portal Economia & Negócios 18/07/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)
A Sorocred, bandeira regional de cartões, anunciou hoje que fechou parceria com a seguradora Zurich. O acordo inclui a venda de seguros que protegem contra inadimplência em financiamentos no caso de desemprego.
A bandeira, que nasceu em Sorocaba (SP), chegou agora a marca de 4 milhões de plásticos emitidos. Com isso, está entre as maiores do País, atrás apenas das internacionais Visa e MasterCard e da Hipercard, do Itaú.
O diretor de crédito da Sorocred, Túlio Saraval, diz que a Elo (bandeira de cartões criada pelo Bradesco e Banco do Brasil para operar na baixa renda), até agora não teve influência nas vendas da Sorocred. A razão é que há um enorme número de pessoas sem acesso a bancos e a Sorocred vem crescendo neste público. "Há enorme potencial de crescimento."
A bandeira tem 150 mil estabelecimentos credenciados. Mas terá aceitação em todo País em alguns meses. A Sorocred fechou acordo com a Cielo e a Redecard, as duas maiores credenciadoras de lojistas do Brasil, para usar a rede das duas empresas, espalhadas em todo território nacional. Só a Cielo tem 1,8 milhão de estabelecimentos cadastrados.
Em abril do ano passado, a Sorocred começou a operar sua financeira, oferecendo produtos como crédito pessoal e financiamento de veículos. Este ano, a empresa criou uma área de seguros.
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19 de jul. de 2011
10 de jun. de 2011
ZURICH LANÇA SEGURO RESIDENCIAL PARA TERCEIRA IDADE
portal Maxpress 09/06/2011 – release Cia. da Informação
A Zurich, multinacional de origem suíça e um dos maiores grupos seguradores do mundo, foi pioneira ao desenvolver o primeiro seguro de Acidentes Pessoais com foco na população com mais de 50 anos, o Zurich Melhor Idade. De olho nas necessidades deste público, a seguradora desenvolveu agora, em conjunto com o Banco Mercantil do Brasil, um novo produto que visa proteger o principal bem material deste segmento da população: a residência. “O seguro de residência é muito importante, mas ainda pouco difundido no Brasil. Ele protege o domicílio do segurado e os itens em seu interior a um custo acessível. Depois de vários anos de trabalho, a população com mais de 50 anos, em geral, já acumulou um patrimônio, que precisa ser segurado”, afirma Diana Bueno, diretora da bancassurance da Zurich.
O Seguro Residência Melhor Idade é um seguro residencial que conta com cobertura de incêndio, queda de raio e explosão, roubo de bens e danos elétricos. Além disso, o seguro possui o serviço de assistência 24 horas, que disponibiliza gratuitamente para o segurado o envio de chaveiro, serviços de hidráulica, eletricista e vidraceiro, serviço de faxineira, entre outros. E para cidades com mais de cem mil habitantes, o seguro ainda possui o serviço de reparos gratuitos de produtos de linha branca, como geladeira, fogão, etc.
“Buscamos agregar ao seguro de residência tradicional serviços de assistência que podem ajudar no dia a dia da população de mais idade. Tarefas como arrumar uma torneira, uma tomada ou um vidro quebrado se tornam mais dificultosas com o passar dos anos. Sendo assim, nosso seguro, além de proteger a casa de danos, ajuda o cliente em momentos de necessidade. Além disso, como nosso primeiro foco serão os beneficiários do INSS que recebem através do Banco Mercantil do Brasil, disponibilizamos um custo que caiba no orçamento”, explica Diana Bueno.
Em um primeiro momento, “o Seguro Residência Melhor Idade será oferecido aos aposentados e pensionistas do INSS que recebem seus vencimentos no Banco Mercantil do Brasil. A Instituição possui uma carteira representativa e agora passaremos a oferecer mais este benefício”, informa Ubirajara Rodrigues Cavalcanti, diretor da Mercantil do Brasil Administradora e Corretora de Seguros e Previdência Privada.
A Zurich estuda lançar este mesmo produto para distribuição via corretores também. O custo sai a partir de R$ 3,59 por mês. Os interessados devem se dirigir a uma das agências do Banco Mercantil do Brasil em todo o País.
A Zurich, multinacional de origem suíça e um dos maiores grupos seguradores do mundo, foi pioneira ao desenvolver o primeiro seguro de Acidentes Pessoais com foco na população com mais de 50 anos, o Zurich Melhor Idade. De olho nas necessidades deste público, a seguradora desenvolveu agora, em conjunto com o Banco Mercantil do Brasil, um novo produto que visa proteger o principal bem material deste segmento da população: a residência. “O seguro de residência é muito importante, mas ainda pouco difundido no Brasil. Ele protege o domicílio do segurado e os itens em seu interior a um custo acessível. Depois de vários anos de trabalho, a população com mais de 50 anos, em geral, já acumulou um patrimônio, que precisa ser segurado”, afirma Diana Bueno, diretora da bancassurance da Zurich.
O Seguro Residência Melhor Idade é um seguro residencial que conta com cobertura de incêndio, queda de raio e explosão, roubo de bens e danos elétricos. Além disso, o seguro possui o serviço de assistência 24 horas, que disponibiliza gratuitamente para o segurado o envio de chaveiro, serviços de hidráulica, eletricista e vidraceiro, serviço de faxineira, entre outros. E para cidades com mais de cem mil habitantes, o seguro ainda possui o serviço de reparos gratuitos de produtos de linha branca, como geladeira, fogão, etc.
