O setor bancário da Nova Zelândia está iniciando um amplo processo de consulta para definir o futuro dos cheques de papel no país.
A Nova Zelândia tem um dos maiores índices de utilização de transações eletrônicas no mundo. O crescimento e a expansão deste sistema ao longo dos anos tem visto o uso de alguns instrumentos tradicionais de pagamento, como cheques, declinar.
O Payments New Zeland Board (PNZ), responsável pela condução da pesquisa, atesta que a taxa média anual de queda na utilização de instrumentos em papel, especialmente os cheques, foi de 9% nos últimos oito anos. No varejo, a compensação de cheques no sistema financeiro caiu de cerca de 9% do total de transações em todos os meios de pagamentos em 2003 para 2% em 2010.
Outros países começaram recentemente a rever o mecanismo do cheque como instrumento de pagamento, incluindo o Reino Unido, Irlanda, Canadá e Austrália.
O PNZ entende que chegou a hora de proceder a uma revisão do uso de cheques no país, para determinar a melhor maneira de gerenciar o declínio e para garantir que o sistema de pagamentos do país continue a ser eficiente e a atender às necessidades dos usuários.
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11 de jul. de 2011
30 de jun. de 2011
PARA ESPECIALISTA, BRASIL JÁ TEM 600 MILHÕES DE CARTÕES
portal O Dia 29/06/2011
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou recentemente as estimativas do setor de meios eletrônicos de pagamento referentes aos três primeiros meses do ano. Os dados coletados apontam um crescimento de 20% ao ano em relação ao volume de operação.
De acordo com José Eduardo Manier, diretor de cartões da Lecca, o fenômeno se dá pelo bom momento da economia, que impulsiona o ritmo de vendas do comércio. Estima-se que haja atualmente no país 600 milhões de cartões, ou seja, três vezes mais cartões do que pessoas.
Atualmente, segundo Manier, os cartões são o meio de pagamento utilizado pela população que apresenta o maior índice de crescimento. O fator que impulsiona essa evolução é o aumento da participação das classes C e D, em que cada consumidor gasta, em média, entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por ano. Focada nas perspectivas do mercado, a Lecca fechou uma parceria com a bandeira Good Card para emitir cerca de 120 mil cartões por ano.
Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostra que em 2010, 71% das pessoas acima de 18 anos possuíam um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito. O aumento de 4% em relação a 2009 é relacionado pela expansão das classes mais baixas, em que 41% das pessoas já têm acesso aos cartões, principalmente com alimentação, bebidas e equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.
Dados da Abecs mostram que o mercado de cartões apresentou 22% de aumento em faturamento em relação a 2009. Já em relação às modalidades de pagamento, percebe-se um acréscimo de 20% no faturamento com débito, 18% no crédito e 16% em rede/loja nos três primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado.
A quantidade de transações com cartão cresceu uma média de 16% em relação a 2009. Em 2010, o segmento finalizou com faturamento de R$ 541,9 bilhões, sendo R$ 313,7 bilhões dos cartões de crédito, R$ 159,6 bilhões dos cartões de débito e R$ 68,5 bilhões dos cartões de rede/loja.
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou recentemente as estimativas do setor de meios eletrônicos de pagamento referentes aos três primeiros meses do ano. Os dados coletados apontam um crescimento de 20% ao ano em relação ao volume de operação.
De acordo com José Eduardo Manier, diretor de cartões da Lecca, o fenômeno se dá pelo bom momento da economia, que impulsiona o ritmo de vendas do comércio. Estima-se que haja atualmente no país 600 milhões de cartões, ou seja, três vezes mais cartões do que pessoas.
Atualmente, segundo Manier, os cartões são o meio de pagamento utilizado pela população que apresenta o maior índice de crescimento. O fator que impulsiona essa evolução é o aumento da participação das classes C e D, em que cada consumidor gasta, em média, entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por ano. Focada nas perspectivas do mercado, a Lecca fechou uma parceria com a bandeira Good Card para emitir cerca de 120 mil cartões por ano.
Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostra que em 2010, 71% das pessoas acima de 18 anos possuíam um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito. O aumento de 4% em relação a 2009 é relacionado pela expansão das classes mais baixas, em que 41% das pessoas já têm acesso aos cartões, principalmente com alimentação, bebidas e equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.
Dados da Abecs mostram que o mercado de cartões apresentou 22% de aumento em faturamento em relação a 2009. Já em relação às modalidades de pagamento, percebe-se um acréscimo de 20% no faturamento com débito, 18% no crédito e 16% em rede/loja nos três primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado.
A quantidade de transações com cartão cresceu uma média de 16% em relação a 2009. Em 2010, o segmento finalizou com faturamento de R$ 541,9 bilhões, sendo R$ 313,7 bilhões dos cartões de crédito, R$ 159,6 bilhões dos cartões de débito e R$ 68,5 bilhões dos cartões de rede/loja.
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17 de jun. de 2011
NÚMERO E VALOR DAS TRANSAÇÕES NOS CARTÕES MAIS QUE DOBRAM EM CINCO ANOS
portal InfoMoney 16/06/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
A quantidade e o valor das transações nos cartões de débito e crédito mais que dobraram entre os anos de 2005 e 2010, segundo revelam dados divulgados na última quarta-feira (15) pelo BC (Banco Central).
No período, o uso do cartão de crédito cresceu 121%, enquanto o do cartão de débito aumentou 157%. Em termos de valores, as categorias apresentaram aumentos de 182% e 199%, respectivamente, atingindo, nesta ordem, os valores transacionados de R$ 328 bilhões e R$ 158 bilhões em 2010.
Na comparação entre 2009 e o ano passado, os valores transacionados cresceram 29,13% no cartão de crédito e 29,51% no débito. Já a quantidade de transações passaram de 2,777 bilhões para 3,321 bilhões – alta de 19,59% -, no primeiro caso; e saíram de 2,309 bilhões para 2,929 bilhões – acréscimo de 26,85% -, no segundo.
Outros meios
No geral, o uso dos instrumentos de pagamento (inclusive transferências de crédito, débito direto e cheques sem liquidação interbancária) cresceram 91% entre 2005 e 2010, alcançando 19,921 bilhões de transações no ano passado.
No mesmo período, os valores das transações também cresceram, 189%, ficando em R$ 29,648 trilhões no ano passado.
Além dos cartões de débito e crédito, nos últimos cinco anos encerrados em 2010, o convênio com terceiros e a transferência de crédito também cresceram, tanto na quantidade (24% e 62%, nesta ordem), como no valor das transações (73% e 166%, cada).
Por outro lado, no intervalo analisado, o uso do cheque diminuiu (-34%), apesar do crescimento de 22% do valor transacionado. Segundo o levantamento do Banco Central, entre 2005 e 2010, o número de transações feitas com cheques saiu de 2,527 bilhões para 1,675 bilhões, ao passo que o valor das transações passaram de R$ 2,213 trilhões para R$ 2,691 trilhões.
A quantidade e o valor das transações nos cartões de débito e crédito mais que dobraram entre os anos de 2005 e 2010, segundo revelam dados divulgados na última quarta-feira (15) pelo BC (Banco Central).
No período, o uso do cartão de crédito cresceu 121%, enquanto o do cartão de débito aumentou 157%. Em termos de valores, as categorias apresentaram aumentos de 182% e 199%, respectivamente, atingindo, nesta ordem, os valores transacionados de R$ 328 bilhões e R$ 158 bilhões em 2010.
Na comparação entre 2009 e o ano passado, os valores transacionados cresceram 29,13% no cartão de crédito e 29,51% no débito. Já a quantidade de transações passaram de 2,777 bilhões para 3,321 bilhões – alta de 19,59% -, no primeiro caso; e saíram de 2,309 bilhões para 2,929 bilhões – acréscimo de 26,85% -, no segundo.
Outros meios
No geral, o uso dos instrumentos de pagamento (inclusive transferências de crédito, débito direto e cheques sem liquidação interbancária) cresceram 91% entre 2005 e 2010, alcançando 19,921 bilhões de transações no ano passado.
No mesmo período, os valores das transações também cresceram, 189%, ficando em R$ 29,648 trilhões no ano passado.
Além dos cartões de débito e crédito, nos últimos cinco anos encerrados em 2010, o convênio com terceiros e a transferência de crédito também cresceram, tanto na quantidade (24% e 62%, nesta ordem), como no valor das transações (73% e 166%, cada).
Por outro lado, no intervalo analisado, o uso do cheque diminuiu (-34%), apesar do crescimento de 22% do valor transacionado. Segundo o levantamento do Banco Central, entre 2005 e 2010, o número de transações feitas com cheques saiu de 2,527 bilhões para 1,675 bilhões, ao passo que o valor das transações passaram de R$ 2,213 trilhões para R$ 2,691 trilhões.
18 de mai. de 2011
SOFTWARE PAY&GO SERÁ COMERCIALIZADO PELA CIS E NTK
portal Executivos Financeiros 17/05/2011
A CIS, empresa fabricante de soluções inovadoras, em parceira com a NTK Solutions, acabam de anunciar o Pay&Go, software de última geração para a captura de transações eletrônicas (TEF) realizadas com cartões de crédito, débito, voucher entre outros. O novo produto oferece ao estabelecimento comercial total controle sobre as vendas realizadas. Indispensável para o comércio, o software possui tecnologia para as transações feitas com cartões e atende todos os requisitos de segurança definidos pelas empresas adquirentes.
O software opera em plataforma baixa, solicitando apenas o sistema operacional Windows com suporte Microsoft ou Linux. Possui atualização remota, Help Desk especializado 24 horas por dia, sete dias por semana, e interface de fácil operação ao usuário, não necessitando de servidor dedicado.
Utilizando o mesmo conceito do TEF Discado na interface de comunicação com a automação comercial, o Pay&Go elimina a necessidade de desenvolvimentos e/ou upgrade de software e hardware para uso da solução. O produto é uma solução integrada, abrangente e com excelente desempenho, quando comparado com o TF dedicado.
