do diagnóstico da equipe econômica, de atacar a inflação em todas as frentes. Não adianta apenas elevar juros e tomar medidas fiscais.”
Já um outro economista, que preferiu não ser identificado, acredita que, com todas essas medidas a conta-gotas, o governo “está criando um monstrinho”. Para essa fonte, o melhor seria elevar de uma vez os juros e fazer ajuste fiscal para, então, esperar a inflação cair.
Ele admite, no entanto, que a alta do IOF para pessoa física pode provocar uma reação em quem concede crédito. Pela lógica, os bancos e financiadores optariam eles mesmos por moderar a concessão de crédito, já que o governo mostra uma determinação tão grande para restringi-lo. A ideia, nesse caso, seria evitar uma medida mais dramática do governo, ou se proteger caso ela seja tomada.
A fatura do cartão de crédito vai ficar mais cara. O cheque especial também. Esses serão alguns dos efeitos da mais nova medida macroprudencial adotada pelo governo. Há instantes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciaram mais uma elevação de IOF. Só que, dessa vez, o foco é a inflação.
Foi anunciado aumento do IOF para empréstimos de pessoas físicas, de 1,5% a 3% ao ano. Isso significa que uma conta de R$ 1.000,00 no cartão de crédito no ano, ao invés de incluir R$ 15,00 de imposto, incluirá R$ 30,00.
Os economistas ainda estão fazendo as contas do impacto dessa elevação no total de crédito tomado no Brasil, mas já começam a surgir dúvidas sobre a efetividade da nova medida no combate à inflação. “Faz parte da lógica que vem sendo seguida nas últimas semanas. É uma medida para conter a expansão do crédito e da demanda”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, que acredita na efetividade da medida. “Está dentro do diagnóstico da equipe econômica, de atacar a inflação em todas as frentes. Não adianta apenas elevar juros e tomar medidas fiscais.”
Já um outro economista, que preferiu não ser identificado, acredita que, com todas essas medidas a conta-gotas, o governo “está criando um monstrinho”. Para essa fonte, o melhor seria elevar de uma vez os juros e fazer ajuste fiscal para, então, esperar a inflação cair.
Ele admite, no entanto, que a alta do IOF para pessoa física pode provocar uma reação em quem concede crédito. Pela lógica, os bancos e financiadores optariam eles mesmos por moderar a concessão de crédito, já que o governo mostra uma determinação tão grande para restringi-lo. A ideia, nesse caso, seria evitar uma medida mais dramática do governo, ou se proteger caso ela seja tomada.
25 de fev. de 2011
CRÉDITO CRESCE NAS LINHAS MAIS CARAS, CHEQUE ESPECIAL E CARTÕES
jornal Valor Econômico 25/02/2011 - Fernando Travaglini
O Banco Central (BC) conseguiu seu objetivo de reduzir a velocidade do crescimento do crédito para as pessoas físicas, por meio das medidas macroprudenciais adotadas no fim do ano passado, que elevaram o recolhimento compulsório e o requerimento de capital para linhas de prazos mais longos.
As mudanças, no entanto, provocaram um efeito colateral. Parte da demanda das famílias migrou para linhas mais caras em janeiro. A média diária de concessão de cheque especial avançou 4,7% em janeiro sobre o volume de dezembro, enquanto a média do rotativo de cartão de crédito teve expansão de 13,8%, no mesmo período.
Esse comportamento não foi visto nos primeiros meses dos anos anteriores. Mesmo com o aumento dos gastos de início de ano, com despesas escolares e pagamento de impostos, que exigem muitas vezes uma ajuda de linhas de créditos para completar o orçamento familiar, a procura por empréstimos sempre se diluía entre as linhas emergenciais e as mais baratas, como o consignado.
Neste ano, no entanto, com a restrição para crédito pessoal, fruto da elevação do requerimento de capital para linhas acima de 24 meses, as famílias tiveram que recorrer às modalidades cujos juros superam os 172% ao ano.
