jornal Diário do Comércio 02/08/2011 - Liana Amaral
Em tempos de e-commerce e de milhares de produtos invadindo as telinhas, nenhum nicho do mercado varejista pode ser esquecido. O conceito serviu de ponto de partida para a criação do ACSP Shop, uma plataforma multilojas desenvolvida especialmente pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para atender o pequeno e médio empresário.
No ar desde 28 de julho, o produto oferece ao comerciante, associado ou não, a possibilidade de adquirir sua loja virtual, personalizada, mediante um sistema de assinatura. A partir de R$ 59 mensais, é possível comercializar eletronicamente uma variedade de produtos, de diferentes categorias. Uma das vantagens é a de que o ACSP Shop oferece um pacote completo e de simples acesso contendo praticamente todos os recursos visuais, de tecnologia e segurança como os dos grandes varejistas virtuais.
Segundo o superintendente comercial da ACSP, Othavio Parisi, o foco do produto é o micro, o pequeno e o médio comerciante. "O comércio eletrônico é a modalidade que mais cresce no varejo, cerca de 40% ao ano, e uma ferramenta importante para alavancar as vendas. Queremos que o nosso público se beneficie desse mercado. Eles também tem o direito de colocar suas mercadorias na web sem precisar manter uma grande estrutura", diz.
A contratação do serviço é muito simples. Basta acessar o site www.ascpshop.com.br e seguir o passo a passo. É possível escolher entre 4 planos de assinatura, cujos valores variam de acordo com a quantidade de produtos a serem oferecidos. Para 50 itens, a assinatura mensal é de R$ 59; até 150 produtos, o valor é de R$ 89; com até 500 produtos por R$ 189; e para até 1.000 itens, R$ 290. O valor inclui a hospedagem da loja virtual no data center da ACSP, e-mails e todo o sistema de administração. Para os associados, a assinatura permite a inclusão do dobro de produtos na loja com o mesmo valor da assinatura.
Uma das vantagens da plataforma multilojas ACSP Shop é permitir ao cliente criar e gerenciar sua própria loja virtual, com os mais avançados recursos do e-commerce. Dispondo do logotipo, das imagens e informações sobre os produtos, é possível configurar uma loja com 10 itens e disponibilizá-la via web em até 30 minutos. Para isso, o site oferece modelos de layouts que podem ser customizados de acordo com a definição do cliente.
Também não é necessário ter conhecimentos de programação para gerenciar a loja. A plataforma dispõe de um sistema de administração bastante amigável, orientado para o usuário não técnico, além de gerar relatórios e indicadores sobre resultados de vendas, produtos e informações sobre clientes. Caso o usuário encontre alguma dificuldade na configuração ou gerenciamento da sua loja, há diferentes recursos de suporte técnico, desde tutoriais específicos para cada etapa da configuração até videoaulas pelo YouTube e atendimento pessoal.
O sistema também é dotado das formas de pagamento online mais seguras do mercado. "São as mesmas utilizadas pelas grandes lojas virtuais, como Casas Bahia, Submarino, Extra, tais como o PayPal e PagSeguro, que operam com todos os cartões de crédito", explica o gestor do ACSP Shop, Genivaldo Oliveira de Jesus. "No quesito segurança de transações comerciais, contamos com empresas certificadas com criptografia de tráfego de informações como HTTPS e Site Blindado. O software utiliza linguagem ASP e JQuery.
Tudo isso representa tecnologia de ponta com custos acessíveis para o cliente", completa o gestor.
Outros diferenciais significativos do produto oferecido pela ACSP facilitam o negócio do lojista: cálculo de frete exclusivo, com webservice próprio; exportação de dados em vários formatos, fiel à visualização e otimizada para o sistema de buscadores na web e compartilhamento para as redes sociais.
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3 de ago. de 2011
19 de jul. de 2011
INTENÇÃO DE COMPRAS A PRAZO SOBE MAIS DO QUE À VISTA NA PRIMEIRA QUINZENA DE JULHO
portal InfoMoney 18/07/2011
O consumidor esteve mais disposto a comprar a prazo na primeira quinzena de julho. O SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que mede as vendas a prazo, cresceu 9,3%, se comparado ao mesmo período de 2010. Já o SCPC Cheque, indicador de compras à vista, apresentou alta de 4,2%, frente à primeira quinzena do mesmo mês de 2010, de acordo com pesquisa divulgada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta segunda-feira (18).
Comparando a primeira quinzena de julho com o mesmo período de junho, o SCPC registrou queda sazonal de 4,9%, enquanto o SCPC Cheque mostra uma queda expressiva de 16,7%, pela forte base de comparação em junho, que registrou baixas temperaturas.
De acordo com a pesquisa, no início de julho o frio foi bem menor, o que não estimulou a venda de roupas de inverno e acessórios. Isso favoreceu os bens duráveis, comprados à prestação.
Inadimplência
Em relação à inadimplência, houve alta de 21,9% no volume de registros recebidos no cadastro de restrição ao crédito na primeira quinzena de julho, em comparação com o mesmo período de 2010. Já os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) apresentaram alta de 17%%, na mesma base comparativa.
De acordo com a ACSP, o baixo crescimento dos registros cancelados, diante da alta nos registro recebidos, reflete uma inadimplência que continua em alta gradual, provocada pelo descontrole dos gastos do consumidor e pelas medidas de contenção do crédito, para combate da inflação.
Por outro lado, no confronto dos primeiros 15 dias deste mês com os de junho, houve alta de 15,6% no número de registros cancelados e de 9,9% no de recebidos.
O consumidor esteve mais disposto a comprar a prazo na primeira quinzena de julho. O SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que mede as vendas a prazo, cresceu 9,3%, se comparado ao mesmo período de 2010. Já o SCPC Cheque, indicador de compras à vista, apresentou alta de 4,2%, frente à primeira quinzena do mesmo mês de 2010, de acordo com pesquisa divulgada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta segunda-feira (18).
Comparando a primeira quinzena de julho com o mesmo período de junho, o SCPC registrou queda sazonal de 4,9%, enquanto o SCPC Cheque mostra uma queda expressiva de 16,7%, pela forte base de comparação em junho, que registrou baixas temperaturas.
De acordo com a pesquisa, no início de julho o frio foi bem menor, o que não estimulou a venda de roupas de inverno e acessórios. Isso favoreceu os bens duráveis, comprados à prestação.
Inadimplência
Em relação à inadimplência, houve alta de 21,9% no volume de registros recebidos no cadastro de restrição ao crédito na primeira quinzena de julho, em comparação com o mesmo período de 2010. Já os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) apresentaram alta de 17%%, na mesma base comparativa.
De acordo com a ACSP, o baixo crescimento dos registros cancelados, diante da alta nos registro recebidos, reflete uma inadimplência que continua em alta gradual, provocada pelo descontrole dos gastos do consumidor e pelas medidas de contenção do crédito, para combate da inflação.
Por outro lado, no confronto dos primeiros 15 dias deste mês com os de junho, houve alta de 15,6% no número de registros cancelados e de 9,9% no de recebidos.
5 de jul. de 2011
VAREJO TEM DESACELERAÇÃO NAS VENDAS A CRÉDITO EM JUNHO
portal Executivos Financeiros 01/07/2011
O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SPC), que mede as vendas a prazo cresceu 5,2% em junho de 2011, contra igual período em 2010, com o mesmo número de dias. Vale destacar que a base de comparação de junho de 2010 é forte pelo “efeito Copa do Mundo” que estimulou muito as vendas de TVs e DVDs.
Na mesma base de comparação entre períodos, o SCPC/Cheque (que mede as vendas à vista) registrou elevação de 6,7%, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada nas informações fornecidas por sua empresa Boa Vista Serviços (BVS), que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
É importante ressaltar que, em junho o frio impulsionou bastante as vendas de roupas de inverno e acessórios. “As vendas no varejo do primeiro semestre deste ano podem ser consideradas boas e as perspectivas para o segundo semestre, apesar de esperarmos alguma desaceleração, devem fechar o ano no positivo”, disse Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)
Desempenho do semestre
No acumulado do primeiro semestre deste ano, o crescimento da venda à credito (SCPC) ficou em 6,4%, ante 9,4% no primeiro semestre de 2010. Isso mostra um arrefecimento pela base forte de comparação em 2010 e pelas medidas macroprudenciais adotadas pelo governo. Na venda à vista (SCPC/Cheque) o avanço foi de 7%, ligeiramente superior aos 6,3% do primeiro semestre de 2010. Vale ressaltar que neste ano o frio tem sido mais forte o que ajuda a acelerar as vendas de roupas de inverno e de variedades .
Inadimplência de junho :
Os registros recebidos cresceram 14,2% em junho, comparado com igual período em 2010. Já os registros cancelados/renegociações de crédito cresceram menos: 11% (na mesma comparação entre períodos) refletindo basicamente dois fatores: o descontrole do crédito por parte do consumidor no final de 2010 e início de 2011 e as medidas de restrição ao credito adotadas pelo BC. No combate à inflação.
Inadimplência no semestre:
Os registros recebidos cresceram 9% no primeiro semestre de 2011, comparado com igual período em 2010. Já os registros cancelados/renegociações de crédito cresceram menos: 4,1% (na mesma comparação entre períodos), sinalizando que a inadimplência no semestre está em alta, impulsionada pelos mesmos fatores anteriores, mas sob controle, pois o desemprego continua baixo.
Em síntese: as vendas principalmente a crédito desaceleraram no primeiro semestre deste ano, dentro das expectativas da Associação Comercial de São Paulo.
O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SPC), que mede as vendas a prazo cresceu 5,2% em junho de 2011, contra igual período em 2010, com o mesmo número de dias. Vale destacar que a base de comparação de junho de 2010 é forte pelo “efeito Copa do Mundo” que estimulou muito as vendas de TVs e DVDs.
Na mesma base de comparação entre períodos, o SCPC/Cheque (que mede as vendas à vista) registrou elevação de 6,7%, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada nas informações fornecidas por sua empresa Boa Vista Serviços (BVS), que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
É importante ressaltar que, em junho o frio impulsionou bastante as vendas de roupas de inverno e acessórios. “As vendas no varejo do primeiro semestre deste ano podem ser consideradas boas e as perspectivas para o segundo semestre, apesar de esperarmos alguma desaceleração, devem fechar o ano no positivo”, disse Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)
Desempenho do semestre
No acumulado do primeiro semestre deste ano, o crescimento da venda à credito (SCPC) ficou em 6,4%, ante 9,4% no primeiro semestre de 2010. Isso mostra um arrefecimento pela base forte de comparação em 2010 e pelas medidas macroprudenciais adotadas pelo governo. Na venda à vista (SCPC/Cheque) o avanço foi de 7%, ligeiramente superior aos 6,3% do primeiro semestre de 2010. Vale ressaltar que neste ano o frio tem sido mais forte o que ajuda a acelerar as vendas de roupas de inverno e de variedades .
Inadimplência de junho :
Os registros recebidos cresceram 14,2% em junho, comparado com igual período em 2010. Já os registros cancelados/renegociações de crédito cresceram menos: 11% (na mesma comparação entre períodos) refletindo basicamente dois fatores: o descontrole do crédito por parte do consumidor no final de 2010 e início de 2011 e as medidas de restrição ao credito adotadas pelo BC. No combate à inflação.
Inadimplência no semestre:
Os registros recebidos cresceram 9% no primeiro semestre de 2011, comparado com igual período em 2010. Já os registros cancelados/renegociações de crédito cresceram menos: 4,1% (na mesma comparação entre períodos), sinalizando que a inadimplência no semestre está em alta, impulsionada pelos mesmos fatores anteriores, mas sob controle, pois o desemprego continua baixo.
Em síntese: as vendas principalmente a crédito desaceleraram no primeiro semestre deste ano, dentro das expectativas da Associação Comercial de São Paulo.
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1 de jul. de 2011
UM ANO SEM EXCLUSIVIDADE, BALANÇO POSITIVO
jornal Diário do Comércio 30/06/2011 - Rejane Tamoto
Em ano depois do fim da exclusividade do uso de bandeiras nas máquinas de cartões de crédito e de débito, os lojistas conseguiram alguns benefícios, que vão desde os descontos nas taxas ou nos aluguéis das máquinas POS até opções de novas tecnologias e melhor atendimento. De acordo com o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o aumento da concorrência entre as credenciadoras Redecard, Cielo e Getnet possibilitou ao lojista melhores condições de negociação. "O comerciante tem duas máquinas hoje não por obrigação, e sim para usar de maneira alternativa no caso de pane no sistema de uma delas e também para atender os clientes de forma mais eficaz e evitar filas", afirma.
A reportagem do Diário do Comércio esteve há poucos dias em quatro lojas do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, que já haviam sido visitadas pelo jornal um mês após o anúncio do fim da exclusividade, no ano passado. De lá para cá, dois comerciantes revelaram ter conseguido desconto nas taxas para operações de crédito e de débito. "Há oito meses chamei as duas (Cielo e Redecard) e pedi a melhor taxa.
A menor venceu a concorrência porque ofereceu desconto de cerca de 25% nas transações de débito e crédito. Além disso, participo de um programa de fidelidade, no qual acumulo pontos por transação para trocar por prêmios", diz o gerente da loja de tênis e malas Pedal Federal, Raphael Masuet. Segundo o lojista, 83% das vendas na sua loja são pagas com cartão e a negociação representou economia de R$ 1 mil por mês. Mesmo assim, ele manteve uma máquina da credenciadora concorrente, para usar apenas em caso de emergência. "Eu já precisei", afirma.
Emergências – O mesmo receio de pane foi observado em outros estabelecimentos. A loja de celular Commcenter, no Shopping Center Norte, ficou 11 dias sem o sistema de Transferências Eletrônicas de Fundo (TEF), no mês passado, por causa de uma pane. A consultora de vendas Thais Prado diz que nesse período usou uma máquina POS de uma das credenciadoras, o que salvou as vendas da loja, que são pagas 100% com cartão. "O único problema é que essa máquina não passa a bandeira Diners Club. E a concorrente não passa American Express", relata o gerente da Commcenter, Mauricio Rodrigues Trindade.
Para evitar esses problemas, a atendente do quiosque Havana, Tânia Santos de Oliveira, diz que a empresa manteve as máquinas da Cielo e da Redecard. "É uma precaução, porque 80% dos clientes pagam com cartão e, em dias de movimento, vendemos R$ 7 mil. Se uma para, temos a outra."
A analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, avalia que uma mudança significativa para o varejo foi a diminuição no custo do aluguel das máquinas POS, tanto para grandes quanto para os pequenos lojistas. "As taxas para transações de débito e crédito não mudaram muito", diz .
Negociação – O desconto no aluguel de uma máquina POS sem fio foi um benefício obtido pela loja Foto Paulo, do Shopping Center Norte. De acordo com o gerente, Daniel Gomes, o desconto fez parte de uma grande negociação com uma das credenciadoras, em um pacote que envolveu diminuição de taxas para transações de crédito e débito. "Não sei o percentual de desconto. Nossa central negociou há dois meses para as 15 lojas da rede. Com dois equipamentos, não temos medo de ter problemas porque um está conectado à linha telefônica e o outro tem tecnologia sem fio", explica.
Além do uso de máquinas POS da credenciadora, Gomes manteve também os equipamentos da American Express e da Hypercard. "Hoje 80% dos nossos clientes pagam com cartão, mas ainda concedemos desconto de até 5% para pagamento com dinheiro à vista", afirma.
Tecnologia para conquistar o cliente
Ao se tornarem multibandeiras, as estratégias das credenciadoras Cielo e Getnet para competir no mercado foram firmar parcerias com mais bandeiras e investir em tecnologia. Segundo a analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, essas medidas devem aumentar suas margens de mercado e diminuir os custos para os lojistas. Ela acredita em uma mudança significativa no mercado em médio e em longo prazo, com a chegada de novas credenciadoras. Segundo Thais, Cielo e Redecard detêm hoje 90% de participação. Procurada pela reportagem, a Redecard informou que não poderia dar entrevista porque passa por um momento de reestruturação.
A Cielo afirmou que adota como estratégia parcerias com bandeiras regionais e empresas de benefícios. De 2010 para cá se uniu a Aura, Sorocred, Policard, Good Card, Cred-System (cartão de crédito da bandeira Mais!), Banestes (emissor do Banescard) e Elo. Em outra frente, ampliou o atendimento aos cartões de benefícios com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios. A empresa já capturava as transações de Visa, MasterCard®, American Express®, JCB (Japan Credit Bureau), Visa Vale, Ticket® e Sodexo. Segundo o vice-presidente executivo comercial e de varejo, Dilson Ribeiro, o cenário multibandeira foi positivo para a empresa e a estratégia é continuar oferecendo maior mix de bandeiras para o cliente vender mais, além de opções inovadoras de pagamento na plataforma mobile (pelo celular).
Em 2010, o lucro líquido da Cielo foi de R$ 1,831 bilhão, crescimento de 19,1% sobre 2009. No período, a empresa captou R$ 262 bilhões somente em transações com cartões de crédito e débito. O número é 22,3% superior ao volume transacionado em 2009.
Nesse período, a empresa lançou o Cielo Premia, uma forma do lojista fidelizar o cliente do cartão ao oferecer premiação e descontos e o Cielo Fidelidade, programa de acúmulo de pontos que premia lojas com concentração de vendas nas máquinas da credenciadora. Os prêmios podem ser produtos e serviços, como indicadores de negócio e de mercado, e avaliação de desempenho em relação aos concorrentes.
Desde a abertura do mercado, a Cielo negociou com 70% dos clientes de grande porte, o que resultou em uma queda da taxa líquida de desconto, que não divulgou. Ela atende 1,8 milhão de empresas e não informa quantas conseguiram desconto.
Se agora a Cielo caminha em direção a bandeiras regionais e serviços de benefícios, a Getnet, que fez parceria com o Santander no ano passado, já trilha esse caminho. Hoje, acumula 23 bandeiras regionais e aposta na oferta de serviços como recarga de telefone, correspondente bancário, consultas cadastrais e programas de fidelidade. "São serviços que geram circulação de cliente e receitas. O comerciante, por exemplo, recebe comissão por recarga telefônica", diz o presidente da Getnet José Renato Hopf.
Em tecnologia, a empresa investiu US$ 65 milhões nos últimos 12 meses. O montante incluiu soluções para máquinas POS sem fio, mobilidade com garantia de velocidade e de banda larga. Hopf diz que a empresa passou a atender de 12 a 15 mil novos estabelecimentos por mês no último bimestre. Em maio, foram 56 milhões de transações, nas máquinas de débito e crédito e em serviços.
Sem divulgar resultados de faturamento, Hopf diz que a meta da empresa é atingir 10% de fatia de mercado até o final de 2012. Atualmente, só com as transações em MasterCard e Visa, tem 2% de participação, com 135 mil clientes e 215 mil estabelecimentos. Sobre a redução de taxas, Hopf diz que esse não é o único critério de escolha do lojista. "O cliente quer uma máquina POS que funcione bem e que não pare no Natal. Esse é o nosso diferencial, a tecnologia avançada."
Em ano depois do fim da exclusividade do uso de bandeiras nas máquinas de cartões de crédito e de débito, os lojistas conseguiram alguns benefícios, que vão desde os descontos nas taxas ou nos aluguéis das máquinas POS até opções de novas tecnologias e melhor atendimento. De acordo com o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o aumento da concorrência entre as credenciadoras Redecard, Cielo e Getnet possibilitou ao lojista melhores condições de negociação. "O comerciante tem duas máquinas hoje não por obrigação, e sim para usar de maneira alternativa no caso de pane no sistema de uma delas e também para atender os clientes de forma mais eficaz e evitar filas", afirma.
A reportagem do Diário do Comércio esteve há poucos dias em quatro lojas do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, que já haviam sido visitadas pelo jornal um mês após o anúncio do fim da exclusividade, no ano passado. De lá para cá, dois comerciantes revelaram ter conseguido desconto nas taxas para operações de crédito e de débito. "Há oito meses chamei as duas (Cielo e Redecard) e pedi a melhor taxa.
A menor venceu a concorrência porque ofereceu desconto de cerca de 25% nas transações de débito e crédito. Além disso, participo de um programa de fidelidade, no qual acumulo pontos por transação para trocar por prêmios", diz o gerente da loja de tênis e malas Pedal Federal, Raphael Masuet. Segundo o lojista, 83% das vendas na sua loja são pagas com cartão e a negociação representou economia de R$ 1 mil por mês. Mesmo assim, ele manteve uma máquina da credenciadora concorrente, para usar apenas em caso de emergência. "Eu já precisei", afirma.
Emergências – O mesmo receio de pane foi observado em outros estabelecimentos. A loja de celular Commcenter, no Shopping Center Norte, ficou 11 dias sem o sistema de Transferências Eletrônicas de Fundo (TEF), no mês passado, por causa de uma pane. A consultora de vendas Thais Prado diz que nesse período usou uma máquina POS de uma das credenciadoras, o que salvou as vendas da loja, que são pagas 100% com cartão. "O único problema é que essa máquina não passa a bandeira Diners Club. E a concorrente não passa American Express", relata o gerente da Commcenter, Mauricio Rodrigues Trindade.
Para evitar esses problemas, a atendente do quiosque Havana, Tânia Santos de Oliveira, diz que a empresa manteve as máquinas da Cielo e da Redecard. "É uma precaução, porque 80% dos clientes pagam com cartão e, em dias de movimento, vendemos R$ 7 mil. Se uma para, temos a outra."
A analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, avalia que uma mudança significativa para o varejo foi a diminuição no custo do aluguel das máquinas POS, tanto para grandes quanto para os pequenos lojistas. "As taxas para transações de débito e crédito não mudaram muito", diz .
Negociação – O desconto no aluguel de uma máquina POS sem fio foi um benefício obtido pela loja Foto Paulo, do Shopping Center Norte. De acordo com o gerente, Daniel Gomes, o desconto fez parte de uma grande negociação com uma das credenciadoras, em um pacote que envolveu diminuição de taxas para transações de crédito e débito. "Não sei o percentual de desconto. Nossa central negociou há dois meses para as 15 lojas da rede. Com dois equipamentos, não temos medo de ter problemas porque um está conectado à linha telefônica e o outro tem tecnologia sem fio", explica.
Além do uso de máquinas POS da credenciadora, Gomes manteve também os equipamentos da American Express e da Hypercard. "Hoje 80% dos nossos clientes pagam com cartão, mas ainda concedemos desconto de até 5% para pagamento com dinheiro à vista", afirma.
Tecnologia para conquistar o cliente
Ao se tornarem multibandeiras, as estratégias das credenciadoras Cielo e Getnet para competir no mercado foram firmar parcerias com mais bandeiras e investir em tecnologia. Segundo a analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, essas medidas devem aumentar suas margens de mercado e diminuir os custos para os lojistas. Ela acredita em uma mudança significativa no mercado em médio e em longo prazo, com a chegada de novas credenciadoras. Segundo Thais, Cielo e Redecard detêm hoje 90% de participação. Procurada pela reportagem, a Redecard informou que não poderia dar entrevista porque passa por um momento de reestruturação.
A Cielo afirmou que adota como estratégia parcerias com bandeiras regionais e empresas de benefícios. De 2010 para cá se uniu a Aura, Sorocred, Policard, Good Card, Cred-System (cartão de crédito da bandeira Mais!), Banestes (emissor do Banescard) e Elo. Em outra frente, ampliou o atendimento aos cartões de benefícios com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios. A empresa já capturava as transações de Visa, MasterCard®, American Express®, JCB (Japan Credit Bureau), Visa Vale, Ticket® e Sodexo. Segundo o vice-presidente executivo comercial e de varejo, Dilson Ribeiro, o cenário multibandeira foi positivo para a empresa e a estratégia é continuar oferecendo maior mix de bandeiras para o cliente vender mais, além de opções inovadoras de pagamento na plataforma mobile (pelo celular).
Em 2010, o lucro líquido da Cielo foi de R$ 1,831 bilhão, crescimento de 19,1% sobre 2009. No período, a empresa captou R$ 262 bilhões somente em transações com cartões de crédito e débito. O número é 22,3% superior ao volume transacionado em 2009.
Nesse período, a empresa lançou o Cielo Premia, uma forma do lojista fidelizar o cliente do cartão ao oferecer premiação e descontos e o Cielo Fidelidade, programa de acúmulo de pontos que premia lojas com concentração de vendas nas máquinas da credenciadora. Os prêmios podem ser produtos e serviços, como indicadores de negócio e de mercado, e avaliação de desempenho em relação aos concorrentes.
Desde a abertura do mercado, a Cielo negociou com 70% dos clientes de grande porte, o que resultou em uma queda da taxa líquida de desconto, que não divulgou. Ela atende 1,8 milhão de empresas e não informa quantas conseguiram desconto.
Se agora a Cielo caminha em direção a bandeiras regionais e serviços de benefícios, a Getnet, que fez parceria com o Santander no ano passado, já trilha esse caminho. Hoje, acumula 23 bandeiras regionais e aposta na oferta de serviços como recarga de telefone, correspondente bancário, consultas cadastrais e programas de fidelidade. "São serviços que geram circulação de cliente e receitas. O comerciante, por exemplo, recebe comissão por recarga telefônica", diz o presidente da Getnet José Renato Hopf.
Em tecnologia, a empresa investiu US$ 65 milhões nos últimos 12 meses. O montante incluiu soluções para máquinas POS sem fio, mobilidade com garantia de velocidade e de banda larga. Hopf diz que a empresa passou a atender de 12 a 15 mil novos estabelecimentos por mês no último bimestre. Em maio, foram 56 milhões de transações, nas máquinas de débito e crédito e em serviços.
Sem divulgar resultados de faturamento, Hopf diz que a meta da empresa é atingir 10% de fatia de mercado até o final de 2012. Atualmente, só com as transações em MasterCard e Visa, tem 2% de participação, com 135 mil clientes e 215 mil estabelecimentos. Sobre a redução de taxas, Hopf diz que esse não é o único critério de escolha do lojista. "O cliente quer uma máquina POS que funcione bem e que não pare no Natal. Esse é o nosso diferencial, a tecnologia avançada."
2 de jun. de 2011
NOVA BOA VISTA PREVÊ FATURAR R$ 500 MILHÕES NO ANO E AVALIA IPO
portal Valor Online 01/06/2011 - Ana Luísa Westphalen
A nova Boa Vista Serviços, que assumiu a operação da americana Equifax no Brasil, prevê faturamento de R$ 500 milhões neste ano.
Com a fusão, a empresa criada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em conjunto com o fundo de private equity TMG, tem valor estimado entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões e nasce com participação de 45% do mercado de informações de crédito, tendo a Serasa Experian como principal concorrente.
A consolidação das plataformas de informação, que contemplará transações comerciais de consumidores e de empresas em território nacional, deve ocorrer até o fim do ano, segundo o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado Júnior.
O negócio – com valor estimado entre R$ 225 milhões e R$ 300 milhões – foi feito por meio de troca de ações, conduzido pela TMG Capital, que tem a função de acionista gestor da empresa. A ACSP continua como sócia majoritária, com cerca de 60% do capital, enquanto a Equifax ficará com uma fatia equivalente a 15%, além de um assento no conselho de administração.
Mas a empresa americana, mais conhecida no segmento corporativo, tem interesse em ampliar essa participação. “O mercado de informação de crédito no Brasil é estratégico para nós”, afirmou o presidente da Equifax International, Paulino Barros.
De olho na implementação do cadastro positivo, que impulsionará o mercado de birôs (bancos de dados) de crédito no país, a companhia já faz planos de abrir o capital no futuro.
Segundo o presidente da TMG Capital, Luiz Francisco Viana, um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) está no horizonte desde outubro do ano passado, quando o fundo se associou à ACSP para constituir a Boa Vista Serviços, junto com a Associação Comercial do Paraná, Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.
“Num momento do mercado de birôs tão importante, os planos são de manter aberta a porta do IPO”, disse o executivo, embora afirme que isso pode ocorrer “em questão de anos”. O executivo prevê um grande apetite pelo setor de informações creditícias, visto que ainda não há empresas desse segmento listadas na Bolsa.
Dourado vê um potencial de consumo para informações de crédito do Brasil como algo entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões por ano.
Segundo ele, a nova Boa Vista Serviços já está preparada do ponto de vista tecnológico e operacional para operar o cadastro positivo, que ainda depende de sanção presidencial. Mas ele acredita que ainda levará algum tempo para que o novo birô entre efetivamente em operação.