Os pontos fortes do produto e do sistema são: a integração com o sistema de automação comercial do estabelecimento, a rapidez e o fato da própria NTK fazer a instalação e ativação.Uma característica técnica relevante é o fato do sistema poder ter redundância através de conexão GPRS ou 3G, ou seja, se a linha da Internet cair o sistema celular mantém o serviço ativo.
O sistema de venda da CIS também é uma grande inovação e será de grande valia aos revendedores. Trata-se da venda de serviço, no qual o usuário assinará um termo de adesão e, após validação pelo distribuidor e pela CIS, haverá a ativação do sistema através da NTK.
O serviço inclui também a locação do Pin Pad, que poderá ser trocado imediatamente quando ocorrer algum problema técnico.
A CIS, empresa fabricante de soluções inovadoras, em parceira com a NTK Solutions, acabam de anunciar o Pay&Go, software de última geração para a captura de transações eletrônicas (TEF) realizadas com cartões de crédito, débito, voucher entre outros. O novo produto oferece ao estabelecimento comercial total controle sobre as vendas realizadas. Indispensável para o comércio, o software possui tecnologia para as transações feitas com cartões e atende todos os requisitos de segurança definidos pelas empresas adquirentes.
O software opera em plataforma baixa, solicitando apenas o sistema operacional Windows com suporte Microsoft ou Linux. Possui atualização remota, Help Desk especializado 24 horas por dia, sete dias por semana, e interface de fácil operação ao usuário, não necessitando de servidor dedicado.
Utilizando o mesmo conceito do TEF Discado na interface de comunicação com a automação comercial, o Pay&Go elimina a necessidade de desenvolvimentos e/ou upgrade de software e hardware para uso da solução. O produto é uma solução integrada, abrangente e com excelente desempenho, quando comparado com o TF dedicado.
Os pontos fortes do produto e do sistema são: a integração com o sistema de automação comercial do estabelecimento, a rapidez e o fato da própria NTK fazer a instalação e ativação.Uma característica técnica relevante é o fato do sistema poder ter redundância através de conexão GPRS ou 3G, ou seja, se a linha da Internet cair o sistema celular mantém o serviço ativo.
O sistema de venda da CIS também é uma grande inovação e será de grande valia aos revendedores. Trata-se da venda de serviço, no qual o usuário assinará um termo de adesão e, após validação pelo distribuidor e pela CIS, haverá a ativação do sistema através da NTK.
O serviço inclui também a locação do Pin Pad, que poderá ser trocado imediatamente quando ocorrer algum problema técnico.
12 de abr. de 2011
REDECARD E CIELO SOFREM COM CAUTELA NA BOLSA
jornal DCI 12/04/2011 - Marcelle Gutierrez
O setor de cartões de pagamento apresenta desde o final de 2010 certa instabilidade no mercado de ações. No período de 1º a 11 de abril, a Cielo caiu 4,62%, de R$ 14,30 por R$ 13,64. Já a Redecard apresentou queda de 5,56%, de R$ 24,65 por R$ 23,28. Segundo especialistas entrevistados pelo DCI, mudanças futuras provenientes das regulamentações do setor já interferem na decisão dos investidores.
O economista-chefe da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, observa que a tendência de queda se dá desde o final de 2010 . "Percebemos no mercado que as quedas estão relacionadas às incertezas em termos de regulamentação do setor de cartões. O investidor está preocupado."
Em evento em São Paulo, em março, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, discursou sobre a importância da regulamentação no sistema financeiro nacional e ressaltou que mudanças devem acontecer a partir de junho de 2011, quando entra em vigor a regulamentação das tarifas de cartão de crédito. "Considero a resolução de tarifas bancárias um marco da regulamentação brasileira. Não só porque reduziu drasticamente os questionamentos da sociedade em relação a este tema, mas por ter sido uma solução que focou no aperfeiçoamento da transparência e da comparabilidade das tarifas bancárias. A regulamentação das tarifas de cartão de crédito segue a mesma lógica", disse o presidente do BC na época.
Para Álvaro Musa, presidente da Partner Conhecimento e promotor do evento C4, os reflexos das tentativas de regulamentação já começam a surgir. "Há dois ou três anos o governo se esforça para regulamentar o setor de cartões e isso se reflete agora."
Outro motivo para o baixo investimento nas adquirentes Cielo e Redecard, segundo José Eduardo Amato Balian, professor de Economia da ESPM, é a baixa volatilidade da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos anos, que desde 2008 não ultrapassa os 73 mil pontos. "Há três anos que o mercado de ações está estranho, variando entre os 68 mil pontos, o que afasta o investidor no geral."
Apesar das quedas acionárias, o economista-chefe da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, acredita que investir no setor de cartões continua a ser um bom negócio: "Essas empresas ainda pagam bom dividendos. Outra opção que dá para ganhar dinheiro é o curto prazo".
A utilização dos dividendos como forma de retorno aos acionistas pode ser observada com a Redecard, que em 2010 realizou distribuição de 95% dos resultados do ano por meio de dividendos e juros sobre capital próprio. O lucro líquido foi de R$ 1,4 bilhão, valor 0,3% acima que o registrado no ano anterior.
Já a Cielo finalizou o ano passado como líder do segmento, com lucro líquido de R$ 1,829 bilhão. Na BM&F Bovespa, é integrante do Novo Mercado, do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) e do Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG).
Fitch Ratings
A agência de risco Fitch Ratings elevou os IDRs (Issuer Default Ratings, ou ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) em moeda estrangeira e local, da Redecard (RDCD3), de "BBB" para "BBB+", e afirmou a nota de longo prazo em "AAA(bra)".
A agência também afirmou o Rating Nacional de Curto Prazo "F1+(bra)" e atribui o fato à proposta de emissão do oitavo programa de notas promissórias, no valor de R$ 2 bilhões. A primeira série, de R$ 650 milhões, tem vencimento em 300 dias; a segunda, também de R$ 650 milhões em 330 dias; e a terceira, de R$ 700 milhões, em 360 dias.
Segundo o boletim, a elevação dos ratings reflete a melhora dos riscos de contrapartes associada ao sistema bancário brasileiro, já que mais de 95% das transações de crédito e débito são realizadas por meio de bancos com grau de investimento. Além disso, a Redecard se beneficia do suporte e da força de seu acionista controlador, o Itaú Unibanco Holding S.A. (Itaú Unibanco), pois a Fitch aumentou recentemente os ratings de grandes bancos brasileiros depois da elevação do rating soberano para "BBB".
A concorrência da adquirente com a líder Cielo e alterações no mercado de cartões de pagamento são desafios para a Redecard, segundo o boletim da Fitch. Somadas, as empresas respondem por cerca de 90% do mercado.
O setor de cartões de pagamento apresenta desde o final de 2010 certa instabilidade no mercado de ações. No período de 1º a 11 de abril, a Cielo caiu 4,62%, de R$ 14,30 por R$ 13,64. Já a Redecard apresentou queda de 5,56%, de R$ 24,65 por R$ 23,28. Segundo especialistas entrevistados pelo DCI, mudanças futuras provenientes das regulamentações do setor já interferem na decisão dos investidores.
O economista-chefe da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, observa que a tendência de queda se dá desde o final de 2010 . "Percebemos no mercado que as quedas estão relacionadas às incertezas em termos de regulamentação do setor de cartões. O investidor está preocupado."
Em evento em São Paulo, em março, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, discursou sobre a importância da regulamentação no sistema financeiro nacional e ressaltou que mudanças devem acontecer a partir de junho de 2011, quando entra em vigor a regulamentação das tarifas de cartão de crédito. "Considero a resolução de tarifas bancárias um marco da regulamentação brasileira. Não só porque reduziu drasticamente os questionamentos da sociedade em relação a este tema, mas por ter sido uma solução que focou no aperfeiçoamento da transparência e da comparabilidade das tarifas bancárias. A regulamentação das tarifas de cartão de crédito segue a mesma lógica", disse o presidente do BC na época.
Para Álvaro Musa, presidente da Partner Conhecimento e promotor do evento C4, os reflexos das tentativas de regulamentação já começam a surgir. "Há dois ou três anos o governo se esforça para regulamentar o setor de cartões e isso se reflete agora."
Outro motivo para o baixo investimento nas adquirentes Cielo e Redecard, segundo José Eduardo Amato Balian, professor de Economia da ESPM, é a baixa volatilidade da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos anos, que desde 2008 não ultrapassa os 73 mil pontos. "Há três anos que o mercado de ações está estranho, variando entre os 68 mil pontos, o que afasta o investidor no geral."
Apesar das quedas acionárias, o economista-chefe da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, acredita que investir no setor de cartões continua a ser um bom negócio: "Essas empresas ainda pagam bom dividendos. Outra opção que dá para ganhar dinheiro é o curto prazo".
A utilização dos dividendos como forma de retorno aos acionistas pode ser observada com a Redecard, que em 2010 realizou distribuição de 95% dos resultados do ano por meio de dividendos e juros sobre capital próprio. O lucro líquido foi de R$ 1,4 bilhão, valor 0,3% acima que o registrado no ano anterior.
Já a Cielo finalizou o ano passado como líder do segmento, com lucro líquido de R$ 1,829 bilhão. Na BM&F Bovespa, é integrante do Novo Mercado, do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) e do Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG).
Fitch Ratings
A agência de risco Fitch Ratings elevou os IDRs (Issuer Default Ratings, ou ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) em moeda estrangeira e local, da Redecard (RDCD3), de "BBB" para "BBB+", e afirmou a nota de longo prazo em "AAA(bra)".
A agência também afirmou o Rating Nacional de Curto Prazo "F1+(bra)" e atribui o fato à proposta de emissão do oitavo programa de notas promissórias, no valor de R$ 2 bilhões. A primeira série, de R$ 650 milhões, tem vencimento em 300 dias; a segunda, também de R$ 650 milhões em 330 dias; e a terceira, de R$ 700 milhões, em 360 dias.
