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6 de jul. de 2011

NAS ESTRADAS, DISPUTA POR MERCADO DE PAGAMENTOS DE R$ 60 BILHÕES

jornal Valor Econômico 05/07/2011 - Thais Folego

Bancos e administradoras de meios eletrônicos de pagamento estão se movimentando para desenvolver produtos e fazer parcerias voltadas para o mercado de frete rodoviário, de olho nos bilhões de reais que o setor movimenta na informalidade. Até outubro, obrigatoriamente, todo o fluxo de pagamento de frete a caminhoneiros terá que trafegar pelo sistema financeiro formal.

Atualmente, apenas o Bradesco atua na área, com um cartão pré-pago com bandeira Visa, instrumento usado pelas transportadoras para fazer o pagamento dos caminhoneiros autônomos. Com a exigência da formalização, o Banco do Brasil será um novo participante desse segmento e, segundo o Valor apurou, também o BicBanco se prepara para atuar na área.

O governo brasileiro registra como pagamento de frete a caminhoneiros apenas R$ 16 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas, segundo estimativas da consultoria Deloitte, trata-se de um mercado que movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano no país. Ou seja, R$ 44 bilhões transitam na informalidade. Há 50 anos o segmento usa um meio de pagamento arcaico: a carta-frete, documento sem nenhuma legislação e fora da fiscalização do poder público.

No fim do ano passado, foi sancionada lei que proibiu o uso da carta-frete. Em abril, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu por meio de regulamentação que os caminhoneiros autônomos - responsáveis por 50% da carga no Brasil - deverão, obrigatoriamente, ser pagos por seus contratantes (transportadoras ou embarcadores) por meios eletrônicos, como depósito em conta ou cartão. A agência reguladora estipulou prazo de 180 dias para o segmento se adequar. A resolução foi publicada em 19 de abril e todos devem estar enquadrados até meados de outubro.

Hoje há 1 milhão de caminhoneiros no Brasil e a Pamcary, provedora de soluções para gerenciamento de risco e logística para as transportadoras, estima que esse público possui uma renda mensal entre R$ 6 mil e R$ 20 mil, diz o diretor Luis Felipe Dick. Segundo ele, muitos até possuem conta-corrente, mas como recebem os pagamentos por meio da carta-frete, não movimentam sua contas nem consomem produtos bancários.

O BB lançará no segundo semestre um cartão pré-pago para o segmento, conta Mário Casasanta Pereira Netto, gerente executivo da diretoria de cartões do BB. A tendência é que o cartão tenha a marca Visa, já que a bandeira é a única com rede de aceitação de alcance nacional e que tem um produto voltado para o segmento de transportes, o Visa Cargo.

"Hoje o caminho do BB e das outras instituições [que queiram atuar no segmento] passa pela Visa", diz Casasanta, sem dar detalhes sobre a etapa do processo de aprovação da bandeira. Sem citar nomes, Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil, confirma que há dois bancos em processo avançado para emitir o Visa Cargo.

O executivo do BB conta que o banco decidiu lançar o novo cartão de olho na própria base que tem dentro de casa. O banco tem em carteira cerca de 40 mil empresas que trabalham com transporte de carga rodoviária, sem contar os próprios caminhoneiros que já são correntistas da instituição e não há como identificar um a um dentro de universo de 50 milhões de contas, diz Casasanta.

Para entrar num segmento em que o Bradesco é agente solitário, o BB aposta num modelo de pagamento de abrangência internacional. Ele observa que o Brasil mantém uma forte fronteira comercial com os países do Mercosul, o que gera a necessidade de um instrumento que possibilite o seu uso em território estrangeiro. "Pesquisamos e vimos que os produtos disponíveis no mercado hoje são somente de uso doméstico."

O BicBanco já é emissor do Visa Pedágio, cartão específico para o caminhoneiro pagar pedágio durante a viagem, criado pela Visa em 2001. O novo cartão viria para completar o portfólio. Procurado, o BicBanco não respondeu ao pedido de entrevista.

