portal Cidade Biz 12/07/2011
As taxas médias de juros cobrados pelas instituições financeiras nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial voltaram a subir este mês. Segundo pesquisa do Procon-SP, os juros do empréstimo pessoal subiram 0,11 ponto percentual em relação a junho, e no cheque especial a elevação foi de 0,02 ponto percentual. Quatro bancos elevaram as taxas, sendo que Itaú e Bradesco fizeram reajustes nas duas modalidades.
Empréstimo pessoal - A taxa média cobrada pelos bancos no empréstimo pessoal subiu 0,11 ponto percentual entre maio e abril, de 5,60% para 5,71% ao mês. É o maior patamar desde abril de 2009 (5,74%).
Entre os sete bancos pesquisados pelo Procon, a maior elevação foi efetuada pelo Caixa Econômica Federal, que subiu a taxa de 4,95% para 5,45%, um alta de 10,1%. Apesar do reajuste, o banco estatal não possui a maior taxa, que pertence ao Itaú (6,43%). A menor taxa é do HSBC (4,99%).
Cheque especial – Os juros médios do cheque especial subiram de 9,53% para 9,55% ao mês. O maior ajuste foi efetuado pelo Banco do Brasil, que elevou sua taxa de 8,37% para 8,49% ao mês. A menor taxa é praticada pela Caixa, e a maior, pelo Safra..
O Procon fez o levantamento no dia 5 de julho. Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
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14 de jul. de 2011
JUROS AO CONSUMIDOR VOLTAM A CAIR, DEPOIS DE TRÊS ALTAS CONSECUTIVAS
portal InfoMoney 12/07/2011 - Patricia Alves
Os juros cobrados nos financiamentos à pessoa física voltaram a cair em junho, depois de três altas consecutivas. De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o recuo foi de 7 pontos-base na comparação com maio.
Com isso, a taxa média ficou em 6,80% ao mês – esta é a menor taxa desde março de 2011. Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 10 pontos-base uma vez que, em junho daquele ano, ela era de 6,90% ao mês.
Segundo o coordenador do levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), e vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas ao bom momento que passa a economia brasileira, à maior oferta de crédito e à maior competição no sistema financeiro.
“Destacamos igualmente que o volume de crédito continua crescendo mesmo após todas as medidas restritivas implementadas pelo Banco Central para reduzir a demanda interna e combater a inflação”, afirma.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac, desde dezembro de 2010, a taxa básica de juro aumentou 150 pontos-base, para 12,25% ao ano em junho de 2011 (última reunião do Copom), enquanto os juros ao consumidor apresentaram uma alta de 25 pontos-base no mesmo período, chegando a 120,22% ao ano no sexto mês de 2011.
Por modalidade
Entre o quinto e o sexto mês deste ano, os juros do cartão de crédito mantiveram-se estáveis e as taxas do comércio subiram. As outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac, no entanto, apresentaram recuo nas taxas médias apuradas no período.
Na comparação com junho de 2010, os juros do comércio, do CDC feito em bancos e dos empréstimos pessoal bancos e os feitos em financeiras caíram. Já a taxa do cheque especial aumentou. Novamente, as taxas do cartão de crédito mantiveram-se estáveis.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para maio e junho deste ano, assim como a taxa no sexto mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
Os juros cobrados nos financiamentos à pessoa física voltaram a cair em junho, depois de três altas consecutivas. De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o recuo foi de 7 pontos-base na comparação com maio.
Com isso, a taxa média ficou em 6,80% ao mês – esta é a menor taxa desde março de 2011. Com relação à taxa média registrada no mesmo período do ano passado, houve recuo de 10 pontos-base uma vez que, em junho daquele ano, ela era de 6,90% ao mês.
Segundo o coordenador do levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), e vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas ao bom momento que passa a economia brasileira, à maior oferta de crédito e à maior competição no sistema financeiro.
“Destacamos igualmente que o volume de crédito continua crescendo mesmo após todas as medidas restritivas implementadas pelo Banco Central para reduzir a demanda interna e combater a inflação”, afirma.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com dados divulgados pela Anefac, desde dezembro de 2010, a taxa básica de juro aumentou 150 pontos-base, para 12,25% ao ano em junho de 2011 (última reunião do Copom), enquanto os juros ao consumidor apresentaram uma alta de 25 pontos-base no mesmo período, chegando a 120,22% ao ano no sexto mês de 2011.
Por modalidade
Entre o quinto e o sexto mês deste ano, os juros do cartão de crédito mantiveram-se estáveis e as taxas do comércio subiram. As outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac, no entanto, apresentaram recuo nas taxas médias apuradas no período.
Na comparação com junho de 2010, os juros do comércio, do CDC feito em bancos e dos empréstimos pessoal bancos e os feitos em financeiras caíram. Já a taxa do cheque especial aumentou. Novamente, as taxas do cartão de crédito mantiveram-se estáveis.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para maio e junho deste ano, assim como a taxa no sexto mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
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30 de jun. de 2011
CRESCIMENTO DO CRÉDITO NO PAÍS EM 12 MESES ATÉ MAIO É DE 20,4%, DIZ BC
portal Economia e Negócios 28/06/2011 - Renata Veríssimo e Fabio Graner (Agência Estado)
O estoque de crédito da economia brasileira cresceu 1,6% em maio ante abril, atingindo R$ 1,804 trilhão, equivalente a 46,9% do PIB. Em abril, o estoque equivalia a 46,6% do PIB. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Banco Central, em 12 meses até maio, a expansão do crédito é de 20,4%. No ano, a alta está em 5,8%. Nos últimos três meses - março, abril e maio - o crescimento foi de 4% em relação ao período imediatamente anterior.
Pelos dados do BC, o chamado crédito livre teve crescimento de 1,6% no estoque das operações em maio ante abril. O estoque do crédito com recursos direcionados apresentou a mesma alta de 1,6%.
A média diária de concessões de crédito livre caiu 5,3% em maio ante abril. No acumulado do ano, a média diária de concessões tem crescimento de 5,0%; nos últimos 12 meses, alta de 8,00%.
A média diária de concessões para pessoa física teve queda de 4,6% em maio ante abril. No ano, a média nesse segmento subiu 10,8% e em 12 meses, 11,1%. Para pessoa jurídica, houve queda de 5,8% na média diária de concessões em maio ante abril, mas no ano ainda há alta de 1,3% e em 12 meses, de 6,1%.
As concessões acumuladas no mês de maio tiveram expansão de 9,6% ante abril. No ano a expansão é de 0,4% e em 12 meses de 13,2%.
Nas operações para pessoa física, as concessões acumuladas no mês tiveram alta de 10,5% ante abril. No ano, a expansão é de 6% e em 12 meses, de 16,4%. Para pessoa jurídica, a elevação ante abril foi de 9,1%, mas no ano ocorre queda de 3,1% e em 12 meses expansão de 11,1%.
Juro
A taxa de juros no crédito livre subiu de 39,9% ao ano, em abril, para 40% em maio. Os juros dos financiamentos subiram 5 pontos porcentuais, no acumulado do ano, até maio, e 5,1 pontos porcentuais nos últimos 12 meses.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou que a taxa de juro do crédito livre em maio foi a maior desde fevereiro de 2009. Já as taxas do cheque especial são as mais elevadas desde abril de 1999, quando eram de 193,7%.
Maciel disse que os juros do cheque especial são tradicionalmente mais altos que em outras modalidades. "O cheque especial tem como característica o auxílio de liquidez no curto prazo", afirmou.
Nas operações de pessoa física a taxa de juros permaneceu estável em 46,8% ao ano. Por outro lado, a taxa para pessoa jurídica subiu de 31%, em abril, para 31,1% em maio.
A taxa dos empréstimos para pessoa jurídica, no acumulado do ano até maio, foi de 3,2 pontos porcentuais, enquanto que o encargo para pessoa física, no ano, foi de 6,2 pontos porcentuais. Em 12 meses, encerrados em maio, a taxa dos empréstimos para pessoa jurídica foi de 4,2 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,3 pontos porcentuais.