“Precisamos amadurecer enquanto sociedade e é preciso ser feito um trabalho intensivo junto ao consumidor”, observa. Isso porque, diferentemente do cadastro restritivo, o consumidor precisará autorizar a coleta de informações de crédito que irão compor o novo cadastro.
A empresa fruto da fusão com a Equifax continuará a atuar sob a marca Boa Vista Serviços, com sede no prédio da ACSP, no centro da capital paulista.
Com a união, o quadro de funcionários totalizará 900 profissionais, considerando os dez escritórios regionais que a empresa americana já possuía no país. Como parte do acordo, a Equifax também deixa à disposição da nova companhia US$ 100 milhões para investimentos.
A nova Boa Vista Serviços, que assumiu a operação da americana Equifax no Brasil, prevê faturamento de R$ 500 milhões neste ano.
Com a fusão, a empresa criada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em conjunto com o fundo de private equity TMG, tem valor estimado entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões e nasce com participação de 45% do mercado de informações de crédito, tendo a Serasa Experian como principal concorrente.
A consolidação das plataformas de informação, que contemplará transações comerciais de consumidores e de empresas em território nacional, deve ocorrer até o fim do ano, segundo o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado Júnior.
O negócio – com valor estimado entre R$ 225 milhões e R$ 300 milhões – foi feito por meio de troca de ações, conduzido pela TMG Capital, que tem a função de acionista gestor da empresa. A ACSP continua como sócia majoritária, com cerca de 60% do capital, enquanto a Equifax ficará com uma fatia equivalente a 15%, além de um assento no conselho de administração.
Mas a empresa americana, mais conhecida no segmento corporativo, tem interesse em ampliar essa participação. “O mercado de informação de crédito no Brasil é estratégico para nós”, afirmou o presidente da Equifax International, Paulino Barros.
De olho na implementação do cadastro positivo, que impulsionará o mercado de birôs (bancos de dados) de crédito no país, a companhia já faz planos de abrir o capital no futuro.
Segundo o presidente da TMG Capital, Luiz Francisco Viana, um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) está no horizonte desde outubro do ano passado, quando o fundo se associou à ACSP para constituir a Boa Vista Serviços, junto com a Associação Comercial do Paraná, Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.
“Num momento do mercado de birôs tão importante, os planos são de manter aberta a porta do IPO”, disse o executivo, embora afirme que isso pode ocorrer “em questão de anos”. O executivo prevê um grande apetite pelo setor de informações creditícias, visto que ainda não há empresas desse segmento listadas na Bolsa.
Dourado vê um potencial de consumo para informações de crédito do Brasil como algo entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões por ano.
Segundo ele, a nova Boa Vista Serviços já está preparada do ponto de vista tecnológico e operacional para operar o cadastro positivo, que ainda depende de sanção presidencial. Mas ele acredita que ainda levará algum tempo para que o novo birô entre efetivamente em operação.
“Precisamos amadurecer enquanto sociedade e é preciso ser feito um trabalho intensivo junto ao consumidor”, observa. Isso porque, diferentemente do cadastro restritivo, o consumidor precisará autorizar a coleta de informações de crédito que irão compor o novo cadastro.
A empresa fruto da fusão com a Equifax continuará a atuar sob a marca Boa Vista Serviços, com sede no prédio da ACSP, no centro da capital paulista.
Com a união, o quadro de funcionários totalizará 900 profissionais, considerando os dez escritórios regionais que a empresa americana já possuía no país. Como parte do acordo, a Equifax também deixa à disposição da nova companhia US$ 100 milhões para investimentos.
1 de jun. de 2011
30 MILHÕES COMPRAM A PRAZO PELA 1ª VEZ
jornal O Estado de S.Paulo 31/05/2011 - Márcia De Chiara e Cleide Silva
Nos últimos quatro anos, 30 milhões de brasileiros começaram a usar crédito para ir às compras. A informação é de uma pesquisa nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada no total de CPFs (Cadastro de Pessoas Físicas) consultados pela primeira vez nesse período para aprovação de uma venda a prazo. Esse grupo de consumidores respondeu por 30% dos CPFs consultados.
'A média foi de 7,5 milhões de novos crediaristas a cada ano', diz o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. Mas ele pondera que o maior ingresso de novos adeptos do crediário ocorreu em 2007 e 2008, antes da crise financeira. Em 2010, ingressaram cerca de 6 milhões de consumidores no mercado de crédito. Para este ano, ele acredita que esse número seja bem menor, mas nada desprezível: entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas.
A entrada de novos consumidores, fruto da ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que ocorreu no País, combinada com o desemprego em níveis historicamente baixos e prazos ainda longos, deve fazer com que o crédito ao consumidor com recursos livres cresça neste ano 18%, nas projeções de Solimeo. Essa taxa está acima da pretendida pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de 15%. Mas é menor que a registrada em 2010 (28,9%).
'A desaceleração do crédito ao consumo com recursos livres é lenta porque a política de restrição ao consumo do BC tem sido gradativa', ressalta.
Uma boa parte desses novos consumidores comprou o carro zero-quilômetro pela primeira vez. Dados do mercado automotivo mostram que, no ano passado, 435.400 brasileiros adquiriram pela primeira vez um carro zero. Esse volume representou 13,08% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados em 2010.
De acordo com analistas do setor automotivo, 70% dos carros zero-quilômetro são adquiridos por meio de financiamentos. E, apesar da elevação das taxas de juros, os prazos continuam camaradas. Em feirões realizados nos fins de semana, é possível encontrar veículos novos vendidos em 60 meses, sem entrada, a título promocional.
Passaporte. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, existe hoje um fator que dá mais resistência ao crédito ao consumidor, que é a grande oferta de emprego, apesar de todo esforço do governo para esfriar o consumo. 'A carteira de trabalho assinada é o passaporte para comprar a prazo.'
Ele argumenta que o ambiente continua favorável aos financiamentos. Do lado do consumidor, ele não vê risco de desemprego. Da parte dos bancos e financeiras, o cenário é benéfico porque a inadimplência ainda está em níveis bem comportados.
Os dados divulgados ontem pelo BC mostram que o saldo de crédito para o consumidor com recursos livres e referendados em taxas de juros de mercado atingiu R$ 450,2 bilhões em abril, cifra 1,6% maior do que em março. No ano, o aumento foi de 7,9% e em 12 meses, até abril, de 27,6%, apenas 1,3 ponto porcentual menor do que a taxa de crescimento de 12 meses em dezembro do ano passado.
Levando em conta o crescimento até abril, Ribeiro de Oliveira calcula que, para que o crédito ao consumidor chegue em dezembro deste ano com crescimento de 15% ante 2010, será necessário que a taxa de crescimento mensal dos empréstimos caia pela metade. Isto é, de 1,6% de março para abril para algo em torno de 0,8% ao mês entre maio e dezembro. 'Para atingir essa meta, seria necessária uma brusca freada no crédito, com puxada nos juros e novas medidas restritivas ao consumo das famílias', diz Ribeiro de Oliveira.
Nos últimos quatro anos, 30 milhões de brasileiros começaram a usar crédito para ir às compras. A informação é de uma pesquisa nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada no total de CPFs (Cadastro de Pessoas Físicas) consultados pela primeira vez nesse período para aprovação de uma venda a prazo. Esse grupo de consumidores respondeu por 30% dos CPFs consultados.
'A média foi de 7,5 milhões de novos crediaristas a cada ano', diz o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. Mas ele pondera que o maior ingresso de novos adeptos do crediário ocorreu em 2007 e 2008, antes da crise financeira. Em 2010, ingressaram cerca de 6 milhões de consumidores no mercado de crédito. Para este ano, ele acredita que esse número seja bem menor, mas nada desprezível: entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas.
A entrada de novos consumidores, fruto da ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que ocorreu no País, combinada com o desemprego em níveis historicamente baixos e prazos ainda longos, deve fazer com que o crédito ao consumidor com recursos livres cresça neste ano 18%, nas projeções de Solimeo. Essa taxa está acima da pretendida pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de 15%. Mas é menor que a registrada em 2010 (28,9%).
'A desaceleração do crédito ao consumo com recursos livres é lenta porque a política de restrição ao consumo do BC tem sido gradativa', ressalta.
Uma boa parte desses novos consumidores comprou o carro zero-quilômetro pela primeira vez. Dados do mercado automotivo mostram que, no ano passado, 435.400 brasileiros adquiriram pela primeira vez um carro zero. Esse volume representou 13,08% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados em 2010.
De acordo com analistas do setor automotivo, 70% dos carros zero-quilômetro são adquiridos por meio de financiamentos. E, apesar da elevação das taxas de juros, os prazos continuam camaradas. Em feirões realizados nos fins de semana, é possível encontrar veículos novos vendidos em 60 meses, sem entrada, a título promocional.
Passaporte. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, existe hoje um fator que dá mais resistência ao crédito ao consumidor, que é a grande oferta de emprego, apesar de todo esforço do governo para esfriar o consumo. 'A carteira de trabalho assinada é o passaporte para comprar a prazo.'
Ele argumenta que o ambiente continua favorável aos financiamentos. Do lado do consumidor, ele não vê risco de desemprego. Da parte dos bancos e financeiras, o cenário é benéfico porque a inadimplência ainda está em níveis bem comportados.
Os dados divulgados ontem pelo BC mostram que o saldo de crédito para o consumidor com recursos livres e referendados em taxas de juros de mercado atingiu R$ 450,2 bilhões em abril, cifra 1,6% maior do que em março. No ano, o aumento foi de 7,9% e em 12 meses, até abril, de 27,6%, apenas 1,3 ponto porcentual menor do que a taxa de crescimento de 12 meses em dezembro do ano passado.
Levando em conta o crescimento até abril, Ribeiro de Oliveira calcula que, para que o crédito ao consumidor chegue em dezembro deste ano com crescimento de 15% ante 2010, será necessário que a taxa de crescimento mensal dos empréstimos caia pela metade. Isto é, de 1,6% de março para abril para algo em torno de 0,8% ao mês entre maio e dezembro. 'Para atingir essa meta, seria necessária uma brusca freada no crédito, com puxada nos juros e novas medidas restritivas ao consumo das famílias', diz Ribeiro de Oliveira.
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20 de mai. de 2011
VAREJO OTIMISTA COM CADASTRO POSITIVO
jornal Diário do Comércio 20/05/2011 - Paula Cunha
O Cadastro Positivo será um importante instrumento de inclusão para os novos consumidores da classe C, que cumprem em dia seus compromissos financeiros, e contribuirá para aumentar o consumo no curto e no médio prazos em todo o País. Empreendedores do comércio varejista acreditam que a sua adoção permitirá que os juros caiam no longo prazo, à medida em que uma parcela maior da população aderir à iniciativa.
Na avaliação de Arab Chafi Zakka, sócio da rede varejista Preçolândia e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a adoção da medida é muito importante para a economia brasileira. Ele acredita que, no médio prazo, os juros mais baixos serão um diferencial para conquistar e fidelizar os clientes com bom histórico financeiro. "O Brasil precisava muito desta medida e importantes mudanças ocorrerão no comércio", afirmou.
O presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Sussumu Honda, também acredita nos futuros benefícios aos consumidores com bons hábitos de pontualidade no pagamento de suas contas. Ele lembra que a entrada da classe C no mercado de consumo brasileiro é muito recente, e este público – que normalmente se mostra um bom pagador – tem grande preocupação em manter essa imagem positiva. Otimista, Honda afirmou achar que haverá, como consequência da adoção do Cadastro Positivo, a queda dos juros e a redução da inadimplência.
Incentivo ao consumo – De acordo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), Maurício Stainoff, a entrada em vigor do Cadastro Positivo terá impacto positivo sobre toda a economia. Segundo ele, os consumidores com perfil positivo na quitação de suas contas serão beneficiados com condições mais favoráveis de pagamento em suas compras – e isso os estimulará a consumir mais. Ele ressaltou que os empresários do varejo, e principalmente os que oferecem crédito aos seus clientes, terão que se adaptar – e, nesse cenário, os que conseguirem fazê-lo de forma mais rápida poderão conquistar mais vantagens competitivas no mercado.
No caso dos centros de compras, a reação à iniciativa também foi positiva. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, ressaltou que a medida terá que conceder apoio e vantagens aos consumidores que são bons pagadores. Segundo ele, a expectativa de baixar os juros para os compradores com este perfil deverá acontecer em um prazo aproximado de dois anos.
"À medida em que as instituições financeiras que concedem crédito se sentirem mais seguras, haverá a redução dos juros", opinou Rodrigo Gago Barbosa, advogado e professor titular da Faculdade de Direito de São Bernardo. Para ele, em uma etapa posterior elas também oferecerão mais crédito na praça, o que levará a um aumento no consumo da população.
Estudo – A opinião dos entrevistados pelo Diário do Comércio é sustentada pelo estudo divulgado pelo Banco Mundial (Bird) realizado em 129 países. Nessas economias houve desenvolvimento do mercado, que foi beneficiado pelas garantias oferecidas durante os financiamentos e pelo compartilhamento de informações por meio de birôs de crédito.
O Cadastro Positivo será um importante instrumento de inclusão para os novos consumidores da classe C, que cumprem em dia seus compromissos financeiros, e contribuirá para aumentar o consumo no curto e no médio prazos em todo o País. Empreendedores do comércio varejista acreditam que a sua adoção permitirá que os juros caiam no longo prazo, à medida em que uma parcela maior da população aderir à iniciativa.
Na avaliação de Arab Chafi Zakka, sócio da rede varejista Preçolândia e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a adoção da medida é muito importante para a economia brasileira. Ele acredita que, no médio prazo, os juros mais baixos serão um diferencial para conquistar e fidelizar os clientes com bom histórico financeiro. "O Brasil precisava muito desta medida e importantes mudanças ocorrerão no comércio", afirmou.
O presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Sussumu Honda, também acredita nos futuros benefícios aos consumidores com bons hábitos de pontualidade no pagamento de suas contas. Ele lembra que a entrada da classe C no mercado de consumo brasileiro é muito recente, e este público – que normalmente se mostra um bom pagador – tem grande preocupação em manter essa imagem positiva. Otimista, Honda afirmou achar que haverá, como consequência da adoção do Cadastro Positivo, a queda dos juros e a redução da inadimplência.
