jornal Brasil Econômico 02/03/2011 - Maria Luíza Filgueiras
Os maiores bancos com atividade no mercado brasileiro estão avaliando duas oportunidades de negócio, ao mesmo tempo, que podem agregar capilaridade e rentabilidade às suas operações. A primeira delas é a licitação do Banco Postal, por parte da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), e a segunda é a venda da participação da Cetelem, do Grupo BNP, no Banco CSF, do Grupo Carrefour.
Nas duas operações, o interesse está no fluxo de pessoas já existente nas unidades de supermercados e dos Correios, a capilaridade do negócio e o potencial de colocação de novos produtos. "Em linhas gerais, os dois bancos interessam a todos.
O Postal pela diversificação geográfica, já que alcança lugares em que seria de extremo custo abrir agências bancárias, e o Carrefour por ser uma financeira, já com carteira de clientes", resume João Augusto Salles, analista da banco da consultoria Lopes Filho.
Entretanto, a análise de estratégia de negócios das instituições e os nomes dos participantes na primeira audiência pública da ECT, realizada no último dia 25, indicam que a disputa do Postal deve ficar restrita aos grandes bancos de varejo e deixar mais acirrada a competição pela participação no CSF.
Ao fim e ao cabo, a definição do operador do banco dos Correios depende de quem der mais, considerando o adicional oferecido sobre os valores mínimos dados pela ECT para cada transação de depósito e consulta de conta, por exemplo. Analistas consideram que o Bradesco vai entrar pesado na disputa, para manter a administração do Postal e que, por já ter experiência com a operação, tem como vantagem saber até onde pode ir com o custo de cada transação, onde avançar e onde reduzir volume. O banco, que se orgulha de estar em todos os municípios do país, aproveitou a experiência com os correios para definir planos de expansão — onde caberia agência ou os chamados postos avançados. Essa estratégia também interessa aos concorrentes.
"A operação faz sentido para o Banco do Brasil, que já fez um movimento nessa linha, com a compra da estrutura de correspondentes bancários do Banco Lemon. Para Itaú e Santander, faz sentido para entrar de forma mais relevante nas classes C e D", avalia Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Ratings, destacando que o Itaú ainda está no processo de integração com o Unibanco e que o Santander já concluiu a integração com o Real e está capitalizado desde a oferta de ações.
No caso do CSF, a Cetelem já está avaliando algumas propostas e, para os analistas, o leque de possíveis é muito mais amplo. Aqui entram, por exemplo, Citibank, BTG Pactual (acionista do Panamericano) e HSBC. Apesar do apetite do Itaú, o banco pode encontrar restrições devido às parcerias já feitas com Grupo Pão de Açúcar e Walmart. Para o Bradesco é a chance de firmar parceria com um grande supermercadista. "Diferentemente do Postal, no CSF a clientela é mais classe média e o principal produto é o cartão, além de financiamento de fornecedores da varejista", diz Santacreu.
Considerando o múltiplo médio de venda de bancos no país, a estimativa é que a participação da Cetelem tenha valor da ordem de R$ 747 milhões. Todos os bancos citados foram procurados e, com exceção de Itaú, que confirmou interesse nas duas operações, nenhum comenta o assunto.
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2 de mar. de 2011
22 de fev. de 2011
BRADESCO PERTO DE COMPRAR 49% DO BANCO DO CARREFOUR NO PAÍS
portal Economia & Negócios 21/02/2011 - Altamiro Silva Junior (Agencia Estado)
O Bradesco está perto de comprar uma fatia no Carrefour Soluções Financeiras (CSF), o banco da rede francesa no Brasil, segundo duas fontes próximas às negociações. Além do Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil se interessaram pela aquisição de 49% do banco e visitaram o data room (centro de informações) em São Paulo. A melhor proposta até o momento foi a do Bradesco, de acordo com as fontes.
As negociações para a compra de uma fatia do CSF são feitas na sede da rede varejista, em São Paulo. Ao contrário do Banco Panamericano, que precisou de solução rápida e foi vendido ao BTG Pactual, os ativos financeiros do Carrefour estão em bom estado e, por isso, a rede negocia de forma discreta. Quem está cuidando da operação é a própria matriz, na França.
Embora o balanço da CSF não seja preocupante, a operação brasileira do Carrefour passa por problemas após a descoberta de um rombo contábil de R$ 1,2 bilhão que levou à troca de executivos do alto escalão. A venda de uma fatia no banco seria uma forma de alavancar as operações financeiras da rede no Brasil. Cerca de 40% das vendas são pagas com os cartões da rede.
O CSF tem ativos de R$ 5,9 bilhões e carteira de crédito de R$ 4,7 bilhões, segundo dados do Banco Central. O patrimônio líquido soma R$ 557 milhões.
Possibilidades. Além de cuidar de uma base de 10 milhões de cartões (incluindo plásticos com bandeira Visa e Mastercard e um cartão próprio da rede), os bancos estão interessados na possibilidade de usar com exclusividade as lojas para oferecer produtos financeiros, como seguros e financiamentos.
