portal Cardnews 07/06/2011
A rede de Farmácias Pague Menos fechou um acordo com o banco Ibi, pertencente às organizações Bradesco, para a emissão do cartão de crédito Pague Menos/Ibi, que poderá ser adquirido nas mais de 430 lojas da rede em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal.
A iniciativa, além de seguir onda de lançamentos de cartões, está orientada pelo fato de as operações com cartões de crédito e débito representarem 57% do movimento total de vendas nas Farmácias Pague Menos.
Modelo híbrido - O plástico será de modelo híbrido, ou seja, reúne o private label com a marca do lojista e a bandeira, possibilitando assim o uso em outros estabelecimentos.
Pontuação diferenciada - Em um primeiro momento, o titular do cartão terá vantagens como parcelamento facilitado e realização de saques nos caixas das lojas da rede.
Futuramente, está prevista uma pontuação diferenciada no programa de fidelidade.
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8 de jun. de 2011
11 de mai. de 2011
BV RESCINDE ACORDO COM PAGUE MENOS
jornal Valor Econômico 11/05/2011 - Adriana Cotias
O Banco Ibi se aproximou da rede cearense Pague Menos depois que a BV Financeira desistiu de um acordo selado com a varejista na área de cartões. O braço de financiamento ao consumo do Banco Votorantim chegou a emitir cerca de 15 mil plásticos há pouco mais de três meses, conta o vice-presidente da varejista, Ubiranilson Alves. "A BV saiu, não quis mais e pediu para arrumar outro parceiro."
Procurada, a BV Financeira informou, por meio da assessoria de imprensa, que houve mudança no posicionamento estratégico da área de cartões e que as parcerias que tinha com o varejo estão sendo "descontinuadas". A Pague Menos também conversou com o Itaú Unibanco, mas o Bradesco foi mais ágil na apresentação da proposta, diz Alves.
Com a parceria, o Ibi reforça o portfólio de varejo do Bradesco, capitaneado pela C&A e que inclui nomes como Makro, Lojas Colombo, supermercados Angeloni (SC) e Casas Bahia.
A Pague Menos é uma das maiores redes de drogarias do país e passará a distribuir no balcão das suas 428 lojas cartões híbridos, que misturam a funcionalidade dos "private label" (com a marca do lojista), e dos plásticos com bandeira. Com faturamento anual na casa dos R$ 2,3 bilhões, a Pague Menos não vai receber nada pelo acordo, porque, segundo Alves, a escolha foi por uma participação na rentabilidade do negócio, que varia de 15% a 20%.
O Ibi vai trabalhar em cima da base de 5 milhões de cartões de desconto da Pague Menos. Paralelamente, a varejista está fechando acordo com uma empresa especializada em programas de fidelidade. "No decorrer dos próximos anos, queremos ter de 2 milhões a 3 milhões de plásticos", diz Alves. Hoje, 57% das vendas são feitas com cartões das diversas bandeiras e a ideia é de que, no ponto de venda, o cartão próprio ganhe robustez. No modelo híbrido, quando usado na rede que distribui o cartão, a varejista não tem custos com as credenciadoras e o plástico é um autêntico private label. Quando usado em outro lojista uma porcentagem da movimentação vira receita financeira.
O Banco Ibi se aproximou da rede cearense Pague Menos depois que a BV Financeira desistiu de um acordo selado com a varejista na área de cartões. O braço de financiamento ao consumo do Banco Votorantim chegou a emitir cerca de 15 mil plásticos há pouco mais de três meses, conta o vice-presidente da varejista, Ubiranilson Alves. "A BV saiu, não quis mais e pediu para arrumar outro parceiro."
Procurada, a BV Financeira informou, por meio da assessoria de imprensa, que houve mudança no posicionamento estratégico da área de cartões e que as parcerias que tinha com o varejo estão sendo "descontinuadas". A Pague Menos também conversou com o Itaú Unibanco, mas o Bradesco foi mais ágil na apresentação da proposta, diz Alves.
Com a parceria, o Ibi reforça o portfólio de varejo do Bradesco, capitaneado pela C&A e que inclui nomes como Makro, Lojas Colombo, supermercados Angeloni (SC) e Casas Bahia.
A Pague Menos é uma das maiores redes de drogarias do país e passará a distribuir no balcão das suas 428 lojas cartões híbridos, que misturam a funcionalidade dos "private label" (com a marca do lojista), e dos plásticos com bandeira. Com faturamento anual na casa dos R$ 2,3 bilhões, a Pague Menos não vai receber nada pelo acordo, porque, segundo Alves, a escolha foi por uma participação na rentabilidade do negócio, que varia de 15% a 20%.
O Ibi vai trabalhar em cima da base de 5 milhões de cartões de desconto da Pague Menos. Paralelamente, a varejista está fechando acordo com uma empresa especializada em programas de fidelidade. "No decorrer dos próximos anos, queremos ter de 2 milhões a 3 milhões de plásticos", diz Alves. Hoje, 57% das vendas são feitas com cartões das diversas bandeiras e a ideia é de que, no ponto de venda, o cartão próprio ganhe robustez. No modelo híbrido, quando usado na rede que distribui o cartão, a varejista não tem custos com as credenciadoras e o plástico é um autêntico private label. Quando usado em outro lojista uma porcentagem da movimentação vira receita financeira.
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NO AZUL, IBI REÚNE ALIANÇAS NO VAREJO DO BRADESCO
jornal Valor Econômico 11/05/2011 - Adriana Cotias
Pouco mais de um ano depois de comprar o Banco Ibi da rede de varejo C&A por R$ 1,4 bilhão, o Bradesco transformou um negócio deficitário, que deu prejuízo de R$ 449,8 milhões em 2009, em uma operação rentável, com lucro líquido de R$ 530,9 milhões em 2010 e com um retorno sobre o patrimônio líquido de 21,5%, acima até ao do próprio banco, de 20,4%, no mesmo exercício.
Na estrutura atual do conglomerado, o Ibi tem servido ao propósito de acomodar as parcerias com o varejo e também a via para o Bradesco engordar a participação da área de cartões nas receitas de prestação de serviço. Depois de ter perdido a disputa para o Itaú Unibanco na aquisição de 49% da financeira do Carrefour, o mais recente acordo selado foi com a rede cearense de drogarias Pague Menos.
A virada no resultado decorreu, principalmente, da recuperação de créditos inadimplentes, que pesaram no desempenho do Ibi em 2009, após a deterioração que se seguiu à quebra do americano Lehman Brothers, no segundo semestre de 2008, conta o diretor-geral da Bradesco Cartões, Marcelo Noronha. Na crise, a inadimplência chegou a bater o pico de 9%.
O Bradesco arrumou a casa, alinhou a provisão de devedores duvidosos às políticas da instituição e deu gás à operação que precisava de capital para voltar a ganhar velocidade. A carteira de crédito ainda não respondeu a isso: ao fim de 2010 reunia ativos de R$ 4,3 bilhões, com expansão de 6,8% em relação ao ano anterior. Quando o Bradesco acertou a compra do Ibi, em novembro de 2009, os ativos de crédito somavam R$ 5,3 bilhões.
