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18 de set. de 2011

APENAS 7% DOS BRASILEIROS USAM O CELULAR PARA SERVIÇOS BANCÁRIOS

portal IDG Now! 13/09/2011 - Renato Rodrigues

Menos de 7% dos brasileiros usam o celular para serviços financeiros/bancários, aponta uma pesquisa divulgada pela Acision nesta terça (13) na Futurecom 2012. Os principais usos são consulta de saldo, transferências e pagamentos de contas.

O estudo aponta que, principalmente devido à adoção crescente de smartphones e minimodems 3G, as pessoas estão mais familiarizadas com o uso de dados móveis e serviços financeiros.

Os chamados Serviços de Valor Adicionado (VAS) representaram 18% das vendas das operadoras no primeiro trimestre, chegando a 2,14 bilhões de reais.

A pesquisa também mostra que os usuários de celular têm uma elevada expectativa de uso dos aparelhos em substituição ao cartão de crédito (71%) e para consulta a saldos e movimentação de contas (66%). A maior restrição para o não uso é medo/desconhecimento em relação à segurança.

Os dados sustentam que a tendência de crescimento de utilização dos serviços se confirmou: houve um aumento do uso - ainda que centralizados em poucas opções, tais como consulta a saldos e transferências. “O Brasil ainda encontra-se atrasado em relação a outros países quanto ao uso de telefonia celular para fins bancários”, disse Jorge Leonel, Vice-Presidente da Acision.

Os principais serviços bancários no celular podem ser agrupados, simplificadamente, em quatro grupos, compondo o chamado “Mobile Money”: pagamento de compras pelo celular (mobile payments), substituindo dinheiro e cartão de crédito; pagamento por meio de crédito armazenado no celular (mobile ticketing); acesso a contas bancárias (mobile banking); e transferência de montantes financeiros entre celulares(mobile money transfer).

11 de ago. de 2011

SANTANDER E VIVO FECHAM ACORDO PARA LANÇAMENTO DE CARTÃO DE CRÉDITO

portal Executivos Financeiros 08/08/2011

O banco Santander e a Vivo anunciam um acordo para o lançamento de um cartão de crédito. A partir do 1º trimestre de 2012, os clientes que solicitarem o cartão terão benefícios como conversão de compras em pontos da Vivo ou bônus no caso de recargas realizadas com cartão, além de produtos financeiros.

O contrato tem duração de 15 anos e a expectativa das empresas é de que sejam comercializados mais de um milhão de cartões até o final de 2013.

“A parceria com o Santander é um grande reforço para seguirmos nesse caminho. Assim, cumprimos a nossa missão de aprimorar a conexão das pessoas, acrescentando a oferta de produtos e serviços de crédito”, afirma Maurício Romão, diretor da área de Produtos e Serviços Financeiros da Vivo.

Segundo Cassius Schymura, diretor da área de Meios de Pagamento do Santander, “a união com a Vivo reforça a estratégia da instituição em ampliar a oferta de cartões de crédito por meio de parcerias com grandes empresas, oferecendo mais serviços e comodidade aos nossos clientes”.

As empresas apresentarão mais informações nas próximas divulgações de resultados.

11 de jul. de 2011

BANDEIRA SUÍÇA

jornal Folha de S. Paulo 11/07/2011 – Mercado Aberto

A suíça Zellux, de serviços financeiros, começa a operar no Brasil e negocia com quatro bancos o desenvolvimento de cartões de crédito, débito e benefícios.

"O nosso nicho de mercado são bancos e empresas de varejo que ainda não possuem uma bandeira de cartão de pagamento", diz Walter Queiroz, diretor-geral da Parsec, empresa brasileira licenciada pela Zellux para a emissão dos cartões.

A empresa vai oferecer aos bancos participação no faturamento das operações efetuadas com o cartão, de acordo com Queiroz.

