jornal Brasil Econômico 03/01/2012 – Flávia Furlan
O mercado de cartões brasileiro ficará mais concorrido este ano, quando duas novas credenciadoras — companhias que fazem a comunicação entre o comércio e as bandeiras — entrarão em operação: as americanas Elavon e Tsys. As empresas chegam para competir com Cielo e Redecard, que hoje dominam a atividade de adquirência, e vão usar como estratégia aquilo que está sendo experimentado pelas veteranas, que é agregar valor às “maquininhas” disponibilizadas ao comércio, como com programas de fidelidade, sem entrar em guerra de preços.
Segundo Antonio Castillo, presidente da Elavon na América Latina — credenciadora que atua em 30 países e que tem um escritório com 100 funcionários no Brasil—, a companhia vai entrar no país com produtos diferenciados para cada tipo de varejista e tem serviços para empresas do setor aéreo, turismo, saúde e para o comércio eletrônico. “Acreditamos que o mais importante para o varejo é economia em cima das receitas operacionais. A estratégia da Elavon não é baseada em preços.”
A Elavon já fechou contrato com 200 varejistas de todos os portes, sendo que os menores devem começar um projeto piloto no primeiro trimestre de 2012 e os grandes vão entrar em operação até o final do primeiro semestre, já que estão passando por uma fase de desenvolvimento de produtos especiais a serem aplicados no país. A empresa já teem sua carteira bandeiras como Visa, MasterCard, Diners e Discover, mas não descarta a parceria com as bandeiras regionais.
Antonio Jorge Bueno, responsável pela América Latina da conterrânea Tsys, pondera que quer entregar no Brasil muito valor agregado às maquininhas. “O caminho neste mercado é a diferenciação”, afirma, sem adiantar qual a estratégia que a empresa seguirá no país quando começar a operar, o que deve ocorrer no próximo ano. A Tsys atua no Brasil como processadora de transações de cartões desde 2009, tendo como principal cliente o Carrefour. No mundo, a empresa tem capacidade de processar 7 bilhões de pagamentos ao ano e apenas nos Estados Unidos ela atua também como credenciadora, a exemplo do que ocorrerá no Brasil. De acordo com Bueno, a guerra de preços só estragaria o mercado para todo mundo e, portanto, não é a estratégia que deve adotar. “Conforme o preço abaixa, a qualidade do serviço cai e tudo tem um limite. Quero fornecer tanto benefício ao cliente que ele aceite pagar mais pelo meu serviço”, pondera.
As novas empresas de credenciamento entram em sintonia com as veteranas do setor. “Não vamos entrar em guerra de preços”, afirmaram em coro Claudio Yamaguti, presidente da Redecard, durante reunião com investidores, e Rômulo Dias, presidente da Cielo, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO.
As empresas reduziram suas margens durante o ano de 2010, quando houve em julho a abertura do mercado de credenciamento com o fim da exclusividade de Cielo prestar serviço de adquirência para a Visa e a Redecard para a MasterCard. Em ambiente mais competitivo, as companhias foram forçadas a reduzir preços, inclusive a taxa de desconto cobrada do varejista pelo aluguel das maquininhas. Para se ter uma ideia, entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, a taxa da Redecard e da Cielo caiu 8%. No entanto, agora o que se percebe é que essa taxa tende a se estabilizar, uma vez que as empresas voltaram a buscar rentabilidade para garantir resultados.
O Santander, que entrou no mercado de adquirência em 2010 em parceria com a GetNet, vai no sentido contrário dos concorrentes e já anunciou, inclusive, a não cobrança da taxa de desconto aplicada ao varejista pelo aluguel das maquininhas. A meta é ganhar escala e depois buscar rentabilidade.
Preço baixo é importante para novata ganhar mercado
A estratégia de cobrar um preço menor é importante para quem está entrando no mercado de adquirência brasileiro, pois é deste modo que se conquista mais escala, segundo a equipe de pesquisas da corretora Planner. “O Santander está em primeiro lugar buscando volume porque precisa de participação neste setor, já que a Cielo e Redecard têm uma vantagem muito forte”, pondera a equipe de analistas. Para eles, vai ser difícil ganhar espaço como Elavon e Tsys estão propondo, apenas agregando valor às maquininhas, a não ser que se conquiste clientes com grande volume de transações. Dados do terceiro trimestre de 2011 mostravam que a Cielo detinha 56,7% do mercado de credenciamento, ante 42,1% da Redecard e 1,2% de outras. Pesquisa da Boanerges & Cia. Consultoria de Varejo mostra que, em 2016, quando o Brasil atingir 13,7 bilhões de transações ao ano, a Cielo terá parcela de 41,6% do mercado, contra 37,2% da Redecard e 21,16% das demais empresas.
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14 de jan. de 2012
CIELO E REDECARD LIDERAM ALTAS DO IBOVESPA EM 2011
portal iG 29/12/2011 - Aline Cury Zampieri
Num ano difícil para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), apenas vinte ações de seu principal índice – o Ibovespa – subiram. O indicador foi a pior aplicação do ano, com baixa de 18,11%. Os destaques de alta foram as companhias de cartão de crédito Cielo, que disparou 53,3%, e Redecard, que subiu 49,2% (veja gráfico).
Apesar da hegemonia das elétricas e das teles, os especialistas são unânimes em ressaltar que o setor de administradoras de cartões começa a se destacar no rol de bons pagadores de dividendos. Pela própria natureza do negócio, essas companhias não têm necessidade de fazer grandes investimentos em fábricas, por exemplo, o que reserva caixa para distribuir lucros. “Tendem a ser ótimas pagadoras de dividendos”, disse em abril Reginaldo Alexandre, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais em São Paulo (Apimec-SP).
Na lista de maiores baixas, destaque para B2W Varejo (-71,1%) e V-Agro (-68%). Segundo o último balanço da B2W, a empresa registrou prejuízo de R$ 68,5 milhões de janeiro a setembro, revertendo lucro de R$ 39,7 milhões no mesmo período de 2010. A V-Agro, antiga Brasil Ecodiesel, também teve resultado ruim de janeiro a setembro do ano: prejuízo de R$ 68,2 milhões, ante lucro de R$ 20,9 milhões em igual período de 2010.
As melhores e as piores
Confira as ações do Ibovespa que mais subiram e caíram em 2011 (%)

Economática
No último pregão do ano, o Ibovespa teve avanço de 0,39%, aos 56.754 pontos, com os contratos futuros com vencimento em fevereiro apontando a valorização de 0,21%, a 57.110 pontos. Entre os papéis mais líquidos da bolsa brasileira, Vale PNA terminou estável a R$ 37,82, Petrobras PN avançou 0,27%, a R$ 21,49, OGX Petróleo cedeu 1,01%, a R$ 13,62, e Itaú Unibanco se valorizou 1,37%, a R$ 33,99.
Após ter começado o pregão em alta, o Ibovespa passou para o território negativo no início da tarde, sob impacto da desvalorização principalmente de ações ligadas ao setor de petróleo, que cederam acompanhando a queda do preço das commodities nos mercados externos. Nos momentos finais de negócios do ano, investidores passaram a comprar papéis, o giro financeiro ficou mais robusto e o índice garantiu um fechamento positivo.
Mercados estrangeiros também subiram na quinta-feira, sustentados por dados macroeconômicos bons dos Estados Unidos, onde os mercados abrem amanhã, assim como os da Europa.
Com o encerramento dos negócios na bolsa brasileira este ano, o Ibovespa termina com o terceiro pior desempenho nominal em um ano desde 1994, ano de adoção do Plano Real. Só não foi pior que 2008, quando a variação negativa foi de 41,22%, e de 1998, quando perdeu 33,46%, de acordo com levantamento realizado pelo Valor Data.
Num ano difícil para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), apenas vinte ações de seu principal índice – o Ibovespa – subiram. O indicador foi a pior aplicação do ano, com baixa de 18,11%. Os destaques de alta foram as companhias de cartão de crédito Cielo, que disparou 53,3%, e Redecard, que subiu 49,2% (veja gráfico).
Apesar da hegemonia das elétricas e das teles, os especialistas são unânimes em ressaltar que o setor de administradoras de cartões começa a se destacar no rol de bons pagadores de dividendos. Pela própria natureza do negócio, essas companhias não têm necessidade de fazer grandes investimentos em fábricas, por exemplo, o que reserva caixa para distribuir lucros. “Tendem a ser ótimas pagadoras de dividendos”, disse em abril Reginaldo Alexandre, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais em São Paulo (Apimec-SP).
Na lista de maiores baixas, destaque para B2W Varejo (-71,1%) e V-Agro (-68%). Segundo o último balanço da B2W, a empresa registrou prejuízo de R$ 68,5 milhões de janeiro a setembro, revertendo lucro de R$ 39,7 milhões no mesmo período de 2010. A V-Agro, antiga Brasil Ecodiesel, também teve resultado ruim de janeiro a setembro do ano: prejuízo de R$ 68,2 milhões, ante lucro de R$ 20,9 milhões em igual período de 2010.
As melhores e as piores
Confira as ações do Ibovespa que mais subiram e caíram em 2011 (%)

Economática
No último pregão do ano, o Ibovespa teve avanço de 0,39%, aos 56.754 pontos, com os contratos futuros com vencimento em fevereiro apontando a valorização de 0,21%, a 57.110 pontos. Entre os papéis mais líquidos da bolsa brasileira, Vale PNA terminou estável a R$ 37,82, Petrobras PN avançou 0,27%, a R$ 21,49, OGX Petróleo cedeu 1,01%, a R$ 13,62, e Itaú Unibanco se valorizou 1,37%, a R$ 33,99.
Após ter começado o pregão em alta, o Ibovespa passou para o território negativo no início da tarde, sob impacto da desvalorização principalmente de ações ligadas ao setor de petróleo, que cederam acompanhando a queda do preço das commodities nos mercados externos. Nos momentos finais de negócios do ano, investidores passaram a comprar papéis, o giro financeiro ficou mais robusto e o índice garantiu um fechamento positivo.
Mercados estrangeiros também subiram na quinta-feira, sustentados por dados macroeconômicos bons dos Estados Unidos, onde os mercados abrem amanhã, assim como os da Europa.
Com o encerramento dos negócios na bolsa brasileira este ano, o Ibovespa termina com o terceiro pior desempenho nominal em um ano desde 1994, ano de adoção do Plano Real. Só não foi pior que 2008, quando a variação negativa foi de 41,22%, e de 1998, quando perdeu 33,46%, de acordo com levantamento realizado pelo Valor Data.
23 de nov. de 2011
REDECARD VÊ CORTE DE CUSTO PARA DEFENDER FATIA DE MERCADO
portal Exame 17/11/2011 - Bloomberg
A Redecard SA, segunda maior processadora de cartões de crédito do País em valor de mercado, quer reduzir custos para diminuir preços e defender sua participação no mercado, disse Carlos Zanvettor, diretor executivo de varejo e marketing da empresa.
“A maneira de proteger a nossa participação de mercado é nos tornarmos agressivos”, disse Zanvettor em entrevista dia 16 de novembro em Londres. “Estamos aumentando a eficiência, melhorando a tecnologia e transferindo todos esses ganhos para o preço.”
A companhia quer cortar o custo por operação para entre R$ 0,30 e R$ 0,35 nos próximos dois meses, contra os R$ 0,38 do primeiro trimestre, disse Zanvettor. Em 2012, o custo deve cair ainda mais. A empresa reduziu seu quadro de funcionários em cerca de 350 pessoas entre julho e setembro, disse.
A competição ficou mais acirrada após 2010, quando uma nova legislação para o setor removeu direitos exclusivos para o processamento de certas transações. Redecard e Cielo SA podem perder até 18 por cento do mercado para novas companhias até 2015, segundo relatório do Credit Suisse AG de 21 de junho. Em março a Redecard tinha fatia de 41 por cento no mercado de processadoras, contra 54 por cento da Cielo. Entre os novos concorrentes está o Banco Santander SA.
Novas operações
A Redecard está interessada em comprar participação na STP - Serviços & Tecnologia de Pagamentos SA, dona do Sem Parar e do Via Fácil, disse Zanvettor.
“O setor de automóveis, veículos e transporte é importante para nós conseguirmos crescer ainda mais rápido”, disse Zanvettor. “Por isso estamos avaliando a STP.”
O volume de transações da Redecard deve crescer entre 28 por cento e 30 por cento neste ano, acima dos 23 por cento a 24 por cento da indústria, disse Zanvettor. A companhia, que quer processar os cartões Amex em suas máquinas, ainda não obteve resposta da American Express Co. e do Banco Bradesco SA, com o qual a Amex tem exclusividade.
A Redecard não tem planos para novas demissões e vai reduzir custos em sua rede de fornecedores nos próximos trimestres, disse Zanvettor.
Enquanto isso, a companhia está contratando mais de 150 pessoas nas áreas de serviços ao consumidor e vendas, processo que deve acabar no fim de janeiro, disse o executivo.
A ação da Redecard recuava 3,7 por cento para R$ 29,65 às 15:48. O papel acumula alta de 41 por cento no ano, segundo melhor desempenho entre os 68 membros do Ibovespa, atrás da Cia. Hering, com ganho de 47 por cento. A Cielo também opera em baixa, caindo 3,1 por cento, para R$ 47,33.
A Redecard SA, segunda maior processadora de cartões de crédito do País em valor de mercado, quer reduzir custos para diminuir preços e defender sua participação no mercado, disse Carlos Zanvettor, diretor executivo de varejo e marketing da empresa.
“A maneira de proteger a nossa participação de mercado é nos tornarmos agressivos”, disse Zanvettor em entrevista dia 16 de novembro em Londres. “Estamos aumentando a eficiência, melhorando a tecnologia e transferindo todos esses ganhos para o preço.”
A companhia quer cortar o custo por operação para entre R$ 0,30 e R$ 0,35 nos próximos dois meses, contra os R$ 0,38 do primeiro trimestre, disse Zanvettor. Em 2012, o custo deve cair ainda mais. A empresa reduziu seu quadro de funcionários em cerca de 350 pessoas entre julho e setembro, disse.
A competição ficou mais acirrada após 2010, quando uma nova legislação para o setor removeu direitos exclusivos para o processamento de certas transações. Redecard e Cielo SA podem perder até 18 por cento do mercado para novas companhias até 2015, segundo relatório do Credit Suisse AG de 21 de junho. Em março a Redecard tinha fatia de 41 por cento no mercado de processadoras, contra 54 por cento da Cielo. Entre os novos concorrentes está o Banco Santander SA.
Novas operações
A Redecard está interessada em comprar participação na STP - Serviços & Tecnologia de Pagamentos SA, dona do Sem Parar e do Via Fácil, disse Zanvettor.
“O setor de automóveis, veículos e transporte é importante para nós conseguirmos crescer ainda mais rápido”, disse Zanvettor. “Por isso estamos avaliando a STP.”