BB E BRADESCO FOCAM MERCADO DE FRETE

jornal Valor Econômico 05/07/2011 - Thais Folego

Com bancos concorrentes prestes a lançar cartões voltados para o pagamento de frete, caso do Banco do Brasil, o Bradesco - que atua no segmento desde 2005 - ampliará sua atuação no setor, tornando-se um administrador de meios de pagamento de frete homologado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), conta Artur Omuro, diretor de cartões do Bradesco. A regulamentação da agência criou a figura da administradora para fazer o elo entre o contratante do frete, o caminhoneiro e o órgão regulador. O objetivo da agência ao criar essa figura é garantir ao caminhoneiro o pagamento por meios eletrônicos aprovados pela ANTT.

Segundo Omuro, o banco ainda não iniciou o processo de homologação na ANTT, mas está reunindo os documentos para isso. Ele esclarece que a atual parceria com empresas de logística (entre elas a Pamcary) para distribuir o cartão será mantida. "Decidimos abrir uma administradora para atender o cliente que prefere ter o produto direto conosco, sem a intermediação de outros agentes", diz Omuro.

Visa, que tem o produto Visa Cargo, e Banco do Brasil, que irá lançar um cartão voltado para pagamento de frete neste segundo semestre, não têm planos de se tornar administradoras. "Faremos o nosso papel de bandeira, de organizar o sistema de meio de pagamento", afirma Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil. "Não faz parte do nosso negócio. Vamos atuar como emissor e, para a distribuir o cartão, estamos negociando parcerias com as empresas que estão se homologando para ser administradoras", acrescenta Mário Casasanta, gerente executivo da diretoria de cartões do Banco do Brasil.

Seis empresas entraram com pedido de homologação para ser administradoras de pagamento de frete rodoviário, segundo o superintendente de Marcos Regulatórios da ANTT, Hederverton Santos. A maioria delas é formada por companhias que atuam na área de logística e gestão e que já operavam com meios eletrônicos de pagamento, casos de Pamcary, Repom e DBTrans.

A Pamcary foi uma das pioneiras no segmento, tendo lançado um cartão já com a bandeira Visa em 2004 em parceria com o Banco Simples, ainda não na configuração do Visa Cargo, produto que só seria lançado pela bandeira no fim de 2009. Em 2006, a Pamcary passou a emitir em parceria com o Bradesco. Com o novo cenário, a empresa busca parcerias com outras instituições que passarão a emitir o cartão. "Temos que oferecer várias opções de cartão para a transportadora, pois a escolha tem que ser do cliente", diz Luis Felipe Dick, diretor de produtos e negócios da Pamcary.

A empresa tem 150 mil cartões nominais emitidos, fora os provisórios (cartão distribuído para o pagamento de um frete avulso). "Temos, porém, um cadastro positivo de 600 mil motoristas, o que dá uma ideia do potencial que ainda há para explorar", diz Dick. A empresa desenvolveu o banco de dados por sua atuação como provedora de soluções para gerenciamento de risco e logística para as transportadoras.

Já a Repom atua somente com soluções de pagamento de frete desde 1999, quando lançou um produto em parceria com o mineiro Tribanco, do Grupo Martins. Por ser um cartão com bandeira própria, a companhia teve que desenvolver uma rede de captura de transações própria. Apesar de o mercado de cartões agora não ter mais acordos de exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, não está no radar da empresa fazer parceria com as grandes redes de captura, como Cielo ou Redecard.

Para expandir a utilização do seu cartão, a estratégia será adotar um modelo misto, como os cartões co-branded (que possuem duas marcas, a da empresa e da bandeira). Para isso, a Repom está em negociação com uma grande bandeira internacional que já tem uma ampla rede de aceitação, conta Rubens Naves, presidente da Repom, sem revelar o nome da bandeira. "Vamos lançar o novo cartão nos próximos meses", diz.

