portal Maxpress 02/01/2012
A partir de hoje, 02 de janeiro, as mais de seis mil agências do Banco Postal dos Correios também serão Banco do Brasil. Com esse movimento, o BB se faz presente em 95% dos municípios brasileiros, com mais de 20 mil pontos de atendimento espalhados por todo país.
A parceria firmada entre BB e Correios para utilização do Banco Postal como Correspondente Mais BB, tem por objetivo promover a inclusão bancária em municípios desassistidos e disponibilizar aos clientes do BB maior comodidade e conveniência para realizar suas transações bancárias, ao acrescentar à rede de atendimento mais pontos. As prestações de serviços financeiros no Banco Postal serão amparadas por ações de educação financeira com o objetivo de familiarizar a população brasileira aos conceitos de serviços financeiros e bancários, reforçando a utilização consciente do crédito.
Para o vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, com a aquisição do Banco Postal o BB antecipa em três anos o objetivo de estar presente em 100% dos municípios brasileiros e áreas desassistidas do país, já que a estratégia inicial era que o projeto fosse concluído em 2015. Ainda de acordo com Abreu, o Banco Postal é uma excelente alternativa para gerar mais um canal de atendimento para aquele cliente que quer e precisa do atendimento físico e de uma maior interatividade com o canal.
Para os clientes que já possuem conta no Banco Postal e desejam continuar realizando movimentações bancárias pelo canal, e os novos clientes que não tem conta no Banco do Brasil e desejam abrir uma conta no Banco Postal, basta comparecer, a partir do dia 02 de janeiro, a uma das agências dos Correios que possuam Banco Postal, munido de CPF, documento de identidade e comprovantes de endereço e de renda (original e duas cópias de cada um desses documentos).
Novos serviços
O Banco do Brasil agrega novos serviços ao Banco Postal. Já no mês de janeiro será possível realizar transações como DOC e TED, além da disponibilização de crédito para pessoa jurídica. Seguem alguns serviços que serão oferecidos nas agências dos Correios que operam o canal:
. Conta de Depósitos Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Conta-Corrente e poupança com talonário. As pessoas físicas contarão com a praticidade do direcionamento automático para poupança.
. Cartões Pessoa Física
Cartão básico; Cartão Doméstico; Cartão Internacional; Cartão Bônus Celular Doméstico; Cartão Bônus Celular Internacional.
. Cartões Pessoa Jurídica
Cartão Empreendedor; Cartão Empresarial.
. Empréstimos Pessoa Física
BB Crédito Benefício; BB Crédito Salário; BB Crédito Automático; BB Crédito 13º.
. Empréstimos Pessoa Jurídica
. Pagamento de contas de Consumo
. Transferência bancárias
Transferência entre contas-correntes, DOC e TED.
Mostrando postagens com marcador Correios. Mostrar todas as postagens
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14 de jan. de 2012
18 de ago. de 2011
PROCON QUESTIONA SUSPENSÃO DE ENTREGA DE CARTÕES PELOS CORREIOS
portal Alagoas 24Horas 17/08/2011 - Amanda Dantas
O superintendente do Procon em Alagoas, Rodrigo Cunha, se pronunciou na manhã de hoje (17), condenando a atitude da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas que decidiu não mais realizar a entrega de cartões de crédito na casa dos consumidores.
Segundo a direção do órgão, a medida teria sido adotada por conta dos altos índices de furtos sofridos pelos carteiros. A medida desagradou Cunha que em entrevista a Rádio Gazeta, durante veiculação do programa Ministério do Povo, informou que o Procon, como porta voz do consumidor, irá intervir nesta decisão e agirá em defesa do consumidor que , nas palavras de Cunha, “não pode arcar com mais esta despesa.”
A despesa a que Cunha se referiu tem dupla conotação. O superintende se referiu aos impostos pagos pelo consumidor às empresas de cartão de crédito por seus serviços, entre eles a entrega do cartão, e a mais uma punição sofrida pela sociedade alagoana em virtude da violência que se instaurou no Estado. “Os Correios não podem fazer com que o consumidor pague mais esta conta”, relatou Cunha que foi além e nomeou a medida adotada pela empresa como desrespeitosa.
Por fim, Cunha fez um apelo aos consumidores que se sentirem lesados, solicitando que façam as queixa no órgão (Procon/AL) para que tenham seus direitos garantidos.
Recentemente a imprensa alagoana denunciou a prisão do carteiro Benedito Basílio da Silva, de 49 anos, envolvido em uma quadrilha responsável pela fraude de cartões de crédito.
O Alagoas 24horas entrou em contato com o assessor de comunicação dos Correios, Wellison Vasco, que confirmou a medida e as causas que motivaram a decisão. Wellison informou ainda que se trata de uma ação provisória que deve durar cerca de uma semana e que a decisão foi tomada em conjunto com alguns órgãos da Secretaria de Segurança do Estado. O assessor disse ainda que os Correios estudam a adesão de algumas medidas de segurança para solucionar o impasse.
O superintendente do Procon em Alagoas, Rodrigo Cunha, se pronunciou na manhã de hoje (17), condenando a atitude da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas que decidiu não mais realizar a entrega de cartões de crédito na casa dos consumidores.
Segundo a direção do órgão, a medida teria sido adotada por conta dos altos índices de furtos sofridos pelos carteiros. A medida desagradou Cunha que em entrevista a Rádio Gazeta, durante veiculação do programa Ministério do Povo, informou que o Procon, como porta voz do consumidor, irá intervir nesta decisão e agirá em defesa do consumidor que , nas palavras de Cunha, “não pode arcar com mais esta despesa.”
A despesa a que Cunha se referiu tem dupla conotação. O superintende se referiu aos impostos pagos pelo consumidor às empresas de cartão de crédito por seus serviços, entre eles a entrega do cartão, e a mais uma punição sofrida pela sociedade alagoana em virtude da violência que se instaurou no Estado. “Os Correios não podem fazer com que o consumidor pague mais esta conta”, relatou Cunha que foi além e nomeou a medida adotada pela empresa como desrespeitosa.
Por fim, Cunha fez um apelo aos consumidores que se sentirem lesados, solicitando que façam as queixa no órgão (Procon/AL) para que tenham seus direitos garantidos.
Recentemente a imprensa alagoana denunciou a prisão do carteiro Benedito Basílio da Silva, de 49 anos, envolvido em uma quadrilha responsável pela fraude de cartões de crédito.
O Alagoas 24horas entrou em contato com o assessor de comunicação dos Correios, Wellison Vasco, que confirmou a medida e as causas que motivaram a decisão. Wellison informou ainda que se trata de uma ação provisória que deve durar cerca de uma semana e que a decisão foi tomada em conjunto com alguns órgãos da Secretaria de Segurança do Estado. O assessor disse ainda que os Correios estudam a adesão de algumas medidas de segurança para solucionar o impasse.
1 de jun. de 2011
BB VENCE LEILÃO DO BANCO POSTAL COM LANCE DE R$ 2,3 BILHÕES
portal Valor Online 31/05/2011 - Rafael Bitencourt
A Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos (ECT), os Correios, concluiu, há pouco, a seleção da instituição financeira que atuará em parceria com a estatal, nos próximos cinco anos, na oferta de serviços bancários por meio do Banco Postal. O banco vencedor foi o Banco do Brasil que apresentou o lance de R$ 2,3 bilhões.
Ao perder a disputa, o Bradesco deixará de ser parceiro dos Correios no Banco Postal. Desde 2001, a instituição atuava em conjunto com a estatal, o que permitiu que aumentasse o número de correntistas e o volume de serviços bancários devido à grande capilaridade da rede de serviços postais.
De acordo com as regras do edital, os lances deveriam ser constituídos pelo “Valor Básico de Acesso ao Negócio”, que não teve valor mínimo estipulado. No entanto, este montante não inclui os R$ 500 milhões a ser pago pela utilização das agências dos Correios e os repasses sobre as tarifas de serviços ao longo da vigência do contrato – estimada atualmente em R$ 350 milhões por ano.
Foram inscritas na licitação Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco. Logo na primeira fase, o Itaú foi desclassificado ao apresentar o lance de R$ 0,01. Na ocasião, permaneceram na disputa o Banco do Brasil, com lance R$ 1 bilhão, o Bradesco, com R$ 1,55 bilhão e a Caixa, com R$ 1,2 bilhão ao apresentarem as cifras por meio de envelopes.
Na segunda fase da licitação, os lances eram feitos em viva-voz. A Caixa desistiu da disputa na quinta rodada, momento em que os lances se aproximavam do patamar de R$ 2 bilhões. A definição do vencedor ocorreu apenas na 12ª rodada, quando o apresentou o lance vencedor. A última proposta do Bradesco foi de R$ 2,25 bilhões, na 11ª rodada.