O volume de transações da Redecard deve crescer entre 28 por cento e 30 por cento neste ano, acima dos 23 por cento a 24 por cento da indústria, disse Zanvettor. A companhia, que quer processar os cartões Amex em suas máquinas, ainda não obteve resposta da American Express Co. e do Banco Bradesco SA, com o qual a Amex tem exclusividade.
A Redecard não tem planos para novas demissões e vai reduzir custos em sua rede de fornecedores nos próximos trimestres, disse Zanvettor.
Enquanto isso, a companhia está contratando mais de 150 pessoas nas áreas de serviços ao consumidor e vendas, processo que deve acabar no fim de janeiro, disse o executivo.
A ação da Redecard recuava 3,7 por cento para R$ 29,65 às 15:48. O papel acumula alta de 41 por cento no ano, segundo melhor desempenho entre os 68 membros do Ibovespa, atrás da Cia. Hering, com ganho de 47 por cento. A Cielo também opera em baixa, caindo 3,1 por cento, para R$ 47,33.
CREDENCIADORAS APOSTAM EM SERVIÇOS PARA SE DIFERENCIAR
jornal DCI 16/11/2011 - Marcelle Gutierrez
Desde a abertura do mercado de cartões em julho de 2010, quando ocorreu o fim da exclusividade entre credenciadoras e bandeiras, Cielo e Redecard mantêm a participação de quase 100% do segmento. A hegemonia, na opinião de especialistas, deve continuar e, para serem mais competitivos, os novos concorrentes devem apostar na diferenciação de produtos e serviços. O Santander, em parceria com a GetNet, por exemplo, faturou R$ 6,775 bilhões nos primeiros nove meses de 2011 e aposta na integração com serviços bancários para expandir os negócios.
As empresas de adquirência são responsáveis pelo processamento das operações entre o estabelecimento comercial e as bandeiras. O interesse no segmento é justificado pela ampla expansão do mercado de cartões nos últimos anos. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de cartões e Serviços (Abecs), 72,4% da população possuem algum tipo de cartão, seja de crédito, de débito ou emitido por loja (private label). O faturamento até outubro de 2011 chega a R$ 529,391 bilhões, com 6,640 trilhões de transações e 6,548 trilhões de plásticos emitidos.
Para Álvaro Musa, presidente do Congresso C4 e antigo executivo de mercado, no qual foi presidente da Credicard, os próximos anos devem continuar a apresentar crescimento. "Com certeza deve manter a expansão, porque o volume transacionado continua a crescer, mesmo com eventual redução dos preços. O aumento é significativo."
No entanto, o especialista não divisa mudanças significativas de liderança. "A disputa entre Cielo e Redecard está mais aguçada, o que beneficia o comerciante, mas não há mudanças drásticas." Musa ressalta que a diferenciação de serviços se caracteriza como uma opção estratégica para as companhias que almejam o crescimento neste setor.
Com o início das operações em março de 2010, o Santander oferece produtos e serviços de adquirência em parceria com a GetNet. Mas o diferencial competitivo fica por conta da integração com os serviços financeiros, ressalta Ramón Camino, diretor-executivo de Pequenas e Médias empresas do Santander. "Somos o único banco com adquirente e que oferece serviços integrados."
A integração à qual Camino se refere é a Conta Integrada, que reúne em um mesmo terminal produtos bancários para pessoa jurídica, como conta corrente, máquina POS que aceita as bandeiras Visa e MasterCard, antecipação de recebíveis etc. De março a dezembro de 2010, o faturamento chegou a R$ 1,990 bilhões, com 26,8 bilhões de transações. Do total, R$ 1,249 bilhões corresponderam a operações de cartões de crédito, e R$ 740 milhões, às de débito.
Em 2011, de janeiro a setembro, os volumes apresentados são significativamente superiores, com R$ 6,775 bilhões de faturamento e 88,1 bilhões de transações. O segmento de cartões de crédito somou R$ 4,273 bilhões, com 40,2 bilhões de transações, e de débito totalizou R$ 2,502 bilhões e 47,9 bilhões de operações. Ao todo, são 200 mil os estabelecimentos credenciados até o terceiro trimestre deste ano, e 24 mil as novas contas.
O diretor Ramón Camino define como principal objetivo do Santander Adquirência o atendimento a clientes pessoa jurídica já existentes e a conquista de novos. "Temos o objetivo claríssimo de atrair clientes. Esperamos para o próximo ano incrementar a base, ultrapassando muito os 200 mil atuais." O executivo reforça que o mercado brasileiro está robusto, e que por isso espera que 2012 seja positivo para a instituição financeira.
Entre as estratégias de captação de novos clientes, o Santander passa a oferecer, a partir deste mês de novembro, benefícios para as empresas que utilizam a máquina POS do banco, como desconto permanente de até 100% no valor do pacote de serviços da conta corrente, taxa de 1,7% ao mês em antecipação de recebíveis para empresas com faturamento a partir de R$ 3 mil por mês e de 1,2% para as que faturam mais de R$ 30 mil mensais, além de descontos no aluguel de equipamentos que variam de R$ 25 a R$ 100 por mês.
"Com as vantagens, uma empresa que fatura até R$ 300 mil por ano faz economia de R$ 3 mil. A vida do empresário não é ganhar prêmios em sorteios, mas reduzir custos", aponta Camino.
Redecard e Cielo
Com 56,7% de participação de mercado (market share, em inglês), a Cielo atingiu lucro líquido de R$ 457,6 milhões, acréscimo de 8% na comparação com o do segundo trimestre deste ano e 6,3% inferior ao de igual período de 2010. A receita total somou R$ 1,211 bilhão no trimestre. Na divulgação do balanço, o presidente da companhia, Rômulo Dias, creditou a queda dos ganhos à diminuição da taxa de aluguel das máquinas e taxas dos lojistas.
O lucro líquido da Redecard atingiu R$ 343,6 milhões, com alta de 6% na comparação com a de mesmo período do último ano. Já a receita operacional líquida somou R$ 920,3 milhões. O preço médio do aluguel da maquininha foi de R$ 56,82 no trimestre, recuo de 10,6% ante 2010.
Desde a abertura do mercado de cartões em julho de 2010, quando ocorreu o fim da exclusividade entre credenciadoras e bandeiras, Cielo e Redecard mantêm a participação de quase 100% do segmento. A hegemonia, na opinião de especialistas, deve continuar e, para serem mais competitivos, os novos concorrentes devem apostar na diferenciação de produtos e serviços. O Santander, em parceria com a GetNet, por exemplo, faturou R$ 6,775 bilhões nos primeiros nove meses de 2011 e aposta na integração com serviços bancários para expandir os negócios.
As empresas de adquirência são responsáveis pelo processamento das operações entre o estabelecimento comercial e as bandeiras. O interesse no segmento é justificado pela ampla expansão do mercado de cartões nos últimos anos. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de cartões e Serviços (Abecs), 72,4% da população possuem algum tipo de cartão, seja de crédito, de débito ou emitido por loja (private label). O faturamento até outubro de 2011 chega a R$ 529,391 bilhões, com 6,640 trilhões de transações e 6,548 trilhões de plásticos emitidos.
Para Álvaro Musa, presidente do Congresso C4 e antigo executivo de mercado, no qual foi presidente da Credicard, os próximos anos devem continuar a apresentar crescimento. "Com certeza deve manter a expansão, porque o volume transacionado continua a crescer, mesmo com eventual redução dos preços. O aumento é significativo."
No entanto, o especialista não divisa mudanças significativas de liderança. "A disputa entre Cielo e Redecard está mais aguçada, o que beneficia o comerciante, mas não há mudanças drásticas." Musa ressalta que a diferenciação de serviços se caracteriza como uma opção estratégica para as companhias que almejam o crescimento neste setor.
Com o início das operações em março de 2010, o Santander oferece produtos e serviços de adquirência em parceria com a GetNet. Mas o diferencial competitivo fica por conta da integração com os serviços financeiros, ressalta Ramón Camino, diretor-executivo de Pequenas e Médias empresas do Santander. "Somos o único banco com adquirente e que oferece serviços integrados."
A integração à qual Camino se refere é a Conta Integrada, que reúne em um mesmo terminal produtos bancários para pessoa jurídica, como conta corrente, máquina POS que aceita as bandeiras Visa e MasterCard, antecipação de recebíveis etc. De março a dezembro de 2010, o faturamento chegou a R$ 1,990 bilhões, com 26,8 bilhões de transações. Do total, R$ 1,249 bilhões corresponderam a operações de cartões de crédito, e R$ 740 milhões, às de débito.
Em 2011, de janeiro a setembro, os volumes apresentados são significativamente superiores, com R$ 6,775 bilhões de faturamento e 88,1 bilhões de transações. O segmento de cartões de crédito somou R$ 4,273 bilhões, com 40,2 bilhões de transações, e de débito totalizou R$ 2,502 bilhões e 47,9 bilhões de operações. Ao todo, são 200 mil os estabelecimentos credenciados até o terceiro trimestre deste ano, e 24 mil as novas contas.
O diretor Ramón Camino define como principal objetivo do Santander Adquirência o atendimento a clientes pessoa jurídica já existentes e a conquista de novos. "Temos o objetivo claríssimo de atrair clientes. Esperamos para o próximo ano incrementar a base, ultrapassando muito os 200 mil atuais." O executivo reforça que o mercado brasileiro está robusto, e que por isso espera que 2012 seja positivo para a instituição financeira.
Entre as estratégias de captação de novos clientes, o Santander passa a oferecer, a partir deste mês de novembro, benefícios para as empresas que utilizam a máquina POS do banco, como desconto permanente de até 100% no valor do pacote de serviços da conta corrente, taxa de 1,7% ao mês em antecipação de recebíveis para empresas com faturamento a partir de R$ 3 mil por mês e de 1,2% para as que faturam mais de R$ 30 mil mensais, além de descontos no aluguel de equipamentos que variam de R$ 25 a R$ 100 por mês.
"Com as vantagens, uma empresa que fatura até R$ 300 mil por ano faz economia de R$ 3 mil. A vida do empresário não é ganhar prêmios em sorteios, mas reduzir custos", aponta Camino.
Redecard e Cielo
Com 56,7% de participação de mercado (market share, em inglês), a Cielo atingiu lucro líquido de R$ 457,6 milhões, acréscimo de 8% na comparação com o do segundo trimestre deste ano e 6,3% inferior ao de igual período de 2010. A receita total somou R$ 1,211 bilhão no trimestre. Na divulgação do balanço, o presidente da companhia, Rômulo Dias, creditou a queda dos ganhos à diminuição da taxa de aluguel das máquinas e taxas dos lojistas.
O lucro líquido da Redecard atingiu R$ 343,6 milhões, com alta de 6% na comparação com a de mesmo período do último ano. Já a receita operacional líquida somou R$ 920,3 milhões. O preço médio do aluguel da maquininha foi de R$ 56,82 no trimestre, recuo de 10,6% ante 2010.
20 de nov. de 2011
REDECARD E CIELO ESTUDAM ENTRAR NA STP
jornal Valor Econômico 03/11/2011 - Aline Lima e Fábio Pupo
Depois de admitir que tem interesse na entrada de mais parceiros em sua sociedade, a companhia Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) negocia o ingresso da Redecard em seu capital. A Cielo e fundos de "private equity", que compram participações em empresas, também estudam integrar o capital social da STP, proprietário dos sistemas de pagamento eletrônico de pedágio e estacionamento Sem Parar e Via Fácil.
Segundo o Valor apurou, a Redecard já teria apresentado uma proposta e recebido - cerca de 15 dias atrás - uma contra-proposta dos controladores da STP. Executivos da Cielo teriam admitido em uma reunião com investidores, há um mês, que a empresa está examinando o projeto. Procuradas, a Redecard não atendeu à reportagem e a Cielo informou que não comenta o que classificou de rumores.
A STP teria levado aos potenciais interessados uma proposta em aberto - ou seja, eles estariam livres para negociar tanto uma participação minoritária como majoritária na empresa. O objetivo inicial da STP é fechar a transação até o fim do ano. O executivo de um dos acionistas da STP chegou a dizer, no mês passado, que em 15 dias o negócio teria uma definição - prazo que se encerraria amanhã.
Pessoas envolvidas no processo, no entanto, acham pouco provável que o negócio seja concluído até dezembro, dada sua complexidade. "Ainda há muito trabalho a ser feito e faltam praticamente 45 dias para o fim do ano", explica uma fonte a par das negociações. "Um processo de 'due diligence', por exemplo, leva semanas para ser realizado", ressalta.
Hoje, o sistema da STP funciona como uma espécie de serviço de crédito. O motorista que usa o dispositivo passa pela praça de pedágio e, somente no fim do mês, recebe a fatura para efetuar o pagamento. Em entrevista ao Valor há dois meses, Pedro Donda, presidente da STP, disse que a intenção é justamente ampliar esse serviço e transformar a tecnologia em uma espécie de cartão de crédito para pagamento em postos de gasolina e fretes de caminhoneiros.
Para ampliar essa operação, no entanto, a companhia precisaria conhecimento operacional de uma empresa ligada ao serviço de crédito. Além disso, a STP poderia transferir parte do risco de crédito às instituições financeiras controladoras de Redecard (Itaú) e Cielo (Banco do Brasil e Bradesco). Por esses motivos, segundo especialistas do setor, a entrada de qualquer uma das companhias na participação da STP "faz sentido".
Donda disse, em congresso de rodovias na última semana em Foz do Iguaçu (PR), que as negociações não estão definidas. Perguntado se o novo sócio ocuparia posição majoritária na companhia, ele informou que "todas as possibilidades" são estudadas e chegou a mencionar uma possível parceria com a Visa para as operações. Segundo o executivo, os atuais acionistas teriam de ceder, cada um, parte do capital para o novo sócio.
Na avaliação de especialistas, fundos de private equity não fariam questão do controle, mas sim de uma cadeira no conselho de administração. O BTG Pactual foi contratada pela STP para assessorar a operação.
Depois de admitir que tem interesse na entrada de mais parceiros em sua sociedade, a companhia Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) negocia o ingresso da Redecard em seu capital. A Cielo e fundos de "private equity", que compram participações em empresas, também estudam integrar o capital social da STP, proprietário dos sistemas de pagamento eletrônico de pedágio e estacionamento Sem Parar e Via Fácil.
Segundo o Valor apurou, a Redecard já teria apresentado uma proposta e recebido - cerca de 15 dias atrás - uma contra-proposta dos controladores da STP. Executivos da Cielo teriam admitido em uma reunião com investidores, há um mês, que a empresa está examinando o projeto. Procuradas, a Redecard não atendeu à reportagem e a Cielo informou que não comenta o que classificou de rumores.
A STP teria levado aos potenciais interessados uma proposta em aberto - ou seja, eles estariam livres para negociar tanto uma participação minoritária como majoritária na empresa. O objetivo inicial da STP é fechar a transação até o fim do ano. O executivo de um dos acionistas da STP chegou a dizer, no mês passado, que em 15 dias o negócio teria uma definição - prazo que se encerraria amanhã.
