jornal DCI 19/08/2011 - Marcelle Gutierrez
A partir do segundo semestre, as instituições financeiras obtém aumento no volume de concessões de crédito para micro, pequenas e médias empresas, por conta da aceleração no ritmo da atividade produtiva, com o aquecimento do consumo característico do período. Segundo especialistas entrevistados pelo DCI, o segmento é rentável, já que estas companhias não têm acesso ao mercado externo e de capitais, o que as torna dependentes do financiamento bancário. Na carteira, o Bradesco atingiu saldo de R$ 92 bilhões, enquanto o Santander totalizou R$ 41 bilhões. Ambos com planos de expansão.
De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, a procura cresceu 2,3% em relação aos sete primeiros meses de 2010. Na comparação mensal, houve avanço de 6,6% ante julho de 2010. Já a quantidade comparada a junho de 2011 aumentou 3,4%.
Para Luis Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, o movimento é sazonal. "Há pico da produção industrial com as vendas de final de ano. Mas se comparar com o ano passado, quando o crescimento foi de 7%, houve uma desaceleração, para 2,3%, em consequência do menor ritmo da economia."
O especialista explica que no caso das micro, pequenas e médias empresas, o maior volume de recursos captados está na rede bancária. "Não tem opção de captar no mercado externo ou de ações, dependendo exclusivamente dos bancos."
Até junho de 2011, segundo dados do Banco Central, o saldo de empréstimos realizados por pessoa jurídica atingiu R$ 500,856 bilhões, acréscimo de 18% ante igual período do último ano. O maior volume de operações está em capital de giro, utilizado em maior escala pelas companhias de menor porte, com R$ 282,691 bilhões em junho, crescimento de 6% na comparação com janeiro e de 19,9% ante junho de 2010.
O segundo maior saldo é observado em conta garantida, com R$ 60,012 bilhões em junho, alta de 9,49% ante janeiro e de 15,85% nos últimos 12 meses.
A identificação do nicho de micro, pequenas e médias empresas como lucrativa ocorre no Bradesco, que projeta para 2011 crescimento de 20% a 29% , enquanto a expectativa geral carteira é de 15% a 19%. O diretor do departamento de empresas e financiamentos do Bradesco, Octavio de Lazares Júnior, diz que a importância do ramo foi identificada há alguns anos. "Percebemos que era um importante nicho. Outras empresas podem fazer IPO (oferta pública inicial de ações), oferta de ações ou emissão de debêntures. Possuem uma série de instrumentos, enquanto a PME depende dos bancos."
Ao final do primeiro semestre o saldo de crédito do banco atingiu R$ 319,802 bilhões, acréscimo de 23,1% em 12 meses. Do total, R$ 92,010 bilhões é do ramo de micro, pequenas e médias empresas, o que corresponde a cerca de 29% do total da carteira.
O diretor explica que identificaram no segmento uma carência de capital a longo prazo. Nesse sentido, criaram as linhas Giro Simples e CDC Flex. "Em dezembro injetamos R$ 100 milhões em cada produto, o que acabou em maio. Então em julho colocamos mais R$ 100 milhões em cada."
No mesmo caminho está o Santander, com o lançamento há três anos do SuperGiro Premium, com prazo de 36 meses e taxa de 2,57% ao mês. Segundo Cristiane Nogueira, superintendente de pequenas e médias empresas do Santander, o primeiro semestre foi diferenciado na comparação com os anteriores. "Houve a questão de posicionamento do banco, com treinamento de gerentes, ampliação da oferta de crédito e trabalho de pré-aprovação de crédito."
O saldo de financiamentos totalizou R$ 171,379 bilhões, o que representa um aumento de 17% em 12 meses e de 4,1% no segundo trimestre. A carteira de pequenas e médias empresas atingiu R$ 41,034 bilhões, crescimento de 27,7% na comparação com o mesmo período de 2010 e de 4,7% neste segundo trimestre, o que responde a 24% da carteira.
No primeiro semestre, o Itaú Unibanco ampliou a carteira para pessoa jurídica em 7,6%, para R$ 208,7 bilhões. "Observamos que uma das demandas mais significativas para os empresários desse segmento é por capital de giro", informou em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, o Banco do Brasil também declara que as linhas de capital de giro têm destaque, com R$ 42,57 bilhões em concessões.O saldo das operações pequenas e médias empresas, em junho de 2011, foi de R$ 59,9 bilhões, incremento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2010.