A companhia já fechou contratos com as redes de supermercados Bergamais e Nagumo e com a Cesta Nobre, de cestas básicas.

"Grande parte da população brasileira não tem acesso a cartões de crédito. Só essa fatia de mercado que não é atendida por nenhuma empresa atualmente já é atraente para nós."

Fundada em 2005 na Suíça, a Zellux atua em 12 países, na Europa, no Oriente Médio e nas Américas.

1 de jul. de 2011

NÚMERO DE BRASILEIROS QUE UTILIZAM SERVIÇOS BANCÁRIOS ATRAVÉS DO CELULAR É PEQUENO

portal InfoMoney 30/06/2011

Pesquisa elaborada pela Acision, responsável por indicar que boa parte dos brasileiros não acessa a internet por não ver necessidade, revelou também que o acesso aos serviços bancários e financeiros através de dispositivos móveis ainda é muito pequeno.

Dos indivíduos que acessam a internet através de seus celulares, apenas 6,9% afirmaram realizar algum tipo de serviço bancário ou financeiro, de acordo com a 8ª edição do relatório Mavam (Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel), realizado pela empresa.

Serviços mais utilizados

Entre os que fazem alguma transação, o estudo mostrou que consultar o extrato e o saldo bancário é o serviço mais utilizado, com 6,5% dos entrevistados citando essa opção. Outros 4,5% afirmaram fazer transferências bancárias e mais 3,8%, pagamento de contas.

Propaganda via celular

A pesquisa ainda indicou que os aparelhos celulares são veículos muito utilizados pelas empresas para realizar suas propagandas. Os dados mostram que 91,2% dos entrevistados receberam um SMS (Short Message Services – serviço de envio de mensagens curtas) ou MMS (Multimedia Message Service – Serviço de envio de mensagens com recursos multimídia) com conteúdo promocional em seus aparelhos. Vale pontuar que o número ficou três pontos percentuais acima do registrado no final de 2010.

Na maior parte dos casos, são as próprias operadoras que enviam as mensagens promocionais, já que 55,2% dos entrevistados confirmaram que as mensagens são provenientes de suas próprias operadoras.

Outras empresas também utilizam o recurso, mas em menor proporção. Quase 10% dos entrevistados disseram que recebem as mensagens de empresas anunciantes de produtos de consumo, 8,2% de empresas provedoras de serviços e 6,3% de rede de lojas, que trabalham com roupas, calçados e outros.

20 de jun. de 2011

CSC AVANÇA COM PLATAFORMA FINANCEIRA

jornal Brasil Econômico 17/06/2011 – Natalia Flach

O mercado brasileiro de serviços financeiros é hoje a menina dos olhos da companhia americana de tecnologia da informação CSC. Na semana passada, a empresa, que fatura US$ 16 bilhões, anunciou a aquisição da Vixia, prestadora de serviços especializados para seguradoras e resseguradoras que atuam no Brasil. “Este setor representa US$ 3 bilhões da nossa receita, mas a nossa atuação na América Latina ainda é muito pequena”, afirma John Hatcher, gerente geral de serviços financeiros da CSC para a América Latina. “Vamos continuar expandindo a nossa presença no país por meio de aquisições”, revela.

Com a compra da Vixia, a companhia passou a ter 60 clientes. Entre eles, estão Porto Seguros, Mitsui Sumitomo e J. Malucelli Seguradora. “A ideia é ampliar os serviços prestados para os atuais clientes e aumentar a carteira.”

Segundo o executivo, a principal demanda das seguradoras —e dos bancos—é ter um sistema que permita customizar os produtos de acordo com as necessidades do cliente final. Hoje, o mesmo cliente pode ter várias linhas de seguro, como saúde, de carro e de vida, mas a plataforma de tecnologia entende como se fossem clientes diferentes. “As seguradoras querem oferecer operações cruzadas, mas com a tecnologia atual é muito difícil. Por isso, é uma tendência mundial a troca de tecnologia para um sistema que vê o cliente como único”, declara Wagner Antunes, diretor comercial de serviços financeiros da CSC Brasil. Com esses dados consolidados, as seguradoras poderão fazer um ranking de serviços prestados e dos clientes. “Elas poderão entender de fato a necessidade dos consumidores e oferecer descontos para os melhores classificados no levantamento”, exemplifica Hatcher.

