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30 de jun. de 2011

CRESCIMENTO DO CRÉDITO NO PAÍS EM 12 MESES ATÉ MAIO É DE 20,4%, DIZ BC

portal Economia e Negócios 28/06/2011 - Renata Veríssimo e Fabio Graner (Agência Estado)

O estoque de crédito da economia brasileira cresceu 1,6% em maio ante abril, atingindo R$ 1,804 trilhão, equivalente a 46,9% do PIB. Em abril, o estoque equivalia a 46,6% do PIB. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Banco Central, em 12 meses até maio, a expansão do crédito é de 20,4%. No ano, a alta está em 5,8%. Nos últimos três meses - março, abril e maio - o crescimento foi de 4% em relação ao período imediatamente anterior.

Pelos dados do BC, o chamado crédito livre teve crescimento de 1,6% no estoque das operações em maio ante abril. O estoque do crédito com recursos direcionados apresentou a mesma alta de 1,6%.

A média diária de concessões de crédito livre caiu 5,3% em maio ante abril. No acumulado do ano, a média diária de concessões tem crescimento de 5,0%; nos últimos 12 meses, alta de 8,00%.

A média diária de concessões para pessoa física teve queda de 4,6% em maio ante abril. No ano, a média nesse segmento subiu 10,8% e em 12 meses, 11,1%. Para pessoa jurídica, houve queda de 5,8% na média diária de concessões em maio ante abril, mas no ano ainda há alta de 1,3% e em 12 meses, de 6,1%.

As concessões acumuladas no mês de maio tiveram expansão de 9,6% ante abril. No ano a expansão é de 0,4% e em 12 meses de 13,2%.

Nas operações para pessoa física, as concessões acumuladas no mês tiveram alta de 10,5% ante abril. No ano, a expansão é de 6% e em 12 meses, de 16,4%. Para pessoa jurídica, a elevação ante abril foi de 9,1%, mas no ano ocorre queda de 3,1% e em 12 meses expansão de 11,1%.

Juro

A taxa de juros no crédito livre subiu de 39,9% ao ano, em abril, para 40% em maio. Os juros dos financiamentos subiram 5 pontos porcentuais, no acumulado do ano, até maio, e 5,1 pontos porcentuais nos últimos 12 meses.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou que a taxa de juro do crédito livre em maio foi a maior desde fevereiro de 2009. Já as taxas do cheque especial são as mais elevadas desde abril de 1999, quando eram de 193,7%.

Maciel disse que os juros do cheque especial são tradicionalmente mais altos que em outras modalidades. "O cheque especial tem como característica o auxílio de liquidez no curto prazo", afirmou.

Nas operações de pessoa física a taxa de juros permaneceu estável em 46,8% ao ano. Por outro lado, a taxa para pessoa jurídica subiu de 31%, em abril, para 31,1% em maio.

A taxa dos empréstimos para pessoa jurídica, no acumulado do ano até maio, foi de 3,2 pontos porcentuais, enquanto que o encargo para pessoa física, no ano, foi de 6,2 pontos porcentuais. Em 12 meses, encerrados em maio, a taxa dos empréstimos para pessoa jurídica foi de 4,2 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,3 pontos porcentuais.

O spread médio das operações de crédito livre subiu de 27,8 pontos porcentuais, em abril, para 27,9 pontos porcentuais em maio. No acumulado do ano, o crescimento do spread foi de 4,4 pontos porcentuais. Nas operações de financiamento das pessoas jurídicas, o spread se manteve estável em maio anti abril, em 19,4 pontos porcentuais.

Para a pessoa física, o spread aumentou de 34,2 pontos porcentuais, em abril, para 34,3 p.p, em maio. No ano, o spread das operações para pessoa jurídica subiu 2,4 pontos porcentuais e para pessoa física, 5,8 p.p.

O spread das operações de pessoa jurídica, nos últimos 12 meses encerrados em maio, subiu 2,6 pontos porcentuais e para pessoa física, 4,7 p.p.

