portal CardClipping
A Ericsson lançou um novo serviço móvel de transferência de dinheiro peer-to-peer para transações entre sete países europeus.
Os usuários de celulares no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Suécia estão sendo convidados a criar, via internet, uma carteira móvel que poderá ser usada para enviar e receber dinheiro através dos aparelhos.
A empresa criou uma divisão de ‘Money Service’ para lançar o serviço, que será progressivamente estendido para toda a Europa. As transferências serão realizadas através da rede Ericsson Money Interconnect que, segundo a empresa, acolhe diferentes operadoras de serviços móveis, sistemas, moedas e fronteiras.
De acordo com Semir Mahjoub, vice-presidente da Ericsson e presidente da Ericsson Money Services, basta ter o número do telefone do destinatário - independentemente do local onde ele está no mundo. O acesso aos serviços financeiros e ao dinheiro móvel se abre de uma nova maneira aos indivíduos em todo o mundo.
Em fevereiro deste ano, a Ericsson havia sinalizado sua intenção de "assumir um papel de liderança" em pagamentos móveis P2P. Durante dois anos, a empresa vinha trabalhando com operadoras sem fio e clientes de serviços financeiros para construir um modelo operacional capaz de atender todas as medidas regulamentares, requisitos legais e de segurança.
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9 de jun. de 2011
16 de mar. de 2011
ZIMBÁBUE: NETONE ESCOLHE GEMALTO COMO PARCEIRA EM TRANSFERÊNCIAS VIA CELULAR
redação Serfinco 16/03/2011
A Gemalto anunciou que a NetOne, operadora líder no Zimbabwe, está implantando a solução Gemalto LinqUs Mobile Money Transfer, que compreende servidor, aplicativo para o usuário e serviços de integração de sistemas.
O serviço está sendo comercializado como OneWallet e funciona em 100% dos aparelhos, o que permitirá que todos os assinantes NetOne possam realizar transferências de dinheiro, de forma segura e conveniente, usando um telefone celular. A iniciativa fornece, especialmente aos não-bancarizados, acesso a serviços bancários.
Os assinantes do LinqUs NetOne podem fazer transferências de dinheiro de pessoa para pessoa, pagar suas contas rotineiras e recarregar seus aparelhos telefônicos pré-pagos. A solução também permite que os clientes NetOne tenham seus salários depositados diretamente em seus telefones - um recurso inovador que fortalece muito os sem-banco, com uma forma segura e conveniente de carteira digital.
Esse novo acordo reforça a liderança da Gemalto em Serviços Financeiros Móveis já com mais de 50 clientes no mundo inteiro. O setor está crescendo rapidamente, com o número de usuários ativos de serviços de dinheiro móvel previsto para dobrar nos próximos dois anos, para uma cifra superior a 200 milhões em 2013. Quase 40% dos usuários ativos em 2015 estarão na África e no Médio Oriente.
A NetOne também pretende trabalhar junto ao Governo do Zimbábue e a programas de Fundo de Pensões para permitir que o OneWallet seja utilizado para pagamentos de pensões, eliminando a necessidade de longas viagens para recebimento dos valores.
A Gemalto anunciou que a NetOne, operadora líder no Zimbabwe, está implantando a solução Gemalto LinqUs Mobile Money Transfer, que compreende servidor, aplicativo para o usuário e serviços de integração de sistemas.
O serviço está sendo comercializado como OneWallet e funciona em 100% dos aparelhos, o que permitirá que todos os assinantes NetOne possam realizar transferências de dinheiro, de forma segura e conveniente, usando um telefone celular. A iniciativa fornece, especialmente aos não-bancarizados, acesso a serviços bancários.
Os assinantes do LinqUs NetOne podem fazer transferências de dinheiro de pessoa para pessoa, pagar suas contas rotineiras e recarregar seus aparelhos telefônicos pré-pagos. A solução também permite que os clientes NetOne tenham seus salários depositados diretamente em seus telefones - um recurso inovador que fortalece muito os sem-banco, com uma forma segura e conveniente de carteira digital.
Esse novo acordo reforça a liderança da Gemalto em Serviços Financeiros Móveis já com mais de 50 clientes no mundo inteiro. O setor está crescendo rapidamente, com o número de usuários ativos de serviços de dinheiro móvel previsto para dobrar nos próximos dois anos, para uma cifra superior a 200 milhões em 2013. Quase 40% dos usuários ativos em 2015 estarão na África e no Médio Oriente.
