portal Isto É Dinheiro 09/12/2011 - Fernando Teixeira e Cláudio Gradilone
A administradora paulista de cartões de crédito Sorocred vai buscar uma fatia do mercado de crédito ao consumidor. Além de administrar uma base instalada de 4,2 milhões de cartões e contar com uma rede de cinco mil estabelecimentos credenciados, a maioria no interior de São Paulo, a empresa agora vai conceder financiamentos aos clientes dos lojistas. Para isso, a Sorocred obteve autorização do Banco Central para operar como empresa financeira. “Vamos mirar diretamente o crédito para o varejo”, diz Luiz Maciel de Lima Filho, que divide com seu sócio, Nilton Ferreira da Silva, a presidência da Sorocred. Como a abertura do mercado de cartões de crédito no ano passado pressionou para baixo as margens do setor, a aposta da administradora é crescer mediante uma estratégia agressiva de concessão de empréstimos, reduzindo o nível de exigências.
Foco popular: Lima Filho (à esq.) e Silva emprestarào até R$ 1.200 para clientes da classe C e D
que apenas apresentarem documentos pessoais e se deixarem fotografar.
O consumidor, por exemplo, apresenta seus documentos na loja e seus dados são analisados pela empresa em tempo real. “Também fotografamos o candidato, para evitar a ação de fraudadores”, diz Wilson Justo, responsável pelo marketing da Sorocred. “Se o candidato for aceito, ele tem, na hora, até R$ 1.200.” Essa aposta arrojada no crédito é o movimento mais recente de uma empresa que iniciou suas atividades em 1990, na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. A Sorocred começou como administradora de cartões de pagamento das redes de varejo locais e, posteriormente, tornou-se uma das poucas empresas regionais de cartões de crédito a operar com bandeira própria. No ano passado, com a desregulamentação do mercado de cartões, ela fechou acordos operacionais com as processadoras Redecard e Cielo.
Isso ampliou a base de pontos de venda que aceitam seus plásticos para cerca de 150 mil e contribuiu para atenuar o perfil regional da empresa. “Antes dos acordos, 85% das operações eram realizadas no Estado de São Paulo, mas agora o negócio está mais espalhado”, diz Justo. O foco, porém, não mudou: os clientes são consumidores das classes C e D. Antes dos acordos com as processadoras, os clientes tinham de ter paciência para fazer pagamentos com o cartão da Sorocred. “Era preciso telefonar para a companhia de modo a aprovar o crédito do cliente, o que tomava tempo”, afirma o comerciante Eltom Peres, proprietário de uma pequena loja de material de construção, em Piracicaba, no interior paulista. Foi exatamente para ganhar agilidade que a empresa mudou seu processo de concessão de empréstimos. “Nossa meta é conceder o crédito na hora”, diz Justo. Mesmo assim, o comerciante Peres diz que deixou de aceitar os cartões da financeira. “As taxas cobradas pela Sorocred eram mais salgadas do que as da concorrência.”
Essa aposta no crédito vale a pena? Segundo o economista Roberto Troster, especializado no sistema financeiro, emprestar dinheiro para pessoas físicas está mais fácil do que para empresas, especialmente as pequenas. “A maioria das empresas está reduzindo sua demanda por crédito, mas isso é menos perceptível nos empréstimos para a pessoa física”, diz ele. Assim, quem quiser crescer nesse mercado terá menos dificuldade se mirar no nicho disputado pela Sorocred. No entanto, avalia Troster, esse crescimento embute um componente de risco. Momentos de desaceleração econômica costumam reduzir os salários, o que em geral aumenta o risco de calote. “É fundamental ter processos eficientes de concessão de empréstimo e de cobrança”, diz. A cobrança é feita por meio de boletos bancários. Segundo Justo, a inadimplência da carteira hoje está ao redor de 8,2%, em linha com a média do setor.