Inadimplência
No que se refere à tendência de alta da inadimplência do segmento, segundo a Serasa Experian, o Santander ressalta a estratégia de bonificação do produto de capital de giro, com até três parcelas de bonificação para o pagamento na data exata do vencimento. "No produto que tem a bonificação, há a inadimplência mais baixa e maior atratividade. É uma carteira com a melhor performance desde o lançamento. É uma questão de parceria com o cliente", diz Cristiane Nogueira.
De acordo com Octavio de Lazares Júnior, do Bradesco, a estratégia para garantir a qualidade da carteira, com baixos níveis de falta de pagamentos, está no fornecimento de crédito de acordo com as necessidades do cliente.
Mostrando postagens com marcador PMEs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PMEs. Mostrar todas as postagens
22 de ago. de 2011
4 de ago. de 2011
ITAÚ DIZ QUE ERROU COM PEQUENA EMPRESA
jornal Valor Econômico 04/08/2011 - Aline Lima e Carolina Mandl
No balanço do segundo trimestre do Itaú Unibanco, o sinal de alerta: piora nos níveis de inadimplência acarretou maiores volumes de provisões para devedores, fatores que, combinados, achataram o lucro. Os atrasos acima de 90 dias passaram de 4,2% no primeiro trimestre para 4,5% no segundo trimestre, crescimento acima da média do sistema (de 0,2 ponto percentual). As despesas com provisões cresceram 27% e alcançaram R$ 5,1 bilhões.
A mea culpa já foi providenciada: "Fizemos uma expansão da carteira de crédito para micro e pequenas empresas e isso não se mostrou adequado", afirmou Alfredo Egydio Setubal, diretor de relações com investidores, durante teleconferência com analistas, ontem. "Talvez tenhamos acelerado demais nesse segmento."
A agressividade que o Itaú Unibanco vinha demonstrando desde o ano passado para conquistar participação de mercado no segmento de pequenas e médias empresas estava conseguindo incomodar até mesmo os bancos menores, especializados nesse nicho. Rapidez na aprovação do crédito combinada a uma "flexibilização" das garantias compunham, basicamente, a estratégia de atuação da instituição das famílias Setubal, Villela e Moreira Salles até então.
O tempo de resposta para financiamentos de até R$ 4 milhões requeridos por empresas com faturamento anual entre R$ 6 milhões e R$ 40 milhões, por exemplo, caiu de quatro para dois dias. As exigências de garantia também foram reduzidas. "Enquanto concorrentes pedem balanços formalizados, assinados pelo sócio e pelo contador, nós solicitamos apenas uma declaração assinada", contou, meses atrás, um gerente do banco. Para clientes considerados bons, as operações saíam sem garantia. "A concorrência acabou ficando para trás", comemorava o funcionário.
Setubal explicou que a carteira de micro e pequenas empresas, que soma cerca de R$ 30 bilhões, deverá perder fôlego nos próximos meses. Além disso, para evitar mais problemas com inadimplência, o Itaú passou a reforçar a exigência de garantias. Atualmente, segundo Setubal, metade da carteira já está coberta com garantias.
Questionado sobre o fato de o Itaú estar sofrendo mais do que outros bancos com os atrasos das micro e pequenas empresas, o executivo afirmou que o problema pode ter sido o fato de a instituição ter sido uma das primeiras entre os grandes bancos a atender esse segmento. "Talvez tenhamos sido os primeiros a descer o portfólio. Não fomos muito bem-sucedidos."
No Bradesco, embora o crédito para pequenas e médias empresas venha crescendo consistentemente graças ao foco que o banco vem dando ao segmento desde o ano passado, foram as grandes companhias que mereceram destaque no resultado do segundo trimestre. O desempenho chegou a superar, inclusive, a projeção do próprio banco de crescimento anual entre 11% e 15%. No período de 12 meses encerrado em junho, o avanço dessa carteira foi de 23,6%, para R$ 103,4 bilhões. Se incluídas na conta operações de debêntures e notas promissórias lançadas pelas companhias e encarteiradas pelo banco, a expansão no período passa a ser de 28,1%, para R$ 124,87 bilhões.
