portal Maxpress 02/01/2012
A partir de hoje, 02 de janeiro, as mais de seis mil agências do Banco Postal dos Correios também serão Banco do Brasil. Com esse movimento, o BB se faz presente em 95% dos municípios brasileiros, com mais de 20 mil pontos de atendimento espalhados por todo país.
A parceria firmada entre BB e Correios para utilização do Banco Postal como Correspondente Mais BB, tem por objetivo promover a inclusão bancária em municípios desassistidos e disponibilizar aos clientes do BB maior comodidade e conveniência para realizar suas transações bancárias, ao acrescentar à rede de atendimento mais pontos. As prestações de serviços financeiros no Banco Postal serão amparadas por ações de educação financeira com o objetivo de familiarizar a população brasileira aos conceitos de serviços financeiros e bancários, reforçando a utilização consciente do crédito.
Para o vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, com a aquisição do Banco Postal o BB antecipa em três anos o objetivo de estar presente em 100% dos municípios brasileiros e áreas desassistidas do país, já que a estratégia inicial era que o projeto fosse concluído em 2015. Ainda de acordo com Abreu, o Banco Postal é uma excelente alternativa para gerar mais um canal de atendimento para aquele cliente que quer e precisa do atendimento físico e de uma maior interatividade com o canal.
Para os clientes que já possuem conta no Banco Postal e desejam continuar realizando movimentações bancárias pelo canal, e os novos clientes que não tem conta no Banco do Brasil e desejam abrir uma conta no Banco Postal, basta comparecer, a partir do dia 02 de janeiro, a uma das agências dos Correios que possuam Banco Postal, munido de CPF, documento de identidade e comprovantes de endereço e de renda (original e duas cópias de cada um desses documentos).
Novos serviços
O Banco do Brasil agrega novos serviços ao Banco Postal. Já no mês de janeiro será possível realizar transações como DOC e TED, além da disponibilização de crédito para pessoa jurídica. Seguem alguns serviços que serão oferecidos nas agências dos Correios que operam o canal:
. Conta de Depósitos Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Conta-Corrente e poupança com talonário. As pessoas físicas contarão com a praticidade do direcionamento automático para poupança.
. Cartões Pessoa Física
Cartão básico; Cartão Doméstico; Cartão Internacional; Cartão Bônus Celular Doméstico; Cartão Bônus Celular Internacional.
. Cartões Pessoa Jurídica
Cartão Empreendedor; Cartão Empresarial.
. Empréstimos Pessoa Física
BB Crédito Benefício; BB Crédito Salário; BB Crédito Automático; BB Crédito 13º.
. Empréstimos Pessoa Jurídica
. Pagamento de contas de Consumo
. Transferência bancárias
Transferência entre contas-correntes, DOC e TED.
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14 de jan. de 2012
20 de nov. de 2011
CARTÃO AJUDA A RECUPERAR MATA ATLÂNTICA
jornal Brasil Econômico 16/11/2011 – Ivone Portes
O Banco do Brasil lança hoje o seu primeiro cartão produzido com plástico reciclado. O produto será apresentado na Cartes & Inovation — maior evento de cartões do mundo —, em Paris, na França, que teve início ontem e se encerra amanhã.
Esse novo plástico se insere no conceito de novas tendências que o banco adota para ampliar a sua participação de mercado. Para isso, tem desenvolvido uma plataforma ampla de produtos, que inclui, entre outros itens, o cartão pré-pago.
O conceito inserido desta vez é o de sustentabilidade. Além de ser confeccionado com um material que ajuda a proteger o meio ambiente, o produto vai contribuir para a recuperação da Mata Atlântica.
Cada cliente que solicitar um cartão estará indiretamente plantando uma árvore — das 400 necessárias para promover a recuperação de uma nascente.
O projeto foi desenvolvido pelo BB em parceira com o Instituto Terra, fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e o renomado fotógrafo Sebastião Salgado. “Cada vez mais o cartão de crédito é um instrumento que materializa o relacionamento com o cliente do banco e, neste caso, vai contribuir para a disseminação da questão da sustentabilidade”, avalia Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB.
O executivo ressalta que esse tipo de iniciativa é um diferencial para o banco. “Ainda mais em um mercado em que os produtos bancários são, em geral, muito parecidos de uma instituição para a outra.”
O produto será um cartão espelho do atual Ourocard, ou seja, terá as mesmas funcionalidades do original que o cliente já tem, seja de limites, data de vencimento ou outros benefícios. O usuário poderá também escolher entre dez imagens exclusivas de Sebastião Salgado para estampar no seu cartão.
O custo para o cliente será de R$ 20, sendo que R$ 5 serão doados para o Instituto Terra, que promove a recuperação e manejo sustentável de florestas da Mata Atlântica no Brasil, através do plantio de árvores nativas em regiões ribeirinhas.
A expectativa para esse projeto é de emissão de ao menos 200 mil cartões em um ano, revertendo um total de R$ 1 milhão para o instituto.
Para se ter uma ideia da dimensão, Salgado explica que se for atingido o objetivo mínimo de adesão ao produto, 500 nascentes, ou 450 hectares, poderão ser recuperados. “Ao longo de 13 anos fizemos um trabalho de recuperação de 500 nascentes. Nós temos tecnologia para isso, o que nos falta é escala”, afirma o fotógrafo.
Adquirindo o cartão, o cliente estará aderindo também, automaticamente, ao programa de arredondamento de fatura. Se, por exemplo, o gasto no mês for de R$ 299,30, o banco arredonda o valor para R$ 300. Essa diferença de R$ 0,70 vai para o instituto. “A ideia era criar um projeto em que todos os brasileiros pudessem contribuir. Cada doação de trinta, setenta centavos é tão importante quanto uma de R$ 150 mil”, diz Salgado.
*A jornalista viajou a Paris a convite do Banco do Brasil
O Banco do Brasil lança hoje o seu primeiro cartão produzido com plástico reciclado. O produto será apresentado na Cartes & Inovation — maior evento de cartões do mundo —, em Paris, na França, que teve início ontem e se encerra amanhã.
Esse novo plástico se insere no conceito de novas tendências que o banco adota para ampliar a sua participação de mercado. Para isso, tem desenvolvido uma plataforma ampla de produtos, que inclui, entre outros itens, o cartão pré-pago.
O conceito inserido desta vez é o de sustentabilidade. Além de ser confeccionado com um material que ajuda a proteger o meio ambiente, o produto vai contribuir para a recuperação da Mata Atlântica.
Cada cliente que solicitar um cartão estará indiretamente plantando uma árvore — das 400 necessárias para promover a recuperação de uma nascente.
O projeto foi desenvolvido pelo BB em parceira com o Instituto Terra, fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e o renomado fotógrafo Sebastião Salgado. “Cada vez mais o cartão de crédito é um instrumento que materializa o relacionamento com o cliente do banco e, neste caso, vai contribuir para a disseminação da questão da sustentabilidade”, avalia Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB.
O executivo ressalta que esse tipo de iniciativa é um diferencial para o banco. “Ainda mais em um mercado em que os produtos bancários são, em geral, muito parecidos de uma instituição para a outra.”
O produto será um cartão espelho do atual Ourocard, ou seja, terá as mesmas funcionalidades do original que o cliente já tem, seja de limites, data de vencimento ou outros benefícios. O usuário poderá também escolher entre dez imagens exclusivas de Sebastião Salgado para estampar no seu cartão.
O custo para o cliente será de R$ 20, sendo que R$ 5 serão doados para o Instituto Terra, que promove a recuperação e manejo sustentável de florestas da Mata Atlântica no Brasil, através do plantio de árvores nativas em regiões ribeirinhas.
A expectativa para esse projeto é de emissão de ao menos 200 mil cartões em um ano, revertendo um total de R$ 1 milhão para o instituto.
Para se ter uma ideia da dimensão, Salgado explica que se for atingido o objetivo mínimo de adesão ao produto, 500 nascentes, ou 450 hectares, poderão ser recuperados. “Ao longo de 13 anos fizemos um trabalho de recuperação de 500 nascentes. Nós temos tecnologia para isso, o que nos falta é escala”, afirma o fotógrafo.
Adquirindo o cartão, o cliente estará aderindo também, automaticamente, ao programa de arredondamento de fatura. Se, por exemplo, o gasto no mês for de R$ 299,30, o banco arredonda o valor para R$ 300. Essa diferença de R$ 0,70 vai para o instituto. “A ideia era criar um projeto em que todos os brasileiros pudessem contribuir. Cada doação de trinta, setenta centavos é tão importante quanto uma de R$ 150 mil”, diz Salgado.
*A jornalista viajou a Paris a convite do Banco do Brasil
9 de out. de 2011
BB LANÇA CARTÃO RECARREGÁVEL PARA ATRAIR CLIENTE DE BAIXA RENDA
jornal Brasil Econômico 29/09/2011 – Ana Paula Ribeiro
O número elevado de pessoas sem acesso a qualquer tipo de produto bancário, cerca de 30 milhões de não-bancarizados, tem feito com que cada vez mais as instituições financeiras se voltem para esse público. O último passo para conquistar uma fatia desses clientes foi dado pelo Banco do Brasil (BB), que a partir de segunda-feira passará a emitir cartões recarregáveis. “A nossa menina dos olhos é o cartão pré-pago”, afirma o vice-presidente de Varejo, Paulo Rogério Caffarelli.
Inicialmente o plástico terá a bandeira Visa e será distribuído nas agências do BB em todo o Brasil. Depois, o pré-pago poderá ser encontrado nos correspondentes bancários (estabelecimentos comerciais que prestam serviços aos bancos) e nas lojas dos Correios que fazem parte da rede Banco Postal —que passará a ser operada pelo BB a partir de janeiro. A expectativa é emitir um milhão em 12 meses.
Entre os grandes bancos, a instituição pública é a primeira a lançar cartões pré-pagos para pagamentos diversos no Brasil. Atualmente, esse segmento de cartões é concentrado nos recarregáveis de uso específico (alimentação e transporte) e nos destinados a viagens internacionais (em que a recarga é feita em moeda estrangeira).
O lançamento desse plástico e o cartão em parceria com a Oi, que possibilitará pagamentos com celular, é um dos passos do BB para se tornar líder. “Caminhamos para chegar à liderança em cinco anos”, afirma Caffarelli. Atualmente, a liderança é ocupada pelo Itaú Unibanco.
Na avaliação do executivo, os cartões pré-pagos têm uma importância muito grande no processo de bancarização, lembrando que parte da população possui o plástico mesmo sem ter conta corrente. “Entendo que esses cartões vão ser um salto para a nossa indústria”, disse, acrescentando que a expectativa é que os pré-pagos representem 10% do consumo privado no Brasil até 2020. Hoje é 4,5%, segundo o executivo.
Levantamento da Boa Vista Serviços Financeiros indica que 28%da população (os economicamente ativos somam mais de 100 milhões) está fora do sistema bancário, ou seja, não têm conta em banco, cartão ou qualquer outro tipo de produto financeiro. A maior parte se concentra na população de menor renda, público que o BB pretende atingir com o pré-pago.
O BB não é o primeiro a emitir cartões recarregáveis—o Panamericano lançou o produto em abril —, mas por ser pioneiro entre os grandes tende a estimular a adoção dessa estratégia na busca por novos clientes. Nos próximos meses, é a vez do Citi entrar na briga com o Credicard Emoções, atrelado à imagem do cantor Roberto Carlos.
Banco Postal
O diretor de cartões do BB, Raul Francisco Moreira, afirmou que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) está analisando uma proposta para incorporar a distribuição desses pré-pagos no Banco Postal, uma vez que a licitação, vencida pelo banco público em maio, não inclui esse produto bancário. “Mas ele está muito alinhado coma necessidade do público do Banco Postal”.
Para vender esses cartões, o banco fará até o final do ano uma campanha publicitária divulgando o produto, mostrando que ele pode ser utilizado para o pagamento da mesada do filho, para o controle de gastos ou mesmo para o pagamento de serviços a empregados domésticos. Não há valor mínimo para recarga e o máximo será de R$ 3 mil nessa fase inicial.
O número elevado de pessoas sem acesso a qualquer tipo de produto bancário, cerca de 30 milhões de não-bancarizados, tem feito com que cada vez mais as instituições financeiras se voltem para esse público. O último passo para conquistar uma fatia desses clientes foi dado pelo Banco do Brasil (BB), que a partir de segunda-feira passará a emitir cartões recarregáveis. “A nossa menina dos olhos é o cartão pré-pago”, afirma o vice-presidente de Varejo, Paulo Rogério Caffarelli.
Inicialmente o plástico terá a bandeira Visa e será distribuído nas agências do BB em todo o Brasil. Depois, o pré-pago poderá ser encontrado nos correspondentes bancários (estabelecimentos comerciais que prestam serviços aos bancos) e nas lojas dos Correios que fazem parte da rede Banco Postal —que passará a ser operada pelo BB a partir de janeiro. A expectativa é emitir um milhão em 12 meses.
Entre os grandes bancos, a instituição pública é a primeira a lançar cartões pré-pagos para pagamentos diversos no Brasil. Atualmente, esse segmento de cartões é concentrado nos recarregáveis de uso específico (alimentação e transporte) e nos destinados a viagens internacionais (em que a recarga é feita em moeda estrangeira).
O lançamento desse plástico e o cartão em parceria com a Oi, que possibilitará pagamentos com celular, é um dos passos do BB para se tornar líder. “Caminhamos para chegar à liderança em cinco anos”, afirma Caffarelli. Atualmente, a liderança é ocupada pelo Itaú Unibanco.
Na avaliação do executivo, os cartões pré-pagos têm uma importância muito grande no processo de bancarização, lembrando que parte da população possui o plástico mesmo sem ter conta corrente. “Entendo que esses cartões vão ser um salto para a nossa indústria”, disse, acrescentando que a expectativa é que os pré-pagos representem 10% do consumo privado no Brasil até 2020. Hoje é 4,5%, segundo o executivo.
Levantamento da Boa Vista Serviços Financeiros indica que 28%da população (os economicamente ativos somam mais de 100 milhões) está fora do sistema bancário, ou seja, não têm conta em banco, cartão ou qualquer outro tipo de produto financeiro. A maior parte se concentra na população de menor renda, público que o BB pretende atingir com o pré-pago.
O BB não é o primeiro a emitir cartões recarregáveis—o Panamericano lançou o produto em abril —, mas por ser pioneiro entre os grandes tende a estimular a adoção dessa estratégia na busca por novos clientes. Nos próximos meses, é a vez do Citi entrar na briga com o Credicard Emoções, atrelado à imagem do cantor Roberto Carlos.
Banco Postal
O diretor de cartões do BB, Raul Francisco Moreira, afirmou que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) está analisando uma proposta para incorporar a distribuição desses pré-pagos no Banco Postal, uma vez que a licitação, vencida pelo banco público em maio, não inclui esse produto bancário. “Mas ele está muito alinhado coma necessidade do público do Banco Postal”.
Para vender esses cartões, o banco fará até o final do ano uma campanha publicitária divulgando o produto, mostrando que ele pode ser utilizado para o pagamento da mesada do filho, para o controle de gastos ou mesmo para o pagamento de serviços a empregados domésticos. Não há valor mínimo para recarga e o máximo será de R$ 3 mil nessa fase inicial.
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11 de set. de 2011
ESTRATÉGIA INCLUI EQUIPE MÚLTIPLA PARA ATENDIMENTO
jornal Valor Econômico 06/09/2011 - Guilherme Meirelles
Os bancos voltados para o público que dispõe de recursos líquidos acima de R$ 1 milhão não se limitam a oferecer produtos do mercado financeiro. Com equipes qualificadas, que incluem economistas, administradores e advogados, participam em parceria com os clientes não apenas na escolha dos melhores investimentos, como no planejamento sucessório e em questões envolvendo aspectos tributários e fiscais.
