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9 de ago. de 2011

CHILE: CENCOSUD TERÁ UM ÚNICO CARTÃO

portal CardClipping

A partir do primeiro trimestre de 2012, a Cencosud vai parar de oferecer os cartões Mais Jumbo, Paris e Easy, nos quatro países onde opera uma divisão financeira (com exceção da Colômbia) e vai trocá-los por um único plástico que poderá ser usado em toda a América Latina .

A decisão do conglomerado controlado por Horst Paulmann busca simplificar a informação e aos clientes e dar mais funcionalidade a seus cartões, que atualmente só podem ser usados para comprar na empresa ou em seus parceiros comerciais.

Na verdade, a Cencosud está de olho nos passos de suas rivais Falabella e Ripley e quer um acordo para oferecer o novo cartão com bandeira Visa ou Mastercard para expandir o seu uso. No momento, está em fase de implementação do sistema e do design do novo plástico, que se chamaria "Cencosud". Atualmente, a empresa tem quatro milhões de cartões emitidos no Chile, Peru (onde o negócio foi iniciado em julho de 2010), Argentina e Brasil (em parceria com o Bradesco).

Em março, as transações nesses países somaram US$ 1,17 bilhão, um aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2010.

No mercado chileno, dos 2,5 milhões de plásticos, 65% têm a marca Más Paris, 27% a Más Jumbo e 8% a Más Easy. No primeiro semestre, foram registradas 1,2 milhão de operações.

A Cencosud é o segundo maior emissor de cartões não bancários do mercado, superada apenas superado pela Falabella. Somadas, as duas redes respondem por mais de 60% dos financiamentos ao consumo realizados pelo segmento varejista.

31 de jul. de 2011

CHILE: RIPLEY FECHA ACORDO COM A MASTERCARD PARA OPERAR CARTÃO DE CRÉDITO ABERTO

portal CardClipping

Primeiro foi a rede Falabella, que abriu seu cartão de crédito CMR através de uma parceria com a Visa. Agora é a vez da Ripley, através de uma aliança com a MasterCard.

O que ficou conhecido dentro da loja como “Projeto de Inovação Tecnológica Financeira (ITF), é parte da preparação que está sendo feito com os funcionários para realizarem um melhor trabalho nesta nova fase de negócios financeiros.

A rede de lojas de departamento pretende implementar o seu novo cartão de crédito híbrido no final deste ano ou em 2012.

O negócio financeiro

Em março de 2011, havia 15,776 milhões de cartões de crédito não-bancários no Chile, segundo dados da Superintendência de Bancos. Desse total, 2,639 milhões eram de emissão da Ripley, com quase um milhão de plásticos ativos.

Em 2013, além de dobrar de valor, a Ripley espera ter 2 milhões de cartões ativos. A varejista tem, atualmente, 10 mil alianças estratégicas que permitem aos clientes ter acesso a mais de 60 mil estabelecimentos comerciais no país, como postos de gasolina, restaurantes e supermercados, entre outros.

De acordo com o relatório de 2010, os empréstimos brutos através de cartão no Chile chegaram $ 392 bilhões de pesos (cerca de US$ 847 milhões) e o nível de provisões para perdas ficou em 12,9% do valor bruto da carteira.

30 de jun. de 2011

PESQUISA MOSTRA PERFIL DE USUÁRIOS DE CARTÕES DE CRÉDITO

portal Executivos Financeiros 29/06/2011

Um estudo realizado nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus, além do interior de S. Paulo aponta o perfil de usuários de cartões de crédito.

A pesquisa realizada pelo Instituto Medida Certa Pesquisa & Gestão e a CardMonitor, abrange 7,8 mil usuários de cartões emitidos por bancos, mil usuários de cartões híbridos (aquele emitido com função crédito e em parceria com comerciante) e 3,7 mil donos de cartões private label (sem bandeira cartões, próprio das lojas).A amostra apresenta 41% com renda entre mil e três mil reais, 37% com renda de três a nove mil reais, 12% com pessoas com renda de mais de nove mil reais e 11% com pessoas com renda abaixo de mil reais.