O spread médio das operações de crédito livre subiu de 27,8 pontos porcentuais, em abril, para 27,9 pontos porcentuais em maio. No acumulado do ano, o crescimento do spread foi de 4,4 pontos porcentuais. Nas operações de financiamento das pessoas jurídicas, o spread se manteve estável em maio anti abril, em 19,4 pontos porcentuais.
Para a pessoa física, o spread aumentou de 34,2 pontos porcentuais, em abril, para 34,3 p.p, em maio. No ano, o spread das operações para pessoa jurídica subiu 2,4 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,8 p.p.
O spread das operações de pessoa jurídica, nos últimos 12 meses encerrados em maio, subiu 2,6 pontos porcentuais e para pessoa física, 4,7 p.p.
Crédito habitacional
As operações de crédito habitacional cresceram 3,6% em maio ante abril, totalizando um estoque de R$ 161,398 bilhões. Até abril, o estoque dessas operações estava em R$ 155,785 bilhões. Em 12 meses, o crescimento das operações de crédito habitacional é de 49,8% e, no acumulado do ano, atingiu 16,3%, ao final de maio.
As operações de crédito automotivo para pessoa física apresentaram, em maio, uma expansão de 1,0%, atingindo um saldo de R$ 193,306 bilhões. No ano, até maio, o crescimento dos financiamentos de automóveis foi de 4% e, em 12 meses, de 16,9%.
Base monetária
A base monetária teve queda de 1,3% em maio ante abril pelo critério de média do saldo dos dias úteis. O estoque de papel moeda emitido caiu 1,4% e as reservas bancárias 1%. Pelo critério de saldo no final de período, a base monetária teve expansão de 3,2% em maio ante abril. O papel moeda emitiu recuou 0,3% e as reservas bancárias aumentaram 15,3%. Não foram informados os dados relativos à variação em 12 meses.
O estoque de crédito da economia brasileira cresceu 1,6% em maio ante abril, atingindo R$ 1,804 trilhão, equivalente a 46,9% do PIB. Em abril, o estoque equivalia a 46,6% do PIB. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Banco Central, em 12 meses até maio, a expansão do crédito é de 20,4%. No ano, a alta está em 5,8%. Nos últimos três meses - março, abril e maio - o crescimento foi de 4% em relação ao período imediatamente anterior.
Pelos dados do BC, o chamado crédito livre teve crescimento de 1,6% no estoque das operações em maio ante abril. O estoque do crédito com recursos direcionados apresentou a mesma alta de 1,6%.
A média diária de concessões de crédito livre caiu 5,3% em maio ante abril. No acumulado do ano, a média diária de concessões tem crescimento de 5,0%; nos últimos 12 meses, alta de 8,00%.
A média diária de concessões para pessoa física teve queda de 4,6% em maio ante abril. No ano, a média nesse segmento subiu 10,8% e em 12 meses, 11,1%. Para pessoa jurídica, houve queda de 5,8% na média diária de concessões em maio ante abril, mas no ano ainda há alta de 1,3% e em 12 meses, de 6,1%.
As concessões acumuladas no mês de maio tiveram expansão de 9,6% ante abril. No ano a expansão é de 0,4% e em 12 meses de 13,2%.
Nas operações para pessoa física, as concessões acumuladas no mês tiveram alta de 10,5% ante abril. No ano, a expansão é de 6% e em 12 meses, de 16,4%. Para pessoa jurídica, a elevação ante abril foi de 9,1%, mas no ano ocorre queda de 3,1% e em 12 meses expansão de 11,1%.
Juro
A taxa de juros no crédito livre subiu de 39,9% ao ano, em abril, para 40% em maio. Os juros dos financiamentos subiram 5 pontos porcentuais, no acumulado do ano, até maio, e 5,1 pontos porcentuais nos últimos 12 meses.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou que a taxa de juro do crédito livre em maio foi a maior desde fevereiro de 2009. Já as taxas do cheque especial são as mais elevadas desde abril de 1999, quando eram de 193,7%.
Maciel disse que os juros do cheque especial são tradicionalmente mais altos que em outras modalidades. "O cheque especial tem como característica o auxílio de liquidez no curto prazo", afirmou.
Nas operações de pessoa física a taxa de juros permaneceu estável em 46,8% ao ano. Por outro lado, a taxa para pessoa jurídica subiu de 31%, em abril, para 31,1% em maio.
A taxa dos empréstimos para pessoa jurídica, no acumulado do ano até maio, foi de 3,2 pontos porcentuais, enquanto que o encargo para pessoa física, no ano, foi de 6,2 pontos porcentuais. Em 12 meses, encerrados em maio, a taxa dos empréstimos para pessoa jurídica foi de 4,2 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,3 pontos porcentuais.
O spread médio das operações de crédito livre subiu de 27,8 pontos porcentuais, em abril, para 27,9 pontos porcentuais em maio. No acumulado do ano, o crescimento do spread foi de 4,4 pontos porcentuais. Nas operações de financiamento das pessoas jurídicas, o spread se manteve estável em maio anti abril, em 19,4 pontos porcentuais.
Para a pessoa física, o spread aumentou de 34,2 pontos porcentuais, em abril, para 34,3 p.p, em maio. No ano, o spread das operações para pessoa jurídica subiu 2,4 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,8 p.p.
O spread das operações de pessoa jurídica, nos últimos 12 meses encerrados em maio, subiu 2,6 pontos porcentuais e para pessoa física, 4,7 p.p.
Crédito habitacional
As operações de crédito habitacional cresceram 3,6% em maio ante abril, totalizando um estoque de R$ 161,398 bilhões. Até abril, o estoque dessas operações estava em R$ 155,785 bilhões. Em 12 meses, o crescimento das operações de crédito habitacional é de 49,8% e, no acumulado do ano, atingiu 16,3%, ao final de maio.
As operações de crédito automotivo para pessoa física apresentaram, em maio, uma expansão de 1,0%, atingindo um saldo de R$ 193,306 bilhões. No ano, até maio, o crescimento dos financiamentos de automóveis foi de 4% e, em 12 meses, de 16,9%.
Base monetária
A base monetária teve queda de 1,3% em maio ante abril pelo critério de média do saldo dos dias úteis. O estoque de papel moeda emitido caiu 1,4% e as reservas bancárias 1%. Pelo critério de saldo no final de período, a base monetária teve expansão de 3,2% em maio ante abril. O papel moeda emitiu recuou 0,3% e as reservas bancárias aumentaram 15,3%. Não foram informados os dados relativos à variação em 12 meses.
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28 de jun. de 2011
JURO RESPONDE POR MAIS DA METADE DA DÍVIDA DO BRASILEIRO
jornal O Estado de S. Paulo 27/06/2011 – Márcia De Chiara
Cresceu neste ano a parcela dos juros no total da dívida dos brasileiros. Em abril de 2010, a fatia dos juros correspondia a 56% de uma dívida total de R$ 524 bilhões. Em abril deste ano, o último dado disponível no Banco Central (BC), os juros equivaliam a 60% de uma dívida de R$ 653 bilhões, aponta estudo da LCA Consultores.
"Com as medidas macroprudenciais do BC no fim de 2010 e a alta dos juros básicos iniciada em janeiro, a dívida total aumentou puxada neste ano pelos encargos financeiros", diz Wermeson França, economista da LCA, responsável pelo estudo.
Na sua avaliação, o avanço da parcela dos juros em detrimento do valor principal emprestado mostra uma piora na qualidade da dívida. Isto é, o brasileiro está se endividando mais, não necessariamente porque está indo às compras, mas por causa dos encargos financeiros cobrados nos empréstimos.
