jornal Valor Econômico 14/07/2011 - Luciana Seabra
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), órgão do Ministério da Fazenda, deu parecer favorável à aprovação, sem restrições, da fusão entre as redes varejistas Insinuante e Ricardo Eletro. Em março do ano passado, as duas empresas formaram a Máquina de Vendas. Em seguida, em junho, a rede City Lar foi integrada ao grupo. A recente concentração no setor varejista parece ter sido o principal fator para o sinal verde do órgão.
O documento da SEAE será encaminhado à Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que costuma seguir esse primeiro parecer. Em seguida, o caso será analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o parecer, a SEAE analisou os 35 mercados em que há sobreposição das redes Insinuante e Ricardo Eletro. A maior parte deles (23 municípios) fica no Estado da Bahia. Na sequência aparece o Rio de Janeiro, com oito cidades. Na primeira análise, a secretaria concluiu que em apenas seis dessas cidades, todas no Rio de Janeiro, a fusão não teria impactos anticompetitivos.
Em um estudo mais detalhado, relatado no documento, o órgão de defesa econômica mantém a suspeita de prejuízo à concorrência em nove cidades, todas baianas - Camaçari, Candeias, Cruz das Almas, Dias D'Ávila, Jacobina, Lauro de Freitas, Serrinha, Simões Filho e Vitória da Conquista.
A possibilidade de concentração excessiva é totalmente descartada quando a SEAE considera as fusões ocorridas recentemente entre varejistas. "Durante o último ano, duas associações importantes ocorreram no setor em análise, notadamente a associação entre a Casas Bahia, o Ponto Frio e a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), assim como a associação entre a Magazine Luiza, as Lojas Maia e o Baú da Felicidade ", diz o documento.
O parecer destaca que as fusões em questão, que criaram as duas maiores companhias de varejo de bens duráveis do Brasil, ocorreram depois de 2009, ano dos dados usados como referência para a análise de sobreposição das redes Insinuante e Ricardo Eletro.
Desde 2009, segundo o parecer, "a estrutura desse mercado se alterou significativamente, uma vez que muitos concorrentes passaram a fazer parte de grupos econômicos de maior porte, cujos poderes de compra foram aumentados significativamente".
Quanto às lojas virtuais da Insinuante e da Ricardo Eletro, a secretaria considerou que elas tiveram uma participação pequena na movimentação total do setor em internet, de R$ 7,1 bilhões em 2008, ano usado como base. "Este ato de concentração não ocasiona efeitos anticompetitivos no mercado de bens duráveis por lojas virtuais", concluiu a SEAE.
O documento não faz referência à City Lar, que agregou participação à Máquina de Vendas nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O grupo manteve, até o momento, as três marcas iniciais e dividiu entre elas o mapa do país. A Insinuante ficou com o Nordeste e a Ricardo Eletro, hoje com o Sudeste, deve agregar o Sul, onde o grupo avalia ativos. A Ricardo Eletro também manteve algumas unidades na Bahia. Hoje o portfólio do grupo inclui 260 lojas Insinuante, 200 City Lar e 290 Ricardo Eletro, em um total de 750 pontos de venda.
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16 de jul. de 2011
30 de mai. de 2011
PRODUTO À VENDA NO BALCÃO DE LOJA
revista Valor Financeiro Maio 2011 – Guilherme Meirelles
Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.
Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.
Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.
Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.
A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.
A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.
A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.
A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.
Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.
O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".
As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.
Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.
A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.
Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.
Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.
Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.
Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.
Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.
Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.
A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.
A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.
A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.
A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.
Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.
O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".
As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.
Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.
A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.
Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.
Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.
