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18 de set. de 2011

PARCERIA QUER AMPLIAR ACESSO A MICROCRÉDITO

jornal Valor Econômico 14/09/2011 - João Villaverde

O governo inicia hoje uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para ampliar a formalização de microempreendedores e disseminar o microcrédito entre os beneficiários de programas sociais. Ponto central do programa Brasil Sem Miséria, principal política social do governo Dilma Rousseff, a criação de "portas de saída" para beneficiários do Bolsa Família será o primeiro passo da parceria. O Sebrae estima em R$ 180 milhões os gastos totais (que envolvem principalmente custeio) até o fim de 2014, quando espera atingir 1,5 mil municípios.

Desde o fim de maio, técnicos do Sebrae negociam com três ministérios um modelo de negócios para a empreitada. Ontem, o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, reuniu-se com a ministra Tereza Campello, de Desenvolvimento Social (MDS), e Gilson Bittencourt, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, para fechar os últimos pontos.

Os agentes do Sebrae partem da dados recolhidos pelo programa Territórios da Cidadania, que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou em 2008. Convênio fechado pela entidade e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) no fim de agosto permitiu que os técnicos do Sebrae tivessem acesso ao Cadastro Único, dispositivo do governo, coordenado pelo MDS, com informações de todos os beneficiários de programas sociais.

Um cruzamento das informações do cadastro mostra que 102.627 beneficiários do Bolsa Família também são microempreendedores individuais formalizados.

É esse universo, que representa quase 7% do total de 1,5 milhão de microempreendedores individuais no país, que serão o foco inicial do Sebrae. A ideia é levar agentes da entidade aqueles empreendedores já formalizados para um trabalho de consultoria para seus negócios, e também auxiliar nas finanças pessoais daqueles que contratam microcrédito.

Para o Ministério da Fazenda, que coordenou os debates recentes no governo para a ampliação dos subsídios aos bancos que operarem linhas mais generosas dessa modalidade de empréstimo, a parceria com o Sebrae interessa porque ajudará, avaliam os técnicos da pasta, na "disseminação da informação sobre o microcrédito".

Segundo Barretto, o trabalho dos agentes será mostrar aos beneficiários do Bolsa Família, que têm um pequeno negócio informal, que a formalização não acarretará perda dos benefícios. "Muitos não sabem que durante 24 meses eles continuam recebendo os benefícios, mesmo sendo empreendedores e contratando crédito", afirma.

"Precisamos ultrapassar o Bolsa Família", diz André Spinola, diretor da unidade de desenvolvimento territorial do Sebrae, para quem é o momento de "efetivamente criar condições de os beneficiários do programa contarem com uma porta de saída própria".

O governo avalia que, até o fim de outubro, o projeto de lei que altera dispositivos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e amplia o limite de faturamento anual dos microempreendedores, dos atuais R$ 36 mil para R$ 60 mil, permitirá aos participantes ter acesso à cobertura previdenciária, contribuindo com apenas 5% dos rendimentos.

14 de jul. de 2011

SEBRAE DIVULGA RAIO X DO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

jornal Diário do Comércio 12/07/2011 - Fátima Lourenço

A atuação do Empreendedor Individual (EI), figura jurídica criada há dois anos para estimular a formalização de negócios em todo o País, é mais heterogênea, por ramo de atividade, que a registrada entre micro e pequenas empresas (MPEs), predominantemente dedicadas ao comércio. Além disso, a participação dos que trabalham por conta própria é mais equilibrada entre mulheres (45%) e homens (55%) do que nas MPEs, com 71% dos negócios estão sob o comando masculino.

Essas são algumas das constatações da "Pesquisa de Perfil do Empreendedor Individual", divulgada ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).


De acordo com o levantamento, entre os empreendedores individuais há predominância das pessoas mais jovens – 61% com idade inferior a 40 anos, sendo 12% com menos de 24 anos. Nas MPEs, ao contrário, 59% dos negócios são comandados por pessoas com 40 anos ou mais.

