portal Economia e Negócios 05/09/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agência Estado)
O financiamento a veículos está crescendo a taxas menores e com inadimplência maior, segundo dados divulgados pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O segmento fechou julho com saldo total de R$ 196,2 bilhões, crescimento de 14,6% na comparação com julho de 2010, abaixo da taxa de expansão do ano passado ante 2009, que foi de 18,1%.
Em julho ante o mês anterior, a evolução foi de 0,7%, abaixo de junho ante maio, que ficou em 1%.
A Anef atribui a redução do ritmo de crescimento ao impacto das medidas macroprudenciais do Banco Central anunciada em dezembro para conter o crédito ao consumo. Para 2011, a estimativa é de que a carteira de financiamento tenha um desempenho menor, com um aumento de 10%. A alta da Selic para conter a inflação contribuiu para aumentar a inadimplência.
Nesse cenário, alguns bancos resolveram colocar o pé no freio. O Itaú Unibanco, por exemplo, ficou mais conservador e reduziu o ritmo de aprovações nos últimos meses. No ano passado, cerca de 60% a 70% das propostas de crédito para financiar veículos que o banco recebia eram aprovadas. Este ano, esse porcentual caiu para 35% a 40%, segundo teleconferência recente do banco para analistas e investidores. O Itaú trabalha com a expectativa que a carteira de veículos cresça entre 5% a 10% em 2011.
No segmento de financiamento a veículos, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) segue na preferência do consumidor e registrou aumento de 37% em julho ante o mesmo mês de 2010. Por outro o lado, o leasing continua perdendo espaço e o saldo recuou 34,1% no mesmo período.
No mês de julho, o saldo de crédito para aquisição de veículos respondeu por 5% do PIB (Produto Interno Bruto) e 10,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional. Do total de crédito a pessoa física, a linha representa 32,4%.
Inadimplência
O número de calotes apresentados neste segundo semestre segue em crescimento, diferente da expectativa da Anef. O saldo de inadimplentes no CDC de veículos para pessoa física, com atrasos acima de 90 dias, que estava em 3,8% em junho, chegou a 4%. Em julho de 2010, o indicador estava em 3,4%.
Com relação ao prazo médio do crédito, nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 43 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre. Já no mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.
Mostrando postagens com marcador financiamento de veículos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador financiamento de veículos. Mostrar todas as postagens
11 de set. de 2011
3 de ago. de 2011
HSBC NEGOCIA VENDA DE CARTEIRA DE VEÍCULOS PARA O PANAMERICANO
jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Adriana Cotias e Carolina Mandl
O HSBC Brasil está saindo do ramo de financiamento de veículos para não clientes. Desde sexta-feira, o banco suspendeu a oferta de crédito em 300 concessionárias e revendas de automóveis espalhadas pelo país. Segundo o Valor apurou, a instituição negocia a venda dessa carteira para o PanAmericano, cujo controle é compartilhado por BTG Pactual e Caixa. Estima-se que o portfólio de financiamento de veículos do HSBC some cerca de R$ 5 bilhões, mas não se sabe se a totalidade dos ativos seria transferida.
Na semana passada, cerca de 300 funcionários da área de crédito do HSBC foram demitidos, a fim de não carregar eventuais passivos trabalhistas para o PanAmericano caso o negócio seja concretizado. A expectativa é de que parte dos empregados do banco inglês seja aproveitada na nova estrutura. Alguns deles teriam, inclusive, sido entrevistados pelo presidente do PanAmericano, José Luiz Acar Pedro.
Um nome que já estaria definido para migrar para o PanAmericano é o do diretor da área de financiamento de veículos do HSBC, Sergio Antonio Cipovicci, há 14 anos na posição. Haveria, entretanto, um período de transição por conta de operações de créditos liberadas para as concessionárias e que estão em andamento.
Em maio, por ocasião da apresentação da matriz do HSBC para investidores, o grupo inglês sinalizava a saída de negócios considerados não estratégicos na América Latina, como da área de fundos de pensão no México e na Costa Rica. Numa citação ao Brasil, falava em "racionalização" de portfólios em financiamento de veículos e crédito consignado.
Questionado pelo Valor a respeito, o presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, explicou que o banco interrompera a compra de carteiras com desconto em folha e que tinha diminuído o passo no financiamento de veículos, além de abandonar a estratégia de buscar clientes por meio da Losango, o braço de financiamento ao consumo. "Parei com isso para focar nosso próprio cliente ", disse Engel.
Internamente o que se comenta é que o grupo inglês nunca viu com bons olhos a oferta de financiamento de veículos para não clientes, estrutura que só existe no Brasil.
Para o PanAmericano, o negócio engordaria uma das suas principais linhas de atuação. Em entrevista recente ao Valor, Acar afirmou que a carteira de crédito do banco tem potencial para alcançar cerca de R$ 35 bilhões entre três e quatro anos. Até março, a área de veículos representava 56% do portfólio total de R$ 10,2 bilhões. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o banco informou que pretendia aumentar a participação de veículos novos e de crédito consignado para melhorar o risco da carteira.
O HSBC não confirma a negociação com o PanAmericano. Procurado, o banco apenas informou que decidiu parar de conceder crédito para financiar a compra de automóveis por meio de revendas. Desde ontem, a instituição passou a só fazer financiamentos por meio da rede bancária própria, deixando de lado as operações com os 300 pontos de venda que eram seus parceiros. A assessoria de imprensa do PanAmericano informou que o banco não comprou a carteira de R$ 5 bilhões do HSBC e que mantém habitualmente contato com revendedores de veículos.
O HSBC Brasil está saindo do ramo de financiamento de veículos para não clientes. Desde sexta-feira, o banco suspendeu a oferta de crédito em 300 concessionárias e revendas de automóveis espalhadas pelo país. Segundo o Valor apurou, a instituição negocia a venda dessa carteira para o PanAmericano, cujo controle é compartilhado por BTG Pactual e Caixa. Estima-se que o portfólio de financiamento de veículos do HSBC some cerca de R$ 5 bilhões, mas não se sabe se a totalidade dos ativos seria transferida.
Na semana passada, cerca de 300 funcionários da área de crédito do HSBC foram demitidos, a fim de não carregar eventuais passivos trabalhistas para o PanAmericano caso o negócio seja concretizado. A expectativa é de que parte dos empregados do banco inglês seja aproveitada na nova estrutura. Alguns deles teriam, inclusive, sido entrevistados pelo presidente do PanAmericano, José Luiz Acar Pedro.
Um nome que já estaria definido para migrar para o PanAmericano é o do diretor da área de financiamento de veículos do HSBC, Sergio Antonio Cipovicci, há 14 anos na posição. Haveria, entretanto, um período de transição por conta de operações de créditos liberadas para as concessionárias e que estão em andamento.
Em maio, por ocasião da apresentação da matriz do HSBC para investidores, o grupo inglês sinalizava a saída de negócios considerados não estratégicos na América Latina, como da área de fundos de pensão no México e na Costa Rica. Numa citação ao Brasil, falava em "racionalização" de portfólios em financiamento de veículos e crédito consignado.
Questionado pelo Valor a respeito, o presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, explicou que o banco interrompera a compra de carteiras com desconto em folha e que tinha diminuído o passo no financiamento de veículos, além de abandonar a estratégia de buscar clientes por meio da Losango, o braço de financiamento ao consumo. "Parei com isso para focar nosso próprio cliente ", disse Engel.
Internamente o que se comenta é que o grupo inglês nunca viu com bons olhos a oferta de financiamento de veículos para não clientes, estrutura que só existe no Brasil.
Para o PanAmericano, o negócio engordaria uma das suas principais linhas de atuação. Em entrevista recente ao Valor, Acar afirmou que a carteira de crédito do banco tem potencial para alcançar cerca de R$ 35 bilhões entre três e quatro anos. Até março, a área de veículos representava 56% do portfólio total de R$ 10,2 bilhões. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o banco informou que pretendia aumentar a participação de veículos novos e de crédito consignado para melhorar o risco da carteira.
O HSBC não confirma a negociação com o PanAmericano. Procurado, o banco apenas informou que decidiu parar de conceder crédito para financiar a compra de automóveis por meio de revendas. Desde ontem, a instituição passou a só fazer financiamentos por meio da rede bancária própria, deixando de lado as operações com os 300 pontos de venda que eram seus parceiros. A assessoria de imprensa do PanAmericano informou que o banco não comprou a carteira de R$ 5 bilhões do HSBC e que mantém habitualmente contato com revendedores de veículos.
Marcadores:
Banco PanAmericano,
financiamento de veículos,
HSBC
27 de jul. de 2011
FILÃO DE CRÉDITO ALÉM DE CAMINHÕES
jornal Brasil Econômico 26/07/2011 – Ana Paula Machado
O bom desempenho das vendas de automóveis e veículos comerciais leves nos últimos anos tem atraído bancos ligados a montadoras, cujo maior negócio até agora é o financiamento de caminhões. É o caso do Banco Mercedes-Benz e do Iveco Capital, instituições que, estimuladas por projeções animadoras, criaram este ano áreas dedicadas ao segmento.
O diretor executivo do Banco Mercedes, Angel Martínez, diz que a meta é que o empréstimo para carteira que exclui veículos pesados represente 10% do total da instituição já no próximo ano. Já no primeiro semestre, os negócios nesta modalidade alcançaram cerca de R$ 55 milhões, o que representou 6,5% do total financiado.
“Com esse resultado, o banco conquistou quase o total financiado em todo o ano de 2010, 672 unidades, o que gerou R$ 54 milhões. A meta é, em 18 meses, chegar a 10% de participação de automóveis no volume de novos negócios. Dessa forma, a instituição alcançará 20% das vendas totais da Mercedes-Benz”, diz Martínez.
Para aumentar a participação do financiamento de automóveis, o banco realizou investimentos em atendimento ,montando uma equipe para tratar exclusivamente de financiamento de automóveis. “Antes não tínhamos pessoas especializadas nesse tipo de produto. Como o nosso maior negócio é o financiamento de veículos pesados, essa área ficava descoberta e, com isso, os clientes migravam para outros bancos.”
O Mercedes-Benz atualmente trabalha com taxa mensal de 1,09% para financiamentos em 24meses. O prazo médio dos financiamentos realizados pelo banco é de 20 meses para automóveis. Além disso, em conjunto com a montadora, a instituição realizou campanhas com linhas de crédito especiais para novos clientes.
“Isso vai ajudar em muito nossa meta de deter 10% dos negócios em financiamentos de automóveis. As diferentes versões do sedã Classe C responderam por 47% dos financiamentos realizados pelo Banco Mercedes no primeiro semestre”, detalha.
No Iveco Capital, a estratégia também é aumentar o foco em comerciais leves. Assim como o concorrente, a instituição está estruturando uma área dedicada ao produto e neste mês terá uma equipe especializada no financiamento de vans e veículos leves em cada concessionária Iveco.
O diretor da divisão Iveco Capital, Jucivaldo Feitosa, diz que hoje há uma demanda por esse crédito e a instituição perdia negócios por não ter profissionais especializados. “O mercado está crescendo e tínhamos um pouco de dificuldade de responder à altura. Além de uma equipe focada na venda do financiamento de caminhão, havia muita burocracia”, afirma Feitosa. “Agora, estamos mais ágeis e os negócios tendema crescer.”
A meta é deter 30% dos financiamentos dos comerciais leves vendidos pela Iveco já em2012. Hoje, a carteira do banco para esse produto não passa de 12%. Em três anos de atuação, o Iveco Capital registrou 7.806 contratos ativos no varejo, correspondente a R$ 1,52 bilhão. Como resultado, a instituição abocanha 26,06% das vendas totais da montadora. Quando consideradas apenas as vendas financiadas da montadora, a participação do banco sobe para 35,79%. Só no primeiro semestre, o volume financiado foi 42,13%maior que no mesmo período de 2010, totalizando R$ 316 milhões.