Pessoas envolvidas no processo, no entanto, acham pouco provável que o negócio seja concluído até dezembro, dada sua complexidade. "Ainda há muito trabalho a ser feito e faltam praticamente 45 dias para o fim do ano", explica uma fonte a par das negociações. "Um processo de 'due diligence', por exemplo, leva semanas para ser realizado", ressalta.
Hoje, o sistema da STP funciona como uma espécie de serviço de crédito. O motorista que usa o dispositivo passa pela praça de pedágio e, somente no fim do mês, recebe a fatura para efetuar o pagamento. Em entrevista ao Valor há dois meses, Pedro Donda, presidente da STP, disse que a intenção é justamente ampliar esse serviço e transformar a tecnologia em uma espécie de cartão de crédito para pagamento em postos de gasolina e fretes de caminhoneiros.
Para ampliar essa operação, no entanto, a companhia precisaria conhecimento operacional de uma empresa ligada ao serviço de crédito. Além disso, a STP poderia transferir parte do risco de crédito às instituições financeiras controladoras de Redecard (Itaú) e Cielo (Banco do Brasil e Bradesco). Por esses motivos, segundo especialistas do setor, a entrada de qualquer uma das companhias na participação da STP "faz sentido".
Donda disse, em congresso de rodovias na última semana em Foz do Iguaçu (PR), que as negociações não estão definidas. Perguntado se o novo sócio ocuparia posição majoritária na companhia, ele informou que "todas as possibilidades" são estudadas e chegou a mencionar uma possível parceria com a Visa para as operações. Segundo o executivo, os atuais acionistas teriam de ceder, cada um, parte do capital para o novo sócio.
Na avaliação de especialistas, fundos de private equity não fariam questão do controle, mas sim de uma cadeira no conselho de administração. O BTG Pactual foi contratada pela STP para assessorar a operação.
16 de nov. de 2011
CIELO E REDECARD AGREGAM VALOR À MAQUININHA
jornal Brasil Econômico 03/11/2011 – Flávia Furlan
O fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de cartões, promovida em julho de 2010, trouxe uma importância maior para as maquininhas usadas no varejo. Se antes elas eram apenas instrumento para pagamento de compras, hoje já representam uma forma de prestação de serviços e oferecimento de produtos, o que têm aumentado inclusive as receitas das credenciadoras, resultados vistos no terceiro trimestre deste ano. E, diante de um cenário de queda nas taxas pagas pelos varejistas, agregar valor a esses equipamentos é mais que um desafio, é uma necessidade.
O presidente da Redecard, Claudio Yamaguti, diz que não é à toa que essas máquinas se assemelham a um computador. “Você pode colocar em um mesmo ponto de venda transações não-financeiras”, ressalta. Na empresa, uma das iniciativas é a captura do programa “km de vantagens”, dos postos Ipiranga. Na Redecard, a queda da taxa cobrada do varejista foi de 1,33% para 1,14% por transação de crédito entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011. A receita com aluguel das máquinas caiu 8% no mesmo período, mas avançou 8,3% na comparação com o segundo trimestre, recuperação ligada a mais serviços e tecnologia.
A concorrente Cielo, por sua vez, revelou no terceiro trimestre aumento nas despesas para fazer frente às campanhas de uso de suas maquininhas, mas que já mostraram resultados na receita. As despesas operacionais chegaram a R$ 57 milhões de julho a setembro, aumento de 52,3% frente ao terceiro trimestre de 2010. Já a receita operacional líquida atingiu R$ 1,05 bilhão, alta de 2,4%na comparação anual. Segundo o presidente Rômulo Dias, quando a Cielo faz uma parceria, há aumento de despesas, mas também de receita. “Afeta o resultado, mas o que temos de olhar é a última linha do balanço, a do lucro líquido. O da Cielo é o maior da indústria”. No terceiro trimestre, o lucro líquido caiu 6,3% ante mesmo período de 2010, quando o resultado havia ficado muito acima do registrado pelo mercado em geral: alta de 23%. No entanto, frente ao segundo trimestre deste ano, o lucro líquido subiu 8% e elevou a compa nhia a 57,9% do mercado. “Outras companhias virão participar do mercado e tenho de ter serviços e produtos diferenciados. Mais do que nunca isso se faz necessário”. Entre os programas da Cielo está um de fidelidade aos lojistas cadastrados, de troca de pontos acumulados em transações por produtos, que já chegou a 17 mil varejistas.
O Santander também acordou para a necessidade de lançamento de uma campanha para capturar mais transações. A credenciadora do banco, que nasceu em2010 em uma parceria com a GetNet, passou a oferecer benefícios neste mês para varejistas. A principal novidade é o desconto fixo de até 100% ao varejista no valor do pacote de serviços da conta-corrente se o faturamento com transações por cartão for igual ou superior a R$ 3 mil por mês.
“Com as iniciativas, as empresas poderão reduzir seus custos com os serviços de transações de cartões”, diz Ramón Camino, diretor do Santander. Em 12 meses, a credenciadora cresceu em 92% a base de estabelecimentos, para 200 mil.
Indústria chegará ao primeiro trilhão em 2015
O setor de cartões fechou o ano de 2010 com um faturamento de R$ 541 bilhões e, para 2015, deve atingir o valor de R$ 1,3 trilhão, prevê o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti. Em 2020, no entanto, a indústria vai chegar a R$ 2,2 trilhões em faturamento. O espaço para crescimento, segundo o executivo, está na substituição de meios de pagamento, com maior uso de cartões para pagamento de compras em detrimento do dinheiro e cheque.
“Em 2010, os cartões representavam 24,5% no consumo das famílias, o que eram os Estados Unidos há dez anos”, diz Yamaguti, que cita que é registrada uma transação por mês em cada cartão no Brasil, ante cinco em plásticos usados no exterior. Se o uso do cartão no consumo das famílias brasileiras fosse de 45%, isso representaria um impacto de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Para Yamaguti, o crescimento da indústria de cartões depende muito mais de um processo cultural do que de desenvolvimento de infraestrutura.
O fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de cartões, promovida em julho de 2010, trouxe uma importância maior para as maquininhas usadas no varejo. Se antes elas eram apenas instrumento para pagamento de compras, hoje já representam uma forma de prestação de serviços e oferecimento de produtos, o que têm aumentado inclusive as receitas das credenciadoras, resultados vistos no terceiro trimestre deste ano. E, diante de um cenário de queda nas taxas pagas pelos varejistas, agregar valor a esses equipamentos é mais que um desafio, é uma necessidade.
O presidente da Redecard, Claudio Yamaguti, diz que não é à toa que essas máquinas se assemelham a um computador. “Você pode colocar em um mesmo ponto de venda transações não-financeiras”, ressalta. Na empresa, uma das iniciativas é a captura do programa “km de vantagens”, dos postos Ipiranga. Na Redecard, a queda da taxa cobrada do varejista foi de 1,33% para 1,14% por transação de crédito entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011. A receita com aluguel das máquinas caiu 8% no mesmo período, mas avançou 8,3% na comparação com o segundo trimestre, recuperação ligada a mais serviços e tecnologia.
A concorrente Cielo, por sua vez, revelou no terceiro trimestre aumento nas despesas para fazer frente às campanhas de uso de suas maquininhas, mas que já mostraram resultados na receita. As despesas operacionais chegaram a R$ 57 milhões de julho a setembro, aumento de 52,3% frente ao terceiro trimestre de 2010. Já a receita operacional líquida atingiu R$ 1,05 bilhão, alta de 2,4%na comparação anual. Segundo o presidente Rômulo Dias, quando a Cielo faz uma parceria, há aumento de despesas, mas também de receita. “Afeta o resultado, mas o que temos de olhar é a última linha do balanço, a do lucro líquido. O da Cielo é o maior da indústria”. No terceiro trimestre, o lucro líquido caiu 6,3% ante mesmo período de 2010, quando o resultado havia ficado muito acima do registrado pelo mercado em geral: alta de 23%. No entanto, frente ao segundo trimestre deste ano, o lucro líquido subiu 8% e elevou a compa nhia a 57,9% do mercado. “Outras companhias virão participar do mercado e tenho de ter serviços e produtos diferenciados. Mais do que nunca isso se faz necessário”. Entre os programas da Cielo está um de fidelidade aos lojistas cadastrados, de troca de pontos acumulados em transações por produtos, que já chegou a 17 mil varejistas.
O Santander também acordou para a necessidade de lançamento de uma campanha para capturar mais transações. A credenciadora do banco, que nasceu em2010 em uma parceria com a GetNet, passou a oferecer benefícios neste mês para varejistas. A principal novidade é o desconto fixo de até 100% ao varejista no valor do pacote de serviços da conta-corrente se o faturamento com transações por cartão for igual ou superior a R$ 3 mil por mês.
“Com as iniciativas, as empresas poderão reduzir seus custos com os serviços de transações de cartões”, diz Ramón Camino, diretor do Santander. Em 12 meses, a credenciadora cresceu em 92% a base de estabelecimentos, para 200 mil.
Indústria chegará ao primeiro trilhão em 2015
O setor de cartões fechou o ano de 2010 com um faturamento de R$ 541 bilhões e, para 2015, deve atingir o valor de R$ 1,3 trilhão, prevê o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti. Em 2020, no entanto, a indústria vai chegar a R$ 2,2 trilhões em faturamento. O espaço para crescimento, segundo o executivo, está na substituição de meios de pagamento, com maior uso de cartões para pagamento de compras em detrimento do dinheiro e cheque.
“Em 2010, os cartões representavam 24,5% no consumo das famílias, o que eram os Estados Unidos há dez anos”, diz Yamaguti, que cita que é registrada uma transação por mês em cada cartão no Brasil, ante cinco em plásticos usados no exterior. Se o uso do cartão no consumo das famílias brasileiras fosse de 45%, isso representaria um impacto de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Para Yamaguti, o crescimento da indústria de cartões depende muito mais de um processo cultural do que de desenvolvimento de infraestrutura.
LUCRO DA REDECARD SOBE COM DEMISSÕES E ACEITAÇÃO DA VISA
jornal Brasil Econômico 28/10/2011 – Flávia Furlan
Depois de quatro trimestres seguidos de queda no lucro líquido na base de comparação anual, a Redecard conseguiu apresentar crescimento. O lucro líquido chegou a R$ 343,6 milhões entre julho e setembro de 2011, com uma alta de 6% frente ao mesmo período de 2010. O resultado foi alcançado devido a um processo de reestruturação da empresa, que implicou em redução dos custos, e também pelo bom desempenho das transações de débito, pela incorporação da bandeira Visa.
Entre janeiro e julho, o volume financeiro alcançado pelas operações com débito chegou a R$ 20 bilhões, o que representa uma alta de 37,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já a receita com estes cartões ficou em R$ 145 milhões, avanço de 33,2%no período. “Como passamos a ter acesso à bandeira Visa e ela é forte em transações em débito, isso fez com que essas operações crescessem”, afirma o diretor executivo de finanças da Redecard, Marcelo Kopel.
O avanço no uso de cartões de débito para compras entre os brasileiros também contribui para o resultado. Segundo o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti, em 2007, 14% dos plásticos com a função débito eram usados para compras, enquanto o restante ficava restrito ao uso para saques em caixas automáticos. Em2010, o percentual passou a 18%. “O brasileiro está em um processo de avanço do hábito do uso de débito no comércio”, diz o executivo. Na Itália, 45%dos cartões de débito são usados em compras, enquanto no Reino Unido eles são 57%, no Canadá são 60% e, nos Estados Unidos, 75%.
Em relação à receita com cartões de crédito, ela foi de R$ 438 milhões no terceiro trimestre, com alta de 6,7% na comparação anual. O volume financeiro, por sua vez, subiu 2,8%, para R$ 39 bilhões.
Do lado dos custos, a Redecard também teve ganhos expressivos no terceiro trimestre deste ano. “Passamos por uma reestruturação em que houve demissões e contratações e acabamos com uma companhia mais enxuta. O tamanho que estamos atende às necessidades, mas o processo de reestruturação é evolutivo”, conta Yamaguti. De julho a setembro, foram 350 demissões e a Redecard passou a ter 1.078 funcionários.
As despesas operacionais ficaram em R$ 150,7 milhões no terceiro trimestre, o que representou aumento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2010 e queda de 2,7% frente ao trimestre anterior. As maiores quedas foram nas despesas com pessoal (-12,7%) e administrativas (-13,3%).
Com o aumento de receitas e a redução das despesas, a margem líquida da companhia voltou a subir neste ano. O indicador ficou em 37,3% no terceiro trimestre, comparado a 36,3% no segundo trimestre deste ano e a 38,4% no terceiro trimestre de 2010.
Máquinas modernas garantem receita de aluguel
A Redecard teve de investir em tecnologia para garantir os ganhos com aluguéis de maquininhas. A abertura do mercado de credenciamento, que passou a valer em julho de 2010, trouxe um ambiente de maior competitividade a ponto da receita de aluguel de equipamentos cair 8% entre o terceiro trimestre de 2010 e deste ano, para R$ 189 milhões. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, no entanto, houve alta de 8,3%, o que aponta para uma possível reversão do cenário.
De acordo com o diretor de Marketing, Produtos e Varejo da Redecard, Carlos Zanvettor, o mercado está tendo de investir em novas tecnologias para poder manter os preços dos aluguéis, tendo em vista a queda no número de máquinas no varejo. “A máquina que hoje inunda o mercado é sem fio, mais moderna e faz mais pelo comércio, já que ela aceita 26 bandeiras e tem programas de fidelidade. Isso tende a proteger o preço do aluguel”, afirma.
A máquina mais moderna da Redecard tem feito 50% mais transações e aumentado em30% o valor comercializado pelo varejista.
Ainda sobre o relacionamento com lojistas, a Redecard prevê estabilidade na taxa cobrada pelos serviços, chamada de taxa líquida de desconto, depois de elas terem apresentado forte queda no ano passado. No terceiro trimestre deste ano, elas ficaram em 1,14%nas operações de crédito e em 0,73% nas de débito, enquanto no mesmo período de 2010 elas eram de 1,33% e 0,75%, quando consideradas as taxas cobradas após parcerias com instituições financeiras.
Depois de quatro trimestres seguidos de queda no lucro líquido na base de comparação anual, a Redecard conseguiu apresentar crescimento. O lucro líquido chegou a R$ 343,6 milhões entre julho e setembro de 2011, com uma alta de 6% frente ao mesmo período de 2010. O resultado foi alcançado devido a um processo de reestruturação da empresa, que implicou em redução dos custos, e também pelo bom desempenho das transações de débito, pela incorporação da bandeira Visa.
Entre janeiro e julho, o volume financeiro alcançado pelas operações com débito chegou a R$ 20 bilhões, o que representa uma alta de 37,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já a receita com estes cartões ficou em R$ 145 milhões, avanço de 33,2%no período. “Como passamos a ter acesso à bandeira Visa e ela é forte em transações em débito, isso fez com que essas operações crescessem”, afirma o diretor executivo de finanças da Redecard, Marcelo Kopel.
