portal Maxpress 15/09/2011
A Caixa Econômica Federal entregou hoje (15), na Cidade de Deus, um correspondente bancário que atuará em parceria com o primeiro Banco Comunitário da cidade. A inauguração contou com as presenças do secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do superintendente nacional de Programas Sociais da CAIXA, Ivan das Neves Domingues.
O posto funcionará das 9h às 17h dentro da Agência de Desenvolvimento Local existente no bairro e a previsão é atender cerca de 200 pessoas diariamente. A abertura do correspondente visa a contribuir com o aquecimento da economia na Cidade de Deus, que a partir desta quinta-feira está fortalecida pelo lançamento do CDD, moeda própria que tem valor equivalente ao Real, mas que oferece vantagens no comércio local por meio do Banco Comunitário.
“Esse é um dia importantíssimo para todo o processo de construção de bancos comunitários pelo país. Estamos há muitos anos aqui na Cidade de Deus, apoiando ações sociais, e queremos continuar atuando aqui todos os dias, cumprindo o nosso papel junto à população”, disse o superintendente nacional.
Atualmente, já são 62 bancos comunitários no país, implantados pelo Instituto Palmas. O primeiro foi em 1998, em Fortaleza, que hoje em dia já conta com uma carteira de crédito de R$ 4 milhões, 10 mil clientes, com uma geração de 1,8 mil postos de trabalho. O coordenador do Instituto Palmas, João Joaquim Melo, está otimista em relação à atuação na Cidade de Deus. “Esperamos gerar um crescimento anual no consumo local de 3%, o que significa R$ 230 mil a mais em compras no bairro. Nos próximos 7 anos, vamos resgatar 95% do consumo da população, que está sendo fora do bairro. E a Caixa, para nós, é estratégica, ajudando a manter a movimentação financeira na localidade”, explica.
Segundo Cláudio Martins, superintendente da CAIXA na região, “a presença de mais um correspondente bancário, além das duas lotéricas instaladas no entorno da comunidade, também proporcionará aos moradores mais conforto no recebimento de benefícios, como Bolsa Família, PIS, FGTS e seguro-desemprego, além do pagamento de contas.” O correspondente contará ainda com serviços de abertura de conta, empréstimos e solicitação de cartões de crédito.
Economia Solidária – O novo Correspondente CAIXA Aqui oferecerá também suporte ao Banco Comunitário por meio de um plano de desenvolvimento local, que prevê ações para geração de emprego e renda, saúde, educação e lazer. Na avaliação de Paul Singer, “a economia solidária está se difundindo no mundo inteiro em comunidades como essa aqui. A Venezuela copiou nosso exemplo em 2004 e hoje já são 3,6 mil, todos diferentes um do outro. O importante é quebrar a corrente do isolamento entre os pobres. Assim, nós vamos resgatar 16 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, em uma cadeia solidária”.
O prefeito Eduardo Paes, logo após o anúncio do Complexo do Alemão como a próxima comunidade a receber o Banco Solidário do Rio elogiou as parcerias firmadas para erradicação da pobreza. “Temos muito orgulho de seguir estas políticas bem-sucedidas pelo Brasil para erradicar a pobreza. Fomos os primeiros a apoiar com ação própria o Bolsa Família com o Cartão Família Carioca, adaptado à nossa realidade. E o desenvolvimento comunitário passa pela Caixa”, afirmou.
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18 de set. de 2011
PARCERIA QUER AMPLIAR ACESSO A MICROCRÉDITO
jornal Valor Econômico 14/09/2011 - João Villaverde
O governo inicia hoje uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para ampliar a formalização de microempreendedores e disseminar o microcrédito entre os beneficiários de programas sociais. Ponto central do programa Brasil Sem Miséria, principal política social do governo Dilma Rousseff, a criação de "portas de saída" para beneficiários do Bolsa Família será o primeiro passo da parceria. O Sebrae estima em R$ 180 milhões os gastos totais (que envolvem principalmente custeio) até o fim de 2014, quando espera atingir 1,5 mil municípios.
Desde o fim de maio, técnicos do Sebrae negociam com três ministérios um modelo de negócios para a empreitada. Ontem, o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, reuniu-se com a ministra Tereza Campello, de Desenvolvimento Social (MDS), e Gilson Bittencourt, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, para fechar os últimos pontos.
Os agentes do Sebrae partem da dados recolhidos pelo programa Territórios da Cidadania, que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou em 2008. Convênio fechado pela entidade e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) no fim de agosto permitiu que os técnicos do Sebrae tivessem acesso ao Cadastro Único, dispositivo do governo, coordenado pelo MDS, com informações de todos os beneficiários de programas sociais.
