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14 de jan. de 2012

GRUPO MARTINS CRIA O BANCO DOS "MERCADINHOS"


jornal Valor Econômico 28/12/2011 - Vanessa Adachi

Daniel Wainstein/Valor

Juscelino Martins, idealizador e sócio, e João Rabello Filho, presidente, buscam duplicar Tribanco em quatro anos

Xop Popular, Pitstop Dourado, Pra Você, Pois Pois Supermercados, Mercadinho Tem Tudo e Supermercado Evangélico são apenas alguns dentre 8.500 pequenos mercadinhos, padarias e farmácias espalhados pelo país que têm um cartão de crédito para chamar de seu. Nesses micro e pequenos empreendimentos, o dinheiro de plástico é o substituto modernizado da amarelada caderneta do fiado. Além da marca do estabelecimento comercial em questão, os cartões levam o nome Tricard e quem está por trás deles, dando crédito aos empresários - e, por tabela, a 800 mil consumidores-, é o Tribanco, o banco do Grupo Martins, a maior rede atacadista do país, com faturamento líquido de quase R$ 3 bilhões, segundo o "Valor 1000".

O fato de pertencer ao grupo Martins confere ao Tribanco um perfil diferente. "É um modelo de negócios único no Brasil. A capilaridade que tem para chegar a regiões pouco desenvolvidas do país é o principal motivo para gostarmos do Tribanco", diz Paulo de Bolle, executivo da IFC, braço de investimentos no setor privado do Banco Mundial, que em dezembro de 2010 fez um aumento de capital de US$ 20 milhões no Tribanco para ficar com 10% de seu capital. De Bolle se arrisca a dizer que não tem conhecimento de outro banco no mundo que funcione da mesma forma. "Para um banco de desenvolvimento como o nosso, é música para os ouvidos, porque o resultado do trabalho vai um passo além do próprio banco no qual investimos, chega a empresas pequenas que não são atendidas regularmente. Vemos o resultado na veia", completa.

Para qualquer outro banco, o custo de chegar a tantos lugares remotos seria proibitivo. O que torna a capilaridade viável é o que o grupo chama de Sistema Integrado Martins, o SIM, que, como diz o nome, procura integrar os negócios do grupo em torno da cadeia de clientes do atacado.

O atacadista Martins está em 100% dos municípios brasileiros, e o Tribanco se beneficia disso, porque trabalha em cima da base de clientes do grupo. Os 4,5 mil representantes comerciais da rede atacadista ajudam a identificar as necessidades financeiras dos potenciais clientes do banco. Todos os meses o banco recebe a lista de quem comprou produtos do Martins. O atacadista já tem o cadastro e, na maioria das vezes, conhece o histórico daquele cliente, se é bom ou mau pagador. "Nós, então, completamos o trabalho com a análise de crédito mais detalhada do cliente e procurar fidelizá-lo", diz João Ayres Rabello Filho, presidente do Tribanco. O cartão Tricard é essencial nessa etapa, porque cria um relacionamento de longo prazo com o pequeno varejo.

"Minha primeira reação quando vi o tíquete médio das operações e as taxas cobradas foi perguntar: mas o banco ganha dinheiro?", recorda-se Rabello, que há pouco mais de dois anos foi contratado para presidir o Tribanco e, desde então, divide-se entre São Paulo e Uberlândia. Um dos vértices do Triângulo Mineiro (daí o nome Tribanco), a cidade tornou-se a capital brasileira do atacado. Além do número um do ranking, o município também é sede do número dois, três e seis - respectivamente, Arcom, Peixoto e União.

A resposta que Rabello encontrou à sua dúvida foi afirmativa, mas as margens realmente são apertadas e, para a continuidade e sucesso do modelo, é essencial que o pequeno varejo continue a existir no país. "Quando um comércio cresce demais, ele sai do nosso radar". Com uma estratégia agressiva dos grandes bancos em busca de pequenas e médias empresas, o Tribanco reconhece que andou perdendo clientes no topo de sua pirâmide. E a questão da fidelização tornou-se ainda mais vital.