Os Correios limitaram a participação de pequenas instituições financeiras ao exigir dos participantes a comprovação de ativo total igual ou superior a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de pelo menos R$ 2,16 bilhões registrados em balanço.
O Banco Postal é visto pelos participantes da licitação como a oportunidade de expandir a rede de atendimento via Correios. Os serviços listados no edital de licitação vão desde a abertura de contas-corrente e poupança passando por saques e pagamentos de beneficio do INSS, contas de água e luz até solicitações de cartão de crédito, empréstimos e até operações de câmbio.
O retorno do investimento do banco contratado passa pela utilização de toda a plataforma operacional e tecnológica das 6.195 agências dos Correios que já contam com o Banco Postal. O valor corresponde ao direito de usar estas agências corresponde deverá ser pago já no início da operação do serviço, no dia 2 de janeiro de 2012.
As propostas comerciais das empresas eram formadas pelo valor fixado pelos Correios para as agências do Banco Postal, mais o valor básico de acesso ao negócio, que deverá ser pago em 10 dias após a assinatura do contrato, e, por fim, as tarifas correspondentes aos serviços prestados que estão serviços descriminados na tabela do edital de licitação e está estimada no atual com o Bradesco em cerca de R$ 350 milhões por ano.
De acordo com assessoria dos Correios, o Bradesco arrematou há 10 anos o contrato do Banco Postal com um lance vendedor de R$ 200 milhões, que a rodada única de apresentação de propostas. Na época, o valor superou em quase três vezes a proposta do segundo colocado, na época o Itaú.
A Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos (ECT), os Correios, concluiu, há pouco, a seleção da instituição financeira que atuará em parceria com a estatal, nos próximos cinco anos, na oferta de serviços bancários por meio do Banco Postal. O banco vencedor foi o Banco do Brasil que apresentou o lance de R$ 2,3 bilhões.
Ao perder a disputa, o Bradesco deixará de ser parceiro dos Correios no Banco Postal. Desde 2001, a instituição atuava em conjunto com a estatal, o que permitiu que aumentasse o número de correntistas e o volume de serviços bancários devido à grande capilaridade da rede de serviços postais.
De acordo com as regras do edital, os lances deveriam ser constituídos pelo “Valor Básico de Acesso ao Negócio”, que não teve valor mínimo estipulado. No entanto, este montante não inclui os R$ 500 milhões a ser pago pela utilização das agências dos Correios e os repasses sobre as tarifas de serviços ao longo da vigência do contrato – estimada atualmente em R$ 350 milhões por ano.
Foram inscritas na licitação Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco. Logo na primeira fase, o Itaú foi desclassificado ao apresentar o lance de R$ 0,01. Na ocasião, permaneceram na disputa o Banco do Brasil, com lance R$ 1 bilhão, o Bradesco, com R$ 1,55 bilhão e a Caixa, com R$ 1,2 bilhão ao apresentarem as cifras por meio de envelopes.
Na segunda fase da licitação, os lances eram feitos em viva-voz. A Caixa desistiu da disputa na quinta rodada, momento em que os lances se aproximavam do patamar de R$ 2 bilhões. A definição do vencedor ocorreu apenas na 12ª rodada, quando o apresentou o lance vencedor. A última proposta do Bradesco foi de R$ 2,25 bilhões, na 11ª rodada.
Os Correios limitaram a participação de pequenas instituições financeiras ao exigir dos participantes a comprovação de ativo total igual ou superior a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de pelo menos R$ 2,16 bilhões registrados em balanço.
O Banco Postal é visto pelos participantes da licitação como a oportunidade de expandir a rede de atendimento via Correios. Os serviços listados no edital de licitação vão desde a abertura de contas-corrente e poupança passando por saques e pagamentos de beneficio do INSS, contas de água e luz até solicitações de cartão de crédito, empréstimos e até operações de câmbio.
O retorno do investimento do banco contratado passa pela utilização de toda a plataforma operacional e tecnológica das 6.195 agências dos Correios que já contam com o Banco Postal. O valor corresponde ao direito de usar estas agências corresponde deverá ser pago já no início da operação do serviço, no dia 2 de janeiro de 2012.
As propostas comerciais das empresas eram formadas pelo valor fixado pelos Correios para as agências do Banco Postal, mais o valor básico de acesso ao negócio, que deverá ser pago em 10 dias após a assinatura do contrato, e, por fim, as tarifas correspondentes aos serviços prestados que estão serviços descriminados na tabela do edital de licitação e está estimada no atual com o Bradesco em cerca de R$ 350 milhões por ano.
De acordo com assessoria dos Correios, o Bradesco arrematou há 10 anos o contrato do Banco Postal com um lance vendedor de R$ 200 milhões, que a rodada única de apresentação de propostas. Na época, o valor superou em quase três vezes a proposta do segundo colocado, na época o Itaú.
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31 de mai. de 2011
CORREIOS VÃO DISPUTAR TELEFONIA MÓVEL EM 2012
jornal Brasil Econômico 31/05/2011 - Fabiana Monte e Françoise Terzian
Os Correios vão entrar no mercado de telefonia celular a partir do próximo ano, atuando como operadora móvel virtual e com grandes chances de oferecer um serviço com marca própria, afirma o presidente da companhia, Wagner Pinheiro de Oliveira. Neste modelo, os Correios alugarão a rede de outra empresa de telefonia celular, como Claro, Oi, Tim e Vivo, para oferecer serviços de nicho à população. Ou seja, eles comprarão minutos no atacado e venderão no varejo. “Com os avanços tecnológicos, os serviços tradicionais dos Correios estão diminuindo. Temos de achar alternativas de receitas”, diz.
No ano passado, os Correios faturaram R$ 13 bilhões e registraram um lucro líquido de R$ 827 milhões. Do montante de vendas, 65% vieram de cartas. O objetivo de agora em diante é ganhar receita com serviços diferenciados como os de celular e também com a logística integrada. Isso significa que os Correios tendem a brigar cada vez mais não só com DHL e UPS, mas também com o TIM, Claro, Vivo e Oi. “O olhar para quatro anos é fazer com que o faturamento cresça 50%”, afirma Oliveira.
Serviços
Como operadora móvel virtual, os Correios poderão oferecer serviços que melhorem sua operação, como monitoramento em tempo real de sua frota e dos entregadores; acompanhamento de cargas e comunicação entre carteiros e agências. Oliveira não revela os planos da empresa, uma vez que os projetos ainda se encontram em fase de análise. “Já temos uma avaliação econômico-financeira que mostra viabilidade para o projeto. Falta definir nosso modelo de atuação e, depois, fazer a análise de receita”, diz. Para usuários finais, a empresa pode oferecer alertas de entrega e acompanhamento de correspondências.
Atuar como operadora móvel virtual é uma tendência mundial, a exemplo do que recentemente fez o La Poste, o correio francês, no dia 23 de maio, quando lançou um serviço próprio de telefonia celular no qual é possível escolher entre uma gama de 29 aparelhos a € 1 cada, dentre outras ofertas. No Brasil, o mercado ainda dá os primeiros passos e apenas a Porto Seguro anunciou planos de atuar como operadora móvel virtual, com estreia prevista para o segundo semestre. No dia 17 de maio, decreto da presidente Dilma Roussef sinalizou mudanças no estatuto dos Correios que, agora, podem atuar como operadora móvel virtual, entre outras possibilidades.
Agora, o que falta aos Correios é decidir qual modelo adotar. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu que as operadoras móveis virtuais podem ser autorizadas ou credenciadas. Se escolher a primeira opção, calcula-se ser necessário um investimento de entrada da ordem de R$ 100milhões, para montar uma estrutura própria com call center, sistemas de faturamento e pós-venda, entre outros. Já no modelo de credenciada, o aporte inicial seria da ordem de R$ 20 milhões e a responsabilidade da infraestrutura fica por conta da empresa fornecedora da capacidade de rede.
Benefícios
Um dos pilares da estratégia dos Correios é usar a rede de agências de 12 mil pontos no país, incluindo as 6,2 mil unidades com Banco Postal, que contabiliza 11milhões de clientes. O atendimento presencial dos Correios seria um diferencial frente às operadoras tradicionais. Conta também a experiência na prestação de serviço público. Os Correios também poderão oferecer serviços bancários pelo celular. Como o Banco Postal chega onde nem as instituições financeiras vão, a lógica do Correio é a mesma. Atingir a minoria da população que ainda não tem celular. “Há 212,6 milhões de linhas móveis no país e 15% de brasileiros sem um aparelho celular”, conta Oliveira.