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13 de dez. de 2011
16 de nov. de 2011
SOROCRED QUER AMPLIAR CRÉDITO E VIRAR BANCO
jornal Brasil Econômico 01/11/2011 - Cláudia Bredarioli
Há cerca de um ano, a Sorocred, que atua focada no atendimento das classes populares, abriu uma financeira para ampliar a oferta de produtos para esse público e prevê que em pouco tempo terá condições de se tornar um banco voltado para esse estrato social. Antes restrita à emissão de cartões de crédito, a companhia agora se embrenha também em financiamento para aquisição de bens de valores mais altos, como eletrodomésticos e carros.
“Enquanto a indústria se mobiliza para gerar novos produtos para as classes C, D e E, nós nos organizamos para oferecer a outra ponta, o crédito para que eles tenham acesso a esses produtos”, informa Wilson Justo, diretor da Sorocred. A Sorocred emitiu cerca de 700 mil cartões neste ano e credita boa parte de seu crescimento à flexibilidade nas negociações que oferece.
Mas os planos para a expansão da atuação em cartões continuam. Neste ano, a empresa já fechou acordo com a Redecard para aumentar a aceitação de seus cartões e, para o ano que vem, já tem um acordo com a Cielo na mesma linha, com pretensão de chegar a cerca de 2 milhões de estabelecimentos no Brasil até o fim de 2012. Hoje a Sorocred tem parceria com 150 mil pontos de venda no país. “O que percebemos é que nossos clientes, que antes praticamente só circulavam em seus próprios bairros, compraram carros, conquistaram mais mobilidade, e hoje querem que seu cartão seja aceito em qualquer lugar”, afirma Justo.
A instituição financeira não divulga a taxa de juro cobrada por seus financiamentos -muitos feitos diretamente pelos lojistas com os quais têm parcerias. Segundo dados do Banco Central (BC), a taxa média cobrada pelo crédito pessoal no país é de cerca de 50% ao ano e o cheque especial das pessoas físicas custava 186,7% ao ano em setembro. Em geral, analistas avaliam que os custos cobrados por financeiras como a Sorocred se aproximam mais das taxas do cheque especial do que da média de crédito pessoal.
“O crédito cresceu em todas as categorias, mas na classe D esse crescimento chama mais atenção porque houve uma parcela grande da população que começou a conseguir comprovar renda e endereço, o que a insere na formalidade”, afirma Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Segundo ele, justamente em razão da ampliação desse volume de movimentação de crédito os grandes bancos também começam a atender a esse público. “Passaram a oferecer um produto como o crédito consignado (financiamento com desconto direto em folha de pagamento e juros baixos), porque o volume valia a pena”, diz. De modo geral, contudo, Oliveira destaca que o crédito no Brasil ainda tem muito a crescer. Não só nas camadas populares. “É muito pouco o crédito representar apenas 48% do PIB brasileiro”.
Há cerca de um ano, a Sorocred, que atua focada no atendimento das classes populares, abriu uma financeira para ampliar a oferta de produtos para esse público e prevê que em pouco tempo terá condições de se tornar um banco voltado para esse estrato social. Antes restrita à emissão de cartões de crédito, a companhia agora se embrenha também em financiamento para aquisição de bens de valores mais altos, como eletrodomésticos e carros.
“Enquanto a indústria se mobiliza para gerar novos produtos para as classes C, D e E, nós nos organizamos para oferecer a outra ponta, o crédito para que eles tenham acesso a esses produtos”, informa Wilson Justo, diretor da Sorocred. A Sorocred emitiu cerca de 700 mil cartões neste ano e credita boa parte de seu crescimento à flexibilidade nas negociações que oferece.
Mas os planos para a expansão da atuação em cartões continuam. Neste ano, a empresa já fechou acordo com a Redecard para aumentar a aceitação de seus cartões e, para o ano que vem, já tem um acordo com a Cielo na mesma linha, com pretensão de chegar a cerca de 2 milhões de estabelecimentos no Brasil até o fim de 2012. Hoje a Sorocred tem parceria com 150 mil pontos de venda no país. “O que percebemos é que nossos clientes, que antes praticamente só circulavam em seus próprios bairros, compraram carros, conquistaram mais mobilidade, e hoje querem que seu cartão seja aceito em qualquer lugar”, afirma Justo.
