portal InfoMoney 25/07/2011 - Patricia Alves
Na última quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, pela quinta vez consecutiva, elevar a taxa básica de juro, a Selic, que agora está no patamar de 12,50% ao ano.
Apesar dessa sequência de altas, algumas modalidades de crédito ao consumidor têm registrado queda nas taxas desde o início do ano, segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), feitos a pedido do portal InfoMoney.
Principais quedas
De acordo com a Anefac, os juros do crédito pessoal foram os que mais caíram ao longo do ano, apesar do ciclo de aperto monetário do governo. A taxa para a modalidade, que estava em 4,85% ao mês em janeiro, quando a Selic subiu de 10,75% para 11,25% ao ano, deve ficar em 4,65% ao mês após o novo aumento do juro básico.
Para o financiamento de veículos, a taxa caiu de 2,46% a.m. em janeiro para uma estimativa de 2,36% a.m. em julho, enquanto que, para o financiamento de outros bens, a taxa saiu de 5,79% a.m. para 5,68% a.m., na mesma base comparativa.
“Essas reduções são fruto de uma maior concorrência entre os bancos”, afirma o diretor de economia da associação, Roberto Vertamatti. “As reduções, no entanto, são pequenas, se considerarmos os nossos juros no Brasil, ainda altíssimos”, pondera.
Cheque especial e cartões de crédito
O cheque especial, uma das modalidades com os juros mais altos da atualidade, foi o único a apresentar avanço na taxa de janeiro até agora. O juro da modalidade estava em 7,63% a.m. em janeiro e pode chegar a 8,12% a.m., com a nova alta da Selic.
A inadimplência da população, juntamente com os riscos da modalidade para as instituições, pode justificar esse aumento.
Para os cartões de crédito, a taxa vem mantendo o mesmo patamar, de 10,69% ao mês, desde janeiro. Com o novo aumento da taxa básica, a estimativa da Anefac é que os juros do cartão subam para 10,71%.
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14 de jul. de 2011
JUROS AO CONSUMIDOR VOLTAM A CAIR, DEPOIS DE TRÊS ALTAS CONSECUTIVAS
portal InfoMoney 12/07/2011 - Patricia Alves
Os juros cobrados nos financiamentos à pessoa física voltaram a cair em junho, depois de três altas consecutivas. De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o recuo foi de 7 pontos-base na comparação com maio.
Com isso, a taxa média ficou em 6,80% ao mês – esta é a menor taxa desde março de 2011. Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 10 pontos-base uma vez que, em junho daquele ano, ela era de 6,90% ao mês.
Segundo o coordenador do levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), e vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas ao bom momento que passa a economia brasileira, à maior oferta de crédito e à maior competição no sistema financeiro.
“Destacamos igualmente que o volume de crédito continua crescendo mesmo após todas as medidas restritivas implementadas pelo Banco Central para reduzir a demanda interna e combater a inflação”, afirma.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac, desde dezembro de 2010, a taxa básica de juro aumentou 150 pontos-base, para 12,25% ao ano em junho de 2011 (última reunião do Copom), enquanto os juros ao consumidor apresentaram uma alta de 25 pontos-base no mesmo período, chegando a 120,22% ao ano no sexto mês de 2011.
Por modalidade
Entre o quinto e o sexto mês deste ano, os juros do cartão de crédito mantiveram-se estáveis e as taxas do comércio subiram. As outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac, no entanto, apresentaram recuo nas taxas médias apuradas no período.
Na comparação com junho de 2010, os juros do comércio, do CDC feito em bancos e dos empréstimos pessoal bancos e os feitos em financeiras caíram. Já a taxa do cheque especial aumentou. Novamente, as taxas do cartão de crédito mantiveram-se estáveis.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para maio e junho deste ano, assim como a taxa no sexto mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
Os juros cobrados nos financiamentos à pessoa física voltaram a cair em junho, depois de três altas consecutivas. De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o recuo foi de 7 pontos-base na comparação com maio.
Com isso, a taxa média ficou em 6,80% ao mês – esta é a menor taxa desde março de 2011. Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 10 pontos-base uma vez que, em junho daquele ano, ela era de 6,90% ao mês.
Segundo o coordenador do levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), e vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas ao bom momento que passa a economia brasileira, à maior oferta de crédito e à maior competição no sistema financeiro.
“Destacamos igualmente que o volume de crédito continua crescendo mesmo após todas as medidas restritivas implementadas pelo Banco Central para reduzir a demanda interna e combater a inflação”, afirma.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac, desde dezembro de 2010, a taxa básica de juro aumentou 150 pontos-base, para 12,25% ao ano em junho de 2011 (última reunião do Copom), enquanto os juros ao consumidor apresentaram uma alta de 25 pontos-base no mesmo período, chegando a 120,22% ao ano no sexto mês de 2011.
Por modalidade
Entre o quinto e o sexto mês deste ano, os juros do cartão de crédito mantiveram-se estáveis e as taxas do comércio subiram. As outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac, no entanto, apresentaram recuo nas taxas médias apuradas no período.
Na comparação com junho de 2010, os juros do comércio, do CDC feito em bancos e dos empréstimos pessoal bancos e os feitos em financeiras caíram. Já a taxa do cheque especial aumentou. Novamente, as taxas do cartão de crédito mantiveram-se estáveis.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para maio e junho deste ano, assim como a taxa no sexto mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
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28 de jun. de 2011
JURO RESPONDE POR MAIS DA METADE DA DÍVIDA DO BRASILEIRO
jornal O Estado de S. Paulo 27/06/2011 – Márcia De Chiara
Cresceu neste ano a parcela dos juros no total da dívida dos brasileiros. Em abril de 2010, a fatia dos juros correspondia a 56% de uma dívida total de R$ 524 bilhões. Em abril deste ano, o último dado disponível no Banco Central (BC), os juros equivaliam a 60% de uma dívida de R$ 653 bilhões, aponta estudo da LCA Consultores.
"Com as medidas macroprudenciais do BC no fim de 2010 e a alta dos juros básicos iniciada em janeiro, a dívida total aumentou puxada neste ano pelos encargos financeiros", diz Wermeson França, economista da LCA, responsável pelo estudo.
