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16 de ago. de 2011

RECONSTRUÇÃO DO PANAMERICANO VISA OCUPAR LACUNAS DO MERCADO

jornal Valor Econômico 15/08/2011 - Vanessa Adachi e Carolina Mandl

É no andar de número 13 - o do azar, para os supersticiosos - de um prédio na avenida Paulista, em São Paulo, que a operação do banco PanAmericano está sendo reconstruída. Ali, numa sala em que as divisórias foram derrubadas, estão instalados, ainda precariamente, executivos recrutados para reerguer a instituição. Ao redor de um mesão de mobília improvisada, o time comandado por José Luiz Acar, sócio do BTG Pactual e ex-vice-presidente do Bradesco, começa a colocar em ação o novo plano de negócios do banco que, até janeiro, pertencia ao apresentador e empresário Silvio Santos.

Apenas um andar acima, no 14º, ainda sobrevivem duas salas forradas de móveis de madeira escura, praticamente idênticas, uma de frente para a outra. Seus donos não estão mais lá, mas qualquer um sabe dizer que uma era ocupada por Rafael Palladino, ex-presidente do PanAmericano, e a outra por Luiz Sandoval, ex-presidente do grupo Silvio Santos e do conselho do banco.

O contraste entre os andares reflete a transformação que vem sendo feita no banco desde que o BTG Pactual assumiu o controle do PanAmericano em fevereiro, depois de um resgate que evitou a quebra da instituição após a descoberta de fraude bilionária. As mudanças são muitas e vão bastante além da mobília. Modelos de contratos de financiamento estão sendo revistos, processos de aprovação de crédito e de cobrança são aprimorados e novos funcionários chegam - até agora foram cerca de 60.

"Não estamos fazendo nada de espetacular. Estamos ajustando o PanAmericano à realidade do mercado", diz Acar. É um trabalho que, segundo ele, ainda vai demandar cerca de seis meses daquilo que chama de "umbigo no balcão".

Enquanto essa nova estrutura não estiver em pé, não se verá no PanAmericano um crescimento extraordinário no crédito. "Não aceleramos a produção até ter uma visão clara de onde estamos pisando", explica Acar. O ritmo até desacelerou. De janeiro a março, a média de desembolso mensal em novos empréstimos era de R$ 575,5 milhões e, de abril a junho, foi de R$ 498,2 milhões.

O fato de a casa ainda estar sendo colocada em ordem, porém, não significa que o PanAmericano não tenha um plano de negócios traçado. O banco já sabe onde quer chegar. É claro que o peso do financiamento a veículos será reduzido. Esse tipo de empréstimo corresponde a quase 70% da carteira de crédito e deve corresponder a algo em torno de 50% e 55%.

Novas modalidades de crédito ganharão importância. Uma delas é o crédito pessoal. A ideia do PanAmericano é ocupar, com as 250 lojas de rua que tem, o espaço que os bancos deixaram para trás com o fechamento de redes como Losango, do HSBC e Fininvest, do antigo Unibanco. "Todo mundo saiu e abriu-se uma oportunidade. É possível desenvolver alguns produtos com taxas mais baixas do as que existiam", afirma Acar. Refinanciamento de imóveis e de carros estão no radar do banco. A diversificação também passará pelo desenvolvimento de novos produtos para empresas com faturamento anual de até R$ 500 milhões, que ficarão com algo em torno de 10% a 12% da carteira ante o saldo "ridículo" de hoje. Mais uma vez, a avaliação de Acar é que os bancos deixaram um mercado desassistido.

A carteira de veículos continuará a ter peso importante para os negócios, mas não escapará de mudanças. Hoje focado no financiamento de carros usados de certa idade, o banco buscará elevar a fatia dos novos e semi-novos, que possuem um risco de crédito mais baixo. Para isso, o banco está contratando uma equipe de cerca de 250 pessoas que atuava nas revendedoras de carros para o banco HSBC, liderada por Sergio Antonio Cipovicci. Em julho, a instituição inglesa anunciou a saída do ramo de financiamento para não-clientes, o que o PanAmericano enxergou como uma oportunidade para acelerar seu crescimento. "Queimamos uma etapa importante. Se fôssemos crescer organicamente, demoraríamos mais", diz Acar.

Além da mudança do mix de crédito, o PanAmericano busca reduzir o custo de captação. Em julho, o banco resgatou antecipadamente US$ 125 milhões em notas subordinadas com vencimento em 2016 por achar que estariam com um custo acima do condizente com o risco de crédito de um banco que passou a ter o controle dividido entre BTG Pactual e Caixa.

"A captação, que foi a zero depois da descoberta da existência de fraude em seu balanço, tem gradualmente voltado", explica Acar. Mas ainda há espaço para a redução do custo de "funding". Segundo ele, em relação ao custo do estoque atual, que carrega muitas operações fechadas com taxas até exorbitantes, seja possível uma redução acional de 15% a 20%.

Mas as principais fontes de recursos do banco ainda são os sócios BTG e Caixa, que fornecem liquidez sempre que necessário. O banco vem cedendo carteiras, quase sempre com ajuda dos sócios. No primeiro semestre deste ano, foram cerca de R$ 5 bilhões cedidos, sendo R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre, o que fez o banco ter lucro R$ 76,1 milhões. Desses, R$ 3,5 bilhões foram vendidos a um fundo de direitos creditórios com recursos do BTG, para limpar o balanço do banco. No segundo trimestre, o PanAmericano fez um primeiro teste de cessão para a Caixa, de R$ 700 milhões -- a cessão é sem coobrigação. De abril a junho, quando a venda de créditos caiu, o PanAmericano teve prejuízo de R$ 25,5 milhões.

Um ponto que pode limitar o crescimento das operações do PanAmericano é o fato de o banco hoje estar com um índice de Basileia - que determina o nível de alavancagem das instituições - de 12,44%, bastante próximo do mínimo de 11% exigido pelo Banco Central. Acar já disse em entrevistas anteriores que o PanAmericano pode alcançar uma carteira de crédito entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões e não esconde que gostaria de poder reter mais operações em seu próprio balanço. Hoje, estão no balanço apenas R$ 4 bilhões, mas o número da carteira sobe a R$ 10 bilhões somando-se o que foi cedido a FIDCs da casa e a outros bancos. Ou seja, com as mudanças de contabilização de cessão de carteiras previstas para 2012, que prevê o retorno ao balanço de cessões com coobrigação, a alavancagem pode subir. Acar diz que o banco não prevê receber aumento de capital dos sócios - ele não comenta, mas a Caixa teria limitações financeiras e políticas para injetar recursos no banco agora. Sendo assim, o banco trabalha com a delicada equação de ampliar seu capital com a retenção de lucros no futuro. Mas, para isso, precisa crescer e crescer demanda capital.

3 de ago. de 2011

HSBC NEGOCIA VENDA DE CARTEIRA DE VEÍCULOS PARA O PANAMERICANO

jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Adriana Cotias e Carolina Mandl

O HSBC Brasil está saindo do ramo de financiamento de veículos para não clientes. Desde sexta-feira, o banco suspendeu a oferta de crédito em 300 concessionárias e revendas de automóveis espalhadas pelo país. Segundo o Valor apurou, a instituição negocia a venda dessa carteira para o PanAmericano, cujo controle é compartilhado por BTG Pactual e Caixa. Estima-se que o portfólio de financiamento de veículos do HSBC some cerca de R$ 5 bilhões, mas não se sabe se a totalidade dos ativos seria transferida.