Por isso, além das negociações de compra de uma fatia no banco, também está na mesa o acesso aos clientes da rede com exclusividade por vários anos. Só a compra das ações da CSF é estimada em cerca de R$ 550 milhões. Procurados pela Agência Estado, Carrefour e os bancos citados não se pronunciaram.
Uma das fontes ouvidas lembra que o interesse do Bradesco pelos ativos está no fato de o banco ainda não oferecer seus produtos em uma rede de supermercados. O Itaú Unibanco tem uma financeira em conjunto com o Pão de Açúcar e cuida dos cartões Hipercard, oferecidos com exclusividade pelo Walmart.
A Cetelem, financeira que pertence ao banco francês BNP Paribas, era parceira do Carrefour no Brasil desde 1999, quando comprou uma fatia de 40% da administradora de cartões da rede de supermercados. A financeira, porém, tinha somente a participação acionária e não explorava a rede do Carrefour.
Em 2009, a Cetelem começou a reavaliar sua operação no País por causa de resultados aquém do esperado e resolveu desfazer a sociedade com o Carrefour, repassando as ações para a gigante do varejo - processo que deu origem à atual negociação.
O Bradesco está perto de comprar uma fatia no Carrefour Soluções Financeiras (CSF), o banco da rede francesa no Brasil, segundo duas fontes próximas às negociações. Além do Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil se interessaram pela aquisição de 49% do banco e visitaram o data room (centro de informações) em São Paulo. A melhor proposta até o momento foi a do Bradesco, de acordo com as fontes.
As negociações para a compra de uma fatia do CSF são feitas na sede da rede varejista, em São Paulo. Ao contrário do Banco Panamericano, que precisou de solução rápida e foi vendido ao BTG Pactual, os ativos financeiros do Carrefour estão em bom estado e, por isso, a rede negocia de forma discreta. Quem está cuidando da operação é a própria matriz, na França.
Embora o balanço da CSF não seja preocupante, a operação brasileira do Carrefour passa por problemas após a descoberta de um rombo contábil de R$ 1,2 bilhão que levou à troca de executivos do alto escalão. A venda de uma fatia no banco seria uma forma de alavancar as operações financeiras da rede no Brasil. Cerca de 40% das vendas são pagas com os cartões da rede.
O CSF tem ativos de R$ 5,9 bilhões e carteira de crédito de R$ 4,7 bilhões, segundo dados do Banco Central. O patrimônio líquido soma R$ 557 milhões.
Possibilidades. Além de cuidar de uma base de 10 milhões de cartões (incluindo plásticos com bandeira Visa e Mastercard e um cartão próprio da rede), os bancos estão interessados na possibilidade de usar com exclusividade as lojas para oferecer produtos financeiros, como seguros e financiamentos.
Por isso, além das negociações de compra de uma fatia no banco, também está na mesa o acesso aos clientes da rede com exclusividade por vários anos. Só a compra das ações da CSF é estimada em cerca de R$ 550 milhões. Procurados pela Agência Estado, Carrefour e os bancos citados não se pronunciaram.
Uma das fontes ouvidas lembra que o interesse do Bradesco pelos ativos está no fato de o banco ainda não oferecer seus produtos em uma rede de supermercados. O Itaú Unibanco tem uma financeira em conjunto com o Pão de Açúcar e cuida dos cartões Hipercard, oferecidos com exclusividade pelo Walmart.
A Cetelem, financeira que pertence ao banco francês BNP Paribas, era parceira do Carrefour no Brasil desde 1999, quando comprou uma fatia de 40% da administradora de cartões da rede de supermercados. A financeira, porém, tinha somente a participação acionária e não explorava a rede do Carrefour.
Em 2009, a Cetelem começou a reavaliar sua operação no País por causa de resultados aquém do esperado e resolveu desfazer a sociedade com o Carrefour, repassando as ações para a gigante do varejo - processo que deu origem à atual negociação.
7 de fev. de 2011
PRÓXIMO PASSO DO CARREFOUR É FECHAR UM PRÉ-CONTRATO EXCLUSIVO
jornal DCI 07/02/2011 - Gleyma Lima com Agências
A perspectiva do varejo é que em cerca de 90 dias saia o nome do novo "parceiro" do Carrefour, que deverá assumir participação de 49% da financeira Cetelem -sua área financeira no Brasil. A rede terá de escolher uma das três ofertas de compra feitas pelos bancos Itaú, Santander e Bradesco. Depois deve ser fechado um pré-contrato de intenção de compra e fidelidade exclusivo entre as partes, e a partir disso devem opeerar definitivamente a aquisição.
Segundo o sócio do escritório Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o prazo médio é de 90 dias. "Na última etapa o objetivo é que o interessado conheça mais a fundo a empresa que deseja adquirir", explica, lembrando que a Cetelem já adquiriu a marca Aurea e é uma das fortes bandeiras na área de crédito do setor. Especialistas estimam que o valor do negócio possa chegar R$ 500 milhões - levando em consideração acordos similares.