O tempo de espera foi o quesito pior avaliado por 23% dos clientes de cartões bancários. No entanto, 72% consideram-se satisfeitos com o sistema de atendimento, enfatizando a cordialidade, simpatia e boa-vontade.

Em relação ao programa de incentivo ao uso do cartão como milhagem, mais da metade dos clientes (52%) encontram-se satisfeitos. Entre os clientes de alta renda, 84% dos entrevistados consideram atrativos os programas de milhagem para troca por passagem aérea, contra 56% de entrevistados de baixa renda que consideram atrativa a troca de pontos por minutos de celulares pré-pagos.

No quesito entrega das faturas com antecedência, apenas 7% destacaram estarem insatisfeitos. No entanto, a pesquisa observa que a satisfação é proporcional e ligada ao fator logístico, quanto mais longe mora o cliente, mais difícil e demorado será a entrega. A insatisfação com as taxas de juros cobradas pelos cartões são mencionadas tanto por clientes de baixa renda quanto na alta.

Enquanto 17% dos que ganham mais de R$ 9 mil não estão contentes com as taxas, 24% daqueles clientes que ganham entre R$ 1,1 mil e R$ 3,1 mil também não estão satisfeitos. Entre os entrevistados, 16% apresentam restrições de crédito na Serasa Experian.

Entre os cartões bancários, o fator que mais pesa para os clientes indicarem o cartão a pessoas de seu relacionamento é o sistema de atendimento, face visível e tangível do produto. Já na categoria private label as tarifas e taxas praticadas determinam maior ou menor propensão de recomendar o produto, sinalizando que os clientes não as aceitam em produtos desta natureza, restritos a uma rede de lojas.

A propensão de os clientes recomendarem seu cartão de crédito é maior entre os possuidores de cartões bancários e híbridos, e bem menor entre possuidores de private label, o que é influenciado principalmente pela aceitação restrita.

Ao serem questionados por que usam mais determinado cartão, 17% entre os usuários de cartões bancários afirmaram que é o fato de serem aceitos em qualquer lugar, enquanto entre os usuários de cartões híbridos a resposta está ligada ao limite de crédito (24%), e entre os de cartões private label as principais razões recaem em atributos da rede de lojas e não do cartão em si, com, por exemplo, a variedade e diversidade de produtos. Por outro lado, esses mesmos clientes consideram desfavorável ter que ir até a loja para pagar suas faturas.

“As lojas, equivocadamente acham que é uma vantagem atribuir o pagamento de seus cartões às idas nas lojas, consideram uma forma de retenção até perceberem que isso pode afastar o consumidor”, alerta Daibert, que já constatou mudanças em grandes redes de varejo com base em estudos que avaliaram essa questão.

8 de jun. de 2011

PAGUE MENOS TERÁ CARTÃO DE CRÉDITO

portal Cardnews 07/06/2011

A rede de Farmácias Pague Menos fechou um acordo com o banco Ibi, pertencente às organizações Bradesco, para a emissão do cartão de crédito Pague Menos/Ibi, que poderá ser adquirido nas mais de 430 lojas da rede em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal.

A iniciativa, além de seguir onda de lançamentos de cartões, está orientada pelo fato de as operações com cartões de crédito e débito representarem 57% do movimento total de vendas nas Farmácias Pague Menos.

Modelo híbrido - O plástico será de modelo híbrido, ou seja, reúne o private label com a marca do lojista e a bandeira, possibilitando assim o uso em outros estabelecimentos.

Pontuação diferenciada - Em um primeiro momento, o titular do cartão terá vantagens como parcelamento facilitado e realização de saques nos caixas das lojas da rede.
Futuramente, está prevista uma pontuação diferenciada no programa de fidelidade.

30 de mar. de 2011

PANAMERICANO E SUPERMERCADO LANÇAM CARTÃO NO DF

portal Maxpress 30/03/2011 – release Cia. da Informação

O Banco PanAmericano está expandindo sua atuação na área de cartões híbridos no Distrito Federal, e este mês lançou mais uma parceria, agora com a rede de supermercados Big Box. Com 11 lojas em Brasília, o supermercado acaba de implantar o cartão híbrido PanAmericano, (produto com crédito pré-aprovado e marca do parceiro voltado a supermercados e atacadistas) em todas as suas lojas.