Crédito habitacional

As operações de crédito habitacional cresceram 3,6% em maio ante abril, totalizando um estoque de R$ 161,398 bilhões. Até abril, o estoque dessas operações estava em R$ 155,785 bilhões. Em 12 meses, o crescimento das operações de crédito habitacional é de 49,8% e, no acumulado do ano, atingiu 16,3%, ao final de maio.

As operações de crédito automotivo para pessoa física apresentaram, em maio, uma expansão de 1,0%, atingindo um saldo de R$ 193,306 bilhões. No ano, até maio, o crescimento dos financiamentos de automóveis foi de 4% e, em 12 meses, de 16,9%.

Base monetária

A base monetária teve queda de 1,3% em maio ante abril pelo critério de média do saldo dos dias úteis. O estoque de papel moeda emitido caiu 1,4% e as reservas bancárias 1%. Pelo critério de saldo no final de período, a base monetária teve expansão de 3,2% em maio ante abril. O papel moeda emitiu recuou 0,3% e as reservas bancárias aumentaram 15,3%. Não foram informados os dados relativos à variação em 12 meses.

10 de mai. de 2011

BB REGISTRA LUCRO 24,7% MAIOR NO 1º TRIMESTRE

portal Economia & Negócios 10/05/2011 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)

O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 26,7% ante os três últimos meses de 2010. O lucro do BB sem efeitos extraordinários foi de R$ 2,923 bilhões, o que representa uma alta de 42,2% em 12 meses e uma queda de 21,1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade patrimonial do banco ficou em 24,9%.

O crescimento do lucro do banco público na comparação com o primeiro trimestre de 2010 foi puxado pelo aumento das operações de crédito, principalmente para pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, fechou março em R$ 397,5 bilhões, o que indica uma alta de 21,2% em 12 meses e de 2,4% ante dezembro. No segmento de pessoa física, a carteira cresceu 22,5% em 12 meses e 3% na comparação trimestral, com destaque para linhas como crédito consignado (alta de 19%) e financiamento de veículos (avanço de 36%). O saldo das operações ficou em R$ 116,5 bilhões no fim de março desde ano.

No segmento de pessoa jurídica, houve aumento de 16% em 12 meses e queda de 0,8% ante dezembro, com a carteira total fechando o primeiro trimestre de 2011 em R$ 148,6 bilhões. As linhas de médias e grandes empresas cresceram 18,6% em 12 meses e as de micros e pequenas companhias avançaram 11,4%.

O BB encerrou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 866,6 bilhões, uma expansão de 19,6% em 12 meses. Com isso, o banco se consolida na posição de maior instituição financeira do Brasil, a frente do Itaú, que fechou com ativos de R$ 778 bilhões. O patrimônio líquido do BB foi de R$ 52,12 bilhões, uma alta de 38% em 12 meses.

O Itaú Unibanco ficou com o maior lucro entre os bancos brasileiros no primeiro trimestre, de R$ 3,53 bilhões. O Bradesco anunciou lucro de R$ 2,7 bilhões e o Santander, de R$ 1 bilhão, todos no padrão contábil brasileiro (BR Gaap).

Recorde

O lucro líquido de R$ 2,932 bilhões do primeiro trimestre de 2011 foi recorde para um primeiro trimestre, informou o BB em seu balanço. A expansão anual do resultado foi impulsionada, segundo o banco, pelo crescimento do crédito, pelo controle de despesas e pela diversificação de receitas, com a área de seguros e cartões de crédito ganhando espaço.

As receitas com prestação de serviços somaram R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 10,9% em 12 meses e uma queda de 4,6% ante o quarto trimestre de 2010. A redução trimestral ocorreu por fatores sazonais, por conta de um começo de ano tradicionalmente mais fraco para operações bancárias.

Nas despesas, os gastos com pessoal somaram R$ 3,272 bilhões, alta de 8,3% em 12 meses e queda de 5,2% na comparação trimestral. As despesas administrativas tiveram queda nos dois períodos, de 4,4% em um ano e de 10,5% no trimestre. A captação total do banco, que tem 55 milhões de clientes, atingiu R$ 561,3 bilhões entre os meses de janeiro a março, uma evolução de 12,1% em 12 meses. O destaque foram as captações na caderneta de poupança e os depósitos a prazo, que totalizaram, respectivamente, R$ 90,5 bilhões e R$ 219 bilhões (alta de 15% e 11% em 12 meses).

