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18 de set. de 2011

CAI PARA 38% O NÚMERO DE APROVAÇÕES DE FINANCIAMENTOS DE VEÍCULOS

portal InfoMoney 13/09/2011

Caiu para 38% o índice de aprovações de solicitações de crédito para veículos seminovos e zero quilômetro. De acordo com o levantamento da agência de varejo automotivo MSantos, no ano passado, o índice de aprovação era de 70%.

Segundo o economista da MSantos, Ayrton Fontes, a queda é reflexo das medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro de 2010 pelo Banco Central, cujos efeitos passam a ser percebidos a partir do segundo semestre deste ano. O levantamento foi realizado em 20 concessionárias de veículos da Grande São Paulo.

Bancos

“Os bancos e as financeiras estão mais conservadoras nas aprovações de crédito para financiamento de veículos, exigindo, ao contrário do ano passado, entrada que varia de 20% a 40% na compra do veículo, principalmente nos financiamentos de longo prazo, além de terem maior critério na análise das fichas”, explica Fontes.

Segundo o economista, os juros médios cobrados para quem não dá entrada chegam a 2,5% ao mês. Para quem dá 20% de entrada, os juros médios chegam a 1,8% ao mês e, para quem oferece 40%, a taxa de juros é menor, chegando em média a 1,4% ao mês, nos financiamentos de 60 meses.

Balanço

Baseado nos dados da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o economista avalia que o financiamento de veículos tem crescido a taxas menores e com inadimplência maior. De acordo com ele, o segmento fechou julho com saldo total de R$ 196,2 bilhões, crescimento de 14,6% na comparação com julho de 2010, abaixo da taxa de expansão do ano passado, ante 2009, que foi de 18,1%.

11 de set. de 2011

FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS CRESCE MENOS E INADIMPLÊNCIA SOBE

portal Economia e Negócios 05/09/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agência Estado)

O financiamento a veículos está crescendo a taxas menores e com inadimplência maior, segundo dados divulgados pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O segmento fechou julho com saldo total de R$ 196,2 bilhões, crescimento de 14,6% na comparação com julho de 2010, abaixo da taxa de expansão do ano passado ante 2009, que foi de 18,1%.

Em julho ante o mês anterior, a evolução foi de 0,7%, abaixo de junho ante maio, que ficou em 1%.

A Anef atribui a redução do ritmo de crescimento ao impacto das medidas macroprudenciais do Banco Central anunciada em dezembro para conter o crédito ao consumo. Para 2011, a estimativa é de que a carteira de financiamento tenha um desempenho menor, com um aumento de 10%. A alta da Selic para conter a inflação contribuiu para aumentar a inadimplência.

Nesse cenário, alguns bancos resolveram colocar o pé no freio. O Itaú Unibanco, por exemplo, ficou mais conservador e reduziu o ritmo de aprovações nos últimos meses. No ano passado, cerca de 60% a 70% das propostas de crédito para financiar veículos que o banco recebia eram aprovadas. Este ano, esse porcentual caiu para 35% a 40%, segundo teleconferência recente do banco para analistas e investidores. O Itaú trabalha com a expectativa que a carteira de veículos cresça entre 5% a 10% em 2011.

No segmento de financiamento a veículos, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) segue na preferência do consumidor e registrou aumento de 37% em julho ante o mesmo mês de 2010. Por outro o lado, o leasing continua perdendo espaço e o saldo recuou 34,1% no mesmo período.

No mês de julho, o saldo de crédito para aquisição de veículos respondeu por 5% do PIB (Produto Interno Bruto) e 10,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional. Do total de crédito a pessoa física, a linha representa 32,4%.

Inadimplência

O número de calotes apresentados neste segundo semestre segue em crescimento, diferente da expectativa da Anef. O saldo de inadimplentes no CDC de veículos para pessoa física, com atrasos acima de 90 dias, que estava em 3,8% em junho, chegou a 4%. Em julho de 2010, o indicador estava em 3,4%.

Com relação ao prazo médio do crédito, nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 43 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre. Já no mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.

28 de jun. de 2011

REDUÇÃO DO CRÉDITO AFETA VENDAS DE VEÍCULOS

jornal DCI 27/06/2011 - Marcelle Gutierrez

As medidas macroprudenciais de contenção da inflação, que consistem em aumento da taxa básica de juros (Selic) de 12,25%, elevação dos depósitos compulsórios e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já se refletem diretamente no financiamento de veículos, o que ocasiona a redução do ritmo de crescimento das vendas. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 20 dias de junho houve queda de 5% na comparação com o mesmo período de maio. Para 2011, a projeção de crescimento era de 20% até março, mas foi reajustada para 5%. Segundo analistas, a redução de prazos, o aumento do valor da entrada e a avaliação mais criteriosa por parte das instituições financeiras justificam a redução.