5 de out. de 2010
MÁQUINA DE VENDAS ESTUDA ‘TURBINAR’ CARTÃO
jornal DCI 05/10/2010 – Paula Cristina
A holding Máquina de Vendas, empresa formada por Ricardo Eletro e Insinuante, líderes de vendas no nordeste do País, planeja lançar um novo modelo de crediário, ampliando os serviços já oferecidos pelo cartão da loja. A ideia da holding é trazer ao público um novo formato do já conhecido crediário, com o cartão private label. A informação, que os diretores da rede preferem não comentar por estar em fase de estudo, já é apontada por especialistas da área um tiro certeiro da holding. "A Máquina de Vendas já tem um cartão próprio, e arriscar abrir um com bandeira de outro banco é uma tendência em todos os segmentos do varejo, e eles não ficariam de fora", afirmou Giovanni Fundra, professor de Economia e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para o professor, a saída, que não é exclusividade da Ricardo Eletro e da Insinuante, servirá para dar ao consumidor ainda mais poder de compra. "A novidade desse tipo de produto é dar ao cartão mais poder de compra do que o do cartão de crédito comum dos bancos, além de funcionar como o cartão normal, que eles já possuem", afirmou.
De acordo com o professor, enquanto um cartão de crédito concede em média limite de 80% da renda do consumidor para o total da compra, um cartão dado por lojas varejistas pode permitir que ele comprometa por mês até 30% da sua renda com a parcela, o que ao fim resulta em um crédito mais elevado. "No caso de um cliente ter renda de R$ 1.000, o cartão lhe concede R$ 800 de crédito; no nosso novo crediário ele poderá gastar por exemplo R$ 3.000, desde que a parcela fique em até R$ 300, num pagamento em dez meses", explica.
O parcelamento nos cartões de crédito ou de loja pode ter custo menor do que o do carnê. Como o risco da inadimplência no crediário fica por conta do varejista, há normalmente juros embutidos na operação. Já no cartão muitas vezes é possível comprar sem juros, porém em menos parcelas.
Na Casas Bahia, por exemplo, um fogão de quatro bocas é vendido por R$ 399 à vista ou em até cinco vezes sem juros no cartão da loja. Já no pagamento com o carnê, pode ser feito em 20 parcelas de R$ 29,90, mas o valor total pago sobe para R$ 598. "Quando o consumidor não consegue pagar o valor integral do cartão na data do vencimento, os juros são os maiores do mercado, e é por isso que há uma necessidade enorme de planejar muito bem novas aquisições", alertou Fundra.
Private labbel não é novidade
Nas lojas Marisa o cartão Marisa respondeu por mais de 51,6% das vendas da companhia no primeiro trimestre de 2010, e não deve parar por aí. "O potencial dos serviços financeiros é enorme", afirmou Márcio Goldfarb, presidente da empresa. A aposta em vendas no cartão é tão alta que o grupo Marisa já vislumbra a venda de seguros de assistência massificada, como seguros de vida, planos de assistência odontológica e assistência a veículos.
"Esses produtos têm valor baixo unitário e grande volume de vendas e dependem de custos de distribuição reduzidos, cartões multifacetados é uma aposta crescente das grandes redes", disse Roberto Vertamatti, conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). As expectativas de ampliação da Marisa este ano não são pequenas. As clientes terão 39 novas lojas para comprar com o seu cartão em 2010.
Já está confirmada a ampliação de 22 lojas e a inauguração de 11 novos pontos-de-venda focados em roupa feminina e seis Marisa Lingerie, em uma operação que irá demandar R$ 100 milhões em investimentos. Uma das principais regiões de interesse da empresa abrange do litoral do Rio de Janeiro a São Paulo, na região do pré-sal. "Queremos mais do que 39 lojas. Procuramos endereços de qualidade para crescer muito mais do que isso."
A postura da Marisa de apostar nas vendas em cartão não é uma exceção. Grandes varejistas, como C&A, Riachuelo e Pernambucanas, possuem seus cartões de crédito próprios, ou private label. Só no primeiro trimestre deste ano a Riachuelo anunciou que havia emitido 15,9 milhões de cartões próprios e a receita da área financeira foi de R$ 75,4 milhões, ou 20% do total. O objetivo é emitir meio milhão de cartões até o final do ano e 1 milhão em 12 meses.
Na concorrente Renner, havia 15,6 milhões de cartões em circulação em março, o que garantiu 56% das vendas nos primeiros três meses do ano. "O setor está aproveitando as oportunidades do mercado, pois o cartão é um indutor de vendas e aumenta a compra média por cliente", diz Mário Bernardes Júnior, analista da BB Investimentos.