Um cruzamento das informações do cadastro mostra que 102.627 beneficiários do Bolsa Família também são microempreendedores individuais formalizados.
É esse universo, que representa quase 7% do total de 1,5 milhão de microempreendedores individuais no país, que serão o foco inicial do Sebrae. A ideia é levar agentes da entidade aqueles empreendedores já formalizados para um trabalho de consultoria para seus negócios, e também auxiliar nas finanças pessoais daqueles que contratam microcrédito.
Para o Ministério da Fazenda, que coordenou os debates recentes no governo para a ampliação dos subsídios aos bancos que operarem linhas mais generosas dessa modalidade de empréstimo, a parceria com o Sebrae interessa porque ajudará, avaliam os técnicos da pasta, na "disseminação da informação sobre o microcrédito".
Segundo Barretto, o trabalho dos agentes será mostrar aos beneficiários do Bolsa Família, que têm um pequeno negócio informal, que a formalização não acarretará perda dos benefícios. "Muitos não sabem que durante 24 meses eles continuam recebendo os benefícios, mesmo sendo empreendedores e contratando crédito", afirma.
"Precisamos ultrapassar o Bolsa Família", diz André Spinola, diretor da unidade de desenvolvimento territorial do Sebrae, para quem é o momento de "efetivamente criar condições de os beneficiários do programa contarem com uma porta de saída própria".
O governo avalia que, até o fim de outubro, o projeto de lei que altera dispositivos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e amplia o limite de faturamento anual dos microempreendedores, dos atuais R$ 36 mil para R$ 60 mil, permitirá aos participantes ter acesso à cobertura previdenciária, contribuindo com apenas 5% dos rendimentos.
O governo inicia hoje uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para ampliar a formalização de microempreendedores e disseminar o microcrédito entre os beneficiários de programas sociais. Ponto central do programa Brasil Sem Miséria, principal política social do governo Dilma Rousseff, a criação de "portas de saída" para beneficiários do Bolsa Família será o primeiro passo da parceria. O Sebrae estima em R$ 180 milhões os gastos totais (que envolvem principalmente custeio) até o fim de 2014, quando espera atingir 1,5 mil municípios.
Desde o fim de maio, técnicos do Sebrae negociam com três ministérios um modelo de negócios para a empreitada. Ontem, o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, reuniu-se com a ministra Tereza Campello, de Desenvolvimento Social (MDS), e Gilson Bittencourt, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, para fechar os últimos pontos.
Os agentes do Sebrae partem da dados recolhidos pelo programa Territórios da Cidadania, que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou em 2008. Convênio fechado pela entidade e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) no fim de agosto permitiu que os técnicos do Sebrae tivessem acesso ao Cadastro Único, dispositivo do governo, coordenado pelo MDS, com informações de todos os beneficiários de programas sociais.
Um cruzamento das informações do cadastro mostra que 102.627 beneficiários do Bolsa Família também são microempreendedores individuais formalizados.
É esse universo, que representa quase 7% do total de 1,5 milhão de microempreendedores individuais no país, que serão o foco inicial do Sebrae. A ideia é levar agentes da entidade aqueles empreendedores já formalizados para um trabalho de consultoria para seus negócios, e também auxiliar nas finanças pessoais daqueles que contratam microcrédito.
Para o Ministério da Fazenda, que coordenou os debates recentes no governo para a ampliação dos subsídios aos bancos que operarem linhas mais generosas dessa modalidade de empréstimo, a parceria com o Sebrae interessa porque ajudará, avaliam os técnicos da pasta, na "disseminação da informação sobre o microcrédito".
Segundo Barretto, o trabalho dos agentes será mostrar aos beneficiários do Bolsa Família, que têm um pequeno negócio informal, que a formalização não acarretará perda dos benefícios. "Muitos não sabem que durante 24 meses eles continuam recebendo os benefícios, mesmo sendo empreendedores e contratando crédito", afirma.
"Precisamos ultrapassar o Bolsa Família", diz André Spinola, diretor da unidade de desenvolvimento territorial do Sebrae, para quem é o momento de "efetivamente criar condições de os beneficiários do programa contarem com uma porta de saída própria".
O governo avalia que, até o fim de outubro, o projeto de lei que altera dispositivos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e amplia o limite de faturamento anual dos microempreendedores, dos atuais R$ 36 mil para R$ 60 mil, permitirá aos participantes ter acesso à cobertura previdenciária, contribuindo com apenas 5% dos rendimentos.
