revista Valor Financeiro Maio 2011 – Guilherme Meirelles
Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.
Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.
Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.
Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.
A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.
A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.
A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.
A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.
Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.
O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".
As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.
Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.
A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.
Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.
Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.
Mostrando postagens com marcador Cardif Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cardif Brasil. Mostrar todas as postagens
30 de mai. de 2011
30 de mar. de 2011
CARDIF LANÇA SEGURO DE GARANTIA ESTENDIDA PARA AUTOMÓVEIS
jornal Brasil Econômico 30/03/2011 – Thais Folego
A Cardif, seguradora do grupo francês BNP Paribas, é uma das líderes em distribuição de seguro de proteção financeira no Brasil para financiamentos de veículos — que, no caso de inadimplência, o seguro cobre o valor das parcelas. Ela quer aproveitar esses negócios, agora, para distribuir um outro produto: proteção estendida para automóveis, que amplia a garantia original do veículo dada pela fábrica.
“Estamos bem posicionados nesse nicho e queremos trazer mais um produto”, diz Adriano Romano, vice-presidente executivo da Cardif Brasil. Segundo ele, a seguradora já tem parceria para distribuição de proteção financeira com os principais bancos de montadoras e financiadoras de automóveis, entre eles o banco da General Motors (GM), Renault, Volkswagen, além do Banco Votorantim (BV) e Finasa.
Na realidade, a seguradora está trazendo não um, mas dois produtos para o segmento. Também está lançando um seguro chamado “gap”, este inédito no mercado brasileiro. Como o nome em inglês sugere, o produto cobre uma lacuna, no caso, a diferença entre o valor de mercado pago pela seguradora no caso do veículo ser roubado e o valor da nota fiscal.
“Os carros novos perdem de 15%a 30%do valor no primeiro ano, dependendo da marca”, diz Romano. A primeira parceria fechada para a distribuição desse seguro foi com a PSA Finance, banco da Peugeot Citroën.
Concorrência
O segmento de garantia estendida para automóveis no Brasil ainda é bastante pequeno se comparado ao mercado americano, por isso com grande potencial de crescimento. Em2010, faturou R$ 50,9 milhões, praticamente o dobro dos R$ 26,7milhões de 2009. Segundo estudo contratado pela Assurant Solutions, seguradora americana que atua com o produto lá fora e aqui, o mercado brasileiro tem potencial para atingir receita de US$ 500 milhões se considerados só os automóveis novos e até US$ 1 bilhão se incluídos os carros usados.
“Nos Estados Unidos, o mercado automotivo é grande e o de garantia estendida também. No Brasil, o mercado de auto já é grande, mas este negócio ainda é pequeno”, diz Luciano Groch, diretor Comercial e de Marketing da área automotiva da Assurant Solutions.
Para Groch, a cultura do brasileiro já acostumado a comprar seguro tradicional de automóvel e garantia estendida para eletrodomésticos aponta para o potencial de demanda, mas a pouca oferta do produto. Atualmente, apenas cinco empresas atuam no segmento. “Novos competidores é natural e ajuda a ‘empurrar’ o negócio.”
A Cardif, seguradora do grupo francês BNP Paribas, é uma das líderes em distribuição de seguro de proteção financeira no Brasil para financiamentos de veículos — que, no caso de inadimplência, o seguro cobre o valor das parcelas. Ela quer aproveitar esses negócios, agora, para distribuir um outro produto: proteção estendida para automóveis, que amplia a garantia original do veículo dada pela fábrica.
“Estamos bem posicionados nesse nicho e queremos trazer mais um produto”, diz Adriano Romano, vice-presidente executivo da Cardif Brasil. Segundo ele, a seguradora já tem parceria para distribuição de proteção financeira com os principais bancos de montadoras e financiadoras de automóveis, entre eles o banco da General Motors (GM), Renault, Volkswagen, além do Banco Votorantim (BV) e Finasa.
Na realidade, a seguradora está trazendo não um, mas dois produtos para o segmento. Também está lançando um seguro chamado “gap”, este inédito no mercado brasileiro. Como o nome em inglês sugere, o produto cobre uma lacuna, no caso, a diferença entre o valor de mercado pago pela seguradora no caso do veículo ser roubado e o valor da nota fiscal.
“Os carros novos perdem de 15%a 30%do valor no primeiro ano, dependendo da marca”, diz Romano. A primeira parceria fechada para a distribuição desse seguro foi com a PSA Finance, banco da Peugeot Citroën.