A preocupação em se aproximar mais dos clientes se acentuou após a crise de 2008, observa Carlos Takahashi, presidente do BB DTVM, gestora de recursos de terceiros e na administração dos fundos de investimento do Banco do Brasil. "A crise levantou a discussão sobre até que ponto os private bankings estavam oferecendo uma consultoria financeira adequada ou apenas vendendo produto pura e simples." Hoje, o banco obedece a uma modelagem multiestratégia, envolvendo diferentes perfis de risco, do conservador ao agressivo, passando pelo moderado.
Para esse público, o Banco do Brasil tem 40 fundos multicotistas. "Nosso trabalho é encontrar o produto mais adequado para o cliente." O BB também tem 16 fundos de capital protegido e de oito a dez abertos. Os produtos incluem fundos com base no Ibovespa, além de commodities metálicas, agrícolas e ouro, com diferentes características.
Para Marcelo Muradian, diretor de investimentos do HSBC Private Bank, a instituição apoia-se no conceito de wealth management. "Damos assessoria a composição patrimonial, área de ativos líquidos, de crédito, de operações de empresas", afirma. A estrutura do HSBC, que fixa em R$ 3 milhões o ingresso ao private, é dividia em quatro áreas: investimentos, advisory, estruturação patrimonial e planejamento sucessório. Segundo Muradian, em todas as áreas se busca convergência para os produtos do banco, como, por exemplo, os fundos de previdência para quem tem holding familiar em torno de R$ 50 milhões.
No HSBC, assim como em todas as instituições, há uma atenção especial a respeito do perfil do cliente, procurando saber exatamente qual o seu grau de tolerância ao risco, objetivo de retorno e horizonte de investimentos. O banco definiu cinco tipos de investidor: defensivo, rendimento, moderado, crescimento e especulativo, independentemente dos valores aplicados.
Devido ao período de volatilidade da Bolsa, nota-se um aumento da aversão ao risco. "Há uma preferência pela renda fixa. Nos últimos 60 dias, cerca de 85% das alocações têm ido pra a renda fixa" revela João Albino Winkelmann, diretor de private do Bradesco. Entre os produtos preferidos neste momento, diz Winkelmann, estão CDBs, compromissadas, fundos de renda fixa, previdência e notas de capital protegido.
Com 29 anos de área bancária, Winkelmann garante que uma alocação bem estruturada na origem jamais trará surpresas aos clientes de private. "Se quero rentabilidade superior, vou precisar correr mais riscos. Em momentos turbulentos, posso ter momentos desagradáveis". Em fundos de private, a taxa de administração é sempre mais baixa do que nos produtos tradicionais de varejo. Mas, por serem mais alavancados, e consequentemente embutirem maior risco, a rentabilidade é sempre superior. "O aplicador é obrigado a ler o prospecto e assinar o termo de adesão dizendo que tem ciência da composição do fundo", diz o executivo.
Para Maria Eugênia Lopez, diretora de private banking do Santander, o ponto de partida para definir o investimento ideal é saber quando o cliente vai necessitar dos recursos. A relação do banco com seus clientes segue o conceito de "advisory", normalmente procurando alternativas que proporcionem ganhos superiores aos da renda fixa. Mas, diz Maria Eugênia, devido às incertezas do primeiro semestre, o foco foi mesmo na renda fixa, desde os tradicionais CDBs até títulos privados como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou públicos como as Nota do Tesouro Nacional (NTNs).
Ainda no primeiro semestre, o Santander lançou um fundo fechado e ouro, que teve captação acima de R$ 50 milhões para investimento mínimo de R$ 250 mil. "Naquele momento, o investidor estava procurando alternativas para ativos mais tangíveis."
Na prática, como entender a diferença entre um investidor averso ao risco e outro que prefere viver perigosamente? Charles Ferraz, da área de global wealth solutions do Itaú Private Bank, apresenta dois exemplos. Uma composição conservadora, teria 65% em papéis atrelados ao CDI, 10% em pré-fixados, 5% em IPCA, 15% em multimercado e 5% em renda variável e produtos alternativos.
Para quem "gosta de emoção", há uma carteira agressiva composta por 12% em CDI, 13% em pré-fixados, 15% em ativos indexados, 20% em multimercados e 40% em renda variável e produtos alternativos. No ano da crise internacional, caiu 7,7%. "Poderia ter sido pior. O que segurou foi a renda fixa". No ano seguinte, recuperou e atingiu 37%. "É um caso típico em que é necessário ter sangue frio para aguentar o baque". Nas duas situações, os ganhos foram expressivos. Nos últimos cinco anos, a carteira moderada rendeu 75% e a agressiva, 92%.
Com cerca de R$ 35 bilhões de ativos sob gestão, o BTG Pactual não se limita a oferecer produtos financeiros. O banco tem escritórios em cinco capitais e uma base em Nova York e aposta em soluções integradas amparadas na filosofia de "partnership". A estrutura de wealth management do banco contempla seis linhas principais de atuação, que vão desde investimentos a planejamento patrimonial e sucessão familiar. "Acompanhamos todos os investimentos do cliente com equipe de advogados e consultoria fiscal, buscando inclusive oportunidades no exterior", afirma o co-head Rogério Pessoa.
Com a sinalização da gradativa queda dos juros, demonstrada pelo BC ao reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual - de 12,5% para 12% -, espera-se que os investidores de private procurem outras alternativas além da renda fixa. Mesmo com a volatilidade dos últimos meses, Claudio Mifano, sócio de gestão e patrimônio da Claritas, sugere dar atenção às oportunidades da Bolsa. O analista não vê semelhanças com 2008 e acredita em uma recuperação dos papéis, embora em ritmo mais lento. Outra recomendação é para debêntures, que só serão afetadas no caso de uma crise de grandes proporções, o que considera improvável. Celso Portásio, diretor responsável pela área de private da Anbima, recomenda, em curto prazo, investimentos em ouro e em ativos imobiliários.
Os bancos voltados para o público que dispõe de recursos líquidos acima de R$ 1 milhão não se limitam a oferecer produtos do mercado financeiro. Com equipes qualificadas, que incluem economistas, administradores e advogados, participam em parceria com os clientes não apenas na escolha dos melhores investimentos, como no planejamento sucessório e em questões envolvendo aspectos tributários e fiscais.
A preocupação em se aproximar mais dos clientes se acentuou após a crise de 2008, observa Carlos Takahashi, presidente do BB DTVM, gestora de recursos de terceiros e na administração dos fundos de investimento do Banco do Brasil. "A crise levantou a discussão sobre até que ponto os private bankings estavam oferecendo uma consultoria financeira adequada ou apenas vendendo produto pura e simples." Hoje, o banco obedece a uma modelagem multiestratégia, envolvendo diferentes perfis de risco, do conservador ao agressivo, passando pelo moderado.
Para esse público, o Banco do Brasil tem 40 fundos multicotistas. "Nosso trabalho é encontrar o produto mais adequado para o cliente." O BB também tem 16 fundos de capital protegido e de oito a dez abertos. Os produtos incluem fundos com base no Ibovespa, além de commodities metálicas, agrícolas e ouro, com diferentes características.
Para Marcelo Muradian, diretor de investimentos do HSBC Private Bank, a instituição apoia-se no conceito de wealth management. "Damos assessoria a composição patrimonial, área de ativos líquidos, de crédito, de operações de empresas", afirma. A estrutura do HSBC, que fixa em R$ 3 milhões o ingresso ao private, é dividia em quatro áreas: investimentos, advisory, estruturação patrimonial e planejamento sucessório. Segundo Muradian, em todas as áreas se busca convergência para os produtos do banco, como, por exemplo, os fundos de previdência para quem tem holding familiar em torno de R$ 50 milhões.
No HSBC, assim como em todas as instituições, há uma atenção especial a respeito do perfil do cliente, procurando saber exatamente qual o seu grau de tolerância ao risco, objetivo de retorno e horizonte de investimentos. O banco definiu cinco tipos de investidor: defensivo, rendimento, moderado, crescimento e especulativo, independentemente dos valores aplicados.
Devido ao período de volatilidade da Bolsa, nota-se um aumento da aversão ao risco. "Há uma preferência pela renda fixa. Nos últimos 60 dias, cerca de 85% das alocações têm ido pra a renda fixa" revela João Albino Winkelmann, diretor de private do Bradesco. Entre os produtos preferidos neste momento, diz Winkelmann, estão CDBs, compromissadas, fundos de renda fixa, previdência e notas de capital protegido.
Com 29 anos de área bancária, Winkelmann garante que uma alocação bem estruturada na origem jamais trará surpresas aos clientes de private. "Se quero rentabilidade superior, vou precisar correr mais riscos. Em momentos turbulentos, posso ter momentos desagradáveis". Em fundos de private, a taxa de administração é sempre mais baixa do que nos produtos tradicionais de varejo. Mas, por serem mais alavancados, e consequentemente embutirem maior risco, a rentabilidade é sempre superior. "O aplicador é obrigado a ler o prospecto e assinar o termo de adesão dizendo que tem ciência da composição do fundo", diz o executivo.
Para Maria Eugênia Lopez, diretora de private banking do Santander, o ponto de partida para definir o investimento ideal é saber quando o cliente vai necessitar dos recursos. A relação do banco com seus clientes segue o conceito de "advisory", normalmente procurando alternativas que proporcionem ganhos superiores aos da renda fixa. Mas, diz Maria Eugênia, devido às incertezas do primeiro semestre, o foco foi mesmo na renda fixa, desde os tradicionais CDBs até títulos privados como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou públicos como as Nota do Tesouro Nacional (NTNs).
Ainda no primeiro semestre, o Santander lançou um fundo fechado e ouro, que teve captação acima de R$ 50 milhões para investimento mínimo de R$ 250 mil. "Naquele momento, o investidor estava procurando alternativas para ativos mais tangíveis."
Na prática, como entender a diferença entre um investidor averso ao risco e outro que prefere viver perigosamente? Charles Ferraz, da área de global wealth solutions do Itaú Private Bank, apresenta dois exemplos. Uma composição conservadora, teria 65% em papéis atrelados ao CDI, 10% em pré-fixados, 5% em IPCA, 15% em multimercado e 5% em renda variável e produtos alternativos.
Para quem "gosta de emoção", há uma carteira agressiva composta por 12% em CDI, 13% em pré-fixados, 15% em ativos indexados, 20% em multimercados e 40% em renda variável e produtos alternativos. No ano da crise internacional, caiu 7,7%. "Poderia ter sido pior. O que segurou foi a renda fixa". No ano seguinte, recuperou e atingiu 37%. "É um caso típico em que é necessário ter sangue frio para aguentar o baque". Nas duas situações, os ganhos foram expressivos. Nos últimos cinco anos, a carteira moderada rendeu 75% e a agressiva, 92%.
Com cerca de R$ 35 bilhões de ativos sob gestão, o BTG Pactual não se limita a oferecer produtos financeiros. O banco tem escritórios em cinco capitais e uma base em Nova York e aposta em soluções integradas amparadas na filosofia de "partnership". A estrutura de wealth management do banco contempla seis linhas principais de atuação, que vão desde investimentos a planejamento patrimonial e sucessão familiar. "Acompanhamos todos os investimentos do cliente com equipe de advogados e consultoria fiscal, buscando inclusive oportunidades no exterior", afirma o co-head Rogério Pessoa.
Com a sinalização da gradativa queda dos juros, demonstrada pelo BC ao reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual - de 12,5% para 12% -, espera-se que os investidores de private procurem outras alternativas além da renda fixa. Mesmo com a volatilidade dos últimos meses, Claudio Mifano, sócio de gestão e patrimônio da Claritas, sugere dar atenção às oportunidades da Bolsa. O analista não vê semelhanças com 2008 e acredita em uma recuperação dos papéis, embora em ritmo mais lento. Outra recomendação é para debêntures, que só serão afetadas no caso de uma crise de grandes proporções, o que considera improvável. Celso Portásio, diretor responsável pela área de private da Anbima, recomenda, em curto prazo, investimentos em ouro e em ativos imobiliários.
BRIGA POR CONSIGNADO DEIXA MARCA
jornal Valor Econômico 05/09/2011 - Carolina Mandl e Aline Lima
Para fechar um empréstimo com desconto direto no contracheque, os bancos de pequeno e médio portes agora precisam travar uma dura disputa com os bancões. O duelo já deixa marcas nos balanços dos banquinhos.
Santander, Bradesco e Itaú Unibanco descobriram que o consignado pode ser um produto interessante de se ter no portfólio. O ganho não é tão expressivos, já que o consignado tem a menor taxa de juro do mercado. Mas é praticamente certo, pois a garantia está no contracheque do tomador - nada mal em tempos de alta da inadimplência.
O saldo do crédito consignado era de R$ 151 bilhões, em julho, segundo o Banco Central (BC). Itaú, Bradesco e Santander possuem R$ 37 bilhões, ou 24,5% do mercado. O Banco do Brasil (BB), há mais tempo no segmento, tem 32,6%.
O restante está nas mãos dos banquinhos, que têm no crédito consignado seu principal produto - senão o único. No Cruzeiro do Sul, por exemplo, o crédito consignado representa 95% da carteira total, de R$ 7,58 bilhões.
O poder de fogo dos grandões, que não dependem do consignado para sobreviver, tem incomodado os bancos médios especializados nesse tipo de crédito. Os efeitos da concorrência aparecem nos resultados do semestre, como a alta das comissões pagas aos agentes terceirizados, que distribuem essas operações - os chamados "pastinhas".
O Cruzeiro do Sul mostrou que esse "pedágio" atingiu 6,7% do valor do empréstimo concedido em junho de 2011, contra 5,9% de um ano atrás. "O que mais tem dificultado o crescimento da oferta de consignado é a atuação dos grandes bancos de varejo", diz o presidente do conselho de administração, Luis Octavio Índio da Costa.
O executivo de um banco especializado em consignado que preferiu não ser identificado relata que os maiores bancos chegaram a oferecer comissão de 40% para correspondentes que fisgassem servidores do Estado de Minas Gerais e de 25% para os contratos fechados com aposentados pensionistas do INSS. "Parece que querem empurrar os bancos médios para o precipício", afirmou. O executivo de uma outra instituição de nicho conta que as comissões médias pagas subiram de 10% para 14% em um ano por causa da disputa.
Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de varejo do BB, informa que o banco paga, em média, 10% de taxa aos correspondentes bancários. "As medidas macroprudenciais foram as responsáveis por reduzir o poder de ação dos bancos menores, não são os grandes que estão mais agressivos", rebate.
De qualquer forma, a despesa com comissão tem pressionado os resultados dos bancos pequenos. O Rural registrou prejuízo de R$ 11,8 milhões com as operações de consignado no primeiro semestre. O BMG registrou prejuízo de R$ 59,7 milhões no período - retiradas algumas receitas ressalvadas pelo auditores. "Os bancos estão muito agressivos na oferta do consignado", diz Ricardo Gelbaum, diretor financeiro do BMG.
Na tentativa de escapar das comissões pagas aos pastinhas, alguns bancos de menor porte estão intensificando as concessões por meio de lojas próprias. É o caso do Paraná Banco e do Bonsucesso. Outra alternativa tem sido reduzir a dependência do consignado. O Cruzeiro do Sul quer, no longo prazo, que a participação dessa modalidade no portfólio caia de 95% para 70%. "A ideia é desconcentrar um pouco, mas a aposta no consignado continua sendo maior do que em qualquer outro produto", ressalta Índio da Costa.