Segundo o boletim, a elevação dos ratings reflete a melhora dos riscos de contrapartes associada ao sistema bancário brasileiro, já que mais de 95% das transações de crédito e débito são realizadas por meio de bancos com grau de investimento. Além disso, a Redecard se beneficia do suporte e da força de seu acionista controlador, o Itaú Unibanco Holding S.A. (Itaú Unibanco), pois a Fitch aumentou recentemente os ratings de grandes bancos brasileiros depois da elevação do rating soberano para "BBB".
A concorrência da adquirente com a líder Cielo e alterações no mercado de cartões de pagamento são desafios para a Redecard, segundo o boletim da Fitch. Somadas, as empresas respondem por cerca de 90% do mercado.
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11 de abr. de 2011
ACI WORLDWIDE ADQUIRE A ISD CORPORATION
portal Executivos Financeiros 11/04/2011
Para ampliar as funcionalidades de sua solução de meios de pagamento para o mercado de varejo, a ACI Worldwide, especializada em soluções e softwares para pagamentos eletrônicos, adquiriu a ISD Corporation, especializada em softwares de gerenciamento de pagamentos seguros e soluções para o varejo nos Estados Unidos e Canadá.
Os produtos da ISD permitem que o varejista consolide, gerencie, proteja e encaminhe todas as transações eletrônicas de seu sistema de ponto de venda a processadora para autorização e liquidação da venda. Por lidar com qualquer tipo de pagamento eletrônico, o software da companhia está integrado com mais de 70 processadoras diferentes.
Os componentes de integração de loja, informações importantes de clientes via token e os serviços sob demanda da ACI Worldwide podem ajudar os varejistas a reduzir os custos relativos à compliance. Os produtos da ACI para o varejo, como compensação em tempo real e autorização de estorno, oferecem uma solução centrada no cliente.
Os produtos da ISD utilizam a mesma tecnologia e arquitetura do ACI Retail Commerce Server. A ACI pretende integrar as soluções líder de mercado da ISD com o Retail Commerce Server para fornecer um sistema de pagamento que ajudará os varejistas a realizar mais transações, com menos custos de processamento e reduzindo ainda o gasto com fraudes.
Com os 140 clientes da ISD, a ACI Worldwide agora passar a ter agora mais de 220 clientes no mercado de varejo em todo o mundo.
Para ampliar as funcionalidades de sua solução de meios de pagamento para o mercado de varejo, a ACI Worldwide, especializada em soluções e softwares para pagamentos eletrônicos, adquiriu a ISD Corporation, especializada em softwares de gerenciamento de pagamentos seguros e soluções para o varejo nos Estados Unidos e Canadá.
Os produtos da ISD permitem que o varejista consolide, gerencie, proteja e encaminhe todas as transações eletrônicas de seu sistema de ponto de venda a processadora para autorização e liquidação da venda. Por lidar com qualquer tipo de pagamento eletrônico, o software da companhia está integrado com mais de 70 processadoras diferentes.
Os componentes de integração de loja, informações importantes de clientes via token e os serviços sob demanda da ACI Worldwide podem ajudar os varejistas a reduzir os custos relativos à compliance. Os produtos da ACI para o varejo, como compensação em tempo real e autorização de estorno, oferecem uma solução centrada no cliente.
Os produtos da ISD utilizam a mesma tecnologia e arquitetura do ACI Retail Commerce Server. A ACI pretende integrar as soluções líder de mercado da ISD com o Retail Commerce Server para fornecer um sistema de pagamento que ajudará os varejistas a realizar mais transações, com menos custos de processamento e reduzindo ainda o gasto com fraudes.
Com os 140 clientes da ISD, a ACI Worldwide agora passar a ter agora mais de 220 clientes no mercado de varejo em todo o mundo.
7 de abr. de 2011
BRASPAG ANUNCIA CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA PORTAIS DE COMPRAS COLETIVAS
portal Cardnews 07/04/2011
A Braspag, empresa de soluções de pagamento e serviços financeiros para e-commerce e com market share de 75% no Brasil, anuncia novo modelo de negócios com base em condições especiais exclusivamente para portais de compras coletivas e clubes de desconto.
A companhia, que atua como facilitadora entre as lojas virtuais e os meios de pagamento com tecnologia que processa a compra pelo e-consumidor, espera com isso aumentar o volume de transações nesse nicho de e-commerce, que nos últimos oito meses não parou de crescer no País.
Modelo de cobrança - Com mais de 1.100 clientes de comércio eletrônico, entre eles alguns dos principais sites de compras coletivas e clubes de descontos, a Braspag atua no modelo de cobrança do gateway por meio de uma tabela pré-acordada de valores fixos, ou seja, a taxa praticada é independente do e-ticket comercializado pelo site. Quanto maior o volume de vendas, menor será o custo por transação.
“Essa vantagem agrega valor competitivo ao estabelecimento, que pode gerar uma venda de R$ 300 ou de R$ 50 e pagar a Braspag a mesma taxa por transação”, explica Ana Claudia, gerente comercial da Braspag.
Pelo novo pacote de serviço, o estabelecimento on-line mantém o controle da transação realizada. A tecnologia do gateway possibilita que o proprietário do site de compras coletivas faça o controle de aprovar ou recusar cada transação realizada.
Pela regra de negócio anunciada, a vantagem é que o site poderá fazer até cinco vezes mais transações pelo mesmo preço –tomando como base os valores de tabela das Sub Adquirentes. “Estamos falando de volumes e preços extremamente compatíveis à realidade das compras coletivas atuais no Brasil”, diz Ana Claudia.
A Braspag, empresa de soluções de pagamento e serviços financeiros para e-commerce e com market share de 75% no Brasil, anuncia novo modelo de negócios com base em condições especiais exclusivamente para portais de compras coletivas e clubes de desconto.
A companhia, que atua como facilitadora entre as lojas virtuais e os meios de pagamento com tecnologia que processa a compra pelo e-consumidor, espera com isso aumentar o volume de transações nesse nicho de e-commerce, que nos últimos oito meses não parou de crescer no País.
Modelo de cobrança - Com mais de 1.100 clientes de comércio eletrônico, entre eles alguns dos principais sites de compras coletivas e clubes de descontos, a Braspag atua no modelo de cobrança do gateway por meio de uma tabela pré-acordada de valores fixos, ou seja, a taxa praticada é independente do e-ticket comercializado pelo site. Quanto maior o volume de vendas, menor será o custo por transação.
“Essa vantagem agrega valor competitivo ao estabelecimento, que pode gerar uma venda de R$ 300 ou de R$ 50 e pagar a Braspag a mesma taxa por transação”, explica Ana Claudia, gerente comercial da Braspag.
Pelo novo pacote de serviço, o estabelecimento on-line mantém o controle da transação realizada. A tecnologia do gateway possibilita que o proprietário do site de compras coletivas faça o controle de aprovar ou recusar cada transação realizada.
Pela regra de negócio anunciada, a vantagem é que o site poderá fazer até cinco vezes mais transações pelo mesmo preço –tomando como base os valores de tabela das Sub Adquirentes. “Estamos falando de volumes e preços extremamente compatíveis à realidade das compras coletivas atuais no Brasil”, diz Ana Claudia.
22 de mar. de 2011
MOIP RETRATA A EXPANSÃO DOS PAGAMENTOS ELETRÔNICOS
boletim TI Inside Outsourcing 22/03/2011
O MoIP Pagamentos, uma empresa do grupo IG e Ideiasnet, acaba de contratar mais um integrante para seu time de profissionais. Pedro Egydio chega à empresa com vasto conhecimento em transações com cartão de crédito para liderar a área de gerenciamento de risco operacional das transações comerciais online.
Durante 2010, o MoIP Pagamentos computou mais de R$350 milhões transacionados em sua plataforma online. Entre as 15 mil transações diárias realizadas em sua plataforma de pagamento online, a taxa de aprovação foi de 94,6% dos pagamentos, sendo que 57% eram provenientes das transações realizadas pelo dinheiro de plástico.
De acordo com Daniel Fonseca, o consumidor prefere pagar com o cartão de crédito online por motivos de segurança. “Os pagamentos realizados online possuem peculiaridades se compararmos com as realizadas no off line”, revela.
O principal desafio do novo executivo será atuar em todo o processo operacional das transações online, buscando redução dos índices de fraude e chargebacks. "Utilizaremos novas ferramentas e processos para melhorar ainda mais a eficiência do MoIP na detecção e tratamento de transações irregulares. Nosso objetivo é agilizar a aprovação e os pagamentos das transações idôneas, aumentando ainda mais a satisfação de nossos clientes, revela o executivo Pedro Egydio.
Entre outros desafios de Egydio no MoIP Pagamentos estão a unificação das áreas internas da empresa e também a realização de parcerias com os emissores, os adquirentes e vendedores. “Pretendemos tornar o processo mais integrado, dinâmico e seguro. Para isso, estamos iniciando novas metodologias para facilitar o apontamento de gaps nesta cadeia. Além de já estudar a adoção de canais de comunicação específicos para troca de conhecimento entre o setor”, antecipa o executivo.
Pedro Egydio é economista, com pós-graduação em Gestão Empresarial e Inovação tecnológica na ESPM, MBA em Estratégias Gerenciais na USP e tem mais de trinta anos de experiência no setor bancário.
O MoIP Pagamentos, uma empresa do grupo IG e Ideiasnet, acaba de contratar mais um integrante para seu time de profissionais. Pedro Egydio chega à empresa com vasto conhecimento em transações com cartão de crédito para liderar a área de gerenciamento de risco operacional das transações comerciais online.
Durante 2010, o MoIP Pagamentos computou mais de R$350 milhões transacionados em sua plataforma online. Entre as 15 mil transações diárias realizadas em sua plataforma de pagamento online, a taxa de aprovação foi de 94,6% dos pagamentos, sendo que 57% eram provenientes das transações realizadas pelo dinheiro de plástico.