Para marcar o lançamento do cartão PanAmericano Big Box, este mês ocorrerão diversas promoções exclusivas para clientes que adquirirem e ativarem o cartão. Todos os clientes que realizarem a primeira compra este mês ganharão diversos brindes, como squeeze metálico, bichos de pelúcia e espumantes.

Além disso, exclusivamente na loja 408 Norte, o PanAmericano está disponibilizando um sistema inovador, no qual será possível fazer a impressão do cartão na hora, ou seja, o cliente faz seu cadastro, apresenta os documentos e em cinco minutos o cartão definitivo está pronto. O PanAmericano é pioneiro em imprimir cartões na hora com as bandeiras Mastercard e Visa, aceitos na maioria dos estabelecimentos do País.

O cartão PanAmericano Big Box é um cartão internacional com as bandeiras Visa ou MasterCard, permite compras na rede de supermercados e em outros estabelecimentos, e oferece limites exclusivos para compras à vista e à prazo, incluindo parcelamento de fatura. A aprovação de crédito e emissão do cartão é feita na hora, permitindo a compra imediata.

Para Eliel Teixeira, diretor da área de cartões do PaAmericano, “o interessante do cartão híbrido PanAmericano é que ele é, ao mesmo tempo, um instrumento de facilitação do crédito e de fidelização”, e complementa, “este produto teve uma aceitação muito boa em outras praças e, com ele, esperamos expandir nossa presença no Distrito Federal”.

15 de mar. de 2011

EM REVISÃO DE ACORDO, ITAÚ PAGA MAIS R$ 10 MILHÕES A LOJAS AMERICANAS

jornal Valor Econômico 15/03/2011 - Adriana Cotias

A Lojas Americanas (Lasa) vai embolsar R$ 10 milhões pela revisão do acordo selado com o Itaú Unibanco na Financeira Americanas Itaú (FAI), operação conjunta constituída em 2005, mas que ainda roda no prejuízo.

A renegociação visou restabelecer o equilíbrio da parceria, em virtude do aumento de oportunidades de negócios promovidos pela 'joint venture', segundo o diretor de controladoria do Itaú Unibanco, Rogério Calderon, sem dar mais detalhes a respeito da operação. Além do aporte, por um período de cinco anos, o Itaú Unibanco se compromete a pagar, trimestralmente, compensações adicionais à varejista, caso não sejam atingidas condições de rentabilidade mínima na financeira. "Se a geração de negócios for superada, fazemos compensações adicionais e se não, estabelecemos uma remuneração mínima", explicou o executivo. O prazo de validade da associação foi mantido em 2026.

A FAI nasceu com capital inicial de R$ 80 milhões, dividido meio a meio. Na época, o Itaú injetou R$ 240 milhões no negócio, sendo R$ 200 milhões na forma de ágio, enquanto a Lojas Americanas desembolsou outros R$ 40 milhões.

Pelos dados referentes ao terceiro trimestre da Lojas Americanas, em setembro, a FAI tinha 2,7 milhões de cartões emitidos, sendo 2,2 milhões "private label" (marca própria) e 453 mil plásticos com bandeira. O mix da carteira era composto por 3,8% de operações de empréstimo pessoal e 96,2% de cartões. Um ano antes, os empréstimos respondiam por 13,6% e os cartões por 86,4%. Ao fim de setembro, 15% das vendas realizadas na rede, nas lojas físicas ou na internet, tinham os cartões da parceria Lojas Americanas e Itaú como forma de pagamento.

Contudo, o negócio da FAI ainda não aparecia no azul, com prejuízo de R$ 15,112 milhões no acumulado até setembro, segundo os resultados trimestrais disponíveis no Banco Central (BC). Ao que tudo indica, ao longo da parceria, o Itaú tem encontrado problemas na originação dos créditos feitos nas unidades da Lojas Americanas e foi por conta disso que o financiamento via cartões passou a ser carro-chefe na FAI. A nova estratégia foi adotada a partir de 2008, quando a operação gerou prejuízo de R$ 79,588 milhões. Em 2009, as perdas totalizaram R$ 50,418 milhões.