“Buscamos agregar ao seguro de residência tradicional serviços de assistência que podem ajudar no dia a dia da população de mais idade. Tarefas como arrumar uma torneira, uma tomada ou um vidro quebrado se tornam mais dificultosas com o passar dos anos. Sendo assim, nosso seguro, além de proteger a casa de danos, ajuda o cliente em momentos de necessidade. Além disso, como nosso primeiro foco serão os beneficiários do INSS que recebem através do Banco Mercantil do Brasil, disponibilizamos um custo que caiba no orçamento”, explica Diana Bueno.
Em um primeiro momento, “o Seguro Residência Melhor Idade será oferecido aos aposentados e pensionistas do INSS que recebem seus vencimentos no Banco Mercantil do Brasil. A Instituição possui uma carteira representativa e agora passaremos a oferecer mais este benefício”, informa Ubirajara Rodrigues Cavalcanti, diretor da Mercantil do Brasil Administradora e Corretora de Seguros e Previdência Privada.
A Zurich estuda lançar este mesmo produto para distribuição via corretores também. O custo sai a partir de R$ 3,59 por mês. Os interessados devem se dirigir a uma das agências do Banco Mercantil do Brasil em todo o País.
30 de mai. de 2011
PRODUTO À VENDA NO BALCÃO DE LOJA
revista Valor Financeiro Maio 2011 – Guilherme Meirelles
Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.
Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.
Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.
Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.
A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.
A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.
A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.
A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.
Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.
O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".
As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.
Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.
A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.
Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.
Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.
Já foi o tempo em que o interessado em contratar um seguro era obrigado a procurar um corretor ou dirigir-se a uma agência bancária para falar com o gerente. Desde o início da década passada, as principais redes varejistas firmaram parceria com seguradoras para a venda, principalmente, de produtos massificados. O que antes era uma atividade restrita a companhias com expertise no ramo tornou-se atraente até mesmo para aquelas seguradoras que habitualmente tinham como único canal de distribuição o corretor.
Alguns dos principais players desse ramo são companhias pouco familiarizadas com o público em geral. Não estão presentes na mídia e não se preocupam com ações de marketing. Para elas, quem tem de botar a cara é o cliente. Com um faturamento global de US$ 3 bilhões, a Assurant Solutions tem em seu braço brasileiro uma das principais seguradoras no ramo de massificados. A Assurant comercializa mais de dez produtos massificados em parceria com as redes Ricardo Eletro, Quero-Quero, Eletroshopping e Eletrozema em praças consideradas estratégicas.
Os produtos variam conforme a região. Basicamente, são seguros de proteção financeira, acidentes pessoais, contra roubo e furto de celular e garantia estendida. No Brasil, movimentaram R$ 291,6 milhões em prêmios em 2010. Segundo Cássio Stavale, vice-presidente da Assurant, foram registrados cerca de 10 milhões de operações em 2010, voltadas para público das classes C e D.
Em linhas gerais, uma operação de venda de seguros ocorre entre a seguradora, a corretora e o varejista, que precisa ter uma financeira instalada dentro da loja. Cabe ao corretor fazer o contato entre as partes e formatar o modelo a ser apresentado. Uma vez acertados os ponteiros, o corretor acerta a sua forma de comissão, bem como a do varejista, que estará emprestando seu espaço, e dos vendedores que irão oferecer os seguros aos clientes da loja. Tanto a seguradora como as corretoras orientam os vendedores para que eles expliquem de forma precisa como funcionam os variados seguros aos clientes. Por sua vez, os varejistas estimulam a equipe interna de vendas com prêmios ou bônus, dependendo da rede.
A prática mais comum é o varejista receber um pró-labore da seguradora e usar a verba em ações internas de comunicação, destacando o seguro como um item a mais para os vendedores se empenharem com a clientela. O consumidor mais atento pode prestar atenção em um detalhe quando for pechinchar na próxima compra. Em determinado momento, quando estiver negociando com o vendedor, perceba quando surgir um sinal de "menos" na tela. É que a partir daí a loja está tendo prejuízo na venda, mas que poderá ser compensada caso o vendedor consiga lhe vender uma garantia estendida.
A venda de seguros ajuda também o varejista a fidelizar o cliente, principalmente em regiões mais afastadas, nas quais boa parte da população não possui conta em banco e opta pelo velho e bom carnê, pago religiosamente todo mês no balcão da loja.
"É uma forma interessante para a seguradora porque ela vende produtos que não seriam comercializados no mesmo volume em outros canais. No varejo, embora o valor da compra não seja grande, dá para fazer no volume uma forma de dinheiro", afirma o economista Lauro Vieira de Faria, assessor da diretoria da Escola Nacional de Seguros (Funenseg). "É bom também para o cliente, que sai da loja com sua compra protegida, e para o varejista, que amplia o seu leque de produtos. O pequeno e o médio varejista contribuem para a popularização do seguro", afirma Paulo Kudler, gerente comercial da corretora Marsh, especializada em massificados.
A venda no varejo está atraindo até mesmo quem não tem tradição de operar nessa área, como a Porto Seguro. Há quatro anos, a seguradora iniciou uma parceria com a Lojas Renner, segunda maior cadeia do varejo em vestuário. Segundo Luiz Pomarole, vice-presidente de produtos massificados da Porto, a parceria conta com a presença permanente do corretor, que orienta os funcionários da rede na hora da venda. No primeiro trimestre, a divisão gerou faturamento de R$ 15,3 milhões, com 28,2 mil contratos ativos, 16,8% a mais que em igual período de 2010.