A NetOne também pretende trabalhar junto ao Governo do Zimbábue e a programas de Fundo de Pensões para permitir que o OneWallet seja utilizado para pagamentos de pensões, eliminando a necessidade de longas viagens para recebimento dos valores.
8 de mar. de 2011
ERICSSON FAZ SUA ESTREIA EM DINHEIRO MÓVEL
redação Serfinco 08/03/2011
A gigante sueca Ericsson foi das últimas empresas a se aventurar na área de dinheiro móvel. No início de fevereiro, anunciou o lançamento de uma nova unidade de negócios que vai se concentrar em pagamentos entre pessoas físicas.
A companhia pretende assumir um papel de liderança em pagamentos móveis P2P, tanto em mercados desenvolvidos quanto nos emergentes. A Ericsson Money Services está sendo anunciada após dois anos de testes na Europa e Ásia.
Pagamentos e transferências de dinheiro entre pessoas, com o uso de celulares, devem estar entre algumas das aplicações mais utilizadas em muitos países nos próximos dois ou três anos, proporcionando uma oportunidade multibilionária para os fornecedores.
A Ericsson já teria desenvolvido uma solução end-to-end do sistema e um modelo operacional associado ao negócio, cumprindo todas as exigências de regulações, requerimentos legais e de segurança, em conjunto com suas operadoras-clientes e com o setor financeiro.
Através da Ericsson Money Services e com a solução Money Interconnect Service, operadoras de telefonia móvel, instituições financeiras e outros prestadores de serviços, interessados em expandir suas ofertas de serviços de dinheiro móvel, podem facilmente conectar-se à rede da Ericsson, em tempo real, para operações em várias moedas e para várias fronteiras.
A gigante sueca Ericsson foi das últimas empresas a se aventurar na área de dinheiro móvel. No início de fevereiro, anunciou o lançamento de uma nova unidade de negócios que vai se concentrar em pagamentos entre pessoas físicas.
A companhia pretende assumir um papel de liderança em pagamentos móveis P2P, tanto em mercados desenvolvidos quanto nos emergentes. A Ericsson Money Services está sendo anunciada após dois anos de testes na Europa e Ásia.
Pagamentos e transferências de dinheiro entre pessoas, com o uso de celulares, devem estar entre algumas das aplicações mais utilizadas em muitos países nos próximos dois ou três anos, proporcionando uma oportunidade multibilionária para os fornecedores.
A Ericsson já teria desenvolvido uma solução end-to-end do sistema e um modelo operacional associado ao negócio, cumprindo todas as exigências de regulações, requerimentos legais e de segurança, em conjunto com suas operadoras-clientes e com o setor financeiro.
Através da Ericsson Money Services e com a solução Money Interconnect Service, operadoras de telefonia móvel, instituições financeiras e outros prestadores de serviços, interessados em expandir suas ofertas de serviços de dinheiro móvel, podem facilmente conectar-se à rede da Ericsson, em tempo real, para operações em várias moedas e para várias fronteiras.
24 de fev. de 2011
VISA APRESENTA SISTEMA DE TRANSFERÊNCIA ENTRE CARTÕES
redação Serfinco 24/02/2011
A Visa lançou um novo serviço de pagamento de pessoa a pessoa, que permite aos consumidores transferirem fundos quase em tempo real para outros cartões através da rede VisaNet.
O serviço foi ativado pela primeira vez pela maior operadora de quiosques de pagamento da Rússia, o 1st Processing Bank (QIWI Group) e pelo maior banco da Ucrânia, o PrivatBank, no início desta semana.
A Visa está lançando o serviço a nível internacional, com vistas a conquistar uma quota de mercado do PayPal e de novas plataformas de remessas por celulares.
O remetente só precisa fornecer ao seu banco o número do cartão Visa do destinatário para iniciar o pagamento. A Visa alega que o processo acaba com a necessidade de preenchimento de formulários complicados e com o fornecimento de informações de roteamento, tais como códigos bancários e endereços de filiais.