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30 de mar. de 2011
CAIXA TERÁ PARTICIPAÇÃO DE 33% NA BANDEIRA ELO
portal Economia & Negócios 30/03/2010 - Altamiro Silva Junior (Agência Estado)
A Caixa Econômica Federal terá 33% da bandeira de cartões Elo, que chega ao mercado a partir do dia 4 de abril. O banco público vai emitir a bandeira inicialmente como cartão de débito, mas até meados do ano vai lançar também um cartão de crédito da marca. O plástico será oferecido para clientes de baixa renda, incluindo aqueles que recebem benefícios sociais do governo pela Caixa, como o Bolsa Família, segundo o vice-presidente de pessoas físicas da Caixa, Fábio Lenza.
A participação societária do banco público se dará por meio da Caixapar, empresa de participações do banco público, na Elo Serviços, companhia criada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil para cuidar dos cartões da bandeira Elo. O valor da operação não foi revelado mas, segundo Lenza, é um montante pequeno. A Elo Holding terá os 67% restantes do capital da bandeira.
A Caixa discute ainda a compra de participações em outras empresas do grupo Elo, que são controladas pela holding. O banco, neste momento, não tem intenção de ter uma fatia na holding. Segundo Lenza, a Caixa discute com BB e Bradesco a participação em outras companhias do grupo: uma que cuida de cartões de benefícios (vale-alimentação e refeição); outra que vai administrar caixas eletrônicos; e ainda aumentar sua fatia no capital da Cielo, hoje de pouco mais de 1%. A Caixa não deve comprar participação nem no Banco Elo nem na promotora de vendas do grupo.
Segundo Marcelo Noronha, diretor executivo de cartões do Bradesco, as participações na Elo Serviços podem ser alteradas conforme o desempenho nas vendas do cartão pelos três bancos. Se um banco tiver desempenho melhor que os outros, poderá ganhar uma fatia maior da empresa.
A Caixa tem conseguido atrair pessoas sem acesso ao sistema financeiro e esse será um dos diferenciais na venda da bandeira Elo, diz Lenza. O banco abriu 10 milhões de contas correntes no programa Caixa Fácil, programa de inclusão bancária voltado para a baixa renda. Desse total, 7 milhões são contas ativas. Do total, 3 milhões participam do programa Bolsa Família.
A Caixa Econômica Federal terá 33% da bandeira de cartões Elo, que chega ao mercado a partir do dia 4 de abril. O banco público vai emitir a bandeira inicialmente como cartão de débito, mas até meados do ano vai lançar também um cartão de crédito da marca. O plástico será oferecido para clientes de baixa renda, incluindo aqueles que recebem benefícios sociais do governo pela Caixa, como o Bolsa Família, segundo o vice-presidente de pessoas físicas da Caixa, Fábio Lenza.
A participação societária do banco público se dará por meio da Caixapar, empresa de participações do banco público, na Elo Serviços, companhia criada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil para cuidar dos cartões da bandeira Elo. O valor da operação não foi revelado mas, segundo Lenza, é um montante pequeno. A Elo Holding terá os 67% restantes do capital da bandeira.
A Caixa discute ainda a compra de participações em outras empresas do grupo Elo, que são controladas pela holding. O banco, neste momento, não tem intenção de ter uma fatia na holding. Segundo Lenza, a Caixa discute com BB e Bradesco a participação em outras companhias do grupo: uma que cuida de cartões de benefícios (vale-alimentação e refeição); outra que vai administrar caixas eletrônicos; e ainda aumentar sua fatia no capital da Cielo, hoje de pouco mais de 1%. A Caixa não deve comprar participação nem no Banco Elo nem na promotora de vendas do grupo.
Segundo Marcelo Noronha, diretor executivo de cartões do Bradesco, as participações na Elo Serviços podem ser alteradas conforme o desempenho nas vendas do cartão pelos três bancos. Se um banco tiver desempenho melhor que os outros, poderá ganhar uma fatia maior da empresa.
A Caixa tem conseguido atrair pessoas sem acesso ao sistema financeiro e esse será um dos diferenciais na venda da bandeira Elo, diz Lenza. O banco abriu 10 milhões de contas correntes no programa Caixa Fácil, programa de inclusão bancária voltado para a baixa renda. Desse total, 7 milhões são contas ativas. Do total, 3 milhões participam do programa Bolsa Família.
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4 de jan. de 2011
MICROCRÉDITO É SAÍDA TÍMIDA PARA O BOLSA FAMÍLIA
jornal Valor Econômico 04/01/2011 - João Villaverde
O número de beneficiários do Bolsa Família com conta no Crediamigo, modalidade de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB), saltou 28% entre 2009 e 2010, representando um terço do total de 730 mil clientes ativos do programa. O salto dos 188 mi, em 2009, para mais de 260 mil, em 2010, consta do levantamento que o BNB entrega hoje ao Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família. Apesar do crescimento, eles representam pouco mais de 2% dos beneficiários do Bolsa Família no Nordeste com idade para tomar crédito.