O avanço no uso de cartões de débito para compras entre os brasileiros também contribui para o resultado. Segundo o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti, em 2007, 14% dos plásticos com a função débito eram usados para compras, enquanto o restante ficava restrito ao uso para saques em caixas automáticos. Em2010, o percentual passou a 18%. “O brasileiro está em um processo de avanço do hábito do uso de débito no comércio”, diz o executivo. Na Itália, 45%dos cartões de débito são usados em compras, enquanto no Reino Unido eles são 57%, no Canadá são 60% e, nos Estados Unidos, 75%.
Em relação à receita com cartões de crédito, ela foi de R$ 438 milhões no terceiro trimestre, com alta de 6,7% na comparação anual. O volume financeiro, por sua vez, subiu 2,8%, para R$ 39 bilhões.
Do lado dos custos, a Redecard também teve ganhos expressivos no terceiro trimestre deste ano. “Passamos por uma reestruturação em que houve demissões e contratações e acabamos com uma companhia mais enxuta. O tamanho que estamos atende às necessidades, mas o processo de reestruturação é evolutivo”, conta Yamaguti. De julho a setembro, foram 350 demissões e a Redecard passou a ter 1.078 funcionários.
As despesas operacionais ficaram em R$ 150,7 milhões no terceiro trimestre, o que representou aumento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2010 e queda de 2,7% frente ao trimestre anterior. As maiores quedas foram nas despesas com pessoal (-12,7%) e administrativas (-13,3%).
Com o aumento de receitas e a redução das despesas, a margem líquida da companhia voltou a subir neste ano. O indicador ficou em 37,3% no terceiro trimestre, comparado a 36,3% no segundo trimestre deste ano e a 38,4% no terceiro trimestre de 2010.
Máquinas modernas garantem receita de aluguel
A Redecard teve de investir em tecnologia para garantir os ganhos com aluguéis de maquininhas. A abertura do mercado de credenciamento, que passou a valer em julho de 2010, trouxe um ambiente de maior competitividade a ponto da receita de aluguel de equipamentos cair 8% entre o terceiro trimestre de 2010 e deste ano, para R$ 189 milhões. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, no entanto, houve alta de 8,3%, o que aponta para uma possível reversão do cenário.
De acordo com o diretor de Marketing, Produtos e Varejo da Redecard, Carlos Zanvettor, o mercado está tendo de investir em novas tecnologias para poder manter os preços dos aluguéis, tendo em vista a queda no número de máquinas no varejo. “A máquina que hoje inunda o mercado é sem fio, mais moderna e faz mais pelo comércio, já que ela aceita 26 bandeiras e tem programas de fidelidade. Isso tende a proteger o preço do aluguel”, afirma.
A máquina mais moderna da Redecard tem feito 50% mais transações e aumentado em30% o valor comercializado pelo varejista.
Ainda sobre o relacionamento com lojistas, a Redecard prevê estabilidade na taxa cobrada pelos serviços, chamada de taxa líquida de desconto, depois de elas terem apresentado forte queda no ano passado. No terceiro trimestre deste ano, elas ficaram em 1,14%nas operações de crédito e em 0,73% nas de débito, enquanto no mesmo período de 2010 elas eram de 1,33% e 0,75%, quando consideradas as taxas cobradas após parcerias com instituições financeiras.
APÓS 3º TRIMESTRE SURPREENDENTE, REDECARD GANHA MARKET SHARE
portal iG 27/10/2011 - Reuters
A Redecard previu que ganhará market share este ano no segmento de pagamentos eletrônicos, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Claudio Yamaguti.
"Estamos crescendo cerca de 30% este ano, contra uma média de cerca de 26% do mercado", disse Yamaguti, também presidente da Abecs, entidade que representa as empresas de cartões.
A companhia recebeu comentários positivos de analistas, após ter divulgado na véspera resultados do terceiro trimestre, que vieram acima das projeções.
A vice-líder no setor, atrás da Cielo, teve no período lucro líquido de R$ 343,6 milhões, um avanço de 6% em relação ao apurado em igual etapa de 2010.
"A companhia continuou demonstrando forte crescimento no volume financeiro capturado das transações, notadamente no cartão de débito, que praticamente compensou a queda nas taxas cobradas", comentou a corretora Concórdia, em relatório.
A Concórdia também destacou a evolução da receita com antecipação de recebíveis, a queda nos custos por transação, que sinaliza melhora das margens nos próximos períodos.
A avaliação de analistas é que, um ano após a abertura do setor, tanto a Cielo como a Redecard não entraram numa competição voraz que machucasse tanto as margens.
As taxas de desconto cobradas dos lojistas (MDR) baixou de 1,15% para 1,14% nas operações de crédito. Nas de débito, houve recuo de 0,74% para 0,73%. A queda foi menor do que se esperava. Além disso, a empresa teve mais receita do que analistas esperavam com o aluguel das máquinas (POS) e economia com despesas.
"Na nossa visão, o melhor ainda está por vir, uma vez que o controle de custos vai ser refletido com mais força no quarto trimestre", comentou o Credit Suisse, que reforçou recomendação de compra para as ações da companhia.
"Nós vemos um potencial de ganho maior no quarto trimestre", concordou o UBS, que também reforçou a recomendação de compra.
A Redecard previu que ganhará market share este ano no segmento de pagamentos eletrônicos, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Claudio Yamaguti.
"Estamos crescendo cerca de 30% este ano, contra uma média de cerca de 26% do mercado", disse Yamaguti, também presidente da Abecs, entidade que representa as empresas de cartões.
A companhia recebeu comentários positivos de analistas, após ter divulgado na véspera resultados do terceiro trimestre, que vieram acima das projeções.
A vice-líder no setor, atrás da Cielo, teve no período lucro líquido de R$ 343,6 milhões, um avanço de 6% em relação ao apurado em igual etapa de 2010.
"A companhia continuou demonstrando forte crescimento no volume financeiro capturado das transações, notadamente no cartão de débito, que praticamente compensou a queda nas taxas cobradas", comentou a corretora Concórdia, em relatório.
A Concórdia também destacou a evolução da receita com antecipação de recebíveis, a queda nos custos por transação, que sinaliza melhora das margens nos próximos períodos.
A avaliação de analistas é que, um ano após a abertura do setor, tanto a Cielo como a Redecard não entraram numa competição voraz que machucasse tanto as margens.
As taxas de desconto cobradas dos lojistas (MDR) baixou de 1,15% para 1,14% nas operações de crédito. Nas de débito, houve recuo de 0,74% para 0,73%. A queda foi menor do que se esperava. Além disso, a empresa teve mais receita do que analistas esperavam com o aluguel das máquinas (POS) e economia com despesas.
"Na nossa visão, o melhor ainda está por vir, uma vez que o controle de custos vai ser refletido com mais força no quarto trimestre", comentou o Credit Suisse, que reforçou recomendação de compra para as ações da companhia.
"Nós vemos um potencial de ganho maior no quarto trimestre", concordou o UBS, que também reforçou a recomendação de compra.
REDECARD TEM LUCRO LÍQUIDO DE R$ 343,6 MILHÕES E CRESCE 29% NO TRIMESTRE
portal Maxpress 27/10/2011 – release CDN São Paulo
A Redecard registrou Lucro Líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre de 2011, o que representa um aumento de 6,0% em relação ao mesmo período de 2010 e de 6,5% em relação ao segundo trimestre deste ano.
A companhia capturou R$ 58,5 bilhões em transações com cartões de crédito e débito, representando um aumento de 29,0% sobre o terceiro trimestre de 2010 – sendo 24,9% nas transações de crédito e 37,6% nas transações de débito – e um aumento de 5,1% em relação ao 2º trimestre de 2011 – sendo 2,8% nas transações de crédito e 9,7% nas transações de débito.
A Receita Operacional Líquida totalizou R$ 920,3 milhões, com crescimento de 9,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento de 3,6% sobre o segundo trimestre de 2011.
O EBITDA Ajustado foi de R$ 564,3 milhões, o que representa aumento de 8,2% tanto em comparação com o segundo trimestre, quanto ao mesmo período em 2010. A Margem Líquida registrada foi de 37,3%, comparada a 36,3% no segundo trimestre de 2011 e a 38,4% no terceiro trimestre de último ano.
Após 15 meses de abertura de mercado, a Redecard aumentou sua base de clientes, seu faturamento e sua participação de mercado. A companhia manteve o foco na oferta de serviços de qualidade e implementou uma nova segmentação e um novo modelo de atendimento, garantindo oferta mais completa, atrativa e aderente às necessidades de cada segmento de clientes. A Redecard também passou a capturar em seus terminais o programa “Km de Vantagens”, em parceria com a Ipiranga S.A..
No terceiro trimestre de 2011, a empresa evoluiu na revisão dos processos internos e de sua cadeia de suprimentos e concluiu a revisão de sua estrutura organizacional, aumentando sua eficiência operacional.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Redecard figura no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, sendo a única empresa do setor de meios de pagamentos no mundo e uma das oito empresas brasileiras que integram essa seleta lista. O índice reflete o compromisso da empresa em adotar boas práticas de governança corporativa e responsabilidade socioambiental.
“Os resultados apresentados no trimestre comprovam nossa disciplina e foco na implantação de iniciativas que consideramos prioritárias para garantir a satisfação de nossos clientes e promover o crescimento sustentável da companhia em um mercado competitivo. Estamos otimistas com as perspectivas de crescimento que continuamos vislumbrando”, comemora o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti.
A Redecard registrou Lucro Líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre de 2011, o que representa um aumento de 6,0% em relação ao mesmo período de 2010 e de 6,5% em relação ao segundo trimestre deste ano.
A companhia capturou R$ 58,5 bilhões em transações com cartões de crédito e débito, representando um aumento de 29,0% sobre o terceiro trimestre de 2010 – sendo 24,9% nas transações de crédito e 37,6% nas transações de débito – e um aumento de 5,1% em relação ao 2º trimestre de 2011 – sendo 2,8% nas transações de crédito e 9,7% nas transações de débito.
A Receita Operacional Líquida totalizou R$ 920,3 milhões, com crescimento de 9,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento de 3,6% sobre o segundo trimestre de 2011.
O EBITDA Ajustado foi de R$ 564,3 milhões, o que representa aumento de 8,2% tanto em comparação com o segundo trimestre, quanto ao mesmo período em 2010. A Margem Líquida registrada foi de 37,3%, comparada a 36,3% no segundo trimestre de 2011 e a 38,4% no terceiro trimestre de último ano.
Após 15 meses de abertura de mercado, a Redecard aumentou sua base de clientes, seu faturamento e sua participação de mercado. A companhia manteve o foco na oferta de serviços de qualidade e implementou uma nova segmentação e um novo modelo de atendimento, garantindo oferta mais completa, atrativa e aderente às necessidades de cada segmento de clientes. A Redecard também passou a capturar em seus terminais o programa “Km de Vantagens”, em parceria com a Ipiranga S.A..
No terceiro trimestre de 2011, a empresa evoluiu na revisão dos processos internos e de sua cadeia de suprimentos e concluiu a revisão de sua estrutura organizacional, aumentando sua eficiência operacional.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Redecard figura no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, sendo a única empresa do setor de meios de pagamentos no mundo e uma das oito empresas brasileiras que integram essa seleta lista. O índice reflete o compromisso da empresa em adotar boas práticas de governança corporativa e responsabilidade socioambiental.
“Os resultados apresentados no trimestre comprovam nossa disciplina e foco na implantação de iniciativas que consideramos prioritárias para garantir a satisfação de nossos clientes e promover o crescimento sustentável da companhia em um mercado competitivo. Estamos otimistas com as perspectivas de crescimento que continuamos vislumbrando”, comemora o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti.
2 de nov. de 2011
REDECARD TEM LUCRO DE R$ 343,6 MILHÕES NO 3º TRIMESTRE
portal Brasil Econômico 26/10/2011 - Flávia Furlan
A credenciadora de cartões Redecard registrou lucro líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre, o que representa aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2010.
Segundo dados publicados nesta quarta-feira (26), de julho a setembro, a empresa capturou R$ 58,5 bilhões em transações de cartões, um aumento de 29% sobre o terceiro trimestre de 2010.
Em julho, a abertura da atividade de credenciamento completou um ano e, em novo ambiente concorrencial, a Redecard evoluiu seu modelo de rede de serviços.
Com isso, teve aumento de custos para serviços em 18,3% entre o terceiro trimestre de 2010 e de 2011, para R$ 252,8 milhões.
A elevação de custos decorre de um maior número de transações, que exige uma quantidade maior de equipamentos instalados, principalmente os sem fio.
Além disso, os custos de serviços foram causados por novas iniciativas, como a evolução de sistemas anti-fraude para captura da bandeira Visa.
A credenciadora de cartões Redecard registrou lucro líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre, o que representa aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2010.
Segundo dados publicados nesta quarta-feira (26), de julho a setembro, a empresa capturou R$ 58,5 bilhões em transações de cartões, um aumento de 29% sobre o terceiro trimestre de 2010.
Em julho, a abertura da atividade de credenciamento completou um ano e, em novo ambiente concorrencial, a Redecard evoluiu seu modelo de rede de serviços.
Com isso, teve aumento de custos para serviços em 18,3% entre o terceiro trimestre de 2010 e de 2011, para R$ 252,8 milhões.
A elevação de custos decorre de um maior número de transações, que exige uma quantidade maior de equipamentos instalados, principalmente os sem fio.
Além disso, os custos de serviços foram causados por novas iniciativas, como a evolução de sistemas anti-fraude para captura da bandeira Visa.
CORRETORA RECOMENDA PAPÉIS DA CIELO
jornal DCI 19/10/2011
A Planner Corretora reiniciou a cobertura das ações da credenciadora de meios de pagamento Cielo (CIEL3). Segundo a corretora, a recomendação é de compra e com um preço-alvo de R$ 52,70, o que confere um potencial de valorização de 18,4%.
O analista de investimentos Francisco Ferrazzi Kops vê a empresa como a mais bem posicionada do setor para o ambiente mais competitivo após a queda da exclusividade entre as bandeiras e as credenciadores de cartões, que ocorreu em julho do ano passado.
"Enxergamos que a liderança da Cielo no setor aliada às recentes aquisições em novos negócios a deixam em uma posição favorável em relação aos concorrentes para atuar nesse novo mercado", explica Kops, em relatório.
O analista ressalta que o setor irá agora rumar para um novo momento e a tese de investimento possui alguns riscos, como o aumento da competição no setor com a entrada de mais competidores como a Elavon, Global Payment e GetNet, do Santander. Ainda assim, ele ressalta que a Cielo oferece pontos mais fortes do que a Redecard (RDCD3), "não justificando em nossa opinião os múltiplos semelhantes negociados pelo mercado. Enxergamos um potencial de valorização que não vemos na concorrente".
