jornal DCI 01/09/2011 – Marcelle Gutierrez
No Brasil, o meio de pagamento eletrônico com crédito antecipado, o pré-pago, ainda não apresenta expansiva aceitação entre consumidores, comércio e emissores. Segundo especialistas presentes no Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4), falta uma regulamentação específica para gerar credibilidade e confiança, já que o potencial de movimentação no mundo é de US$ 3 trilhões neste ano, aponta o gerente de produtos pré-pagos da Visa. Já o executivo da Mastercard acredita que somente o Brasil irá movimentar US$ 18 bilhões até 2017 em produtos da rede aberta, isto é, disponíveis para a utilização em diferentes estabelecimentos comerciais.
Em 2010, o setor movimentou R$ 89 bilhões, sendo que R$ 34 bilhões vieram dos produtos de telefonia móvel, de acordo com a consultoria de varejo financeiro Boanerges & Cia. Contudo, Neissan Monadjem, CEO da companhia E-Safe Transfer, acredita que há elementos positivos e funções ainda inexploradas, além das já conhecidas, como recarga de celular, tíquete refeição, vale transporte, entre outros. "Há um mercado gigantesco para expansão, com o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e diminuição do uso de cheque. Mas há novos mercados que podem ser explorados, o que deve impulsionar o crescimento, como vale-cultura, saúde, mesada, aposentadoria etc."
Segundo Monadjem, 4% do total de pagamentos realizados foram feitos com cartões pré-pagos em 2010. Mas a expectativa é de que até 2020, a participação atinja 10%
Luis Eduardo Ritzmann, superintendente de desenvolvimento de negócios do Grupo VR, confirma a projeção em cinco ou 10 anos e exemplifica com Estados Unidos e Europa, onde 10% do faturamento de shopping centers provêm de pré-pagos. De acordo com Ritzmann, a regulamentação pode colaborar com o mercado e em confiança por parte de consumidores e estabelecimentos comerciais.
Para realizar a autorregulação, foi criado há um mês o Grupo Setorial de Pré-Pagos no Brasil (GSPP), do qual a VR desenvolvimento faz parte, junto com mais 18 companhias. "Buscamos como exemplo o modelo da indústria de anunciantes, que tem sucesso com o Conar [Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária], porque os anunciantes e veículos respeitam um código de ética. A gente tem essa visão para as empresas se organizarem. Como não estamos no sistema financeiro, temos de garantir que o dinheiro colocado no cartão está seguro e poderá ser utilizado. Esse conceito tem que permanecer, pois cria confiança e ajuda a mudar a cultura".
O Grupo VR possui estratégias diferenciadas no mercado há três anos, desde quando vendeu os produtos de benefícios ao trabalhador para a Sodexo. "Há um ano, percebemos que poderíamos desenvolver outros produtos em um mercado que realiza 700 milhões de transações por ano. Com isso, a VR Desenvolvimento e VR Benefícios geram produtos com valor agregado e relevância ao consumidor".
Gerar valor ao usuário também faz parte da estratégia da Visa no Brasil. Segundo o gerente de produtos pré-pagos na Visa, Tiago Moherdaui, há a necessidade de trazer vantagens para incentivar o uso. "O pré-pago tem uma atratividade mais restrita. Se agregar valor traz muitos benefícios para todos os participantes".
Outra vantagem e possibilidade de atuação está na classe que ainda não participa do sistema bancário, cerca de 40% da população brasileira, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Moherdaui, o cartão funciona como um produto complementar para o bancarizado, mas um instrumento de compra com segurança e controle para o não-bancarizado. "Funciona ainda como ferramenta de educação financeira para a pessoa que não tem o costume de utilizar um meio eletrônico de pagamento." No Brasil, a Visa lançou o primeiro produto em 1996 e agora possui sete linhas ativas, mais de 80 programas implantados e 10 bancos emissores. No mundo, há 11 mil programas, distribuídos em 110 países.
A MasterCard concorda que o plástico funciona como entrada para a bancarização e cita como exemplo o cartão pré-pago em parceria com o banco PanAmericano, que tem multifunções, aponta Carlos Ogata, vice-presidente de desenvolvimentos de produtos da MasterCard. No entanto, o atual foco de atuação está no desenvolvimento de ferramentas para companhias fora dos bancos. "Para o pré-pago é necessária uma marca de aceitação, infraestrutura de operação e processamento, e gestão de programas direcionados".