Outra demanda das seguradoras brasileiras é mobilidade. Antunes diz que, daqui a uns anos, um cliente que quiser fazer a apólice do seu carro poderá facilitar o processo tirando uma foto do veículo pelo celular e enviando para a seguradora. “Isso vai agilizar bastante”, diz o executivo brasileiro, acrescentando que as companhias de seguro também estão investindo bastante em segurança da informação.

Além disso, as seguradoras estão descobrindo que, para expandir os seus serviços para outras localidades, não precisam investir na ampliação da infraestrutura de tecnologia. No exterior, a CSC faz a instalação dos softwares e terceiriza os funcionários. “As companhias de seguro podem pagar de acordo com a demanda, seja pelo número de apólices ou de clientes. Esse dinheiro que seria investimento se torna despesa. Portanto, os recursos podem ser alocados em outras áreas”, diz Hatcher.

Segundo ele, a principal diferença do Brasil para os países desenvolvidos é que o mercado de seguros ainda é incipiente no país do ponto de vista do número de clientes. “Mas, conforme ele cresça e enriqueça, maiores serão as demandas.” No portfólio da companhia, há dois bancos com operação no Brasil, cuja principal demanda é a modernização da linguagem dos dados dos clientes.

31 de mai. de 2011

CORREIOS VÃO DISPUTAR TELEFONIA MÓVEL EM 2012

jornal Brasil Econômico 31/05/2011 - Fabiana Monte e Françoise Terzian

Os Correios vão entrar no mercado de telefonia celular a partir do próximo ano, atuando como operadora móvel virtual e com grandes chances de oferecer um serviço com marca própria, afirma o presidente da companhia, Wagner Pinheiro de Oliveira. Neste modelo, os Correios alugarão a rede de outra empresa de telefonia celular, como Claro, Oi, Tim e Vivo, para oferecer serviços de nicho à população. Ou seja, eles comprarão minutos no atacado e venderão no varejo. “Com os avanços tecnológicos, os serviços tradicionais dos Correios estão diminuindo. Temos de achar alternativas de receitas”, diz.

No ano passado, os Correios faturaram R$ 13 bilhões e registraram um lucro líquido de R$ 827 milhões. Do montante de vendas, 65% vieram de cartas. O objetivo de agora em diante é ganhar receita com serviços diferenciados como os de celular e também com a logística integrada. Isso significa que os Correios tendem a brigar cada vez mais não só com DHL e UPS, mas também com o TIM, Claro, Vivo e Oi. “O olhar para quatro anos é fazer com que o faturamento cresça 50%”, afirma Oliveira.

Serviços

Como operadora móvel virtual, os Correios poderão oferecer serviços que melhorem sua operação, como monitoramento em tempo real de sua frota e dos entregadores; acompanhamento de cargas e comunicação entre carteiros e agências. Oliveira não revela os planos da empresa, uma vez que os projetos ainda se encontram em fase de análise. “Já temos uma avaliação econômico-financeira que mostra viabilidade para o projeto. Falta definir nosso modelo de atuação e, depois, fazer a análise de receita”, diz. Para usuários finais, a empresa pode oferecer alertas de entrega e acompanhamento de correspondências.

Atuar como operadora móvel virtual é uma tendência mundial, a exemplo do que recentemente fez o La Poste, o correio francês, no dia 23 de maio, quando lançou um serviço próprio de telefonia celular no qual é possível escolher entre uma gama de 29 aparelhos a € 1 cada, dentre outras ofertas. No Brasil, o mercado ainda dá os primeiros passos e apenas a Porto Seguro anunciou planos de atuar como operadora móvel virtual, com estreia prevista para o segundo semestre. No dia 17 de maio, decreto da presidente Dilma Roussef sinalizou mudanças no estatuto dos Correios que, agora, podem atuar como operadora móvel virtual, entre outras possibilidades.