Segundo Noronha a unificação das parcerias com o varejo debaixo do Ibi se deve ao fato de a plataforma operacional do Ibi, que nasceu dentro da C&A, ser mais flexível e facilmente replicável. "Quando há uma nova loja, a capacidade de implementação é rápida, é possível adaptar e gerar modelos de crédito de acordo com o perfil regional e dos clientes", diz. "O público, numa loja de Aracaju (SE), em Barueri (SP) ou na Rocinha (RJ) é diferente, e o risco também."
Com uma estrutura que já era verticalizada na área de cartões, englobando emissão, credenciamento de lojistas (por meio da Cielo), processamento (Fidelity), o Bradesco tem agora levado na mesa de negociações com o varejo não só as bandeiras Visa, MasterCard e American Express, mas também a Elo, nas modalidades crédito, débito e toda uma família de pré-pagos.
"Olhando à frente, temos ferramentas para expandir as parcerias atuais e selar novos acordos", diz Noronha. "O banco tem crescido organicamente e por meio de aquisições (na área de financiamento ao consumo), mas não comprou nenhum banco de rede", diz Noronha, fazendo menção indireta ao concorrente Itaú Unibanco, líder em cartões, com a maior base de crédito do mercado brasileiro, estimada em 30 milhões.
No portfólio de financiamento ao consumo do Bradesco, de R$ 78,2 bilhões ao fim de março, 21%, o equivalente a R$ 16,5 bilhões, referiam-se a cartões, sendo R$ 2,2 bilhões do Ibi.
No primeiro trimestre, as rendas com cartões do Bradesco somaram R$ 1,2 bilhão, com uma contribuição de 32,9% no bolo de receitas de serviços do banco, em comparação aos 32,4% do quarto trimestre ou aos 31,1% dos três primeiros meses de 2010. Só o Ibi, no ano passado, tinha arrecadado R$ 416,3 milhões com anuidades, tarifas e comissões.
Comparativamente, o Itaú arrecadou entre janeiro e março o equivalente a R$ 1,7 bilhão com cartões de crédito (cálculo que inclui anuidades e aluguel de máquinas de captura), 37,9% do total de serviços. A maior participação relativa tem relação com as parcerias com varejistas, portfólio com como Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Lojas Americanas, Marisa, além do próprio Carrefour.
Pouco mais de um ano depois de comprar o Banco Ibi da rede de varejo C&A por R$ 1,4 bilhão, o Bradesco transformou um negócio deficitário, que deu prejuízo de R$ 449,8 milhões em 2009, em uma operação rentável, com lucro líquido de R$ 530,9 milhões em 2010 e com um retorno sobre o patrimônio líquido de 21,5%, acima até ao do próprio banco, de 20,4%, no mesmo exercício.
Na estrutura atual do conglomerado, o Ibi tem servido ao propósito de acomodar as parcerias com o varejo e também a via para o Bradesco engordar a participação da área de cartões nas receitas de prestação de serviço. Depois de ter perdido a disputa para o Itaú Unibanco na aquisição de 49% da financeira do Carrefour, o mais recente acordo selado foi com a rede cearense de drogarias Pague Menos.
A virada no resultado decorreu, principalmente, da recuperação de créditos inadimplentes, que pesaram no desempenho do Ibi em 2009, após a deterioração que se seguiu à quebra do americano Lehman Brothers, no segundo semestre de 2008, conta o diretor-geral da Bradesco Cartões, Marcelo Noronha. Na crise, a inadimplência chegou a bater o pico de 9%.
O Bradesco arrumou a casa, alinhou a provisão de devedores duvidosos às políticas da instituição e deu gás à operação que precisava de capital para voltar a ganhar velocidade. A carteira de crédito ainda não respondeu a isso: ao fim de 2010 reunia ativos de R$ 4,3 bilhões, com expansão de 6,8% em relação ao ano anterior. Quando o Bradesco acertou a compra do Ibi, em novembro de 2009, os ativos de crédito somavam R$ 5,3 bilhões.
Segundo Noronha a unificação das parcerias com o varejo debaixo do Ibi se deve ao fato de a plataforma operacional do Ibi, que nasceu dentro da C&A, ser mais flexível e facilmente replicável. "Quando há uma nova loja, a capacidade de implementação é rápida, é possível adaptar e gerar modelos de crédito de acordo com o perfil regional e dos clientes", diz. "O público, numa loja de Aracaju (SE), em Barueri (SP) ou na Rocinha (RJ) é diferente, e o risco também."
Com uma estrutura que já era verticalizada na área de cartões, englobando emissão, credenciamento de lojistas (por meio da Cielo), processamento (Fidelity), o Bradesco tem agora levado na mesa de negociações com o varejo não só as bandeiras Visa, MasterCard e American Express, mas também a Elo, nas modalidades crédito, débito e toda uma família de pré-pagos.
"Olhando à frente, temos ferramentas para expandir as parcerias atuais e selar novos acordos", diz Noronha. "O banco tem crescido organicamente e por meio de aquisições (na área de financiamento ao consumo), mas não comprou nenhum banco de rede", diz Noronha, fazendo menção indireta ao concorrente Itaú Unibanco, líder em cartões, com a maior base de crédito do mercado brasileiro, estimada em 30 milhões.
No portfólio de financiamento ao consumo do Bradesco, de R$ 78,2 bilhões ao fim de março, 21%, o equivalente a R$ 16,5 bilhões, referiam-se a cartões, sendo R$ 2,2 bilhões do Ibi.
No primeiro trimestre, as rendas com cartões do Bradesco somaram R$ 1,2 bilhão, com uma contribuição de 32,9% no bolo de receitas de serviços do banco, em comparação aos 32,4% do quarto trimestre ou aos 31,1% dos três primeiros meses de 2010. Só o Ibi, no ano passado, tinha arrecadado R$ 416,3 milhões com anuidades, tarifas e comissões.
Comparativamente, o Itaú arrecadou entre janeiro e março o equivalente a R$ 1,7 bilhão com cartões de crédito (cálculo que inclui anuidades e aluguel de máquinas de captura), 37,9% do total de serviços. A maior participação relativa tem relação com as parcerias com varejistas, portfólio com como Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Lojas Americanas, Marisa, além do próprio Carrefour.
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18 de abr. de 2011
PAGAMENTO DE ANUIDADE NOS CARTÕES DE CRÉDITO INIBE CRESCIMENTO DO SETOR, MOSTRA ESTUDO
portal Executivos Financeiros 18/04/2011
Um novo estudo CVA Solutions com pouco mais de 7 mil usuários de cartões de crédito de instituições financeiras, de varejo e de seis bandeiras, revelou que os consumidores tendem a avaliar negativamento os produtos e serviços, quando são obrigados a pagar anuidade, quando não contam com programas de recompensas ou quando suas compras são bloqueadas por falta de limite de crédito. Em situação inversa, quando o cartão é gratuito e quando recebem privilégios, as avaliações são bem positivas.