Como possível mercado de maior expansão, Ogata cita o open loop, que consiste em plásticos aceitos em diversos estabelecimentos comerciais. O executivo cita que até 2017 US$ 18 bilhões será movimentado neste segmento somente no Brasil, sendo US$ 10 bilhões em cartões corporativos e US$ 8 bilhões para consumidores. O outro modelo do pré-pago é o recarregado e utilizado somente em uma rede de compras, como os cartões de fidelização.
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4 de set. de 2011
CINCO BANCOS DETÊM 81% DO SEGMENTO DE CARTÕES, DIZ ESTUDO
portal Economia & Negócios 31/08/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agência Estado)
A concentração no mercado de cartões aumentou nos últimos anos. Em 2005, os cinco maiores bancos emissores de cartões detinham 68% do mercado. Este ano, a participação saltou para 81%, segundo levantamento da CardMonitor, empresa especializada em estatísticas do mercado de meios eletrônicos de pagamentos.
Na avaliação de José Antonio Camargo de Carvalho, sócio-diretor da CardMonitor, a concentração no segmento de cartões se acelerou como reflexo da própria concentração bancária. Somente nos últimos anos foram várias fusões e aquisições, como Itaú e Unibanco, Santander e Real, Bradesco e Ibi e Banco do Brasil e Nossa Caixa. O mercado de cartões é dominado atualmente por Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Para o especialista, mesmo com a intensa competição, as vendas de novos cartões estão cada vez mais difíceis. As estimativas são de que 65 milhões de brasileiros tenham um cartão. Mapeamento da CardMonitor junto aos bancos mostra que existem no Brasil nada menos que 585 tipos de cartões de credito diferentes. Só o Itaú Unibanco tem 116 versões diferentes de cartões. 0 Bradesco tem 104.
Apesar dos bancos estarem emitindo novos cartões a cada dia, parte considerável dos plásticos não é usada efetivamente pelas pessoas. Estudos da CardMonitor mostram que, de cada 100 cartões emitidos, 60 meses depois só sobraram 28 plásticos ativos.
Na média, 31% dos cartões das carteiras dos bancos são cancelados, seja porque o cliente não usa o plástico, seja porque ele usa e se tornou inadimplente. O executivo da CardMonitor participou nesta quarta-feira do C4 - Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor, em São Paulo.
A concentração no mercado de cartões aumentou nos últimos anos. Em 2005, os cinco maiores bancos emissores de cartões detinham 68% do mercado. Este ano, a participação saltou para 81%, segundo levantamento da CardMonitor, empresa especializada em estatísticas do mercado de meios eletrônicos de pagamentos.
Na avaliação de José Antonio Camargo de Carvalho, sócio-diretor da CardMonitor, a concentração no segmento de cartões se acelerou como reflexo da própria concentração bancária. Somente nos últimos anos foram várias fusões e aquisições, como Itaú e Unibanco, Santander e Real, Bradesco e Ibi e Banco do Brasil e Nossa Caixa. O mercado de cartões é dominado atualmente por Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Para o especialista, mesmo com a intensa competição, as vendas de novos cartões estão cada vez mais difíceis. As estimativas são de que 65 milhões de brasileiros tenham um cartão. Mapeamento da CardMonitor junto aos bancos mostra que existem no Brasil nada menos que 585 tipos de cartões de credito diferentes. Só o Itaú Unibanco tem 116 versões diferentes de cartões. 0 Bradesco tem 104.
Apesar dos bancos estarem emitindo novos cartões a cada dia, parte considerável dos plásticos não é usada efetivamente pelas pessoas. Estudos da CardMonitor mostram que, de cada 100 cartões emitidos, 60 meses depois só sobraram 28 plásticos ativos.
Na média, 31% dos cartões das carteiras dos bancos são cancelados, seja porque o cliente não usa o plástico, seja porque ele usa e se tornou inadimplente. O executivo da CardMonitor participou nesta quarta-feira do C4 - Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor, em São Paulo.