Segundo o Banco Central, o crédito para aquisição de veículos por pessoa física (PF) corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 32,7% do total do crédito destinado a PF em abril. No saldo total, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) totalizou R$ 151,77 bilhões em abril, acréscimo de 1,7% em relação ao mês anterior, de R$ 149,29, o que reforça a redução do ritmo de crescimento, já que no período anterior, de outubro a novembro, a elevação foi de 4,70%, de R$ 130,1 bilhões para R$ 136,2 bilhões.

O número de concessões acumuladas em relação a março de 2011, de acordo com o Banco Central, caiu 5,2%, de R$ 8,08 bilhões para R$ 7,66 bilhões. No ano, a queda foi de 31,1%.

O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Campelo, confirma que as medidas para reduzir o consumo se refletem no setor automotivo por causa do aumento da taxa de juros, IOF e compulsório, que retirou recursos do mercado. "Até março a projeção vinha com dois dígitos, e agora está com um. Nesse setor houve um delay [atraso] para os efeitos começarem a ser sentidos, mas já percebemos que mês a mês o ritmo de crescimento das vendas diminui."

Na comparação com abril de 2010, as taxas de juros mensais aumentaram de 1,78% para 2,27% em abril deste ano. Já as taxas anuais saltaram de 23,53% para 30,88% no mesmo período, apontou a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Para desacelerar a economia, o governo aumenta os juros e impacta diretamente no financiamento para manter o spread bancário. O reflexo em veículos é maior, porque a garantia de quitação da dívida é diferente de outras linhas, como o consignado.

Por esse motivo, os bancos elevam as taxas de juros de carteiras de maior risco", explica Orlando V. Sampaio Jr, professor de Administração da ESPM.

A diminuição dos prazos é apontada como uma das causas da redução do ritmo de crescimento da venda de automóveis pelo professor da Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro. "O financiamento de veículos foi o mais atingido. O prazo médio caiu de 45 meses, antes das medidas macroprudenciais, para 35 meses, segundo o BC. Com isso, o valor médio das prestações subiu 20% e também aconteceu o aumento do valor da entrada obrigatória", pontua Polidoro, que acrescenta: "O brasileiro tem a cultura de tomar a decisão de acordo com o valor da parcela".

Os planos máximos disponibilizados aos consumidores para a compra foram reduzidos de 80 meses em abril do último ano para 60 meses no mesmo período de 2011, segundo a Anef.

No que se refere às modalidades de pagamento, os financiamentos continuam com a maior participação, de 49%. Em seguida, aparecem as compras à vista, 39%, e consórcios e leasing, ambos com 6%, aponta a Anef.

5 de abr. de 2011

CRÉDITO PARA FINANCIAMENTOS DE VEÍCULOS FICA ESTÁVEL EM FEVEREIRO

portal G1 05/04/2011

O saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos pelas pessoas físicas em fevereiro ficou estagnado nos mesmos R$ 188,6 bilhões referentes a dezembro de 2010. De acordo com levantamento divulgado pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) nesta segunda-feira (4), apesar da elevação do saldo do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$146,8 bilhões no último mês, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.

Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas adotadas pelo Banco Central, em dezembro do ano passado, para conter a inflação. Segundo o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, a queda no saldo da carteira do leasing e a evolução moderada das operações de CDC, em fevereiro, mostram mudança de cenário, se comparado a 2010.

“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.

Segundo a Anef, a taxa média de juros praticada pelas associadas à entidade fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada no mês anterior, janeiro de 2011, foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).

Inadimplência e planos mantêm média
Ainda de acordo com o levantamento, outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com aumento considerado típico para o período de início do ano, por conta de pagamentos extras como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%. Já as parcelas dos planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.

4 de abr. de 2011

FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS FICOU ESTAGNADO EM FEVEREIRO, APONTA ANEF

portal Cidade Biz 04/04/2011

Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.

Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.

“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.

Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).

Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.

Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.

9 de fev. de 2011

SALDO DE CRÉDITO PARA FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS CRESCE 20% EM 2010

portal InfoMoney 09/02/2011

O crédito para financiamento de veículos cresceu 19,9% em 2010, na comparação com 2009.

O saldo total das carteiras de leasing e CDC (crédito direto ao consumidor) somou R$ 188,6 bilhões no ano passado, como mostra levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), divulgado nesta quarta-feira (9).

Quando analisadas separadamente, as operações de CDC avançaram 49,1% em um ano, para R$ 140,3 bilhões em 2010. O leasing registrou recuo de 23,5% no período para uma carteira de R$ 48,3 bilhões.

De acordo com o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, 2010 superou a projeção inicial de encerrar o ano com R$ 185 bilhões.

Indicadores

Segundo a Anef, a taxa média de juros foi de 1,42% ao mês em dezembro do ano passado, mantendo-se estável em relação a 2009.

Os planos médios fecharam 2010 em 44 meses, pequena variação frente aos 42 meses registrados no ano anterior.

O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira de CDC foi de 2,6% em 2010, queda de 1,8 ponto percentual frente a 2009. "Esse é o menor índice desde 2006, quando estava em 3,3%", disse Almeida.