Da carteira total, de R$ 944,2 milhões em setembro de 2010, 21,7% das operações estavam classificadas entre "D" e "H", nas piores notas de risco de uma escala de nove níveis, conforme determina a resolução 2.682 do BC. Na pior faixa, havia um saldo de R$ 110,9 milhões. As provisões para créditos de liquidação duvidosa somavam então R$ 146,890 milhões.

20 de dez. de 2010

CONSUMO COM CARTÃO DAS LOJAS

jornal Diário de Pernambuco 19/12/2010 - Mirella Falcão

O conceito de private label surgiu no Brasil, na década de 1970. Extintos varejistas como Mappin e Mesbla foram os primeiros a distribuí-los no mercado. Originalmente, esses plásticos se diferenciavam dos tradicionais cartões de crédito porque eram emitidos a clientes de uma determinada loja para servir como meio de pagamento apenas naquele estabelecimento. Hoje, esses cartões customizados estão dando lugar a um formato híbrido, que leva tanto a marca dos varejistas como a de grandes bandeiras, podendo assim ser utilizado em todo o comércio.

A carteira da funcionária pública Selma de Souza, 37 anos, está abarrotada de cartões de loja. ´Eles me ofereceram e eu fui aceitando`, comenta ela. A vantagem do private label, para a consumidora, é a ampliação do crédito. ´Não prende o limite do cartão.`

Com uma linha de crédito pré-aprovada ao cliente para aquisição de bens ou serviços dentro de uma específica rede de estabelecimentos, como supermercados, lojas de departamento, vestuário e farmácias, os cartões de loja viveram um boom no país. De 2005 a 2007, o crescimento dos plásticos private label superou 20% ao ano tanto em unidades como em faturamento, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

´A explosão nos últimos dez anos foi motivada, em parte, pela novidade do crédito parcelado para clientes que não tinham acesso a esse tipo de serviço, pessoas que não possuíam conta em banco ou cartão de crédito`, explica José Alípio dos Santos, superintendente da Abesc. Em 2010, os plásticos customizados devem gerar um faturamento de R$ 68 bilhões. A previsão é alcançar um volume de R$ 125 bilhões em operações em 2015. ´Isso daria um crescimento de 13% ao ano`, calcula Santos. O avanço no segmento de cartões de loja deve vir pela migração do formato private label puro para o co-brand, em que o plástico também possui uma bandeira como Master ou Visa, o que permite a utilização em todo o comércio.

O cartão híbrido, por exemplo, éa preferência da funcionária pública Selma de Souza. ´Posso usar em qualquer outra loja`, diz ela. Outra vantagem do co-brand é a possibilidade de efetuar o pagamento em qualquer rede bancária. ´Com os outros cartões, a gente tem que ir na loja para pagar a fatura`, comenta ela.

A Jurandir Pires é um dos varejistas que migrou para o formato híbrido. ´Cerca de 50% dos 5 mil clientes cadastrados no nosso antigo cartão estavam inativos. Um mês depois do lançamento com a bandeira Mastercard, já emitimos 1,1 mil novos cartões. Ou seja, 20% mais do que a gente havia consolidado em cinco anos`, compara Cláudio Paiva, gerente financeiro da Jurandir Pires. A meta é alcançar 10 mil unidades em 2011. Para tornar o produto ainda mais atrativo, a loja vai lançar um programa de pontos para estimular o uso do cartão.

1 de dez. de 2010

APÓS BOOM, CARTÕES DE LOJAS DEVEM TER CRESCIMENTO MAIS BRANDO

portal iG 01/12/2010 - Olívia Alonso

Ana Cristina dos Santos, de 38 anos, possui cartões de cinco varejistas e supermercados, mas só usa um deles. “No começo, eu cheguei usar todos, mas agora prefiro pagar tudo só com Visa e Mastercard”, afirma. Assim como ela, outros consumidores brasileiros estão optando por usar apenas os plásticos que são aceitos em todos os lugares, em vez dos customizados. Depois de um boom nos últimos anos, os cartões exclusivos das lojas agora devem avançar em um ritmo mais brando e dar lugar aos chamados “co-branded”, ou híbridos, que levam tanto a marca das varejistas como das grandes bandeiras.