Incentivo ao consumo – De acordo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), Maurício Stainoff, a entrada em vigor do Cadastro Positivo terá impacto positivo sobre toda a economia. Segundo ele, os consumidores com perfil positivo na quitação de suas contas serão beneficiados com condições mais favoráveis de pagamento em suas compras – e isso os estimulará a consumir mais. Ele ressaltou que os empresários do varejo, e principalmente os que oferecem crédito aos seus clientes, terão que se adaptar – e, nesse cenário, os que conseguirem fazê-lo de forma mais rápida poderão conquistar mais vantagens competitivas no mercado.
No caso dos centros de compras, a reação à iniciativa também foi positiva. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, ressaltou que a medida terá que conceder apoio e vantagens aos consumidores que são bons pagadores. Segundo ele, a expectativa de baixar os juros para os compradores com este perfil deverá acontecer em um prazo aproximado de dois anos.
"À medida em que as instituições financeiras que concedem crédito se sentirem mais seguras, haverá a redução dos juros", opinou Rodrigo Gago Barbosa, advogado e professor titular da Faculdade de Direito de São Bernardo. Para ele, em uma etapa posterior elas também oferecerão mais crédito na praça, o que levará a um aumento no consumo da população.
Estudo – A opinião dos entrevistados pelo Diário do Comércio é sustentada pelo estudo divulgado pelo Banco Mundial (Bird) realizado em 129 países. Nessas economias houve desenvolvimento do mercado, que foi beneficiado pelas garantias oferecidas durante os financiamentos e pelo compartilhamento de informações por meio de birôs de crédito.
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8 de mai. de 2011
ACSP/IPSOS: 48% ACREDITAM QUE A INFLAÇÃO VAI SUBIR
portal Economia & Negócios 06/05/2011 - Anne Warth (Agencia Estado)
Pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Ipsos com mil pessoas em todo o País mostra que 48% dos entrevistados acreditam que a inflação vai subir e 50% pretendem cortar gastos. O levantamento foi feito em nove regiões metropolitanas e 70 cidades do interior, entre os dias 22 e 30 de abril. Antes, portanto, de o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, dizer que o momento é propício para o brasileiro poupar dinheiro e adiar o consumo.
Na divisão por classe social, os entrevistados das classes A e B são os que mais acreditam que a inflação continuará a subir nos próximos meses (54%), seguidos pela classe C (50%) e pelas classes D/E (44%). Entre aqueles que pretendem cortar gastos, os resultados foram semelhantes: 48% das classes A/B, 50% da classe C e 50% das classes D/E.
Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, a pesquisa mostra que a inflação ainda não se tornou uma preocupação generalizada entre a população. "Apenas metade está preocupada com a inflação, o que ainda é pouco, uma vez que a inflação já chegou a ser uma preocupação para 80% ou 90% da população em momentos em que ela esteve mais alta", afirmou.
De acordo com Alfieri, o fato de que 50% dos entrevistados pretendem cortar gastos é positivo. "O mais interessante é que cerca de metade da população está preocupada e, provavelmente, a mesma metade pretende cortar gastos, o que deve ajudar a arrefecer a inflação. O preocupante é quando a população diz estar preocupada, mas ninguém quer cortar gastos."
O economista destacou também ser positivo que a maioria dos preocupados sejam integrantes das classes A e B, e não das classes D/E. "Isso significa que a preocupação parece ser mais fruto da informação, porque as classes A e B são as que sofrem menos com a inflação. As classes D/E não leem jornal, são as mais afetadas e olham a inflação mais pelos preços, e ainda assim são as que menos estão preocupadas", disse. "Nós achávamos que as classes D/E seriam as mais preocupadas na pesquisa, mas o fator instrução prevaleceu mais que o desconforto pela alta da inflação."
Regiões
Entre as regiões do País, a maior parte dos que pretendem cortar gastos estão no Norte e Centro-Oeste, com 62%, seguido por Sudeste (50%), Nordeste (49%) e Sul (45%). A maioria (52%) pretende reduzir o consumo de roupas, calçados e acessórios. Outros 36% vão diminuir as compras de eletrodomésticos, com destaque para a classe C (43%). "O dado é importante, pois é a classe C quem mais consome eletrodomésticos e isso deve arrefecer nos próximos meses", disse Alfieri. Na pesquisa, 31% disseram que vão diminuir os gastos com alimentação, com destaque para as classes D/E (39%).
Pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Ipsos com mil pessoas em todo o País mostra que 48% dos entrevistados acreditam que a inflação vai subir e 50% pretendem cortar gastos. O levantamento foi feito em nove regiões metropolitanas e 70 cidades do interior, entre os dias 22 e 30 de abril. Antes, portanto, de o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, dizer que o momento é propício para o brasileiro poupar dinheiro e adiar o consumo.
Na divisão por classe social, os entrevistados das classes A e B são os que mais acreditam que a inflação continuará a subir nos próximos meses (54%), seguidos pela classe C (50%) e pelas classes D/E (44%). Entre aqueles que pretendem cortar gastos, os resultados foram semelhantes: 48% das classes A/B, 50% da classe C e 50% das classes D/E.
Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, a pesquisa mostra que a inflação ainda não se tornou uma preocupação generalizada entre a população. "Apenas metade está preocupada com a inflação, o que ainda é pouco, uma vez que a inflação já chegou a ser uma preocupação para 80% ou 90% da população em momentos em que ela esteve mais alta", afirmou.
De acordo com Alfieri, o fato de que 50% dos entrevistados pretendem cortar gastos é positivo. "O mais interessante é que cerca de metade da população está preocupada e, provavelmente, a mesma metade pretende cortar gastos, o que deve ajudar a arrefecer a inflação. O preocupante é quando a população diz estar preocupada, mas ninguém quer cortar gastos."
O economista destacou também ser positivo que a maioria dos preocupados sejam integrantes das classes A e B, e não das classes D/E. "Isso significa que a preocupação parece ser mais fruto da informação, porque as classes A e B são as que sofrem menos com a inflação. As classes D/E não leem jornal, são as mais afetadas e olham a inflação mais pelos preços, e ainda assim são as que menos estão preocupadas", disse. "Nós achávamos que as classes D/E seriam as mais preocupadas na pesquisa, mas o fator instrução prevaleceu mais que o desconforto pela alta da inflação."
Regiões
Entre as regiões do País, a maior parte dos que pretendem cortar gastos estão no Norte e Centro-Oeste, com 62%, seguido por Sudeste (50%), Nordeste (49%) e Sul (45%). A maioria (52%) pretende reduzir o consumo de roupas, calçados e acessórios. Outros 36% vão diminuir as compras de eletrodomésticos, com destaque para a classe C (43%). "O dado é importante, pois é a classe C quem mais consome eletrodomésticos e isso deve arrefecer nos próximos meses", disse Alfieri. Na pesquisa, 31% disseram que vão diminuir os gastos com alimentação, com destaque para as classes D/E (39%).
2 de mai. de 2011
ACSP: VENDAS A PRAZO CRESCEM 7,4% EM ABRIL
portal Economia & Negócios 02/05/2011 - Agencia Estado
As vendas a prazo no comércio de São Paulo cresceram em abril, na comparação com o mesmo mês de 2010. Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) subiram 7,4% em relação ao registrado em abril do ano passado. De acordo com a associação, na última semana de abril deste ano houve aceleração das vendas por causa da antecipação da compra de bens duráveis para o Dia das Mães, contrariando a sazonalidade.
Já as vendas à vista, medidas pelo SCPC/Cheque, registraram alta menor no mês passado, de 4,4%, uma desaceleração na mesma base de comparação. Segundo a ACSP, a desaceleração se deve a ausência do frio em abril, que adiou as vendas de roupas de inverno.
No caso da inadimplência, os registros recebidos tiveram alta de 5,2% em abril na comparação com o mesmo período de 2010, enquanto os cancelamentos de dívidas ou renegociações de crédito tiveram leve alta de 0,6%. Na avaliação da ACSP, "a inadimplência continua subindo no ano, dentro do comportamento sazonal, mas sem sinalizar descontrole".
As vendas a prazo no comércio de São Paulo cresceram em abril, na comparação com o mesmo mês de 2010. Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) subiram 7,4% em relação ao registrado em abril do ano passado. De acordo com a associação, na última semana de abril deste ano houve aceleração das vendas por causa da antecipação da compra de bens duráveis para o Dia das Mães, contrariando a sazonalidade.
Já as vendas à vista, medidas pelo SCPC/Cheque, registraram alta menor no mês passado, de 4,4%, uma desaceleração na mesma base de comparação. Segundo a ACSP, a desaceleração se deve a ausência do frio em abril, que adiou as vendas de roupas de inverno.
No caso da inadimplência, os registros recebidos tiveram alta de 5,2% em abril na comparação com o mesmo período de 2010, enquanto os cancelamentos de dívidas ou renegociações de crédito tiveram leve alta de 0,6%. Na avaliação da ACSP, "a inadimplência continua subindo no ano, dentro do comportamento sazonal, mas sem sinalizar descontrole".
27 de abr. de 2011
ACSP INVESTE EM PORTAL COM NOVOS SERVIÇOS ELETRÔNICOS
portal TI Inside Gestão Fiscal 26/04/2011
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lançou nesta terça-feira, 26, seu novo portal institucional, que, por sua vez, estará integrado a um hotsite com diversos serviços eletrônicos, cujos objetivo é atender às necessidades do empresariado como por exemplo, assinar eletronicamente contratos por meio da certificação digital e atender ao cumprimento das exigências legais do poder público quanto à emissão de notas fiscais eletrônicas.
De acordo com o superintendente geral da ACSP, Márcio Aranha, o objetivo é fazer uma integração virtual de todos os serviços disponibilizados pela instituição.
“Vamos atender a todas as necessidades do empresariado nacional, seja ele de qualquer porte ou segmento. Essa ação está alinhada com nosso novo plano estratégico de negócios que inclui o reposicionamento da ACSP no cenário virtual de negócios”, explica Aranha, que lembra: “Foi realizada uma avaliação que mostrou: - operar pela internet traz redução de custos em serviços para empresas”.
O novo portal institucional disponibilizará informações da entidade, como sua defesa em relação aos princípios da livre iniciativa e, principalmente, dos interesses dos micro, pequenos e médios empreendedores. O Shopping Virtual de produtos eletrônicos estará centrado na parte de negócios, ou seja, será uma nova prateleira de produtos como Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Certificação Digital e outros, com custo atraente para os empresários. “Vamos fazer a integração de todas as plataformas digitais. Nosso sistema proporciona uma emissão em tempo recorde do certificado digital: no espaço de tempo entre 15 e 20 minutos, ele já fica pronto”, explica Aranha, acrescentando que “a ACSP dispõe ainda de diferenciais estratégicos como Pontos de Atendimento (PAs) nas Distritais e atendimento em domicilio (Validação Externa), possibilitando maior comodidade aos interessados. Nosso preço também é vantajoso”.
Aranha ainda ressalta que, além dos serviços acima, o portal eletrônico da ACSP oferecerá gratuitamente o ACSP Finanças, software de gerenciamento financeiro para pessoas físicas. “A entidade acredita que o exercício da administração financeira pessoal, feita por meio de um sistema eletrônico, poderá ser um canal didático e de fácil acesso, para desenvolver no empreendedor que está começando – no qual muitas vezes o orçamento pessoal se confunde com o empresarial -- o hábito de usar ferramentas eletrônicas para gestão financeira”, declara.
Outro grande diferencial da atuação ACSP em plataformas web é a reformulação do Webfórum de e-commerce para micro e pequenas empresas, criado em 2009 e vencedor da categoria B2B do Prêmio Converge de Inovação Digital em 2010. A mudança tem o objetivo de transformar o canal na comunidade virtual da micro e pequena empresa. Se anteriormente a abordagem era restrita ao e-commerce, agora o canal passa a apresentar os principais assuntos do universo MPE em geral.
Uma das principais características desse novo espaço é a reunião e segmentação por guias dos conteúdos amplamente discutidos entre as MPEs. Durante os cursos de atualização profissional promovidos pela ACSP, a instituição identificou assuntos que geram grande interesse nesse público. Por meio do webfórum, esses assuntos são disponibilizados em guias específicas, elaboradas a fim de tornar o acesso e a leitura mais atrativos, fáceis e agradáveis. “Fizemos um investimento interno e estratégico para colocar a entidade em um novo patamar em ambiente de negócios virtuais. A meta é nos consolidarmos como uma referência neste segmento. A integração de todas essas plataformas resulta em ganho de acessibilidade ao nosso público”, finaliza Aranha.
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lançou nesta terça-feira, 26, seu novo portal institucional, que, por sua vez, estará integrado a um hotsite com diversos serviços eletrônicos, cujos objetivo é atender às necessidades do empresariado como por exemplo, assinar eletronicamente contratos por meio da certificação digital e atender ao cumprimento das exigências legais do poder público quanto à emissão de notas fiscais eletrônicas.
De acordo com o superintendente geral da ACSP, Márcio Aranha, o objetivo é fazer uma integração virtual de todos os serviços disponibilizados pela instituição.
“Vamos atender a todas as necessidades do empresariado nacional, seja ele de qualquer porte ou segmento. Essa ação está alinhada com nosso novo plano estratégico de negócios que inclui o reposicionamento da ACSP no cenário virtual de negócios”, explica Aranha, que lembra: “Foi realizada uma avaliação que mostrou: - operar pela internet traz redução de custos em serviços para empresas”.
O novo portal institucional disponibilizará informações da entidade, como sua defesa em relação aos princípios da livre iniciativa e, principalmente, dos interesses dos micro, pequenos e médios empreendedores. O Shopping Virtual de produtos eletrônicos estará centrado na parte de negócios, ou seja, será uma nova prateleira de produtos como Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Certificação Digital e outros, com custo atraente para os empresários. “Vamos fazer a integração de todas as plataformas digitais. Nosso sistema proporciona uma emissão em tempo recorde do certificado digital: no espaço de tempo entre 15 e 20 minutos, ele já fica pronto”, explica Aranha, acrescentando que “a ACSP dispõe ainda de diferenciais estratégicos como Pontos de Atendimento (PAs) nas Distritais e atendimento em domicilio (Validação Externa), possibilitando maior comodidade aos interessados. Nosso preço também é vantajoso”.
Aranha ainda ressalta que, além dos serviços acima, o portal eletrônico da ACSP oferecerá gratuitamente o ACSP Finanças, software de gerenciamento financeiro para pessoas físicas. “A entidade acredita que o exercício da administração financeira pessoal, feita por meio de um sistema eletrônico, poderá ser um canal didático e de fácil acesso, para desenvolver no empreendedor que está começando – no qual muitas vezes o orçamento pessoal se confunde com o empresarial -- o hábito de usar ferramentas eletrônicas para gestão financeira”, declara.