Quando processado pela VisaNet, os fundos são creditados diretamente na conta do cartão de crédito, de débito ou pré-pago do beneficiário, uma transação realizada em poucos minutos, liberando os destinatários de se deslocarem para sacar o dinheiro.
A Visa lançou um novo serviço de pagamento de pessoa a pessoa, que permite aos consumidores transferirem fundos quase em tempo real para outros cartões através da rede VisaNet.
O serviço foi ativado pela primeira vez pela maior operadora de quiosques de pagamento da Rússia, o 1st Processing Bank (QIWI Group) e pelo maior banco da Ucrânia, o PrivatBank, no início desta semana.
A Visa está lançando o serviço a nível internacional, com vistas a conquistar uma quota de mercado do PayPal e de novas plataformas de remessas por celulares.
O remetente só precisa fornecer ao seu banco o número do cartão Visa do destinatário para iniciar o pagamento. A Visa alega que o processo acaba com a necessidade de preenchimento de formulários complicados e com o fornecimento de informações de roteamento, tais como códigos bancários e endereços de filiais.
Quando processado pela VisaNet, os fundos são creditados diretamente na conta do cartão de crédito, de débito ou pré-pago do beneficiário, uma transação realizada em poucos minutos, liberando os destinatários de se deslocarem para sacar o dinheiro.
5 de jan. de 2011
CLARO LIBERA TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITO ENTRE PRÉ-PAGOS
portal TudoCelular 05/01/2011
Quantas vezes você já ouviu a pergunta "me empresta seu celular porque estou sem crédito?". Pois a Claro anunciou a disponibilidade de um novo serviço que deve acabar com essa necessidade.
Com o serviço "Claro Transferência", os clientes pré-pagos podem transferir créditos para outro celular. Assim, clientes sem crédito podem pedir a familiares, amigos ou qualquer outra pessoa que possua um celular pré-pago da Claro.
Claro Transferência
O serviço transfere créditos entre dois celulares Claro Cartão ou Claro Controle do mesmo DDD e é gratuito. É possível transferir R$ 3 ou R$ 5, com validade de até 5 dias.
Para ativar o serviço, siga os passos:
•O primeiro passo é enviar um Torpedo com a palavra CLARO para o número 543.
•Você receberá, também por torpedo, uma senha com quatro dígitos. Guarde essa senha, pois deverá utilizá-la nas outras vezes em que for transferir créditos.
•Agora é só enviar um novo Torpedo para o número 543 com a seguinte ordem de dados: DDD (sem o zero), Número do telefone, Espaço, Valor do crédito, Espaço, Senha
Exemplo pra quem é do DDD11 e vai transferir R$5,00:11xxxxxxxx 5 xxxx
Depois, tanto a pessoa que fez a transferência como aquela que recebeu o crédito receberão uma mensagem de confirmação. O limite diário para esse serviço é de R$100 e bônus promocionais não podem ser transferidos.
Quantas vezes você já ouviu a pergunta "me empresta seu celular porque estou sem crédito?". Pois a Claro anunciou a disponibilidade de um novo serviço que deve acabar com essa necessidade.
Com o serviço "Claro Transferência", os clientes pré-pagos podem transferir créditos para outro celular. Assim, clientes sem crédito podem pedir a familiares, amigos ou qualquer outra pessoa que possua um celular pré-pago da Claro.
Claro Transferência
O serviço transfere créditos entre dois celulares Claro Cartão ou Claro Controle do mesmo DDD e é gratuito. É possível transferir R$ 3 ou R$ 5, com validade de até 5 dias.
Para ativar o serviço, siga os passos:
•O primeiro passo é enviar um Torpedo com a palavra CLARO para o número 543.
•Você receberá, também por torpedo, uma senha com quatro dígitos. Guarde essa senha, pois deverá utilizá-la nas outras vezes em que for transferir créditos.
•Agora é só enviar um novo Torpedo para o número 543 com a seguinte ordem de dados: DDD (sem o zero), Número do telefone, Espaço, Valor do crédito, Espaço, Senha
Exemplo pra quem é do DDD11 e vai transferir R$5,00:11xxxxxxxx 5 xxxx
Depois, tanto a pessoa que fez a transferência como aquela que recebeu o crédito receberão uma mensagem de confirmação. O limite diário para esse serviço é de R$100 e bônus promocionais não podem ser transferidos.