Na semana passada, cerca de 300 funcionários da área de crédito do HSBC foram demitidos, a fim de não carregar eventuais passivos trabalhistas para o PanAmericano caso o negócio seja concretizado. A expectativa é de que parte dos empregados do banco inglês seja aproveitada na nova estrutura. Alguns deles teriam, inclusive, sido entrevistados pelo presidente do PanAmericano, José Luiz Acar Pedro.

Um nome que já estaria definido para migrar para o PanAmericano é o do diretor da área de financiamento de veículos do HSBC, Sergio Antonio Cipovicci, há 14 anos na posição. Haveria, entretanto, um período de transição por conta de operações de créditos liberadas para as concessionárias e que estão em andamento.

Em maio, por ocasião da apresentação da matriz do HSBC para investidores, o grupo inglês sinalizava a saída de negócios considerados não estratégicos na América Latina, como da área de fundos de pensão no México e na Costa Rica. Numa citação ao Brasil, falava em "racionalização" de portfólios em financiamento de veículos e crédito consignado.

Questionado pelo Valor a respeito, o presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, explicou que o banco interrompera a compra de carteiras com desconto em folha e que tinha diminuído o passo no financiamento de veículos, além de abandonar a estratégia de buscar clientes por meio da Losango, o braço de financiamento ao consumo. "Parei com isso para focar nosso próprio cliente ", disse Engel.

Internamente o que se comenta é que o grupo inglês nunca viu com bons olhos a oferta de financiamento de veículos para não clientes, estrutura que só existe no Brasil.

Para o PanAmericano, o negócio engordaria uma das suas principais linhas de atuação. Em entrevista recente ao Valor, Acar afirmou que a carteira de crédito do banco tem potencial para alcançar cerca de R$ 35 bilhões entre três e quatro anos. Até março, a área de veículos representava 56% do portfólio total de R$ 10,2 bilhões. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o banco informou que pretendia aumentar a participação de veículos novos e de crédito consignado para melhorar o risco da carteira.

O HSBC não confirma a negociação com o PanAmericano. Procurado, o banco apenas informou que decidiu parar de conceder crédito para financiar a compra de automóveis por meio de revendas. Desde ontem, a instituição passou a só fazer financiamentos por meio da rede bancária própria, deixando de lado as operações com os 300 pontos de venda que eram seus parceiros. A assessoria de imprensa do PanAmericano informou que o banco não comprou a carteira de R$ 5 bilhões do HSBC e que mantém habitualmente contato com revendedores de veículos.

3 de jul. de 2011

ESPANHA: MASTERCARD LANÇA CARTÃO SEM VÍNCULO A CONTA BANCÁRIA

portal CardClipping

A MasterCard, a Rêv Worldwide (empresa de soluções de pagamento) e a EURO 6000 (administradora de meios de pagamento) acabam de lançar o " Rêv MasterCard Prepago" e o "Internet Rêv MasterCard Prepago", os primeiros cartões pré-pagos na Espanha que não mantêm laços com uma conta bancária.

Os cartões são recarregáveis e estão disponíveis em lojas de varejo, mercearias e lojas de telefonia. Podem ser usados para compras em estabelecimentos ou através da internet, mas também permitem saques em dinheiro em caixas eletrônicos e a transferência de recursos entre portadores.

De acordo com a MasterCard, o novo produto é especialmente dirigido a jovens, estudantes, imigrantes e consumidores "que procuram uma alta liberdade de acesso aos cartões e uma grande flexibilidade em seus negócios."

Pilar Aurrecoechea, gerente-geral da MasterCard para Espanha e Portugal, declarou que a versão é uma peça chave na estratégia da bandeira de apoiar o consumo consciente, uma vez que estes cartões "são um instrumento ideal para que os consumidores exerçam um controle constante sobre suas finanças." Com eles não há taxas por saldo devedor, nem juros de financiamento. O portador gasta apenas os fundos disponíveis.

Inicialmente, o projeto está sendo viabilizado em vários locais de Zaragoza, Barcelona e Málaga. No próximo ano, os consumidores poderão comprar e recarregar estes cartões pré-pagos em "milhares" de pontos em toda a Espanha.

No Brasil, a MasterCard e a Rêv têm um produto de cartão pré-pago em parceria com o Banco PanAmericano.

18 de mai. de 2011

PANAMERICANO QUER ELEVAR ATUAÇÃO NO FINANCIAMENTO DE CARRO ZERO KM

portal G1 16/05/2011

O Banco Panamericano quer elevar a sua atuação no mercado de financiamentos de veículos novos. O diretor superintendente da instituição, José Luiz Acar Pedro afirmou nesta segunda-feira que este segmento representa cerca de apenas 1% dos empréstimos concedidos para a compra de veículos.

Hoje, o principal mercado de atuação do Panamericano é o financiamento de veículos seminovos e usados. “Vamos focar no também no veículo zero para ter uma participação um pouco mais relevante nesse segmento”, disse o diretor, durante teleconferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2011.

Nesta segunda-feira, o Panamericano anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 76,1 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 133,6 milhões sofrido em dezembro de 2010.

Apesar do lucro, a carteira total de crédito do banco era de R$ 10,2 bilhões ao final do primeiro trimestre, ante R$ 13,3 bilhões em dezembro de 2010.

"A redução da carteira no trimestre se deveu, sobretudo, à cessão de direitos creditórios no valor de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para o FGC (Fundo Garantidor de Crédito)", informou o banco em comunicado aos acionistas. Segundo Pedro, essa operação já estava prevista dentro do acordo que definiu a venda da participação do Grupo Silvio Santos no banco para o BTG Pactual. Ainda de acordo com o executivo, dos R$ 3,5 bilhões cedidos, o BTG Pactual ficou com o equivalente a 80%.

De acordo com a diretoria do banco, a queda também foi influenciada pelo cenário macroeconômico e pela decisão da administração de rever e aperfeiçoar as regras de concessão. .

O diretor superintendente do Panamericano disse que o banco espera retomar o ritmo de concessão de crédito "até o final do semestre". O executivo preferiu, porém, não fazer projeções sobre os resultados do Panamericano em 2011. "Ainda é cedo para falar de resultados, ainda estamos fazendo revisão dos processos e produtos. Mas a perspectiva é de manter o crescimento das atividades e, consequentemente, o resultado ir acompanhando", disse.

Pedro explicou ainda que uma nova comparação entre resultados do banco só será possível em dezembro. Segundo ele, não é possível reconstiuir os dados anteriores a novembro de 2010. No ano passado, o Panamericano foi alvo de escândalo contábil que revelou um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.

"A base de comparação com período anteriores está comprometida, são números que não têm consistência", disse.

Financiamentos e cartões
O crédito para pessoas físicas correspondeu 88% da carteira retida no trimestre, com destaque para o setor de financiamento de veículos, onde foram concedidos R$ 985,9 milhões em novos financiamentos: R$ 329,5 para veículos leves, R$ 284,9 milhões para motos e R$ 371,5 milhões para veículos pesados.

O banco está presente em 25.802 concessionárias e revendedoras de veículos novos e usados, onde atua através de 1.102 contatos comerciais, entre próprios e terceiros.

O Panamericano também aposta no crescimento da sua atuação no mercado de cartão de crédito. No 1º trimestre, o banco contabilizou a emissão de 292,6 mil novos cartões, nas bandeiras Visa e MasterCard. Segundo a diretoria do Panamericano, a base de contas cresceu 5,2% no período, atingindo volume total de 2,29 milhões de contas.