Outro grande diferencial da atuação ACSP em plataformas web é a reformulação do Webfórum de e-commerce para micro e pequenas empresas, criado em 2009 e vencedor da categoria B2B do Prêmio Converge de Inovação Digital em 2010. A mudança tem o objetivo de transformar o canal na comunidade virtual da micro e pequena empresa. Se anteriormente a abordagem era restrita ao e-commerce, agora o canal passa a apresentar os principais assuntos do universo MPE em geral.
Uma das principais características desse novo espaço é a reunião e segmentação por guias dos conteúdos amplamente discutidos entre as MPEs. Durante os cursos de atualização profissional promovidos pela ACSP, a instituição identificou assuntos que geram grande interesse nesse público. Por meio do webfórum, esses assuntos são disponibilizados em guias específicas, elaboradas a fim de tornar o acesso e a leitura mais atrativos, fáceis e agradáveis. “Fizemos um investimento interno e estratégico para colocar a entidade em um novo patamar em ambiente de negócios virtuais. A meta é nos consolidarmos como uma referência neste segmento. A integração de todas essas plataformas resulta em ganho de acessibilidade ao nosso público”, finaliza Aranha.
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26 de abr. de 2011
CARTILHA PARA O ORÇAMENTO NÃO ESTOURAR DOCUMENTO CRIADO PELA BVS ABORDA O CONSUMO RESPONSÁVEL
jornal Diário do Comércio 26/4/2011 - Paula Cunha
Com o crescimento da discussão em torno do destino da Medida Provisória 518, que regulamenta o Cadastro Positivo, ainda em fase de votação no Congresso, a Boa Vista Serviços (BVS), empresa ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reformulou tanto a versão impressa quanto a virtual de sua Cartilha de Orçamento Doméstico. O documento está no endereço http://www.dcomercio.com.br/especiais/downloads/cartilha_do_orcamento_domestico.pdf.
Batizada de "Cartilha do Orçamento Doméstico – Seja um Consumidor Positivo", ela inclui um link em que o interessado pode aceitar o Cadastro, além de oferecer orientações sobre como controlar e planejar os gastos familiares para evitar a inadimplência. Os impressos serão distribuídos a partir do início de maio nos postos de atendimento da Boa Vista/SCPC localizados nos bairros da Penha, Santo Amaro e São Miguel Paulista na Capital paulista.
Para Fernando Cosenza, superintendente de Inovação e Sustentabilidade da BVS, o processo de educação financeira da população é fundamental no momento em que as classes C e D conquistaram maior acesso ao crédito. "O crédito é fundamental para as economias desenvolvidas porque realiza sonhos, mas tem que ser utilizado com parcimônia, pois o descontrole existe não apenas naqueles segmentos da população mas também nas classes mais abastadas", diz.
Mais conteúdo – De acordo com Cosenza, o objetivo é, a partir do lançamento da cartilha, ampliar as ações educacionais com a criação de novos links com conteúdos diferenciados no site.
Ele explica que tem participado de muitos eventos voltados à análise do crescimento do crédito e lembra a constatação de que 60% dos inadimplentes chegaram a essa situação por força de situações críticas, como a perda do emprego, próprio ou de parentes próximos, e doenças na família. O superintendente afirma que esse fato reforça a estratégia da BVS de estimular as ações de orientação e defender o Cadastro Positivo. A ferramenta fornece todo o histórico dos consumidores, o que permite avaliar se ele passou por fases de inadimplência forçadas pelas circunstâncias ou se tem comportamento irresponsável no uso do crédito.
Despesas – A cartilha ressalta práticas simples do dia a dia, como a organização do orçamento em listas de despesas fixas e variáveis, pois elas possibilitam a visualização da realidade de cada família. Além disso, um conjunto de dicas para lidar com as faturas de cartão de crédito também são importantes para se estabelecer com clareza o limite que cada um pode comprometer na renda total.
Outros conteúdos também fazem parte do material. Um deles ensina como um consumidor inadimplente pode limpar seu nome. Uma orientação passo a passo mostra como resgatar títulos protestados em cartório e sair do cadastro de emitentes de cheques sem fundos. Há, ainda, dicas para recuperar cheques ou documentos roubados, extraviados ou furtados e uma lista completa de endereços de cartórios de protestos.
Com o crescimento da discussão em torno do destino da Medida Provisória 518, que regulamenta o Cadastro Positivo, ainda em fase de votação no Congresso, a Boa Vista Serviços (BVS), empresa ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reformulou tanto a versão impressa quanto a virtual de sua Cartilha de Orçamento Doméstico. O documento está no endereço http://www.dcomercio.com.br/especiais/downloads/cartilha_do_orcamento_domestico.pdf.
Batizada de "Cartilha do Orçamento Doméstico – Seja um Consumidor Positivo", ela inclui um link em que o interessado pode aceitar o Cadastro, além de oferecer orientações sobre como controlar e planejar os gastos familiares para evitar a inadimplência. Os impressos serão distribuídos a partir do início de maio nos postos de atendimento da Boa Vista/SCPC localizados nos bairros da Penha, Santo Amaro e São Miguel Paulista na Capital paulista.
Para Fernando Cosenza, superintendente de Inovação e Sustentabilidade da BVS, o processo de educação financeira da população é fundamental no momento em que as classes C e D conquistaram maior acesso ao crédito. "O crédito é fundamental para as economias desenvolvidas porque realiza sonhos, mas tem que ser utilizado com parcimônia, pois o descontrole existe não apenas naqueles segmentos da população mas também nas classes mais abastadas", diz.
Mais conteúdo – De acordo com Cosenza, o objetivo é, a partir do lançamento da cartilha, ampliar as ações educacionais com a criação de novos links com conteúdos diferenciados no site.
Ele explica que tem participado de muitos eventos voltados à análise do crescimento do crédito e lembra a constatação de que 60% dos inadimplentes chegaram a essa situação por força de situações críticas, como a perda do emprego, próprio ou de parentes próximos, e doenças na família. O superintendente afirma que esse fato reforça a estratégia da BVS de estimular as ações de orientação e defender o Cadastro Positivo. A ferramenta fornece todo o histórico dos consumidores, o que permite avaliar se ele passou por fases de inadimplência forçadas pelas circunstâncias ou se tem comportamento irresponsável no uso do crédito.
Despesas – A cartilha ressalta práticas simples do dia a dia, como a organização do orçamento em listas de despesas fixas e variáveis, pois elas possibilitam a visualização da realidade de cada família. Além disso, um conjunto de dicas para lidar com as faturas de cartão de crédito também são importantes para se estabelecer com clareza o limite que cada um pode comprometer na renda total.
Outros conteúdos também fazem parte do material. Um deles ensina como um consumidor inadimplente pode limpar seu nome. Uma orientação passo a passo mostra como resgatar títulos protestados em cartório e sair do cadastro de emitentes de cheques sem fundos. Há, ainda, dicas para recuperar cheques ou documentos roubados, extraviados ou furtados e uma lista completa de endereços de cartórios de protestos.
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19 de abr. de 2011
VENDAS A PRAZO EM SÃO PAULO SOBEM 6,4% NA 1º QUINZENA DE ABRIL
portal Economia & Negócios 18/04/2011 - Agência Estado
As vendas a prazo na capital paulista aumentaram 6,4% na primeira quinzena de abril em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já as negociações à vista (SCPC/Cheque) registraram elevação de 6,8% no mesmo período.
De acordo com a associação, ao todo foram 960.629 consultas para o SCPC na primeira quinzena de abril deste ano, em comparação as 902.499 no mesmo período de 2010. Para o SCPC/Cheque, foram 1.112.099 consultas na primeira quinzena de abril de 2011 ante 1.040.971 verificados no mesmo período do ano passado.
Segundo a Associação, os registros de inadimplência recebidos pela entidade cresceram 9% na primeira quinzena de março deste ano, em relação a igual período de 2010. Os cancelamentos e as renegociações de crédito tiveram aumento de 3,3% na mesma base de comparação o que, conforme a associação, "mostra elevação sazonal da inadimplência, que refletem as vendas do final do ano de 2010".
As vendas a prazo na capital paulista aumentaram 6,4% na primeira quinzena de abril em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já as negociações à vista (SCPC/Cheque) registraram elevação de 6,8% no mesmo período.
De acordo com a associação, ao todo foram 960.629 consultas para o SCPC na primeira quinzena de abril deste ano, em comparação as 902.499 no mesmo período de 2010. Para o SCPC/Cheque, foram 1.112.099 consultas na primeira quinzena de abril de 2011 ante 1.040.971 verificados no mesmo período do ano passado.
Segundo a Associação, os registros de inadimplência recebidos pela entidade cresceram 9% na primeira quinzena de março deste ano, em relação a igual período de 2010. Os cancelamentos e as renegociações de crédito tiveram aumento de 3,3% na mesma base de comparação o que, conforme a associação, "mostra elevação sazonal da inadimplência, que refletem as vendas do final do ano de 2010".
8 de abr. de 2011
CARROS SÃO O PRIMEIRO ITEM EM QUE OS CONSUMIDORES PENSAM AO COMPRAR A PRAZO
portal InfoMoney 08/04/2011 - Jéssica Consulim Roccella
Carros. Esse é o primeiro item que os homens pensam quando se trata de comprar um bem durável a prazo. De acordo com levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 44% deles deram essa resposta. As mulheres também pensam primeiro em um automóvel, mas em menor proporção: apenas 21% delas deram essa resposta.
Em relação ao segundo bem durável, há um desacordo. Entre os homens, 13% pensam em comprar materiais de construção a prazo. Para as mulheres, móveis ocupam o segundo lugar na intenção de comprar bens duráveis a prazo, com 19% das respostas.
O terceiro item em que os homens pensam são os móveis e imóveis, ambos com 6% das respostas. Já entre as mulheres, 14% pensam em imóveis. Em quarto lugar, vem a compra de roupas e calçados, com 7% das respostas delas.
Já o quinto item em que um homem pensa quando se trata de comprar um bem durável a prazo são as roupas e calçados, com 1% das respostas, enquanto 4% das mulheres pensam em materiais de construção.
Inadimplência
A pesquisa da ACSP também abordou a causa da inadimplência dos consumidores. O levantamento apontou que a perda do emprego do titular ou de familiares entre as mulheres representa 59% das ocorrências de inadimplência, enquanto para os homens corresponde a 60%.
O descontrole dos gastos também é uma das causas da inadimplência, chegando a 14% entre as mulheres e 13% entre os homens.
Considerando a faixa etária, entre aqueles com renda de dez salários mínimos ou mais, o desemprego é praticamente a única causa da inadimplência, sendo que as demais causas, como descontrole dos gastos, queda da renda, entre outros, não têm tanto impacto
A pesquisa foi feita com 896 consumidores.
Carros. Esse é o primeiro item que os homens pensam quando se trata de comprar um bem durável a prazo. De acordo com levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 44% deles deram essa resposta. As mulheres também pensam primeiro em um automóvel, mas em menor proporção: apenas 21% delas deram essa resposta.
Em relação ao segundo bem durável, há um desacordo. Entre os homens, 13% pensam em comprar materiais de construção a prazo. Para as mulheres, móveis ocupam o segundo lugar na intenção de comprar bens duráveis a prazo, com 19% das respostas.
O terceiro item em que os homens pensam são os móveis e imóveis, ambos com 6% das respostas. Já entre as mulheres, 14% pensam em imóveis. Em quarto lugar, vem a compra de roupas e calçados, com 7% das respostas delas.
Já o quinto item em que um homem pensa quando se trata de comprar um bem durável a prazo são as roupas e calçados, com 1% das respostas, enquanto 4% das mulheres pensam em materiais de construção.
Inadimplência
A pesquisa da ACSP também abordou a causa da inadimplência dos consumidores. O levantamento apontou que a perda do emprego do titular ou de familiares entre as mulheres representa 59% das ocorrências de inadimplência, enquanto para os homens corresponde a 60%.
O descontrole dos gastos também é uma das causas da inadimplência, chegando a 14% entre as mulheres e 13% entre os homens.
Considerando a faixa etária, entre aqueles com renda de dez salários mínimos ou mais, o desemprego é praticamente a única causa da inadimplência, sendo que as demais causas, como descontrole dos gastos, queda da renda, entre outros, não têm tanto impacto
A pesquisa foi feita com 896 consumidores.
4 de abr. de 2011
PAULISTANO PREFERE COMPRA À VISTA
jornal Diário do Comércio 04/04/2011 - Fátima Lourenço
A movimentação do comércio paulistano no primeiro trimestre de 2011 revela um consumidor mais cauteloso nas aquisições por meio do crediário do que nas transações à vista. É o que mostram os indicadores divulgados pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base nas informações fornecidas pela Boa Vista Serviços (BVS), empresa responsável pela administração do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Ao longo do primeiro trimestre deste ano, o SCPC, indicador das vendas à prazo, recebeu 5.622.624 consultas do comércio, equivalentes ao crescimento de 7,3% ante igual período de 2010, com o mesmo número de dias úteis. Em igual base de comparação, o SCPC Cheque, parâmetro para dimensionar as compras à vista, registrou um salto de 8,1% na movimentação, com 6.442.139 consultas acumuladas.
O economista Emilio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, analisa que o uso do crediário durante os primeiros três meses de 2011 foi afetado pelas medidas de contenção de consumo adotadas pelo governo.
No ano de 2010, o aumento médio das vendas a prazo foi de 10,4%, compara Alfieri. Ele recorda que o acumulado da movimentação do comércio no primeiro trimestre daquele ano resultava em crescimento de 6,6% para as compras a prazo, ante o desempenho de igual período de 2009. Em meados de 2010, o percentual já batia na casa de 9%, explica Alfieri. "A economia estava em recessão em 2009 e o ano seguinte começou em ritmo mais lento. Era o começo da recuperação da crise econômica mundial", justifica.
Já as transações à vista do primeiro trimestre de 2011, apontadas pelas consultas ao SCPC Cheque (8,1%) se mantiveram no mesmo patamar médio do ano passado. De acordo com o economista da ACSP, a perspectiva para os próximos meses é que o movimento de vendas do comércio paulistano apresente desaceleração gradativa nas duas modalidades de compra "se a massa salarial continuar crescendo em ritmo mais moderado". A ACSP projeta para o ano, na média entre os sistemas SCPC e SCPC Cheque, movimento de vendas entre 6% e 7% maior que o contabilizado em 2010.