A ações da Cielo são negociadas a 13,6 vezes o preço sobre o lucro estimado para 2011 e as da Redecard a 14,7 vezes.
A Planner Corretora reiniciou a cobertura das ações da credenciadora de meios de pagamento Cielo (CIEL3). Segundo a corretora, a recomendação é de compra e com um preço-alvo de R$ 52,70, o que confere um potencial de valorização de 18,4%.
O analista de investimentos Francisco Ferrazzi Kops vê a empresa como a mais bem posicionada do setor para o ambiente mais competitivo após a queda da exclusividade entre as bandeiras e as credenciadores de cartões, que ocorreu em julho do ano passado.
"Enxergamos que a liderança da Cielo no setor aliada às recentes aquisições em novos negócios a deixam em uma posição favorável em relação aos concorrentes para atuar nesse novo mercado", explica Kops, em relatório.
O analista ressalta que o setor irá agora rumar para um novo momento e a tese de investimento possui alguns riscos, como o aumento da competição no setor com a entrada de mais competidores como a Elavon, Global Payment e GetNet, do Santander. Ainda assim, ele ressalta que a Cielo oferece pontos mais fortes do que a Redecard (RDCD3), "não justificando em nossa opinião os múltiplos semelhantes negociados pelo mercado. Enxergamos um potencial de valorização que não vemos na concorrente".
A ações da Cielo são negociadas a 13,6 vezes o preço sobre o lucro estimado para 2011 e as da Redecard a 14,7 vezes.
9 de out. de 2011
PEQUENOS NEGÓCIOS AINDA RESISTEM AO CARTÃO ELETRÔNICO
portal DCI 16/09/2011 - Agência Sebrae
Apesar do crescimento do mercado de cartões nos últimos anos – o volume aumentou 476% entre 2000 e 2011 - os meios eletrônicos de pagamento ainda estão fora dos negócios de boa parte das micro e pequenas empresas (MPE) brasileiras. A estimativa do Sebrae é que 3 milhões de micro e pequenos negócios não aceitam nenhum tipo de cartão atualmente. Eles representam mais da metade das cerca de 5,3 milhões de empresas enquadradas no Simples Nacional. Para tentar mudar esse cenário, o Sebrae vai investir na capacitação e em parcerias com instituições.
Com o intuito de esclarecer os empreendedores sobre os benefícios que podem ter por aceitar pagamentos com cartões, o Sebrae firmou uma parceria com o Instituto Redecard, da empresa credenciadora Redecard. O acordo prevê a participação do Sebrae em dois projetos do instituto: o Programa Empreendimento Sustentável do Instituto Redecard e o Palco Itinerante Redecard.
Com início nos próximos dias, o primeiro é um evento com o objetivo de apoiar empreendedores para transformarem seus negócios em empresas sustentáveis. Empresários que são casos de sucesso dentro dos programas do Sebrae vão contar suas histórias de empreendedorismo durante as palestras. A iniciativa passará por diversas cidades brasileiras. O calendário ainda está sendo definido pelo Instituto Redecard.
Já o Palco Itinerante Redecard é um evento cultural com o intuito de aproximar a Redecard dos varejistas brasileiros. Inicialmente, 16 cidades foram selecionadas para participar até o fim de janeiro de 2012. A primeira será Recife (PE), entre os dias 23 e 25 de setembro. A segunda edição será entre os dias 30/09 e 02/10 em João Pessoa (PB). Em todos os municípios o Sebrae vai participar com a promoção de uma das oficinas para Empreendedor Individual (SEI),
O Sebrae está finalizando também a formatação de uma palestra que será realizada em todo o país a partir de janeiro de 2012. A palestra vai ajudar empresários a avaliar os impactos da utilização de meios eletrônicos de pagamento em seus negócios. Hoje há iniciativas pontuais em alguns estados - no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul são realizados seminários de crédito em parceria com as credenciadoras. A meta da instituição é divulgar que o custo de manutenção de uma máquina de cartão de crédito para o empresário reduziu e que a aceitação do uso de cartões entre seus clientes ajuda a elevar as vendas.
“É importante mostrar que é uma operação garantida, sem risco para os pequenos negócios. Está mais fácil usar o cartão eletrônico, já é possível a utilização de apenas uma máquina no estabelecimento. A micro e a pequena empresas podem inovar na relação com seus clientes, oferecendo essa opção de pagamento. A inclusão dessas empresas nesse segmento é um conforto que agrega valor ao negócio, pois garante a venda e satisfaz os clientes, principalmente das classes C,D e E que chegam ao mercado consumidor”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
Apesar do crescimento do mercado de cartões nos últimos anos – o volume aumentou 476% entre 2000 e 2011 - os meios eletrônicos de pagamento ainda estão fora dos negócios de boa parte das micro e pequenas empresas (MPE) brasileiras. A estimativa do Sebrae é que 3 milhões de micro e pequenos negócios não aceitam nenhum tipo de cartão atualmente. Eles representam mais da metade das cerca de 5,3 milhões de empresas enquadradas no Simples Nacional. Para tentar mudar esse cenário, o Sebrae vai investir na capacitação e em parcerias com instituições.
Com o intuito de esclarecer os empreendedores sobre os benefícios que podem ter por aceitar pagamentos com cartões, o Sebrae firmou uma parceria com o Instituto Redecard, da empresa credenciadora Redecard. O acordo prevê a participação do Sebrae em dois projetos do instituto: o Programa Empreendimento Sustentável do Instituto Redecard e o Palco Itinerante Redecard.
Com início nos próximos dias, o primeiro é um evento com o objetivo de apoiar empreendedores para transformarem seus negócios em empresas sustentáveis. Empresários que são casos de sucesso dentro dos programas do Sebrae vão contar suas histórias de empreendedorismo durante as palestras. A iniciativa passará por diversas cidades brasileiras. O calendário ainda está sendo definido pelo Instituto Redecard.
Já o Palco Itinerante Redecard é um evento cultural com o intuito de aproximar a Redecard dos varejistas brasileiros. Inicialmente, 16 cidades foram selecionadas para participar até o fim de janeiro de 2012. A primeira será Recife (PE), entre os dias 23 e 25 de setembro. A segunda edição será entre os dias 30/09 e 02/10 em João Pessoa (PB). Em todos os municípios o Sebrae vai participar com a promoção de uma das oficinas para Empreendedor Individual (SEI),
O Sebrae está finalizando também a formatação de uma palestra que será realizada em todo o país a partir de janeiro de 2012. A palestra vai ajudar empresários a avaliar os impactos da utilização de meios eletrônicos de pagamento em seus negócios. Hoje há iniciativas pontuais em alguns estados - no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul são realizados seminários de crédito em parceria com as credenciadoras. A meta da instituição é divulgar que o custo de manutenção de uma máquina de cartão de crédito para o empresário reduziu e que a aceitação do uso de cartões entre seus clientes ajuda a elevar as vendas.
“É importante mostrar que é uma operação garantida, sem risco para os pequenos negócios. Está mais fácil usar o cartão eletrônico, já é possível a utilização de apenas uma máquina no estabelecimento. A micro e a pequena empresas podem inovar na relação com seus clientes, oferecendo essa opção de pagamento. A inclusão dessas empresas nesse segmento é um conforto que agrega valor ao negócio, pois garante a venda e satisfaz os clientes, principalmente das classes C,D e E que chegam ao mercado consumidor”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
18 de set. de 2011
EVANGÉLICOS LANÇAM CARTÃO DE CRÉDITO
portal Band 12/09/2011
Em dez dias de lançamento, o Cartão Cristão, produto criado pelo missionário Edson Luiz Scruff, da Assembleia de Deus, conseguiu 250 adesões. Depois de realizar o lançamento em São José dos Pinhais, o pastor roda o Paraná em busca de novos parceiros – para lançar o cartão em outras cidades.
“Estamos fazendo as coisas devagar, queremos chegar a 1 milhão de cartões”, diz Edson. Parte dos lucros vai para as igrejas. Segundo o missionário, são revertidos na totalidade para ações sociais.
“Vamos fazer a recuperação de viciados em crack, já que os nossos governantes não olham para esse assunto”, diz.
Por enquanto, o cartão é da Assembleia de Deus, mas outras igrejas evangélicas poderão entrar na ação – entre elas a Quadrangular.
“Apresentamos o projeto em Arapongas e semana que vem estaremos em Foz do Iguaçu. É um cartão aberto para todos os cristãos”, diz.
O cartão funciona como um “private label”, a exemplo dos cartões utilizados em lojas. Ele é aceito em todo o sistema da Redecard (bandeira Master Card), além das lojas associadas à Coopercred, empresa administradora, sediada em Maringá.
“Somente em Curitiba, nosso cartão é aceito em 300 a 400 lojas, entre elas toda a rede de hipermercados Condor, supermercado Big, Mercadorama e farmácias Hiperfarma”, conta o consultor da Coopercred, Sérgio Oliveira.
Em dez dias de lançamento, o Cartão Cristão, produto criado pelo missionário Edson Luiz Scruff, da Assembleia de Deus, conseguiu 250 adesões. Depois de realizar o lançamento em São José dos Pinhais, o pastor roda o Paraná em busca de novos parceiros – para lançar o cartão em outras cidades.
“Estamos fazendo as coisas devagar, queremos chegar a 1 milhão de cartões”, diz Edson. Parte dos lucros vai para as igrejas. Segundo o missionário, são revertidos na totalidade para ações sociais.
“Vamos fazer a recuperação de viciados em crack, já que os nossos governantes não olham para esse assunto”, diz.
Por enquanto, o cartão é da Assembleia de Deus, mas outras igrejas evangélicas poderão entrar na ação – entre elas a Quadrangular.
“Apresentamos o projeto em Arapongas e semana que vem estaremos em Foz do Iguaçu. É um cartão aberto para todos os cristãos”, diz.
O cartão funciona como um “private label”, a exemplo dos cartões utilizados em lojas. Ele é aceito em todo o sistema da Redecard (bandeira Master Card), além das lojas associadas à Coopercred, empresa administradora, sediada em Maringá.
“Somente em Curitiba, nosso cartão é aceito em 300 a 400 lojas, entre elas toda a rede de hipermercados Condor, supermercado Big, Mercadorama e farmácias Hiperfarma”, conta o consultor da Coopercred, Sérgio Oliveira.
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11 de set. de 2011
MARGEM SOBE PARA PRESERVAR RECEITA
jornal Valor Econômico 06/09/2011 - Aline Lima
Pode parecer um contrassenso. Mas, para preservar suas receitas com a antecipação de recebíveis a lojistas em meio a um cenário de maior concorrência com os bancos, Cielo e Redecard estão aumentando a margem financeira dessas operações. "Nosso objetivo é crescer receita", afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo.
Mesmo com o recuo do volume de pré-pagamento em relação ao total de transações com cartões de crédito capturado no segundo trimestre ante o primeiro (de 0,1 ponto percentual), a receita subiu de R$ 117 milhões para R$ 136 milhões, nesse período, alta de 13,9%.
Os analistas Henrique Caldeira e Roberto Attuch, do Barclays, ponderam, em relatório, que, apesar do crescimento expressivo da receita com pré-pagamento, as despesas financeiras da Cielo (de R$ 25,4 milhões no segundo trimestre) reduzem esses ganhos. O presidente da Cielo diz que o custo de captação da empresa não aumentou. "No fim de março utilizamos o caixa para pagamento de dividendos da ordem de R$ 840 milhões", justifica Dias.
Na Redecard, o resultado de pré-pagamento, líquido de despesas financeiras, foi de R$ 162,5 milhões no segundo trimestre, 11,9% superior ao resultado do primeiro trimestre.
"O que está por trás desses resultados é a expansão de spread nas operações de pré-pagamento", explica Paulo Ribeiro, analista do HSBC. Pelos seus cálculos, o spread médio na Cielo passou de 1,71% no primeiro trimestre para 2,05% no segundo trimestre. Na Redecard, o spread médio passou de 0,9% no primeiro trimestre para 1,34% no segundo trimestre.
A margem de desconto mais baixa praticada pela Redecard, segundo Ribeiro, se deve provavelmente ao mix de empresas com as quais a credenciadora atua, boa parte delas de grande porte - alvo preferencial dos bancos para a oferta de empréstimos lastreados em descontos de recebíveis. A Cielo, por sua vez, conta com mais capilaridade entre pequenos e médios comerciantes. "Antecipações de valores inferiores a R$ 2 mil representam 85% do volume da Cielo", diz Ribeiro. "Esse é um cliente que, para o banco, interessa menos dar empréstimo", observa ele. Já para a credenciadora, trata-se de uma operação simples, rápida e praticamente sem risco.
Pode parecer um contrassenso. Mas, para preservar suas receitas com a antecipação de recebíveis a lojistas em meio a um cenário de maior concorrência com os bancos, Cielo e Redecard estão aumentando a margem financeira dessas operações. "Nosso objetivo é crescer receita", afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo.
Mesmo com o recuo do volume de pré-pagamento em relação ao total de transações com cartões de crédito capturado no segundo trimestre ante o primeiro (de 0,1 ponto percentual), a receita subiu de R$ 117 milhões para R$ 136 milhões, nesse período, alta de 13,9%.
Os analistas Henrique Caldeira e Roberto Attuch, do Barclays, ponderam, em relatório, que, apesar do crescimento expressivo da receita com pré-pagamento, as despesas financeiras da Cielo (de R$ 25,4 milhões no segundo trimestre) reduzem esses ganhos. O presidente da Cielo diz que o custo de captação da empresa não aumentou. "No fim de março utilizamos o caixa para pagamento de dividendos da ordem de R$ 840 milhões", justifica Dias.
Na Redecard, o resultado de pré-pagamento, líquido de despesas financeiras, foi de R$ 162,5 milhões no segundo trimestre, 11,9% superior ao resultado do primeiro trimestre.
"O que está por trás desses resultados é a expansão de spread nas operações de pré-pagamento", explica Paulo Ribeiro, analista do HSBC. Pelos seus cálculos, o spread médio na Cielo passou de 1,71% no primeiro trimestre para 2,05% no segundo trimestre. Na Redecard, o spread médio passou de 0,9% no primeiro trimestre para 1,34% no segundo trimestre.
A margem de desconto mais baixa praticada pela Redecard, segundo Ribeiro, se deve provavelmente ao mix de empresas com as quais a credenciadora atua, boa parte delas de grande porte - alvo preferencial dos bancos para a oferta de empréstimos lastreados em descontos de recebíveis. A Cielo, por sua vez, conta com mais capilaridade entre pequenos e médios comerciantes. "Antecipações de valores inferiores a R$ 2 mil representam 85% do volume da Cielo", diz Ribeiro. "Esse é um cliente que, para o banco, interessa menos dar empréstimo", observa ele. Já para a credenciadora, trata-se de uma operação simples, rápida e praticamente sem risco.
