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20 de fev. de 2012

BRIGA ENTRE GOOGLE E BUSCAPÉ CHEGA À SDE


jornal Valor Econômico 27/01/2012 -  Juliano Basile

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça recebeu 200 páginas em manifestações do Google e do Buscapé no processo em que vai decidir se há discriminação nas buscas feitas pelo Google no setor de atuação do Buscapé.

O caso promete ser uma das investigações antitruste mais importantes no Brasil envolvendo tecnologia e informação. De um lado, o Buscapé diz que passou a ser discriminado pelo Google, desde outubro passado, quando o site de buscas lançou o Google Shopping. De outro, o Google nega qualquer discriminação, dizendo que o seu sistema de buscas não privilegia empresas, mas sim, segue o interesse dos usuários.

No documento enviado à SDE, o Buscapé alega que o Google tem dado prioridade ao Google Shopping, em detrimento dos demais comparadores de preços nacionais, o que pode lhe dar o domínio completo do mercado. Isso estaria acontecendo, segundo a petição de 98 páginas que o Valor teve acesso, através de uma "arquitetura de informação diferenciada" dos demais sites. Essa "arquitetura" inclui "layout", imagem, preços e números de lojas. "O Google Shopping tem sido, com relativa frequência, o comparador mais bem posicionado no resultado de busca orgânica do Google Busca", completa o documento. [Entende-se como 'busca orgânica' o processo que leva os internautas a fazer pesquisas na web por meio de listagens dos motores de busca, baseados em uma palavra-chave, ao contrário de links patrocinados, que trazem publicidade junto aos resultados da pesquisa].

O Buscapé enviou ainda cópias de e-mails em que funcionários do Google teriam admitido que o fato de os produtos do Google Shopping aparecerem com foto seria uma "funcionalidade exclusiva" desse site.

"É evidente que essas práticas são discriminatórias", disse o advogado Tércio Sampaio Ferraz Junior, que defende a E-Commerce Media, detentora dos sites comparadores de preço Buscapé e Bondfaro. "Há discriminação na busca", completou. Ele pediu à SDE que baixe medida preventiva determinando isonomia na aparição dos comparadores de preço brasileiros na primeira página do Google Busca.

Mas, para o Google, é impossível regular as buscas feitas na internet. "Se cada um dos bilhões de sites rastreados tivessem o direito de exigir que fossem exibidos de certa forma ou com certos itens de interface com o usuário, as ferramentas de busca paralisariam pela necessidade de atender a tantos pedidos", diz a petição de cem páginas feita pelo Google. "Nenhuma autoridade antitruste do mundo tentou regulamentar a exibição de resultados de shopping ou de qualquer outro tipo de resultados de busca, incluídos os de notícias, imagens, vídeos e mapas", continuou o documento.

O Google informou às autoridades antitruste que o seu sistema de buscas é feito para atender o interesse dos usuários. Assim, se o usuário busca uma geladeira, por exemplo, o que aparece são vários desses produtos. Mas, se o usuário escreve "comparador de preços" ao lado de "geladeira", aí sim aparecem com maior destaque os serviços prestados por sites como o Buscapé.

A mensagem do Google para as autoridades é a de que o Buscapé estaria querendo aparecer em primeiro lugar entre os produtos mais procurados pelos usuários na internet. Isso estaria contra a política do site de buscas. "O Google não permite que nenhum site obtenha melhor posição no ranking de seus resultados de busca mediante tipo de pagamento, seja o site uma entidade comercial ou um cliente do Google", informou o site ao Ministério da Justiça. "Nenhum anunciante pode melhorar a sua posição dentro da classificação de resultados do Google mediante pagamentos."

No documento, o Google informou ainda que a melhor maneira de aparecer nas primeiras posições dos resultados de busca é "criar o melhor conteúdo possível para o seu público-alvo": "Nosso objetivo é o de ajudar os usuários a encontrar comerciantes que ofereçam excelentes experiências com compras."

A SDE vai ouvir outras empresas do setor antes de chegar a uma conclusão. A secretaria deve fazer um parecer sobre o assunto, no qual pode aceitar a reclamação do Buscapé e determinar alterações no sistema de buscas ou pedir o arquivamento do processo. Em ambos os casos, o parecer será enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que vai dar a decisão final sobre o assunto.

2 de nov. de 2011

COMÉRCIO ELETRÔNICO É NOVA FRENTE DE BATALHA PARA GOOGLE

jornal Valor Econômico 20/10/2011 - Cibelle Bouças

Luis Ushirobira/Valor

Lucia Tahara Le Menn, gerente global de parcerias do Google: novo produto está agora no centro da estratégia


O Google estreou ontem no Brasil o Google Shopping, serviço de busca e comparação de preços de produtos. O lançamento faz parte da estratégia da companhia de reforçar a sua oferta de serviços voltados para o comércio eletrônico. A companhia vem empreendendo esforços nos últimos anos para reduzir a sua dependência em relação à publicidade digital, que atualmente representa 96% de sua receita global.

O Google Shopping já havia sido lançado nos Estados Unidos, na Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Holanda, Austrália e no Japão. Além do Brasil, o serviço também foi inaugurado ontem na Suíça. "Atualmente, o comércio eletrônico está no centro da nossa estratégia", afirma Lucia Tahara Le Menn, gerente global de parcerias estratégicas de varejo do Google. Outra divisão em que a companhia tem investido fortemente é a de serviços voltados à mobilidade.

O Google não divulga o número de empresas cadastradas no Brasil. Lucia diz que grandes varejistas já ofertam produtos no site, entre elas o grupo Nova Pontocom, criado a partir da associação entre Grupo Pão de Açúcar e Casas Bahia, Carrefour, Magazine Luiza, Netshoes, Marisa, Fnac e B2W, dona de marcas como Submarino, Americanas.com e Shoptime.

"O objetivo do lançamento é atrair também os sites de comércio eletrônico pequenos e médios", diz Lucia. No mundo, pouco mais de 200 mil empresas já se cadastraram no Google Shopping, totalizando uma oferta de 1 bilhão de produtos.

O serviço foi lançado gratuitamente para as varejistas. De acordo com Lucia, a expectativa é que o Google Shopping atraia um número maior de internautas, o que vai se reverter, futuramente, em ganhos nas vendas de anúncios e links patrocinados no site de buscas.

As redes de varejo fazem o cadastro em um site específico e inscrevem os produtos com preço, foto, descrição, código de barras, entre outros dados. A empresa decide com que frequência pretende fazer a atualização de produtos e preços, que pode ser diária ou várias vezes por dia.

Para atender à demanda do mercado brasileiro, companhia acrescentou no comparador dados de vendas a prazo

No caso do Brasil, onde a ferramenta foi desenvolvida por quase dois anos, a companhia também acrescentou informações sobre pagamentos a prazo e valor das parcelas. "Em outros países a informação que importa é o preço à vista, mas depois de pesquisar o mercado, observamos que os dados de parcelamento importam bastante para o internauta brasileiro", diz Lucia.

Para o internauta, o serviço funciona, por enquanto, como uma ferramenta no menu do site de buscas principal do Google, como mapas e imagens. "Em breve a busca por produto se tornará automática", afirma a gerente. Ao fazer a pesquisa por um produto no Google Shopping, o internauta recebe uma lista de ofertas, contendo detalhes do produto, preços e lista de lojas mais próximas. Os resultados são exibidos na página de busca, em vez de abrir novas telas, como é feito em outros sites de comparação.

O desenvolvimento de ferramentas voltadas ao comércio eletrônico é uma das principais frentes de batalha do Google para diversificar as suas fontes de receita. Em setembro, a companhia já havia anunciado um serviço de busca e reserva de passagens aéreas e de hospedagem, lançado nos Estados Unidos e em fase de desenvolvimento no Brasil.

Globalmente, uma das ações mais representativas da companhia na área de comércio eletrônico foi a compra do site compras americano Dealmap, para competir diretamente com o Groupon, que o Google tentou adquirir em 2010, por US$ 6 bilhões. No mês passado, a companhia também adquiriu a empresa Zagat, uma das mais conhecidas e renomadas em avaliação e análise de restaurantes ao redor do mundo. Em 2010, o Google também comprou o site Like.com, por US$ 100 milhões e lançou o Boutiques.com, voltado para a oferta de roupas e acessórios por estilistas de moda.

Marcelo Silva, analista de mercado da consultoria Frost & Sullivan, considera que a aquisição de empresas como a estreante de tecnologia NFC Zetawire, em 2010, e o site de compras coletivas alemão DailyDeal "demonstram claramente as agressivas iniciativas tomadas pelo Google para entrar em novos mercados".

O analista ressalta a criação do serviço de pagamento móvel Google Wallet (ainda não lançado no Brasil), do site de buscas para passagens aéreas Flight Search e do serviço de comparação de preços Google Shopping como sinais mais representativos do interesse da companhia em voltar-se para serviços de comércio eletrônico.

Silva observa, no entanto, que os serviços lançados ainda não permitiram à empresa livrar-se da dependência da publicidade on-line. "Mesmo com iniciativas como a plataforma Android, o computador baseado na nuvem Chromebook e a rede social Google+, a variação nas receitas não oriundas de serviços de propaganda não passou de 1% nos últimos três anos", afirma.

9 de out. de 2011

GOOGLE LANÇA SERVIÇO DE CARTEIRA VIRTUAL NOS EUA

portal Folha Online 20/09/2011 - EFE

O Google lançou oficialmente na segunda-feira (19) seu primeiro serviço de carteira virtual no celular por meio de um aplicativo que funcionará em um primeiro momento em terminais da empresa de telefonia Sprint.

O Google informou também que Visa, Discover e American Express haviam aceitado participar de sua nova ferramenta de pagamento e estavam trabalhando para adaptar suas especificações ao Google Wallet, que já funciona para MasterCard.

Inicialmente somente os usuários de Sprint que tenham um telefone modelo Nexus S 4G poderão acessar o Google Wallet, que paulatinamente será disponibilizado para mais aparelhos.

A carteira eletrônica se baseia na tecnologia de comunicação sem fio por proximidade NFC aplicada a telefones com sistema operacional Android e terminais de pagamento instalados em lojas.

Há mais de 300 mil pontos de venda habilitados nos Estados Unidos para usar esse aplicativo que o Google anunciou pela primeira vez em maio deste ano. A companhia estenderá esse modelo a outros países ao longo dos próximos meses.

Esse sistema de pagamento, pelo qual as lojas não terão que desembolsar cotas extras, foi desenvolvido em colaboração com o Citibank e com a MasterCard.
Os aplicativos baixados pelos usuários registrarão os números dos cartões de crédito e permitirão pagar as compras realizadas apenas passando o terminal na frente de um dispositivo que o reconheça.

Além disso, o Google comercializará cartões pré-pagos próprios que poderão ser recarregados com qualquer cartão, tenha ou não acordo com Google.

A comunicação entre os pontos de venda, os clientes e as entidades financeiras estarão protegidos e os usuários disporão de um código PIN para verificar sua identidade e evitar fraudes.

O serviço também suportará números de conta de cartões de afinidade e permitirá receber descontos e promoções, através de redes sem fios ou passando o telefone celular na frente de "pontos de oferta" instalados em lojas e locais públicos.
As lojas poderão desenvolver cupons de desconto e programas de fidelidade de clientes, que serão aplicados automaticamente ao comprar produtos e tê-los disponíveis para os usuários nos pontos de oferta.

Além disso, os clientes poderão encontrar promoções no buscador do Google e enviá-las ao telefone se ambos equipamentos estiverem sincronizados.

MASTERCARD ANUNCIA CHEGADA DO GOOGLE WALLET EM "ALGUMAS SEMANAS"

portal IDG Now! 16/09/2011 - IDG News Service/EUA

A MasterCard deu uma pequena amostra na quinta-feira (15/9), de como será o futuro dos sistemas de pagamentos móveis e disse que o aplicativo Google Wallet será lançado dentro de algumas semanas.

Anunciado em maio, o programa da Google permite que os usuários de celulares paguem suas compras em lojas ao aproximar seus aparelhos de terminais especiais. Ao fim de um evento realizado em Nova York, a MasterCard demonstrou o app assim como outros sistemas de pagamentos móveis.

Inicialmente, o Google Wallet funcionará apenas com os smartphones Nexus S, da Samsung, na rede da operadora americana Sprint. Os aparelhos Nexus S disponíveis no mercado incorporam a tecnologia NFC (Near Field Communication) em um chip embutido, que permite que as informações de pagamento sejam transmitidas por meio de uma técnica de toque.

O Google Wallet funcionará em terminais PayPass já instalados em lojas dos EUA, apesar de alguns deles precisarem de uma atualização para funcionar com os aplicativos, segundo executivos da empresa que fizeram a demonstração. Nos EUA, existem cerca de 150 mil lojas equipadas com terminais PayPass, de acordo com a vice-presidente e diretora de negócios da MasterCard, Kathleen Reilly, que afirmou que o app Google Wallet será lançado “em semanas”.

Chips embutidos
Até o momento, os terminais PayPass funcionam com chips NFC embutidos em cartões ou adesivos especiais colocados fora dos aparelhos móveis. No entanto, os chips embutidos em celulares oferecem grandes vantagens, explica o vice-presidente sênior da Innovative Platforms, Mario Shiliaski. “Uma grande vantagem é que os chips são embutidos em elementos seguros do hardware, e eles são programados para se autodestruírem caso sejam comprometidos.”

Além disso, haverá um grupo de aplicativos complementares para a tecnologia que os usuários poderão baixar, segundo Shiliaski. O Google Wallet inicialmente oferecerá a habilidade de armazenar cupons eletrônicos que podem ser resgatados em lojas de varejo, disse. Até o final deste ano, o inControl, da MasterCard, será liberado para download. Esse software foi desenvolvido para permitir que pais ou empregadores estabeleçam parâmetros para quando, onde e como seus cartões sejam usados. Os usuários receberão mensagens de texto, por exemplo, quando certos limites forem atingidos.

Grandes redes de lojas americanas como Macy´s, Walgreens, Bloomingdale´s e Toys “R” Us já se inscreveram para trabalhar com o aplicativo Google Wallet.

Futuro
A MasterCard também abriu o leque sobre vários projetos criados pela sua seção Labs, criada após a empresa ter comprado a companhia irlandesa OrbisComm, em 2009.

Os projetos mostrados ontem tinham foco na plataforma QkR, da companhia, uma tecnologia que “abraça” sinais de áudio e movimento assim como o toque para permitir uma variedade de aplicativos. Um dos apps demonstrados permitia que um usuário de celular fizesse scan de um cupom de desconto e compartilhasse-o no Facebook ou Twitter.

A tecnologia de compartilhamento em redes sociais está funcionando atualmente em modo piloto com mais de uma centena de usuários, afirma o diretor de inovação da MarterCard, Garry Lyons.

Um aplicativo mais futurista envolve tecnologia de sinal de áudio. Em uma demonstração, sinais de áudio embutidos em um comercial de TV foram detectados por um app de smartphone que uma pessoa podia então usar para baixar cupons de desconto relacionados ao anúncio em questão.

Pelo Kinect
Mas a tecnologia QkR vai além dos smartphones. Lyons também demonstrou um software em que os usuários podiam colocar informações de pagamento por meio do sensor de movimentos Kinect, do console Xbox 360, usando reconhecimento de gestos para selecionar itens e passar pelo processo de finalização de compra.

Apesar de alguns dos apps demonstrados pela MasterCard não terem lançamentos agendados para um futuro próximo, a companhia quer anunciar em breve detalhes relacionados a tecnologia, possivelmente nas próximas semanas, de acordo com executivos da empresa.

A tecnologia NFC terá bastante competição no mercado, incluindo uma iniciativa de pagamentos móveis da PayPal também anunciada nesta semana e que funciona ao colocar os aparelhos para fazer scan de códigos de barra e autorizar pagamentos por meio de contas mobile do PayPal.

17 de jun. de 2011

GOOGLE E SEBRAE INCENTIVAM ENTRADA DE PEQUENA EMPRESA NA WEB

portal Computerworld

O Google e o Sebrae, em parceria com HP, CNI, Serasa Experian e a empresa de hospedagem Yola, querem incentivar a entrada de pequenos negócios brasileiros na web. Para isso, disponibilizam a partir desta quarta-feira (15/6) um serviço gratuito de criação de sites, o Conecte seu Negócio. Utilizado por 11 países, o projeto chega em solo nacional com o intuito de ajudar pequenas e médias empresas a desenvolver o primeiro site de maneira simples, contribuindo para que elas ampliem as oportunidades de negócios.

Segundo Fábio Coelho, diretor-geral do Google Brasil, a companhia de buscas tem um compromisso global de apoiar pequenas e médias empresas. “Estar na internet torna os negócios mais sólidos e as empresas têm mais capacidade de competir e crescer, ao mesmo tempo em que trabalhamos para criar uma sociedade mais conectada”, afirmou, durante evento de lançamento transmitido pelo YouTube.

Na avaliação do diretor-presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, há ainda um grande número de companhias que não está presente no mundo digital e a ideia é mudar esse quadro. “Muitas oportunidades deverão surgir a partir do momento que o negócio está na web; a visibilidade e o poder de alcance aumentam e novos clientes aparecem”, aposta.

Registro e criação

Para criar o site, é preciso entrar na página do Conecte seu Negócio e verificar se o domínio desejado está disponível, registrando-o em seguida. Feito isso, o empresário usará uma ferramenta da Yola para construir a página. Lá, explica David Sexton, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Yola, há várias opções de layout e ainda existe a possibilidade de customizar o site. “Cada negócio tem uma necessidade específica e uma identidade”, pontua.

Os primeiros 5 mil empreendimentos que criarem os sites, que contam ainda com recurso para e-commerce, não precisarão pagar pelo domínio por um período de um ano. Depois, o usuário terá de pagar uma taxa anual de 29,95 reais ao Google.

O papel do Sebrae será o de realizar treinamentos via Internet, além de dar suporte às empresas no processo. Já a HP oferecerá condições especiais na compra de computadores, monitores e impressoras para empresas que não contam com infraestrutura adequada. E a Serasa Experian, por sua vez, vai disponibilizar pacotes a preços competitivos para consulta de dados cadastrais de consumidores.

O Google afirma ainda que o empreendedor que criar o site poderá usar o programa de publicidade AdWords para promover a empresa em resultados de busca e na rede de parceiros. Na inscrição, a empresa ganhará créditos no valor de 150 reais para uso na plataforma de publicidade online.

16 de jun. de 2011

MASTERCARD LEVA NFC PARA A NOVA ZELÂNDIA

A MasterCard, em parceria com o banco australiano ANZ, está realizando testes na Nova Zelândia para viabilizar operações de pagamento de até NZ$ 80 (em torno de US$ 65) através de celulares equipados com tecnologia de rádio frequência (Near Field Communication).

O projeto-piloto envolve um grupo de funcionários do banco, munidos de adesivos PayPass, com a tecnologia NFC, que podem ser usados em qualquer telefone móvel. No caso de celulares Blackberry, também pode ser utilizado um cartão microSD. Qualquer dos dispositivos vai permitir aos participantes utilizem seus celulares para fazer pagamentos, apenas acenando o aparelho na frente de um terminal PayPass da MasterCard.

Terminais capaz de aceitar transações sem contato ainda são limitados na Nova Zelândia. O Westpac Stadium e o Eden Park foram os primeiros locais públicos a receberem os leitores para a tecnologia contactless. Em comunicado, a MasterCard e o ANZ disseram que os terminais de pagamento estarão disponíveis em locais em toda a Nova Zelândia a partir de julho. Redes de fastfood como a Hell Pizza e a Sushi St Pierre, e a companhia de taxi Corporate Cabs, já confirmaram a entrada no próximo mês.

Na Austrália, o ANZ participou de testes com a Visa, em março. Durante quatro semanas, iPhones portando cartões micro-SD foram convertidos em instrumentos de pagamento sem contato.

O MasterCard PayPass usa tecnologia NFC semelhante à das carteiras digitais recentemente anunciadas pela Visa e Google mas nenhuma das duas empresas divulgou planos para atuar no mercado kiwi.

31 de mai. de 2011

GOOGLE TERÁ SERVIÇO DE PESQUISA DE PREÇOS NO BRASIL

portal Exame 29/05/2011 - Maurício Grego

Deve estrear no Brasil, nas próximas semanas, o Google Product Search, serviço de comparação de preços disponível nos Estados Unidos e em nove outros países. O Google já esteve conversando com empresas brasileiras que desenvolvem sites de comércio eletrônico. E algumas delas já preparam as lojas online para fornecer o catálogo de produtos ao comparador do Google.

Diferentemente do Buscapé, que é líder em serviços de comparação de preços no Brasil, o Google não cobra uma taxa do lojista para que seus produtos apareçam na pesquisa. Ele também não aceita pagamentos para que determinadas ofertas sejam exibidas primeiro na lista de resultados. Em vez disso, o site de buscas ganha dinheiro exibindo anúncios associados à pesquisa do usuário.

Do ponto de vista do consumidor, o Google Product Search é parecido com outros comparadores de preço. Quando alguém faz uma busca, o serviço mostra uma descrição do produto, o preço mínimo encontrado e uma avaliação (de uma a cinco estrelas) feita pelos usuários. Mais abaixo, vem a lista de lojas com os respectivos preços — cada uma também com uma avaliação dos usuários. No final, ficam os comentários sobre o produto e uma lista de itens similares.

Catálogo de produtos

Para participar do serviço, o lojista faz um cadastro no site Central do Comerciante (Google Merchant Center). Depois, seu sistema de comércio eletrônico precisa gerar um arquivo com os dados do catálogo de produtos e mantê-lo atualizado. Os servidores do Google usarão esse catálogo para a pesquisa de preços.

A VTEX, empresa que implantou o sistema de comércio eletrônico do Walmart, da Polishop e de outras lojas no Brasil, diz que seus aplicativos já estão prontos para o Google Product Search. “Pelo fato de a inclusão dos produtos ser gratuita, o Google deve atrair mais lojistas do que os sites onde a inclusão é paga, como o Buscapé. É o que aconteceu nos Estados Unidos”, diz Alexandre Soncini, diretor de vendas e marketing da VTEX.

Nome mutante

Quando estreou nos Estados Unidos, em 2002, o serviço se chamava Froogle, uma mistura de frugal com Google. Mas os americanos achavam esse nome esquisito. Em 2007, ele foi mudado para Google Products e, depois, para o nome atual. É possível que o Google traduza o nome para o português, chamando-o de Busca de Produtos ou algo similar. O Google Merchant Center já aparece, nos textos em português da empresa, com o nome Central do Comerciante.

30 de mai. de 2011

ANDROID: CADA VEZ MAIS UTILIZADO

jornal Diário do Comércio 27/05/2011 - Agências

O Android, plataforma do Google para dispositivos móveis, continua a sua escalada para tornar-se o mais popular do mundo. Segundo dados da Kantar Worldpanel ComTech, no Japão e nos Estados Unidos, mercados de maior sucesso, o sistema detém uma participação de 58,3% e 54,7% respectivamente. No mercado britânico, chega a 38% e na França e na Alemanha atinge 35%.

Enquanto a participação do Android no mercado britânico cresceu 30% em comparação ao último ano, o iPhone viu sua presença cair 16% em igual período.

A multinacional finlandesa Nokia, que reinou por muitos anos no segmento de celulares, está encolhendo, conforme levantamento, apesar de ainda ser a maior fabricante de telefones celulares do mundo.

Resultados – No anúncio dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a Google informou que 350 mil smartphones Android são ativados todos os dias. A média é superior àquela revelada em dezembro pelo principal executivo da plataforma, Andy Rubin: na época, ele falou em 300 mil.

A gigante também comemorou mais uma marca atingida pela Android Market: mais de 3 bilhões de aplicativos já foram baixados. A questão é que, enquanto em número de celulares ativados, a Google superou a Apple com seu iPhone, em downloads de programas, sua loja virtual está bem atrás.

Neste ano, a Apple Store chegou a 10 bilhões de downloads, ou seja, mais que o triplo da rival. A loja do iPhone também domina em variedade: possui 230 mil aplicativos, o dobro do que a Android Market tem.

Pelo índice anunciado, calcula-se que 10,5 milhões de dispositivos com o sistema Android são ativados por mês. A última vez que a Apple divulgou tal informação, falou em 270 mil aparelhos com iOS por dia, ou 8,1 milhões por mês.

Pagamento com celular é raro no País

O Brasil tem uma das maiores taxas de telefones celulares na América Latina, com mais de 212 milhões aparelhos, o que supera o número habitantes do País. Apesar disso, o mercado de pagamentos móveis no País ainda é incipiente, com um número extremamente pequeno de transações efetuadas por meio do equipamento.

De olho nesse enorme potencial, vários serviços já estão sendo desenvolvidos. Por isso, a partir de 2012 é provável que o mercado brasileiro de pagamento móvel se torne mais dinâmico, segundo pesquisa realizada pela consultoria Frost & Sullivan.

De acordo com o levantamento, o número final de transações de pagamentos móveis no Brasil atingiu um total de 3,9 milhões em 2010.

Número insignificante em comparação ao total de transações efetuadas com cartão de crédito e débito, de 5,8 bilhões no mesmo ano. No entanto, com taxas de crescimento acima de 30% no curto prazo, esse valor deve aumentar até o final de 2011, alcançando 5,1 milhões.

Conforme a pesquisa, há fatores com grande impacto no curto e médio prazos que podem alavancar o uso deste modelo de pagamento no País, como o número significante de pessoas sem acesso a bancos. Isso sem falar no avanço das soluções de pagamento móvel e as vantagens desses serviços.

“GOOGLE ROUBOU NOSSOS SEGREDOS PARA LANÇAR O WALLET”, ACUSA EBAY

portal IDG Now! 27/05/2011 - IDG News Service
O eBay e sua divisão Paypal, dois gigantes da área de vendas na Internet, estão processando a Google e dois ex-executivos. Segundo as empresas, esses funcionários teriam furtado segredos na área de pagamento eletrônico e vendido para a rival, que acaba de anunciar um novo sistema para esse setor, o Google Wallet.
Lançado ontem (26/5) o serviço transforma smartphones Android em "carteiras eletrônicas", que podem ser usadas para efetuar pagamentos com cartões de crédito ou débito em estabelecimentos conveniados.

O processo foi iniciado nesta quinta (26/5), antes de a Corte da Califórnia notificar Osama Bedier e Stephanie Tilenius, agora funcionários da Google. De acordo com o processo, Bedier usou as informações sigilosas de carteira digital obtidas no PayPal para o novo sistema Wallet.

As empresas afirmam que esse ex-funcionário transferiu os segredos obtidos para um computador fora da rede da PayPal poucos dias antes de deixar a companhia, e patir para seu novo trabalho, no dia 24 de janeiro de 2011. Esses documentos eram confidenciais e tinham informações preciosas para o PayPal.
O processo também afirma que a Google contratou Bedier a pedido de outro ex-executivo, Stephanie Tilenius, profissional que teria violado suas obrigações contratuais com o antigo empregador, o eBay.

Osama Bedier foi o diretor responsável na PayPal pela plataforma de dispositivos móveis e representou a companhia em negociações com a própria Google entre 2008 e 2011. Os acordos buscavam o uso de ferramentas de pagamento da empresas no Android Market.

Em um comunicado, a Google afirmou na quinta que ainda não havia sido notificada sobre o processo e que só se manifestaria após avaliar o documento.

28 de mai. de 2011

VOCÊ CONFIARIA SUA CARTEIRA AO GOOGLE WALLET?

portal IDG Now! 27/05/2011 - Tony Bradley (PC World/EUA)

A Google confirmou, enfim, a expectativa de que lançaria um sistema móvel de pagamentos em um evento na quinta-feira (26/5), divulgando detalhes do novo Google Wallet. A ideia de pagar contas com uma rápida passada de smartphone é tentadora; por outro lado, ela também sugere que usar o celular como carteira wireless é um convite a ter seus dados de cartão de crédito comprometidos.

A Google fechou uma parceria com o Citibank para incluir suporte nativo para os cartões de crédito Citicard. Mas a Google foi esperta o bastante para não jogar o Google Wallet no mercado com apenas um cartão. Não por acaso o Google Wallet também inclui uma opção de pagamento Google que pode ser pré-carregado com créditos transferidos de qualquer cartão de crédito.

Assim, você vai colocar todos os seus dados de cartão de crédito no Google Wallet, de uma forma ou de outra, e pronto. Deixe sua carteira em casa. Afinal, estamos em 2011 e agora você pode apenas fazer compras com um toque em seu smartphone.

Ok, talvez você ainda deva carregar sua carteira – por enquanto. O Google Wallet está sendo lançado apenas em duas cidades (Nova York e São Francisco) e funciona apenas: 1) se sua operadora for a Sprint, 2) você tiver a sorte de ter um smartphone Android equipado com NFC e 3) comprar em uma das poucas lojas equipadas com a tecnologia. Com tantas condições, você ainda vai precisar do velho cartão de crédito para a maioria de suas compras.

Mas isso é hoje – ou este ano, quando o Google Wallet for realmente lançado. É praticamente inevitável que o conceito de pagamentos móveis usando um smartphone ganhará tração e se tornará o meio preferencial de transações em dinheiro. Quando isso ocorrer, contudo, será que você vai se preocupar com as implicações de segurança de ter seus dados de cartão de crédito disponíveis em seu smartphone? Com todos os vazamentos de dados dos últimos tempos, será loucura confiar na Google suas informações financeiras?

Foco na segurança

Para Oliver Lavery, diretor de pesquisa e desenvolvimento em segurança da nCircle, a resposta é não. “Eu não acho loucura confiar dados de cartão de crédito aos celulares Google. Apesar dos grandes vazamentos de dados ocorridos recentemente, como os da Sony e da Epsilon, esses casos foram brechas em sistemas nos quais a segurança não tinha importância central. Eu penso que podemos ser razoavelmente confiantes no projeto de segurança de um sistema projetado para gerenciar transações financeiras.”

Fred Touchette, analista sênior de segurança da AppRiver, concorda. “É verdade que tem havido várias quebras de segurança ultimamente, mas a verdade é que a maioria das pessoas que compraram ou compram em lojas online tem seus dados armazenados em algum lugar na nuvem, o que já faz delas alvos em potencial.”

De fato, a Google tem mostrado atitude em relação a segurança e mostrado que está no controle da proteção de dados do usuário. A informação de cartão de crédito é criptografada e armazenada em um chip à prova de violação e que é separado do núcleo do sistema Android, e acessível apenas a programas autorizados.

A Google espera que os usuários usem a segurança via PIN para travar o próprio smartphone. Mas, além desse, o Google Wallet terá um PIN separado.

Uma pessoa da Google explicou que o sistema pode exigir um terceiro PIN na hora da transação real. Mesmo que seu smartphone Android seja perdido ou roubado, um ladrão não poderia realizar transações não autorizadas.

Terminais clonados

E sobre o risco de um criminoso usar algum tipo de terminal NFC falso ou clonado para tentar capturar seus dados a distância, a pessoa da Google reforçou que, com todas essas exigências de PIN, um terminal NFC falso não seria capaz de completar uma transação - e acrescentou que o smartphone tem de estar tão perto do terminal para começar a transação que seria virtualmente impossível ser vítima de hacking sem notar algo tão próximo. Essa pessoa explicou ainda que um criminoso teria bem menos trabalho furtando sua carteira real.

Lavery destaca que será preciso uma pequena mudança cultural nos usuários para que eles associem o fato de que um smartphone sem travas libera o acesso a uma diversidade de situações sigilosas. “Muitas pessoas não definem PINs para seus smartphones, apesar da facilidade com que esse aparelho pode ser roubado ou perdido.”

Touchette adverte, porém, que os pagamentos móveis são um jogo novo e que a Google é um grande alvo que naturalmente atrai atenção. "Nunca subestime a criatividade inovadora dos hackers – especialmente quando há dinheiro envolvido." Touchette recomenda que os usuários separem um cartão de crédito com limite mais baixo para uso em pagamentos móveis, como forma de reduzir a exposição a uma potencial ação criminosa.

A conclusão é que os sistemas de pagamento móvel em geral, e o Google Wallet em particular, não são mais inseguros que qualquer outra transação que você faria usando seu cartão de crédito. Os dados são lidos, processados, transmitidos e armazenados, de uma forma ou de outra. Com as precauções que a Google tomou, não há necessidade de segurança adicional, mas os usuários devem sempre estar vigilantes em relação a proteger suas informações pessoais e seus dados de cartão de crédito.

GOOGLE TRANSFORMA SMARTPHONE EM "CARTEIRA ELETRÔNICA" COM O GOOGLE WALLET

portal PCWorld Brasil 26/05/2011 - Rafael Rigues

A Google anunciou nesta quinta-feira (26/05) um novo serviço de pagamento eletrônico batizado de "Google Wallet". O serviço transforma smartphones Android em "carteiras eletrônicas", que podem ser usadas para efetuar pagamentos com cartões de crédito ou débito em estabelecimentos conveniados.

Um aplicativo (a "Google Wallet" propriamente dita) no smartphone armazena as informações de seu cartão de crédito ou débito. Basta aproximar o smartphone de um ponto de pagamento, digitar uma senha e a transação é completada automaticamente. Ao mesmo tempo, o estabelecimento pode creditar automaticamente ao usuário pontos de um programa de fidelidade, que também são armazenados na Wallet.




Segundo Stephanie Tilenius, VP de Comércio Eletrônico da Google, o sistema usa a tecnologia NFC (Near Field Communications - Comunicação por proximidade) integrada em smartphones como o Google Nexus S para fazer a transmissão das informações, que são criptografadas. Uma Wallet pode armazenar informações de vários cartões, e no futuro poderá armazenar também dados de documentos como carteiras de motorista.

O Google Wallet começa a funcionar hoje nos Estados Unidos em caráter "beta", inicialmente em parceria com o Citybank e Mastercard. Clientes do banco poderão efetuar pagamentos em lojas de redes como Subway, Macy's e Walgreens equipadas com o sistema PayPass da Mastercard. Em meados deste ano, o Google Wallet deve entrar em operação em larga escala.

Ofertas

Em conjunto com o Google Wallet a Google anunciou o Google Offers, que entregará aos usuários ofertas em lojas participantes. Os "cupons de desconto" serão armazenados na Google Wallet, e poderão ser utilizados na próxima transação. Empresas poderão fazer vários tipos de ofertas, como recompensas em troca de "Check-ins" no Google Places, como resultado de buscas no Google ou por proximidade: se o usuário passar perto de um restaurante, por exemplo, poderá receber um alerta no celular de que o prato do dia está com 10% de desconto.

Compatibilidade

Inicialmente, para usar a Google Wallet será necessário um smartphone equipado com um leitor NFC. Dentre os modelos com Android o Nexus S é o único compatível, e o recurso não está presente em aparelhos populares como o iPhone e BlackBerries.
Para solucionar o problema a Google prepara um "adesivo" com uma tag NFC que poderá armazenar as informações de um único cartão e poderá ser colado a um smartphone comum. Ao aproximar o adesivo do ponto de venda, a autorização da compra será negociada com o smartphone usando o aplicativo Google Wallet e uma conexão Wi-Fi. A Google pretende ter versões do aplicativo para as principais plataformas do mercado.

E no Brasil?

Segundo a assessoria de imprensa da Google no Brasil, ainda não há previsão de chegada do serviço Google Wallet ao território nacional.

5 de abr. de 2011

DISPUTA ADIA PAGAMENTOS POR CELULAR

jornal Folha de S. Paulo 05/04/2011 – New York Times

Em breve, o celular deve assumir um papel completamente novo, substituindo todos os cartões de crédito. Embora a tecnologia exista, a receita com as taxas abre disputa entre grandes empresas e a adoção em larga escala é adiada em razão do impasse.

Redes de pagamento, como Visa e MasterCard, e bancos querem continuar recebendo tarifas pagas pelos comerciantes. Chamam de intrusas empresas como PayPal, Google, Apple e operadoras de telefonia móvel, que desejam receber por conta do controle sobre celulares.

Varejistas terão de instalar terminais que aceitem pagamentos realizados com celulares. Já defensores dos direitos do consumidor dizem estar preocupados com tarifas mais elevadas.