Em abril, o Panamericano lançou no mercado, em parceria com a MasterCard e a Rêv Worldwide um cartão pré-pago multiuso, que pode ser usado para compras em toda rede MasterCard, além de oferecer funcionalidades de saque e transferência.

6 de mai. de 2011

VAREJO AMPLIA USO DE CARTÃO PRÉ-PAGO

Rejane Tamoto - 5/5/2011 - 21h05

As formas de utilização de cartões pré-pagos estão em expansão no Brasil. Depois de ser amplamente usado para recarregar o telefone celular, o sistema pré-pago passou a ser adotado em cartões para presentear e, recentemente, em plásticos que podem ser carregados em várias moedas para viagens ao exterior. Agora, bancos e redes de supermercados investem em cartões pré-pagos com bandeiras para compras diversas nos estabelecimentos e uso por quem não tem conta bancária.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), a tendência é que o lançamento de pré-pagos para diferentes usos acelere neste ano, seguindo o comportamento dos cartões de mesada, presentes e viagens que são comercializados nos Estados Unidos. A entidade formou um comitê específico para plásticos pré-pagos, em fevereiro, para monitorar o produto no Brasil.

60 mil itens – Nesta semana, o Carrefour começou a vender o cartão pré-pago para compras de até 60 mil itens diferentes – alimentícios ou não – em suas lojas do Rio de Janeiro. Após um período de testes na capital carioca, o plástico será oferecido nos demais estados. O cartão pode ser adquirido por qualquer consumidor, mesmo o que não tem o private label da rede, sem tarifa de aquisição ou de anuidade.

O plástico pode ser carregado nos valores de R$ 30, R$ 60 e R$ 100, com limite máximo em recargas de até R$ 2 mil . Quanto maior a quantia inicial do cartão, maior o bônus para compras – de 5%, 10% e 15% – creditados em até 48 horas após a aquisição do plástico.

No segundo semestre, a CBSS, administradora de cartões Visa Vale, deve lançar uma família de pré-pagos com a bandeira Elo. O diretor-executivo Comercial, de Marketing e Produtos da CBSS, Ronaldo Varela, não detalha como será a nova linha, mas adianta que haverá um modelo para o público universitário, outro para mesada e um para presentes. "Serão várias modalidades de uso de pré-pago com a bandeira Elo", afirma Varela.

Amplo – Na avaliação do diretor da Abecs, Eliel de Almeida, o pré-pago deve atrair um público amplo, desde o consumidor que faz parte da classe emergente, mas não tem conta em banco, até o que já tem acesso a outros plásticos, e quer praticidade para controlar o orçamento da família.

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), cerca de metade da população economicamente ativa recebe o salário em dinheiro. Esse é o público que o banco PanAmericano – com a MasterCard e a Rêv Worldwide – quer conquistar. Na última semana, a empresa lançou o primeiro pré-pago multiuso. "Os clientes potenciais são os que trabalham na construção civil e recebem o salário em dinheiro toda semana e não têm conta em banco", afirma Almeida, que também é diretor de cartões do PanAmericano.

O cartão pré-pago multiuso de tarja magnética funciona com senha nas mesmas máquinas que aceitam os cartões de crédito da bandeira MasterCard, em mais de 1,5 milhão de estabelecimentos no País. A meta do PanAmericano é emitir 500 mil cartões pré-pagos até o final deste ano.

Tendência – A analista setorial da Lafis Consultoria, Thais Virga, avalia que a tendência de crescimento é forte no Brasil. Thais menciona uma pesquisa do The Boston Consulting Group que revela que o faturamento gerado por cartões pré-pagos na América Latina, incluindo o México, foi de US$ 12 bilhões no ano passado. De acordo com ela, a participação do Brasil nesse total foi menor que 1,5%.

"Um levantamento da MasterCard estima movimentação de US$ 81 bilhões na América Latina nos próximos cinco anos", diz Almeida. Nesse período, os bancos poderão avaliar os gastos, a frequência e a capacidade de poupança do consumidor para, no futuro, oferecer linhas de crédito específicas. "O próximo passo de quem tem pré-pago será ter um limite de crédito", afirma o diretor da Abecs.

28 de abr. de 2011

PANAMERICANO E MASTERCARD LANÇAM PRÉ-PAGO MULTIUSO

portal Cardnews 28/04/2011

O Banco PanAmericano, a MasterCard e a Rêv Brasil lançam, nesta sexta-feira (29.04), o cartão PanAmericano MasterCard pré-pago, o primeiro multiuso, ou seja, para as compras do dia-a-dia.

O plástico recarregável funciona como um moedeiro e poderá ser usado para a mesada dos filhos ou para se fazer o pagamento de serviços domésticos, como a despesa da diarista.

Rêv Brasil - O novo cartão marca a estreia da Rêv World Wilde no mercado brasileiro, por meio da subsidiária Rêv Brasil.

A Rêv é uma provedora global de soluções de pagamentos, especializada no segmento de pré-pagos para a população não-bancarizada. Foi a empresa que levou a modalidade para os Estados Unidos, além de ter forte atuação em mercados emergentes, como Romênia, Índia e Kosovo. No seu modelo de negócios, os bancos emitem os cartões e são as redes de varejo que fazem a distribuição.

8 de abr. de 2011

PANAMERICANO CARTÕES PATROCINA EVENTO DA ASSOCIAÇÃO DE SUPERMERCADISTAS

redação Serfinco 08/04/2011

A área de cartões do Banco PanAmericano foi patrocinadora da 1ª edição deste ano do Encontros APAS – Happy Hour. O evento que aconteceu neste dia 7 de abril, voltado para supermercadistas e varejistas associados. O encontro teve palestra do executivo Daniel Godri, presidente do Instituto Brasileiro de Marketing e Vendas (IBMV), acadêmico e estudioso da área do marketing, que abordou o tema “Os Vencedores do Amanhã: Desenvolvendo o espírito empreendedor para o novo milênio”.

No evento, o PanAmericano Cartões contou com um estande onde a equipe comercial esteve demonstrando o sistema inovador de embossing imediato, no qual é possível fazer a impressão do cartão na hora. O cliente faz seu cadastro, apresenta os documentos e em cinco minutos o cartão definitivo está pronto. O PanAmericano é pioneiro em imprimir cartões na hora com as bandeiras Mastercard e Visa, aceitos na maioria dos estabelecimentos do País.

Para Eliel Teixeira, diretor da área de cartões do banco, “o objetivo do patrocínio de um evento como esse é promover a aproximação com os parceiros da área, pois há um ano estamos atuando na área de cartões híbridos voltados para supermercadistas e atacadistas e só temos a comemorar”.

30 de mar. de 2011

PANAMERICANO E SUPERMERCADO LANÇAM CARTÃO NO DF

portal Maxpress 30/03/2011 – release Cia. da Informação

O Banco PanAmericano está expandindo sua atuação na área de cartões híbridos no Distrito Federal, e este mês lançou mais uma parceria, agora com a rede de supermercados Big Box. Com 11 lojas em Brasília, o supermercado acaba de implantar o cartão híbrido PanAmericano, (produto com crédito pré-aprovado e marca do parceiro voltado a supermercados e atacadistas) em todas as suas lojas.

Para marcar o lançamento do cartão PanAmericano Big Box, este mês ocorrerão diversas promoções exclusivas para clientes que adquirirem e ativarem o cartão. Todos os clientes que realizarem a primeira compra este mês ganharão diversos brindes, como squeeze metálico, bichos de pelúcia e espumantes.