Os Correios vão entrar no mercado de telefonia celular a partir do próximo ano, atuando como operadora móvel virtual e com grandes chances de oferecer um serviço com marca própria, afirma o presidente da companhia, Wagner Pinheiro de Oliveira. Neste modelo, os Correios alugarão a rede de outra empresa de telefonia celular, como Claro, Oi, Tim e Vivo, para oferecer serviços de nicho à população. Ou seja, eles comprarão minutos no atacado e venderão no varejo. “Com os avanços tecnológicos, os serviços tradicionais dos Correios estão diminuindo. Temos de achar alternativas de receitas”, diz.
No ano passado, os Correios faturaram R$ 13 bilhões e registraram um lucro líquido de R$ 827 milhões. Do montante de vendas, 65% vieram de cartas. O objetivo de agora em diante é ganhar receita com serviços diferenciados como os de celular e também com a logística integrada. Isso significa que os Correios tendem a brigar cada vez mais não só com DHL e UPS, mas também com o TIM, Claro, Vivo e Oi. “O olhar para quatro anos é fazer com que o faturamento cresça 50%”, afirma Oliveira.
Serviços
Como operadora móvel virtual, os Correios poderão oferecer serviços que melhorem sua operação, como monitoramento em tempo real de sua frota e dos entregadores; acompanhamento de cargas e comunicação entre carteiros e agências. Oliveira não revela os planos da empresa, uma vez que os projetos ainda se encontram em fase de análise. “Já temos uma avaliação econômico-financeira que mostra viabilidade para o projeto. Falta definir nosso modelo de atuação e, depois, fazer a análise de receita”, diz. Para usuários finais, a empresa pode oferecer alertas de entrega e acompanhamento de correspondências.
Atuar como operadora móvel virtual é uma tendência mundial, a exemplo do que recentemente fez o La Poste, o correio francês, no dia 23 de maio, quando lançou um serviço próprio de telefonia celular no qual é possível escolher entre uma gama de 29 aparelhos a € 1 cada, dentre outras ofertas. No Brasil, o mercado ainda dá os primeiros passos e apenas a Porto Seguro anunciou planos de atuar como operadora móvel virtual, com estreia prevista para o segundo semestre. No dia 17 de maio, decreto da presidente Dilma Roussef sinalizou mudanças no estatuto dos Correios que, agora, podem atuar como operadora móvel virtual, entre outras possibilidades.
Agora, o que falta aos Correios é decidir qual modelo adotar. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu que as operadoras móveis virtuais podem ser autorizadas ou credenciadas. Se escolher a primeira opção, calcula-se ser necessário um investimento de entrada da ordem de R$ 100milhões, para montar uma estrutura própria com call center, sistemas de faturamento e pós-venda, entre outros. Já no modelo de credenciada, o aporte inicial seria da ordem de R$ 20 milhões e a responsabilidade da infraestrutura fica por conta da empresa fornecedora da capacidade de rede.
Benefícios
Um dos pilares da estratégia dos Correios é usar a rede de agências de 12 mil pontos no país, incluindo as 6,2 mil unidades com Banco Postal, que contabiliza 11milhões de clientes. O atendimento presencial dos Correios seria um diferencial frente às operadoras tradicionais. Conta também a experiência na prestação de serviço público. Os Correios também poderão oferecer serviços bancários pelo celular. Como o Banco Postal chega onde nem as instituições financeiras vão, a lógica do Correio é a mesma. Atingir a minoria da população que ainda não tem celular. “Há 212,6 milhões de linhas móveis no país e 15% de brasileiros sem um aparelho celular”, conta Oliveira.
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LEILÃO DO BANCO POSTAL SERÁ SÓ PARA GRANDES INSTITUIÇÕES, DIZ CORREIOS
jornal O Estado de S.Paulo 31/05/2011 - Karla Mendes (Agência Estado)
Bancos de pequeno porte ficarão de fora da licitação bilionária do Banco Postal que ocorrerá amanhã. Além de estipular valores de ativos de patrimônio líquido que restringem a concorrência a 12 instituições financeiras que atuam no País, os Correios vetaram ainda a formação de consórcios de bancos menores para participar do leilão.
"Nossa área técnica considera que não é adequado fazer isso. Por quê? Porque é inviável fazer um consórcio de bancos regionais. Como é que eles vão atender nacionalmente? Nós estamos contratando um banco para nós sermos correspondente dele. Então, se ele não puder atender no Amazonas, não tem sentido", afirmou o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, à Agência Estado.
Pinheiro salientou, porém, que nada impede que os bancos menores depois façam parcerias com os grandes para atender demandas regionais. "O pequeno não pode fazer consórcio com um grande (para concorrer ao leilão). Mas depois ele pode se associar como banco regional para cuidar da área de interesse daquele público regional", disse.
Pelos critérios do edital, só poderão participar da concorrência instituições financeiras que se enquadrem nos seguintes quesitos: ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo. Com essas condições, podem participar do leilão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank, conforme levantamento da consultoria Austin Rating. O valor básico de acesso ao negócio para operar o Banco Postal é de R$ 500 milhões.
Parceria
O presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Martins Oliva, reconhece que, para administrar um negócio do tamanho do Banco Postal, tem de ser uma instituição de grande porte. Ele defende, porém, que os bancos menores possam atuar nas agências do Banco Postal, na área de empréstimos, por exemplo, o que aumentaria inclusive a concorrência nesse segmento e contribuiria para a queda de juros, sobretudo em localidades onde a oferta desse tipo de serviço é restrita.
Pinheiro admite que há espaço para a atuação de bancos de menor porte em alguns segmentos e oferta de outros serviços. Ele ressaltou, porém, que esse tipo de parceria ficaria a cargo da instituição que vencer o leilão.
Entre os bancos aptos a concorrer ao negócio, não se sabe ainda quantos participarão do leilão. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que Caixa e Banco do Brasil estão interessados. "Há interesse, pelo que eu sei. É uma operação muito grande", observou. O ministro diz acreditar que o leilão terá uma boa disputa. Um dos principais atrativos é a capilaridade da rede de agências dos Correios, usando o exemplo do próprio Bradesco, instituição responsável atualmente pelo Banco Postal. "O Bradesco fala que está presente em todos os municípios. Não é o Bradesco que está; são os Correios".
A estatal teve um salto na arrecadação proveniente dos serviços de correspondente bancário prestados na rede de agências. As 200 milhões de transações realizadas via Banco Postal renderam aos Correios uma receita de R$ 322 milhões, o que representou um crescimento de 41,7% em relação a 2009, conforme balanço divulgado pela empresa.
E a estatal já deixou claro que quer aumentar ainda mais a rentabilidade do negócio, que superou em 2010 a marca de 10 milhões de contas abertas desde sua inauguração. O edital prevê o pagamento de uma receita anual de R$ 337,3 milhões referente às transações bancárias para os Correios. "Não é receita mínima. É a expectativa que a empresa tem com base no serviço que é prestado, com perspectiva de crescimento", ressaltou Bernardo. No ano passado, a estatal ampliou sua rede de atendimento de 6.046 para 6.192 agências, o que garante cobertura de 95% dos municípios do País.
Ciente do potencial da capilaridade de sua rede, os Correios também usam o novo edital do Banco Postal para estabelecer que novos produtos, como o cartão de crédito e o cartão pré-pago próprios da estatal, não tenham vínculo obrigatório com a instituição financeira que vencer a concorrência para prestar os serviços de correspondente bancário.
Assim, se a estatal tiver autorização do Banco Central para lançar esses cartões próprios ou decidir comercializar nas agências postais seguros, títulos de capitalização ou previdência privada, por exemplo, ela fará uma licitação à parte, em que vencerá a concorrência a instituição que oferecer a proposta que melhor remunere os Correios.
Pinheiro ponderou, contudo, que não há previsão de lançamento do serviços. "A gente está se reservando ao direito de fazer essa ressalva. Porque se formos lançar um cartão de crédito próprio, por exemplo, não queremos ficar amarrados com quem tem parceria no Banco Postal", destacou. "A importância dessa cláusula é proteger a ECT. É dar o direito de, se lançarmos um cartão, não ficarmos presos a um contrato que não tem nada a ver com cartão de crédito".
Bancos de pequeno porte ficarão de fora da licitação bilionária do Banco Postal que ocorrerá amanhã. Além de estipular valores de ativos de patrimônio líquido que restringem a concorrência a 12 instituições financeiras que atuam no País, os Correios vetaram ainda a formação de consórcios de bancos menores para participar do leilão.
"Nossa área técnica considera que não é adequado fazer isso. Por quê? Porque é inviável fazer um consórcio de bancos regionais. Como é que eles vão atender nacionalmente? Nós estamos contratando um banco para nós sermos correspondente dele. Então, se ele não puder atender no Amazonas, não tem sentido", afirmou o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, à Agência Estado.
