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5 de jul. de 2011

DEPENDENDO DO BANCO, PREÇO DE TARIFA MAIS QUE DOBRA

portal InfoMoney 04/07/2011 - Fernanda de Moraes Bonadia

Com a padronização da nomenclatura dos serviços prioritários, definida pelo Banco Central, ficou mais fácil para o consumidor detectar as diferenças entre as cobranças realizadas por instituições financeiras. E uma delas mostra que o valor de uma mesma tarifa pode mais que dobrar de um banco para outro.

Análise realizada pelo Procon-SP revelou que a maior diferença praticada em preços de tarifas bancárias  está no extrato de um período de conta de depósito à vista e de poupança (presencial ou pessoal). O valor máximo detectado foi de R$ 4 (Safra) e o menor, de R$ 1,45 (Caixa Econômica Federal), uma diferença de 175,86%. A média é de R$ 2,49.

No caso do fornecimento de extrato mensal de conta de depósitos à vista e de poupança (presencial ou pessoal), a diferença chegou a 150%: de R$ 1,6 (Bradesco) a R$ 4 (Caixa e Safra). O valor médio deste serviço é de R$ 2,79.

Outra grande variação foi de 107,02%, detectada na confecção de cadastro para início de relacionamento: de R$ 28,5 (Santander) a R$ 59 (HSBC). A média é de R$ 36,79.

Novas regras dos cartões
No final de 2010, O CMN (Conselho Monetário Nacional) criou novas regras para os cartões de crédito. Elas entraram em vigor no último dia 6 de junho e permitem a cobrança exclusiva de cinco tarifas: anuidade, segunda via, saque fora do Brasil, pagamento de contas no crédito e avaliação emergencial de crédito.

Tendo como base a resolução do CMN, o Procon pesquisou três serviços das sete instituições financeiras e constatou que a segunda via do cartão com função de crédito apresentou variação de 100%, sendo que o valor mais baixo foi de R$ 5 (CEF e Santander), e o mais alto de R$ 10 (Itaú).

Já em relação ao serviço de avaliação emergencial de crédito, o Safra é o único que não cobra pelo serviço, enquanto as demais instituições cobram a mesma tarifa de R$ 15.

Tarifas

Confira abaixo os valores mínimos, máximos e médios identificados em outros serviços, bem como as variações:



13 de jun. de 2011

GOVERNO SANCIONA COM VETOS LEI DO CADASTRO POSITIVO

portal G1 10/06/2011 - Alexandro Martello

A presidente Dilma Rousseff sancionou, com três vetos, a lei que cria o cadastro positivo de bons pagadores, instrumento que poderá contribuir para diminuir o custo do crédito para quem mantém as contas em dia. A inclusão dos nomes no cadastro positivo é uma opção de cada consumidor. Deste modo, aqueles que quiserem ingressar, devem fazer um pedido formal. A lei ainda precisa de regulamentações posteriores para definir o funcionamento do cadastro positivo.

A medida provisória, que cria a lista, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em maio deste ano. Entre os vetos da Presidência, estão dispositivos que impediam o cancelamento do cadastro a qualquer momento por parte do consumidores. Pela regra anterior, o cancelamento não poderia ser feito se houvesse "obrigação creditícia em curso". A mensagem de veto diz que o texto violava a "privacidade dos cidadãos e o caráter voluntário do cadastro positivo.”

Outro veto diz respeito à possibilidade de consulta dos próprios dados, a qualquer momento, por parte dos usuários de forma gratuita. Pelo texto anterior, vetado, o direito poderia ser limitado a uma vez a cada quatro meses. "O livre acesso de todo cidadão às suas próprias informações é pressuposto necessário a procedimento que vise tutelar o exercício de direitos, devendo ser assegurada sua gratuidade a qualquer tempo", diz a mensagem de veto divulgada pela Casa Civil.

Como será:

1) Os bancos de dados terão registradas as informações sobre o histórico de pagamentos do consumidor (pessoa física ou jurídica).

2) Se ele deixar de pagar uma conta por um mês, por exemplo, não sairá do cadastro positivo, mas terá essa informação registrada em seu histórico. O consumidor poderá solicitar impugnação de qualquer informação "erroneamente anotada" sobre ele e ter, em até sete dias, sua correção ou cancelamento e comunicação aos demais bancos de dados.

