portal Executivos Financeiros 29/08/2011
O Banco BMG, que atua no segmento de crédito consignado e operações estruturadas com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado, anunciou nesta segunda (29) seus resultados.
O lucro líquido do semestre totalizou R$ 21,7 milhões. O banco manteve o seu foco no crédito consignado, responsável pela geração de R$ 3,308 bilhões de operações, representando 65% dos créditos originados no período (R$5,060 bilhões). As demais operações compreenderam desconto/mútuo com fornecedores do setor público e grandes empresas do setor privado.
Estas outras modalidades geraram ao longo do primeiro semestre de 2011 o volume de R$ 1,751 bilhão. A carteira total de operações de crédito e de arrendamento mercantil apresentou um saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 24,497 bilhões, correspondente a uma expansão de 11,6% em relação ao mesmo período de 2010.
A carteira própria de operações de crédito, que apresentou um crescimento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2010 e saldo em 30 de junho de 2011 de R$ 9,200 bilhões. Esse movimento corrobora com a estratégia da administração em reter mais carteira no balanço para assim fazer frente às mudanças regulatórias propostas para 2012. Prova disso é que o BMG realizou neste primeiro semestre de 2011 um volume de cessão de credito equivalente a 57% das cessões feitas no mesmo período de 2010, deixando assim de antecipar um montante significativo de resultado e aumentando o saldo de sua carteira que será acruado no decorrer de sua maturidade.
Com as aquisições do Banco GE, GE Promotora, Banco Schahin, Schahin Corretora e Cifra Financeira, o BMG está se consolidando na liderança no crédito consignado e aumentará sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, assim como fortalecerá ainda mais a sua rede de distribuição. Essas aquisições ainda não estão compostas no Conglomerado Financeiro findo em 30 de junho de 2011.
Mesmo apresentando esse robusto crescimento, o BMG conseguiu manter o índice de inadimplência em patamares inferiores ao apresentado pelo mercado, encerrando o exercício com um índice de inadimplência de 1,9% contra 2,3% no mesmo período em 2010.
O Patrimônio Líquido consolidado em 30 de junho de 2011 atingiu o valor de R$ 2,139 bilhões. O Patrimônio de Referência do Banco BMG correspondeu a 13,4% dos ativos ponderados pelo risco (Acordo da Basiléia), sendo 9,5% nível I e 3,9% nível II.
Nesta data, o saldo dos recursos captados totalizaram R$ 24,977 bilhões, sendo: 24,8% em depósitos a prazo e interfinanceiros junto a investidores institucionais, instituições financeiras, pessoas físicas e jurídicas, incluindo depósitos aprazo com garantias especiais (DPGE); 3,2% através de FIDC’s (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) líquidos de cotas subordinadas detidas pelo Banco; 61,5% via cessões de créditos realizadas em parcerias celebradas com outros bancos e 9,9% através de captações externas.
O BMG manteve centralizado, com aperfeiçoamento, todo o processo de gerenciamento de risco em uma única diretoria especializada, com uma visão global e integrada dos diversos riscos a que está exposta a organização.
Os resultados obtidos ao longo do semestre devem ser atribuídos à dedicação da nossa equipe de executivos, funcionários e ao apoio e confiança depositados pelos nossos clientes, fornecedores e acionistas.
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31 de ago. de 2011
8 de jul. de 2011
BMG FINALIZA COMPRA DO BANCO SCHAHIN
portal Executivos Financeiros 07/07/2011
O BMG assinou a compra definitiva do controle acionário do Banco Schahin S.A. atingindo uma participação no capital superior a 99%, após a realização da due diligence. O processo agora será encaminhado para a aprovação do Banco Central.
Com esta aquisição, o BMG consolidará sua liderança no crédito consignado e aumentará a sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, fortalecendo ainda mais a sua rede de distribuição. O Banco Schahin tem atuação nacional com mais de cinco mil pontos-de-venda, sendo cerca de 200 em regime de exclusividade. Toda essa rede passa a ser da bandeira do BMG, somando-se à atual rede de distribuição de 3.476 pontos-de-venda e 216 lojas próprias.
Os atuais acionistas do BMG deverão capitalizar o BMG em até R$ 1,5 bilhão, elevando o seu patrimônio líquido para o valor aproximado de R$ 3,5 bilhões. Isto demonstra a confiança que os acionistas do BMG têm nas perspectivas de desempenho do BMG e das oportunidades de crescimento do mercado. Após esta capitalização, o BMG aumentará suas condições de reter carteiras e reduzirá o volume de cessão de crédito, atendendo à nova regulamentação do Banco Central dos novos processos de contabilização.
Esta é a segunda aquisição que o BMG realiza ao longo dos últimos 12 meses e os atuais acionistas do BMG acreditam que este movimento de consolidação do sistema financeiro continuará a apresentar boas oportunidades de mercado.
O BMG assinou a compra definitiva do controle acionário do Banco Schahin S.A. atingindo uma participação no capital superior a 99%, após a realização da due diligence. O processo agora será encaminhado para a aprovação do Banco Central.