Pinheiro salientou, porém, que nada impede que os bancos menores depois façam parcerias com os grandes para atender demandas regionais. "O pequeno não pode fazer consórcio com um grande (para concorrer ao leilão). Mas depois ele pode se associar como banco regional para cuidar da área de interesse daquele público regional", disse.
Pelos critérios do edital, só poderão participar da concorrência instituições financeiras que se enquadrem nos seguintes quesitos: ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo. Com essas condições, podem participar do leilão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank, conforme levantamento da consultoria Austin Rating. O valor básico de acesso ao negócio para operar o Banco Postal é de R$ 500 milhões.
Parceria
O presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Martins Oliva, reconhece que, para administrar um negócio do tamanho do Banco Postal, tem de ser uma instituição de grande porte. Ele defende, porém, que os bancos menores possam atuar nas agências do Banco Postal, na área de empréstimos, por exemplo, o que aumentaria inclusive a concorrência nesse segmento e contribuiria para a queda de juros, sobretudo em localidades onde a oferta desse tipo de serviço é restrita.
Pinheiro admite que há espaço para a atuação de bancos de menor porte em alguns segmentos e oferta de outros serviços. Ele ressaltou, porém, que esse tipo de parceria ficaria a cargo da instituição que vencer o leilão.
Entre os bancos aptos a concorrer ao negócio, não se sabe ainda quantos participarão do leilão. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que Caixa e Banco do Brasil estão interessados. "Há interesse, pelo que eu sei. É uma operação muito grande", observou. O ministro diz acreditar que o leilão terá uma boa disputa. Um dos principais atrativos é a capilaridade da rede de agências dos Correios, usando o exemplo do próprio Bradesco, instituição responsável atualmente pelo Banco Postal. "O Bradesco fala que está presente em todos os municípios. Não é o Bradesco que está; são os Correios".
A estatal teve um salto na arrecadação proveniente dos serviços de correspondente bancário prestados na rede de agências. As 200 milhões de transações realizadas via Banco Postal renderam aos Correios uma receita de R$ 322 milhões, o que representou um crescimento de 41,7% em relação a 2009, conforme balanço divulgado pela empresa.
E a estatal já deixou claro que quer aumentar ainda mais a rentabilidade do negócio, que superou em 2010 a marca de 10 milhões de contas abertas desde sua inauguração. O edital prevê o pagamento de uma receita anual de R$ 337,3 milhões referente às transações bancárias para os Correios. "Não é receita mínima. É a expectativa que a empresa tem com base no serviço que é prestado, com perspectiva de crescimento", ressaltou Bernardo. No ano passado, a estatal ampliou sua rede de atendimento de 6.046 para 6.192 agências, o que garante cobertura de 95% dos municípios do País.
Ciente do potencial da capilaridade de sua rede, os Correios também usam o novo edital do Banco Postal para estabelecer que novos produtos, como o cartão de crédito e o cartão pré-pago próprios da estatal, não tenham vínculo obrigatório com a instituição financeira que vencer a concorrência para prestar os serviços de correspondente bancário.
Assim, se a estatal tiver autorização do Banco Central para lançar esses cartões próprios ou decidir comercializar nas agências postais seguros, títulos de capitalização ou previdência privada, por exemplo, ela fará uma licitação à parte, em que vencerá a concorrência a instituição que oferecer a proposta que melhor remunere os Correios.
Pinheiro ponderou, contudo, que não há previsão de lançamento do serviços. "A gente está se reservando ao direito de fazer essa ressalva. Porque se formos lançar um cartão de crédito próprio, por exemplo, não queremos ficar amarrados com quem tem parceria no Banco Postal", destacou. "A importância dessa cláusula é proteger a ECT. É dar o direito de, se lançarmos um cartão, não ficarmos presos a um contrato que não tem nada a ver com cartão de crédito".
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18 de mai. de 2011
PITNEY BOWES AMPLIA PLANOS PARA O MERCADO BRASILEIRO
jornal Valor Econômico 17/05/2011 - Alex Ribeiro
Para sobreviver num ramo que caminha lentamente para a extinção, a Pitney Bowes, a maior empresa de postagem do mundo, coloca as suas fichas no Brasil, numa aposta para transformar a sua pequena base de operação no país num dos dez mais importantes mercados para a companhia. "A expansão do crédito e dos serviços bancários abre um grande mercado para os nossos produtos", afirma o presidente mundial da Pitney Bowes, Murray Martin, em entrevista ao Valor. A desregulamentação do mercado de correios também atrai a empresa.
Atualmente, o Brasil responde por menos de 1% do faturamento global da empresa, de US$ 5,4 bilhões, e o objetivo é chegar a percentuais entre 5% e 7% nos próximos anos. O crescimento, afirma Martin, será por meio de parcerias e expansão orgânica, mas também pode envolver compras de empresas locais. "Fizemos mais de 80 aquisições no mundo todo na última década", afirma Martin. No Brasil, afirmou, eventuais aquisições podem ser bem-vindas tanto para crescer como para ter acesso a novas tecnologias que podem ser replicadas em outros países emergentes. A companhia atualmente tem parcerias com a Semco e com a Stefanini.
Até hoje os Estados Unidos são o mercado mais importante para a Pitney Bowes, uma empresa com 91 anos que inventou a máquina de franqueamento automática de cartas, aquele aparelho comum nas agências do Correio que coloca selo e prepara as correspondências para o envio. Os americanos fazem quase tudo pelo correio, de pagar contas a desejar feliz aniversário ao vizinho que mora bem ao lado.
Mas o volume de cartas está encolhendo, devido sobretudo à concorrência de meios eletrônicos, como a internet, mas também em virtude da recessão que atinge o país. Na última década, o volume de correspondências caiu cerca de 10% nas economias avançadas. "As pessoas estão pagando suas contas de forma digital", afirma Martin.
O Brasil e outros países emergentes, como a China, estão muitos passos atrás de Estados Unidos e Europa no desenvolvimento de seu mercado postal e, por isso, o volume de cartas ainda tem muito a crescer antes de começar a diminuir. Muita gente está migrando para os meios eletrônicos, mas esse movimento é mais do que compensado pela expansão do crédito e da classe média.
"A correspondência geralmente é criada pela informação de crédito e por uma boa base de endereços", afirma Martin. Na última década, o volume de crédito bancário praticamente dobrou no Brasil, passando de 25% para 50% do Produto Interno Bruto (PIB), e a nova classe média brasileira tem endereços formais e mais estáveis.
O crédito cria uma massa de informações sobre os consumidores que é usada por outras empresas para oferecer produtos e serviços pelo correio. A Pitney Bowes não apenas vende máquinas que processam cartas, mas também oferece diversos serviços às empresas interessadas em chegar aos seus pontenciais consumidores por correio ou meios eletrônicos.
Essa não é a primeira investida na Pitney Bowes no Brasil. "O Brasil é uma economia muito interessante, mas por muitos anos foi um grande desafio para nós", afirma Martin. Na década de 1980, a companhia fez alguns investimentos, mas acabou recuando porque o mercado postal brasileiro ainda era bastante fechado e por causa das incertezas macroeconômicas de então, como alta inflação.
Agora, afirma Martin, a situação é diferente, com a estabilidade, mais crescimento econômico e, principalmente, mudanças na regulamentação. Recentemente, os Correios passaram a admitir o franqueamento de correspondências por empresas privadas, rompendo a tradição de permitir que o serviço fosse feito apenas nas suas próprias agências e nos franqueados.
Também faz parte da estratégia de crescimento da Pitney Bowes investir em meios eletrônicos. Um dos produtos lançados recentemente é a Smart Connections, um sistema de marketing por e-mail que usa o conceito e nuvens, ou seja, armazenamento remoto das informações na internet. Outro produto lançado nos Estados Unidos é o Volly, uma caixa de correio eletrônica protegida contra lixo eletrônico para os consumidores acessarem suas correspondências e pagarem suas contas.
Para sobreviver num ramo que caminha lentamente para a extinção, a Pitney Bowes, a maior empresa de postagem do mundo, coloca as suas fichas no Brasil, numa aposta para transformar a sua pequena base de operação no país num dos dez mais importantes mercados para a companhia. "A expansão do crédito e dos serviços bancários abre um grande mercado para os nossos produtos", afirma o presidente mundial da Pitney Bowes, Murray Martin, em entrevista ao Valor. A desregulamentação do mercado de correios também atrai a empresa.
Atualmente, o Brasil responde por menos de 1% do faturamento global da empresa, de US$ 5,4 bilhões, e o objetivo é chegar a percentuais entre 5% e 7% nos próximos anos. O crescimento, afirma Martin, será por meio de parcerias e expansão orgânica, mas também pode envolver compras de empresas locais. "Fizemos mais de 80 aquisições no mundo todo na última década", afirma Martin. No Brasil, afirmou, eventuais aquisições podem ser bem-vindas tanto para crescer como para ter acesso a novas tecnologias que podem ser replicadas em outros países emergentes. A companhia atualmente tem parcerias com a Semco e com a Stefanini.
