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11 de set. de 2011

VAREJO DO NORDESTE REAGE A PLANOS DE EXPANSÃO DE REDES DO SUDESTE

jornal Valor Econômico 06/09/2011 - Murillo Camarotto e Adriana Mattos

Após duas semanas de anúncios misteriosos, a Máquina de Vendas apresentou no domingo a nova campanha publicitária da rede baiana Insinuante, que tem como estrela a cantora Ivete Sangalo. No filme de 60 segundos, ela exalta o porte adquirido pela varejista nos últimos anos, e exalta o "DNA nordestino" da empresa, com mais de 220 pontos na região. Na mensagem final, como uma provocação às concorrentes, Ivete diz "Pode vir quem vier", tendo como pano de fundo a frase "Insinuante, conte com essa força".

A postura mais agressiva é adotada num momento em que grandes redes como Casas Bahia e Magazine Luiza avançam sobre os Estados nordestinos e ampliam investimentos na região. Maior rede de eletroeletrônicos do Brasil, a Casas Bahia tem previsão inicial de abertura de sete pontos no Nordeste até dezembro, cerca de um quarto do número total de unidades inauguradas em dois anos de operação local. A rede tem 30 unidades no Nordeste - 29 na Bahia e uma em Aracaju (SE).

"A expansão para o Nordeste se dará de forma orgânica e com a bandeira Casas Bahia. Quando abrimos o centro de distribuição de Camaçari, em dezembro de 2010, deixamos claro nossa aposta na região", diz Michael Klein, presidente do Conselho de Administração da Globex, que controla a Casas Bahia e a Ponto Frio. Klein aprovou plano para intensificar os investimentos locais e planeja abrir unidades em dois novos mercados em 2011: Pernambuco e Ceará.

Fortaleza será a porta de entrada da Casas Bahia no Ceará, que ganhará duas lojas até o final deste ano. A cidade de Petrolina, em Pernambuco, também terá uma nova filial da rede, com inauguração prevista para o final de novembro.

Recentemente, o Magazine Luiza, que entrou no NE após a aquisição da paraibana Lojas Maia, revelou o desejo de continuar crescendo na região, onde já tem 142 lojas. Durante visita ao Recife, há três meses, a presidente da rede varejista, Luiza Helena Trajano, disse que o plano é de chegar a 200 pontos no Nordeste até o final de 2012.

Uma das principais varejistas locais, com 105 lojas em oito Estados, a Laser Eletro já trabalha com o cenário de maiores investimentos da Casas Bahia no Nordeste. O diretor-comercial da cadeia, Marcelo Coutinho, diz que a única forma de se manter competitivo é ocupar espaços, com a abertura de novas lojas, e reduzir os preços, se for preciso. A rede planeja inaugurar cinco novas unidades neste ano e pelo menos 30 pontos em 2012.

"Acho que a Casas Bahia ainda vai ter que comprar alguém, alguma rede menor, para ampliar os ganhos de escala, e também pode ter que reforçar investimentos em logística", afirmou Coutinho.

A Casas Bahia inaugurou em dezembro o primeiro CD da empresa na região, em Camaçari (BA), com 69 mil metros quadrados de área e investimento de R$ 60 milhões.

Entre as grandes varejistas locais, a Rabelo, da família de mesmo nome, planeja abrir mais pontos e tentará proteger os espaços onde já atua (ela só não tem lojas no Sergipe). Ao longo do ano, a rede terá aberto 40 unidades, prevê a companhia. No início de 2011, ela somava 60 pontos e deve chegar a 100 lojas no fim do ano. "O crescimento em número de lojas da cadeia era bem menor, de 5% a 10% ao ano. Nunca abrimos tantas lojas", disse Ricardo Marques, coordenador geral de vendas da Rabelo, que no acumulado do ano registra aumento de 27% nas vendas.

Segundo Marques, a cadeia tem negociações para adquirir pontos de redes menores em Aracaju (SE) e deve reabrir, em dois meses, um depósito de 7 mil metros quadrados em Teresina (PI). "O plano dos fundadores é chegar, em alguns anos, a 200 lojas na região. Ninguém quer se desfazer do negócio", disse ele, ao comentar rumores de que a rede teria sido sondada por varejistas do Sudeste interessadas na cadeia.

A Eletro Shopping, que se uniu à Máquina de Vendas neste ano, trabalha para reabrir as lojas adquiridas da Top Móveis neste ano. Dezesseis pontos dessa cadeia devem ser reinaugurados e quatro novas lojas próprias da Eletro Shopping serão abertas até dezembro. Com isso, a rede chegaria à marca de 150 unidades no Nordeste em 2011. Atualmente são 130 pontos, diz o vice-presidente da Eletro Shopping, Fernando Freitas. "O cliente que gosta de um vendedor volta para comprar com aquele vendedor novamente", diz Freitas. "O nordestino que compra uma geladeira, precisa do produto no mesmo dia. Quem entrega rápido, sai na frente".

2 de ago. de 2011

OTIMISMO SEGUE ALTO PARA O DIA DOS PAIS, MOSTRA SERASA EXPERIAN

portal Serasa Experian 01/08/2011

A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia dos Pais 2011 apurou que 55% dos varejistas de todo o país esperam aumento de faturamento em relação à mesma data do ano passado. Diferentemente do Dia das Mães e dos Namorados 2011, cuja parcela de otimistas ampliou-se ante igual evento de 2010, a presente data repete o bom ânimo do ano passado.

Na pesquisa 2011, 36% vão manter o faturamento e 9% vêem queda frente o Dia dos Pais 2010. No ano passado, eram 39% esperando repetir o faturamento e 6% aguardando recuo. Nota-se que aumentou o percentual de varejistas que devem registar decréscimo de seu faturamento.

A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia dos Pais 2011 entrevistou 1.016 empresários ou principais executivos do varejo, em todo o país, e foi a campo de 07 a 13 de julho.



Porte

Analisando as opiniões por porte de empresas, 80% dos grandes varejistas acreditam que vão incrementar seu faturamento na data em relação a 2010. Nas médias, 65% compartilham da mesma opinião, enquanto nas pequenas, 55%.

Região

Na análise regional, 63% dos varejistas do Norte apostam em evolução de seu faturamento neste Dia dos Pais. Na sequência estão Nordeste, com 58%, Centro-Oeste e Sul, ambos com 53%, e Sudeste, com 52%.

Presentes que serão oferecidos

Neste Dia dos Pais, os presentes que serão mais oferecidos, segundo os varejistas, serão roupas, sapatos e acessórios (56%); celulares e smartphones (19%); perfumaria e cosméticos (9%); eletrônicos (7%); produtos de informática (incluindo tablets) (2%); bebidas (2%); joias, relógios e canetas (1%) e outros (3%).