A rede própria de estabelecimentos comerciais não só será mantida, como ampliada. Segundo Naves, o segmento de transportes tem necessidades específicas - como a comprovação remota da entrega do frete para o crédito do pagamento do motorista -, que as redes de captura tradicionais de cartões não atendem. "O foco é posicioná-la como uma rede de conveniência para o caminhoneiro, por isso estamos em fase de expansão, focando nos estabelecimentos de estrada", conta o executivo. Ele não revela quantos estabelecimentos são credenciados pela rede, por uma questão estratégica. Diz, porém, que tem alcance nacional e cobre, também, parte da Argentina.

Já o modelo escolhido pela DBTrans é totalmente diferente de suas concorrentes. A empresa vai trabalhar sozinha, com sua bandeira própria, a Rodocred. Marcelo Nunes, diretor comercial da DBTtrans, conta que mantém contato com algumas bandeiras de cartões, mas espera para ver como o mercado vai se acomodar. "Não queremos casar ainda", brinca. Para a captura das transações, a companhia tem uma rede própria com 400 postos de gasolina credenciados, além de uma parceria com o Santander e a GetNet. "Teremos outra empresa de credenciamento ainda este ano", conta Nunes.

A companhia está procurando uma parceria com banco apenas para ter acesso a "funding" e linhas de crédito para a sua clientela de transportadoras. A projeção de Nunes é de que a DBTrans feche o ano com R$ 750 milhões de transações de frete. Em 2012, a meta é quase dobrar a participação, atingindo R$ 1,2 bilhão.

CARTÃO FLEX CAR VISA VALE TEM PROMOÇÃO PARA ISENÇÃO DE TAXA ATÉ AGOSTO

portal Fator Brasil 05/07/2011

A CBSS, administradora de cartões Visa Vale, lançou promoção especial para empresas clientes que fecharem contrato para aquisição do cartão Flex Car Visa Vale até agosto. Trata-se da Taxa Zero Flex Car Visa Vale, que isenta os novos clientes do cartão combustível do pagamento da taxa de administração durante 90 dias a partir do fechamento do negócio.

“A medida é uma oportunidade para as empresas – principalmente as pequenas e médias –, testarem o nosso produto, conhecerem suas vantagens e se tornarem clientes dos cartões Visa Vale”, explica Tania Datti, diretora de produtos. Para ela, o fato de o Flex Car Visa Vale eliminar burocracia, simplificar processos e levar praticidade ao dia a dia dos gestores e usuários faz dele um produto extremamente importante na gestão da frota de veículos da companhia, atividade que demanda bastante tempo e atenção da equipe. “O gerenciamento de relatórios e gastos por veículo é 100% online, livrando a empresa dos processos de reembolsos, e o controle de despesas é feito por veículo”, completa a executiva.

O cartão Flex Car Visa Vale conta com a maior rede de aceitação do Brasil, composta por mais de 30 mil estabelecimentos, e é usado para pagamentos de despesas com combustível, estacionamento e serviços automotivos dos veículos da empresa e dos colaboradores. Os serviços web também podem ser utilizados pelos funcionários que utilizam o cartão. Por meio dele, é possível consultar saldo, extrato e transações. As mesmas funcionalidades ainda estão disponíveis pelo celular. Além disso, todos os usuários dos cartões Visa Vale acessam promoções e descontos exclusivos em empresas parceiras no programa de relacionamento Vale Mais.

A contratação do serviço pode ser feita pela internet no site www.cbss.com.br ou pela Central de Vendas (4004 3115, das 9h às 19h). O Flex Car Visa Vale é o primeiro cartão do mercado brasileiro de vales-benefício produzido com material reciclado. O plástico é 80% composto por aparas de PVC reaproveitadas depois da produção de outros cartões.

Perfil- A CBSS – Companhia Brasileira de Soluções e Serviços – ocupa a liderança do mercado de vales-benefícios do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador). A companhia opera os cartões Visa Vale nas modalidades Refeição, Alimentação, Cesta Alimentação, Natal Alimentação e Flex Car, além de gestão de vale-transporte. Mais de 70 mil empresas utilizam os serviços da CBSS, o que beneficia 3,2 milhões de trabalhadores. São 5,4 milhões de cartões ativos e uma média de 34 milhões de transações ao mês.