Regionalidade – O mapa regional da pesquisa mostra que as regiões Sudeste e Sul do Brasil acumulam, respectivamente, 51% e 24% das MPEs do País; além de 47% e 14% dos Empreendimentos Individuais.

Nas demais regiões, os percentuais de participação indicam predominância dos EIs, na comparação com o total de negócios formalizados como micro ou pequena empresa. O Nordeste, por exemplo, detém 15% das MPEs do País, mas contabiliza 22% dos EIs.

Perfil médio – De acordo com o estudo, o Empreendedor Individual possui ensino médio ou técnico completo em 47% dos casos. Apenas 8% deles têm superior completo.

Entre esse universo de empresários, 91% declararam não receber qualquer benefício social (seguro-desemprego, Bolsa-família, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio doença) antes de se formalizar.

Em 57% dos casos, os entrevistados já operavam o atual negócio de maneira informal. A maior parte, de acordo com o Sebrae, há mais de cinco anos. Outros 21% estavam empregados com carteira assinada; 10%, em ocupações sem carteira assinada; e 12%, desempregados.

Na prática – Os dados da pesquisa também ratificam o perfil empreendedor já detectado entre os brasileiros de uma maneira geral. Os EIs informaram, em 69% das respostas, que aprenderam o seu atual ofício na prática; somente 27% deles fizeram cursos ou treinamentos; e 4% declararam outras formas de aprendizado.

A operação dos negócios nesse conjunto de empresas acontece em casa (40% das situações); em escritórios/estabelecimentos comerciais (39%); e também na rua (18%), entre outras alternativas (3%).

Fonte de renda – Em 60% dos casos, o Empreendedor Individual não tem a ajuda de familiares para operar o negócio e somente 13% deles têm empregados. A atividade formalizada é a única fonte de renda para 78% deles.

A formalização, no entanto, conforme afirmação de 67% dos entrevistados, não alterou nem aumentou o volume de vendas. Ainda assim, aproximadamente 95% das respostas recomendam a providência para um candidato a EI.

O estudo entrevistou 10.585 EIs entre os dias nove de maio e 17 de junho. Além disso, utilizou informações do cadastro da Receita Federal do Brasil (RFB), até 30 de maio passado, quando se contabilizava 1,1 milhão de empreendedores formalizados como EI.

12 de jul. de 2011

EMPRESÁRIO DESCONHECE BENEFÍCIO E USA CRÉDITO PESSOAL

jornal Brasil Econômico 12/07/2011 – Flávia Furlan

Os cartões de crédito destinados a pessoas jurídicas ainda não estão disseminados entre os empreendedores de menor porte, mas isso tende a acontecer por interesse da própria indústria. Essa é a avaliação do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que considera que vai aumentar a concorrência de emissores para alcançar este público.

E é exatamente pela falta de conhecimento que muitos empresários acabam usando o cartão de crédito pessoa física para arcar com despesas do negócio —o que não é recomendado pelo Sebrae, tendo em vista o crédito mais vantajoso nos plásticos para pessoas jurídicas. “É um erro o empreendedor financiar seu negócio com cartão pessoa física”, diz Santos.

Ele explica que o cartão empresarial tem taxas mais atrativas e limites pré-aprovados que diminuem as dores de cabeça na hora de contratar um empréstimo. “Isso diminui os custos da operação”, pondera o diretor.

As facilidades na contratação de crédito têm sido usadas como estratégia pelos bancos para atuar junto a este público. Segundo o diretor de cartões do Itaú Unibanco, Fernando Teles, para abocanhar parte deste público, a instituição tem ofertado crédito com taxas mais baixas e serviços como programa de recompensas ou seguros e assistências específicas.

O executivo conta que o banco está apostando no segmento. “Estamos vivendo um momento em que o crescimento da base pessoa jurídica tem sido superior ao da base de pessoa física.” No cartão aos empreendedores, ele aponta que as pessoas jurídicas contam coma compra tradicional (à vista), parcelada e saque. “Lembrando que a empresa pode optar, no momento do pagamento da fatura, pelo financiamento do saldo devedor. Para as pequenas e médias empresas, o produto permite também pagamento de contas, como boletos e concessionárias, e o parcelamento da fatura em valores fixos”, diz.