Ritmo das vendas estimula os financiadores
A atenção dada por bancos ao financiamento de veículos reflete o aquecimento de vendas na ponta das montadoras. No primeiro semestre, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram1,63 milhão de unidades, aumento de 9,5% no comparativo com o mesmo período do ano passado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). E não foram somente as montadoras nacionais que surfaram nessa onda. AMercedes-Benz teve omelhor desempenho em toda história da empresa no país. No período, a marca apresentou crescimento de 16% na comparação com a mesma base do ano passado, chegando a 3,94 mil unidades comercializadas.
O gerente sênior de vendas da marca, Dirlei Dias, diz que o bom desempenho foi possível em função de uma estrutura de financiamento competitiva, que atraiu novos clientes. Para se ter uma ideia, 35% dos automóveis vendidos no período foram para novos consumidores.
“Sem a parceria com a montadora, esse aumento seria menor. Mas tudo isso faz parte de um plano de alcançarmos um crescimento de 40% nas vendas este ano”, afirma. A empresa espera comercializar 10 mil carros em2011. “Mas, como o mercado está muito aquecido, acredito que devemos ultrapassar essa meta e chegar a 45% de alta este ano.” As diferentes versões do sedã Classe C responderam por 47% dos financiamentos realizados pelo Banco Mercedes-Benz no primeiro semestre deste ano.
Ritmo acelerado
As vendas da Iveco, no mercado acima de 2,8 toneladas (comerciais leves), atingiram 9,15 mil veículos nos seis meses de 2011 ante 6,01 mil comercializados no mesmo período do ano passado - alta de 52%. Enquanto isso, o mercado total de caminhões cresceu 14% no período.
Para o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, os números mostram a estratégia acertada em ter modelos em todas as faixas no mercado brasileiro, além de um pós-venda e financiamentos competitivos. “Temos produtos que competem nos segmentos que mais crescem no país. O Daily (van da marca), por exemplo, cresceu 55% no semestre”, diz Cavalcanti.
O bom desempenho das vendas de automóveis e veículos comerciais leves nos últimos anos tem atraído bancos ligados a montadoras, cujo maior negócio até agora é o financiamento de caminhões. É o caso do Banco Mercedes-Benz e do Iveco Capital, instituições que, estimuladas por projeções animadoras, criaram este ano áreas dedicadas ao segmento.
O diretor executivo do Banco Mercedes, Angel Martínez, diz que a meta é que o empréstimo para carteira que exclui veículos pesados represente 10% do total da instituição já no próximo ano. Já no primeiro semestre, os negócios nesta modalidade alcançaram cerca de R$ 55 milhões, o que representou 6,5% do total financiado.
“Com esse resultado, o banco conquistou quase o total financiado em todo o ano de 2010, 672 unidades, o que gerou R$ 54 milhões. A meta é, em 18 meses, chegar a 10% de participação de automóveis no volume de novos negócios. Dessa forma, a instituição alcançará 20% das vendas totais da Mercedes-Benz”, diz Martínez.
Para aumentar a participação do financiamento de automóveis, o banco realizou investimentos em atendimento ,montando uma equipe para tratar exclusivamente de financiamento de automóveis. “Antes não tínhamos pessoas especializadas nesse tipo de produto. Como o nosso maior negócio é o financiamento de veículos pesados, essa área ficava descoberta e, com isso, os clientes migravam para outros bancos.”
O Mercedes-Benz atualmente trabalha com taxa mensal de 1,09% para financiamentos em 24meses. O prazo médio dos financiamentos realizados pelo banco é de 20 meses para automóveis. Além disso, em conjunto com a montadora, a instituição realizou campanhas com linhas de crédito especiais para novos clientes.
“Isso vai ajudar em muito nossa meta de deter 10% dos negócios em financiamentos de automóveis. As diferentes versões do sedã Classe C responderam por 47% dos financiamentos realizados pelo Banco Mercedes no primeiro semestre”, detalha.
No Iveco Capital, a estratégia também é aumentar o foco em comerciais leves. Assim como o concorrente, a instituição está estruturando uma área dedicada ao produto e neste mês terá uma equipe especializada no financiamento de vans e veículos leves em cada concessionária Iveco.
O diretor da divisão Iveco Capital, Jucivaldo Feitosa, diz que hoje há uma demanda por esse crédito e a instituição perdia negócios por não ter profissionais especializados. “O mercado está crescendo e tínhamos um pouco de dificuldade de responder à altura. Além de uma equipe focada na venda do financiamento de caminhão, havia muita burocracia”, afirma Feitosa. “Agora, estamos mais ágeis e os negócios tendema crescer.”
A meta é deter 30% dos financiamentos dos comerciais leves vendidos pela Iveco já em2012. Hoje, a carteira do banco para esse produto não passa de 12%. Em três anos de atuação, o Iveco Capital registrou 7.806 contratos ativos no varejo, correspondente a R$ 1,52 bilhão. Como resultado, a instituição abocanha 26,06% das vendas totais da montadora. Quando consideradas apenas as vendas financiadas da montadora, a participação do banco sobe para 35,79%. Só no primeiro semestre, o volume financiado foi 42,13%maior que no mesmo período de 2010, totalizando R$ 316 milhões.
Ritmo das vendas estimula os financiadores
A atenção dada por bancos ao financiamento de veículos reflete o aquecimento de vendas na ponta das montadoras. No primeiro semestre, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram1,63 milhão de unidades, aumento de 9,5% no comparativo com o mesmo período do ano passado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). E não foram somente as montadoras nacionais que surfaram nessa onda. AMercedes-Benz teve omelhor desempenho em toda história da empresa no país. No período, a marca apresentou crescimento de 16% na comparação com a mesma base do ano passado, chegando a 3,94 mil unidades comercializadas.
O gerente sênior de vendas da marca, Dirlei Dias, diz que o bom desempenho foi possível em função de uma estrutura de financiamento competitiva, que atraiu novos clientes. Para se ter uma ideia, 35% dos automóveis vendidos no período foram para novos consumidores.
“Sem a parceria com a montadora, esse aumento seria menor. Mas tudo isso faz parte de um plano de alcançarmos um crescimento de 40% nas vendas este ano”, afirma. A empresa espera comercializar 10 mil carros em2011. “Mas, como o mercado está muito aquecido, acredito que devemos ultrapassar essa meta e chegar a 45% de alta este ano.” As diferentes versões do sedã Classe C responderam por 47% dos financiamentos realizados pelo Banco Mercedes-Benz no primeiro semestre deste ano.
Ritmo acelerado
As vendas da Iveco, no mercado acima de 2,8 toneladas (comerciais leves), atingiram 9,15 mil veículos nos seis meses de 2011 ante 6,01 mil comercializados no mesmo período do ano passado - alta de 52%. Enquanto isso, o mercado total de caminhões cresceu 14% no período.
Para o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, os números mostram a estratégia acertada em ter modelos em todas as faixas no mercado brasileiro, além de um pós-venda e financiamentos competitivos. “Temos produtos que competem nos segmentos que mais crescem no país. O Daily (van da marca), por exemplo, cresceu 55% no semestre”, diz Cavalcanti.
Marcadores:
financiamento de veículos,
Iveco,
Mercedez-Bens
8 de jul. de 2011
ANFAVEA: INADIMPLÊNCIA SOBE EM MAIO ANTE ABRIL
portal Economia & Negócios 06/07/2011 - Silvana Mautone (Agencia Estado)
A inadimplência nas vendas de automóveis no Brasil continua crescendo, apesar de ainda estar bem abaixo da inadimplência geral do mercado. Segundo dados divulgados na tarde de hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os dados mais recentes, referentes a maio, mostram que 3,6% dos clientes apresentaram atrasos superiores a 90 dias, ante 3,2% em abril. Em janeiro, o índice era de 2,6%.
"A inadimplência vem crescendo, mas o nosso setor ainda é o que tem um dos índices mais baixos do mercado. A média geral é de 6,4%", afirma o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Ainda de acordo com a Anfavea, as medidas macroprudenciais anunciadas pelo governo no final do ano passado para conter o consumo fizeram com que as vendas do setor à vista passassem de 32% no final do ano passado para 38% hoje. Em contrapartida, as vendas a prazo passaram de 68% a 62%.
A indústria automotiva brasileira encerrou o primeiro semestre deste ano com um saldo negativo entre suas importações e exportações de 140 mil veículos. O volume é 350% maior que o registrado nos seis primeiros meses de 2010, quando o número de importados havia superado as exportações em 40 mil unidades, conforme a Anfavea.
No semestre, as vendas de veículos no Brasil cresceu 10% em relação ao ano passado, totalizando 1,74 milhão de unidades. "Esse crescimento foi sustentado pelas vendas dos importados, que avançou 38% no período, enquanto a dos nacionais avançou apenas 3,9%", afirmou Belini.
No cenário mundial, com dados até maio, o Brasil passou da quarta para a sexta posição entre os maiores mercados de vendas de automóveis. "Fomos ultrapassados pela Alemanha e pela Índia", afirmou o presidente da Anfavea.
A China é a líder, com 7,9 milhões de veículos comercializados, seguida pelos Estados Unidos (5,3 milhões), Japão (1,6 milhão), Alemanha (1,5 milhão), Índia (1,44 milhão) e Brasil (1,43 milhão). "A diferença do Brasil é pequena entre a Alemanha e a Índia, mas o recuo é reflexo das medidas macroprudenciais do governo brasileiro, que restringiu o crédito e aumentou os juros neste ano", avalia o executivo.
A inadimplência nas vendas de automóveis no Brasil continua crescendo, apesar de ainda estar bem abaixo da inadimplência geral do mercado. Segundo dados divulgados na tarde de hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os dados mais recentes, referentes a maio, mostram que 3,6% dos clientes apresentaram atrasos superiores a 90 dias, ante 3,2% em abril. Em janeiro, o índice era de 2,6%.
"A inadimplência vem crescendo, mas o nosso setor ainda é o que tem um dos índices mais baixos do mercado. A média geral é de 6,4%", afirma o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Ainda de acordo com a Anfavea, as medidas macroprudenciais anunciadas pelo governo no final do ano passado para conter o consumo fizeram com que as vendas do setor à vista passassem de 32% no final do ano passado para 38% hoje. Em contrapartida, as vendas a prazo passaram de 68% a 62%.
A indústria automotiva brasileira encerrou o primeiro semestre deste ano com um saldo negativo entre suas importações e exportações de 140 mil veículos. O volume é 350% maior que o registrado nos seis primeiros meses de 2010, quando o número de importados havia superado as exportações em 40 mil unidades, conforme a Anfavea.
No semestre, as vendas de veículos no Brasil cresceu 10% em relação ao ano passado, totalizando 1,74 milhão de unidades. "Esse crescimento foi sustentado pelas vendas dos importados, que avançou 38% no período, enquanto a dos nacionais avançou apenas 3,9%", afirmou Belini.
No cenário mundial, com dados até maio, o Brasil passou da quarta para a sexta posição entre os maiores mercados de vendas de automóveis. "Fomos ultrapassados pela Alemanha e pela Índia", afirmou o presidente da Anfavea.
A China é a líder, com 7,9 milhões de veículos comercializados, seguida pelos Estados Unidos (5,3 milhões), Japão (1,6 milhão), Alemanha (1,5 milhão), Índia (1,44 milhão) e Brasil (1,43 milhão). "A diferença do Brasil é pequena entre a Alemanha e a Índia, mas o recuo é reflexo das medidas macroprudenciais do governo brasileiro, que restringiu o crédito e aumentou os juros neste ano", avalia o executivo.