O comércio que é cliente típico do banco fatura entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão por ano - mais da metade do resultado do Tribanco vem dessa clientela. Mas 70% da sua base de clientes fatura ao redor de R$ 200 mil por ano. São empresas que costumam ser atendidas nas agências dos grandes bancos de varejo e às quais o Tribanco tenta oferecer um atendimento mais personalizado.

Dentro da família Martins, quem cuida do banco e preside seu conselho é Juscelino, um dos filhos de Alair Martins, o fundador. Foi dele a ideia de criar o banco, na virada dos anos 80. O mesmo diário oficial de março de 1990 que dava a autorização de funcionamento do banco, lembra Juscelino, trouxe o confisco da poupança do governo Collor. "Tivemos esse presente logo na largada, 80% do capital do banco ficou preso", recorda. "Mas acabou servindo de estímulo."

O cliente típico do banco é o comércio que tem faturamento anual entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão

Juscelino considera que, mais de 20 anos depois, o banco é muito redondo, mas ainda pequeno. "Com o IFC, ficamos supercapitalizados. Agora precisamos entregar a razão de ser disso", diz Juscelino Martins.

A entrada de João Rabello no banco tem a ver com o desejo da família de ver o banco ganhar mais corpo, mas, antes, passando por um processo de institucionalização de procedimentos e práticas. Rabello é um executivo experiente. Ajudou a montar o banco Excel, nos anos 90, presidiu o banco Fibra, da família Steinbruch, foi presidente da ABBC, a associação que reúne os bancos pequenos e médios, e estava à frente da montagem do banco Concórdia, da Sadia, quando a empresa foi à lona no episódio dos derivativos em 2008. Depois de rápida passagem à frente da BBDTVM, a maior gestora de recursos do país, chegou ao Tribanco.

"Queremos duplicar de tamanho em quatro anos", diz Juscelino. "Mas o mandato que demos ao João (Rabello) é que não queremos crescer a qualquer preço, assumindo risco maior que o atual. Isso é uma premissa", completa.

O banco tem hoje 40 mil clientes - boa parte só faz pagamento de contas -, enquanto pelo Grupo Martins circula um número muito superior a esse: são 200 mil pequenos varejos por ano que fazem compras da rede atacadista. O desafio, portanto, é trazer uma fatia maior para dentro do banco.

Uma das novidades para atrair e fidelizar clientes é que o banco voltou em 2010 a repassar linhas do BNDES para investimentos em expansão e modernização. Em 2011 foram mais de 40 operações. "Chegamos a 5% da nossa carteira de crédito e queremos ir a 10%. Mas não poder ser muito mais porque é uma operação que não dá dinheiro", diz Rabello.

Na Tricard, também existe um potencial que precisa ser melhor explorado. Hoje, há 3 milhões de cartões emitidos aptos a operar, mas apenas 700 a 800 mil clientes de fato compram regularmente. "Tem mais de 2 milhões de clientes que não usam o Tricard, muitos porque têm outro cartão com bandeira", diz Rabello. Por essa razão, o Tribanco testou em três estabelecimentos a emissão do Tricard com a bandeira Mastercard e agora no fim de 2011 já começou a emitir os plásticos regularmente. Assim, os clientes poderão comprar no mercadinho que lhe deu o cartão, mas também em qualquer outro lugar. Um dos estabelecimentos que participou do piloto é o Super Português, da pequena Santa Isabel, a 50 quilômetros de São Paulo.

Desde que assumiu o posto, Rabello tem procurado criar a estrutura para possibilitar o crescimento desejado pela família Martins. De um ano para cá, por exemplo, o banco instalou comitê de auditoria e compliance, com autonomia para entrar em qualquer área do banco. "A ideia é evitar descoberta de surpresas", diz Rabello e, assim, crescer com segurança. Acima de R$ 1 bilhão de patrimônio, os bancos são obrigados a ter comitê de auditoria. Ainda não é o caso do Tribanco. "Vamos chegar lá", diz Rabello. "Mas a gente nunca misturou os negócios da família com os do banco, sempre fomos bem certinhos", diz Juscelino Martins.