3) Para a abertura do cadastro positivo, o consumidor terá de dar autorização por meio de um documento específico ou de uma cláusula à parte em um contrato de financiamento ou compra a prazo, por exemplo.

4) As informações incluídas no cadastro devem ser objetivas, claras, verdadeiras e de fácil compreensão, “necessárias para avaliar a situação econômica do cadastrado”.
5) O compartilhamento de informações entre os bancos de dados só será permitido se for autorizado pelo cadastrado em documento específico ou cláusula à parte de um contrato de compra.

6) Se quiser, o cadastrado incluído na lista poderá cancelar seu cadastro.
7) Os gestores dos bancos de dados serão obrigados a fornecer ao cadastrado todas as informações que houver no cadastro.

8) O cadastrado terá direito de saber quais os bancos de dados que compartilharam seus arquivos e quem consultou as informações.

9) O prazo de permanência das informações nos bancos de dados é de 15 anos.

10) O texto proíbe a anotação de informação considerada excessiva, que não tenha relação com a análise de risco de crédito ao consumidor. Não é permitido que haja no cadastro informações sobre origem étnica, sexual, sobre saúde ou convicções políticas e religiosas.

11) O banco de dados, a fonte e o consulente são responsáveis objetiva e solidariamente pelos danos materiais e morais que causarem ao cadastrado.

Críticas

A Fundação Procon-SP vê com preocupação alguns pontos do cadastro positivo e afirma que a medida não traz benefícios ao consumidor no curto prazo. “O mercado diz que se caírem, as taxas de juros cairão só daqui a dois anos”, avaliou o assessor-chefe do Procon, Carlos Coscarelli.

Entre as dúvidas do órgão quanto ao cadastro está a possibilidade de uso indevido, a exemplo do que ocorre, muitas vezes, segundo ele, nas listas negativas, de inadimplentes. “Hoje, o cadastro negativo é usado com pouco cuidado, sem muita segurança. O que vemos é a chance de que seja criado um outro tipo de consumidor, que não é considerado bom pagador nem devedor, e que não terá benefício”, afirmou em maio.

Para Coscarelli, a tendência é de que o mercado comece a condicionar a liberação de crédito à inclusão no cadastro positivo. “O consumidor pode ser bom pagador, mas não querer ter seu nome em lista nenhuma. Essa é uma preocupação nossa.”

No ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a aprovação do Cadastro Positivo iria possibilitar uma queda dos juros bancários para os consumidores.

"É uma velha luta. Eu não sei porque demoramos tanto e houve tanto obstáculo. O Cadastro Positivo vai ser bom porque possibilitará um conhecimento mais profundo das instituições financeiras sobre a situação dos correntistas, daqueles que querem mais crédito. Qaundo você não tem informação, eleva as taxas", disse ele, na época.

30 de mai. de 2011

SP PROÍBE COBRANÇA PELA EMISSÃO DE BOLETO BANCÁRIO

jornal Folha de S. Paulo 28/05/2011 – Natália Paiva

A cobrança de taxa por emissão de boleto bancário ou carnê está proibida por lei no Estado de São Paulo.

A lei 14.463, sancionada na quarta-feira pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, vale para todos os fornecedores, as instituições financeiras e as empresas prestadoras de serviços.

A regra já valia para serviços financeiros, segundo norma de 2009 do Banco Central. E a cobrança já era considerada abusiva por órgãos de defesa do consumidor. Para não pagar a taxa ou ser restituído, era preciso entrar com ação no Procon.

A argumentação se baseava em uma interpretação do CDC (Código de Defesa do Consumidor) que avaliava o pagamento como uma "dupla cobrança" pelo serviço. Como o texto não era explícito, podia ser contestado.

"Essa prática ainda existe. A partir de agora, a discussão cessa e as empresas vão ter de aceitar", diz Carlos Coscarelli, assessor-chefe do Procon-SP, que fiscalizará o cumprimento da lei.

As empresas que descumprirem poderão receber multas de R$ 405 a R$ 6,09 milhões. A punição varia de acordo com o tamanho da empresa (faturamento).

O consumidor que tenha boleto a pagar pode desconsiderar a taxa e quitar apenas a diferença. A empresa vai ter de aceitar o pagamento sem a taxa ou emitir outro boleto.

