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11 de out. de 2011

PESQUISA MOSTRA AUMENTO DA PREFERÊNCIA POR CARTÕES DE CRÉDITO


portal Folha Online 29/09/2011 - Venceslau Borlina Filho

A preferência dos consumidores pelos cartões de crédito e débito nos pagamentos subiu de 36% para 40% de 2008 a 2011, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

O crescimento foi considerado importante pela associação, mas gerou preocupação por ressaltar ainda mais o desafio das empresas em substituir o uso do dinheiro no país, que é maioria e apresentou crescimento no período, segundo o presidente da Abecs, Cláudio Yamaguti.

"O nosso maior desafio é aumentar o uso do cartão em substituição ao dinheiro, que ainda é o mais usado nos pagamentos feitos pelos consumidores", disse Yamaguti, durante participação no 6º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento realizado em São Paulo.

A preocupação fica mais evidente quando se considera valores de pagamentos abaixo de R$ 50. De acordo com a pesquisa, entre R$ 20 e R$ 50, a preferência maior em relação ao cartão é pelo dinheiro (61%). Para até R$ 10, a preferência é de 91% e de R$ 10 a R$ 20, é de 83%.

Já a posse de cartões de crédito e débito cresceu de 68% para 72,4% no período. O destaque foi o decréscimo de 6% entre as classes D e E que, segundo Yamaguti, migraram para a classe C, onde a posse dos cartões representa 68%. As classes A e B têm 88% dos cartões.

A posse dos cartões de débito foi a que mais cresceu de 2008 a 2011: de 53% para 60%. Em seguida, vem o cartão de crédito, de 48% para 53%, e o cartão de rede/loja, de 26% para 28%. A pesquisa foi feita de junho a agosto e ouviu 2.032 pessoas em 11 regiões do país.

9 de out. de 2011

BRASIL SÓ PERDE PARA EUA EM FATURAMENTO

jornal Brasil Econômico 20/09/2011 - Flávia Furlan

As receitas geradas pelas credenciadoras de cartões no Brasil somam US$ 2,8 bilhões ao ano, de acordo com dados do NilsonReport, First Annapolis e TSYS Analysis. O valor equivale ao de países como China e o Reino Unido juntos, que têm US$ 1,4 bilhão de receitas anuais cada.

Apesar do bom desempenho, o Brasil ainda está bem atrás do primeiro colocado, os Estados Unidos, que registram uma receita estimada de US$ 7,4 bilhões pelas adquirentes ao ano.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Cláudio Yamaguti, os brasileiros têm de ter "orgulho" do desenvolvimento do mercado de credenciamento. Ele explica que, depois da abertura do mercado, que vivia um duopólio entre Cielo e Redecard até julho do ano passado, estabelecimentos que antes não aceitavam cartões de crédito e débito passaram a aceitar, por conta da maior competitividade, que trouxe redução das taxas cobradas pelas maquininhas. "O mercado está muito evoluído", ressalta.

E isso tem chamado a atenção de empresas do mundo todo. Segundo o gerente-geral da Tsys do Brasil, David Duncan, o credenciamento tem se tornado um negócio mundial, com as empresas buscando expansão além de seu mercado doméstico. O diretor de expansão de negócios na América Latina da Tsys, Antonio Jorge de Castro Bueno, explica o foco no Brasil. "As oportunidades no país estão surgindo -e são maiores do que lá fora por conta da crise econômica mundial".

O quadro de maiores mercados de adquirência no mundo reflete, em parte, esta realidade, com países como a Alemanha e o Reino Unido atrás do Brasil em receitas de credenciamento. Ele ainda credita o sucesso do mercado brasileiro ao crescimento da classe média.

Dados da Boanerges&Cia. Consultoria em Varejo mostram que no ano passado as adquirentes atingiram 7,3 bilhões em número de transações no Brasil e, para este ano, o volume deve passar para 8,5 bilhões, um crescimento de 16%. Já para 2016, ano da Olimpíada no Brasil, o número de transações deve subir a até 13,7 bilhões, o que representaria um aumento de 61,2% frente a 2011.

Segundo Boanerges Ramos Freire, presidente da consultoria, entre as estratégias disponíveis para as credenciadoras vencerem neste mercado, estão a especialização em nichos, a integração com bancos, agente de distribuição ou varejista e a diferenciação em serviços, seja em relação à abrangência de bandeiras aceitas, no relacionamento com os varejistas ou na qualidade. "A diferenciação é um desafio gigantesco" afirma.

18 de set. de 2011

TRÊS PERGUNTAS A CLÁUDIO YAMAGUTI

jornal Brasil Econômico 13/09/2011 – Flávia Furlan


A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) lançou ontem uma campanha nacional de educação financeira ao portador de cartão de crédito, preocupada com a entrada das classes mais baixas neste mercado, que dobra de tamanho a cada cinco anos.

Por que a associação decidiu lançar essa campanha?
O foco da Abecs é no indivíduo, principalmente das classes C,D, E. Queremos evitar o endividamento excessivo, para que esses consumidores não entrem no sistema e fiquem somente seis meses. Eles devem entrar de forma sustentável.

Qual a mensagem que será transmitida?
O que nós focamos na campanha é que o consumidor manda no próprio bolso, ele sabe o que deve ou não gastar. Vamos dar dicas do tipo “Cartão de crédito é que nem namorado: não dá para emprestar”. Estrelada pela atriz e apresentadora Regina Casé, a campanha vai usar redes sociais e falar em linguagem popular.

Por que a necessidade de lançar agora a campanha?
Porque temos uma nova classe consumidora e o cartão passa a ser mais usado pelos portadores. Existe um índice que acompanhamos, que é a penetração do cartão de crédito no consumo das famílias. Ele é de 24% no Brasil, o que era nos EUA há dez anos. Hoje, os EUA têm 45% e em seis anos o Brasil deve chegar a isso.

CLASSE C: ABECS LANÇA CAMPANHA PARA USO CONSCIENTE DO CARTÃO DE CRÉDITO

portal Maxpress 12/09/2011 – release Estratégia Ketchum

Nos últimos anos, as classes C, D e E têm conquistado um novo padrão de consumo, com mais acesso ao crédito. De olho no potencial econômico desse “novo consumidor”, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) acaba de lançar uma campanha educativa em âmbito nacional, com o nome “Você manda no seu bolso”. O carro-chefe é o desenvolvimento de um hotsite, que aborda diversos temas relativos ao uso do cartão, como planejamento financeiro, pagamento mínimo da fatura, parcelamento e empréstimo do cartão a terceiros. Além disso, traz um “simulador de despesas”, que ajuda o visitante a traçar suas metas, baseado em uma atitude de uso consciente.