Cheque especial
Outra informação, segundo o economista da LCA, que confirma que o aumento do endividamento do consumidor está sendo impulsionado pelos juros, aparece nas estatísticas do BC. As duas únicas linhas de crédito que registraram crescimento na média diária de concessões entre dezembro de 2010 e abril deste ano foram o cheque especial e o cartão de crédito, as linhas de financiamento que têm os juros mais elevados e que normalmente são usadas de forma emergencial, isto é, para pagar outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e abril deste ano, a média diária real de concessões no cheque especial aumentou 6,2% e, no cartão de crédito, o acréscimo foi de 17%. Já no caso do crédito pessoal, houve um recuo de 3,7% nas concessões nesse período, e nos veículos e aquisição de outros bens, a retração foi ainda maior, de 10,6% e de 11%, respectivamente.
Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), relata que os consumidores estão fazendo novos financiamentos para quitar dívidas antigas. Tanto é que, no ano até abril, os dados de vendas da Fecomercio-SP mostram que o faturamento cresceu apenas 0,73%, sustentado pelos supermercados - cujas vendas praticamente não são influenciadas pelo crédito e que aumentaram 3,02% no período. Nos demais segmentos, como eletrônicos, móveis e veículos, que são movidos a financiamentos, houve queda.
Risco
O aumento do endividamento, com maior peso dos juros, pode levar a uma piora da inadimplência neste ano. "Não vai ser nada explosivo, mas a inadimplência vai mudar de patamar", alerta França, da LCA.
Em 2010, a inadimplência do consumidor encerrou o ano em 5,7% e em abril, último dado do BC, tinha subido para 6,1%. Até dezembro, deve atingir 7,2%, prevê o economista. Ele pondera que o resultado deste ano deve ficar abaixo do de 2009, o ano do rescaldo da crise financeira, quando o calote chegou a 7,7%.
França observa, por exemplo, que apesar de o dado global do BC de abril mostrar que a inadimplência do consumidor com prestações vencidas acima de 90 dias continuar bem comportada, os índices de calote entre 15 e 90 dias de veículos e crédito pessoal superam as taxas acima de 90 dias. “Esse é um sinal de que a inadimplência está piorando”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, não acredita que o aumento do endividamento, puxado pelos juros, leve necessariamente à alta da inadimplência. "Teria de ocorrer uma forte elevação do desemprego para a inadimplência disparar." Ele acredita que o aumento do endividamento pode até jogar a favor do objetivo do BC de reduzir o consumo.
Cresceu neste ano a parcela dos juros no total da dívida dos brasileiros. Em abril de 2010, a fatia dos juros correspondia a 56% de uma dívida total de R$ 524 bilhões. Em abril deste ano, o último dado disponível no Banco Central (BC), os juros equivaliam a 60% de uma dívida de R$ 653 bilhões, aponta estudo da LCA Consultores.
"Com as medidas macroprudenciais do BC no fim de 2010 e a alta dos juros básicos iniciada em janeiro, a dívida total aumentou puxada neste ano pelos encargos financeiros", diz Wermeson França, economista da LCA, responsável pelo estudo.
Na sua avaliação, o avanço da parcela dos juros em detrimento do valor principal emprestado mostra uma piora na qualidade da dívida. Isto é, o brasileiro está se endividando mais, não necessariamente porque está indo às compras, mas por causa dos encargos financeiros cobrados nos empréstimos.
Cheque especial
Outra informação, segundo o economista da LCA, que confirma que o aumento do endividamento do consumidor está sendo impulsionado pelos juros, aparece nas estatísticas do BC. As duas únicas linhas de crédito que registraram crescimento na média diária de concessões entre dezembro de 2010 e abril deste ano foram o cheque especial e o cartão de crédito, as linhas de financiamento que têm os juros mais elevados e que normalmente são usadas de forma emergencial, isto é, para pagar outras dívidas.
Entre dezembro de 2010 e abril deste ano, a média diária real de concessões no cheque especial aumentou 6,2% e, no cartão de crédito, o acréscimo foi de 17%. Já no caso do crédito pessoal, houve um recuo de 3,7% nas concessões nesse período, e nos veículos e aquisição de outros bens, a retração foi ainda maior, de 10,6% e de 11%, respectivamente.
Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), relata que os consumidores estão fazendo novos financiamentos para quitar dívidas antigas. Tanto é que, no ano até abril, os dados de vendas da Fecomercio-SP mostram que o faturamento cresceu apenas 0,73%, sustentado pelos supermercados - cujas vendas praticamente não são influenciadas pelo crédito e que aumentaram 3,02% no período. Nos demais segmentos, como eletrônicos, móveis e veículos, que são movidos a financiamentos, houve queda.
Risco
O aumento do endividamento, com maior peso dos juros, pode levar a uma piora da inadimplência neste ano. "Não vai ser nada explosivo, mas a inadimplência vai mudar de patamar", alerta França, da LCA.
Em 2010, a inadimplência do consumidor encerrou o ano em 5,7% e em abril, último dado do BC, tinha subido para 6,1%. Até dezembro, deve atingir 7,2%, prevê o economista. Ele pondera que o resultado deste ano deve ficar abaixo do de 2009, o ano do rescaldo da crise financeira, quando o calote chegou a 7,7%.
França observa, por exemplo, que apesar de o dado global do BC de abril mostrar que a inadimplência do consumidor com prestações vencidas acima de 90 dias continuar bem comportada, os índices de calote entre 15 e 90 dias de veículos e crédito pessoal superam as taxas acima de 90 dias. “Esse é um sinal de que a inadimplência está piorando”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, não acredita que o aumento do endividamento, puxado pelos juros, leve necessariamente à alta da inadimplência. "Teria de ocorrer uma forte elevação do desemprego para a inadimplência disparar." Ele acredita que o aumento do endividamento pode até jogar a favor do objetivo do BC de reduzir o consumo.
8 de jun. de 2011
JUROS SOBEM PELA 3º VEZ CONSECUTIVA, APONTA ANEFAC
portal Folha Online 07/06/2011
As taxas de juros das operações de crédito registraram em maio a terceira elevação consecutiva neste ano, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta terça-feira.
Esse movimento é atribuído pelos analistas da entidade a todas as medidas implementadas pelo Banco Central para frear o consumo interno e reduzir a inflação, como a elevação dos depósitos compulsórios e do requerimento de capital para operação de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses, além do aumento da taxa básica de juros e da alíquota de IOF para captações externas e para operações de crédito.
Das seis linhas de crédito analisadas para consumidores, apenas uma (cartão de crédito rotativo) não teve aumento, mantendo-se estável. A taxa média geral subiu de 6,81% ao mês em abril para 6,87%.
Para empresas, todas as linhas de crédito tiveram os juros elevados, com a taxa média geral passando de 3,96% para 4,03%.
TAXA DE JUROS EM MAIO
Comércio - 5,73%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,12%
CDC (bancos) - 2,42%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,75%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 9,48%
As taxas de juros das operações de crédito registraram em maio a terceira elevação consecutiva neste ano, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta terça-feira.
Esse movimento é atribuído pelos analistas da entidade a todas as medidas implementadas pelo Banco Central para frear o consumo interno e reduzir a inflação, como a elevação dos depósitos compulsórios e do requerimento de capital para operação de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses, além do aumento da taxa básica de juros e da alíquota de IOF para captações externas e para operações de crédito.
Das seis linhas de crédito analisadas para consumidores, apenas uma (cartão de crédito rotativo) não teve aumento, mantendo-se estável. A taxa média geral subiu de 6,81% ao mês em abril para 6,87%.
Para empresas, todas as linhas de crédito tiveram os juros elevados, com a taxa média geral passando de 3,96% para 4,03%.
TAXA DE JUROS EM MAIO
Comércio - 5,73%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,12%
CDC (bancos) - 2,42%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,75%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 9,48%
JUROS DO CREDIÁRIO SOBEM EM TODOS OS TIPOS DE LOJAS PESQUISADAS EM MAIO
portal InfoMoney 07/06/2011 - Diego Lazzaris Borges
Os juros no crediário registraram aumento em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas em maio pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Na média, a taxa mensal de juros do comércio ficou em 5,73% no mês passado. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (7), as taxas variaram de 2,42% a 8,37% ao mês em maio, dependendo do setor.
Variáveis
As instituições financeiras determinam os juros baseadas em cinco fatores: custo de captação, depósitos compulsórios, despesas administrativas, margem líquida do banco (lucro) e o risco (inadimplência), que é o único item que pode ter alguma variação por setor.