A Lojas Renner oferece três tipos de seguro: um de proteção financeira, com quitação de crédito em caso de morte acidental, desemprego ou invalidez; outro de acidentes pessoais, com parcelas mensais de R$ 7,22; e uma versão de seguro residencial voltada para o público de baixa renda, com teto de cobertura de R$ 52 mil para incêndio, raio, explosão e pagamento de aluguel, além de sorteio mensal de R$ 50 mil, no qual o segurado paga 11 parcelas de R$ 11,98.
Algumas parcerias sobrevivem há anos no mercado, como a da rede Riachuelo com a seguradora Zurich e com a corretora Classic, que desde 1998 opera com proteção financeira. Em certos casos, a afinidade torna-se até natural, como entre a seguradora Cardif, do banco BNP Paribas, e a rede Carrefour, com a qual o banco firmou uma joint venture. "O Carrefour é nosso parceiro global", afirma Alexandre Boccia, presidente da Cardif. Além do varejo, em que atua em conjunto com a rede Magazine Luiza, a Cardif participa de operações com financeiras e cartões de crédito, entre outros canais de distribuição de seguros.
O Carrefour comercializa seis modalidades distintas de seguro, que incluem proteção financeira, residencial e um produto especial para veículos, que cobre apenas roubo e furto. Segundo o Carrefour, os vendedores "são capacitados para esclarecer dúvidas, fornecer informações detalhadas sobre os serviços e orientar no que for necessário. As campanhas de incentivo aos colaboradores da empresa abrangem diversas premiações".
As principais redes varejistas também oferecem a seus clientes uma modalidade que ganhou força no mercado de seguros a partir de 2003: o seguro-prestamista, que, simplificadamente, oferece uma garantia contra eventual inadimplência. Em casos extremos, como a morte do contratante, a dívida fica quitada para família e a financeira recebe da seguradora. Os números da Susep não deixam dúvidas do sucesso do produto. Em 2003, o ramo prestamista teve prêmios diretos de R$ 227,2 milhões No ano passado, os prêmios atingiram R$ 3,4 bilhões, um crescimento de praticamente 1.400%. Apesar das recentes medidas de restrição ao crédito, sem dar sinais de queda. No primeiro trimestre, os prêmios diretos foram da ordem de R$ 1 bilhão, alta de 32,7% ante mesmo período de 2010.
Por ser uma forma de seguro diretamente ligada à oferta de crédito, as seguradoras que fazem parte do setor bancário acabam tendo mais acesso ao contratante. Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) podem contratar na própria agência o seguro Dívida Zero. O seguro tem parcela única de R$7,23 para empréstimo de R$ 1 mil, a ser quitado em seis meses. O seguro protege em caso de morte e invalidez permanente e é voltado para as classes C, D e E.
A Itaú Seguros também oferece o seguro-prestamista aos clientes Itaú Unibanco e atua ainda em operações externas com financeiras, redes de varejo, empresas de cartões de crédito, construtoras e operadoras de consórcios. Segundo o diretor Dennys Rosini, o ramo tem crescido de forma contínua, e os índices de sinistralidade se mantêm estáveis, em torno de 25%, com exceção de 2009, quando houve um aumento no índice de desemprego entre determinadas camadas da população.
O ramo prestamista está em alta nas operações da Bradesco Seguros. Em 2008 representava 15,79% da carteira da companhia, e no ano passado saltou para 22%. Além de morte e invalidez, o produto oferece cobertura de seis parcelas em caso de desemprego. O seguro é oferecido também em compras online por meio de parceiros. Ainda neste semestre, o Bradesco deve lançar uma cartilha sobre a importância de ter proteção financeira voltada para as classes C, D e E.
Especializada em seguros massificados, a seguradora francesa Cardif não se limita a atender a população de baixa renda. A companhia atua em operações de proteção financeira com algumas das principais montadoras instaladas no país, como a Renault e a Volkswagen. O seguro quita o saldo devedor em caso de morte e salda entre três e seis parcelas em situação de perda de emprego. Segundo Alexandre Boccia, há cerca 1 milhão de contratos vigentes nessa divisão. Ele acredita que o ramo de proteção financeira para autos cresça entre 15% e 20%.
Atraente para todas as partes envolvidas, o seguro de proteção financeira exige certos cuidados. O seguro não cobre parcelas em atraso. Há ainda uma carência de 15 dias para casos de invalidez ou de perda de emprego. Ainda na área trabalhista, não são considerados os casos de programa de demissão voluntária. É preciso também responder a um pequeno questionário, no qual consta se o pleiteante possui problemas preexistentes de saúde. Entidades de defesa do consumidor alertam sobre a forma como o produto é oferecido no varejo; não pode ser passada a ideia de que se trata de uma venda casada.
25 de mar. de 2011
INDEPENDENTES AMPLIAM VENDA POR MEIO DE CANAIS ALTERNATIVOS
jornal Valor Econômico 25/03/2011 - Denise Bueno
As seguradoras especializadas e independentes, ou seja, não controladas por bancos, absorvem, cada dia mais, riscos diferenciados e ampliam a venda através do treinamento dos corretores e de acordos com canais alternativos. "Temos a grande vantagem de ser uma opção aos bancos que não possuem seguradoras", afirma Arthur D'Farme, vice-presidente de Relações com o Mercado, da SulAmérica, que além de ter uma ampla rede de corretores, conta com mais de 20 acordos com instituições financeiras para venda de seguro. Inclusive com o Banco do Brasil, com quem desfez a sociedade mas manteve a distribuição de seguro-saúde.