31 de ago. de 2011
PAGAMENTOS EM CHEQUE E DINHEIRO DÃO LUGAR A CARTÕES
portal Maxpress 30/08/2011 – release E- Press Comunicação
Em 2021, os pagamentos com cartões na economia brasileira se tornarão preponderantes, superando pagamentos em dinheiro ou com cheque, este último já em franco declínio. Estes e outros dados sobre a evolução do segmento de cartões de crédito e débito, especialmente no segmento de estabelecimentos comerciais e de serviços, serão discutidos em palestra de Boanerges Ramos Freire, Presidente da Boanerges & Cia., empresa especializada em varejo financeiro, que acontece no Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4) no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo em 31/08 e 01/09.
Segundo Boanerges, essas mudanças no perfil de pagamentos no Brasil traz importantes implicações para lojistas, operadoras de cartões e também consumidores, uma vez que os cartões são, de longe, meios de pagamento mais inteligentes:
“A ampliação dos pagamentos com cartões traz para toda a vasta rede de empresas envolvidas nesse processo, como bancos, operadoras de cartões, seguradoras, lojas, financeiras, entre outras, uma variedade de informações inéditas, que podem resultar em novos negócios e formas de fidelização de clientes”, explica Boanerges, com mais de 30 anos de atuação nesse mercado.
Cheque em decadência – Um dos fenômenos do avanço do pagamento com cartões, que agora parcelam compras sem juros, como cheques pré-datados, é o acelerado processo de decadência do cheque, que respondia por 34% dos pagamentos no ano 2000 e chegará a 2021 com apenas 2% de participação:
“Há toda uma mobilização contra os pagamentos em cheques, a começar pelo fato de ser um meio de pagamento inseguro, suscetível a falsificações e ao velho problema da falta de fundos, algo que os cartões de crédito e débito já resolveram”, assinala Boanerges.
A palestra de Boanerges, que faz uma análise sobre o segmento de aceitação de cartões em lojas e estabelecimentos, conhecido como “acquiring” ou credenciamento, acontece no dia 31/08, às 14h, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Mais informações sobre o congresso podem ser obtidas pelo endereço: www.congressoc4.com.br.
Sobre a Boanerges & Cia.
A Boanerges & Cia. é uma consultoria especializada em varejo financeiro, e ao longo dos seus 10 anos de atuação no mercado vem desenvolvendo diversos projetos para empresas e profissionais do setor, através de soluções customizadas a cada caso e sempre voltadas para o resultado prático. Seus trabalhos contemplam diferentes áreas como estratégia e planejamento, marketing e vendas, finanças e controles, crédito e cobrança, operações e tecnologia, recursos humanos, aspectos legais, gestão da qualidade e gestão de projetos. É atualmente reconhecida como uma das maiores especialistas no mercado de varejo financeiro, com destaque para cartões, crédito ao consumidor e seguros.
Em 2021, os pagamentos com cartões na economia brasileira se tornarão preponderantes, superando pagamentos em dinheiro ou com cheque, este último já em franco declínio. Estes e outros dados sobre a evolução do segmento de cartões de crédito e débito, especialmente no segmento de estabelecimentos comerciais e de serviços, serão discutidos em palestra de Boanerges Ramos Freire, Presidente da Boanerges & Cia., empresa especializada em varejo financeiro, que acontece no Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4) no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo em 31/08 e 01/09.
Segundo Boanerges, essas mudanças no perfil de pagamentos no Brasil traz importantes implicações para lojistas, operadoras de cartões e também consumidores, uma vez que os cartões são, de longe, meios de pagamento mais inteligentes:
“A ampliação dos pagamentos com cartões traz para toda a vasta rede de empresas envolvidas nesse processo, como bancos, operadoras de cartões, seguradoras, lojas, financeiras, entre outras, uma variedade de informações inéditas, que podem resultar em novos negócios e formas de fidelização de clientes”, explica Boanerges, com mais de 30 anos de atuação nesse mercado.
Cheque em decadência – Um dos fenômenos do avanço do pagamento com cartões, que agora parcelam compras sem juros, como cheques pré-datados, é o acelerado processo de decadência do cheque, que respondia por 34% dos pagamentos no ano 2000 e chegará a 2021 com apenas 2% de participação:
“Há toda uma mobilização contra os pagamentos em cheques, a começar pelo fato de ser um meio de pagamento inseguro, suscetível a falsificações e ao velho problema da falta de fundos, algo que os cartões de crédito e débito já resolveram”, assinala Boanerges.