Bancarização
No ramo varejista, o sistema financeiro é afoito. Tanto que o Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, uma das maiores empresas de vestuário do mercado brasileiro, e é sócio de outras redes, como a de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora da bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo da carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
Parceria
A parceria entre Carrefour e Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio a uma espécie de crise financeira vivida pela segunda maior rede supermercadista do País, cujas operações de varejo no Brasil tiveram anúncio de rombo contábil de R$ 1,2 bilhão devido a questões com uma consultoria internacional. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil. Procurados, Carrefour , Cetelem, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Bradesco não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
A perspectiva do varejo é que em cerca de 90 dias saia o nome do novo "parceiro" do Carrefour, que deverá assumir participação de 49% da financeira Cetelem -sua área financeira no Brasil. A rede terá de escolher uma das três ofertas de compra feitas pelos bancos Itaú, Santander e Bradesco. Depois deve ser fechado um pré-contrato de intenção de compra e fidelidade exclusivo entre as partes, e a partir disso devem opeerar definitivamente a aquisição.
Segundo o sócio do escritório Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o prazo médio é de 90 dias. "Na última etapa o objetivo é que o interessado conheça mais a fundo a empresa que deseja adquirir", explica, lembrando que a Cetelem já adquiriu a marca Aurea e é uma das fortes bandeiras na área de crédito do setor. Especialistas estimam que o valor do negócio possa chegar R$ 500 milhões - levando em consideração acordos similares.
Bancarização
No ramo varejista, o sistema financeiro é afoito. Tanto que o Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, uma das maiores empresas de vestuário do mercado brasileiro, e é sócio de outras redes, como a de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora da bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo da carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
Parceria
A parceria entre Carrefour e Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio a uma espécie de crise financeira vivida pela segunda maior rede supermercadista do País, cujas operações de varejo no Brasil tiveram anúncio de rombo contábil de R$ 1,2 bilhão devido a questões com uma consultoria internacional. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil. Procurados, Carrefour , Cetelem, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Bradesco não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
4 de fev. de 2011
BRADESCO, SANTANDER E ITAÚ QUEREM CARREFOUR
jornal Valor Econômico 04/02/2011 - Vanessa Adachi
Bradesco, Itaú Unibanco e Santander participam do processo competitivo aberto pelo Carrefour para venda de 49% do banco da rede de supermercados no Brasil. De acordo com pessoas a par das negociações, o Bradesco apresentou a melhor proposta e tem chances de levar o negócio. A fatia pode valer cerca de R$ 1 bilhão, apurou o Valor. Mas o valor a ser pago pelo banco escolhido está atrelado ao prazo de vigência do contrato para financiar as vendas na rede do Carrefour.
A rede francesa de supermercados adquiriu da também francesa Cetelem a fatia de 40% que a financeira possuía no Banco Carrefour desde 1999. E agora abriu o processo competitivo para vender a participação minoritária.
A Cetelem, ligada ao banco BNP, decidiu vender o ativo ou arrumar um sócio no início do ano passado. Conforme o Valor noticiou em 12 de março de 2010, duas semanas antes a Cetelem havia comunicado o Carrefour da sua decisão, o que desagradou a rede francesa, que temia se ver "casada" com um parceiro financeiro que não havia escolhido.
Depois disso, a própria rede decidiu comprar a fatia, algo que não havia se tornado público ainda, e abrir ela própria um processo competitivo para escolher o novo parceiro.
A participação no Banco Carrefour atrai interesse dos grandes bancos de varejo. A Caixa Econômica Federal se interessou e também analisou os números da operação. Os bancos de varejo disputam cabeça a cabeça as parcerias financeiras com as grandes redes de varejo. Em 2009, o Bradesco comprou 100% do Banco ibi, que pertencia à rede C&A, por R$ 1,4 bilhão em ações.
Atualmente, um outro contrato desperta muito interesse: a parceria para financiar as vendas da nova Casas Bahia. Bradesco, que era parceiro da antiga Casas Bahia, e Itaú, que era parceiro do Ponto Frio, são os dois maiores interessados e estava previsto que apresentassem propostas no fim do ano passado - primeiro o Itaú e depois o Bradesco, segundo um processo peculiar criado pelo grupo Pão de Açúcar.
Essa participação no Banco Carrefour era tida como ativo mais valioso da Cetelem no país. A financeira tem também uma bandeira própria de cartões, a Aura, com uma base de mais de 3 milhões de plásticos, mas também passou a emitir cartões com a marca Mastercard em 2009.
Procurados, Bradesco, Santander e Itaú não comentaram as informações. A assessoria de imprensa do Carrefour informou que o grupo não se manifestaria.
Bradesco, Itaú Unibanco e Santander participam do processo competitivo aberto pelo Carrefour para venda de 49% do banco da rede de supermercados no Brasil. De acordo com pessoas a par das negociações, o Bradesco apresentou a melhor proposta e tem chances de levar o negócio. A fatia pode valer cerca de R$ 1 bilhão, apurou o Valor. Mas o valor a ser pago pelo banco escolhido está atrelado ao prazo de vigência do contrato para financiar as vendas na rede do Carrefour.
A rede francesa de supermercados adquiriu da também francesa Cetelem a fatia de 40% que a financeira possuía no Banco Carrefour desde 1999. E agora abriu o processo competitivo para vender a participação minoritária.