Se cobrado indevidamente, deve procurar um posto do Procon, registrar denúncia e obter a restituição (o dobro do valor pago, pelo CDC).

O avanço ante o CDC é que a cobrança fica vedada até para relações que não sejam de consumo, como contratar imobiliárias, diz Lucas Cabette, do Idec.

24 de mai. de 2011

BANCOS FICAM MAIS RENTÁVEIS COM CADASTRO POSITIVO, DIZ BARCLAYS

portal iG 23/05/2011 - Aline Cury Zampieri,

A criação do cadastro positivo de crédito deve melhorar a rentabilidade dos bancos brasileiros, a qualidade dos empréstimos e reduzir a precificação dos financiamentos para bons devedores. As conclusões são de relatórios divulgados nesta segunda-feira pelo Barclays e pela agência de classificação de risco Moody’s.
Na última quarta-feira, o Senado converteu em lei a medida provisória emitida no final de 2010 pelo presidente Lula que estabelece regras mais específicas sobre o assunto. A decisão ainda precisa de aprovação da presidenta Dilma.

“O uso do cadastro positivo no Brasil deve melhorar a capacidade dos bancos de reduzir as taxas de inadimplência de suas carteiras, nos portfólios já existentes. Pode também permitir a ampliação da base de devedores, mas trazendo mais condições de manutenção do nível de endividamento. Tudo isso contribui para uma melhoria da rentabilidade geral do sistema financeiro”, diz o Barclays.

Para a Moody’s, o cadastro tem benefícios claros, já que melhora a qualidade da informação relativa a crédito e permite o acesso dos bancos ao histórico de consumo dos clientes, o que vai melhorar suas análises e a originação de empréstimos.
“Também esperamos que essas informações eventualmente reduzam a precificação de títulos para tomadores de crédito com bom histórico de endividamento”, afirma a agência.

A Moody’s lembra que, em parte, a falta de um cadastro positivo no Brasil é um legado de longos períodos de inflação e taxas de juros muitos altas, que levaram a históricos de dívida não confiáveis. “Recentemente, preocupações a respeito da privacidade dos consumidores e sua proteção também atrasaram a introdução do sistema.”

Para compensar essas deficiências, diz a Moody’s, os bancos brasileiros tenderam a colocar altos spreads nos empréstimos, tanto para empresas quanto para pessoas físicas. “Prêmiso altos ajudaram a encobrir incertezas no comportamento do crédito.” A agência mostra que, em 2009, os custos ligados a crédito respondiam por um terço do spread das operações de renda fixa dos bancos (dados do Banco Central).
“A criação do cadastro é certamente um desenvolvimento necessário. O robusto crescimento nos empréstimos do país viu a entrada de uma vasta gama de novos devedores e pequenos negócios desde 2005, muitos deles com comportamento de crédito não testado.”

Em seu relatório, o Barclays cita um estudo do Banco Mundial, de 2005, mostrando que são muito significativos os benefícios de se ter cadastros positivo e negativo (caso do Brasil) para crédito. “As simulações indicam que a implementação do cadastro positivo no Brasil pode reduzir as taxas de inadimplência em 45%. Além disso, com base em informações coletadas em outros países, a combinação de cadastro positivo e negativo pode elevar em 88% o nível de aprovação de crédito dos bancos, comparado com os países que possuem apenas cadastro negativo.”

Poderia ser melhor

Apesar de aprovar a nova lei, o Barclays acredita que a regra poderia ter ficado melhor. “A lei carece de alguns aspectos importantes para o funcionamento adequado de um bureau de crédito positivo, particularmente em relação ao uso, armazenamento, compartilhamento de dados de clientes de crédito e divisão de custos de manutenção entre os bancos, provedores de serviços e bureaus.”

A lei estabelece que os clientes devem consentir por escrito para ter seu histórico de crédito e outros pagamentos adicionados ao cadastro positivo e, uma vez registrado, novas informações serão adicionadas sem aviso. Os clientes terão as informações registradas automaticamente, o histórico não deverá ser mantido exclusivamente por uma companhia (não deverá haver acordos de exclusividade entre cadastro e alimentadores de informações), e os usuários devem ter acesso a seus históricos, sem custo, a cada quatro meses. O histórico deve ser mantido por 15 anos.