A palestra de Boanerges, que faz uma análise sobre o segmento de aceitação de cartões em lojas e estabelecimentos, conhecido como “acquiring” ou credenciamento, acontece no dia 31/08, às 14h, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Mais informações sobre o congresso podem ser obtidas pelo endereço: www.congressoc4.com.br.
Sobre a Boanerges & Cia.
A Boanerges & Cia. é uma consultoria especializada em varejo financeiro, e ao longo dos seus 10 anos de atuação no mercado vem desenvolvendo diversos projetos para empresas e profissionais do setor, através de soluções customizadas a cada caso e sempre voltadas para o resultado prático. Seus trabalhos contemplam diferentes áreas como estratégia e planejamento, marketing e vendas, finanças e controles, crédito e cobrança, operações e tecnologia, recursos humanos, aspectos legais, gestão da qualidade e gestão de projetos. É atualmente reconhecida como uma das maiores especialistas no mercado de varejo financeiro, com destaque para cartões, crédito ao consumidor e seguros.
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7 de set. de 2010
PEQUENA EMPRESA DEVE NEGOCIAR COM BANDEIRA DE CARTÃO DE CRÉDITO
portal Administradores 02/09/2010 - Beth Matias (Agência Sebrae de Notícias)
Com o fim da exclusividade entre as bandeiras de cartões e as operadoras a partir de 1º de julho, o pequeno negócio varejista no Brasil passou a ser tratado como um cliente e não mais como um mero repassador de serviços.
A afirmação é do empresário Álvaro Musa, organizador do Fórum C4 Varejo - PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor - C4 2010, que acontece de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
Musa coordenou nesta quarta-feira (1º) o painel Cartões e Outros Meios Eletrônicos na Prática para o varejista. Participaram também Sérgio Murtinho, da Nexxta, Davi Zini, da Redecard, e o gerente da Unidade de Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Guerra.
Crescimento
Segundo o coordenador, nos últimos 15 anos o chamado "dinheiro de plástico" cresceu de 12 milhões para 600 milhões de cartões. "Estamos no varejo com 6 bilhões de transações no País. Em 1995, eram 200 milhões", disse.
Esses números, afirma, revelam o amadurecimento do setor de cartões, que investiu "muito dinheiro" em tecnologia para chegar a este patamar.
Apesar disso, ainda é um setor pouco regulamentado e muito criticado pelos pequenos negócios no país. "Precisamos estabelecer um diálogo entre as duas pontas. Não estou falando de reduzir preços, mas de criar um cardápio de produtos que possam ser benéficos às duas partes."
Exigir qualidade
Virar um cliente, diz Sérgio Murtinho, tem um custo para o próprio cliente. "É preciso treinamento. Ele precisa tomar para si essa relação. Exigir qualidade dos serviços prestados. O brasileiro peca pelo conformismo, pela relação ruim."
Segundo ele, uma operação de meio de pagamento deve levar três segundo e não um minuto. "Se você varejista agora é o cliente, tem o direito de exigir qualidade no serviço prestado."
Condições diferenciadas
Alexandre Guerra acredita que a relação ainda é desigual, mas deverá melhorar no futuro. "A bandeira que o Sebrae está levando à frente é mostrar que hoje as duas maiores credenciadoras operam com 2 milhões de empresas quando o universo pode ser muito maior se as condições foram diferenciadas de acordo com as necessidades dos usuários."
Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Redecard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas pelo País.
O Congresso C4 Varejo – PME tem como principal tema 'Clientes, a razão de tudo'. Além do painel desta quarta-feira, serão realizados outros dois painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão:
empreendedor individual, inovação – pagamento via celular e outras novidades, profissionalização, governança e sucessão.
Com o fim da exclusividade entre as bandeiras de cartões e as operadoras a partir de 1º de julho, o pequeno negócio varejista no Brasil passou a ser tratado como um cliente e não mais como um mero repassador de serviços.