Até hoje os Estados Unidos são o mercado mais importante para a Pitney Bowes, uma empresa com 91 anos que inventou a máquina de franqueamento automática de cartas, aquele aparelho comum nas agências do Correio que coloca selo e prepara as correspondências para o envio. Os americanos fazem quase tudo pelo correio, de pagar contas a desejar feliz aniversário ao vizinho que mora bem ao lado.
Mas o volume de cartas está encolhendo, devido sobretudo à concorrência de meios eletrônicos, como a internet, mas também em virtude da recessão que atinge o país. Na última década, o volume de correspondências caiu cerca de 10% nas economias avançadas. "As pessoas estão pagando suas contas de forma digital", afirma Martin.
O Brasil e outros países emergentes, como a China, estão muitos passos atrás de Estados Unidos e Europa no desenvolvimento de seu mercado postal e, por isso, o volume de cartas ainda tem muito a crescer antes de começar a diminuir. Muita gente está migrando para os meios eletrônicos, mas esse movimento é mais do que compensado pela expansão do crédito e da classe média.
"A correspondência geralmente é criada pela informação de crédito e por uma boa base de endereços", afirma Martin. Na última década, o volume de crédito bancário praticamente dobrou no Brasil, passando de 25% para 50% do Produto Interno Bruto (PIB), e a nova classe média brasileira tem endereços formais e mais estáveis.
O crédito cria uma massa de informações sobre os consumidores que é usada por outras empresas para oferecer produtos e serviços pelo correio. A Pitney Bowes não apenas vende máquinas que processam cartas, mas também oferece diversos serviços às empresas interessadas em chegar aos seus pontenciais consumidores por correio ou meios eletrônicos.
Essa não é a primeira investida na Pitney Bowes no Brasil. "O Brasil é uma economia muito interessante, mas por muitos anos foi um grande desafio para nós", afirma Martin. Na década de 1980, a companhia fez alguns investimentos, mas acabou recuando porque o mercado postal brasileiro ainda era bastante fechado e por causa das incertezas macroeconômicas de então, como alta inflação.
Agora, afirma Martin, a situação é diferente, com a estabilidade, mais crescimento econômico e, principalmente, mudanças na regulamentação. Recentemente, os Correios passaram a admitir o franqueamento de correspondências por empresas privadas, rompendo a tradição de permitir que o serviço fosse feito apenas nas suas próprias agências e nos franqueados.
Também faz parte da estratégia de crescimento da Pitney Bowes investir em meios eletrônicos. Um dos produtos lançados recentemente é a Smart Connections, um sistema de marketing por e-mail que usa o conceito e nuvens, ou seja, armazenamento remoto das informações na internet. Outro produto lançado nos Estados Unidos é o Volly, uma caixa de correio eletrônica protegida contra lixo eletrônico para os consumidores acessarem suas correspondências e pagarem suas contas.
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1 de mai. de 2011
CORREIOS PODERÃO CRIAR BANCO PRÓPRIO, DIZ PAULO BERNARDO
portal G1 29/04/2011 - Agências
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira (29) que os Correios estudam constituir um banco próprio, mas ponderou que essa possibilidade não exclui o banco postal, modalidade em que a estatal atua como correspondente bancário.
A Medida Provisória nº 532, publicada nesta sexta no Diário Oficial da União, amplia a atuação dos Correios para outras áreas como logística integrada, serviços financeiros e serviços postais eletrônicos. Segundo Bernardo, o decreto com o novo estatuto dos Correios deve ser publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (2).
Na avaliação do ministro, não somente os serviços dos Correios precisavam ser modernizados como também a estrutura organizacional. Segundo ele, esta é a única estatal que o presidente do conselho de administração assume o comando da companhia. As atribuições das diretorias também sofrerão ajustes.
Em relação aos serviços financeiros, ministro citou exemplo dos Correios da China, que têm atuação forte no segmento financeiro. Ao comparar com o Brasil, ele citou que o banco postal, nos moldes atuais, tem 11 milhões de contas ativas. “Temos um potencial enorme, principalmente para a baixa renda”, disse. Segundo ele, dados dos Correios mostram que 55% dos usuários de banco postal pertencem à baixa renda.
Ele observou que, se for tomada a decisão de constituir um banco próprio, depende ainda de autorização do Banco Central e de a empresa ter recursos para isso. Bernardo enfatizou que, em nenhum momento, o Tesouro Nacional injetará recursos no negócio. "A presidente (Dilma Rousseff) deu o “de acordo” dela. Se os Correios cumprirem as exigências, pode ser autorizado", disse.
Ao ter um banco próprio ou se associar a outras instituições, abre possibilidade de os Correios atuarem na área de serviços financeiros em modalidades que hoje a empresa não consegue via banco postal. Um exemplo é o recebimento de tributos de prefeituras e o lançamento de cartões próprios.
Telefonia celular
O ministro das Comunicações também disse que já há estudos em andamento com o objetivo de diversificar os negócios dos Correios. Um desses projetos diz respeito à possibilidade de os
Correios tornarem-se um operador virtual de telefonia celular.
Essa modalidade de operação foi regulamentada recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e permite que uma empresa com vasta rede de clientes ingresse no negócio da telefonia móvel, “alugando” a rede das operadoras de telefonia celular tradicionais, mas usando a marca própria, que já é forte.
Na área de serviços digitais, os Correios analisam também a possibilidade de atuar como certificador digital. Outras possibilidades em estudo são ampliar a atuação da estatal no comércio eletrônico e ingressar na área de "mensageria" (entrega de mensagens por meio da internet).
Também está sendo analisada a implantação do correio híbrido (modalidade que permitirá aos Correios receber a correspondência em meio digital e convertê-la a um meio físico, concluindo a entrega por meio da agência mais próxima do endereço de destino).
Transportes
Na área de logística integrada, os Correios poderão, por exemplo, cuidar de todo o processo que envolve a venda de um produto. A empresa poderá realizar o fluxo logístico que se inicia na captação dos pedidos, preparação das remessas, transporte e vai até a entrega domiciliar.
Encontrar uma solução para aprimorar e agilizar o transporte de correspondências pelos
Correios é uma das prioridades da estatal, segundo o ministro. "É vital. Os Correios gastam R$ 300 milhões com transporte aéreo", disse. Bernardo ponderou que os Correios têm dificuldade de contratar para prestar o serviço por causa da limitação da duração do contrato, que é de um ano, podendo ser prorrogado.
Há três possibilidades em análise: ampliação do prazo dos contratos para cinco anos, participação dos Correios em uma empresa aérea e constituição de uma subsidiária de logística. Segundo Bernardo, essas questões serão tema de uma reunião entre o ministério e a estatal semana que vem.
Quanto à possível participação dos Correios no Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala, o ministro reiterou que a empresa não entrará no leilão, mas vai se associar, posteriormente, ao consórcio vencedor. Ele acredita, no entanto, que as empresas interessadas em disputar o TAV já devem estar negociando com os Correios, pois o acerto dessa sociedade influencia no preço do lance.
*Com informações da Agência Estado e do Valor Online
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira (29) que os Correios estudam constituir um banco próprio, mas ponderou que essa possibilidade não exclui o banco postal, modalidade em que a estatal atua como correspondente bancário.
A Medida Provisória nº 532, publicada nesta sexta no Diário Oficial da União, amplia a atuação dos Correios para outras áreas como logística integrada, serviços financeiros e serviços postais eletrônicos. Segundo Bernardo, o decreto com o novo estatuto dos Correios deve ser publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (2).
Na avaliação do ministro, não somente os serviços dos Correios precisavam ser modernizados como também a estrutura organizacional. Segundo ele, esta é a única estatal que o presidente do conselho de administração assume o comando da companhia. As atribuições das diretorias também sofrerão ajustes.
Em relação aos serviços financeiros, ministro citou exemplo dos Correios da China, que têm atuação forte no segmento financeiro. Ao comparar com o Brasil, ele citou que o banco postal, nos moldes atuais, tem 11 milhões de contas ativas. “Temos um potencial enorme, principalmente para a baixa renda”, disse. Segundo ele, dados dos Correios mostram que 55% dos usuários de banco postal pertencem à baixa renda.
Ele observou que, se for tomada a decisão de constituir um banco próprio, depende ainda de autorização do Banco Central e de a empresa ter recursos para isso. Bernardo enfatizou que, em nenhum momento, o Tesouro Nacional injetará recursos no negócio. "A presidente (Dilma Rousseff) deu o “de acordo” dela. Se os Correios cumprirem as exigências, pode ser autorizado", disse.