As estrangeiras avançam ao tropicalizar produtos que são sucesso de vendas em outras partes do mundo. A Liberty, por exemplo, lançou recentemente um seguro de vida com mimos para o animal de estimação. Já a Zurich passou a oferecer cobertura para idosos, como indenizações em caso de quedas capazes de hospitalizar o cliente. A Allianz mudou lançou um seguro para deficientes físicos, copiado por várias concorrentes.
Aos poucos, as filiais locais começam a brilhar no balanço mundial de suas matrizes. Liberty, Allianz, Chubb, ACE, Chartis (ex- AIG), além das resseguradoras Swiss Re, Munich Re, Hannover Re, Scor e Partner Re estão entre as gigantes internacionais que destacaram a operação local nas demostrações financeiras de 2010.
O cenário que se estabelece no Brasil é um dos mais promissores, principalmente para o setor de seguros. Como fazemos parte de uma organização global, o intercâmbio de conhecimento é frequente para a área de massificados e também para o segmento corporativo", diz Max Thiermann, presidente da Allianz.
Empenhadas em conquistar clientes brasileiros, as estrangeiras finalizam junto com o escritório de advocacia Pinheiro Neto uma associação para defender seus interesses. O primeiro deles é a revogação das resoluções que restringem a atuação delas no mercado de resseguro. Além de potencializar o aumento do custo do seguro que já deverá ocorrer em conseqüência das catástrofes mundiais, as restrições trazidas pelas medidas "são inconstitucionais", diz o advogado Ernesto Tzirulnik.
As seguradoras especializadas e independentes, ou seja, não controladas por bancos, absorvem, cada dia mais, riscos diferenciados e ampliam a venda através do treinamento dos corretores e de acordos com canais alternativos. "Temos a grande vantagem de ser uma opção aos bancos que não possuem seguradoras", afirma Arthur D'Farme, vice-presidente de Relações com o Mercado, da SulAmérica, que além de ter uma ampla rede de corretores, conta com mais de 20 acordos com instituições financeiras para venda de seguro. Inclusive com o Banco do Brasil, com quem desfez a sociedade mas manteve a distribuição de seguro-saúde.
As estrangeiras avançam ao tropicalizar produtos que são sucesso de vendas em outras partes do mundo. A Liberty, por exemplo, lançou recentemente um seguro de vida com mimos para o animal de estimação. Já a Zurich passou a oferecer cobertura para idosos, como indenizações em caso de quedas capazes de hospitalizar o cliente. A Allianz mudou lançou um seguro para deficientes físicos, copiado por várias concorrentes.
Aos poucos, as filiais locais começam a brilhar no balanço mundial de suas matrizes. Liberty, Allianz, Chubb, ACE, Chartis (ex- AIG), além das resseguradoras Swiss Re, Munich Re, Hannover Re, Scor e Partner Re estão entre as gigantes internacionais que destacaram a operação local nas demostrações financeiras de 2010.
O cenário que se estabelece no Brasil é um dos mais promissores, principalmente para o setor de seguros. Como fazemos parte de uma organização global, o intercâmbio de conhecimento é frequente para a área de massificados e também para o segmento corporativo", diz Max Thiermann, presidente da Allianz.
Empenhadas em conquistar clientes brasileiros, as estrangeiras finalizam junto com o escritório de advocacia Pinheiro Neto uma associação para defender seus interesses. O primeiro deles é a revogação das resoluções que restringem a atuação delas no mercado de resseguro. Além de potencializar o aumento do custo do seguro que já deverá ocorrer em conseqüência das catástrofes mundiais, as restrições trazidas pelas medidas "são inconstitucionais", diz o advogado Ernesto Tzirulnik.
23 de fev. de 2011
ZURICH E SANTANDER SE UNEM PARA AVANÇAR NA AMÉRICA LATINA
jornal Valor Econômico 23/02/2011 - Janes Rocha
A companhia de seguros suíça Zurich e o banco espanhol Santander anunciaram ontem uma aliança para disputar o mercado de seguros latino-americano, especialmente o concorrido mercado brasileiro de seguros de pessoas (vida, previdência e acidentes pessoais).
As duas instituições assinaram um memorando de entendimento para formar uma nova empresa baseada em Madri, a Zurich Santander Insurance America, da qual a Zurich terá 51% e o Santander, 49%. Trata-se de uma empresa "holding" cuja função é servir de "veículo" para a aquisição do controle das cinco empresas de seguros do Santander na região, uma em cada país: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e México.
Para ter o controle da nova empresa, a Zurich vai pagar ao Santander US$ 1,67 bilhão que, segundo o comunicado distribuído ontem, serão financiados parte com recursos próprios, parte com emissão de dívida.
"A operação expande significativamente a nossa presença na América Latina com um negócio de seguro bem consolidado", disse Martin Senn, CEO da Zurich.
Em entrevista ao Valor, o argentino José Orlando, que comanda a área de vida e previdência da Zurich para a América Latina a partir de sua base em Buenos Aires, disse que o negócio poderá estar concluído até o início de 2012, dependendo da aprovação dos órgãos regulatórios em cada um dos cinco países.
