portal InfoMoney 07/07/2011 - Diego Lazzaris Borges
A intenção de compras dos paulistanos recuou no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano passado. É o que revelam os dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgados nesta quinta-feira (7).
Segundo a entidade, o ICF (Índice de Consumo das Famílias) teve queda de 2,1% no período, atingindo 136,6 pontos. Vale lembrar que, abaixo de 100 pontos, o índice revela uma percepção de insatisfação e, acima deste patamar até 200 pontos, indica satisfação.
O indicador da Fecomercio-SP é composto por sete itens, sendo eles, emprego atual, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo e momento para duráveis.
Categorias
Dos sete itens analisados, três apresentaram crescimento na comparação semestral, enquanto quatro registraram queda. A mais significativa foi de nível de consumo atual (-7,8%). Outros destaques de baixa foram perspectiva de consumo (-6,2%), acesso ao crédito (-4,5%) e renda atual (-2%).
Por outro lado, o item Emprego Atual teve elevação de 1,3% e Perspectiva Profissional subiu 3,2%. “Isso demonstra que o impacto no cenário de preços e juros mais caros atinge fortemente o bolso do consumidor, mas não a sua situação profissional”, diz a Fecomercio.
Junho
Considerando somente o mês de junho, o ICF avançou 3,1% em relação ao mês anterior, passando para 137,6 pontos.
A Fecomercio-SP explica que o aumento do ICF em junho, o primeiro importante em 2011, indica um ajuste natural de satisfação das famílias paulistas, já que de dezembro a maio o indicador teve forte queda de 9,3%.
Expectativa
Para os próximos meses, a assessoria técnica da Fecomercio afirma que, apesar da variação positiva do ICF de 3,1% em junho, a tendência negativa prevista para os próximos meses não deve ser revertida, uma vez que as variáveis inflação e taxa de juros continuam elevadas e influenciam o comportamento do consumidor.
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11 de jul. de 2011
27 de jun. de 2011
FAMÍLIAS ESTÃO MAIS ENDIVIDADAS
jornal Diário do Comércio 22/06/2011 - Renata Ribeiro
Curitiba possui o maior porcentual de famílias endividadas entre todas as capitais brasileiras. Naquela cidade, 88% das famílias têm dívidas. O valor médio mensal é de R$ 1.608 – correspondente a um comprometimento de 27% da renda das famílias. Porto Alegre é a capital em que foi constatado o maior valor de endividamento médio mensal, com R$ 2.145, o que corresponde ao comprometimento de 30% da renda.
Já a capital onde as famílias destinam a maior parcela da renda ao pagamento de dívidas é Natal, com 39% do orçamento – o equivalente a dívida média mensal de R$ 1.531.
Estas são algumas das constatações do estudo "Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras", feito pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) entre os meses de janeiro e maio deste ano.
Segundo a assessoria técnica da Fecomercio, o aumento na oferta de crédito nos últimos anos aliado ao crescimento real da renda, principalmente nas classes de menor poder aquisitivo, ampliou o grau de endividamento dos consumidores. Mas foram as medidas adotadas pelo governo para conter o consumo que causaram o aumento das dívidas. Ainda de acordo com a assessoria, prova deste cenário é o salto na taxa de juros média, que em dezembro de 2010 era de 40,6% ao ano e, nos primeiros quatro meses deste ano, subiu 6,2 pontos percentuais, atingindo 46,8% ao ano.
Alerta – O economista da entidade, Altamiro Carvalho, disse que embora as famílias brasileiras tenham perfil conservador em termos de endividamento, algumas capitais apresentaram grau de comprometimento acima da média. "Temos alguns sinais de alerta. Em Curitiba, por exemplo, o aumento real da dívida das famílias, de janeiro a maio do ano passado para o igual período deste ano, foi de 59%", afirmou ele. "Em Natal, o aumento foi de 39%, ante uma média de 24% entre todas as capitais. Em Porto Alegre, a dívida média mensal das famílias foi de R$ 2.145, ante uma média nacional de R$ 1.527."