Na sua avaliação, o avanço da parcela dos juros em detrimento do valor principal emprestado mostra uma piora na qualidade da dívida. Isto é, o brasileiro está se endividando mais, não necessariamente porque está indo às compras, mas por causa dos encargos financeiros cobrados nos empréstimos.
Cheque especial
Outra informação, segundo o economista da LCA, que confirma que o aumento do endividamento do consumidor está sendo impulsionado pelos juros, aparece nas estatísticas do BC. As duas únicas linhas de crédito que registraram crescimento na média diária de concessões entre dezembro de 2010 e abril deste ano foram o cheque especial e o cartão de crédito, as linhas de financiamento que têm os juros mais elevados e que normalmente são usadas de forma emergencial, isto é, para pagar outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e abril deste ano, a média diária real de concessões no cheque especial aumentou 6,2% e, no cartão de crédito, o acréscimo foi de 17%. Já no caso do crédito pessoal, houve um recuo de 3,7% nas concessões nesse período, e nos veículos e aquisição de outros bens, a retração foi ainda maior, de 10,6% e de 11%, respectivamente.
Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), relata que os consumidores estão fazendo novos financiamentos para quitar dívidas antigas. Tanto é que, no ano até abril, os dados de vendas da Fecomercio-SP mostram que o faturamento cresceu apenas 0,73%, sustentado pelos supermercados - cujas vendas praticamente não são influenciadas pelo crédito e que aumentaram 3,02% no período. Nos demais segmentos, como eletrônicos, móveis e veículos, que são movidos a financiamentos, houve queda.
Risco
O aumento do endividamento, com maior peso dos juros, pode levar a uma piora da inadimplência neste ano. "Não vai ser nada explosivo, mas a inadimplência vai mudar de patamar", alerta França, da LCA.
Em 2010, a inadimplência do consumidor encerrou o ano em 5,7% e em abril, último dado do BC, tinha subido para 6,1%. Até dezembro, deve atingir 7,2%, prevê o economista. Ele pondera que o resultado deste ano deve ficar abaixo do de 2009, o ano do rescaldo da crise financeira, quando o calote chegou a 7,7%.
França observa, por exemplo, que apesar de o dado global do BC de abril mostrar que a inadimplência do consumidor com prestações vencidas acima de 90 dias continuar bem comportada, os índices de calote entre 15 e 90 dias de veículos e crédito pessoal superam as taxas acima de 90 dias. “Esse é um sinal de que a inadimplência está piorando”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, não acredita que o aumento do endividamento, puxado pelos juros, leve necessariamente à alta da inadimplência. "Teria de ocorrer uma forte elevação do desemprego para a inadimplência disparar." Ele acredita que o aumento do endividamento pode até jogar a favor do objetivo do BC de reduzir o consumo.
Cresceu neste ano a parcela dos juros no total da dívida dos brasileiros. Em abril de 2010, a fatia dos juros correspondia a 56% de uma dívida total de R$ 524 bilhões. Em abril deste ano, o último dado disponível no Banco Central (BC), os juros equivaliam a 60% de uma dívida de R$ 653 bilhões, aponta estudo da LCA Consultores.
"Com as medidas macroprudenciais do BC no fim de 2010 e a alta dos juros básicos iniciada em janeiro, a dívida total aumentou puxada neste ano pelos encargos financeiros", diz Wermeson França, economista da LCA, responsável pelo estudo.
Na sua avaliação, o avanço da parcela dos juros em detrimento do valor principal emprestado mostra uma piora na qualidade da dívida. Isto é, o brasileiro está se endividando mais, não necessariamente porque está indo às compras, mas por causa dos encargos financeiros cobrados nos empréstimos.
Cheque especial
Outra informação, segundo o economista da LCA, que confirma que o aumento do endividamento do consumidor está sendo impulsionado pelos juros, aparece nas estatísticas do BC. As duas únicas linhas de crédito que registraram crescimento na média diária de concessões entre dezembro de 2010 e abril deste ano foram o cheque especial e o cartão de crédito, as linhas de financiamento que têm os juros mais elevados e que normalmente são usadas de forma emergencial, isto é, para pagar outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e abril deste ano, a média diária real de concessões no cheque especial aumentou 6,2% e, no cartão de crédito, o acréscimo foi de 17%. Já no caso do crédito pessoal, houve um recuo de 3,7% nas concessões nesse período, e nos veículos e aquisição de outros bens, a retração foi ainda maior, de 10,6% e de 11%, respectivamente.
Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), relata que os consumidores estão fazendo novos financiamentos para quitar dívidas antigas. Tanto é que, no ano até abril, os dados de vendas da Fecomercio-SP mostram que o faturamento cresceu apenas 0,73%, sustentado pelos supermercados - cujas vendas praticamente não são influenciadas pelo crédito e que aumentaram 3,02% no período. Nos demais segmentos, como eletrônicos, móveis e veículos, que são movidos a financiamentos, houve queda.
Risco
O aumento do endividamento, com maior peso dos juros, pode levar a uma piora da inadimplência neste ano. "Não vai ser nada explosivo, mas a inadimplência vai mudar de patamar", alerta França, da LCA.
Em 2010, a inadimplência do consumidor encerrou o ano em 5,7% e em abril, último dado do BC, tinha subido para 6,1%. Até dezembro, deve atingir 7,2%, prevê o economista. Ele pondera que o resultado deste ano deve ficar abaixo do de 2009, o ano do rescaldo da crise financeira, quando o calote chegou a 7,7%.
França observa, por exemplo, que apesar de o dado global do BC de abril mostrar que a inadimplência do consumidor com prestações vencidas acima de 90 dias continuar bem comportada, os índices de calote entre 15 e 90 dias de veículos e crédito pessoal superam as taxas acima de 90 dias. “Esse é um sinal de que a inadimplência está piorando”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, não acredita que o aumento do endividamento, puxado pelos juros, leve necessariamente à alta da inadimplência. "Teria de ocorrer uma forte elevação do desemprego para a inadimplência disparar." Ele acredita que o aumento do endividamento pode até jogar a favor do objetivo do BC de reduzir o consumo.
8 de jun. de 2011
JUROS SOBEM PELA 3º VEZ CONSECUTIVA, APONTA ANEFAC
portal Folha Online 07/06/2011
As taxas de juros das operações de crédito registraram em maio a terceira elevação consecutiva neste ano, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta terça-feira.