De acordo com Daniel Fonseca, o consumidor prefere pagar com o cartão de crédito online por motivos de segurança. “Os pagamentos realizados online possuem peculiaridades se compararmos com as realizadas no off line”, revela.
O principal desafio do novo executivo será atuar em todo o processo operacional das transações online, buscando redução dos índices de fraude e chargebacks. "Utilizaremos novas ferramentas e processos para melhorar ainda mais a eficiência do MoIP na detecção e tratamento de transações irregulares. Nosso objetivo é agilizar a aprovação e os pagamentos das transações idôneas, aumentando ainda mais a satisfação de nossos clientes, revela o executivo Pedro Egydio.
Entre outros desafios de Egydio no MoIP Pagamentos estão a unificação das áreas internas da empresa e também a realização de parcerias com os emissores, os adquirentes e vendedores. “Pretendemos tornar o processo mais integrado, dinâmico e seguro. Para isso, estamos iniciando novas metodologias para facilitar o apontamento de gaps nesta cadeia. Além de já estudar a adoção de canais de comunicação específicos para troca de conhecimento entre o setor”, antecipa o executivo.
Pedro Egydio é economista, com pós-graduação em Gestão Empresarial e Inovação tecnológica na ESPM, MBA em Estratégias Gerenciais na USP e tem mais de trinta anos de experiência no setor bancário.
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15 de mar. de 2011
SISTEMAS DE PAGAMENTO ESTÃO NO FOCO DO CITIGROUP
jornal Valor Econômico 15/03/2011 - Janes Rocha
Sistemas públicos de pagamentos estão no alvo do Citigroup e o Brasil está no centro das atenções como um dos mercados de maior potencial de expansão. "Este é um negócio importante para nós e o que mais cresce no banco", disse Filippo Sabatini, chefe global do Citi para a área de setor público. Sabatini está no Rio para participar do seminário Semana de Infraestrutura Financeira 2011, realizado pelo Banco Mundial e sua agência para o setor privado, a International Financial Corporation (IFC).
Operações com governos não são novidade para o Citi, que em seus quase cem anos de presença no país participou em diversos dos projetos mais importantes com o governo brasileiro, desde financiamentos de obras como a hidrelétrica de Itaipu, os metrôs e a ponte Rio-Niteroi, até o programa de desestatização de estatais.
Hoje o foco da área de setor público está nos serviços e consultorias em sistemas de pagamentos e segurança de dados. Uma divisão específica foi aberta no Brasil no ano passado e estão sendo feitos contatos com governos das principais capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte) e com o governo federal para oferta de serviços, explicou Roberto Paolino, diretor da área na filial brasileira.
Um exemplo da atuação do banco é o contrato que mantém com o governo inglês para gerenciamento dos dados da previdência naquele país, garantindo a continuidade do pagamento de benefícios em caso de alguma falha ou emergência que impeça o órgão de pagar os aposentados e pensionistas.
Segundo o executivo, o potencial de negócios no Brasil é crescente, considerando as necessidades do país com programas como identificação digital e segurança de informações, devendo aumentar ainda mais com os eventos mundiais como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
"Queremos partilhar com os governos, bancos centrais e órgãos reguladores, bem como com empresas parceiras algumas das melhores práticas e soluções para as necessidades financeiras entre os governos", afirmou Sabatini.
A Semana de Infraestrutura Financeira do Banco Mundial é um evento realizado a cada três anos e na versão 2011 vai abordar três aspectos: os sistemas de segurança de pagamentos, de classificação de risco de credito ("credit score") e segurança de transações. O mote é uma nova regulamentação sobre classificação de risco de crédito implementada pelo Banco das Compensações Internacionais (BIS), banco central dos bancos centrais, baseado em Genebra. O evento está reunindo no Rio de Janeiro mais de 300 participantes de 92 países e empresas, como Visa, Citibank e Wells Fargo, que montaram estandes no evento para apresentar seus produtos.
Em sua exposição hoje no segundo dia do evento, Sabatini vai falar de emergências financeiras. "Em terremotos, tsunamis, todas as fontes de dados de posições individuais podem se perder. Se não há processos automatizados, em situações de desastre financeiro é muito difícil para um governo ter a visão dos fluxos financeiros e a possibilidade de reconstituir rapidamente o sistema de benefícios por exemplo", disse Sabatini.
O executivo diz que o número de catástrofes naturais, como a tragédia deste fim de semana no Japão e os deslizamentos de terra na região serrana do Rio em janeiro, vêm aumentando nos últimos 30 anos. Mas, a maioria dos países não está preparada para emergências.
As deficiências de infraestrutura financeira são responsáveis em parte pela falta de financiamento para as micro, pequenas e médias empresas, estimada pelo Banco Mundial em US$ 2 trilhões. "Ainda enfrentamos um desafio de inclusão, as pequenas e médias empresas não têm acesso a todos os serviços financeiros de que necessitam", disse Peer Stein, diretor do Conselho de Acesso a Financiamento da IFC, lembrando que a necessidade financeira das empresas não se limita a crédito, envolvendo também poupança, seguros e meios de pagamento.
Segundo Stein, pesquisa realizada no ano passado pelo Banco Mundial em 130 países apontou que 70% de todos os empreendimentos estavam deficientes em crédito.
Sistemas públicos de pagamentos estão no alvo do Citigroup e o Brasil está no centro das atenções como um dos mercados de maior potencial de expansão. "Este é um negócio importante para nós e o que mais cresce no banco", disse Filippo Sabatini, chefe global do Citi para a área de setor público. Sabatini está no Rio para participar do seminário Semana de Infraestrutura Financeira 2011, realizado pelo Banco Mundial e sua agência para o setor privado, a International Financial Corporation (IFC).
Operações com governos não são novidade para o Citi, que em seus quase cem anos de presença no país participou em diversos dos projetos mais importantes com o governo brasileiro, desde financiamentos de obras como a hidrelétrica de Itaipu, os metrôs e a ponte Rio-Niteroi, até o programa de desestatização de estatais.
Hoje o foco da área de setor público está nos serviços e consultorias em sistemas de pagamentos e segurança de dados. Uma divisão específica foi aberta no Brasil no ano passado e estão sendo feitos contatos com governos das principais capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte) e com o governo federal para oferta de serviços, explicou Roberto Paolino, diretor da área na filial brasileira.
Um exemplo da atuação do banco é o contrato que mantém com o governo inglês para gerenciamento dos dados da previdência naquele país, garantindo a continuidade do pagamento de benefícios em caso de alguma falha ou emergência que impeça o órgão de pagar os aposentados e pensionistas.
Segundo o executivo, o potencial de negócios no Brasil é crescente, considerando as necessidades do país com programas como identificação digital e segurança de informações, devendo aumentar ainda mais com os eventos mundiais como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
"Queremos partilhar com os governos, bancos centrais e órgãos reguladores, bem como com empresas parceiras algumas das melhores práticas e soluções para as necessidades financeiras entre os governos", afirmou Sabatini.
A Semana de Infraestrutura Financeira do Banco Mundial é um evento realizado a cada três anos e na versão 2011 vai abordar três aspectos: os sistemas de segurança de pagamentos, de classificação de risco de credito ("credit score") e segurança de transações. O mote é uma nova regulamentação sobre classificação de risco de crédito implementada pelo Banco das Compensações Internacionais (BIS), banco central dos bancos centrais, baseado em Genebra. O evento está reunindo no Rio de Janeiro mais de 300 participantes de 92 países e empresas, como Visa, Citibank e Wells Fargo, que montaram estandes no evento para apresentar seus produtos.
Em sua exposição hoje no segundo dia do evento, Sabatini vai falar de emergências financeiras. "Em terremotos, tsunamis, todas as fontes de dados de posições individuais podem se perder. Se não há processos automatizados, em situações de desastre financeiro é muito difícil para um governo ter a visão dos fluxos financeiros e a possibilidade de reconstituir rapidamente o sistema de benefícios por exemplo", disse Sabatini.
O executivo diz que o número de catástrofes naturais, como a tragédia deste fim de semana no Japão e os deslizamentos de terra na região serrana do Rio em janeiro, vêm aumentando nos últimos 30 anos. Mas, a maioria dos países não está preparada para emergências.
As deficiências de infraestrutura financeira são responsáveis em parte pela falta de financiamento para as micro, pequenas e médias empresas, estimada pelo Banco Mundial em US$ 2 trilhões. "Ainda enfrentamos um desafio de inclusão, as pequenas e médias empresas não têm acesso a todos os serviços financeiros de que necessitam", disse Peer Stein, diretor do Conselho de Acesso a Financiamento da IFC, lembrando que a necessidade financeira das empresas não se limita a crédito, envolvendo também poupança, seguros e meios de pagamento.
Segundo Stein, pesquisa realizada no ano passado pelo Banco Mundial em 130 países apontou que 70% de todos os empreendimentos estavam deficientes em crédito.
1 de mar. de 2011
BANCOS PODEM OFERECER CONTA SEM TARIFA A PARTIR DESTA 3ª
portal Economia & Negócios 28/02/2011 - Célia Froufe (Agencia Estado)
A partir de amanhã, os bancos poderão oferecer aos seus clientes uma conta movimentada exclusivamente por meios eletrônicos. A medida foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro do ano passado. O Banco Central explicou hoje, por meio de nota, que o cliente ficará isento de cobrança de tarifas caso faça movimentações exclusivamente por canais eletrônicos, como internet, caixas eletrônicos e celular. "Essa faculdade integra o rol de medidas que visam a promover a inclusão financeira em todos os níveis", informou o comunicado do BC.
Segundo a autoridade monetária, cabe aos bancos decidir se oferecerão aos seus clientes este tipo de movimentação. As instituições poderão cobrar, no entanto, tarifa de cadastro para início de relacionamento para novos clientes. No caso de uso dos meios não eletrônicos (guichê de caixa, correspondente no País ou atendimento telefônico com auxílio de telefonista), o cliente não fará jus à isenção das tarifas previstas na regulamentação, podendo ser cobradas nesse caso as tarifas convencionais. O BC lembra, entretanto, que, se os meios eletrônicos não estiverem disponíveis, o acesso aos canais de atendimento não eletrônicos não pode ser cobrado.