Agora, o que falta aos Correios é decidir qual modelo adotar. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu que as operadoras móveis virtuais podem ser autorizadas ou credenciadas. Se escolher a primeira opção, calcula-se ser necessário um investimento de entrada da ordem de R$ 100milhões, para montar uma estrutura própria com call center, sistemas de faturamento e pós-venda, entre outros. Já no modelo de credenciada, o aporte inicial seria da ordem de R$ 20 milhões e a responsabilidade da infraestrutura fica por conta da empresa fornecedora da capacidade de rede.

Benefícios

Um dos pilares da estratégia dos Correios é usar a rede de agências de 12 mil pontos no país, incluindo as 6,2 mil unidades com Banco Postal, que contabiliza 11milhões de clientes. O atendimento presencial dos Correios seria um diferencial frente às operadoras tradicionais. Conta também a experiência na prestação de serviço público. Os Correios também poderão oferecer serviços bancários pelo celular. Como o Banco Postal chega onde nem as instituições financeiras vão, a lógica do Correio é a mesma. Atingir a minoria da população que ainda não tem celular. “Há 212,6 milhões de linhas móveis no país e 15% de brasileiros sem um aparelho celular”, conta Oliveira.

16 de mar. de 2011

PROTESTE CRITICA NÍVEL DE SERVIÇOS FINANCEIROS PRESTADOS NO BRASIL

jornal DCI 16/03/2011 – Panorama Brasil

A Proteste fez ontem duras críticas a prestação de serviços financeiros no Brasil, e afirma que o setor merece "cartão amarelo". Isso porque, diz a entidade de representação dos consumidores, mesmo após 20 anos do Código de Defesa do Consumidor no Brasil, o setor apresenta diversos problemas como a falta de transparência, clareza e garantias nas informações e até mesmo má qualidade dos serviços prestados.

"Nas pesquisas e levantamentos feitos pela Proteste constata-se que, mesmo com os avanços obtidos, ainda há muito a melhorar nos setores de financiamento de bens, crédito, seguro habitacional, plano de saúde, previdência privada e de fundos multimercado", diz a Proteste.

Na previdência privada, avalia a associação, a falta de garantia no caso de falência das seguradoras que administram o plano de previdência é uma questão grave, pois não existe qualquer compromisso de que o consumidor irá receber o dinheiro. O motivo, segundo a Proteste, é que pela lei de falências, se a seguradora vir a falir, ela tem uma série de outras dívidas como prioridade.
Para a associação, a blindagem seria uma alternativa para fornecer ao consumidor um pouco mais de proteção, já que as cotas do fundo investido estariam no nome do consumidor que fez o investimento e não da seguradora, como ocorre atualmente. "Mesmo que a blindagem não seja a solução completa para o problema do risco em previdência, ela amenizaria o problema, deixando o consumidor mais protegido, pelo menos no período de acumulação".

Já nos fundos multimercado, a Proteste acredita que a falta de informações precisas faz com que os investidores coloquem dinheiro em papéis geradores de dívidas superiores ao seu patrimônio liquido. Além disso, a associação entende que houve um retrocesso em relação a transparência ao investidor, quando, em 2009, ampliaram de sete para dez as subclassificações, dificultando o entendimento do investidor leigo.
"Com as atuais subclassificações, o investidor tem dificuldade em saber se o fundo é alavancado ou não. Ou seja, se pode acarretar perda superior a de seu patrimônio liquido. É uma situação em que os cotistas se obrigam a colocar mais dinheiro para pagar as dívidas contraídas através da política de investimentos do fundo. Com a chegada de novos investidores no mercado de renda variável, nós consideramos essencial a informação sobre alavancagem".