Ao ter um banco próprio ou se associar a outras instituições, abre possibilidade de os Correios atuarem na área de serviços financeiros em modalidades que hoje a empresa não consegue via banco postal. Um exemplo é o recebimento de tributos de prefeituras e o lançamento de cartões próprios.
Telefonia celular
O ministro das Comunicações também disse que já há estudos em andamento com o objetivo de diversificar os negócios dos Correios. Um desses projetos diz respeito à possibilidade de os
Correios tornarem-se um operador virtual de telefonia celular.
Essa modalidade de operação foi regulamentada recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e permite que uma empresa com vasta rede de clientes ingresse no negócio da telefonia móvel, “alugando” a rede das operadoras de telefonia celular tradicionais, mas usando a marca própria, que já é forte.
Na área de serviços digitais, os Correios analisam também a possibilidade de atuar como certificador digital. Outras possibilidades em estudo são ampliar a atuação da estatal no comércio eletrônico e ingressar na área de "mensageria" (entrega de mensagens por meio da internet).
Também está sendo analisada a implantação do correio híbrido (modalidade que permitirá aos Correios receber a correspondência em meio digital e convertê-la a um meio físico, concluindo a entrega por meio da agência mais próxima do endereço de destino).
Transportes
Na área de logística integrada, os Correios poderão, por exemplo, cuidar de todo o processo que envolve a venda de um produto. A empresa poderá realizar o fluxo logístico que se inicia na captação dos pedidos, preparação das remessas, transporte e vai até a entrega domiciliar.
Encontrar uma solução para aprimorar e agilizar o transporte de correspondências pelos
Correios é uma das prioridades da estatal, segundo o ministro. "É vital. Os Correios gastam R$ 300 milhões com transporte aéreo", disse. Bernardo ponderou que os Correios têm dificuldade de contratar para prestar o serviço por causa da limitação da duração do contrato, que é de um ano, podendo ser prorrogado.
Há três possibilidades em análise: ampliação do prazo dos contratos para cinco anos, participação dos Correios em uma empresa aérea e constituição de uma subsidiária de logística. Segundo Bernardo, essas questões serão tema de uma reunião entre o ministério e a estatal semana que vem.
Quanto à possível participação dos Correios no Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala, o ministro reiterou que a empresa não entrará no leilão, mas vai se associar, posteriormente, ao consórcio vencedor. Ele acredita, no entanto, que as empresas interessadas em disputar o TAV já devem estar negociando com os Correios, pois o acerto dessa sociedade influencia no preço do lance.
*Com informações da Agência Estado e do Valor Online
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5 de mar. de 2011
BANCO POSTAL FAZ BRADESCO SE ARMAR
jornal Valor Econômico 04/03/2011 - Aline Lima
A manutenção da parceria com os Correios no Banco Postal , que terá sua concessão licitada em meados do ano, é considerada estratégica para o Bradesco, o concessionário do serviço desde 2002. Atualmente com 6.203 agências espalhadas por 5.271 municípios, o Banco Postal não só reforça a tal "presença" do Bradesco - slogan de sua campanha institucional -, dada a abrangência da rede, como também ajuda a posicioná-lo entre os consumidores das classes mais baixas, de forma que o banco capture o movimento de ascensão social em curso. Diante da real possibilidade de perder o Banco Postal, o banco vem se armando.
A nova licitação para contratar o operador de serviços financeiros deve ocorrer até junho e Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, mostrou-se confiante quanto à disputa em uma reunião realizada com investidores, na quarta-feira. Ele ressaltou que, de todos os bancos que vão participar, o Bradesco é o que tem melhor condições de definir um preço para a franquia.
Mas o Bradesco não está parado, confiando apenas na possibilidade de renovação do contrato com os Correios. No mesmo evento, Trabuco lembrou que o banco abriu postos avançados de atendimento nos locais onde existe o Banco Postal - sem especificar, no entanto, se isso ocorreu em todas as 6.203 agências.
De fato, o Bradesco vem acelerando a abertura de seu Bradesco Expresso - bandeira utilizada nas parcerias firmadas com supermercados, farmácias, varejistas, entre outros estabelecimentos comerciais, exceto os Correios. Somente em 2010, o banco acrescentou 5.904 correspondentes, totalizando 26.104 unidades do Bradesco Expresso (ver gráfico). Desde o fim de 2007, quando o Bradesco renovou o contrato do Banco Postal com os Correios após uma ameaça de rompimento por parte da estatal, até dezembro de 2010, a expansão dos postos do Bradesco Expresso foi de 126,2%.
O Bradesco não revela a distribuição geográfica de seus correspondentes bancários, seja do Bradesco Expresso, seja do Banco Postal. O Valor apurou que, atualmente, dos 5.564 municípios brasileiros onde o Bradesco está presente, em menos de 500 deles essa presença se dá exclusivamente por meio do Banco Postal. Essa diferença, no passado, já foi bem maior, de 1,8 mil municípios.
Ainda que o Bradesco esteja avançando nas regiões mais remotas do país para tentar reduzir a dependência do Banco Postal em termos de capilaridade, perder a licitação que será aberta pelos Correios para um concorrente não deixaria de ser um golpe para o banco da Cidade de Deus. Sem contar que a tão alardeada presença em 100% dos municípios brasileiros poderia perder-se.
No relatório de administração das demonstrações contábeis de 2010 do banco, o Banco Postal é avaliado como "uma bem-sucedida parceria com os Correios, que além de importante ponto de apoio aos clientes Bradesco que transacionam em todo o Brasil é também valioso e dinâmico indutor da expansão de mercado, pela capacidade de oferta de produtos e serviços financeiros".
A intenção do Bradesco em manter a parceria é clara. A disposição, no entanto, vai depender do preço que será pedido. Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, já deu declarações avisando que o valor será, no mínimo, cinco vezes maior que o atual - de R$ 350 milhões por ano. O contrato será válido por cinco anos.
O Bradesco leva vantagem perante a concorrência porque tem condições de analisar melhor quanto vale a operação. Nesses dez anos de parceria, avaliou qual região é mais rentável, qual tem potencial e qual não tem. Essas informações também são valiosas para montar uma rede paralela.
Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil (BB), adiantou que não tem tanto interesse no Banco Postal. Segundo ele, o BB está bem servido pela própria rede de correspondentes e já tem um plano traçado para estar presente em todos os municípios brasileiros em quatro anos, por meio de um modelo compacto de agências.
Questionado se teria interesse em participar da licitação para o Banco Postal, Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, disse, durante coletiva de imprensa para apresentação dos resultados de 2010, que o negócio parecia interessante. "Certamente vamos olhar com interesse."
Se a distribuição da rede de correspondentes do Bradesco é desconhecida, tampouco é sabido o impacto das operações do Banco Postal nos resultados do banco. Uma pesquisa sobre correspondentes bancários feita pelo Centro de Estudos em Microfinanças da FGV e pelo World Bank revela que o Banco Postal ganha US$ 15 por cada nova conta aberta. Os ganhos com essas novas contas correspondem a 12% do faturamento total, embora elas representem 0,7% das transações.
Mas a importância da parceria com o Correios vai além da receita - é uma questão de posicionamento de mercado. "A relação é de proximidade, o correspondente bancário é o private banking dos pobres", diz Lauro Emilio Gonzalez Farias, professor da FGV. Ele conta que quando fez a pesquisa (com 295 agentes localizados nas regiões Norte e Nordeste), notou que a população chamava de Banco Postal qualquer estabelecimento comercial que fizesse as vezes de banco, fosse ou não do Correios.
Fernando Salazar, analista da Fator Corretora, chama atenção para a capacidade de a parceria atrair um público não-bancarizado. Mario Pierry, do Deutsche Bank, lembra que o poder aquisitivo dessa população vem aumentando e que 34 milhões de pessoas entraram na classe C nos últimos cinco anos.
Desde 2002, quando o Banco Postal deu início às atividades, foram abertas dez milhões de contas correntes - boa parte delas, provavelmente, de pessoas que estavam à margem do sistema bancário. "A clientela é nossa, de responsabilidade do Bradesco, já que o Correios não são banco, simplesmente operam [serviços financeiros]", salientou Trabuco durante a divulgação dos resultados do banco em 2010, mas sem se estender sobre o tema "licitação". "Estamos aguardando a modelagem."
A manutenção da parceria com os Correios no Banco Postal , que terá sua concessão licitada em meados do ano, é considerada estratégica para o Bradesco, o concessionário do serviço desde 2002. Atualmente com 6.203 agências espalhadas por 5.271 municípios, o Banco Postal não só reforça a tal "presença" do Bradesco - slogan de sua campanha institucional -, dada a abrangência da rede, como também ajuda a posicioná-lo entre os consumidores das classes mais baixas, de forma que o banco capture o movimento de ascensão social em curso. Diante da real possibilidade de perder o Banco Postal, o banco vem se armando.