Esse movimento é atribuído pelos analistas da entidade a todas as medidas implementadas pelo Banco Central para frear o consumo interno e reduzir a inflação, como a elevação dos depósitos compulsórios e do requerimento de capital para operação de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses, além do aumento da taxa básica de juros e da alíquota de IOF para captações externas e para operações de crédito.
Das seis linhas de crédito analisadas para consumidores, apenas uma (cartão de crédito rotativo) não teve aumento, mantendo-se estável. A taxa média geral subiu de 6,81% ao mês em abril para 6,87%.
Para empresas, todas as linhas de crédito tiveram os juros elevados, com a taxa média geral passando de 3,96% para 4,03%.
TAXA DE JUROS EM MAIO
Comércio - 5,73%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,12%
CDC (bancos) - 2,42%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,75%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 9,48%
As taxas de juros das operações de crédito registraram em maio a terceira elevação consecutiva neste ano, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta terça-feira.
Esse movimento é atribuído pelos analistas da entidade a todas as medidas implementadas pelo Banco Central para frear o consumo interno e reduzir a inflação, como a elevação dos depósitos compulsórios e do requerimento de capital para operação de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses, além do aumento da taxa básica de juros e da alíquota de IOF para captações externas e para operações de crédito.
Das seis linhas de crédito analisadas para consumidores, apenas uma (cartão de crédito rotativo) não teve aumento, mantendo-se estável. A taxa média geral subiu de 6,81% ao mês em abril para 6,87%.
Para empresas, todas as linhas de crédito tiveram os juros elevados, com a taxa média geral passando de 3,96% para 4,03%.
TAXA DE JUROS EM MAIO
Comércio - 5,73%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,12%
CDC (bancos) - 2,42%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,75%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 9,48%
JUROS DO CREDIÁRIO SOBEM EM TODOS OS TIPOS DE LOJAS PESQUISADAS EM MAIO
portal InfoMoney 07/06/2011 - Diego Lazzaris Borges
Os juros no crediário registraram aumento em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas em maio pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Na média, a taxa mensal de juros do comércio ficou em 5,73% no mês passado. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (7), as taxas variaram de 2,42% a 8,37% ao mês em maio, dependendo do setor.
Variáveis
As instituições financeiras determinam os juros baseadas em cinco fatores: custo de captação, depósitos compulsórios, despesas administrativas, margem líquida do banco (lucro) e o risco (inadimplência), que é o único item que pode ter alguma variação por setor.
Além da inadimplência, o prazo e a competição ditam a diferença das taxas de juros. A demanda é outra determinante, uma vez que a taxa de juros é reduzida quando a procura pelo produto é baixa.
Taxas por setor
Na tabela abaixo, é possível identificar as taxas por setor em abril e maio:
Os juros no crediário registraram aumento em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas em maio pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Na média, a taxa mensal de juros do comércio ficou em 5,73% no mês passado. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (7), as taxas variaram de 2,42% a 8,37% ao mês em maio, dependendo do setor.
Variáveis
As instituições financeiras determinam os juros baseadas em cinco fatores: custo de captação, depósitos compulsórios, despesas administrativas, margem líquida do banco (lucro) e o risco (inadimplência), que é o único item que pode ter alguma variação por setor.
Além da inadimplência, o prazo e a competição ditam a diferença das taxas de juros. A demanda é outra determinante, uma vez que a taxa de juros é reduzida quando a procura pelo produto é baixa.
Taxas por setor
Na tabela abaixo, é possível identificar as taxas por setor em abril e maio:
1 de jun. de 2011
30 MILHÕES COMPRAM A PRAZO PELA 1ª VEZ
jornal O Estado de S.Paulo 31/05/2011 - Márcia De Chiara e Cleide Silva
Nos últimos quatro anos, 30 milhões de brasileiros começaram a usar crédito para ir às compras. A informação é de uma pesquisa nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada no total de CPFs (Cadastro de Pessoas Físicas) consultados pela primeira vez nesse período para aprovação de uma venda a prazo. Esse grupo de consumidores respondeu por 30% dos CPFs consultados.
'A média foi de 7,5 milhões de novos crediaristas a cada ano', diz o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. Mas ele pondera que o maior ingresso de novos adeptos do crediário ocorreu em 2007 e 2008, antes da crise financeira. Em 2010, ingressaram cerca de 6 milhões de consumidores no mercado de crédito. Para este ano, ele acredita que esse número seja bem menor, mas nada desprezível: entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas.
A entrada de novos consumidores, fruto da ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que ocorreu no País, combinada com o desemprego em níveis historicamente baixos e prazos ainda longos, deve fazer com que o crédito ao consumidor com recursos livres cresça neste ano 18%, nas projeções de Solimeo. Essa taxa está acima da pretendida pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de 15%. Mas é menor que a registrada em 2010 (28,9%).
'A desaceleração do crédito ao consumo com recursos livres é lenta porque a política de restrição ao consumo do BC tem sido gradativa', ressalta.
Uma boa parte desses novos consumidores comprou o carro zero-quilômetro pela primeira vez. Dados do mercado automotivo mostram que, no ano passado, 435.400 brasileiros adquiriram pela primeira vez um carro zero. Esse volume representou 13,08% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados em 2010.
De acordo com analistas do setor automotivo, 70% dos carros zero-quilômetro são adquiridos por meio de financiamentos. E, apesar da elevação das taxas de juros, os prazos continuam camaradas. Em feirões realizados nos fins de semana, é possível encontrar veículos novos vendidos em 60 meses, sem entrada, a título promocional.
Passaporte. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, existe hoje um fator que dá mais resistência ao crédito ao consumidor, que é a grande oferta de emprego, apesar de todo esforço do governo para esfriar o consumo. 'A carteira de trabalho assinada é o passaporte para comprar a prazo.'
Ele argumenta que o ambiente continua favorável aos financiamentos. Do lado do consumidor, ele não vê risco de desemprego. Da parte dos bancos e financeiras, o cenário é benéfico porque a inadimplência ainda está em níveis bem comportados.
Os dados divulgados ontem pelo BC mostram que o saldo de crédito para o consumidor com recursos livres e referendados em taxas de juros de mercado atingiu R$ 450,2 bilhões em abril, cifra 1,6% maior do que em março. No ano, o aumento foi de 7,9% e em 12 meses, até abril, de 27,6%, apenas 1,3 ponto porcentual menor do que a taxa de crescimento de 12 meses em dezembro do ano passado.