Marcadores:
Anfavea,
financiamento de veículos,
inadimplência
30 de jun. de 2011
BC: CONCESSÃO DIÁRIA DE CRÉDITO AO CONSUMIDOR ATINGE R$ 3,482 BI EM MAIO
portal InfoMoney 28/06/2011 - Diego Lazzaris Borges
As concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 76,603 bilhões no quinto mês de 2011, o que equivale a uma média diária de R$ 3,482 bilhões. Na comparação com abril (R$ 3,648 bilhões), em termos de média diária concedida, foi registrada queda de 4,55%. Já em relação a maio de 2010 (R$ 3,134 bilhões), houve alta de 11,10%.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (28), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões diárias. A modalidade foi responsável por 34,57% de todo o crédito concedido em maio.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (26,27%) e o crédito pessoal (20,34%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade para maio de 2010, além de abril e maio deste ano:
As concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 76,603 bilhões no quinto mês de 2011, o que equivale a uma média diária de R$ 3,482 bilhões. Na comparação com abril (R$ 3,648 bilhões), em termos de média diária concedida, foi registrada queda de 4,55%. Já em relação a maio de 2010 (R$ 3,134 bilhões), houve alta de 11,10%.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (28), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões diárias. A modalidade foi responsável por 34,57% de todo o crédito concedido em maio.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (26,27%) e o crédito pessoal (20,34%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade para maio de 2010, além de abril e maio deste ano:
28 de jun. de 2011
REDUÇÃO DO CRÉDITO AFETA VENDAS DE VEÍCULOS
jornal DCI 27/06/2011 - Marcelle Gutierrez
As medidas macroprudenciais de contenção da inflação, que consistem em aumento da taxa básica de juros (Selic) de 12,25%, elevação dos depósitos compulsórios e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já se refletem diretamente no financiamento de veículos, o que ocasiona a redução do ritmo de crescimento das vendas. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 20 dias de junho houve queda de 5% na comparação com o mesmo período de maio. Para 2011, a projeção de crescimento era de 20% até março, mas foi reajustada para 5%. Segundo analistas, a redução de prazos, o aumento do valor da entrada e a avaliação mais criteriosa por parte das instituições financeiras justificam a redução.
Segundo o Banco Central, o crédito para aquisição de veículos por pessoa física (PF) corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 32,7% do total do crédito destinado a PF em abril. No saldo total, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) totalizou R$ 151,77 bilhões em abril, acréscimo de 1,7% em relação ao mês anterior, de R$ 149,29, o que reforça a redução do ritmo de crescimento, já que no período anterior, de outubro a novembro, a elevação foi de 4,70%, de R$ 130,1 bilhões para R$ 136,2 bilhões.
O número de concessões acumuladas em relação a março de 2011, de acordo com o Banco Central, caiu 5,2%, de R$ 8,08 bilhões para R$ 7,66 bilhões. No ano, a queda foi de 31,1%.
O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Campelo, confirma que as medidas para reduzir o consumo se refletem no setor automotivo por causa do aumento da taxa de juros, IOF e compulsório, que retirou recursos do mercado. "Até março a projeção vinha com dois dígitos, e agora está com um. Nesse setor houve um delay [atraso] para os efeitos começarem a ser sentidos, mas já percebemos que mês a mês o ritmo de crescimento das vendas diminui."
Na comparação com abril de 2010, as taxas de juros mensais aumentaram de 1,78% para 2,27% em abril deste ano. Já as taxas anuais saltaram de 23,53% para 30,88% no mesmo período, apontou a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Para desacelerar a economia, o governo aumenta os juros e impacta diretamente no financiamento para manter o spread bancário. O reflexo em veículos é maior, porque a garantia de quitação da dívida é diferente de outras linhas, como o consignado.
Por esse motivo, os bancos elevam as taxas de juros de carteiras de maior risco", explica Orlando V. Sampaio Jr, professor de Administração da ESPM.
A diminuição dos prazos é apontada como uma das causas da redução do ritmo de crescimento da venda de automóveis pelo professor da Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro. "O financiamento de veículos foi o mais atingido. O prazo médio caiu de 45 meses, antes das medidas macroprudenciais, para 35 meses, segundo o BC. Com isso, o valor médio das prestações subiu 20% e também aconteceu o aumento do valor da entrada obrigatória", pontua Polidoro, que acrescenta: "O brasileiro tem a cultura de tomar a decisão de acordo com o valor da parcela".
Os planos máximos disponibilizados aos consumidores para a compra foram reduzidos de 80 meses em abril do último ano para 60 meses no mesmo período de 2011, segundo a Anef.
No que se refere às modalidades de pagamento, os financiamentos continuam com a maior participação, de 49%. Em seguida, aparecem as compras à vista, 39%, e consórcios e leasing, ambos com 6%, aponta a Anef.
As medidas macroprudenciais de contenção da inflação, que consistem em aumento da taxa básica de juros (Selic) de 12,25%, elevação dos depósitos compulsórios e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já se refletem diretamente no financiamento de veículos, o que ocasiona a redução do ritmo de crescimento das vendas. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 20 dias de junho houve queda de 5% na comparação com o mesmo período de maio. Para 2011, a projeção de crescimento era de 20% até março, mas foi reajustada para 5%. Segundo analistas, a redução de prazos, o aumento do valor da entrada e a avaliação mais criteriosa por parte das instituições financeiras justificam a redução.
Segundo o Banco Central, o crédito para aquisição de veículos por pessoa física (PF) corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 32,7% do total do crédito destinado a PF em abril. No saldo total, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) totalizou R$ 151,77 bilhões em abril, acréscimo de 1,7% em relação ao mês anterior, de R$ 149,29, o que reforça a redução do ritmo de crescimento, já que no período anterior, de outubro a novembro, a elevação foi de 4,70%, de R$ 130,1 bilhões para R$ 136,2 bilhões.
O número de concessões acumuladas em relação a março de 2011, de acordo com o Banco Central, caiu 5,2%, de R$ 8,08 bilhões para R$ 7,66 bilhões. No ano, a queda foi de 31,1%.
O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Campelo, confirma que as medidas para reduzir o consumo se refletem no setor automotivo por causa do aumento da taxa de juros, IOF e compulsório, que retirou recursos do mercado. "Até março a projeção vinha com dois dígitos, e agora está com um. Nesse setor houve um delay [atraso] para os efeitos começarem a ser sentidos, mas já percebemos que mês a mês o ritmo de crescimento das vendas diminui."
Na comparação com abril de 2010, as taxas de juros mensais aumentaram de 1,78% para 2,27% em abril deste ano. Já as taxas anuais saltaram de 23,53% para 30,88% no mesmo período, apontou a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Para desacelerar a economia, o governo aumenta os juros e impacta diretamente no financiamento para manter o spread bancário. O reflexo em veículos é maior, porque a garantia de quitação da dívida é diferente de outras linhas, como o consignado.
Por esse motivo, os bancos elevam as taxas de juros de carteiras de maior risco", explica Orlando V. Sampaio Jr, professor de Administração da ESPM.
A diminuição dos prazos é apontada como uma das causas da redução do ritmo de crescimento da venda de automóveis pelo professor da Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro. "O financiamento de veículos foi o mais atingido. O prazo médio caiu de 45 meses, antes das medidas macroprudenciais, para 35 meses, segundo o BC. Com isso, o valor médio das prestações subiu 20% e também aconteceu o aumento do valor da entrada obrigatória", pontua Polidoro, que acrescenta: "O brasileiro tem a cultura de tomar a decisão de acordo com o valor da parcela".
Os planos máximos disponibilizados aos consumidores para a compra foram reduzidos de 80 meses em abril do último ano para 60 meses no mesmo período de 2011, segundo a Anef.
No que se refere às modalidades de pagamento, os financiamentos continuam com a maior participação, de 49%. Em seguida, aparecem as compras à vista, 39%, e consórcios e leasing, ambos com 6%, aponta a Anef.
Marcadores:
Anef,
Anfavea,
financiamento de veículos
18 de mai. de 2011
PANAMERICANO QUER ELEVAR ATUAÇÃO NO FINANCIAMENTO DE CARRO ZERO KM
portal G1 16/05/2011
O Banco Panamericano quer elevar a sua atuação no mercado de financiamentos de veículos novos. O diretor superintendente da instituição, José Luiz Acar Pedro afirmou nesta segunda-feira que este segmento representa cerca de apenas 1% dos empréstimos concedidos para a compra de veículos.
Hoje, o principal mercado de atuação do Panamericano é o financiamento de veículos seminovos e usados. “Vamos focar no também no veículo zero para ter uma participação um pouco mais relevante nesse segmento”, disse o diretor, durante teleconferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2011.
Nesta segunda-feira, o Panamericano anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 76,1 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 133,6 milhões sofrido em dezembro de 2010.
Apesar do lucro, a carteira total de crédito do banco era de R$ 10,2 bilhões ao final do primeiro trimestre, ante R$ 13,3 bilhões em dezembro de 2010.
"A redução da carteira no trimestre se deveu, sobretudo, à cessão de direitos creditórios no valor de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para o FGC (Fundo Garantidor de Crédito)", informou o banco em comunicado aos acionistas. Segundo Pedro, essa operação já estava prevista dentro do acordo que definiu a venda da participação do Grupo Silvio Santos no banco para o BTG Pactual. Ainda de acordo com o executivo, dos R$ 3,5 bilhões cedidos, o BTG Pactual ficou com o equivalente a 80%.
De acordo com a diretoria do banco, a queda também foi influenciada pelo cenário macroeconômico e pela decisão da administração de rever e aperfeiçoar as regras de concessão. .
O diretor superintendente do Panamericano disse que o banco espera retomar o ritmo de concessão de crédito "até o final do semestre". O executivo preferiu, porém, não fazer projeções sobre os resultados do Panamericano em 2011. "Ainda é cedo para falar de resultados, ainda estamos fazendo revisão dos processos e produtos. Mas a perspectiva é de manter o crescimento das atividades e, consequentemente, o resultado ir acompanhando", disse.
Pedro explicou ainda que uma nova comparação entre resultados do banco só será possível em dezembro. Segundo ele, não é possível reconstiuir os dados anteriores a novembro de 2010. No ano passado, o Panamericano foi alvo de escândalo contábil que revelou um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.
"A base de comparação com período anteriores está comprometida, são números que não têm consistência", disse.
Financiamentos e cartões
O crédito para pessoas físicas correspondeu 88% da carteira retida no trimestre, com destaque para o setor de financiamento de veículos, onde foram concedidos R$ 985,9 milhões em novos financiamentos: R$ 329,5 para veículos leves, R$ 284,9 milhões para motos e R$ 371,5 milhões para veículos pesados.
O banco está presente em 25.802 concessionárias e revendedoras de veículos novos e usados, onde atua através de 1.102 contatos comerciais, entre próprios e terceiros.
O Panamericano também aposta no crescimento da sua atuação no mercado de cartão de crédito. No 1º trimestre, o banco contabilizou a emissão de 292,6 mil novos cartões, nas bandeiras Visa e MasterCard. Segundo a diretoria do Panamericano, a base de contas cresceu 5,2% no período, atingindo volume total de 2,29 milhões de contas.
Em abril, o Panamericano lançou no mercado, em parceria com a MasterCard e a Rêv Worldwide um cartão pré-pago multiuso, que pode ser usado para compras em toda rede MasterCard, além de oferecer funcionalidades de saque e transferência.
O Banco Panamericano quer elevar a sua atuação no mercado de financiamentos de veículos novos. O diretor superintendente da instituição, José Luiz Acar Pedro afirmou nesta segunda-feira que este segmento representa cerca de apenas 1% dos empréstimos concedidos para a compra de veículos.
Hoje, o principal mercado de atuação do Panamericano é o financiamento de veículos seminovos e usados. “Vamos focar no também no veículo zero para ter uma participação um pouco mais relevante nesse segmento”, disse o diretor, durante teleconferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2011.