Segundo o vice-presidente do Bradesco, Domingos Abreu, não houve um direcionamento específico do banco para ganhar participação no segmento de grandes empresas. O que se observou foi uma demanda maior de crédito por parte das companhias. "Não sei qual a justificativa para o aumento da procura, mas talvez o mercado externo tenha se fechado em algum momento e as captações acabaram ficando concentradas no mercado nacional", diz.
Apesar de o Bradesco não ter alterado suas projeções para o crédito, Abreu considera a possibilidade desse movimento de migração das captações internacionais para o mercado doméstico continuar no segundo semestre. O crescimento das operações junto a esses clientes tem contribuído para melhorar a qualidade média da carteira de crédito do banco.
Enquanto o segmento de pequenas e médias empresas apresentou um ligeiro aumento no índice de atrasos superiores a 90 dias, de 3,5% no primeiro trimestre para 3,6% no segundo trimestre, no grupo de grandes empresas houve redução no índice de inadimplência, no mesmo período, de 0,1 ponto percentual, de 0,5% para 0,4%. Na comparação anual, ambos tiveram queda dos calotes.
Ao dar ênfase a linhas que, por suas garantias e características, apresentam maior segurança, o Bradesco conseguiu melhorar a qualidade de seus ativos. O índice de atrasos superiores a 90 dias encerrou junho em 3,6%, ante 4% em junho de 2010. O Bradesco projeta uma estabilização da inadimplência no segundo semestre.
Por conta dessa estratégia, os spreads (diferença entre o custo de captação e o juro cobrado dos clientes) tendem a permanecer pressionados. No segundo trimestre, a margem financeira de juro foi impactada positivamente pelo aumento do volume das operações, contribuindo com R$ 470 milhões, mas minimizada pela redução do spread em R$ 152 milhões.
No balanço do segundo trimestre do Itaú Unibanco, o sinal de alerta: piora nos níveis de inadimplência acarretou maiores volumes de provisões para devedores, fatores que, combinados, achataram o lucro. Os atrasos acima de 90 dias passaram de 4,2% no primeiro trimestre para 4,5% no segundo trimestre, crescimento acima da média do sistema (de 0,2 ponto percentual). As despesas com provisões cresceram 27% e alcançaram R$ 5,1 bilhões.
A mea culpa já foi providenciada: "Fizemos uma expansão da carteira de crédito para micro e pequenas empresas e isso não se mostrou adequado", afirmou Alfredo Egydio Setubal, diretor de relações com investidores, durante teleconferência com analistas, ontem. "Talvez tenhamos acelerado demais nesse segmento."
A agressividade que o Itaú Unibanco vinha demonstrando desde o ano passado para conquistar participação de mercado no segmento de pequenas e médias empresas estava conseguindo incomodar até mesmo os bancos menores, especializados nesse nicho. Rapidez na aprovação do crédito combinada a uma "flexibilização" das garantias compunham, basicamente, a estratégia de atuação da instituição das famílias Setubal, Villela e Moreira Salles até então.
O tempo de resposta para financiamentos de até R$ 4 milhões requeridos por empresas com faturamento anual entre R$ 6 milhões e R$ 40 milhões, por exemplo, caiu de quatro para dois dias. As exigências de garantia também foram reduzidas. "Enquanto concorrentes pedem balanços formalizados, assinados pelo sócio e pelo contador, nós solicitamos apenas uma declaração assinada", contou, meses atrás, um gerente do banco. Para clientes considerados bons, as operações saíam sem garantia. "A concorrência acabou ficando para trás", comemorava o funcionário.
Setubal explicou que a carteira de micro e pequenas empresas, que soma cerca de R$ 30 bilhões, deverá perder fôlego nos próximos meses. Além disso, para evitar mais problemas com inadimplência, o Itaú passou a reforçar a exigência de garantias. Atualmente, segundo Setubal, metade da carteira já está coberta com garantias.
Questionado sobre o fato de o Itaú estar sofrendo mais do que outros bancos com os atrasos das micro e pequenas empresas, o executivo afirmou que o problema pode ter sido o fato de a instituição ter sido uma das primeiras entre os grandes bancos a atender esse segmento. "Talvez tenhamos sido os primeiros a descer o portfólio. Não fomos muito bem-sucedidos."