BANCOS ACIRRAM DISPUTA POR RECEBÍVEIS
jornal Valor Econômico 06/09/2011 - Aline Lima
Passado pouco mais de um ano da abertura do mercado de cartões, o clima de disputa que se criou ganha novos contornos. A nova frente de competição aberta é a de antecipação de recebíveis de cartão, uma linha de crédito para estabelecimentos comerciais. Agora, porém, as duas maiores processadoras de transações e credenciadoras de lojistas, Cielo e Redecard, enfrentam uma situação que não deixa de ser curiosa, com a entrada de bancos em campo.
A Cielo precisa defender seu mercado até mesmo de seus próprios acionistas, Bradesco e Banco do Brasil (BB), além dos demais bancos de varejo. O mesmo raciocínio vale para a Redecard, que pertence ao Itaú Unibanco.
Como sugere o nome da operação, na antecipação de recebíveis a credenciadora adianta ao comerciante o volume das vendas feitas num determinado período, cujos pagamentos tenham sidos efetuados com cartões de crédito - quando feita por uma credenciadora, a operação, tecnicamente, não é considerada crédito, por não se tratar de um banco.
Já os bancos podem não só antecipar o valor transacionado em um determinado estabelecimento comercial como oferecer um volume bem maior de dinheiro por meio de um empréstimo. A operação, conhecida como "fumaça" no jargão de mercado, é feita com base num histórico de meses de receitas auferidas com cartões.
Ao longo do primeiro semestre, os bancos mostraram apetite mais apurado para dar crédito a lojistas, "roubando" parte da receita das credenciadoras com a operação de antecipação de recebíveis. O avanço das instituições financeiras pode ser medido pelo recuo das credenciadoras nessa atividade.
Na Cielo, o volume financeiro de transações antecipadas foi de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, equivalente a 7,2% do volume de transações processadas com cartões de crédito pela empresa. Houve ligeiro recuo em relação à fatia de 7,3% no primeiro trimestre. Na Redecard, o volume pré-pago atingiu R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre, respondendo por 16,6% sobre o volume financeiro de crédito, ante 20,9% no primeiro trimestre.
"Com certeza os bancos estão mais competitivos", avalia Paulo Ribeiro, analista de ações do HSBC. Ele acredita que descontos de recebíveis em patamares superiores a 20% das transações de crédito capturadas pelas adquirentes, como se via na Redecard, não vão mais ocorrer. "A tendência é que as credenciadoras percam essa participação e os bancos ganhem presença nesse negócio."
A Cielo, na verdade, passou a atuar no mercado de antecipação de recebíveis pouco antes de sua oferta de ações em bolsa, em junho de 2009. Eram seus bancos controladores, especialmente o Bradesco, que se encarregavam dessa atividade. Nada mais natural, portanto, que a Cielo ganhasse participação no mercado de antecipação de recebíveis, principalmente após a abertura do mercado de cartões - o que, de fato, vem ocorrendo, porém não no ritmo esperado.
"O volume potencial de antecipação de recebíveis na Cielo do qual todos falam, entre 12% e 13% do montante de crédito transacionado, deve ser alcançado em dois ou três anos", observa Ribeiro, do HSBC. A Redecard, que sempre fez pré-pagamento, vem perdendo participação mesmo podendo descontar, há um ano, os recebíveis de cartões da Visa. Para Ribeiro, a parcela de antecipação de recebíveis ante o volume de crédito processado pela Redecard deve se estabilizar entre 16% e 17%.
Mas, se por um lado as credenciadoras vêm sentindo mais forte a concorrência na atividade de antecipação de recebíveis, por outro, conseguem compensar em parte essa perda de mercado impulsionando o serviço chamado de "trava" oferecido aos bancos. A trava permite direcionar todo o fluxo futuro de dinheiro a ser movimentado por meio de cartões de crédito e débito em um determinado comércio para o banco com o qual aquele estabelecimento tomou um empréstimo, minimizando o risco da operação.
A Cielo teria, inclusive, aumentado o custo do serviço de trava oferecido aos bancos, incluindo seus controladores. Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo, limitou-se apenas a dizer que os custos de trava tendem a crescer mais do que antes e que as comissões variam "caso a caso". Em teleconferência com analistas por ocasião da divulgação de resultado do segundo trimestre, Dias afirmou que a empresa havia chegado a um acordo pelo preço da trava após negociações que ocorreram no âmbito da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), ligada à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). "Esse acordo foi importante para a indústria como um todo, na medida em que torna mais claro quais são os objetivos e, por que não dizer, os próprios custos do negócio dos serviços de trava que prestamos para os bancos."
Passado pouco mais de um ano da abertura do mercado de cartões, o clima de disputa que se criou ganha novos contornos. A nova frente de competição aberta é a de antecipação de recebíveis de cartão, uma linha de crédito para estabelecimentos comerciais. Agora, porém, as duas maiores processadoras de transações e credenciadoras de lojistas, Cielo e Redecard, enfrentam uma situação que não deixa de ser curiosa, com a entrada de bancos em campo.
A Cielo precisa defender seu mercado até mesmo de seus próprios acionistas, Bradesco e Banco do Brasil (BB), além dos demais bancos de varejo. O mesmo raciocínio vale para a Redecard, que pertence ao Itaú Unibanco.
Como sugere o nome da operação, na antecipação de recebíveis a credenciadora adianta ao comerciante o volume das vendas feitas num determinado período, cujos pagamentos tenham sidos efetuados com cartões de crédito - quando feita por uma credenciadora, a operação, tecnicamente, não é considerada crédito, por não se tratar de um banco.
Já os bancos podem não só antecipar o valor transacionado em um determinado estabelecimento comercial como oferecer um volume bem maior de dinheiro por meio de um empréstimo. A operação, conhecida como "fumaça" no jargão de mercado, é feita com base num histórico de meses de receitas auferidas com cartões.
Ao longo do primeiro semestre, os bancos mostraram apetite mais apurado para dar crédito a lojistas, "roubando" parte da receita das credenciadoras com a operação de antecipação de recebíveis. O avanço das instituições financeiras pode ser medido pelo recuo das credenciadoras nessa atividade.
Na Cielo, o volume financeiro de transações antecipadas foi de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, equivalente a 7,2% do volume de transações processadas com cartões de crédito pela empresa. Houve ligeiro recuo em relação à fatia de 7,3% no primeiro trimestre. Na Redecard, o volume pré-pago atingiu R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre, respondendo por 16,6% sobre o volume financeiro de crédito, ante 20,9% no primeiro trimestre.
"Com certeza os bancos estão mais competitivos", avalia Paulo Ribeiro, analista de ações do HSBC. Ele acredita que descontos de recebíveis em patamares superiores a 20% das transações de crédito capturadas pelas adquirentes, como se via na Redecard, não vão mais ocorrer. "A tendência é que as credenciadoras percam essa participação e os bancos ganhem presença nesse negócio."
A Cielo, na verdade, passou a atuar no mercado de antecipação de recebíveis pouco antes de sua oferta de ações em bolsa, em junho de 2009. Eram seus bancos controladores, especialmente o Bradesco, que se encarregavam dessa atividade. Nada mais natural, portanto, que a Cielo ganhasse participação no mercado de antecipação de recebíveis, principalmente após a abertura do mercado de cartões - o que, de fato, vem ocorrendo, porém não no ritmo esperado.
"O volume potencial de antecipação de recebíveis na Cielo do qual todos falam, entre 12% e 13% do montante de crédito transacionado, deve ser alcançado em dois ou três anos", observa Ribeiro, do HSBC. A Redecard, que sempre fez pré-pagamento, vem perdendo participação mesmo podendo descontar, há um ano, os recebíveis de cartões da Visa. Para Ribeiro, a parcela de antecipação de recebíveis ante o volume de crédito processado pela Redecard deve se estabilizar entre 16% e 17%.
Mas, se por um lado as credenciadoras vêm sentindo mais forte a concorrência na atividade de antecipação de recebíveis, por outro, conseguem compensar em parte essa perda de mercado impulsionando o serviço chamado de "trava" oferecido aos bancos. A trava permite direcionar todo o fluxo futuro de dinheiro a ser movimentado por meio de cartões de crédito e débito em um determinado comércio para o banco com o qual aquele estabelecimento tomou um empréstimo, minimizando o risco da operação.
A Cielo teria, inclusive, aumentado o custo do serviço de trava oferecido aos bancos, incluindo seus controladores. Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo, limitou-se apenas a dizer que os custos de trava tendem a crescer mais do que antes e que as comissões variam "caso a caso". Em teleconferência com analistas por ocasião da divulgação de resultado do segundo trimestre, Dias afirmou que a empresa havia chegado a um acordo pelo preço da trava após negociações que ocorreram no âmbito da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), ligada à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). "Esse acordo foi importante para a indústria como um todo, na medida em que torna mais claro quais são os objetivos e, por que não dizer, os próprios custos do negócio dos serviços de trava que prestamos para os bancos."
4 de set. de 2011
COMÉRCIO PEDE MUDANÇA NAS TAXAS DE CARTÕES DE DÉBITO
portal R7 31/08/2011 - Agência Estado
O varejo e os supermercados pediram, nesta quarta-feira (31), mudanças nas atuais taxas cobradas nos cartões de débito. Os dois segmentos querem que seja cobrada uma tarifa por transação paga no plástico de débito, e não um porcentual sobre o valor da operação, como é feito hoje.
O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro, afirmou que o custo da transação eletrônica é o mesmo, independente do valor do pagamento.
- É como se os bancos fossem cobrar o processamento de um cheque pelo valor que está escrito na folha.
A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) também está na campanha para o fim das taxas no débito.
Sussumu Honda, presidente da entidade, diz que se as próprias empresas de cartões não se mexerem para baixar as taxas, o setor de consumo vai pressionar o governo para que haja mudanças, assim como ocorreu com a abertura do mercado de credenciamento de lojistas.
Após pressão do setor de varejo e do Banco Central, este mercado se abriu a novos competidores em julho de 2010. O argumento dos varejistas é que nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, é cobrada uma taxa por cada operação de débito.
Pellizzaro destaca que muitos pequenos varejistas preferem não aceitar alguns pagamentos neste tipo de cartão, como as vendas de crédito de celular pré-pago, pois a incidência da taxa praticamente tira o ganho que o comerciante teria na venda do produto.
Segundo Honda, as taxas médias cobradas no cartão de débito estão na casa dos 2% por transação.
- Quem paga a conta não pode ser só o comerciante.
Setor de cartões
Pelo lado do setor de cartões, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, diz que se o cartão de débito não trouxesse valor ao comerciante, ele não seria utilizado.
- Esse tipo de cartão foi criado para substituir o cheque e o dinheiro e ele vem sendo eficiente nessa tarefa.
Mello Dias destacou que o plástico de débito traz mais segurança ao lojista, pois a transação é um débito automático em conta corrente, ou seja, se evita o problema do cheque sem fundo. O cartão também evita o problema de roubo de dinheiro em espécie, já que a transação é eletrônica.
- Para nós, o débito está adequado em função dos benefícios que ele traz
O presidente da entidade também disse que a indústria de cartões não prevê mudanças nos cartões de débito.
Dados recentes do setor mostram que os cartões de débito estão registrando crescimento acima da média nos últimos meses. Estes plásticos movimentaram R$ 46 bilhões no segundo trimestre, expansão de 28% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
O País tem 258 milhões de plásticos de débito. No mesmo período, o setor de cartões ao todo (incluindo crédito, débito e plásticos de loja e redes) cresceu 26%.
Pellizzaro diz que os varejistas têm o apoio do Banco Central na luta para reduzir as taxas e aumentar a competição no setor de cartões.
A CNDL promete mobilizar deputados em Brasília para que as discussões avancem no Congresso. O executivo destaca que foi assim que o segmento conseguiu benefícios com a abertura do credenciamento.
- As taxas caíram e os serviços das credenciadoras melhoraram, mas ainda há avanços que podem ser feitos.
A CNDL estima que somente 35% dos varejistas de menor porte conseguiram renegociar os contratos com as credenciadoras (Cielo e Redecard) e baixar as taxas cobradas nas transações e o valor do aluguel mensal dos terminais que fazem a captura das transações.
Pellizzaro destacou ainda que há espaço para as taxas baixarem mais e ressaltou que cerca de 70% dos varejistas ainda não renegociaram taxas e continuam operando com as duas credenciadoras.
Para ele, isso muitas vezes ocorre por desconhecimento do próprio comerciante, que não sabe que pode trabalhar com uma única credenciadora, que lê os principais cartões do mercado.
O varejo e os supermercados pediram, nesta quarta-feira (31), mudanças nas atuais taxas cobradas nos cartões de débito. Os dois segmentos querem que seja cobrada uma tarifa por transação paga no plástico de débito, e não um porcentual sobre o valor da operação, como é feito hoje.
O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro, afirmou que o custo da transação eletrônica é o mesmo, independente do valor do pagamento.
- É como se os bancos fossem cobrar o processamento de um cheque pelo valor que está escrito na folha.
A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) também está na campanha para o fim das taxas no débito.
Sussumu Honda, presidente da entidade, diz que se as próprias empresas de cartões não se mexerem para baixar as taxas, o setor de consumo vai pressionar o governo para que haja mudanças, assim como ocorreu com a abertura do mercado de credenciamento de lojistas.
Após pressão do setor de varejo e do Banco Central, este mercado se abriu a novos competidores em julho de 2010. O argumento dos varejistas é que nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, é cobrada uma taxa por cada operação de débito.
Pellizzaro destaca que muitos pequenos varejistas preferem não aceitar alguns pagamentos neste tipo de cartão, como as vendas de crédito de celular pré-pago, pois a incidência da taxa praticamente tira o ganho que o comerciante teria na venda do produto.
Segundo Honda, as taxas médias cobradas no cartão de débito estão na casa dos 2% por transação.
- Quem paga a conta não pode ser só o comerciante.
Setor de cartões
Pelo lado do setor de cartões, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, diz que se o cartão de débito não trouxesse valor ao comerciante, ele não seria utilizado.
- Esse tipo de cartão foi criado para substituir o cheque e o dinheiro e ele vem sendo eficiente nessa tarefa.
Mello Dias destacou que o plástico de débito traz mais segurança ao lojista, pois a transação é um débito automático em conta corrente, ou seja, se evita o problema do cheque sem fundo. O cartão também evita o problema de roubo de dinheiro em espécie, já que a transação é eletrônica.
- Para nós, o débito está adequado em função dos benefícios que ele traz
O presidente da entidade também disse que a indústria de cartões não prevê mudanças nos cartões de débito.
Dados recentes do setor mostram que os cartões de débito estão registrando crescimento acima da média nos últimos meses. Estes plásticos movimentaram R$ 46 bilhões no segundo trimestre, expansão de 28% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
O País tem 258 milhões de plásticos de débito. No mesmo período, o setor de cartões ao todo (incluindo crédito, débito e plásticos de loja e redes) cresceu 26%.
Pellizzaro diz que os varejistas têm o apoio do Banco Central na luta para reduzir as taxas e aumentar a competição no setor de cartões.