Os indicadores da associação ainda mostram um retrato da inadimplência no primeiro trimestre de 2011, com crescimento de 9% nos registros recebidos. "A recuperação não acompanhou esse ritmo, indicando que a inadimplência voltou a subir no início deste ano", comenta Alfieri, referindo-se à alta de 4,2% nos registros cancelados. Isoladamente, o mês de março de 2011 apresentou aumento de 7,5% nos carnês atrasados e de 2,6% nas dívidas solucionadas.
No mês – De acordo com os indicadores da ACSP, as vendas à vista do mês de março cresceram 3,2%, na comparação com igual período de 2010. Na mesma base de comparação, as transações a prazo recuaram 3,5%. "Elas continuaram prejudicadas pelo Carnaval, que aconteceu no início do último mês", explica Alfieri.
Na comparação da movimentação de compras do mês passado com o período imediatamente anterior, as vendas à vista cresceram 1,3%, enquanto o crediário saltou 17,3%. "Parece um número alto, mas está abaixo do padrão usual para o período, de 20,5% nos últimos três anos", justifica Emílio Alfieri.
PACOTE TURÍSTICO VIRA NOVO FOCO DO MAGAZINE LUIZA NO VAREJO
jornal DCI 04/04/2011 – Gleyma Lima
Com um tíquete médio de R$ 484 e um crescimento de até 30% mantido há 10 anos, a rede varejista Magazine Luiza sai de Franca, no interior de São Paulo, onde foi criada, para agora levar seus clientes da classe emergente a viajarem pela primeira vez de avião, por meio do Luiza Viagens, o novo braço do grupo, inaugurado recentemente em parceria com a empresa Azul Linhas Aéreas. A rede segue os passos da Casas Bahia, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que há pouco tempo fechou semelhante acordo de vendas com líder aérea TAM, e agora instalam quiosques em periferias de São Paulo para vender passagens ao público C e D.
Segundo a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, o intuito da rede é abocanhar parte dos 11 milhões de brasileiros previstos para começar a viajar de avião no País, segundo pesquisa realizada pelo Data Popular. "Hoje o nosso pacote é diferenciado, pois ele foi montado para a classe que não sabe nem o que é check in ou check out. No nosso avião é falado a mesma língua do povo", explicou a presidente, em evento realizado no WTC, na capital paulista. Apesar dessa movimentação de olho no aumento do turismo brasileiro, há quem tenha tirado o time de campo, e deixado de atuar na área de viagens. A rede supermercadista Carrefour vendeu suas lojas próprias de pacotes do setor para a CVC , líder nesse mercado. Por outro lado, o Carrefour anunciou sua entrada no ramo imobiliário, pois o objetivo é o de aproveitar a base de 114 hipermercados da rede no País para que em parceria com construtoras, além de erguer edifícios comerciais ou shopping centers no mesmo espaço.
Ainda que a movimentação pela venda de pacotes e passagens aéreas esteja forte no varejo, os planos do Magazine Luiza são mais amplos, com o objetivo de atuar em diversas vertentes, a empresa não descarta entrar ao mesmo tempo no Rio de Janeiro e Espírito Santo, com aquisições. "Não podemos chegar no Rio com duas, três lojas. Tem de chegar com uma força", disse Luiza, ao lembrar que quando veio para São Paulo apostou na abertura de 50 lojas ao mesmo. Ela afirmou que hoje, o segundo mercado mais importante da rede é a região sul.
Fidelização
Para manter os seus clientes fiéis, a rede investe no tradicional "Dia de Ouro", evento realizado deste 2005 e voltado aos consumidores mais fiéis, os Clientes Ouro. São ofertas diferenciadas, com condições de pagamento exclusivas. 401 lojas participam, sendo sete delas pela primeira vez este ano. Além das facilidades de pagamento proporcionadas pelo Cartão Luiza Ouro, somente nesses dias os usuários dessa modalidade de crédito contam ainda com o parcelamento de qualquer produto da loja, em até 10 vezes, sem juros no Cartão Luiza.
No âmbito dos negócios em si, as medidas anunciadas pelo governo no final do ano passado, que visam conter o ritmo do consumo e a concessão de crédito, não devem comprometer a expectativa de compras das classes C e D no Brasil ao longo de 2011, segundo Luiza Helena. "Notamos que o nível de endividamento não vem aumentando, e o consumo continua em um ritmo estável, o que contribui para um cenário positivo para o varejo neste ano", afirmou ela.
A avaliação de Luiza é que as ações do governo devem comprometer, em um primeiro momento, gastos com bens de maior valor, como imóveis e veículos, refletindo de forma pouco expressiva na compra de eletrodomésticos e eletrônicos. Ela ainda afirma que a questão de preço não é o principal desafio das empresas e que o atendimento com qualidade e velocidade são os grandes desafios das empresas varejistas do Brasil. "As únicas duas coisas que vão diferenciar uma empresa da outra são inovação e atendimento. Preço passou a ser commodity", afirmou. Segundo Luiza atualmente o cliente quer mais que um preço ele precisa de segurança.
Balanço
No ano passado, a companhia teve um lucro de R$ 68,8 milhões, ante um prejuízo de R$ 92,7 milhões em 2009 e perdas de R$ 76,6 milhões em 2008. A receita líquida totalizou R$ 4,808 bilhões em 2010, em um crescimento de 43% sobre o resultado de 2009. O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês (Ebtida) foi R$ 319 milhões no ano passado, ante R$ 64,6 milhões no exercício anterior.
A rede de lojas atingiu 604 unidades em dezembro de 2010, ante 455 em 2009. Em fevereiro deste ano a empresa apresentou um pedido de lançar ações na Bovespa, e ainda os recursos levantados com a oferta de ações (IPO) devem ser dirigidos para abertura de lojas, aquisições, investimentos em reformas de lojas e reforço do capital de giro. Lojas Americanas, Submarino, Lojas Renner e Marisa são outras empresas do setor varejista que já possuem ações negociadas na Bolsa.
A movimentação do comércio paulistano no primeiro trimestre de 2011 revela um consumidor mais cauteloso nas aquisições por meio do crediário do que nas transações à vista. É o que mostram os indicadores divulgados pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base nas informações fornecidas pela Boa Vista Serviços (BVS), empresa responsável pela administração do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Ao longo do primeiro trimestre deste ano, o SCPC, indicador das vendas à prazo, recebeu 5.622.624 consultas do comércio, equivalentes ao crescimento de 7,3% ante igual período de 2010, com o mesmo número de dias úteis. Em igual base de comparação, o SCPC Cheque, parâmetro para dimensionar as compras à vista, registrou um salto de 8,1% na movimentação, com 6.442.139 consultas acumuladas.
O economista Emilio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, analisa que o uso do crediário durante os primeiros três meses de 2011 foi afetado pelas medidas de contenção de consumo adotadas pelo governo.
No ano de 2010, o aumento médio das vendas a prazo foi de 10,4%, compara Alfieri. Ele recorda que o acumulado da movimentação do comércio no primeiro trimestre daquele ano resultava em crescimento de 6,6% para as compras a prazo, ante o desempenho de igual período de 2009. Em meados de 2010, o percentual já batia na casa de 9%, explica Alfieri. "A economia estava em recessão em 2009 e o ano seguinte começou em ritmo mais lento. Era o começo da recuperação da crise econômica mundial", justifica.
Já as transações à vista do primeiro trimestre de 2011, apontadas pelas consultas ao SCPC Cheque (8,1%) se mantiveram no mesmo patamar médio do ano passado. De acordo com o economista da ACSP, a perspectiva para os próximos meses é que o movimento de vendas do comércio paulistano apresente desaceleração gradativa nas duas modalidades de compra "se a massa salarial continuar crescendo em ritmo mais moderado". A ACSP projeta para o ano, na média entre os sistemas SCPC e SCPC Cheque, movimento de vendas entre 6% e 7% maior que o contabilizado em 2010.
Os indicadores da associação ainda mostram um retrato da inadimplência no primeiro trimestre de 2011, com crescimento de 9% nos registros recebidos. "A recuperação não acompanhou esse ritmo, indicando que a inadimplência voltou a subir no início deste ano", comenta Alfieri, referindo-se à alta de 4,2% nos registros cancelados. Isoladamente, o mês de março de 2011 apresentou aumento de 7,5% nos carnês atrasados e de 2,6% nas dívidas solucionadas.
No mês – De acordo com os indicadores da ACSP, as vendas à vista do mês de março cresceram 3,2%, na comparação com igual período de 2010. Na mesma base de comparação, as transações a prazo recuaram 3,5%. "Elas continuaram prejudicadas pelo Carnaval, que aconteceu no início do último mês", explica Alfieri.
Na comparação da movimentação de compras do mês passado com o período imediatamente anterior, as vendas à vista cresceram 1,3%, enquanto o crediário saltou 17,3%. "Parece um número alto, mas está abaixo do padrão usual para o período, de 20,5% nos últimos três anos", justifica Emílio Alfieri.
PACOTE TURÍSTICO VIRA NOVO FOCO DO MAGAZINE LUIZA NO VAREJO
jornal DCI 04/04/2011 – Gleyma Lima
Com um tíquete médio de R$ 484 e um crescimento de até 30% mantido há 10 anos, a rede varejista Magazine Luiza sai de Franca, no interior de São Paulo, onde foi criada, para agora levar seus clientes da classe emergente a viajarem pela primeira vez de avião, por meio do Luiza Viagens, o novo braço do grupo, inaugurado recentemente em parceria com a empresa Azul Linhas Aéreas. A rede segue os passos da Casas Bahia, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que há pouco tempo fechou semelhante acordo de vendas com líder aérea TAM, e agora instalam quiosques em periferias de São Paulo para vender passagens ao público C e D.
Segundo a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, o intuito da rede é abocanhar parte dos 11 milhões de brasileiros previstos para começar a viajar de avião no País, segundo pesquisa realizada pelo Data Popular. "Hoje o nosso pacote é diferenciado, pois ele foi montado para a classe que não sabe nem o que é check in ou check out. No nosso avião é falado a mesma língua do povo", explicou a presidente, em evento realizado no WTC, na capital paulista. Apesar dessa movimentação de olho no aumento do turismo brasileiro, há quem tenha tirado o time de campo, e deixado de atuar na área de viagens. A rede supermercadista Carrefour vendeu suas lojas próprias de pacotes do setor para a CVC , líder nesse mercado. Por outro lado, o Carrefour anunciou sua entrada no ramo imobiliário, pois o objetivo é o de aproveitar a base de 114 hipermercados da rede no País para que em parceria com construtoras, além de erguer edifícios comerciais ou shopping centers no mesmo espaço.
Ainda que a movimentação pela venda de pacotes e passagens aéreas esteja forte no varejo, os planos do Magazine Luiza são mais amplos, com o objetivo de atuar em diversas vertentes, a empresa não descarta entrar ao mesmo tempo no Rio de Janeiro e Espírito Santo, com aquisições. "Não podemos chegar no Rio com duas, três lojas. Tem de chegar com uma força", disse Luiza, ao lembrar que quando veio para São Paulo apostou na abertura de 50 lojas ao mesmo. Ela afirmou que hoje, o segundo mercado mais importante da rede é a região sul.
Fidelização
Para manter os seus clientes fiéis, a rede investe no tradicional "Dia de Ouro", evento realizado deste 2005 e voltado aos consumidores mais fiéis, os Clientes Ouro. São ofertas diferenciadas, com condições de pagamento exclusivas. 401 lojas participam, sendo sete delas pela primeira vez este ano. Além das facilidades de pagamento proporcionadas pelo Cartão Luiza Ouro, somente nesses dias os usuários dessa modalidade de crédito contam ainda com o parcelamento de qualquer produto da loja, em até 10 vezes, sem juros no Cartão Luiza.
No âmbito dos negócios em si, as medidas anunciadas pelo governo no final do ano passado, que visam conter o ritmo do consumo e a concessão de crédito, não devem comprometer a expectativa de compras das classes C e D no Brasil ao longo de 2011, segundo Luiza Helena. "Notamos que o nível de endividamento não vem aumentando, e o consumo continua em um ritmo estável, o que contribui para um cenário positivo para o varejo neste ano", afirmou ela.
A avaliação de Luiza é que as ações do governo devem comprometer, em um primeiro momento, gastos com bens de maior valor, como imóveis e veículos, refletindo de forma pouco expressiva na compra de eletrodomésticos e eletrônicos. Ela ainda afirma que a questão de preço não é o principal desafio das empresas e que o atendimento com qualidade e velocidade são os grandes desafios das empresas varejistas do Brasil. "As únicas duas coisas que vão diferenciar uma empresa da outra são inovação e atendimento. Preço passou a ser commodity", afirmou. Segundo Luiza atualmente o cliente quer mais que um preço ele precisa de segurança.
Balanço
No ano passado, a companhia teve um lucro de R$ 68,8 milhões, ante um prejuízo de R$ 92,7 milhões em 2009 e perdas de R$ 76,6 milhões em 2008. A receita líquida totalizou R$ 4,808 bilhões em 2010, em um crescimento de 43% sobre o resultado de 2009. O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês (Ebtida) foi R$ 319 milhões no ano passado, ante R$ 64,6 milhões no exercício anterior.
A rede de lojas atingiu 604 unidades em dezembro de 2010, ante 455 em 2009. Em fevereiro deste ano a empresa apresentou um pedido de lançar ações na Bovespa, e ainda os recursos levantados com a oferta de ações (IPO) devem ser dirigidos para abertura de lojas, aquisições, investimentos em reformas de lojas e reforço do capital de giro. Lojas Americanas, Submarino, Lojas Renner e Marisa são outras empresas do setor varejista que já possuem ações negociadas na Bolsa.
1 de abr. de 2011
INADIMPLÊNCIA MAIS ALTA NAS CLASSES C E D
jornal Diário do Comércio 01/04/2011 - Vanessa Rosal
Os consumidores da nova classe média brasileira, beneficiados pelo aumento dos postos de trabalho e do salário mínimo no País, começam a ter um certo descontrole financeiro. É o que revela a pesquisa "Perfil do Inadimplente", realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir de entrevistas com os consumidores que procuraram o Balcão de Atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista Serviços (BVS).