Levando em conta o crescimento até abril, Ribeiro de Oliveira calcula que, para que o crédito ao consumidor chegue em dezembro deste ano com crescimento de 15% ante 2010, será necessário que a taxa de crescimento mensal dos empréstimos caia pela metade. Isto é, de 1,6% de março para abril para algo em torno de 0,8% ao mês entre maio e dezembro. 'Para atingir essa meta, seria necessária uma brusca freada no crédito, com puxada nos juros e novas medidas restritivas ao consumo das famílias', diz Ribeiro de Oliveira.
Nos últimos quatro anos, 30 milhões de brasileiros começaram a usar crédito para ir às compras. A informação é de uma pesquisa nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada no total de CPFs (Cadastro de Pessoas Físicas) consultados pela primeira vez nesse período para aprovação de uma venda a prazo. Esse grupo de consumidores respondeu por 30% dos CPFs consultados.
'A média foi de 7,5 milhões de novos crediaristas a cada ano', diz o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. Mas ele pondera que o maior ingresso de novos adeptos do crediário ocorreu em 2007 e 2008, antes da crise financeira. Em 2010, ingressaram cerca de 6 milhões de consumidores no mercado de crédito. Para este ano, ele acredita que esse número seja bem menor, mas nada desprezível: entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas.
A entrada de novos consumidores, fruto da ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que ocorreu no País, combinada com o desemprego em níveis historicamente baixos e prazos ainda longos, deve fazer com que o crédito ao consumidor com recursos livres cresça neste ano 18%, nas projeções de Solimeo. Essa taxa está acima da pretendida pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de 15%. Mas é menor que a registrada em 2010 (28,9%).
'A desaceleração do crédito ao consumo com recursos livres é lenta porque a política de restrição ao consumo do BC tem sido gradativa', ressalta.
Uma boa parte desses novos consumidores comprou o carro zero-quilômetro pela primeira vez. Dados do mercado automotivo mostram que, no ano passado, 435.400 brasileiros adquiriram pela primeira vez um carro zero. Esse volume representou 13,08% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados em 2010.
De acordo com analistas do setor automotivo, 70% dos carros zero-quilômetro são adquiridos por meio de financiamentos. E, apesar da elevação das taxas de juros, os prazos continuam camaradas. Em feirões realizados nos fins de semana, é possível encontrar veículos novos vendidos em 60 meses, sem entrada, a título promocional.
Passaporte. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, existe hoje um fator que dá mais resistência ao crédito ao consumidor, que é a grande oferta de emprego, apesar de todo esforço do governo para esfriar o consumo. 'A carteira de trabalho assinada é o passaporte para comprar a prazo.'
Ele argumenta que o ambiente continua favorável aos financiamentos. Do lado do consumidor, ele não vê risco de desemprego. Da parte dos bancos e financeiras, o cenário é benéfico porque a inadimplência ainda está em níveis bem comportados.
Os dados divulgados ontem pelo BC mostram que o saldo de crédito para o consumidor com recursos livres e referendados em taxas de juros de mercado atingiu R$ 450,2 bilhões em abril, cifra 1,6% maior do que em março. No ano, o aumento foi de 7,9% e em 12 meses, até abril, de 27,6%, apenas 1,3 ponto porcentual menor do que a taxa de crescimento de 12 meses em dezembro do ano passado.
Levando em conta o crescimento até abril, Ribeiro de Oliveira calcula que, para que o crédito ao consumidor chegue em dezembro deste ano com crescimento de 15% ante 2010, será necessário que a taxa de crescimento mensal dos empréstimos caia pela metade. Isto é, de 1,6% de março para abril para algo em torno de 0,8% ao mês entre maio e dezembro. 'Para atingir essa meta, seria necessária uma brusca freada no crédito, com puxada nos juros e novas medidas restritivas ao consumo das famílias', diz Ribeiro de Oliveira.
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3 de mai. de 2011
REDUÇÃO NO PRAZO AFETA MAIS CONSUMO
jornal Folha de S. Paulo 03/05/2011 – Claudia Rolli
O consumidor é mais suscetível à redução do prazo de financiamento do que à alta dos juros. É o que mostra estudo realizado pelo Provar-Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo) a partir de dados do comércio e pesquisa com consumidores.
O Ibevar é formado por executivos de companhias de varejo e diretores do Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA, a quem o instituto é ligado.
O estudo ressalta que a cada ponto percentual de aumento na taxa de juros as vendas se retraem em 0,26 ponto percentual. Se o mesmo aumento ocorrer, entretanto, no prazo de financiamento, as vendas crescem 0,61 ponto percentual.
Para chegar ao cálculo, foi criado um índice para medir, no varejo, o efeito do aumento de juros nas variáveis.
"O impacto nas vendas é maior inclusive no prazo do financiamento do que na renda. Porque, se houver o mesmo aumento percentual na renda, as vendas crescem 0,52 ponto percentual", diz o professor Claudio Felisoni, coordenador do Provar.
Para ter ideia do que isso significa, o Provar calculou o impacto das variações na venda de computadores, por exemplo, levando em conta que 7,15 milhões de notebooks foram vendidos no país em 2010, segundo a Abinee (associação do setor).
Se a renda variar um ponto, seriam vendidos a mais 37.180 equipamentos. Se a taxa de juros sobe um ponto, 18.590 notebooks deixam de ser vendidos. E, se o prazo cresce na mesma proporção, 43.615 notebooks seriam vendidos a mais no ano.
"O resultado serve para ilustrar as dificuldades do governo em conter o consumo. A renda se manteve em alta, e os prazos, apesar das medidas de contenção, continuaram sendo alongados."
Dados do Banco Central citados pelo Provar mostram que o prazo médio nos financiamentos (pessoa física) subiu 13% em fevereiro deste ano (565 dias) em relação a igual mês de 2010 (500 dias).
Em fevereiro de 2009, com efeitos da crise, o prazo chegou a 460 dias. "Se considerarmos que em fevereiro de 2004 o prazo era de 280 dias, ele agora dobrou. O que o consumidor quer é justamente isso: prazo maior significa parcela que cabe no bolso", diz Nuno Manoel Dias Fouto, um dos autores do estudo.