Na avaliação de Carvalho, nessas três capitais, qualquer problema que ocorra em termos de renda e emprego pode ser preocupante. Na cidade de São Paulo, o estudo apurou que existem 1.797.179 famílias endividadas, ou 20% do total.
"Mas as famílias brasileiras mostram, em média, um cuidado na administração do crédito, o que afasta as teorias catastrofistas de um subprime da inadimplência", disse ele.
Famílias – Conforme a Fecomercio-SP, o total mensal estimado da dívida das famílias nas capitais passou de R$ 10,9 bilhões de janeiro a maio de 2010 para R$ 13,5 bilhões em igual período deste ano, valor que corresponde, em termos aproximados, ao orçamento anual do Bolsa Família.
O valor médio mensal de dívida por família passou de R$ 1.298 de janeiro a maio de 2010 para R$ 1.527 em igual período deste ano, considerando a inflação no período. Segundo a entidade, considerando a taxa média de juros nos empréstimos, de 43% ao ano, é possível afirmar que, desses R$ 13,5 bilhões, R$ 5,8 bilhões correspondem ao custo dos empréstimos.
Na avaliação de Carvalho, o estudo mostra que o crédito puxou o crescimento das vendas do comércio em 2010 e foi responsável por sua manutenção nos dois primeiros meses deste ano. A partir de março, porém, a entidade constatou desaceleração do consumo, devido às medidas de contenção do governo, responsáveis pelo aumento das dívidas das famílias nos cinco primeiros meses do ano. "Entre dezembro e abril, os juros subiram 6,2 pontos percentuais, o que fez com que as dívidas aumentassem R$ 5,2 bilhões." (AE)
Brechas para devedores
A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que anulou protesto de contrato de locação e recibo de aluguel atinge somente o autor da ação judicial, do município de Itatiba, interior de São Paulo. A Lei de número 13.160/08, que passou a autorizar o protesto nestes casos, continua valendo no Estado de São Paulo. O entendimento da corte paulista, porém, abre brechas para decisões no mesmo sentido, inclusive para os casos de protestos contra devedores de condomínio.
Contrário à interpretação do tribunal paulista, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), estuda medidas legais para evitar que a decisão, mesmo isolada por ora, prejudique o mercado, pois a lei estadual que trata do assunto "força" o pagamento em dia. "Pelo Código de Processo Civil, é legal o protesto de aluguel, tanto que os cartórios continuam recebendo esses títulos", disse o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi, Hubert Gebara.
Na decisão, os desembargadores entenderam que é da União a competência de legislar sobre o assunto, pois envolve questões relacionadas ao direito civil e comercial. De acordo com Gebara, a decisão, em tese, prejudica apenas o locador do imóvel. Caso seja aplicada aos protestos por falta de pagamento de condomínios, vai afetar um universo maior de pessoas, ou seja, os condôminos que pagam em dia. Estima-se que existam 1,2 milhão de contratos de aluguel na Capital. O receio se justifica ao considerar que a multa por atraso no pagamento da taxa passou de 20% para 2%.
Se o protesto contra locatários inadimplentes começar a ser dificultado, os nomes desses devedores deixarão de ser encaminhados aos cadastros de proteção ao crédito. Mas na opinião do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, isso não "vai enfraquecer" os bancos de dados, até porque a legislação que autoriza o protesto nesses casos é relativamente recente. (Silvia Pimentel)
Curitiba possui o maior porcentual de famílias endividadas entre todas as capitais brasileiras. Naquela cidade, 88% das famílias têm dívidas. O valor médio mensal é de R$ 1.608 – correspondente a um comprometimento de 27% da renda das famílias. Porto Alegre é a capital em que foi constatado o maior valor de endividamento médio mensal, com R$ 2.145, o que corresponde ao comprometimento de 30% da renda.
Já a capital onde as famílias destinam a maior parcela da renda ao pagamento de dívidas é Natal, com 39% do orçamento – o equivalente a dívida média mensal de R$ 1.531.