Os dados mostram que parte da estratégia delineada ontem pela nova ministra, Tereza Campello - que defendeu a criação de "portas de saída" para que os beneficiários do Bolsa Família deixem de receber o benefício - já está em andamento, mas é bastante tímida.
O Ministério de Desenvolvimento Social transferiu R$ 1,2 bilhão para 12,778 milhões de famílias em dezembro, dado muito próximo da meta de 12,9 milhões de famílias, que, segundo o ministério, deve ser atingida neste mês.
Para aumentar as "portas de saída", o ministério já tem convênio assinado com o BNB, segundo apurou o Valor, para levar o Crediamigo aos municípios do Nordeste que recebem transferências oriundas do Bolsa Família. A parceria permitirá aos agentes do programa de crédito estabelecer pontes com os gestores municipais do Bolsa Família na região e aumentar o leque de clientes.
Para ter acesso ao Crediamigo, o tomador precisa integrar um grupo de dez pessoas, também interessadas em obter o crédito, e que se tornam solidariamente responsáveis pela dívida de cada um dos membros do grupo. O empréstimo é direcionado para capital de giro para formação de um pequeno negócio, objetivo da nova ministra, que pretende estimular o empreendedorismo entre os beneficiários do programa.
"O Crediamigo está inserido nesse contexto de libertação do Bolsa Família", diz Marcelo Azevedo Teixeira, superintendente em exercício da área de microfinanças do BNB. Segundo Teixeira, o "início do fim" do Bolsa Família virá naturalmente, tão logo as famílias pobres desenvolvam, por meio do microcrédito, uma fonte de renda estável, oriunda de um empreendimento próprio. "Em assembleias com tomadores, já tivemos casos de beneficiários do Bolsa Família nos perguntarem se a tomada de empréstimo acarretaria em término das transferências", afirma.
Além das operações com microcrédito para empreendimento, os beneficiários do Bolsa Família também ganham espaço em bancos públicos comerciais. Cerca de 1,7 milhão de beneficiários do programa têm conta bancária na Caixa Econômica Federal.
Dos quase 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família, metade - cerca de 23 milhões de pessoas - são crianças e jovens até 17 anos, que não podem operar contas bancárias ou tomar empréstimos. Pouco mais da metade dos beneficiários vive nos Estados do Nordeste, onde se concentram as operações do BNB, que no ano passado começou a estender as operações para o norte de Minas e Espírito Santo, e para comunidades do Rio.
"O grande desafio do governo Dilma Rousseff, na área social, é coordenar políticas, ou seja, ao mesmo tempo que transfere renda, precisa reduzir custos ao microempreendedor, como baratear as contas de luz e telefone. De outra forma, o microempreendedor vai tomar empréstimo para pagar luz e telefone", afirma Lena Lavinas, uma das principais pesquisadoras de pobreza no Brasil.
Para Lena , que é doutora em economia pela Universidade de Paris e professora da UFRJ, é "ilusório" pensar que "todos os pobres são potenciais empreendedores", e a política social de criar portas de saída do Bolsa Família não deve estar condicionada à isso.
"Em qualquer classe de renda, a maior parte das pessoas é funcionário, apenas uma minoria é empreendedora. Além disso, a expansão do crédito aos pobres precisa vir acompanhada de programas de instrução e qualificação", diz Lena, para quem é preciso, ainda, ampliar o Bolsa Família. "Segundo a Pnad mais recente [de 2009], das 5,842 milhões de famílias abaixo da linha da pobreza, o equivalente a 2,231 milhões não recebem nenhum benefício público", diz.
O número de beneficiários do Bolsa Família com conta no Crediamigo, modalidade de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB), saltou 28% entre 2009 e 2010, representando um terço do total de 730 mil clientes ativos do programa. O salto dos 188 mi, em 2009, para mais de 260 mil, em 2010, consta do levantamento que o BNB entrega hoje ao Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família. Apesar do crescimento, eles representam pouco mais de 2% dos beneficiários do Bolsa Família no Nordeste com idade para tomar crédito.
Os dados mostram que parte da estratégia delineada ontem pela nova ministra, Tereza Campello - que defendeu a criação de "portas de saída" para que os beneficiários do Bolsa Família deixem de receber o benefício - já está em andamento, mas é bastante tímida.
O Ministério de Desenvolvimento Social transferiu R$ 1,2 bilhão para 12,778 milhões de famílias em dezembro, dado muito próximo da meta de 12,9 milhões de famílias, que, segundo o ministério, deve ser atingida neste mês.