O estudo, divulgado nesta segunda (18), avaliou o valor percebido pelos usuários em relação ao cartão de crédito que possuem (emissor+bandeira+tipo) e tem por objetivo entender a estrutura de valor percebido (custo-benefício percebido) no mercado, a partir do ponto de vista do usuário. Além disso, a proposta também é a de medir a posição competitiva dos principais emissores e bandeiras e diagnosticar possibilidades de criação de vantagem competitiva sustentável.
“Provar a taxa de juros dos cartões de crédito continua sendo o fator que mais desgasta a relação entre o usuário e seu cartão de crédito e resulta em uma avaliação bastante negativa sobre o produto”, declara o sócio diretor da CVA Solutions, Sandro Cimatti.
A pesquisa 2011 constatou que o segmento de cartões de crédito de varejistas vem crescendo mais rapidamente do que o de cartões de crédito de instituições financeiras, já que eles geralmente atingem uma classe social de renda mais baixa, que vem conquistando melhoria em seu poder aquisitivo. No entanto, esses cartões são menos utilizados, já que possuem baixos limites de crédito.
Outra conclusão importante diz respeito às emissões feitas pelas instituições financeiras que continuam privilegiando as pessoas com maior poder aquisitivo, oferecendo anuidades gratuitas e melhores programas de recompensas fazendo que seu valor percebido seja melhor que no público de renda mais baixa.
Avaliação
Numa escala de 1 a 10, o segmento de cartões de crédito conquistou nota de 7,17, entre 23 setores da economia pesquisados, resultado inferior ao de 2010, 7,21. A posição ainda é melhor do que a dos bancos, telefonia celular e planos de saúde, mas pior do que supermercados, seguro de automóveis e hotéis. Para o Valor Percebido, baseados no custo benefício, os setores como melhor segmento foi o de eletrodomésticos, com nota 9,28 e o pior o de planos de saúde, com 6,39.
Foram analisadas respostas de consumidores que possuíam os cartões com bandeiras Visa, Mastercard, American Express, Hipercard, Diners e Aura. Cartões dos emissores financeiros Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, HSBC, Citibank, Amex, Diners, Credicard, Porto Seguro, Banrisul e Panamericano. E dos emissores de varejo Hipercard, Casas Bahia, C&A, Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Lojas Americanas, Magazine Luiza, Ponto Frio, Submarino e Saraiva.
“Pensando em atratividade da marca, o banco deve divulgar o cartão de crédito na mídia e distribuí-lo para atrair e conquistar novos clientes. Para melhorar o valor percebido de seus clientes e fazê-los usar mais seu cartão, é preciso oferecer vantagens, como programas de recompensas e isenção de anuidade”, avalia Cimatti. O executivo destaca que para o banco aumentar seu market share e nível de utilização é preciso oferecer tanto uma boa atratividade como um bom valor percebido. “As duas coisas têm que andar juntas resultando em crescimento e rentabilidade”.
Perfil de Renda e Gastos
O estudo dividiu os usuários em três faixas de renda individual
mensal: até R$ 2 mil, de R$ 2 mil a R$ 4 mil e acima de R$ 4 mil. Na amostra estudada os cartões com bandeiras Visa, Amex e Diners tem mais usuários na faixa com renda superior a R$ 4 mil, enquanto Mastercard e Hipercard tem mais usuários na faixa com renda inferior a R$ 2 mil. Os cartões emitidos por redes de varejo – como C&A, Hipercard, Carrefour e Casas Bahia, por exemplo, tem mais usuários na faixa com renda de até R$2 mil.
Também foi diagnosticado pela pesquisa que o perfil de gastos do usuário é maior quando o cartão é emitido por uma instituição financeira. Por exemplo: apenas 31% dos usuários do cartão Itaú e 24% dos que possuem Amex gastam até R$ 600,00; enquanto 55% dos usuários do cartão C&A e 46% dos clientes Hipercard gastam até R$ 600,00.
Conclusões
Segundo Sandro Cimatti, o estudo mostra que os emissores financeiros de cartões devem liberar ou reduzir os pagamentos de anuidades, melhorar os programas de recompensas, melhorar o atendimento e cuidar do limite de crédito de seus usuários. Já para os emissores de cartões de varejo a recomendação para melhorar seu valor percebido e aumentar o uso de seus cartões de crédito é implantar programas de recompensas, melhorar o atendimento e aumentar o limite de crédito.
“Não adianta distribuir cartões de crédito e não oferecer vantagens para estimular o seu uso. O cliente que prova a taxa de juros ou que tem uma compra bloqueada por falta de limite de crédito sempre faz uma avaliação pior do cartão e da marca. O usuário que recomenda o cartão e faz uma avaliação muito positiva é aquele que não paga anuidade, tem recompensas atraentes, tem bom limite de crédito e sabe que seu cartão será aceito na maioria dos estabelecimentos”, afirma.
O Estudo CVA com usuários de cartões de crédito está sendo realizado pelo segundo ano consecutivo no Brasil e foi finalizado recentemente, em março. As entrevistas foram realizadas em todo o País, com pessoas com pelo menos um cartão de crédito (média de 2,39 cartões de crédito por pessoa). Os usuários responderam as questões com base em seu cartão principal, ou seja, aquele que costumam usar com maior frequência. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2011.
Um novo estudo CVA Solutions com pouco mais de 7 mil usuários de cartões de crédito de instituições financeiras, de varejo e de seis bandeiras, revelou que os consumidores tendem a avaliar negativamento os produtos e serviços, quando são obrigados a pagar anuidade, quando não contam com programas de recompensas ou quando suas compras são bloqueadas por falta de limite de crédito. Em situação inversa, quando o cartão é gratuito e quando recebem privilégios, as avaliações são bem positivas.
O estudo, divulgado nesta segunda (18), avaliou o valor percebido pelos usuários em relação ao cartão de crédito que possuem (emissor+bandeira+tipo) e tem por objetivo entender a estrutura de valor percebido (custo-benefício percebido) no mercado, a partir do ponto de vista do usuário. Além disso, a proposta também é a de medir a posição competitiva dos principais emissores e bandeiras e diagnosticar possibilidades de criação de vantagem competitiva sustentável.
“Provar a taxa de juros dos cartões de crédito continua sendo o fator que mais desgasta a relação entre o usuário e seu cartão de crédito e resulta em uma avaliação bastante negativa sobre o produto”, declara o sócio diretor da CVA Solutions, Sandro Cimatti.
A pesquisa 2011 constatou que o segmento de cartões de crédito de varejistas vem crescendo mais rapidamente do que o de cartões de crédito de instituições financeiras, já que eles geralmente atingem uma classe social de renda mais baixa, que vem conquistando melhoria em seu poder aquisitivo. No entanto, esses cartões são menos utilizados, já que possuem baixos limites de crédito.
Outra conclusão importante diz respeito às emissões feitas pelas instituições financeiras que continuam privilegiando as pessoas com maior poder aquisitivo, oferecendo anuidades gratuitas e melhores programas de recompensas fazendo que seu valor percebido seja melhor que no público de renda mais baixa.
Avaliação
Numa escala de 1 a 10, o segmento de cartões de crédito conquistou nota de 7,17, entre 23 setores da economia pesquisados, resultado inferior ao de 2010, 7,21. A posição ainda é melhor do que a dos bancos, telefonia celular e planos de saúde, mas pior do que supermercados, seguro de automóveis e hotéis. Para o Valor Percebido, baseados no custo benefício, os setores como melhor segmento foi o de eletrodomésticos, com nota 9,28 e o pior o de planos de saúde, com 6,39.