O lucro líquido contábil do banco cresceu 42,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, mas caiu 21,1% ante o quarto trimestre de 2010. A queda ocorreu por conta do menor ganho do BB no primeiro trimestre com o superávit do fundo de pensão do banco, a Previ.

Inadimplência

O índice de inadimplência do BB, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre de 2011. Houve queda tanto na comparação com dezembro (2,3%) quanto ante os meses de janeiro a março do ano passado (3,1%). Segundo o banco, com a queda, o indicador volta para patamares anteriores à crise financeira internacional, de 2008.

O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do ocorreu nos bancos privados. No Bradesco e no Itaú, o indicador de calotes ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.

O saldo das provisões para devedores duvidosos (PDD) do BB encerrou o trimestre em R$ 17 bilhões. As despesas com PDD ficaram em R$ 2,63 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 13,1%. Já o índice de Basileia - indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital - ficou em 14,13% no primeiro trimestre, um nível maior que o do mesmo período do ano passado, de 13,7%. O Banco Central (BC) exige dos bancos brasileiros um índice mínimo de 11%. Com o atual índice Basileia, o BB pode expandir suas operações de crédito em até R$ 137,7 bilhões.

11 de abr. de 2011

HSBC LEVA SOLUÇÕES FINANCEIRAS ESPECIAIS PARA A REATECH

portal Maxpress 11/04/2011

Em sua quinta participação na Reatech, o HSBC, patrocinador da feira, oferecerá soluções financeiras específicas para atender as necessidades das pessoas com deficiências e suas famílias. A maior feira da América Latina de tecnologias de reabilitação, inclusão e acessibilidade, acontece entre os dias 14 e 17 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Desde abril de 2010, o HSBC cumpre a cota legal de empregar pessoas com deficiência. São aproximadamente 1200 funcionários e ainda há vagas abertas. Para os interessados, durante a feira haverá computadores à disposição para cadastro de currículos para o Programa de Capacitação do banco (hsbc.com.br > Sobre o HSBC >> Trabalhe no HSBC), que prevê a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A ação conta com parceria com o Instituto Aprender e a Unilehu - Universidade Livre para a Eficiência Humana. Profissionais com deficiência, que tenham experiência no mercado de trabalho, também poderão deixar seus currículos.


Entre os produtos apresentados pelo HSBC no evento estão:

•Crédito Pessoal Inclusão Social**: Uma linha de crédito para quem tem algum tipo de deficiência, que pode ser utilizada desde a aquisição de equipamentos, adaptação de ambientes, até tratamentos médicos. A taxa de juros é de 2,45% a.m., e o pagamento do empréstimo pode ser feito em até 24 vezes.

•Financiamento para automóveis adaptados: A taxa para veículos zero quilômetro é a partir de 1,38% a.m., com o valor mínimo de empréstimo de R$ 3 mil, pago em até 60 meses.

•Capital de Giro Socioambiental: Linha de crédito para Pessoa Jurídica para investimento em melhorias que favoreçam o bem estar de funcionários e clientes com deficiência, como instalação de elevadores especiais para cadeirantes, investimento em equipamentos, entre outros. O produto pode também ser usado para instalações que tenham como finalidade diminuir a agressão ao meio ambiente, como compra de filtros antipoluentes e equipamentos para tratamento de água, entre outros.

**Sujeito à análise de crédito

Produtos especiais da HSBC Seguros:

•Seguros de Vida e Planos de Previdência: Assistências diferenciadas com foco na manutenção do bem estar da pessoa com deficiência e seus familiares.

•Seguro Auto: Oferece um carro reserva adaptado e serviços exclusivos de busca do veículo e courier para entrega de documentos. Realiza o pagamento da indenização utilizando como base 100% do valor da tabela FIPE - sem dedução de impostos.

•Seguro Lar: Possui assistência 24h de chaveiro, troca de lâmpadas, tomadas e interruptores, mudança de móveis, entre outras.