Do total de entrevistados, 56% recebem entre um e três salários mínimos e integram as classes C e D. Em março último, 76% dos inadimplentes tinham dois ou mais carnês em atraso, contra 73% em março de 2010 e 47% em março de 2009. "Essas pessoas melhoraram de vida, começaram a consumir mais e acabaram descontrolando seus gastos", disse o economista da ACSP, Emílio Alfieri.
Por outro lado, o número de consumidores que tem de dois a cinco cheques sem fundo – pessoas que ainda usam o pré-datado para fazer compras – era de 25% em março de 2009; subiu para 35% em março de 2010 e agora totaliza 77%. "Isto significa que atualmente os usuários de cheque preferem prazos mais curtos para fazer suas compras, ou seja preferem não se endividar a longo prazo", acrescenta Alfieri.
Na lista de motivos citados pelos entrevistados, a "perda do emprego" continua sendo a maior causa da inadimplência, com 56%, mas o "descontrole do gasto" permanece em segundo lugar, com 14%. Já a recuperação do posto de trabalho, que era de 65% em março de 2009, passou para 68% em março de 2010. "As pessoas que perderam seus empregos já os recuperaram", afirma Alfieri. Do total de pesquisados, 81% afirmaram estar empregados.
A maioria dos entrevistados (41%) tem de 21 a 30 anos, seguido pela faixa entre 31 e 40 anos (35%) e de 41 a 50 anos (13%). A pesquisa revela ainda que entre os inadimplentes voltou a predominar, ligeiramente, o número de homens, com 52%, ao contrário de pesquisas anteriores, quando as mulheres lideravam a lista.
Segundo Alfieri, a inadimplência no comércio varejista será controlada de forma gradual pelo governo, através de medidas qeu foram definidas a partir do final de 2010, como o aumento nas alíquotas de recolhimentos compulsórios dos bancos, determinado pelo Banco Central .
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o aspecto positivo da pesquisa é a parte que mostra que aumentou a recuperação do emprego. "Isso explica a forte recuperação do crédito. Além disso, a aprovação do cadastro positivo vai ajudar a evitar que o consumidor se endivide acima de sua capacidade", disse.
Os consumidores da nova classe média brasileira, beneficiados pelo aumento dos postos de trabalho e do salário mínimo no País, começam a ter um certo descontrole financeiro. É o que revela a pesquisa "Perfil do Inadimplente", realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir de entrevistas com os consumidores que procuraram o Balcão de Atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista Serviços (BVS).
Do total de entrevistados, 56% recebem entre um e três salários mínimos e integram as classes C e D. Em março último, 76% dos inadimplentes tinham dois ou mais carnês em atraso, contra 73% em março de 2010 e 47% em março de 2009. "Essas pessoas melhoraram de vida, começaram a consumir mais e acabaram descontrolando seus gastos", disse o economista da ACSP, Emílio Alfieri.
Por outro lado, o número de consumidores que tem de dois a cinco cheques sem fundo – pessoas que ainda usam o pré-datado para fazer compras – era de 25% em março de 2009; subiu para 35% em março de 2010 e agora totaliza 77%. "Isto significa que atualmente os usuários de cheque preferem prazos mais curtos para fazer suas compras, ou seja preferem não se endividar a longo prazo", acrescenta Alfieri.
Na lista de motivos citados pelos entrevistados, a "perda do emprego" continua sendo a maior causa da inadimplência, com 56%, mas o "descontrole do gasto" permanece em segundo lugar, com 14%. Já a recuperação do posto de trabalho, que era de 65% em março de 2009, passou para 68% em março de 2010. "As pessoas que perderam seus empregos já os recuperaram", afirma Alfieri. Do total de pesquisados, 81% afirmaram estar empregados.
A maioria dos entrevistados (41%) tem de 21 a 30 anos, seguido pela faixa entre 31 e 40 anos (35%) e de 41 a 50 anos (13%). A pesquisa revela ainda que entre os inadimplentes voltou a predominar, ligeiramente, o número de homens, com 52%, ao contrário de pesquisas anteriores, quando as mulheres lideravam a lista.
Segundo Alfieri, a inadimplência no comércio varejista será controlada de forma gradual pelo governo, através de medidas qeu foram definidas a partir do final de 2010, como o aumento nas alíquotas de recolhimentos compulsórios dos bancos, determinado pelo Banco Central .
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o aspecto positivo da pesquisa é a parte que mostra que aumentou a recuperação do emprego. "Isso explica a forte recuperação do crédito. Além disso, a aprovação do cadastro positivo vai ajudar a evitar que o consumidor se endivide acima de sua capacidade", disse.
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SCPC
31 de mar. de 2011
ENDIVIDADOS: 76% DOS CONSUMIDORES POSSUEM DOIS OU MAIS CARNÊS EM ATRASO
portal InfoMoney 31/03/2011 - Gladys Ferraz Magalhães
É crescente o número de consumidores endividados por mais de um carnê em atraso. Em março de 2011, a maioria (76%) das pessoas que recorreram ao Serviço Central de Proteção ao Crédito da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) tinha dois ou mais carnês em atraso. Os dados constam de levantamento da associação divulgado nesta quinta-feira (31).
Em março de 2010, este percentual era de 73% dos entrevistados e um ano antes, em 2009, de 47%.
No geral, o carnê respondeu pela maior parte das dívidas (37%), seguido pelo cartão de crédito (19%) e pelo cheque (18%).
Cheques
No que diz respeito aos cheques, na comparação entre março deste ano e do ano passado, os pré-datados têm diminuído a participação nas dívidas dos inadimplentes. Eles representavam 88% dos cheques em atraso no ano passado, enquanto 12% eram à vista. Já em março deste ano, os cheques pré-datados chegaram a 85% do total de cheques em atraso, frente a 15% à vista.
Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com 896 pessoas, 77% dos consumidores endividados tinham de dois a cinco cheques em atraso, 7% tinham de seis a dez, mesmo percentual de quem possui de 11 a 20 folhas.
Outros 5% tem um cheque sem fundo e 4% mais de 20.
É crescente o número de consumidores endividados por mais de um carnê em atraso. Em março de 2011, a maioria (76%) das pessoas que recorreram ao Serviço Central de Proteção ao Crédito da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) tinha dois ou mais carnês em atraso. Os dados constam de levantamento da associação divulgado nesta quinta-feira (31).
Em março de 2010, este percentual era de 73% dos entrevistados e um ano antes, em 2009, de 47%.
No geral, o carnê respondeu pela maior parte das dívidas (37%), seguido pelo cartão de crédito (19%) e pelo cheque (18%).
Cheques
No que diz respeito aos cheques, na comparação entre março deste ano e do ano passado, os pré-datados têm diminuído a participação nas dívidas dos inadimplentes. Eles representavam 88% dos cheques em atraso no ano passado, enquanto 12% eram à vista. Já em março deste ano, os cheques pré-datados chegaram a 85% do total de cheques em atraso, frente a 15% à vista.
Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com 896 pessoas, 77% dos consumidores endividados tinham de dois a cinco cheques em atraso, 7% tinham de seis a dez, mesmo percentual de quem possui de 11 a 20 folhas.
Outros 5% tem um cheque sem fundo e 4% mais de 20.
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28 de mar. de 2011
AMATO ASSUME ACSP E FACESP
portal Diário do Comércio 28/03/2011
Rogério Amato, 62, novo presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) disse hoje (28), durante sua posse, em cerimônia no Clube Atlético Monte Líbano, que “não se trata de retórica da indignação, que se esgota em si mesma, mas podemos garantir que não faremos parte de uma ‘conspiração do silêncio’ em que o resultado positivo da economia faz com que os problemas existentes sejam ignorados”.
Amato deixou claro qual será o lema de sua gestão, para o biênio 2011-2013: “Mexeu com um, mexeu com todos”. Ele destacou que pretende agir na defesa da livre iniciativa e do empreendedorismo atuando em duas frentes. Uma na área institucional, representando a classe empresarial, “que é a razão da existência das Associações Comerciais”, e outra na ação prática para ajudar a facilitar a vida do empreendedor de São Paulo e do Brasil.
“Queremos atuar em conjunto com as demais entidades empresariais, sempre que essa união contribuir para fortalecer a posição da classe empresarial ou da sociedade, sem prejuízo da ação individual de cada uma”, enfatizou. Ele prometeu desenvolver uma agenda de debates sobre os grandes temas nacionais, e, igualmente, sobre as questões mais específicas que afetam os empresários.
Nesse sentido, Rogério Amato criticou o crescente intervencionismo estatal, como, por exemplo, a atuação da ANVISA legislando sobre tudo. “O aumento da burocracia, como a recente pérola da obrigatoriedade do relógio de ponto com o uso de papel, com claro retrocesso tecnológico e ambiental. O fiscalismo e o arbítrio, como a ‘penhora on line’, que não apenas afeta a empresa, mas, muitas vezes, invade a esfera individual e familiar”, destacou.
Amato prosseguiu, com outro exemplo: “A instabilidade, complexidade e insegurança jurídica, quando a empresa depende de vários órgãos públicos, que não atuam de forma coordenada, como ocorre em relação ao meio ambiente”. E para evitar que os empreendedores, sobretudo os micro, pequenos e médios, se sintam “solitários, abandonados e até acuados” diante dessa e outras situações semelhantes, o novo presidente da ACSP/Facesp vai mostrar “que ele (empreendedor) faz parte de uma comunidade que se preocupa com seus problemas, que vai apoiá-lo, orientá-lo, e procurar oferecer serviços que possam ajudar a superar suas dificuldades”.
Além disso, Rogério Amato garantiu que as ACSP e Facesp manterão as tradições transmitidas a cada nova diretoria. Nesse sentido, salientou que a atuação das Entidades não se limita à defesa retórica de seus valores, como a liberdade de empreender, respeito ao direito de propriedade e aos contratos, igualdade de oportunidades, etc, mas também as ações tomadas diante da diversidade dos desafios que se apresentam no dia a dia.
Como exemplo, Amato recordou a luta da ACSP e Facesp (que representa 420 ACs em todo o Estado) durante a Constituinte, na defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal, a criação do “Impostômetro” e as mobilizações contra a aprovação da MP 232, a prorrogação da CPMF e contra a excessiva carga tributária e burocrática existente no País.
Finalmente, o presidente da ACSP/Facesp salientou que há outro grande desafio pela frente que as Entidades já estão enfrentando: ampliar e melhorar a prestação de serviços para os associados, já que as Associações Comerciais dependem dos seus serviços, como sempre, para garantir sua autonomia financeira. “Foi o que fizemos com a transformação de nossos serviços em uma empresa, a Boa Vista Serviços (BVS), que incorporou capital, tecnologia, novos produtos e modelos de negócios”.
Leia o discurso na íntegra
Rogério Amato, 62, novo presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) disse hoje (28), durante sua posse, em cerimônia no Clube Atlético Monte Líbano, que “não se trata de retórica da indignação, que se esgota em si mesma, mas podemos garantir que não faremos parte de uma ‘conspiração do silêncio’ em que o resultado positivo da economia faz com que os problemas existentes sejam ignorados”.
Amato deixou claro qual será o lema de sua gestão, para o biênio 2011-2013: “Mexeu com um, mexeu com todos”. Ele destacou que pretende agir na defesa da livre iniciativa e do empreendedorismo atuando em duas frentes. Uma na área institucional, representando a classe empresarial, “que é a razão da existência das Associações Comerciais”, e outra na ação prática para ajudar a facilitar a vida do empreendedor de São Paulo e do Brasil.
“Queremos atuar em conjunto com as demais entidades empresariais, sempre que essa união contribuir para fortalecer a posição da classe empresarial ou da sociedade, sem prejuízo da ação individual de cada uma”, enfatizou. Ele prometeu desenvolver uma agenda de debates sobre os grandes temas nacionais, e, igualmente, sobre as questões mais específicas que afetam os empresários.
Nesse sentido, Rogério Amato criticou o crescente intervencionismo estatal, como, por exemplo, a atuação da ANVISA legislando sobre tudo. “O aumento da burocracia, como a recente pérola da obrigatoriedade do relógio de ponto com o uso de papel, com claro retrocesso tecnológico e ambiental. O fiscalismo e o arbítrio, como a ‘penhora on line’, que não apenas afeta a empresa, mas, muitas vezes, invade a esfera individual e familiar”, destacou.
Amato prosseguiu, com outro exemplo: “A instabilidade, complexidade e insegurança jurídica, quando a empresa depende de vários órgãos públicos, que não atuam de forma coordenada, como ocorre em relação ao meio ambiente”. E para evitar que os empreendedores, sobretudo os micro, pequenos e médios, se sintam “solitários, abandonados e até acuados” diante dessa e outras situações semelhantes, o novo presidente da ACSP/Facesp vai mostrar “que ele (empreendedor) faz parte de uma comunidade que se preocupa com seus problemas, que vai apoiá-lo, orientá-lo, e procurar oferecer serviços que possam ajudar a superar suas dificuldades”.
Além disso, Rogério Amato garantiu que as ACSP e Facesp manterão as tradições transmitidas a cada nova diretoria. Nesse sentido, salientou que a atuação das Entidades não se limita à defesa retórica de seus valores, como a liberdade de empreender, respeito ao direito de propriedade e aos contratos, igualdade de oportunidades, etc, mas também as ações tomadas diante da diversidade dos desafios que se apresentam no dia a dia.
Como exemplo, Amato recordou a luta da ACSP e Facesp (que representa 420 ACs em todo o Estado) durante a Constituinte, na defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal, a criação do “Impostômetro” e as mobilizações contra a aprovação da MP 232, a prorrogação da CPMF e contra a excessiva carga tributária e burocrática existente no País.
Finalmente, o presidente da ACSP/Facesp salientou que há outro grande desafio pela frente que as Entidades já estão enfrentando: ampliar e melhorar a prestação de serviços para os associados, já que as Associações Comerciais dependem dos seus serviços, como sempre, para garantir sua autonomia financeira. “Foi o que fizemos com a transformação de nossos serviços em uma empresa, a Boa Vista Serviços (BVS), que incorporou capital, tecnologia, novos produtos e modelos de negócios”.