A CNDL promete mobilizar deputados em Brasília para que as discussões avancem no Congresso. O executivo destaca que foi assim que o segmento conseguiu benefícios com a abertura do credenciamento.
- As taxas caíram e os serviços das credenciadoras melhoraram, mas ainda há avanços que podem ser feitos.
A CNDL estima que somente 35% dos varejistas de menor porte conseguiram renegociar os contratos com as credenciadoras (Cielo e Redecard) e baixar as taxas cobradas nas transações e o valor do aluguel mensal dos terminais que fazem a captura das transações.
Pellizzaro destacou ainda que há espaço para as taxas baixarem mais e ressaltou que cerca de 70% dos varejistas ainda não renegociaram taxas e continuam operando com as duas credenciadoras.
Para ele, isso muitas vezes ocorre por desconhecimento do próprio comerciante, que não sabe que pode trabalhar com uma única credenciadora, que lê os principais cartões do mercado.
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CNDL,
Redecard
3 de ago. de 2011
CIELO FECHA COM CREDICARD E PASSA A ACEITAR DINERS
jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Aline Lima
A Cielo fechou parceria com a Credicard e já está aceitando em suas máquinas transações com o cartão Diners Club International, bandeira da americana Discover e que o Citi tem licença para operar no Brasil. O acordo também contempla a captura de operações com os cartões da própria Discover, com cerca de 50 milhões de clientes no mundo, prevista para ser incorporada na rede da Cielo na segunda quinzena do mês.
Com esse movimento, a Cielo praticamente fecha o rol de aceitação das bandeiras mais importantes para o mercado brasileiro, passando a ser a única credenciadora a capturar, além de Visa e Mastercard, American Express (Amex), Elo e, agora, Diners. Antes, os cartões emitidos pela Credicard, subsidiária do Citi, só passavam pela Redecard, parceira de longa data na qual deteve participação acionária até março de 2009.
Diante desse quadro, a pergunta inevitável: se o cartão Diners passa a ser aceito nas máquinas da Cielo, quando o Amex poderá ser capturado pela Redecard? A depender da disposição dos agentes de mercado, o fim da exclusividade entre bandeira e credenciadora está longe de ter um fim.
"Hipercard movimenta um volume financeiro maior que Amex, já tivemos conversas no passado mas eles preferiram esperar", rebate Rômulo Dias, presidente da Cielo. O cartão Hipercard é emitido pelo Itaú Unibanco, dono da Redecard, maior concorrente da Cielo.
Um ano após extinta a exclusividade da Cielo com a Visa e da Redecard com a MasterCard, o que se vê no mercado é uma abertura parcial. Por isso, a adesão da Credicard à rede da Cielo pode ser vista como mais uma quebra de barreira - até porque a Credicard formou recentemente uma "joint-venture" com a americana Elavon para atuar como credenciadora, concorrendo com Cielo e Redecard.
"Como representante do Diners no Brasil, não deveríamos diminuir a competitividade do produto", observa Leonel Andrade, presidente da Credicard. Pelo raciocínio do executivo, a Credicard não só estaria garantindo aos clientes uma maior rede de aceitação como também dando a eles vantagem extra em relação ao cartão Amex, cuja transação só pode ser efetuada na máquina da Cielo. "No fundo, acho que 100% dos produtos deveriam ser abertos a 100% das redes. Nessa disputa de acionistas, quem perde é consumidor."
Uma fonte conta que o governo já estaria atento à questão da abertura parcial do mercado de cartões e que foram, inclusive, emitidos ofícios para as empresas do setor, cerca de 15 dias atrás, com pedidos de explicação sobre as restrições para a captura de algumas bandeiras, incluindo aí os cartões-benefícios. Visa Vale, por exemplo, só passa pela rede da Cielo.
Um argumento comumente ventilado por executivos do setor de cartões é que a abertura para bandeiras pequenas, com participação de mercado inferior a dois dígitos, não faria sentido dada a pouca relevância econômica - alegação contraditória, já queque vai de encontro à própria parceria firmada entre Credicard e Cielo. O Diners conta com uma base de 500 mil cartões e participação de mercado inferior a 5%.
Uma abertura total do mercado seria inviável, porém, em menos de seis meses, tempo mínimo para que as empresas consigam adaptar seus sistemas para aceitar mais bandeiras.
A Cielo fechou parceria com a Credicard e já está aceitando em suas máquinas transações com o cartão Diners Club International, bandeira da americana Discover e que o Citi tem licença para operar no Brasil. O acordo também contempla a captura de operações com os cartões da própria Discover, com cerca de 50 milhões de clientes no mundo, prevista para ser incorporada na rede da Cielo na segunda quinzena do mês.
Com esse movimento, a Cielo praticamente fecha o rol de aceitação das bandeiras mais importantes para o mercado brasileiro, passando a ser a única credenciadora a capturar, além de Visa e Mastercard, American Express (Amex), Elo e, agora, Diners. Antes, os cartões emitidos pela Credicard, subsidiária do Citi, só passavam pela Redecard, parceira de longa data na qual deteve participação acionária até março de 2009.
Diante desse quadro, a pergunta inevitável: se o cartão Diners passa a ser aceito nas máquinas da Cielo, quando o Amex poderá ser capturado pela Redecard? A depender da disposição dos agentes de mercado, o fim da exclusividade entre bandeira e credenciadora está longe de ter um fim.
"Hipercard movimenta um volume financeiro maior que Amex, já tivemos conversas no passado mas eles preferiram esperar", rebate Rômulo Dias, presidente da Cielo. O cartão Hipercard é emitido pelo Itaú Unibanco, dono da Redecard, maior concorrente da Cielo.
Um ano após extinta a exclusividade da Cielo com a Visa e da Redecard com a MasterCard, o que se vê no mercado é uma abertura parcial. Por isso, a adesão da Credicard à rede da Cielo pode ser vista como mais uma quebra de barreira - até porque a Credicard formou recentemente uma "joint-venture" com a americana Elavon para atuar como credenciadora, concorrendo com Cielo e Redecard.
"Como representante do Diners no Brasil, não deveríamos diminuir a competitividade do produto", observa Leonel Andrade, presidente da Credicard. Pelo raciocínio do executivo, a Credicard não só estaria garantindo aos clientes uma maior rede de aceitação como também dando a eles vantagem extra em relação ao cartão Amex, cuja transação só pode ser efetuada na máquina da Cielo. "No fundo, acho que 100% dos produtos deveriam ser abertos a 100% das redes. Nessa disputa de acionistas, quem perde é consumidor."
Uma fonte conta que o governo já estaria atento à questão da abertura parcial do mercado de cartões e que foram, inclusive, emitidos ofícios para as empresas do setor, cerca de 15 dias atrás, com pedidos de explicação sobre as restrições para a captura de algumas bandeiras, incluindo aí os cartões-benefícios. Visa Vale, por exemplo, só passa pela rede da Cielo.
Um argumento comumente ventilado por executivos do setor de cartões é que a abertura para bandeiras pequenas, com participação de mercado inferior a dois dígitos, não faria sentido dada a pouca relevância econômica - alegação contraditória, já queque vai de encontro à própria parceria firmada entre Credicard e Cielo. O Diners conta com uma base de 500 mil cartões e participação de mercado inferior a 5%.
Uma abertura total do mercado seria inviável, porém, em menos de seis meses, tempo mínimo para que as empresas consigam adaptar seus sistemas para aceitar mais bandeiras.
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31 de jul. de 2011
DISPUTA ENTRE REDECARD E CIELO SE MANTÉM ACIRRADA
jornal Valor Econômico 29/07/2011 - Aline Lima
Um ano após a abertura do mercado de cartões, os balanços do segundo trimestre de Cielo e Redecard apontam para um cenário mais auspicioso do que aquele atravessado nove meses atrás. Mas a competição entre as duas principais empresas do ramo de captura de transações do país deve permanecer acirrada.
A Redecard apresentou melhor desempenho na visão de vários analistas de ações, embora o resultado da Cielo tenha sido avaliado como "encorajador". Em ambos os casos, a forte expansão no faturamento em transações de débito e crédito veio conjugada com maior controle de custos.
Por outro lado, a receita com o aluguel das máquinas que recebem os cartões (POS) mantém tendência de baixa, da mesma forma que a receita com a taxa líquida de desconto cobrada dos estabelecimentos comerciais (o MDR, que exclui a parcela que remunera os bancos emissores dos cartões). Com o fim da exclusividade da Cielo com a bandeira Visa e, por tabela, da Redecard com a MasterCard, os lojistas ganharam chance de escolha e, consequentemente, espaço para barganhar preço.
O lucro líquido da Redecard foi de R$ 322,6 milhões no segundo trimestre, redução de 13,9% na comparação com o segundo trimestre de 2010 e 14,7% superior ao do primeiro trimestre do ano. A Cielo apurou lucro líquido de R$ 423,6 milhões, redução de 7,5% ante o mesmo período de 2010 e de 0,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
A Redecard capturou R$ 55,7 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no segundo trimestre, aumento de 33,2% em relação a igual período de 2010. Seu presidente, Claudio Yamaguti, comemorou aquela que foi a maior expansão no volume de faturamento da história da empresa. "Esse resultado só foi possível com a abertura do mercado", disse na abertura da teleconferência com analistas. A base de Visa em circulação no mercado é historicamente maior e, pelo acordo de exclusividade que perdurou até julho do ano passado, só a Cielo capturava.
Esta última também apresentou forte crescimento no volume de transações com cartões no segundo trimestre, de 21,2%, totalizando R$ 74,6 bilhões. A empresa projeta um incremento entre 19,5% e 21,5% no segundo semestre ante o segundo semestre de 2010, um volume estimado de R$ 168,8 bilhões a R$ 171,7 bilhões.
As analistas do BB Investimentos Letícia Soares Campos e Priscila Tambelli Francisco notam que o resultado da Redecard no faturamento de crédito e de débito foi bem acima das estimativas iniciais da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) para o setor no período - de 25,3% e 24,8%, respectivamente - além de ter sido também superior ao crescimento observado na Cielo, "o que deverá representar ganhos de participação de mercado".
Pelos cálculos de Henrique Caldeira, analista do Barclays, no segmento de cartão de crédito a Cielo teria, ao fim do primeiro semestre, 51,6% de participação de mercado e a Redecard, 40,3%. Em débito, a fatia da Cielo seria de 60,7%, e a da Redecard, de 40,3%.
No que depender das perspectivas para o uso do cartão como meio de pagamento, incluindo aí a crescente "bancarização" da população brasileira, o volume de transações de Cielo e Redecard só tende a subir. Já as receitas atreladas diretamente à atividade das credenciadoras junto aos estabelecimentos comerciais, seus clientes, permanecem pressionadas.
Na Cielo, a receita de aluguel de equipamentos atingiu R$ 265,1 milhões no segundo trimestre, 12,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2010. Mas o ritmo de queda arrefeceu. Em relação ao primeiro trimestre de 2011, o recuo da receita de aluguel de POS foi de 1,2%. A taxa líquida média de desconto no cartão de crédito caiu de 1,45% no segundo trimestre de 2010 para 1,17% no segundo trimestre de 2011, e de 0,79% para 0,74%, no débito. "O crescimento da economia será mais que suficiente para compensar a expectativa de redução da taxa", afirmou Rômulo Dias, presidente da Cielo.
Cobrando menos desde o ano passado, a Redecard viu a taxa líquida média crescer de 1,13% para 1,15% na função crédito e de 0,71% para 0,74% no débito.
Um ano após a abertura do mercado de cartões, os balanços do segundo trimestre de Cielo e Redecard apontam para um cenário mais auspicioso do que aquele atravessado nove meses atrás. Mas a competição entre as duas principais empresas do ramo de captura de transações do país deve permanecer acirrada.
A Redecard apresentou melhor desempenho na visão de vários analistas de ações, embora o resultado da Cielo tenha sido avaliado como "encorajador". Em ambos os casos, a forte expansão no faturamento em transações de débito e crédito veio conjugada com maior controle de custos.
Por outro lado, a receita com o aluguel das máquinas que recebem os cartões (POS) mantém tendência de baixa, da mesma forma que a receita com a taxa líquida de desconto cobrada dos estabelecimentos comerciais (o MDR, que exclui a parcela que remunera os bancos emissores dos cartões). Com o fim da exclusividade da Cielo com a bandeira Visa e, por tabela, da Redecard com a MasterCard, os lojistas ganharam chance de escolha e, consequentemente, espaço para barganhar preço.
O lucro líquido da Redecard foi de R$ 322,6 milhões no segundo trimestre, redução de 13,9% na comparação com o segundo trimestre de 2010 e 14,7% superior ao do primeiro trimestre do ano. A Cielo apurou lucro líquido de R$ 423,6 milhões, redução de 7,5% ante o mesmo período de 2010 e de 0,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
A Redecard capturou R$ 55,7 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no segundo trimestre, aumento de 33,2% em relação a igual período de 2010. Seu presidente, Claudio Yamaguti, comemorou aquela que foi a maior expansão no volume de faturamento da história da empresa. "Esse resultado só foi possível com a abertura do mercado", disse na abertura da teleconferência com analistas. A base de Visa em circulação no mercado é historicamente maior e, pelo acordo de exclusividade que perdurou até julho do ano passado, só a Cielo capturava.
Esta última também apresentou forte crescimento no volume de transações com cartões no segundo trimestre, de 21,2%, totalizando R$ 74,6 bilhões. A empresa projeta um incremento entre 19,5% e 21,5% no segundo semestre ante o segundo semestre de 2010, um volume estimado de R$ 168,8 bilhões a R$ 171,7 bilhões.
As analistas do BB Investimentos Letícia Soares Campos e Priscila Tambelli Francisco notam que o resultado da Redecard no faturamento de crédito e de débito foi bem acima das estimativas iniciais da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) para o setor no período - de 25,3% e 24,8%, respectivamente - além de ter sido também superior ao crescimento observado na Cielo, "o que deverá representar ganhos de participação de mercado".
Pelos cálculos de Henrique Caldeira, analista do Barclays, no segmento de cartão de crédito a Cielo teria, ao fim do primeiro semestre, 51,6% de participação de mercado e a Redecard, 40,3%. Em débito, a fatia da Cielo seria de 60,7%, e a da Redecard, de 40,3%.
No que depender das perspectivas para o uso do cartão como meio de pagamento, incluindo aí a crescente "bancarização" da população brasileira, o volume de transações de Cielo e Redecard só tende a subir. Já as receitas atreladas diretamente à atividade das credenciadoras junto aos estabelecimentos comerciais, seus clientes, permanecem pressionadas.
Na Cielo, a receita de aluguel de equipamentos atingiu R$ 265,1 milhões no segundo trimestre, 12,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2010. Mas o ritmo de queda arrefeceu. Em relação ao primeiro trimestre de 2011, o recuo da receita de aluguel de POS foi de 1,2%. A taxa líquida média de desconto no cartão de crédito caiu de 1,45% no segundo trimestre de 2010 para 1,17% no segundo trimestre de 2011, e de 0,79% para 0,74%, no débito. "O crescimento da economia será mais que suficiente para compensar a expectativa de redução da taxa", afirmou Rômulo Dias, presidente da Cielo.