PARCELAS
Oito em cada dez consumidores preferem comprar de forma parcelada, segundo pesquisa do Provar feita em março com 500 consumidores da cidade de São Paulo.
A preferência -no caso de produtos como televisores, geladeiras- é a mesma para consumidores que ganham desde meio salário mínimo até acima de três mínimos.
Dados da Associação Comercial de São Paulo, com base no serviço de proteção ao crédito, reforçam a preferência: as vendas a prazo cresceram 7,4% no mês passado ante abril de 2010.
Saída é reduzir parcelas, dizem economistas
Economistas consultados pela Folha consideram que, se o governo quer de fato frear o consumo para conter as pressões inflacionárias, precisa adotar medidas para limitar o prazo de financiamento.
"Uma ação voltada para o prazo é mais eficaz do que apenas subir juros. A alta dos juros afeta não somente o varejo mas a indústria e toda a economia", afirma Fabio Silveira, da RC Consultores.
Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, diz que a estratégia de subir juros, do governo, está correta. "O desafio é a dosagem [da elevação de juros] para poder conter crédito sem desestimular crescimento."
Miguel José de Oliveira, vice-presidente da Anefac, diz que, como o consumidor sente que seu emprego está garantido, que os reajustes salariais têm sido acima da inflação, "sente-se motivado a comprar".
"Do outro lado, encontra prazo longo e crédito fácil, porque a inadimplência está estável. Assim o consumo não se retrai."
O consumidor é mais suscetível à redução do prazo de financiamento do que à alta dos juros. É o que mostra estudo realizado pelo Provar-Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo) a partir de dados do comércio e pesquisa com consumidores.
O Ibevar é formado por executivos de companhias de varejo e diretores do Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA, a quem o instituto é ligado.
O estudo ressalta que a cada ponto percentual de aumento na taxa de juros as vendas se retraem em 0,26 ponto percentual. Se o mesmo aumento ocorrer, entretanto, no prazo de financiamento, as vendas crescem 0,61 ponto percentual.
Para chegar ao cálculo, foi criado um índice para medir, no varejo, o efeito do aumento de juros nas variáveis.
"O impacto nas vendas é maior inclusive no prazo do financiamento do que na renda. Porque, se houver o mesmo aumento percentual na renda, as vendas crescem 0,52 ponto percentual", diz o professor Claudio Felisoni, coordenador do Provar.
Para ter ideia do que isso significa, o Provar calculou o impacto das variações na venda de computadores, por exemplo, levando em conta que 7,15 milhões de notebooks foram vendidos no país em 2010, segundo a Abinee (associação do setor).
Se a renda variar um ponto, seriam vendidos a mais 37.180 equipamentos. Se a taxa de juros sobe um ponto, 18.590 notebooks deixam de ser vendidos. E, se o prazo cresce na mesma proporção, 43.615 notebooks seriam vendidos a mais no ano.
"O resultado serve para ilustrar as dificuldades do governo em conter o consumo. A renda se manteve em alta, e os prazos, apesar das medidas de contenção, continuaram sendo alongados."
Dados do Banco Central citados pelo Provar mostram que o prazo médio nos financiamentos (pessoa física) subiu 13% em fevereiro deste ano (565 dias) em relação a igual mês de 2010 (500 dias).
Em fevereiro de 2009, com efeitos da crise, o prazo chegou a 460 dias. "Se considerarmos que em fevereiro de 2004 o prazo era de 280 dias, ele agora dobrou. O que o consumidor quer é justamente isso: prazo maior significa parcela que cabe no bolso", diz Nuno Manoel Dias Fouto, um dos autores do estudo.
PARCELAS
Oito em cada dez consumidores preferem comprar de forma parcelada, segundo pesquisa do Provar feita em março com 500 consumidores da cidade de São Paulo.
A preferência -no caso de produtos como televisores, geladeiras- é a mesma para consumidores que ganham desde meio salário mínimo até acima de três mínimos.
Dados da Associação Comercial de São Paulo, com base no serviço de proteção ao crédito, reforçam a preferência: as vendas a prazo cresceram 7,4% no mês passado ante abril de 2010.
Saída é reduzir parcelas, dizem economistas
Economistas consultados pela Folha consideram que, se o governo quer de fato frear o consumo para conter as pressões inflacionárias, precisa adotar medidas para limitar o prazo de financiamento.
"Uma ação voltada para o prazo é mais eficaz do que apenas subir juros. A alta dos juros afeta não somente o varejo mas a indústria e toda a economia", afirma Fabio Silveira, da RC Consultores.
Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, diz que a estratégia de subir juros, do governo, está correta. "O desafio é a dosagem [da elevação de juros] para poder conter crédito sem desestimular crescimento."
Miguel José de Oliveira, vice-presidente da Anefac, diz que, como o consumidor sente que seu emprego está garantido, que os reajustes salariais têm sido acima da inflação, "sente-se motivado a comprar".
"Do outro lado, encontra prazo longo e crédito fácil, porque a inadimplência está estável. Assim o consumo não se retrai."
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4 de abr. de 2011
FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS FICOU ESTAGNADO EM FEVEREIRO, APONTA ANEF
portal Cidade Biz 04/04/2011
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
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14 de mar. de 2011
ANEFAC VÊ QUEDA DE JUROS DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO EM FEVEREIRO, APESAR DA POLÍTICA MONETÁRIA
portal Cidade Bizz 14/03/2011
As taxas de juros das operações de crédito caíram em fevereiro, pela primeira vez no ano, apesar das medidas implementadas pelo BC, em dezembro, para frear o consumo e conter a inflação.
De acordo com a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros média para pessoas físicas caiu 0,12 ponto percentual em fevereiro (2,97 pp no ano), passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) para 6,73% ao mês (118,49% ao ano)., É a menor taxa de juros média desde outubro de 2010.
Pessoa Física - Com exceção do cheque especial, as demais linhas de crédito para pessoas físicas tiveram suas taxas de juros elevadas em fevereiro (o cartão de crédito rotativo não variou):
Pessoa Jurídica - Todas as linhas de crédito foram reduzidas no mês, com exceção da conta garantida. No geral, a taxa média é a menor desde dezembro de 2010.
Taxa de juros x Selic – De janeiro de 2010 a janeiro 2011 houve elevação de 2,5 pontos percentuais (elevação de 28,57%) na Selic, que passou de 8,75% ao ano para 11,25% ao ano (o estudo da Anefac é anterior à elevação da Selic para 11,75%, no dia 2 de março).
"Mesmo tendo as taxas de juros das operações de crédito sido reduzidas em fevereiro/2011 a nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz o coordenador de estudos econômicos da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, apostando na manutenção do aperto monetário nos próximos meses.
As taxas de juros das operações de crédito caíram em fevereiro, pela primeira vez no ano, apesar das medidas implementadas pelo BC, em dezembro, para frear o consumo e conter a inflação.
De acordo com a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros média para pessoas físicas caiu 0,12 ponto percentual em fevereiro (2,97 pp no ano), passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) para 6,73% ao mês (118,49% ao ano)., É a menor taxa de juros média desde outubro de 2010.
Pessoa Física - Com exceção do cheque especial, as demais linhas de crédito para pessoas físicas tiveram suas taxas de juros elevadas em fevereiro (o cartão de crédito rotativo não variou):
Pessoa Jurídica - Todas as linhas de crédito foram reduzidas no mês, com exceção da conta garantida. No geral, a taxa média é a menor desde dezembro de 2010.
Taxa de juros x Selic – De janeiro de 2010 a janeiro 2011 houve elevação de 2,5 pontos percentuais (elevação de 28,57%) na Selic, que passou de 8,75% ao ano para 11,25% ao ano (o estudo da Anefac é anterior à elevação da Selic para 11,75%, no dia 2 de março).
"Mesmo tendo as taxas de juros das operações de crédito sido reduzidas em fevereiro/2011 a nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz o coordenador de estudos econômicos da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, apostando na manutenção do aperto monetário nos próximos meses.
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9 de fev. de 2011
´JUROS AO CONSUMIDOR SOBEM PARA 6,85% A.M. EM JANEIRO, A MAIOR TAXA EM SETE MESES
portal InfoMoney 09/02/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física avançou 6 pontos-base em janeiro. No primeiro mês do ano, os juros médios ficaram em 6,85% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde junho de 2010. Em dezembro, a taxa era de 6,79%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 2 pontos-base, uma vez que, em janeiro daquele ano, a taxa média era de 6,87% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quarta-feira (9), desde janeiro de 2010, a taxa básica de juros aumentou 250 pontos-base, para 11,25% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro de 2010 e foram para 121,46% ao ano no mesmo período de 2011.
A Anefac espera que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito cresçam, por conta das medidas já anunciadas pelo Banco Central e de novas possíveis altas na taxa Selic.
Por modalidade
Entre o último mês de 2010 e o primeiro deste ano, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com janeiro de 2010, o cheque especial, que registrou alta de 31 ponto-base; CDC Banco, com alta de 3 ponto-base; e o Cartão de crédito, também com avanço de 3 p.b., foram as únicas modalidades a registrar aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para dezembro de 2010 e janeiro deste ano, assim como a taxa no primeiro mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física avançou 6 pontos-base em janeiro. No primeiro mês do ano, os juros médios ficaram em 6,85% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde junho de 2010. Em dezembro, a taxa era de 6,79%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 2 pontos-base, uma vez que, em janeiro daquele ano, a taxa média era de 6,87% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quarta-feira (9), desde janeiro de 2010, a taxa básica de juros aumentou 250 pontos-base, para 11,25% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro de 2010 e foram para 121,46% ao ano no mesmo período de 2011.
A Anefac espera que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito cresçam, por conta das medidas já anunciadas pelo Banco Central e de novas possíveis altas na taxa Selic.
Por modalidade
Entre o último mês de 2010 e o primeiro deste ano, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com janeiro de 2010, o cheque especial, que registrou alta de 31 ponto-base; CDC Banco, com alta de 3 ponto-base; e o Cartão de crédito, também com avanço de 3 p.b., foram as únicas modalidades a registrar aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para dezembro de 2010 e janeiro deste ano, assim como a taxa no primeiro mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
13 de jan. de 2011
TAXA DE JUROS AO CONSUMIDOR TEM SEGUNDA ALTA SEGUIDA E TERMINA O ANO EM 6,79% A.M.
portal InfoMoney 13/01/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
Depois de registrar queda de julho a outubro, a taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física marcou a segunda alta seguida e avançou 5 pontos-base em dezembro. No último mês de 2010, os juros médios ficaram em 6,79% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde julho de 2010. Em novembro, a taxa era de 6,74%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 7 pontos-base, uma vez que, em dezembro daquele ano, a taxa média era de 6,86% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (13), desde janeiro deste ano, a taxa básica de juros aumentou 200 pontos-base, para 10,75% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro e encerraram 2010 em 119,97% ao ano.
A Anefac esperava que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito continuariam a ser reduzidas. No entanto, novas medidas anunciadas pelo Banco Central fizeram com que a associação passasse a acreditar em aumento do custo do crédito nos próximos meses.
Por modalidade
Entre o décimo primeiro e o décimo segundo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com dezembro de 2009, cheque especial, que registrou alta de 30 ponto-base, e cartão, com alta de 1 ponto-base, foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para novembro e dezembro de 2010, assim como a taxa no décimo segundo mês de 2009, além da variação em pontos-base:
Depois de registrar queda de julho a outubro, a taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física marcou a segunda alta seguida e avançou 5 pontos-base em dezembro. No último mês de 2010, os juros médios ficaram em 6,79% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde julho de 2010. Em novembro, a taxa era de 6,74%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 7 pontos-base, uma vez que, em dezembro daquele ano, a taxa média era de 6,86% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (13), desde janeiro deste ano, a taxa básica de juros aumentou 200 pontos-base, para 10,75% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro e encerraram 2010 em 119,97% ao ano.
A Anefac esperava que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito continuariam a ser reduzidas. No entanto, novas medidas anunciadas pelo Banco Central fizeram com que a associação passasse a acreditar em aumento do custo do crédito nos próximos meses.
Por modalidade
Entre o décimo primeiro e o décimo segundo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com dezembro de 2009, cheque especial, que registrou alta de 30 ponto-base, e cartão, com alta de 1 ponto-base, foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para novembro e dezembro de 2010, assim como a taxa no décimo segundo mês de 2009, além da variação em pontos-base:
14 de dez. de 2010
DE OLHO NO CRÉDITO: COM NOVAS REGRAS, CONSUMIDOR DEVE TER MAIS CAUTELA
portal InfoMoney 13/12/2010 - Camila F. de Mendonça
Com a possibilidade de recuo da oferta de crédito gerada pelas medidas recentes do Banco Central, os consumidores devem ficar mais atentos na hora de contratar crédito nas instituições bancárias.