Concorrência
O segmento de garantia estendida para automóveis no Brasil ainda é bastante pequeno se comparado ao mercado americano, por isso com grande potencial de crescimento. Em2010, faturou R$ 50,9 milhões, praticamente o dobro dos R$ 26,7milhões de 2009. Segundo estudo contratado pela Assurant Solutions, seguradora americana que atua com o produto lá fora e aqui, o mercado brasileiro tem potencial para atingir receita de US$ 500 milhões se considerados só os automóveis novos e até US$ 1 bilhão se incluídos os carros usados.
“Nos Estados Unidos, o mercado automotivo é grande e o de garantia estendida também. No Brasil, o mercado de auto já é grande, mas este negócio ainda é pequeno”, diz Luciano Groch, diretor Comercial e de Marketing da área automotiva da Assurant Solutions.
Para Groch, a cultura do brasileiro já acostumado a comprar seguro tradicional de automóvel e garantia estendida para eletrodomésticos aponta para o potencial de demanda, mas a pouca oferta do produto. Atualmente, apenas cinco empresas atuam no segmento. “Novos competidores é natural e ajuda a ‘empurrar’ o negócio.”
Marcadores:
Assurant,
Cardif Brasil,
garantia estendida
22 de mar. de 2011
CARDIF BRASIL FECHA 2010 COM LUCRO DE R$ 46 MI
portal Executivos Financeiros 21/03/2011
A Cardif Brasil, empresa de seguros do BNP Paribas, fechou 2010 com resultado líquido de R$ 46,1 milhões, aumento de 169% sobre os R$ 17,1 milhões de 2009. O desempenho é relativo ao resultado conquistado pelas seguintes empresas do Grupo no País: Cardif Vida, com lucro de R$ 28,1 milhões; Cardif Garantias, com R$ 5,6 milhões; e Luizaseg – joint venture com a rede varejista Magazine Luiza, com R$ 12,4 milhões.
“O lucro alcançado é o principal resultado já obtido pela Cardif Brasil e um dos mais representativos do Grupo, que está presente em mais de 40 países. Em 2010, reforçamos nossa presença no mercado, potencializamos nossa atuação no seguro de garantia estendida, um de nossos principais produtos, e conquistamos novas parcerias com importantes redes de varejo”, destaca o presidente da Cardif Brasil, Alexandre Boccia.
O executivo considera também que, além dos resultados, fatores como o crescimento da economia do País e a estabilização dos índices de sinistralidade colaboraram para a elevação dos lucros. “Em 2011, nosso objetivo é trabalhar na constante ampliação e inovação de produtos de seguro para o segmento de consumo, com ênfase na criação de produtos não vinculados ao crédito”, conclui.
A Cardif Brasil superou a meta de faturamento em 2010 e encerrou o ano com R$ 645,2 milhões, um aumento de 24% em relação a 2009, quando a companhia registrou receita de R$ 520,7 milhões. O resultado do ano passado é referente à atuação das quatro empresas da Cardif Brasil. A Cardif Vida faturou R$ 385,1 milhões, desempenho 28% maior em relação ao mesmo período de 2009; a Cardif Garantias obteve R$ 121,6 milhões em prêmios, crescimento de 26% ante os mesmos meses de 2009; e a Luizaseg alcançou R$ 132,2 milhões, elevação de 7% comparado a todo o ano de 2009. A Cardif Capitalização, que iniciou suas operações no segundo semestre de 2010, contabilizou faturamento de R$ 6,3 milhões.
“O setor de automóveis é um mercado no qual estamos muito bem posicionados, inovando em produtos específicos para esta área e tendo como parceiros as principais financeiras e os maiores bancos de montadoras do País. Este segmento registrou uma grande evolução e bateu todos os recordes de vendas no ano passado. Aliado à política de concessão de crédito do governo, o mercado de automóveis estimulou ainda mais o crescimento do faturamento da Cardif Brasil em 2010, que aproveitou a oportunidade de aquecimento do setor e investiu em novos produtos e parcerias”, diz o executivo.