No Bradesco, embora o crédito para pequenas e médias empresas venha crescendo consistentemente graças ao foco que o banco vem dando ao segmento desde o ano passado, foram as grandes companhias que mereceram destaque no resultado do segundo trimestre. O desempenho chegou a superar, inclusive, a projeção do próprio banco de crescimento anual entre 11% e 15%. No período de 12 meses encerrado em junho, o avanço dessa carteira foi de 23,6%, para R$ 103,4 bilhões. Se incluídas na conta operações de debêntures e notas promissórias lançadas pelas companhias e encarteiradas pelo banco, a expansão no período passa a ser de 28,1%, para R$ 124,87 bilhões.
Segundo o vice-presidente do Bradesco, Domingos Abreu, não houve um direcionamento específico do banco para ganhar participação no segmento de grandes empresas. O que se observou foi uma demanda maior de crédito por parte das companhias. "Não sei qual a justificativa para o aumento da procura, mas talvez o mercado externo tenha se fechado em algum momento e as captações acabaram ficando concentradas no mercado nacional", diz.
Apesar de o Bradesco não ter alterado suas projeções para o crédito, Abreu considera a possibilidade desse movimento de migração das captações internacionais para o mercado doméstico continuar no segundo semestre. O crescimento das operações junto a esses clientes tem contribuído para melhorar a qualidade média da carteira de crédito do banco.
Enquanto o segmento de pequenas e médias empresas apresentou um ligeiro aumento no índice de atrasos superiores a 90 dias, de 3,5% no primeiro trimestre para 3,6% no segundo trimestre, no grupo de grandes empresas houve redução no índice de inadimplência, no mesmo período, de 0,1 ponto percentual, de 0,5% para 0,4%. Na comparação anual, ambos tiveram queda dos calotes.
Ao dar ênfase a linhas que, por suas garantias e características, apresentam maior segurança, o Bradesco conseguiu melhorar a qualidade de seus ativos. O índice de atrasos superiores a 90 dias encerrou junho em 3,6%, ante 4% em junho de 2010. O Bradesco projeta uma estabilização da inadimplência no segundo semestre.
Por conta dessa estratégia, os spreads (diferença entre o custo de captação e o juro cobrado dos clientes) tendem a permanecer pressionados. No segundo trimestre, a margem financeira de juro foi impactada positivamente pelo aumento do volume das operações, contribuindo com R$ 470 milhões, mas minimizada pela redução do spread em R$ 152 milhões.
12 de jul. de 2011
EMPRESÁRIO DESCONHECE BENEFÍCIO E USA CRÉDITO PESSOAL
jornal Brasil Econômico 12/07/2011 – Flávia Furlan
Os cartões de crédito destinados a pessoas jurídicas ainda não estão disseminados entre os empreendedores de menor porte, mas isso tende a acontecer por interesse da própria indústria. Essa é a avaliação do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que considera que vai aumentar a concorrência de emissores para alcançar este público.
E é exatamente pela falta de conhecimento que muitos empresários acabam usando o cartão de crédito pessoa física para arcar com despesas do negócio —o que não é recomendado pelo Sebrae, tendo em vista o crédito mais vantajoso nos plásticos para pessoas jurídicas. “É um erro o empreendedor financiar seu negócio com cartão pessoa física”, diz Santos.
Ele explica que o cartão empresarial tem taxas mais atrativas e limites pré-aprovados que diminuem as dores de cabeça na hora de contratar um empréstimo. “Isso diminui os custos da operação”, pondera o diretor.
As facilidades na contratação de crédito têm sido usadas como estratégia pelos bancos para atuar junto a este público. Segundo o diretor de cartões do Itaú Unibanco, Fernando Teles, para abocanhar parte deste público, a instituição tem ofertado crédito com taxas mais baixas e serviços como programa de recompensas ou seguros e assistências específicas.
O executivo conta que o banco está apostando no segmento. “Estamos vivendo um momento em que o crescimento da base pessoa jurídica tem sido superior ao da base de pessoa física.” No cartão aos empreendedores, ele aponta que as pessoas jurídicas contam coma compra tradicional (à vista), parcelada e saque. “Lembrando que a empresa pode optar, no momento do pagamento da fatura, pelo financiamento do saldo devedor. Para as pequenas e médias empresas, o produto permite também pagamento de contas, como boletos e concessionárias, e o parcelamento da fatura em valores fixos”, diz.
Futuro
O diretor-técnico do Sebrae diz que o plástico veio para ficar no mundo dos empreendedores no Brasil, mas que uma nova tendência também já está chegando. “O plástico é um instrumento, mas tende a ficar obsoleto e a ser substituído por outros meios, como o celular.”