Em igual data em 2010, os presentes mais oferecidos foram roupas, sapatos e acessórios (55%); celulares (23%); perfumaria e cosméticos (6%); eletrônicos (6%); produtos de informática (1%); bebidas (2%); joias, relógios e canetas (1%); DVD, CD e livros (1%); refeição comemorativa fora de casa (1%); jogos eletrônicos (1%) e outros (3%).

Gasto médio com presentes

Este ano, segundo os varejistas, 25% dos gastos com presentes serão na faixa de até R$ 50; 41% de R$ 51 a R$ 100; 24% de R$ 101 a R$ 200; 7% de R$ 201 a R$ 300; 2% de R$ 301 a R$ 500 e 1% acima de R$ 500. Assim, 66% dos presentes custarão até R$100.

Composição das vendas

Neste Dia dos Pais, 47% das compras serão feitas à vista e 53% a prazo. Na mesma data de 2010, essa composição era de 49% e 51%, na mesma ordem.

Meios de Pagamento

As vendas à vista neste Dia dos Pais devem ser feitas com os seguintes meios de pagamento: 41% em dinheiro; 24% em cartão de crédito; 19% em cartão de débito; 14% em cheque; 1% em cartão da própria loja e 1% em outros. As vendas a prazo serão compostas: 49% em cartão de crédito parcelado; 25% em cheque pré-datado; 19% em financiamento / crediário; 2% em cartão de débito parcelado; 2% em cartão da própria loja parcelado e 3% em outros.

Pela primeira vez na pesquisa para o Dia dos Pais, neste ano, o cheque pré-datado será parcelado em até quatro pagamentos. O cartão de crédito será parcelado em até seis vezes, mesmo prazo que será utilizado para os financiamentos/ crediário.

No Dia dos Pais 2010, as vendas à vista foram distribuídas: dinheiro, 39%; cartão de crédito, 25%; cartão de débito, 18%; cheque, 16%, e cartão da própria loja, 2%. Nas vendas a prazo, a composição foi a seguinte: cartão de crédito parcelado, 43%; cheque pré-datado, 33%; financiamento / crediário, 16%; cartão de débito parcelado, 4%; cartão da própria loja parcelado, 2%, e outros, 2%.

Comentários

O Dia dos Pais é uma boa data para o varejo, mas não é tão forte como o Dia das Mães ou Dia dos Namorados. Portanto, diante do ambiente de juros mais altos e restrições ao crédito, as expectativas dos empresários são positivas em relação ao seu faturamento. São 55% dos 1.016 entrevistados que se dizem otimistas.

As grandes empresas do varejo estão otimistas com a data porque costumam ter parceria com alguma instituição financeira para financiar seus clientes.

Nos presentes que serão oferecidos, crescem as expectativas em relação à data de 2010 sobre as vendas de roupas, sapatos e acessórios, perfumaria e cosméticos, eletrônicos e produtos de informática. Os consumidores mais endividados ficarão com as duas primeiras opções, enquanto os menos endividados ficarão com as demais, comprando a prazo. Por esta razão, cresce a composição das vendas pagas a prazo.

No que diz respeito ao valor dos presentes, pode-se dizer que o intervalo (66%) que vai gastar até R$ 100 por presente está coerente com as datas comemorativas do varejo no 1º semestre.

Quanto aos meios de pagamento, na comparação Dia dos Pais 2011/2010, sobem nas vendas à vista as compras realizadas com dinheiro. Nas vendas a prazo serão mais utilizadas as opções parcelamento em cartão de crédito e financiamento ou crediário.

Artigos como roupas, sapatos e acessórios, que têm uma grande variação de preços, devem ser preferidos pelos consumidores mais endividados e adquiridos à vista, na opinião dos varejistas. Já os demais produtos, de maior valor agregado, serão financiados.

Metodologia

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para as datas comemorativas do varejo começou a ser desenvolvida em 2005. Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de empresas representativas do setor do comércio, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

11 de jul. de 2011

MAIS DE 90% DOS FREQUENTADORES DA AVENIDA PAULISTA TÊM CONTA-CORRENTE

portal InfoMoney 08/07/2011

Frequentadores da Avenida Paulista são mais bancarizados do que os moradores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). De acordo com o levantamento do Data Popular sobre os hábitos de consumo das pessoas que circulam pela avenida, divulgado nesta sexta-feira (8), 94% possuem conta-corrente com saldo médio R$ 1.678,21, contra 73% da RMSP.

A pesquisa, realizada em junho de 2011 com 400 pessoas, a partir de 18 anos e que passavam pela Avenida Paulista, mostra ainda 60% delas têm limite de crédito, enquanto na RMSP apenas 36% possuem o crédito na conta. Dos que passavam pela Avenida, 20% já haviam feito empréstimos. Na região metropolitana, são apenas 5%.

Em relação aos cartões, na Avenida Paulista, 89% dos frequentadores possuem o de débito, 76%, de crédito, e 40%, cartões de lojas. Na Região Metropolitana de São Paulo, o cartão de débito tem 51% das menções, o de crédito, 57%, e o de lojas, 17%. Já 26% das pessoas que estavam na avenida têm cheques, contra 16% da RMSP.

Comportamento

Quanto questionados sobre compras realizadas nos últimos 30 dias, os entrevistados na Paulista citaram mais roupas e tênis, com 44% 37% das respostas, respectivamente, contra 4% e 13% da região Metropolitana, nesta ordem.

Perguntados sobre as compras dos últimos três meses, eletroeletrônicos e eletrodomésticos ficaram no topo da preferência dos frequentadores da Avenida Paulista, com 35% e 25%, respectivamente. Já na RMSP, os eletroeletrônicos tiveram 5% das citações e eletrodomésticos, 6%.

Na intenção de compra dos próximos 12 meses, os eletroeletrônicos também se destacam, com 34% das menções.

A seguir, aparecem televisores de plasma, LCD ou LED como itens mais desejados pelas pessoas que passavam pela Paulista, com 30% das citações. Na sequência, ficaram os eletrodomésticos, com 29%.

Na Paulista, as pessoas também expressaram a necessidade de adquirir smartphones (14%). Outra necessidade também observada na região da Paulista foi a compra de casas ou apartamentos, que teve 18% das respostas.

No quesito viagens, 29% dos frequentadores da Avenida Paulista viajaram de avião nos últimos 12 meses, sendo que 25% pretendem viajar para o exterior nos próximos 12 meses. Já na região Metropolitana, as opiniões ficaram em 9% e 5%, respectivamente.