A Cetelem, ligada ao banco BNP, decidiu vender o ativo ou arrumar um sócio no início do ano passado. Conforme o Valor noticiou em 12 de março de 2010, duas semanas antes a Cetelem havia comunicado o Carrefour da sua decisão, o que desagradou a rede francesa, que temia se ver "casada" com um parceiro financeiro que não havia escolhido.
Depois disso, a própria rede decidiu comprar a fatia, algo que não havia se tornado público ainda, e abrir ela própria um processo competitivo para escolher o novo parceiro.
A participação no Banco Carrefour atrai interesse dos grandes bancos de varejo. A Caixa Econômica Federal se interessou e também analisou os números da operação. Os bancos de varejo disputam cabeça a cabeça as parcerias financeiras com as grandes redes de varejo. Em 2009, o Bradesco comprou 100% do Banco ibi, que pertencia à rede C&A, por R$ 1,4 bilhão em ações.
Atualmente, um outro contrato desperta muito interesse: a parceria para financiar as vendas da nova Casas Bahia. Bradesco, que era parceiro da antiga Casas Bahia, e Itaú, que era parceiro do Ponto Frio, são os dois maiores interessados e estava previsto que apresentassem propostas no fim do ano passado - primeiro o Itaú e depois o Bradesco, segundo um processo peculiar criado pelo grupo Pão de Açúcar.
Essa participação no Banco Carrefour era tida como ativo mais valioso da Cetelem no país. A financeira tem também uma bandeira própria de cartões, a Aura, com uma base de mais de 3 milhões de plásticos, mas também passou a emitir cartões com a marca Mastercard em 2009.
Procurados, Bradesco, Santander e Itaú não comentaram as informações. A assessoria de imprensa do Carrefour informou que o grupo não se manifestaria.
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3 de fev. de 2011
CARREFOUR BUSCA SÓCIO PARA SEU BANCO
portal iG 03/02/2011 - Claudia Facchini e Nelson Rocco
A rede de supermercados Carrefour está buscando um comprador para a participação de 49% da financeira Cetelem em seu banco no Brasil. A varejista abriu um processo de concorrência. A sala com as informações do CSF, nova denominação para o Banco Carrefour, estão abertos, e os interessados já analisaram os números.
Segundo apurou o iG, as negociações estão avançadas, e o Bradesco é apontado como o favorito na disputa. Mas há outros bancos na disputa. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 500 milhões, levando em consideração acordos similares.
"O Carrefour está fazendo uma concorrência. Para eles interessa que todos os integrantes do sistema financeiro olhem os dados. Por outro lado, os ativos do CSF interessam a todos os bancos de varejo”, afirma um executivo próximo às negociações.
O Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, maior varejista de vestuário do mercado brasileiro, e também é sócio de outras varejistas como a rede de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora das bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
No "data room" aberto para os investidores, o Carrefour mudou a rotina dos funcionários em sua sede em São Paulo. Foi pedido que eles passem a trabalhar com roupas mais formais, já que poderão receber “visitas” a qualquer momento. Essas visitas são de executivos e advogados das instituições interessadas nos ativos do banco.
Os ativos do CSF somavam R$ 5,9 bilhões em setembro passado, segundo dados do balanço. O grande interesse dos interessados é pela carteira de clientes do cartão Carrefour. Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo na carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
A parceria entre o Carrefour e a Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio à crise vivida pelas operações de varejo do grupo francês no Brasil. Em 2010, foi descoberto um rombo contábil de R$ 1,2 bilhão. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil.
Procurado por meio da assessoria de imprensa, o executivo do BNP Paribas responsável pelos negócios com o Carrefour não quis se pronunciar. A direção da rede varejista também foi procurada pelo iG, mas os executivos não quiseram falar sobre o assunto.
A rede de supermercados Carrefour está buscando um comprador para a participação de 49% da financeira Cetelem em seu banco no Brasil. A varejista abriu um processo de concorrência. A sala com as informações do CSF, nova denominação para o Banco Carrefour, estão abertos, e os interessados já analisaram os números.
Segundo apurou o iG, as negociações estão avançadas, e o Bradesco é apontado como o favorito na disputa. Mas há outros bancos na disputa. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 500 milhões, levando em consideração acordos similares.
"O Carrefour está fazendo uma concorrência. Para eles interessa que todos os integrantes do sistema financeiro olhem os dados. Por outro lado, os ativos do CSF interessam a todos os bancos de varejo”, afirma um executivo próximo às negociações.
O Bradesco já comprou o Banco Ibi, que pertencia à C&A, maior varejista de vestuário do mercado brasileiro, e também é sócio de outras varejistas como a rede de eletrodomésticos Lojas Colombo, do Rio Grande do Sul. A aquisição por parte do Bradesco ajudaria o banco a reduzir a vantagem do Itaú Unibanco no segmento de crédito ao consumo.
O Itaú Unibanco já é sócio do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista brasileira e a controladora das bandeira Extra e das redes eletrodomésticos Ponto Frio e Casas Bahia. O banco ainda é parceiro do Walmart, terceira no ranking nacional de supermercados, e também é sócio do Magazine Luiza na financeira da rede de eletrodomésticos.