A joint venture inclui um acordo de distribuição exclusiva de produtos através de todos os canais do banco na região - agências, caixas eletrônicos, telemarketing e internet. A associação com o Santander dá à Zurich acesso a 36 milhões de clientes, 5,6 mil agências bancárias, mais de 25 mil caixas eletrônicos.
O resultado é que a companhia suíça sai de um patamar não superior a 2,2% do mercado regional para a terceira posição em seguros de vida e sexta em não vida (veja quadro). Nada muda com a operação existente da Zurich nesses países, tampouco no Brasil onde a empresa tem 25 filiais e outros 14 centros de atendimento aos corretores espalhados pelo país, explicou Orlando.
"Nessa nova sociedade, contrataremos todos os seguros por meio dos distintos canais do banco Santander, mas o que a Zurich faz com outros distribuidores corretores e canais, continuará fazendo", explicou Orlando.
Para o Santander, a associação com a Zurich significa ampliar o leque de produtos em oferta na rede, aliado a uma empresa que tem longa experiência com seguros e gerenciamento de riscos por meio de uma estrutura que inclui ainda a operação de resseguros e presença em 170 países, disse o diretor de seguros do banco, Gilberto Duarte de Abreu Filho. "A Zurich é uma empresa de seguros completa", afirmou Abreu.
Para analistas do mercado de capitais que acompanham o setor de seguros brasileiro, a operação Santander-Zurich afeta principalmente o segmento de Vida e Previdência onde os grandes bancos dominam a produção e a distribuição. "Estamos conscientes que, no mercado de seguros do Brasil, os bancos têm um papel muito relevante, por isso nos associamos com um banco que tem posição forte, não só no Brasil como em toda América Latina", afirmou José Orlando.
Também é um caminho para a instituição espanhola chegar mais perto de seus principais concorrentes - os gigantes do varejo como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú - que têm obtido quase um quarto de seus lucros por meio das operações de seguros, especialmente vida e previdência.
Mas Duarte acrescenta que a parceria visa também o segmento massificado, em que seguros de baixo valor são vendidos em grandes contratos para grupos de clientes de empresas de varejo e consumo. "Nosso cenário é que uma linha que se desenvolve muito é o de proteção financeira relacionada ao crédito", afirmou Duarte.
Segundo informações distribuídas pelas duas companhias ontem, na América Latina o Santander gerou prêmios de seguros num total de US$ 1,9 bilhão em 2010, com um crescimento de 32% comparado ao ano anterior. Aproximadamente 68% desse total correspondem a produtos de proteção de vida, 2% de poupança e 30% de seguros gerais.
A indústria brasileira de seguros tem atraído fortes investimentos estrangeiros nos últimos anos, estimulados pela expansão da ordem de 15% anuais do faturamento comparado a um crescimento médio de 7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Por trás desse movimento está, por um lado, a distribuição de renda que tem trazido para o mercado segurador milhares de novos consumidores, principalmente entre as pessoas físicas de baixa renda e as pequenas e médias empresas. Por outro lado, os investimentos em obras de infraestrutura e os negócios gerados com os eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Outro fator considerado na transação, explica José Orlando da Zurich, é o potencial de crescimento, geralmente medido pela taxa de penetração dos seguros entre a população brasileira, da ordem de 3%,
A companhia de seguros suíça Zurich e o banco espanhol Santander anunciaram ontem uma aliança para disputar o mercado de seguros latino-americano, especialmente o concorrido mercado brasileiro de seguros de pessoas (vida, previdência e acidentes pessoais).
As duas instituições assinaram um memorando de entendimento para formar uma nova empresa baseada em Madri, a Zurich Santander Insurance America, da qual a Zurich terá 51% e o Santander, 49%. Trata-se de uma empresa "holding" cuja função é servir de "veículo" para a aquisição do controle das cinco empresas de seguros do Santander na região, uma em cada país: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e México.
Para ter o controle da nova empresa, a Zurich vai pagar ao Santander US$ 1,67 bilhão que, segundo o comunicado distribuído ontem, serão financiados parte com recursos próprios, parte com emissão de dívida.
"A operação expande significativamente a nossa presença na América Latina com um negócio de seguro bem consolidado", disse Martin Senn, CEO da Zurich.
Em entrevista ao Valor, o argentino José Orlando, que comanda a área de vida e previdência da Zurich para a América Latina a partir de sua base em Buenos Aires, disse que o negócio poderá estar concluído até o início de 2012, dependendo da aprovação dos órgãos regulatórios em cada um dos cinco países.
A joint venture inclui um acordo de distribuição exclusiva de produtos através de todos os canais do banco na região - agências, caixas eletrônicos, telemarketing e internet. A associação com o Santander dá à Zurich acesso a 36 milhões de clientes, 5,6 mil agências bancárias, mais de 25 mil caixas eletrônicos.
O resultado é que a companhia suíça sai de um patamar não superior a 2,2% do mercado regional para a terceira posição em seguros de vida e sexta em não vida (veja quadro). Nada muda com a operação existente da Zurich nesses países, tampouco no Brasil onde a empresa tem 25 filiais e outros 14 centros de atendimento aos corretores espalhados pelo país, explicou Orlando.
"Nessa nova sociedade, contrataremos todos os seguros por meio dos distintos canais do banco Santander, mas o que a Zurich faz com outros distribuidores corretores e canais, continuará fazendo", explicou Orlando.