A instituição financeira não divulga a taxa de juro cobrada por seus financiamentos -muitos feitos diretamente pelos lojistas com os quais têm parcerias. Segundo dados do Banco Central (BC), a taxa média cobrada pelo crédito pessoal no país é de cerca de 50% ao ano e o cheque especial das pessoas físicas custava 186,7% ao ano em setembro. Em geral, analistas avaliam que os custos cobrados por financeiras como a Sorocred se aproximam mais das taxas do cheque especial do que da média de crédito pessoal.
“O crédito cresceu em todas as categorias, mas na classe D esse crescimento chama mais atenção porque houve uma parcela grande da população que começou a conseguir comprovar renda e endereço, o que a insere na formalidade”, afirma Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Segundo ele, justamente em razão da ampliação desse volume de movimentação de crédito os grandes bancos também começam a atender a esse público. “Passaram a oferecer um produto como o crédito consignado (financiamento com desconto direto em folha de pagamento e juros baixos), porque o volume valia a pena”, diz. De modo geral, contudo, Oliveira destaca que o crédito no Brasil ainda tem muito a crescer. Não só nas camadas populares. “É muito pouco o crédito representar apenas 48% do PIB brasileiro”.
31 de ago. de 2011
SOROCRED PLANEJA BANCO PARA ATENDER DEMANDA DA CLASSE C
jornal DCI 30/08/2011 – Marcelle Gutierrez e Renato Carvalho
Criada em 1990, a financeira Sorocred amplia sua forma de atuação nos últimos anos para além da emissão de cartões. Em 2010, ocorreu o início das operações de produtos financeiros e em 2011 houve a parceria com a seguradora Zurich. O próximo passo a médio prazo, segundo executivos da companhia, é a transformação em banco, com foco nas classes C, D e E. Se concretizado o projeto, a Sorocred entra em um setor que obteve a maior soma de lucros entre as empresas de capital aberto no primeiro semestre de 2011, de R$ 24,9 bilhões, de acordo com levantamento da Economatica.
Para Wilson Justo, diretor de Marketing da Sorocred, há na companhia uma adaptação ao crescimento. "A Sorocred tem 21 anos e há três acontece uma reestruturação com a chegada de novos executivos do mercado e nascimento de novos departamentos". O diretor-presidente da Sorocred Vale, Giovanni Santini, concorda com o momento de expansão. "Este é um dos melhores momentos da Sorocred."
Ao ser questionado sobre o avanço com a constituição de um banco, o diretor Wilson Justo diz que a companhia define estratégias detalhadas. "Sem dúvida o projeto do banco existe a médio prazo. Sempre lembramos, porque a empresa avança."
Com 4,2 milhões de clientes em sua carteira, o segmento de cartões permanece como "carro-chefe" dos negócios da Sorocred. Somente em 2011, o número de novos plásticos foi de 700 mil, o que representa uma expansão de cerca de 15% sobre o último ano, quando chegou a 3,5 milhões.
A expansão também está no número de estabelecimentos comerciais cadastrados, atualmente em 150 mil, por conta das parcerias fechadas com a Redecard e Cielo, líderes do setor de adquirentes, com 1,14 milhão e 1,115 milhão de estabelecimentos ativos, respectivamente, em junho deste ano. "Ao final do processo projetamos aumento de 30% no volume de transações com o cartão", afirma Justo, que complementa que há investimentos financeiros para o início das operações com a Redecard, no final de 2011, e da Cielo, em 2012. O tíquete médio dos cartões é de R$ 350.
O público-alvo da bandeira Sorocred, linhas de financiamento e seguros são as classes C, D e E, e as micro e pequenas empresas. Segundo o diretor de Marketing, o perfil é desenvolvido dentro da empresa desde a fundação. "Enquanto outras instituições descobrem a baixa renda, nós rentabilizamos este setor há muito tempo. Acompanhamos o crescimento das famílias que entram na cultura do consumo", diz Justo, que acrescenta: "O que a gente vê é a 'ponta do iceberg', pois as pessoas ainda dão os primeiros passos para o consumo..