Antes, os grandes bancos atuavam no consignado principalmente por meio da compra de carteiras produzidas pelos menores. Mas a descoberta do rombo no PanAmericano reduziu drasticamente a compra de ativos originados por terceiros desde novembro.
"É melhor empregar capital originando crédito, que é mais rentável, do que comprando carteira", explica Rogério Calderón, diretor de controladoria do Itaú Unibanco. O avanço sobre o mercado de consignado vem se intensificado no Itaú desde 2010. A carteira de crédito consignado próprio do banco encerrou junho com saldo de R$ 7,53 bilhões, expansão de 31,4% ante junho de 2010. Na contramão, a carteira de crédito consignado adquirido caiu 0,8% nesse intervalo, para R$ 1,59 bilhão.
Mas, na disputa entre grandes e pequenos bancos pelo consignado, o Itaú parece "correr por fora". Boa parte do crescimento da carteira originada em casa, segundo Calderón, é puxado pela concessão a funcionários de empresas privadas, nicho pouco operado pelos bancos menores. O Itaú tampouco utiliza o serviço dos pastinhas, servindo-se de suas agências.
Para fechar um empréstimo com desconto direto no contracheque, os bancos de pequeno e médio portes agora precisam travar uma dura disputa com os bancões. O duelo já deixa marcas nos balanços dos banquinhos.
Santander, Bradesco e Itaú Unibanco descobriram que o consignado pode ser um produto interessante de se ter no portfólio. O ganho não é tão expressivos, já que o consignado tem a menor taxa de juro do mercado. Mas é praticamente certo, pois a garantia está no contracheque do tomador - nada mal em tempos de alta da inadimplência.
O saldo do crédito consignado era de R$ 151 bilhões, em julho, segundo o Banco Central (BC). Itaú, Bradesco e Santander possuem R$ 37 bilhões, ou 24,5% do mercado. O Banco do Brasil (BB), há mais tempo no segmento, tem 32,6%.
O restante está nas mãos dos banquinhos, que têm no crédito consignado seu principal produto - senão o único. No Cruzeiro do Sul, por exemplo, o crédito consignado representa 95% da carteira total, de R$ 7,58 bilhões.
O poder de fogo dos grandões, que não dependem do consignado para sobreviver, tem incomodado os bancos médios especializados nesse tipo de crédito. Os efeitos da concorrência aparecem nos resultados do semestre, como a alta das comissões pagas aos agentes terceirizados, que distribuem essas operações - os chamados "pastinhas".
O Cruzeiro do Sul mostrou que esse "pedágio" atingiu 6,7% do valor do empréstimo concedido em junho de 2011, contra 5,9% de um ano atrás. "O que mais tem dificultado o crescimento da oferta de consignado é a atuação dos grandes bancos de varejo", diz o presidente do conselho de administração, Luis Octavio Índio da Costa.
O executivo de um banco especializado em consignado que preferiu não ser identificado relata que os maiores bancos chegaram a oferecer comissão de 40% para correspondentes que fisgassem servidores do Estado de Minas Gerais e de 25% para os contratos fechados com aposentados pensionistas do INSS. "Parece que querem empurrar os bancos médios para o precipício", afirmou. O executivo de uma outra instituição de nicho conta que as comissões médias pagas subiram de 10% para 14% em um ano por causa da disputa.
Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de varejo do BB, informa que o banco paga, em média, 10% de taxa aos correspondentes bancários. "As medidas macroprudenciais foram as responsáveis por reduzir o poder de ação dos bancos menores, não são os grandes que estão mais agressivos", rebate.
De qualquer forma, a despesa com comissão tem pressionado os resultados dos bancos pequenos. O Rural registrou prejuízo de R$ 11,8 milhões com as operações de consignado no primeiro semestre. O BMG registrou prejuízo de R$ 59,7 milhões no período - retiradas algumas receitas ressalvadas pelo auditores. "Os bancos estão muito agressivos na oferta do consignado", diz Ricardo Gelbaum, diretor financeiro do BMG.
Na tentativa de escapar das comissões pagas aos pastinhas, alguns bancos de menor porte estão intensificando as concessões por meio de lojas próprias. É o caso do Paraná Banco e do Bonsucesso. Outra alternativa tem sido reduzir a dependência do consignado. O Cruzeiro do Sul quer, no longo prazo, que a participação dessa modalidade no portfólio caia de 95% para 70%. "A ideia é desconcentrar um pouco, mas a aposta no consignado continua sendo maior do que em qualquer outro produto", ressalta Índio da Costa.
Antes, os grandes bancos atuavam no consignado principalmente por meio da compra de carteiras produzidas pelos menores. Mas a descoberta do rombo no PanAmericano reduziu drasticamente a compra de ativos originados por terceiros desde novembro.
"É melhor empregar capital originando crédito, que é mais rentável, do que comprando carteira", explica Rogério Calderón, diretor de controladoria do Itaú Unibanco. O avanço sobre o mercado de consignado vem se intensificado no Itaú desde 2010. A carteira de crédito consignado próprio do banco encerrou junho com saldo de R$ 7,53 bilhões, expansão de 31,4% ante junho de 2010. Na contramão, a carteira de crédito consignado adquirido caiu 0,8% nesse intervalo, para R$ 1,59 bilhão.
Mas, na disputa entre grandes e pequenos bancos pelo consignado, o Itaú parece "correr por fora". Boa parte do crescimento da carteira originada em casa, segundo Calderón, é puxado pela concessão a funcionários de empresas privadas, nicho pouco operado pelos bancos menores. O Itaú tampouco utiliza o serviço dos pastinhas, servindo-se de suas agências.
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DISPUTA POR PEQUENAS EMPRESAS FICA MAIOR
jornal DCI 05/09/2011 - Marcelle Gutierrez
As grandes instituições financeiras investem cada vez mais em crédito consignado e empréstimos para pequenas e médias empresas (middle market, na sigla em inglês), segmentos antes explorados com eficácia pelos bancos médios. O diferencial das instituições de menor porte em um cenário cada vez mais competitivo, apontam especialistas e executivos, está no atendimento mais ágil e eficaz com o foco em apenas um segmento. A alta da inadimplência em pessoa jurídica também deve auxiliar, já que os médios realizam uma análise menos criteriosa na concessão.
Os números ao final do primeiro semestre demonstram a tendência. O Banco do Brasil destaca no balanço do segundo trimestre o desempenho do consignado, com saldo de R$ 47,9 bilhões, alta de 18,4% na comparação com junho de 2010. O crescimento em pequenas e médias empresas foi de 24,8% ante junho do último ano, para R$ 131,3 bilhões. Na carteira que soma micro, pequenas e médias companhias, o Bradesco totalizou R$ 92 bilhões, salto de 26,9% nos últimos 12 meses. Já em consignado, a expansão foi de 30,9%, de R$ 12,9 bilhões para R$ 16,8 bilhões, no mesmo período.
O Itaú Unibanco também apresentou aumento nos financiamentos para MPE, de 26,2% em relação a junho de 2010, para R$ 89,7 bilhões. Em consignado, a alta chegou a 31,4% no mesmo período, para R$ 7,5 bilhões. Assim como os anteriores, o Santander cresceu na carteira de consignado, em 29,9%, para R$ 14,8 bilhões, e em MPE 27,2%, ao atingir saldo de R$ 41 bilhões. Para João Augusto Salles, economista da Lopes Filho, é natural que a concorrência intensifique no sistema bancário com a economia em crescimento. "É um perigo para os bancos médios, mas o diferencial está no foco, já que eles têm mais facilidade e rapidez ao conceder o crédito".
Outra oportunidade que pode surgir para estas instituições financeiras é a alta dos índices de inadimplência em pessoa jurídica, em 3,8% segundo o Banco Central. "Os de grande porte fizeram um grande investimento para empréstimos para médias empresas. No entanto, serão mais seletivos e criteriosos na concessão com o aumento da inadimplência, o que abre espaço para os médios", pontua Salles.
O Cruzeiro do Sul possui 95% das receitas em consignado, que obteve saldo total de R$ 7,216 bilhões ao final do segundo trimestre, quando a carteira de crédito somou R$ 7,580 bilhões.
Para Luis Octavio Índio da Costa, presidente do Conselho de Administração do banco, a concorrência é saudável. "Pode ser competitivo sim, até porque eles têm uma rede de distribuição maravilhosa. Mas na essência, é melhor competir com um grande banco do que com um oportunista que está naquele momento com o consignado para se justificar, porque ele estraga o mercado".
Índio da Costa aposta na agilidade. "O grande diferencial dos bancos de consignado com relação aos grandes bancos é a flexibilidade. Ou seja, quando a pessoa chega aqui e pede um crédito ao Cruzeiro do Sul, provavelmente receberá ainda hoje na conta. Os grandes são mais engessados, porque a pessoa vai até a agência, que transfere a operação para uma centralizadora de consignado".
O ABC Brasil (Arab Banking Corporation) aposta nos empréstimos para médias empresas, que no segundo trimestre deste ano atingiram saldo de R$ 1.712 bilhões, um crescimento de 23,4% ante igual período de 2010. Em corporate, a carteira atingiu R$ 10,522 bilhões, acréscimo de 19,7%. "Os grandes têm dado atenção maior a estes segmentos, mas tem espaço para um banco do nosso perfil. É importante que tenha vários credores, pois ninguém quer ser o único. Temos condições de ser mais ágeis e com relacionamento mais próximo do cliente", argumenta Alexandre Sinzato, head de Relações com Investidores do ABC Brasil.
Para o final de 2011, a instituição projeta crescimento de 25% a 35% em middle e 10% a 16% em corporate, o que totaliza guidance de 12% a 18% na carteira.
Outro banco a priorizar as médias empresas é o BicBanco, que possui 60% do total das operações em empréstimos neste ramo. Entre abril, maio e junho, a modalidade capital de giro, que possui 62,7% de participação na carteira, somou R$ 8,450 bilhões, crescimento de 22,1% na comparação com o mesmo período de 2010.
Segundo Milto Bardini, vice-presidente da instituição financeira, o acirramento da concorrência não é predatória e defensável. "O BicBanco tem agilidade nas necessidades do cliente. Somos menores e temos um foco, enquanto outros têm 'n' nichos de atuação. Também temos um relacionamento mais profundo com os clientes".
As grandes instituições financeiras investem cada vez mais em crédito consignado e empréstimos para pequenas e médias empresas (middle market, na sigla em inglês), segmentos antes explorados com eficácia pelos bancos médios. O diferencial das instituições de menor porte em um cenário cada vez mais competitivo, apontam especialistas e executivos, está no atendimento mais ágil e eficaz com o foco em apenas um segmento. A alta da inadimplência em pessoa jurídica também deve auxiliar, já que os médios realizam uma análise menos criteriosa na concessão.
Os números ao final do primeiro semestre demonstram a tendência. O Banco do Brasil destaca no balanço do segundo trimestre o desempenho do consignado, com saldo de R$ 47,9 bilhões, alta de 18,4% na comparação com junho de 2010. O crescimento em pequenas e médias empresas foi de 24,8% ante junho do último ano, para R$ 131,3 bilhões. Na carteira que soma micro, pequenas e médias companhias, o Bradesco totalizou R$ 92 bilhões, salto de 26,9% nos últimos 12 meses. Já em consignado, a expansão foi de 30,9%, de R$ 12,9 bilhões para R$ 16,8 bilhões, no mesmo período.
O Itaú Unibanco também apresentou aumento nos financiamentos para MPE, de 26,2% em relação a junho de 2010, para R$ 89,7 bilhões. Em consignado, a alta chegou a 31,4% no mesmo período, para R$ 7,5 bilhões. Assim como os anteriores, o Santander cresceu na carteira de consignado, em 29,9%, para R$ 14,8 bilhões, e em MPE 27,2%, ao atingir saldo de R$ 41 bilhões. Para João Augusto Salles, economista da Lopes Filho, é natural que a concorrência intensifique no sistema bancário com a economia em crescimento. "É um perigo para os bancos médios, mas o diferencial está no foco, já que eles têm mais facilidade e rapidez ao conceder o crédito".
Outra oportunidade que pode surgir para estas instituições financeiras é a alta dos índices de inadimplência em pessoa jurídica, em 3,8% segundo o Banco Central. "Os de grande porte fizeram um grande investimento para empréstimos para médias empresas. No entanto, serão mais seletivos e criteriosos na concessão com o aumento da inadimplência, o que abre espaço para os médios", pontua Salles.
O Cruzeiro do Sul possui 95% das receitas em consignado, que obteve saldo total de R$ 7,216 bilhões ao final do segundo trimestre, quando a carteira de crédito somou R$ 7,580 bilhões.
Para Luis Octavio Índio da Costa, presidente do Conselho de Administração do banco, a concorrência é saudável. "Pode ser competitivo sim, até porque eles têm uma rede de distribuição maravilhosa. Mas na essência, é melhor competir com um grande banco do que com um oportunista que está naquele momento com o consignado para se justificar, porque ele estraga o mercado".
Índio da Costa aposta na agilidade. "O grande diferencial dos bancos de consignado com relação aos grandes bancos é a flexibilidade. Ou seja, quando a pessoa chega aqui e pede um crédito ao Cruzeiro do Sul, provavelmente receberá ainda hoje na conta. Os grandes são mais engessados, porque a pessoa vai até a agência, que transfere a operação para uma centralizadora de consignado".
O ABC Brasil (Arab Banking Corporation) aposta nos empréstimos para médias empresas, que no segundo trimestre deste ano atingiram saldo de R$ 1.712 bilhões, um crescimento de 23,4% ante igual período de 2010. Em corporate, a carteira atingiu R$ 10,522 bilhões, acréscimo de 19,7%. "Os grandes têm dado atenção maior a estes segmentos, mas tem espaço para um banco do nosso perfil. É importante que tenha vários credores, pois ninguém quer ser o único. Temos condições de ser mais ágeis e com relacionamento mais próximo do cliente", argumenta Alexandre Sinzato, head de Relações com Investidores do ABC Brasil.
Para o final de 2011, a instituição projeta crescimento de 25% a 35% em middle e 10% a 16% em corporate, o que totaliza guidance de 12% a 18% na carteira.
Outro banco a priorizar as médias empresas é o BicBanco, que possui 60% do total das operações em empréstimos neste ramo. Entre abril, maio e junho, a modalidade capital de giro, que possui 62,7% de participação na carteira, somou R$ 8,450 bilhões, crescimento de 22,1% na comparação com o mesmo período de 2010.
Segundo Milto Bardini, vice-presidente da instituição financeira, o acirramento da concorrência não é predatória e defensável. "O BicBanco tem agilidade nas necessidades do cliente. Somos menores e temos um foco, enquanto outros têm 'n' nichos de atuação. Também temos um relacionamento mais profundo com os clientes".
BB QUER FIDELIZAR BAIXA RENDA COM MICROCRÉDITO
jornal Brasil Econômico 05/09/2011 – Simone Cavalcanti
Um negócio estratégico. É assim que a concessão de microcrédito está sendo tratada pelo Banco do Brasil (BB). A instituição quer aproveitar a ascensão das pessoas de baixa renda — nos últimos oito anos, 39,6 milhões de brasileiros ingressaram na classe C, segundo a Fundação Getúlio Vargas—para torná-las clientes e principalmente garantir que sejam fiéis ao banco pelos próximos 20 anos. “Esse cliente de menor renda tende a ser mais fiel porque tem pouca disponibilidade de recursos. Começa aqui com microcrédito, depois pega um financiamento imobiliário, um cartão, um plano de previdência e outros produtos”, afirma o vice-presidente do BB, Robson Rocha.