Além da inadimplência, o prazo e a competição ditam a diferença das taxas de juros. A demanda é outra determinante, uma vez que a taxa de juros é reduzida quando a procura pelo produto é baixa.
Taxas por setor
Na tabela abaixo, é possível identificar as taxas por setor em abril e maio:
Os juros no crediário registraram aumento em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas em maio pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Na média, a taxa mensal de juros do comércio ficou em 5,73% no mês passado. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (7), as taxas variaram de 2,42% a 8,37% ao mês em maio, dependendo do setor.
Variáveis
As instituições financeiras determinam os juros baseadas em cinco fatores: custo de captação, depósitos compulsórios, despesas administrativas, margem líquida do banco (lucro) e o risco (inadimplência), que é o único item que pode ter alguma variação por setor.
Além da inadimplência, o prazo e a competição ditam a diferença das taxas de juros. A demanda é outra determinante, uma vez que a taxa de juros é reduzida quando a procura pelo produto é baixa.
Taxas por setor
Na tabela abaixo, é possível identificar as taxas por setor em abril e maio:
7 de jun. de 2011
EXECUTIVOS DE BANCOS CRITICAM POLÍTICA DE JUROS
jornal DCI 06/06/2011 - Marcelle Gutierrez
Na contramão das medidas macroprudenciais de aumento das taxas de juros para contenção do crédito, a economia brasileira depende dos empréstimos e investimentos para se desenvolver. No entanto, com a justificativa de frear a inflação, as altas alíquotas causam a diminuição no volume de concessões, o que gera aumento da inadimplência, insolvência das carteiras e deterioração dos ativos bancários, apontaram especialistas durante o seminário "O crédito e o desenvolvimento do Brasil", realizado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), em São Paulo.
Para o professor Alberto Borges Matias, do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), o crescimento do País está diretamente ligado ao aumento no volume de crédito. "Em abril de 2011, o percentual PIB e crédito estava em 46,6%. Temos que chegar a 90% para gerar um desenvolvimento substancial. O aumento do mercado de crédito pode significar a diminuição da inflação, não o aumento. Inflação baixa não depende de taxas elevadas, isso é mentira".
A taxa básica de juros, Selic, está em 12% ao ano com projeção de novos aumentos. Segundo o boletim Focus, deve haver mais duas elevações de 0,25 ponto percentual. Já a última previsão mensal do Itaú indica apenas um acréscimo de 0,25 p.p. Diante da falta de consenso, o mercado terá que aguardar a próxima ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece nessa semana e deverá indicar os futuros acontecimentos.
Segundo o professor, as medidas de elevação das alíquotas funcionam somente como ferramentas de contenção do volume. "Temos um sistema financeiro que trabalha com absurdas taxas e volume baixo. A Selic pode e deve cair um terço, pois nós não podemos crescer no mercado com esses juros, não há sustentação", explicou o especialista, que acrescentou: "Aumentamos a Selic com base na inflação que passou e teria que ser com o futuro. Precisamos olhar a longo prazo, não a curto".
De acordo com dados do Banco Central, em abril de 2011 as taxas gerais de aplicação de pessoa física e jurídica subiram 0,8%, de 39% ao ano para 39,8% a.a. Em consequência, o saldo de empréstimos acumulado em abril de 2011 caiu 3,1% na comparação com o mês anterior, de R$ 180,1 bilhões para R$ 174,55 bilhões.
No segmento de pessoas jurídicas, as altas interferem diretamente no desenvolvimento. Segundo Wagner Aparecido Mardegan, gerente Executivo da Diretoria de Crédito do Banco do Brasil, há espaço para acender o crédito nesta carteira, mas as taxas de juros trazem limitações. "As empresas precisam financiar sua produção para crescer de maneira sustentável. É preciso que o país financie investimentos mais do que fez nos últimos anos".
Para este desenvolvimento, Mardegan citou o aumento da participação do mercado privado no financiamento a longo prazo. "A principal fonte de recursos para investimentos é o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que é necessário, mas limitado. É preciso outras fontes e o sistema financeiro privado será requisitado". O executivo citou que a Copa do Mundo e Olimpíadas irão exigir mais investimentos em infraestrutura, o que causará equilíbrio do setor público com privado.
O saldo de recursos do BNDES em abril de 2011 chegou a R$ 364,3, com R$ 178 bilhões de origem direta e R$ 186,3 bilhões de repasses. O estoque total de recursos direcionados foi de R$ 614,7 bilhões.
O gerente financeiro da Braskem, Rogério Coura, concorda com a importância do financiamento. "O acesso ao crédito mais elaborado e com custos mais atrativos é fundamental para o desenvolvimento das empresas".
Na contramão das medidas macroprudenciais de aumento das taxas de juros para contenção do crédito, a economia brasileira depende dos empréstimos e investimentos para se desenvolver. No entanto, com a justificativa de frear a inflação, as altas alíquotas causam a diminuição no volume de concessões, o que gera aumento da inadimplência, insolvência das carteiras e deterioração dos ativos bancários, apontaram especialistas durante o seminário "O crédito e o desenvolvimento do Brasil", realizado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), em São Paulo.
Para o professor Alberto Borges Matias, do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), o crescimento do País está diretamente ligado ao aumento no volume de crédito. "Em abril de 2011, o percentual PIB e crédito estava em 46,6%. Temos que chegar a 90% para gerar um desenvolvimento substancial. O aumento do mercado de crédito pode significar a diminuição da inflação, não o aumento. Inflação baixa não depende de taxas elevadas, isso é mentira".
A taxa básica de juros, Selic, está em 12% ao ano com projeção de novos aumentos. Segundo o boletim Focus, deve haver mais duas elevações de 0,25 ponto percentual. Já a última previsão mensal do Itaú indica apenas um acréscimo de 0,25 p.p. Diante da falta de consenso, o mercado terá que aguardar a próxima ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece nessa semana e deverá indicar os futuros acontecimentos.
Segundo o professor, as medidas de elevação das alíquotas funcionam somente como ferramentas de contenção do volume. "Temos um sistema financeiro que trabalha com absurdas taxas e volume baixo. A Selic pode e deve cair um terço, pois nós não podemos crescer no mercado com esses juros, não há sustentação", explicou o especialista, que acrescentou: "Aumentamos a Selic com base na inflação que passou e teria que ser com o futuro. Precisamos olhar a longo prazo, não a curto".
De acordo com dados do Banco Central, em abril de 2011 as taxas gerais de aplicação de pessoa física e jurídica subiram 0,8%, de 39% ao ano para 39,8% a.a. Em consequência, o saldo de empréstimos acumulado em abril de 2011 caiu 3,1% na comparação com o mês anterior, de R$ 180,1 bilhões para R$ 174,55 bilhões.
No segmento de pessoas jurídicas, as altas interferem diretamente no desenvolvimento. Segundo Wagner Aparecido Mardegan, gerente Executivo da Diretoria de Crédito do Banco do Brasil, há espaço para acender o crédito nesta carteira, mas as taxas de juros trazem limitações. "As empresas precisam financiar sua produção para crescer de maneira sustentável. É preciso que o país financie investimentos mais do que fez nos últimos anos".
Para este desenvolvimento, Mardegan citou o aumento da participação do mercado privado no financiamento a longo prazo. "A principal fonte de recursos para investimentos é o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que é necessário, mas limitado. É preciso outras fontes e o sistema financeiro privado será requisitado". O executivo citou que a Copa do Mundo e Olimpíadas irão exigir mais investimentos em infraestrutura, o que causará equilíbrio do setor público com privado.
O saldo de recursos do BNDES em abril de 2011 chegou a R$ 364,3, com R$ 178 bilhões de origem direta e R$ 186,3 bilhões de repasses. O estoque total de recursos direcionados foi de R$ 614,7 bilhões.
O gerente financeiro da Braskem, Rogério Coura, concorda com a importância do financiamento. "O acesso ao crédito mais elaborado e com custos mais atrativos é fundamental para o desenvolvimento das empresas".