A média diária de concessão dos empréstimos para o crédito pessoal e para a compra de veículos recuou 1,7% e 27,2%, respectivamente, em janeiro sobre dezembro. O consignado recuou 19,2% no período.
A elevação do cheque especial e do cartão de crédito, inclusive, compensou em parte a redução das concessões nas outras modalidades. O resultado líquido é que a queda da média diária de concessão para pessoas físicas foi de 0,7% em janeiro (para empréstimos com recursos livres).
Na avaliação do Banco Central, os efeitos das medidas macroprudenciais foram "significativos" em janeiro, de acordo com Túlio Maciel, chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC. Os impactos mais evidentes, no entanto, já devem ter ficado para trás. Os primeiros dados de fevereiro indicam que a retração de janeiro pode não ser repetida.
A média diária de concessão voltou a crescer até o dia 11 deste mês, com avanço de 11,9% sobre o patamar de janeiro, levando-se em conta os créditos com recursos livres (referenciais para as taxas de juros). As linhas para pessoas físicas voltaram a crescer, 3,6% sobre o patamar de janeiro. Para as empresas, a expansão foi maior, de 18,5% no mesmo período.
As taxas de juros também voltaram a cair para os empréstimos as consumo na prévia de fevereiro. Os juros para as pessoas físicas caíram 0,3 ponto percentual. Para as empresas, as taxas bancárias subiram 0,8 ponto percentual. Os spreads, em média, avançaram 0,4 ponto percentual.
Para Maciel, houve uma mudança de patamar "significativa" em janeiro e agora a autoridade monetária espera que as variações sejam menos acentuadas.
"Naturalmente o impacto das medidas macroprudenciais tem um efeito mais efetivo, significativo nos primeiros meses. Houve uma mudança de patamar em janeiro e não se espera uma continuação desse processo."
As variações a partir de agora, segundo Maciel, serão apenas marginais, tanto para os juros, que seguem em elevação, quanto para as concessões, que podem voltar a subir levemente na comparação com o patamar atingido em janeiro. Ele lembrou ainda que a partir de agora entram em ação outros instrumentos de política monetária, mais especificamente o ciclo de alta da Selic, para conter a demanda e tentar trazer a inflação para a meta de 4,5%. "Há outros fatores. Estamos num ciclo de aumento das taxas de juros", disse.
O volume global de crédito do sistema financeiro teve alta de 0,5% em janeiro, para R$ 1,715 trilhão, equivalente a 46,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
O Banco Central (BC) conseguiu seu objetivo de reduzir a velocidade do crescimento do crédito para as pessoas físicas, por meio das medidas macroprudenciais adotadas no fim do ano passado, que elevaram o recolhimento compulsório e o requerimento de capital para linhas de prazos mais longos.
As mudanças, no entanto, provocaram um efeito colateral. Parte da demanda das famílias migrou para linhas mais caras em janeiro. A média diária de concessão de cheque especial avançou 4,7% em janeiro sobre o volume de dezembro, enquanto a média do rotativo de cartão de crédito teve expansão de 13,8%, no mesmo período.
Esse comportamento não foi visto nos primeiros meses dos anos anteriores. Mesmo com o aumento dos gastos de início de ano, com despesas escolares e pagamento de impostos, que exigem muitas vezes uma ajuda de linhas de créditos para completar o orçamento familiar, a procura por empréstimos sempre se diluía entre as linhas emergenciais e as mais baratas, como o consignado.
Neste ano, no entanto, com a restrição para crédito pessoal, fruto da elevação do requerimento de capital para linhas acima de 24 meses, as famílias tiveram que recorrer às modalidades cujos juros superam os 172% ao ano.
A média diária de concessão dos empréstimos para o crédito pessoal e para a compra de veículos recuou 1,7% e 27,2%, respectivamente, em janeiro sobre dezembro. O consignado recuou 19,2% no período.
A elevação do cheque especial e do cartão de crédito, inclusive, compensou em parte a redução das concessões nas outras modalidades. O resultado líquido é que a queda da média diária de concessão para pessoas físicas foi de 0,7% em janeiro (para empréstimos com recursos livres).