Por meio dessa campanha, a Abecs quer estimular o portador a tomar suas decisões corretas de compra e a cuidar do seu orçamento doméstico, usando o cartão de crédito como um instrumento de organização financeira. O conteúdo ainda destina parte de seu discurso ao varejo brasileiro, mostrando ao lojista como a aceitação dos meios eletrônicos de pagamento pode garantir mais agilidade, conveniência e segurança, além de aprimorar o relacionamento com os clientes. A campanha é estrelada pela atriz Regina Casé e pode ser conferida no www.abecs.org.br/dicas.

4 de set. de 2011

CRESCIMENTO DO MERCADO DE CARTÕES É FAVORÁVEL ÀS EMPRESAS

portal Brasil Econômico 31/08/2011 - Rafael Palmeiras

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) revisou para 23% a projeção de crescimento do mercado de cartões em 2011, anteriormente em 20%.

Mesmo diante da projeção otimista feita pela Abecs, a corretora acredita que "devemos observar movimento de leve queda nas suas taxas líquidas de desconto para as companhias, e uma pressão nos custos e despesas totais por transação, principalmente para a Cielo."

No segundo trimestre, o faturamento dos cartões de crédito, débito e de rede/loja no Brasil registrou alta de 26%, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o levantamento da Abecs, o incentivo à maior competitividade e a entrada de novos players no mercado, provocados pela quebra de exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, ajudaram a impulsionar o crescimento.

No entanto, a corretora Ativa ressalta que "no médio e longo prazo o setor ainda deverá enfrentar maior pressão competitiva associada à entrada de players internacionais no mercado brasileiro."

Por região

A representatividade de cada região nas modalidades crédito e débito é: Sudeste, com 66% (crédito) e 62% (débito); Sul com 12% e 15%; Nordeste com 12% e 10%; Centro-Oeste com 7% e 9%; e Norte com 3% em cada.

EMPRESAS PROJETAM AVANÇO DE 23% NO MERCADO DE CARTÕES

jornal DCI 31/08/2011 - Marcelle Gutierrez

Em sintonia com a baixa taxa de desemprego e elevação do poder aquisitivo, o mercado de cartões (crédito, débito e private label) expande em ritmo acelerado. No período de abril a junho, o faturamento somou R$ 158,9 bilhões, alta de 26% na comparação com o do mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Outro fator que estimulou o resultado acima da média foi a abertura do mercado em julho de 2010, quando houve o fim da exclusividade entre credenciadoras e as bandeiras Visa e MasterCard. Para o final de 2011, a expectativa de crescimento é de 23%.

O número total de transações realizadas no período foi de 1,99 bilhão, aumento de 20%, e o número total de plásticos em circulação chegou a 657,2 milhões de unidades no segundo trimestre.

Segundo o presidente da Abecs, Cláudio Yamaguti, que também é presidente da Redecard, o resultado está acima da média. "A abertura do mercado de adquirência em 2010 justifica estes números. Também há a melhora do poder aquisitivo, e do consumo, das classes C, D e E, aumento do número de brasileiros no exterior e mudança de hábito."

Para o final de 2011 e próximos anos, o presidente demonstra posição confiante em relação ao crescimento do setor de meios eletrônicos, que atualmente corresponde a 29% do total de pagamentos realizados no Brasil e a 24,3% do consumo das famílias. "Acreditamos que o mercado continuará a crescer na casa de dois dígitos e a projeção para 2011 foi revisada para 23%, uma posição conservadora." Segundo Yamaguti, ainda há espaço de expansão, já que nos Estados Unidos cartões somam 45%. "O desafio é o restante, 71%, com a mudança de costume do brasileiro. Não é aumento de gasto, mas migração para o meio eletrônico."

Sobre os reflexos da abertura de mercado, que pôs fim à exclusividade entre credenciadoras e bandeiras, o presidente declara que são positivos para o setor. "É sempre salutar porque gera o espírito de competitividade, com melhora do serviço, e faz com que a indústria cresça."

O superintendente da Abecs, Fernando Barbosa, diz que já há reflexos. "O comércio foi muito beneficiado com a redução do preço, taxas de administração e aluguel das maquininhas". Atualmente, Redecard e Cielo têm quase 100% de participação de mercado. No entanto, o Santander já lançou a Getnet e no início de 2012 iniciam-se as operações da Elavon, que espera conquistar 15% do mercado até 2015.

Na divisão por produto ante o segundo trimestre do último ano, cartão de crédito apresenta faturamento de R$ 92,5 bilhões, com crescimento de 25%. Os cartões de débito elevaram 28%, para R$ 46,1 bilhões. Os plásticos private label, ou cartões de loja, obtiveram faturamento de R$ 20,3 bilhões, acréscimo de 29% no período. "O private label tem participação de 20,3% no segmento. É o primeiro nível de bancarização, isto é, o primeiro elemento bancário dos consumidores." O volume de transações dos plásticos foi de 356,1 milhões, com 237 milhões de unidades em circulação.

No ramo de débito e crédito, o presidente da Abecs explica que houve a entrada de profissionais liberais, como dentistas e taxistas, o que ampliou a aceitação. Em faturamento de cartões de crédito, a maior elevação ocorreu em Outros Serviços e Profissionais Liberais, com 54%, seguidos por Setor Primário, Indústria e Serviços, com 41%, que abrange os ramos de educação e saúde. Em débito, o maior crescimento dos ganhos foi em Comércio Atacadista e Varejistas, com 50%.

Tecnologia

Em resposta ao DCI sobre os investimentos em tecnologia, Cláudio Yamaguti argumenta: "A indústria tem de se preparar para os próximos anos, com investimentos em tecnologia e telecomunicações. A Abecs já conversa sobre o assunto com os associados que pertencem a cadeia de meios de pagamento".

O presidente da Abecs acrescenta que a rede de bandeiras pede que uma transação seja feita em, no máximo, 30 segundos, mas que o processo sai hoje em oito segundos. "A cada 10 mil transações, apenas uma pode ter tido problema e atrasou."

31 de ago. de 2011

FATURAMENTO DE CARTÕES REGISTROU ALTA DE 26% NO SEGUNDO TRIMESTRE

portal Monitor |Mercantil 30/08/2011

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o faturamento dos cartões de crédito, débito e de rede/loja no Brasil registrou alta de 26% no segundo trimestre de 2011, em comparação ao mesmo período do ano passado. O incentivo à maior competitividade e a entrada de novos players no mercado, provocados pela quebra de exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, ajudaram a impulsionar o crescimento. O bom momento da economia nacional, com a baixa taxa de desemprego e o aumento da oferta de crédito, também estimulou o resultado acima da média, que totalizou R$ 158,9 bilhões.

Para Claudio Yamaguti, presidente da Abecs, os números superam as expectativas do mercado, mas estão de acordo com o momento atual da indústria.

- Já imaginávamos que a abertura da atividade de adquirência provocaria um aquecimento no setor e aumentaria a busca por credenciamento no varejo, o que consequentemente gera maior uso dos cartões - afirma.

Além disso, há grande influência do aumento do poder aquisitivo do brasileiro e do maior acesso da população das classes C, D e E aos serviços financeiros.