O HSBC atua na adaptação de suas agências e canais de atendimento. Hoje, a maioria das agências já está adaptada com atendimento em libras, rampa para cadeirante, vaga no estacionamento com caminho guia até o interior da agência, piso tátil até o primeiro ponto de atendimento, e layout adaptado para cadeirantes, como largura da porta e banheiros, caixas preferenciais e mesa de gerente, de atendimento e balcão de caixa na altura adequada.

Comitê de Diversidade

O HSBC lançou, em 2006, seu Comitê de Diversidade, com o intuito de gerenciar as políticas globais de diversidades do Grupo no Brasil. Formado por diretores e executivos de várias áreas, o comitê trabalha por meio de ações para seus públicos prioritários: negros, mulheres em posição de liderança, pessoas seniores e com deficiência.

7 de abr. de 2011

FATURAS DO CARTÃO DE CRÉDITO E CHEQUE ESPECIAL FICAM MAIS CARAS

portal iG 07/04/2011 - Aline Cury Zampieri

A fatura do cartão de crédito vai ficar mais cara. O cheque especial também. Esses serão alguns dos efeitos da mais nova medida macroprudencial adotada pelo governo. Há instantes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciaram mais uma elevação de IOF. Só que, dessa vez, o foco é a inflação.

Foi anunciado aumento do IOF para empréstimos de pessoas físicas, de 1,5% a 3% ao ano. Isso significa que uma conta de R$ 1.000,00 no cartão de crédito no ano, ao invés de incluir R$ 15,00 de imposto, incluirá R$ 30,00.

Os economistas ainda estão fazendo as contas do impacto dessa elevação no total de crédito tomado no Brasil, mas já começam a surgir dúvidas sobre a efetividade da nova medida no combate à inflação. “Faz parte da lógica que vem sendo seguida nas últimas semanas. É uma medida para conter a expansão do crédito e da demanda”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, que acredita na efetividade da medida. “Está dentro do diagnóstico da equipe econômica, de atacar a inflação em todas as frentes. Não adianta apenas elevar juros e tomar medidas fiscais.”

Já um outro economista, que preferiu não ser identificado, acredita que, com todas essas medidas a conta-gotas, o governo “está criando um monstrinho”. Para essa fonte, o melhor seria elevar de uma vez os juros e fazer ajuste fiscal para, então, esperar a inflação cair.

Ele admite, no entanto, que a alta do IOF para pessoa física pode provocar uma reação em quem concede crédito. Pela lógica, os bancos e financiadores optariam eles mesmos por moderar a concessão de crédito, já que o governo mostra uma determinação tão grande para restringi-lo. A ideia, nesse caso, seria evitar uma medida mais dramática do governo, ou se proteger caso ela seja tomada.

6 de abr. de 2011

BRASILEIRO DE BAIXA RENDA PROCURA MAIS CRÉDITO PORQUE É ESTREANTE NO CONSUMO

portal R7 06/04/2011 - Vinicius Albuquerque

Os consumidores de baixa renda (que ganham até R$ 500 por mês) são “estreantes” no uso do crédito, o que explica o avanço acentuado na procura por financiamentos no primeiro trimestre deste ano, disse o assessor econômico da empresa de análise de crédito Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida.

- O avanço [na procura por crédito] ocorreu principalmente porque a baixa renda é estreante no crédito, e por isso há um espaço muito grande para o crescimento na demanda. Muitos consumidores dessa faixa de renda estão ingressando no mercado consumidor, por isso a procura cresceu muito.

Os consumidores de baixa renda lideraram a procura por crédito no primeiro trimestre deste ano, com um aumento no período de 48,6% em relação aos primeiros três meses de 2010.

Essa procura maior por crédito também tem relação, diz o economista, com as despesas típicas de começo de ano - impostos (IPTU, IPVA) e reajustes de mensalidades escolares -, que pesaram no bolso dos consumidores não só da baixa renda, mas de todas as faixas salariais entre janeiro e fevereiro.

Almeida explica, no entanto, que, com o aumento na demanda por financiamento, cresce o risco de calote.

Desaceleração

Apesar do aumento apresentado hoje, e do espaço que ainda existe para que a baixa renda procure mais crédito, Almeida disse que, ao longo dos próximos meses, esse movimento deve perder força, devido às medidas já adotadas pelo Banco Central – restrição ao crédito e aumento de juros – para conter a inflação.