Na avaliação do Banco Central, os efeitos das medidas macroprudenciais foram "significativos" em janeiro, de acordo com Túlio Maciel, chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC. Os impactos mais evidentes, no entanto, já devem ter ficado para trás. Os primeiros dados de fevereiro indicam que a retração de janeiro pode não ser repetida.
A média diária de concessão voltou a crescer até o dia 11 deste mês, com avanço de 11,9% sobre o patamar de janeiro, levando-se em conta os créditos com recursos livres (referenciais para as taxas de juros). As linhas para pessoas físicas voltaram a crescer, 3,6% sobre o patamar de janeiro. Para as empresas, a expansão foi maior, de 18,5% no mesmo período.
As taxas de juros também voltaram a cair para os empréstimos as consumo na prévia de fevereiro. Os juros para as pessoas físicas caíram 0,3 ponto percentual. Para as empresas, as taxas bancárias subiram 0,8 ponto percentual. Os spreads, em média, avançaram 0,4 ponto percentual.
Para Maciel, houve uma mudança de patamar "significativa" em janeiro e agora a autoridade monetária espera que as variações sejam menos acentuadas.
"Naturalmente o impacto das medidas macroprudenciais tem um efeito mais efetivo, significativo nos primeiros meses. Houve uma mudança de patamar em janeiro e não se espera uma continuação desse processo."
As variações a partir de agora, segundo Maciel, serão apenas marginais, tanto para os juros, que seguem em elevação, quanto para as concessões, que podem voltar a subir levemente na comparação com o patamar atingido em janeiro. Ele lembrou ainda que a partir de agora entram em ação outros instrumentos de política monetária, mais especificamente o ciclo de alta da Selic, para conter a demanda e tentar trazer a inflação para a meta de 4,5%. "Há outros fatores. Estamos num ciclo de aumento das taxas de juros", disse.
O volume global de crédito do sistema financeiro teve alta de 0,5% em janeiro, para R$ 1,715 trilhão, equivalente a 46,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
14 de jan. de 2011
JUROS DO CHEQUE ESPECIAL E EMPRÉSTIMO PESSOAL SOBEM EM JANEIRO, DIZ PROCON
portal Folha Online 14/01/2011
As taxas de juros do empréstimo pessoal e cheque especial apresentaram leve alta em janeiro, segundo levantamento do Procon-SP divulgado nesta sexta-feira. No cheque especial houve acréscimo de 0,01 p.p. (ponto percentual), enquanto no empréstimo pessoal a alta foi de 0,07 p.p..
O levantamento, feito no dia 7 deste mês, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
De acordo com o Procon, seguindo o comportamento de relativa visto no ano passado, os bancos praticamente não alteraram suas taxas neste começo de 2011. "A expectativa do mercado, no entanto, é que esse cenário mude", afirmou.
O órgão citou as medidas para conter a expansão do crédito anunciadas pelo Banco Central no fim de 2010, e afirmou que elas prenunciam um novo ciclo de aperto monetário. Segundo o Procon, a taxa Selic (atualmente em 10,75% ao ano) pode ser elevada já neste mês pelo Copom (Comitê de Política Monetária) --a próxima reunião acontece nos dias 18 e 19.
"Com exigências maiores para emprestar, os bancos poderão repassar o aumento de custos para o consumidor, que terá de encarar taxas de juros mais altas e prazos menores de financiamento", disse.
EMPRÉSTIMO PESSOAL
A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,34% ao mês, indicando um acréscimo de 0,07 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 5,27% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa de empréstimo pessoal foi o Itaú, com 6,02% ao mês; a menor taxa média foi a do HSBC, de 4,30% ao mês. Na comparação entre a maior e menor taxa média em janeiro constata-se uma diferença de 1,27 p.p..
A única alteração promovida no mês foi feita pelo Bradesco, que elevou a taxa de empréstimo pessoal de 5,50% para 6,00% a.m., variação positiva de 9,09% em relação à taxa de dezembro.