A afirmação é do empresário Álvaro Musa, organizador do Fórum C4 Varejo - PME, evento inserido na programação do Congresso Cartões de Crédito ao Consumidor - C4 2010, que acontece de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
Musa coordenou nesta quarta-feira (1º) o painel Cartões e Outros Meios Eletrônicos na Prática para o varejista. Participaram também Sérgio Murtinho, da Nexxta, Davi Zini, da Redecard, e o gerente da Unidade de Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Guerra.
Crescimento
Segundo o coordenador, nos últimos 15 anos o chamado "dinheiro de plástico" cresceu de 12 milhões para 600 milhões de cartões. "Estamos no varejo com 6 bilhões de transações no País. Em 1995, eram 200 milhões", disse.
Esses números, afirma, revelam o amadurecimento do setor de cartões, que investiu "muito dinheiro" em tecnologia para chegar a este patamar.
Apesar disso, ainda é um setor pouco regulamentado e muito criticado pelos pequenos negócios no país. "Precisamos estabelecer um diálogo entre as duas pontas. Não estou falando de reduzir preços, mas de criar um cardápio de produtos que possam ser benéficos às duas partes."
Exigir qualidade
Virar um cliente, diz Sérgio Murtinho, tem um custo para o próprio cliente. "É preciso treinamento. Ele precisa tomar para si essa relação. Exigir qualidade dos serviços prestados. O brasileiro peca pelo conformismo, pela relação ruim."
Segundo ele, uma operação de meio de pagamento deve levar três segundo e não um minuto. "Se você varejista agora é o cliente, tem o direito de exigir qualidade no serviço prestado."
Condições diferenciadas
Alexandre Guerra acredita que a relação ainda é desigual, mas deverá melhorar no futuro. "A bandeira que o Sebrae está levando à frente é mostrar que hoje as duas maiores credenciadoras operam com 2 milhões de empresas quando o universo pode ser muito maior se as condições foram diferenciadas de acordo com as necessidades dos usuários."
Hoje 3,5 milhões de micro e pequenas empresas ainda não trabalham com cartão de crédito por diversos motivos, entre eles o alto custo, considerando que cada terminal tem aluguel mensal de R$ 120,00, fora taxas sobre vendas e pagamento da linha telefônica. A Visa e a Redecard, que detêm 90% do mercado, têm 1,7 milhão de maquinetas espalhadas pelo País.
O Congresso C4 Varejo – PME tem como principal tema 'Clientes, a razão de tudo'. Além do painel desta quarta-feira, serão realizados outros dois painéis focados nas necessidades dos varejistas e suas relações com serviços financeiros e meios eletrônicos de pagamento. Entre os assuntos previstos estão:
empreendedor individual, inovação – pagamento via celular e outras novidades, profissionalização, governança e sucessão.
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1 de set. de 2010
BRASIL SÓ PERDE PARA EUA E CANADÁ EM LUCRATIVIDADE NO SETOR DE CARTÕES
portal Economia & Negócios 01/09/2010 - Altamiro Silva Júnior (Agência Estado)
O mercado brasileiro de cartões já é o terceiro mais lucrativo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Canadá. As empresas ligadas ao setor, incluindo bancos emissores e os credenciadores de lojistas para as bandeiras, devem lucrar mais de US$ 4 bilhões este ano, segundo estudo da consultoria inglesa Lafferty. Em 2009, os lucros somaram US$ 3,750 bilhões. A consultoria pesquisou o mercado de cartões em 65 países e, para a comparação internacional, considerou os ganhos antes dos impostos e taxas.
Cada cartão de crédito emitido no Brasil dá lucro de US$ 20 para os bancos. É o maior valor entre os países que formam a sigla Bric (além do Brasil, há a Rússia, a Índia e a China). Na Índia, o lucro é de US$ 12 e na Rússia de apenas US$ 5. Já na China, mercado dominado pelos cartões de débito, cada plástico dá prejuízo de US$ 1.
Mesmo estando entre os cinco maiores mercados de cartões do mundo, o setor no Brasil ainda tem grande potencial para crescimento, avalia o sócio da Lafferty Group, o irlandês Michael Lafferty. Um dos indicadores disso é que o gasto médio por cartão aqui ainda é baixo quando comparado a outros países. No mercado brasileiro, cada cartão movimenta US$ 937 por ano, em média, considerando dados de 2009. Na China, é de US$ 1.538. A média mundial está em US$ 2.613. Na comparação internacional quando se considera o valor de cada transação, o Brasil é apenas o oitavo do ranking global, com US$ 75. Nos outros países, está na casa dos US$ 100.