A Cardif Brasil investiu cerca de R$ 3 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias para solidificação de seu leque de produtos e na ampliação de suas linhas de seguros nos segmentos de Bancos e Financeiras, Automóvel e Varejo
A Cardif Brasil, empresa de seguros do BNP Paribas, fechou 2010 com resultado líquido de R$ 46,1 milhões, aumento de 169% sobre os R$ 17,1 milhões de 2009. O desempenho é relativo ao resultado conquistado pelas seguintes empresas do Grupo no País: Cardif Vida, com lucro de R$ 28,1 milhões; Cardif Garantias, com R$ 5,6 milhões; e Luizaseg – joint venture com a rede varejista Magazine Luiza, com R$ 12,4 milhões.
“O lucro alcançado é o principal resultado já obtido pela Cardif Brasil e um dos mais representativos do Grupo, que está presente em mais de 40 países. Em 2010, reforçamos nossa presença no mercado, potencializamos nossa atuação no seguro de garantia estendida, um de nossos principais produtos, e conquistamos novas parcerias com importantes redes de varejo”, destaca o presidente da Cardif Brasil, Alexandre Boccia.
O executivo considera também que, além dos resultados, fatores como o crescimento da economia do País e a estabilização dos índices de sinistralidade colaboraram para a elevação dos lucros. “Em 2011, nosso objetivo é trabalhar na constante ampliação e inovação de produtos de seguro para o segmento de consumo, com ênfase na criação de produtos não vinculados ao crédito”, conclui.
A Cardif Brasil superou a meta de faturamento em 2010 e encerrou o ano com R$ 645,2 milhões, um aumento de 24% em relação a 2009, quando a companhia registrou receita de R$ 520,7 milhões. O resultado do ano passado é referente à atuação das quatro empresas da Cardif Brasil. A Cardif Vida faturou R$ 385,1 milhões, desempenho 28% maior em relação ao mesmo período de 2009; a Cardif Garantias obteve R$ 121,6 milhões em prêmios, crescimento de 26% ante os mesmos meses de 2009; e a Luizaseg alcançou R$ 132,2 milhões, elevação de 7% comparado a todo o ano de 2009. A Cardif Capitalização, que iniciou suas operações no segundo semestre de 2010, contabilizou faturamento de R$ 6,3 milhões.
“O setor de automóveis é um mercado no qual estamos muito bem posicionados, inovando em produtos específicos para esta área e tendo como parceiros as principais financeiras e os maiores bancos de montadoras do País. Este segmento registrou uma grande evolução e bateu todos os recordes de vendas no ano passado. Aliado à política de concessão de crédito do governo, o mercado de automóveis estimulou ainda mais o crescimento do faturamento da Cardif Brasil em 2010, que aproveitou a oportunidade de aquecimento do setor e investiu em novos produtos e parcerias”, diz o executivo.
A Cardif Brasil investiu cerca de R$ 3 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias para solidificação de seu leque de produtos e na ampliação de suas linhas de seguros nos segmentos de Bancos e Financeiras, Automóvel e Varejo
16 de mar. de 2011
SEGURADORAS CRIAM NOVAS APÓLICES PARA AUTOMÓVEIS
jornal Valor Econômico 16/03/2011 - Mauro Arbex
De olho no forte crescimento das vendas de automóveis, que vem a cada mês batendo novos recordes, as seguradoras investem em produtos ainda pouco usuais no Brasil, mas que vêm atraindo, pouco a pouco, o interesse dos consumidores. Seguros de automóveis diferenciados, com preços até 50% mais baratos, garantia estendida, que cobre até dois anos além dos 12 meses oferecidos pela fábrica, e proteção financeira nos financiamentos de veículos vêm ganhando espaço no mercado e são apostas principalmente das companhias estrangeiras.
O filão ocupado por esses produtos ainda é pequeno, se comparado aos seguros tradicionais de automóveis, mas é uma nova frente de atuação com boas perspectivas. No ano passado, a arrecadação em prêmios dos seguros de veículos foi em torno de R$ 15 bilhões, enquanto a garantia estendida não passou de R$ 51 milhões, conforme dados da confederação nacional das empresas de seguros, a CNSEG. O crescimento da garantia estendida no ano passado, porém, chegou a 90%, o maior do segmento de veículos, ao passo que o seguro tradicional aumentou 14%.
A francesa Cardif, controlada pelo grupo BNP Paribas, e as americanas Assurant e Indiana oferecem há alguns anos esses tipos de apólices. "O mercado de automóveis teve um ano excelente em 2010. Acompanhamos esse desenvolvimento porque temos produtos específicos para esse mercado", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Embora a proteção financeira (que cobre as prestações em caso de desemprego, morte ou invalidez) ainda seja o carro-chefe da Cardif, com 50% do volume de prêmios da empresa, as principais apostas da seguradora são a garantia estendida e um produto lançado há pouco mais de um ano e que está saindo agora da fase piloto, o Autofácil.