No que se refere à manutenção dos índices de inadimplência sob controle, a financeira utiliza a educação financeira e atendimento personalizado, com concessões por meio da ferramenta tecnológica Credweb, disponível na rede de distribuição. "O cliente vê que a empresa atende rápido. Dias depois da primeira compra recebe o cartão. Quando realiza o primeiro pagamento daquele crediário, por exemplo, recebe o crédito." O diretor não informou os índices de inadimplência até o fechamento desta edição.
Justo cita o exemplo de um cliente que não utilizava o plástico havia alguns meses, e quando retornou teve aumento do limite, pois a mãe usava e realizava o pagamento em dia. "Se fica no rotativo [pagamento mínimo], o score diminui. Se é um bom pagador, o cartão recompensa". O diretor Giovanni Santini ainda acrescenta que a estratégia para manter os índices de falta de pagamento sob controle está na atuação de acordo com características regionais.
Outro produto ofertado na rede de atendimento para atingir as classes com menor poder aquisitivo é o seguro desemprego em parceria com a Zurich Seguros. Direcionado para os clientes do crédito pessoal, a apólice possui também título de capitalização com prêmio mensal de R$ 10 mil.
A Sorocred possui ainda financiamento de veículos, capital de giro, crédito consignado e investimentos. Para jovens empreendedores de baixa renda há o cartão Banco Pérola, com empréstimos de até R$ 5 mil. No setor de micro e pequenas empresas, o diretor de marketing cita como diferencial o atendimento. "Temos relacionamento com maior proximidade, inclusive com call center próprio. Nós conseguimos tratar o pequeno empresário como grande e quando ele cresce continua com a Sorocred."
O foco em clientes das classes C, D e E faz parte da história da financeira. Fundada em Sorocaba (SP), a companhia surgiu da iniciativa de dois antigos "boias-frias" que atuavam em uma financeira local. Depois da falência da empresa com o Plano Collor, iniciaram o investimento em 500 clientes pertencentes à carteira de cobrança ao oferecer crédito. Em seguida, o carnê evoluiu para cartão de identificação sem tarja magnética, que funcionava como cadastro pré-aprovado para agilizar crediário.
Criada em 1990, a financeira Sorocred amplia sua forma de atuação nos últimos anos para além da emissão de cartões. Em 2010, ocorreu o início das operações de produtos financeiros e em 2011 houve a parceria com a seguradora Zurich. O próximo passo a médio prazo, segundo executivos da companhia, é a transformação em banco, com foco nas classes C, D e E. Se concretizado o projeto, a Sorocred entra em um setor que obteve a maior soma de lucros entre as empresas de capital aberto no primeiro semestre de 2011, de R$ 24,9 bilhões, de acordo com levantamento da Economatica.
Para Wilson Justo, diretor de Marketing da Sorocred, há na companhia uma adaptação ao crescimento. "A Sorocred tem 21 anos e há três acontece uma reestruturação com a chegada de novos executivos do mercado e nascimento de novos departamentos". O diretor-presidente da Sorocred Vale, Giovanni Santini, concorda com o momento de expansão. "Este é um dos melhores momentos da Sorocred."
Ao ser questionado sobre o avanço com a constituição de um banco, o diretor Wilson Justo diz que a companhia define estratégias detalhadas. "Sem dúvida o projeto do banco existe a médio prazo. Sempre lembramos, porque a empresa avança."
Com 4,2 milhões de clientes em sua carteira, o segmento de cartões permanece como "carro-chefe" dos negócios da Sorocred. Somente em 2011, o número de novos plásticos foi de 700 mil, o que representa uma expansão de cerca de 15% sobre o último ano, quando chegou a 3,5 milhões.
A expansão também está no número de estabelecimentos comerciais cadastrados, atualmente em 150 mil, por conta das parcerias fechadas com a Redecard e Cielo, líderes do setor de adquirentes, com 1,14 milhão e 1,115 milhão de estabelecimentos ativos, respectivamente, em junho deste ano. "Ao final do processo projetamos aumento de 30% no volume de transações com o cartão", afirma Justo, que complementa que há investimentos financeiros para o início das operações com a Redecard, no final de 2011, e da Cielo, em 2012. O tíquete médio dos cartões é de R$ 350.