Foram analisadas respostas de consumidores que possuíam os cartões com bandeiras Visa, Mastercard, American Express, Hipercard, Diners e Aura. Cartões dos emissores financeiros Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, HSBC, Citibank, Amex, Diners, Credicard, Porto Seguro, Banrisul e Panamericano. E dos emissores de varejo Hipercard, Casas Bahia, C&A, Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Lojas Americanas, Magazine Luiza, Ponto Frio, Submarino e Saraiva.
“Pensando em atratividade da marca, o banco deve divulgar o cartão de crédito na mídia e distribuí-lo para atrair e conquistar novos clientes. Para melhorar o valor percebido de seus clientes e fazê-los usar mais seu cartão, é preciso oferecer vantagens, como programas de recompensas e isenção de anuidade”, avalia Cimatti. O executivo destaca que para o banco aumentar seu market share e nível de utilização é preciso oferecer tanto uma boa atratividade como um bom valor percebido. “As duas coisas têm que andar juntas resultando em crescimento e rentabilidade”.
Perfil de Renda e Gastos
O estudo dividiu os usuários em três faixas de renda individual
mensal: até R$ 2 mil, de R$ 2 mil a R$ 4 mil e acima de R$ 4 mil. Na amostra estudada os cartões com bandeiras Visa, Amex e Diners tem mais usuários na faixa com renda superior a R$ 4 mil, enquanto Mastercard e Hipercard tem mais usuários na faixa com renda inferior a R$ 2 mil. Os cartões emitidos por redes de varejo – como C&A, Hipercard, Carrefour e Casas Bahia, por exemplo, tem mais usuários na faixa com renda de até R$2 mil.
Também foi diagnosticado pela pesquisa que o perfil de gastos do usuário é maior quando o cartão é emitido por uma instituição financeira. Por exemplo: apenas 31% dos usuários do cartão Itaú e 24% dos que possuem Amex gastam até R$ 600,00; enquanto 55% dos usuários do cartão C&A e 46% dos clientes Hipercard gastam até R$ 600,00.
Conclusões
Segundo Sandro Cimatti, o estudo mostra que os emissores financeiros de cartões devem liberar ou reduzir os pagamentos de anuidades, melhorar os programas de recompensas, melhorar o atendimento e cuidar do limite de crédito de seus usuários. Já para os emissores de cartões de varejo a recomendação para melhorar seu valor percebido e aumentar o uso de seus cartões de crédito é implantar programas de recompensas, melhorar o atendimento e aumentar o limite de crédito.
“Não adianta distribuir cartões de crédito e não oferecer vantagens para estimular o seu uso. O cliente que prova a taxa de juros ou que tem uma compra bloqueada por falta de limite de crédito sempre faz uma avaliação pior do cartão e da marca. O usuário que recomenda o cartão e faz uma avaliação muito positiva é aquele que não paga anuidade, tem recompensas atraentes, tem bom limite de crédito e sabe que seu cartão será aceito na maioria dos estabelecimentos”, afirma.
O Estudo CVA com usuários de cartões de crédito está sendo realizado pelo segundo ano consecutivo no Brasil e foi finalizado recentemente, em março. As entrevistas foram realizadas em todo o País, com pessoas com pelo menos um cartão de crédito (média de 2,39 cartões de crédito por pessoa). Os usuários responderam as questões com base em seu cartão principal, ou seja, aquele que costumam usar com maior frequência. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2011.
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30 de mar. de 2011
NOVA BANDEIRA ELO BUSCA 15% DO SETOR DE CARTÕES ATÉ 2015
portal Brasil Econômico 30/03/2011 - Thais Folego
Após atrasos, os cartões com a bandeira nacional Elo começarão a ser emitidos no próximo dia 4 de abril.
Além da rede de agência dos três bancos sócios na bandeira - Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal -, os cartões serão distribuídos nas lojas do Ibi, em parcerias com o varejo, nas lotéricas e correspondentes bancários.
Isso fará com que os cartões cheguem nas mãos da população não-bancarizada, um dos focos da nova marca. A meta é que os clientes das classes C e D respondam por 70% da receita dos cartões da bandeira, segundo Marcelo Noronha, diretor-adjunto do Bradesco.
A meta é abocanhar 15% do mercado de cartões até 2015. Se continuar crescendo no ritmo dos últimos anos (20% ao ano) o setor deve atingir R$ 1,2 trilhão em faturamento daqui quatro anos.
"É o segundo produto financeiro que mais cresce, só atrás de crédito imobiliário", observa Paulo Rogerio Cafarelli, vice-presidente de Novos Negócios de Varejo do banco do Brasil.
Segundo Fabio Lenza, vice-presidente da Caixa, é natural que os beneficiários dos programas sociais do governo sejam potenciais clientes dos cartões Elo. Segundo ele, hoje 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família recebem seus benefícios por meio de cartão da conta Caixa Fácil.
A Elo emitirá cartões de crédito, débito, múltiplo e pré-pagos. "Queremos ocupar o espaço que existe entre o que é oferecido pelas bandeiras internacionais de cartões e de bandeiras regionais", diz Jair Scalco, presidente da Elo Serviços, empresa que irá gerir a nova bandeira.
O nome de Scalco foi anunciado em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (30/3) para anunciar o lançamento oficial da bandeira. Ex-diretor do Bradesco, Scalco é membro do Conselho de Administração da Cielo, da Fidelity Processadora e Serviços, além de presidente do Conselho da CBSS (Companhia Brasileira de Soluções e Serviços), que emite o Visa Vale.
Os cartões da bandeira começam, logo de início, a serem aceitos nos mais de um milhão de estabelecimentos credenciados pela Cielo. A bandeira, porém, está aberta para outros credenciadores e instituições emissoras.
Após atrasos, os cartões com a bandeira nacional Elo começarão a ser emitidos no próximo dia 4 de abril.
Além da rede de agência dos três bancos sócios na bandeira - Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal -, os cartões serão distribuídos nas lojas do Ibi, em parcerias com o varejo, nas lotéricas e correspondentes bancários.
Isso fará com que os cartões cheguem nas mãos da população não-bancarizada, um dos focos da nova marca. A meta é que os clientes das classes C e D respondam por 70% da receita dos cartões da bandeira, segundo Marcelo Noronha, diretor-adjunto do Bradesco.
A meta é abocanhar 15% do mercado de cartões até 2015. Se continuar crescendo no ritmo dos últimos anos (20% ao ano) o setor deve atingir R$ 1,2 trilhão em faturamento daqui quatro anos.
"É o segundo produto financeiro que mais cresce, só atrás de crédito imobiliário", observa Paulo Rogerio Cafarelli, vice-presidente de Novos Negócios de Varejo do banco do Brasil.
Segundo Fabio Lenza, vice-presidente da Caixa, é natural que os beneficiários dos programas sociais do governo sejam potenciais clientes dos cartões Elo. Segundo ele, hoje 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família recebem seus benefícios por meio de cartão da conta Caixa Fácil.