Consumo na Avenida

Dos entrevistados na Paulista, 65% fizeram compras em lojas instaladas na própria avenida, sendo que 55,3% afirmaram que já compraram roupas nessas lojas. Nos próximos 30 dias, 41% pretendem comprar em lojas da Avenida, sendo que novamente a maioria pretende comprar roupas.

INTENÇÃO DE CONSUMO DOS PAULISTANOS RECUA NO SEMESTRE, DIZ FECOMERCIO-SP

portal InfoMoney 07/07/2011 - Diego Lazzaris Borges

A intenção de compras dos paulistanos recuou no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano passado. É o que revelam os dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgados nesta quinta-feira (7).
Segundo a entidade, o ICF (Índice de Consumo das Famílias) teve queda de 2,1% no período, atingindo 136,6 pontos. Vale lembrar que, abaixo de 100 pontos, o índice revela uma percepção de insatisfação e, acima deste patamar até 200 pontos, indica satisfação.

O indicador da Fecomercio-SP é composto por sete itens, sendo eles, emprego atual, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo e momento para duráveis.

Categorias

Dos sete itens analisados, três apresentaram crescimento na comparação semestral, enquanto quatro registraram queda. A mais significativa foi de nível de consumo atual (-7,8%). Outros destaques de baixa foram perspectiva de consumo (-6,2%), acesso ao crédito (-4,5%) e renda atual (-2%).

Por outro lado, o item Emprego Atual teve elevação de 1,3% e Perspectiva Profissional subiu 3,2%. “Isso demonstra que o impacto no cenário de preços e juros mais caros atinge fortemente o bolso do consumidor, mas não a sua situação profissional”, diz a Fecomercio.

Junho

Considerando somente o mês de junho, o ICF avançou 3,1% em relação ao mês anterior, passando para 137,6 pontos.

A Fecomercio-SP explica que o aumento do ICF em junho, o primeiro importante em 2011, indica um ajuste natural de satisfação das famílias paulistas, já que de dezembro a maio o indicador teve forte queda de 9,3%.

Expectativa

Para os próximos meses, a assessoria técnica da Fecomercio afirma que, apesar da variação positiva do ICF de 3,1% em junho, a tendência negativa prevista para os próximos meses não deve ser revertida, uma vez que as variáveis inflação e taxa de juros continuam elevadas e influenciam o comportamento do consumidor.

8 de jul. de 2011

OTIMISMO DAS FAMÍLIAS SOBE EM JUNHO APÓS 2 QUEDAS, DIZ IPEA

portal G1 06/07/2011

O otimismo das famílias brasileiras com a situação socioeconômica do país subiu em junho, após ter recuado nos dois meses anteriores, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mês passado, o indicador avançou para 64,1 pontos, ante 62,9 pontos registrados em maio e 63,8 registrados em abril. Pela metodologia do Índice de Expectativas das Famílias, pontuações acima de 60 indicam otimismo.

Entre as regiões, a única a apontar alta no Índice de Expectativa das Famílias (IEF) na passagem de abril para maio foi a Norte, onde o indicador passou de 64,2 para 63,2.

O maior otimismo foi verificado no Centro-Oeste, onde o indicador passou de 73,3 para 75,5. O pior resultado foi auferido no Nordeste. Lá, entretanto, o índice avançou de 89,8 para 61,7 pontos. No Sudeste, o indicador subiu de 62,5 para 63,7; e no Sul, de 61,9 para 62,2.

“Os dados revelam que a situação continua sendo percebida como melhor na comparação com a do ano anterior”, afirma o Ipea no documento de divulgação. “Como nos meses anteriores, as informações coletadas reafirmam que não são as categorias de menor renda ou instrução as mais otimistas. Os números mais otimistas estão na faixa de renda entre 4 e 5 salários mínimos e instrução superior completa”, acrescenta.

O índice é resultante de uma pesquisa mensal do Ipea, aplicada em 3.810 domicílios de 214 municípios em todas as unidades da federação.

Situação econômica e financeira

A expectativa das famílias para o mês de junho, no que diz respeito à situação econômica do país no curto prazo, aponta que 56,8% delas acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, um valor 0,6 ponto percentual maior que o registrado no mês anterior (56,2%).

Para os próximos cinco anos, o percentual de famílias brasileiras que acreditam que a situação econômica do Brasil estará pior caiu de 22,9%, em maio, para 22,4% em junho. Em junho, 74% das famílias brasileiras pesquisadas afirmaram estar melhor financeiramente do que há um ano, percentual praticamente idêntico ao apresentado no mês anterior. Já o percentual de famílias que acreditam ter piorado financeiramente caiu de 23,1% para 22,8%. Em relação às expectativas para o próximo ano, é o Norte a região mais otimista (92,7%).

Consumo e endividamento

Em relação ao consumo de bens duráveis, 51,5% das famílias brasileiras afirmaram que o momento é propício, contra 42,6% que não acham o momento ideal para tal.

Entre as regiões, apenas o Norte e o Sul apresentam otimismo expressivamente inferior ao do Brasil como um todo. No Sudeste, o percentual subiu de 53% em maior para 55,1% em junho.

Já a percepção das famílias sobre endividamento se manteve praticamente inalterada em relação ao mês anterior, com 9,2% que se consideram muito endividados, 21,9% que se consideram pouco endividados, 18,3% que avaliam estar mais ou menos endividados, e 50,5% que afirmam não possuir dívidas. Ou seja, 72% acreditam estar pouco endividadas ou não possuir dívidas.

Assim como em maio, a maior proporção de famílias sem dívidas se encontra no Centro-Oeste (82,1%), seguido pelo Sudeste (61,1%). Enquanto isso, a região Nordeste apresenta o maior percentual de famílias muito endividadas (12,2%), resultado igual ao do mês anterior.

Segundo o Ipea, a proporção dos endividados cuja dívida representa até a metade do rendimento domiciliar mensal caiu um pouco em junho para 16,2%. Também diminuiu a proporção daqueles cujas dívidas representam mais de 5 vezes o orçamento familiar, alcançando 17,2%.

De acordo com o levantamento, 17,8% das famílias afirmaram que, embora tenham dívidas, terão condições de quitá-las totalmente e 45,8% que poderão quitá-las parcialmente. Entre as famílias endividadas, 33,6% dizem não ter condições de pagar suas dívidas. Em maio, esse índice era de 41,3.

Ainda de acordo com o levantamento, 93% disseram não possuir a intenção de contrair financiamentos ou empréstimos nos próximos meses.