CHEQUE ESPECIAL
O cheque especial teve taxa média de 9,13% ao mês, indicando um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 9,12% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa média anual de cheque especial foi o Banco Safra, com 12,3% ao mês; a menor taxa foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 7,15% ao mês.
A única alteração nesta taxa também foi promovida pelo Bradesco, de 8,40% para 8,45% a.m., alta de 0,60% em relação a dezembro.
RECOMENDAÇÕES
O Procon lembrou que o início de ano é um período sazonalmente marcado pelo aperto no orçamento das famílias brasileiras. "Passadas as festas de final de ano, o consumidor se vê diante das faturas do cartão de crédito, além de despesas com IPVA, IPTU, matrículas, material escolar, entre outras."
De acordo com o órgão, é preciso ter cautela ao contratar empréstimos para quitar essas despesas, evitando recorrer ao limite do cheque especial, que detém uma das taxas mais altas do mercado. Se o empréstimo for realmente necessário, disse, o consumidor deve pesquisar as modalidades de crédito mais baratas e priorizar sempre o pagamento das dívidas, antes de ceder a eventual impulso consumista.
As taxas de juros do empréstimo pessoal e cheque especial apresentaram leve alta em janeiro, segundo levantamento do Procon-SP divulgado nesta sexta-feira. No cheque especial houve acréscimo de 0,01 p.p. (ponto percentual), enquanto no empréstimo pessoal a alta foi de 0,07 p.p..
O levantamento, feito no dia 7 deste mês, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
De acordo com o Procon, seguindo o comportamento de relativa visto no ano passado, os bancos praticamente não alteraram suas taxas neste começo de 2011. "A expectativa do mercado, no entanto, é que esse cenário mude", afirmou.
O órgão citou as medidas para conter a expansão do crédito anunciadas pelo Banco Central no fim de 2010, e afirmou que elas prenunciam um novo ciclo de aperto monetário. Segundo o Procon, a taxa Selic (atualmente em 10,75% ao ano) pode ser elevada já neste mês pelo Copom (Comitê de Política Monetária) --a próxima reunião acontece nos dias 18 e 19.
"Com exigências maiores para emprestar, os bancos poderão repassar o aumento de custos para o consumidor, que terá de encarar taxas de juros mais altas e prazos menores de financiamento", disse.
EMPRÉSTIMO PESSOAL
A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,34% ao mês, indicando um acréscimo de 0,07 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 5,27% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa de empréstimo pessoal foi o Itaú, com 6,02% ao mês; a menor taxa média foi a do HSBC, de 4,30% ao mês. Na comparação entre a maior e menor taxa média em janeiro constata-se uma diferença de 1,27 p.p..
A única alteração promovida no mês foi feita pelo Bradesco, que elevou a taxa de empréstimo pessoal de 5,50% para 6,00% a.m., variação positiva de 9,09% em relação à taxa de dezembro.
CHEQUE ESPECIAL
O cheque especial teve taxa média de 9,13% ao mês, indicando um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 9,12% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa média anual de cheque especial foi o Banco Safra, com 12,3% ao mês; a menor taxa foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 7,15% ao mês.
A única alteração nesta taxa também foi promovida pelo Bradesco, de 8,40% para 8,45% a.m., alta de 0,60% em relação a dezembro.
RECOMENDAÇÕES
O Procon lembrou que o início de ano é um período sazonalmente marcado pelo aperto no orçamento das famílias brasileiras. "Passadas as festas de final de ano, o consumidor se vê diante das faturas do cartão de crédito, além de despesas com IPVA, IPTU, matrículas, material escolar, entre outras."
De acordo com o órgão, é preciso ter cautela ao contratar empréstimos para quitar essas despesas, evitando recorrer ao limite do cheque especial, que detém uma das taxas mais altas do mercado. Se o empréstimo for realmente necessário, disse, o consumidor deve pesquisar as modalidades de crédito mais baratas e priorizar sempre o pagamento das dívidas, antes de ceder a eventual impulso consumista.