A Elo emitirá cartões de crédito, débito, múltiplo e pré-pagos. "Queremos ocupar o espaço que existe entre o que é oferecido pelas bandeiras internacionais de cartões e de bandeiras regionais", diz Jair Scalco, presidente da Elo Serviços, empresa que irá gerir a nova bandeira.
O nome de Scalco foi anunciado em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (30/3) para anunciar o lançamento oficial da bandeira. Ex-diretor do Bradesco, Scalco é membro do Conselho de Administração da Cielo, da Fidelity Processadora e Serviços, além de presidente do Conselho da CBSS (Companhia Brasileira de Soluções e Serviços), que emite o Visa Vale.
Os cartões da bandeira começam, logo de início, a serem aceitos nos mais de um milhão de estabelecimentos credenciados pela Cielo. A bandeira, porém, está aberta para outros credenciadores e instituições emissoras.
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Elo,
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Jair Scalco
16 de mar. de 2011
CARTÃO ELO USARÁ FORÇA DE VENDA DO IBI
jornal Brasil Econômico 16/03/2011 – Thaís Folego
O Banco do Brasil e o Bradesco assinaram ontem memorando de entendimentos "vinculante" — o que significa que as partes não podem mais voltar atrás no acordo — que confirma a participação de cada instituição na holding de negócios de cartões "Elo Participações", além de transferir a participação do Bradesco na Ibi Promotora de Vendas e na processadora Fidelity para a CBSS (Companhia Brasileira de Soluções e Serviços), que emite os cartões Visa Vale.
O Bradesco terá participação de 50,01% da holding e o BB os outros 49,99%. Isso significa que a Caixa Econômica Federal (CEF), que entrou no negócio em agosto, será sócia dos bancos controladores na Elo Serviços, o braço da holding que cuidará da gestão da bandeira de cartões de crédito, débito e pré- pagos. Sobre este braço ficará a CBSS, empresa em que a Caixa também está negociando a compra de uma participação com Bradesco e BB, atuais controladores da companhia.
Essa configuração evita que a Elo se torne estatal — uma vez que o BB tem economia mista e a CEF é um banco público —, o que comprometeria a agilidade da empresa. Em comunicado, os bancos afirmam que estão em fase de "tratativas finais" com a CEF para integrá-la à Elo.
Estratégia
Os bancos irão concentrar na estrutura da Elo a captura de não-correntistas. "Além da distribuição dos pré-pagos na linha dos emitidos pela CBSS", diz Marcelo Noronha, diretor executivo do Bradesco. Também foi acertada a venda da Ibi Promotora de Vendas do Bradesco para a CBSS por R$ 419 milhões. Com isso, a Elo contará com as 140 lojas de rua da rede para oferecer os cartões. Segundo Raul Moreira, gerente geral da área de Parcerias Estratégicas do BB, o banco deve transferir algumas parcerias que detém com varejistas para distribuição de cartões para a estrutura da Elo.
A data da emissão do primeiro cartão da bandeira ainda é uma incógnita. Antes de a CEF entrar no negócio, o lançamento estava previsto para outubro do ano passado. Em agosto, com o anúncio da nova parceria, se falou em dezembro. Na divulgação de seus resultados de 2010 em fevereiro, os bancos falaram em março. "O lançamento será muito em breve", diz Noronha. "Está previsto já para os próximos dias, estamos apenas finalizando testes tecnológicos", diz Moreira, do BB.
O Banco do Brasil e o Bradesco assinaram ontem memorando de entendimentos "vinculante" — o que significa que as partes não podem mais voltar atrás no acordo — que confirma a participação de cada instituição na holding de negócios de cartões "Elo Participações", além de transferir a participação do Bradesco na Ibi Promotora de Vendas e na processadora Fidelity para a CBSS (Companhia Brasileira de Soluções e Serviços), que emite os cartões Visa Vale.
O Bradesco terá participação de 50,01% da holding e o BB os outros 49,99%. Isso significa que a Caixa Econômica Federal (CEF), que entrou no negócio em agosto, será sócia dos bancos controladores na Elo Serviços, o braço da holding que cuidará da gestão da bandeira de cartões de crédito, débito e pré- pagos. Sobre este braço ficará a CBSS, empresa em que a Caixa também está negociando a compra de uma participação com Bradesco e BB, atuais controladores da companhia.
Essa configuração evita que a Elo se torne estatal — uma vez que o BB tem economia mista e a CEF é um banco público —, o que comprometeria a agilidade da empresa. Em comunicado, os bancos afirmam que estão em fase de "tratativas finais" com a CEF para integrá-la à Elo.
Estratégia
Os bancos irão concentrar na estrutura da Elo a captura de não-correntistas. "Além da distribuição dos pré-pagos na linha dos emitidos pela CBSS", diz Marcelo Noronha, diretor executivo do Bradesco. Também foi acertada a venda da Ibi Promotora de Vendas do Bradesco para a CBSS por R$ 419 milhões. Com isso, a Elo contará com as 140 lojas de rua da rede para oferecer os cartões. Segundo Raul Moreira, gerente geral da área de Parcerias Estratégicas do BB, o banco deve transferir algumas parcerias que detém com varejistas para distribuição de cartões para a estrutura da Elo.
A data da emissão do primeiro cartão da bandeira ainda é uma incógnita. Antes de a CEF entrar no negócio, o lançamento estava previsto para outubro do ano passado. Em agosto, com o anúncio da nova parceria, se falou em dezembro. Na divulgação de seus resultados de 2010 em fevereiro, os bancos falaram em março. "O lançamento será muito em breve", diz Noronha. "Está previsto já para os próximos dias, estamos apenas finalizando testes tecnológicos", diz Moreira, do BB.
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7 de fev. de 2011
PRÓXIMO PASSO DO CARREFOUR É FECHAR UM PRÉ-CONTRATO EXCLUSIVO
jornal DCI 07/02/2011 - Gleyma Lima com Agências
A perspectiva do varejo é que em cerca de 90 dias saia o nome do novo "parceiro" do Carrefour, que deverá assumir participação de 49% da financeira Cetelem -sua área financeira no Brasil. A rede terá de escolher uma das três ofertas de compra feitas pelos bancos Itaú, Santander e Bradesco. Depois deve ser fechado um pré-contrato de intenção de compra e fidelidade exclusivo entre as partes, e a partir disso devem opeerar definitivamente a aquisição.
Segundo o sócio do escritório Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o prazo médio é de 90 dias. "Na última etapa o objetivo é que o interessado conheça mais a fundo a empresa que deseja adquirir", explica, lembrando que a Cetelem já adquiriu a marca Aurea e é uma das fortes bandeiras na área de crédito do setor. Especialistas estimam que o valor do negócio possa chegar R$ 500 milhões - levando em consideração acordos similares.