A expansão caminha a passos tão largos. Atualmente, o montante emprestado nessa linha chega de R$ 1,1 bilhão e está acima das exigências do Banco Central (BC) para a instituição. Pelas regras em vigor, 2%do total de depósitos à vista feitos em cada banco têm de ser destinados ao microcrédito. No caso do BB, isso significa que deveria estar emprestando R$ 1,03 bilhão. “Estamos sobreaplicados”, afirmou o executivo.
Por conta disso, o banco estatal está usando do recurso conhecido no mercado como “barriga de aluguel”. Por meio desse procedimento usa uma parte da exigibilidade de outra instituição em troca de uma quantia previamente combinada. Isso é um bom negócio para os dois, uma vez que o banco que não quer aplicar em microcrédito tem que destinar o percentual exigido para os cofres do BC sem qualquer remuneração (recolhimento compulsório).
A maior parte desse volume está sendo emprestado apenas para o consumo. Mas agora a lógica é deslocar isso para o microcrédito produtivo orientado, um programa lançado pelo governo no mês passado que visa financiar capital de giro e investimentos a pessoas físicas, Microempreendedores Indiviuais (MEI) e microempresas com rendimento bruto anual de até R$ 120 mil a juros de 8% ao ano. Batizado de Crescer, o programa visa chegar até o final de 2013 com 3,4 milhões de clientes. O valor de cada operação de crédito destinado a capital de giro ou investimento poderá chegar a R$ 15 mil. Uma das novidades do Crescer é que o tomador de empréstimo não precisa apresentar garantias.
Segundo Rocha, com essa mudança de direcionamento e a expansão do negócio, o BB espera chegar a 2013 emprestando R$ 2,5 bilhões em microcrédito (entre produtivo e consumo). “A ideia é ir acompanhando os percentuais de exigibilidade, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisou que, de acordo com a demanda, os limites podem ser expandidos”, afirma o executivo, lembrando que o aumento do percentual de exigência de aplicação dos depósitos à vista dos atuais 2% para 3% foi discutido durante a elaboração da nova proposta de microcrédito voltado à geração de emprego e renda.
O governo calcula que daqui a dois anos as quatro instituições públicas que vão liderar essas operações—Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB), Caixa Econômica Federal, além do próprio BB — tenham uma carteira de R$ 3,15 bilhões destinada exclusivamente ao microcrédito produtivo orientado. Atualmente, a carteira de microcrédito do Banco do Nordeste é de R$ 857,4 milhões e da Caixa Econômica Federal, de R$ 63,8 milhões. Procurado, o Banco da Amazônia não informou o volume dessa carteira.
Deste total, Rocha estima que o Banco do Brasil chegue ao final de 2013 com R$ 1,4 bilhão referente a uma base de clientes de 1,1 milhão apenas no novo segmento. “A nossa estratégia agora está baseada na crença de que, continuando a expansão da economia brasileira, queremos ser o principal banco desse público de baixa renda”, diz o executivo. Nesse sentido, o vice-presidente do BB ressalta que a capilaridade e a familiaridade que o Banco Postal (cuja operação será assumida pelo BB em janeiro de 2012) oferece serão fundamentais.
Orientação ao tomador reduz calotes
O olhar do Banco do Brasil começou a se voltar para clientes com renda mais baixa há exatos oito anos como programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), que faz um acompanhamento dos empréstimos que são concedidos para um público mais amplo do que o do microcrédito. No período, o banco concretizou quase 4 mil planos de negócios beneficiando 1,3 milhão de pessoas e levou a carteira de crédito a R$ 11,2 bilhões.
Robson Rocha, vice-presidente da instituição, rebate a crítica de que a atuação é filantrópica, principalmente por se tratar de um banco público. “Diferentemente de algumas correntes de pensamento, não fazemos filantropia, mas sim estratégias de negócio”, diz. “Gera lucro a partir dos empréstimos e de todos os produtos e serviços que são agregados a isso.”
A taxa de inadimplência muito baixa se comparada à média das carteiras de pessoas físicas com renda mais alta é um ponto considerado pelo banco em relação ao retorno que tem com essa carteira de crédito. Enquanto a primeira está entre 2,5% e 3,1% a do DRS fica em 1,2%.
Uma das fórmulas encontradas para atingir esse baixo patamar de calote é o acompanhamento da aplicação dos recursos emprestados no empreendimento dos tomadores. O entendimento é o de que, se o banco der o dinheiro sem preparar o tomador, as chances desses recursos não voltarem para o banco são enormes. É esse mesmo sistema que será usado, em escala maior, pelo Crescer — o programa lançado em agosto pelo governo para o microcrédito produtivo orientado. A orientação é tida como fundamental para que tanto pessoas físicas quanto microempreendedores não se endividem além do necessário para tocar o seu negócio. Para essas ações, o BB tem 31 mil funcionários certificados em todo o país.
“Esse programa foi como uma inspiração para outros produtos e serviços do banco”, diz Rocha, lembrando que o banco vai passar a oferecer, ao lado da Caixa, os financiamentos imobiliários por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, para pessoas que têm remuneração de até três salários mínimos.
Um negócio estratégico. É assim que a concessão de microcrédito está sendo tratada pelo Banco do Brasil (BB). A instituição quer aproveitar a ascensão das pessoas de baixa renda — nos últimos oito anos, 39,6 milhões de brasileiros ingressaram na classe C, segundo a Fundação Getúlio Vargas—para torná-las clientes e principalmente garantir que sejam fiéis ao banco pelos próximos 20 anos. “Esse cliente de menor renda tende a ser mais fiel porque tem pouca disponibilidade de recursos. Começa aqui com microcrédito, depois pega um financiamento imobiliário, um cartão, um plano de previdência e outros produtos”, afirma o vice-presidente do BB, Robson Rocha.
A expansão caminha a passos tão largos. Atualmente, o montante emprestado nessa linha chega de R$ 1,1 bilhão e está acima das exigências do Banco Central (BC) para a instituição. Pelas regras em vigor, 2%do total de depósitos à vista feitos em cada banco têm de ser destinados ao microcrédito. No caso do BB, isso significa que deveria estar emprestando R$ 1,03 bilhão. “Estamos sobreaplicados”, afirmou o executivo.
Por conta disso, o banco estatal está usando do recurso conhecido no mercado como “barriga de aluguel”. Por meio desse procedimento usa uma parte da exigibilidade de outra instituição em troca de uma quantia previamente combinada. Isso é um bom negócio para os dois, uma vez que o banco que não quer aplicar em microcrédito tem que destinar o percentual exigido para os cofres do BC sem qualquer remuneração (recolhimento compulsório).
A maior parte desse volume está sendo emprestado apenas para o consumo. Mas agora a lógica é deslocar isso para o microcrédito produtivo orientado, um programa lançado pelo governo no mês passado que visa financiar capital de giro e investimentos a pessoas físicas, Microempreendedores Indiviuais (MEI) e microempresas com rendimento bruto anual de até R$ 120 mil a juros de 8% ao ano. Batizado de Crescer, o programa visa chegar até o final de 2013 com 3,4 milhões de clientes. O valor de cada operação de crédito destinado a capital de giro ou investimento poderá chegar a R$ 15 mil. Uma das novidades do Crescer é que o tomador de empréstimo não precisa apresentar garantias.
Segundo Rocha, com essa mudança de direcionamento e a expansão do negócio, o BB espera chegar a 2013 emprestando R$ 2,5 bilhões em microcrédito (entre produtivo e consumo). “A ideia é ir acompanhando os percentuais de exigibilidade, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisou que, de acordo com a demanda, os limites podem ser expandidos”, afirma o executivo, lembrando que o aumento do percentual de exigência de aplicação dos depósitos à vista dos atuais 2% para 3% foi discutido durante a elaboração da nova proposta de microcrédito voltado à geração de emprego e renda.
O governo calcula que daqui a dois anos as quatro instituições públicas que vão liderar essas operações—Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB), Caixa Econômica Federal, além do próprio BB — tenham uma carteira de R$ 3,15 bilhões destinada exclusivamente ao microcrédito produtivo orientado. Atualmente, a carteira de microcrédito do Banco do Nordeste é de R$ 857,4 milhões e da Caixa Econômica Federal, de R$ 63,8 milhões. Procurado, o Banco da Amazônia não informou o volume dessa carteira.
Deste total, Rocha estima que o Banco do Brasil chegue ao final de 2013 com R$ 1,4 bilhão referente a uma base de clientes de 1,1 milhão apenas no novo segmento. “A nossa estratégia agora está baseada na crença de que, continuando a expansão da economia brasileira, queremos ser o principal banco desse público de baixa renda”, diz o executivo. Nesse sentido, o vice-presidente do BB ressalta que a capilaridade e a familiaridade que o Banco Postal (cuja operação será assumida pelo BB em janeiro de 2012) oferece serão fundamentais.
Orientação ao tomador reduz calotes
O olhar do Banco do Brasil começou a se voltar para clientes com renda mais baixa há exatos oito anos como programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), que faz um acompanhamento dos empréstimos que são concedidos para um público mais amplo do que o do microcrédito. No período, o banco concretizou quase 4 mil planos de negócios beneficiando 1,3 milhão de pessoas e levou a carteira de crédito a R$ 11,2 bilhões.
Robson Rocha, vice-presidente da instituição, rebate a crítica de que a atuação é filantrópica, principalmente por se tratar de um banco público. “Diferentemente de algumas correntes de pensamento, não fazemos filantropia, mas sim estratégias de negócio”, diz. “Gera lucro a partir dos empréstimos e de todos os produtos e serviços que são agregados a isso.”
A taxa de inadimplência muito baixa se comparada à média das carteiras de pessoas físicas com renda mais alta é um ponto considerado pelo banco em relação ao retorno que tem com essa carteira de crédito. Enquanto a primeira está entre 2,5% e 3,1% a do DRS fica em 1,2%.
Uma das fórmulas encontradas para atingir esse baixo patamar de calote é o acompanhamento da aplicação dos recursos emprestados no empreendimento dos tomadores. O entendimento é o de que, se o banco der o dinheiro sem preparar o tomador, as chances desses recursos não voltarem para o banco são enormes. É esse mesmo sistema que será usado, em escala maior, pelo Crescer — o programa lançado em agosto pelo governo para o microcrédito produtivo orientado. A orientação é tida como fundamental para que tanto pessoas físicas quanto microempreendedores não se endividem além do necessário para tocar o seu negócio. Para essas ações, o BB tem 31 mil funcionários certificados em todo o país.
“Esse programa foi como uma inspiração para outros produtos e serviços do banco”, diz Rocha, lembrando que o banco vai passar a oferecer, ao lado da Caixa, os financiamentos imobiliários por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, para pessoas que têm remuneração de até três salários mínimos.
24 de ago. de 2011
SISTEMA DE GESTÃO DA BB TURISMO TEM VERSÃO MOBILE
portal TI Inside 22/08/2011
Os clientes da BB Turismo contam agora com o Sistema de Gestão de Viagens (SGV), uma solução desenvolvida, com a colaboração da Cast, pela subsidiária do Banco do Brasil especializada em viagens no segmento corporativo. Além de uma comunicação prática, rápida e direta entre a clientela e os consultores de vendas, a ferramenta garante às empresas uma gestão mais eficaz de suas viagens, maior autonomia e controle sobre as solicitações.
Essa solução é responsável por uma redução de 30% nos custos operacionais dos postos da BB Turismo que atendem os clientes que utilizam a ferramenta, além da diminuição de 30% na quantidade de erros de emissão.
Com o SGV, as empresas de pequeno e médio porte atendidas pela BB Turismo podem visualizar e reservar disponibilidades de voos com as principais companhias aéreas no Brasil e no mundo, por meio de uma comunicação realizada via WebService com esses fornecedores. O sistema permite também realização de reservas em hotéis e locações de veículos. Com a completa automatização do processo, foi possível criar a funcionalidade de política de viagem, com a qual o gestor do sistema pode configurar parâmetros de acordo com cada perfil de usuário. Disponível 24 horas por dia, a ferramenta pode ser acessada via celulares iPhone, BlackBerry, Android, Java e, em breve, por tablets.
Os clientes da BB Turismo contam agora com o Sistema de Gestão de Viagens (SGV), uma solução desenvolvida, com a colaboração da Cast, pela subsidiária do Banco do Brasil especializada em viagens no segmento corporativo. Além de uma comunicação prática, rápida e direta entre a clientela e os consultores de vendas, a ferramenta garante às empresas uma gestão mais eficaz de suas viagens, maior autonomia e controle sobre as solicitações.
Essa solução é responsável por uma redução de 30% nos custos operacionais dos postos da BB Turismo que atendem os clientes que utilizam a ferramenta, além da diminuição de 30% na quantidade de erros de emissão.
Com o SGV, as empresas de pequeno e médio porte atendidas pela BB Turismo podem visualizar e reservar disponibilidades de voos com as principais companhias aéreas no Brasil e no mundo, por meio de uma comunicação realizada via WebService com esses fornecedores. O sistema permite também realização de reservas em hotéis e locações de veículos. Com a completa automatização do processo, foi possível criar a funcionalidade de política de viagem, com a qual o gestor do sistema pode configurar parâmetros de acordo com cada perfil de usuário. Disponível 24 horas por dia, a ferramenta pode ser acessada via celulares iPhone, BlackBerry, Android, Java e, em breve, por tablets.
BB VÊ RENTABILIDADE 'PER CAPITA' CRESCER
jornal Valor Econômico 22/08/2011
Pela primeira vez em mais de uma década, o Banco do Brasil viu crescer a rentabilidade mensal per capita obtida em negócios com pessoas físicas. O indicador, que desde 1999 alternava períodos de queda e de estagnação, subiu 31,4% nos doze meses terminados em junho de 2011, informou o banco ao Valor.
Por ser dado estratégico, normalmente guardado a sete chaves pelas instituições bancárias, o BB não revela a cifra da chamada "margem de contribuição" média por cliente não empresarial. Tampouco informa a magnitude da redução ocorrida até 2009. Mas assegura que a variação positiva retomada em meados de 2010 já recuperou o nível de rentabilidade per capita anterior a 1999, pelo menos em valores nominais.
A rentabilidade total do banco não caiu. Ao contrário, há anos seguidos, o BB tem anunciado resultados cada vez maiores, de receita e de lucro. Por outro lado, por causa da agressiva política de capilarização de rede e de expansão da base de clientes, o número de clientes pessoas físicas cresceu proporcionalmente mais rápido, fazendo cair a rentabilidade média por pessoa. Essa clientela hoje é de 53,1 milhões de pessoas e responde por quase 70% do resultado do BB. "Nossa expectativa é de que o crescimento continue forte", diz Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, titular da recém criada Diretoria de Clientes Pessoas Físicas.
A virada é atribuída à mudança de estratégia de fidelização de clientes que vem sendo implementada há dois anos e da qual a mais emblemática ação tática foi a criação, recentemente, da diretoria comandada por Nazaré. O banco passou a dar mais atenção à melhoria do relacionamento, em vez concentrar preocupações em criar produtos e serviços novos, diferenciados da concorrência.
A nova diretoria chega para cuidar exclusivamente do relacionamento com pessoas físicas. A alteração no organograma acaba de vez com a diretoria de varejo, que ao longo dos últimos anos já tinha sido esvaziada pela criação de diretorias que absorveram parte de suas antigas funções, como a de cuidar da relação com micro e pequenas empresas e ainda de diversos produtos de varejo, como crédito, seguro, previdência e cartões.