Além disso, exclusivamente na loja 408 Norte, o PanAmericano está disponibilizando um sistema inovador, no qual será possível fazer a impressão do cartão na hora, ou seja, o cliente faz seu cadastro, apresenta os documentos e em cinco minutos o cartão definitivo está pronto. O PanAmericano é pioneiro em imprimir cartões na hora com as bandeiras Mastercard e Visa, aceitos na maioria dos estabelecimentos do País.

O cartão PanAmericano Big Box é um cartão internacional com as bandeiras Visa ou MasterCard, permite compras na rede de supermercados e em outros estabelecimentos, e oferece limites exclusivos para compras à vista e à prazo, incluindo parcelamento de fatura. A aprovação de crédito e emissão do cartão é feita na hora, permitindo a compra imediata.

Para Eliel Teixeira, diretor da área de cartões do PaAmericano, “o interessante do cartão híbrido PanAmericano é que ele é, ao mesmo tempo, um instrumento de facilitação do crédito e de fidelização”, e complementa, “este produto teve uma aceitação muito boa em outras praças e, com ele, esperamos expandir nossa presença no Distrito Federal”.

10 de mar. de 2011

PAULO ISOLA, EX-CHEFE DA FINASA, SERÁ CONTRATADO PARA O PANAMERICANO

portal Valor Online 10/03/2011 - Cristiane Perini Lucchesi

O BTG vai contratar para trabalhar no Panamericano Paulo Isola, ex-chefe da Finasa, segundo apurou o Valor.

O executivo, grande especialista em financiamento para veículos e cartões, já está prestando assessoria à instituição financeira e terá seu nome confirmado assim que a compra e a nova direção do banco forem oficialmente aprovadas pelo Banco Central.

2 de mar. de 2011

APÓS CASO PAN, CAIXA DEVE MUDAR CÚPULA

jornal Folha de S. Paulo 02/03/2011 - Sheila D'Amorim e Valdo Cruz

Quase quatro meses depois de as fraudes no Pan- Americano se tornarem públicas, a cúpula da Caixa Econômica Federal deve ser trocada. As negociações ocorrem num momento em que o PMDB reivindica cargos no banco, como as vice-presidências de Pessoa Jurídica e de Fundos e Loterias.

As mudanças podem envolver a presidente, Maria Fernanda Ramos Coelho, e dois vices: Márcio Percival (Finanças) e Marcos Vasconcelos (Controle e Risco).

Percival também preside a empresa criada para comprar participações em outras instituições (a CaixaPar). Foi o responsável pela aquisição de quase metade do Pan- Americano, por R$ 739 milhões, em novembro de 2009.

Segundo a Folha apurou, Maria Fernanda não se sente mais confortável no cargo após o episódio do PanAmericano. Apesar de o governo ter conseguido evitar a quebra do banco -num acerto que envolveu o ex-controlador Silvio Santos, um fundo bancado por instituições privadas (FGC) e a Caixa-, ela ficou com a imagem arranhada no mercado financeiro.

EM ABERTO

A saída encontrada para o PanAmericano -a venda para o BTG Pactual após empréstimo de quase R$ 4 bilhões do FGC- não encerrou o caso. A contabilidade do banco referente ao segundo semestre de 2010, período em que a fraude foi descoberta, não foi passada a limpo pela administração que o assumiu após o escândalo.

Até o final deste mês, a Caixa terá que digerir os números, já que o banco que foi de Silvio Santos será devidamente incorporado pela instituição oficial no balanço do primeiro trimestre deste ano.

Maria Fernanda já conversou com Dilma Rousseff. Segundo pessoas que participam das negociações, ainda não foi batido o martelo sobre sua saída. Até agora, porém, ninguém do governo parece tê-la convencido a ficar no cargo.

O Planalto recebeu em fevereiro o recado sobre o desejo de Maria Fernanda de deixar a CEF. A ideia ainda é tentar convencê-la a ficar no cargo, mas interlocutores da presidente também buscam alternativas.

Percival, porém, não deve mesmo seguir na instituição. Segundo pessoas próximas, ele já se prepara para voltar a dar aulas em Campinas.

A situação dele é mais complicada porque foi quem negociou diretamente a compra do PanAmericano. Na época, o acerto foi comemorado como um grande feito. A Caixa levou quase nove meses para conseguir fechar a primeira operação da CaixaPar. A justificativa para a demora foi a necessidade de fazer uma boa avaliação da instituição antes da compra.

Nos corredores do banco estatal, dizia-se que era o momento de "ir às compras" e ganhar mercado, já que havia muitas instituições baratas à venda. Isso porque, após a crise de 2008, bancos pequenos e médios como o Pan ficaram com dificuldades de caixa. Eles não conseguiam captar dinheiro.

A saída de Marcos Vasconcelos já havia sido acertada a pedido e, segundo assessores do governo, não teria relação direta com o caso PanAmericano.

1 de mar. de 2011

DANIEL BENTO ASSUME COMO CEO DA BRASPAG

Portal da Propaganda 01/03/2011

Com o objetivo de fortalecer a Braspag como líder em soluções de pagamento online, com 70% de market share no mercado, a companhia anuncia a chegada de Daniel Bento como CEO. O executivo assume o cargo com a responsabilidade de formar novas parcerias, expandir a presença da empresa para América Latina e Caribe e aprimorar os processos da organização junto aos seus mais de 2,5 mil clientes.

O profissional traz 14 anos de experiência de trabalho em segmentos como telecomunicações, viagens, viagens on-line e comércio eletrônico em organizações locais e globais, tendo ocupado cargos como Country Manager da Decolar.com, Diretor do Panamericano, de agosto de 2007 a dezembro de 2008, entre outras experiências no mercado de internet.

Bento traz em seu currículo MBA em Gestão pela ICAT / DF e formação em Estratégia de Negócio e Inovação pela Universidade da Pensilvânia - A Wharton School. O executivo tem como desafio fortalecer a empresa desenvolvendo novos produtos dentro e fora da nossa plataforma de pagamentos, o Pagador, além de consolidar a carteira de clientes.

“Assumir o cargo de CEO da Braspag permitirá contribuir com o maior desenvolvimento da empresa no Brasil, conquistando novos players nesse mercado, além de fortalecer a estratégia de atuação na América Latina e caribe, seguindo os planos previstos pela companhia”, explica o executivo.

“A Braspag é reconhecidamente a empresa de pagamentos com o melhor serviço dentro do mercado brasileiro. Isso nos permite ter uma carteira de importantes clientes que são atendidos por uma equipe com grande conhecimento na área, nossos executivos são os melhores do mercado. Vamos expandir esse conceito e esse time para outros mercados”.

Daniel complementa que a Braspag, que cresceu 200% em 2010, tem como expectativa encerrar 2011 com uma evolução mínima de 70% na receita, acompanhando o boom do e-commerce. “A especialização em internet aliada a uma visão estratégica permitirá alcançar novas metas para a organização, considerada hoje no Brasil líder de mercado”, avalia Bento.

PANAMERICANO DEVE ACELERAR LUCRO

jornal Valor Econômico 01/03/2011 - Fernando Torres

O BTG Pactual tem todos os incentivos para acelerar a geração de lucro do PanAmericano. Seja para usar mais rapidamente os créditos tributários de até R$ 2,5 bilhões que acredita ter direito de usar ou para se reenquadrar nos limites de solvência.

Ainda que o rombo de R$ 4,3 bilhões do banco tenha sido fechado do ponto de vista econômico, isso não é verdade na perspectiva financeira, explica Luiz Miguel Santacreu, analista da Austin Rating. Isso porque o crédito tributário usado para fechar a conta não é uma entrada de caixa, como o aporte de R$ 3,6 bilhões feito com dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). "Ele nada mais é que uma economia de despesa, que só vai se materializar se o banco gerar lucro", afirma.