Mesmo sem ser obrigada por algum requisito legal, e ainda antes da chegada de Rabello, a família já incluía membros independentes no conselho do banco. Fazem parte dele há alguns anos o advogado José Luiz Osório, ex- presidente da CVM, José Guimarães Monforte, executivo do mercado financeiro com passagem por bancos como Merrill Lynch e Citi, e Francisco Mesquita Neto, do Grupo Estado. Desde novembro, ingressou também Pedro Meloni.

Em alguns casos, as mudanças implementadas pela nova gestão parecem tão óbvias que é difícil imaginar como era possível que não existissem antes. A área de tecnologia da informação (TI) teve que ser refeita. "Antes, o sistema só permitia que o cliente fosse visto por produto e não de forma integrada." Agora, o banco enxerga o clientes como um todo, com todas as operações que possui, dando ganho de produtividade.

Rabello criou uma segmentação de clientes por faturamento - e em breve também por região -, que antes não existia no banco. Para isso, na sede foi criado um "call center" com 30 posições de atendimento que absorveu a clientela com até R$ 250 mil de faturamento. "O cliente menor antes ficava desassistido. Assim, liberamos os 200 gerentes na ponta para trabalhar melhor alguns clientes e trazer novos", diz Rabello.

Segundo o executivo, o crescimento do banco nos próximos anos virá dos segmentos de menor faturamento, da oferta de serviços financeiros e de meios de pagamento móveis.

"Há uma clientela salutar que opera com o Martins e que preciso conquistar e não falo da avenida Paulista, mas de regiões que crescem como a China, no Norte, Nordeste e Centro-Oeste."

O comando da rede atacadista mudou quase que ao mesmo tempo que o do banco, há dois anos, com a entrada de Walter Faria Júnior na presidência. "Orientados pelos acionistas, estamos trabalhando mais juntos, para planejar melhor a integração dos negócios", conta Rabello. O treinamento comercial já passou a ser feito com as equipes do banco e do atacado juntas. Assim, um ajuda a trazer clientes para o outro.

Embora Rabello conte que a base de clientes cresceu 10% no ano, o lucro do primeiro semestre caiu por conta dos investimentos feitos e a expansão do crédito desapontou, com o ambiente pouco propício de 2011. Ficou em apenas 6,8% de janeiro a junho. "Ainda esperamos fechar o segundo semestre com crescimento de 10%. Mas a briga é para não cair 10% no começo do ano", diz João Rabello.

PARCERIA IMPULSIONA SUPER PORTUGUÊS

jornal Valor Econômico 29/12/2011 - Felipe Marques

"Doutô Ricardo, uma palavrinha, por favor? É que eu acabei de comprar quinhentas gramas de queijo, mas aí eu esqueci de pedir pra cortar mais um pouquinho... Sabe o que é, apareceu um camundongozinho lá em casa e eu tava querendo só uma pontinha de queijo pra pegar o filho da mãe. Aí o cara que corta frios pediu pra eu vir aqui perguntar pro senhor se podia."

É nesse tom de intimidade que os habitantes da pacata Santa Isabel, município a 50 km de São Paulo, conversam com Ricardo Ribeiro, o dono do Supermercado Super Português - assim mesmo, com dois "Supers". O excesso de adjetivos não é de todo um exagero. Apesar da atmosfera de cidade pequena, o Super Português tem tamanho para rivalizar com supermercados de grandes centros urbanos, fluxo incessante de isabelenses e planos de ficar ainda maior.

O porte foi conquistado, conta Ribeiro, com a parceria financeira do Tribanco. A instituição mineira oferece linhas de capital garantido e adiantamento de cheques para o mercado - com taxas que vão de 1,2% a 3% ao mês. "Eles já liberam também uma linha de crédito para comprarmos equipamentos para o novo mercado. No começo de 2012 vamos abrir uma loja nova", diz Ribeiro, que é sócio do irmão, José Carlos Ribeiro, no mercado.