Os cartões de crédito destinados a pessoas jurídicas ainda não estão disseminados entre os empreendedores de menor porte, mas isso tende a acontecer por interesse da própria indústria. Essa é a avaliação do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que considera que vai aumentar a concorrência de emissores para alcançar este público.
E é exatamente pela falta de conhecimento que muitos empresários acabam usando o cartão de crédito pessoa física para arcar com despesas do negócio —o que não é recomendado pelo Sebrae, tendo em vista o crédito mais vantajoso nos plásticos para pessoas jurídicas. “É um erro o empreendedor financiar seu negócio com cartão pessoa física”, diz Santos.
Ele explica que o cartão empresarial tem taxas mais atrativas e limites pré-aprovados que diminuem as dores de cabeça na hora de contratar um empréstimo. “Isso diminui os custos da operação”, pondera o diretor.
As facilidades na contratação de crédito têm sido usadas como estratégia pelos bancos para atuar junto a este público. Segundo o diretor de cartões do Itaú Unibanco, Fernando Teles, para abocanhar parte deste público, a instituição tem ofertado crédito com taxas mais baixas e serviços como programa de recompensas ou seguros e assistências específicas.
O executivo conta que o banco está apostando no segmento. “Estamos vivendo um momento em que o crescimento da base pessoa jurídica tem sido superior ao da base de pessoa física.” No cartão aos empreendedores, ele aponta que as pessoas jurídicas contam coma compra tradicional (à vista), parcelada e saque. “Lembrando que a empresa pode optar, no momento do pagamento da fatura, pelo financiamento do saldo devedor. Para as pequenas e médias empresas, o produto permite também pagamento de contas, como boletos e concessionárias, e o parcelamento da fatura em valores fixos”, diz.
Futuro
O diretor-técnico do Sebrae diz que o plástico veio para ficar no mundo dos empreendedores no Brasil, mas que uma nova tendência também já está chegando. “O plástico é um instrumento, mas tende a ficar obsoleto e a ser substituído por outros meios, como o celular.”
Marcadores:
cartão de crédito,
cartão empresarial,
PMEs,
Sebrae
21 de jun. de 2011
FRANQUIA É ATALHO DE BANCO PARA “PEJOTINHAS”
jornal Brasil Econômico 20/06/2011 – Ana Paula Ribeiro
As redes de franquias se tornaram uma fonte importante para os bancos captarem novos clientes no segmento de pequenas e médias empresas, filão cada vez mais desejado pelas grandes instituições. "O convênio com um franqueador é um grande gerador de contas pejotinhas para o banco", diz o diretor do departamento de produtos e serviços do Bradesco, José Ramos Rocha Neto.
O potencial desse grupo de "pejotinhas" - pessoa jurídica de menor porte - de fato é elevado. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) contabiliza 1.855 redes no país com mais de 86 mil pontos de venda. O convênio que os bancos fazem é com o franqueador responsável por uma determinada rede.
Além do convênio permitir acesso a um número elevado de potenciais clientes, a avaliação dos bancos é que franqueados e candidatos a esse posto possuem melhor avaliação de risco de crédito. A justificativa é que eles exploram ou irão explorar um produto que já tem um histórico de vendas e de conhecimento da marca. "Conseguimos fazer uma análise mais rápida porque já conhecemos a política de crédito do franqueador", afirma Rocha Neto.
Segundo o executivo, algumas redes exigem um mínimo de capital próprio do candidato a franqueado e outras não aceitam que eles tomem financiamento para a abertura da primeira loja. Por isso, além do crédito para a abertura de novas lojas, as instituições financeiras também oferecem linhas para capital de giro e antecipação de recebíveis.
O Bradesco criou uma área no banco para cuidar desse público, a Bradesco Franquias e Negócios, e hoje conta com 84 convênios que possuem, ao todo, 9.108 pontos de venda - mas nem todas tomaram crédito. De acordo com o executivo, o crescimento nos empréstimos para esses clientes no primeiro trimestre foi de 4,5% sobre o montante do fim de 2010. Para o ano, Rocha Neto aposta em uma alta superior a 20% em relação ao ano passado, mas os valores das concessões não foram revelados. Na captação de recursos, a expansão foi de 24,4% e de 19,2% no número de contas abertas.