Ainda no que diz respeito aos serviços financeiros, para a Proteste, os seguros merecem atenção. A falta de transparência faz com que o consumidor contrate serviços mais caros e dos quais realmente não precisa. Há também o problema da omissão de juros nos parcelamentos.

7 de fev. de 2011

BANCO MATONE REFORMULA AMBIENTE TECNOLÓGICO

portal Executivos Financeiros 07/02/2011 - Edilaine Félix

O Banco Matone expandiu e adaptou toda a infraestrutura de servidores e storage da instituição em busca de maior capacidade de processamento e armazenamento. Em parceria com a Dell, a equipe técnica do Banco avaliou o ambiente e definiu as necessidades de upgrade e adequação da plataforma de servidores e de armazenamento.

O Banco tem foco no segmento de crédito consignado, e em função do aumento do serviço houve a preocupação com a capacidade, segurança e a disponibilidade de contingenciamento, sendo preciso pensar em uma infraestrutura robusta para suportar esse crescimento.

“Ampliamos, modernizamos e complementamos o parque tecnológico, basicamente em função do crédito consignado que cresceu muito forte em 2010 – 27,5%”, informa Guilherme Lessa, diretor de tecnologia da informação do Banco Matone.

Todas as áreas do Banco se beneficiaram, os canais de atendimento de varejo “Bem-Vindo! Serviços Financeiros”, além dos correspondentes bancários – cerca de mil em todo o País. Lessa destaca que a reformulação deu ao banco maior desempenho, além de um diferencial: “entregar propostas de crédito em um prazo menor, ocorrendo tudo via Internet”.

A Dell participa desde 2001 do processo de modernização do Banco Matone. Lessa diz que as equipes (Banco e Dell) estão mais alinhadas devido ao tempo em que trabalham juntas. “Existe uma sinergia que auxilia nos processos”. Vale ressaltar que a Dell é responsável pelos equipamentos e por parte da consultoria.

A instituição adquiriu oito servidores R710 – Quad Core 2.6 Ghz – 64 Gb de Memória, 1 Storage Dell EMC CX4-240C com 1TB de discos sólidos e 13,5TB de discos Fiber channel, Sistema de Backup ML6020 com 4 drives LTO e switchs BROCADE de 24 portas que se somaram à estrutura VMWARE, servidores, sistemas de backup e storage já existentes.

Benefícios

A reformulação do parque tecnológico do banco Matone acontece a cada três anos. Nesse momento o banco se preocupa em incorporar novas tecnologias, alinhadas com a responsabilidade ambiental, como a energia e a refrigeração de computadores.

A aquisição da nova estrutura de servidores, além de aumentar a capacidade de processamento em 160%; 280% em armazenamento e 200% em performance de backup, incrementou o contingenciamento e a alta disponibilidade do ambiente.

Em projetos anteriores o Banco efetuou a troca dos monitores de todos os computadores para padrão LCD (menor consumo do que os monitores CRT até então utilizados). “Neste projeto, estamos calculando uma economia de pelo menos 48% em energia pela instalação de novos servidores mais econômicos e mais performáticos, e a substituição dos equipamentos antigos”, explica Lessa.

5 de out. de 2010

MÁQUINA DE VENDAS ESTUDA ‘TURBINAR’ CARTÃO

jornal DCI 05/10/2010 – Paula Cristina

A holding Máquina de Vendas, empresa formada por Ricardo Eletro e Insinuante, líderes de vendas no nordeste do País, planeja lançar um novo modelo de crediário, ampliando os serviços já oferecidos pelo cartão da loja. A ideia da holding é trazer ao público um novo formato do já conhecido crediário, com o cartão private label. A informação, que os diretores da rede preferem não comentar por estar em fase de estudo, já é apontada por especialistas da área um tiro certeiro da holding. "A Máquina de Vendas já tem um cartão próprio, e arriscar abrir um com bandeira de outro banco é uma tendência em todos os segmentos do varejo, e eles não ficariam de fora", afirmou Giovanni Fundra, professor de Economia e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para o professor, a saída, que não é exclusividade da Ricardo Eletro e da Insinuante, servirá para dar ao consumidor ainda mais poder de compra. "A novidade desse tipo de produto é dar ao cartão mais poder de compra do que o do cartão de crédito comum dos bancos, além de funcionar como o cartão normal, que eles já possuem", afirmou.