A explosão nos últimos dez anos foi motivada, em parte, pela novidade do crédito parcelado para clientes que não possuíam conta em banco e nenhum tipo de cartão. “Os private label [como são chamados os plásticos customizados] começaram há um tempo como uma porta de entrada”, diz Rômulo Dias, presidente da credenciadora Cielo. Além disso, havia um grande número de varejistas sem seus plásticos próprios. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que os cartões de lojas cresceram em média 18% em unidades anualmente.

“Agora, os cartões das lojas estão em fase maturação”, diz Wagner Aguado, superintendente executivo da Bradesco Cartões. Dias, da Cielo, concorda. “Hoje há uma saturação. Até cinco anos atrás, ainda havia uma base grande de varejistas para embandeirar, mas hoje as maiores redes já possuem seus cartões”, afirma. Ao mesmo tempo, as promoções que surgiam eram diferenciadas e traziam novidades para os consumidores. De uma hora para outra, os clientes passavam a ter a opção de fazer o cartão da loja e parcelar suas compras, sem juros, em diversas vezes. Muitos clientes, como é o caso de Ana, fizeram um cartão de cada grande varejista.

Com isso, o crescimento dos cartões de redes e lojas superou 20% ao ano tanto em unidades, como em faturamento de 2005 a 2007, segundo dados da Abecs. Mas hoje a situação está diferente. De agora em diante, a previsão é de um avanço próximo ao da indústria, de algo entre 11% e 15%.

Outra razão para essa desaceleração é a uniformização das promoções. As formas de pagamento oferecidas pelas lojas acabaram ficando muito parecidas entre si. Em geral, as varejistas parcelam em cinco vezes sem juros e sem entrada, ou em até 12 vezes com juros. A semelhança também acontece com os pagamentos Visa e Mastercard. Com as grandes bandeiras, muitas vezes os consumidores também conseguem dividir suas compras em diversas vezes, sem juros.

Essa uniformização, por sua vez, é resultado da concentração da emissão dos cartões nas mãos de bancos. No início, as lojas faziam suas emissões internamente. No entanto, aos poucos, passaram a se associar às instituições financeiras. A Bradesco Cartões, por exemplo, hoje é responsável por 24 marcas, incluindo a C&A - líder no País com 25 milhões de unidades - Casas Bahia e Líder. Já a área de crédito e consumo do Itaú Unibanco possui parcerias com 300 varejistas, o que totaliza uma base de 15,8 milhões de clientes. Enquanto os bancos não se especializam no segmento, os produtos oferecidos acabam sendo desenvolvidos de forma parecida.

Outro fator que contribui para a desaceleração dos cartões customizados, segundo executivos, é o fato de as empresas exigirem que os boletos sejam pagos em suas lojas. Um consumidor que faz compras em cinco estabelecimentos diferentes, por exemplo, precisa se organizar bem para controlar todos os pagamentos, o que acaba sendo um desgaste. “As condições não compensam o incômodo de ter que ir até cada loja para pagar a conta”, comenta a contadora Ana Cristina. Assim, aos poucos, os mesmos clientes que nos últimos anos fizeram cartões de diversas redes estão percebendo que não precisam andar com vários plásticos na carteira.

Solução híbrida

Neste cenário, os cartões híbridos despontam como uma solução para o mercado. “É mais fácil concentrar os pagamentos em apenas duas datas de vencimento”, diz Ana Cristina. O consumidor pode ter um plástico da Visa, da Mastercard ou de qualquer outra bandeira por meio de uma loja em que faça compras, sem precisar abrir uma conta em banco.

Aguado, da Bradesco Cartões, diz que já vê sinais claros do processo de transformação de cartões próprios em mistos. “Temos percebido um direcionamento dos esforços para os híbridos, seja no embandeiramento dos atuais, seja em varejistas menores que estão pensando em lançar seu cartão próprio.

Para o consumidor, a mudança permite que ele opte por apenas um cartão de cada bandeira – por exemplo, apenas um Visa e um Mastercard - e utilize os mesmos plásticos em diversos locais. Ao possuir o cartão da Lojas Renner, por exemplo, que já fez a transformação para o híbrido, ele pode financiar suas compras também em outros estabelecimentos.