No "data room" aberto para os investidores, o Carrefour mudou a rotina dos funcionários em sua sede em São Paulo. Foi pedido que eles passem a trabalhar com roupas mais formais, já que poderão receber “visitas” a qualquer momento. Essas visitas são de executivos e advogados das instituições interessadas nos ativos do banco.
Os ativos do CSF somavam R$ 5,9 bilhões em setembro passado, segundo dados do balanço. O grande interesse dos interessados é pela carteira de clientes do cartão Carrefour. Segundo informações relativas a 2009, o banco tinha mais de 10 milhões de cartões de crédito emitidos e o saldo na carteira de crédito superava os R$ 2 bilhões. Naquele ano, o lucro foi de R$ 118 milhões.
A parceria entre o Carrefour e a Cetelem, controlada pelo francês BNP Paribas, começou em 1985 na França. No Brasil, o acordo só foi fechado em 1999, quando a financeira adquiriu 40% da administradora de cartões do Carrefour por R$ 38 milhões, em valores da época.
A venda de parte do banco do Carrefour ocorre em meio à crise vivida pelas operações de varejo do grupo francês no Brasil. Em 2010, foi descoberto um rombo contábil de R$ 1,2 bilhão. O buraco obrigou a matriz a trocar sua diretoria no Brasil.
Procurado por meio da assessoria de imprensa, o executivo do BNP Paribas responsável pelos negócios com o Carrefour não quis se pronunciar. A direção da rede varejista também foi procurada pelo iG, mas os executivos não quiseram falar sobre o assunto.
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18 de nov. de 2010
JURANDIR LANÇA SEU CARTÃO
jornal Diário de Pernambuco 18/11/2010
A Jurandir Pires terá cartão de crédito com a marca da rede, na bandeira Mastercard. O plástico terá condições especiais nas compras realizadas na loja, mas poderá ser utilizado em outros varejistas. A expectativa é atingir 10 mil cartões emitidos e um faturamento de R$ 3,6 milhões em nas vendas, em 2011. O lançamento do cartão será hoje às 19h30, no Club du Vin, em Boa Viagem.
Até então, a Jurandir Pires trabalhava com um cartão próprio da loja da bandeira Aura, hoje operada pela financeira Cetelem. ´Por ser um cartão lojista, só servia para as compras nas nossas lojas`, explica Cláudio Paiva, gerente financeiro da Jurandir Pires. Através de uma parceria entre a Cetelem e a Mastercard, a rede agora terá um cartão de crédito que poderá ser usado em todos os 1,3 milhão de estabelecimentos credenciados à rede Mastercard.
Os clientes, no entanto, terão vantagens nas compras realizadas com o cartão nas sete unidades da rede, que tem quatro lojas no Recife e filiais em Salvador, Aracaju e João Pessoa. Uma delas é o parcelamento em doze meses, sem juros, no crédito rotativo, com a parcela mínima de R$ 10. ´Nos outros cartões, o máximo é em dez meses`, comenta Paiva. No limite de crédito extra, que é exclusivo para compras na Jurandir Pires, a compra pode ser dividida em 24 parcelas de valor mínimo de R$ 25. Cerca de 5 mil clientes, que já tinham o cartão da loja, receberão uma proposta de crédito pré-aprovado.
A Jurandir Pires terá cartão de crédito com a marca da rede, na bandeira Mastercard. O plástico terá condições especiais nas compras realizadas na loja, mas poderá ser utilizado em outros varejistas. A expectativa é atingir 10 mil cartões emitidos e um faturamento de R$ 3,6 milhões em nas vendas, em 2011. O lançamento do cartão será hoje às 19h30, no Club du Vin, em Boa Viagem.
Até então, a Jurandir Pires trabalhava com um cartão próprio da loja da bandeira Aura, hoje operada pela financeira Cetelem. ´Por ser um cartão lojista, só servia para as compras nas nossas lojas`, explica Cláudio Paiva, gerente financeiro da Jurandir Pires. Através de uma parceria entre a Cetelem e a Mastercard, a rede agora terá um cartão de crédito que poderá ser usado em todos os 1,3 milhão de estabelecimentos credenciados à rede Mastercard.
Os clientes, no entanto, terão vantagens nas compras realizadas com o cartão nas sete unidades da rede, que tem quatro lojas no Recife e filiais em Salvador, Aracaju e João Pessoa. Uma delas é o parcelamento em doze meses, sem juros, no crédito rotativo, com a parcela mínima de R$ 10. ´Nos outros cartões, o máximo é em dez meses`, comenta Paiva. No limite de crédito extra, que é exclusivo para compras na Jurandir Pires, a compra pode ser dividida em 24 parcelas de valor mínimo de R$ 25. Cerca de 5 mil clientes, que já tinham o cartão da loja, receberão uma proposta de crédito pré-aprovado.