Para aumentar as "portas de saída", o ministério já tem convênio assinado com o BNB, segundo apurou o Valor, para levar o Crediamigo aos municípios do Nordeste que recebem transferências oriundas do Bolsa Família. A parceria permitirá aos agentes do programa de crédito estabelecer pontes com os gestores municipais do Bolsa Família na região e aumentar o leque de clientes.
Para ter acesso ao Crediamigo, o tomador precisa integrar um grupo de dez pessoas, também interessadas em obter o crédito, e que se tornam solidariamente responsáveis pela dívida de cada um dos membros do grupo. O empréstimo é direcionado para capital de giro para formação de um pequeno negócio, objetivo da nova ministra, que pretende estimular o empreendedorismo entre os beneficiários do programa.
"O Crediamigo está inserido nesse contexto de libertação do Bolsa Família", diz Marcelo Azevedo Teixeira, superintendente em exercício da área de microfinanças do BNB. Segundo Teixeira, o "início do fim" do Bolsa Família virá naturalmente, tão logo as famílias pobres desenvolvam, por meio do microcrédito, uma fonte de renda estável, oriunda de um empreendimento próprio. "Em assembleias com tomadores, já tivemos casos de beneficiários do Bolsa Família nos perguntarem se a tomada de empréstimo acarretaria em término das transferências", afirma.
Além das operações com microcrédito para empreendimento, os beneficiários do Bolsa Família também ganham espaço em bancos públicos comerciais. Cerca de 1,7 milhão de beneficiários do programa têm conta bancária na Caixa Econômica Federal.
Dos quase 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família, metade - cerca de 23 milhões de pessoas - são crianças e jovens até 17 anos, que não podem operar contas bancárias ou tomar empréstimos. Pouco mais da metade dos beneficiários vive nos Estados do Nordeste, onde se concentram as operações do BNB, que no ano passado começou a estender as operações para o norte de Minas e Espírito Santo, e para comunidades do Rio.
"O grande desafio do governo Dilma Rousseff, na área social, é coordenar políticas, ou seja, ao mesmo tempo que transfere renda, precisa reduzir custos ao microempreendedor, como baratear as contas de luz e telefone. De outra forma, o microempreendedor vai tomar empréstimo para pagar luz e telefone", afirma Lena Lavinas, uma das principais pesquisadoras de pobreza no Brasil.
Para Lena , que é doutora em economia pela Universidade de Paris e professora da UFRJ, é "ilusório" pensar que "todos os pobres são potenciais empreendedores", e a política social de criar portas de saída do Bolsa Família não deve estar condicionada à isso.
"Em qualquer classe de renda, a maior parte das pessoas é funcionário, apenas uma minoria é empreendedora. Além disso, a expansão do crédito aos pobres precisa vir acompanhada de programas de instrução e qualificação", diz Lena, para quem é preciso, ainda, ampliar o Bolsa Família. "Segundo a Pnad mais recente [de 2009], das 5,842 milhões de famílias abaixo da linha da pobreza, o equivalente a 2,231 milhões não recebem nenhum benefício público", diz.
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7 de dez. de 2010
PROJETO CARTÃO FAMÍLIA CARIOCA SERÁ LANÇADO NESTA TERÇA
portal R7 07/12/2010
Nesta terça-feira (7), às 9h, o prefeito Eduardo Paes - acompanhado do presidente Lula e do governador Sérgio Cabral - lança o Cartão Família Carioca: programa de transferência de renda da prefeitura do Rio que vai beneficiar cerca de 100 mil famílias.
O projeto usa a mesma base cadastral do Bolsa Família no Rio, programa que serviu de inspiração para o Cartão Família Carioca. Para receber o benefício, será exigido das famílias que cada criança em idade escolar mantenha frequência mínima de 90% das aulas, além da participação de pelo menos um dos responsáveis nas reuniões bimestrais.
Os alunos que melhorarem seu desempenho ao longo do bimestre receberão um bônus de R$50.
Nesta terça-feira (7), às 9h, o prefeito Eduardo Paes - acompanhado do presidente Lula e do governador Sérgio Cabral - lança o Cartão Família Carioca: programa de transferência de renda da prefeitura do Rio que vai beneficiar cerca de 100 mil famílias.
O projeto usa a mesma base cadastral do Bolsa Família no Rio, programa que serviu de inspiração para o Cartão Família Carioca. Para receber o benefício, será exigido das famílias que cada criança em idade escolar mantenha frequência mínima de 90% das aulas, além da participação de pelo menos um dos responsáveis nas reuniões bimestrais.