- Por conta da política econômica de restrição ao crédito, a procura [por financiamentos] deve diminuir ao longo do ano, não só entre os consumidores de baixa renda, mas também entre as demais classes.

Ele destacou que essa tendência de redução deve ficar mais evidente no segundo semestre.

29 de mar. de 2011

BC: JURO ATINGE 38,1% E INADIMPLÊNCIA 4,7% EM FEVEREIRO

portal Economia & Negócios 29/03/2011 - Adriana Fernandes e Fábio Graner (Agencia Estado)

A taxa média de juros no crédito livre subiu para 38,1% ao ano em fevereiro, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). O índice representa um crescimento de 0,7 ponto porcentual em relação à taxa de janeiro. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a taxa média de juros do crédito livre apresentou crescimento de 3,7 ponto porcentual. Em 2011, o aumento foi de 3,1 ponto porcentual.

Segundo os dados do BC, a taxa média de juros para empresas no crédito livre subiu de 29,3% ao ano em janeiro para 30,7% ao ano em fevereiro. Os juros para as empresas nos 12 meses até fevereiro apresentaram crescimento de 4,8 ponto porcentual. No ano, o aumento foi de 2,8 ponto porcentual.

Os dados do BC também mostram que a taxa média de juros para as operações de empréstimo para as pessoas físicas ficou estável, aos 43,8% ao ano, de janeiro para fevereiro. Em 12 meses, o aumento dos juros foi de 1,8 ponto porcentual. Em 2011, até fevereiro, a elevação foi de 3,2 ponto porcentual.

Inadimplência

A inadimplência das operações de crédito com recursos livres também subiu em janeiro, para 4,7% em fevereiro, ante 4,6% em janeiro, segundo os dados do BC. Apesar da alta, o nível ainda está 0,6 ponto porcentual abaixo dos 5,3% verificados em fevereiro do ano passado.

No segmento de pessoa física, o índice de inadimplência subiu de 5,7% para 5,8% no mesmo período, mas está significativamente abaixo dos 7,2% verificados um ano atrás. No crédito para as empresas, a inadimplência ficou estável em 3,6% no mês passado ante janeiro. Em fevereiro de 2010, esse indicador para pessoa jurídica estava em 3,7%.

O BC informou ainda que o prazo médio das operações de crédito com recursos livres teve ligeiro recuo em fevereiro, atingindo 472 dias corridos, ante 474 dias corridos em janeiro. O prazo médio nas operações com pessoa física subiu de 559 para 563 dias corridos, enquanto para pessoa jurídica caiu de 395 para 388 dias corridos. Em fevereiro de 2010, o prazo médio geral estava em 440 dias corridos, com as operações de pessoa física com prazo de 498 dias corridos e as de pessoa jurídica com prazo de 392 dias corridos.

Concessões

A média diária das concessões de crédito com recursos livres subiu 8,4% em fevereiro ante janeiro, de acordo com o BC. A média diária no mês passado foi de R$ 8,287 bilhões. Nas operações para pessoas jurídicas, a média diária cresceu 8,1% em fevereiro ante janeiro, para R$ 4,891 bilhões. Para pessoas físicas, o crescimento foi de 8,9%, para R$ 3,396 bilhões por dia. Nos últimos 12 meses, a média diária das concessões tem crescimento de 5,8%, com o segmento pessoa física registrando alta de 9,8% e o de pessoa jurídica, aumento de 3,3%.

24 de fev. de 2011

CRÉDITO VOLTA A CRESCER NO INÍCIO DE FEVEREIRO, SEGUNDO BC

portal Folha Online 24/02/2011 - Eduardo Cucolo

Dados parciais para fevereiro, até o dia 11, mostram que o impacto mais forte das medidas anunciadas pelo Banco Central sobre o crédito já se deram no mês passado.
Os juros para pessoa física recuaram 0,3 ponto percentual no começo deste mês. Para pessoa jurídica, subiram 0,8 ponto.

Em janeiro, a taxa média para o consumidor subiu de 40,6% para 43,8% ao ano, a maior desde outubro de 2009. Para as empresas, passou de 27,9% para 29,3%, mais alta desde fevereiro daquele mesmo ano.