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8 de out. de 2010
CARREFOUR REFAZ DIREÇÃO E PODE TER NOVA FINANCEIRA
jornal Valor Econômico 08/10/2010 - Adriana Mattos (Folhapress)
O grupo Carrefour está em processo de reestruturação de suas operações no Brasil e isso deve afetar a área financeira da rede. A varejista estuda a possibilidade de trocar de parceiro, com a possível saída da Cetelem na sociedade com a rede no Banco Carrefour, segundo informações apuradas pelo Valor. Há um grupo de bancos brasileiros interessados e o assunto está sendo tratado diretamente pela matriz da Cetelem e do Carrefour na França. A venda interessa diretamente à Cetelem, mas com a mudança, a varejista acredita que pode acelerar os seus ganhos financeiros no país.
A questão deverá envolver a partir de agora o novo diretor financeiro do Carrefour no Brasil. A varejista confirmou ontem uma série de alterações em sua linha de frente. O executivo Christophe Guillaume Martin, ex-diretor da operação na Turquia, será o novo diretor financeiro da rede no Brasil. Ele está de mudança para o país e deve ocupar o posto ainda em outubro. Ocupará a cadeira de Pedro Magalhães, dispensado pela rede em agosto.
Além disso, o presidente da empresa no Brasil, Luiz Fazzio, que ocupa esse cargo desde a saída de Jean-Marc Pueyo da função, em agosto, passou a ocupar também a diretoria comercial do Carrefour no Brasil. Ela era presidida até agosto por Manoel Araujo, dispensado também há dois meses.
A companhia ainda decidiu acabar com a função de diretor de hipermercados no Brasil, ocupada pelo francês Eric Reiss até o fim de julho.
Na área de atacado, com a saída de Roberto Britto da diretoria da área (no mesmo período da saída dos outros diretores), o executivo Roberto Müssnich (que cuidava desse modelo na América Latina) passou a ocupar a função de diretor-geral do Atacadão.
Houve apenas uma contratação até o momento. Sergio Noia, vice-presidente comercial de perecíveis do Walmart até setembro, foi chamado por Luiz Fazzio para ocupar a vaga de diretor de mercearia da rede. Noia foi a primeira contratação de Fazzio desde que ele foi indicado em agosto, e de forma inesperada, para a função de presidente pelo CEO mundial, Lars Olofsson.
Fazzio foi promovido porque a rede precisava mudar a estrutura de comando no Brasil. Oficialmente, o Carrefour informa que demitiu Pedro Magalhães, Manoel Araujo, Eric Reiss, Roberto Britto e mudou de cargo Jean-Marc Pueyo porque a rede está em processo de revisão de seu modelo de operação de hipermercados no Brasil. E nesse processo, optou por mudar o time para aprofundar reformulações.
No entanto, no momento em que tomou essa decisão, o Carrefour também confirmou outra medida. Conforme o Valor antecipou esta semana, a rede contratou a auditoria KPMG em agosto para verificar a necessidade de realizar "ajustes contábéis" nos resultados financeiros da rede no Brasil. Isso foi necessário para dar baixa, de forma extraordinária, a descontos não recebidos pela empresa, possivelmente em negociações de bonificações com a indústria.
Até então, a auditoria PricewaterhouseCoopers era responsável pela auditoria dos balanços no Brasil. Procurada, a PwC não se manifestou a respeito do fato.
Fazzio tem buscado implementar um ritmo mais ágil na tomada de decisões estratégicas dentro da rede. A possibilidade de ampliar ganhos financeiros faz parte desse processo. Em relação à venda de participação da Cetelem no Banco Carrefour, há alguns bancos interessados. Entre eles, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, segundo apurou Valor. O BB nega a informação e o Itaú declarou que não comenta rumores. Procurada ontem, a Cetelem não se manifestou a respeito do assunto.
O grupo Carrefour está em processo de reestruturação de suas operações no Brasil e isso deve afetar a área financeira da rede. A varejista estuda a possibilidade de trocar de parceiro, com a possível saída da Cetelem na sociedade com a rede no Banco Carrefour, segundo informações apuradas pelo Valor. Há um grupo de bancos brasileiros interessados e o assunto está sendo tratado diretamente pela matriz da Cetelem e do Carrefour na França. A venda interessa diretamente à Cetelem, mas com a mudança, a varejista acredita que pode acelerar os seus ganhos financeiros no país.
A questão deverá envolver a partir de agora o novo diretor financeiro do Carrefour no Brasil. A varejista confirmou ontem uma série de alterações em sua linha de frente. O executivo Christophe Guillaume Martin, ex-diretor da operação na Turquia, será o novo diretor financeiro da rede no Brasil. Ele está de mudança para o país e deve ocupar o posto ainda em outubro. Ocupará a cadeira de Pedro Magalhães, dispensado pela rede em agosto.
Além disso, o presidente da empresa no Brasil, Luiz Fazzio, que ocupa esse cargo desde a saída de Jean-Marc Pueyo da função, em agosto, passou a ocupar também a diretoria comercial do Carrefour no Brasil. Ela era presidida até agosto por Manoel Araujo, dispensado também há dois meses.
A companhia ainda decidiu acabar com a função de diretor de hipermercados no Brasil, ocupada pelo francês Eric Reiss até o fim de julho.