José Antônio Rodrigues, diretor de crédito e risco da Riachuelo, acredita que a empresa que não fizer o cartão híbrido “estará fadada ao insucesso”. Ele conta que a fatia dos customizados nas receitas da empresa chegou a 75% em 2008, mas hoje está em 55%. “Sou do grupo que acredita que os private label puros já atingiram um ápice e tendem a reduzir suas participações. Agora é a vez das bandeiras”, afirma.

Para as lojas, a mudança traz outras vantagens interessantes, segundo Rubens Fogli, coordenador do Comitê de Private Label da Abecs. “A transformação do private label puro em híbrido acaba dobrando o gasto dos clientes com aquele cartão”, diz. Além disso, quando o cartão é usado em outros locais, a varejista que possui sua bandeira estampada no plástico ganha uma pequena taxa, acrescenta Dias, da Cielo.

23 de set. de 2010

CARTÃO DE REDE GANHA ESPAÇO NO VAREJO

jornal DCI 23/09/2010 - Gleyma Lima

Forma de ampliar vendas e maneira concreta de manter a fidelidade do cliente, os cartões próprios das lojas (private label) tornaram-se uma maneira de explorar a entrada das classes C, D e E na carteira de clientes das redes varejistas do País, tanto que o segmento já tem uma taxa de crescimento médio de 20% ao ano. A previsão é de que as transações com cartão de loja subam 67% nos próximos cinco anos. Por outro lado, a inclusão de cartões de crédito será ainda maior, com crescimento a uma taxa média de 115% no período, já que os private são a porta de entrada da migração desses consumidores, depois dos cartões de crédito.

Hoje no Brasil das pessoas de classe emergente 36% têm cartão de lojas varejistas, e 33% têm conta bancária. "Hoje as redes varejistas são responsáveis pela bancarização desta classe", enfatizou o superintendente-geral da Associação Brasileira das empresas de cartões de crédito e serviços (Abecs), José Alípio dos Santos. Segundo o porta-voz da entidade, os consumidores adotam o cartão de uma rede varejista antes de abrirem uma conta bancária, o que acaba por fazer do varejo um canal para as instituições financeiras com quem fecham parcerias, como no caso o Grupo Pão de Açúcar (GPA) com os bancos Bradesco e Itaú nos últimos anos.

O crescimento da confecção de cartões próprios de lojas como Extra, Sendas, Carrefour e outros também tem modificado no varejo um cenário que foi perpetuado por anos: o da emissão de carnês. Segundo o economista da Abecs Juan Ferrés, daqui a três anos o carnê não deverá mais ser utilizado como forma de pagamento nas principais capitais do País. Regiões como o norte, o nordeste e o centro-oeste, porém, devem seguir essa tendência dentro de cinco anos.

No sul e no sudeste, o mercado já vê uma adaptação maior das vendas com menos carnês. Na Casas Bahia essa é uma realidade, tanto que a rede passou de 80% das vendas por meio de carnê para 20% nos últimos cinco anos. Houve, assim, redução de custos com papéis e com burocracia nas compras, além da facilidade de recebimento, pois os juros dos cartões costumam ser no varejo cobrados a taxas maiores e a inadimplência acaba sendo menor, segundo especialistas do setor.

Emissões

No mercado tem aumentado o número de emissões de private label. No caso do Carrefour, no Brasil, a empresa contratou a companhia americana Tsys, que fatura anualmente US$ 1,7 bilhão e já foi responsável por processar 720 milhões de cartões para 370 clientes, em 85 países. A empresa concluiu este semestre seu projeto de converter toda a base de private label dos cartões para cartões próprios bandeirados chamados de privates label híbridos.

Consolidação

No Grupo Pão de Açúcar, depois da união das redes, a Casas Bahia e o Ponto Frio hoje contabilizam cerca de 9,2 milhões de clientes ativos na base de cartões private label. Isso responde por um crédito de R$ 16 bilhões. De acordo com o presidente da Nova Casas Bahia, Raphael Klein, isso faz parte do novo conceito jovem da que a marca quer ter perante o mercado e acompanhar o ritmo do mesmo é fundamental. "Em 2011 enfocaremos em pouca expansão para conseguir rearranjar tudo o que diz respeito as lojas e aos clientes", diz o neto do senhor Samuel Klein, o fundador da rede.