Procon é contra

A Fundação Procon SP encaminhou dia 17 de maio ao Senado um documento manifestando suas preocupações com relação à aprovação da formação do cadastro positivo. A intenção era modificar vários pontos da proposta, que o Procon entende conter restrições que violam direitos e garantias fundamentais dos consumidores.

"De acordo com o texto que passou pela Câmara, o cancelamento do cadastro quando há obrigação creditícia (financiamento, empréstimo pessoal, etc) ainda em curso, sujeita o consumidor à manutenção de suas informações pessoais no banco de dados, não estando claro por quanto tempo essas informações ficarão disponíveis", diz em nota. "A julgar pelo que dispõe o projeto esses dados poderão permanecer por até 15 anos no banco de dados. Isso coloca o consumidor em absoluta desvantagem, pois mantém disponíveis seus dados pessoais sem qualquer contrapartida", continua.

Outro ponto criticado foi o que restringe o acesso gratuito do consumidor às informações sobre ele existentes no banco de dados a uma vez a cada quatro meses. "Tal limitação desrespeita direito básico do cadastrado, o da informação. Ao consumidor deve ser assegurado o acesso amplo, irrestrito e ilimitado a toda e qualquer informação pessoal existente nos bancos de dados."

18 de abr. de 2011

JURO DO CHEQUE ESPECIAL É O MAIOR DESDE JUNHO DE 2003, DIZ PROCON-SP

portal Valor Online 15/04/2011 - Ana Luísa Westphalen

Dando continuidade ao movimento de aumento de juros observado desde o início do ano, os bancos voltaram a elevar a taxa do cheque especial, que agora é a maior desde junho de 2003.

Conforme levantamento de juros bancários feito pela Fundação Procon (Procon-SP), a taxa média está em 9,35% ao mês em abril, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a março.

Tomando como base a taxa média praticada em dezembro, o avanço totaliza 0,23 ponto percentual. Desde então, o Banco Central deu início a um novo ciclo de aperto monetário, elevando por duas vezes a taxa básica de juros da economia, no total de 1 ponto percentual, deixando a Selic no atual patamar de 11,75% ao ano.

Como as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo desde o ano passado tiveram impacto sobre os prazos e juros de financiamento, o Procon-SP adverte que cresce a busca do consumidor por linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito.

Neste mês, as elevações da taxa do cheque especial partiram do Banco do Brasil (de 8,15% para 8,27% ao mês); Itaú (de 8,85% para 8,96% ao mês) e Bradesco (de 8,79% para 8,83% ao mês).

Empréstimo pessoal

Já a taxa média de juros ao consumidor no caso de empréstimos ficou em 5,49% ao mês, a maior desde junho de 2009. O aumento entre março e abril foi de 0,07 ponto percentual, mas em relação à taxa praticada em dezembro, o avanço já soma 0,22 ponto percentual.

Elevaram suas taxas para a modalidade o Banco do Brasil (de 5,28% para 5,48% ao mês); Caixa Econômica Federal (4,78% para 4,95% ao mês); Itaú (6,30% para 6,38% ao mês) e Bradesco (6,04% para 6,08% ao mês).

O levantamento foi feito no dia 5 de abril junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para possibilitar a comparação entre as taxas praticadas pelas instituições, foi estipulado o período contratual de 12 meses.

Vale lembrar também que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

1 de abr. de 2011

PROCON-SP DIZ QUE IRÁ AUTUAR BANCOS POR DEMORA NO ATENDIMENTO

portal G1 01/04/2011

O Procon-SP informou nesta sexta-feira (1) que irá autuar onze agências bancárias em São Paulo em razão da demora do atendimento aos consumidores. Os bancos responderão a processo administrativo e poderão ser multados em valores que variam entre R$ 405 a R$ 6.087.800.

De acordo com a entidade, as autuações serão aplicadas em agências do Santander; Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco.

A fiscalização ocorreu no final de 2010 em 39 agências bancárias da capital paulista que já tinham reclamação registrada por consumidores no atendimento do Procon-SP.

Por telefone, o G1 entrou em contato com Santander, Caixa e Banco do Brasil e aguarda retorno.