De acordo com o professor, enquanto um cartão de crédito concede em média limite de 80% da renda do consumidor para o total da compra, um cartão dado por lojas varejistas pode permitir que ele comprometa por mês até 30% da sua renda com a parcela, o que ao fim resulta em um crédito mais elevado. "No caso de um cliente ter renda de R$ 1.000, o cartão lhe concede R$ 800 de crédito; no nosso novo crediário ele poderá gastar por exemplo R$ 3.000, desde que a parcela fique em até R$ 300, num pagamento em dez meses", explica.

O parcelamento nos cartões de crédito ou de loja pode ter custo menor do que o do carnê. Como o risco da inadimplência no crediário fica por conta do varejista, há normalmente juros embutidos na operação. Já no cartão muitas vezes é possível comprar sem juros, porém em menos parcelas.

Na Casas Bahia, por exemplo, um fogão de quatro bocas é vendido por R$ 399 à vista ou em até cinco vezes sem juros no cartão da loja. Já no pagamento com o carnê, pode ser feito em 20 parcelas de R$ 29,90, mas o valor total pago sobe para R$ 598. "Quando o consumidor não consegue pagar o valor integral do cartão na data do vencimento, os juros são os maiores do mercado, e é por isso que há uma necessidade enorme de planejar muito bem novas aquisições", alertou Fundra.

Private labbel não é novidade

Nas lojas Marisa o cartão Marisa respondeu por mais de 51,6% das vendas da companhia no primeiro trimestre de 2010, e não deve parar por aí. "O potencial dos serviços financeiros é enorme", afirmou Márcio Goldfarb, presidente da empresa. A aposta em vendas no cartão é tão alta que o grupo Marisa já vislumbra a venda de seguros de assistência massificada, como seguros de vida, planos de assistência odontológica e assistência a veículos.

"Esses produtos têm valor baixo unitário e grande volume de vendas e dependem de custos de distribuição reduzidos, cartões multifacetados é uma aposta crescente das grandes redes", disse Roberto Vertamatti, conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). As expectativas de ampliação da Marisa este ano não são pequenas. As clientes terão 39 novas lojas para comprar com o seu cartão em 2010.

Já está confirmada a ampliação de 22 lojas e a inauguração de 11 novos pontos-de-venda focados em roupa feminina e seis Marisa Lingerie, em uma operação que irá demandar R$ 100 milhões em investimentos. Uma das principais regiões de interesse da empresa abrange do litoral do Rio de Janeiro a São Paulo, na região do pré-sal. "Queremos mais do que 39 lojas. Procuramos endereços de qualidade para crescer muito mais do que isso."

A postura da Marisa de apostar nas vendas em cartão não é uma exceção. Grandes varejistas, como C&A, Riachuelo e Pernambucanas, possuem seus cartões de crédito próprios, ou private label. Só no primeiro trimestre deste ano a Riachuelo anunciou que havia emitido 15,9 milhões de cartões próprios e a receita da área financeira foi de R$ 75,4 milhões, ou 20% do total. O objetivo é emitir meio milhão de cartões até o final do ano e 1 milhão em 12 meses.

Na concorrente Renner, havia 15,6 milhões de cartões em circulação em março, o que garantiu 56% das vendas nos primeiros três meses do ano. "O setor está aproveitando as oportunidades do mercado, pois o cartão é um indutor de vendas e aumenta a compra média por cliente", diz Mário Bernardes Júnior, analista da BB Investimentos.