Bancarização
No ramo varejista, o sistema financeiro é afoito. Tanto que o Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, uma das maiores empresas de vestuário do mercado brasileiro, e é sócio de outras redes, como a de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora da bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo da carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
Parceria
A parceria entre Carrefour e Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio a uma espécie de crise financeira vivida pela segunda maior rede supermercadista do País, cujas operações de varejo no Brasil tiveram anúncio de rombo contábil de R$ 1,2 bilhão devido a questões com uma consultoria internacional. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil. Procurados, Carrefour , Cetelem, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Bradesco não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
A perspectiva do varejo é que em cerca de 90 dias saia o nome do novo "parceiro" do Carrefour, que deverá assumir participação de 49% da financeira Cetelem -sua área financeira no Brasil. A rede terá de escolher uma das três ofertas de compra feitas pelos bancos Itaú, Santander e Bradesco. Depois deve ser fechado um pré-contrato de intenção de compra e fidelidade exclusivo entre as partes, e a partir disso devem opeerar definitivamente a aquisição.
Segundo o sócio do escritório Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o prazo médio é de 90 dias. "Na última etapa o objetivo é que o interessado conheça mais a fundo a empresa que deseja adquirir", explica, lembrando que a Cetelem já adquiriu a marca Aurea e é uma das fortes bandeiras na área de crédito do setor. Especialistas estimam que o valor do negócio possa chegar R$ 500 milhões - levando em consideração acordos similares.
Bancarização
No ramo varejista, o sistema financeiro é afoito. Tanto que o Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, uma das maiores empresas de vestuário do mercado brasileiro, e é sócio de outras redes, como a de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora da bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo da carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
Parceria
A parceria entre Carrefour e Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio a uma espécie de crise financeira vivida pela segunda maior rede supermercadista do País, cujas operações de varejo no Brasil tiveram anúncio de rombo contábil de R$ 1,2 bilhão devido a questões com uma consultoria internacional. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil. Procurados, Carrefour , Cetelem, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Bradesco não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
17 de jan. de 2011
FINANCEIRAS RESISTEM AO TEMPO E A SOLAVANCOS NA ECONOMIA
jornal Valor Econômico 17/01/2011 - Adriana Cotias
Ao se caminhar pelo quadrilátero das ruas São Bento, da Quitanda, Boa Vista e Líbero Badaró, bem no centro velho de São Paulo, pouco mais de uma dezena de financeiras e promotoras de vendas oferta crédito à pessoa física, nas suas diversas modalidades. O cenário parece, porém, bem distinto daquele que se via em meados da década passada, quando os grandes bancos de varejo flertaram com esse nicho de negócios e os promotores ficavam aos berros, no meio da rua, à caça de potenciais tomadores. Depois de uma fase de consolidação, os bancões recuaram, abandonando a estratégia de prospectar o cliente não-bancarizado à moda das casas independentes. Essas instituições, por sua vez, se moldaram ao sabor de solavancos na economia, mudanças na regulação e do surgimento do consignado.
Em certos casos, as taxas de juros nas alturas dão pistas de como algumas instituições convivem com grandes riscos. A Crefisa, por exemplo, que está há 45 anos no mercado e faz propaganda no horário nobre da TV vendendo crédito para aposentados e pensionistas que tenham todo o limite tomado no consignado, mesmo com restrição financeira, aparece no ranking do Banco Central (BC) cobrando taxa de 26,5% ao mês no crédito pessoal, a mais alta do mercado. Logo atrás vem o Banco Azteca, de origem mexicana e que pertence ao grupo de varejo Elektra, com 20,34% ao mês, seguido pelo Ibi (17,79%), que nasceu dentro da C&A, não resistiu e foi adquirido pelo Bradesco em 2009.
Mesmo tirando os exemplos extremos, a trajetória das financeiras independentes não pode ser classificada como linear. Essas instituições enfrentaram crises, viveram os tempos da alta competição e, não raro, se confrontaram com períodos de escassez de recursos. Algumas ficaram no meio do caminho, como foi o caso da tradicional ASB, do Rio de Janeiro, que tinha 128 lojas quando fechou as portas no fim de 2008. O engessamento de liquidez, que sucedeu a quebra do Lehman Brothers, acabou antecipando os planos de aposentadoria de um dos sócios, conta José Arthur Assunção, que presidia a empresa na época. Apesar das intempéries, as que sobreviveram conseguiram ocupar o seu espaço, com operações longevas e rentáveis, com retornos sobre o patrimônio entre 15% e 20%.
Com os grandes bancos se digladiando no ramo de veículos zero quilômetro e avançando a passos largos no consignado, as casas independentes tiveram, nos últimos anos, que redescobrir a sua vocação, diz Assunção, hoje presidente do Sindicato das Financeiras do Rio de Janeiro e Espírito Santo. "Algumas passaram a atuar com automóveis usados, com dois ou três anos, outras escolheram financiar carros velhos, com mais de 25 anos. Houve ainda aquelas que recorressem a parcerias com pequenas e médias empresas de varejo, já que nas grandes redes é o cartão de crédito que domina."
A Omni, com 80 lojas e 16 anos de existência, foi uma das que escolheram o nicho de veículos usados, com mais de 10 anos, como estratégia. "Foi uma questão de sobrevivência. Se trabalhássemos com os zero quilômetro, a taxa seria tão baixa que chegaria perto do custo de captação. Então optamos por um segmento que é bastante desassistido", diz o diretor de gestão, Nelson Rosa Júnior. O público alvo, conta, é formado pelas classes "B" e "C", em parte por trabalhadores autônomos, que não têm uma comprovação de renda tão óbvia. "Conseguimos ser competitivos, com bom volume de produção e ter boa margem, motivo pelo qual sobrevivemos às crises com muita saúde financeira." A carteira que aparece no balancete chega a R$ 615 milhões e há cerca de R$ 400 milhões cedidos.
A cearense Oboé, com 20 unidades espalhadas em cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, privilegiou a atuação regionalizada, com a oferta do consignado para empregados da iniciativa privada. A empresa, que se originou de um grupo de executivos do BicBanco - quando a sede da instituição foi transferida para São Paulo -, processa folhas de pagamento por meio de uma estrutura de terminais de auto-atendimento e cartões com bandeira própria. Dessa forma, construiu uma carteira de mais de mil empresas conveniadas, 300 mil cartões que podem ser usados para saques em 60 máquinas da própria Oboé ou para compras em 2 mil supermercados e farmácias credenciados. A carteira de crédito chega a R$ 190 milhões.
Como no consignado as taxas são muito competitivas e não há espaço para grandes desvios, a operação se banca pelos demais serviços prestados, conta o presidente da Oboé, José Newton Freitas. "É uma estrutura que ainda pode crescer bem, porque há poucos concorrentes nesse tipo de operação." Com a abertura do mercado de cartões, no ano passado, e o barateamento dos fornecedores de meios eletrônicos de pagamentos, a administradora de cartões do grupo estuda colocar a bandeira própria numa rede de captura maior. Tem mantido conversações com a Redecard. "Com as novas regras do mercado, passamos a ser assediados pelas empresas", diz o diretor de relações com investidores, Joeb Barbosa. Em tese, isso poderia tornar a Oboé uma marca nacional. "O nosso crescimento será gradativo, mas não queremos ficar no Ceará a vida inteira."