Leia o discurso na íntegra
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13 de mar. de 2011
BRASILEIRO JÁ DESTINA 22% DA RENDA PARA COBRIR ENDIVIDAMENTO
portal Extra 12/03/2011 - Wagner Gomes e Karina Lignelli
A fartura de crédito que marcou o governo Lula — e ajudou na ascensão da classe C — começa a exibir seu lado nada glamouroso. O comprometimento da renda do brasileiro com o pagamento de dívidas aumentou 6,9 pontos percentuais (46,6%) entre 2003 e 2010, segundo cálculos da LCA Consultores com base em dados do Banco Central (BC). De acordo com o BC, em janeiro de 2003, o brasileiro precisava destinar 14,6% do seu ganho familiar mensal para a quitação de débitos. Oito anos depois, em dezembro de 2010, esse percentual havia passado para 21,4%. Houve novo salto em janeiro deste ano (o dado mais recente divulgado pelo BC), quando o indicador atingiu 22,2%. Especialistas dizem que “o limite de segurança” para evitar um ciclo vicioso de dívidas é de 25% da renda.
Os dados do BC levam em consideração apenas as dívidas dos consumidores com os bancos. São dívidas com crédito pessoal, consignado (com desconto em folha de pagamento), financiamento de veículos e crédito habitacional. Não estão incluídas as pendências com cheque especial e cartão de crédito, que embutem taxas de juros superiores a 10% ao mês e costumam fazer os maiores estragos no orçamento.
— O crédito este ano vai ficar menos abundante e mais caro, o que significa que a capacidade de pagamento de dívidas pelas famílias deve piorar. Não temos uma trajetória explosiva de comprometimento da renda com dívida, mas é preciso atenção com essa luz amarela. O quadro para 2011 é menos benigno — afirma o economista Douglas Uemura, da LCA Consultores.
A estabilidade da economia e a oferta abundante de crédito nos últimos anos levou o brasileiro a experimentar um pouco o estilo de vida de consumidores de Primeiro Mundo. Nos EUA, segundo o Federal Reserve (o banco central americano), as dívidas comem 17% da renda. É menos do que no Brasil, mas é preciso considerar a diferença de renda entre os trabalhadores dos dois países. Enquanto nos EUA a média chega a US$ 4,4 mil por mês, no Brasil o valor é de cerca de R$ 1,5 mil (US$ 882).
De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, o valor médio da dívida na capital paulista subiu 46,6% entre 2003 e 2010, passando de R$ 1.500 para R$ 2.200.
A fartura de crédito que marcou o governo Lula — e ajudou na ascensão da classe C — começa a exibir seu lado nada glamouroso. O comprometimento da renda do brasileiro com o pagamento de dívidas aumentou 6,9 pontos percentuais (46,6%) entre 2003 e 2010, segundo cálculos da LCA Consultores com base em dados do Banco Central (BC). De acordo com o BC, em janeiro de 2003, o brasileiro precisava destinar 14,6% do seu ganho familiar mensal para a quitação de débitos. Oito anos depois, em dezembro de 2010, esse percentual havia passado para 21,4%. Houve novo salto em janeiro deste ano (o dado mais recente divulgado pelo BC), quando o indicador atingiu 22,2%. Especialistas dizem que “o limite de segurança” para evitar um ciclo vicioso de dívidas é de 25% da renda.
Os dados do BC levam em consideração apenas as dívidas dos consumidores com os bancos. São dívidas com crédito pessoal, consignado (com desconto em folha de pagamento), financiamento de veículos e crédito habitacional. Não estão incluídas as pendências com cheque especial e cartão de crédito, que embutem taxas de juros superiores a 10% ao mês e costumam fazer os maiores estragos no orçamento.
— O crédito este ano vai ficar menos abundante e mais caro, o que significa que a capacidade de pagamento de dívidas pelas famílias deve piorar. Não temos uma trajetória explosiva de comprometimento da renda com dívida, mas é preciso atenção com essa luz amarela. O quadro para 2011 é menos benigno — afirma o economista Douglas Uemura, da LCA Consultores.
A estabilidade da economia e a oferta abundante de crédito nos últimos anos levou o brasileiro a experimentar um pouco o estilo de vida de consumidores de Primeiro Mundo. Nos EUA, segundo o Federal Reserve (o banco central americano), as dívidas comem 17% da renda. É menos do que no Brasil, mas é preciso considerar a diferença de renda entre os trabalhadores dos dois países. Enquanto nos EUA a média chega a US$ 4,4 mil por mês, no Brasil o valor é de cerca de R$ 1,5 mil (US$ 882).
De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, o valor médio da dívida na capital paulista subiu 46,6% entre 2003 e 2010, passando de R$ 1.500 para R$ 2.200.
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2 de mar. de 2011
TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS NO COMÉRCIO
jornal Diário do Comércio 02/03/2011 - Paula Cunha
O varejo está passando por um processo de profundas transformações e conhecer o consumidor é fundamental para a sua sobrevivência e evolução. E a tecnologia é a peça central neste jogo. "Com o avanço tecnológico, todos os recursos devem ser utilizados não só para conquistar como fidelizar os clientes, disse o presidente da Boa Vista Serviços (BVS), Dorival Dourado, durante os debates de ontem do Pós National Retail Federation (NRF) – Retail's Big Show. O evento – promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Boa Vista Serviços – teve como objetivo apresentar ao comércio paulista um pouco das experiências da comissão enviada para a convenção anual do varejo, ocorrida em janeiro na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.
Segundo Dourado, 70% dos consumidores não são fiéis a estabelecimentos comerciais. "Vimos na NRF que o varejista deve oferecer ao consumidor uma sensação única no momento da compra para que ele volte. Temos que encontrar caminhos para fidelizá-los", explicou.
Aproveitando o tema da tecnologia, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, citou o impacto das redes sociais como um outro fator de transformação do varejo e das suas relações com a sociedade. Afif frisou que o segmento, como maior gerador de postos de trabalho para jovens, precisa ser estimulado neste sentido. "Além disso, ele exerce o papel expressivo de incubador de negócios que abarcam outras atividades econômicas", acrescentou.
Atualmente, o varejo é o primeiro grande criador de postos de trabalho em todo o Brasil e os pequenos e médios varejistas somam 75% destas vagas enquanto os grandes são responsáveis pelos 25% restantes. Além disso, o segmento registra crescimento 50% superior ao Produto Interno Bruto (PIB) do País.
Os dados, citados durante o evento pelos palestrantes, ressaltam a importância da atividade e a sua necessidade de constante atualização.
O coordenador da Comissão de Varejo da ACSP, Nelson Keirallah, afirmou que o segmento tem investido significativamente para aprimorar o atendimento ao cliente e, para atingir esse objetivo, incorporou tanto os avanços tecnológicos mais recentes quanto as mais modernas técnicas de gestão.
No primeiro debate do evento, empreendedores do varejo discutiram a necessidade de antecipar os desejos dos consumidores. Mediado pelo ator Dan Stulbach, eles enfatizaram o uso de tecnologias, como equipamentos de multimídia dentro das lojas e redes sociais para conquistar clientes e interagir com eles.
Serviços – Ricardo Sayon, presidente da rede de brinquedos RiHappy, acredita, no entanto, que, além das tecnologias, entre as prioridades para o varejo devem estar o atendimento, diversidade de produtos e preços competitivos.
Já o presidente da Camisaria Colombo, Álvaro Jabur Maluf, aposta tudo em treinamento dos profissionais de um empreendimento. "Isso é imprescindível", disse. O executivo frisou que antes de mais nada o setor é um prestador de serviços, mas claro que deve se modernizar para conquistar o consumidor, oferecendo facilidades em suas lojas.
O presidente da Vitaderm, Marcelo Schulman, lembrou que todas as iniciativas citadas nas palestras – como as inovações europeias e norte-americanas, com mais recursos tecnológicos como as telas interativas em que o consumidor modifica o formato das peças que pretende adquirir, por exemplo – deverão ser adotadas pelo varejo brasileiro. Ao mesmo tempo, esse empreendedor também precisa aprender a atender, com produtos e serviços diferenciados, as classes C e D.
Unindo forças – Na abertura do encontro, o presidente eleito da ACSP, Rogério Amato, destacou ainda a importância de se estimular o varejo e conclamou o setor a unir forças para evoluir junto. Amato ressaltou também a meta de congregar as Associações Comerciais e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) para lutar pelos valores defendidos pela iniciativa privada e pelo empreendedorismo.
O varejo está passando por um processo de profundas transformações e conhecer o consumidor é fundamental para a sua sobrevivência e evolução. E a tecnologia é a peça central neste jogo. "Com o avanço tecnológico, todos os recursos devem ser utilizados não só para conquistar como fidelizar os clientes, disse o presidente da Boa Vista Serviços (BVS), Dorival Dourado, durante os debates de ontem do Pós National Retail Federation (NRF) – Retail's Big Show. O evento – promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Boa Vista Serviços – teve como objetivo apresentar ao comércio paulista um pouco das experiências da comissão enviada para a convenção anual do varejo, ocorrida em janeiro na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.
Segundo Dourado, 70% dos consumidores não são fiéis a estabelecimentos comerciais. "Vimos na NRF que o varejista deve oferecer ao consumidor uma sensação única no momento da compra para que ele volte. Temos que encontrar caminhos para fidelizá-los", explicou.
Aproveitando o tema da tecnologia, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, citou o impacto das redes sociais como um outro fator de transformação do varejo e das suas relações com a sociedade. Afif frisou que o segmento, como maior gerador de postos de trabalho para jovens, precisa ser estimulado neste sentido. "Além disso, ele exerce o papel expressivo de incubador de negócios que abarcam outras atividades econômicas", acrescentou.
Atualmente, o varejo é o primeiro grande criador de postos de trabalho em todo o Brasil e os pequenos e médios varejistas somam 75% destas vagas enquanto os grandes são responsáveis pelos 25% restantes. Além disso, o segmento registra crescimento 50% superior ao Produto Interno Bruto (PIB) do País.
Os dados, citados durante o evento pelos palestrantes, ressaltam a importância da atividade e a sua necessidade de constante atualização.
O coordenador da Comissão de Varejo da ACSP, Nelson Keirallah, afirmou que o segmento tem investido significativamente para aprimorar o atendimento ao cliente e, para atingir esse objetivo, incorporou tanto os avanços tecnológicos mais recentes quanto as mais modernas técnicas de gestão.
No primeiro debate do evento, empreendedores do varejo discutiram a necessidade de antecipar os desejos dos consumidores. Mediado pelo ator Dan Stulbach, eles enfatizaram o uso de tecnologias, como equipamentos de multimídia dentro das lojas e redes sociais para conquistar clientes e interagir com eles.
Serviços – Ricardo Sayon, presidente da rede de brinquedos RiHappy, acredita, no entanto, que, além das tecnologias, entre as prioridades para o varejo devem estar o atendimento, diversidade de produtos e preços competitivos.
Já o presidente da Camisaria Colombo, Álvaro Jabur Maluf, aposta tudo em treinamento dos profissionais de um empreendimento. "Isso é imprescindível", disse. O executivo frisou que antes de mais nada o setor é um prestador de serviços, mas claro que deve se modernizar para conquistar o consumidor, oferecendo facilidades em suas lojas.
O presidente da Vitaderm, Marcelo Schulman, lembrou que todas as iniciativas citadas nas palestras – como as inovações europeias e norte-americanas, com mais recursos tecnológicos como as telas interativas em que o consumidor modifica o formato das peças que pretende adquirir, por exemplo – deverão ser adotadas pelo varejo brasileiro. Ao mesmo tempo, esse empreendedor também precisa aprender a atender, com produtos e serviços diferenciados, as classes C e D.
Unindo forças – Na abertura do encontro, o presidente eleito da ACSP, Rogério Amato, destacou ainda a importância de se estimular o varejo e conclamou o setor a unir forças para evoluir junto. Amato ressaltou também a meta de congregar as Associações Comerciais e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) para lutar pelos valores defendidos pela iniciativa privada e pelo empreendedorismo.
16 de fev. de 2011
INTENÇÃO DE COMPRAS À VISTA SOBE MAIS DO QUE A PRAZO EM FEVEREIRO
portal InfoMoney 16/02/2011
O consumidor esteve mais disposto a comprar em fevereiro. Tanto as consultas para vendas à vista quanto a prazo registraram aumento frente ao mesmo período de 2010, de acordo com pesquisa feita pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e divulgada nesta quarta-feira (16).
O SCPC, indicador de compras a prazo, apresentou alta de 11% em fevereiro, ante igual período de 2010. No entanto, o SCPC Cheque, indicador de compras à vista, revelou no mesmo período um crescimento ainda maior, de 15,1%.
De acordo com a Associação, os dados refletem a base fraca de comparação por causa do feriado prolongado de Carnaval no ano passado. Além disso, as compras à vista ainda foram incentivadas pelas liquidações antecipadas na área de roupas e calçados.
Em relação à inadimplência, houve alta de 11,5% no volume de registros recebidos no cadastro de restrição ao crédito em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) registraram alta de 4,2%, na mesma base comparativa.
Variação mensal
Comparando fevereiro deste ano com janeiro, as compras a prazo apresentaram alta de 1%, enquanto as compras à vista aumentaram 6,7%.
No que diz respeito à inadimplência, houve alta de 17,2% no número de registros recebidos em fevereiro, em comparação com janeiro. Já os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) cresceram 12,4%.
O consumidor esteve mais disposto a comprar em fevereiro. Tanto as consultas para vendas à vista quanto a prazo registraram aumento frente ao mesmo período de 2010, de acordo com pesquisa feita pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e divulgada nesta quarta-feira (16).
O SCPC, indicador de compras a prazo, apresentou alta de 11% em fevereiro, ante igual período de 2010. No entanto, o SCPC Cheque, indicador de compras à vista, revelou no mesmo período um crescimento ainda maior, de 15,1%.
De acordo com a Associação, os dados refletem a base fraca de comparação por causa do feriado prolongado de Carnaval no ano passado. Além disso, as compras à vista ainda foram incentivadas pelas liquidações antecipadas na área de roupas e calçados.
Em relação à inadimplência, houve alta de 11,5% no volume de registros recebidos no cadastro de restrição ao crédito em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) registraram alta de 4,2%, na mesma base comparativa.
Variação mensal
Comparando fevereiro deste ano com janeiro, as compras a prazo apresentaram alta de 1%, enquanto as compras à vista aumentaram 6,7%.
No que diz respeito à inadimplência, houve alta de 17,2% no número de registros recebidos em fevereiro, em comparação com janeiro. Já os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) cresceram 12,4%.
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