1 de dez. de 2010
WESTERN UNION APOSTA EM REMESSA LOCAL DE DINHEIRO
jornal Valor Econômico 01/12/2010 - Aline Lima
No filme "De volta para o futuro 2", o cientista Doc Brown, interpretado por Christopher Lloyd, e seu pupilo Marty McFly, personagem vivido por Michael J. Fox, são salvos de uma enrascada por obra de um simples telegrama. A tal carta continha as instruções para o conserto da máquina do tempo que transportou acidentalmente Doc Brown para 1885, enquanto Marty McFly estava preso no ano de 1955. O hiato sugere que o telegrama foi guardado ao longo de 70 anos para só então ser entregue ao remetente. Coube à Western Union , empresa americana na época símbolo de comunicação, a realização dessa proeza.
Mas o futuro anunciado pelo filme chegou e o e-mail sepultou, em 2006, o último telegrama enviado pela Western Union. A transferência de dinheiro, atividade iniciada pela empresa em 1871 no rastro da expansão do Oeste americano, consolidou-se, assim, como seu principal negócio. Para manter a longevidade depois de um século e meio de existência, a Western Union agora quer ampliar os serviços de pagamento em mercados emergentes, especialmente o brasileiro. "Nossa jornada aqui está apenas começando", avisa o austríaco Hikmet Ersek, presidente mundial da Western Union, em entrevista exclusiva ao Valor. "Em cinco anos, o objetivo é fazer do Brasil uma das 15 operações mais importantes para o grupo."
Em setembro, a empresa recebeu autorização do Banco Central (BC) para funcionar como banco comercial e corretora, um investimento inicial de R$ 54 milhões. A Western Union está presente no país desde 1997, porém com uma atuação tímida, limitada, basicamente, à internalização de dinheiro de brasileiros residentes no exterior. A licença para operar como banco não significa que a Western Union vá competir no concorrido varejo financeiro brasileiro, oferecendo crédito ou produtos de investimento. O objetivo é tão somente "transportar" recursos internamente, por meio de ordens de pagamento para depósitos e saques - daí a necessidade de constituição de um banco.
"Somos um banco com propósito especial", esclarece Ersek. As dimensões continentais do Brasil justificam, segundo ele, a nova estratégia de negócio que está sendo adotada pela Western Union. A ideia é expandir a atuação em localidades distantes e rurais. A empresa americana conta, atualmente, com seis mil pontos de atendimento no país. O serviço é prestado por meio de agentes credenciados, sendo o Banco do Brasil (BB) o principal e mais antigo parceiro. Recentemente, outro parceiro de peso entrou para o rol: Bradesco. Há uma semana começaram os testes em uma dezena de agências da instituição.
A expectativa de Ersek é dobrar a atual rede de seis mil pontos de atendimento da Western Union no país até o fim de 2011. Bancos regionais estão no radar. "Nos Estados Unidos, onde a população é de 300 milhões de pessoas, temos 50 mil pontos", compara ele. Nos 200 países em que a empresa atua, a rede chega a 450 mil unidades. Vale lembrar que, nos últimos seis anos, a Western Union experimentou uma rápido crescimento de sua base de distribuição - em 2004, eram apenas 160 mil estabelecimentos parceiros. "Por aí já é possível ter uma ideia da nossa capacidade de expansão", diz o executivo. A Western Union tem planos de abrir algumas lojas próprias no Brasil, em grandes centros urbanos e locais com bastante movimento. Mas o objetivo é apenas reforçar a centenária logomarca amarela e preta, por aqui pouco conhecida. A empresa, tradicionalmente, atua por meio de agentes.
Se até agora o foco das operações brasileiras da Western Union estava nos imigrantes que remetem religiosamente suas economias para familiares que aqui permaneceram, o principal alvo, daqui para frente, passa a ser a população residente, porém ainda à margem do sistema bancário. "É uma oportunidade e tanta para conquistarmos novos clientes, especialmente nas economias emergentes." O caminho inverso também é válido - remessas daqui para fora feitas, no caso, por empresas de pequeno e médio portes também fazem parte da proposta de atuação local da Western Union. Ambos os mercados movimentam, por ano, cerca de US$ 7 bilhões.