Os alunos que melhorarem seu desempenho ao longo do bimestre receberão um bônus de R$50.
15 de nov. de 2010
BOLSA FAMÍLIA SERÁ PAGO PELO CELULAR
jornal Folha de S. Paulo 15/11/2010 - Julio Wiziack e Toni Sciarretta
Os beneficiários do programa Bolsa Família vão receber seu benefício pelo celular. A novidade está sendo avaliada por um grupo de trabalho criado pela Caixa Econômica Federal.
O serviço deverá ser implantado no início de 2011. Para isso, o telefone será equipado com um novo chip, que transformará o telefone em um cartão de pagamento.
A Folha apurou que o "Bolsa Celular" será o primeiro passo da Caixa rumo à prestação de serviços de telefonia, um mercado aberto recentemente pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
As novas regras da agência permitem que qualquer empresa se associe às operadoras móveis do mercado usando a infraestrutura delas para prestar serviços de telefonia diretamente a seus clientes. Por isso, as interessadas foram batizadas de "teles virtuais".
A Anatel permitirá que os bancos escolham dois caminhos. No primeiro, as instituições comprarão no atacado milhões de minutos das teles e depois venderão (ou repassarão como prêmio) aos clientes. Na segunda opção, alugam a rede da operadora e prestam o serviço.
PROJETOS PARA 2011
No início deste mês, a Folha revelou que BB, Bradesco, Itaú e Santander já estão com projetos em andamento para 2011. Com isso, deve ocorrer a massificação do uso do celular como cartões de débito e crédito, uma mudança nas formas de pagamento eletrônico no país.
Esse sistema funcionará como a recarga de um celular pré-pago. Para carregar o celular de dinheiro bastará fazer transferências da conta corrente via internet, agência, caixa eletrônico ou pela central de atendimento.
A Caixa já começou a fechar sua estratégia de atuação e teria decidido iniciá-la atendendo as 12,3 milhões de famílias do Bolsa Família. Futuramente, haverá outros serviços via celular a todos os correntistas do banco.
Com o serviço, não mudaria a gestão do Bolsa Família, dividida entre municípios, Estados e União. A diferença seria a transferência de valores pela Caixa para o celular do beneficiário.
Ainda não se sabe quanto a instituição terá de investir nesse serviço. Isso porque ele exigirá a oferta de celulares e minutos gratuitos.
Mas, segundo apurou a Folha, esse custo será muito menor do que levar agências ou caixas eletrônicos às localidades descobertas.
BANCO MÓVEL
Atualmente, boa parte dos beneficiários do programa vive em localidades onde não existe agência da CEF, tampouco caixas eletrônicos que aceitem o cartão Bolsa Família para saques.
Na telefonia, há cobertura de celular em quase todos os municípios. Onde falta, ela chegará até o final deste ano.
Com a possibilidade de virar uma "tele virtual", a CEF e outros bancos chegarão -via celular- em locais onde não há agências.
Os novos chips que equiparão celulares, máquinas de débito e caixas eletrônicos "conversarão" entre si e já começaram a ser trocados pelas empresas responsáveis pelas máquinas de cartões.
Bastará aproximar o celular desses terminais e efetuar pagamentos ou saques.
O caixa de um banco concorrente também poderia liberar o dinheiro (cobrando uma taxa por isso), como fazem hoje os caixas 24 horas. Para isso, os bancos ainda precisam fechar acordos. O crédito seria transferido via celular para o banco concorrente automaticamente.
Nos estabelecimentos comerciais, as máquinas de débito também aceitarão o celular como pagamento. Onde não existe máquina, poderá ocorrer uma transferência de créditos entre celulares.
NOVAS BARREIRAS
O único problema para que o uso do celular como forma de pagamento avance no país é a pressão que as teles estão fazendo na Anatel para que os interessados em prestar serviços de telefonia a seus clientes sejam obrigados a se associar a somente uma operadora.
A proposta inicial dava liberdade para que uma companhia se associasse a quantas operadoras quisesse. Na semana passada, um conselheiro da Anatel pediu vistas e paralisou o processo.
Na avaliação de especialistas, a exclusividade das operadoras poderá levar o serviço ao fracasso.
Isso porque, em sua maioria, os correntistas de um banco já têm um celular. Associar-se a somente uma operadora poderia levar o cliente a mudar de banco só para ter o serviço, caso sua operadora fosse diferente daquela com que o banco fechou contrato.
Esse modelo também traria problemas de cobertura, já que existem localidades atendidas hoje por somente uma operadora -e que possuem mais de um banco.
Consultada, a Caixa não confirmou a informação.