A C&A e a Pernambucanas não divulgam seus números nem comentam o assunto, mas, segundo analistas de mercado, a participação dos serviços financeiros no faturamento e na última linha do balanço dessas empresas é relevante. "A grande frente de crescimento das empresa de varejo são exatamente as operações de cartão de crédito", diz Nelson Barrizzelli, professor de Economia da Faculdade de Economia da USP e consultor de mercado.

No caso da Máquina de Vendas, que deve entrar agora no mercado, o analista arrisca dizer que deve haver um crescimento de 10% do número de cartões ativos até o fim do ano, o equivalente à entrada de cerca de um milhão de novas unidades em operação. "A melhora no resultado dos cartões irá impulsionar as vendas da companhia".

Hoje no Brasil. com o crescimento de classes emergentes, a tendência do crédito com bandeira de bancos, com possibilidade de compras fora das lojas já é uma realidade. "Hoje as redes varejistas são responsáveis pela bancarização desta classe", afirmou o consultor. Para Fundra, os consumidores adotam o cartão de uma rede varejista antes de ter conta bancária, o que se aguçou o apetite dos grandes bancos. "O Grupo Pão de Açúcar já fez suas parcerias com os bancos Bradesco e Itaú nos últimos anos, e isso mostra que os bancos já começaram a procurar novos clientes dentro das varejistas."

28 de set. de 2010

WESTERN UNION PROMETE TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR MAIS RÁPIDA AOS BRASILEIROS

portal InfoMoney 28/09/2010 - Flávia Furlan Nunes

Transferências ao exterior devem ficar mais rápidas para os brasileiros. Isso porque o Western Union, empresa mundial em serviços de pagamento, recebeu licença do Banco Central e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para operar como banco comercial e corretora.

Conforme publicado em nota nesta terça-feira (28), a licença permite que sejam oferecidos serviços de transferência de dinheiro diretamente aos consumidores no Brasil e a introduzir novos serviços financeiros, incluindo transferências domésticas de dinheiro, pagamento de contas de consumo e cartões pré-pagos.

“Nosso objetivo é oferecer em todo o Brasil uma gama diversificada de rápidos, confiáveis e convenientes serviços financeiros para complementar nosso negócio de transferência de dinheiro, incluindo o desenvolvimento de canais eletrônicos e serviços para atender melhor aos consumidores”, disse o presidente Stewart Stockdale.

Agentes

Em julho deste ano, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou a constituição do Banco Western Union do Brasil e de uma corretora com o mesmo nome, sendo que faltava a aprovação do presidente Lula. A medida tinha como objetivo facilitar o envio de recursos ao exterior.

Isso porque a nova instituição passa, então, a fazer esse tipo de atividade diretamente no País, em vez de usar intermediários, que somam cerca de 6 mil bancos e corretoras de câmbio.

9 de set. de 2010

BRASIL SE ABRE PARA A ACXIOM

jornal Brasil Econômico 09/09/2010 – Ruy Barata Neto

O fim da exclusividade para as máquinas que realizam transações com cartões de crédito e débito não agradou apenas os lojistas. A Acxiom Corporation, rede americana de agências de publicidade, motivada pela nova norma está chegando ao país. A companhia, com sede em Arkansas, é especializada em estratégias de marketing direto para a base de clientes de empresas de diversos segmentos, sendo o mercado financeiro um dos principais. Ela mandou ao país dois dos principais executivos da companhia, que serão responsáveis pelo escritório local, ainda em fase de implantação —há operações em mais oito países: Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Portugal, Polônia, Austrália e China. "O fim da exclusividade colocou o mercado de serviços financeiros como nosso grande alvo no Brasil", afirma o vice-presidente de estratégias para meios de pagamento, John Albrecht.