No Ponto Frio, que faz parte do Grupo Pão de Açúcar, a modalidade ainda representa hoje menos de 2% dos pagamentos, enquanto o cartão de crédito é responsável por aproximadamente 73%. A empresa destaca que está havendo um reposicionamento da marca, com o qual espera-se que as operações que incluem carnê se aproximem de zero.

Vestuário

Nas lojas varejistas de vestuário, a Marisa, por exemplo, oferece o private label gratuito, sem cobrança de anuidade, e dá até 30 dias para o pagamento da primeira parcela. No total, a companhia encerrou o ano de 2009 com aproximadamente 13 milhões de cartões emitidos. A rede Lojas Renner, por exemplo, 100% de cujas ações são negociadas em bolsa, o resultado de serviços financeiros foi de R$ 31,5 milhões no segundo trimestre deste ano, incremento de 85,5% em relação a igual período do ano passado.

O superintendente da Abecs afirmou que esse crescimento dos cartões próprios vem desde 2005. "Lojas como Riachuelo já possuem oito milhões de cartões; a Renner tem cerca de quatro milhões de private espalhados pelo Brasil", disse.

Segundo o sócio da GS&MD Gouvêa de Souza, Luiz Góes, empresas listadas na Bolsa de Valores chegam a ter 30% de sua receita bruta ligados a produtos financeiros oferecidos ao consumidor final. "Os private label hoje se destacam na receita das empresas varejistas listadas na bolsa de valores", explicou o consultor.

10 de set. de 2010

PANAMERICANO LANÇA ‘CARTÃO HÍBRIDO’

portal Monitor Mercantil 10/09/2010

O Banco PanAmericano está ingressando na área de cartões híbridos no Rio de Janeiro em parceria com a rede de supermercados Vianense. Com 17 lojas em todo o Estado, o supermercado é o primeiro a implantar o cartão híbrido PanAmericano (produto com crédito pré-aprovado e marca do parceiro voltado a supermercados e atacadistas).

Com o slogan “O cartão que dá descontos”, o lançamento oficial do cartão será hoje em toda a rede Vianense e todos os clientes que adquirirem o cartão PanAmericano Vianense ganharão uma pizza da casa e um refrigerante e os clientes que realizarem compras com o cartão no valor acima de R$ 100 ganharão um urso de pelúcia colecionável. Além disso, as lojas irão oferecer diversos produtos no ponto de venda com descontos para quem comprar com o cartão.

O cartão PanAmericano Vianense é um cartão internacional com as bandeiras Visa ou MasterCard, permite compras na rede de supermercados e em outros estabelecimentos, não cobra taxa de anuidade e oferece limites exclusivos para compras a vista e a prazo, incluindo parcelamento de fatura. A aprovação de crédito e a emissão do cartão são feitas na hora, permitindo a compra imediata.

Na unidade do Vianense de São Gonçalo, o PanAmericano está disponibilizando um sistema inovador, no qual será possível fazer a impressão do cartão na hora, ou seja, o cliente faz seu cadastro, apresenta os documentos e em cinco minutos o cartão definitivo está pronto. A instituição financeira é pioneiro em imprimir cartões na hora com as bandeiras Mastercard e Visa, aceitos na maioria dos estabelecimentos do país. A meta do cartão PanAmericano Vianense é emitir 50 mil cartões no primeiro ano.

- Este modelo de negócio é interessante para os supermercadistas e para os clientes, pois permite que o supermercado formate promoções específicas para o seu ponto de venda. Outro diferencial é que o cliente que adquirir o cartão poderá participar do programa de fidelidade para o segmento popular chamado Maxi Bonus, em que o cliente troca seus pontos por recarga de celular, ingressos de cinema e até passagens aéreas. Além de tudo isto, neste ano temos uma promoção com o SBT chamada “Vida de Artista” que premia os clientes com casa própria, carros, motos e outros prêmios nos programas da emissora. Desta forma, pretendemos atrair tanto os supermercados e atacadistas como os clientes - disse Elinton Bobrik, diretor de Cartões do PanAmericano.