“Apesar das elevadas taxas de juros ao consumidor cobradas no Brasil há muitos anos, o risco de alta taxa de inadimplência permanece moderado”, afirma o Ipea.

Mercado de trabalho

Os dados do Ipea referentes ao comportamento do mercado de trabalho e às expectativas mostram que 79% dos responsáveis pelos domicílios se sentem seguros em sua ocupação atual, acima do índice de 76% do mês anterior.

Todas as regiões do país apresentaram valores ligeiramente superiores à média nacional, exceto o Nordeste que obteve o menor índice: 69,2%.

Entre os demais membros da famílias, o otimismo é menor: 72% responderam sentir segurança nas ocupações. No total, aproximadamente 6,2% dos entrevistados demonstram expectativa positiva quanto à segurança de algumas pessoas da família em suas ocupações e cerca de 21% disseram que os demais membros não se sentem seguros em relação às suas ocupações.

A expectativa de obter melhorias profissionais passou de 38% em maio para 36% em junho. Os resultados apontam ainda que cerca de 59% não esperam obter melhorias nos próximos seis meses.

8 de jun. de 2011

FALTA DE IMÓVEIS E DE MÃO DE OBRA ATRASA EXPANSÃO DE SUPERMERCADOS

jornal O Estado de S.Paulo 06/06/2011 - Márcia De Chiara

A falta de terrenos e de mão de obra atrasou os planos de expansão dos supermercados nas grandes cidades do País. Essas dificuldades deixaram o setor numa situação inusitada. Hoje as redes varejistas têm dinheiro para fazer investimentos, o mercado de consumo está pujante, mas os projetos de crescimento não podem ser plenamente executados pela escassez de fatores de produção.

"Este será mais um ano de frustração", diz o presidente da Coop Cooperativa de Consumo, Antonio José Monte. "Está difícil crescer", acrescenta ele. A rede, que tem 29 lojas de supermercados no ABC paulista, São José dos Campos, Sorocaba, Piracicaba, Tatuí e São Vicente, enfrenta problemas para executar o plano de investimentos. Em 2010, faturou R$ 1,522 bilhão, com expansão real de vendas 9%, ante 7% real, que foi a média do setor.

No ano passado, por exemplo, a empresa queria abrir cinco lojas, mas conseguiu inaugurar só duas. Para este ano, o plano é novamente abrir cinco lojas. Pelo desenrolar de negociações, está assegurada, no entanto, a abertura de apenas uma loja fora do ABC e a reforma de outra em funcionamento, conta o executivo.

"De quatro anos para cá, o preço do metro quadrado de áreas com 10 mil metros quadrados, adequadas para construção de grandes lojas, mais que triplicou", afirma André Simon Cywinski, sócio da consultoria Tecnovarejo. A empresa é especializada em traçar planos de expansão para redes varejistas.

O preço do metro quadrado desses terrenos, que era de R$ 300 em 2007, hoje não se encontra por menos de R$ 1mil. Mesmo assim, está difícil arranjar uma área com essa dimensão. "Estamos tendo de trabalhar dez vezes mais para desenrolar os projetos", diz o consultor.

Para Peter Hardtmeir, também sócio da consultoria, a dificuldade é generalizada. "Todas as redes de supermercados têm planos de expansão e não conseguem executá-los." Procuradas, as gigantes do setor, Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart, não quiseram comentar as dificuldades imobiliárias enfrentadas.

Minha Casa. Hardtmeir observa que a sequência de grandes eventos, como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, já fez crescer a demanda por grandes terrenos para erguer hotéis e hospitais, por exemplo. Isso inflacionou o preço do metro quadrado dos terrenos nas grandes cidades. "O programa habitacional Minha Casa Minha Vida também ajudou a encarecer o custo de metro quadrado das grandes áreas porque compete com as lojas de supermercados", ressalta.

O Lopes Supermercados, com 20 lojas, a maioria em Guarulhos (SP) e que faturou R$ 502 milhões, é outra rede que enfrenta problemas para crescer. Mauro Augusto Rodrigues, diretor de Operações e Expansão da empresa, constatou aumento de até 50% do preços dos grandes terrenos últimos seis meses.

A rede, que planeja abrir cinco lojas este ano num raio de 200 quilômetros da matriz em Guarulhos, buscou alternativas de novos formatos de negócio que compatibilizem a elevação do custo imobiliário com as margens apertadas de rentabilidade dos supermercados.

"Uma das saídas é o power center", diz Rodrigues. Trata-se de modelo de negócio no qual o supermercado divide o mesmo terreno com galeria de lojas alugadas, cuja receita de locação ajuda a amortizar o elevado custo de investimento no terreno. "Temos oito lojas nesse formato", diz o executivo. Ele conta que a outra alternativa estudada pela empresa é encontrar um investidor imobiliário interessado em construir loja acoplada com torres de apartamentos residenciais. Nesse modelo, a rede de supermercado se compromete a alugar a loja por 20 anos.

A rede Savegnago, de Sertãozinho, com 22 lojas e vendas de quase R$ 1 bilhão em 2010, sentiu os entraves na expansão nos últimos 12 meses, por causa do boom imobiliário no interior do Estado de São Paulo. Murilo Savegnago, coordenador de Marketing, relata que a empresa comprou um grupo de casas por valor muito acima do de marcado para garantir a expansão da empresa em Ribeirão Preto (SP).

VAREJO BRASILEIRO JÁ ATRAI MAIS QUE O CHINÊS

jornal O Estado de S.Paulo 06/06/2011 - Márcia De Chiara

O Brasil desbancou a China e assumiu pela primeira vez a liderança do ranking dos países em desenvolvimento com maior potencial de atrair investimentos estrangeiros para o varejo, aponta a pesquisa da consultoria americana A.T.Kearney.

"O aumento da renda do brasileiro e a formação de uma grande classe média foram fatores decisivos para que o País atingisse essa posição", afirma Markus Stricker, sócio da consultoria.

Desde 2001, a A. T. Kearney avalia as condições de um grupo de 30 países em desenvolvimento para atrair investimentos de redes varejistas estrangeiras que já atuam em mercados maduros. Nesses mercados, as perspectivas de crescimento são menos favoráveis por causa da saturação do consumo, agravado nos últimos tempos pela estagnação econômica decorrente da crise financeira internacional.

O ranking mostra que entre os dez países mais atraentes neste ano, além do Brasil, três são da América do Sul: Uruguai e Chile, na segunda e terceira posições, respectivamente, e o Peru em oitavo lugar. Stricker destaca que o passaporte desses mercados para ascender na lista foi o fato de as suas economias terem passado muito bem pela crise e registrado no ano passado crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na casa de 6%.