Para o Santander, a associação com a Zurich significa ampliar o leque de produtos em oferta na rede, aliado a uma empresa que tem longa experiência com seguros e gerenciamento de riscos por meio de uma estrutura que inclui ainda a operação de resseguros e presença em 170 países, disse o diretor de seguros do banco, Gilberto Duarte de Abreu Filho. "A Zurich é uma empresa de seguros completa", afirmou Abreu.
Para analistas do mercado de capitais que acompanham o setor de seguros brasileiro, a operação Santander-Zurich afeta principalmente o segmento de Vida e Previdência onde os grandes bancos dominam a produção e a distribuição. "Estamos conscientes que, no mercado de seguros do Brasil, os bancos têm um papel muito relevante, por isso nos associamos com um banco que tem posição forte, não só no Brasil como em toda América Latina", afirmou José Orlando.
Também é um caminho para a instituição espanhola chegar mais perto de seus principais concorrentes - os gigantes do varejo como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú - que têm obtido quase um quarto de seus lucros por meio das operações de seguros, especialmente vida e previdência.
Mas Duarte acrescenta que a parceria visa também o segmento massificado, em que seguros de baixo valor são vendidos em grandes contratos para grupos de clientes de empresas de varejo e consumo. "Nosso cenário é que uma linha que se desenvolve muito é o de proteção financeira relacionada ao crédito", afirmou Duarte.
Segundo informações distribuídas pelas duas companhias ontem, na América Latina o Santander gerou prêmios de seguros num total de US$ 1,9 bilhão em 2010, com um crescimento de 32% comparado ao ano anterior. Aproximadamente 68% desse total correspondem a produtos de proteção de vida, 2% de poupança e 30% de seguros gerais.
A indústria brasileira de seguros tem atraído fortes investimentos estrangeiros nos últimos anos, estimulados pela expansão da ordem de 15% anuais do faturamento comparado a um crescimento médio de 7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Por trás desse movimento está, por um lado, a distribuição de renda que tem trazido para o mercado segurador milhares de novos consumidores, principalmente entre as pessoas físicas de baixa renda e as pequenas e médias empresas. Por outro lado, os investimentos em obras de infraestrutura e os negócios gerados com os eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Outro fator considerado na transação, explica José Orlando da Zurich, é o potencial de crescimento, geralmente medido pela taxa de penetração dos seguros entre a população brasileira, da ordem de 3%,
22 de fev. de 2011
SANTANDER E ZURICH FECHAM PARCERIA EM SEGUROS NA AMÉRICA LATINA
portal Folha Online 22/02/2011
O Grupo Santander e a seguradora Zurich Financial anunciaram um acordo nesta terça-feira para formar parceria no segmento de seguros na América Latina. De acordo com comunicado ao mercado, o desenvolvimento da atividade conjunta se intensificará em cinco mercados-chave na América Latina: Brasil, Chile, México, Argentina e Uruguai.
O Santander criará uma holding para integrar a produção de seguros na América Latina. A Zurich adquirirá 51% do capital e ficará responsável pela gestão das empresas. O Santander manterá 49% do capital dessa holding e assinará um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos.
"A parceria combina a experiência da Zurich no desenvolvimento e gestão de produtos de seguros com a distribuição do Banco Santander".
Após esse acordo, diz o comunicado, o Santander reforçará sua oferta comercial de seguros de vida, previdências, crédito e gerais, através de sua rede de mais de 5.600 agências nesses cinco mercados. "Com isso, prevê incrementar de forma significativa sua receita relativa à distribuição de produtos de seguro, que, em 2010, atingiu US$ 972 milhões".
A operação, que inclui as empresas de seguros da América Latina e os acordos de distribuição, foi avaliada em US$ 3,275 bilhões. A Zurich pagará ao Santander, na data de fechamento da operação, 51% do referido valor, 1,670 bilhões de dólares. Além disso, o acordo inclui pagamentos diferidos em função do cumprimento do plano de negócio nos próximos 25 anos e de um esquema de proteção caso sejam produzidos cumprimentos inferiores ao mesmo.
A operação está sujeita às autorizações dos órgãos reguladores.
O Grupo Santander e a seguradora Zurich Financial anunciaram um acordo nesta terça-feira para formar parceria no segmento de seguros na América Latina. De acordo com comunicado ao mercado, o desenvolvimento da atividade conjunta se intensificará em cinco mercados-chave na América Latina: Brasil, Chile, México, Argentina e Uruguai.
O Santander criará uma holding para integrar a produção de seguros na América Latina. A Zurich adquirirá 51% do capital e ficará responsável pela gestão das empresas. O Santander manterá 49% do capital dessa holding e assinará um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos.
"A parceria combina a experiência da Zurich no desenvolvimento e gestão de produtos de seguros com a distribuição do Banco Santander".
Após esse acordo, diz o comunicado, o Santander reforçará sua oferta comercial de seguros de vida, previdências, crédito e gerais, através de sua rede de mais de 5.600 agências nesses cinco mercados. "Com isso, prevê incrementar de forma significativa sua receita relativa à distribuição de produtos de seguro, que, em 2010, atingiu US$ 972 milhões".
A operação, que inclui as empresas de seguros da América Latina e os acordos de distribuição, foi avaliada em US$ 3,275 bilhões. A Zurich pagará ao Santander, na data de fechamento da operação, 51% do referido valor, 1,670 bilhões de dólares. Além disso, o acordo inclui pagamentos diferidos em função do cumprimento do plano de negócio nos próximos 25 anos e de um esquema de proteção caso sejam produzidos cumprimentos inferiores ao mesmo.
A operação está sujeita às autorizações dos órgãos reguladores.