Quando avaliadas separadamente, as modalidades de cartão registraram os seguintes valores de faturamento: R$ 92,5 bilhões em cartões de crédito, com crescimento de 25%; R$ 46,1 bilhões em cartões de débito, com alta de 28%; e R$ 20,3 bilhões em cartões de rede/loja, 29% a mais do que o registrado no segundo trimestre de 2010. O número total de transações foi de 1,99 bilhão, aumento de 20%. Nesse quesito, o crescimento por modalidade foi de 18% em cartões de crédito, 22% em cartões de débito e 20%* em cartões de rede/loja, totalizando, respectivamente, 834,2 milhões, 805,5 milhões e 356,1 milhões de transações.

Quanto ao número total de plásticos em circulação no Brasil, o final do segundo trimestre registrou 657,2 milhões de unidades, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. As quantidades por modalidade e os respectivos crescimentos foram de: 162,3 milhões (12%) de cartões de crédito, 257,9 milhões (7%) de cartões de débito e 237 milhões (12%) de cartões de rede/loja. Houve também leve incremento no tíquete médio das operações, de 6%. O valor médio das compras com cartões de crédito continua maior, com R$ 111, contra R$ 57 tanto dos cartões de débito quanto dos cartões de rede/loja.

Outro fator que continua contribuindo para o crescimento do faturamento de cartões de crédito é o aumento dos gastos dos brasileiros no exterior. O valor total de compras feitas com esse meio de pagamento em outros países foi de R$ 4,9 bilhões no segundo trimestre do ano, o que representa um crescimento de 22% ante o mesmo período de 2010. O resultado pode ser atribuído à valorização da moeda nacional em relação ao dólar e ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro.

Por região e ramo de atividade - Considerado por regiões do Brasil, o faturamento do mercado de cartões nesses três meses cresceu de forma similar à do segundo trimestre de 2010. O Centro-oeste registrou a maior alta entre todas as regiões, tanto nos cartões de crédito quanto nos cartões de débito, com 27% e 32% de crescimento, respectivamente. O Sul também merece destaque, com resultados semelhantes: 26% em cartões de crédito e 32% em cartões de débito. A representatividade de cada região nas duas modalidades é: Sudeste com 66% (crédito) e 62% (débito), Sul com 12% e 15%, Nordeste com 12% e 10%, Centro-oeste com 7% e 9% e Norte com 3% em cada.

Por meio de uma análise dos resultados em relação aos ramos de atividade, é possível notar a tendência de ampliação da aceitação dos cartões em nichos não tradicionais. Em faturamento de cartões de crédito, o crescimento foi maior para Outros Serviços e Profissionais Liberais (54%), Setor Primário, Indústria e Serviços Básicos (41%), que contempla segmentos como educação e saúde, e Demais Comércios Atacadistas e Varejistas (40%), que incluem segmentos como os de comércio atacadista e materiais de construção. No caso de cartões de débito, os crescimentos mais acentuados foram em Demais Comércios Atacadistas e Varejistas (50%), Setor Primário, Indústria e Serviços Básicos (44%) e Comércio Automotivo (34%).

Resultado semestral e estimativa para 2011 - No primeiro semestre de 2011, o mercado de cartões totalizou um faturamento de R$ 304,5 bilhões, com crescimento de 25% em comparação com os primeiros seis meses de 2010, sendo R$ 176,2 bilhões (24%) em cartões de crédito, R$ 89,5 bilhões (27%) em cartões de débito e R$ 38,8 bilhões (26%) em cartões de rede/loja. O número de transações cresceu 19%, totalizando 3,85 bilhões. Por modalidade, o crescimento das transações foi de 17% para cartões de crédito, 21% para cartões de débito e 18%* para cartões de rede/loja.

Dados os resultados consolidados do primeiro semestre e a expectativa de consumo para o segundo semestre de 2011, estimulada pelas festas de final de ano e pelo 13º salário dos trabalhadores, as estimativas feitas para o ano foram revisadas. Com isso, a Abecs estima que o mercado de cartões encerre o ano com crescimento de 23% no faturamento total, em comparação com o resultado apresentado em 2010.

27 de jul. de 2011

CARTÕES CHEGAM AOS TRIBUNAIS DE CONCILIAÇÃO

jornal Brasil Econômico 25/07/2011 – Flávia Furlan

Quem analisa a expansão do mercado de cartões no Brasil pode acreditar que ele já está próximo da maturidade, já que sustenta avanço de 20% ao ano há cerca de uma década. No entanto, olhando mais de perto essa indústria, ainda há espaço para crescer. “Hoje o cartão não atinge nem 25% do consumo das famílias. Nos Estados Unidos, ele representa mais de 50%”, diz o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Paulo Rogério Caffarelli.

O mercado tem movido esforços para introduzir o plástico onde antes só se aceitava dinheiro em espécie ou o cheque, a exemplo de táxis e consultórios médicos. No caso dos cartões de crédito, dados da Abecs mostram que o faturamento com serviços e profissionais liberais teve um crescimento de 51% no primeiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior, o maior avanço entre todos os ramos de atividade analisados. Isso significa um faturamento de R$ 6,2 bilhões de janeiro a março ou 8% do faturamento total dos plásticos de crédito para o período.

No comércio, Caffarelli aponta como motivos para o dinheiro e o cheque ainda serem muito utilizados o fato de alguns lojistas darem descontos nessas formas de pagamento. “O lojista prefere vender com o cheque quando ele sabe que a folha não vai voltar por falta de fundos porque confia no cliente. Neste caso, ele não precisa pagar a taxa cobrada da indústria de cartões”, completa.

Os cartões também estão conquistando espaço entre os meios de pagamento para serviços públicos. A partir de outubro, o Tribunal Regional do Trabalho do Pará (TRT) inaugura um projeto-piloto para usar máquinas de cartão em sessões de conciliação judicial. A ideia é simples: havendo consenso entre as partes, o pagamento é imediato, assim resolve-se o problema de congestionamento de processos de execução. Até 2012, o Conselho Nacional de Justiça, idealizador do projeto que tem a parceria da Caixa Econômica Federal e da Redecard, espera que a prática esteja em pleno funcionamento em toda a Justiça brasileira.

Apesar de avanços como este, o instrumento ainda não chegou, por exemplo, aos cartórios. “Esse poderia ser um segmento de atuação do cartão, com benefício para toda a sociedade”, diz Caffarelli.

Gastos

Com os plásticos chegando a mais lugares e serviços, o brasileiro tem desembolsado mais através do plástico. Levantamento do Instituto Assaf mostra que, em junho, o valor médio desembolsado foi de R$ 80,10 em transação de cartões, o maior tíquete em 18 meses.