A nova licitação para contratar o operador de serviços financeiros deve ocorrer até junho e Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, mostrou-se confiante quanto à disputa em uma reunião realizada com investidores, na quarta-feira. Ele ressaltou que, de todos os bancos que vão participar, o Bradesco é o que tem melhor condições de definir um preço para a franquia.
Mas o Bradesco não está parado, confiando apenas na possibilidade de renovação do contrato com os Correios. No mesmo evento, Trabuco lembrou que o banco abriu postos avançados de atendimento nos locais onde existe o Banco Postal - sem especificar, no entanto, se isso ocorreu em todas as 6.203 agências.
De fato, o Bradesco vem acelerando a abertura de seu Bradesco Expresso - bandeira utilizada nas parcerias firmadas com supermercados, farmácias, varejistas, entre outros estabelecimentos comerciais, exceto os Correios. Somente em 2010, o banco acrescentou 5.904 correspondentes, totalizando 26.104 unidades do Bradesco Expresso (ver gráfico). Desde o fim de 2007, quando o Bradesco renovou o contrato do Banco Postal com os Correios após uma ameaça de rompimento por parte da estatal, até dezembro de 2010, a expansão dos postos do Bradesco Expresso foi de 126,2%.
O Bradesco não revela a distribuição geográfica de seus correspondentes bancários, seja do Bradesco Expresso, seja do Banco Postal. O Valor apurou que, atualmente, dos 5.564 municípios brasileiros onde o Bradesco está presente, em menos de 500 deles essa presença se dá exclusivamente por meio do Banco Postal. Essa diferença, no passado, já foi bem maior, de 1,8 mil municípios.
Ainda que o Bradesco esteja avançando nas regiões mais remotas do país para tentar reduzir a dependência do Banco Postal em termos de capilaridade, perder a licitação que será aberta pelos Correios para um concorrente não deixaria de ser um golpe para o banco da Cidade de Deus. Sem contar que a tão alardeada presença em 100% dos municípios brasileiros poderia perder-se.
No relatório de administração das demonstrações contábeis de 2010 do banco, o Banco Postal é avaliado como "uma bem-sucedida parceria com os Correios, que além de importante ponto de apoio aos clientes Bradesco que transacionam em todo o Brasil é também valioso e dinâmico indutor da expansão de mercado, pela capacidade de oferta de produtos e serviços financeiros".
A intenção do Bradesco em manter a parceria é clara. A disposição, no entanto, vai depender do preço que será pedido. Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, já deu declarações avisando que o valor será, no mínimo, cinco vezes maior que o atual - de R$ 350 milhões por ano. O contrato será válido por cinco anos.
O Bradesco leva vantagem perante a concorrência porque tem condições de analisar melhor quanto vale a operação. Nesses dez anos de parceria, avaliou qual região é mais rentável, qual tem potencial e qual não tem. Essas informações também são valiosas para montar uma rede paralela.
Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil (BB), adiantou que não tem tanto interesse no Banco Postal. Segundo ele, o BB está bem servido pela própria rede de correspondentes e já tem um plano traçado para estar presente em todos os municípios brasileiros em quatro anos, por meio de um modelo compacto de agências.
Questionado se teria interesse em participar da licitação para o Banco Postal, Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, disse, durante coletiva de imprensa para apresentação dos resultados de 2010, que o negócio parecia interessante. "Certamente vamos olhar com interesse."
Se a distribuição da rede de correspondentes do Bradesco é desconhecida, tampouco é sabido o impacto das operações do Banco Postal nos resultados do banco. Uma pesquisa sobre correspondentes bancários feita pelo Centro de Estudos em Microfinanças da FGV e pelo World Bank revela que o Banco Postal ganha US$ 15 por cada nova conta aberta. Os ganhos com essas novas contas correspondem a 12% do faturamento total, embora elas representem 0,7% das transações.
Mas a importância da parceria com o Correios vai além da receita - é uma questão de posicionamento de mercado. "A relação é de proximidade, o correspondente bancário é o private banking dos pobres", diz Lauro Emilio Gonzalez Farias, professor da FGV. Ele conta que quando fez a pesquisa (com 295 agentes localizados nas regiões Norte e Nordeste), notou que a população chamava de Banco Postal qualquer estabelecimento comercial que fizesse as vezes de banco, fosse ou não do Correios.
Fernando Salazar, analista da Fator Corretora, chama atenção para a capacidade de a parceria atrair um público não-bancarizado. Mario Pierry, do Deutsche Bank, lembra que o poder aquisitivo dessa população vem aumentando e que 34 milhões de pessoas entraram na classe C nos últimos cinco anos.
Desde 2002, quando o Banco Postal deu início às atividades, foram abertas dez milhões de contas correntes - boa parte delas, provavelmente, de pessoas que estavam à margem do sistema bancário. "A clientela é nossa, de responsabilidade do Bradesco, já que o Correios não são banco, simplesmente operam [serviços financeiros]", salientou Trabuco durante a divulgação dos resultados do banco em 2010, mas sem se estender sobre o tema "licitação". "Estamos aguardando a modelagem."
24 de fev. de 2011
CORREIOS E LOTÉRICAS PODERÃO FAZER CÂMBIO ATÉ US$ 3 MIL
portal Economia & Negócios 24/02/2011 - Renata Veríssimo ( Agencia Estado)
O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou hoje as casas lotéricas e os Correios, que já atuam como correspondentes bancários, a realizar operações de compra e venda de moeda estrangeira no valor de até US$ 3 mil. O gerente executivo de Câmbio e Normatização do Banco Central, Geraldo Magela, explicou que hoje esses correspondentes já podem fazer transferências de pequenos valores para o exterior e agora recebem a permissão para realizar o chamado "câmbio manual". Para isso, no entanto, os correspondentes precisam ser contratados por uma corretora ou instituição financeira. Magela afirmou que o Banco Central quer, com a medida, aumentar a capilaridade das operações cambiais.
O BC autorizou também que as prestadoras de serviços turísticos, cadastradas pelo Ministério do Turismo, possam realizar transferências de remessas internacionais até o valor de US$ 3 mil. Magela disse que essas prestadoras já podem fazer o "câmbio manual" também até esse valor. Dessa forma, a nova regulamentação aprovada pelo CNM permite que tanto lotéricas e Correios quanto prestadoras de serviços turísticos realizem os dois tipos de operação (transferência e câmbio manual).
A mesma resolução estabeleceu que as instituições financeiras que contratarem um correspondente (Correios, lotéricas, padarias, supermercados , farmácias) terão de criar uma diretoria específica responsável por supervisionar esses estabelecimentos credenciados. O CMN também estabeleceu que os correspondentes devem ter CNPJ e esclareceu que toda operação realizada por eles é de responsabilidade da instituição financeira. "O correspondente é um preposto do banco", justificou o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.
O CMN também estabeleceu que, quando o correspondente atuar na área de concessão de crédito, deverá ter funcionários capacitados e certificados nesse segmento. O correspondente, nesse caso, faz um encaminhamento de uma proposta de crédito para o banco ou os bancos com os quais tiverem contrato. Os funcionários deverão ser identificados com crachá, informando para qual banco estão atuando como correspondente.
Outra determinação do CMN foi a proibição de transferência para o cliente atendido por correspondente dos custos gerados para que o atendimento seja realizado.
Pela nova regulamentação, os bancos terão de ampliar a publicidade e a divulgação de informações sobre sua rede de correspondentes para permitir que os clientes também exerçam o controle sobre esses correspondentes.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou hoje as casas lotéricas e os Correios, que já atuam como correspondentes bancários, a realizar operações de compra e venda de moeda estrangeira no valor de até US$ 3 mil. O gerente executivo de Câmbio e Normatização do Banco Central, Geraldo Magela, explicou que hoje esses correspondentes já podem fazer transferências de pequenos valores para o exterior e agora recebem a permissão para realizar o chamado "câmbio manual". Para isso, no entanto, os correspondentes precisam ser contratados por uma corretora ou instituição financeira. Magela afirmou que o Banco Central quer, com a medida, aumentar a capilaridade das operações cambiais.
O BC autorizou também que as prestadoras de serviços turísticos, cadastradas pelo Ministério do Turismo, possam realizar transferências de remessas internacionais até o valor de US$ 3 mil. Magela disse que essas prestadoras já podem fazer o "câmbio manual" também até esse valor. Dessa forma, a nova regulamentação aprovada pelo CNM permite que tanto lotéricas e Correios quanto prestadoras de serviços turísticos realizem os dois tipos de operação (transferência e câmbio manual).