"Temos atuado historicamente junto às classes C e D, com um poder de compra menor. Por que não oferecer, então, um seguro de automóvel mais simples?", questiona Boccia. O Autofácil foi lançado há um ano e meio e cobre apenas o roubo do veículo. A apólice não dá cobertura contra colisão ou terceiros, por exemplo. Em compensação, o custo é cerca de 50% mais barato em relação aos seguros tradicionais, não tem o perfil da pessoa nem franquia e pode ser pago mensalmente, nos cartões de crédito ou débito. É obrigatório no Autofácil o uso do rastreador, fornecido pela seguradora.
As vendas ainda são modestas, cerca de 2 mil a 3 mil apólices por mês, mas a Cardif, após uma fase de experiência em São Paulo e Salvador, está ampliando a venda a todo o país e feito campanha junto aos corretores para oferecer o produto aos consumidores. Segundo Boccia, atualmente apenas um terço da frota de automóveis do país, que supera 35 milhões, tem seguro. "O Autofácil não é para essa parcela. É para os outros 66%, cerca de 20 milhões, que não têm cobertura. É para quem não tem seguro e não tinha carro."
A americana Assurant busca, com a garantia estendida, reproduzir em parte a cobertura dada pela fábrica. Em geral, a apólice garante um ou dois anos adicionais, além do primeiro oferecido pela fábrica. A Assurant começou a comercializar o produto há três anos. Em 2009, faturou R$ 4 milhões em prêmios, 2,5% da carteira total. No ano passado, triplicou as vendas, para R$ 15 milhões. "No último trimestre do ano passado, a garantia estendida já representava 10% de nossa carteira", afirma Ricardo Fiuza, presidente da Assurant Solutions Brasil. A seguradora faturou em prêmios em 2010 R$ 292,7 milhões, expansão de 27% comparado aos R$ 227 milhões de 2009.
O seguro de garantia estendida não cobre colisão nem roubo. A exemplo da fábrica, atende no caso de defeitos mecânicos, hidráulicos e elétricos. Uma quebra de suspensão, por exemplo, está coberta.
A seguradora americana Indiana, líder no mercado de garantia estendida no Brasil, também é otimista com o potencial de crescimento dessa apólice. Há 10 anos com esse produto em carteira, Russo reconhece que o interesse do consumidor só começou há cerca de três anos, como reflexo da chegada de montadoras estrangeiras ao país, que passaram a oferecer garantias de até cinco anos, lembra Paulo Russo, diretor para o canal concessionárias da Indiana.
"Foi a partir daí que o movimento cresceu na rede de concessionárias", diz. A Indiana faturou em prêmios no ano passado com a garantia estendida R$ 18 milhões, incremento de 80% em relação aos R$ 10 milhões de 2009. A carteira total da seguradora, na qual o seguro convencional de automóveis representa quase 90%, chegou a R$ 370 milhões, expansão de cerca de 15% em comparação aos R$ 320 milhões de 2009.
A Indiana trabalha, no seguro de veículos, apenas nas concessionárias, 1.200 espalhadas pelo país, para todas as marcas de veículos. Russo vê enorme potencial para a garantia estendida no Brasil, onde ocupa hoje menos de 1% do mercado. "No México, tem 25% de penetração em vendas no segmento de automóveis; nos EUA, cerca de 23%", afirma o diretor da Indiana. Ele estima que em três anos possa chegar no Brasil a 5% a 7% de penetração na carteira de veículos.
(Colaborou Aline Lima)
De olho no forte crescimento das vendas de automóveis, que vem a cada mês batendo novos recordes, as seguradoras investem em produtos ainda pouco usuais no Brasil, mas que vêm atraindo, pouco a pouco, o interesse dos consumidores. Seguros de automóveis diferenciados, com preços até 50% mais baratos, garantia estendida, que cobre até dois anos além dos 12 meses oferecidos pela fábrica, e proteção financeira nos financiamentos de veículos vêm ganhando espaço no mercado e são apostas principalmente das companhias estrangeiras.