A auditoria do banco, a Deloitte, chama atenção no seu parecer para a necessidade de resultados futuros para que os créditos tributários se materializem. Especialistas consideram que o BTG poderia promover alguma reestruturação societária para transferir atividades lucrativas para dentro do PanAmericano. Um tributarista também ressalta o fato de que a Receita Federal precisa concordar com os cálculos feitos pelo PanAmericano sobre o prejuízo fiscal, tendo cinco anos para se manifestar.

O banco não forneceu detalhes das operações que originaram os créditos tributários. Informou apenas que não basta fazer uma conta simples de se aplicar a alíquota de tributação sobre o rombo de R$ 4,3 bilhões para chegar ao valor do crédito tributário. Esse montante "precisa ser ajustado das adições e exclusões, conforme a legislação", explicou a instituição por e-mail. "À medida que o banco reconhece passivos não registrados, acaba tendo prejuízo, que vai ser aproveitado fiscalmente em algum momento", explica Pedro Cesar da Silva, da ASPR Auditoria e Consultoria.

O crédito tributário de Imposto de Renda e CSLL pode decorrer de prejuízos fiscais ou de impostos pagos no passado além do necessário (diferenças temporárias). Mas para colocar esses créditos no balanço, os bancos precisam cumprir alguns requisitos. Um deles é que nos últimos cinco anos a instituição tenha tido lucro em pelo menos três. Como a administração do banco havia dito que os números históricos do banco devem ser esquecidos, o Valor questionou como os créditos tributários poderiam ser usados. A instituição disse que a Resolução 3.355 do Conselho Monetário Nacional prevê que a necessidade de comprovar lucros históricos não se aplica às instituições que tiveram mudança de controle acionário, o que teria ocorrido com a entrada da Caixa Econômica Federal no bloco de controle em julho e a indicação da nova diretoria em novembro.

O segundo requisito é que haja previsão de lucro futuro, embasada em estudo feito pela diretoria, e aprovado pelo conselho de administração, que evidenciem de que forma os créditos tributários devem ser usados ao longo de, no máximo, dez anos. Se o crédito tributário tiver como origem a existência de prejuízo fiscal, seu uso é limitado a 30% do lucro tributável por ano, explica Carlos Miyahira, da Hirashima & Associados, mesmo que o estoque seja bem mais gordo. Se a origem do crédito for pagamento de imposto a mais no passado, não há restrição de uso.

Santacreu, da Austin, aposta que o banco acelere cessões de carteira, antecipando lucros. Além da questão fiscal, Santacreu também chama a atenção para o efeito negativo do crédito tributário no cálculo do patrimônio de referência, que determina quanto a instituição pode emprestar no mercado.

18 de fev. de 2011

PARA CAIXA, BTG É MELHOR PARCEIRO QUE SILVIO SANTOS

jornal Valor Econômico 18/02/201 - Fernando Travaglini

A Caixa Econômica Federal acredita que o novo controlador do PanAmericano, o banco BTG Pactual, vai agregar ainda mais valor à parceria. Segundo a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, houve um claro avanço em relação ao planejamento estratégico previamente estipulado e os ganhos serão superiores ao traçado anteriormente.

"A nova parceria com o BTG é um passo à frente em relação ao que nós havíamos percebido durante as análises feitas em 2009", disse a presidente da Caixa, em entrevista ao Valor. "Há um avanço qualitativo muito significativo que abre um potencial de atuação muito expressivo", completou Maria Fernanda.

Segundo ela, o segmento que deve agregar mais valor com a entrada do BTG é o de empréstimo para empresas, tanto por meio do leasing, que já estava previsto, como para estruturar operações no chamado nicho de médias empresas ("middle market"). "O PanAmericano poderá ter uma atuação arrojada e inovadora nesse segmento", disse.

Outros produtos também estão em estudo, como a oferta de crédito imobiliário sem recursos da poupança (fora do Sistema Financeiro da Habitação). Mas todas as definições serão feitas, a partir de agora, em reunião entre a Caixa e o BTG para traçar o novo plano estratégico. "Agora vamos sentar e reavaliar o plano de negócios", afirmou a presidente.

Se a perspectiva a médio prazo melhorou, mais imediatamente a operação trará perdas contábeis ao banco federal. Como a Caixa pagou R$ 700 milhões por sua fatia minoritária um ano atrás e agora o PanAmericano vale menos, terá de ser feito um ajuste pelo valor justo do investimento no balanço da CaixaPar. Questionada se o preço pago pela Caixa foi elevado, dado que o banco estava com um rombo bilionário, Maria Fernanda disse que o horizonte da Caixa nunca foi de curto prazo, em termos de retorno.

A executiva considera que todos os problemas enfrentados serviram de aprendizado para a Caixa, já que foi a primeira aquisição dos 150 anos da instituição. Mas ela ressaltou que em nenhum momento cogitou usar a prerrogativa contratual de sair do negócio quando foram constatadas as irregularidades. "Nunca se cogitou essa prerrogativa em função do reconhecimento de que a percepção inicial do potencial da instituição de agregar valor à atuação da Caixa permanecia", disse. "A instituição tinha um problema grave, mas não em relação à essência do PanAmericano, que é a sua força de venda e a capacidade de gerar crédito", completou.

Marcos Vasconcelos, vice-presidente de controle e risco da Caixa, lembra que as concessões atingiram níveis altos no último mês do ano e nos primeiros dias de janeiro, perto de uma média de R$ 1 bilhão mensal. Além disso, o capital foi restituído. "A capacidade de geração de crédito chega a impressionar. Agora é tocar o plano original para a instituição, que será até aperfeiçoado".

A Caixa teve uma participação bastante ativa na negociação da cobertura no segundo rombo, de R$ 1,3 bilhão, e acredita que a solução trouxe tranquilidade para o sistema financeiro. "A solução encontrada foi importante não só para a Caixa, mas trouxe tranquilidade para o mercado", disse.

Mas a Caixa não participou das discussões entre o antigo controlador e os bancos acionistas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), disse Maria Fernanda. As duas únicas premissas colocadas pela instituição estatal que teriam que ser aceitas era que a Caixa não colocaria mais capital, além dos R$ 700 milhões já pagos, e as condições de governança negociadas no acordo de acionistas teriam que ser mantidas pelo novo controlador. A única mudança é que o novo acordo de acionistas tem um prazo de 8 anos, podendo ser renovado. O anterior era por prazo indeterminado.

Com relação ao sistema de dados antigo do PanAmericano, que permitiu as fraudes, nada pode ser aproveitado, disse Marcos Vasconcelos. O PanAmericano não tinha um controle de quem mexia nos dados, controle esse conhecido como trilha. Era possível, portanto, que um operador entrasse no sistema e alterasse as informações de qualquer contrato de empréstimos sem ser identificado. Hoje todos os sistemas possuem senhas, controles de acesso, rastreamento dos usuários. "Esse foi o primeiro intenso trabalho que foi feito quando entramos no banco", disse Maria Fernanda.

Como não havia esse controle, todos os dados computados estavam comprometidos. Todas as buscas levavam a valores que não correspondiam à realidade. Também não se sabe até quando seria necessário retroagir para começar a realimentar o sistema com dados reais. Por isso a opção de divulgar um balanço a partir de dezembro do ano passado, um balanço de abertura. "Essa era a única solução nesse caso. Não se tinha confiança nos dados antigos", disse Maria Fernanda.