A média crescente se explica no fato de a população estar reunindo as contas na fatura, em busca de planejamento financeiro e dos benefícios nos programas de fidelidade. “O cartão está sendo usado como instrumento de concentração de despesas familiares”, avalia o diretor de cartões do Banco do Brasil, Denilson Molina. Ele pondera que, se por um lado o volume de plástico aumenta, mantém-se a média de um terço de portadores com utilização onerosa do cartão - que não paga no vencimento e tem de arcar com juros. “Esse é um indicador de que o cartão está substituindo outros meios de pagamento sem onerar mais o brasileiro.”

Embora haja uma troca gradual de meio de pagamento e tíquete maior no cartão, Molina diz que boa parte dos consumidores ainda usa cartão apenas para compras mais caras. “Existe um preconceito de parte da população, mais entre as pessoas da terceira idade ou entre as mais conservadoras no trato com as dívidas, que acham que o cartão traz endividamento grande”, diz.

21 de jul. de 2011

REGRAS DA PCI PARA CADA SEGMENTO

portal Decision Report 18/07/2011 - Bruno do Amaral

Para o comércio tradicional, manter um ambiente seguro para transações com cartões de crédito é necessário, mas não é algo que se possa utilizar no marketing para atrair mais consumidores. Por mais que seja um item óbvio na cartilha de negócios, certamente não é prioridade entre as empresas. Diante desse cenário, a Payment Card Industry (PCI) trata de estabelecer um padrão normativo com regras de segurança e "boas práticas", enquanto a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs) se encarrega de sua difusão no país. Mas será que as mesmas normas podem ser aplicadas em todos os tipos de negócio?

Constituída em 2006 em acordo entre cinco empresas globais do ramo (American Express, Discover Financial Services, JCB International, MasterCard Worldwide e Visa Inc.), o conselho da PCI conta agora com o brasileiro Henrique Takaki, gerente de Controle e Risco da Cielo, coordenador do Comitê de Prevenção a Fraudes da Abecs e, como representante no comitê da entidade internacional. O executivo propõe justamente uma revisão no padrão normativo, proporcionando um ajuste aos diferentes tamanhos de negócios.

"Um pequeno supermercado, açougue ou restaurante não consegue seguir todas as regras que estipulamos para os grandes", contou Takaki. Para ele, é impraticável seguir certas normas de segurança claramente pensadas para organizações com grande infra-estrutura, como servidores redundantes para backup e setor de TI. "É preciso ter regras compatíveis com o segmento", enfatiza. "Não dá para falar que existe uma regra única, as empresas e segmentos têm características individuais".

O compliance de acordo com o PCI não abrange somente a parte de informática, mas também a contratação de funcionários, os cuidados nas políticas de segurança e o ambiente da empresa, o que permite ser aplicado em diferentes configurações de negócios. Mas quem determina as regras, segundo o representante brasileiro, são os "grandes players do mercado norte-americano". E isso prejudica sua participação, já que cada uma defende o próprio segmento.

Apesar da difícil tarefa de propor uma nova perspectiva, Henrique Takaki considera sua posição no conselho uma experiência "gratificante". "Temos representantes de fabricantes de equipamentos, bancos e grandes empresas como Walmart, British Airlines, Cisco, Disney e Verifone", afirma, demonstrando a vastidão do mercado. "Mas o Brasil está representando não somente os grandes estabelecimentos, mas de todos os tamanhos", garante. O país é o único da América Latina na entidade e, por isso, está procurando levar a experiência local com auditorias para demonstrar o modelo proposto.

Mesmo com pouco tempo de cargo (ele entrou no lugar de Jorge Krug, do Banrisul, há pouco mais de um mês), o executivo já visa novas ações para tornar o PCI mais efetivo. "Só houve uma reunião até agora [desde que assumiu] e me falaram que eu estava tentando mudar o modo que o PCI trabalha hoje, o que é uma verdade", assume, explicando que é necessária a reorientação e que isso precisa ser estudado. "O que eles tinham como missão inicial era difundir, olhar o mercado com regras iniciais, e isso eles conseguiram", afirma. "Agora está na hora de divulgar e detalhar mais para olhar o mercado com uma lupa”.

6 de jul. de 2011

DEPUTADOS QUEREM MAIS RIGIDEZ NA EMISSÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO

portal Agência Câmara 05/07/2011 - Geórgia Moraes

Deputados defenderam nesta terça-feira controles mais rigorosos na emissão de cartões de crédito para reduzir o endividamento da população. O tema foi debatido em audiência pública da Subcomissão Permanente do Sistema Financeiro, que é vinculada à Comissão de Finanças e Tributação.

O presidente da subcomissão, deputado Valdivino de Oliveira (PSDB-GO), sugeriu, por exemplo, que ao disponibilizar um limite de crédito para o consumidor, as instituições levem em conta todos os cartões que o indivíduo já dispõe. "Isso é para que o total de cartões não ultrapasse certos limites da renda mensal. Dessa forma, evitaríamos que muitos brasileiros se tornassem insolventes devido ao grande número de cartões e à facilidade de comprar e parcelar, pagando juros exorbitantes”, explicou.

O deputado Andre Vargas (PT-PR) ressaltou que o endividamento é preocupante especialmente entre as classes mais baixas. "São pessoas que, em geral, não sabem escolher as menores taxas de juros", destacou.

Pagamento mínimo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou recentemente de 10% para 15% o pagamento mínimo das faturas de cartão de crédito e, a partir de dezembro, esse índice chegará a 20%. A subcomissão, porém, já havia recomendado, no ano passado, um pagamento mínimo de 30% como forma de reduzir o endividamento. Esse valor foi considerado alto pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

O vice-presidente da entidade, Paulo Caffarelli, afirmou que mudanças bruscas prejudicariam o planejamento do cidadão e tornariam parte dos consumidores inadimplentes. Ele reconheceu, no entanto, que o endividamento é um problema a ser enfrentado. "A educação financeira é um bom caminho para mudar essa realidade. As empresas querem manter os clientes por 20, 30, 40 anos. Então, é muito importante ter um planejamento de consumo", argumentou.

O coordenador-geral de Análise Econômica da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Alexandre Henriksen, também defendeu a educação financeira como alternativa para diminuir o número de endividados. "Nosso departamento trabalha em conjunto com o Banco Central nesse sentido", informou.

Transparência

A procuradora regional da República Valquíria Nunes disse que é preciso transparência ao conceder crédito à população. "O demonstrativo de dívida tem de ser bem simples, com uma linguagem acessível a todos. Devem estar claros os valores da dívida principal, dos juros, do pagamento mínimo, além das consequências do não cumprimento do contrato", sustentou.

De acordo com a Associação das Empresas de Cartões de Crédito, a inadimplência no setor é de 24%, consideradas as faturas vencidas há mais de 90 dias.

30 de jun. de 2011

PARA ESPECIALISTA, BRASIL JÁ TEM 600 MILHÕES DE CARTÕES

portal O Dia 29/06/2011

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou recentemente as estimativas do setor de meios eletrônicos de pagamento referentes aos três primeiros meses do ano. Os dados coletados apontam um crescimento de 20% ao ano em relação ao volume de operação.