A média de concessões cresceu 3,6% para o consumidor e 18,5% para as empresas. O estoque de crédito referencial subiu 2,7% e 1,8%, respectivamente.

"O impacto das medidas tem um efeito mais significativo nos primeiros meses e isso se reflete na taxas de juros observadas em janeiro. Em fevereiro, a gente não espera esse ritmo de crescimento das taxas de juros observado em janeiro. É natural que isso não venha a se repetir", afirmou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel.

Segundo Maciel, isso não significa que não venham a ocorrer novos aumentos de juros, já que o BC está em meio a um ciclo de alta dos juros.

Em relação à inadimplência, afirmou que o cenário é de estabilidade, apesar da alta dos juros e redução de prazos.

"Você ainda tem um processo de expansão de crédito, do emprego e da renda, que correm no sentido contrário", afirmou.

11 de jan. de 2011

REDE DE FRANQUIAS DE AUXÍLIO PARA CRÉDITO PLANEJA EXPANSÃO NAS REGIÕES SUL E SUDESTE

portal PEGN 11/01/2011

Responsável por intermediar transações de crédito, encontrando a melhor opção para seus clientes, a rede de franquias Grana AQUI, atualmente com duas unidades, pretende abrir mais 72 até 2012. O foco do plano de expansão são as capitais das regiões Sul e Sudeste.

As lojas trabalham com instituições financeiras como os bancos Cacique, Cifra, Fibra, Matone, GE Money, Schahin e BMG. No segmento de consórcios, têm parceria com a Rodobens, e, para crédito imobiliário (refinanciamento com garantia de imóvel e financiamento), trabalham com BM Sua Casa, Intermedium, Bonsucesso e Santander.

A rede, que foi criada em 2009, busca franqueados que sejam ex-funcionários da área comercial de bancos e profissionais da área de vendas com perfil empreendedor. De acordo com Alberto Gaidys, sócio da Grana AQUI, o franqueado precisa ter disposição para a atividade comercial e seguir o padrão de atendimento da rede. “Ele não pode firmar nenhuma parceria fora do nosso sistema, precisa manter a qualidade operacional dos contratos e, de preferência, deve acompanhar o dia a dia da loja”, afirma.

Na fase pré-operacional, a Grana AQUI dá ao franqueado treinamento em todas as áreas do negócio, com manuais de gestão, assessoria na identificação do melhor ponto para a instalação de sua loja e campanha de inauguração personalizada.
Durante a operação da unidade, o suporte ao franqueado continua com apoio gerencial, helpdesk, treinamentos permanentes (presenciais e a distância) para o franqueado e a equipe, material de divulgação, desenvolvimento de novos produtos e parcerias e sistema de gestão próprio.

Quanto custa ter uma franquia da Grana AQUI

Capital para instalação: R$ 35 a 65 mil
Taxa de franquia: a partir de R$ 30 mil
Capital de giro: R$ 10 a 30 mil
Taxa de royalties: 15% sobre o faturamento bruto
Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal: R$ 42 mil
Retorno: de 25 a 36 meses

*Fonte: Grana AQUI

29 de nov. de 2010

PRAZO MÉDIO DE CRÉDITO PARA PESSOA FÍSICA AUMENTA 43 DIAS EM UM ANO

portal InfoMoney 29/11/2010

O prazo médio do financiamento para pessoa física em outubro ficou em 538 dias, três dias a menos frente aos 541 contabilizados em setembro.

Em outubro de 2009, o prazo médio era de 495 dias, o que remete a uma diferença de 43 dias em relação a igual mês deste ano.

Dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, mostraram ainda que, para a pessoa jurídica, o prazo médio também se ampliou, dos 266 dias em outubro de 2009 para 383 dias no mês passado – aumento expressivo de 117 dias. Na comparação com setembro deste ano (385 dias), houve queda de dois dias.

Modalidades pessoa física

No caso do financiamento imobiliário, houve alta anual no prazo médio de 598 dias (de 3.124 para 3.722), entre outubro de 2009 e de 2010. Já na comparação mensal houve retração de 311 dias, conforme a tabela abaixo: