jornal Brasil Econômico 12/07/2011 – Flávia Furlan
Os cartões de crédito destinados a pessoas jurídicas ainda não estão disseminados entre os empreendedores de menor porte, mas isso tende a acontecer por interesse da própria indústria. Essa é a avaliação do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que considera que vai aumentar a concorrência de emissores para alcançar este público.
E é exatamente pela falta de conhecimento que muitos empresários acabam usando o cartão de crédito pessoa física para arcar com despesas do negócio —o que não é recomendado pelo Sebrae, tendo em vista o crédito mais vantajoso nos plásticos para pessoas jurídicas. “É um erro o empreendedor financiar seu negócio com cartão pessoa física”, diz Santos.
Ele explica que o cartão empresarial tem taxas mais atrativas e limites pré-aprovados que diminuem as dores de cabeça na hora de contratar um empréstimo. “Isso diminui os custos da operação”, pondera o diretor.
As facilidades na contratação de crédito têm sido usadas como estratégia pelos bancos para atuar junto a este público. Segundo o diretor de cartões do Itaú Unibanco, Fernando Teles, para abocanhar parte deste público, a instituição tem ofertado crédito com taxas mais baixas e serviços como programa de recompensas ou seguros e assistências específicas.
O executivo conta que o banco está apostando no segmento. “Estamos vivendo um momento em que o crescimento da base pessoa jurídica tem sido superior ao da base de pessoa física.” No cartão aos empreendedores, ele aponta que as pessoas jurídicas contam coma compra tradicional (à vista), parcelada e saque. “Lembrando que a empresa pode optar, no momento do pagamento da fatura, pelo financiamento do saldo devedor. Para as pequenas e médias empresas, o produto permite também pagamento de contas, como boletos e concessionárias, e o parcelamento da fatura em valores fixos”, diz.
Futuro
O diretor-técnico do Sebrae diz que o plástico veio para ficar no mundo dos empreendedores no Brasil, mas que uma nova tendência também já está chegando. “O plástico é um instrumento, mas tende a ficar obsoleto e a ser substituído por outros meios, como o celular.”
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