De acordo com José Eduardo Manier, diretor de cartões da Lecca, o fenômeno se dá pelo bom momento da economia, que impulsiona o ritmo de vendas do comércio. Estima-se que haja atualmente no país 600 milhões de cartões, ou seja, três vezes mais cartões do que pessoas.

Atualmente, segundo Manier, os cartões são o meio de pagamento utilizado pela população que apresenta o maior índice de crescimento. O fator que impulsiona essa evolução é o aumento da participação das classes C e D, em que cada consumidor gasta, em média, entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por ano. Focada nas perspectivas do mercado, a Lecca fechou uma parceria com a bandeira Good Card para emitir cerca de 120 mil cartões por ano.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostra que em 2010, 71% das pessoas acima de 18 anos possuíam um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito. O aumento de 4% em relação a 2009 é relacionado pela expansão das classes mais baixas, em que 41% das pessoas já têm acesso aos cartões, principalmente com alimentação, bebidas e equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.

Dados da Abecs mostram que o mercado de cartões apresentou 22% de aumento em faturamento em relação a 2009. Já em relação às modalidades de pagamento, percebe-se um acréscimo de 20% no faturamento com débito, 18% no crédito e 16% em rede/loja nos três primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado.

A quantidade de transações com cartão cresceu uma média de 16% em relação a 2009. Em 2010, o segmento finalizou com faturamento de R$ 541,9 bilhões, sendo R$ 313,7 bilhões dos cartões de crédito, R$ 159,6 bilhões dos cartões de débito e R$ 68,5 bilhões dos cartões de rede/loja.

27 de jun. de 2011

FEBRABAN E ABECS EXPÕEM EXPLOSÃO DE PAGAMENTOS ELETRÔNICOS

portal Fator Brasil 23/06/2011

Com o tema central “Transparência nas relações com o Mercado”, a 6ª edição anual do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP) irá discutir a aceleração dos pagamentos eletrônicos na sociedade brasileira que prefere cada vez mais transações digitais em detrimento das feitas por documentos em papel e em moeda.

O presidente da Visa Américas, William M. Sheedy, está confirmado como Keynote speaker do CMEP e será responsável pela conferencia: “Novos consumidores: inclusão financeira através dos meios de pagamento”; que versará sobre aspectos da inovação como uma das principais ferramentas de bancarização.

William Sheedy (foto) supervisiona as relações da Visa com emissores de cartões, redes de varejo, comerciantes, adquirentes e seus terceirizados do extremo norte ao sul das Américas, incluindo o Caribe. Recentemente, o executivo passou a acumular a presidência norte americana da companhia e as funções de líder global para estratégias corporativas e desenvolvimento de negócios.

Pagamento eletrônico cresce na velocidade de dois dígitos no Brasil - A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) divulgou que o setor de cartões registrou faturamento global da ordem de R$ 145,2 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que significa crescimento de 23% sobre o mesmo período do ano passado.

Em paralelo a esse crescimento dos meios eletrônicos, a sociedade descarta cada vez mais o uso de meios tradicionais em função de menor segurança, menor facilidade e benefícios. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) informa que, em 2010, o número de cheques compensados no Brasil foi de 1.120 milhões, com queda de 9,3% em relação a 2009. Ressaltando ainda que o número de cheques compensados no ano 2000 era mais que o dobro daquele verificado em 2010. No início da década, eram compensados 2.638 milhões de unidades na economia local.

O Superintendente da ABECS, Fernando Barbosa informa que a entidade aposta na manutenção da expansão do setor de cartões no País: “nossas projeções indicam que o crescimento de dois dígitos será realidade até dezembro”, declara ao comentar o resultado do primeiro trimestre. “O número de transações feitas por cartão seguramente ultrapassará 8,2 bilhões de operações o que reflete a manutenção do momento positivo da economia nacional somado à substituição dos meios em papel usados pela sociedade”, conclui Barbosa apontando para o grande potencial de crescimento que os meios eletrônicos de pagamento têm no Brasil.

A pesquisa FEBRABAN “Setor Bancário em Números” revela outros dados da perda de relevância das formas tradicionais de pagamentos. Ela acusa, por exemplo, que as transações através do Internet Banking evoluíram positivamente em 27,4% no ano de 2010 e foram responsáveis por 23% de todas as transações feitas no país. Já os caixas eletrônicos foram donos de 32% das transações enquanto as feitas através de cheques e dinheiro nos caixas das agências bancárias caíram para apenas 10% das transações.

Nos dois dias de evento, representantes do mercado de cartões, instituições financeiras, redes de varejo, associações, autoridades e fornecedores discutirão como elevar ainda mais o nível de transparência nas operações procurando benefícios constantes para o consumidor. O CMEP será realizada nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo, no Transamérica Expo Center.

Novos Consumidores e ascensão social- Para responder aos desafios de um segmento em tamanha expansão, o 6º CMEP também se dedicará a temas como a Inclusão Financeira dos novos consumidores e a ascensão das classes C, D e E que consolidam seu mais novo período de crescimento.

Por outro lado e com a emergência de novas gerações, o congresso pretende discutir a evolução das redes sociais e as mudanças no perfil do consumidor.

O desenvolvimento tanto do mercado quanto de opções tecnológicas para o M-Payment (pagamento por meio do celular) também serão apresentados, além de estudos e conferências sobre campanhas para incentivar o uso consciente do crédito e iniciativas de educação financeira.

As associações que promovem o evento anunciam também que pretendem discutir os muitos aspectos da segurança – física, patrimonial e penal – que os meios tradicionais como papel moeda e cheques oferecem àqueles que os usam; além de questionar o custo social da moeda em aspectos como manuseio e informalidade.

ABECS- A ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) apóia e atua no mercado de cartões desde 1971 visando um desenvolvimento sustentável do setor. A Associação representa mais do que 95% do mercado de cartões de crédito no País.

Composta pelos principais emissores, bandeiras, credenciadoras, processadoras de cartões de crédito, débito, de loja e de benefícios, assim como as demais empresas que fazem parte da cadeia de valores do setor, a Associação tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento e expansão do setor. Trabalha também para a intensificação do uso consciente dos meios eletrônicos de pagamento. É responsável, entre outras iniciativas, pela divulgação mensal dos números do mercado de cartões, implantação do Código de Ética e Autorregulação além da educação financeira dos consumidores.

Perfil- A Febraban - Federação Brasileira de Bancos - é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967 com o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País. O quadro associativo da entidade conta com 121 dos 172 bancos registrados no Banco Central do Brasil (dezembro/2010).

O objetivo da Federação é representar seus associados em todas as esferas – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidades representativas da sociedade – para o aperfeiçoamento do sistema normativo, a continuada melhoria da produção e a redução dos níveis de risco. Também busca concentrar esforços que favoreçam o crescente acesso da população em relação a produtos e serviços financeiros.