O consultor explica que são avaliadas 25 variáveis de cada país, reunidas em quatro grupos: atratividade do mercado, risco econômico e político, saturação do mercado e em quanto tempo novos players estarão presentes na região. Esse indicador é uma espécie de "farol" que orienta os executivos de grandes redes varejistas internacionais no momento em que eles avaliam onde serão feitos os investimentos.

Tombo. A China, que encabeçava o ranking desde de 2001, e a Índia, que ocupava as primeiras posições, perderam atratividade. A China caiu para o sexto lugar no ranking deste ano e a Índia saiu da terceira para a quarta posição. Segundo Stricker, esse tombo ocorreu em razão da saturação de mercado. Isto é, várias companhias que se estabeleceram nesses países enfrentaram na prática as dificuldades de se sair bem no mercados asiáticos que, apesar de terem uma grande população, a renda média é menor que a brasileira e o consumo foge dos padrões ocidentais, no caso da Índia. Ele destaca que as empresas constataram que não fácil se dar bem na China.

"O mercado varejista brasileiro está entrando de verdade na agenda das redes internacionais", afirma o consultor. Entre os segmentos que ele considera os mais promissores, estão o de vestuário, móveis e eletroeletrônicos, apesar de a pesquisa avaliar o setor em termos globais.

Na sua opinião, há oportunidades para companhias nesses segmentos porque a participação estrangeira ainda é muito tímida, ao contrário do que ocorre no setor de supermercados.

No varejo de alimentos, por exemplo, as três gigantes do setor – Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart, ou são de origem estrangeira ou têm sócios internacionais.

Apesar de o mercado brasileiro ser promissor, um dos desafios para os investidores estrangeiros de varejo é o crédito. Tanto no Brasil como em mercados desenvolvidos, o crédito é peça fundamental para o compras. Mas o comportamento do consumidor brasileiro em relação ao uso de financiamentos é muito diferente do de outros países.

1 de jun. de 2011

30 MILHÕES COMPRAM A PRAZO PELA 1ª VEZ

jornal O Estado de S.Paulo 31/05/2011 - Márcia De Chiara e Cleide Silva

Nos últimos quatro anos, 30 milhões de brasileiros começaram a usar crédito para ir às compras. A informação é de uma pesquisa nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada no total de CPFs (Cadastro de Pessoas Físicas) consultados pela primeira vez nesse período para aprovação de uma venda a prazo. Esse grupo de consumidores respondeu por 30% dos CPFs consultados.

'A média foi de 7,5 milhões de novos crediaristas a cada ano', diz o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. Mas ele pondera que o maior ingresso de novos adeptos do crediário ocorreu em 2007 e 2008, antes da crise financeira. Em 2010, ingressaram cerca de 6 milhões de consumidores no mercado de crédito. Para este ano, ele acredita que esse número seja bem menor, mas nada desprezível: entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas.

A entrada de novos consumidores, fruto da ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que ocorreu no País, combinada com o desemprego em níveis historicamente baixos e prazos ainda longos, deve fazer com que o crédito ao consumidor com recursos livres cresça neste ano 18%, nas projeções de Solimeo. Essa taxa está acima da pretendida pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de 15%. Mas é menor que a registrada em 2010 (28,9%).

'A desaceleração do crédito ao consumo com recursos livres é lenta porque a política de restrição ao consumo do BC tem sido gradativa', ressalta.
Uma boa parte desses novos consumidores comprou o carro zero-quilômetro pela primeira vez. Dados do mercado automotivo mostram que, no ano passado, 435.400 brasileiros adquiriram pela primeira vez um carro zero. Esse volume representou 13,08% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados em 2010.

De acordo com analistas do setor automotivo, 70% dos carros zero-quilômetro são adquiridos por meio de financiamentos. E, apesar da elevação das taxas de juros, os prazos continuam camaradas. Em feirões realizados nos fins de semana, é possível encontrar veículos novos vendidos em 60 meses, sem entrada, a título promocional.

Passaporte. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, existe hoje um fator que dá mais resistência ao crédito ao consumidor, que é a grande oferta de emprego, apesar de todo esforço do governo para esfriar o consumo. 'A carteira de trabalho assinada é o passaporte para comprar a prazo.'

Ele argumenta que o ambiente continua favorável aos financiamentos. Do lado do consumidor, ele não vê risco de desemprego. Da parte dos bancos e financeiras, o cenário é benéfico porque a inadimplência ainda está em níveis bem comportados.

Os dados divulgados ontem pelo BC mostram que o saldo de crédito para o consumidor com recursos livres e referendados em taxas de juros de mercado atingiu R$ 450,2 bilhões em abril, cifra 1,6% maior do que em março. No ano, o aumento foi de 7,9% e em 12 meses, até abril, de 27,6%, apenas 1,3 ponto porcentual menor do que a taxa de crescimento de 12 meses em dezembro do ano passado.

Levando em conta o crescimento até abril, Ribeiro de Oliveira calcula que, para que o crédito ao consumidor chegue em dezembro deste ano com crescimento de 15% ante 2010, será necessário que a taxa de crescimento mensal dos empréstimos caia pela metade. Isto é, de 1,6% de março para abril para algo em torno de 0,8% ao mês entre maio e dezembro. 'Para atingir essa meta, seria necessária uma brusca freada no crédito, com puxada nos juros e novas medidas restritivas ao consumo das famílias', diz Ribeiro de Oliveira.

23 de mai. de 2011

ABECS LANÇA CARTILHA PARA PROMOVER O USO CONSCIENTE DO CARTÃO

portal Fator Brasil 20/05/2011

A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), entidade representante do setor de meios eletrônicos de pagamento, inicia nessa semana a distribuição da cartilha “Cartão: A Dica É Saber Usar”, elaborada com o propósito de contribuir para o uso consciente do cartão.

O primeiro lugar a receber 24.000 cartilhas será a Rua 25 de Março, maior centro de comércio popular de São Paulo. Segundo a Univinco (União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjancências), ali circulam diariamente 400 mil pessoas. A distribuição dos exemplares será feita em parceria com a Associação, que congrega atualmente 400 associados na região. Posteriormente, a Abecs expandirá a distribuição para outros locais de grande movimento.

A cartilha apresenta de uma forma didática e clara aspectos básicos relacionados ao cartão de crédito, como o processo de aquisição, contrato, limite de crédito, crédito rotativo, tarifas e formas de parcelamento. Também traz informações detalhadas para que o consumidor entenda todos os itens que fazem parte de uma fatura, as obrigações do usuário, dicas de segurança, como evitar as dívidas e dicas para o uso consciente do cartão.