15 de fev. de 2011
MERCADO LIVRE DÁ OS PRIMEIROS PASSOS PARA VENDER SEGUROS ON-LINE
jornal Brasil Econômico 15/02/2011 – Thais Folego
O Mercado Livre estreia uma nova estratégia para viabilizar a venda de seguros. Ela começará na parte de classificados de automóveis e moto, que conta com um quarto dos acessos ao site, com a oferta de um seguro de acidentes pessoais com assistências para veículos. A meta inicial é vender 3 mil apólices por mês.
Para o mercado, este deve ser um promissor canal de distribuição de apólices daqui para a frente. Para o Mercado Livre, plataforma de compra e venda online, também será a primeira experiência de anúncios contextualizados: a apólice será oferecida de forma integrada ao anúncio do carro ou moto.
No Brasil, já há experiências de venda de seguro pela internet, mas em outros contextos. No caso de bancos, há algumas ofertas por meio do internet banking. Também há redes de varejo que fazem a venda em seus sites, quase como extensão de suas lojas físicas. A Lojas Americanas, por exemplo, oferece garantia estendida para seus produtos, tanto na loja física quanto na virtual.
No caso do Mercado Livre, o cenário é totalmente distinto, pois não se trata de uma loja, mas sim de uma plataforma na internet onde pessoas físicas compram e vendem produtos. "Até então, o Mercado Livre nunca tinha feito oferta de seguros, ainda mais no formato de duas empresas alinhadas para oferecer no site um anúncio contextualizado", conta Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre .
As duas empresas em questão envolvidas no processo são a corretora Marsh Affinity e a seguradora Zurich, que desenvolveram o produto e o sistema para a venda do seguro na plataforma do Mercado Livre. "Não quisemos colocar um seguro tradicional. A Zurich fez um desenho específico para atender ao usuário do site que procura um carro ou moto", afirma Paulo Kudler, diretor comercial da Marsh Affinity. "Trata-se de uma necessidade específica, para a qual não tinha nada pronto", completa Diego Azevedo, diretor de seguros massificados da Zurich.
Produtos
Os dois primeiros produtos disponíveis no site são o Emergência Auto e o Emergência Moto, que oferecem serviços de assistência 24 horas (socorro elétrico, mecânico, reboque, troca de pneus e chaveiro, falta de combustível), atrelados a uma apólice de acidentes pessoais, que tem cobertura para morte acidental.
A contratação é feita de forma totalmente online, com pagamento em cartão de crédito ou débito em conta corrente. "A ideia é que o produto esteja relacionado a uma boa experiência de navegação e compra", diz Lemos, do Mercado Livre.
Segundo Azevedo, da Zurich, mais do que atingir a meta de venda de 3 mil seguros por mês, o principal objetivo é o aprendizado de um canal ainda pouco utilizado pela indústria de seguros. "O objetivo é ser cada vez mais assertivo na venda."
Uma vez ajustados os processos, já há reuniões planejadas para desenvolver novos seguros para oferecer na plataforma do Mercado Livre. "Há pelo menos cinco possibilidades de produtos", diz Kudler, da Marsh. Segundo ele, há prioridade na parceria com a Zurich, mas para outros tipos de seguros há a possibilidade de parcerias com outras seguradoras.
Seguradora de banco busca novos canais
Tradicionalmente, os bancos têm balcões para a oferta de seus variados produtos financeiros, entre eles o seguro. Dessa forma, as seguradoras dos grandes bancos normalmente buscam segurados dentro da base de clientes correntistas dos bancos. Mas isso está mudando.
"O movimento inicial era o de produtos bancários gerando segurados, agora a tendência é a inversa: a seguradora gerando clientes para o banco", diz Eugênio Velasques, diretor executivo do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência. Para que isso seja possível, o banco busca canais alternativos ao balcão para a venda de seguros.
O grupo segurador do Bradesco tem um braço só para cuidar da venda de seguros de forma massificada e por intermédio de parceiros, que é a Bradesco Affinity. "Temos 21 parcerias com supermercados, redes de varejo, drogarias, agências de viagens e cooperativas de consumo para oferecer seguros", conta Velasques.
Segundo ele, também há projetos sendo estudados para a venda de seguros por meio de vendedoras porta-a-porta ou integrantes de cooperativas. "São pessoas que teriam na venda de seguro uma renda complementar. Estamos estudando uma associação feminina que tem 15 mil membros na comunidade de Heliópolis e uma cooperativa agrícola no Paraná", conta o diretor do Bradesco Seguros.
Internet
Outra área ainda também pouco explorada pelos bancos é a internet. São poucas as iniciativas de venda de apólice pelo internet banking. O Banco do Brasil foi um dos primeiros a disponibilizar a contratação de seguros por meio do site, de forma totalmente online. O Bradesco oferece seguro de acidente pessoal desde 2005 no seu internet banking. Ainda em canal eletrônico, oferece no caixa eletrônico um seguro de perda, roubo e saque coercitivo para o cartão de débito.
"Estávamos testando o canal (internet banking) de forma progressiva. Agora, começamos a ter resultados que justifiquem a oferta de outros produtos", diz Velasques. Com isso, serão oferecidos também seguro residencial e diária de renda hospitalar pela internet.
Já no serviço de Débito Direto Autorizado (DDA), a partir do segundo semestre, o banco oferecerá o seguro de proteção financeira e seguro educacional . "Se o cliente tem uma mensalidade de uma escola registrada no serviço um seguro educacional, que paga as mensalidades no caso de desemprego, pode ser oferecida”, exemplifica o diretor.