Em nota, o Bradesco afirmou que se esforça para cumprir prazos legais, embora falhas pontuais possam ocorrer em épocas de pico de fluxo de clientes. Leia o comunicado na íntegra:

"O Bradesco concentra esforços no sentido de atender todos os públicos dentro do prazo estabelecido pela lei. O objetivo é atender aos prazos legais, embora possa ocorrer pontualmente situações não usuais em função de eventuais concentrações de fluxo. Nas agências, principalmente no início do mês, quando aumenta o número de pagamento de contas por usuários e clientes das agências".

Entre os itens considerados durante o monitoramento do Procon-SP estão quantidade de guichês disponíveis, caixas em funcionamento, quantidade de consumidores na fila, quantidade de terminais existentes e em operação no auto-atendimento e presença de orientadores no auto-atendimento.

O Procon-SP orienta que os consumidores que se sentirem lesados pela demora no atendimento aos bancos em São Paulo denunciem nos postos de atendimento da entidade localizados nos Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera.

21 de mar. de 2011

LÍDERES DE ATENDIMENTOS RECLAMAM DO PROCON-SP

jornal Folha de S. Paulo 21/03/2011 – Mercado Aberto

As líderes de reclamação no Procon-SP investem em melhorias para atender os clientes, mas reclamam dos métodos da instituição.

A Telefônica, responsável pelo maior número de atendimentos em 2010, terceiriza o seu serviço de respostas ao consumidor. "São 28 pessoas que trabalham exclusivamente com essa demanda", diz o diretor Paulo Mesquita.

No Itaú Unibanco, vice-presidentes são premiados quando há queda nas queixas, segundo o diretor de qualidade, Marcelo Orticelli.

A estratégia do banco é a mesma de Bradesco e Santander, que direcionam parte dos funcionários da ouvidoria para responder às reclamações da capital.

"Preferimos utilizar nossos profissionais, pois eles conhecem melhor a empresa", afirma o gerente do Bradesco Carlos Alberto Izoppi.

Para Telefônica e Eletropaulo, o ranking deveria levar em conta a base de clientes. "Essa comparação é fundamental", diz o diretor-executivo da Eletropaulo Sidney Simonaggio.

A empresa de energia discorda da nomenclatura "reclamações não atendidas", que significa que o consumidor não ficou satisfeito com a resposta da reclamada.

O Procon-SP diz que seus dados são sempre aperfeiçoados. "Queremos informar o consumidor para que ele escolha o produto que vai levar", diz o diretor-executivo da fundação, Paulo Góes.

16 de mar. de 2011

PROCON-SP: CARTÃO DE CRÉDITO É PRINCIPAL ALVO DE QUEIXAS

portal Economia & Negócios 16/03/2011 - Wladimir D'Andrade (Agencia Estado)

O Cadastro de Reclamações Fundamentadas da Fundação Procon-SP mostra que, no ranking das 50 companhias que mais receberam queixas em 2010, 14 estão no setor financeiro. Novamente, protestos a respeito de cartões de crédito representam a maior parte das queixas. "Mais uma vez o cartão de crédito é o assunto mais reclamado", disse hoje a supervisora da Área de Assuntos Financeiros e Habitação do Procon-SP, Renata Reis, após divulgação dos números da capital paulista.

As transações não reconhecidas pelos clientes representam a maior parte das reclamações sobre cartões de crédito. Em seguida estão os envios de produtos não solicitados pelo consumidor e cobranças abusivas de tarifas. Renata destacou o "esforço" das empresas na questão da segurança dos cartões e no combate às fraudes, mas reconhece a dificuldade em resolver esses problemas. "As empresas se preocupam em colocar o produto no mercado, mas não conseguem resolver as fraudes na mesma medida", diz.

O segmento de assuntos financeiros foi responsável por 7.563 das 31.509 reclamações registradas pelo Procon-SP em 2010, ou 24%. De acordo com a fundação, o aumento real do consumo e a facilidade de acesso ao crédito ampliou a base de clientes do setor. No entanto, segundo o Procon-SP, as empresas deixaram de implementar cuidados especiais para esses novos consumidores "carentes de informação e atraídos por inúmeras ofertas", o que levou às queixas.

Bancos

Segundo colocado no ranking geral - responsável por 5% de todas as reclamações recebidas em 2010 -, o Grupo Itaú figura pelo segundo ano consecutivo como o maior alvo de queixas no setor financeiro. Lançamentos não reconhecidos em cartão de crédito, cobranças de tarifas em financiamentos e cartões, cobrança de taxa por emissão de boleto e garantia estendida foram os principais motivos de protesto.