O filão ocupado por esses produtos ainda é pequeno, se comparado aos seguros tradicionais de automóveis, mas é uma nova frente de atuação com boas perspectivas. No ano passado, a arrecadação em prêmios dos seguros de veículos foi em torno de R$ 15 bilhões, enquanto a garantia estendida não passou de R$ 51 milhões, conforme dados da confederação nacional das empresas de seguros, a CNSEG. O crescimento da garantia estendida no ano passado, porém, chegou a 90%, o maior do segmento de veículos, ao passo que o seguro tradicional aumentou 14%.
A francesa Cardif, controlada pelo grupo BNP Paribas, e as americanas Assurant e Indiana oferecem há alguns anos esses tipos de apólices. "O mercado de automóveis teve um ano excelente em 2010. Acompanhamos esse desenvolvimento porque temos produtos específicos para esse mercado", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Embora a proteção financeira (que cobre as prestações em caso de desemprego, morte ou invalidez) ainda seja o carro-chefe da Cardif, com 50% do volume de prêmios da empresa, as principais apostas da seguradora são a garantia estendida e um produto lançado há pouco mais de um ano e que está saindo agora da fase piloto, o Autofácil.
"Temos atuado historicamente junto às classes C e D, com um poder de compra menor. Por que não oferecer, então, um seguro de automóvel mais simples?", questiona Boccia. O Autofácil foi lançado há um ano e meio e cobre apenas o roubo do veículo. A apólice não dá cobertura contra colisão ou terceiros, por exemplo. Em compensação, o custo é cerca de 50% mais barato em relação aos seguros tradicionais, não tem o perfil da pessoa nem franquia e pode ser pago mensalmente, nos cartões de crédito ou débito. É obrigatório no Autofácil o uso do rastreador, fornecido pela seguradora.
As vendas ainda são modestas, cerca de 2 mil a 3 mil apólices por mês, mas a Cardif, após uma fase de experiência em São Paulo e Salvador, está ampliando a venda a todo o país e feito campanha junto aos corretores para oferecer o produto aos consumidores. Segundo Boccia, atualmente apenas um terço da frota de automóveis do país, que supera 35 milhões, tem seguro. "O Autofácil não é para essa parcela. É para os outros 66%, cerca de 20 milhões, que não têm cobertura. É para quem não tem seguro e não tinha carro."
A americana Assurant busca, com a garantia estendida, reproduzir em parte a cobertura dada pela fábrica. Em geral, a apólice garante um ou dois anos adicionais, além do primeiro oferecido pela fábrica. A Assurant começou a comercializar o produto há três anos. Em 2009, faturou R$ 4 milhões em prêmios, 2,5% da carteira total. No ano passado, triplicou as vendas, para R$ 15 milhões. "No último trimestre do ano passado, a garantia estendida já representava 10% de nossa carteira", afirma Ricardo Fiuza, presidente da Assurant Solutions Brasil. A seguradora faturou em prêmios em 2010 R$ 292,7 milhões, expansão de 27% comparado aos R$ 227 milhões de 2009.
O seguro de garantia estendida não cobre colisão nem roubo. A exemplo da fábrica, atende no caso de defeitos mecânicos, hidráulicos e elétricos. Uma quebra de suspensão, por exemplo, está coberta.
A seguradora americana Indiana, líder no mercado de garantia estendida no Brasil, também é otimista com o potencial de crescimento dessa apólice. Há 10 anos com esse produto em carteira, Russo reconhece que o interesse do consumidor só começou há cerca de três anos, como reflexo da chegada de montadoras estrangeiras ao país, que passaram a oferecer garantias de até cinco anos, lembra Paulo Russo, diretor para o canal concessionárias da Indiana.
"Foi a partir daí que o movimento cresceu na rede de concessionárias", diz. A Indiana faturou em prêmios no ano passado com a garantia estendida R$ 18 milhões, incremento de 80% em relação aos R$ 10 milhões de 2009. A carteira total da seguradora, na qual o seguro convencional de automóveis representa quase 90%, chegou a R$ 370 milhões, expansão de cerca de 15% em comparação aos R$ 320 milhões de 2009.
A Indiana trabalha, no seguro de veículos, apenas nas concessionárias, 1.200 espalhadas pelo país, para todas as marcas de veículos. Russo vê enorme potencial para a garantia estendida no Brasil, onde ocupa hoje menos de 1% do mercado. "No México, tem 25% de penetração em vendas no segmento de automóveis; nos EUA, cerca de 23%", afirma o diretor da Indiana. Ele estima que em três anos possa chegar no Brasil a 5% a 7% de penetração na carteira de veículos.