Estas são algumas das constatações do estudo "Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras", feito pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) entre os meses de janeiro e maio deste ano.
Segundo a assessoria técnica da Fecomercio, o aumento na oferta de crédito nos últimos anos aliado ao crescimento real da renda, principalmente nas classes de menor poder aquisitivo, ampliou o grau de endividamento dos consumidores. Mas foram as medidas adotadas pelo governo para conter o consumo que causaram o aumento das dívidas. Ainda de acordo com a assessoria, prova deste cenário é o salto na taxa de juros média, que em dezembro de 2010 era de 40,6% ao ano e, nos primeiros quatro meses deste ano, subiu 6,2 pontos percentuais, atingindo 46,8% ao ano.
Alerta – O economista da entidade, Altamiro Carvalho, disse que embora as famílias brasileiras tenham perfil conservador em termos de endividamento, algumas capitais apresentaram grau de comprometimento acima da média. "Temos alguns sinais de alerta. Em Curitiba, por exemplo, o aumento real da dívida das famílias, de janeiro a maio do ano passado para o igual período deste ano, foi de 59%", afirmou ele. "Em Natal, o aumento foi de 39%, ante uma média de 24% entre todas as capitais. Em Porto Alegre, a dívida média mensal das famílias foi de R$ 2.145, ante uma média nacional de R$ 1.527."
Na avaliação de Carvalho, nessas três capitais, qualquer problema que ocorra em termos de renda e emprego pode ser preocupante. Na cidade de São Paulo, o estudo apurou que existem 1.797.179 famílias endividadas, ou 20% do total.
"Mas as famílias brasileiras mostram, em média, um cuidado na administração do crédito, o que afasta as teorias catastrofistas de um subprime da inadimplência", disse ele.
Famílias – Conforme a Fecomercio-SP, o total mensal estimado da dívida das famílias nas capitais passou de R$ 10,9 bilhões de janeiro a maio de 2010 para R$ 13,5 bilhões em igual período deste ano, valor que corresponde, em termos aproximados, ao orçamento anual do Bolsa Família.
O valor médio mensal de dívida por família passou de R$ 1.298 de janeiro a maio de 2010 para R$ 1.527 em igual período deste ano, considerando a inflação no período. Segundo a entidade, considerando a taxa média de juros nos empréstimos, de 43% ao ano, é possível afirmar que, desses R$ 13,5 bilhões, R$ 5,8 bilhões correspondem ao custo dos empréstimos.
Na avaliação de Carvalho, o estudo mostra que o crédito puxou o crescimento das vendas do comércio em 2010 e foi responsável por sua manutenção nos dois primeiros meses deste ano. A partir de março, porém, a entidade constatou desaceleração do consumo, devido às medidas de contenção do governo, responsáveis pelo aumento das dívidas das famílias nos cinco primeiros meses do ano. "Entre dezembro e abril, os juros subiram 6,2 pontos percentuais, o que fez com que as dívidas aumentassem R$ 5,2 bilhões." (AE)
Brechas para devedores
A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que anulou protesto de contrato de locação e recibo de aluguel atinge somente o autor da ação judicial, do município de Itatiba, interior de São Paulo. A Lei de número 13.160/08, que passou a autorizar o protesto nestes casos, continua valendo no Estado de São Paulo. O entendimento da corte paulista, porém, abre brechas para decisões no mesmo sentido, inclusive para os casos de protestos contra devedores de condomínio.
Contrário à interpretação do tribunal paulista, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), estuda medidas legais para evitar que a decisão, mesmo isolada por ora, prejudique o mercado, pois a lei estadual que trata do assunto "força" o pagamento em dia. "Pelo Código de Processo Civil, é legal o protesto de aluguel, tanto que os cartórios continuam recebendo esses títulos", disse o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi, Hubert Gebara.