A C&A e a Pernambucanas não divulgam seus números nem comentam o assunto, mas, segundo analistas de mercado, a participação dos serviços financeiros no faturamento e na última linha do balanço dessas empresas é relevante. "A grande frente de crescimento das empresa de varejo são exatamente as operações de cartão de crédito", diz Nelson Barrizzelli, professor de Economia da Faculdade de Economia da USP e consultor de mercado.
No caso da Máquina de Vendas, que deve entrar agora no mercado, o analista arrisca dizer que deve haver um crescimento de 10% do número de cartões ativos até o fim do ano, o equivalente à entrada de cerca de um milhão de novas unidades em operação. "A melhora no resultado dos cartões irá impulsionar as vendas da companhia".
Hoje no Brasil. com o crescimento de classes emergentes, a tendência do crédito com bandeira de bancos, com possibilidade de compras fora das lojas já é uma realidade. "Hoje as redes varejistas são responsáveis pela bancarização desta classe", afirmou o consultor. Para Fundra, os consumidores adotam o cartão de uma rede varejista antes de ter conta bancária, o que se aguçou o apetite dos grandes bancos. "O Grupo Pão de Açúcar já fez suas parcerias com os bancos Bradesco e Itaú nos últimos anos, e isso mostra que os bancos já começaram a procurar novos clientes dentro das varejistas."
A holding Máquina de Vendas, empresa formada por Ricardo Eletro e Insinuante, líderes de vendas no nordeste do País, planeja lançar um novo modelo de crediário, ampliando os serviços já oferecidos pelo cartão da loja. A ideia da holding é trazer ao público um novo formato do já conhecido crediário, com o cartão private label. A informação, que os diretores da rede preferem não comentar por estar em fase de estudo, já é apontada por especialistas da área um tiro certeiro da holding. "A Máquina de Vendas já tem um cartão próprio, e arriscar abrir um com bandeira de outro banco é uma tendência em todos os segmentos do varejo, e eles não ficariam de fora", afirmou Giovanni Fundra, professor de Economia e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para o professor, a saída, que não é exclusividade da Ricardo Eletro e da Insinuante, servirá para dar ao consumidor ainda mais poder de compra. "A novidade desse tipo de produto é dar ao cartão mais poder de compra do que o do cartão de crédito comum dos bancos, além de funcionar como o cartão normal, que eles já possuem", afirmou.
De acordo com o professor, enquanto um cartão de crédito concede em média limite de 80% da renda do consumidor para o total da compra, um cartão dado por lojas varejistas pode permitir que ele comprometa por mês até 30% da sua renda com a parcela, o que ao fim resulta em um crédito mais elevado. "No caso de um cliente ter renda de R$ 1.000, o cartão lhe concede R$ 800 de crédito; no nosso novo crediário ele poderá gastar por exemplo R$ 3.000, desde que a parcela fique em até R$ 300, num pagamento em dez meses", explica.
O parcelamento nos cartões de crédito ou de loja pode ter custo menor do que o do carnê. Como o risco da inadimplência no crediário fica por conta do varejista, há normalmente juros embutidos na operação. Já no cartão muitas vezes é possível comprar sem juros, porém em menos parcelas.
Na Casas Bahia, por exemplo, um fogão de quatro bocas é vendido por R$ 399 à vista ou em até cinco vezes sem juros no cartão da loja. Já no pagamento com o carnê, pode ser feito em 20 parcelas de R$ 29,90, mas o valor total pago sobe para R$ 598. "Quando o consumidor não consegue pagar o valor integral do cartão na data do vencimento, os juros são os maiores do mercado, e é por isso que há uma necessidade enorme de planejar muito bem novas aquisições", alertou Fundra.
Private labbel não é novidade
Nas lojas Marisa o cartão Marisa respondeu por mais de 51,6% das vendas da companhia no primeiro trimestre de 2010, e não deve parar por aí. "O potencial dos serviços financeiros é enorme", afirmou Márcio Goldfarb, presidente da empresa. A aposta em vendas no cartão é tão alta que o grupo Marisa já vislumbra a venda de seguros de assistência massificada, como seguros de vida, planos de assistência odontológica e assistência a veículos.