De acordo com o presidente da Abecs, Claudio Yamaguti, esse tipo de iniciativa é de fundamental importância para disseminar noções de educação financeira entre os consumidores. Segundo pesquisa da Abecs encomendada ao Instituto Datafolha no final do ano passado, 71% da população, aproximadamente 17 milhões de pessoas, utiliza cartão como meio de pagamento.

“A cartilha é uma evolução da nossa campanha educativa A Dica É Saber Usar, iniciada no ano passado, e tem com o objetivo principal orientar a população sobre a utilização consciente do cartão de crédito. A finalidade é oferecer informação simples e direta e esclarecer dúvidas, evitando assim o endividamento e aumento da inadimplência”, destaca Claudio.

.[Novo site: é possível ter acesso ao conteúdo integral da cartilha no novo site da Abecs (http://www.abecs.org.br/site/consumidores/cartilha.aspx)].

A Abecs também disponibiliza em seu novo site uma área totalmente direcionada para o consumidor. O espaço trará dicas para o uso consciente do cartão, simulador financeiro para gerenciar gastos, os principais benefícios do cartão, iniciativas sócio-ambientais por parte das associadas, curiosidades sobre o setor de cartões, respostas para as perguntas mais comuns sobre o uso do cartão, glossário com os principais termos do mercado e a oportunidade de enviar elogios, sugestões e reclamações para a Abecs.

Abecs -Criada em 1971, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) é a entidade de classe que representa oficialmente o setor de meios eletrônicos de pagamento no Brasil. Atualmente, a Abecs possui 45 associados, que representam 95% do mercado de cartões de crédito no Brasil, entre elas instituições financeiras, bandeiras, credenciadoras, processadoras, administradoras de cartões de lojas e de rede, e cartões de benefícios.

20 de mai. de 2011

VAREJO OTIMISTA COM CADASTRO POSITIVO

jornal Diário do Comércio 20/05/2011 - Paula Cunha

O Cadastro Positivo será um importante instrumento de inclusão para os novos consumidores da classe C, que cumprem em dia seus compromissos financeiros, e contribuirá para aumentar o consumo no curto e no médio prazos em todo o País. Empreendedores do comércio varejista acreditam que a sua adoção permitirá que os juros caiam no longo prazo, à medida em que uma parcela maior da população aderir à iniciativa.

Na avaliação de Arab Chafi Zakka, sócio da rede varejista Preçolândia e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a adoção da medida é muito importante para a economia brasileira. Ele acredita que, no médio prazo, os juros mais baixos serão um diferencial para conquistar e fidelizar os clientes com bom histórico financeiro. "O Brasil precisava muito desta medida e importantes mudanças ocorrerão no comércio", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Sussumu Honda, também acredita nos futuros benefícios aos consumidores com bons hábitos de pontualidade no pagamento de suas contas. Ele lembra que a entrada da classe C no mercado de consumo brasileiro é muito recente, e este público – que normalmente se mostra um bom pagador – tem grande preocupação em manter essa imagem positiva. Otimista, Honda afirmou achar que haverá, como consequência da adoção do Cadastro Positivo, a queda dos juros e a redução da inadimplência.

Incentivo ao consumo – De acordo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), Maurício Stainoff, a entrada em vigor do Cadastro Positivo terá impacto positivo sobre toda a economia. Segundo ele, os consumidores com perfil positivo na quitação de suas contas serão beneficiados com condições mais favoráveis de pagamento em suas compras – e isso os estimulará a consumir mais. Ele ressaltou que os empresários do varejo, e principalmente os que oferecem crédito aos seus clientes, terão que se adaptar – e, nesse cenário, os que conseguirem fazê-lo de forma mais rápida poderão conquistar mais vantagens competitivas no mercado.

No caso dos centros de compras, a reação à iniciativa também foi positiva. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, ressaltou que a medida terá que conceder apoio e vantagens aos consumidores que são bons pagadores. Segundo ele, a expectativa de baixar os juros para os compradores com este perfil deverá acontecer em um prazo aproximado de dois anos.

"À medida em que as instituições financeiras que concedem crédito se sentirem mais seguras, haverá a redução dos juros", opinou Rodrigo Gago Barbosa, advogado e professor titular da Faculdade de Direito de São Bernardo. Para ele, em uma etapa posterior elas também oferecerão mais crédito na praça, o que levará a um aumento no consumo da população.

Estudo – A opinião dos entrevistados pelo Diário do Comércio é sustentada pelo estudo divulgado pelo Banco Mundial (Bird) realizado em 129 países. Nessas economias houve desenvolvimento do mercado, que foi beneficiado pelas garantias oferecidas durante os financiamentos e pelo compartilhamento de informações por meio de birôs de crédito.

10 de mai. de 2011

DIA DAS MÃES É O MELHOR EM NOVE ANOS, REVELA SERASA EXPERIAN

portal Serasa Experian 09/05/2011

Na semana do Dia das Mães (02 a 08 de maio), as vendas do comércio para a data cresceram 12,4%, na comparação com equivalente semana de 2010 (03 a 09 de maio), conforme revela o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio - Dia das Mães 2011. Foi o melhor Dia das Mães desde 2003, ano em que começou este levantamento. No final de semana da data (06 a 08 de maio), as vendas registraram uma elevação de 8,1%, na comparação com o final de semana da data em 2010 (07 a 09 de maio).

Vendas em São Paulo também crescem

Na semana do Dia das Mães, as vendas em São Paulo cresceram 12,1%, na relação com respectiva semana do ano anterior. No final de semana, por sua vez, as vendas aumentaram 13,5%, quando comparadas com o final de semana equivalente de 2010.

Segundo os economistas da Serasa Experian, mesmo com taxas de juros mais altas, o consumidor foi às compras. As promoções do varejo, baseadas no parcelamento com valores cada vez menores, foram um importante estímulo para as vendas. Já são comuns, por exemplo, as parcelas mínimas de R$ 10,00. Os dias de frio no Sul e Sudeste favoreceram as vendas de confecções, que oferecem várias opções de preços.

Outro destaque é a volta do pré-datado, alternativa para aqueles consumidores que estão próximos do limite do cartão de crédito. Além disso, o pré-datado é uma forma de escapar do aumento do IOF no crédito.

O bom desempenho do Dia das Mães 2011 agora lança as atenções para o Dia dos Namorados, em 12 de junho. A economia continua aquecida, a inflação está alta, no acumulado de 12 meses, e a inadimplência do consumidor cresce, fatores que devem justificar novas elevações de juros oficiais e do mercado.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian do Nível de Atividade do Comércio para o Dia das Mães tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian, o único de alcance nacional. Foram consideradas as consultas realizadas nos períodos 02 a 08 de maio de 2011 e de 06 a 08 de maio de 2011 e comparadas às consultas realizadas nos períodos de 03 a 09 de maio de 2010 e de 07 a 09 de maio de 2010.