“É a lei da oferta e da procura: como vai ter menos dinheiro disponível, quem buscar crédito vai pagar mais caro por isso”, explica a economista do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Ione Amorin. “Os consumidores devem ficar muito atentos às condições impostas pela instituição financeira e pesquisar bastante as diferentes modalidades de crédito e taxas de juros”, ressalta.
De maneira geral, as medidas vieram no sentido de conter o consumo exagerado do crédito e para impedir elevações na inflação e na inadimplência. Para isso, o BC aumentou o fator de risco para concessão de crédito a pessoas físicas e o compulsório.
Para a advogada do órgão de defesa do consumidor, neste momento, a melhor opção dos consumidores é o planejamento financeiro. “A melhor opção é se planejar e juntar dinheiro para pagar à vista”.
Fique atento
Se de fato for necessário contratar crédito, o Idec dá dicas para o consumidor não cair em armadilhas e acabar pagando mais caro, uma vez que, com as medidas, as taxas de juros dos bancos devem subir.
Por isso, a dica do órgão de defesa do consumidor é ficar longe de linhas de crédito caras – cartão de crédito ou cheque especial devem ficar fora da sua lista de opções. Para se ter uma ideia, a taxa de juros cobrada para cheque especial ficou em 7,59% ao mês em novembro deste ano. Já o cartão ficou em 10,69%.
Ambos ficaram acima da taxa média de juros cobrada nos financiamentos ao consumidor, que foi de 6,74% ao mês em novembro – a maior taxa desde agosto deste ano, segundo o último balanço da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Quem opta por crédito consignado também deve ficar atento, ainda que as taxas de juros para essa modalidade não devam aumentar, segundo o Idec. “A dica, nesse caso, é optar por prazos mais cursos para pagar, pois, mesmo com as taxas baixas, o parcelamento longo expõe a mais juros”, ressalta o órgão de defesa do consumidor.
Para não ficar perdido, confira a média das taxas cobradas para cada modalidade de financiamento, considerando o mês de novembro, segundo a Anefac:
Com a possibilidade de recuo da oferta de crédito gerada pelas medidas recentes do Banco Central, os consumidores devem ficar mais atentos na hora de contratar crédito nas instituições bancárias.
“É a lei da oferta e da procura: como vai ter menos dinheiro disponível, quem buscar crédito vai pagar mais caro por isso”, explica a economista do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Ione Amorin. “Os consumidores devem ficar muito atentos às condições impostas pela instituição financeira e pesquisar bastante as diferentes modalidades de crédito e taxas de juros”, ressalta.
De maneira geral, as medidas vieram no sentido de conter o consumo exagerado do crédito e para impedir elevações na inflação e na inadimplência. Para isso, o BC aumentou o fator de risco para concessão de crédito a pessoas físicas e o compulsório.
Para a advogada do órgão de defesa do consumidor, neste momento, a melhor opção dos consumidores é o planejamento financeiro. “A melhor opção é se planejar e juntar dinheiro para pagar à vista”.
Fique atento
Se de fato for necessário contratar crédito, o Idec dá dicas para o consumidor não cair em armadilhas e acabar pagando mais caro, uma vez que, com as medidas, as taxas de juros dos bancos devem subir.
Por isso, a dica do órgão de defesa do consumidor é ficar longe de linhas de crédito caras – cartão de crédito ou cheque especial devem ficar fora da sua lista de opções. Para se ter uma ideia, a taxa de juros cobrada para cheque especial ficou em 7,59% ao mês em novembro deste ano. Já o cartão ficou em 10,69%.
Ambos ficaram acima da taxa média de juros cobrada nos financiamentos ao consumidor, que foi de 6,74% ao mês em novembro – a maior taxa desde agosto deste ano, segundo o último balanço da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Quem opta por crédito consignado também deve ficar atento, ainda que as taxas de juros para essa modalidade não devam aumentar, segundo o Idec. “A dica, nesse caso, é optar por prazos mais cursos para pagar, pois, mesmo com as taxas baixas, o parcelamento longo expõe a mais juros”, ressalta o órgão de defesa do consumidor.
Para não ficar perdido, confira a média das taxas cobradas para cada modalidade de financiamento, considerando o mês de novembro, segundo a Anefac:
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9 de dez. de 2010
JUROS AO CONSUMIDOR SOBEM PARA 6,74% AO MÊS EM NOVEMBRO, MOSTRA ANEFAC
portal InfoMoney 09/12/2010 - Flávia Furlan Nunes
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física avançou 5 pontos-base em novembro. No décimo primeiro mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde agosto de 2010. Em outubro, a taxa era de 6,69%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 22 pontos-base, uma vez que, em novembro daquele ano, a taxa média era de 6,96% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (9), desde janeiro deste ano, a taxa básica de juros aumentou 200 pontos-base, para 10,75% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro e foram a 118,74% ao ano em novembro.
A Anefac esperava que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito continuariam a ser reduzidas. No entanto, novas medidas anunciadas pelo Banco Central fizeram com que a associação passasse a acreditar em aumento do custo do crédito.
Por modalidade
Entre o décimo e o décimo primeiro mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com novembro do ano passado, cheque especial, que registrou alta de 23 ponto-base, e cartão, com alta de 1 ponto-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para outubro e novembro deste ano, assim como a taxa no décimo primeiro mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
*Variação em pontos base de Novembro sobre o mês de Outubro
**Variação em pontos base de Novembro de 2010 sobre Novembro de 2009
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física avançou 5 pontos-base em novembro. No décimo primeiro mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês, sendo esta a maior taxa de juros média desde agosto de 2010. Em outubro, a taxa era de 6,69%.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 22 pontos-base, uma vez que, em novembro daquele ano, a taxa média era de 6,96% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (9), desde janeiro deste ano, a taxa básica de juros aumentou 200 pontos-base, para 10,75% ao ano, enquanto os juros ao consumidor caíram no mesmo período. Eles eram de 121,96% ao ano em janeiro e foram a 118,74% ao ano em novembro.