Os beneficiários do programa Bolsa Família vão receber seu benefício pelo celular. A novidade está sendo avaliada por um grupo de trabalho criado pela Caixa Econômica Federal.
O serviço deverá ser implantado no início de 2011. Para isso, o telefone será equipado com um novo chip, que transformará o telefone em um cartão de pagamento.
A Folha apurou que o "Bolsa Celular" será o primeiro passo da Caixa rumo à prestação de serviços de telefonia, um mercado aberto recentemente pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
As novas regras da agência permitem que qualquer empresa se associe às operadoras móveis do mercado usando a infraestrutura delas para prestar serviços de telefonia diretamente a seus clientes. Por isso, as interessadas foram batizadas de "teles virtuais".
A Anatel permitirá que os bancos escolham dois caminhos. No primeiro, as instituições comprarão no atacado milhões de minutos das teles e depois venderão (ou repassarão como prêmio) aos clientes. Na segunda opção, alugam a rede da operadora e prestam o serviço.
PROJETOS PARA 2011
No início deste mês, a Folha revelou que BB, Bradesco, Itaú e Santander já estão com projetos em andamento para 2011. Com isso, deve ocorrer a massificação do uso do celular como cartões de débito e crédito, uma mudança nas formas de pagamento eletrônico no país.
Esse sistema funcionará como a recarga de um celular pré-pago. Para carregar o celular de dinheiro bastará fazer transferências da conta corrente via internet, agência, caixa eletrônico ou pela central de atendimento.
A Caixa já começou a fechar sua estratégia de atuação e teria decidido iniciá-la atendendo as 12,3 milhões de famílias do Bolsa Família. Futuramente, haverá outros serviços via celular a todos os correntistas do banco.
Com o serviço, não mudaria a gestão do Bolsa Família, dividida entre municípios, Estados e União. A diferença seria a transferência de valores pela Caixa para o celular do beneficiário.
Ainda não se sabe quanto a instituição terá de investir nesse serviço. Isso porque ele exigirá a oferta de celulares e minutos gratuitos.
Mas, segundo apurou a Folha, esse custo será muito menor do que levar agências ou caixas eletrônicos às localidades descobertas.
BANCO MÓVEL
Atualmente, boa parte dos beneficiários do programa vive em localidades onde não existe agência da CEF, tampouco caixas eletrônicos que aceitem o cartão Bolsa Família para saques.
Na telefonia, há cobertura de celular em quase todos os municípios. Onde falta, ela chegará até o final deste ano.
Com a possibilidade de virar uma "tele virtual", a CEF e outros bancos chegarão -via celular- em locais onde não há agências.
Os novos chips que equiparão celulares, máquinas de débito e caixas eletrônicos "conversarão" entre si e já começaram a ser trocados pelas empresas responsáveis pelas máquinas de cartões.
Bastará aproximar o celular desses terminais e efetuar pagamentos ou saques.
O caixa de um banco concorrente também poderia liberar o dinheiro (cobrando uma taxa por isso), como fazem hoje os caixas 24 horas. Para isso, os bancos ainda precisam fechar acordos. O crédito seria transferido via celular para o banco concorrente automaticamente.
Nos estabelecimentos comerciais, as máquinas de débito também aceitarão o celular como pagamento. Onde não existe máquina, poderá ocorrer uma transferência de créditos entre celulares.
NOVAS BARREIRAS
O único problema para que o uso do celular como forma de pagamento avance no país é a pressão que as teles estão fazendo na Anatel para que os interessados em prestar serviços de telefonia a seus clientes sejam obrigados a se associar a somente uma operadora.
A proposta inicial dava liberdade para que uma companhia se associasse a quantas operadoras quisesse. Na semana passada, um conselheiro da Anatel pediu vistas e paralisou o processo.
Na avaliação de especialistas, a exclusividade das operadoras poderá levar o serviço ao fracasso.
Isso porque, em sua maioria, os correntistas de um banco já têm um celular. Associar-se a somente uma operadora poderia levar o cliente a mudar de banco só para ter o serviço, caso sua operadora fosse diferente daquela com que o banco fechou contrato.
Esse modelo também traria problemas de cobertura, já que existem localidades atendidas hoje por somente uma operadora -e que possuem mais de um banco.
Consultada, a Caixa não confirmou a informação.
1 de nov. de 2010
BANCO DEIXA DE REPASSAR R$ 1,1 BI AO MICROCRÉDITO
jornal Valor Econômico 01/11/2010
A destinação obrigatória de 2% dos depósitos à vista para o microcrédito, instituída em 2003 pela resolução nº 3.109 do Conselho Monetário Nacional (CMN) - paralelamente à normatização dos correspondentes -, em vez de incentivar a irrigação de recursos para as classes menos privilegiadas da população, desestimulou os bancos a ver o segmento como linha de negócio. Segundo o professor Lauro Gonzales, da FGV, por temer mudanças de regras no meio do caminho, as instituições evitam caracterizar boa parte das suas operações como microcrédito.