No caso dos pagamentos com celulares, continua incerto de que maneira os participantes todos serão pagos, ou se os seus custos serão transferidos total ou parcialmente aos consumidores.

As operadoras de telefonia móvel podem exigir que as administradoras de cartões de crédito lhes paguem uma espécie de aluguel.

Bancos e emissores de cartões de crédito, de sua parte, encontraram uma maneira de evitar trabalhar com as operadoras de telefonia móvel, ao menos por ora.

Bank of America, Wells Fargo, U.S. Bancorp e JPMorgan Chase, com a Visa, testam sistemas para celulares que ofereceriam acesso a alguns de seus cartões de crédito ou débito. O método não requer a cooperação das operadoras de telefonia móvel.

A Visa informou que seus parceiros bancários poderiam começar a adotar sistemas de pagamentos para celulares no segundo semestre.

Apple e Google já desenvolveram sistemas de pagamento, e o Google Checkout está em operação, ainda que seja menos popular. Os dois sistemas poderiam ser convertidos para uso em pagamentos com celulares.

Mas as duas empresas precisariam de acesso aos chips de segurança dos celulares e a terminais de comerciantes.

Nessa batalha, conseguir a cooperação dos varejistas é importante para que os sistemas de pagamento com celulares sejam implementados em larga escala.

Tradução de Paulo Migliacci

28 de mar. de 2011

EUA: GOOGLE SE ASSOCIA A CITI E MASTERCARD EM PROJETO DE PAGAMENTOS MÓVEIS

redação Serfinco 28/03/2011

O Google reforçou seu ataque ao mercado de pagamentos móveis sem contato. De acordo com o jornal Wall Street Journal, a empresa fez parceria com o Citi e a MasterCard, para atuar com tecnologia NFC.

O projeto permitirá que as pessoas com cartões de débito e de crédito do Citi façam pagamentos no ponto de venda acenando seus celulares Google Android em frente a terminais especialmente equipados com tecnologia contactless.

Os planos também incluem terminais da VeriFone que, de acordo com um relatório recente da Bloomberg, lançará sistemas para caixas registradoras, utilizando tecnologia NFC, financiados pelo gigante de buscas.

O Google não pretende participar das taxas de transações, reportou o WSJ. A empresa pretende, com a associação, ganhar dinheiro oferecendo aos varejistas mais dados sobre seus clientes, para que os lojistas melhorem sua segmentação de anúncios e ofertas a usuários perto de suas lojas.

Leia a matéria do Wall Street Jornal (em inglês)

15 de mar. de 2011

EUA: GOOGLE VAI TESTAR NFC NO PDV

redação Serfinco 15/03/2011

O Google vai realizar testes de pagamentos móveis em lojas de Nova York e San Francisco neste verão do hemisfério norte, segundo a Blooomberg, sem nomear suas fontes.

A empresa vai pagar pela instalação de milhares de terminais com tecnologia NFC, da VeriFone Systems, em pontos comerciais.

A informação vazou logo após a Apple divulgar que está desistindo de equipar sua próxima geração de iPhones com tecnologia NFC. Os rumores iniciaram discussões sobre os planos de longo prazo da Apple em relação aos pagamentos móveis. A decisão da Apple deixaria o campo livre para sistemas concorrentes (como o Android do Google), operadoras de cartões e empresas de telecomunicações.

Segundo a Bloomberg, o serviço do Google pode combinar a informação de conta bancária do consumidor, saldos de cartões-presente, pontos de cartões de fidelidade de loja e créditos de cupons em um único chip NFC embutido no celular.

O Google reafirmou sua ambição de se tornar um poderoso player em pagamentos móveis em janeiro, quando furtivamente contratou o líder da plataforma m-PayPal, Osama Bedier. Anteriormente, o atual CEO do Google, Eric Schmidt, já havia identificou o desenvolvimento de plataformas de dinheiro móvel como uma prioridade estratégica para a empresa em 2011.

23 de fev. de 2011

EXECUTIVO DEIXA PRESIDÊNCIA DO IG PARA ASSUMIR O GOOGLE NO BRASIL

jornal Folha de S. Paulo 23/02/2011

O Google escolheu o executivo Fábio Coelho, ex-presidente do iG, como seu novo presidente da operação no Brasil.

Segundo a Folha apurou, ele começará no cargo na próxima semana.

Antes de ocupar a posição de presidente do iG, Coelho ocupou posições no Citibank e na AT&T Intelliventures.

O executivo será substituído no iG por Pedro Ripper, ex-Cisco, e que ocupava posição de direção na Oi.

Coelho passa a ocupar a posição que estava vaga desde setembro, com a saída de Alex Dias e que era exercida interinamente também por Alexandre Hohagen, ex-vice-presidente para a América Latina.

Na semana passada, Hohagen deixou a companhia para assumir a direção do Facebook na América Latina.

Como líder da rede social, Hohagen terá missão semelhante à que ocupou no Google por seis anos, de construir a infraestrutura da empresa.

14 de fev. de 2011

FACEBOOK CONFIRMA CONTRATAÇÃO DE EX-GOOGLE ALEXANDRE HOHAGEN

portal Exame 14/02/2011 - Luciana Carvalho

A história da disputa por profissionais entre os gigantes da internet Google e Facebook ganhou mais uma página. O executivo Alexandre Hohagen deixou a vice-presidência do Google na América Latina para trabalhar no Facebook como vice-presidente de vendas na mesma região, confirmou a rede social em nota à imprensa.

No novo cargo, Hohagen vai estruturar uma equipe para trabalhar diretamente com marcas globais e locais, devido à crescente demanda por produtos de marketing da rede social. Em nota, o Facebook afirmou que “a nomeação de Hohagen demonstra o compromisso da empresa com a região, onde os anunciantes da América Latina já demonstram grande interesse em construir vínculos mais fortes com seus clientes através do Facebook”.

Antes de ser contratado pela concorrente, o executivo trabalhou por seis anos na criação e gestão do Google na América Latina e ocupou interinamente o posto de diretor geral do Google Brasil, no lugar de Alex Dias. Antes, ele atuou também como diretor geral da HBO Brasil e já passou por empresas como UOL, ABN Amro, Boehringer Ingelheim e Dow Chemical do Brasil.

A contratação de Alexandre Hohagen pelo Facebook faz parte de sua estratégia para bater de frente com o Google. No ano passado, a rede social fez propostas tentadoras aos funcionários do concorrente, como bônus e aumentos nos salários. O Google não deixou por menos e fez contrapropostas para tentar impedir a evasão de talentos. Neste ano, o site de buscas anunciou a maior onda de contratações de sua história, de mais de 6.200 pessoas, como uma forma de manter sua liderança na rede.

ALEXANDRE HOHAGEN DEIXA A CHEFIA DO GOOGLE NA AMÉRICA LATINA

portal Folha Online 14/02/2011 - Camila Fusco

O brasileiro Alexandre Hohagen, líder das operações do Google na América Latina, decidiu deixar a empresa.

Hohagen, que é colunista da Folha, exercia a posição de vice-presidente para a região havia menos de um mês. Até então, atuava como diretor geral para os países latinos, posição para a qual fora promovido em 2008, quando atuava como presidente do Google Brasil.

Em nota oficial, o Google afirmou que "Hohagen decidiu deixar sua posição à frente do Google América Latina" e que agradece por sua contribuição em estabelecer a estrutura local de vendas.

Ainda no comunicado, a empresa diz que "está em busca de um novo líder que possa aproveitar ao máximo as grandes oportunidades que a região, marcada pelo incrível crescimento, oferece."

Rumores de mercado apontam que Hohagen teria deixado o Google para comandar as operações do Facebook na América Latina. Procurada pela reportagem da Folha, Hohagen e o Facebook não se manifestaram.

5 de jan. de 2011

SE DEPENDER DO GOOGLE, CARTEIRA DIGITAL VAI PAGAR ATÉ A CONTA DA PADARIA

jornal Valor Econômico 05/01/2011 - Bloomberg

O Google estuda criar um serviço de pagamentos e de publicidade que permitirá aos usuários comprar pão e leite ao passar por uma caixa registradora ou aproximar seu telefone celular dela na saída das lojas, segundo duas fontes a par dos planos da companhia.

O serviço pode estrear neste ano, disseram as fontes, que não quiseram se identificar porque o site ainda não fez um anúncio formal sobre o assunto. A tecnologia é conhecida como comunicação de campo próximo (NFC, na sigla em inglês), que pode emitir e receber informações sem fio a partir de uma distância de 10 centímetros.

O Google junta-se a uma série de empresas que querem entrar no mercado de NFC, que pode vir a dominar mais de 30% dos pagamentos mundiais por telefones celulares, que deverão chegar a US$ 1,13 trilhão em 2014, segundo o IE Market Research Corp.

Em novembro, a VerizonWireless, AT&Te T-Mobile USA formaram empreendimento conjunto chamado ISIS para oferecer um serviço baseado na tecnologia NFC em 2012. A Visa testa pagamentos com esse sistema e planeja lançá-los comercialmente em meados deste ano, segundo Bill Gajda, chefe de inovação em aparelhos móveis da Visa.

"É uma corrida para ganhar terreno", disse Jaymee Johnson, porta-voz, da ISIS, à revista "Bloomberg Businessweek".

16 de dez. de 2010

GOOGLE ADQUIRE DESENVOLVEDORA DE TECNOLOGIA NFC

portal TI Inside 14/12/2010

O Google comprou a Zetawire, desenvolvedora de tecnologia de Near Field Communications (NFC), padrão que possibilita a comunicação entre dispositivos a curtas distâncias normalmente utilizado para aplicações móveis, tais como pagamento móvel e transferências de informações. O objetivo do site de buscas com a aquisição é equipar a nova versão do sistema operacional Android, o Gingerbread, e equipar o seu novo smartphone, o Nexus S, com a tecnologia, segundo informações do 451 Group, blog composto por analistas de tecnologia.

A transação foi concluída em agosto, mas só revelada nesta semana. De acordo com informações do blog, o valor da compra foi muito baixo, "como a maioria dos negócios do Google", mas marca o ingresso da companhia em um novo mercado. O 451 Group especula que a intenção do Google foi somente expandir o portfólio de patentes e, consequentemente, aumentar os atributos de seus produtos.

A Zetawire é uma start-up canadense que desenvolve plataformas de pagamento móvel que visam transformar o celular, ou smartphone, em um meio de pagamento – em substituição ao cartão de crédito. Segundo especulações na blogosfera internacional, a empresa tem entre dois e quatro funcionários, instalados num pequeno escritório no Canadá.

6 de dez. de 2010

NOVO SMARTPHONE DO GOOGLE CHEGA AO MERCADO EM DEZEMBRO

redação Serfinco 06/12/2010

O Google e a Samsung oficializaram hoje o lançamento do smartphone ‘Nexus S’. O aparelho tem previsão de chegar ao mercado norte-americano em 16 de dezembro e ao mercado do Reino Unido no dia 20 do mesmo mês.

O Nexus S também vem equipado com tecnologia NFC (Near Field Communication) e pode ser usado para fazer pagamentos, como se fosse um cartão de crédito.

Umas das principais características do aparelho é uma tela ligeiramente curva. A Samsung justifica a inovação no formato com uma maior facilidade de leitura. A tela tem quatro polegadas e possui tecnologia ‘super amoled’, caracterizada por melhor qualidade de imagem e menor consumo de energia. Ainda assim, há peritos no setor que consideram que as cores dos ‘super amoled’ tendem a ser, por vezes, demasiado intensas.

O terminal vem com a versão mais recente do sistema operacional Android, o ‘Gingerbread’.

Nas demais características, o Nexus S não apresenta novidades: o processador (1 ghz), a capacidade da câmara (5 megapixels) e a resolução do tela (800x480) já existem no mercado.

O Nexus S sucede ao Nexus One, lançado pela Google no início do ano, em parceria com a HTC. O modelo original era para ser resposta do Google ao iPhone, mas não foi um sucesso comercial, tendo sido adotado principalmente por programadores e consumidores mais afeitos a personalizações de seus celulares.

Ainda não há previsão da chegado do novo Nexus ao Brasil.