Futuro

O diretor-técnico do Sebrae diz que o plástico veio para ficar no mundo dos empreendedores no Brasil, mas que uma nova tendência também já está chegando. “O plástico é um instrumento, mas tende a ficar obsoleto e a ser substituído por outros meios, como o celular.”

17 de jun. de 2011

GOOGLE E SEBRAE INCENTIVAM ENTRADA DE PEQUENA EMPRESA NA WEB

portal Computerworld

O Google e o Sebrae, em parceria com HP, CNI, Serasa Experian e a empresa de hospedagem Yola, querem incentivar a entrada de pequenos negócios brasileiros na web. Para isso, disponibilizam a partir desta quarta-feira (15/6) um serviço gratuito de criação de sites, o Conecte seu Negócio. Utilizado por 11 países, o projeto chega em solo nacional com o intuito de ajudar pequenas e médias empresas a desenvolver o primeiro site de maneira simples, contribuindo para que elas ampliem as oportunidades de negócios.

Segundo Fábio Coelho, diretor-geral do Google Brasil, a companhia de buscas tem um compromisso global de apoiar pequenas e médias empresas. “Estar na internet torna os negócios mais sólidos e as empresas têm mais capacidade de competir e crescer, ao mesmo tempo em que trabalhamos para criar uma sociedade mais conectada”, afirmou, durante evento de lançamento transmitido pelo YouTube.

Na avaliação do diretor-presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, há ainda um grande número de companhias que não está presente no mundo digital e a ideia é mudar esse quadro. “Muitas oportunidades deverão surgir a partir do momento que o negócio está na web; a visibilidade e o poder de alcance aumentam e novos clientes aparecem”, aposta.

Registro e criação

Para criar o site, é preciso entrar na página do Conecte seu Negócio e verificar se o domínio desejado está disponível, registrando-o em seguida. Feito isso, o empresário usará uma ferramenta da Yola para construir a página. Lá, explica David Sexton, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Yola, há várias opções de layout e ainda existe a possibilidade de customizar o site. “Cada negócio tem uma necessidade específica e uma identidade”, pontua.

Os primeiros 5 mil empreendimentos que criarem os sites, que contam ainda com recurso para e-commerce, não precisarão pagar pelo domínio por um período de um ano. Depois, o usuário terá de pagar uma taxa anual de 29,95 reais ao Google.

O papel do Sebrae será o de realizar treinamentos via Internet, além de dar suporte às empresas no processo. Já a HP oferecerá condições especiais na compra de computadores, monitores e impressoras para empresas que não contam com infraestrutura adequada. E a Serasa Experian, por sua vez, vai disponibilizar pacotes a preços competitivos para consulta de dados cadastrais de consumidores.

O Google afirma ainda que o empreendedor que criar o site poderá usar o programa de publicidade AdWords para promover a empresa em resultados de busca e na rede de parceiros. Na inscrição, a empresa ganhará créditos no valor de 150 reais para uso na plataforma de publicidade online.

31 de mai. de 2011

SEBRAE ESTREITA ALIANÇA COM BANCOS PRIVADOS

portal Investimento e Notícias 30/05/2011 – Agência IN

Com o objetivo de fortalecer a atuação dos bancos privados em relação às micro e pequenas empresas, o Sebrae está renovando parcerias e firmando novos convênios. Neste ano a instituição renovou o acordo com o HSBC e o Santander, em outubro deve renovar com o Bradesco, e em breve assinará o acordo com o Itaú. A meta é aproximar os pequenos negócios das instituições financeiras e aumentar a oferta de produtos e serviços que estas oferecem a esse público.