Segundo o executivo, mercados como o Reino Unido e o norte-americano estão com taxas estáveis de crescimento, ainda influenciadas pela crise financeira mundial de 2008 e 2009. Enquanto isso, o Brasil continua mantendo o ritmo de crescimento, sempre na casa dos dois dígitos. "Vemos um crescimento massivo para o crédito ao consumo no Brasil, muito a frente dos outros países dos Bric", disse o executivo, que veio a São Paulo para participar do C4 - Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor. O Brasil deve fechar o ano com 600 milhões de cartões, entre plásticos de débito, crédito e de lojas.
Para Lafferty, uma das particularidades do Brasil é a forte popularidade dos cartões de varejo, emitidos por lojas e redes em parcerias com bancos. Diferentes de outros países, esses cartões são muito usados aqui e são considerados um modelo mundial para a expansão desse mercado. Hoje, praticamente todas as grandes redes varejistas emitem cartões. Na comparação internacional, apenas os EUA têm participação importante dos plásticos de varejo.
Nos Estados Unidos, o setor de cartões deu lucro bruto de US$ 18 bilhões em 2008. Com a crise, os ganhos despencaram para cerca de US$ 1 bilhão em 2009. Este ano, devem se recuperar e bater em quase US$ 5 bilhões. Coreia do Sul, na quarta posição, e Turquia, na quinta, são os outros mercados que possuem os maiores lucros no setor de cartões na comparação global.
O mercado brasileiro de cartões já é o terceiro mais lucrativo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Canadá. As empresas ligadas ao setor, incluindo bancos emissores e os credenciadores de lojistas para as bandeiras, devem lucrar mais de US$ 4 bilhões este ano, segundo estudo da consultoria inglesa Lafferty. Em 2009, os lucros somaram US$ 3,750 bilhões. A consultoria pesquisou o mercado de cartões em 65 países e, para a comparação internacional, considerou os ganhos antes dos impostos e taxas.
Cada cartão de crédito emitido no Brasil dá lucro de US$ 20 para os bancos. É o maior valor entre os países que formam a sigla Bric (além do Brasil, há a Rússia, a Índia e a China). Na Índia, o lucro é de US$ 12 e na Rússia de apenas US$ 5. Já na China, mercado dominado pelos cartões de débito, cada plástico dá prejuízo de US$ 1.
Mesmo estando entre os cinco maiores mercados de cartões do mundo, o setor no Brasil ainda tem grande potencial para crescimento, avalia o sócio da Lafferty Group, o irlandês Michael Lafferty. Um dos indicadores disso é que o gasto médio por cartão aqui ainda é baixo quando comparado a outros países. No mercado brasileiro, cada cartão movimenta US$ 937 por ano, em média, considerando dados de 2009. Na China, é de US$ 1.538. A média mundial está em US$ 2.613. Na comparação internacional quando se considera o valor de cada transação, o Brasil é apenas o oitavo do ranking global, com US$ 75. Nos outros países, está na casa dos US$ 100.
Segundo o executivo, mercados como o Reino Unido e o norte-americano estão com taxas estáveis de crescimento, ainda influenciadas pela crise financeira mundial de 2008 e 2009. Enquanto isso, o Brasil continua mantendo o ritmo de crescimento, sempre na casa dos dois dígitos. "Vemos um crescimento massivo para o crédito ao consumo no Brasil, muito a frente dos outros países dos Bric", disse o executivo, que veio a São Paulo para participar do C4 - Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor. O Brasil deve fechar o ano com 600 milhões de cartões, entre plásticos de débito, crédito e de lojas.
Para Lafferty, uma das particularidades do Brasil é a forte popularidade dos cartões de varejo, emitidos por lojas e redes em parcerias com bancos. Diferentes de outros países, esses cartões são muito usados aqui e são considerados um modelo mundial para a expansão desse mercado. Hoje, praticamente todas as grandes redes varejistas emitem cartões. Na comparação internacional, apenas os EUA têm participação importante dos plásticos de varejo.