22 de jun. de 2011

FEBRABAN E ABECS ANUNCIAM NOVO CONGRESSO DE PAGAMENTOS ELETRÔNICOS

portal Executivos Financeiros 21/06/2011

Com o tema central “Transparência nas relações com o Mercado”, a 6ª edição anual do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP) vai discutir a aceleração dos pagamentos eletrônicos. Atualmente, a sociedade brasileira prefere cada vez mais transações digitais em detrimento das feitas por documentos em papel e em moeda.

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou que o setor de cartões, para dar um exemplo de expansão de pagamentos eletrônicos, registrou faturamento global da ordem de R$ 145,2 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que significa crescimento de quase 20% sobre o mesmo período do ano passado.

Em paralelo a esse crescimento dos meios eletrônicos, a sociedade descarta cada vez mais o uso de meios tradicionais em função de menor segurança, menor facilidade e benefícios. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que, em 2010, o número de cheques compensados no Brasil foi de 1.120 milhões, com queda de 9,3% em relação a 2009. Ressaltando ainda que o número de cheques compensados no ano 2000 era mais que o dobro. No início da década, eram compensados 2.638 milhões de unidades na economia local.

A mesma pesquisa chamada Setor Bancário em Números acusa que as transações através do Internet Banking evoluíram positivamente em 27,4% no ano de 2010 e foram responsáveis por 23% de todas as transações feitas no país. Já os caixas eletrônicos foram donos de 32% das transações enquanto as feitas através de cheques e dinheiro nos caixas das agências bancárias caíram para apenas 10% das transações

Nos dois dias de evento, representantes do mercado de cartões, instituições financeiras, redes de varejo, associações, autoridades e fornecedores discutirão como elevar ainda mais o nível de transparência nas operações procurando benefícios constantes para o consumidor..

Novos Consumidores e ascensão social

Para responder aos desafios de um segmento em tamanha expansão, o 6º CMEP também se dedicará a temas como a Inclusão Financeira, novos consumidores e a ascensão das classes C, D e E que consolidam seu mais novo período de crescimento, sinalizando crescimento ainda maior do setor financeiro. Por outro lado e com a emergência de novas gerações, o congresso pretende discutir a evolução das redes sociais e as mudanças no perfil do consumidor.

O desenvolvimento tanto do mercado quanto de opções tecnológicas para o M-Payment (pagamento em mobilidade) também serão apresentados, além de estudos e conferências sobre campanhas para incentivar o uso consciente do crédito e iniciativas de educação financeira.

As associações que promovem o evento anunciam também que pretendem discutir os muitos aspectos da frágil segurança – física, patrimonial e penal – que os meios tradicionais como papel moeda e cheques oferecem àqueles que os usam; além de questionar o custo social da moeda em aspectos como manuseio e informalidade.

O CMEP será realizada nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo, no Hotel Transamérica Expo Center.

21 de jun. de 2011

CARTÃO: CRESCE USO EM CONSULTAS

jornal Diário do Nordeste 20/06/2011

Pagar uma consulta médica com cartão de crédito. Essa é uma das novas fronteiras conquistadas pelo chamado dinheiro de plástico, cada vez mais presente nos pagamentos a profissionais liberais, como médicos e dentistas, e prestadores de serviços, como operadores TV a cabo e internet. Isso é o que apontam dados da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs) divulgados na quarta-feira.

Quando comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2010, a fatia do setor de serviços no mercado passou de 4% para 8%, um crescimento de 51%, o maior entre todos os ramos de atividade.

Isso significa um faturamento de R$ 6,2 bilhões. No período, o número de transações com cartão aceitas pelo segmento subiu cerca de 42%.

"O consumidor opta pela modalidade seja porque não têm dinheiro no momento ou porque não pode pagar valores mais altos à vista. Já os profissionais preferem usá-lo como forma de fidelizar e atrair clientes", diz Fernando Barbosa, superintendente da Abecs. Ele cita a redução de custos oferecidos pela administradoras de cartão, que incentivou profissionais a adotarem essa forma de pagamento. A redução de preço está relacionada à abertura do mercado em julho de 2010, que pôs fim à exclusividade no uso das máquinas pelas bandeiras de cartões e acirrou a concorrência entre operadoras no País.

Sem risco de calote

Para o empresário, a modalidade acaba com o risco de calote e pode se traduzir em mais vendas, apesar de representar custos e exigir um fluxo de caixa sob controle, já que os pagamentos são recebidos em 30 dias e podem ser parcelados. Para o consumidor, a dica é se planejar para pagar a fatura em dia e parcelar o mínimo possível.

A dermatologista Eliandre Palermo passou a aceitar cartão de crédito em seu consultório após pedido dos pacientes. "Precisei abrir uma empresa. Com o aumento do faturamento no cartão, já consegui renegociar taxas com o banco". Ela paga R$ 100 pelo aluguel mensal da máquina , 3% sobre cada operação e pode parcelar em três vezes.

8 de jun. de 2011

ABECS DIVULGA NÚMEROS DO SETOR DE CARTÕES

portal Executivos Financeiros 07/06/2011

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, a Abecs, divulgou os números do setor de meios eletrônicos de pagamento no primeiro trimestre de 2011. Os dados mostram que o mercado de cartões acompanhou o crescimento da economia brasileira. Seguindo nesse sentido, finalizou o trimestre com crescimento acima do previsto no final de 2010.

O setor fechou o primeiro trimestre de 2011 com faturamento de R$ 145,2 bilhões, sendo R$ 83,7 bilhões em cartões de crédito - o que representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período no ano passado. Essa evolução no faturamento foi motivada pelo aumento dos gastos de brasileiros no exterior.

Cartões de Débito

O crescimento dos cartões de crédito no primeiro trimestre foi de 32%, frente o mesmo período no ano passado. Já os cartões de débito apresentaram faturamento de R$ 43,3 bilhões, com crescimento acima da média, 25%. Dentro desse universo, os cartões private label responderam por R$ 18,2 bilhões, 21% de aumento. As transações também cresceram, em uma média de 17% em relação ao mesmo período em 2010, reflexo do aumento do ticket médio.

Parcelamento

“Apesar das medidas do governo, de elevar juros e conter um pouco o crédito, o consumo das famílias ainda se encontra aquecido, visto que, por enquanto, os efeitos dessas medidas ainda não sentidos”, avalia o presidente da Abecs, Claudio Yamaguti.

Na avaliação do uso do parcelamento pelos consumidores, principal vantagem percebida pelos portadores dos cartões de crédito, o crescimento manteve-se estável, alcançando 48% de participação no total faturado com esse tipo de cartão.

“O ticket médio dessa modalidade é quatro vezes maior do que nas compras da modalidade à vista, indicando, ainda, preferência do portador pelo parcelado quando a compra é de alto valor, o que não reflete as medidas de controle inflacionário”, destaca Yamaguti.