Segundo Nazaré, produtos de captação de recursos junto a pessoas físicas, que ainda estavam na agora extinta varejo, não ficarão aos cuidados da nova unidade. Parte deles - a de fundos de investimento - já migrou para a BB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A captação em depósitos a prazo e em poupança ficou na nova diretoria, mas só provisoriamente. Em breve, isso também passará para outra unidade, nova ou já existente.
Pela primeira vez em mais de uma década, o Banco do Brasil viu crescer a rentabilidade mensal per capita obtida em negócios com pessoas físicas. O indicador, que desde 1999 alternava períodos de queda e de estagnação, subiu 31,4% nos doze meses terminados em junho de 2011, informou o banco ao Valor.
Por ser dado estratégico, normalmente guardado a sete chaves pelas instituições bancárias, o BB não revela a cifra da chamada "margem de contribuição" média por cliente não empresarial. Tampouco informa a magnitude da redução ocorrida até 2009. Mas assegura que a variação positiva retomada em meados de 2010 já recuperou o nível de rentabilidade per capita anterior a 1999, pelo menos em valores nominais.
A rentabilidade total do banco não caiu. Ao contrário, há anos seguidos, o BB tem anunciado resultados cada vez maiores, de receita e de lucro. Por outro lado, por causa da agressiva política de capilarização de rede e de expansão da base de clientes, o número de clientes pessoas físicas cresceu proporcionalmente mais rápido, fazendo cair a rentabilidade média por pessoa. Essa clientela hoje é de 53,1 milhões de pessoas e responde por quase 70% do resultado do BB. "Nossa expectativa é de que o crescimento continue forte", diz Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, titular da recém criada Diretoria de Clientes Pessoas Físicas.
A virada é atribuída à mudança de estratégia de fidelização de clientes que vem sendo implementada há dois anos e da qual a mais emblemática ação tática foi a criação, recentemente, da diretoria comandada por Nazaré. O banco passou a dar mais atenção à melhoria do relacionamento, em vez concentrar preocupações em criar produtos e serviços novos, diferenciados da concorrência.
A nova diretoria chega para cuidar exclusivamente do relacionamento com pessoas físicas. A alteração no organograma acaba de vez com a diretoria de varejo, que ao longo dos últimos anos já tinha sido esvaziada pela criação de diretorias que absorveram parte de suas antigas funções, como a de cuidar da relação com micro e pequenas empresas e ainda de diversos produtos de varejo, como crédito, seguro, previdência e cartões.
Segundo Nazaré, produtos de captação de recursos junto a pessoas físicas, que ainda estavam na agora extinta varejo, não ficarão aos cuidados da nova unidade. Parte deles - a de fundos de investimento - já migrou para a BB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A captação em depósitos a prazo e em poupança ficou na nova diretoria, mas só provisoriamente. Em breve, isso também passará para outra unidade, nova ou já existente.
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22 de ago. de 2011
PMES SÃO FOCO DOS GRANDES BANCOS DO PAÍS
jornal DCI 19/08/2011 - Marcelle Gutierrez
A partir do segundo semestre, as instituições financeiras obtém aumento no volume de concessões de crédito para micro, pequenas e médias empresas, por conta da aceleração no ritmo da atividade produtiva, com o aquecimento do consumo característico do período. Segundo especialistas entrevistados pelo DCI, o segmento é rentável, já que estas companhias não têm acesso ao mercado externo e de capitais, o que as torna dependentes do financiamento bancário. Na carteira, o Bradesco atingiu saldo de R$ 92 bilhões, enquanto o Santander totalizou R$ 41 bilhões. Ambos com planos de expansão.
De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, a procura cresceu 2,3% em relação aos sete primeiros meses de 2010. Na comparação mensal, houve avanço de 6,6% ante julho de 2010. Já a quantidade comparada a junho de 2011 aumentou 3,4%.
Para Luis Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, o movimento é sazonal. "Há pico da produção industrial com as vendas de final de ano. Mas se comparar com o ano passado, quando o crescimento foi de 7%, houve uma desaceleração, para 2,3%, em consequência do menor ritmo da economia."
O especialista explica que no caso das micro, pequenas e médias empresas, o maior volume de recursos captados está na rede bancária. "Não tem opção de captar no mercado externo ou de ações, dependendo exclusivamente dos bancos."
Até junho de 2011, segundo dados do Banco Central, o saldo de empréstimos realizados por pessoa jurídica atingiu R$ 500,856 bilhões, acréscimo de 18% ante igual período do último ano. O maior volume de operações está em capital de giro, utilizado em maior escala pelas companhias de menor porte, com R$ 282,691 bilhões em junho, crescimento de 6% na comparação com janeiro e de 19,9% ante junho de 2010.
O segundo maior saldo é observado em conta garantida, com R$ 60,012 bilhões em junho, alta de 9,49% ante janeiro e de 15,85% nos últimos 12 meses.
A identificação do nicho de micro, pequenas e médias empresas como lucrativa ocorre no Bradesco, que projeta para 2011 crescimento de 20% a 29% , enquanto a expectativa geral carteira é de 15% a 19%. O diretor do departamento de empresas e financiamentos do Bradesco, Octavio de Lazares Júnior, diz que a importância do ramo foi identificada há alguns anos. "Percebemos que era um importante nicho. Outras empresas podem fazer IPO (oferta pública inicial de ações), oferta de ações ou emissão de debêntures. Possuem uma série de instrumentos, enquanto a PME depende dos bancos."
Ao final do primeiro semestre o saldo de crédito do banco atingiu R$ 319,802 bilhões, acréscimo de 23,1% em 12 meses. Do total, R$ 92,010 bilhões é do ramo de micro, pequenas e médias empresas, o que corresponde a cerca de 29% do total da carteira.
O diretor explica que identificaram no segmento uma carência de capital a longo prazo. Nesse sentido, criaram as linhas Giro Simples e CDC Flex. "Em dezembro injetamos R$ 100 milhões em cada produto, o que acabou em maio. Então em julho colocamos mais R$ 100 milhões em cada."
No mesmo caminho está o Santander, com o lançamento há três anos do SuperGiro Premium, com prazo de 36 meses e taxa de 2,57% ao mês. Segundo Cristiane Nogueira, superintendente de pequenas e médias empresas do Santander, o primeiro semestre foi diferenciado na comparação com os anteriores. "Houve a questão de posicionamento do banco, com treinamento de gerentes, ampliação da oferta de crédito e trabalho de pré-aprovação de crédito."
O saldo de financiamentos totalizou R$ 171,379 bilhões, o que representa um aumento de 17% em 12 meses e de 4,1% no segundo trimestre. A carteira de pequenas e médias empresas atingiu R$ 41,034 bilhões, crescimento de 27,7% na comparação com o mesmo período de 2010 e de 4,7% neste segundo trimestre, o que responde a 24% da carteira.
No primeiro semestre, o Itaú Unibanco ampliou a carteira para pessoa jurídica em 7,6%, para R$ 208,7 bilhões. "Observamos que uma das demandas mais significativas para os empresários desse segmento é por capital de giro", informou em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, o Banco do Brasil também declara que as linhas de capital de giro têm destaque, com R$ 42,57 bilhões em concessões.O saldo das operações pequenas e médias empresas, em junho de 2011, foi de R$ 59,9 bilhões, incremento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2010.
Inadimplência
No que se refere à tendência de alta da inadimplência do segmento, segundo a Serasa Experian, o Santander ressalta a estratégia de bonificação do produto de capital de giro, com até três parcelas de bonificação para o pagamento na data exata do vencimento. "No produto que tem a bonificação, há a inadimplência mais baixa e maior atratividade. É uma carteira com a melhor performance desde o lançamento. É uma questão de parceria com o cliente", diz Cristiane Nogueira.
De acordo com Octavio de Lazares Júnior, do Bradesco, a estratégia para garantir a qualidade da carteira, com baixos níveis de falta de pagamentos, está no fornecimento de crédito de acordo com as necessidades do cliente.
A partir do segundo semestre, as instituições financeiras obtém aumento no volume de concessões de crédito para micro, pequenas e médias empresas, por conta da aceleração no ritmo da atividade produtiva, com o aquecimento do consumo característico do período. Segundo especialistas entrevistados pelo DCI, o segmento é rentável, já que estas companhias não têm acesso ao mercado externo e de capitais, o que as torna dependentes do financiamento bancário. Na carteira, o Bradesco atingiu saldo de R$ 92 bilhões, enquanto o Santander totalizou R$ 41 bilhões. Ambos com planos de expansão.
De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, a procura cresceu 2,3% em relação aos sete primeiros meses de 2010. Na comparação mensal, houve avanço de 6,6% ante julho de 2010. Já a quantidade comparada a junho de 2011 aumentou 3,4%.
Para Luis Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, o movimento é sazonal. "Há pico da produção industrial com as vendas de final de ano. Mas se comparar com o ano passado, quando o crescimento foi de 7%, houve uma desaceleração, para 2,3%, em consequência do menor ritmo da economia."
O especialista explica que no caso das micro, pequenas e médias empresas, o maior volume de recursos captados está na rede bancária. "Não tem opção de captar no mercado externo ou de ações, dependendo exclusivamente dos bancos."
Até junho de 2011, segundo dados do Banco Central, o saldo de empréstimos realizados por pessoa jurídica atingiu R$ 500,856 bilhões, acréscimo de 18% ante igual período do último ano. O maior volume de operações está em capital de giro, utilizado em maior escala pelas companhias de menor porte, com R$ 282,691 bilhões em junho, crescimento de 6% na comparação com janeiro e de 19,9% ante junho de 2010.
O segundo maior saldo é observado em conta garantida, com R$ 60,012 bilhões em junho, alta de 9,49% ante janeiro e de 15,85% nos últimos 12 meses.
A identificação do nicho de micro, pequenas e médias empresas como lucrativa ocorre no Bradesco, que projeta para 2011 crescimento de 20% a 29% , enquanto a expectativa geral carteira é de 15% a 19%. O diretor do departamento de empresas e financiamentos do Bradesco, Octavio de Lazares Júnior, diz que a importância do ramo foi identificada há alguns anos. "Percebemos que era um importante nicho. Outras empresas podem fazer IPO (oferta pública inicial de ações), oferta de ações ou emissão de debêntures. Possuem uma série de instrumentos, enquanto a PME depende dos bancos."
Ao final do primeiro semestre o saldo de crédito do banco atingiu R$ 319,802 bilhões, acréscimo de 23,1% em 12 meses. Do total, R$ 92,010 bilhões é do ramo de micro, pequenas e médias empresas, o que corresponde a cerca de 29% do total da carteira.
O diretor explica que identificaram no segmento uma carência de capital a longo prazo. Nesse sentido, criaram as linhas Giro Simples e CDC Flex. "Em dezembro injetamos R$ 100 milhões em cada produto, o que acabou em maio. Então em julho colocamos mais R$ 100 milhões em cada."
No mesmo caminho está o Santander, com o lançamento há três anos do SuperGiro Premium, com prazo de 36 meses e taxa de 2,57% ao mês. Segundo Cristiane Nogueira, superintendente de pequenas e médias empresas do Santander, o primeiro semestre foi diferenciado na comparação com os anteriores. "Houve a questão de posicionamento do banco, com treinamento de gerentes, ampliação da oferta de crédito e trabalho de pré-aprovação de crédito."
O saldo de financiamentos totalizou R$ 171,379 bilhões, o que representa um aumento de 17% em 12 meses e de 4,1% no segundo trimestre. A carteira de pequenas e médias empresas atingiu R$ 41,034 bilhões, crescimento de 27,7% na comparação com o mesmo período de 2010 e de 4,7% neste segundo trimestre, o que responde a 24% da carteira.
No primeiro semestre, o Itaú Unibanco ampliou a carteira para pessoa jurídica em 7,6%, para R$ 208,7 bilhões. "Observamos que uma das demandas mais significativas para os empresários desse segmento é por capital de giro", informou em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, o Banco do Brasil também declara que as linhas de capital de giro têm destaque, com R$ 42,57 bilhões em concessões.O saldo das operações pequenas e médias empresas, em junho de 2011, foi de R$ 59,9 bilhões, incremento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2010.
Inadimplência
No que se refere à tendência de alta da inadimplência do segmento, segundo a Serasa Experian, o Santander ressalta a estratégia de bonificação do produto de capital de giro, com até três parcelas de bonificação para o pagamento na data exata do vencimento. "No produto que tem a bonificação, há a inadimplência mais baixa e maior atratividade. É uma carteira com a melhor performance desde o lançamento. É uma questão de parceria com o cliente", diz Cristiane Nogueira.
De acordo com Octavio de Lazares Júnior, do Bradesco, a estratégia para garantir a qualidade da carteira, com baixos níveis de falta de pagamentos, está no fornecimento de crédito de acordo com as necessidades do cliente.
PARCELAMENTO DE FATURA É ARMA PARA CONTER CALOTES
jornal Valor Econômico 19/08/2011 – Aline Lima
A elevação do limite de pagamento mínimo da fatura mensal do cartão de crédito de 15% para 20%, prevista para 1º de dezembro, já fez acender o sinal de alerta da inadimplência nas instituições financeiras. Para tentar minimizar a perspectiva de alta no número de calotes no fim do ano (e início de 2012), os bancos estão reforçando entre seus clientes a oferta de parcelamento da fatura do cartão. A modalidade facilita a organização financeira dos endividados e, diferentemente da linha de crédito pessoal, não contempla a disponibilização de recurso adicional ao limite pré-aprovado no plástico.
No Santander Brasil, o volume de parcelamentos de faturas de cartão de crédito cresceu 75% no primeiro semestre do ano ante igual período de 2010. "Temos certeza que vai haver um pico [de inadimplência], por isso estamos tentando prever cenários e estabelecer as ações necessárias", afirma Walter Antonio Savaglia Neto, gerente executivo de cartões do banco. O executivo conta que, no mês de junho, houve um aumento "marginal" de inadimplência, mas não sabe dizer se é reflexo do primeiro ajuste no limite de pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito determinado pelo Banco Central (BC), de 10% para 15%.
Por via das dúvidas, o Santander pretende "tornar ainda mais abrangente" seu programa de educação financeira, criado há um ano e meio. "Nos planejamos e intensificamos a abordagem aos clientes no primeiro trimestre, quando a necessidade de crédito para pagar impostos e despesas escolares é maior, e vamos repetir a dose", diz. O uso do rotativo é uma variável importante na detecção de comportamentos de risco, mas não a única. "A propensão do cliente cancelar o cartão, por exemplo, é outra variável que utilizamos de forma combinada", explica.
A Itaucard também está atenta aos atrasos e ao crescimento da utilização dos limites pré-aprovados por seus clientes. "Não verificamos mudança no patamar de inadimplência ainda, mas vai piorar", afirma Fernando Teles, diretor da Itaucard. A administradora de cartões do Itaú Unibanco vem desde fevereiro intensificando a oferta de parcelamento da fatura a clientes "dependurados" no rotativo.
O Banco do Brasil (BB), que passou a disponibilizar a alternativa de parcelamento da fatura do cartão somente no início de 2010, informa que a modalidade vem tendo uma aceitação considerada consistente. Entre julho de 2010 e julho de 2011, a expansão no volume de parcelamento de faturas no banco estatal foi de 39%. O BB se antecipou à medida do BC que previa para junho a elevação do limite de pagamento mínimo da fatura do cartão para 15% e fez o ajuste ainda em outubro de 2010. A próxima correção, de 20%, deverá ser feita na data estipulada pelo BC, em 1º dezembro. "Mas vamos alertar os clientes sobre a mudança em setembro", diz Maria Izabel Gribel, gerente executiva de cartões do BB.