Na decisão, os desembargadores entenderam que é da União a competência de legislar sobre o assunto, pois envolve questões relacionadas ao direito civil e comercial. De acordo com Gebara, a decisão, em tese, prejudica apenas o locador do imóvel. Caso seja aplicada aos protestos por falta de pagamento de condomínios, vai afetar um universo maior de pessoas, ou seja, os condôminos que pagam em dia. Estima-se que existam 1,2 milhão de contratos de aluguel na Capital. O receio se justifica ao considerar que a multa por atraso no pagamento da taxa passou de 20% para 2%.
Se o protesto contra locatários inadimplentes começar a ser dificultado, os nomes desses devedores deixarão de ser encaminhados aos cadastros de proteção ao crédito. Mas na opinião do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, isso não "vai enfraquecer" os bancos de dados, até porque a legislação que autoriza o protesto nesses casos é relativamente recente. (Silvia Pimentel)
9 de fev. de 2011
CALOTE DO CONSUMIDOR EM JANEIRO TEM MAIOR ALTA DESDE 2002
portal R7 09/02/2011
O calote dos consumidores brasileiros teve um crescimento de 24,8% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. Trata-se do maior avanço em termos anuais desde julho de 2002. Na prática, é como se um em cada quatro consumidores com dívidas tivesse passado a ter problemas para fechar as contas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pela empresa de análise de crédito Serasa Experian.
Segundo a Serasa, esse crescimento é resultado da expansão do endividamento dos consumidores, que foi acentuado ao longo de todo o ano passado. Na comparação com dezembro, no entanto, houve queda de 3,3% - de acordo com a Serasa, esse movimento entre um mês e o imediatamente seguinte é sinal de que o calote está sob controle.
Os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo recuo do índice mensal, com queda de 13,4%. O calote com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços (fornecimento de energia elétrica e água, por exemplo), as dívidas com os bancos e os títulos protestados também diminuíram em relação a dezembro.
Na comparação com janeiro de 2010, o valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 8,2% (de R$ 1.395,96 para R$ 1.281,12) – foi o único com recuo. Os valores dos cheques sem fundos, por sua vez, subiram 6,9% (de R$ 1.164,53 para R$ 1.245,34).
Endividamento
Pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgada no mês passado mostrou que a farra das compras vista em 2010 teve um custo: o endividamento. O nível de endividamento e de contas em atraso entre os consumidores paulistas cresceu neste mês e ficou em 51,2%. A fatura das compras de dezembro com o cartão de crédito e os impostos (IPTU e IPVA) e gastos escolares complicaram a vida do consumidor.
O comprometimento maior da renda do trabalhador reflete, segundo a Fecomercio, a confiança que o consumidor expressou em dezembro, assim como a utilização maior de novos financiamentos nas compras de Natal e gastos de final de ano.
Também houve aumento no número de famílias com contas em atraso, de 13% em dezembro para 15% em janeiro. Aqui também as famílias com renda de até dez mínimos são maioria (17%), enquanto apenas 5% das famílias com renda superior a esse patamar se encontram em tal condição.
O calote dos consumidores brasileiros teve um crescimento de 24,8% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. Trata-se do maior avanço em termos anuais desde julho de 2002. Na prática, é como se um em cada quatro consumidores com dívidas tivesse passado a ter problemas para fechar as contas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pela empresa de análise de crédito Serasa Experian.
Segundo a Serasa, esse crescimento é resultado da expansão do endividamento dos consumidores, que foi acentuado ao longo de todo o ano passado. Na comparação com dezembro, no entanto, houve queda de 3,3% - de acordo com a Serasa, esse movimento entre um mês e o imediatamente seguinte é sinal de que o calote está sob controle.
Os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo recuo do índice mensal, com queda de 13,4%. O calote com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços (fornecimento de energia elétrica e água, por exemplo), as dívidas com os bancos e os títulos protestados também diminuíram em relação a dezembro.
Na comparação com janeiro de 2010, o valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 8,2% (de R$ 1.395,96 para R$ 1.281,12) – foi o único com recuo. Os valores dos cheques sem fundos, por sua vez, subiram 6,9% (de R$ 1.164,53 para R$ 1.245,34).