VAI CONTRATAR UM EMPRÉSTIMO? VEJA QUANTO VOCÊ PAGARIA EM CADA BANCO
portal InfoMoney 14/01/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
A Fundação Procon de São Paulo divulgou, nesta sexta-feira (14), o comportamento dos juros do empréstimo pessoal e do cheque especial de janeiro e verificou que, nas duas modalidades, houve acréscimo em comparação com dezembro do ano passado.
A taxa média do empréstimo pessoal passou de 5,27% ao mês para 5,34% ao mês, devido ao avanço da taxa cobrada no Bradesco.
Já as taxas cobradas para o cheque especial apresentaram alta de 0,01 ponto percentual, ficando em 9,13% ao mês. Novamente, o aumento dos juros no Bradesco foi o motivo da alta.
O levantamento do Procon-SP foi realizado no dia 7 deste mês e envolveu Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
Comportamento por banco
Apesar de a maioria das instituições pesquisadas não terem alterado suas taxas de juros no primeiro mês do ano, é importante saber que elas variam de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente, dependendo da instituição onde o consumidor contrata o crédito.
Caso tomar crédito seja algo inevitável, deve-se ter atenção às variações de cobrança. A menor delas, para cheque especial, ainda pode ser encontrada na Caixa Econômica Federal (7,15% ao mês), enquanto a maior, conforme o Procon, ainda é verificada no Safra (12,30% a.m.).
Na tabela abaixo, é possível traduzir em valores quanto essa diferença representa. Para o cálculo, foi considerado que o cliente utilizou o limite de R$ 950 de sua conta-corrente pelo período de um mês:
*Valor contratado: R$ 950. Utilização: 1 mês
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)
Já quando se toma um empréstimo pessoal, a menor taxa pode ser encontrada no HSBC (4,30% ao mês). No Itaú é encontrada a maior taxa média para essa modalidade de crédito (6,02% a.m.). O cálculo a seguir mostra quanto custa emprestar R$ 1,5 mil para pagamento ao longo de 12 meses, assim como a variação do custo do dinheiro de banco para banco:
*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento durante 12 meses
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)
A Fundação Procon de São Paulo divulgou, nesta sexta-feira (14), o comportamento dos juros do empréstimo pessoal e do cheque especial de janeiro e verificou que, nas duas modalidades, houve acréscimo em comparação com dezembro do ano passado.
A taxa média do empréstimo pessoal passou de 5,27% ao mês para 5,34% ao mês, devido ao avanço da taxa cobrada no Bradesco.
Já as taxas cobradas para o cheque especial apresentaram alta de 0,01 ponto percentual, ficando em 9,13% ao mês. Novamente, o aumento dos juros no Bradesco foi o motivo da alta.
O levantamento do Procon-SP foi realizado no dia 7 deste mês e envolveu Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
Comportamento por banco
Apesar de a maioria das instituições pesquisadas não terem alterado suas taxas de juros no primeiro mês do ano, é importante saber que elas variam de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente, dependendo da instituição onde o consumidor contrata o crédito.
Caso tomar crédito seja algo inevitável, deve-se ter atenção às variações de cobrança. A menor delas, para cheque especial, ainda pode ser encontrada na Caixa Econômica Federal (7,15% ao mês), enquanto a maior, conforme o Procon, ainda é verificada no Safra (12,30% a.m.).