A elevação do limite de pagamento mínimo da fatura mensal do cartão de crédito de 15% para 20%, prevista para 1º de dezembro, já fez acender o sinal de alerta da inadimplência nas instituições financeiras. Para tentar minimizar a perspectiva de alta no número de calotes no fim do ano (e início de 2012), os bancos estão reforçando entre seus clientes a oferta de parcelamento da fatura do cartão. A modalidade facilita a organização financeira dos endividados e, diferentemente da linha de crédito pessoal, não contempla a disponibilização de recurso adicional ao limite pré-aprovado no plástico.
No Santander Brasil, o volume de parcelamentos de faturas de cartão de crédito cresceu 75% no primeiro semestre do ano ante igual período de 2010. "Temos certeza que vai haver um pico [de inadimplência], por isso estamos tentando prever cenários e estabelecer as ações necessárias", afirma Walter Antonio Savaglia Neto, gerente executivo de cartões do banco. O executivo conta que, no mês de junho, houve um aumento "marginal" de inadimplência, mas não sabe dizer se é reflexo do primeiro ajuste no limite de pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito determinado pelo Banco Central (BC), de 10% para 15%.
Por via das dúvidas, o Santander pretende "tornar ainda mais abrangente" seu programa de educação financeira, criado há um ano e meio. "Nos planejamos e intensificamos a abordagem aos clientes no primeiro trimestre, quando a necessidade de crédito para pagar impostos e despesas escolares é maior, e vamos repetir a dose", diz. O uso do rotativo é uma variável importante na detecção de comportamentos de risco, mas não a única. "A propensão do cliente cancelar o cartão, por exemplo, é outra variável que utilizamos de forma combinada", explica.
A Itaucard também está atenta aos atrasos e ao crescimento da utilização dos limites pré-aprovados por seus clientes. "Não verificamos mudança no patamar de inadimplência ainda, mas vai piorar", afirma Fernando Teles, diretor da Itaucard. A administradora de cartões do Itaú Unibanco vem desde fevereiro intensificando a oferta de parcelamento da fatura a clientes "dependurados" no rotativo.
O Banco do Brasil (BB), que passou a disponibilizar a alternativa de parcelamento da fatura do cartão somente no início de 2010, informa que a modalidade vem tendo uma aceitação considerada consistente. Entre julho de 2010 e julho de 2011, a expansão no volume de parcelamento de faturas no banco estatal foi de 39%. O BB se antecipou à medida do BC que previa para junho a elevação do limite de pagamento mínimo da fatura do cartão para 15% e fez o ajuste ainda em outubro de 2010. A próxima correção, de 20%, deverá ser feita na data estipulada pelo BC, em 1º dezembro. "Mas vamos alertar os clientes sobre a mudança em setembro", diz Maria Izabel Gribel, gerente executiva de cartões do BB.
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11 de ago. de 2011
LUCRO DO BANCO DO BRASIL CRESCE 23,4% NO SEMESTRE
portal Brasil Econômico 09/08/2011
O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido de R$ 6,3 bilhões no primeiro semestre de 2011, resultado 23,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Quando considerado apenas o segundo trimestre, o lucro recorrente atingiu R$ 3,2 bilhões, um avanço de 38,8% sobre o mesmo período do ano passado.
A carteira de crédito do banco cresceu 20,2% no semestre, em comparação com o registrado em junho, somando R$ 421,3 bilhões, o que representa 19,6% de participação de mercado.
No segmento de pessoa física, os empréstimos cresceram 21,4%, para R$ 191,2 bilhões. O crédito consignado, que representa 39% do segmento, cresceu 18,4% na mesma base de comparação.
Para empresas, a carteira de crédito apresentou crescimento de 21,4%, registrando saldo de R$ 191,2 bilhões. Para médias e grandes empresas o crescimento atingiu 24,8% em doze meses.
Com isso, as receitas financeiras somaram R$ 47,3 bilhões no semestre, 24,3% acima do obtido no mesmo período do ano anterior.
A inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, ficou em 2% da carteira de crédito, frente a 2,7% um ano antes.
Nas captações, o avanço foi de 15,4%, somando R$ 584 bilhões. As captações em depósitos aumentaram 15,2%, para R$ 396,2 bilhões.
O BB inaugurou ainda 86 novas agências no semestre, totalizando 5.094 unidades no país.
O banco finalizou o semestre com R$ 904,1 bilhões em ativos, crescimento de 19,6% em doze meses. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco atingiu 24,9%.
O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido de R$ 6,3 bilhões no primeiro semestre de 2011, resultado 23,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Quando considerado apenas o segundo trimestre, o lucro recorrente atingiu R$ 3,2 bilhões, um avanço de 38,8% sobre o mesmo período do ano passado.
A carteira de crédito do banco cresceu 20,2% no semestre, em comparação com o registrado em junho, somando R$ 421,3 bilhões, o que representa 19,6% de participação de mercado.
No segmento de pessoa física, os empréstimos cresceram 21,4%, para R$ 191,2 bilhões. O crédito consignado, que representa 39% do segmento, cresceu 18,4% na mesma base de comparação.
Para empresas, a carteira de crédito apresentou crescimento de 21,4%, registrando saldo de R$ 191,2 bilhões. Para médias e grandes empresas o crescimento atingiu 24,8% em doze meses.
Com isso, as receitas financeiras somaram R$ 47,3 bilhões no semestre, 24,3% acima do obtido no mesmo período do ano anterior.
A inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, ficou em 2% da carteira de crédito, frente a 2,7% um ano antes.
Nas captações, o avanço foi de 15,4%, somando R$ 584 bilhões. As captações em depósitos aumentaram 15,2%, para R$ 396,2 bilhões.
O BB inaugurou ainda 86 novas agências no semestre, totalizando 5.094 unidades no país.
O banco finalizou o semestre com R$ 904,1 bilhões em ativos, crescimento de 19,6% em doze meses. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco atingiu 24,9%.
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27 de jul. de 2011
CRÉDITO IMOBILIÁRIO DESACELERA
jornal Valor Econômico 26/07/2011 - Adriana Cotias, Aline Lima e Carolina Mandl
As estatísticas do crédito imobiliário com o fechamento do primeiro semestre devem mostrar desembolsos da ordem de R$ 37 bilhões só com recursos da poupança, segundo estimativas de mercado. Se esses números se confirmarem, tal cifra vai representar crescimento de 55% em comparação a janeiro e junho do ano passado. Na contagem mensal, porém, espera-se que as contratações mostrem alguma perda de ímpeto. Só em junho, a expectativa é que tenham sido liberados cerca de R$ 7,5 bilhões, uma expansão de 48% contra junho de 2010. O ritmo de expansão de 60% que se observou até abril tende a perder velocidade.
Por trás disso está o menor volume contratado para financiar o mutuário, com os esforços um pouco mais concentrados nas carteiras de pessoa jurídica, que têm giro mais rápido, relacionado ao ciclo mais curto de produção, analisa o diretor de crédito imobiliário do HSBC Brasil, Antonio Barbosa. "Cresceu demais a pessoa física e essa era uma acomodação natural. Por outro lado, nos primeiros meses do ano a liberação de recursos para a construção vinha travando por conta de atrasos nas obras. Essa produção represada está sendo desovada agora."
Segundo calcula, a proporção entre financiamentos destinados ao consumidor final e os endereçados às empresas teria encerrado junho numa relação de 55% para 45%. Historicamente, a distribuição é de 60% para 40%.
Com a poupança, principal fonte de financiamento do setor, perdendo força, a percepção é de que os bancos têm sido mais seletivos. Até junho, as saídas líquidas da caderneta chegavam a R$ 172,7 milhões, em comparação aos R$ 8,8 bilhões captados no mesmo período do ano passado. Em julho, até o dia 19, o saldo estava positivo em R$ 2,9 bilhões, revertendo o balanço negativo do ano, para R$ 2,7 bilhões, mas ainda aquém do ritmo esperado para o ano, de crescimento na casa dos 15% a 20%.
O Banco do Brasil (BB), último dos grandes bancos a entrar no financiamento imobiliário, conta com a vantagem de, por isso mesmo, ter um saldo mais robusto da caderneta. "Enquanto nos concorrentes o saldo da poupança já se aproxima do estoque de crédito imobiliário, nós temos mais de R$ 5 bilhões disponíveis", diz Paulo Caffarelli, vice-presidente novos negócios e varejo do BB.
Mas, ao mesmo tempo em que boa parte das instituições financeiras enfrenta a escassez no lado do "funding", encontra também uma parcela da população mais endividada. "Essa situação diminui o espectro da prospecção, embora a inadimplência siga estável", acrescenta Barbosa, do HSBC.
De 2005 para cá, o crédito imobiliário concedido vinha praticamente dobrando de tamanho a cada ano e é essa velocidade vertiginosa que começa a desacelerar, diz o diretor da Caixa, Teotônio Rezende. "Havia uma demanda reprimida, que foi sendo atendida nos últimos anos num ciclo mais ou menos normal de oferta e demanda. Há ainda muito espaço para crescer, com o aumento do emprego e da renda e dos subsídios para a baixa renda. Se trabalhássemos com a projeção geométrica vista de 2005 a 2007, ninguém teria capacidade para atender."
A Caixa pretende aplicar neste ano pelo menos R$ 30 bilhões, com recursos da poupança, perto dos R$ 27,8 bilhões desembolsados ao longo de 2010. Até maio, o banco federal tinha liberado R$ 11,7 bilhões, com crescimento de 14% em comparação ao mesmo intervalo de 2010.
A atual taxa básica, em 12,5%, pode atuar como um freio à expansão do crédito imobiliário, segundo Fabio Nogueira, sócio da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE). "Sempre que isso acontece, muita gente acaba preferindo deixar o dinheiro guardado no banco a investir em um imóvel."
As estatísticas do crédito imobiliário com o fechamento do primeiro semestre devem mostrar desembolsos da ordem de R$ 37 bilhões só com recursos da poupança, segundo estimativas de mercado. Se esses números se confirmarem, tal cifra vai representar crescimento de 55% em comparação a janeiro e junho do ano passado. Na contagem mensal, porém, espera-se que as contratações mostrem alguma perda de ímpeto. Só em junho, a expectativa é que tenham sido liberados cerca de R$ 7,5 bilhões, uma expansão de 48% contra junho de 2010. O ritmo de expansão de 60% que se observou até abril tende a perder velocidade.
Por trás disso está o menor volume contratado para financiar o mutuário, com os esforços um pouco mais concentrados nas carteiras de pessoa jurídica, que têm giro mais rápido, relacionado ao ciclo mais curto de produção, analisa o diretor de crédito imobiliário do HSBC Brasil, Antonio Barbosa. "Cresceu demais a pessoa física e essa era uma acomodação natural. Por outro lado, nos primeiros meses do ano a liberação de recursos para a construção vinha travando por conta de atrasos nas obras. Essa produção represada está sendo desovada agora."
Segundo calcula, a proporção entre financiamentos destinados ao consumidor final e os endereçados às empresas teria encerrado junho numa relação de 55% para 45%. Historicamente, a distribuição é de 60% para 40%.
Com a poupança, principal fonte de financiamento do setor, perdendo força, a percepção é de que os bancos têm sido mais seletivos. Até junho, as saídas líquidas da caderneta chegavam a R$ 172,7 milhões, em comparação aos R$ 8,8 bilhões captados no mesmo período do ano passado. Em julho, até o dia 19, o saldo estava positivo em R$ 2,9 bilhões, revertendo o balanço negativo do ano, para R$ 2,7 bilhões, mas ainda aquém do ritmo esperado para o ano, de crescimento na casa dos 15% a 20%.
O Banco do Brasil (BB), último dos grandes bancos a entrar no financiamento imobiliário, conta com a vantagem de, por isso mesmo, ter um saldo mais robusto da caderneta. "Enquanto nos concorrentes o saldo da poupança já se aproxima do estoque de crédito imobiliário, nós temos mais de R$ 5 bilhões disponíveis", diz Paulo Caffarelli, vice-presidente novos negócios e varejo do BB.
Mas, ao mesmo tempo em que boa parte das instituições financeiras enfrenta a escassez no lado do "funding", encontra também uma parcela da população mais endividada. "Essa situação diminui o espectro da prospecção, embora a inadimplência siga estável", acrescenta Barbosa, do HSBC.
De 2005 para cá, o crédito imobiliário concedido vinha praticamente dobrando de tamanho a cada ano e é essa velocidade vertiginosa que começa a desacelerar, diz o diretor da Caixa, Teotônio Rezende. "Havia uma demanda reprimida, que foi sendo atendida nos últimos anos num ciclo mais ou menos normal de oferta e demanda. Há ainda muito espaço para crescer, com o aumento do emprego e da renda e dos subsídios para a baixa renda. Se trabalhássemos com a projeção geométrica vista de 2005 a 2007, ninguém teria capacidade para atender."
A Caixa pretende aplicar neste ano pelo menos R$ 30 bilhões, com recursos da poupança, perto dos R$ 27,8 bilhões desembolsados ao longo de 2010. Até maio, o banco federal tinha liberado R$ 11,7 bilhões, com crescimento de 14% em comparação ao mesmo intervalo de 2010.
A atual taxa básica, em 12,5%, pode atuar como um freio à expansão do crédito imobiliário, segundo Fabio Nogueira, sócio da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE). "Sempre que isso acontece, muita gente acaba preferindo deixar o dinheiro guardado no banco a investir em um imóvel."
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BB DOBRA DE TAMANHO EM SP E AGORA BUSCA RESULTADO
jornal Valor Econômico 25/07/2011 - Aline Lima
Por meio de um programa agressivo de compra de folhas de pagamento e, principalmente, da aquisição da Nossa Caixa, ocorrida em novembro de 2009, o Banco do Brasil (BB) conseguiu mais que dobrar a base de clientes no Estado de São Paulo, composta atualmente por 11 milhões de correntistas. As receitas aumentaram, no total, mas a margem gerada por cliente caiu. Desde setembro do ano passado, quando foi concluída a integração das agências e dos sistemas da Nossa Caixa, um dos desafios do BB tem sido, justamente, melhorar a rentabilidade das operações em São Paulo.
"Compramos a Nossa Caixa mas grande parte dos clientes apresentava rentabilidade próxima de zero", afirma Dan Conrado, diretor responsável pelas atividades do BB em São Paulo. Em outras palavras: o cliente recebia pela conta salário do BB e transferia imediatamente todo o dinheiro para outro banco. Dos 6 milhões de clientes herdados da Nossa Caixa pelo BB, 2,8 milhões agiam exatamente dessa forma, mês a mês. Em maio, metade desse grupo (1,4 milhão de clientes) já havia se tornado "rentável", segundo Conrado.
A margem de contribuição (receita bruta) dos clientes que antes eram da Nossa Caixa cresceu 39,7% de março de 2010 até maio de 2011. Se considerada toda a rede de agências do BB no Estado de São Paulo, o resultado gerencial (diferença entre receitas e despesas) subiu 9,8% entre o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011. "E olha que o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro", ressalta Conrado. As despesas cresceram 4,9% nesse mesmo período, puxadas pelo dissídio da categoria.
O esforço para aumentar a rentabilidade da base de varejo do BB em São Paulo "coincide" com a implementação do programa de modernização de sua rede de 5.087 agências no país, batizado internamente de BB 2.0.
O projeto, que começou por São Paulo em março do ano passado juntamente com integração das agências da Nossa Caixa, contempla desde mudanças na decoração das agências até a adoção de um novo sistema para gerenciar o relacionamento com o cliente (customer relationship management ou CRM).