25 de abr. de 2011

BRASILEIROS ANTECIPAM COMPRA E VENDAS CRESCEM 9,1% NA SEMANA DA PÁSCOA

portal Maxpress 25/04/2011

Para melhor aproveitar os feriados de Tiradentes e Semana Santa, os brasileiros anteciparam suas compras para a Páscoa em 2011. Na semana da data, de 18 a 24 de abril, as vendas cresceram 9,1%, na comparação com a semana equivalente de 2010 (29 de março a 04 de abril). É o que revela o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio- Páscoa 2011. Em 2010, na comparação com 2009, a semana da Páscoa havia registrado um crescimento nas vendas de 0,7%.

No fim de semana da data (de 22 a 24 de abril), por sua vez, as vendas apresentaram elevação de 2,5%, em comparação com o fim de semana da Páscoa de 2010 (02 a 04 de abril). Em 2010, as vendas de fim de semana para a Páscoa haviam crescido 4,5%, na relação com respectivo período de 2009. Na ocasião, como o feriado de Tiradentes não coincidiu com a Páscoa, os brasileiros deixaram as compras para a última hora.

Considerando a cidade de São Paulo, houve elevação de 6,7% no volume de vendas na semana da Páscoa. No final de semana, no entanto, houve recuo de 17,6%.

Para os economistas da Serasa Experian, mesmo com o feriado prolongado, o varejo teve uma boa Páscoa em 2011. A realização de promoções, os prazos de parcelamento e as campanhas em conjunto com a indústria – como por exemplo, “compre três ovos iguais e ganhe o quarto” –, foram estratégias bem sucedidas diante dos resultados alcançados.

A Páscoa 2011 mostrou que o consumo continua aquecido e as medidas de restrições ao crédito e elevação dos juros tiveram pouco impacto nas decisões de compra dos consumidores.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de abril de 2011 e comparadas às consultas realizadas no período de 29 de março a 04 de abril de 2010; e as do período de 22 a 24 de abril de 2011, e comparadas às do período de 02 a 04 de abril de 2010.

19 de abr. de 2011

NÚMERO DE FAMÍLIAS ENDIVIDADAS NO PAÍS RECUA EM ABRIL, DIZ CNC

portal Folha Online 19/04/2011

O percentual de famílias endividadas no país em abril recuou para 62,6%, ante 64,8% em março e 58,0% no mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgada nesta terça-feira.

O levantamento mostrou redução também no percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas, que ficou em 7,8% em abril, ante 8,4% em março e 9,0% em igual intervalo em 2010.

Já a parcela média da renda comprometida com dívidas passou de 29,6% para 29,8% na comparação anual.

O índice de intenção de consumo das famílias, também mensurado pela CNC, registrou 132,6 pontos em abril, com queda de 1,4% em relação a março e alta de 1,7% na comparação com igual período em 2010.

Na comparação mensal, o único subitem da pesquisa que apresentou crescimento foi "satisfação com o emprego atual", que teve alta de 1,0%. Já em relação a abril de 2010, só houve uma queda, a "perspectiva de consumo", com redução de 0,5%.

Para o economista da CNC Fábio Bentes, os dados "ratificam o cenário de desaceleração do consumo em 2011, que já era esperado desde o início do ano".

9 de abr. de 2011

PRÉ-DATADO É ARMA CONTRA RESTRIÇÕES AO CRÉDITO

jornal O Estado de S.Paulo 09/04/2011 - Márcia De Chiara

Desde dezembro, o consumidor e o mercado driblam as restrições ao crédito feitas pelo governo com uma invenção brasileira: o cheque pré-datado. Do último trimestre de 2010 para o primeiro deste ano, a fatia do pré-datado no total de cheques emitidos aumentou quase 2 pontos porcentuais, de 76,37% para 78,04%.

Esse acréscimo equivale a R$ 13,250 bilhões que irrigaram o mercado fora das estatísticas do Banco Central no período. No ano, o crédito do pré-datado pode atingir R$ 53 bilhões, calcula José Antônio Praxedes Neto, presidente da Telecheque, empresa especializada em concessão de crédito ao varejo.

O pré-datado, segundo ele, responde por 15% do volume de crédito livre destinado a consumidores e empresas no País e é uma alternativa de crédito com custo financeiro bem mais acessível que as linhas das financeiras.

Nas contas do executivo, a prestação de um financiamento de R$ 1.000, em dez vezes, no pré-datado, embutindo uma taxa de desconto antecipado do cheque de 1,5%, seria quase n% menor comparada à mensalidade de um financiamento do mesmo valor e prazo, com juros de 3,5% ao mês e o novo IOF.

"A decisão do governo de dobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a partir de amanhã (hoje) deve estimular o uso do pré-datado e do crediário de lojistas com recursos próprios", diz Praxedes Neto.

Dados de outra empresa especializada em garantia de cheque, a Check Ok, confirma o avanço do pré-datado. Segundo Antônio Afonso, executivo da companhia, houve uma aumento de 13% no total de pré-datados em valor no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2010 e 6% em número de documentos.

"Com o IOF maior, o varejo vai tentar ampliar a aceitação do pré-datado para escapar da tributação e manter o ritmo de vendas", prevê o consultor de varejo Claudio Felisoni, enfatizando que também o consumidor começa a dar sinais que está menos predisposto a comprar no crediário com prazos a perder de vista.

Um estudo do Provar /Ibevar & Felisoni Consultores Associados, realizado com 500 consumidores de todas as classes sociais, mostra que a intenção de uso do crediário para o segundo trimestre deste ano recuou em oito linhas de produtos, de dez pesquisadas, na comparação com o segundo trimestre do ano passado. As maiores quedas na intenção de uso do crediário para este trimestre foram registradas nas linhas de móveis, eletrodomésticos e eletroportáteis. Segundo Praxedes Neto, da Telecheque, são exatamente esses segmentos do varejo que ampliaram o uso do pré-datado desde o fim do ano passado.

Lojas. Procuradas pelo Estado, grandes grupos varejistas como Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar, Casas Bahia e Lojas Colombo não quiseram avaliar o impacto do aumento do IOF nas vendas financiadas, muito menos a estratégia que vão adotar para escapar do aperto no crédito.

De toda forma, o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Fábio Pina, acredita que a solução para enfrentar as restrições será o aumento da aceitação do pré- datado. "É um crédito formal que escapa da tributação, mas impõe aos varejistas um risco que não é da sua competência."