Dentre os serviços financeiros que serão oferecidos a pessoas sem conta corrente estão previstos, além da remessa de recursos, cartões pré-pagos - que, a exemplo do celular, precisam ser carregados antes de usar e não têm fatura. "Estamos testando esse produto há nove meses nos Estados Unidos e já alcançamos 650 mil cartões, com um total de US$ 240 milhões aportados", conta Ersek. "Será um produto complementar ao nosso portfólio." O uso do celular como meio de pagamento, serviço já oferecido no Quênia, por exemplo, é também uma das propostas em estudo para o mercado local. "Esse vai ser o futuro", sinaliza.
A Western Union é a maior empresa mundial de remessas internacionais de dinheiro entre pessoas físicas, com 17% de participação de mercado. Neste ano, até setembro, obteve lucro líquido de US$ 667 milhões e receita de US$ 3,8 bilhões.
No filme "De volta para o futuro 2", o cientista Doc Brown, interpretado por Christopher Lloyd, e seu pupilo Marty McFly, personagem vivido por Michael J. Fox, são salvos de uma enrascada por obra de um simples telegrama. A tal carta continha as instruções para o conserto da máquina do tempo que transportou acidentalmente Doc Brown para 1885, enquanto Marty McFly estava preso no ano de 1955. O hiato sugere que o telegrama foi guardado ao longo de 70 anos para só então ser entregue ao remetente. Coube à Western Union , empresa americana na época símbolo de comunicação, a realização dessa proeza.
Mas o futuro anunciado pelo filme chegou e o e-mail sepultou, em 2006, o último telegrama enviado pela Western Union. A transferência de dinheiro, atividade iniciada pela empresa em 1871 no rastro da expansão do Oeste americano, consolidou-se, assim, como seu principal negócio. Para manter a longevidade depois de um século e meio de existência, a Western Union agora quer ampliar os serviços de pagamento em mercados emergentes, especialmente o brasileiro. "Nossa jornada aqui está apenas começando", avisa o austríaco Hikmet Ersek, presidente mundial da Western Union, em entrevista exclusiva ao Valor. "Em cinco anos, o objetivo é fazer do Brasil uma das 15 operações mais importantes para o grupo."
Em setembro, a empresa recebeu autorização do Banco Central (BC) para funcionar como banco comercial e corretora, um investimento inicial de R$ 54 milhões. A Western Union está presente no país desde 1997, porém com uma atuação tímida, limitada, basicamente, à internalização de dinheiro de brasileiros residentes no exterior. A licença para operar como banco não significa que a Western Union vá competir no concorrido varejo financeiro brasileiro, oferecendo crédito ou produtos de investimento. O objetivo é tão somente "transportar" recursos internamente, por meio de ordens de pagamento para depósitos e saques - daí a necessidade de constituição de um banco.
"Somos um banco com propósito especial", esclarece Ersek. As dimensões continentais do Brasil justificam, segundo ele, a nova estratégia de negócio que está sendo adotada pela Western Union. A ideia é expandir a atuação em localidades distantes e rurais. A empresa americana conta, atualmente, com seis mil pontos de atendimento no país. O serviço é prestado por meio de agentes credenciados, sendo o Banco do Brasil (BB) o principal e mais antigo parceiro. Recentemente, outro parceiro de peso entrou para o rol: Bradesco. Há uma semana começaram os testes em uma dezena de agências da instituição.
A expectativa de Ersek é dobrar a atual rede de seis mil pontos de atendimento da Western Union no país até o fim de 2011. Bancos regionais estão no radar. "Nos Estados Unidos, onde a população é de 300 milhões de pessoas, temos 50 mil pontos", compara ele. Nos 200 países em que a empresa atua, a rede chega a 450 mil unidades. Vale lembrar que, nos últimos seis anos, a Western Union experimentou uma rápido crescimento de sua base de distribuição - em 2004, eram apenas 160 mil estabelecimentos parceiros. "Por aí já é possível ter uma ideia da nossa capacidade de expansão", diz o executivo. A Western Union tem planos de abrir algumas lojas próprias no Brasil, em grandes centros urbanos e locais com bastante movimento. Mas o objetivo é apenas reforçar a centenária logomarca amarela e preta, por aqui pouco conhecida. A empresa, tradicionalmente, atua por meio de agentes.