Medir cada passo e crescer devagar tem sido a estratégia da financeira capixaba Dacasa, que às vésperas de completar três décadas tem uma estrutura com 30 unidades, sendo 18 delas no Espírito Santo - as outras estão na Bahia e no Rio de Janeiro -, e uma carteira de R$ 250 milhões. A instituição, que nasceu dentro do grupo de varejo Dadalto, também dá suporte a outras redes, presente em 21 mil pontos de vendas para oferta de operações de financiamento ao consumo, cartões e crédito pessoal. Assim como a Oboé, criou uma bandeira própria que soma 1,5 milhão de plásticos e é aceita em 17 mil estabelecimentos comerciais. "Sempre houve muio conservadorismo, a expansão nunca foi agressiva, chegar a 30 lojas em 29 anos mostra isso", diz o presidente do grupo, Antônio Machado.
Com atuação no mercado paranaense há mais de 40 anos, o grupo Negresco criou a sua financeira, a Credipar, em meados de 2000, a partir de uma empresa de fomento mercantil. De lá para cá, sedimentou a presença nos três estados do Sul e no Centro-Oeste, mas também avançou pelo interior de São Paulo, graça à natureza do seu negócio, com parcerias com cerca de 2,8 mil lojistas de pequeno e médio portes dos ramos de eletroeletrônico, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção. "As grandes redes são atendidas pelos grandes bancos e, assim, também evitamos os movimentos de consolidação do varejo", diz o diretor comercial, Marcelo Ferraz de Almeida. No fim de dezembro, a carteira somava cerca de R$ 500 milhões.
Da base de quase 3 milhões de CPFs construída ao longo do tempo, a intenção, agora, é evoluir do carnê, que tradicionalmente financia o cliente final, para cartões de crédito com a bandeira MasterCard e associar a venda de seguros de garantia estendida, de perda de emprego, auxílio funeral e apólices simplificadas de veículos.
Ao se caminhar pelo quadrilátero das ruas São Bento, da Quitanda, Boa Vista e Líbero Badaró, bem no centro velho de São Paulo, pouco mais de uma dezena de financeiras e promotoras de vendas oferta crédito à pessoa física, nas suas diversas modalidades. O cenário parece, porém, bem distinto daquele que se via em meados da década passada, quando os grandes bancos de varejo flertaram com esse nicho de negócios e os promotores ficavam aos berros, no meio da rua, à caça de potenciais tomadores. Depois de uma fase de consolidação, os bancões recuaram, abandonando a estratégia de prospectar o cliente não-bancarizado à moda das casas independentes. Essas instituições, por sua vez, se moldaram ao sabor de solavancos na economia, mudanças na regulação e do surgimento do consignado.
Em certos casos, as taxas de juros nas alturas dão pistas de como algumas instituições convivem com grandes riscos. A Crefisa, por exemplo, que está há 45 anos no mercado e faz propaganda no horário nobre da TV vendendo crédito para aposentados e pensionistas que tenham todo o limite tomado no consignado, mesmo com restrição financeira, aparece no ranking do Banco Central (BC) cobrando taxa de 26,5% ao mês no crédito pessoal, a mais alta do mercado. Logo atrás vem o Banco Azteca, de origem mexicana e que pertence ao grupo de varejo Elektra, com 20,34% ao mês, seguido pelo Ibi (17,79%), que nasceu dentro da C&A, não resistiu e foi adquirido pelo Bradesco em 2009.
Mesmo tirando os exemplos extremos, a trajetória das financeiras independentes não pode ser classificada como linear. Essas instituições enfrentaram crises, viveram os tempos da alta competição e, não raro, se confrontaram com períodos de escassez de recursos. Algumas ficaram no meio do caminho, como foi o caso da tradicional ASB, do Rio de Janeiro, que tinha 128 lojas quando fechou as portas no fim de 2008. O engessamento de liquidez, que sucedeu a quebra do Lehman Brothers, acabou antecipando os planos de aposentadoria de um dos sócios, conta José Arthur Assunção, que presidia a empresa na época. Apesar das intempéries, as que sobreviveram conseguiram ocupar o seu espaço, com operações longevas e rentáveis, com retornos sobre o patrimônio entre 15% e 20%.
Com os grandes bancos se digladiando no ramo de veículos zero quilômetro e avançando a passos largos no consignado, as casas independentes tiveram, nos últimos anos, que redescobrir a sua vocação, diz Assunção, hoje presidente do Sindicato das Financeiras do Rio de Janeiro e Espírito Santo. "Algumas passaram a atuar com automóveis usados, com dois ou três anos, outras escolheram financiar carros velhos, com mais de 25 anos. Houve ainda aquelas que recorressem a parcerias com pequenas e médias empresas de varejo, já que nas grandes redes é o cartão de crédito que domina."
A Omni, com 80 lojas e 16 anos de existência, foi uma das que escolheram o nicho de veículos usados, com mais de 10 anos, como estratégia. "Foi uma questão de sobrevivência. Se trabalhássemos com os zero quilômetro, a taxa seria tão baixa que chegaria perto do custo de captação. Então optamos por um segmento que é bastante desassistido", diz o diretor de gestão, Nelson Rosa Júnior. O público alvo, conta, é formado pelas classes "B" e "C", em parte por trabalhadores autônomos, que não têm uma comprovação de renda tão óbvia. "Conseguimos ser competitivos, com bom volume de produção e ter boa margem, motivo pelo qual sobrevivemos às crises com muita saúde financeira." A carteira que aparece no balancete chega a R$ 615 milhões e há cerca de R$ 400 milhões cedidos.
A cearense Oboé, com 20 unidades espalhadas em cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, privilegiou a atuação regionalizada, com a oferta do consignado para empregados da iniciativa privada. A empresa, que se originou de um grupo de executivos do BicBanco - quando a sede da instituição foi transferida para São Paulo -, processa folhas de pagamento por meio de uma estrutura de terminais de auto-atendimento e cartões com bandeira própria. Dessa forma, construiu uma carteira de mais de mil empresas conveniadas, 300 mil cartões que podem ser usados para saques em 60 máquinas da própria Oboé ou para compras em 2 mil supermercados e farmácias credenciados. A carteira de crédito chega a R$ 190 milhões.
Como no consignado as taxas são muito competitivas e não há espaço para grandes desvios, a operação se banca pelos demais serviços prestados, conta o presidente da Oboé, José Newton Freitas. "É uma estrutura que ainda pode crescer bem, porque há poucos concorrentes nesse tipo de operação." Com a abertura do mercado de cartões, no ano passado, e o barateamento dos fornecedores de meios eletrônicos de pagamentos, a administradora de cartões do grupo estuda colocar a bandeira própria numa rede de captura maior. Tem mantido conversações com a Redecard. "Com as novas regras do mercado, passamos a ser assediados pelas empresas", diz o diretor de relações com investidores, Joeb Barbosa. Em tese, isso poderia tornar a Oboé uma marca nacional. "O nosso crescimento será gradativo, mas não queremos ficar no Ceará a vida inteira."