"Esses produtos têm valor baixo unitário e grande volume de vendas e dependem de custos de distribuição reduzidos, cartões multifacetados é uma aposta crescente das grandes redes", disse Roberto Vertamatti, conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). As expectativas de ampliação da Marisa este ano não são pequenas. As clientes terão 39 novas lojas para comprar com o seu cartão em 2010.
Já está confirmada a ampliação de 22 lojas e a inauguração de 11 novos pontos-de-venda focados em roupa feminina e seis Marisa Lingerie, em uma operação que irá demandar R$ 100 milhões em investimentos. Uma das principais regiões de interesse da empresa abrange do litoral do Rio de Janeiro a São Paulo, na região do pré-sal. "Queremos mais do que 39 lojas. Procuramos endereços de qualidade para crescer muito mais do que isso."
A postura da Marisa de apostar nas vendas em cartão não é uma exceção. Grandes varejistas, como C&A, Riachuelo e Pernambucanas, possuem seus cartões de crédito próprios, ou private label. Só no primeiro trimestre deste ano a Riachuelo anunciou que havia emitido 15,9 milhões de cartões próprios e a receita da área financeira foi de R$ 75,4 milhões, ou 20% do total. O objetivo é emitir meio milhão de cartões até o final do ano e 1 milhão em 12 meses.
Na concorrente Renner, havia 15,6 milhões de cartões em circulação em março, o que garantiu 56% das vendas nos primeiros três meses do ano. "O setor está aproveitando as oportunidades do mercado, pois o cartão é um indutor de vendas e aumenta a compra média por cliente", diz Mário Bernardes Júnior, analista da BB Investimentos.
A C&A e a Pernambucanas não divulgam seus números nem comentam o assunto, mas, segundo analistas de mercado, a participação dos serviços financeiros no faturamento e na última linha do balanço dessas empresas é relevante. "A grande frente de crescimento das empresa de varejo são exatamente as operações de cartão de crédito", diz Nelson Barrizzelli, professor de Economia da Faculdade de Economia da USP e consultor de mercado.
No caso da Máquina de Vendas, que deve entrar agora no mercado, o analista arrisca dizer que deve haver um crescimento de 10% do número de cartões ativos até o fim do ano, o equivalente à entrada de cerca de um milhão de novas unidades em operação. "A melhora no resultado dos cartões irá impulsionar as vendas da companhia".
Hoje no Brasil. com o crescimento de classes emergentes, a tendência do crédito com bandeira de bancos, com possibilidade de compras fora das lojas já é uma realidade. "Hoje as redes varejistas são responsáveis pela bancarização desta classe", afirmou o consultor. Para Fundra, os consumidores adotam o cartão de uma rede varejista antes de ter conta bancária, o que se aguçou o apetite dos grandes bancos. "O Grupo Pão de Açúcar já fez suas parcerias com os bancos Bradesco e Itaú nos últimos anos, e isso mostra que os bancos já começaram a procurar novos clientes dentro das varejistas."
21 de set. de 2010
CREDIÁRIO VIRA MINORITÁRIO NO VAREJO
jornal Folha de S. Paulo 21/09/2010 - Mariana Sallowicz
O tradicional carnê vem perdendo espaço entre as formas de pagamento nas principais redes de varejo.
Nas Casas Bahia, o maior grupo do setor no país, a participação do carnê caiu da quase totalidade (80%), há cinco anos, para os atuais 15% a 20%.
Na Máquina de Vendas, formada por Ricardo Eletro e Insinuante, o uso do crediário também vem perdendo força entre os clientes.
"Nos últimos cinco anos, representava 35% das vendas, agora está em torno de 15%", diz Samuel Henrique Belo, diretor de serviços financeiros da holding.
Crescimento
Entre 2005 e este ano, o número de cartões de crédito cresceu 126% no país, enquanto os cartões de loja tiveram alta de 131%, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), com base em estimativa para 2010.
Na opinião de especialistas, a tendência é que o movimento se intensifique nos próximos anos com um maior acesso das classes C e D aos cartões. A previsão da entidade é que as transações com cartões de crédito cresçam 115% até 2015 e as com cartões de loja, 67% .