O BB 2.0 deve ser concluído no fim deste ano, quando as agências do banco na região Norte estiverem completamente cobertas pelo programa - um ano antes da previsão inicial. Em São Paulo, onde a reformulação geral já terminou, os antigos clientes da Nossa Caixa já podem comemorar alguns avanços. Ao menos aqueles que pertencem a uma elite: no caso dos correntistas que migraram para o segmento de alta renda do BB (Estilo), o número de clientes atendidos por um mesmo gerente, por exemplo, caiu de 500 para algo entre 300 e 350.
O desafio de incrementar o número de produtos por cliente permanece. No segmento Estilo (em que os correntistas têm renda mensal superior a R$ 4 mil), a média hoje é de 7,5 produtos por cliente, em São Paulo. No varejo, segmento abaixo do Estilo, a média atual é de 5,3 produtos por cliente.
Mas enquanto entre as pessoas físicas - especialmente no caso dos clientes vindos da Nossa Caixa - a ordem é intensificar o relacionamento, no caso das pessoas jurídicas o que falta mesmo é amealhar clientes. Da base herdada da Nossa Caixa, 95% era composta por pessoas físicas. Uma das frentes de atuação escolhida pelo BB para pôr em prática a estratégia junto às pessoas jurídicas foi o segmento de micro e pequenas empresas. De março para cá, foram realizadas 60 mil visitas a empreendedores do Estado de São Paulo.
Por meio de um programa agressivo de compra de folhas de pagamento e, principalmente, da aquisição da Nossa Caixa, ocorrida em novembro de 2009, o Banco do Brasil (BB) conseguiu mais que dobrar a base de clientes no Estado de São Paulo, composta atualmente por 11 milhões de correntistas. As receitas aumentaram, no total, mas a margem gerada por cliente caiu. Desde setembro do ano passado, quando foi concluída a integração das agências e dos sistemas da Nossa Caixa, um dos desafios do BB tem sido, justamente, melhorar a rentabilidade das operações em São Paulo.
"Compramos a Nossa Caixa mas grande parte dos clientes apresentava rentabilidade próxima de zero", afirma Dan Conrado, diretor responsável pelas atividades do BB em São Paulo. Em outras palavras: o cliente recebia pela conta salário do BB e transferia imediatamente todo o dinheiro para outro banco. Dos 6 milhões de clientes herdados da Nossa Caixa pelo BB, 2,8 milhões agiam exatamente dessa forma, mês a mês. Em maio, metade desse grupo (1,4 milhão de clientes) já havia se tornado "rentável", segundo Conrado.
A margem de contribuição (receita bruta) dos clientes que antes eram da Nossa Caixa cresceu 39,7% de março de 2010 até maio de 2011. Se considerada toda a rede de agências do BB no Estado de São Paulo, o resultado gerencial (diferença entre receitas e despesas) subiu 9,8% entre o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011. "E olha que o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro", ressalta Conrado. As despesas cresceram 4,9% nesse mesmo período, puxadas pelo dissídio da categoria.
O esforço para aumentar a rentabilidade da base de varejo do BB em São Paulo "coincide" com a implementação do programa de modernização de sua rede de 5.087 agências no país, batizado internamente de BB 2.0.
O projeto, que começou por São Paulo em março do ano passado juntamente com integração das agências da Nossa Caixa, contempla desde mudanças na decoração das agências até a adoção de um novo sistema para gerenciar o relacionamento com o cliente (customer relationship management ou CRM).
O BB 2.0 deve ser concluído no fim deste ano, quando as agências do banco na região Norte estiverem completamente cobertas pelo programa - um ano antes da previsão inicial. Em São Paulo, onde a reformulação geral já terminou, os antigos clientes da Nossa Caixa já podem comemorar alguns avanços. Ao menos aqueles que pertencem a uma elite: no caso dos correntistas que migraram para o segmento de alta renda do BB (Estilo), o número de clientes atendidos por um mesmo gerente, por exemplo, caiu de 500 para algo entre 300 e 350.
O desafio de incrementar o número de produtos por cliente permanece. No segmento Estilo (em que os correntistas têm renda mensal superior a R$ 4 mil), a média hoje é de 7,5 produtos por cliente, em São Paulo. No varejo, segmento abaixo do Estilo, a média atual é de 5,3 produtos por cliente.
Mas enquanto entre as pessoas físicas - especialmente no caso dos clientes vindos da Nossa Caixa - a ordem é intensificar o relacionamento, no caso das pessoas jurídicas o que falta mesmo é amealhar clientes. Da base herdada da Nossa Caixa, 95% era composta por pessoas físicas. Uma das frentes de atuação escolhida pelo BB para pôr em prática a estratégia junto às pessoas jurídicas foi o segmento de micro e pequenas empresas. De março para cá, foram realizadas 60 mil visitas a empreendedores do Estado de São Paulo.
22 de jul. de 2011
CLIENTES DO BB PODERÃO REALIZAR TRANSAÇÕES BANCÁRIAS ATRAVÉS DA TV
portal Executivos Financeiros 22/07/2011
O Banco do Brasil em parceria com a TOTVS permitirá que os 50 milhões de clientes do BB realizem transações bancárias por meio do controle remoto de sua TV.
A TV deve estar conectada a um conversor de TV Digital (set-top Box) que traga o software de interatividade embarcado, e que possua o selo Sticker Center. No decorrer dos próximos anos, novos aplicativos e serviços serão lançados pela parceria, como o desenvolvimento de simuladores de crédito e seguros bancários.
O aplicativo, chamado Sticker Center, é totalmente integrado ao portal gerenciador de aplicações baseado no padrão DTVi (nome dado à implementação do padrão Ginga), voltado a negócios interativos.
Os stickers são aplicativos que podem ser acionados por meio do controle remoto direto na tela da TV, trazendo informações utilitárias, informativas, de entretenimento ou comércio eletrônico.
Por enquanto, a solução vem embarcada nos conversores das marcas Visiontec e D-Link, mas a previsão é de que, nos próximos meses, a tecnologia esteja presente em equipamentos de outras marcas.
O Banco do Brasil em parceria com a TOTVS permitirá que os 50 milhões de clientes do BB realizem transações bancárias por meio do controle remoto de sua TV.
A TV deve estar conectada a um conversor de TV Digital (set-top Box) que traga o software de interatividade embarcado, e que possua o selo Sticker Center. No decorrer dos próximos anos, novos aplicativos e serviços serão lançados pela parceria, como o desenvolvimento de simuladores de crédito e seguros bancários.
O aplicativo, chamado Sticker Center, é totalmente integrado ao portal gerenciador de aplicações baseado no padrão DTVi (nome dado à implementação do padrão Ginga), voltado a negócios interativos.
Os stickers são aplicativos que podem ser acionados por meio do controle remoto direto na tela da TV, trazendo informações utilitárias, informativas, de entretenimento ou comércio eletrônico.
Por enquanto, a solução vem embarcada nos conversores das marcas Visiontec e D-Link, mas a previsão é de que, nos próximos meses, a tecnologia esteja presente em equipamentos de outras marcas.
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16 de jul. de 2011
BANCO DO BRASIL REESTRUTURA LINHA PARA ANTECIPAÇÃO DE VENDAS FUTURAS COM CARTÕES DE CRÉDITO PJ
portal Fator Brasil 15/07/2011
O Banco do Brasil anunciou no dia 13 de julho (quarta-feira), uma série de alterações na sua linha de crédito Recebíveis Cartão a Realizar, que passa a se chamar BB Giro Cartões. O produto atende às pessoas jurídicas com faturamento bruto anual a partir de R$ 500 mil, cujo domicílio bancário para o recebimento das vendas com cartões de crédito esteja no BB.
Os estabelecimentos comerciais afiliados às empresas adquirentes Cielo e Redecard podem agora antecipar até oito vezes os créditos não performados (futuros) das suas vendas com cartões de crédito Visa ou MasterCard. Anteriormente, o limite podia chegar a até seis vezes e somente era possível antecipar as faturas Visa. O valor do limite a ser disponibilizado à empresa é calculado com base na série histórica dos últimos 12 meses das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras.
Outra novidade é que o prazo de pagamento foi ampliado, passando de até 24 meses para até 36 meses, podendo o empresário escolher a melhor data do mês para o débito das prestações. As melhorias implantadas pela instituição objetivam tornar sua principal linha de capital de giro com base em faturas de cartões mais competitiva e alinhada ao novo mercado de cartões. Atualmente, a carteira de operações na modalidade apresenta saldo de R$ 2,1 bilhões, com 33 mil contratos formalizados.
Para o diretor de micro e pequenas empresas do BB, Clenio Severio Teribele, o fato de o BB Giro Cartões ser uma solução multibandeira e multiadquirente, permitindo a negociação das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras, cujas informações são repassadas pelas duas maiores empresas adquirentes de meios de pagamento no País, confere ao empresário comodidade e proporciona acesso a um limite mais compatível com o seu faturamento com cartões.|.Ascom/BB
O Banco do Brasil anunciou no dia 13 de julho (quarta-feira), uma série de alterações na sua linha de crédito Recebíveis Cartão a Realizar, que passa a se chamar BB Giro Cartões. O produto atende às pessoas jurídicas com faturamento bruto anual a partir de R$ 500 mil, cujo domicílio bancário para o recebimento das vendas com cartões de crédito esteja no BB.
Os estabelecimentos comerciais afiliados às empresas adquirentes Cielo e Redecard podem agora antecipar até oito vezes os créditos não performados (futuros) das suas vendas com cartões de crédito Visa ou MasterCard. Anteriormente, o limite podia chegar a até seis vezes e somente era possível antecipar as faturas Visa. O valor do limite a ser disponibilizado à empresa é calculado com base na série histórica dos últimos 12 meses das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras.
Outra novidade é que o prazo de pagamento foi ampliado, passando de até 24 meses para até 36 meses, podendo o empresário escolher a melhor data do mês para o débito das prestações. As melhorias implantadas pela instituição objetivam tornar sua principal linha de capital de giro com base em faturas de cartões mais competitiva e alinhada ao novo mercado de cartões. Atualmente, a carteira de operações na modalidade apresenta saldo de R$ 2,1 bilhões, com 33 mil contratos formalizados.
Para o diretor de micro e pequenas empresas do BB, Clenio Severio Teribele, o fato de o BB Giro Cartões ser uma solução multibandeira e multiadquirente, permitindo a negociação das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras, cujas informações são repassadas pelas duas maiores empresas adquirentes de meios de pagamento no País, confere ao empresário comodidade e proporciona acesso a um limite mais compatível com o seu faturamento com cartões.|.Ascom/BB
14 de jul. de 2011
PANDATA LANÇA ATMS VIRTUALIZADOS
portal Decision Report 12/07/2011
A PanData, integradora de sistemas para canais de atendimento bancário, está lançando o Pandata ATM Virtual. Trata-se de uma solução desenvolvida em parceria com o Banco do Brasil, que já utiliza a ferramenta em seu próprio parque de ATMs.
O novo sistema permite que os bancos possam integrar seus parques de máquinas de autoatendimento em uma aplicação virtualizada, o que viabiliza flexibilidade para as aplicações que rodam nestas máquinas. Com isto, as instituições podem, por exemplo, compartilhar suas máquinas ATM com outros bancos, sem a necessidade de desenvolver novas aplicações para funcionarem nesses equipamentos de forma compartilhada.
A utilização compartilhada é simples. O banco proprietário do parque de ATMs entrega para o outro banco (parceiro de compartilhamento) apenas a base de software (framework) necessária para a montagem de sua aplicação específica.
Assim as aplicações e regras de negócio do banco hospedeiro e do banco hóspede permanecem totalmente independentes. Ao utilizar o seu cartão no ATM, o cliente de cada banco aciona a aplicação correspondente, enxergando de forma exclusiva os serviços e a identidade da sua instituição.
A PanData, integradora de sistemas para canais de atendimento bancário, está lançando o Pandata ATM Virtual. Trata-se de uma solução desenvolvida em parceria com o Banco do Brasil, que já utiliza a ferramenta em seu próprio parque de ATMs.
O novo sistema permite que os bancos possam integrar seus parques de máquinas de autoatendimento em uma aplicação virtualizada, o que viabiliza flexibilidade para as aplicações que rodam nestas máquinas. Com isto, as instituições podem, por exemplo, compartilhar suas máquinas ATM com outros bancos, sem a necessidade de desenvolver novas aplicações para funcionarem nesses equipamentos de forma compartilhada.
A utilização compartilhada é simples. O banco proprietário do parque de ATMs entrega para o outro banco (parceiro de compartilhamento) apenas a base de software (framework) necessária para a montagem de sua aplicação específica.
Assim as aplicações e regras de negócio do banco hospedeiro e do banco hóspede permanecem totalmente independentes. Ao utilizar o seu cartão no ATM, o cliente de cada banco aciona a aplicação correspondente, enxergando de forma exclusiva os serviços e a identidade da sua instituição.
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11 de jul. de 2011
BANCOS PRIVADOS FECHAM ACORDOS E CAEM NO RANKING DO TST
jornal Brasil Econômico 08/07/2011 – Maeli Prado
Os bancos, que em 2003 encabeçavam o ranking de reclamações trabalhistas no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que ainda possuem um número expressivo de pendências, vêm fechando acordos para desistir de seus recursos em tramitação no TST. Essas desistências, em geral, acontecem nos casos da chamada “jurisprudência pacífica”, nas quais as instituições financeiras não teriam chance de ganhar.
Uma das acusações dos sindicatos que reúnem os bancários é exatamente de que a maioria das ações que chega à terceira instância é de processos que já foram perdidos pelos bancos, que recorrem apenas para adiar o pagamento dos direitos trabalhistas devidos, além de evitar criar precedentes. Com o seu poder financeiro, contratam muitos advogados e conseguem protelar as ações por muito tempo. “Os bancos já manifestaram ao TST interesse em políticas de redução de recursos, e foram fechados acordos em um número importante de processos”, diz a vice-presidente do tribunal, Maria Cristina Peduzzi.
Desde 2003, quando o tribunal começou a divulgar quais as empresas e órgãos públicos que possuíam maior número de ações, o setor privado passou a se sentir mais exposto e começou a fechar mais acordos com os trabalhadores. “O objetivo desses dados é levar ao conhecimento dos interessados, das partes, números que muitas vezes são ignorados em sua amplitude”, afirma Peduzzi. “Os dirigentes das grandes empresas, que as vezes ignoram o número expressivo de processos, podem ter, por meio dessa divulgação, a medida exata do nível de litigiosidade e promover acordos ou outras alternativas extra-judiciais de solução de conflitos.”
Um caso é o do ABN Amro Real, hoje Santander, que em 2005 formalizou a desistência de 200 ações no tribunal, referentes a processos em que eram tratados temas como horas extras dos bancários, equiparação salarial e correção monetária. Em 2006, desistiu de outros 60 processos. Em 2003, cinco dos dez empregadores com maior quantidade de reclamações trabalhistas na terceira instância eram bancos: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que encabeçavam a lista, além de Banespa, Unibanco e Bradesco.
Hoje, Banco do Brasil e CEF continuam entre os 10 primeiros empregadores com maior número de ações,mas os bancos privados caíram: o primeiro que aparece é o Bradesco, na décima primeira posição, com 3,2 mil. Depois vemo Santander, na décima terceira posição, com 3 mil processos, o Itaú (antes da fusão com o Unibanco), na décima quinta posição, com 2,3 mil processos, e o HSBC, com 1,5 mil processos em tramitação. O Itaú Unibanco está na vigésima nona posição, com1,2mil processos no TST.
Os bancos, que em 2003 encabeçavam o ranking de reclamações trabalhistas no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que ainda possuem um número expressivo de pendências, vêm fechando acordos para desistir de seus recursos em tramitação no TST. Essas desistências, em geral, acontecem nos casos da chamada “jurisprudência pacífica”, nas quais as instituições financeiras não teriam chance de ganhar.