Na tabela abaixo, é possível traduzir em valores quanto essa diferença representa. Para o cálculo, foi considerado que o cliente utilizou o limite de R$ 950 de sua conta-corrente pelo período de um mês:
*Valor contratado: R$ 950. Utilização: 1 mês
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)
Já quando se toma um empréstimo pessoal, a menor taxa pode ser encontrada no HSBC (4,30% ao mês). No Itaú é encontrada a maior taxa média para essa modalidade de crédito (6,02% a.m.). O cálculo a seguir mostra quanto custa emprestar R$ 1,5 mil para pagamento ao longo de 12 meses, assim como a variação do custo do dinheiro de banco para banco:
*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento durante 12 meses
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)
Marcadores:
cheque especial,
crédito pessoal,
Procon-SP
10 de jan. de 2011
ENDIVIDADO TENTA SE EQUILIBRAR ENTRE ESPECIAL E ROTATIVO
portal Economia & Negócios 10/01/2011 - Fernando Nakagawa
Começo do mês é tempo de receber salário. A alegria, porém, dura pouco: contas chegam, o dinheiro sai e, em muitos casos, a conta fica no vermelho muito rapidamente. Dados do Banco Central mostram que, mesmo com o pagamento do salário, o início do mês é o período em que os brasileiros mais usam o limite da conta corrente e o crédito rotativo do cartão de crédito.
A entrada no cheque especial se concentra entre os dias 1.º e 10, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito , o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.
Levantamento do Estado que comparou a tomada de crédito em todos os dias úteis de 2009 revela que essas linhas de crédito estão sendo maciçamente usadas logo após o depósito do salário.
A situação é considerada preocupante por economistas porque indica que muitos consumidores contam com o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês e assim, pendurados no crédito, esperar até o próximo salário.
Na média, brasileiros entram diariamente no cheque especial em R$ 1,12 bilhão nos 10 primeiros dias do mês. No decorrer do mês, o dia 10 - tradicional data de pagamento de salários - é que concentra o maior uso do limite: R$ 1,48 bilhão. O valor é exatamente o dobro da data em que o crédito é menos usado, 24, cuja média é de R$ 737 milhões.
No cartão, a concentração é um pouco adiante: entre 5 e 15. Nesse período, operações como o uso do rotativo e o saque emergencial somam média diária de R$ 836,6 milhões. O valor é quase 60% maior que o visto no restante do mês. O ápice é no dia 12, quando a média atinge R$ 1,05 bilhão. O valor é quatro vezes maior que o movimento do dia 24, o menor valor do mês: R$ 274,8 milhões. Curiosamente, o menor uso do cheque especial e do rotativo do cartão acontecem no mesmo dia 24 de todo mês.
Bola de neve. "O comportamento é preocupante porque revela um estilo de vida em que as pessoas precisam se endividar para sempre. São consumidores que têm confiança de que receberão o salário no próximo mês e, por isso, tomam esses empréstimos sistematicamente logo após receber o salário", diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida.
Na teoria, consumidores concentram o vencimento das contas em datas próximas ao salário para que haja "casamento" entre receitas e despesas. Mas, na prática, é bem diferente. Juntas, as despesas correntes somam valor maior que a renda e, por isso, é preciso recorrer sempre ao cheque especial mesmo com o salário recém depositado.
Logo depois, o problema cresce porque chega o extrato do cartão com todas as compras do mês anterior. E, como a conta já está no vermelho, o jeito é pagar o mínimo e usar o rotativo.
Ou seja, as datas podem até coincidir, mas isso não resolve a situação porque são os valores que estão sempre descasados.
"Muitos clientes encararam com normalidade usar o cheque especial e pagar o mínimo do cartão todo mês. Isso não é adequado porque se houver qualquer imprevisto ou ele for demitido vira uma bola de neve", diz o superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.
Alto custo. Mesmo que não haja os imprevistos e o consumidor continue empregado, essa operação tem um custo, lembra Solimeo. O cheque especial é a segunda linha de crédito mais cara oferecida pelos bancos: juro médio de 163,6% ao ano.
No cartão de crédito é ainda pior: 238,3% anuais, simplesmente a mais cara operação de empréstimo do sistema financeiro. "O problema mora aí. Como usam todo mês e essas operações têm os maiores juros do País, a conta vai se acumulando e pode ficar inviável continuar tocando a vida com o cheque especial e o cartão", alerta o professor do Insper.