(Colaborou Aline Lima)
Marcadores:
Assurant,
Cardif Brasil,
Indiana,
seguros
28 de out. de 2010
SARAIVA FAZ PARCERIA PARA OFERECER SEGURO DE GARANTIA ESTENDIDA A CLIENTES
portal Viver Seguro 26/10/2010
A Saraiva também rendeu-se ao mercado segurador, com a decisão de oferecer o seguro de Garantia Estendida para produtos eletrônicos, de informática e de telefonia. A compra do serviço é por meio site e-commerce www.saraiva.com.br ou via televendas 4003-3390. O cliente poderá optar pelo prazo de extensão de 12 ou 24 meses. A Garantia Estendida oferece, em casos de defeito após a garantia do fabricante, o reparo ou a troca do produto.
Para disponibilizar o serviço, a Saraiva firmou parceria com a Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, Cardif do Brasil Seguros e Garantias S.A. e a corretora Willis Affinity.
“Agregar valor às categorias de produtos e fidelizar os clientes é a nossa meta”, declara Marcílio D’Amico Pousada, diretor presidente da Livraria Saraiva. De olho na evolução desse mercado de produtos e serviços financeiros, a Saraiva lançou em 2007 o Cartão de Crédito Saraiva, que hoje conta com mais de 130 mil cartões emitidos. De acordo com Pousada, a estratégia da empresa é cada vez mais investir em possibilidades de crédito dentro do negócio.
“Ser ágil, adaptável, criativo e com baixo custo de implementação é o foco da Willis na solução criada e disponibilizada para a Saraiva em seu projeto de Garantia Estendida” afirma Jose Otavio Sampaio, presidente da Willis Corretores de Seguros.
“A parceria da Bradesco Auto/RE com a Saraiva mostra a expansão da garantia estendida para novos segmentos e escolhemos um parceiro de forte atuação no mercado varejista”, afirma Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto/Re Companhia de Seguros.
O serviço de Garantia Estendida da Saraiva conta com mais de 3 mil assistências técnicas em todo Brasil e também uma Central de Atendimento exclusiva e especializada.
“A Saraiva é um dos líderes no e-commerce e televendas e vamos colocar à sua disposição toda a nossa experiência na distribuição da garantia estendida por meio de mais de 2 mil pontos de venda no varejo em todo o Brasil”, afirma Adriano Romano, vice-presidente executivo da Cardif Brasil.
A Saraiva também rendeu-se ao mercado segurador, com a decisão de oferecer o seguro de Garantia Estendida para produtos eletrônicos, de informática e de telefonia. A compra do serviço é por meio site e-commerce www.saraiva.com.br ou via televendas 4003-3390. O cliente poderá optar pelo prazo de extensão de 12 ou 24 meses. A Garantia Estendida oferece, em casos de defeito após a garantia do fabricante, o reparo ou a troca do produto.
Para disponibilizar o serviço, a Saraiva firmou parceria com a Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, Cardif do Brasil Seguros e Garantias S.A. e a corretora Willis Affinity.
“Agregar valor às categorias de produtos e fidelizar os clientes é a nossa meta”, declara Marcílio D’Amico Pousada, diretor presidente da Livraria Saraiva. De olho na evolução desse mercado de produtos e serviços financeiros, a Saraiva lançou em 2007 o Cartão de Crédito Saraiva, que hoje conta com mais de 130 mil cartões emitidos. De acordo com Pousada, a estratégia da empresa é cada vez mais investir em possibilidades de crédito dentro do negócio.
“Ser ágil, adaptável, criativo e com baixo custo de implementação é o foco da Willis na solução criada e disponibilizada para a Saraiva em seu projeto de Garantia Estendida” afirma Jose Otavio Sampaio, presidente da Willis Corretores de Seguros.
“A parceria da Bradesco Auto/RE com a Saraiva mostra a expansão da garantia estendida para novos segmentos e escolhemos um parceiro de forte atuação no mercado varejista”, afirma Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto/Re Companhia de Seguros.
O serviço de Garantia Estendida da Saraiva conta com mais de 3 mil assistências técnicas em todo Brasil e também uma Central de Atendimento exclusiva e especializada.
“A Saraiva é um dos líderes no e-commerce e televendas e vamos colocar à sua disposição toda a nossa experiência na distribuição da garantia estendida por meio de mais de 2 mil pontos de venda no varejo em todo o Brasil”, afirma Adriano Romano, vice-presidente executivo da Cardif Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)