Na área de atacado, com a saída de Roberto Britto da diretoria da área (no mesmo período da saída dos outros diretores), o executivo Roberto Müssnich (que cuidava desse modelo na América Latina) passou a ocupar a função de diretor-geral do Atacadão.
Houve apenas uma contratação até o momento. Sergio Noia, vice-presidente comercial de perecíveis do Walmart até setembro, foi chamado por Luiz Fazzio para ocupar a vaga de diretor de mercearia da rede. Noia foi a primeira contratação de Fazzio desde que ele foi indicado em agosto, e de forma inesperada, para a função de presidente pelo CEO mundial, Lars Olofsson.
Fazzio foi promovido porque a rede precisava mudar a estrutura de comando no Brasil. Oficialmente, o Carrefour informa que demitiu Pedro Magalhães, Manoel Araujo, Eric Reiss, Roberto Britto e mudou de cargo Jean-Marc Pueyo porque a rede está em processo de revisão de seu modelo de operação de hipermercados no Brasil. E nesse processo, optou por mudar o time para aprofundar reformulações.
No entanto, no momento em que tomou essa decisão, o Carrefour também confirmou outra medida. Conforme o Valor antecipou esta semana, a rede contratou a auditoria KPMG em agosto para verificar a necessidade de realizar "ajustes contábéis" nos resultados financeiros da rede no Brasil. Isso foi necessário para dar baixa, de forma extraordinária, a descontos não recebidos pela empresa, possivelmente em negociações de bonificações com a indústria.
Até então, a auditoria PricewaterhouseCoopers era responsável pela auditoria dos balanços no Brasil. Procurada, a PwC não se manifestou a respeito do fato.
Fazzio tem buscado implementar um ritmo mais ágil na tomada de decisões estratégicas dentro da rede. A possibilidade de ampliar ganhos financeiros faz parte desse processo. Em relação à venda de participação da Cetelem no Banco Carrefour, há alguns bancos interessados. Entre eles, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, segundo apurou Valor. O BB nega a informação e o Itaú declarou que não comenta rumores. Procurada ontem, a Cetelem não se manifestou a respeito do assunto.
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7 de set. de 2010
CETELEM FIRMA PARCERIA COM A DECATHLON PARA LANÇAMENTO DE CARTÃO
portal Executivos Financeiros 03/09/2010
A financeira do grupo BNP Paribas, Cetelem, acaba de firmar parceria com a Decathlon, empresa varejista de artigos esportivos no mundo, para emissão de cartões de crédito MasterCard.
O objetivo da aliança é oferecer aos clientes da loja esportiva um cartão de crédito exclusivo para ser utilizado no parcelamento das compras em qualquer uma de suas lojas, em qualquer estado brasileiro. O cartão Decathlon poderá ainda ser usado em todos os estabelecimentos comerciais que operam com a bandeira MasterCard.
Para o lançamento do cartão, a empresa preparou uma promoção exclusiva, na qual os clientes que fizerem as compras com o novo cartão, acima de R$ 200,00, realizadas até 31 de novembro, ganham um vale-desconto de R$ 30,00 para ser usado na próxima compra nas lojas Decatlhon.
A financeira do grupo BNP Paribas, Cetelem, acaba de firmar parceria com a Decathlon, empresa varejista de artigos esportivos no mundo, para emissão de cartões de crédito MasterCard.
O objetivo da aliança é oferecer aos clientes da loja esportiva um cartão de crédito exclusivo para ser utilizado no parcelamento das compras em qualquer uma de suas lojas, em qualquer estado brasileiro. O cartão Decathlon poderá ainda ser usado em todos os estabelecimentos comerciais que operam com a bandeira MasterCard.
Para o lançamento do cartão, a empresa preparou uma promoção exclusiva, na qual os clientes que fizerem as compras com o novo cartão, acima de R$ 200,00, realizadas até 31 de novembro, ganham um vale-desconto de R$ 30,00 para ser usado na próxima compra nas lojas Decatlhon.
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31 de ago. de 2010
BANCO BGN DIVERSIFICA PRODUTOS E ESPERA DOBRAR CARTEIRA DE CRÉDITO
jornal Brasil Econômico 30/08/2010 - Ana Paula Ribeiro
O Banco BGN começa a colher os primeiros resultados após a reestruturação da área de negócios, que incluiu a diversificação do número de produtos e uma atuação de forma mais integrada com a financeira Cetelem. A expectativa é dobrar neste ano o tamanho da carteira de crédito do banco. "Em agosto, a sinalização é de crescimento acima de 100%. A tendência é muito boa para este ano", afirma o diretor financeiro do banco e da financeira, Franck Vignard Rosez. Ambas as instituições pertencem ao Grupo BNP Paribas.
Ao final de junho, a carteira do banco somava R$ 1,9 bilhão, valor 77,6% superior ao de junho do ano passado. No crédito, o carro chefe são as operações de consignado, mas a instituição também trabalha com operações de crédito direto ao consumidor e financiamento de veículos novos e seminovos. Essa última área começou a operar ao final de 2008 e somava em junho urna carteira de R$ 200 milhões, crescimento em 12 meses de 120%. "Com um crescimento do PIB de 7% ao ano em 2010 e o surgimento de uma classe C emergente, o Brasil torna-se um dos principais motores do crescimento das operações de crédito ao consumo do BNP Paribas Personal Finance fora da Europa", diz o presidente do BGN e Cetelem no Brasil, Marcos Etchegoyen.