Não por outra razão, muitas instituições preferem recolher os recursos compulsoriamente no BC, sem qualquer remuneração, a empreender esforços para distribuí-los. Pelas estatísticas de crédito de setembro, há uma sobra de R$ 1,1 bilhão no sistema que deveria ser aplicada no microcrédito. Até agosto, o saldo das carteiras para consumo e microempreendedor, originadas do direcionamento obrigatório, somava R$ 2,4 bilhões. É nada comparado ao total de crédito na economia, na casa do R$ 1,6 trilhão.
O Bolsa Família, com 13 milhões de famílias e 40 milhões de pessoas beneficiadas, poderia ser um meio de escoamento do microcrédito, diz Gonzales. Para ele, falta ao programa incorporar tecnologias para a transferência dos recursos. "Hoje o beneficiário tem um cartão que não usa para nada", afirma. "Se o programa for capaz de induzir o pagamento eletrônico, seja pelo celular, seja por meio de um pré-pago, isso tem efeito sobre o custo de transação e também resolve a questão da segurança (nos correspondentes bancários)."
Para o pesquisador, a Caixa Econômica Federal, o agente pagador, tem na escala já conquistada do Bolsa Família um valor estratégico enorme em mãos para incentivar o aumento da inclusão financeira. O programa tem sido tímido, porém, no aumento da tecnologia associada à logística de distribuição. A sugestão é para que se criem mecanismos de empréstimo em grupo para financiar os pequenos negócios informais, bebendo nas iniciativas de sucesso do microcrédito produtivo. Só assim as famílias poderiam trocar o subsídio por renda. Procurada, a Caixa não respondeu à reportagem.
Outra questão pendente na pauta é a oferta de microsseguros. Um projeto de lei concebido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) tramita na Câmara dos Deputados. A intenção é desenhar, a partir da legislação, produtos que atendam às necessidades da população de baixa renda e das microempresas, com apólices simplificadas.
A destinação obrigatória de 2% dos depósitos à vista para o microcrédito, instituída em 2003 pela resolução nº 3.109 do Conselho Monetário Nacional (CMN) - paralelamente à normatização dos correspondentes -, em vez de incentivar a irrigação de recursos para as classes menos privilegiadas da população, desestimulou os bancos a ver o segmento como linha de negócio. Segundo o professor Lauro Gonzales, da FGV, por temer mudanças de regras no meio do caminho, as instituições evitam caracterizar boa parte das suas operações como microcrédito.
Não por outra razão, muitas instituições preferem recolher os recursos compulsoriamente no BC, sem qualquer remuneração, a empreender esforços para distribuí-los. Pelas estatísticas de crédito de setembro, há uma sobra de R$ 1,1 bilhão no sistema que deveria ser aplicada no microcrédito. Até agosto, o saldo das carteiras para consumo e microempreendedor, originadas do direcionamento obrigatório, somava R$ 2,4 bilhões. É nada comparado ao total de crédito na economia, na casa do R$ 1,6 trilhão.
O Bolsa Família, com 13 milhões de famílias e 40 milhões de pessoas beneficiadas, poderia ser um meio de escoamento do microcrédito, diz Gonzales. Para ele, falta ao programa incorporar tecnologias para a transferência dos recursos. "Hoje o beneficiário tem um cartão que não usa para nada", afirma. "Se o programa for capaz de induzir o pagamento eletrônico, seja pelo celular, seja por meio de um pré-pago, isso tem efeito sobre o custo de transação e também resolve a questão da segurança (nos correspondentes bancários)."
Para o pesquisador, a Caixa Econômica Federal, o agente pagador, tem na escala já conquistada do Bolsa Família um valor estratégico enorme em mãos para incentivar o aumento da inclusão financeira. O programa tem sido tímido, porém, no aumento da tecnologia associada à logística de distribuição. A sugestão é para que se criem mecanismos de empréstimo em grupo para financiar os pequenos negócios informais, bebendo nas iniciativas de sucesso do microcrédito produtivo. Só assim as famílias poderiam trocar o subsídio por renda. Procurada, a Caixa não respondeu à reportagem.
Outra questão pendente na pauta é a oferta de microsseguros. Um projeto de lei concebido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) tramita na Câmara dos Deputados. A intenção é desenhar, a partir da legislação, produtos que atendam às necessidades da população de baixa renda e das microempresas, com apólices simplificadas.
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