No coração desta parceria está o Tricard, um cartão de loja que o banco emite para os comércios parceiros. "O Tricard vem sendo um importante elemento para alavancar nossas vendas", conta Ricardo. Com o nome de "Supercompras" o cartão dá ao cliente do Português um limite inicial de R$ 300 de crédito, e o Tribanco oferece até pequenos seguros com a fatura.

De acordo com Ribeiro, o mercado distribui entre 300 e 500 cartões no mês e tem cerca de 10 mil clientes ativos - um quinto dos cerca de 50 mil habitantes da cidade. Para atrair a clientela, ele conta que o truque é investir nas promoções - com direito à famosa "roda da fortuna" para os premiados - e na rapidez na hora de emitir o cartão. "Se você sentar lá no quiosque, em 20 minutos já tem o cartão".

O sucesso do Tricard no Super Português fez com que o mercado fosse escolhido para participar do projeto piloto do Tribanco para emitir cartões com bandeira Mastercard. Ribeiro diz que o teste começou no fim de setembro e estima que tenham sido emitidos cerca de 400 cartões em trinta dias.

O Supermercado Super Português trabalha com o Grupo Martins, a rede atacadista ligada ao Tribanco, desde 1986. Em meados da década de 90, o comércio tornou-se também cliente do Tribanco. A estratégia para chegar no Português foi a mesma que o banco mantém até hoje. "O primeiro contato foi feito pelo revendedor comercial do Martins", lembra Ribeiro. "Eles começam oferecendo uma extensão no prazo de pagamento: você ganha 28 dias para pagar a mercadoria pelo Martins e mais 90 pelo Tribanco."

Ribeiro conta que o Super Português está há 30 anos no mesmo lugar - ele é o neto do português que fundou o mercado, Daniel Catanho. "Nós éramos do tamanho da farmácia que tem ali na frente", diz. A farmácia e um posto do Bradesco ficam dentro do mercado e foram inaugurados em 2009. O Super Português também é cliente do Bradesco, desde 1986.

21 de dez. de 2010

REGIONAIS BUSCAM AMPLIAR ALCANCE DAS BANDEIRAS

jornal Valor Econômico 21/12/2010 – Ana Cecilia Americano

Foi dada a largada para que as adquirentes Redecard, Cielo e Santander/Getnet disputem palmo a palmo as novas oportunidades que surgiram a partir de 1º. de julho, quando caiu a exclusividade prevista nos contratos entre Visa e Cielo, e Mastercard com Redecard. Assim, bandeiras independentes, de origem regional, a exemplo da Hipercard, com força no Nordeste, a Sorocred, com boa penetração no interior de São Paulo, ou a Tricard, usada entre comerciantes que compram no grupo atacadista Martins, têm sido alvo da procura das adquirentes, em busca de maior capilaridade.

Outro cartão que está sendo disputado é o Banescard, do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O banco publicou um edital em novembro e deu às adquirentes prazo até o fim de dezembro para manifestarem o seu interesse. A disputa de mercado dá-se também no chão da loja. A partir deste semestre, o lojista pode escolher concentrar suas transações na adquirente que ofereça o maior número de bandeiras, economizando no aluguel das máquinas. E quem oferecer a melhor cesta de bandeiras leva vantagem.

É nesse contexto que as redes independentes de cartões, com boa presença regional, ganham novo status. Elas somam mais de 90 empresas, boa parte delas dedicadas a cartões de redes de lojas ou de benefícios, com grande adesão dos consumidores das classes C e D. Segundo Boanerges Ramos Freire, fundador da Boanerges & Cia Consultoria em Varejo Financeiro, elas representam até 7% do mercado, ou 38,9 milhões de cartões.