Nesta segunda-feira, o Panamericano anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 76,1 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 133,6 milhões sofrido em dezembro de 2010.
Apesar do lucro, a carteira total de crédito do banco era de R$ 10,2 bilhões ao final do primeiro trimestre, ante R$ 13,3 bilhões em dezembro de 2010.
"A redução da carteira no trimestre se deveu, sobretudo, à cessão de direitos creditórios no valor de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para o FGC (Fundo Garantidor de Crédito)", informou o banco em comunicado aos acionistas. Segundo Pedro, essa operação já estava prevista dentro do acordo que definiu a venda da participação do Grupo Silvio Santos no banco para o BTG Pactual. Ainda de acordo com o executivo, dos R$ 3,5 bilhões cedidos, o BTG Pactual ficou com o equivalente a 80%.
De acordo com a diretoria do banco, a queda também foi influenciada pelo cenário macroeconômico e pela decisão da administração de rever e aperfeiçoar as regras de concessão. .
O diretor superintendente do Panamericano disse que o banco espera retomar o ritmo de concessão de crédito "até o final do semestre". O executivo preferiu, porém, não fazer projeções sobre os resultados do Panamericano em 2011. "Ainda é cedo para falar de resultados, ainda estamos fazendo revisão dos processos e produtos. Mas a perspectiva é de manter o crescimento das atividades e, consequentemente, o resultado ir acompanhando", disse.
Pedro explicou ainda que uma nova comparação entre resultados do banco só será possível em dezembro. Segundo ele, não é possível reconstiuir os dados anteriores a novembro de 2010. No ano passado, o Panamericano foi alvo de escândalo contábil que revelou um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.
"A base de comparação com período anteriores está comprometida, são números que não têm consistência", disse.
Financiamentos e cartões
O crédito para pessoas físicas correspondeu 88% da carteira retida no trimestre, com destaque para o setor de financiamento de veículos, onde foram concedidos R$ 985,9 milhões em novos financiamentos: R$ 329,5 para veículos leves, R$ 284,9 milhões para motos e R$ 371,5 milhões para veículos pesados.
O banco está presente em 25.802 concessionárias e revendedoras de veículos novos e usados, onde atua através de 1.102 contatos comerciais, entre próprios e terceiros.
O Panamericano também aposta no crescimento da sua atuação no mercado de cartão de crédito. No 1º trimestre, o banco contabilizou a emissão de 292,6 mil novos cartões, nas bandeiras Visa e MasterCard. Segundo a diretoria do Panamericano, a base de contas cresceu 5,2% no período, atingindo volume total de 2,29 milhões de contas.
Em abril, o Panamericano lançou no mercado, em parceria com a MasterCard e a Rêv Worldwide um cartão pré-pago multiuso, que pode ser usado para compras em toda rede MasterCard, além de oferecer funcionalidades de saque e transferência.
11 de mai. de 2011
BB TERÁ JUROS DIFERENCIADOS PARA CADA PERFIL DE PESSOA FÍSICA
jornal Brasil Econômico 11/05/2011 - Ana Paula Ribeiro
O Banco do Brasil trabalha para ser mais competitivo no crédito da pessoa física e assim alcançar a liderança nesse segmento. Internamente a instituição desenvolveu modelos que irão permitir a oferta de taxas e produtos de acordo com o perfil de cada cliente. “Queremos fugir da taxa média. Será uma sofisticação no atendimento”, afirma o vice-presidente de Finanças, Ivan Monteiro.
Essa oferta diferenciada já está presente nas concessões para empresas, e foi ajustada também para atender as pessoas físicas. Chamado de BB 2.0, os primeiros resultados do projeto devem ser percebidos no decorrer dos próximos seis meses. “Vai ser uma modernização na relação. É uma espécie de premiação para o bom cliente”, diz o vice-presidente de negócios de varejo, Paulo Rogério Caffarelli. O banco espera, como resultado, um maior controle nos índices de inadimplência. O crédito para pessoas físicas no banco apresentou evolução de 22,5% nos 12 meses encerrados em março e de 3% em relação a dezembro, chegando a R$ 116,4 bilhões.
Caffarelli reforçou que o objetivo da instituição é alcançar a liderança do segmento. A instituição está na segunda colocação com participação de 22% no mercado, atrás do Itaú. Para 2011, a projeção do BB é que o crédito a pessoa física apresente uma expansão entre 19% e 23%, com alta maior nas linhas consideradas de menor risco, como financiamento imobiliário e de veículos.
Para o vice-presidente de negócios de varejo, o BB tem espaço para crescimento porque tira participação de mercado de outras instituições. “Há um reordenamento do sistema financeiro. Bancos de menor porte que trabalhavam com consignado e veículos estão revisando os volumes de originação após as medidas macroprudenciais do governo”, diz Caffarelli.
Empresas
No segmento corporativo, a instituição quer estimular o crédito para investimento. Essa modalidade de empréstimo atingiu, em março, um total de R$ 34,2 bilhões, alta de 30,1% em relação ao registrado em igual mês do ano passado.
Além das linhas para investimento, o banco elevou em 74,7%a carteira formada por títulos e valores mobiliários emitidos por empresas. O volume chegou a R$ 19,6 bilhões. Esses recursos em geral também são destinados a investimentos. “Conseguimos reforçar a nossa parceria de longo prazo com as empresas”, diz o vice-presidente de atacado, Allan Simões Toledo. O BB espera que a carteira de crédito para pessoas jurídicas apresente avanço entre 17%e 20%este ano.
Uma das estratégias para atingir a meta é reforçar a parceria com construtoras e incorporadoras. Só na carteira de crédito imobiliário, essas empresas têm R$ 1 bilhão em crédito, além de R$ 2,7 bilhões contratados e que devem ser liberados nos próximos meses. Outros R$ 2,5 bilhões em acordos operacionais estão para ser concluídos. Além de parcerias com grandes construtoras, o Banco do Brasil também irá lançar novos produtos destinados a pequenas e médias empresas.
O Banco do Brasil trabalha para ser mais competitivo no crédito da pessoa física e assim alcançar a liderança nesse segmento. Internamente a instituição desenvolveu modelos que irão permitir a oferta de taxas e produtos de acordo com o perfil de cada cliente. “Queremos fugir da taxa média. Será uma sofisticação no atendimento”, afirma o vice-presidente de Finanças, Ivan Monteiro.
Essa oferta diferenciada já está presente nas concessões para empresas, e foi ajustada também para atender as pessoas físicas. Chamado de BB 2.0, os primeiros resultados do projeto devem ser percebidos no decorrer dos próximos seis meses. “Vai ser uma modernização na relação. É uma espécie de premiação para o bom cliente”, diz o vice-presidente de negócios de varejo, Paulo Rogério Caffarelli. O banco espera, como resultado, um maior controle nos índices de inadimplência. O crédito para pessoas físicas no banco apresentou evolução de 22,5% nos 12 meses encerrados em março e de 3% em relação a dezembro, chegando a R$ 116,4 bilhões.
Caffarelli reforçou que o objetivo da instituição é alcançar a liderança do segmento. A instituição está na segunda colocação com participação de 22% no mercado, atrás do Itaú. Para 2011, a projeção do BB é que o crédito a pessoa física apresente uma expansão entre 19% e 23%, com alta maior nas linhas consideradas de menor risco, como financiamento imobiliário e de veículos.
Para o vice-presidente de negócios de varejo, o BB tem espaço para crescimento porque tira participação de mercado de outras instituições. “Há um reordenamento do sistema financeiro. Bancos de menor porte que trabalhavam com consignado e veículos estão revisando os volumes de originação após as medidas macroprudenciais do governo”, diz Caffarelli.
Empresas
No segmento corporativo, a instituição quer estimular o crédito para investimento. Essa modalidade de empréstimo atingiu, em março, um total de R$ 34,2 bilhões, alta de 30,1% em relação ao registrado em igual mês do ano passado.
Além das linhas para investimento, o banco elevou em 74,7%a carteira formada por títulos e valores mobiliários emitidos por empresas. O volume chegou a R$ 19,6 bilhões. Esses recursos em geral também são destinados a investimentos. “Conseguimos reforçar a nossa parceria de longo prazo com as empresas”, diz o vice-presidente de atacado, Allan Simões Toledo. O BB espera que a carteira de crédito para pessoas jurídicas apresente avanço entre 17%e 20%este ano.
Uma das estratégias para atingir a meta é reforçar a parceria com construtoras e incorporadoras. Só na carteira de crédito imobiliário, essas empresas têm R$ 1 bilhão em crédito, além de R$ 2,7 bilhões contratados e que devem ser liberados nos próximos meses. Outros R$ 2,5 bilhões em acordos operacionais estão para ser concluídos. Além de parcerias com grandes construtoras, o Banco do Brasil também irá lançar novos produtos destinados a pequenas e médias empresas.
10 de mai. de 2011
BB REGISTRA LUCRO 24,7% MAIOR NO 1º TRIMESTRE
portal Economia & Negócios 10/05/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 26,7% ante os três últimos meses de 2010. O lucro do BB sem efeitos extraordinários foi de R$ 2,923 bilhões, o que representa uma alta de 42,2% em 12 meses e uma queda de 21,1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade patrimonial do banco ficou em 24,9%.
O crescimento do lucro do banco público na comparação com o primeiro trimestre de 2010 foi puxado pelo aumento das operações de crédito, principalmente para pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, fechou março em R$ 397,5 bilhões, o que indica uma alta de 21,2% em 12 meses e de 2,4% ante dezembro. No segmento de pessoa física, a carteira cresceu 22,5% em 12 meses e 3% na comparação trimestral, com destaque para linhas como crédito consignado (alta de 19%) e financiamento de veículos (avanço de 36%). O saldo das operações ficou em R$ 116,5 bilhões no fim de março desde ano.
No segmento de pessoa jurídica, houve aumento de 16% em 12 meses e queda de 0,8% ante dezembro, com a carteira total fechando o primeiro trimestre de 2011 em R$ 148,6 bilhões. As linhas de médias e grandes empresas cresceram 18,6% em 12 meses e as de micros e pequenas companhias avançaram 11,4%.
O BB encerrou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 866,6 bilhões, uma expansão de 19,6% em 12 meses. Com isso, o banco se consolida na posição de maior instituição financeira do Brasil, a frente do Itaú, que fechou com ativos de R$ 778 bilhões. O patrimônio líquido do BB foi de R$ 52,12 bilhões, uma alta de 38% em 12 meses.
O Itaú Unibanco ficou com o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre, de R$ 3,53 bilhões. O Bradesco anunciou lucro de R$ 2,7 bilhões e o Santander, de R$ 1 bilhão, todos no padrão contábil brasileiro (BR Gaap).
Recorde
O lucro líquido de R$ 2,932 bilhões do primeiro trimestre de 2011 foi recorde para um primeiro trimestre, informou o BB em seu balanço. A expansão anual do resultado foi impulsionada, segundo o banco, pelo crescimento do crédito, pelo controle de despesas e pela diversificação de receitas, com a área de seguros e cartões de crédito ganhando espaço.
As receitas com prestação de serviços somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 10,9% em 12 meses e uma queda de 4,6% ante o quarto trimestre de 2010. A redução trimestral ocorreu por fatores sazonais, por conta de um começo de ano tradicionalmente mais fraco para operações bancárias.
Nas despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 3,272 bilhões, alta de 8,3% em 12 meses e queda de 5,2% na comparação trimestral. As despesas administrativas tiveram queda nos dois períodos, de 4,4% em um ano e de 10,5% no trimestre. A captação total do banco, que tem 55 milhões de clientes, atingiu R$ 561,3 bilhões entre os meses de janeiro a março, uma evolução de 12,1% em 12 meses. O destaque foram as captações na caderneta de poupança e os depósitos a prazo, que totalizaram, respectivamente, R$ 90,5 bilhões e R$ 219 bilhões (alta de 15% e 11% em 12 meses).