Uma das acusações dos sindicatos que reúnem os bancários é exatamente de que a maioria das ações que chega à terceira instância é de processos que já foram perdidos pelos bancos, que recorrem apenas para adiar o pagamento dos direitos trabalhistas devidos, além de evitar criar precedentes. Com o seu poder financeiro, contratam muitos advogados e conseguem protelar as ações por muito tempo. “Os bancos já manifestaram ao TST interesse em políticas de redução de recursos, e foram fechados acordos em um número importante de processos”, diz a vice-presidente do tribunal, Maria Cristina Peduzzi.
Desde 2003, quando o tribunal começou a divulgar quais as empresas e órgãos públicos que possuíam maior número de ações, o setor privado passou a se sentir mais exposto e começou a fechar mais acordos com os trabalhadores. “O objetivo desses dados é levar ao conhecimento dos interessados, das partes, números que muitas vezes são ignorados em sua amplitude”, afirma Peduzzi. “Os dirigentes das grandes empresas, que as vezes ignoram o número expressivo de processos, podem ter, por meio dessa divulgação, a medida exata do nível de litigiosidade e promover acordos ou outras alternativas extra-judiciais de solução de conflitos.”
Um caso é o do ABN Amro Real, hoje Santander, que em 2005 formalizou a desistência de 200 ações no tribunal, referentes a processos em que eram tratados temas como horas extras dos bancários, equiparação salarial e correção monetária. Em 2006, desistiu de outros 60 processos. Em 2003, cinco dos dez empregadores com maior quantidade de reclamações trabalhistas na terceira instância eram bancos: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que encabeçavam a lista, além de Banespa, Unibanco e Bradesco.
Hoje, Banco do Brasil e CEF continuam entre os 10 primeiros empregadores com maior número de ações,mas os bancos privados caíram: o primeiro que aparece é o Bradesco, na décima primeira posição, com 3,2 mil. Depois vemo Santander, na décima terceira posição, com 3 mil processos, o Itaú (antes da fusão com o Unibanco), na décima quinta posição, com 2,3 mil processos, e o HSBC, com 1,5 mil processos em tramitação. O Itaú Unibanco está na vigésima nona posição, com1,2mil processos no TST.
8 de jul. de 2011
BB ACESSA 12,5 MIL CORRETORES EM PARCERIA COM MAPFRE
jornal Brasil Econômico 06/07/2011 - Flávia Furlan
Diante dos desafios da internacionalização do mercado de seguros no país, de encontrar novas soluções de apólices e de conquistar os corretores, o Banco do Brasil encontrou como saída a parceria com a Mapfre, resultando na criação do segundo maior grupo segurador brasileiro. Com um total de R$ 8,6 bilhões em prêmios em 2010, fica atrás apenas do Bradesco, com R$ 13 bilhões. Se desconsiderado o seguro saúde, o novo grupo passa a liderar o mercado.
Para a associação, que tem prazo de 20 anos, foram criadas duas holdings - a primeira com foco nos segmentos de pessoas, imobiliário e agrícola e a segunda, de ramos elementares, incluindo veículos, industriais, seguros gerais e canais alternativos (varejistas que distribuem seguros). As 14 seguradoras que faziam parte dos grupos foram reduzidas a seis e realocadas para cada holding conforme o ramo de atuação, como intuito de haver liberação de capital para investimento em outros negócios.
As marcas Mapfre e BB Seguros continuarão a ser usadas, dependendo do canal de distribuição. O negócio não envolve saúde, capitalização e previdência. De acordo com o presidente da holding Auto, Seguros Gerais e Affinities, Marcos Eduardo Ferreira, o novo grupo ocupará o primeiro lugar em vida, com 18% do mercado, e em seguro rural, com 60%, com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) referentes ao período de janeiro a maio. Além disso, o grupo ficará em segundo lugar em seguros gerais, com 12% de participação de mercado, e em automóveis, com15%. “A fábrica de produtos de seguros será única. O que está se pensando, com a associação, é em preço, cobertura e nos múltiplos canais”, diz.
É exatamente isso que atrai a BB Seguros ao negócio. A seguradora está atrás de um parceiro desde 2008 e chegou a avaliar SulAmérica e Principal. A Mapfre saiu na frente porque já era sócia do BB em outros negócios e, entre outros motivos, oferece 12,5 mil corretores ao BB, canal de distribuição ao qual a seguradora não tinha acesso antes.
O presidente da holding Vida e Rural, Roberto Barroso, assume que a marca BB Seguros não é bem-vinda entre corretores porque muitos deles acreditam que perderam clientes para o BB. “Agora o corretor pode vender seguro do banco e garantir o mesmo preço encontrado na agência. Não havia possibilidade de crescermos sem o canal corretor”, explica. A partir de 2012, outro canal de vendas pode ser o Banco Postal. O Banco do Brasil venceu licitação dos Correios e terá o direito de operar a rede a partir de janeiro.
Outro motivo do BB para a aliança é a internacionalização do mercado de seguros brasileiro, que deve atrair concorrentes estrangeiros. A parceria traz oportunidade de oferecer produtos novos, principalmente na área de seguro rural, tida como desafiadora. “O mercado só consegue cobrir metade da área plantada”, diz o executivo.
Diante dos desafios da internacionalização do mercado de seguros no país, de encontrar novas soluções de apólices e de conquistar os corretores, o Banco do Brasil encontrou como saída a parceria com a Mapfre, resultando na criação do segundo maior grupo segurador brasileiro. Com um total de R$ 8,6 bilhões em prêmios em 2010, fica atrás apenas do Bradesco, com R$ 13 bilhões. Se desconsiderado o seguro saúde, o novo grupo passa a liderar o mercado.
Para a associação, que tem prazo de 20 anos, foram criadas duas holdings - a primeira com foco nos segmentos de pessoas, imobiliário e agrícola e a segunda, de ramos elementares, incluindo veículos, industriais, seguros gerais e canais alternativos (varejistas que distribuem seguros). As 14 seguradoras que faziam parte dos grupos foram reduzidas a seis e realocadas para cada holding conforme o ramo de atuação, como intuito de haver liberação de capital para investimento em outros negócios.
As marcas Mapfre e BB Seguros continuarão a ser usadas, dependendo do canal de distribuição. O negócio não envolve saúde, capitalização e previdência. De acordo com o presidente da holding Auto, Seguros Gerais e Affinities, Marcos Eduardo Ferreira, o novo grupo ocupará o primeiro lugar em vida, com 18% do mercado, e em seguro rural, com 60%, com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) referentes ao período de janeiro a maio. Além disso, o grupo ficará em segundo lugar em seguros gerais, com 12% de participação de mercado, e em automóveis, com15%. “A fábrica de produtos de seguros será única. O que está se pensando, com a associação, é em preço, cobertura e nos múltiplos canais”, diz.
É exatamente isso que atrai a BB Seguros ao negócio. A seguradora está atrás de um parceiro desde 2008 e chegou a avaliar SulAmérica e Principal. A Mapfre saiu na frente porque já era sócia do BB em outros negócios e, entre outros motivos, oferece 12,5 mil corretores ao BB, canal de distribuição ao qual a seguradora não tinha acesso antes.
O presidente da holding Vida e Rural, Roberto Barroso, assume que a marca BB Seguros não é bem-vinda entre corretores porque muitos deles acreditam que perderam clientes para o BB. “Agora o corretor pode vender seguro do banco e garantir o mesmo preço encontrado na agência. Não havia possibilidade de crescermos sem o canal corretor”, explica. A partir de 2012, outro canal de vendas pode ser o Banco Postal. O Banco do Brasil venceu licitação dos Correios e terá o direito de operar a rede a partir de janeiro.
Outro motivo do BB para a aliança é a internacionalização do mercado de seguros brasileiro, que deve atrair concorrentes estrangeiros. A parceria traz oportunidade de oferecer produtos novos, principalmente na área de seguro rural, tida como desafiadora. “O mercado só consegue cobrir metade da área plantada”, diz o executivo.
6 de jul. de 2011
NAS ESTRADAS, DISPUTA POR MERCADO DE PAGAMENTOS DE R$ 60 BILHÕES
jornal Valor Econômico 05/07/2011 - Thais Folego
Bancos e administradoras de meios eletrônicos de pagamento estão se movimentando para desenvolver produtos e fazer parcerias voltadas para o mercado de frete rodoviário, de olho nos bilhões de reais que o setor movimenta na informalidade. Até outubro, obrigatoriamente, todo o fluxo de pagamento de frete a caminhoneiros terá que trafegar pelo sistema financeiro formal.
Atualmente, apenas o Bradesco atua na área, com um cartão pré-pago com bandeira Visa, instrumento usado pelas transportadoras para fazer o pagamento dos caminhoneiros autônomos. Com a exigência da formalização, o Banco do Brasil será um novo participante desse segmento e, segundo o Valor apurou, também o BicBanco se prepara para atuar na área.
O governo brasileiro registra como pagamento de frete a caminhoneiros apenas R$ 16 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas, segundo estimativas da consultoria Deloitte, trata-se de um mercado que movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano no país. Ou seja, R$ 44 bilhões transitam na informalidade. Há 50 anos o segmento usa um meio de pagamento arcaico: a carta-frete, documento sem nenhuma legislação e fora da fiscalização do poder público.
No fim do ano passado, foi sancionada lei que proibiu o uso da carta-frete. Em abril, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu por meio de regulamentação que os caminhoneiros autônomos - responsáveis por 50% da carga no Brasil - deverão, obrigatoriamente, ser pagos por seus contratantes (transportadoras ou embarcadores) por meios eletrônicos, como depósito em conta ou cartão. A agência reguladora estipulou prazo de 180 dias para o segmento se adequar. A resolução foi publicada em 19 de abril e todos devem estar enquadrados até meados de outubro.
Hoje há 1 milhão de caminhoneiros no Brasil e a Pamcary, provedora de soluções para gerenciamento de risco e logística para as transportadoras, estima que esse público possui uma renda mensal entre R$ 6 mil e R$ 20 mil, diz o diretor Luis Felipe Dick. Segundo ele, muitos até possuem conta-corrente, mas como recebem os pagamentos por meio da carta-frete, não movimentam sua contas nem consomem produtos bancários.
O BB lançará no segundo semestre um cartão pré-pago para o segmento, conta Mário Casasanta Pereira Netto, gerente executivo da diretoria de cartões do BB. A tendência é que o cartão tenha a marca Visa, já que a bandeira é a única com rede de aceitação de alcance nacional e que tem um produto voltado para o segmento de transportes, o Visa Cargo.
"Hoje o caminho do BB e das outras instituições [que queiram atuar no segmento] passa pela Visa", diz Casasanta, sem dar detalhes sobre a etapa do processo de aprovação da bandeira. Sem citar nomes, Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil, confirma que há dois bancos em processo avançado para emitir o Visa Cargo.
O executivo do BB conta que o banco decidiu lançar o novo cartão de olho na própria base que tem dentro de casa. O banco tem em carteira cerca de 40 mil empresas que trabalham com transporte de carga rodoviária, sem contar os próprios caminhoneiros que já são correntistas da instituição e não há como identificar um a um dentro de universo de 50 milhões de contas, diz Casasanta.
Para entrar num segmento em que o Bradesco é agente solitário, o BB aposta num modelo de pagamento de abrangência internacional. Ele observa que o Brasil mantém uma forte fronteira comercial com os países do Mercosul, o que gera a necessidade de um instrumento que possibilite o seu uso em território estrangeiro. "Pesquisamos e vimos que os produtos disponíveis no mercado hoje são somente de uso doméstico."
O BicBanco já é emissor do Visa Pedágio, cartão específico para o caminhoneiro pagar pedágio durante a viagem, criado pela Visa em 2001. O novo cartão viria para completar o portfólio. Procurado, o BicBanco não respondeu ao pedido de entrevista.
Bancos e administradoras de meios eletrônicos de pagamento estão se movimentando para desenvolver produtos e fazer parcerias voltadas para o mercado de frete rodoviário, de olho nos bilhões de reais que o setor movimenta na informalidade. Até outubro, obrigatoriamente, todo o fluxo de pagamento de frete a caminhoneiros terá que trafegar pelo sistema financeiro formal.
Atualmente, apenas o Bradesco atua na área, com um cartão pré-pago com bandeira Visa, instrumento usado pelas transportadoras para fazer o pagamento dos caminhoneiros autônomos. Com a exigência da formalização, o Banco do Brasil será um novo participante desse segmento e, segundo o Valor apurou, também o BicBanco se prepara para atuar na área.
O governo brasileiro registra como pagamento de frete a caminhoneiros apenas R$ 16 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas, segundo estimativas da consultoria Deloitte, trata-se de um mercado que movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano no país. Ou seja, R$ 44 bilhões transitam na informalidade. Há 50 anos o segmento usa um meio de pagamento arcaico: a carta-frete, documento sem nenhuma legislação e fora da fiscalização do poder público.
No fim do ano passado, foi sancionada lei que proibiu o uso da carta-frete. Em abril, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu por meio de regulamentação que os caminhoneiros autônomos - responsáveis por 50% da carga no Brasil - deverão, obrigatoriamente, ser pagos por seus contratantes (transportadoras ou embarcadores) por meios eletrônicos, como depósito em conta ou cartão. A agência reguladora estipulou prazo de 180 dias para o segmento se adequar. A resolução foi publicada em 19 de abril e todos devem estar enquadrados até meados de outubro.
Hoje há 1 milhão de caminhoneiros no Brasil e a Pamcary, provedora de soluções para gerenciamento de risco e logística para as transportadoras, estima que esse público possui uma renda mensal entre R$ 6 mil e R$ 20 mil, diz o diretor Luis Felipe Dick. Segundo ele, muitos até possuem conta-corrente, mas como recebem os pagamentos por meio da carta-frete, não movimentam sua contas nem consomem produtos bancários.
O BB lançará no segundo semestre um cartão pré-pago para o segmento, conta Mário Casasanta Pereira Netto, gerente executivo da diretoria de cartões do BB. A tendência é que o cartão tenha a marca Visa, já que a bandeira é a única com rede de aceitação de alcance nacional e que tem um produto voltado para o segmento de transportes, o Visa Cargo.
"Hoje o caminho do BB e das outras instituições [que queiram atuar no segmento] passa pela Visa", diz Casasanta, sem dar detalhes sobre a etapa do processo de aprovação da bandeira. Sem citar nomes, Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil, confirma que há dois bancos em processo avançado para emitir o Visa Cargo.
O executivo do BB conta que o banco decidiu lançar o novo cartão de olho na própria base que tem dentro de casa. O banco tem em carteira cerca de 40 mil empresas que trabalham com transporte de carga rodoviária, sem contar os próprios caminhoneiros que já são correntistas da instituição e não há como identificar um a um dentro de universo de 50 milhões de contas, diz Casasanta.
Para entrar num segmento em que o Bradesco é agente solitário, o BB aposta num modelo de pagamento de abrangência internacional. Ele observa que o Brasil mantém uma forte fronteira comercial com os países do Mercosul, o que gera a necessidade de um instrumento que possibilite o seu uso em território estrangeiro. "Pesquisamos e vimos que os produtos disponíveis no mercado hoje são somente de uso doméstico."
O BicBanco já é emissor do Visa Pedágio, cartão específico para o caminhoneiro pagar pedágio durante a viagem, criado pela Visa em 2001. O novo cartão viria para completar o portfólio. Procurado, o BicBanco não respondeu ao pedido de entrevista.
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