O Santander passou da 19ª colocação em 2009 para 9º em 2010. De acordo com Renata, boa parte das queixas se deve à cobrança de tarifas atreladas à conta corrente. "A empresa veio ao Procon-SP mostrar que vai mudar a política de cobrança de tarifas, mas como isso só vai ser implantado agora, ainda não tem reflexo no cadastro", explica. O Santander se destacou também pelo porcentual de reclamações não atendidas: 79,2% das queixas ficaram sem solução em 2010.

Com relação ao Bradesco, que passou da 7ª colocação em 2009 no ranking geral para 3º, fusões e aquisições, em especial a compra do Banco Ibi S/A, justificam grande parte das reclamações. De acordo com Renata, o Bradesco tem dificuldade em fechar procedimentos para investigar as queixas relativas aos cartões do Ibi. "Esse procedimento demora muito, às vezes meses para que a questão seja resolvida e o consumidor, ressarcido", afirma.

14 de mar. de 2011

JUROS DO CHEQUE ESPECIAL E EMPRÉSTIMO PESSOAL SOBEM EM MARÇO

portal Folha Online 14/03/2011

As taxas de juros do empréstimo pessoal e cheque especial apresentaram leve alta em março, segundo levantamento do Procon-SP divulgado nesta segunda-feira. No cheque especial, houve acréscimo de 0,02 p.p. (ponto percentual), enquanto no empréstimo pessoal a alta foi de 0,03 p.p..

O levantamento, feito nos dias 1º e 2 deste mês, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

EMPRÉSTIMO PESSOAL

A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,42% a.m. (ao mês), superior à do mês anterior que foi de 5,39% ao mês.

O único banco a elevar a taxa foi o HSBC, com a elevação da taxa de 4,30% para 4,50% a.m., o que significa um acréscimo de 0,2 p.p., representando uma variação de 4,65% em relação à taxa de fevereiro. Mesmo com a alta, o HSBC é o que tem menor taxa, enquanto a maior é praticada pelo Itaú, com 6,30% ao mês.

CHEQUE ESPECIAL

O cheque especial teve taxa média de 9,31% ao mês, ante a taxa de fevereiro de 9,29% ao mês.

A única alteração foi promovida pela Caixa Econômica Federal, que elevou a taxa de cheque especial de 7,15% para 7,31% a.m., o que significa um acréscimo de 0,16 ponto percentual, representando uma variação de 2,24% em relação à taxa de fevereiro.

CENÁRIO

O Procon-SP destaca que, "considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato", foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

A data do levantamento deste mês coincidiu com a da segunda reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual as autoridades monetárias decidiram elevar novamente a taxa Selic em 0,5 p.p., passando de 11,25% para 11,75% ao ano. O mercado financeiro continua respondendo às previsões de aperto monetário, no entanto sua posição é de cautela. A perspectiva de elevação da taxa básica tem reflexo sobre as taxas futuras, elevando o custo de captação dos bancos e, como conseqüência, o crédito ao consumidor.

TAXAS DE JUROS AO MÊS

Cheque especial
Banco do Brasil - 8,15%
Bradesco - 8,79%
Caixa Econômica Federal - 7,31%
HSBC - 9,80%
Itaú - 8,85%
Safra - 12,30%
Santander - 9,96%

Empréstimo pessoal
Banco do Brasil - 5,28%
Bradesco - 6,04%
Caixa - 4,78%
HSBC - 4,50%
Itaú - 6,30%
Safra - 5,40%
Santander - 5,63%

14 de fev. de 2011

JUROS DO EMPRÉSTIMO PESSOAL E DO CHEQUE ESPECIAL SOBEM EM FEVEREIRO

portal InfoMoney 14/02/2011 - Gladys Ferraz Magalhães

As taxas de juros médias do empréstimo pessoal e do cheque especial subiram neste fevereiro, em relação a janeiro, segundo revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pela Fundação Procon de São Paulo.

A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,39% ao mês, 0,05 ponto percentual acima do que o verificado em janeiro, quando a taxa era de 5,34% a.m.