A desvinculação entre bandeiras e máquinas de pagamento torna necessária a contratação de ações de marketing voltadas para a fidelização de lojistas. Eles podem agora escolher as credenciadoras (como Redecard e Cielo, por exemplo) com as quais querem trabalhar. Ganha mercado quem oferecer serviços mais eficientes e preços melhores. "Estamos definindo as necessidades da área e o potencial que temos", afirma Albrecht, que ingressou na Acxiom em novembro de 2009, depois de quatro anos na Mastercard Internacional.

A primeira incursão da Acxiom no Brasil se deu por meio da aquisição, em julho, da GoDigital, especializada no desenvolvimento de softwares usados em ações promocionais de operadoras de telefonia celular. O interesse da Acxiom está nas tecnologias da GoDigital que podem ser aplicadas para o mercado financeiro. William Saubert, diretor de consultoria da rede americana, diz que ainda não tem contratos com clientes no país, e a ideia é ganhar primeiro as multinacionais atendidas nos Estados Unidos e que têm operação no país, como o Citibank. No primeiro trimestre do seu ano fiscal de 2011, encerrado no último dia 30 de junho, a receita da Acxiom foi de US$ 270 milhões, resultado 5,6% maior quando comparado ao exercício anterior.

7 de set. de 2010

PEQUENA EMPRESA DEVE NEGOCIAR COM BANDEIRA DE CARTÃO DE CRÉDITO

portal Administradores 02/09/2010 - Beth Matias (Agência Sebrae de Notícias)

Com o fim da exclusividade entre as bandeiras de cartões e as operadoras a partir de 1º de julho, o pequeno negócio varejista no Brasil passou a ser tratado como um cliente e não mais como um mero repassador de serviços.

A afirmação é do empresário Álvaro Musa, organizador do Fórum C4 Varejo - PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor - C4 2010, que acontece de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Musa coordenou nesta quarta-feira (1º) o painel Cartões e Outros Meios Eletrônicos na Prática para o varejista. Participaram também Sérgio Murtinho, da Nexxta, Davi Zini, da Redecard, e o gerente da Unidade de Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Guerra.

Crescimento

Segundo o coordenador, nos últimos 15 anos o chamado "dinheiro de plástico" cresceu de 12 milhões para 600 milhões de cartões. "Estamos no varejo com 6 bilhões de transações no País. Em 1995, eram 200 milhões", disse.

Esses números, afirma, revelam o amadurecimento do setor de cartões, que investiu "muito dinheiro" em tecnologia para chegar a este patamar.

Apesar disso, ainda é um setor pouco regulamentado e muito criticado pelos pequenos negócios no país. "Precisamos estabelecer um diálogo entre as duas pontas. Não estou falando de reduzir preços, mas de criar um cardápio de produtos que possam ser benéficos às duas partes."

Exigir qualidade

Virar um cliente, diz Sérgio Murtinho, tem um custo para o próprio cliente. "É preciso treinamento. Ele precisa tomar para si essa relação. Exigir qualidade dos serviços prestados. O brasileiro peca pelo conformismo, pela relação ruim."

Segundo ele, uma operação de meio de pagamento deve levar três segundo e não um minuto. "Se você varejista agora é o cliente, tem o direito de exigir qualidade no serviço prestado."

Condições diferenciadas

Alexandre Guerra acredita que a relação ainda é desigual, mas deverá melhorar no futuro. "A bandeira que o Sebrae está levando à frente é mostrar que hoje as duas maiores credenciadoras operam com 2 milhões de empresas quando o universo pode ser muito maior se as condições foram diferenciadas de acordo com as necessidades dos usuários."

Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Redecard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas pelo País.

O Congresso C4 Varejo – PME tem como principal tema 'Clientes, a razão de tudo'. Além do painel desta quarta-feira, serão realizados outros dois painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão:
empreendedor individual, inovação – pagamento via celular e outras novidades, profissionalização, governança e sucessão.