Cobrando menos desde o ano passado, a Redecard viu a taxa líquida média crescer de 1,13% para 1,15% na função crédito e de 0,71% para 0,74% no débito.
REDECARD REGISTRA ALTA DO LUCRO EM TRÊS MESES E AÇÃO DISPARA
jornal DCI 29/07/2011 - Marcelle Gutierrez
Pela primeira vez após a abertura do mercado, com o fim dos contratos de exclusividade com bandeiras e entrada de novos concorrentes, a credenciadora Redecard registrou crescimento de 14,7% do lucro líquido ante o primeiro trimestre de 2011, para R$ 322,6 milhões. Contudo, na comparação com o segundo trimestre de 2010, período em que ainda havia exclusividade com a MasterCard, a redução foi de 13,9%.
A Cielo também obteve resultados acima das expectativas de analistas para o período, com lucro líquido de R$ 424,9 milhões no segundo trimestre, queda de 0,1% ante igual período anterior.
Ontem, as ações da Redecard registraram a segunda maior alta do Ibovespa, de 5%, com preço de R$ 26,25. Já as da Cielo ON foram a sexta maior alta, de 2,79%, com valor de R$ 42,30.
Para Francisco Kops, analista da Planner Corretora, o mercado mudou as expectativas após os resultados do primeiro trimestre, o que já demonstrava menor impacto do fim da exclusividade, ocorrida em junho de 2010. "Em relação ao segundo trimestre do ano passado, os resultados devem vir piores, porque ainda tinha a exclusividade. Agora (2º semestre de 2011) vêm iguais. É um mercado altamente rentável."
Para o HSBC, os balanços mostrariam que os efeitos da concorrência estão em estabilização. "Não esperamos que o 2º trimestre constitua um catalizador para o desempenho das ações. Notadamente uma desaceleração da queda da taxa de desconto comercial (MDR) líquida de cartões e forte crescimento do volume para as duas credenciadoras, em particular a Redecard".
A UBS Brasil Administradora de Valores, no entanto, recomenda a venda das ações da Redecard e Cielo, com preço-alvo de R$ 23,50 e R$ 34,20, respectivamente. Segundo o relatório, a performance de ambas é afetada pelas mudanças estruturais do mercado e pela preocupação do governo brasileiro em relação à regulação da indústria. O documento é assinado pelos analistas Alcir Freitas e Domingos Falavina. A Redecard registrou alta de 14,7% do lucro líquido ante o mesmo período do ano passado. Já na comparação entre abril e junho de 2010, houve redução de 13,9%, de R$ 374,6 milhões para R$ 322,6 milhões. "Crescemos 33%, o maior índice já registrado após a abertura de mercado e entrada da Visa. Agora somamos 25 bandeiras", comemorou Cláudio Yamaguti, presidente Redecard.
Sobre a queda em relação ao segundo trimestre do último ano, o diretor Executivo de Finanças Marcelo Kopel explicou que houve impacto da queda na taxa líquida e abertura de mercado. "Apesar do crescimento em volume de crédito e débito, não foi suficiente para recompensar a queda da taxa líquida.
É fruto, sim, da abertura do mercado e concorrência. Já na elevação na comparação com o primeiro trimestre de 2011, tivemos benefício de maiores volumes [financeiros] e trabalho nas taxas líquidas."
A receita operacional líquida apresentou expansão de 9,5% sobre o mesmo período, para R$ 888,1 milhões, e de 2,9% sobre o segundo trimestre de 2010. O Ebitda Ajustado chegou a R$ 521,5 milhões, o que representa aumento de 12,2% sobre o período de janeiro a março deste ano, e redução de 10,3% sobre o segundo trimestre de 2010.
O volume financeiro em cartões de crédito foi maior em 30,7% sobre o segundo trimestre de 2010 e de 9,8% ante os três primeiros meses de 2011, para R$ 37,457 milhões, com número de transações de 354,8 milhões. O volume em cartões de débito também apresentou alta sobre o período de abril a junho de 2010, de 38,6%, e de 4% sobre o primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 18,201 milhões. O número de transações neste segmento chegou a 340,8 milhões.
Para ampliar os negócios, a Redecard segue a estratégia de expansão de bandeiras. O presidente da instituição, Cláudio Yamaguti, destacou a primeira transação com a bandeira asiática China Unionpay até 2012, com 2,5 bilhões de cartões no mundo. Segundo Yamaguti, o plano é aproveitar a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. Outro investimento é o aumento da aceitação da Hipercard acima dos 85% atuais até o final deste ano.
Como parte da estratégia, a empresa pretende incentivar o uso de cartões pelos brasileiros, que atualmente é de 25% do consumo, enquanto nos países desenvolvidos chega a 45%, segundo Yamaguti. "Há oportunidades para o crescimento. Prevemos que a cada cinco anos, o mercado vai dobrar e vamos entrar também com transações não financeiras, como o programa Fidelidade Multiplus." O executivo cita como exemplo o programa Quilômetros de Vantagens nos postos Ipiranga.
Pela primeira vez após a abertura do mercado, com o fim dos contratos de exclusividade com bandeiras e entrada de novos concorrentes, a credenciadora Redecard registrou crescimento de 14,7% do lucro líquido ante o primeiro trimestre de 2011, para R$ 322,6 milhões. Contudo, na comparação com o segundo trimestre de 2010, período em que ainda havia exclusividade com a MasterCard, a redução foi de 13,9%.
A Cielo também obteve resultados acima das expectativas de analistas para o período, com lucro líquido de R$ 424,9 milhões no segundo trimestre, queda de 0,1% ante igual período anterior.
Ontem, as ações da Redecard registraram a segunda maior alta do Ibovespa, de 5%, com preço de R$ 26,25. Já as da Cielo ON foram a sexta maior alta, de 2,79%, com valor de R$ 42,30.
Para Francisco Kops, analista da Planner Corretora, o mercado mudou as expectativas após os resultados do primeiro trimestre, o que já demonstrava menor impacto do fim da exclusividade, ocorrida em junho de 2010. "Em relação ao segundo trimestre do ano passado, os resultados devem vir piores, porque ainda tinha a exclusividade. Agora (2º semestre de 2011) vêm iguais. É um mercado altamente rentável."
Para o HSBC, os balanços mostrariam que os efeitos da concorrência estão em estabilização. "Não esperamos que o 2º trimestre constitua um catalizador para o desempenho das ações. Notadamente uma desaceleração da queda da taxa de desconto comercial (MDR) líquida de cartões e forte crescimento do volume para as duas credenciadoras, em particular a Redecard".
A UBS Brasil Administradora de Valores, no entanto, recomenda a venda das ações da Redecard e Cielo, com preço-alvo de R$ 23,50 e R$ 34,20, respectivamente. Segundo o relatório, a performance de ambas é afetada pelas mudanças estruturais do mercado e pela preocupação do governo brasileiro em relação à regulação da indústria. O documento é assinado pelos analistas Alcir Freitas e Domingos Falavina. A Redecard registrou alta de 14,7% do lucro líquido ante o mesmo período do ano passado. Já na comparação entre abril e junho de 2010, houve redução de 13,9%, de R$ 374,6 milhões para R$ 322,6 milhões. "Crescemos 33%, o maior índice já registrado após a abertura de mercado e entrada da Visa. Agora somamos 25 bandeiras", comemorou Cláudio Yamaguti, presidente Redecard.
Sobre a queda em relação ao segundo trimestre do último ano, o diretor Executivo de Finanças Marcelo Kopel explicou que houve impacto da queda na taxa líquida e abertura de mercado. "Apesar do crescimento em volume de crédito e débito, não foi suficiente para recompensar a queda da taxa líquida.
É fruto, sim, da abertura do mercado e concorrência. Já na elevação na comparação com o primeiro trimestre de 2011, tivemos benefício de maiores volumes [financeiros] e trabalho nas taxas líquidas."
A receita operacional líquida apresentou expansão de 9,5% sobre o mesmo período, para R$ 888,1 milhões, e de 2,9% sobre o segundo trimestre de 2010. O Ebitda Ajustado chegou a R$ 521,5 milhões, o que representa aumento de 12,2% sobre o período de janeiro a março deste ano, e redução de 10,3% sobre o segundo trimestre de 2010.
O volume financeiro em cartões de crédito foi maior em 30,7% sobre o segundo trimestre de 2010 e de 9,8% ante os três primeiros meses de 2011, para R$ 37,457 milhões, com número de transações de 354,8 milhões. O volume em cartões de débito também apresentou alta sobre o período de abril a junho de 2010, de 38,6%, e de 4% sobre o primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 18,201 milhões. O número de transações neste segmento chegou a 340,8 milhões.
Para ampliar os negócios, a Redecard segue a estratégia de expansão de bandeiras. O presidente da instituição, Cláudio Yamaguti, destacou a primeira transação com a bandeira asiática China Unionpay até 2012, com 2,5 bilhões de cartões no mundo. Segundo Yamaguti, o plano é aproveitar a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. Outro investimento é o aumento da aceitação da Hipercard acima dos 85% atuais até o final deste ano.
Como parte da estratégia, a empresa pretende incentivar o uso de cartões pelos brasileiros, que atualmente é de 25% do consumo, enquanto nos países desenvolvidos chega a 45%, segundo Yamaguti. "Há oportunidades para o crescimento. Prevemos que a cada cinco anos, o mercado vai dobrar e vamos entrar também com transações não financeiras, como o programa Fidelidade Multiplus." O executivo cita como exemplo o programa Quilômetros de Vantagens nos postos Ipiranga.
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Redecard
CREDENCIADORA DE CARTÃO LOCAL MIRA BANDEIRAS ESTRANGEIRAS
jornal Brasil Econômico 29/07/2011
Durante um evento esportivo de escala mundial, um país vê os gastos com cartão de crédito dos turistas em seu território quase dobrarem, segundo revelou relatório realizado pela Visa em sua base de plásticos. Atentas à oportunidade que surge com esta demanda, credenciadoras brasileiras já estão fechando parcerias com um número maior de bandeiras, principalmente as estrangeiras, para ter o privilégio de ter os cartões dos turistas em suas “maquininhas”, os POS (point of sales).
A Redecard, por exemplo, fechou parceria com uma empresa da China. “Nesse trimestre, fizemos a primeira transação coma China Union Pay, bandeira asiática que conta com2,5 bilhões de cartões emitidos no mundo”, diz o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti. De acordo com ele, a empresa espera ter toda a sua rede habilitada para a captura da bandeira até o início de 2012.
O motivo da pressa é a realização de eventos esportivos no Brasil nos próximos anos, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que podem trazer bons resultados ao mercado de cartões, tendo em vista o que ocorreu nos eventos anteriores.
Dados do relatório da Visa mostram que na Copa do Mundo da África do Sul em 2010 os gastos dos turistas com cartões subiram 82%, na Olimpíada de Inverno no Canadá, o avanço foi de 93%,enquanto na Olimpíada de Beijing, na China, de 15%. “Os pagamentos eletrônicos permitem que os viajantes efetuem compras em outros países com facilidade”, considera o diretor-geral da Visa, Rubén Osta, justificando a escolha dos turistas pelos plásticos.
As máquinas da Redecard já aceitam25 bandeiras, entre elas a americana Discover e a argentina Cabal. O portfólio da credenciadora é o maior do setor. “Isso faz com que nossa rede tenha uma capilaridade maior”, afirma o presidente.
Para se ter uma ideia, a concorrente Cielo conta com uma rede de 19 bandeiras e vem se preparando para os eventos mundiais. Desde dezembro do ano passado, a credenciadora aceita os cartões da bandeira japonesa JBC em mais de 1,2 milhão de estabelecimentos. Em relação a novas bandeiras estrangeiras, a Cielo diz que está sempre de olho e acompanhando todas as possibilidades do mercado.
Estratégia
No Brasil, as credenciadoras querem expandir a utilização das “maquininhas” para outras finalidades além do pagamento da compra com cartão. Entre as opções, está a recarga de celular, participação em programas de benefícios e serviços. “Queremos gerar transferências não financeiras”, afirma o presidente da Redecard, empresa que teve lucro líquido de R$ 322,6 milhões no segundo trimestre, alta de 14,7% frente aos três meses anteriores. A Cielo, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 423,6 milhões, queda de 0,3% no período.
Durante um evento esportivo de escala mundial, um país vê os gastos com cartão de crédito dos turistas em seu território quase dobrarem, segundo revelou relatório realizado pela Visa em sua base de plásticos. Atentas à oportunidade que surge com esta demanda, credenciadoras brasileiras já estão fechando parcerias com um número maior de bandeiras, principalmente as estrangeiras, para ter o privilégio de ter os cartões dos turistas em suas “maquininhas”, os POS (point of sales).
A Redecard, por exemplo, fechou parceria com uma empresa da China. “Nesse trimestre, fizemos a primeira transação coma China Union Pay, bandeira asiática que conta com2,5 bilhões de cartões emitidos no mundo”, diz o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti. De acordo com ele, a empresa espera ter toda a sua rede habilitada para a captura da bandeira até o início de 2012.
O motivo da pressa é a realização de eventos esportivos no Brasil nos próximos anos, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que podem trazer bons resultados ao mercado de cartões, tendo em vista o que ocorreu nos eventos anteriores.
Dados do relatório da Visa mostram que na Copa do Mundo da África do Sul em 2010 os gastos dos turistas com cartões subiram 82%, na Olimpíada de Inverno no Canadá, o avanço foi de 93%,enquanto na Olimpíada de Beijing, na China, de 15%. “Os pagamentos eletrônicos permitem que os viajantes efetuem compras em outros países com facilidade”, considera o diretor-geral da Visa, Rubén Osta, justificando a escolha dos turistas pelos plásticos.
As máquinas da Redecard já aceitam25 bandeiras, entre elas a americana Discover e a argentina Cabal. O portfólio da credenciadora é o maior do setor. “Isso faz com que nossa rede tenha uma capilaridade maior”, afirma o presidente.
Para se ter uma ideia, a concorrente Cielo conta com uma rede de 19 bandeiras e vem se preparando para os eventos mundiais. Desde dezembro do ano passado, a credenciadora aceita os cartões da bandeira japonesa JBC em mais de 1,2 milhão de estabelecimentos. Em relação a novas bandeiras estrangeiras, a Cielo diz que está sempre de olho e acompanhando todas as possibilidades do mercado.
Estratégia
No Brasil, as credenciadoras querem expandir a utilização das “maquininhas” para outras finalidades além do pagamento da compra com cartão. Entre as opções, está a recarga de celular, participação em programas de benefícios e serviços. “Queremos gerar transferências não financeiras”, afirma o presidente da Redecard, empresa que teve lucro líquido de R$ 322,6 milhões no segundo trimestre, alta de 14,7% frente aos três meses anteriores. A Cielo, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 423,6 milhões, queda de 0,3% no período.
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