27 de abr. de 2011
CONSUMIDOR JÁ SENTE REFLEXOS DA RETRAÇÃO DE CRÉDITO PARA FINANCIAMENTOS DE VEÍCULOS
portal InfoMoney 27/04/2011 - Camila F. de Mendonça
O aumento do fator de risco para concessão de crédito de longo prazo e a elevação da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoa física já afetam o bolso do consumidor que contraiu crédito para financiamento de veículos. A concessão de crédito dessa modalidade caiu em março e os juros subiram para a maior taxa desde fevereiro de 2009.
“A tendência é que ocorra mais aumentos nos juros daqui pra frente”, afirma o professor da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27), a taxa para financiamento de veículos passou de 2,03% ao mês para 2,2% ao mês, entre fevereiro e março. Na comparação com março do ano passado, a elevação foi ainda maior, pois naquele mês os juros estavam a 1,77% ao mês.
Oferta de crédito
Esses aumentos, na avaliação de Cintra, são reflexos das medidas do Governo de retrair a oferta de crédito – o que, de fato, acabou acontecendo. Em março, a concessão diária para financiamento de veículos, segundo o BC, somou R$ 409 milhões, contra os R$ 417 milhões de fevereiro. “Essa redução é efeito das medidas e se há uma redução de oferta, você também tem uma expectativa de elevação de custo”, explica Cintra.
E a tendência é que a oferta de crédito caia ainda mais e os juros subam, devido ao aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que agora está em 12% ao ano. “Existe um delay de cerca de seis meses entre o anúncio do aumento e o impacto efetivo dele no crédito. Contudo, a economia está calcada em comportamento humano: se existe uma expectativa de elevação, ela acaba ocorrendo antes do tempo”, explica.
Comportamento do consumidor
Além das medidas e da antecipação do mercado de retrair o crédito e elevar os juros, o comportamento do consumidor também ajuda a compor um cenário de mais altas nas taxas e menor oferta de crédito nos próximos meses. O professor explica que, com a redução dos prazos do financiamento, os consumidores ficaram mais cautelosos. “É mais fácil comprar um automóvel em cinco anos do que em três”, afirma.
E mesmo com a cautela dos consumidores, com o cenário que está se formando, e se nada mudar, a inadimplência também pode subir daqui para frente.”A inadimplência está atrelada ao aumento dos juros. Com taxas maiores, a tendência é que o consumidor tenha mais dificuldades de pagar”, explica Cintra.
Em março, segundo o BC, a inadimplência ficou estável. Esse período, explica o professor, é de acomodação, pois a inadimplência não segue o mesmo ritmo dos efeitos do aumento das taxas e da retração do crédito. Ela vem logo em seguida. “Os sinais que temos não mostram queda na inadimplência a médio prazo”, afirma.
O aumento do fator de risco para concessão de crédito de longo prazo e a elevação da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoa física já afetam o bolso do consumidor que contraiu crédito para financiamento de veículos. A concessão de crédito dessa modalidade caiu em março e os juros subiram para a maior taxa desde fevereiro de 2009.
“A tendência é que ocorra mais aumentos nos juros daqui pra frente”, afirma o professor da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27), a taxa para financiamento de veículos passou de 2,03% ao mês para 2,2% ao mês, entre fevereiro e março. Na comparação com março do ano passado, a elevação foi ainda maior, pois naquele mês os juros estavam a 1,77% ao mês.
Oferta de crédito
Esses aumentos, na avaliação de Cintra, são reflexos das medidas do Governo de retrair a oferta de crédito – o que, de fato, acabou acontecendo. Em março, a concessão diária para financiamento de veículos, segundo o BC, somou R$ 409 milhões, contra os R$ 417 milhões de fevereiro. “Essa redução é efeito das medidas e se há uma redução de oferta, você também tem uma expectativa de elevação de custo”, explica Cintra.
E a tendência é que a oferta de crédito caia ainda mais e os juros subam, devido ao aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que agora está em 12% ao ano. “Existe um delay de cerca de seis meses entre o anúncio do aumento e o impacto efetivo dele no crédito. Contudo, a economia está calcada em comportamento humano: se existe uma expectativa de elevação, ela acaba ocorrendo antes do tempo”, explica.
Comportamento do consumidor
Além das medidas e da antecipação do mercado de retrair o crédito e elevar os juros, o comportamento do consumidor também ajuda a compor um cenário de mais altas nas taxas e menor oferta de crédito nos próximos meses. O professor explica que, com a redução dos prazos do financiamento, os consumidores ficaram mais cautelosos. “É mais fácil comprar um automóvel em cinco anos do que em três”, afirma.
E mesmo com a cautela dos consumidores, com o cenário que está se formando, e se nada mudar, a inadimplência também pode subir daqui para frente.”A inadimplência está atrelada ao aumento dos juros. Com taxas maiores, a tendência é que o consumidor tenha mais dificuldades de pagar”, explica Cintra.
Em março, segundo o BC, a inadimplência ficou estável. Esse período, explica o professor, é de acomodação, pois a inadimplência não segue o mesmo ritmo dos efeitos do aumento das taxas e da retração do crédito. Ela vem logo em seguida. “Os sinais que temos não mostram queda na inadimplência a médio prazo”, afirma.
18 de abr. de 2011
JURO DO CHEQUE ESPECIAL É O MAIOR DESDE JUNHO DE 2003, DIZ PROCON-SP
portal Valor Online 15/04/2011 - Ana Luísa Westphalen
Dando continuidade ao movimento de aumento de juros observado desde o início do ano, os bancos voltaram a elevar a taxa do cheque especial, que agora é a maior desde junho de 2003.
Conforme levantamento de juros bancários feito pela Fundação Procon (Procon-SP), a taxa média está em 9,35% ao mês em abril, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a março.
Tomando como base a taxa média praticada em dezembro, o avanço totaliza 0,23 ponto percentual. Desde então, o Banco Central deu início a um novo ciclo de aperto monetário, elevando por duas vezes a taxa básica de juros da economia, no total de 1 ponto percentual, deixando a Selic no atual patamar de 11,75% ao ano.
Como as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o ano passado tiveram impacto sobre os prazos e juros de financiamento, o Procon-SP adverte que cresce a busca do consumidor por linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.
Neste mês, as elevações da taxa do cheque especial partiram do Banco do Brasil (de 8,15% para 8,27% ao mês); Itaú (de 8,85% para 8,96% ao mês) e Bradesco (de 8,79% para 8,83% ao mês).
Empréstimo pessoal
Já a taxa média de juros ao consumidor no caso de empréstimos ficou em 5,49% ao mês, a maior desde junho de 2009. O aumento entre março e abril foi de 0,07 ponto percentual, mas em relação à taxa praticada em dezembro, o avanço já soma 0,22 ponto percentual.
Elevaram suas taxas para a modalidade o Banco do Brasil (de 5,28% para 5,48% ao mês); Caixa Econômica Federal (4,78% para 4,95% ao mês); Itaú (6,30% para 6,38% ao mês) e Bradesco (6,04% para 6,08% ao mês).
O levantamento foi feito no dia 5 de abril junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para possibilitar a comparação entre as taxas praticadas pelas instituições, foi estipulado o período contratual de 12 meses.
Vale lembrar também que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
Dando continuidade ao movimento de aumento de juros observado desde o início do ano, os bancos voltaram a elevar a taxa do cheque especial, que agora é a maior desde junho de 2003.
Conforme levantamento de juros bancários feito pela Fundação Procon (Procon-SP), a taxa média está em 9,35% ao mês em abril, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a março.
Tomando como base a taxa média praticada em dezembro, o avanço totaliza 0,23 ponto percentual. Desde então, o Banco Central deu início a um novo ciclo de aperto monetário, elevando por duas vezes a taxa básica de juros da economia, no total de 1 ponto percentual, deixando a Selic no atual patamar de 11,75% ao ano.
Como as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o ano passado tiveram impacto sobre os prazos e juros de financiamento, o Procon-SP adverte que cresce a busca do consumidor por linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.