Nos Estados Unidos, o setor de cartões deu lucro bruto de US$ 18 bilhões em 2008. Com a crise, os ganhos despencaram para cerca de US$ 1 bilhão em 2009. Este ano, devem se recuperar e bater em quase US$ 5 bilhões. Coreia do Sul, na quarta posição, e Turquia, na quinta, são os outros mercados que possuem os maiores lucros no setor de cartões na comparação global.
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PAGAMENTOS POR CELULAR E PRÉ-PAGOS SÃO OS TEMAS DA MASTERCARD NO C4 2010
release Tamer Comunicação Empresarial 01/09/2010
A MasterCard marca presença na sexta edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4-2010). Participam do evento o vice-presidente de Produtos Pré-Pagos da MasterCard Brasil, Carlos Ogata, e o vice-presidente de Pagamentos Avançados da MasterCard Brasil, Luiz Guilherme Roncato. Ogata irá discorrer sobre as oportunidades para soluções pré-pagas no Brasil e no mundo, enquanto Roncato será um dos participantes do painel sobre pagamentos por celular.
Os dois projetos são prioridades de negócios para a MasterCard no Brasil. Na área de pré-pagos, uma pesquisa da MasterCard realizada pela Boston Consulting Group e PSE Consulting prevê gastos de US$ 115 bilhões om cartões pré-pagos na América Latina e Caribe até 2015, ou seja, apresenta um potencial de crescimento muito grande em toda a região.
Reconhecendo essa oportunidade, a MasterCard está incentivando a inovação em vários setores com a oferta de soluções em pré-pagos no setor público, no comércio e para mercados de consumo na região inteira.
Já em pagamentos móveis a MasterCard anunciou no final de 2009, em parceria com Itaú Unibanco, Redecard e Vivo, a criação de uma plataforma de meios de pagamento para telefones celulares, em projeto piloto que em breve estará disponível no mercado.
Pioneira no mundo, a iniciativa tem o objetivo de oferecer uma solução completa a ser utilizada por qualquer emissor, adquirente e operadora de telefonia móvel para disponibilizar pagamentos iniciados pelo telefone celular usando a rede de pagamentos da MasterCard.
01 de setembro – 16h00
Painel – Luiz Guilherme Roncato
Tema: Pagamento por celular, biometria, contact less e outras novidades.“É para valer ou ainda demora?”
03 de setembro – 10h50
Palestrante - Carlos Ogata
Tema: Cartões Pré-Pagos: um mercado em plena ebulição e de potencial pouco conhecido. “Que oportunidades existem nesse segmento? Como pode deslanchar no Brasil?”
A MasterCard marca presença na sexta edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4-2010). Participam do evento o vice-presidente de Produtos Pré-Pagos da MasterCard Brasil, Carlos Ogata, e o vice-presidente de Pagamentos Avançados da MasterCard Brasil, Luiz Guilherme Roncato. Ogata irá discorrer sobre as oportunidades para soluções pré-pagas no Brasil e no mundo, enquanto Roncato será um dos participantes do painel sobre pagamentos por celular.
Os dois projetos são prioridades de negócios para a MasterCard no Brasil. Na área de pré-pagos, uma pesquisa da MasterCard realizada pela Boston Consulting Group e PSE Consulting prevê gastos de US$ 115 bilhões om cartões pré-pagos na América Latina e Caribe até 2015, ou seja, apresenta um potencial de crescimento muito grande em toda a região.
Reconhecendo essa oportunidade, a MasterCard está incentivando a inovação em vários setores com a oferta de soluções em pré-pagos no setor público, no comércio e para mercados de consumo na região inteira.
Já em pagamentos móveis a MasterCard anunciou no final de 2009, em parceria com Itaú Unibanco, Redecard e Vivo, a criação de uma plataforma de meios de pagamento para telefones celulares, em projeto piloto que em breve estará disponível no mercado.
Pioneira no mundo, a iniciativa tem o objetivo de oferecer uma solução completa a ser utilizada por qualquer emissor, adquirente e operadora de telefonia móvel para disponibilizar pagamentos iniciados pelo telefone celular usando a rede de pagamentos da MasterCard.
01 de setembro – 16h00
Painel – Luiz Guilherme Roncato
Tema: Pagamento por celular, biometria, contact less e outras novidades.“É para valer ou ainda demora?”
03 de setembro – 10h50
Palestrante - Carlos Ogata
Tema: Cartões Pré-Pagos: um mercado em plena ebulição e de potencial pouco conhecido. “Que oportunidades existem nesse segmento? Como pode deslanchar no Brasil?”
Marcadores:
cartão pré-pago,
Congresso C4,
MasterCard,
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31 de ago. de 2010
NEUS APRESENTA NO C4 PRODUTOS INOVADORES PARA O SETOR DE CARTÕES E TRANSAÇÕES FINANCEIRAS
portal PB Agora 31/08/2010
A NEUS Tecnologia, referência no desenvolvimento de tecnologias inovadoras para cartões de crédito e meios eletrônicos de pagamento, estará presente como patrocinadora no Congresso de cartões e créditos ao Consumidor, C4 que ocorre de 31 de agosto a 03 de setembro no centro de convenções Frei Caneca (São Paulo - SP). A C4 é um grande encontro de profissionais do setor e um dos eventos com melhor avaliação na indústria de serviços financeiros, que reúne anualmente executivos e representantes de empresas com o objetivo de analisar tendências inovações tecnológicas e outros grandes temas voltados para o mercado brasileiro de cartões.
De acordo Edrei Costa, diretor da empresa, a Neus atua no mercado de Cartões e meios eletrônicos de pagamento desde 2001, e vem colocando soluções inovadoras neste segmento. “O mercado aponta uma tendência de forte crescimento e consolidação. Esse é o momento, para os adquirentes e emissores, de buscar fornecedores que comportem seu crescimento e possam acompanhar a dinâmica do mercado oferecendo produtos e serviços flexíveis, inovadores e de alta disponibilidade.”
As soluções apresentados neste evento correspondem aos produtos e serviços com a mais alta tecnologia e segurança através de ambientes de alta disponibilidade e interface 100% web, com o objetivo de oferecer serviços como à implantação de soluções de captura, integração, autorização e gestão de cartões de credito, private label, cartões de benefícios, frota, acquirer/autorizador e convenio empresas.
São iniciativas como esta que marcam a NEUS como uma empresa de referencia no mercado de cartões e com a constante preocupação de gerar novas formas de networking em um ambiente perfeito para se obter sucesso no desenvolvimento e realização de novos negócios.
A NEUS Tecnologia, referência no desenvolvimento de tecnologias inovadoras para cartões de crédito e meios eletrônicos de pagamento, estará presente como patrocinadora no Congresso de cartões e créditos ao Consumidor, C4 que ocorre de 31 de agosto a 03 de setembro no centro de convenções Frei Caneca (São Paulo - SP). A C4 é um grande encontro de profissionais do setor e um dos eventos com melhor avaliação na indústria de serviços financeiros, que reúne anualmente executivos e representantes de empresas com o objetivo de analisar tendências inovações tecnológicas e outros grandes temas voltados para o mercado brasileiro de cartões.
De acordo Edrei Costa, diretor da empresa, a Neus atua no mercado de Cartões e meios eletrônicos de pagamento desde 2001, e vem colocando soluções inovadoras neste segmento. “O mercado aponta uma tendência de forte crescimento e consolidação. Esse é o momento, para os adquirentes e emissores, de buscar fornecedores que comportem seu crescimento e possam acompanhar a dinâmica do mercado oferecendo produtos e serviços flexíveis, inovadores e de alta disponibilidade.”
As soluções apresentados neste evento correspondem aos produtos e serviços com a mais alta tecnologia e segurança através de ambientes de alta disponibilidade e interface 100% web, com o objetivo de oferecer serviços como à implantação de soluções de captura, integração, autorização e gestão de cartões de credito, private label, cartões de benefícios, frota, acquirer/autorizador e convenio empresas.
São iniciativas como esta que marcam a NEUS como uma empresa de referencia no mercado de cartões e com a constante preocupação de gerar novas formas de networking em um ambiente perfeito para se obter sucesso no desenvolvimento e realização de novos negócios.
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