O lucro líquido contábil do banco cresceu 42,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas caiu 21,1% ante o quarto trimestre de 2010. A queda ocorreu por conta do menor ganho do BB no primeiro trimestre com o superávit do fundo de pensão do banco, a Previ.
Inadimplência
O índice de inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre de 2011. Houve queda tanto na comparação com dezembro (2,3%) quanto ante os meses de janeiro a março do ano passado (3,1%). Segundo o banco, com a queda, o indicador volta para patamares anteriores à crise financeira internacional, de 2008.
O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do ocorreu nos bancos privados. No Bradesco e no Itaú, o indicador de calotes ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.
O saldo das provisões para devedores duvidosos (PDD) do BB encerrou o trimestre em R$ 17 bilhões. As despesas com PDD ficaram em R$ 2,63 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 13,1%. Já o índice de Basileia - indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital - ficou em 14,13% no primeiro trimestre, um nível maior que o do mesmo período do ano passado, de 13,7%. O Banco Central (BC) exige dos bancos brasileiros um índice mínimo de 11%. Com o atual índice Basileia, o BB pode expandir suas operações de crédito em até R$ 137,7 bilhões.
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 26,7% ante os três últimos meses de 2010. O lucro do BB sem efeitos extraordinários foi de R$ 2,923 bilhões, o que representa uma alta de 42,2% em 12 meses e uma queda de 21,1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade patrimonial do banco ficou em 24,9%.
O crescimento do lucro do banco público na comparação com o primeiro trimestre de 2010 foi puxado pelo aumento das operações de crédito, principalmente para pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, fechou março em R$ 397,5 bilhões, o que indica uma alta de 21,2% em 12 meses e de 2,4% ante dezembro. No segmento de pessoa física, a carteira cresceu 22,5% em 12 meses e 3% na comparação trimestral, com destaque para linhas como crédito consignado (alta de 19%) e financiamento de veículos (avanço de 36%). O saldo das operações ficou em R$ 116,5 bilhões no fim de março desde ano.
No segmento de pessoa jurídica, houve aumento de 16% em 12 meses e queda de 0,8% ante dezembro, com a carteira total fechando o primeiro trimestre de 2011 em R$ 148,6 bilhões. As linhas de médias e grandes empresas cresceram 18,6% em 12 meses e as de micros e pequenas companhias avançaram 11,4%.
O BB encerrou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 866,6 bilhões, uma expansão de 19,6% em 12 meses. Com isso, o banco se consolida na posição de maior instituição financeira do Brasil, a frente do Itaú, que fechou com ativos de R$ 778 bilhões. O patrimônio líquido do BB foi de R$ 52,12 bilhões, uma alta de 38% em 12 meses.
O Itaú Unibanco ficou com o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre, de R$ 3,53 bilhões. O Bradesco anunciou lucro de R$ 2,7 bilhões e o Santander, de R$ 1 bilhão, todos no padrão contábil brasileiro (BR Gaap).
Recorde
O lucro líquido de R$ 2,932 bilhões do primeiro trimestre de 2011 foi recorde para um primeiro trimestre, informou o BB em seu balanço. A expansão anual do resultado foi impulsionada, segundo o banco, pelo crescimento do crédito, pelo controle de despesas e pela diversificação de receitas, com a área de seguros e cartões de crédito ganhando espaço.
As receitas com prestação de serviços somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 10,9% em 12 meses e uma queda de 4,6% ante o quarto trimestre de 2010. A redução trimestral ocorreu por fatores sazonais, por conta de um começo de ano tradicionalmente mais fraco para operações bancárias.
Nas despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 3,272 bilhões, alta de 8,3% em 12 meses e queda de 5,2% na comparação trimestral. As despesas administrativas tiveram queda nos dois períodos, de 4,4% em um ano e de 10,5% no trimestre. A captação total do banco, que tem 55 milhões de clientes, atingiu R$ 561,3 bilhões entre os meses de janeiro a março, uma evolução de 12,1% em 12 meses. O destaque foram as captações na caderneta de poupança e os depósitos a prazo, que totalizaram, respectivamente, R$ 90,5 bilhões e R$ 219 bilhões (alta de 15% e 11% em 12 meses).
O lucro líquido contábil do banco cresceu 42,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas caiu 21,1% ante o quarto trimestre de 2010. A queda ocorreu por conta do menor ganho do BB no primeiro trimestre com o superávit do fundo de pensão do banco, a Previ.
Inadimplência
O índice de inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre de 2011. Houve queda tanto na comparação com dezembro (2,3%) quanto ante os meses de janeiro a março do ano passado (3,1%). Segundo o banco, com a queda, o indicador volta para patamares anteriores à crise financeira internacional, de 2008.
O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do ocorreu nos bancos privados. No Bradesco e no Itaú, o indicador de calotes ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.
O saldo das provisões para devedores duvidosos (PDD) do BB encerrou o trimestre em R$ 17 bilhões. As despesas com PDD ficaram em R$ 2,63 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 13,1%. Já o índice de Basileia - indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital - ficou em 14,13% no primeiro trimestre, um nível maior que o do mesmo período do ano passado, de 13,7%. O Banco Central (BC) exige dos bancos brasileiros um índice mínimo de 11%. Com o atual índice Basileia, o BB pode expandir suas operações de crédito em até R$ 137,7 bilhões.
4 de mai. de 2011
ITAÚ UNIBANCO LUCRA R$ 3,5 BI COM CRÉDITO E SERVIÇOS
jornal Valor Econômico 04/05/2011 - Adriana Cotias e Eduardo Laguna
O avanço do crédito, das receitas com prestação de serviços e a evolução da margem financeira foram os destaques no desempenho do Itaú Unibanco, no primeiro trimestre. A instituição reportou lucro líquido de R$ 3,53 bilhões, superando em 9,1% os R$ 3,23 bilhões verificados um ano antes. O lucro líquido recorrente avançou a R$ 3,64 bilhões, ante os R$ 3,17 bilhões apresentados no mesmo intervalo de 2010, com retorno anualizado sobre o patrimônio de 23,4%.
A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, totalizou R$ 344,85 bilhões, o que representou uma evolução de 21,9% em relação a março de 2010. Em bases anuais, o maior crescimento foi observado na carteira de pessoa jurídica (+24,2%), a R$ 201,5 bilhões, com destaque para as operações destinadas às micro, pequenas e médias empresas, com alta de 28,8%, a R$ 86 bilhões. Já o portfólio de pessoa física avançou 18,6% no mesmo período, a R$ 128,7 bilhões, com um salto de 61,8% no financiamento imobiliário, que chegou a R$ 9,3 bilhões, seguido por cartões (+21%) e crédito pessoal (+24,1%, incluindo consignado).
Segundo o diretor corporativo de controladoria, Rogério Calderon, a projeção para o crescimento da carteira de crédito não requer revisão e o banco manteve um intervalo entre 16% e 20% para o ano. Não que as medidas de aperto promovidas pelo governo desde dezembro não venham surtindo efeito. O maior impacto foi observado, por exemplo, na carteira de veículos, cuja originação, em R$ 6,2 bilhões, caiu 30% em relação ao último trimestre de 2010 e 15% na comparação com os três primeiros meses do ano passado - vale lembrar que a base é alta, sob o efeito da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
"Em veículos, o banco tem uma base formada, estável, e daí se percebe nitidamente que não houve crescimento dos saldos e sim até uma pequena redução." De dezembro a março, o portfólio encolheu 0,4%, a R$ 59,9 bilhões e em 12 meses cresceu 10,6%, mas Calderon diz que não há risco de perda de participação no mercado, pois a instituição lidera a concessão tanto no CDC quanto no leasing. De acordo com os dados do Banco Central (BC), no trimestre, o saldo das operações de financiamento de veículos no mercado cresceu 2,4% e na comparação com março do ano passado houve alta de 17,3%.
Na carteira de crédito pessoal é o consignado que tem ganhado relevância, com avanço de 8,2% no trimestre e de 28,2% na comparação com março de 2010.
Calderon reiterou que o banco vê um cenário de leve deterioração nos níveis de inadimplência nos próximos meses, como reflexo das novas condições macroeconômicas e das medidas do governo para diminuir a velocidade do crédito.
A expectativa da administração é de um aumento entre 0,2 e 0,3 ponto percentual no índice de atrasos superiores a 90 dias, que fechou março em 4,2% - estável na comparação com dezembro. Com a elevação das operações em atraso entre 30 e 60 dias (+0,3 ponto percentual, a 5,3%), o Itaú decidiu reforçar as provisões de créditos de liquidação duvidosa, elevando em R$ 527 milhões a provisão complementar.
Na carteira de pessoa jurídica, a inadimplência - considerando atrasos superiores a 90 dias - subiu de 2,9% para 3,1% de dezembro para março, na contramão da queda - de 5,8% para 5,7% - no segmento de pessoa física.
O desempenho é atribuído a uma maior participação de micro, pequenas e médias empresas - segmento em que os atrasos costumam ser mais altos - na composição do mix de crédito.
As receitas de prestação de serviços também foram engordadas pelo crédito, com as tarifas associadas a essas operações e às garantias prestadas crescendo 18,5% em 12 meses, a R$ 778 milhões. As rendas com cartões, que refletem, em boa medida, as parcerias do Itaú com as redes de varejo, tiveram aumento de 13,8%, a R$ 1,7 bilhão. No conjunto, as rendas aumentaram 11,1% de março do ano passado para cá, a R$ 4,5 bilhões.
Já a margem financeira com clientes teve incremento de 17,2% em 12 meses, a R$ 10,8 bilhões.
Sobre a intenção do Itaú em participar da disputa pelo Banco Postal, Calderón informou que há interesse, mas que antes de tomar uma decisão, o banco ainda avalia as condições da licitação para a prestação de serviços em agências dos Correios.
O avanço do crédito, das receitas com prestação de serviços e a evolução da margem financeira foram os destaques no desempenho do Itaú Unibanco, no primeiro trimestre. A instituição reportou lucro líquido de R$ 3,53 bilhões, superando em 9,1% os R$ 3,23 bilhões verificados um ano antes. O lucro líquido recorrente avançou a R$ 3,64 bilhões, ante os R$ 3,17 bilhões apresentados no mesmo intervalo de 2010, com retorno anualizado sobre o patrimônio de 23,4%.
A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, totalizou R$ 344,85 bilhões, o que representou uma evolução de 21,9% em relação a março de 2010. Em bases anuais, o maior crescimento foi observado na carteira de pessoa jurídica (+24,2%), a R$ 201,5 bilhões, com destaque para as operações destinadas às micro, pequenas e médias empresas, com alta de 28,8%, a R$ 86 bilhões. Já o portfólio de pessoa física avançou 18,6% no mesmo período, a R$ 128,7 bilhões, com um salto de 61,8% no financiamento imobiliário, que chegou a R$ 9,3 bilhões, seguido por cartões (+21%) e crédito pessoal (+24,1%, incluindo consignado).
Segundo o diretor corporativo de controladoria, Rogério Calderon, a projeção para o crescimento da carteira de crédito não requer revisão e o banco manteve um intervalo entre 16% e 20% para o ano. Não que as medidas de aperto promovidas pelo governo desde dezembro não venham surtindo efeito. O maior impacto foi observado, por exemplo, na carteira de veículos, cuja originação, em R$ 6,2 bilhões, caiu 30% em relação ao último trimestre de 2010 e 15% na comparação com os três primeiros meses do ano passado - vale lembrar que a base é alta, sob o efeito da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
"Em veículos, o banco tem uma base formada, estável, e daí se percebe nitidamente que não houve crescimento dos saldos e sim até uma pequena redução." De dezembro a março, o portfólio encolheu 0,4%, a R$ 59,9 bilhões e em 12 meses cresceu 10,6%, mas Calderon diz que não há risco de perda de participação no mercado, pois a instituição lidera a concessão tanto no CDC quanto no leasing. De acordo com os dados do Banco Central (BC), no trimestre, o saldo das operações de financiamento de veículos no mercado cresceu 2,4% e na comparação com março do ano passado houve alta de 17,3%.
Na carteira de crédito pessoal é o consignado que tem ganhado relevância, com avanço de 8,2% no trimestre e de 28,2% na comparação com março de 2010.
Calderon reiterou que o banco vê um cenário de leve deterioração nos níveis de inadimplência nos próximos meses, como reflexo das novas condições macroeconômicas e das medidas do governo para diminuir a velocidade do crédito.
A expectativa da administração é de um aumento entre 0,2 e 0,3 ponto percentual no índice de atrasos superiores a 90 dias, que fechou março em 4,2% - estável na comparação com dezembro. Com a elevação das operações em atraso entre 30 e 60 dias (+0,3 ponto percentual, a 5,3%), o Itaú decidiu reforçar as provisões de créditos de liquidação duvidosa, elevando em R$ 527 milhões a provisão complementar.
Na carteira de pessoa jurídica, a inadimplência - considerando atrasos superiores a 90 dias - subiu de 2,9% para 3,1% de dezembro para março, na contramão da queda - de 5,8% para 5,7% - no segmento de pessoa física.
O desempenho é atribuído a uma maior participação de micro, pequenas e médias empresas - segmento em que os atrasos costumam ser mais altos - na composição do mix de crédito.
As receitas de prestação de serviços também foram engordadas pelo crédito, com as tarifas associadas a essas operações e às garantias prestadas crescendo 18,5% em 12 meses, a R$ 778 milhões. As rendas com cartões, que refletem, em boa medida, as parcerias do Itaú com as redes de varejo, tiveram aumento de 13,8%, a R$ 1,7 bilhão. No conjunto, as rendas aumentaram 11,1% de março do ano passado para cá, a R$ 4,5 bilhões.
Já a margem financeira com clientes teve incremento de 17,2% em 12 meses, a R$ 10,8 bilhões.
Sobre a intenção do Itaú em participar da disputa pelo Banco Postal, Calderón informou que há interesse, mas que antes de tomar uma decisão, o banco ainda avalia as condições da licitação para a prestação de serviços em agências dos Correios.
27 de abr. de 2011
CONSUMIDOR JÁ SENTE REFLEXOS DA RETRAÇÃO DE CRÉDITO PARA FINANCIAMENTOS DE VEÍCULOS
portal InfoMoney 27/04/2011 - Camila F. de Mendonça
O aumento do fator de risco para concessão de crédito de longo prazo e a elevação da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoa física já afetam o bolso do consumidor que contraiu crédito para financiamento de veículos. A concessão de crédito dessa modalidade caiu em março e os juros subiram para a maior taxa desde fevereiro de 2009.
“A tendência é que ocorra mais aumentos nos juros daqui pra frente”, afirma o professor da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27), a taxa para financiamento de veículos passou de 2,03% ao mês para 2,2% ao mês, entre fevereiro e março. Na comparação com março do ano passado, a elevação foi ainda maior, pois naquele mês os juros estavam a 1,77% ao mês.
Oferta de crédito
Esses aumentos, na avaliação de Cintra, são reflexos das medidas do Governo de retrair a oferta de crédito – o que, de fato, acabou acontecendo. Em março, a concessão diária para financiamento de veículos, segundo o BC, somou R$ 409 milhões, contra os R$ 417 milhões de fevereiro. “Essa redução é efeito das medidas e se há uma redução de oferta, você também tem uma expectativa de elevação de custo”, explica Cintra.
E a tendência é que a oferta de crédito caia ainda mais e os juros subam, devido ao aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que agora está em 12% ao ano. “Existe um delay de cerca de seis meses entre o anúncio do aumento e o impacto efetivo dele no crédito. Contudo, a economia está calcada em comportamento humano: se existe uma expectativa de elevação, ela acaba ocorrendo antes do tempo”, explica.
Comportamento do consumidor
Além das medidas e da antecipação do mercado de retrair o crédito e elevar os juros, o comportamento do consumidor também ajuda a compor um cenário de mais altas nas taxas e menor oferta de crédito nos próximos meses. O professor explica que, com a redução dos prazos do financiamento, os consumidores ficaram mais cautelosos. “É mais fácil comprar um automóvel em cinco anos do que em três”, afirma.
E mesmo com a cautela dos consumidores, com o cenário que está se formando, e se nada mudar, a inadimplência também pode subir daqui para frente.”A inadimplência está atrelada ao aumento dos juros. Com taxas maiores, a tendência é que o consumidor tenha mais dificuldades de pagar”, explica Cintra.
Em março, segundo o BC, a inadimplência ficou estável. Esse período, explica o professor, é de acomodação, pois a inadimplência não segue o mesmo ritmo dos efeitos do aumento das taxas e da retração do crédito. Ela vem logo em seguida. “Os sinais que temos não mostram queda na inadimplência a médio prazo”, afirma.
O aumento do fator de risco para concessão de crédito de longo prazo e a elevação da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoa física já afetam o bolso do consumidor que contraiu crédito para financiamento de veículos. A concessão de crédito dessa modalidade caiu em março e os juros subiram para a maior taxa desde fevereiro de 2009.
“A tendência é que ocorra mais aumentos nos juros daqui pra frente”, afirma o professor da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27), a taxa para financiamento de veículos passou de 2,03% ao mês para 2,2% ao mês, entre fevereiro e março. Na comparação com março do ano passado, a elevação foi ainda maior, pois naquele mês os juros estavam a 1,77% ao mês.
Oferta de crédito
Esses aumentos, na avaliação de Cintra, são reflexos das medidas do Governo de retrair a oferta de crédito – o que, de fato, acabou acontecendo. Em março, a concessão diária para financiamento de veículos, segundo o BC, somou R$ 409 milhões, contra os R$ 417 milhões de fevereiro. “Essa redução é efeito das medidas e se há uma redução de oferta, você também tem uma expectativa de elevação de custo”, explica Cintra.
E a tendência é que a oferta de crédito caia ainda mais e os juros subam, devido ao aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que agora está em 12% ao ano. “Existe um delay de cerca de seis meses entre o anúncio do aumento e o impacto efetivo dele no crédito. Contudo, a economia está calcada em comportamento humano: se existe uma expectativa de elevação, ela acaba ocorrendo antes do tempo”, explica.
Comportamento do consumidor
Além das medidas e da antecipação do mercado de retrair o crédito e elevar os juros, o comportamento do consumidor também ajuda a compor um cenário de mais altas nas taxas e menor oferta de crédito nos próximos meses. O professor explica que, com a redução dos prazos do financiamento, os consumidores ficaram mais cautelosos. “É mais fácil comprar um automóvel em cinco anos do que em três”, afirma.
E mesmo com a cautela dos consumidores, com o cenário que está se formando, e se nada mudar, a inadimplência também pode subir daqui para frente.”A inadimplência está atrelada ao aumento dos juros. Com taxas maiores, a tendência é que o consumidor tenha mais dificuldades de pagar”, explica Cintra.
Em março, segundo o BC, a inadimplência ficou estável. Esse período, explica o professor, é de acomodação, pois a inadimplência não segue o mesmo ritmo dos efeitos do aumento das taxas e da retração do crédito. Ela vem logo em seguida. “Os sinais que temos não mostram queda na inadimplência a médio prazo”, afirma.
18 de abr. de 2011
ENTRADA DO CARRO ZERO PODE SER PARCELADA NO CARTÃO
portal Bem Paraná 17/04/11 - Ana Ehlert
Parcelar o valor da entrada no cartão de crédito em até 10 vezes. Essa é a saída que as concessionárias de carros têm oferecido para tentar manter as vendas de automóveis, depois que o governo determinou a redução dos prazos de financiamento e o fim da vendas sem entrada. Segundo Marco Antonio Rossi, diretor da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores do Paraná (Fenabrave-PR) e da concessionária Volskwagen da Servopa, a medida tem sido adotada por várias lojas e, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a modalidade de venda sem entrada em 60 vezes não desapareceu. “Mas os juros são maiores e a média dos financiamentos no Estado tem sido de 42 meses”, afirma.
Rossi diz que o mercado está aquecido e há a expectativa de fechar o ano com um crescimento de vendas de 5% no Paraná. “A agricultura está muito bem e quando ela está com boas perspectivas, o mercado de carros também tem um bom desempenho no Estado”, conta. O valor de entrada dos carros vendidos oscila entre 10% e 20%, na média. Quem tem mais para dar de entrada na hora de comprar o carro novo, também consegue taxas de juros que podem chegar a zero. Esse é o caso da Ford Center, do grupo Barigui Veículos. Segundo o Marco Aurélio Koch gerente de novos da concessionária, essa é a política de juros para quem tem 50% do valor para dar de entradas. O valor da entrada pode ser ainda parcelado em até 10 vezes do cartão de crédito própria da financeira do grupo.
Os maiores juros são para quem compra sem entrada: 2,07%. Na Copava, também revenda da Volskwagen, o parcelamento da entrada no cartão de credito pode ser negociado, segundo o gerente de novos, João Guilherme de Castro.
No banco Volks, os juros para a compra com 20% de entrada é de 1,80% e para quem tem 50% do valor do carro, a taxa fica em 0,99%.
Fenabrave — Apesar da política de ofertas aos consumidores, as vendas de carros neste ano estão crescendo em ritmo menor ao do ano passado. Os dados de emplacamentos do país de março apontam uma queda de 18,63% na venda de automóveis de passeio, na comparação com os números de março de 2010. Foram vendidos 275.437 automóveis em março de 2010, contra 224.127 de março deste ano.
Parcelar o valor da entrada no cartão de crédito em até 10 vezes. Essa é a saída que as concessionárias de carros têm oferecido para tentar manter as vendas de automóveis, depois que o governo determinou a redução dos prazos de financiamento e o fim da vendas sem entrada. Segundo Marco Antonio Rossi, diretor da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores do Paraná (Fenabrave-PR) e da concessionária Volskwagen da Servopa, a medida tem sido adotada por várias lojas e, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a modalidade de venda sem entrada em 60 vezes não desapareceu. “Mas os juros são maiores e a média dos financiamentos no Estado tem sido de 42 meses”, afirma.
Rossi diz que o mercado está aquecido e há a expectativa de fechar o ano com um crescimento de vendas de 5% no Paraná. “A agricultura está muito bem e quando ela está com boas perspectivas, o mercado de carros também tem um bom desempenho no Estado”, conta. O valor de entrada dos carros vendidos oscila entre 10% e 20%, na média. Quem tem mais para dar de entrada na hora de comprar o carro novo, também consegue taxas de juros que podem chegar a zero. Esse é o caso da Ford Center, do grupo Barigui Veículos. Segundo o Marco Aurélio Koch gerente de novos da concessionária, essa é a política de juros para quem tem 50% do valor para dar de entradas. O valor da entrada pode ser ainda parcelado em até 10 vezes do cartão de crédito própria da financeira do grupo.
Os maiores juros são para quem compra sem entrada: 2,07%. Na Copava, também revenda da Volskwagen, o parcelamento da entrada no cartão de credito pode ser negociado, segundo o gerente de novos, João Guilherme de Castro.
No banco Volks, os juros para a compra com 20% de entrada é de 1,80% e para quem tem 50% do valor do carro, a taxa fica em 0,99%.
Fenabrave — Apesar da política de ofertas aos consumidores, as vendas de carros neste ano estão crescendo em ritmo menor ao do ano passado. Os dados de emplacamentos do país de março apontam uma queda de 18,63% na venda de automóveis de passeio, na comparação com os números de março de 2010. Foram vendidos 275.437 automóveis em março de 2010, contra 224.127 de março deste ano.