Neste mês, as elevações da taxa do cheque especial partiram do Banco do Brasil (de 8,15% para 8,27% ao mês); Itaú (de 8,85% para 8,96% ao mês) e Bradesco (de 8,79% para 8,83% ao mês).
Empréstimo pessoal
Já a taxa média de juros ao consumidor no caso de empréstimos ficou em 5,49% ao mês, a maior desde junho de 2009. O aumento entre março e abril foi de 0,07 ponto percentual, mas em relação à taxa praticada em dezembro, o avanço já soma 0,22 ponto percentual.
Elevaram suas taxas para a modalidade o Banco do Brasil (de 5,28% para 5,48% ao mês); Caixa Econômica Federal (4,78% para 4,95% ao mês); Itaú (6,30% para 6,38% ao mês) e Bradesco (6,04% para 6,08% ao mês).
O levantamento foi feito no dia 5 de abril junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para possibilitar a comparação entre as taxas praticadas pelas instituições, foi estipulado o período contratual de 12 meses.
Vale lembrar também que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
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4 de abr. de 2011
FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS FICOU ESTAGNADO EM FEVEREIRO, APONTA ANEF
portal Cidade Biz 04/04/2011
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
Em fevereiro, o saldo total das carteiras de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas ficou estacionado em R$ 188,6 bilhões, mesmo valor registrado em dezembro de 2010. Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostra que, apesar da elevação do saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões, em dezembro, para R$ 146,8 bilhões no segundo mês do ano, o leasing apresentou queda de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Para a Anef, a estagnação do saldo total das carteiras de financiamento de veículos é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central em dezembro. Segundo o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida, a queda no leasing e a evolução moderada no CDC, em fevereiro, mostram uma mudança de cenário, se comparado a 2010.
“Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo” afirma o executivo, ressaltando que, em média, o saldo atual se mantém pelo terceiro mês seguido. Em janeiro, o saldo total de CDC e Leasing não ultrapassou os R$ 188,7 bilhões.
Juros - A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), contra 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro de 2010. A taxa praticada em janeiro de 2011 foi de 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
Inadimplência e planos mantêm média - Outros dois índices se mantiveram estáveis. A inadimplência acima de 90 dias para CDC segue a tendência positiva dos últimos meses, com um ligeiro aumento que é típico do início do ano por conta de pagamentos extraordinários como impostos, matrículas escolares e férias. Em fevereiro de 2011, o índice foi de 2,8%, enquanto em dezembro de 2010 era de 2,6%.
Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
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14 de mar. de 2011
ANEFAC VÊ QUEDA DE JUROS DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO EM FEVEREIRO, APESAR DA POLÍTICA MONETÁRIA
portal Cidade Bizz 14/03/2011
As taxas de juros das operações de crédito caíram em fevereiro, pela primeira vez no ano, apesar das medidas implementadas pelo BC, em dezembro, para frear o consumo e conter a inflação.
De acordo com a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros média para pessoas físicas caiu 0,12 ponto percentual em fevereiro (2,97 pp no ano), passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) para 6,73% ao mês (118,49% ao ano)., É a menor taxa de juros média desde outubro de 2010.
Pessoa Física - Com exceção do cheque especial, as demais linhas de crédito para pessoas físicas tiveram suas taxas de juros elevadas em fevereiro (o cartão de crédito rotativo não variou):
Pessoa Jurídica - Todas as linhas de crédito foram reduzidas no mês, com exceção da conta garantida. No geral, a taxa média é a menor desde dezembro de 2010.
Taxa de juros x Selic – De janeiro de 2010 a janeiro 2011 houve elevação de 2,5 pontos percentuais (elevação de 28,57%) na Selic, que passou de 8,75% ao ano para 11,25% ao ano (o estudo da Anefac é anterior à elevação da Selic para 11,75%, no dia 2 de março).
"Mesmo tendo as taxas de juros das operações de crédito sido reduzidas em fevereiro/2011 a nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz o coordenador de estudos econômicos da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, apostando na manutenção do aperto monetário nos próximos meses.
As taxas de juros das operações de crédito caíram em fevereiro, pela primeira vez no ano, apesar das medidas implementadas pelo BC, em dezembro, para frear o consumo e conter a inflação.
De acordo com a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros média para pessoas físicas caiu 0,12 ponto percentual em fevereiro (2,97 pp no ano), passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) para 6,73% ao mês (118,49% ao ano)., É a menor taxa de juros média desde outubro de 2010.
Pessoa Física - Com exceção do cheque especial, as demais linhas de crédito para pessoas físicas tiveram suas taxas de juros elevadas em fevereiro (o cartão de crédito rotativo não variou):
Pessoa Jurídica - Todas as linhas de crédito foram reduzidas no mês, com exceção da conta garantida. No geral, a taxa média é a menor desde dezembro de 2010.
Taxa de juros x Selic – De janeiro de 2010 a janeiro 2011 houve elevação de 2,5 pontos percentuais (elevação de 28,57%) na Selic, que passou de 8,75% ao ano para 11,25% ao ano (o estudo da Anefac é anterior à elevação da Selic para 11,75%, no dia 2 de março).
"Mesmo tendo as taxas de juros das operações de crédito sido reduzidas em fevereiro/2011 a nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz o coordenador de estudos econômicos da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, apostando na manutenção do aperto monetário nos próximos meses.
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15 de fev. de 2011
EXPLOSÃO DO CRÉDITO IMOBILIÁRIO FAZ GOVERNO REVER LEGISLAÇÃO DO SETOR
portal Extra 14/02/2011 - Geralda Doca e Martha Beck
O forte crescimento do crédito imobiliário no Brasil — que deve saltar dos atuais 3,8% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) até 2014 — vai obrigar o governo a rever o arcabouço jurídico que rege os financiamentos habitacionais no país. Técnicos da área econômica já começaram a estudar o que precisa ser aperfeiçoado para evitar riscos de desequilíbrio no mercado. A avaliação é que, embora o país não enfrente bolhas no crédito imobiliário, precisa estar preparado para o aumento do número de contratos, sobretudo com a chegada de 30 milhões de pessoas à classe média.
Algumas regras causam insegurança a bancos e mutuários. Um exemplo está na chamada Lei da Usura — decreto dos anos 30 que proíbe a cobrança de juros sobre juros. São comuns casos de pessoas que consideram seus contratos imobiliários abusivos pela forma como os juros são calculados e recorrem à Justiça com base nessa lei.
— Revogar o decreto e deixar claro que a capitalização de juros pode ser aplicada ao crédito imobiliário daria maior segurança aos bancos na hora de emprestar dinheiro — diz o especialista do setor imobiliário José Pereira.
Analista defende sistema único de matrícula do imóvel
Há problemas até mesmo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele define que um cliente tem direito a desconto quando quitar seu financiamento antecipadamente. Mas não está claro se isso é algo que possa ser aplicado na compra de imóveis, o que provoca interpretações dúbias por parte da Justiça.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, é preciso estar alerta não apenas à forma como os juros são cobrados, mas também ao custo total.
— Nos contratos, estão embutidos juros, seguros e taxas cobradas pelos bancos. Muitas vezes, falta essa informação aos mutuários, que ficam sem chance de saber se há abusos — disse Tardin.
Mutuários também podem ter problemas após a compra do bem. Cada imóvel tem um número de matrícula que fica registrado em cartório, mas não há um sistema nacional que unifique os dados. Por isso, corre-se o risco de adquirir uma casa ou um apartamento e depois descobrir que o imóvel tem pendências em um outro estado.
— Por causa disso, levamos de 30 a 60 dias para fazer uma escritura ou um financiamento — afirmou Celso Petrucci, economista do Sindicato da Construção de São Paulo (Secovi).
Há dificuldades até mesmo com avanços que foram feitos na legislação nos últimos anos. O chamado patrimônio de afetação — criado para proteger empreendimentos na planta — ainda é pouco utilizado.