Começo do mês é tempo de receber salário. A alegria, porém, dura pouco: contas chegam, o dinheiro sai e, em muitos casos, a conta fica no vermelho muito rapidamente. Dados do Banco Central mostram que, mesmo com o pagamento do salário, o início do mês é o período em que os brasileiros mais usam o limite da conta corrente e o crédito rotativo do cartão de crédito.
A entrada no cheque especial se concentra entre os dias 1.º e 10, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito , o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.
Levantamento do Estado que comparou a tomada de crédito em todos os dias úteis de 2009 revela que essas linhas de crédito estão sendo maciçamente usadas logo após o depósito do salário.
A situação é considerada preocupante por economistas porque indica que muitos consumidores contam com o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês e assim, pendurados no crédito, esperar até o próximo salário.
Na média, brasileiros entram diariamente no cheque especial em R$ 1,12 bilhão nos 10 primeiros dias do mês. No decorrer do mês, o dia 10 - tradicional data de pagamento de salários - é que concentra o maior uso do limite: R$ 1,48 bilhão. O valor é exatamente o dobro da data em que o crédito é menos usado, 24, cuja média é de R$ 737 milhões.
No cartão, a concentração é um pouco adiante: entre 5 e 15. Nesse período, operações como o uso do rotativo e o saque emergencial somam média diária de R$ 836,6 milhões. O valor é quase 60% maior que o visto no restante do mês. O ápice é no dia 12, quando a média atinge R$ 1,05 bilhão. O valor é quatro vezes maior que o movimento do dia 24, o menor valor do mês: R$ 274,8 milhões. Curiosamente, o menor uso do cheque especial e do rotativo do cartão acontecem no mesmo dia 24 de todo mês.
Bola de neve. "O comportamento é preocupante porque revela um estilo de vida em que as pessoas precisam se endividar para sempre. São consumidores que têm confiança de que receberão o salário no próximo mês e, por isso, tomam esses empréstimos sistematicamente logo após receber o salário", diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida.
Na teoria, consumidores concentram o vencimento das contas em datas próximas ao salário para que haja "casamento" entre receitas e despesas. Mas, na prática, é bem diferente. Juntas, as despesas correntes somam valor maior que a renda e, por isso, é preciso recorrer sempre ao cheque especial mesmo com o salário recém depositado.
Logo depois, o problema cresce porque chega o extrato do cartão com todas as compras do mês anterior. E, como a conta já está no vermelho, o jeito é pagar o mínimo e usar o rotativo.
Ou seja, as datas podem até coincidir, mas isso não resolve a situação porque são os valores que estão sempre descasados.
"Muitos clientes encararam com normalidade usar o cheque especial e pagar o mínimo do cartão todo mês. Isso não é adequado porque se houver qualquer imprevisto ou ele for demitido vira uma bola de neve", diz o superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.
Alto custo. Mesmo que não haja os imprevistos e o consumidor continue empregado, essa operação tem um custo, lembra Solimeo. O cheque especial é a segunda linha de crédito mais cara oferecida pelos bancos: juro médio de 163,6% ao ano.
No cartão de crédito é ainda pior: 238,3% anuais, simplesmente a mais cara operação de empréstimo do sistema financeiro. "O problema mora aí. Como usam todo mês e essas operações têm os maiores juros do País, a conta vai se acumulando e pode ficar inviável continuar tocando a vida com o cheque especial e o cartão", alerta o professor do Insper.
15 de dez. de 2010
JUROS MENORES
jornal Folha de S. Paulo 15/12/2010 – Mercado Aberto
O Banco do Brasil vai oferecer linhas de crédito com juros menores para os clientes que utilizam o limite de cheque especial e o rotativo do cartão. A partir de amanhã, ao acessar o site, o cliente com saldo devedor vai visualizar a melhor alternativa de crédito disponível, considerando taxas e prazos.
O Banco do Brasil vai oferecer linhas de crédito com juros menores para os clientes que utilizam o limite de cheque especial e o rotativo do cartão. A partir de amanhã, ao acessar o site, o cliente com saldo devedor vai visualizar a melhor alternativa de crédito disponível, considerando taxas e prazos.
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