A Anefac esperava que, daqui para a frente, as taxas de juros das operações de crédito continuariam a ser reduzidas. No entanto, novas medidas anunciadas pelo Banco Central fizeram com que a associação passasse a acreditar em aumento do custo do crédito.
Por modalidade
Entre o décimo e o décimo primeiro mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram alta nos juros.
Na comparação com novembro do ano passado, cheque especial, que registrou alta de 23 ponto-base, e cartão, com alta de 1 ponto-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para outubro e novembro deste ano, assim como a taxa no décimo primeiro mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
*Variação em pontos base de Novembro sobre o mês de Outubro
**Variação em pontos base de Novembro de 2010 sobre Novembro de 2009
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11 de nov. de 2010
JUROS AO CONSUMIDOR RECUAM EM OUTUBRO E TÊM MENOR TAXA DA SÉRIE, MOSTRA ANEFAC
portal InfoMoney 11/11/2010 - Gladys Ferraz Magalhães
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 5 pontos-base em outubro, registrando a menor taxa da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. No décimo mês do ano, os juros médios ficaram em 6,69% ao mês e, em setembro, a taxa era de 6,74%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (11), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha), a volta do crescimento econômico nas principais economias e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo com a taxa básica de juros sido elevada no ano.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 34 pontos-base, uma vez que, em outubro daquele ano, a taxa média era de 7,03% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e outubro deste ano a Selic sofreu uma elevação de 2 pontos percentuais passando de 8,75% para 10,75% ao ano.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 4,45 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 117,51% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o nono e o décimo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros.
Na comparação com outubro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 6 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para setembro e outubro deste ano, assim como a taxa no décimo mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 5 pontos-base em outubro, registrando a menor taxa da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. No décimo mês do ano, os juros médios ficaram em 6,69% ao mês e, em setembro, a taxa era de 6,74%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (11), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha), a volta do crescimento econômico nas principais economias e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo com a taxa básica de juros sido elevada no ano.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 34 pontos-base, uma vez que, em outubro daquele ano, a taxa média era de 7,03% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e outubro deste ano a Selic sofreu uma elevação de 2 pontos percentuais passando de 8,75% para 10,75% ao ano.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 4,45 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 117,51% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o nono e o décimo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros.
Na comparação com outubro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 6 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para setembro e outubro deste ano, assim como a taxa no décimo mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
8 de nov. de 2010
MAIS DE 70% USARÃO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PARA QUITAR DÍVIDAS NO CARTÃO E CHEQUE
portal InfoMoney 08/11/2010
Mais de 70% dos consumidores brasileiros pretendem utilizar os recursos do 13º salário para quitar as dívidas com o cartão de crédito e cheque especial.
De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (8) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), 38% dos brasileiros possuem débitos no cartão, sendo que esse tipo de dívida passou a ser o principal destino do abono.
Frente a 2009, houve um aumento de 9 pontos percentuais. Naquele ano, 29% dos brasileiros detinham algum dívida no cartão de crédito.
Quanto ao cheque especial, 35% dos consumidores pretendem regularizar as dívidas com essa modalidade. Nesta mesma base, houve queda de 5 p.p. em relação a igual período do ano passado, conforme tabela abaixo:
Outros
Ainda de acordo com a Anefac, 7% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para regularizar o nome no SPC/Serasa. Em 2009, essa fatia era de 10%.
Dívidas com prestações do comércio em atraso (8%), com financiamento bancário em atraso (9%) e relacionadas a diversos itens (3%), como escola, telefonia, entre outros, completam a lista do destino do 13º salário.
Mais de 70% dos consumidores brasileiros pretendem utilizar os recursos do 13º salário para quitar as dívidas com o cartão de crédito e cheque especial.
De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (8) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), 38% dos brasileiros possuem débitos no cartão, sendo que esse tipo de dívida passou a ser o principal destino do abono.
Frente a 2009, houve um aumento de 9 pontos percentuais. Naquele ano, 29% dos brasileiros detinham algum dívida no cartão de crédito.
Quanto ao cheque especial, 35% dos consumidores pretendem regularizar as dívidas com essa modalidade. Nesta mesma base, houve queda de 5 p.p. em relação a igual período do ano passado, conforme tabela abaixo:
Outros
Ainda de acordo com a Anefac, 7% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para regularizar o nome no SPC/Serasa. Em 2009, essa fatia era de 10%.
Dívidas com prestações do comércio em atraso (8%), com financiamento bancário em atraso (9%) e relacionadas a diversos itens (3%), como escola, telefonia, entre outros, completam a lista do destino do 13º salário.
15 de out. de 2010
JUROS AO CONSUMIDOR RECUAM EM SETEMBRO E TÊM MENOR TAXA DA SÉRIE, MOSTRA ANEFAC
portal InfoMoney 14/10/2010 - Gladys Ferraz Magalhães
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 1 ponto base em setembro, registrando a menor taxa da série histórica iniciada em 1995. No nono mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês e, em agosto, a taxa era de 6,75%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (14), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha) e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo após aumento na taxa básica de juros.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 27 pontos-base, uma vez que, em setembro daquele ano, a taxa média era de 7,01% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e setembro deste ano, a Selic sofreu uma elevação de 200 pontos-base, passando de 8,75% para 10,75% ao ano, no período.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 3,22 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 118,74% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o oitavo e o nono mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito e CDC-Bancos ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros, com exceção do cheque especial, que passou de 7,45% para 7,47%.
Na comparação com setembro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 13 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para agosto e setembro deste ano, assim como a taxa no nono mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 1 ponto base em setembro, registrando a menor taxa da série histórica iniciada em 1995. No nono mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês e, em agosto, a taxa era de 6,75%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (14), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha) e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo após aumento na taxa básica de juros.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 27 pontos-base, uma vez que, em setembro daquele ano, a taxa média era de 7,01% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e setembro deste ano, a Selic sofreu uma elevação de 200 pontos-base, passando de 8,75% para 10,75% ao ano, no período.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 3,22 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 118,74% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o oitavo e o nono mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito e CDC-Bancos ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros, com exceção do cheque especial, que passou de 7,45% para 7,47%.
Na comparação com setembro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 13 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para agosto e setembro deste ano, assim como a taxa no nono mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
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