Cartões
No caso dos cartões de crédito, o BC salienta no documento que as novas regras de tarifas entram em vigor a partir de 1º de junho deste ano. Para os contratos formalizados a partir dessa data, os bancos só poderão cobrar cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito.
Também pela norma do CMN de novembro de 2010, só poderão ser cobradas as tarifas de anuidade, emissão de segunda via do cartão, para uso na função saque, para uso do cartão no pagamento de contas e no pedido de avaliação emergencial no limite de crédito. Para os contratos formalizados até 31 de maio, essas regras passam a valer a partir de junho de 2012. Para as tarifas relacionadas a contas de depósitos, transferências de recursos e operações de crédito e cadastro, as novas normas passam a vigorar a partir de 1º de março, substituindo, com pequenos ajustes, as regras atualmente em vigor.
A partir de amanhã, os bancos poderão oferecer aos seus clientes uma conta movimentada exclusivamente por meios eletrônicos. A medida foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro do ano passado. O Banco Central explicou hoje, por meio de nota, que o cliente ficará isento de cobrança de tarifas caso faça movimentações exclusivamente por canais eletrônicos, como internet, caixas eletrônicos e celular. "Essa faculdade integra o rol de medidas que visam a promover a inclusão financeira em todos os níveis", informou o comunicado do BC.
Segundo a autoridade monetária, cabe aos bancos decidir se oferecerão aos seus clientes este tipo de movimentação. As instituições poderão cobrar, no entanto, tarifa de cadastro para início de relacionamento para novos clientes. No caso de uso dos meios não eletrônicos (guichê de caixa, correspondente no País ou atendimento telefônico com auxílio de telefonista), o cliente não fará jus à isenção das tarifas previstas na regulamentação, podendo ser cobradas nesse caso as tarifas convencionais. O BC lembra, entretanto, que, se os meios eletrônicos não estiverem disponíveis, o acesso aos canais de atendimento não eletrônicos não pode ser cobrado.
Cartões
No caso dos cartões de crédito, o BC salienta no documento que as novas regras de tarifas entram em vigor a partir de 1º de junho deste ano. Para os contratos formalizados a partir dessa data, os bancos só poderão cobrar cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito.
Também pela norma do CMN de novembro de 2010, só poderão ser cobradas as tarifas de anuidade, emissão de segunda via do cartão, para uso na função saque, para uso do cartão no pagamento de contas e no pedido de avaliação emergencial no limite de crédito. Para os contratos formalizados até 31 de maio, essas regras passam a valer a partir de junho de 2012. Para as tarifas relacionadas a contas de depósitos, transferências de recursos e operações de crédito e cadastro, as novas normas passam a vigorar a partir de 1º de março, substituindo, com pequenos ajustes, as regras atualmente em vigor.
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21 de jan. de 2011
BANCO LANÇA CONTA GRATUITA E 100% ELETRÔNICA
jornal Folha de S. Paulo 21/01/2011 – Mercado Aberto
O Itaú Unibanco lança hoje uma conta gratuita para clientes que queiram fazer movimentações apenas pela internet, sem a intermediação de funcionários do banco.
"Somos o primeiro banco a ter esse produto, que é isento de mensalidade e oferece pacote ilimitado de transações bancárias, desde que por canais eletrônicos", diz Geraldo Carbone, vice-presidente de varejo.
O cliente poderá movimentar sua conta via web, caixas eletrônicos, celular, iPad e telefone.
A pré-abertura da iConta poderá ser feita pela internet, mas terá de ser finalizada em uma agência. Transações feitas com a ajuda de funcionários serão cobradas de forma avulsa.
Apesar do cuidado em abrir canal com o cliente que prioriza a internet, o banco vai inaugurar 150 agências novas neste ano.
"Apenas 4% dos clientes operam só pela internet e não sabemos quantos, de fato, vão abrir mão das agências", diz Carbone.
O Itaú Unibanco lança hoje uma conta gratuita para clientes que queiram fazer movimentações apenas pela internet, sem a intermediação de funcionários do banco.
"Somos o primeiro banco a ter esse produto, que é isento de mensalidade e oferece pacote ilimitado de transações bancárias, desde que por canais eletrônicos", diz Geraldo Carbone, vice-presidente de varejo.
O cliente poderá movimentar sua conta via web, caixas eletrônicos, celular, iPad e telefone.
A pré-abertura da iConta poderá ser feita pela internet, mas terá de ser finalizada em uma agência. Transações feitas com a ajuda de funcionários serão cobradas de forma avulsa.
Apesar do cuidado em abrir canal com o cliente que prioriza a internet, o banco vai inaugurar 150 agências novas neste ano.
"Apenas 4% dos clientes operam só pela internet e não sabemos quantos, de fato, vão abrir mão das agências", diz Carbone.
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20 de jan. de 2011
TRANSAÇÕES EM CAIXAS ELETRÔNICOS DO BB SOMAM MAIS DE R$ 470 BI
portal Executivos Financeiros 20/01/2011 - Edilaine Félix
O Banco do Brasil movimentou, em 2010, nos caixas eletrônicos um volume total R$ 473 bilhões, resultante de 2,5 bilhões de transações no mesmo período. De acordo com o BB, uma das contribuições para atingir esses números foi a modernização dos equipamentos.
O banco passou a utilizar desde 2002 o software livre Linux, o qual possibilitou um relevante ajuste nas operações, melhoria da interação com o cliente, além de economia com licenças.
“Exploramos novas funcionalidades, e desde 2008 as novas máquinas já vem equipadas com o sistema Linux instalado. Em breve, as 25 mil máquinas terão o software instalado”, informa Wagney Schunck, gerente da divisão de tecnologia do Banco do Brasil.
Funcionalidades em benefício dos clientes como telas touch screen, botões de atalho para as principais transações realizadas, definição do tipo de pagamento a partir da leitura do código de barras, inclusão de animações para orientar o uso, escolha de cédulas e impressão opcional de comprovantes por parte do cliente, são algumas das vantagens adquiridas.
Nos terminais do BB os clientes têm à sua disposição mais de 500 funcionalidades, que foram realçadas com a adoção do Linux. Segundo Schunck, os sistemas se tornaram mais leves e seguros, com maior automação.
Essas melhorias resultaram nos volume transacionado nos terminais do BB em 2010. O número de transações teve crescimento de 8,2% em comparação com o ano anterior, passando de 2,4 bilhões para 2,6 bilhões. O volume financeiro transacionado saltou de R$ 330 bilhões para R$ 473 bilhões, representando evolução de 43%.
Mobilidade
O BB está atento a tendência mobilidade, e há cinco anos investe no Mobile Banking. “As soluções usadas no celular ainda são restritas e não devem ser concorrentes dos caixas eletrônicos – até por que não é possível fazer saques e depósitos através do aparelho”, destaca Schunck.
O uso de ATMs responde por 60% dos serviços, Internet responde por menos de 1%. “Muitas transações são feitas no ATM, que ainda tem o maior uso para saldos / consultas”.
De acordo com Schunck, é preciso lembrar que apesar do País possuir mais de 200 milhões de celulares, os smartphones ainda representam uma pequena porcentagem, assim como – segundo dados do IBGE, somente cerca de 40% da população tem acesso a Internet.
“Vale lembrar o quesito segurança, que ainda está evoluindo nas plataformas móveis. Ainda não é possível explorar nos aparelhos todo o portfólio do ATM”, enfatiza Schunck.
O Banco do Brasil movimentou, em 2010, nos caixas eletrônicos um volume total R$ 473 bilhões, resultante de 2,5 bilhões de transações no mesmo período. De acordo com o BB, uma das contribuições para atingir esses números foi a modernização dos equipamentos.
O banco passou a utilizar desde 2002 o software livre Linux, o qual possibilitou um relevante ajuste nas operações, melhoria da interação com o cliente, além de economia com licenças.
“Exploramos novas funcionalidades, e desde 2008 as novas máquinas já vem equipadas com o sistema Linux instalado. Em breve, as 25 mil máquinas terão o software instalado”, informa Wagney Schunck, gerente da divisão de tecnologia do Banco do Brasil.
Funcionalidades em benefício dos clientes como telas touch screen, botões de atalho para as principais transações realizadas, definição do tipo de pagamento a partir da leitura do código de barras, inclusão de animações para orientar o uso, escolha de cédulas e impressão opcional de comprovantes por parte do cliente, são algumas das vantagens adquiridas.
Nos terminais do BB os clientes têm à sua disposição mais de 500 funcionalidades, que foram realçadas com a adoção do Linux. Segundo Schunck, os sistemas se tornaram mais leves e seguros, com maior automação.
Essas melhorias resultaram nos volume transacionado nos terminais do BB em 2010. O número de transações teve crescimento de 8,2% em comparação com o ano anterior, passando de 2,4 bilhões para 2,6 bilhões. O volume financeiro transacionado saltou de R$ 330 bilhões para R$ 473 bilhões, representando evolução de 43%.
Mobilidade
O BB está atento a tendência mobilidade, e há cinco anos investe no Mobile Banking. “As soluções usadas no celular ainda são restritas e não devem ser concorrentes dos caixas eletrônicos – até por que não é possível fazer saques e depósitos através do aparelho”, destaca Schunck.
O uso de ATMs responde por 60% dos serviços, Internet responde por menos de 1%. “Muitas transações são feitas no ATM, que ainda tem o maior uso para saldos / consultas”.
De acordo com Schunck, é preciso lembrar que apesar do País possuir mais de 200 milhões de celulares, os smartphones ainda representam uma pequena porcentagem, assim como – segundo dados do IBGE, somente cerca de 40% da população tem acesso a Internet.