Entre as facilidades para esse grupo, está o crédito à pessoa física interessada em abrir a franquia de uma loja. Neste caso, o banco pede como garantia um imóvel e o financiamento é limitado a 50%do valor do bem. Em algumas linhas, há também a possibilidade de carência de até seis meses para o início do pagamento.
Na Caixa Econômica Federal, também foi desenvolvido um programa para atender as empresas. Os desembolsos tiveram início em 2006 e o banco também oferece linhas para aqueles que estão interessados em abrir uma franquia, mas que ainda não concluíram o processo de abertura da empresa. "É difícil ele tomar crédito sem ter a empresa ainda, por isso essa linha é uma grande facilidade para o setor", diz o superintendente nacional de Pequenas e Médias Empresas da instituição, Sergio Netto Amandio.
Nos primeiros quatro meses do ano, o banco público, que possui convênio com 72 redes de lojas, já concedeu R$ 171 milhões em crédito, uma expansão de 26% em relação a igual período do ano passado. Em todo o ano passado, as concessões chegaram a R$ 460 milhões e para este ano a projeção é que os desembolsos fiquem entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. "Vamos aumentar os nossos desembolsos por conta da linha para financiamento de máquinas e equipamentos que vamos incluir nos convênios a partir do segundo semestre", explica o executivo.
Além das linhas de crédito para capital de giro e abertura das lojas, o Banco do Brasil oferece também soluções específicas para comércio exterior, caso o franqueado tenha interesse em explorar mercados fora do Brasil. Atualmente, a instituição possui convênio com 176 redes de lojas.
As redes de franquias se tornaram uma fonte importante para os bancos captarem novos clientes no segmento de pequenas e médias empresas, filão cada vez mais desejado pelas grandes instituições. "O convênio com um franqueador é um grande gerador de contas pejotinhas para o banco", diz o diretor do departamento de produtos e serviços do Bradesco, José Ramos Rocha Neto.
O potencial desse grupo de "pejotinhas" - pessoa jurídica de menor porte - de fato é elevado. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) contabiliza 1.855 redes no país com mais de 86 mil pontos de venda. O convênio que os bancos fazem é com o franqueador responsável por uma determinada rede.
Além do convênio permitir acesso a um número elevado de potenciais clientes, a avaliação dos bancos é que franqueados e candidatos a esse posto possuem melhor avaliação de risco de crédito. A justificativa é que eles exploram ou irão explorar um produto que já tem um histórico de vendas e de conhecimento da marca. "Conseguimos fazer uma análise mais rápida porque já conhecemos a política de crédito do franqueador", afirma Rocha Neto.
Segundo o executivo, algumas redes exigem um mínimo de capital próprio do candidato a franqueado e outras não aceitam que eles tomem financiamento para a abertura da primeira loja. Por isso, além do crédito para a abertura de novas lojas, as instituições financeiras também oferecem linhas para capital de giro e antecipação de recebíveis.
O Bradesco criou uma área no banco para cuidar desse público, a Bradesco Franquias e Negócios, e hoje conta com 84 convênios que possuem, ao todo, 9.108 pontos de venda - mas nem todas tomaram crédito. De acordo com o executivo, o crescimento nos empréstimos para esses clientes no primeiro trimestre foi de 4,5% sobre o montante do fim de 2010. Para o ano, Rocha Neto aposta em uma alta superior a 20% em relação ao ano passado, mas os valores das concessões não foram revelados. Na captação de recursos, a expansão foi de 24,4% e de 19,2% no número de contas abertas.
Entre as facilidades para esse grupo, está o crédito à pessoa física interessada em abrir a franquia de uma loja. Neste caso, o banco pede como garantia um imóvel e o financiamento é limitado a 50%do valor do bem. Em algumas linhas, há também a possibilidade de carência de até seis meses para o início do pagamento.
Na Caixa Econômica Federal, também foi desenvolvido um programa para atender as empresas. Os desembolsos tiveram início em 2006 e o banco também oferece linhas para aqueles que estão interessados em abrir uma franquia, mas que ainda não concluíram o processo de abertura da empresa. "É difícil ele tomar crédito sem ter a empresa ainda, por isso essa linha é uma grande facilidade para o setor", diz o superintendente nacional de Pequenas e Médias Empresas da instituição, Sergio Netto Amandio.