BRASILEIROS GASTARAM R$ 78 A CADA COMPRA REALIZADA COM CARTÃO EM MARÇO

portal InfoMoney 07/06/2011 - Gladys Ferraz Magalhães

O tíquete médio (valor gasto por compra) do brasileiro com cartão atingiu R$ 78 em março de 2011, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

Na comparação com igual mês de 2010, houve um aumento de 4%, já que na época o consumidor gastou, em média, R$ 75 por compra no cartão.

Tipos de cartão

Quando considerados os tipos de cartão, o tíquete médio em março de 2011 sobe para R$ 110, no caso do cartão de crédito, e cai para R$ 56 e R$ 55, quando a transação é feita por meio do cartão de débito e de rede e loja, respectivamente.

No terceiro mês de 2010, o tíquete médio do cartão de crédito encerrou em R$ 105, ao passo que o do cartão de débito ficou em R$ 53, assim como o de rede e loja.

Para este ano, a estimativa da Abecs é que o brasileiro gaste cerca de R$ 78 por compra no cartão e mantenha os valores gastos verificados em cada tipo de cartão.

31 de mai. de 2011

CARTÃO DESTOA DE DEMAIS LINHAS E CONCESSÃO SOBE

jornal Valor Econômico 31/05/2011 Adriana Cotias

Num momento em que as concessões endereçadas ao consumo recuam em praticamente todas as linhas, chama a atenção o comportamento do brasileiro no uso dos cartões de crédito. Pelas estatísticas do Banco Central (BC), a média diária tomada pela pessoa física na modalidade disparou 17,9% em abril, a R$ 1,085 bilhão, maior movimentação mensal da série. As concessões acumuladas no mês atingiram R$ 20,6 bilhões, com alta de 6,7% em relação a março e de 20,6% na comparação com abril de 2010.

A inclusão de novos participantes no sistema, com aumento da base de cartões, além do uso maior do rotativo e do pagamento parcelado explicam essa dinâmica, resume o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Claudio Yamaguti. "No parcelamento, os tíquetes são mais altos e isso impacta o valor nominal da carteira."

O curioso é que o volume que efetivamente vira crédito no cartão aumentou às vésperas de começarem a valer as novas regras do BC, que determinou, a partir de 1º de junho, o pagamento mínimo de 15% da fatura - parcela que sobe a 20% em dezembro - ante os 10% normalmente adotados pelos bancos emissores.

Dada a gradualidade da alteração e a antecedência com que foi anunciada - o Conselho Monetário Nacional (CMN) votou tal modificação em novembro -, Yamaguti não espera uma deterioração das carteiras decorrente do aumento da fatia que o consumidor terá que pagar. "De 10% para 15% não é uma mudança drástica e os emissores tiveram tempo de se comunicar previamente com os seus clientes."

Segundo dados da Abecs, no primeiro trimestre, 48% do volume transacionado em crédito tinha sido na forma parcelada. Isso equivale a R$ 40,2 bilhões, de um total de R$ 83,7 bilhões. Para abril, a estimativa da entidade é de que o giro no crédito tenha adicionado R$ 27,9 bilhões a essa soma. O número de cartões de crédito totalizava então 159,5 milhões de unidades, 6,1 milhões a mais do que em dezembro.

De janeiro a março, o brasileiro movimentou em cartões - incluindo débito, crédito e "private label" (com a marca do lojista) - R$ 145,2 bilhões, um crescimento de 23% em relação do mesmo período do ano passado. Trata-se de um desempenho pouco acima do estimado pela entidade para o ano, de uma expansão de 20%, a R$ 642 bilhões. O tíquete médio das operações também subiu de março de 2010 para cá, passando de R$ 104 para R$ 111 no crédito, e de R$ 53 a R$ 56 no débito.

De acordo com Yamaguti, as medidas de restrição ao endividamento específicas ao setor, como o aumento do IOF para compras no exterior, ainda não surtiram efeito. Outro efeito que o segmento começa a capturar é a inflação que vem sendo repassada pelo varejo ao consumidor.

27 de mai. de 2011

REGRAS PARA CARTÕES PODEM DERRUBAR RECEITAS EM 10%

jornal Valor Econômico 25/05/2011 - Fernando Travaglini

As novas regras para o setor de cartões de crédito definidas pelo Banco Central e quem entram em vigor em 1 º de junho devem derrubar a receita dos bancos com o negócio em até 10% num primeiro momento, segundo estimativas de executivos das instituições financeiras. Entre outras novidades, o BC reduziu o número de tarifas cobradas de 80 para 5 e criou o cartão básico, que terá um custo mais baixo para o cliente.

Para Marcelo Noronha, diretor-geral da Bradesco Cartões, de início as instituições que dependem muito de programas de pontuação ou milhagem, por exemplo, podem sofrer mais do que outras. Além da adaptação mercadológica, haverá necessidade de investimentos para adaptar os processos, lembra o executivo.

Para Cláudio Yamaguti, presidente da Abecs, associação que representa as empresas do setor, haverá, por outro lado, uma queda nos custos para as instituições, que pode compensar essa redução das receitas, já que o cartão mais simples não tem qualquer serviço extra. "Há uma compensação", diz.

Ele crê que o cartão básico vai atrair um contingente maior de clientes, o que também aumentará a base e, por consequência, elevará o rendimento dos emissores de cartão. "O faturamento das empresas deve continuar a crescer. Esperamos que dobre em cinco anos, chegando a R$ 1,2 trilhão em 2015", disse. No setor de cartões, o termo "faturamento" equivale ao valor transacionado com os plásticos.

Essa maior adesão aos plásticos deve se dar nas classes de renda mais baixa, avalia Denilson Molina, diretor do Banco do Brasil. "Haverá uma popularização ainda maior dos cartões e o aumento do volume compensará uma eventual redução das receitas".

Na previsão de Molina o cartão básico deve responder por 20% do mercado em pouco tempo, em parte pelo valor da anuidade, cerca de 30% menor. Hoje os cartões mais simples detêm quase metade do mercado.

Para Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de normas do Banco Central, a tendência é de queda dos preços das tarifas, pois a redução do número de taxas permitirá ao cliente uma melhor comparação dos valores. As tarifas de conta corrente chegaram a apresentar redução de até 50% desde que foram reguladas pela autoridade monetária.

As cobranças feitas pelos bancos nos cartões foram padronizadas e reduzidas a cinco: anuidade, emissão de segunda via, saque, pagamento de conta e avaliação emergencial de crédito. A expectativa é que as reclamações tanto no BC quanto nas entidades de defesa do consumidor também caiam.

O cartão básico deve obrigatoriamente ser oferecido pelos bancos aos clientes. As instituições podem continuar vendendo cartões com todos os serviços tradicionais e cobrar as tarifas extras para esses benefícios. "O cartão básico deve permitir o uso para compra e financiamento (rotativo). Não estamos impedindo o banco de oferecer outros benefícios, mas, se o cliente quiser, terá o cartão mais barato", afirmou Odilon.