Segundo o Procon, Itaú e Bradesco foram responsáveis pelo acréscimo, visto que elevaram a taxa de empréstimo pessoal de 6,02% para 6,30% a.m. e de 6% para 6,04%. No primeiro caso, a alta significa um acréscimo de 0,28 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,65% em relação à taxa de do primeiro mês do ano. No segundo, a elevação foi de 0,04 p.p., representando uma variação positiva de 0,67% em um mês.

Já na taxa do cheque especial, a média mensal verificada foi de 9,29% a.m., 0,16 ponto percentual acima da anterior, de 9,13%. Neste caso, cinco bancos elevaram suas taxas: Bradesco (8,45% para 8,79% a.m.), Santander (9,66% para 9,96% a.m.), HSBC (9,55% para 9,80% a.m.), Banco do Brasil (8,05% para 8,15% a.m.) e Itaú (8,75% para 8,85% a.m.).

O estudo verifica as cobranças dos sete maiores bancos do País, tomando para comparação o empréstimo para um período de 12 meses e o cheque especial para 30 dias.

Por banco

Dos bancos analisados, as menores taxas para empréstimo pessoal neste mês podem ser encontradas no HSBC, de 4,30% ao mês. Já o Itaú apresentou a maior taxa para essa modalidade de crédito em fevereiro, de 6,30% ao mês.

No caso do cheque especial, a Caixa Econômica Federal mantém a menor taxa dentre os bancos analisados pelo Procon, de 7,15% ao mês, enquanto o Safra apresenta a maior taxa da modalidade, de 12,30% ao mês.

As tabelas abaixo mostram os juros cobrados nas instituições pesquisadas em fevereiro deste ano, em ordem decrescente, bem como no mês anterior, tanto para o cheque especial como para o empréstimo pessoal:

14 de jan. de 2011

JUROS DO CHEQUE ESPECIAL E EMPRÉSTIMO PESSOAL SOBEM EM JANEIRO, DIZ PROCON

portal Folha Online 14/01/2011

As taxas de juros do empréstimo pessoal e cheque especial apresentaram leve alta em janeiro, segundo levantamento do Procon-SP divulgado nesta sexta-feira. No cheque especial houve acréscimo de 0,01 p.p. (ponto percentual), enquanto no empréstimo pessoal a alta foi de 0,07 p.p..

O levantamento, feito no dia 7 deste mês, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

De acordo com o Procon, seguindo o comportamento de relativa visto no ano passado, os bancos praticamente não alteraram suas taxas neste começo de 2011. "A expectativa do mercado, no entanto, é que esse cenário mude", afirmou.

O órgão citou as medidas para conter a expansão do crédito anunciadas pelo Banco Central no fim de 2010, e afirmou que elas prenunciam um novo ciclo de aperto monetário. Segundo o Procon, a taxa Selic (atualmente em 10,75% ao ano) pode ser elevada já neste mês pelo Copom (Comitê de Política Monetária) --a próxima reunião acontece nos dias 18 e 19.

"Com exigências maiores para emprestar, os bancos poderão repassar o aumento de custos para o consumidor, que terá de encarar taxas de juros mais altas e prazos menores de financiamento", disse.

EMPRÉSTIMO PESSOAL

A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,34% ao mês, indicando um acréscimo de 0,07 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 5,27% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa de empréstimo pessoal foi o Itaú, com 6,02% ao mês; a menor taxa média foi a do HSBC, de 4,30% ao mês. Na comparação entre a maior e menor taxa média em janeiro constata-se uma diferença de 1,27 p.p..

A única alteração promovida no mês foi feita pelo Bradesco, que elevou a taxa de empréstimo pessoal de 5,50% para 6,00% a.m., variação positiva de 9,09% em relação à taxa de dezembro.

CHEQUE ESPECIAL

O cheque especial teve taxa média de 9,13% ao mês, indicando um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à taxa média de dezembro, que era de 9,12% ao mês.
O banco que apresentou a maior taxa média anual de cheque especial foi o Banco Safra, com 12,3% ao mês; a menor taxa foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 7,15% ao mês.

A única alteração nesta taxa também foi promovida pelo Bradesco, de 8,40% para 8,45% a.m., alta de 0,60% em relação a dezembro.

RECOMENDAÇÕES

O Procon lembrou que o início de ano é um período sazonalmente marcado pelo aperto no orçamento das famílias brasileiras. "Passadas as festas de final de ano, o consumidor se vê diante das faturas do cartão de crédito, além de despesas com IPVA, IPTU, matrículas, material escolar, entre outras."