Ela disse ainda que não há "nada de concreto" sobre a sua permanência à frente da Caixa. Maria Fernanda não confirmou se já conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o assunto. Disse apenas que ainda "não houve definição".

PET CENTER GANHA PRIMEIRO CARTÃO DE CRÉDITO EXCLUSIVO

jornal DCI 18/02/2011 - Paula Cristina

Em São Paulo, a rede Pet Center Marginal lançou uma novidade dentro do mundo do consumo para animais: um cartão de crédito. Parceria com o Banco Panamericano, o cartão leva a foto do dono e do pet. É mais uma maneira que encontramos de fortalecer essa relação. Para o grupo é uma prazer facilitar os cuidados que as pessoas precisam ter com seus animais de estimação", conta Sergio Zimermam, coordenador-geral do grupo.

Além da customização, a novidade permite parcelamento sem juros e não possui taxa de anuidade. Primeiro do mercado voltado para o segmento, o Panamericano Pet Center Marginal também é pioneiro em oferecer duas bandeiras - Visa ou Martercard - como opções em um cartão personalizado.

Além disso, o cartão é internacional, permite compras na rede de lojas e em outros estabelecimentos e oferece limites exclusivos para compras à vista e a prazo, incluindo parcelamento da compra em até 10 vezes sem juros, com parcela mínima de R$ 50,00. "Estamos estudando outras maneiras de beneficiar nossos clientes por meio do cartão. Teremos novidades em breve", revela Sergio.

Quem adquirir o cartão também está livre das taxas de anuidade e só pagará taxa de manutenção se houver emissão de boleto.

A solicitação do cartão personalizado deve ser feita na matriz (loja da Avenida Marginal Tietê), que conta com um sistema de emissão que dura apenas 5 minutos.

17 de fev. de 2011

PANAMERICANO PREVÊ EXPANSÃO

jornal Diário do Comércio 17/02/2011 - Reuters - 16/2/2011

Esqueçam dos resultados passados do banco PanAmericano. Essa foi a mensagem da diretoria da instituição ao apresentar ontem o resultado da instituição em dezembro, confirmando um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.

Com novo controlador, o BTG Pactual, e apoio da acionista Caixa Econômica Federal, o PanAmericano espera voltar aos trilhos. Os dois sócios se comprometeram a garantir liquidez ao banco com pelo menos R$ 14 bilhões – R$ 10 bilhões da Caixa e no mínimo R$ 4 bilhões do BTG.

O diretor-superintendente do PanAmericano, Celso Antunes da Costa, assegurou que "não há qualquer possibilidade" de descoberta de falhas adicionais na contabilidade. Para ele, o banco – que pertencia ao empresário e apresentador Silvio Santos até o final de janeiro – ainda é uma marca sólida, apesar do escândalo revelado no final de 2010.

"Em dezembro fizemos teste para sentir a força da nossa equipe de vendas. O PanAmericano tem com lojistas e clientes imagem bastante forte, liberamos R$ 1 bilhão em crédito em dezembro", afirmou.

A carteira de crédito da instituição estava em R$ 13,3 bilhões no final de dezembro, incluindo R$ 3,3 bilhões em empréstimos cedidos com coobrigação. O financiamento a veículos respondia por 51,6% do total. Em dezembro, o prejuízo consolidado do banco foi de R$ 133,6 milhões.

Contabilidade – Segundo Costa, é impossível reconstruir os dados contábeis de antes de novembro, tantas foram as alterações na contabilidade do PanAmericano. "Era uma obra de inteligência, mas nem sempre a inteligência é usada para o bem."

A administração anterior do PanAmericano não registrava como passivo carteiras de crédito vendidas a outros bancos. Além disso, havia empréstimos que não estavam mais com o PanAmericano e eram contabilizados como ativos no balanço patrimonial, elevando de forma artificial o resultado.

"Não foi fácil desarmar isso. Tinha um grau de automação bastante grande, eram poucas pessoas envolvidas", disse Costa. "Você não consegue determinar quando o problema aconteceu e em qual intensidade. A gente sabe que durante a crise global (de 2009), ele se agravou."

Costa, que está no banco desde meados de novembro, disse que Banco Central, Ministério Público e Polícia Federal têm "acesso total, geral e irrestrito" ao PanAmericano, em investigação que conduzem sobre a fraude no banco.

Histórico – Em 9 de novembro, o Grupo Silvio Santos, então na posição de acionista majoritário, anunciou aporte de R$ 2,5 bilhões no PanAmericano, sacados do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por inconsistências no balanço da instituição.

Novos executivos foram escalados para sanar o banco e encontraram outros problemas, fazendo com que Silvio Santos aportasse mais R$ 1,3 bilhão no PanAmericano, também via FGC, antes de o empresário e apresentador vender o banco. Além da fraude de R$ 3,8 bilhões, houve erro no registro da marcação a mercado de um swap e ajustes resultando em adição de 500 milhões ao passivo do banco.

Em 31 de janeiro, o BTG Pactual anunciou a compra do controle do PanAmericano por R$ 450 milhões. O negócio ainda precisa, contudo, passar pelo crivo do BC.

Patrimônio – O banco tinha no final de dezembro patrimônio líquido de R$ 197 milhões, não estando enquadrado no índice de Basileia – que mede a relação entre o capital da instituição e o volume de recursos emprestado. No Brasil, o índice mínimo de Basileia exigido dos bancos é de 11%. O do PanAmericano estava negativo em quase 5% em dezembro.

Com os R$ 1,3 bilhão aportado no final de janeiro, a direção do PanAmericano estima que estará em conformidade com o índice de Basileia até o final de fevereiro.

9 de fev. de 2011

RECEITA DEVE COBRAR R$ 1 BI DE SILVIO SANTOS

jornal Folha de S. Paulo 09/02/2011 – Leonardo Souza e Mario Cesar Carvalho

A venda do PanAmericano não deve sair de graça para Silvio Santos, como queria o apresentador. A operação de salvamento do banco vai gerar uma conta de cerca de R$ 1 bilhão em tributos federais para Silvio, segundo cálculos de técnicos escalados pelos maiores banqueiros do país para cuidar da venda.

A área de fiscalização da Receita Federal tem o mesmo entendimento, segundo a Folha apurou.

A origem da obrigação fiscal está na diferença entre o valor injetado pelo Fundo Garantidor de Créditos no PanAmericano e o preço de venda do banco. O FGC emprestou R$ 3,8 bilhões à holding do Grupo Silvio Santos para cobrir o buraco da instituição financeira.

Silvio, por sua vez, vendeu o controle do banco para o BTG Pactual por R$ 450 milhões. Na transação, ficou acertado que essa quantia vai para o FGC e que o apresentador fica livre integralmente da dívida com o fundo. Logo, ele quitou R$ 3,8 bilhões com R$ 450 milhões.

Quem arcou com a diferença de R$ 3,35 bilhões foi o fundo. A instituição foi criada em 1995 com recursos dos depositantes para cobrir rombos de instituições financeiras falidas e impedir estragos no sistema financeiro.

Na concepção fiscal, o prejuízo do FGC pode ser entendido como um ganho do Grupo Silvio Santos. Assim, tem de ser tributado.

De acordo com auditores ouvidos pela Folha, esse ganho seria enquadrado no artigo 392 do regulamento do IR sob a forma de subvenção. Nesse caso, seria computado como lucro operacional, sobre o qual são aplicados Imposto de Renda (25%) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (9%). Isto é, 34% sobre R$ 3,35 bilhões, o que dá cerca de R$ 1,14 bilhão.