Além do crescimento do crédito, o banco conta ainda com novos produtos na área de seguros (acidentes pessoais, hospitalar e assistenciais) e capitalização. "Esses produtos financeiros também ajudaram no resultado, que é o maior que o banco já registrou em um semestre", explica Rosez. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 42 milhões, ante resultado próximo à estabilidade em igual período do ano passado. O BGN foi comprado pela Cetelem no final de 2008, mas as informações financeiras ainda não estão consolidadas.
Rosez destaca que, desde a compra pelo Cetelem, o BGN parou de depender da venda de carteira a outras instituições financeiras, garantindo o fluxo de receitas mesmo em períodos de menor produção de crédito. Antes de fazer parte do grupo BNP Paribas, o BGN trabalhava praticamente apenas com empréstimos consignados, sendo a cessão de parcela da carteira uma prática comum entre as instituições que concentram suas operações nesse nicho de mercado.
Enquanto o crédito no BGN cresceu fortemente, a carteira da Cetelem ficou praticamente estável, em R$ 3,7 bilhões, um avanço de apenas 0,5% em 12 meses. De acordo com o executivo, isso ocorreu porque a financeira optou por desativar parcerias que eram consideradas de menor rentabilidade, baixo volume financeiro e alto risco de crédito.
Embora o valor da carteira tenha ficado quase estável, o número de cartões de crédito emitidos passou de 3,030 milhões em junho do ano passado para 3,3 milhões no mesmo mês de 2010. Desse total, 400 mil são da bandeira MasterCard e o restante da Aura. O incremento, de acordo com Rosez, ocorreu porque neste ano a financeira passou a reforçar as grandes parcerias, como a com a loja virtual Submarino, e fechou novos contratos para a emissão de cartões co-branded, como com a rede de material esportivo Decathlon e a Caçula de Pneus.
O Banco BGN começa a colher os primeiros resultados após a reestruturação da área de negócios, que incluiu a diversificação do número de produtos e uma atuação de forma mais integrada com a financeira Cetelem. A expectativa é dobrar neste ano o tamanho da carteira de crédito do banco. "Em agosto, a sinalização é de crescimento acima de 100%. A tendência é muito boa para este ano", afirma o diretor financeiro do banco e da financeira, Franck Vignard Rosez. Ambas as instituições pertencem ao Grupo BNP Paribas.
Ao final de junho, a carteira do banco somava R$ 1,9 bilhão, valor 77,6% superior ao de junho do ano passado. No crédito, o carro chefe são as operações de consignado, mas a instituição também trabalha com operações de crédito direto ao consumidor e financiamento de veículos novos e seminovos. Essa última área começou a operar ao final de 2008 e somava em junho urna carteira de R$ 200 milhões, crescimento em 12 meses de 120%. "Com um crescimento do PIB de 7% ao ano em 2010 e o surgimento de uma classe C emergente, o Brasil torna-se um dos principais motores do crescimento das operações de crédito ao consumo do BNP Paribas Personal Finance fora da Europa", diz o presidente do BGN e Cetelem no Brasil, Marcos Etchegoyen.
Além do crescimento do crédito, o banco conta ainda com novos produtos na área de seguros (acidentes pessoais, hospitalar e assistenciais) e capitalização. "Esses produtos financeiros também ajudaram no resultado, que é o maior que o banco já registrou em um semestre", explica Rosez. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 42 milhões, ante resultado próximo à estabilidade em igual período do ano passado. O BGN foi comprado pela Cetelem no final de 2008, mas as informações financeiras ainda não estão consolidadas.
Rosez destaca que, desde a compra pelo Cetelem, o BGN parou de depender da venda de carteira a outras instituições financeiras, garantindo o fluxo de receitas mesmo em períodos de menor produção de crédito. Antes de fazer parte do grupo BNP Paribas, o BGN trabalhava praticamente apenas com empréstimos consignados, sendo a cessão de parcela da carteira uma prática comum entre as instituições que concentram suas operações nesse nicho de mercado.
Enquanto o crédito no BGN cresceu fortemente, a carteira da Cetelem ficou praticamente estável, em R$ 3,7 bilhões, um avanço de apenas 0,5% em 12 meses. De acordo com o executivo, isso ocorreu porque a financeira optou por desativar parcerias que eram consideradas de menor rentabilidade, baixo volume financeiro e alto risco de crédito.
Embora o valor da carteira tenha ficado quase estável, o número de cartões de crédito emitidos passou de 3,030 milhões em junho do ano passado para 3,3 milhões no mesmo mês de 2010. Desse total, 400 mil são da bandeira MasterCard e o restante da Aura. O incremento, de acordo com Rosez, ocorreu porque neste ano a financeira passou a reforçar as grandes parcerias, como a com a loja virtual Submarino, e fechou novos contratos para a emissão de cartões co-branded, como com a rede de material esportivo Decathlon e a Caçula de Pneus.
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