Endividamento
Pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgada no mês passado mostrou que a farra das compras vista em 2010 teve um custo: o endividamento. O nível de endividamento e de contas em atraso entre os consumidores paulistas cresceu neste mês e ficou em 51,2%. A fatura das compras de dezembro com o cartão de crédito e os impostos (IPTU e IPVA) e gastos escolares complicaram a vida do consumidor.
O comprometimento maior da renda do trabalhador reflete, segundo a Fecomercio, a confiança que o consumidor expressou em dezembro, assim como a utilização maior de novos financiamentos nas compras de Natal e gastos de final de ano.
Também houve aumento no número de famílias com contas em atraso, de 13% em dezembro para 15% em janeiro. Aqui também as famílias com renda de até dez mínimos são maioria (17%), enquanto apenas 5% das famílias com renda superior a esse patamar se encontram em tal condição.
12 de jan. de 2011
RESTRIÇÃO A CRÉDITO AFETA CONFIANÇA DO CONSUMIDOR NO MÊS, DIZ FECOMERCIO
portal G1 12/01/2011
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) recuou 2,6% em janeiro, na comparação com o mês anterior, passando de 164,2 para 159,9 pontos. O resultado é atribuído às medidas de restrição a crédito anunciadas pelo Banco Central no final do ano passado.
Na comparação anual, o índice registrou aumento de 0,8%, ao passar de 158,7 para 159,9 pontos.
"O resultado do ICC no primeiro mês do ano demonstra a forte confiança do consumidor paulista de que a economia brasileira está bem estruturada, já que o indicador é medido em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100", disse a Fecomercio, por meio de nota.
Segundo a Fecomercio, a queda verificada na comparação com dezembro é "natural", já que, após as compras relativas ao Natal, os consumidores precisam se preocupar com as contas de início de ano.
Atualmente
O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), um dos dois indicadores que compõem o ICC, registrou queda de 4,7% em relação a dezembro, caindo de 162,3 pontos para 154,7. Nos próximos meses, essa redução poderá ser maior. "Há a convicção de que o BC irá apertar ainda mais a política monetária", afirmou. Isso já se reflete no Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que registrou recuo de 1,3%, passando de 165,4 para 163,4 pontos.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) recuou 2,6% em janeiro, na comparação com o mês anterior, passando de 164,2 para 159,9 pontos. O resultado é atribuído às medidas de restrição a crédito anunciadas pelo Banco Central no final do ano passado.
Na comparação anual, o índice registrou aumento de 0,8%, ao passar de 158,7 para 159,9 pontos.
"O resultado do ICC no primeiro mês do ano demonstra a forte confiança do consumidor paulista de que a economia brasileira está bem estruturada, já que o indicador é medido em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100", disse a Fecomercio, por meio de nota.
Segundo a Fecomercio, a queda verificada na comparação com dezembro é "natural", já que, após as compras relativas ao Natal, os consumidores precisam se preocupar com as contas de início de ano.
Atualmente
O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), um dos dois indicadores que compõem o ICC, registrou queda de 4,7% em relação a dezembro, caindo de 162,3 pontos para 154,7. Nos próximos meses, essa redução poderá ser maior. "Há a convicção de que o BC irá apertar ainda mais a política monetária", afirmou. Isso já se reflete no Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que registrou recuo de 1,3%, passando de 165,4 para 163,4 pontos.
5 de jan. de 2011
INADIMPLÊNCIA CAI NO RJ E EM SP, MAS PAULISTA ESTÁ MENOS ENDIVIDADO QUE FLUMINENSE
portal InfoMoney 05/01/2011 - Camila F. de Mendonça
Tanto os paulistas como os fluminenses estavam menos inadimplentes em dezembro, de acordo com a Fecomércio (Federação do Comércio) de ambas as localidades. Contudo, os paulistas ainda possuem menos contas atrasadas do que os consumidores do Rio de Janeiro.