"Com a queda da exclusividade, essas redes ganham a oportunidade de ampliar a aceitação de seus cartões nas redes Cielo e Redecard, de alcance nacional", comenta. Ambas oferecem mais de um milhão de estabelecimentos prontos para captar suas transações em todo o País. A Redecard já fechou contrato com mais de 20 bandeiras, segundo o consultor. "Já a Cielo tem sido mais seletiva, buscando acordos com bandeiras de grandes volumes e negociações especiais", acrescenta. Renata Greco, diretora de desenvolvimento da Cielo, estima que o mercado de redes regionais movimente R$ 25,6 bilhões anuais. Ela diz que, atualmente, a empresa prospecta negócios com mais de 40 redes regionais. Em média, cada uma movimenta R$ 500 milhões por ano.

Há vinte anos, a Sorocred, um cartão criado no interior de São Paulo, era usado pelas classes C e D para fazer compras nos supermercados próximos. Hoje ostenta uma base de 4 milhões de cartões, 150 mil estabelecimentos afiliados, uma carteira de produtos financeiros ofertados pelo seu banco irmão Sorocred Financeira.

Não menos impressionantes são os números da Tricard, cartão usado pelos comerciantes que se abastecem no atacado do Grupo Martins, por meio de seus private labels. São mais de 9 mil estabelecimentos para 3 milhões de usuários. O faturamento anual superior a R$ 1,5 bilhão registrou este ano um crescimento de 15%. Ali também a presença de um banco - o Tribanco - permitirá ao cartão oferecer outras operações de crédito para supermercados e lojas de material de construção e pequenas mercearias.

12 de ago. de 2010

CSU FECHA ACORDO COM TRIBANCO E O BANRISUL

portal Último Instante 12/08/2010

A CSU CardSystem, considerada a maior processadora independente de meios eletrônicos de pagamento da América Latina, anuncia novo contrato com o Tribanco, do Grupo Martins. A base atual da instituição financeira com mais de 2,5 milhões de cartões private label, o TriCard, será transferida e processada pela CSU. A empresa responderá também pela operação do cartão flex (bandeirado) que o banco irá lançar. A parceria foi firmada em um contrato com duração de três anos com renovação automática por mais dois anos.

De acordo com o diretor comercial da CSU, Wanderval Alencar, o novo contrato consolida a posição da empresa no mercado de meios eletrônicos de pagamento e valoriza o modelo full service, com soluções adequadas a cada projeto.

A Companhia anuncia também contrato de prestação de serviços para acquirer (termo usado na indústria de cartão de crédito que denomina as empresas responsáveis pela filiação, gerenciamento e relacionamento com os estabelecimentos comerciais) com o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), o primeiro banco a atuar no segmento desde o fim da exclusividade de mercado entre as bandeiras de cartões e as credenciadoras.

Com parceria inicial de quatro anos, a CSU será responsável pelo processamento da rede de captura de transações do Banricompras e do início da captura de transações da bandeira Mastercard. O Banricompras possui atualmente cerca de 100 mil estabelecimentos credenciados principalmente na região Sul do país e, em 2009, capturou mais de 60 milhões de transações. O volume financeiro movimentado totalizou quase R$ 4 bilhões.

O projeto da CSU inicia em novembro deste ano e o objetivo é que todos os pontos de venda cadastrados do Banricompras estejam atuando sob o novo sistema no início de 2011.

Décio Burd, diretor de Relações com Investidores da CSU, ressalta que o fechamento deste contrato é reflexo dos investimentos da companhia, que desde 2008 já se preparava para a abertura do mercado. A empresa aplicou mais de R$ 30 milhões na preparação de seu software para acquirer.

“Hoje somos uma processadora de emissores e de acquirers. Já éramos capazes de prover todos os serviços necessários para um emissor e, a partir de agora, também para os acquirers”, complementa Burd. A CSU sempre atuou no modelo full BPO (Business Process Outsourcing), isto é, atendendo a todas as necessidades do ciclo operacional do negócio de administração e processamento de meios eletrônicos de pagamento.