O tributarista Paulo de Barros Carvalho, o único professor emérito da USP e da PUC-SP ao mesmo tempo, disse que em tese a diferença entre o rombo (R$ 3,8 bilhões) e o valor pago pelo BTG Pactual (R$ 450 milhões) deveria ser tributado.

Segundo esse raciocínio, os R$ 3,35 bilhões compunham uma dívida que foi perdoada pelo Fundo Garantidor de Créditos. "O não pagamento de uma dívida financeira é interpretado normalmente como lucro de capital", afirma o professor.

Barros de Carvalho argumenta, porém, que é "dificílimo" fazer uma análise de um caso complexo como esse sem conhecer detalhes.

Dois executivos que participaram da negociação de Silvio Santos com o FGC dizem, com um certo tom de deboche, que esperavam que o advogado do apresentador notasse a questão tributária embutida na proposta do fundo. Mas ele não percebeu, segundo eles. Silvio foi representado pelo advogado Moacir Zilbovicius, do escritório Mattos Filho.

TENSÃO

Conforme a Folha publicou no domingo, as negociações entre Silvio Santos e os representantes do FGC foram bastante tensas.

Os quatro maiores banqueiros do país, Roberto Setubal (presidente do Itaú Unibanco), Lázaro Brandão e Luiz Carlos Trabuco (presidentes do conselho e do Bradesco) e Fábio Barbosa (do Santander), queriam que Silvio arcasse com parte do rombo. O apresentador disse que preferia ver seu banco liquidado. Na queda de braço, o fundo assumiu o prejuízo de R$ 3,35 bilhões por acreditar que a liquidação do Pan- Americano provocaria uma quebradeira no mercado.

1 de fev. de 2011

BTG CONFIRMA COMPRA DO PANAMERICANO POR R$ 450 MILHÕES

portal Economia & Negócios 01/02/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agência Estado)

O BTG Pactual fechou na noite de segunda-feira, 31, a compra do Banco Panamericano por R$ 450 milhões. O banco de André Esteves comprou a totalidade das ações de Silvio Santos, passando a deter 37,64% do capital total da instituição - 51% das ações ordinárias e 21,97% das preferenciais, segundo comunicado do BTG.

Por volta das 21h, o empresário Silvio Santos deixou a sede do Pactual, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e também confirmou a venda, fechada após horas de reunião, que começaram na tarde da segunda-feira. Em entrevista à imprensa no local, o empresário afirmou que não havia ficado com nenhuma dívida. Para salvar o Panamericano, Silvio Santos deu todos os seus bens como garantia para obter empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O capital do Panamericano deve ser fechado na bolsa. A operação prevê uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) aos minoritários pelo preço de R$ 4,89 por papel do banco, assim que a operação for aprovada pelo Banco Central. Segundo o comunicado, as condições oferecidas aos minoritários serão as mesmas oferecidas ao controlador.

A Caixa Econômica Federal continua no capital do Panamericano, com fatia de 36,56%. Em nota, a Caixa prometeu cooperar com a nova estrutura do banco e ainda afirmou que vai adquirir direitos creditórios e aplicará em depósitos interfinanceiros do PanAmericano.

Segundo a nota do BTG, a aquisição do Panamericano cria uma quarta área de negócios para a companhia, a de crédito ao varejo. O banco, que é forte em veículos e crédito consignado, terá uma estrutura independente do BTG e será comandado por José Luiz Acar Pedro, sócio do BTG que deixou o Bradesco no ano passado.

As outras três áreas de atuação do Pactual são o banco de investimento, gestão de recursos de terceiros e gestão de fortunas. Na nota, o banqueiro André Esteves diz que o BTG e a Caixa serão parceiros complementares.

As negociações para a venda do Panamericano se intensificaram logo após a descoberta de um novo rombo no banco, que pode chagar a R$ 4 bilhões. No mercado, circularam rumores de que outros bancos estariam interessados, como Bradesco, Safra e Santander. Mas apenas o BTG fez proposta formal pelo banco, na última quinta-feira. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi negou ontem que o banco tivesse interesse em comprar o Panamericano.

31 de jan. de 2011

BTG QUER PANAMERICANO PARA 'MIDDLE MARKET' E CRÉDITO IMOBILIÁRIO

jornal Valor Econômico 31/01/2011 - Vanessa Adachi e Aline Lima

O BTG Pactual pretende fazer um investimento estratégico no PanAmericano - e não uma transação da sua área de private equity - e planeja transformar o banco de Silvio Santos numa plataforma de negócios completamente independente do próprio BTG. Contará com a forte parceria da Caixa Econômica Federal, que manterá sua fatia de 36,56% do capital total (49% do votante) e a condição de co-controladora que assumiu ao investir R$ 740 milhões no ano passado, antes que viesse à tona a fraude contábil revelada em novembro.

Os planos ainda não estão detalhados, mas o PanAmericano poderá ser um canal para o BTG acessar empresas de médio porte (middle market), financiamento ao consumo e também o financiamento imobiliário com produtos fora do SFH, que já é operado pela Caixa. O BTG, controlado por André Esteves, recebeu em dezembro um aumento de capital de US$ 1,8 bilhão feito com recursos de alguns dos principais fundos soberanos da Ásia e do Oriente Médio, além de famílias ricas.

Ontem estava prevista uma reunião do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, com os membros do Fundo Garantidor de Créditos. A autoridade monetária queria se assegurar de que a troca de controle do PanAmericano fosse anunciada hoje pela manhã para evitar um estresse maior no sistema bancário.

Mesmo que a venda do controle seja anunciada hoje, o balanço do terceiro trimestre do PanAmericano só deve sair dentro de alguns dias, dada a complexidade para se fechar todas as contas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é mantida informada.

Não por acaso, os principais banqueiros do país envolveram-se pessoalmente nas conversas na última sexta-feira e estiveram reunidos na sede do Fundo Garantidor, em São Paulo.

O Banco do Brasil, comandado por Aldemir Bendine, o Bradesco, presidido por Luiz Carlos Trabuco Cappi, e o Itaú Unibanco, de Roberto Setubal, são os principais credores do PanAmericano, na condição de compradores das carteiras de crédito da instituição. São cifras bilionárias. Ao mesmo tempo, são os principais cotistas do FGC e, com risco de amargar perdas bilionárias nas duas frentes, terminaram por concordar com nova operação de salvamento do banco até então controlado por Silvio Santos.

A operação, contudo, deixa gosto amargo na boca da banca nacional. A irritação com o empresário dono da rede de TV SBT é grande. Silvio relutou em aceitar a existência do novo rombo. Desde novembro o PanAmericano é dirigido por uma equipe indicada pela Caixa e o empresário ficou isolado da gestão.

Silvio Santos não aparecia na sede do Fundo Garantidor de Créditos, localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, desde novembro do ano passado, quando veio à tona a existência de um rombo bilionário em seu banco. Foi obrigado a retornar ao FGC semana passada. Na quinta-feira, permaneceu lá aproximadamente das 18 horas às 21 horas. As pessoas que trabalham no edifício comercial sequer desconfiavam que a visita de urgência do empresário e apresentador envolvia a apuração de novas perdas no PanAmericano, que agora já somam cerca de R$ 4 bilhões. Silvio Santos estava sorridente e até tirou foto com uma funcionária do tradicional escritório de advocacia Demarest e Almeida, situado no mesmo edifício. Ao ouvir que a foto não havia saído tão boa por um problema na máquina, ainda brincou com a fã: "Então conserte até amanhã que estarei aqui de volta".