A companhia foi responsável pela implantação no mercado brasileiro do primeiro sistema de gestão de vales-benefício sem uso de vouchers de papel e totalmente baseado no uso de cartões. Por esta iniciativa, que já garantiu a preservação de mais de 536 mil árvores, a CBSS foi escolhida pela consultoria Global Monitor como introdutora de uma dez principais inovações do mercado brasileiro na primeira década do século XXI. A companhia ainda apoia projetos educativos e culturais em comunidades carentes e pratica a economia de energia por meio da utilização de TI Verde.

13 de jun. de 2011

NUTRICASH CHEGA A SÃO PAULO PARA CRESCER 56%

jornal Brasil Econômico 10/06/2011 - Michele Loureiro

De um pequeno empreendimento soteropolitano a uma empresa com atuação nacional e faturamento estimado em R$ 1 bilhão para este ano. Este é o roteiro da Nutricash, especializada em concessão de benefícios aos trabalhadores e gestão de frotas de veículos. Segundo a fundadora e diretora-presidente da empresa, Rosane Manica, a chegada da companhia a São Paulo reforça a atuação no Sudeste e vai impulsionar o faturamento da companhia em 56% neste ano.

Com cerca de dois mil clientes no Norte e Nordeste do país, a Nutricash é responsável pela gestão de um terço da frota das regiões. Com 15 anos de atuação, a empresa chega à capital paulista para gerenciar a frota da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com 1,1 mil veículos. “Este é o primeiro passo da nossa expansão nacional. Até o fim deste ano vamos levar os negócios para Minas Gerais e para a região Sul do país. Além disso, vamos fortalecer nossa presença na região Centro-Oeste e no Rio de Janeiro”, ressalta Rosane.

Inicialmente a companhia vai atuar apenas na gestão de frotas em São Paulo. “A parte de concessão de benefícios faz parte de uma estratégia posterior porque temos concorrentes muito fortes nesta área, então vamos iniciar em um segmento onde nossa presença é maior”, explica a executiva.

Com concorrentes consolidados na gestão de benefícios, como VR, Sodexo e Visa Vale, a Nutricash espera um crescimento mais moderado neste segmento. Por isso, a companhia baiana aposta no sistema Maxifrota, que oferece controle total e em tempo real das variáveis envolvidas no consumo de combustíveis e performance da frota. A economia das empresas que contratam o serviço alcança até 30%, segundo Rosane.

Para dar conta dos clientes paulistas, a Nutricash precisou credenciar postos de gasolina na cidade. “Até agora já temos 250 pontos cadastrados e este número deve subir. Além disso, montamos um escritório em São Paulo para nos aproximar dos clientes”, disse.

Segundo Rosane, os clientes paulistas devem representar R$ 50 milhões no faturamento da companhia até o final deste ano. A estimativa é angariar 200 empresas na cidade até o fim de 2011 e terminar o ano de 2012 com cerca de três mil clientes cadastrados em todo o país, um crescimento de 50% ante o montante atual.

Com a consolidação da expansão até o ano que vem, a empresária estima um novo impulso de 30% na receita da empresa para 2012. “Umas das nossas apostas é a manutenção de frota. Estamos credenciando uma rede e habilitando operadores para auxiliar na tomada de decisão sobre o melhor momento para realizar reparos, a fim de conciliar melhor aproveitamento e segurança”.

Internet

A ideia da empresa é realizar uma aproximação com os clientes usando a internet. Cerca de R$ 2,5 milhões serão investidos até o ano que vem em tecnologia e novos negócios. “Por volta de 30% das nossas vendas são realizadas pela internet e nossos clientes tem controle total dos produtos usando a rede. É uma ferramenta dinâmica e importante para o avanço dos nossos números”, ressalta a executiva.