O público-alvo da bandeira Sorocred, linhas de financiamento e seguros são as classes C, D e E, e as micro e pequenas empresas. Segundo o diretor de Marketing, o perfil é desenvolvido dentro da empresa desde a fundação. "Enquanto outras instituições descobrem a baixa renda, nós rentabilizamos este setor há muito tempo. Acompanhamos o crescimento das famílias que entram na cultura do consumo", diz Justo, que acrescenta: "O que a gente vê é a 'ponta do iceberg', pois as pessoas ainda dão os primeiros passos para o consumo..
No que se refere à manutenção dos índices de inadimplência sob controle, a financeira utiliza a educação financeira e atendimento personalizado, com concessões por meio da ferramenta tecnológica Credweb, disponível na rede de distribuição. "O cliente vê que a empresa atende rápido. Dias depois da primeira compra recebe o cartão. Quando realiza o primeiro pagamento daquele crediário, por exemplo, recebe o crédito." O diretor não informou os índices de inadimplência até o fechamento desta edição.
Justo cita o exemplo de um cliente que não utilizava o plástico havia alguns meses, e quando retornou teve aumento do limite, pois a mãe usava e realizava o pagamento em dia. "Se fica no rotativo [pagamento mínimo], o score diminui. Se é um bom pagador, o cartão recompensa". O diretor Giovanni Santini ainda acrescenta que a estratégia para manter os índices de falta de pagamento sob controle está na atuação de acordo com características regionais.
Outro produto ofertado na rede de atendimento para atingir as classes com menor poder aquisitivo é o seguro desemprego em parceria com a Zurich Seguros. Direcionado para os clientes do crédito pessoal, a apólice possui também título de capitalização com prêmio mensal de R$ 10 mil.
A Sorocred possui ainda financiamento de veículos, capital de giro, crédito consignado e investimentos. Para jovens empreendedores de baixa renda há o cartão Banco Pérola, com empréstimos de até R$ 5 mil. No setor de micro e pequenas empresas, o diretor de marketing cita como diferencial o atendimento. "Temos relacionamento com maior proximidade, inclusive com call center próprio. Nós conseguimos tratar o pequeno empresário como grande e quando ele cresce continua com a Sorocred."
O foco em clientes das classes C, D e E faz parte da história da financeira. Fundada em Sorocaba (SP), a companhia surgiu da iniciativa de dois antigos "boias-frias" que atuavam em uma financeira local. Depois da falência da empresa com o Plano Collor, iniciaram o investimento em 500 clientes pertencentes à carteira de cobrança ao oferecer crédito. Em seguida, o carnê evoluiu para cartão de identificação sem tarja magnética, que funcionava como cadastro pré-aprovado para agilizar crediário.
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19 de jul. de 2011
SOROCRED ANUNCIA PARCERIA COM SEGURADORA ZURICH
portal Economia & Negócios 18/07/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)
A Sorocred, bandeira regional de cartões, anunciou hoje que fechou parceria com a seguradora Zurich. O acordo inclui a venda de seguros que protegem contra inadimplência em financiamentos no caso de desemprego.
A bandeira, que nasceu em Sorocaba (SP), chegou agora a marca de 4 milhões de plásticos emitidos. Com isso, está entre as maiores do País, atrás apenas das internacionais Visa e MasterCard e da Hipercard, do Itaú.
O diretor de crédito da Sorocred, Túlio Saraval, diz que a Elo (bandeira de cartões criada pelo Bradesco e Banco do Brasil para operar na baixa renda), até agora não teve influência nas vendas da Sorocred. A razão é que há um enorme número de pessoas sem acesso a bancos e a Sorocred vem crescendo neste público. "Há enorme potencial de crescimento."
A bandeira tem 150 mil estabelecimentos credenciados. Mas terá aceitação em todo País em alguns meses. A Sorocred fechou acordo com a Cielo e a Redecard, as duas maiores credenciadoras de lojistas do Brasil, para usar a rede das duas empresas, espalhadas em todo território nacional. Só a Cielo tem 1,8 milhão de estabelecimentos cadastrados.