23 de mai. de 2011

ABECS LANÇA CARTILHA PARA PROMOVER O USO CONSCIENTE DO CARTÃO

portal Fator Brasil 20/05/2011

A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), entidade representante do setor de meios eletrônicos de pagamento, inicia nessa semana a distribuição da cartilha “Cartão: A Dica É Saber Usar”, elaborada com o propósito de contribuir para o uso consciente do cartão.

O primeiro lugar a receber 24.000 cartilhas será a Rua 25 de Março, maior centro de comércio popular de São Paulo. Segundo a Univinco (União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjancências), ali circulam diariamente 400 mil pessoas. A distribuição dos exemplares será feita em parceria com a Associação, que congrega atualmente 400 associados na região. Posteriormente, a Abecs expandirá a distribuição para outros locais de grande movimento.

A cartilha apresenta de uma forma didática e clara aspectos básicos relacionados ao cartão de crédito, como o processo de aquisição, contrato, limite de crédito, crédito rotativo, tarifas e formas de parcelamento. Também traz informações detalhadas para que o consumidor entenda todos os itens que fazem parte de uma fatura, as obrigações do usuário, dicas de segurança, como evitar as dívidas e dicas para o uso consciente do cartão.

De acordo com o presidente da Abecs, Claudio Yamaguti, esse tipo de iniciativa é de fundamental importância para disseminar noções de educação financeira entre os consumidores. Segundo pesquisa da Abecs encomendada ao Instituto Datafolha no final do ano passado, 71% da população, aproximadamente 17 milhões de pessoas, utiliza cartão como meio de pagamento.

“A cartilha é uma evolução da nossa campanha educativa A Dica É Saber Usar, iniciada no ano passado, e tem com o objetivo principal orientar a população sobre a utilização consciente do cartão de crédito. A finalidade é oferecer informação simples e direta e esclarecer dúvidas, evitando assim o endividamento e aumento da inadimplência”, destaca Claudio.

.[Novo site: é possível ter acesso ao conteúdo integral da cartilha no novo site da Abecs (http://www.abecs.org.br/site/consumidores/cartilha.aspx)].

A Abecs também disponibiliza em seu novo site uma área totalmente direcionada para o consumidor. O espaço trará dicas para o uso consciente do cartão, simulador financeiro para gerenciar gastos, os principais benefícios do cartão, iniciativas sócio-ambientais por parte das associadas, curiosidades sobre o setor de cartões, respostas para as perguntas mais comuns sobre o uso do cartão, glossário com os principais termos do mercado e a oportunidade de enviar elogios, sugestões e reclamações para a Abecs.

Abecs -Criada em 1971, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) é a entidade de classe que representa oficialmente o setor de meios eletrônicos de pagamento no Brasil. Atualmente, a Abecs possui 45 associados, que representam 95% do mercado de cartões de crédito no Brasil, entre elas instituições financeiras, bandeiras, credenciadoras, processadoras, administradoras de cartões de lojas e de rede, e cartões de benefícios.

6 de mai. de 2011

VAREJO AMPLIA USO DE CARTÃO PRÉ-PAGO

Rejane Tamoto - 5/5/2011 - 21h05

As formas de utilização de cartões pré-pagos estão em expansão no Brasil. Depois de ser amplamente usado para recarregar o telefone celular, o sistema pré-pago passou a ser adotado em cartões para presentear e, recentemente, em plásticos que podem ser carregados em várias moedas para viagens ao exterior. Agora, bancos e redes de supermercados investem em cartões pré-pagos com bandeiras para compras diversas nos estabelecimentos e uso por quem não tem conta bancária.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), a tendência é que o lançamento de pré-pagos para diferentes usos acelere neste ano, seguindo o comportamento dos cartões de mesada, presentes e viagens que são comercializados nos Estados Unidos. A entidade formou um comitê específico para plásticos pré-pagos, em fevereiro, para monitorar o produto no Brasil.

60 mil itens – Nesta semana, o Carrefour começou a vender o cartão pré-pago para compras de até 60 mil itens diferentes – alimentícios ou não – em suas lojas do Rio de Janeiro. Após um período de testes na capital carioca, o plástico será oferecido nos demais estados. O cartão pode ser adquirido por qualquer consumidor, mesmo o que não tem o private label da rede, sem tarifa de aquisição ou de anuidade.

O plástico pode ser carregado nos valores de R$ 30, R$ 60 e R$ 100, com limite máximo em recargas de até R$ 2 mil . Quanto maior a quantia inicial do cartão, maior o bônus para compras – de 5%, 10% e 15% – creditados em até 48 horas após a aquisição do plástico.

No segundo semestre, a CBSS, administradora de cartões Visa Vale, deve lançar uma família de pré-pagos com a bandeira Elo. O diretor-executivo Comercial, de Marketing e Produtos da CBSS, Ronaldo Varela, não detalha como será a nova linha, mas adianta que haverá um modelo para o público universitário, outro para mesada e um para presentes. "Serão várias modalidades de uso de pré-pago com a bandeira Elo", afirma Varela.

Amplo – Na avaliação do diretor da Abecs, Eliel de Almeida, o pré-pago deve atrair um público amplo, desde o consumidor que faz parte da classe emergente, mas não tem conta em banco, até o que já tem acesso a outros plásticos, e quer praticidade para controlar o orçamento da família.

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), cerca de metade da população economicamente ativa recebe o salário em dinheiro. Esse é o público que o banco PanAmericano – com a MasterCard e a Rêv Worldwide – quer conquistar. Na última semana, a empresa lançou o primeiro pré-pago multiuso. "Os clientes potenciais são os que trabalham na construção civil e recebem o salário em dinheiro toda semana e não têm conta em banco", afirma Almeida, que também é diretor de cartões do PanAmericano.

O cartão pré-pago multiuso de tarja magnética funciona com senha nas mesmas máquinas que aceitam os cartões de crédito da bandeira MasterCard, em mais de 1,5 milhão de estabelecimentos no País. A meta do PanAmericano é emitir 500 mil cartões pré-pagos até o final deste ano.

Tendência – A analista setorial da Lafis Consultoria, Thais Virga, avalia que a tendência de crescimento é forte no Brasil. Thais menciona uma pesquisa do The Boston Consulting Group que revela que o faturamento gerado por cartões pré-pagos na América Latina, incluindo o México, foi de US$ 12 bilhões no ano passado. De acordo com ela, a participação do Brasil nesse total foi menor que 1,5%.

"Um levantamento da MasterCard estima movimentação de US$ 81 bilhões na América Latina nos próximos cinco anos", diz Almeida. Nesse período, os bancos poderão avaliar os gastos, a frequência e a capacidade de poupança do consumidor para, no futuro, oferecer linhas de crédito específicas. "O próximo passo de quem tem pré-pago será ter um limite de crédito", afirma o diretor da Abecs.