9 de abr. de 2011
COMPRADOR DE CARRO PAGA À VISTA COM PRÉ-DATADO E CARTÃO
jornal O Estado de S.Paulo 09/04/2011 - Cleide Silva
No setor automotivo, tradicionalmente movido a credito, a participação das vendas à vista passou de 34,5% no primeiro trimestre de 2010 para 38% neste ano, segundo as montadoras. Significa que cerca de 295 mil automóveis e comerciais leves foram pagos no ato da compra pelo consumidor. Além do carro usado, em muitos casos parte do pagamento é feita com cheques pré-datados e cartão de crédito.
Na avaliação do presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Décio Carbonari de Almeida, clientes que antes financiavam 100% do carro passaram a financiar menos e em prazos menores. Já os consumidores que financiavam pequenos valores passaram a comprar à vista.
Em sua opinião, um fator que pode ter estimulado a migração é a relação da rentabilidade das operações tradicionais de investimento (como CDB e Fundos) em comparação às taxas de juros nos financiamentos. "O aumento nos juros, em decorrência das medidas do BC, pode ter ampliado a distância que existia entre custo financeiro versus rendimento de aplicação."
Segundo a Anef, em novembro, 37% das compras de automóveis eram feitas com pagamento à vista. Em fevereiro, esse porcentual passou para 42%.
Mudança - Clientes que financiavam 100% do carro passaram a financiar menos e em prazos menores, diz o presidente da Anef.
O agrônomo Aguinaldo Andreoli fechou ontem a compra de um Astra, da GM, por R$ 44,5 mil. Deu como parte do pagamento o carro antigo, outro Astra 2007, avaliado em R$ 27 mil e pagou a diferença à vista. "Tirei o dinheiro da aplicação pois compensava mais do que pagar os juros atuais do financiamento". A aposentada Olga Reschiliani fez o mesmo na quinta-feira. Trocou uma Meriva 2009 por um Agile 2011 e a diferença, de R$ 6,5 mil, foi quitada com o que tinha na poupança.
Bancos, montadoras e concessionários também encontraram alternativas para neutralizar as medidas do BC, como a obrigatoriedade do valor de entrada, que passou a ser parcelada no cartão de crédito, no cheque pré-datado e até postergado para 2013.
O grupo Aba, com seis revendas Chevrolet em São Paulo, tem plano em que o consumidor paga as parcelas do financiamento até a 30ª prestação, quando então quita a "entrada", equivalente a 35% do valor do automóvel, e segue pagando as demais mensalidades em 60 meses.
Em um mês 15% dos consumidores que financiaram o carro novo escolheram esse plano, informa Fabio Lewkowicz, diretor do grupo. "Nesta semana, ampliamos o plano para os usados.”
Com quatro lojas Peugeot em São Paulo, o grupo Pavillon parcela a entrada de carros seminovos em cinco vezes no cartão crédito, no limite de R$ 5 mil. No último fim de semana, 60% dos clientes que fizeram financiamento optaram pelo plano, diz o diretor comercial Wilson Goes.
No setor automotivo, tradicionalmente movido a credito, a participação das vendas à vista passou de 34,5% no primeiro trimestre de 2010 para 38% neste ano, segundo as montadoras. Significa que cerca de 295 mil automóveis e comerciais leves foram pagos no ato da compra pelo consumidor. Além do carro usado, em muitos casos parte do pagamento é feita com cheques pré-datados e cartão de crédito.
Na avaliação do presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Décio Carbonari de Almeida, clientes que antes financiavam 100% do carro passaram a financiar menos e em prazos menores. Já os consumidores que financiavam pequenos valores passaram a comprar à vista.
Em sua opinião, um fator que pode ter estimulado a migração é a relação da rentabilidade das operações tradicionais de investimento (como CDB e Fundos) em comparação às taxas de juros nos financiamentos. "O aumento nos juros, em decorrência das medidas do BC, pode ter ampliado a distância que existia entre custo financeiro versus rendimento de aplicação."
Segundo a Anef, em novembro, 37% das compras de automóveis eram feitas com pagamento à vista. Em fevereiro, esse porcentual passou para 42%.
Mudança - Clientes que financiavam 100% do carro passaram a financiar menos e em prazos menores, diz o presidente da Anef.
O agrônomo Aguinaldo Andreoli fechou ontem a compra de um Astra, da GM, por R$ 44,5 mil. Deu como parte do pagamento o carro antigo, outro Astra 2007, avaliado em R$ 27 mil e pagou a diferença à vista. "Tirei o dinheiro da aplicação pois compensava mais do que pagar os juros atuais do financiamento". A aposentada Olga Reschiliani fez o mesmo na quinta-feira. Trocou uma Meriva 2009 por um Agile 2011 e a diferença, de R$ 6,5 mil, foi quitada com o que tinha na poupança.
Bancos, montadoras e concessionários também encontraram alternativas para neutralizar as medidas do BC, como a obrigatoriedade do valor de entrada, que passou a ser parcelada no cartão de crédito, no cheque pré-datado e até postergado para 2013.
O grupo Aba, com seis revendas Chevrolet em São Paulo, tem plano em que o consumidor paga as parcelas do financiamento até a 30ª prestação, quando então quita a "entrada", equivalente a 35% do valor do automóvel, e segue pagando as demais mensalidades em 60 meses.
Em um mês 15% dos consumidores que financiaram o carro novo escolheram esse plano, informa Fabio Lewkowicz, diretor do grupo. "Nesta semana, ampliamos o plano para os usados.”
Com quatro lojas Peugeot em São Paulo, o grupo Pavillon parcela a entrada de carros seminovos em cinco vezes no cartão crédito, no limite de R$ 5 mil. No último fim de semana, 60% dos clientes que fizeram financiamento optaram pelo plano, diz o diretor comercial Wilson Goes.
4 de abr. de 2011
FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS FICOU ESTAGNADO EM FEVEREIRO, APONTA ANEF
portal Cidade Biz 04/04/2011
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
Marcadores:
Anef,
Anefac,
financiamento de veículos,
inadimplência,
juros
1 de abr. de 2011
BANCOS DE MONTADORA ACELERAM
jornal Valor Econômico 01/04/2011 - Adriana Cotias
Campanhas de "juro zero", feirões e até entrada parcelada no cartão de crédito. Ao folhear os jornais do fim de semana, é fácil identificar que as promoções de veículos voltaram. Nesse jogo, os bancos ligados às montadoras têm mostrado presença mais contundente no financiamento das respectivas marcas. Suscetível às ofertas, o consumidor tem respondido à altura e assim permitido que as vendas de carros e motos zero quilômetro mantenham o seu ritmo, apesar das medidas de aperto do crédito de dezembro, que reduziram prazos, aumentaram a entrada e encareceram as prestações.
No primeiro bimestre foram emplacados 488,9 mil veículos, considerando-se automóveis e comerciais leves, um incremento de 18,4% em comparação ao mesmo período em 2010, quando ainda havia o incentivo do IPI mais baixo. A previsão da Fenabrave é de que março tenha um acréscimo de mais 286,8 mil unidades. Os dados serão fechados hoje, mas se tal prognóstico se confirmar vai significar expansão de 3% sobre uma base já alta de março de 2010. No segmento de motocicletas, altamente dependente de crédito, a estimativa é encerrar o trimestre com 437,8 mil emplacamentos, 8% acima do observado entre janeiro e março de 2010.
O crédito que suporta boa parte desse fluxo mostra reação, depois do baque de janeiro. Em fevereiro, a média diária de concessões de financiamento de veículos para pessoas físicas, alvo das medidas, aumentou 18,2%, para R$ 417 milhões, volume que se compara aos R$ 409 milhões de março do ano passado, último mês de vigência do desconto no IPI. No acumulado de 2011 ainda há, porém, um recuo de 14% na média de desembolsos diários.
"Parte dos consumidores migrou para o pagamento à vista e parte optou pela entrada maior", diz o presidente do Banco Volkswagen, Décio Carbonari de Almeida. Ele diz que a percepção na ponta, em conversas com concessionários, é que o consumidor que mantinha uma reserva para reforma da casa ou para a compra da TV e financiava parcela maior em veículos, linha mais barata, está bancando a entrada maior.
"E o banco está financiando mais porque nesses momentos de compressão os concessionários se voltam para as instituições ligadas às montadoras. Melhoramos as condições de competitividade e aproveitamos para ganhar mercado quando os outros estão mais retraídos." O prazo médio das operações caiu de 36 meses para 32 meses, mas no ajuste dos preços na ponta, a instituição subiu menos os juros; na média, em 0,2 ponto percentual sobre dezembro.
Enquanto o BC reportou em fevereiro que, na média, as taxas cobradas no financiamento de veículos superavam os 27% ao ano, no último fim de semana os anúncios com as ofertas da Volkswagen mostravam, por exemplo, taxas a partir de 6,04% ao ano.
No campo macroeconômico, o crescimento da massa salarial, conjugado com baixos índices de desemprego, economia em expansão e disponibilidade de crédito, mesmo que em volume menor, compõem um cenário de contenção da atividade, mas não de esfriamento, diz o diretor corporativo da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb. "Apesar da limitação dos prazos e do encarecimento do crédito, esses elementos ainda promovem a venda de automóveis."
O executivo acrescenta que a feroz competição no setor automotivo, intensificada pelos importados, não permitiu um ajuste de preços acima da inflação. Pelas contas da montadora, a alta dos juros e as medidas prudenciais representaram uma elevação de cerca de R$ 100 nas prestações. "Um trabalhador que tenha o seu salário reajustado em 5% acima do IPCA consegue absorver tal aumento." E como no setor a inadimplência é baixa, os bancos das montadoras ampliaram as promoções, subsidiando taxas. No caso da Ford, a carteira de financiamento ao consumo está nas mãos do Bradesco. A Ford Credit, braço financeiro da marca, atua, porém, nos estímulos aos distribuidores.
Nos veículos da fabricante Honda, entre dezembro e fevereiro, as vendas financiadas de motocicletas cresceram 24,5% na comparação com igual período do ano passado, enquanto no segmento de automóveis a expansão foi de 30%, considerando-se a as operações da própria financeira e de outros bancos. "Sem as medidas, a demanda talvez fosse maior", diz o diretor da Honda Serviços Financeiros, Marcos Zaven Fermanian.
Segundo o executivo, a rede de distribuidores tem recorrido mais à financeira da Honda para atender os clientes, especialmente no segmento de automóveis. Como o consumidor já dava uma entrada maior, de cerca de 50%, o reforço de capital exigido pelo BC nas operações acima de 24 meses não provocou mudanças significativas na política de crédito. O prazo médio das operações até aumentou ligeiramente, de 28 para 29 meses, enquanto os juros subiram 0,7 ponto percentual ao ano. No nicho de duas rodas, em que tradicionalmente o consumidor dispõe de menos dinheiro para desembolsar na frente, o prazo médio é de 40 meses e o ajuste nos juros teve que ser maior, de 0,10 ponto percentual ao ano.
Campanhas de "juro zero", feirões e até entrada parcelada no cartão de crédito. Ao folhear os jornais do fim de semana, é fácil identificar que as promoções de veículos voltaram. Nesse jogo, os bancos ligados às montadoras têm mostrado presença mais contundente no financiamento das respectivas marcas. Suscetível às ofertas, o consumidor tem respondido à altura e assim permitido que as vendas de carros e motos zero quilômetro mantenham o seu ritmo, apesar das medidas de aperto do crédito de dezembro, que reduziram prazos, aumentaram a entrada e encareceram as prestações.