“Vale lembrar o quesito segurança, que ainda está evoluindo nas plataformas móveis. Ainda não é possível explorar nos aparelhos todo o portfólio do ATM”, enfatiza Schunck.
3 de jan. de 2011
ENTREVISTA: PAULO GUZZO, VP DE TI DA CIELO
portal IT Web 03/01/2011 - Roberta Prescott (InformationWeek Brasil)
Quem escuta o vice-presidente-executivo de tecnologia e operações da Cielo, Paulo Guzzo, dizer que, apesar de a relevância da TI para o negócio ser inegável, seu departamento sabe que seu papel se restringe a suportar a estratégia da empresa, pode ficar com a impressão equivocada de que a área tem importância diminuída por lá. Durante a entrevista exclusiva à InformationWeek Brasil, Guzzo fez questão de deixar claro de que não é a TI que direciona o negócio.
Contudo, ao sair da companhia, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo, questionei-me se não seria modéstia do VP, de 41 anos. Afinal, durante as quase duas horas que conversamos, não faltaram menções sobre projetos arrojados que, se a TI não liderou, exerceu papel estratégico para a viabilização. Um exemplo: gerar relatórios de inteligência competitiva a partir dos dados referentes às transações. Além, lógico, de suportar o novo momento da Cielo, que deixa a exclusividade com a Visa e passa a suportar outras bandeiras.
InformationWeek Brasil — Como a mudança para a Cielo passar a aceitar diversas bandeiras afeta a TI?
Paulo Guzzo — Não complicou a operação, mas tivemos de fazer um processo de preparação para adaptar as infraestruturas sistêmica, tecnológica e de rede de captura para esta nova realidade. Mais de 170 processos foram impactados. Não digo que foi a complexidade que aumentou, mas a possibilidade de novas ofertas. Não fizemos um trabalho para ser simplesmente Mastercard, mas também outras bandeiras, como Amex [American Express]. Tivemos de preparar o ambiente para ter agilidade para esta oferta adicional e sair do contexto de condição de unicidade para suportar outras entidades de maneira equivalente.
IWB — Como está o cenário hoje?
Guzzo — Temos uma equipe preparada para o novo contexto e deixamos nossa plataforma versátil a ponto de conseguir rapidamente trazer novas possibilidades. O melhor exemplo é a Amex. Fechamos [o acordo] em 1º de julho e já temos [em 13/7, quando concedeu a entrevista] mais de 91 mil estabelecimentos credenciados. Até o fim de julho deve ser um número muito maior.
IWB — O que mudou? Foi software dentro da máquina?
Guzzo — Nós fizemos uma adaptação. Ao longo do tempo, evoluímos a plataforma de captura lá na ponta, onde roda o aplicativo no dispositivo, no POS. Em 2004, começamos um projeto no qual aportamos um browser padrão WAP e fomos aprimorando-o para que ele conseguisse suportar todas as nossas necessidades de features do produto. A realidade antes disto era que cada fornecedor de equipamento desenvolvia sua própria aplicação. O dispositivo é de segurança e é considerado na indústria de pagamento como um HSM (hardware security modem) e, quando colocamos o browser, isolamos a camada do sistema operacional. Assim, extrapolamos a camada de desenvolvimento e passamos a ter possibilidades como uma única aplicação rodar na plataforma inteira. Isto traz uma agilidade muito maior para colocar produtos e serviços no mercado, além de ser uma forma centralizada de atendimento, com ganhos de produtividade, logística e manutenção. Uma vez que estou usando um aplicativo baseado na web posso me conectar a qualquer outra empresa, que pode ser um parceiro de negócio. Por exemplo, baixar notícias. Nós fomos amadurecendo esta solução e hoje ela roda em mais de 1,2 milhão de equipamentos.
IWB — Como era antes?
Guzzo — No fim de 2008, existiam mais de 200 versões de aplicativos na rua. Agora, estamos com quatro. A complexidade ficou muito reduzida, porque conseguimos trabalhar em um ponto único de desenvolvimento.
IWB — A quebra da exclusividade aumenta concorrência. O que a Cielo vem fazendo para se manter na liderança?
Guzzo — Existem diversas ações e algumas coisas remetem à área de tecnologia, como disponibilidade e capacidade de processamento. Também revisamos, no ano passado, todas as parcerias que temos com operadores logísticos, de ação em campo e de help desk. Por exemplo, trocamos a solução de captura e temos pacotes que estabelecem o tempo levado para trocá-la. Refinamos este trabalho, trocamos um dos parceiros. A extensão territorial do Brasil é muito grande e complexa e estamos conseguindo trabalhar com índices de atendimento logístico acima de 95%.
IWB — Como?
Guzzo — Trabalhamos com inteligência de mercado envolvendo mais áreas. A TI entrou aportando infraestrutura para suportar tudo isto. Os operadores logísticos têm uma integração completa com o sistema de despacho. Levamos os últimos dois anos desenvolvendo a integração e depois a refinamos.
IWB — O que atuar com várias bandeiras muda em relação à estratégia de combate a fraudes?
Guzzo — A inteligência é a mesma. Tenho de ter interfaces diferentes com as bandeiras novas, porque com os bancos eu já falo. Geramos os alarmes direto para as instituições financeiras, que pontuam a transação segundo a possibilidade de fraude. De acordo com este valor, o banco a nega ou entra em contato com o estabelecimento comercial.
IWB — No período de 1 a 7 de julho, vocês anunciaram que foram 2,21 milhões de transações da bandeira Mastercard. Este número é crescente? O que a Cielo vem fazendo para suportar este aumento?
Guzzo — Este número é crescente. Já tínhamos feito um trabalho prévio, que pode ser constatado pelas datas críticas. Hoje, conseguimos realizar 1,8 mil TPS (transações por segundo). No pico do Natal, chegamos a quase 700 TPS, ou seja, temos um excedente computacional mais do que o suficiente para suportar. Se nada disto tivesse acontecido e se o mercado continuasse crescendo com as mesmas taxas de antes, não precisaríamos fazer nada até 2015, pois a infraestrutura suportaria.
IWB — Quando você ingressou na companhia?
Guzzo — Entrei em agosto de 1998 e acompanhei todas as mudanças. A Cielo começou a operar em março de 1996. A constituição acionaria começou em novembro de 95.
IWB — O que observou de investimento em tecnologia? Como a empresa olha a TI?
Guzzo — A relevância da tecnologia para o negócio é inegável, mas sabemos qual é o nosso papel e estamos buscando muito mais suportar a estratégia de negócio. Não quero, de forma alguma, deixar a impressão de que a TI está direcionando a empresa. Por exemplo, lançamos, há cerca de dois anos, o Agrocard, um produto desenvolvido junto com o Banco do Brasil para atender à linha de financiamento agrícola. Conseguimos prover uma solução tecnológica que descasa o processo de autenticação. Em vez de fazer, simplesmente, a captura, passamos a possibilitar que os gerentes do BB realizassem, por meio da web, o processo de venda e a confirmação com prazo diferente. Ou seja, ele faz uma pré-reserva na conta de crédito ou débito do cliente que vai receber a linha de crédito e tem até 30 dias para fazer o trâmite burocrático.
IWB — Isto mostra que a TI está próxima ao negócio.
Guzzo — Sim, estamos muito próximos. Vou te dar outro exemplo. Temos um data warehouse fantástico que estamos transformando há 1,5 ano. Tínhamos 25 terabytes de informações armazenadas e passamos a usar isto como instrumento de inteligência competitiva. Criamos análises nas quais mostramos o desempenho do estabelecimento comercial em comparação com o ano anterior, semestre, segmento, concorrentes (sem explicitar quem são), região etc. Com isto, dou um instrumento de negócio aos clientes e eles conseguem enxergar que podemos ajudá-los na estratégia deles de crescimento.
IWB — Vocês vendem este serviço?
Guzzo — Não, mas a nossa área comercial usa como ferramenta nas negociações. É um instrumento de diferenciação.
IWB — Quantos são os funcionários de tecnologia?
Guzzo — Na área de tecnologia e operações temos 340 pessoas diretas.
IWB — Qual é o gargalo do mercado?
Guzzo — O jogo está na domiciliação, ou seja, o domicílio bancário do cliente direciona o volume para um ou para outro adquirente, de acordo com a preferência de cada banco. Então, Banco do Brasil e Bradesco tendem a levar seus clientes para a Cielo e o Itaú-Unibanco, para Redecard. Agora, o HSBC está com a gente também.
IWB — Mas como este segmento vai crescer?
Guzzo — O aumento de mercado não está ligado ao número de POS, mas ao de transações. Se você olhar os números da Abecs [Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços], hoje, o mercado brasileiro como um todo — bandeiras nacionais e internacionais — tem por volta de 600 milhões de cartões. Das bandeiras principais, apenas 56% dos de crédito e 16% dos de débito estão ativos. Há um mundo para crescer. Além disto, temos uma penetração de 7% do PCI [Indústria de Cartões de Pagamento] do consumo privado do Brasil; em mercados maduros, ela chega a 20%. Então, não é apenas a quantidade de máquinas.
Quem escuta o vice-presidente-executivo de tecnologia e operações da Cielo, Paulo Guzzo, dizer que, apesar de a relevância da TI para o negócio ser inegável, seu departamento sabe que seu papel se restringe a suportar a estratégia da empresa, pode ficar com a impressão equivocada de que a área tem importância diminuída por lá. Durante a entrevista exclusiva à InformationWeek Brasil, Guzzo fez questão de deixar claro de que não é a TI que direciona o negócio.
Contudo, ao sair da companhia, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo, questionei-me se não seria modéstia do VP, de 41 anos. Afinal, durante as quase duas horas que conversamos, não faltaram menções sobre projetos arrojados que, se a TI não liderou, exerceu papel estratégico para a viabilização. Um exemplo: gerar relatórios de inteligência competitiva a partir dos dados referentes às transações. Além, lógico, de suportar o novo momento da Cielo, que deixa a exclusividade com a Visa e passa a suportar outras bandeiras.