A mesma resolução estabeleceu que as instituições financeiras que contratarem um correspondente (Correios, lotéricas, padarias, supermercados , farmácias) terão de criar uma diretoria específica responsável por supervisionar esses estabelecimentos credenciados. O CMN também estabeleceu que os correspondentes devem ter CNPJ e esclareceu que toda operação realizada por eles é de responsabilidade da instituição financeira. "O correspondente é um preposto do banco", justificou o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.
O CMN também estabeleceu que, quando o correspondente atuar na área de concessão de crédito, deverá ter funcionários capacitados e certificados nesse segmento. O correspondente, nesse caso, faz um encaminhamento de uma proposta de crédito para o banco ou os bancos com os quais tiverem contrato. Os funcionários deverão ser identificados com crachá, informando para qual banco estão atuando como correspondente.
Outra determinação do CMN foi a proibição de transferência para o cliente atendido por correspondente dos custos gerados para que o atendimento seja realizado.
Pela nova regulamentação, os bancos terão de ampliar a publicidade e a divulgação de informações sobre sua rede de correspondentes para permitir que os clientes também exerçam o controle sobre esses correspondentes.
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15 de fev. de 2011
CORREIOS TÊM DISPUTA POR SERVIÇO BANCÁRIO
jornal Folha de S. Paulo 15/02/2011 - Leonardo Souza e Andreza Matais
Dez anos depois, os Correios vão abrir uma licitação que pode substituir o Bradesco como o operador do Banco Postal, numa concorrência de, ao menos, R$ 1,75 bilhão.
Desde 2001, o Bradesco explora com exclusividade o serviço de correspondente bancário oferecido nas agências da estatal pelo país.
Nesse período, o Bradesco abriu mais de 10 milhões de contas a partir dos postos dos Correios. Somente com a tarifa de manutenção de conta desses correntistas, o faturamento do banco supera R$ 845 milhões por ano, fora outros serviços, como saques, consulta a extrato e operações de empréstimo.
Da receita total apurada pelo Bradesco, os Correios ficaram com R$ 350 milhões em 2010.
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, disse à Folha que o Bradesco terá que disputar como todos os demais interessados e que o valor da licitação será de, pelo menos, o faturamento do ano passado multiplicado por cinco -o novo contrato terá duração de cinco anos renovável por mais cinco.
"Nas tarifas atuais, no ano passado arrecadamos R$ 350 milhões. Nós estamos revendo quanto nós vamos querer de tarifa, quanto para cada produto", afirmou Pinheiro.
Procurado, o Bradesco informou que "não comenta informações sobre o Banco Postal". A instituição também não informou quanto lucra com a atividade.
O contrato com o Bradesco se encerra em dezembro. Na sexta-feira, os Correios divulgaram a minuta do edital. No próximo dia 25, farão uma audiência pública para receber críticas e sugestões.
Segundo Pinheiro, a licitação deverá estar concluída até julho. Assim, o vencedor pode iniciar as operações em janeiro de 2012.
De acordo com a minuta, só podem participar instituições financeiras com ativos totais superiores a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido acima de R$ 2,16 bilhões.
Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, pelo menos outros três bancos além do Bradesco atendem a esses quesitos: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander.
Ao longo dos últimos anos, o Bradesco foi mudando o foco do Banco Postal, em busca de transações mais rentáveis, reduzindo operações de microcrédito.
O contrato com o Bradesco também foi alvo da CPI dos Correios e da CGU (Controladoria-Geral da União). Nos dois casos, foi apontado favorecimento irregular ao banco privado.
Meses depois da licitação, o governo autorizou o Bradesco a se instalar nas agências terceirizadas, localizadas em grandes cidades e capitais, mais lucrativas.
O contrato original previa que o serviço só seria oferecido nas agências próprias dos Correios, grande parte no interior do país.
Dez anos depois, os Correios vão abrir uma licitação que pode substituir o Bradesco como o operador do Banco Postal, numa concorrência de, ao menos, R$ 1,75 bilhão.
Desde 2001, o Bradesco explora com exclusividade o serviço de correspondente bancário oferecido nas agências da estatal pelo país.
Nesse período, o Bradesco abriu mais de 10 milhões de contas a partir dos postos dos Correios. Somente com a tarifa de manutenção de conta desses correntistas, o faturamento do banco supera R$ 845 milhões por ano, fora outros serviços, como saques, consulta a extrato e operações de empréstimo.
Da receita total apurada pelo Bradesco, os Correios ficaram com R$ 350 milhões em 2010.
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, disse à Folha que o Bradesco terá que disputar como todos os demais interessados e que o valor da licitação será de, pelo menos, o faturamento do ano passado multiplicado por cinco -o novo contrato terá duração de cinco anos renovável por mais cinco.
"Nas tarifas atuais, no ano passado arrecadamos R$ 350 milhões. Nós estamos revendo quanto nós vamos querer de tarifa, quanto para cada produto", afirmou Pinheiro.
Procurado, o Bradesco informou que "não comenta informações sobre o Banco Postal". A instituição também não informou quanto lucra com a atividade.
O contrato com o Bradesco se encerra em dezembro. Na sexta-feira, os Correios divulgaram a minuta do edital. No próximo dia 25, farão uma audiência pública para receber críticas e sugestões.
Segundo Pinheiro, a licitação deverá estar concluída até julho. Assim, o vencedor pode iniciar as operações em janeiro de 2012.
De acordo com a minuta, só podem participar instituições financeiras com ativos totais superiores a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido acima de R$ 2,16 bilhões.
Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, pelo menos outros três bancos além do Bradesco atendem a esses quesitos: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander.
Ao longo dos últimos anos, o Bradesco foi mudando o foco do Banco Postal, em busca de transações mais rentáveis, reduzindo operações de microcrédito.
O contrato com o Bradesco também foi alvo da CPI dos Correios e da CGU (Controladoria-Geral da União). Nos dois casos, foi apontado favorecimento irregular ao banco privado.
Meses depois da licitação, o governo autorizou o Bradesco a se instalar nas agências terceirizadas, localizadas em grandes cidades e capitais, mais lucrativas.
O contrato original previa que o serviço só seria oferecido nas agências próprias dos Correios, grande parte no interior do país.
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11 de fev. de 2011
CORREIOS INICIAM SELEÇÃO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA PARA O BANCO POSTAL
portal Valor Online 11/02/2011 - Rafael Bitencourt | Valor
Os Correios informaram hoje que já foi iniciado o processo de licitação para a escolha da instituição financeira que firmará parceria com a estatal na prestação dos serviços do Banco Postal a partir de 2012. Será realizada, no próximo dia 25, a audiência pública para esclarecer as dúvidas e colher sugestões sobre as regras previstas na minuta do edital de licitação.
O contrato vigente foi firmado com o Bradesco. A parceria teve início em agosto de 2001 e está prevista para terminar em dezembro deste ano. Os Correios utilizam o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra que 39,5% dos brasileiros ainda não têm conta bancária.
Em nota, os Correios informam que o Banco Postal se caracteriza pela utilização da rede de atendimento para a prestação de serviços bancários básicos em todo o território nacional, funcionando como correspondente de instituições bancárias.
Este princípio está definido em resolução do Conselho Monetário Nacional de 2003.
“Com o Banco Postal, os Correios possibilitaram a inclusão financeira em mais de 95% do território brasileiro, uma vez que esse serviço está presente em 5.266 municípios, em 6.192 agências. Com mais de 10 milhões de contas abertas, o Banco Postal vem crescendo, pois cerca de 4.500 novas contas são abertas diariamente”.
Os bancos interessados já podem estudar as regras da licitação, pois minuta do edital foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).
Os Correios informaram hoje que já foi iniciado o processo de licitação para a escolha da instituição financeira que firmará parceria com a estatal na prestação dos serviços do Banco Postal a partir de 2012. Será realizada, no próximo dia 25, a audiência pública para esclarecer as dúvidas e colher sugestões sobre as regras previstas na minuta do edital de licitação.
O contrato vigente foi firmado com o Bradesco. A parceria teve início em agosto de 2001 e está prevista para terminar em dezembro deste ano. Os Correios utilizam o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra que 39,5% dos brasileiros ainda não têm conta bancária.
Em nota, os Correios informam que o Banco Postal se caracteriza pela utilização da rede de atendimento para a prestação de serviços bancários básicos em todo o território nacional, funcionando como correspondente de instituições bancárias.
Este princípio está definido em resolução do Conselho Monetário Nacional de 2003.
“Com o Banco Postal, os Correios possibilitaram a inclusão financeira em mais de 95% do território brasileiro, uma vez que esse serviço está presente em 5.266 municípios, em 6.192 agências. Com mais de 10 milhões de contas abertas, o Banco Postal vem crescendo, pois cerca de 4.500 novas contas são abertas diariamente”.
Os bancos interessados já podem estudar as regras da licitação, pois minuta do edital foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).
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