Somando a parceria com os quatro bancos privados aos convênios com os bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e ao acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) faz com que o Sebrae esteja aliado às instituições que concedem 80% do crédito no país.
“O grande mote dessa parceria é o intercâmbio de informações. O sistema financeiro em geral sabe pouco sobre as micro e pequenas empresas e as micro e pequenas empresas sabem pouco sobre o sistema financeiro”, afirma o responsável pelo projeto, André Dantas, da área de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae.

A parceria mais antiga é a do Bradesco. Desde 2005, quando foi firmada, foram capacitados mais de 7 mil gerentes do banco que já atenderam mais de 30 mil empresas. O HSBC já disponibiliza produtos e serviços financeiros customizados para o segmento. O Santander criou um portal exclusivamente para os empreendedores, que desenvolve diagnósticos da empresa e direciona os internautas para cursos do Sebrae.
Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam financiamentos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas.

A parceria com os bancos prevê a capacitação de gerentes e funcionários das instituições, a realização de seminários de crédito em que os bancos falam sobre suas linhas para empresários locais, a promoção de cursos, a distribuição de material educativo, entre outras ações. O objetivo é conjugar esforços para ampliar o acesso ao crédito, a capacitação dos funcionários das instituições financeiras e o aumento do intercâmbio de informações.

26 de out. de 2010

LOJISTAS PAGAM ATÉ 56% MENOS PARA USAR CARTÃO DE CRÉDITO

portal Exame 26/10/2010 - Regina Xeyla (Agência Sebrae de Notícias)

O empresário mineiro pode ser comparado a um dos 300 entrevistados da Sondagem feita no período de 12 a 18 de agosto deste ano, pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte, que constatou até 56% de redução no custo da tarifa do cartão de crédito. A sondagem revelou também que 76,5% dos entrevistados negociaram até 40% de queda no valor do aluguel do POS – terminal que faz a leitura dos cartões.

“A administradora entrou em contato com minha esposa e ofereceu redução da taxa do POS, que custava mais de R$ 80 e caiu para R$ 39,60. Fechamos um contrato de seis meses. Com a outra administradora, já pagávamos R$ 42”, disse Idolindo. A Sondagem de Opinião do Sindilojas ouviu empresários de todos os ramos do comércio ligadas à entidade. A margem de erro é de 5% e intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi feita quase um mês após mudança que liberou o uso pelo empresário de uma mesma máquina para todas as bandeiras de cartão de crédito. Além de por fim ao cartel no setor, a medida favoreceu a competitividade dos pequenos negócios, impulsionou o uso desse tipo de dinheiro e tem aliviado o bolso dos empresários do comércio lojista.

A coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio de Minas Gerais e coordenadora da sondagem, Silvania Araújo, constatou o intenso uso pelos lojistas de uma única máquina para passar todos os cartões, independente da bandeira adotada. Isso porque 74,4% dos entrevistados pretendem trabalhar com uma única máquina em seu estabelecimento.

Silvania observou também que parte dos empresários permanece resistente às mudanças. “Há quatro meses das mudanças no setor de cartões de crédito é visível a resistência cultural dos empresários frente à tecnologia. Muitos se mostram receosos de trabalhar com uma maquineta. Eles temem que um equipamento não comporte muitas transações”, ressaltou. Para ela, o período do Natal será um bom termômetro para avaliar essa questão. “Sendo positivo o resultado, a propaganda boca a boca entre os empresários irá consolidar sua relação com as credenciadoras”.

Negociação e diferencial

Dos empresários ouvidos, 61,3% afirmaram já terem negociado com alguma credenciadora. Dos 38,7% que ainda não buscaram nenhum tipo de negociação, 52,3% estão analisando propostas; e 18,6% se mostraram receosos e pretendem esperar um pouco mais. Os demais justificaram: não receberam nenhuma proposta das credenciadoras; não conseguem ser atendidos por elas; estão com alguma pendência financeira; ou ainda permanecem achando que o custo das tarifas está alto.