InformationWeek Brasil — Como a mudança para a Cielo passar a aceitar diversas bandeiras afeta a TI?
Paulo Guzzo — Não complicou a operação, mas tivemos de fazer um processo de preparação para adaptar as infraestruturas sistêmica, tecnológica e de rede de captura para esta nova realidade. Mais de 170 processos foram impactados. Não digo que foi a complexidade que aumentou, mas a possibilidade de novas ofertas. Não fizemos um trabalho para ser simplesmente Mastercard, mas também outras bandeiras, como Amex [American Express]. Tivemos de preparar o ambiente para ter agilidade para esta oferta adicional e sair do contexto de condição de unicidade para suportar outras entidades de maneira equivalente.
IWB — Como está o cenário hoje?
Guzzo — Temos uma equipe preparada para o novo contexto e deixamos nossa plataforma versátil a ponto de conseguir rapidamente trazer novas possibilidades. O melhor exemplo é a Amex. Fechamos [o acordo] em 1º de julho e já temos [em 13/7, quando concedeu a entrevista] mais de 91 mil estabelecimentos credenciados. Até o fim de julho deve ser um número muito maior.
IWB — O que mudou? Foi software dentro da máquina?
Guzzo — Nós fizemos uma adaptação. Ao longo do tempo, evoluímos a plataforma de captura lá na ponta, onde roda o aplicativo no dispositivo, no POS. Em 2004, começamos um projeto no qual aportamos um browser padrão WAP e fomos aprimorando-o para que ele conseguisse suportar todas as nossas necessidades de features do produto. A realidade antes disto era que cada fornecedor de equipamento desenvolvia sua própria aplicação. O dispositivo é de segurança e é considerado na indústria de pagamento como um HSM (hardware security modem) e, quando colocamos o browser, isolamos a camada do sistema operacional. Assim, extrapolamos a camada de desenvolvimento e passamos a ter possibilidades como uma única aplicação rodar na plataforma inteira. Isto traz uma agilidade muito maior para colocar produtos e serviços no mercado, além de ser uma forma centralizada de atendimento, com ganhos de produtividade, logística e manutenção. Uma vez que estou usando um aplicativo baseado na web posso me conectar a qualquer outra empresa, que pode ser um parceiro de negócio. Por exemplo, baixar notícias. Nós fomos amadurecendo esta solução e hoje ela roda em mais de 1,2 milhão de equipamentos.
IWB — Como era antes?
Guzzo — No fim de 2008, existiam mais de 200 versões de aplicativos na rua. Agora, estamos com quatro. A complexidade ficou muito reduzida, porque conseguimos trabalhar em um ponto único de desenvolvimento.
IWB — A quebra da exclusividade aumenta concorrência. O que a Cielo vem fazendo para se manter na liderança?
Guzzo — Existem diversas ações e algumas coisas remetem à área de tecnologia, como disponibilidade e capacidade de processamento. Também revisamos, no ano passado, todas as parcerias que temos com operadores logísticos, de ação em campo e de help desk. Por exemplo, trocamos a solução de captura e temos pacotes que estabelecem o tempo levado para trocá-la. Refinamos este trabalho, trocamos um dos parceiros. A extensão territorial do Brasil é muito grande e complexa e estamos conseguindo trabalhar com índices de atendimento logístico acima de 95%.
IWB — Como?
Guzzo — Trabalhamos com inteligência de mercado envolvendo mais áreas. A TI entrou aportando infraestrutura para suportar tudo isto. Os operadores logísticos têm uma integração completa com o sistema de despacho. Levamos os últimos dois anos desenvolvendo a integração e depois a refinamos.
IWB — O que atuar com várias bandeiras muda em relação à estratégia de combate a fraudes?
Guzzo — A inteligência é a mesma. Tenho de ter interfaces diferentes com as bandeiras novas, porque com os bancos eu já falo. Geramos os alarmes direto para as instituições financeiras, que pontuam a transação segundo a possibilidade de fraude. De acordo com este valor, o banco a nega ou entra em contato com o estabelecimento comercial.
IWB — No período de 1 a 7 de julho, vocês anunciaram que foram 2,21 milhões de transações da bandeira Mastercard. Este número é crescente? O que a Cielo vem fazendo para suportar este aumento?
Guzzo — Este número é crescente. Já tínhamos feito um trabalho prévio, que pode ser constatado pelas datas críticas. Hoje, conseguimos realizar 1,8 mil TPS (transações por segundo). No pico do Natal, chegamos a quase 700 TPS, ou seja, temos um excedente computacional mais do que o suficiente para suportar. Se nada disto tivesse acontecido e se o mercado continuasse crescendo com as mesmas taxas de antes, não precisaríamos fazer nada até 2015, pois a infraestrutura suportaria.
IWB — Quando você ingressou na companhia?
Guzzo — Entrei em agosto de 1998 e acompanhei todas as mudanças. A Cielo começou a operar em março de 1996. A constituição acionaria começou em novembro de 95.
IWB — O que observou de investimento em tecnologia? Como a empresa olha a TI?
Guzzo — A relevância da tecnologia para o negócio é inegável, mas sabemos qual é o nosso papel e estamos buscando muito mais suportar a estratégia de negócio. Não quero, de forma alguma, deixar a impressão de que a TI está direcionando a empresa. Por exemplo, lançamos, há cerca de dois anos, o Agrocard, um produto desenvolvido junto com o Banco do Brasil para atender à linha de financiamento agrícola. Conseguimos prover uma solução tecnológica que descasa o processo de autenticação. Em vez de fazer, simplesmente, a captura, passamos a possibilitar que os gerentes do BB realizassem, por meio da web, o processo de venda e a confirmação com prazo diferente. Ou seja, ele faz uma pré-reserva na conta de crédito ou débito do cliente que vai receber a linha de crédito e tem até 30 dias para fazer o trâmite burocrático.
IWB — Isto mostra que a TI está próxima ao negócio.
Guzzo — Sim, estamos muito próximos. Vou te dar outro exemplo. Temos um data warehouse fantástico que estamos transformando há 1,5 ano. Tínhamos 25 terabytes de informações armazenadas e passamos a usar isto como instrumento de inteligência competitiva. Criamos análises nas quais mostramos o desempenho do estabelecimento comercial em comparação com o ano anterior, semestre, segmento, concorrentes (sem explicitar quem são), região etc. Com isto, dou um instrumento de negócio aos clientes e eles conseguem enxergar que podemos ajudá-los na estratégia deles de crescimento.
IWB — Vocês vendem este serviço?
Guzzo — Não, mas a nossa área comercial usa como ferramenta nas negociações. É um instrumento de diferenciação.
IWB — Quantos são os funcionários de tecnologia?
Guzzo — Na área de tecnologia e operações temos 340 pessoas diretas.
IWB — Qual é o gargalo do mercado?
Guzzo — O jogo está na domiciliação, ou seja, o domicílio bancário do cliente direciona o volume para um ou para outro adquirente, de acordo com a preferência de cada banco. Então, Banco do Brasil e Bradesco tendem a levar seus clientes para a Cielo e o Itaú-Unibanco, para Redecard. Agora, o HSBC está com a gente também.
IWB — Mas como este segmento vai crescer?
Guzzo — O aumento de mercado não está ligado ao número de POS, mas ao de transações. Se você olhar os números da Abecs [Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços], hoje, o mercado brasileiro como um todo — bandeiras nacionais e internacionais — tem por volta de 600 milhões de cartões. Das bandeiras principais, apenas 56% dos de crédito e 16% dos de débito estão ativos. Há um mundo para crescer. Além disto, temos uma penetração de 7% do PCI [Indústria de Cartões de Pagamento] do consumo privado do Brasil; em mercados maduros, ela chega a 20%. Então, não é apenas a quantidade de máquinas.
30 de nov. de 2010
APROVAÇÃO DE CRÉDITO ON LINE REGISTRA 94,6%
portal Decision Report 29/11/2010
O MoIP anuncia a taxa de aprovação de crédito de 94,6% das transações de meios de pagamento online no mês de outubro. Atualmente, cerca de 87,52% das transações comerciais são realizadas pelo “dinheiro de plástico”, pela facilidade no parcelamento, segurança e integridade dos dados. Os outros meios de pagamento são o boleto, com 5,74%, débito bancário, com 5,89% e carteira MoIP com 0,85% das transações.
Para Daniel Fonseca, diretor de gerenciamento de risco do MoIP Pagamentos, as fraudes em transações comerciais online e também problemas com cartões de crédito acontecem com certa freqüência na web. “Para o pequeno e médio empresário uma fraude pode comprometer o fluxo de caixa e todo o andamento da empresa a médio como longo prazo”, destaca Fonseca.
O departamento de Inteligência Artificial que verifica dados no ato do processo de compra e venda online, atinge índices de aprovação de até 84,2%. “ Também é verificado se há inidoneidade da transação com averiguação de mais de 400 variáveis que cruzam informações do proprietário do cartão contra dados cadastrais”, explica Daniel Fonseca.
Para as transações que não forem aprovadas pela Inteligência Artificial do MoIP, os analistas revisam manualmente os dados para validação da transação online. Atualmente, 15,8% das transações passam por esta análise.
O julgamento da transação é realizado para todas as partes envolvidas no processo através de parcerias com fornecedores como Clearsale, Equifax, Quova, Maxmind e Serasa Experian. Neste processo, 66% das transações são aprovadas e validadas pela equipe que pode utilizar a validação por chamada telefônica. Se houver algum dado contrário no sistema, a transação será cancelada e fará parte dos 34% das transações rejeitadas.
O MoIP anuncia a taxa de aprovação de crédito de 94,6% das transações de meios de pagamento online no mês de outubro. Atualmente, cerca de 87,52% das transações comerciais são realizadas pelo “dinheiro de plástico”, pela facilidade no parcelamento, segurança e integridade dos dados. Os outros meios de pagamento são o boleto, com 5,74%, débito bancário, com 5,89% e carteira MoIP com 0,85% das transações.