Já a alienação fiduciária, que facilita a retomada do imóvel em caso de inadimplência, tem sido usada por devedores na Justiça para manter a posse do bem. Uma brecha no CDC garante ao consumidor direito a reembolso de valores já pagos caso perca o que comprou.
Segundo um técnico da área econômica, ajustes serão feitos aos poucos para evitar insegurança no mercado. Ele lembrou que o problema relacionado à Lei da Usura, por exemplo, foi resolvida no Programa Minha Casa, Minha Vida, pois o governo definiu que a amortização de um contrato pode ser negociada entre banco e mutuário.
No caso do CDC, uma solução seria alterar o texto para deixar claro que a regra da alienação fiduciária não vale para contratos imobiliários.
No patrimônio de afetação, fontes do governo afirmam que a procura por financiamentos é tão grande que as construtoras não precisam convencer os mutuários a fechar contratos oferecendo mais segurança. Por isso, uma solução seria oferecer alguns incentivos a quem optar pelo patrimônio de afetação.
O forte crescimento do crédito imobiliário no Brasil — que deve saltar dos atuais 3,8% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) até 2014 — vai obrigar o governo a rever o arcabouço jurídico que rege os financiamentos habitacionais no país. Técnicos da área econômica já começaram a estudar o que precisa ser aperfeiçoado para evitar riscos de desequilíbrio no mercado. A avaliação é que, embora o país não enfrente bolhas no crédito imobiliário, precisa estar preparado para o aumento do número de contratos, sobretudo com a chegada de 30 milhões de pessoas à classe média.
Algumas regras causam insegurança a bancos e mutuários. Um exemplo está na chamada Lei da Usura — decreto dos anos 30 que proíbe a cobrança de juros sobre juros. São comuns casos de pessoas que consideram seus contratos imobiliários abusivos pela forma como os juros são calculados e recorrem à Justiça com base nessa lei.
— Revogar o decreto e deixar claro que a capitalização de juros pode ser aplicada ao crédito imobiliário daria maior segurança aos bancos na hora de emprestar dinheiro — diz o especialista do setor imobiliário José Pereira.
Analista defende sistema único de matrícula do imóvel
Há problemas até mesmo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele define que um cliente tem direito a desconto quando quitar seu financiamento antecipadamente. Mas não está claro se isso é algo que possa ser aplicado na compra de imóveis, o que provoca interpretações dúbias por parte da Justiça.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, é preciso estar alerta não apenas à forma como os juros são cobrados, mas também ao custo total.
— Nos contratos, estão embutidos juros, seguros e taxas cobradas pelos bancos. Muitas vezes, falta essa informação aos mutuários, que ficam sem chance de saber se há abusos — disse Tardin.
Mutuários também podem ter problemas após a compra do bem. Cada imóvel tem um número de matrícula que fica registrado em cartório, mas não há um sistema nacional que unifique os dados. Por isso, corre-se o risco de adquirir uma casa ou um apartamento e depois descobrir que o imóvel tem pendências em um outro estado.
— Por causa disso, levamos de 30 a 60 dias para fazer uma escritura ou um financiamento — afirmou Celso Petrucci, economista do Sindicato da Construção de São Paulo (Secovi).
Há dificuldades até mesmo com avanços que foram feitos na legislação nos últimos anos. O chamado patrimônio de afetação — criado para proteger empreendimentos na planta — ainda é pouco utilizado.
Já a alienação fiduciária, que facilita a retomada do imóvel em caso de inadimplência, tem sido usada por devedores na Justiça para manter a posse do bem. Uma brecha no CDC garante ao consumidor direito a reembolso de valores já pagos caso perca o que comprou.
Segundo um técnico da área econômica, ajustes serão feitos aos poucos para evitar insegurança no mercado. Ele lembrou que o problema relacionado à Lei da Usura, por exemplo, foi resolvida no Programa Minha Casa, Minha Vida, pois o governo definiu que a amortização de um contrato pode ser negociada entre banco e mutuário.
No caso do CDC, uma solução seria alterar o texto para deixar claro que a regra da alienação fiduciária não vale para contratos imobiliários.
No patrimônio de afetação, fontes do governo afirmam que a procura por financiamentos é tão grande que as construtoras não precisam convencer os mutuários a fechar contratos oferecendo mais segurança. Por isso, uma solução seria oferecer alguns incentivos a quem optar pelo patrimônio de afetação.
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Lei da Usura
20 de jan. de 2011
COM ALTA DA SELIC, BRASIL COMPLETA UM ANO NA LIDERANÇA DE JUROS REAIS
portal Folha Online
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 11,25% ao ano, fez com que o Brasil completasse um ano na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta.
O Brasil ocupa a primeira posição do ranking desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época, a Indonésia, após a quarta manutenção consecutiva da Selic.
Com a alta, os juros reais foram a 5,5% ao ano. Na segunda posição aparece a Austrália, com taxa real de 1,9%, quase três vezes menos que a taxa brasileira. Na terceira posição está a África do Sul, com 1,8%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores economias do planeta.
Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.
De acordo com os analistas, a inflação de commodities alterou algumas projeções de inflação pelo mundo, o que gerou mudanças nas colocações do ranking. Além disso, o aumento da inflação também pode levar a novas altas na taxa de juros brasileira.
"O recente aumento dos índices de inflação tende a levar a um posicionamento mais retracionista de política monetária do Banco Central em 2011 e a perspectiva de continuidade do crescimento econômico renova a possibilidade de elevações de juros no Brasil", afirmaram.
Os analistas afirmam que, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking, seria necessário um corte de 3,5 pontos percentuais na taxa Selic, para 7,25% ao ano. Assim, o país chegaria a um juro real de 1,7%, ocupando a terceira posição.
Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países citados registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos países analisados ficou em -0,8%. Os últimos lugares do ranking são ocupados por Venezuela (-7,4%), Grécia (-4,0%%) e Cingapura (-3,6%).
A liderança do Brasil ajuda o país a registrar uma expressiva entrada de capital externo, que ocorre porque os títulos de renda fixa emitidos no país pagam mais que seus pares internacionais. Por conta disso, o governo anunciou no segundo semestre algumas medidas para conter a valorização do real no mercado, que prejudica exportadores e amplia as importações no país.
Outros países com juros nominais altos detêm projeções inflacionárias mais fortes, e, portanto, perdem posições no ranking.
Veja o ranking dos dez países com os maiores juros reais:
1º Brasil 5,5%
2º Austrália 1,9%
3º África do Sul 1,8%
4º Hungria 1,0%
5º Filipinas 1,0%
6º Polônia 0,8%
7º Malásia 0,7%
8º China 0,7%
9º Taiwan 0,4%
10º Chile 0,3%
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 11,25% ao ano, fez com que o Brasil completasse um ano na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta.
O Brasil ocupa a primeira posição do ranking desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época, a Indonésia, após a quarta manutenção consecutiva da Selic.
Com a alta, os juros reais foram a 5,5% ao ano. Na segunda posição aparece a Austrália, com taxa real de 1,9%, quase três vezes menos que a taxa brasileira. Na terceira posição está a África do Sul, com 1,8%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores economias do planeta.
Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.
De acordo com os analistas, a inflação de commodities alterou algumas projeções de inflação pelo mundo, o que gerou mudanças nas colocações do ranking. Além disso, o aumento da inflação também pode levar a novas altas na taxa de juros brasileira.
"O recente aumento dos índices de inflação tende a levar a um posicionamento mais retracionista de política monetária do Banco Central em 2011 e a perspectiva de continuidade do crescimento econômico renova a possibilidade de elevações de juros no Brasil", afirmaram.
Os analistas afirmam que, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking, seria necessário um corte de 3,5 pontos percentuais na taxa Selic, para 7,25% ao ano. Assim, o país chegaria a um juro real de 1,7%, ocupando a terceira posição.
Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países citados registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos países analisados ficou em -0,8%. Os últimos lugares do ranking são ocupados por Venezuela (-7,4%), Grécia (-4,0%%) e Cingapura (-3,6%).