Em abril do ano passado, a Sorocred começou a operar sua financeira, oferecendo produtos como crédito pessoal e financiamento de veículos. Este ano, a empresa criou uma área de seguros.
A Sorocred, bandeira regional de cartões, anunciou hoje que fechou parceria com a seguradora Zurich. O acordo inclui a venda de seguros que protegem contra inadimplência em financiamentos no caso de desemprego.
A bandeira, que nasceu em Sorocaba (SP), chegou agora a marca de 4 milhões de plásticos emitidos. Com isso, está entre as maiores do País, atrás apenas das internacionais Visa e MasterCard e da Hipercard, do Itaú.
O diretor de crédito da Sorocred, Túlio Saraval, diz que a Elo (bandeira de cartões criada pelo Bradesco e Banco do Brasil para operar na baixa renda), até agora não teve influência nas vendas da Sorocred. A razão é que há um enorme número de pessoas sem acesso a bancos e a Sorocred vem crescendo neste público. "Há enorme potencial de crescimento."
A bandeira tem 150 mil estabelecimentos credenciados. Mas terá aceitação em todo País em alguns meses. A Sorocred fechou acordo com a Cielo e a Redecard, as duas maiores credenciadoras de lojistas do Brasil, para usar a rede das duas empresas, espalhadas em todo território nacional. Só a Cielo tem 1,8 milhão de estabelecimentos cadastrados.
Em abril do ano passado, a Sorocred começou a operar sua financeira, oferecendo produtos como crédito pessoal e financiamento de veículos. Este ano, a empresa criou uma área de seguros.
21 de dez. de 2010
REGIONAIS BUSCAM AMPLIAR ALCANCE DAS BANDEIRAS
jornal Valor Econômico 21/12/2010 – Ana Cecilia Americano
Foi dada a largada para que as adquirentes Redecard, Cielo e Santander/Getnet disputem palmo a palmo as novas oportunidades que surgiram a partir de 1º. de julho, quando caiu a exclusividade prevista nos contratos entre Visa e Cielo, e Mastercard com Redecard. Assim, bandeiras independentes, de origem regional, a exemplo da Hipercard, com força no Nordeste, a Sorocred, com boa penetração no interior de São Paulo, ou a Tricard, usada entre comerciantes que compram no grupo atacadista Martins, têm sido alvo da procura das adquirentes, em busca de maior capilaridade.
Outro cartão que está sendo disputado é o Banescard, do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O banco publicou um edital em novembro e deu às adquirentes prazo até o fim de dezembro para manifestarem o seu interesse. A disputa de mercado dá-se também no chão da loja. A partir deste semestre, o lojista pode escolher concentrar suas transações na adquirente que ofereça o maior número de bandeiras, economizando no aluguel das máquinas. E quem oferecer a melhor cesta de bandeiras leva vantagem.
É nesse contexto que as redes independentes de cartões, com boa presença regional, ganham novo status. Elas somam mais de 90 empresas, boa parte delas dedicadas a cartões de redes de lojas ou de benefícios, com grande adesão dos consumidores das classes C e D. Segundo Boanerges Ramos Freire, fundador da Boanerges & Cia Consultoria em Varejo Financeiro, elas representam até 7% do mercado, ou 38,9 milhões de cartões.
"Com a queda da exclusividade, essas redes ganham a oportunidade de ampliar a aceitação de seus cartões nas redes Cielo e Redecard, de alcance nacional", comenta. Ambas oferecem mais de um milhão de estabelecimentos prontos para captar suas transações em todo o País. A Redecard já fechou contrato com mais de 20 bandeiras, segundo o consultor. "Já a Cielo tem sido mais seletiva, buscando acordos com bandeiras de grandes volumes e negociações especiais", acrescenta. Renata Greco, diretora de desenvolvimento da Cielo, estima que o mercado de redes regionais movimente R$ 25,6 bilhões anuais. Ela diz que, atualmente, a empresa prospecta negócios com mais de 40 redes regionais. Em média, cada uma movimenta R$ 500 milhões por ano.