No primeiro bimestre foram emplacados 488,9 mil veículos, considerando-se automóveis e comerciais leves, um incremento de 18,4% em comparação ao mesmo período em 2010, quando ainda havia o incentivo do IPI mais baixo. A previsão da Fenabrave é de que março tenha um acréscimo de mais 286,8 mil unidades. Os dados serão fechados hoje, mas se tal prognóstico se confirmar vai significar expansão de 3% sobre uma base já alta de março de 2010. No segmento de motocicletas, altamente dependente de crédito, a estimativa é encerrar o trimestre com 437,8 mil emplacamentos, 8% acima do observado entre janeiro e março de 2010.
O crédito que suporta boa parte desse fluxo mostra reação, depois do baque de janeiro. Em fevereiro, a média diária de concessões de financiamento de veículos para pessoas físicas, alvo das medidas, aumentou 18,2%, para R$ 417 milhões, volume que se compara aos R$ 409 milhões de março do ano passado, último mês de vigência do desconto no IPI. No acumulado de 2011 ainda há, porém, um recuo de 14% na média de desembolsos diários.
"Parte dos consumidores migrou para o pagamento à vista e parte optou pela entrada maior", diz o presidente do Banco Volkswagen, Décio Carbonari de Almeida. Ele diz que a percepção na ponta, em conversas com concessionários, é que o consumidor que mantinha uma reserva para reforma da casa ou para a compra da TV e financiava parcela maior em veículos, linha mais barata, está bancando a entrada maior.
"E o banco está financiando mais porque nesses momentos de compressão os concessionários se voltam para as instituições ligadas às montadoras. Melhoramos as condições de competitividade e aproveitamos para ganhar mercado quando os outros estão mais retraídos." O prazo médio das operações caiu de 36 meses para 32 meses, mas no ajuste dos preços na ponta, a instituição subiu menos os juros; na média, em 0,2 ponto percentual sobre dezembro.
Enquanto o BC reportou em fevereiro que, na média, as taxas cobradas no financiamento de veículos superavam os 27% ao ano, no último fim de semana os anúncios com as ofertas da Volkswagen mostravam, por exemplo, taxas a partir de 6,04% ao ano.
No campo macroeconômico, o crescimento da massa salarial, conjugado com baixos índices de desemprego, economia em expansão e disponibilidade de crédito, mesmo que em volume menor, compõem um cenário de contenção da atividade, mas não de esfriamento, diz o diretor corporativo da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb. "Apesar da limitação dos prazos e do encarecimento do crédito, esses elementos ainda promovem a venda de automóveis."
O executivo acrescenta que a feroz competição no setor automotivo, intensificada pelos importados, não permitiu um ajuste de preços acima da inflação. Pelas contas da montadora, a alta dos juros e as medidas prudenciais representaram uma elevação de cerca de R$ 100 nas prestações. "Um trabalhador que tenha o seu salário reajustado em 5% acima do IPCA consegue absorver tal aumento." E como no setor a inadimplência é baixa, os bancos das montadoras ampliaram as promoções, subsidiando taxas. No caso da Ford, a carteira de financiamento ao consumo está nas mãos do Bradesco. A Ford Credit, braço financeiro da marca, atua, porém, nos estímulos aos distribuidores.
Nos veículos da fabricante Honda, entre dezembro e fevereiro, as vendas financiadas de motocicletas cresceram 24,5% na comparação com igual período do ano passado, enquanto no segmento de automóveis a expansão foi de 30%, considerando-se a as operações da própria financeira e de outros bancos. "Sem as medidas, a demanda talvez fosse maior", diz o diretor da Honda Serviços Financeiros, Marcos Zaven Fermanian.
Segundo o executivo, a rede de distribuidores tem recorrido mais à financeira da Honda para atender os clientes, especialmente no segmento de automóveis. Como o consumidor já dava uma entrada maior, de cerca de 50%, o reforço de capital exigido pelo BC nas operações acima de 24 meses não provocou mudanças significativas na política de crédito. O prazo médio das operações até aumentou ligeiramente, de 28 para 29 meses, enquanto os juros subiram 0,7 ponto percentual ao ano. No nicho de duas rodas, em que tradicionalmente o consumidor dispõe de menos dinheiro para desembolsar na frente, o prazo médio é de 40 meses e o ajuste nos juros teve que ser maior, de 0,10 ponto percentual ao ano.
23 de mar. de 2011
PRAZO DE CRÉDITO PARA VEÍCULOS CAI PARA 35 MESES
jornal DCI 23/03/2011
Parte da apresentação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ontem, apesar de não ter sido mencionado por ele, mostrava que o prazo médio das concessões de crédito de veículos caiu de 43 meses, quando as ações macroprudenciais foram iniciadas, para 35 meses no dia 28 de fevereiro. A taxa de juros média das concessões crédito automotivo em bancos de montadoras subiu de 20% para 23% ao ano.
Parte da apresentação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ontem, apesar de não ter sido mencionado por ele, mostrava que o prazo médio das concessões de crédito de veículos caiu de 43 meses, quando as ações macroprudenciais foram iniciadas, para 35 meses no dia 28 de fevereiro. A taxa de juros média das concessões crédito automotivo em bancos de montadoras subiu de 20% para 23% ao ano.
PERDA COM FRAUDE EM FINANCIAMENTO DE VEÍCULO CHEGA A R$ 588 MI
jornal Folha de S. Paulo 23/03/2011 – Mercado Aberto
A evolução dos financiamento de veículos no Brasil nos últimos anos veio acompanhada de um volume significativo de fraudes no setor, segundo estudo da Serasa Experian.
Foram registrados prejuízos de R$ 588 milhões no ano passado. O percentual médio de perdas com fraude é de 0,5%, aponta o estudo.
A adoção de soluções antifraude conseguiria aumentar em até 65% a detecção de tentativas de golpes envolvendo consumidores, de acordo com Marcelo Kekligian, executivo da Serasa Experian.
As fraudes mais comuns estão relacionadas a manipulação de dados, omissão de informações, roubo e falsidade de identidade.
"Um fraudador se apresenta com outro nome, mostra documentos falsos e, quando o empréstimo é aprovado, desaparece com o veículo", afirma Kekligian.
Outra fraude comum é a de maquiar a renda.
No Brasil, por falta de ferramentas avançadas, as empresas tratam a fraude como inadimplência, diz a Serasa.
A evolução dos financiamento de veículos no Brasil nos últimos anos veio acompanhada de um volume significativo de fraudes no setor, segundo estudo da Serasa Experian.
Foram registrados prejuízos de R$ 588 milhões no ano passado. O percentual médio de perdas com fraude é de 0,5%, aponta o estudo.
A adoção de soluções antifraude conseguiria aumentar em até 65% a detecção de tentativas de golpes envolvendo consumidores, de acordo com Marcelo Kekligian, executivo da Serasa Experian.
As fraudes mais comuns estão relacionadas a manipulação de dados, omissão de informações, roubo e falsidade de identidade.
"Um fraudador se apresenta com outro nome, mostra documentos falsos e, quando o empréstimo é aprovado, desaparece com o veículo", afirma Kekligian.
Outra fraude comum é a de maquiar a renda.
No Brasil, por falta de ferramentas avançadas, as empresas tratam a fraude como inadimplência, diz a Serasa.
Marcadores:
financiamento de veículos,
fraudes,
Serasa Experian
16 de fev. de 2011
ITAÚ MUDA COMANDO DO VAREJO: SAI CARBONE E ENTRA BONOMI
jornal Valor Econômico 16/02/2011 - Vanessa Adachi e Aline Lima
O Itaú Unibanco mudou na segunda-feira o comando de toda a sua operação de varejo. Menos de três anos após ter sido nomeado para assumir o comando de todas as operações de varejo, Geraldo Carbone, vice-presidente sênior, deixa a instituição junto com o diretor executivo João Jacó Hazarabedian. Carbone foi presidente do BankBoston, adquirido pelo Itaú em 2006. No lugar dele entra Marco Bonomi, que até então ocupava a vice-presidência de crédito imobiliário e financiamento de veículos do Itaú. A carteira de crédito imobiliário continuará sob a responsabilidade de Bonomi, e a Itaucred Veículos passará a ficar aos cuidados do sócio Luiz Otávio Matias, que de diretor foi provido a vice-presidente.
Em carta enviada a executivos na segunda-feira, 14 de fevereiro, o presidente Roberto Setubal afirma que, concluída a integração operacional, seria preciso pensar nos desafios que o banco terá pela frente, especialmente na área de pessoas físicas. Ele acrescenta ainda que é necessário repensar a forma de atuação do Itaú para que a instituição se adapte às mudanças que houve no Brasil nesses últimos anos, destacando que "não há tempo a perder pois os nossos concorrentes estão avançando também".
Bonomi assumirá as responsabilidades pela área de pessoas físicas com o desafio de tornar a operação "o melhor e mais moderno banco para pessoas físicas do planeta", disse Setubal. "Temos que sonhar grande!" No mesmo comunicado, ele lista algumas prioridades: (1) performance sustentável; (2) criar o máximo de valor para o banco através da melhor oferta do mercado para o cliente; (3) melhorar o índice de eficiência do banco, que significa também praticar meritocracia totalmente baseada no "Nosso Jeito de Fazer" - um conjunto de dez princípios que norteia o trabalho na organização, lançado no ano passado. A divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2010 do Itaú Unibanco está marcada para o dia 22.
A saída de Carbone e Hazarabedian foi feita em comum acordo, segundo a carta enviada por Setubal. "Considero-os amigos, relaciono-me com eles fora do banco, e pretendo continuar desfrutando dessas amizades", escreveu o presidente. Setubal deixa transparecer uma proximidade maior com Hazarabedian. "Confesso que não foi fácil chegar a essa decisão, afinal de contas o João trabalha próximo de mim há 30 anos."
O Itaú Unibanco mudou na segunda-feira o comando de toda a sua operação de varejo. Menos de três anos após ter sido nomeado para assumir o comando de todas as operações de varejo, Geraldo Carbone, vice-presidente sênior, deixa a instituição junto com o diretor executivo João Jacó Hazarabedian. Carbone foi presidente do BankBoston, adquirido pelo Itaú em 2006. No lugar dele entra Marco Bonomi, que até então ocupava a vice-presidência de crédito imobiliário e financiamento de veículos do Itaú. A carteira de crédito imobiliário continuará sob a responsabilidade de Bonomi, e a Itaucred Veículos passará a ficar aos cuidados do sócio Luiz Otávio Matias, que de diretor foi provido a vice-presidente.
Em carta enviada a executivos na segunda-feira, 14 de fevereiro, o presidente Roberto Setubal afirma que, concluída a integração operacional, seria preciso pensar nos desafios que o banco terá pela frente, especialmente na área de pessoas físicas. Ele acrescenta ainda que é necessário repensar a forma de atuação do Itaú para que a instituição se adapte às mudanças que houve no Brasil nesses últimos anos, destacando que "não há tempo a perder pois os nossos concorrentes estão avançando também".
Bonomi assumirá as responsabilidades pela área de pessoas físicas com o desafio de tornar a operação "o melhor e mais moderno banco para pessoas físicas do planeta", disse Setubal. "Temos que sonhar grande!" No mesmo comunicado, ele lista algumas prioridades: (1) performance sustentável; (2) criar o máximo de valor para o banco através da melhor oferta do mercado para o cliente; (3) melhorar o índice de eficiência do banco, que significa também praticar meritocracia totalmente baseada no "Nosso Jeito de Fazer" - um conjunto de dez princípios que norteia o trabalho na organização, lançado no ano passado. A divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2010 do Itaú Unibanco está marcada para o dia 22.
A saída de Carbone e Hazarabedian foi feita em comum acordo, segundo a carta enviada por Setubal. "Considero-os amigos, relaciono-me com eles fora do banco, e pretendo continuar desfrutando dessas amizades", escreveu o presidente. Setubal deixa transparecer uma proximidade maior com Hazarabedian. "Confesso que não foi fácil chegar a essa decisão, afinal de contas o João trabalha próximo de mim há 30 anos."
Assinar:
Postagens (Atom)