Ao optar por uma credenciadora, 36,8% dos empresários disseram que o valor cobrado pelo POS será diferencial para a escolha. Considerando-se que cada um desses terminais representa um custo mensal em torno de R$ 120 (só de aluguel, exceto taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica), a soma representava em muitos casos várias vezes o que era pago em impostos por empreendimentos enquadrados no regime especial do Simples Nacional.

São três as credenciadoras de cartões: Redecard, Cielo e GetNet que passam, agora, a disputar o máximo de bandeiras, desde as conhecidas internacionalmente como Mastercard e Visa, assim como uma grande variedade de bandeiras regionais. Essa concorrência repercutirá nos custos operacionais do comércio e nos preços que os consumidores pagam por bens e serviços.

As medidas que resultaram no fim do cartel dos cartões de crédito foram implementadas a partir de em julho deste ano. Atualmente, cerca de 1,2 milhão de empresas de todos os portes utilizam cartões em suas vendas. Considerando-se que o universo de micro e pequenas empresas formais é de 5,8 milhões e que elas representam 99% do total de empreendimentos do País, tem-se uma ideia do potencial desse mercado.

O compartilhamento dos terminais de cartões de crédito vem sendo defendido pelo Sebrae fortemente desde 2004, por meio de articulação consistente com o Banco Central, empresas credenciadoras e administradoras das mais diversas bandeiras, inclusive regionais.

7 de set. de 2010

PEQUENA EMPRESA DEVE NEGOCIAR COM BANDEIRA DE CARTÃO DE CRÉDITO

portal Administradores 02/09/2010 - Beth Matias (Agência Sebrae de Notícias)

Com o fim da exclusividade entre as bandeiras de cartões e as operadoras a partir de 1º de julho, o pequeno negócio varejista no Brasil passou a ser tratado como um cliente e não mais como um mero repassador de serviços.

A afirmação é do empresário Álvaro Musa, organizador do Fórum C4 Varejo - PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor - C4 2010, que acontece de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Musa coordenou nesta quarta-feira (1º) o painel Cartões e Outros Meios Eletrônicos na Prática para o varejista. Participaram também Sérgio Murtinho, da Nexxta, Davi Zini, da Redecard, e o gerente da Unidade de Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Guerra.

Crescimento

Segundo o coordenador, nos últimos 15 anos o chamado "dinheiro de plástico" cresceu de 12 milhões para 600 milhões de cartões. "Estamos no varejo com 6 bilhões de transações no País. Em 1995, eram 200 milhões", disse.

Esses números, afirma, revelam o amadurecimento do setor de cartões, que investiu "muito dinheiro" em tecnologia para chegar a este patamar.

Apesar disso, ainda é um setor pouco regulamentado e muito criticado pelos pequenos negócios no país. "Precisamos estabelecer um diálogo entre as duas pontas. Não estou falando de reduzir preços, mas de criar um cardápio de produtos que possam ser benéficos às duas partes."

Exigir qualidade

Virar um cliente, diz Sérgio Murtinho, tem um custo para o próprio cliente. "É preciso treinamento. Ele precisa tomar para si essa relação. Exigir qualidade dos serviços prestados. O brasileiro peca pelo conformismo, pela relação ruim."

Segundo ele, uma operação de meio de pagamento deve levar três segundo e não um minuto. "Se você varejista agora é o cliente, tem o direito de exigir qualidade no serviço prestado."

Condições diferenciadas

Alexandre Guerra acredita que a relação ainda é desigual, mas deverá melhorar no futuro. "A bandeira que o Sebrae está levando à frente é mostrar que hoje as duas maiores credenciadoras operam com 2 milhões de empresas quando o universo pode ser muito maior se as condições foram diferenciadas de acordo com as necessidades dos usuários."

Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Redecard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas pelo País.

O Congresso C4 Varejo – PME tem como principal tema 'Clientes, a razão de tudo'. Além do painel desta quarta-feira, serão realizados outros dois painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão:
empreendedor individual, inovação – pagamento via celular e outras novidades, profissionalização, governança e sucessão.