"O cartão de crédito tem grande peso no nosso negócio e, ao longo do tempo, isso vem crescendo. Com mais renda e emprego, está ocorrendo uma "cartonização" das classes C e D, o que impulsiona esse movimento", diz Orivaldo Padilha, diretor financeiro da Globex, empresa formada por Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro.
No Ponto Frio, a modalidade representa hoje menos de 2% dos pagamentos, enquanto o plástico responde por cerca de 73%.
E, com o reposicionamento da marca, a tendência é que "chegue próximo a zero nos próximos anos".
"Como pretendemos atingir prioritariamente as classes A e B, acredito que o carnê seja cada vez menos usado nas lojas do Ponto Frio", avalia Padilha.
Sem análise
O professor do centro de excelência em varejo da FGV (Fundação Getulio Vargas) Maurício Morgado diz acreditar que os cartões de crédito e de loja deverão assumir o lugar do carnê nos próximos anos. "O crediário tradicional está sumindo", afirma.
Ele ressalta a conveniência do novo sistema de pagamento. "No carnê, o consumidor tem que voltar à loja para fazer o pagamento todos os meses, o que não é prático", afirma Morgado.
Analistas também destacam como vantagem do cartão para o comprador o fato de não precisar passar por análise cadastral a cada vez.
Apesar da queda que vem ocorrendo, o diretor financeiro da Globex afirma acreditar que esse meio de pagamento continuará existindo.
"Ele perdeu espaço, mas ainda tem um público cativo, que o manterá ativo. Daqui para frente, deverá ficar estável", afirma Padilha.
O tradicional carnê vem perdendo espaço entre as formas de pagamento nas principais redes de varejo.
Nas Casas Bahia, o maior grupo do setor no país, a participação do carnê caiu da quase totalidade (80%), há cinco anos, para os atuais 15% a 20%.
Na Máquina de Vendas, formada por Ricardo Eletro e Insinuante, o uso do crediário também vem perdendo força entre os clientes.
"Nos últimos cinco anos, representava 35% das vendas, agora está em torno de 15%", diz Samuel Henrique Belo, diretor de serviços financeiros da holding.
Crescimento
Entre 2005 e este ano, o número de cartões de crédito cresceu 126% no país, enquanto os cartões de loja tiveram alta de 131%, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), com base em estimativa para 2010.
Na opinião de especialistas, a tendência é que o movimento se intensifique nos próximos anos com um maior acesso das classes C e D aos cartões. A previsão da entidade é que as transações com cartões de crédito cresçam 115% até 2015 e as com cartões de loja, 67% .
"O cartão de crédito tem grande peso no nosso negócio e, ao longo do tempo, isso vem crescendo. Com mais renda e emprego, está ocorrendo uma "cartonização" das classes C e D, o que impulsiona esse movimento", diz Orivaldo Padilha, diretor financeiro da Globex, empresa formada por Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro.
No Ponto Frio, a modalidade representa hoje menos de 2% dos pagamentos, enquanto o plástico responde por cerca de 73%.
E, com o reposicionamento da marca, a tendência é que "chegue próximo a zero nos próximos anos".
"Como pretendemos atingir prioritariamente as classes A e B, acredito que o carnê seja cada vez menos usado nas lojas do Ponto Frio", avalia Padilha.
Sem análise
O professor do centro de excelência em varejo da FGV (Fundação Getulio Vargas) Maurício Morgado diz acreditar que os cartões de crédito e de loja deverão assumir o lugar do carnê nos próximos anos. "O crediário tradicional está sumindo", afirma.
Ele ressalta a conveniência do novo sistema de pagamento. "No carnê, o consumidor tem que voltar à loja para fazer o pagamento todos os meses, o que não é prático", afirma Morgado.
Analistas também destacam como vantagem do cartão para o comprador o fato de não precisar passar por análise cadastral a cada vez.
Apesar da queda que vem ocorrendo, o diretor financeiro da Globex afirma acreditar que esse meio de pagamento continuará existindo.
"Ele perdeu espaço, mas ainda tem um público cativo, que o manterá ativo. Daqui para frente, deverá ficar estável", afirma Padilha.
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