Mostrando postagens com marcador City Lar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador City Lar. Mostrar todas as postagens

16 de jul. de 2011

MÁQUINA DE VENDAS TEM SINAL VERDE DA SEAE

jornal Valor Econômico 14/07/2011 - Luciana Seabra

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), órgão do Ministério da Fazenda, deu parecer favorável à aprovação, sem restrições, da fusão entre as redes varejistas Insinuante e Ricardo Eletro. Em março do ano passado, as duas empresas formaram a Máquina de Vendas. Em seguida, em junho, a rede City Lar foi integrada ao grupo. A recente concentração no setor varejista parece ter sido o principal fator para o sinal verde do órgão.

O documento da SEAE será encaminhado à Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que costuma seguir esse primeiro parecer. Em seguida, o caso será analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o parecer, a SEAE analisou os 35 mercados em que há sobreposição das redes Insinuante e Ricardo Eletro. A maior parte deles (23 municípios) fica no Estado da Bahia. Na sequência aparece o Rio de Janeiro, com oito cidades. Na primeira análise, a secretaria concluiu que em apenas seis dessas cidades, todas no Rio de Janeiro, a fusão não teria impactos anticompetitivos.

Em um estudo mais detalhado, relatado no documento, o órgão de defesa econômica mantém a suspeita de prejuízo à concorrência em nove cidades, todas baianas - Camaçari, Candeias, Cruz das Almas, Dias D'Ávila, Jacobina, Lauro de Freitas, Serrinha, Simões Filho e Vitória da Conquista.

A possibilidade de concentração excessiva é totalmente descartada quando a SEAE considera as fusões ocorridas recentemente entre varejistas. "Durante o último ano, duas associações importantes ocorreram no setor em análise, notadamente a associação entre a Casas Bahia, o Ponto Frio e a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), assim como a associação entre a Magazine Luiza, as Lojas Maia e o Baú da Felicidade ", diz o documento.

O parecer destaca que as fusões em questão, que criaram as duas maiores companhias de varejo de bens duráveis do Brasil, ocorreram depois de 2009, ano dos dados usados como referência para a análise de sobreposição das redes Insinuante e Ricardo Eletro.

Desde 2009, segundo o parecer, "a estrutura desse mercado se alterou significativamente, uma vez que muitos concorrentes passaram a fazer parte de grupos econômicos de maior porte, cujos poderes de compra foram aumentados significativamente".

Quanto às lojas virtuais da Insinuante e da Ricardo Eletro, a secretaria considerou que elas tiveram uma participação pequena na movimentação total do setor em internet, de R$ 7,1 bilhões em 2008, ano usado como base. "Este ato de concentração não ocasiona efeitos anticompetitivos no mercado de bens duráveis por lojas virtuais", concluiu a SEAE.

O documento não faz referência à City Lar, que agregou participação à Máquina de Vendas nas regiões Norte e Centro-Oeste.

O grupo manteve, até o momento, as três marcas iniciais e dividiu entre elas o mapa do país. A Insinuante ficou com o Nordeste e a Ricardo Eletro, hoje com o Sudeste, deve agregar o Sul, onde o grupo avalia ativos. A Ricardo Eletro também manteve algumas unidades na Bahia. Hoje o portfólio do grupo inclui 260 lojas Insinuante, 200 City Lar e 290 Ricardo Eletro, em um total de 750 pontos de venda.

29 de abr. de 2011

MÁQUINA DE VENDAS USA TÁTICA DE CRÉDITO DA CITY LAR

jornal Valor Econômico 29/04/2011 - Daniele Madureira

Uma experiência bem sucedida de concessão de crédito da varejista matogrossense City Lar será replicada nas lojas da Ricardo Eletro e da Insinuante. As três redes integram a Máquina de Vendas, segundo maior grupo varejista do país em móveis e eletroeletrônicos. A ideia é instalar uma "mesa de crédito" para reavaliar propostas de financiamento que foram recusadas em uma primeira análise, mas que podem ser concedidas desde que a loja reúna informações atestando a capacidade de pagamento do cliente ou o seu bom histórico com outros varejistas da cidade.

Se o cliente quiser um crédito para comprar uma geladeira em 12 vezes, por exemplo, a solicitação vai para um sistema de classificação de risco de crédito (credit score), que em dez segundos dá a resposta à loja. "Caso a proposta não tenha sido aprovada, o vendedor vai obter mais informações a respeito do cliente e, se o gerente da loja entender que o caso merece uma reanálise, ele a submete à central de crédito com esses dados adicionais", disse ao Valor Hilgo Gonçalves, presidente da Losango. Em fevereiro, a financeira do HSBC criou uma promotora de vendas com o grupo, para financiar os consumidores das três redes.

Para Gonçalves, a iniciativa é especialmente positiva nesse momento de "aperto" do crédito, em que o governo toma medidas para conter o consumo e a inflação, como o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para atingir as compras a prazo. "O banco de dados não tem algumas informações só descobertas no corpo a corpo, como quanto tempo o cliente mora na sua residência e há quanto tempo trabalha em determinada empresa", diz ele. A expectativa é que, com o novo mecanismo de avaliação, a concessão de crédito cresça 30% nas redes, mantendo o mesmo nível de inadimplência, em torno de 5%.

Entre as informações que vão pesar na reanálise, está o histórico de adimplência do consumidor. "Especialmente nas cidades do interior do país, as pessoas costumam carregar os carnês como documentos para comprovar que são bons pagadores", diz Gibson Paulo da Silva, diretor da Losango.

Quem vai desempenhar o papel de "mesa de crédito" será a promotora de vendas. Hoje, o modelo já funciona na City Lar, que conta com uma equipe de 50 pessoas, total que será ampliado com a nova empresa. Outros 100 funcionários da promotora de vendas ficarão em Salvador para atender as redes Insinuante e Ricardo Eletro.

Na opinião de Luiz Carlos Batista, presidente do conselho da Máquina de Vendas, não são os eletroeletrônicos que estão puxando o aumento dos preços. "Pelo contrário, o preço das TVs, por exemplo, só cai", afirma. Com 750 lojas e faturamento de R$ 5,7 bilhões em 2010, a empresa pretende atingir vendas de R$ 6,3 bilhões este ano e abrir 60 lojas das três bandeiras.

Batista e o sócio Ricardo Nunes, presidente da Máquina de Vendas, anunciaram ontem em São Paulo a marca de motos que será vendida com exclusividade pelas redes do grupo: Flash. Serão cinco modelos fabricados pela CR Zongshen, dona da Kasinski. A expectativa é vender 15 mil unidades e faturar R$ 9 milhões no primeiro ano.

A moto será um dos primeiros produtos financiados pela nova promotora de vendas, a partir do segundo semestre, ao lado de eletrodomésticos. "Os primeiros cartões da financeira devem sair dentro de quatro meses, valendo para as três redes", diz Nunes. Mas a Máquina de Vendas também estuda o financiamento de viagens, carros e até casas. Por meio do consórcio que a empresa pretende criar, também serão oferecidos carros e imóveis.