O Mercado Livre estreia uma nova estratégia para viabilizar a venda de seguros. Ela começará na parte de classificados de automóveis e moto, que conta com um quarto dos acessos ao site, com a oferta de um seguro de acidentes pessoais com assistências para veículos. A meta inicial é vender 3 mil apólices por mês.
Para o mercado, este deve ser um promissor canal de distribuição de apólices daqui para a frente. Para o Mercado Livre, plataforma de compra e venda online, também será a primeira experiência de anúncios contextualizados: a apólice será oferecida de forma integrada ao anúncio do carro ou moto.
No Brasil, já há experiências de venda de seguro pela internet, mas em outros contextos. No caso de bancos, há algumas ofertas por meio do internet banking. Também há redes de varejo que fazem a venda em seus sites, quase como extensão de suas lojas físicas. A Lojas Americanas, por exemplo, oferece garantia estendida para seus produtos, tanto na loja física quanto na virtual.
No caso do Mercado Livre, o cenário é totalmente distinto, pois não se trata de uma loja, mas sim de uma plataforma na internet onde pessoas físicas compram e vendem produtos. "Até então, o Mercado Livre nunca tinha feito oferta de seguros, ainda mais no formato de duas empresas alinhadas para oferecer no site um anúncio contextualizado", conta Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre .
As duas empresas em questão envolvidas no processo são a corretora Marsh Affinity e a seguradora Zurich, que desenvolveram o produto e o sistema para a venda do seguro na plataforma do Mercado Livre. "Não quisemos colocar um seguro tradicional. A Zurich fez um desenho específico para atender ao usuário do site que procura um carro ou moto", afirma Paulo Kudler, diretor comercial da Marsh Affinity. "Trata-se de uma necessidade específica, para a qual não tinha nada pronto", completa Diego Azevedo, diretor de seguros massificados da Zurich.
Produtos
Os dois primeiros produtos disponíveis no site são o Emergência Auto e o Emergência Moto, que oferecem serviços de assistência 24 horas (socorro elétrico, mecânico, reboque, troca de pneus e chaveiro, falta de combustível), atrelados a uma apólice de acidentes pessoais, que tem cobertura para morte acidental.
A contratação é feita de forma totalmente online, com pagamento em cartão de crédito ou débito em conta corrente. "A ideia é que o produto esteja relacionado a uma boa experiência de navegação e compra", diz Lemos, do Mercado Livre.
Segundo Azevedo, da Zurich, mais do que atingir a meta de venda de 3 mil seguros por mês, o principal objetivo é o aprendizado de um canal ainda pouco utilizado pela indústria de seguros. "O objetivo é ser cada vez mais assertivo na venda."
Uma vez ajustados os processos, já há reuniões planejadas para desenvolver novos seguros para oferecer na plataforma do Mercado Livre. "Há pelo menos cinco possibilidades de produtos", diz Kudler, da Marsh. Segundo ele, há prioridade na parceria com a Zurich, mas para outros tipos de seguros há a possibilidade de parcerias com outras seguradoras.
Seguradora de banco busca novos canais
Tradicionalmente, os bancos têm balcões para a oferta de seus variados produtos financeiros, entre eles o seguro. Dessa forma, as seguradoras dos grandes bancos normalmente buscam segurados dentro da base de clientes correntistas dos bancos. Mas isso está mudando.
"O movimento inicial era o de produtos bancários gerando segurados, agora a tendência é a inversa: a seguradora gerando clientes para o banco", diz Eugênio Velasques, diretor executivo do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência. Para que isso seja possível, o banco busca canais alternativos ao balcão para a venda de seguros.
O grupo segurador do Bradesco tem um braço só para cuidar da venda de seguros de forma massificada e por intermédio de parceiros, que é a Bradesco Affinity. "Temos 21 parcerias com supermercados, redes de varejo, drogarias, agências de viagens e cooperativas de consumo para oferecer seguros", conta Velasques.
Segundo ele, também há projetos sendo estudados para a venda de seguros por meio de vendedoras porta-a-porta ou integrantes de cooperativas. "São pessoas que teriam na venda de seguro uma renda complementar. Estamos estudando uma associação feminina que tem 15 mil membros na comunidade de Heliópolis e uma cooperativa agrícola no Paraná", conta o diretor do Bradesco Seguros.
Internet
Outra área ainda também pouco explorada pelos bancos é a internet. São poucas as iniciativas de venda de apólice pelo internet banking. O Banco do Brasil foi um dos primeiros a disponibilizar a contratação de seguros por meio do site, de forma totalmente online. O Bradesco oferece seguro de acidente pessoal desde 2005 no seu internet banking. Ainda em canal eletrônico, oferece no caixa eletrônico um seguro de perda, roubo e saque coercitivo para o cartão de débito.
"Estávamos testando o canal (internet banking) de forma progressiva. Agora, começamos a ter resultados que justifiquem a oferta de outros produtos", diz Velasques. Com isso, serão oferecidos também seguro residencial e diária de renda hospitalar pela internet.
Já no serviço de Débito Direto Autorizado (DDA), a partir do segundo semestre, o banco oferecerá o seguro de proteção financeira e seguro educacional . "Se o cliente tem uma mensalidade de uma escola registrada no serviço um seguro educacional, que paga as mensalidades no caso de desemprego, pode ser oferecida”, exemplifica o diretor.
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