De acordo com o órgão, é preciso ter cautela ao contratar empréstimos para quitar essas despesas, evitando recorrer ao limite do cheque especial, que detém uma das taxas mais altas do mercado. Se o empréstimo for realmente necessário, disse, o consumidor deve pesquisar as modalidades de crédito mais baratas e priorizar sempre o pagamento das dívidas, antes de ceder a eventual impulso consumista.

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portal InfoMoney 14/01/2011 - Gladys Ferraz Magalhães

A Fundação Procon de São Paulo divulgou, nesta sexta-feira (14), o comportamento dos juros do empréstimo pessoal e do cheque especial de janeiro e verificou que, nas duas modalidades, houve acréscimo em comparação com dezembro do ano passado.

A taxa média do empréstimo pessoal passou de 5,27% ao mês para 5,34% ao mês, devido ao avanço da taxa cobrada no Bradesco.

Já as taxas cobradas para o cheque especial apresentaram alta de 0,01 ponto percentual, ficando em 9,13% ao mês. Novamente, o aumento dos juros no Bradesco foi o motivo da alta.

O levantamento do Procon-SP foi realizado no dia 7 deste mês e envolveu Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

Comportamento por banco

Apesar de a maioria das instituições pesquisadas não terem alterado suas taxas de juros no primeiro mês do ano, é importante saber que elas variam de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente, dependendo da instituição onde o consumidor contrata o crédito.

Caso tomar crédito seja algo inevitável, deve-se ter atenção às variações de cobrança. A menor delas, para cheque especial, ainda pode ser encontrada na Caixa Econômica Federal (7,15% ao mês), enquanto a maior, conforme o Procon, ainda é verificada no Safra (12,30% a.m.).

Na tabela abaixo, é possível traduzir em valores quanto essa diferença representa. Para o cálculo, foi considerado que o cliente utilizou o limite de R$ 950 de sua conta-corrente pelo período de um mês:



*Valor contratado: R$ 950. Utilização: 1 mês
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)


Já quando se toma um empréstimo pessoal, a menor taxa pode ser encontrada no HSBC (4,30% ao mês). No Itaú é encontrada a maior taxa média para essa modalidade de crédito (6,02% a.m.). O cálculo a seguir mostra quanto custa emprestar R$ 1,5 mil para pagamento ao longo de 12 meses, assim como a variação do custo do dinheiro de banco para banco:



*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento durante 12 meses
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos,
como IOF - Imposto sobre Operações Financeiras)

12 de out. de 2010

BANCOS LIDERAM RANKING DE CARTÕES NÃO SOLICITADOS

jornal Folha de S. Paulo 12/10/2010 - Maria Cristina Frias

O número de reclamações por envio de cartão de crédito não solicitado nos Procons chegou a 562 no primeiro semestre deste ano, segundo levantamento feito pelo Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor) a pedido da coluna.

A maioria dos registros, segundo instituições criticadas, se deve à substituição de cartões pelo término do prazo de validade, mudança de bandeira (no caso de aquisições de bancos) ou troca para cartões com chip.

"Por causa da mudança na cor ou no logo, o consumidor pode ter a impressão de receber algo que não pediu", diz Marcelo Orticelli, diretor de qualidade do Itaú Unibanco.

A instituição lidera o ranking, com 142 casos ou 25,3% das incidências. O banco emite, em média, 10 milhões de cartões a cada semestre.

"Não poderia haver reclamação por envio de cartão de crédito (produto ou serviço), diz Renata Reis, do Procon-SP. "As empresas deveriam contatar o consumidor antes, para evitar problemas."

"Enviamos cartas, mas as pessoas não leem. Precisamos chamar a atenção, talvez com o uso do "call center'", diz Denilson Molina, diretor do Banco do Brasil.

O mesmo cenário é apontado pelo Citibank e pelo Santander. Os bancos afirmam investir em novas e mais eficazes formas de comunicação com clientes.

O Bradesco, segundo lugar no ranking, informa que tomará medidas para eliminar os casos. BMG, Cetelem e Carrefour (rede varejista) afirmam atender às reclamações. Caixa Econômica Federal e Panamericano não responderam.