Medir cada passo e crescer devagar tem sido a estratégia da financeira capixaba Dacasa, que às vésperas de completar três décadas tem uma estrutura com 30 unidades, sendo 18 delas no Espírito Santo - as outras estão na Bahia e no Rio de Janeiro -, e uma carteira de R$ 250 milhões. A instituição, que nasceu dentro do grupo de varejo Dadalto, também dá suporte a outras redes, presente em 21 mil pontos de vendas para oferta de operações de financiamento ao consumo, cartões e crédito pessoal. Assim como a Oboé, criou uma bandeira própria que soma 1,5 milhão de plásticos e é aceita em 17 mil estabelecimentos comerciais. "Sempre houve muio conservadorismo, a expansão nunca foi agressiva, chegar a 30 lojas em 29 anos mostra isso", diz o presidente do grupo, Antônio Machado.
Com atuação no mercado paranaense há mais de 40 anos, o grupo Negresco criou a sua financeira, a Credipar, em meados de 2000, a partir de uma empresa de fomento mercantil. De lá para cá, sedimentou a presença nos três estados do Sul e no Centro-Oeste, mas também avançou pelo interior de São Paulo, graça à natureza do seu negócio, com parcerias com cerca de 2,8 mil lojistas de pequeno e médio portes dos ramos de eletroeletrônico, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção. "As grandes redes são atendidas pelos grandes bancos e, assim, também evitamos os movimentos de consolidação do varejo", diz o diretor comercial, Marcelo Ferraz de Almeida. No fim de dezembro, a carteira somava cerca de R$ 500 milhões.
Da base de quase 3 milhões de CPFs construída ao longo do tempo, a intenção, agora, é evoluir do carnê, que tradicionalmente financia o cliente final, para cartões de crédito com a bandeira MasterCard e associar a venda de seguros de garantia estendida, de perda de emprego, auxílio funeral e apólices simplificadas de veículos.
27 de out. de 2010
RECEITA DO BRADESCO COM CARTÕES SOBE 38% NO TRIMESTRE
portal iG 27/10/2010 - Nelson Rocco
O banco Bradesco elevou sua receita com serviços de cartões de crédito em 38% no terceiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado. Segundo dados contábeis da instituição, de julho a setembro as receitas somaram R$ 1,08 bilhão, contra R$ 785 milhões no mesmo trimestre de 2009. “De maneira geral, a área de cartões tem tido um crescimento forte”, avalia Domingos Abreu, vice-presidente de relações com investidores do banco. Do segundo para o terceiro trimestre deste ano, a receita de cartões subiu 8,8%. O banco divulgou hoje seu balanço do terceiro trimestre, com lucro liquido ajustado de R$ 2,5 bilhões.
Abreu afirma que os dados foram impulsionados por dois fatores: a incorporação do banco Ibi (com forte atuação em cartões) no quarto trimestre do ano passado e o aumento da participação na credenciadora Cielo, em julho deste ano, e na Visavale, em agosto. De acordo com o relatório de análise econômico financeira do banco, o total de transações com cartões chegou a 250,5 milhões ao final de setembro, um aumento de 42% na comparação com as 175,9 milhões do mesmo mês de 2009.
O texto lembra que as participações acionárias na Visavale subiram de 34,4% para 45% em agosto, e na Cielo, de 26,6% para 28,7% em julho deste ano. Para comprar as ações que pertenciam ao banco Santander, o Bradesco desembolsou R$ 431,7 milhões pelos papéis da Cielo e R$ 141,4 milhões pela fatia na Visavale. O Banco do Brasil também elevou suas participações.
No acumulado de nove meses, a receita de cartões do Bradesco chegou a R$ 3,046 bilhões, com alta de 23,3%. Isso ocorreu principalmente pelo aumento na base de cartões, que saltou 59,1% na comparação anual, de 88,4 milhões para 140,6 milhões. Parte da base são cartões de débito. Os de crédito somavam 83,4 milhões no terceiro trimestre. O relatório que acompanha o balanço do banco diz que parte desse crescimento foi orgânico e parte foi pela incorporação do Ibi.
O faturamento total de cartões de crédito somou R$ 54 bilhões de janeiro a setembro, com crescimento de 43,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de transações passou de 500 milhões para 630 milhões.
O Bradesco prepara o lançamento de uma bandeira nacional de cartões, a Elo. Primeiramente anunciado em parceria com o Banco do Brasil, recebeu também a adesão da Caixa Econômica Federal. A previsão inicial era de que o primeiro cartão da nova bandeira, na realidade um relançamento de uma marca do passado, seria em outubro.
“A emissão deve atrasar um pouco”, disse Abreu. “Mas deve sair o primeiro cartão ainda até o final do ano.” O executivo afirmou que ainda não há projeções traçadas para o cartão Elo.
O banco Bradesco elevou sua receita com serviços de cartões de crédito em 38% no terceiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado. Segundo dados contábeis da instituição, de julho a setembro as receitas somaram R$ 1,08 bilhão, contra R$ 785 milhões no mesmo trimestre de 2009. “De maneira geral, a área de cartões tem tido um crescimento forte”, avalia Domingos Abreu, vice-presidente de relações com investidores do banco. Do segundo para o terceiro trimestre deste ano, a receita de cartões subiu 8,8%. O banco divulgou hoje seu balanço do terceiro trimestre, com lucro liquido ajustado de R$ 2,5 bilhões.
Abreu afirma que os dados foram impulsionados por dois fatores: a incorporação do banco Ibi (com forte atuação em cartões) no quarto trimestre do ano passado e o aumento da participação na credenciadora Cielo, em julho deste ano, e na Visavale, em agosto. De acordo com o relatório de análise econômico financeira do banco, o total de transações com cartões chegou a 250,5 milhões ao final de setembro, um aumento de 42% na comparação com as 175,9 milhões do mesmo mês de 2009.
O texto lembra que as participações acionárias na Visavale subiram de 34,4% para 45% em agosto, e na Cielo, de 26,6% para 28,7% em julho deste ano. Para comprar as ações que pertenciam ao banco Santander, o Bradesco desembolsou R$ 431,7 milhões pelos papéis da Cielo e R$ 141,4 milhões pela fatia na Visavale. O Banco do Brasil também elevou suas participações.
No acumulado de nove meses, a receita de cartões do Bradesco chegou a R$ 3,046 bilhões, com alta de 23,3%. Isso ocorreu principalmente pelo aumento na base de cartões, que saltou 59,1% na comparação anual, de 88,4 milhões para 140,6 milhões. Parte da base são cartões de débito. Os de crédito somavam 83,4 milhões no terceiro trimestre. O relatório que acompanha o balanço do banco diz que parte desse crescimento foi orgânico e parte foi pela incorporação do Ibi.
O faturamento total de cartões de crédito somou R$ 54 bilhões de janeiro a setembro, com crescimento de 43,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de transações passou de 500 milhões para 630 milhões.
O Bradesco prepara o lançamento de uma bandeira nacional de cartões, a Elo. Primeiramente anunciado em parceria com o Banco do Brasil, recebeu também a adesão da Caixa Econômica Federal. A previsão inicial era de que o primeiro cartão da nova bandeira, na realidade um relançamento de uma marca do passado, seria em outubro.
“A emissão deve atrasar um pouco”, disse Abreu. “Mas deve sair o primeiro cartão ainda até o final do ano.” O executivo afirmou que ainda não há projeções traçadas para o cartão Elo.
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