Nos primeiros quatro meses do ano, o banco público, que possui convênio com 72 redes de lojas, já concedeu R$ 171 milhões em crédito, uma expansão de 26% em relação a igual período do ano passado. Em todo o ano passado, as concessões chegaram a R$ 460 milhões e para este ano a projeção é que os desembolsos fiquem entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. "Vamos aumentar os nossos desembolsos por conta da linha para financiamento de máquinas e equipamentos que vamos incluir nos convênios a partir do segundo semestre", explica o executivo.
Além das linhas de crédito para capital de giro e abertura das lojas, o Banco do Brasil oferece também soluções específicas para comércio exterior, caso o franqueado tenha interesse em explorar mercados fora do Brasil. Atualmente, a instituição possui convênio com 176 redes de lojas.
31 de mai. de 2011
SEBRAE ESTREITA ALIANÇA COM BANCOS PRIVADOS
portal Investimento e Notícias 30/05/2011 – Agência IN
Com o objetivo de fortalecer a atuação dos bancos privados em relação às micro e pequenas empresas, o Sebrae está renovando parcerias e firmando novos convênios. Neste ano a instituição renovou o acordo com o HSBC e o Santander, em outubro deve renovar com o Bradesco, e em breve assinará o acordo com o Itaú. A meta é aproximar os pequenos negócios das instituições financeiras e aumentar a oferta de produtos e serviços que estas oferecem a esse público.
Somando a parceria com os quatro bancos privados aos convênios com os bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e ao acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) faz com que o Sebrae esteja aliado às instituições que concedem 80% do crédito no país.
“O grande mote dessa parceria é o intercâmbio de informações. O sistema financeiro em geral sabe pouco sobre as micro e pequenas empresas e as micro e pequenas empresas sabem pouco sobre o sistema financeiro”, afirma o responsável pelo projeto, André Dantas, da área de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae.
A parceria mais antiga é a do Bradesco. Desde 2005, quando foi firmada, foram capacitados mais de 7 mil gerentes do banco que já atenderam mais de 30 mil empresas. O HSBC já disponibiliza produtos e serviços financeiros customizados para o segmento. O Santander criou um portal exclusivamente para os empreendedores, que desenvolve diagnósticos da empresa e direciona os internautas para cursos do Sebrae.
Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam financiamentos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas.
A parceria com os bancos prevê a capacitação de gerentes e funcionários das instituições, a realização de seminários de crédito em que os bancos falam sobre suas linhas para empresários locais, a promoção de cursos, a distribuição de material educativo, entre outras ações. O objetivo é conjugar esforços para ampliar o acesso ao crédito, a capacitação dos funcionários das instituições financeiras e o aumento do intercâmbio de informações.
Com o objetivo de fortalecer a atuação dos bancos privados em relação às micro e pequenas empresas, o Sebrae está renovando parcerias e firmando novos convênios. Neste ano a instituição renovou o acordo com o HSBC e o Santander, em outubro deve renovar com o Bradesco, e em breve assinará o acordo com o Itaú. A meta é aproximar os pequenos negócios das instituições financeiras e aumentar a oferta de produtos e serviços que estas oferecem a esse público.
Somando a parceria com os quatro bancos privados aos convênios com os bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e ao acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) faz com que o Sebrae esteja aliado às instituições que concedem 80% do crédito no país.
“O grande mote dessa parceria é o intercâmbio de informações. O sistema financeiro em geral sabe pouco sobre as micro e pequenas empresas e as micro e pequenas empresas sabem pouco sobre o sistema financeiro”, afirma o responsável pelo projeto, André Dantas, da área de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae.
A parceria mais antiga é a do Bradesco. Desde 2005, quando foi firmada, foram capacitados mais de 7 mil gerentes do banco que já atenderam mais de 30 mil empresas. O HSBC já disponibiliza produtos e serviços financeiros customizados para o segmento. O Santander criou um portal exclusivamente para os empreendedores, que desenvolve diagnósticos da empresa e direciona os internautas para cursos do Sebrae.
Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam financiamentos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas.
A parceria com os bancos prevê a capacitação de gerentes e funcionários das instituições, a realização de seminários de crédito em que os bancos falam sobre suas linhas para empresários locais, a promoção de cursos, a distribuição de material educativo, entre outras ações. O objetivo é conjugar esforços para ampliar o acesso ao crédito, a capacitação dos funcionários das instituições financeiras e o aumento do intercâmbio de informações.
Assinar:
Postagens (Atom)