No mês passado, enquanto a inadimplência das famílias da Região Metropolitana de São Paulo passou de 20% para 13%, frente a dezembro do ano passado, a dos fluminenses caiu menos, de 17,1% para 15,7% no mesmo período.
No Rio, o percentual registrado no último mês do ano de 2010 é o menor obtido para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000. Há 14 meses a inadimplência entre os fluminenses registra queda.
Considerando as famílias que têm algum tipo de dívida, por outro lado, houve um aumento na RMRJ, ao contrário do que ocorreu na RMSP. No primeiro caso, o percentual passou de 49,3% para 57,9%, ainda considerando a comparação anual. Em São Paulo, houve queda, de 48% para 46%.
Inadimplência e dívida
Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a Fecomércio-RJ constatou que grande parte dos inadimplentes encontram dificuldades para pagar contas de serviços essenciais. Do total de inadimplentes, 35,6% não conseguem pagar a conta de telefone fixo e 34,5% não pagam a conta de energia elétrica.
Considerando os financiamentos em atraso, os fluminenses encontram mais problemas na hora de pagar a prestação do carro. No caso, o carro representou 21% do total de dívidas. Já entre os paulistas, o cartão de crédito mantém-se como vilão, representando 68,9% das dívidas. O financiamento de carro na RMSP representou 8,8% do total de dívidas dos paulistas.
Melhora
A queda do número de famílias fluminenses e paulistas endividadas deve-se ao bom momento econômico do País. Para a federação paulista, o resultado na região está ligado à melhoria dos índices de confiança do consumidor, à queda da taxa de desocupação, à entrada de recursos do décimo terceiro salário, além da crescente oferta de crédito, aliada à leve redução nas taxas de juros.
Além disso, a Fecomercio-SP observa que há uma maior preocupação por parte dos consumidores com as contas de início de ano – o que demonstraria o aprendizado do consumidor em relação à economia doméstica.
Tanto os paulistas como os fluminenses estavam menos inadimplentes em dezembro, de acordo com a Fecomércio (Federação do Comércio) de ambas as localidades. Contudo, os paulistas ainda possuem menos contas atrasadas do que os consumidores do Rio de Janeiro.
No mês passado, enquanto a inadimplência das famílias da Região Metropolitana de São Paulo passou de 20% para 13%, frente a dezembro do ano passado, a dos fluminenses caiu menos, de 17,1% para 15,7% no mesmo período.
No Rio, o percentual registrado no último mês do ano de 2010 é o menor obtido para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000. Há 14 meses a inadimplência entre os fluminenses registra queda.
Considerando as famílias que têm algum tipo de dívida, por outro lado, houve um aumento na RMRJ, ao contrário do que ocorreu na RMSP. No primeiro caso, o percentual passou de 49,3% para 57,9%, ainda considerando a comparação anual. Em São Paulo, houve queda, de 48% para 46%.
Inadimplência e dívida
Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a Fecomércio-RJ constatou que grande parte dos inadimplentes encontram dificuldades para pagar contas de serviços essenciais. Do total de inadimplentes, 35,6% não conseguem pagar a conta de telefone fixo e 34,5% não pagam a conta de energia elétrica.
Considerando os financiamentos em atraso, os fluminenses encontram mais problemas na hora de pagar a prestação do carro. No caso, o carro representou 21% do total de dívidas. Já entre os paulistas, o cartão de crédito mantém-se como vilão, representando 68,9% das dívidas. O financiamento de carro na RMSP representou 8,8% do total de dívidas dos paulistas.
Melhora
A queda do número de famílias fluminenses e paulistas endividadas deve-se ao bom momento econômico do País. Para a federação paulista, o resultado na região está ligado à melhoria dos índices de confiança do consumidor, à queda da taxa de desocupação, à entrada de recursos do décimo terceiro salário, além da crescente oferta de crédito, aliada à leve redução nas taxas de juros.
Além disso, a Fecomercio-SP observa que há uma maior preocupação por parte dos consumidores com as contas de início de ano – o que demonstraria o aprendizado do consumidor em relação à economia doméstica.
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