A liderança do Brasil ajuda o país a registrar uma expressiva entrada de capital externo, que ocorre porque os títulos de renda fixa emitidos no país pagam mais que seus pares internacionais. Por conta disso, o governo anunciou no segundo semestre algumas medidas para conter a valorização do real no mercado, que prejudica exportadores e amplia as importações no país.
Outros países com juros nominais altos detêm projeções inflacionárias mais fortes, e, portanto, perdem posições no ranking.
Veja o ranking dos dez países com os maiores juros reais:
1º Brasil 5,5%
2º Austrália 1,9%
3º África do Sul 1,8%
4º Hungria 1,0%
5º Filipinas 1,0%
6º Polônia 0,8%
7º Malásia 0,7%
8º China 0,7%
9º Taiwan 0,4%
10º Chile 0,3%
11 de nov. de 2010
JUROS AO CONSUMIDOR RECUAM EM OUTUBRO E TÊM MENOR TAXA DA SÉRIE, MOSTRA ANEFAC
portal InfoMoney 11/11/2010 - Gladys Ferraz Magalhães
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 5 pontos-base em outubro, registrando a menor taxa da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. No décimo mês do ano, os juros médios ficaram em 6,69% ao mês e, em setembro, a taxa era de 6,74%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (11), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha), a volta do crescimento econômico nas principais economias e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo com a taxa básica de juros sido elevada no ano.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 34 pontos-base, uma vez que, em outubro daquele ano, a taxa média era de 7,03% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e outubro deste ano a Selic sofreu uma elevação de 2 pontos percentuais passando de 8,75% para 10,75% ao ano.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 4,45 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 117,51% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o nono e o décimo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros.
Na comparação com outubro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 6 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para setembro e outubro deste ano, assim como a taxa no décimo mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 5 pontos-base em outubro, registrando a menor taxa da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. No décimo mês do ano, os juros médios ficaram em 6,69% ao mês e, em setembro, a taxa era de 6,74%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (11), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha), a volta do crescimento econômico nas principais economias e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo com a taxa básica de juros sido elevada no ano.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 34 pontos-base, uma vez que, em outubro daquele ano, a taxa média era de 7,03% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e outubro deste ano a Selic sofreu uma elevação de 2 pontos percentuais passando de 8,75% para 10,75% ao ano.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 4,45 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 117,51% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o nono e o décimo mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros.
Na comparação com outubro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 6 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para setembro e outubro deste ano, assim como a taxa no décimo mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
25 de out. de 2010
ANUIDADE NO CARTÃO DE CRÉDITO BRASILEIRO É MAIOR DO QUE NOS EUA E INGLATERRA
portal InfoMoney 25/10/2010 - Gladys Ferraz Magalhães
O brasileiro paga uma anuidade maior para ter um cartão de crédito do que os moradores dos Estados Unidos ou do Reino Unido, segundo dados do Lafferty Group, divulgados pelo presidente da Hipercard e diretor da Abecs (Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços), Ivo Vieitas, durante o 5º Cmep (Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos e de Pagamentos).
De acordo com os dados, no Brasil, a anuidade de um cartão de crédito varia de US$ 21 a US$ 284, enquanto que no Reino Unido é de US$ 15 a US$ 70 e nos Estados Unidos fica entre zero e US$ 150.
Juros e pagamento mínimo
Com uma população de 192 milhões de pessoas, o Brasil contava em 2009 com 3 cartões per capita, sendo que, deste total, 0,7 era de crédito.
Além de pagar anuidades mais altas, os brasileiros também pagam mais em juros e possuem um percentual maior permitido para o pagamento mínimo da fatura. Por aqui, os juros anuais variam de 188% a 433%, enquanto que nos Estados Unidos e no Reino Unido eles ficam entre 8,99% e 28,7% e 6,8% a 31,5%, respectivamente.
No que diz respeito ao pagamento mínimo da fatura os percentuais são os seguintes: de 10% a 25% no Brasil, de 1% a 5% no Reino Unido e de 4% nos Estados Unidos.
O brasileiro paga uma anuidade maior para ter um cartão de crédito do que os moradores dos Estados Unidos ou do Reino Unido, segundo dados do Lafferty Group, divulgados pelo presidente da Hipercard e diretor da Abecs (Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços), Ivo Vieitas, durante o 5º Cmep (Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos e de Pagamentos).
De acordo com os dados, no Brasil, a anuidade de um cartão de crédito varia de US$ 21 a US$ 284, enquanto que no Reino Unido é de US$ 15 a US$ 70 e nos Estados Unidos fica entre zero e US$ 150.
Juros e pagamento mínimo
Com uma população de 192 milhões de pessoas, o Brasil contava em 2009 com 3 cartões per capita, sendo que, deste total, 0,7 era de crédito.
Além de pagar anuidades mais altas, os brasileiros também pagam mais em juros e possuem um percentual maior permitido para o pagamento mínimo da fatura. Por aqui, os juros anuais variam de 188% a 433%, enquanto que nos Estados Unidos e no Reino Unido eles ficam entre 8,99% e 28,7% e 6,8% a 31,5%, respectivamente.
No que diz respeito ao pagamento mínimo da fatura os percentuais são os seguintes: de 10% a 25% no Brasil, de 1% a 5% no Reino Unido e de 4% nos Estados Unidos.
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15 de out. de 2010
JUROS AO CONSUMIDOR RECUAM EM SETEMBRO E TÊM MENOR TAXA DA SÉRIE, MOSTRA ANEFAC
portal InfoMoney 14/10/2010 - Gladys Ferraz Magalhães
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 1 ponto base em setembro, registrando a menor taxa da série histórica iniciada em 1995. No nono mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês e, em agosto, a taxa era de 6,75%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (14), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha) e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo após aumento na taxa básica de juros.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 27 pontos-base, uma vez que, em setembro daquele ano, a taxa média era de 7,01% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e setembro deste ano, a Selic sofreu uma elevação de 200 pontos-base, passando de 8,75% para 10,75% ao ano, no período.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 3,22 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 118,74% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o oitavo e o nono mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito e CDC-Bancos ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros, com exceção do cheque especial, que passou de 7,45% para 7,47%.
Na comparação com setembro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 13 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para agosto e setembro deste ano, assim como a taxa no nono mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física recuou 1 ponto base em setembro, registrando a menor taxa da série histórica iniciada em 1995. No nono mês do ano, os juros médios ficaram em 6,74% ao mês e, em agosto, a taxa era de 6,75%.
De acordo com dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quinta-feira (14), essa queda pode ser atribuída ao bom momento pelo qual passa a economia brasileira, à normalização do mercado externo após período de grande turbulência provocado pela crise nos países europeus (Grécia, Portugal e Espanha) e à normalização do crédito no mercado internacional.
Além disso, explicou a entidade, a redução dos índices de inadimplência e a maior competição no sistema financeiro também contribuíram para que as taxas de operações de crédito para pessoa física tenham sido reduzidas, mesmo após aumento na taxa básica de juros.
Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 27 pontos-base, uma vez que, em setembro daquele ano, a taxa média era de 7,01% ao mês.
Selic e juros ao consumidor
De acordo com a Anefac, entre janeiro e setembro deste ano, a Selic sofreu uma elevação de 200 pontos-base, passando de 8,75% para 10,75% ao ano, no período.
Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 3,22 pontos percentuais, passando de 121,96% ao ano para 118,74% ao ano no mesmo período.
Por modalidade
Entre o oitavo e o nono mês de 2010, apenas os juros do cartão de crédito e CDC-Bancos ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nos juros, com exceção do cheque especial, que passou de 7,45% para 7,47%.
Na comparação com setembro do ano passado, cartão de crédito, que registrou alta de 1 ponto-base (0,01 ponto percentual), e cheque especial, com alta de 13 pontos-base foram as únicas modalidades a registrarem aumentos nas taxas de juros.
A tabela abaixo inclui a taxa média mensal cobrada nas seis modalidades de financiamento para as pessoas físicas acompanhadas pela Anefac, para agosto e setembro deste ano, assim como a taxa no nono mês do ano passado, além da variação em pontos-base:
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