Mas Silvio não voltou na sexta. Mesmo assim, o dia foi ainda mais movimentado no FGC. Quase todo o PIB bancário do país esteve por lá. Ainda pela manhã, Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), e Márcio Percival, presidente da CaixaPar, entraram para discutir as saídas para o banco do qual a Caixa se tornou sócia no ano passado. Ficaram por cerca de uma hora, até pouco antes de 11h. Enquanto saíam, chegavam, em carrões pretos, os principais banqueiros privados do país, os grandes "acionistas" do FGC. Primeiro Luiz Carlos Trabuco Cappi, acompanhado de Lázaro de Mello Brandão, presidente do conselho de administração do Bradesco. Logo em seguida, Roberto Setubal. A reunião, dessa vez, foi um pouco mais longa e durou cerca de duas horas e meia.

André Esteves, do BTG, apareceu no sábado, já para negociar as condições da compra do PanAmericano. Foi acompanhado de José Acar, ex-vice-presidente do Bradesco e atualmente um sócio do BTG, um grande entendido do negócio do varejo bancário. Silvio Santos mais uma vez não foi e esteve representado por advogados. As conversas se estenderam das 15h30 até quase 19 horas sem que tivessem sido conclusivas. Terminaram em impasse e foram retomadas ontem.

28 de jan. de 2011

ROMBO DO BANCO PANAMERICANO DEVE IR A R$ 4 BILHÕES

jornal Folha de S. Paulo 28/01/2011 - Mario Cesar Carvalho

O rombo do banco PanAmericano é de aproximadamente R$ 4 bilhões, R$ 1,5 bilhão superior aos R$ 2,5 bilhões estimados pelo Banco Central e pelo Fundo Garantidor de Créditos em novembro do ano passado, segundo a Folha apurou com técnicos que finalizam o balanço.

O balanço de 2010 será entregue na próxima segunda-feira na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O novo valor é resultado de fraudes contábeis feitas pela antiga diretoria. Os executivos vendiam carteiras de crédito para outros bancos, mas mantinham os valores na contabilidade para disfarçar os resultados negativos.

Auditores, economistas e advogados estão chocados com a bagunça que imperava na administração do banco.

Os rumores sobre o aumento do rombo derrubaram ontem em 9,27% a cotação das ações preferenciais do banco de Silvio Santos. De 31 de dezembro até ontem, haviam subido 19,75%.

Em 15 de novembro do ano passado, a Folha revelou que o buraco do PanAmericano poderia ser maior do que os R$ 2,5 bilhões.

O rombo foi coberto por empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos, entidade privada que recebe recursos dos correntistas, a Silvio.

Ontem, "O Estado de S. Paulo" informou que o rombo maior deve exigir um novo empréstimo do fundo.

O fundo só cobrirá o rombo a maior descoberto se não houver outra saída.

O que se negocia é uma engenharia financeira pela qual Silvio Santos ganharia um novo sócio. Quatro bancos demonstram interesse no PanAmericano por conta da clientela que ele tem nas classes C e D: Bradesco, Santander, Safra e BCG Pactual.

O fundo não quer colocar mais dinheiro no PanAmericano, mas pode dar garantias a um eventual novo sócio.

Três possibilidades de ajuda já foram discutidas:

1) o fundo pode se responsabilizar pelo contingenciamento, ou seja, ficaria responsável pela reserva que o BC obriga as instituições a fazer quando têm inadimplência;

2) a entidade pode dar fiança ao novo sócio para as carteiras de crédito do PanAmericano;

3) pode fazer algum acordo com a Caixa, pelo qual a sócia do PanAmericano entraria com novos recursos.

OUTRO LADO

O Grupo Silvio Santos não comenta o aumento do rombo. Mas executivos disseram à Folha que o Fundo Garantidor pressiona o empresário para que ele venda o PanAmericano por um preço menor para um dos grandes bancos brasileiros.

O PanAmericano não quis se pronunciar. O fundo diz que vai esperar o balanço para fazer comentários.

26 de jan. de 2011

CINCO BANCOS ESTÃO INTERESSADOS NO PANAMERICANO

jornal O Estado de S.Paulo 26/01/2011 – David Friedlander

Desde que o Panamericano foi colocado à venda, depois da descoberta de um rombo bilionário em suas contas, pelo menos cinco bancos já manifestaram interesse na participação que o empresário Silvio Santos possui na instituição. Fontes que participam do processo citam, entre eles, Bradesco, Santander, Safra e BTG Pactual, além de uma instituição estrangeira que mandou representante, mas ainda não se identificou.

Segundo o Estado apurou, nenhum desses bancos fez proposta firme até agora. A maioria se manifestou em novembro e dezembro, logo depois que o escândalo veio a público. Alguns efetivamente olharam os principais números do Panamericano, outros apenas avisaram que podem vir a negociar os 37,27% de Santos, dependendo das condições.

O último a aparecer foi o tal estrangeiro que não tem operações no Brasil, ainda não quer revelar o nome e contratou um consultor para representá-lo no processo.
Procurados, Bradesco, BTG e Santander responderam, por meio de suas assessorias, que não comentariam rumores de mercado. A assessoria do Safra não foi localizada.
Balanço. Antes de dar início a qualquer negociação efetiva, os bancos querem ver o balanço do terceiro trimestre de 2010 do Panamericano, que até hoje não foi divulgado. A apresentação desses resultados já foi adiada duas vezes e agora está prometida para o próximo dia 31.

Sem avaliar esse balanço, fica impossível saber se o aporte de R$ 2,5 bilhões foi suficiente para sanear as contas, se o banco tem outros problemas e qual é a situação da instituição hoje. "Ninguém vai fazer nada sem ver o balanço", diz uma fonte que participa do processo. "Dependendo do que ele apresentar, quem já mostrou interesse seguirá em frente ou não".

Os bancos colocaram o Panamericano no radar porque, dos bancos pequenos, ele é um dos maiores. E forte em crédito consignado e no financiamento de veículos. Possui uma carteira com mais de 2 milhões de-clientes, fortemente concentrados nas classes C e D, e tem uma rede de distribuição com 170 pontos de venda espalhados pelo País. De quebra, tem como sócia a Caixa Econômica, com 36,56%.

Depois da descoberta do rombo, a Caixa passou a dar as cartas no Panamericano e a desenvolver uma série de ações para recuperar o banco. Pelo acordo de acionistas, a Caixa precisa aprovar a entrada de um eventual novo sócio no lugar de Silvio.
Preço. Para chegar a um acordo, candidatos à compra da participação de Silvio Santos no Panamericano precisarão negociar também com os executivos da Caixa e do Fundo Garantidor de Crédito. Até agora, antes da divulgação do balanço, eles trabalham com um preço superior a R$1 bilhão para vender o banco.

Enquanto o balanço atrasado não sai e os candidatos não se definem, a especulação corre solta na BM&FBovespa. Nos últimos 11 dias, as ações do Panamericano subiram 29%.

PARA LEMBRAR

A fraude bilionária no Panamericano está sendo investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O caso veio a público em novembro, depois que o Banco Central encontrou um rombo estimado em R$ 2,5 bilhões na contabilidade do banco. Basicamente, executivos são acusados de maquiar os balanços para esconder resultados ruins. Toda a direção do Panamericano foi demitida. As autoridades investigam também a suspeita de desvio de dinheiro, mas até agora não há notícia de que tenham sido encontrados indícios de desfalque.