Risco

Depois da série de medidas tomadas pelo governo para conter o consumo nos últimos meses, Nicola Tingas, da Acrefi, diz que as financeiras serão mais cautelosas na aprovação do crédito.

8 de abr. de 2011

CARROS SÃO O PRIMEIRO ITEM EM QUE OS CONSUMIDORES PENSAM AO COMPRAR A PRAZO

portal InfoMoney 08/04/2011 - Jéssica Consulim Roccella

Carros. Esse é o primeiro item que os homens pensam quando se trata de comprar um bem durável a prazo. De acordo com levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 44% deles deram essa resposta. As mulheres também pensam primeiro em um automóvel, mas em menor proporção: apenas 21% delas deram essa resposta.

Em relação ao segundo bem durável, há um desacordo. Entre os homens, 13% pensam em comprar materiais de construção a prazo. Para as mulheres, móveis ocupam o segundo lugar na intenção de comprar bens duráveis a prazo, com 19% das respostas.

O terceiro item em que os homens pensam são os móveis e imóveis, ambos com 6% das respostas. Já entre as mulheres, 14% pensam em imóveis. Em quarto lugar, vem a compra de roupas e calçados, com 7% das respostas delas.

Já o quinto item em que um homem pensa quando se trata de comprar um bem durável a prazo são as roupas e calçados, com 1% das respostas, enquanto 4% das mulheres pensam em materiais de construção.

Inadimplência
A pesquisa da ACSP também abordou a causa da inadimplência dos consumidores. O levantamento apontou que a perda do emprego do titular ou de familiares entre as mulheres representa 59% das ocorrências de inadimplência, enquanto para os homens corresponde a 60%.

O descontrole dos gastos também é uma das causas da inadimplência, chegando a 14% entre as mulheres e 13% entre os homens.

Considerando a faixa etária, entre aqueles com renda de dez salários mínimos ou mais, o desemprego é praticamente a única causa da inadimplência, sendo que as demais causas, como descontrole dos gastos, queda da renda, entre outros, não têm tanto impacto

A pesquisa foi feita com 896 consumidores.

7 de abr. de 2011

COMÉRCIO VÊ NESTE ANO VENDAS DE PÁSCOA MAIS FRACAS QUE EM 2010

portal R7 07/04/2011

As vendas na Páscoa deste ano deverão ser mais fracas que as registradas no ano passado, segundo a pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgada nesta quinta-feira (7). O levantamento mostrou que 49% dos empresários do setor varejista entrevistados esperam aumento de vendas em relação ao ano anterior - contra 58% em 2010, na mesma comparação.

O ritmo de avanço do endividamento e do calote entre os consumidores, e o encarecimento do crédito devido às altas de juros reduziram as expectativas de crescimento do faturamento, diz a pesquisa. O dado curioso da pesquisa é que a Páscoa deverá ser de vendas mais fracas justamente pela expectativa de vender mais ovos de Páscoa que no ano passado – reduzindo, dessa forma, a expectativa de vendas de presentes de maior valor.

Segundo os empresários do comércio ouvidos pela Serasa, 91% dos presentes oferecidos serão ovos e bombons de chocolate. No ano passado, a expectativa era de que esses seriam a escolha de 87% dos consumidores. Já os celulares foram a opção de 3% das pessoas que deram presentes de Páscoa no ano passado – neste ano, devem ser a opção de 2%.

Outro detalhe é que no ano passado ainda apareciam mencionados na pesquisa itens como produtos de informática (notebook, PC etc), joias e relógios. Neste ano, esses itens não chegaram a atingir um número significativo de menções, dando lugar às utilidades domésticas.

- Tudo leva a crer que as expectativas dos varejistas são de que a maior parte dos consumidores demandem produtos mais baratos e outros compradores, novamente, recorrerão ao parcelamento.

Composição das vendas

Segundo os empresários entrevistados, nesta Páscoa 2011 50% de suas vendas serão à vista e 50% a prazo. Esta foi a mesma composição da Páscoa do ano passado. Desde o início da pesquisa, em 2006, a participação das vendas à vista para a Páscoa tem crescido, em relação às vendas a prazo, e nas últimas três pesquisas chegou ao patamar atual dos 50%.

As vendas à vista deverão ser realizadas principalmente em dinheiro (40%); o cartão de crédito deverá ser a opção de 23%. Já as vendas a prazo serão pagas principalmente parceladas no cartão de crédito (45%); o cheque pré-datado deverá ser a opção de 27%.

Outras formas de pagamento mencionadas foram: financiamento ou crediário; parcelamento no cartão de débito; outros; e parcelamento no cartão da própria loja.

Recuperação pós-crise

Na avaliação da Serasa, o percentual de varejistas otimistas com a Páscoa deste ano voltou ao patamar do Dia das Crianças de 2009 - quando o país tinha se recuperado dos impactos da crise global. Considerando somente a Páscoa, foi o terceiro maior resultado desde 2006.

A região Centro-Oeste liderou as expectativas de faturamento, por conta do bom desempenho de sua economia.

10 de mar. de 2011

CAI O NÚMERO DE FAMÍLIAS QUE ACREDITAM QUE SITUAÇÃO FINANCEIRA ESTÁ MELHOR

portal InfoMoney 10/03/2011

A maioria das famílias brasileiras está mais satisfeita em relação à sua situação financeira, já que 75,5% delas acreditam que estão melhores em fevereiro deste ano do que no mesmo período do ano passado. No entanto, a parcela de otimistas caiu 1,3 ponto percentual em relação a janeiro deste ano, quando 76,8% acreditavam estar melhor financeiramente.

O dado faz parte do IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com o levantamento, 19,3% sentem-se em pior situação atualmente do que um ano atrás. O número é maior do que o de janeiro (17,6%).

Quando analisadas as regiões brasileiras, Centro-Oeste e Norte possuem a maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado a condição financeira: são 84,9% e 77,7%, respectivamente.

Em seguida, está a região Sudeste, com 76,9%. Nas regiões Nordeste e Sul, a proporção de famílias otimistas é inferior, com proporções de 75,6% e 65,27%.

Futuro

Quando analisadas as projeções futuras, 83,3% das famílias creem que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto somente 8,4% projetam expectativa de estarem pior.

As famílias estão mais otimistas no Norte, onde 95,7% acreditam que estarão em melhor condição. Por outro lado, em fevereiro, foi a região Sul que apresentou a menor proporção de famílias otimistas, de 75,1%, após uma queda acentuada em relação a janeiro (83,4%).