Se até agora o foco das operações brasileiras da Western Union estava nos imigrantes que remetem religiosamente suas economias para familiares que aqui permaneceram, o principal alvo, daqui para frente, passa a ser a população residente, porém ainda à margem do sistema bancário. "É uma oportunidade e tanta para conquistarmos novos clientes, especialmente nas economias emergentes." O caminho inverso também é válido - remessas daqui para fora feitas, no caso, por empresas de pequeno e médio portes também fazem parte da proposta de atuação local da Western Union. Ambos os mercados movimentam, por ano, cerca de US$ 7 bilhões.
Dentre os serviços financeiros que serão oferecidos a pessoas sem conta corrente estão previstos, além da remessa de recursos, cartões pré-pagos - que, a exemplo do celular, precisam ser carregados antes de usar e não têm fatura. "Estamos testando esse produto há nove meses nos Estados Unidos e já alcançamos 650 mil cartões, com um total de US$ 240 milhões aportados", conta Ersek. "Será um produto complementar ao nosso portfólio." O uso do celular como meio de pagamento, serviço já oferecido no Quênia, por exemplo, é também uma das propostas em estudo para o mercado local. "Esse vai ser o futuro", sinaliza.
A Western Union é a maior empresa mundial de remessas internacionais de dinheiro entre pessoas físicas, com 17% de participação de mercado. Neste ano, até setembro, obteve lucro líquido de US$ 667 milhões e receita de US$ 3,8 bilhões.
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Western Union
28 de set. de 2010
WESTERN UNION PROMETE TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR MAIS RÁPIDA AOS BRASILEIROS
portal InfoMoney 28/09/2010 - Flávia Furlan Nunes
Transferências ao exterior devem ficar mais rápidas para os brasileiros. Isso porque o Western Union, empresa mundial em serviços de pagamento, recebeu licença do Banco Central e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para operar como banco comercial e corretora.
Conforme publicado em nota nesta terça-feira (28), a licença permite que sejam oferecidos serviços de transferência de dinheiro diretamente aos consumidores no Brasil e a introduzir novos serviços financeiros, incluindo transferências domésticas de dinheiro, pagamento de contas de consumo e cartões pré-pagos.
“Nosso objetivo é oferecer em todo o Brasil uma gama diversificada de rápidos, confiáveis e convenientes serviços financeiros para complementar nosso negócio de transferência de dinheiro, incluindo o desenvolvimento de canais eletrônicos e serviços para atender melhor aos consumidores”, disse o presidente Stewart Stockdale.
Agentes
Em julho deste ano, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou a constituição do Banco Western Union do Brasil e de uma corretora com o mesmo nome, sendo que faltava a aprovação do presidente Lula. A medida tinha como objetivo facilitar o envio de recursos ao exterior.
Isso porque a nova instituição passa, então, a fazer esse tipo de atividade diretamente no País, em vez de usar intermediários, que somam cerca de 6 mil bancos e corretoras de câmbio.
Transferências ao exterior devem ficar mais rápidas para os brasileiros. Isso porque o Western Union, empresa mundial em serviços de pagamento, recebeu licença do Banco Central e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para operar como banco comercial e corretora.
Conforme publicado em nota nesta terça-feira (28), a licença permite que sejam oferecidos serviços de transferência de dinheiro diretamente aos consumidores no Brasil e a introduzir novos serviços financeiros, incluindo transferências domésticas de dinheiro, pagamento de contas de consumo e cartões pré-pagos.
“Nosso objetivo é oferecer em todo o Brasil uma gama diversificada de rápidos, confiáveis e convenientes serviços financeiros para complementar nosso negócio de transferência de dinheiro, incluindo o desenvolvimento de canais eletrônicos e serviços para atender melhor aos consumidores”, disse o presidente Stewart Stockdale.
Agentes
Em julho deste ano, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou a constituição do Banco Western Union do Brasil e de uma corretora com o mesmo nome, sendo que faltava a aprovação do presidente Lula. A medida tinha como objetivo facilitar o envio de recursos ao exterior.
Isso porque a nova instituição passa, então, a fazer esse tipo de atividade diretamente no País, em vez de usar intermediários, que somam cerca de 6 mil bancos e corretoras de câmbio.
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