Para Daniel Fonseca, diretor de gerenciamento de risco do MoIP Pagamentos, as fraudes em transações comerciais online e também problemas com cartões de crédito acontecem com certa freqüência na web. “Para o pequeno e médio empresário uma fraude pode comprometer o fluxo de caixa e todo o andamento da empresa a médio como longo prazo”, destaca Fonseca.
O departamento de Inteligência Artificial que verifica dados no ato do processo de compra e venda online, atinge índices de aprovação de até 84,2%. “ Também é verificado se há inidoneidade da transação com averiguação de mais de 400 variáveis que cruzam informações do proprietário do cartão contra dados cadastrais”, explica Daniel Fonseca.
Para as transações que não forem aprovadas pela Inteligência Artificial do MoIP, os analistas revisam manualmente os dados para validação da transação online. Atualmente, 15,8% das transações passam por esta análise.
O julgamento da transação é realizado para todas as partes envolvidas no processo através de parcerias com fornecedores como Clearsale, Equifax, Quova, Maxmind e Serasa Experian. Neste processo, 66% das transações são aprovadas e validadas pela equipe que pode utilizar a validação por chamada telefônica. Se houver algum dado contrário no sistema, a transação será cancelada e fará parte dos 34% das transações rejeitadas.
11 de out. de 2010
COREIA DO SUL PRESTES A VIVENCIAR UM SURTO DE M-PAYMENTS
redação Serfinco 11/10/2010
A Coreia do Sul está pronta para uma explosão na popularidade de pagamentos móveis sem contato, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de mais de 50% para os próximos anos, segundo a empresa norte-americana de pesquisa Celent.
Há muito vista como pioneira no mercado de transações contactless, a Coreia do Sul começa, finalmente, a ver seu trabalho traduzido em crescimento. Desde 2009, o mercado tem ganhado força, com operadoras de telefonia móvel e a Korea Smart Card colaborando agressivamente para lançar o serviço Mobile T-money. Além disso, uma joint venture entre a Hana Card e a SK Telecom vem dinamizando o mercado de cartão de crédito móvel.
Segundo projeções da Celent, o número de clientes de pagamentos pré-pagos sem contato deve chegar a 4,5 milhões até 2012, resultando em uma CAGR de 56,3%. As operações nessa modalidade podem subir para 180 milhões no mesmo ano, uma CAGR de 29,7%, com o volume total chegando a US$ 140 milhões, uma CAGR de 39,9%.
No entanto, a confirmação do crescimento depende de uma série de fatores, incluindo um aumento na penetração dos telefones celulares com antenas de rádio frequência, a disseminação de terminais adequados de processamento de pagamento, e de novos serviços que diferenciam o método dos cartões convencionais.
A Coreia do Sul está pronta para uma explosão na popularidade de pagamentos móveis sem contato, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de mais de 50% para os próximos anos, segundo a empresa norte-americana de pesquisa Celent.
Há muito vista como pioneira no mercado de transações contactless, a Coreia do Sul começa, finalmente, a ver seu trabalho traduzido em crescimento. Desde 2009, o mercado tem ganhado força, com operadoras de telefonia móvel e a Korea Smart Card colaborando agressivamente para lançar o serviço Mobile T-money. Além disso, uma joint venture entre a Hana Card e a SK Telecom vem dinamizando o mercado de cartão de crédito móvel.
Segundo projeções da Celent, o número de clientes de pagamentos pré-pagos sem contato deve chegar a 4,5 milhões até 2012, resultando em uma CAGR de 56,3%. As operações nessa modalidade podem subir para 180 milhões no mesmo ano, uma CAGR de 29,7%, com o volume total chegando a US$ 140 milhões, uma CAGR de 39,9%.
No entanto, a confirmação do crescimento depende de uma série de fatores, incluindo um aumento na penetração dos telefones celulares com antenas de rádio frequência, a disseminação de terminais adequados de processamento de pagamento, e de novos serviços que diferenciam o método dos cartões convencionais.
31 de ago. de 2010
TRANSAÇÕES ON-LINE DIFICULTAM O COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO
jornal Valor Econômico 31/08/2010 - Janes Rocha
A cada vez mais simplificada transferência eletrônica de dinheiro pela internet é hoje um dos maiores desafios das forças-tarefa dedicadas ao combate à lavagem de dinheiro, terrorismo e crime organizado. A avaliação é do especialista John Solomon, diretor do Programa de Ameaças Transnacionais da World-Check, uma empresa internacional sediada em Londres, dedicada à análise de riscos de pessoas e empresas para o setor financeiro.
Solomon esteve no Rio sexta-feira para o VI Fórum Nacional de Prevenção a Crimes Econômicos promovido pela Associação e Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Aberj/Sberj).
Em entrevista ao Valor antes de sua palestra no evento, Solomon disse que, através de redes sociais como Facebook e MySpace, simpatizantes transferem recursos para organizações terroristas e criminosas, como a Al-Qaeda, usando cartões de crédito pré-pagos, em operações muito simples, pessoa a pessoa, que passam incólumes por regras, leis e reguladores oficiais.
"O problema mais recente surgido com a internet, especialmente no que se refere ao financiamento do terrorismo, é o ' website ' individual, que permite a doação de dinheiro diretamente usando cartões de crédito", afirmou Solomon, frisando que os governos não são rápidos o suficiente para captar estas operações e interrompê-las.
Solomon, que também é membro da Unidade Anticorrupção Internacional de Polícia do Departamento Econômico da Cidade de Londres e também do Centro de Pesquisa Internacional sobre Terrorismo e Violência Política na Escola de Estudos Internacionais Rajaratnam, de Cingapura, diz que a solução para o problema não é simples.
Em primeiro lugar, seria necessário mais controle do trânsito de informações via internet, o que encontra forte resistência no mundo ocidental. "Os chineses controlam, mas no Ocidente as sociedades abertas não querem esse controle, então é um grande problema para o qual ainda não existe um consenso internacional."
Na opinião deste especialista, é necessário haver maior segurança on-line, o que deveria ficar a cargo das próprias companhias de tecnologia, computadores e softwares.
"As empresas de computadores como a Microsoft, por exemplo, podem desenvolver um trabalho para melhor identificar quem está agindo na internet, quem está acessando os ' websites ' terroristas".
A World-Check é mantida por mais de 4,5 mil instituições em 160 países, incluindo os 50 maiores bancos do mundo. Seu banco de dados de "pessoas politicamente expostas e indivíduos e entidades de alto risco" é acessado não só por bancos, mas também por governos e órgãos públicos de defesa e ajuda a rastrear operações originárias do crime, além de desvio de recursos públicos por corrupção.
Indagado se, com a crise financeira iniciada em 2008, os bancos diminuíram os controles sobre a lavagem de dinheiro, John Solomon disse que foi justamente o contrário, já que os Estados tomaram o controle de vários bancos quebrados, injetando bilhões para salvá-los. "Ironicamente, depois da recessão econômica, os governos impuseram mais controle ao sistema bancário, mais regulamentação, mais leis, mais regras."
A cada vez mais simplificada transferência eletrônica de dinheiro pela internet é hoje um dos maiores desafios das forças-tarefa dedicadas ao combate à lavagem de dinheiro, terrorismo e crime organizado. A avaliação é do especialista John Solomon, diretor do Programa de Ameaças Transnacionais da World-Check, uma empresa internacional sediada em Londres, dedicada à análise de riscos de pessoas e empresas para o setor financeiro.
Solomon esteve no Rio sexta-feira para o VI Fórum Nacional de Prevenção a Crimes Econômicos promovido pela Associação e Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Aberj/Sberj).
Em entrevista ao Valor antes de sua palestra no evento, Solomon disse que, através de redes sociais como Facebook e MySpace, simpatizantes transferem recursos para organizações terroristas e criminosas, como a Al-Qaeda, usando cartões de crédito pré-pagos, em operações muito simples, pessoa a pessoa, que passam incólumes por regras, leis e reguladores oficiais.
"O problema mais recente surgido com a internet, especialmente no que se refere ao financiamento do terrorismo, é o ' website ' individual, que permite a doação de dinheiro diretamente usando cartões de crédito", afirmou Solomon, frisando que os governos não são rápidos o suficiente para captar estas operações e interrompê-las.
Solomon, que também é membro da Unidade Anticorrupção Internacional de Polícia do Departamento Econômico da Cidade de Londres e também do Centro de Pesquisa Internacional sobre Terrorismo e Violência Política na Escola de Estudos Internacionais Rajaratnam, de Cingapura, diz que a solução para o problema não é simples.
Em primeiro lugar, seria necessário mais controle do trânsito de informações via internet, o que encontra forte resistência no mundo ocidental. "Os chineses controlam, mas no Ocidente as sociedades abertas não querem esse controle, então é um grande problema para o qual ainda não existe um consenso internacional."
Na opinião deste especialista, é necessário haver maior segurança on-line, o que deveria ficar a cargo das próprias companhias de tecnologia, computadores e softwares.
"As empresas de computadores como a Microsoft, por exemplo, podem desenvolver um trabalho para melhor identificar quem está agindo na internet, quem está acessando os ' websites ' terroristas".
A World-Check é mantida por mais de 4,5 mil instituições em 160 países, incluindo os 50 maiores bancos do mundo. Seu banco de dados de "pessoas politicamente expostas e indivíduos e entidades de alto risco" é acessado não só por bancos, mas também por governos e órgãos públicos de defesa e ajuda a rastrear operações originárias do crime, além de desvio de recursos públicos por corrupção.
Indagado se, com a crise financeira iniciada em 2008, os bancos diminuíram os controles sobre a lavagem de dinheiro, John Solomon disse que foi justamente o contrário, já que os Estados tomaram o controle de vários bancos quebrados, injetando bilhões para salvá-los. "Ironicamente, depois da recessão econômica, os governos impuseram mais controle ao sistema bancário, mais regulamentação, mais leis, mais regras."
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