Há vinte anos, a Sorocred, um cartão criado no interior de São Paulo, era usado pelas classes C e D para fazer compras nos supermercados próximos. Hoje ostenta uma base de 4 milhões de cartões, 150 mil estabelecimentos afiliados, uma carteira de produtos financeiros ofertados pelo seu banco irmão Sorocred Financeira.
Não menos impressionantes são os números da Tricard, cartão usado pelos comerciantes que se abastecem no atacado do Grupo Martins, por meio de seus private labels. São mais de 9 mil estabelecimentos para 3 milhões de usuários. O faturamento anual superior a R$ 1,5 bilhão registrou este ano um crescimento de 15%. Ali também a presença de um banco - o Tribanco - permitirá ao cartão oferecer outras operações de crédito para supermercados e lojas de material de construção e pequenas mercearias.
Foi dada a largada para que as adquirentes Redecard, Cielo e Santander/Getnet disputem palmo a palmo as novas oportunidades que surgiram a partir de 1º. de julho, quando caiu a exclusividade prevista nos contratos entre Visa e Cielo, e Mastercard com Redecard. Assim, bandeiras independentes, de origem regional, a exemplo da Hipercard, com força no Nordeste, a Sorocred, com boa penetração no interior de São Paulo, ou a Tricard, usada entre comerciantes que compram no grupo atacadista Martins, têm sido alvo da procura das adquirentes, em busca de maior capilaridade.
Outro cartão que está sendo disputado é o Banescard, do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O banco publicou um edital em novembro e deu às adquirentes prazo até o fim de dezembro para manifestarem o seu interesse. A disputa de mercado dá-se também no chão da loja. A partir deste semestre, o lojista pode escolher concentrar suas transações na adquirente que ofereça o maior número de bandeiras, economizando no aluguel das máquinas. E quem oferecer a melhor cesta de bandeiras leva vantagem.
É nesse contexto que as redes independentes de cartões, com boa presença regional, ganham novo status. Elas somam mais de 90 empresas, boa parte delas dedicadas a cartões de redes de lojas ou de benefícios, com grande adesão dos consumidores das classes C e D. Segundo Boanerges Ramos Freire, fundador da Boanerges & Cia Consultoria em Varejo Financeiro, elas representam até 7% do mercado, ou 38,9 milhões de cartões.
"Com a queda da exclusividade, essas redes ganham a oportunidade de ampliar a aceitação de seus cartões nas redes Cielo e Redecard, de alcance nacional", comenta. Ambas oferecem mais de um milhão de estabelecimentos prontos para captar suas transações em todo o País. A Redecard já fechou contrato com mais de 20 bandeiras, segundo o consultor. "Já a Cielo tem sido mais seletiva, buscando acordos com bandeiras de grandes volumes e negociações especiais", acrescenta. Renata Greco, diretora de desenvolvimento da Cielo, estima que o mercado de redes regionais movimente R$ 25,6 bilhões anuais. Ela diz que, atualmente, a empresa prospecta negócios com mais de 40 redes regionais. Em média, cada uma movimenta R$ 500 milhões por ano.
Há vinte anos, a Sorocred, um cartão criado no interior de São Paulo, era usado pelas classes C e D para fazer compras nos supermercados próximos. Hoje ostenta uma base de 4 milhões de cartões, 150 mil estabelecimentos afiliados, uma carteira de produtos financeiros ofertados pelo seu banco irmão Sorocred Financeira.
Não menos impressionantes são os números da Tricard, cartão usado pelos comerciantes que se abastecem no atacado do Grupo Martins, por meio de seus private labels. São mais de 9 mil estabelecimentos para 3 milhões de usuários. O faturamento anual superior a R$ 1,5 bilhão registrou este ano um crescimento de 15%. Ali também a presença de um banco - o Tribanco - permitirá ao cartão oferecer outras operações de crédito para supermercados e lojas de material de construção e pequenas mercearias.
30 de ago. de 2010
SOROCRED ATINGE A MARCA DE QUATRO MILHÕES DE CARTÕES
Portal da Propaganda 27/08/2010
A Sorocred – maior administradora de cartões de crédito com capital 100% nacional – anunciou, em agosto desse ano, ter atingido a marca de quatro milhões de cartões.
Segundo o presidente da empresa, Nilton Ferreira da Silva, esse número é reflexo das oportunidades de negócios que estão sendo geradas com a abertura do mercado de cartões e das boas perspectivas da economia. “Outro fator que também merece destaque é que a Sorocred está operando desde julho desse ano como financeira, ampliando nosso leque de produtos e serviços”, ressalta.
A bandeira está ampliando sua rede em 2010, por meio de parcerias com a Redecard e Cielo, passando de 150 mil para mais de 2 milhões de estabelecimentos credenciados.
O crescimento também se deve às ações da empresa com lojistas e usuários dos cartões Sorocred. “O fato de todo nosso Contact Center pertencer ao grupo, traz uma proximidade maior com nossos objetivos e, com isso, conseguimos entregar um atendimento mais ágil e desburocratizado aos lojistas e especialmente aos clientes”, explica o diretor de marketing da Sorocred, Wilson Justo.
Fundada em 1990, a bandeira cresceu 93% entre 2005 e 2009. Sua meta é crescer cerca de 30% nesse segundo semestre. “Mantendo-se o atual cenário, nos próximos cinco anos também devemos crescer acima de 20% ao ano”, projeta Ferreira da Silva.
Sorocred também na Fórmula 1
Outra ação de marketing do Grupo Sorocred está sendo o patrocínio à equipe de Fórmula 1 Virgin Racing, que tem na equipe o piloto brasileiro Lucas Di Grassi e o alemão Timo Glock.
“Vários fatores levaram a Sorocred a patrocinar o Lucas e a Virgin na Fórmula 1, um esporte de vanguarda tecnológica, de alcance mundial e que desperta a paixão do brasileiro com intensidade que só perde para o futebol. Além disso, é uma excelente oportunidade de alinhar a nossa marca com esse esporte ”, explica Ferreira da Silva.
Mais informações no site www.sorocred.com.br.
A Sorocred – maior administradora de cartões de crédito com capital 100% nacional – anunciou, em agosto desse ano, ter atingido a marca de quatro milhões de cartões.
Segundo o presidente da empresa, Nilton Ferreira da Silva, esse número é reflexo das oportunidades de negócios que estão sendo geradas com a abertura do mercado de cartões e das boas perspectivas da economia. “Outro fator que também merece destaque é que a Sorocred está operando desde julho desse ano como financeira, ampliando nosso leque de produtos e serviços”, ressalta.
A bandeira está ampliando sua rede em 2010, por meio de parcerias com a Redecard e Cielo, passando de 150 mil para mais de 2 milhões de estabelecimentos credenciados.
O crescimento também se deve às ações da empresa com lojistas e usuários dos cartões Sorocred. “O fato de todo nosso Contact Center pertencer ao grupo, traz uma proximidade maior com nossos objetivos e, com isso, conseguimos entregar um atendimento mais ágil e desburocratizado aos lojistas e especialmente aos clientes”, explica o diretor de marketing da Sorocred, Wilson Justo.
Fundada em 1990, a bandeira cresceu 93% entre 2005 e 2009. Sua meta é crescer cerca de 30% nesse segundo semestre. “Mantendo-se o atual cenário, nos próximos cinco anos também devemos crescer acima de 20% ao ano”, projeta Ferreira da Silva.
Sorocred também na Fórmula 1
Outra ação de marketing do Grupo Sorocred está sendo o patrocínio à equipe de Fórmula 1 Virgin Racing, que tem na equipe o piloto brasileiro Lucas Di Grassi e o alemão Timo Glock.
“Vários fatores levaram a Sorocred a patrocinar o Lucas e a Virgin na Fórmula 1, um esporte de vanguarda tecnológica, de alcance mundial e que desperta a paixão do brasileiro com intensidade que só perde para o futebol. Além disso, é uma excelente oportunidade de alinhar a nossa marca com esse esporte ”, explica Ferreira da Silva.
Mais informações no site www.sorocred.com.br.
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