Com esta aquisição, o BMG consolidará sua liderança no crédito consignado e aumentará a sua participação em outros segmentos do crédito pessoal, fortalecendo ainda mais a sua rede de distribuição. O Banco Schahin tem atuação nacional com mais de cinco mil pontos-de-venda, sendo cerca de 200 em regime de exclusividade. Toda essa rede passa a ser da bandeira do BMG, somando-se à atual rede de distribuição de 3.476 pontos-de-venda e 216 lojas próprias.
Os atuais acionistas do BMG deverão capitalizar o BMG em até R$ 1,5 bilhão, elevando o seu patrimônio líquido para o valor aproximado de R$ 3,5 bilhões. Isto demonstra a confiança que os acionistas do BMG têm nas perspectivas de desempenho do BMG e das oportunidades de crescimento do mercado. Após esta capitalização, o BMG aumentará suas condições de reter carteiras e reduzirá o volume de cessão de crédito, atendendo à nova regulamentação do Banco Central dos novos processos de contabilização.
Esta é a segunda aquisição que o BMG realiza ao longo dos últimos 12 meses e os atuais acionistas do BMG acreditam que este movimento de consolidação do sistema financeiro continuará a apresentar boas oportunidades de mercado.
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22 de jun. de 2011
EXIGÊNCIA DE CAPITAL FAZ BANCO MENOR REDUZIR RITMO DO CRÉDITO
jornal Valor Econômico 21/06/2011 - Aline Lima
A exigência de mais capital dos bancos que operam linhas de financiamento de longo prazo a pessoas físicas começa a ser efetivada em julho e as instituições de pequeno e médio portes já sentem seus efeitos, enquanto buscam se adaptar. O Bonsucesso, por exemplo, especializado em crédito consignado, diminuiu o ritmo das concessões de empréstimos em 30% de janeiro a maio deste ano, comparado com igual período de 2010, para algo em torno de R$ 80 milhões mensais. O BMG, líder desse segmento, reduziu em cerca de 15% sua produção no mesmo intervalo de tempo - a média mensal de R$ 700 milhões caiu para R$ 600 milhões.
Em dezembro, o Banco Central ampliou o requerimento de capital para operações de consignado com prazos superiores a 36 meses de 11% para 16,5% do valor dos empréstimos concedidos. A medida vale para créditos contratados a partir de dezembro, mas a alocação do capital começa a valer em julho. No caso dos financiamentos de veículos, o BC estabeleceu uma espécie de tabela que leva em consideração tanto o prazo do empréstimo como o valor de entrada dado pelo comprador para que o aumento seja (ou não) aplicado.
A estratégia dos bancos para tentar minimizar os impactos da nova regra varia conforme a estrutura de capital de cada uma das instituições.
O BMG apresentava, em março, índice de Basileia (que mede a relação entre o capital e o volume dos ativos) de 14,14%. O mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 11%. "É preciso encontrar alternativas de criação de capital", reconhece Ricardo Gelbaum, diretor executivo do BMG, completando que o banco está sempre olhando para caminhos estratégicos. "O mundo passa por consolidação", diz. O BMG também conta com um espaço para emissão de dívida subordinada de aproximadamente US$ 200 milhões, recursos que entram como capital de nível 2. Uma opção analisada é lançar letras financeiras subordinadas.
O Bonsucesso tinha, em março, índice de Basileia mais folgado que o do BMG, de 17,9%. Mas nem por isso o cenário está muito mais confortável. "Estamos diminuindo o volume de produção de crédito, dando prioridade aos contratos mais rentáveis", afirma Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso.
Na opinião de especialistas, os bancos com atuação voltada para o crédito consignado tendem a sofrer mais para se ajustar a prazos mais curtos do que aqueles especializados em financiamento de veículos. Como a parcela do crédito consignado só pode atingir um máximo de 30% do salário do tomador, uma redução de prazo implica, necessariamente, em redução do volume de empréstimo. Pentagna, do Bonsucesso, diz que mesmo assim vem tentando reduzir alguns convênios para 36 meses. "Não podemos continuar com o mesmo ritmo de originação."
Além de ter de comprometer mais capital para conceder crédito, os bancos também dependem da capacidade de captar recursos para continuar girando a máquina. O panorama, também nesse caso, não é dos mais animadores. Retração no mercado de cessão de crédito e encarecimento das taxas de captação, aqui e lá fora, ampliam os desafios dos bancos pequenos e médios que operam linhas de varejo.
O Bonsucesso tem centrado esforços na criação de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), tanto para levantar recursos como para aliviar o índice de Basileia. No início do mês, seu FIDC de crédito consignado de R$ 200 milhões, lançado em fevereiro de 2010, recebeu uma segunda tranche de R$ 220 milhões. A previsão de Pentagna é completar o programa de captação até setembro, que ao todo deve alcançar R$ 1 bilhão.
"A cessão de créditos para FIDC dá tranquilidade ao banco porque o risco não fica retido em balanço", explica Pentagna. Dependendo do volume de ativos de crédito a ser produzido, o novo aporte de R$ 220 milhões no FIDC do Bonsucesso pode significar um ponto percentual de folga em seu índice de Basileia. "Existe ainda a vantagem de casar o prazo de ativos e passivos, além da moeda."
O Bonsucesso segue a fórmula do Cruzeiro do Sul. O banco da família Indio da Costa encerrou o primeiro trimestre de 2011 com uma carteira de crédito consignado de R$ 6,544 bilhões, sendo que R$ 1,492 bilhão em ativos estavam contabilizados no balanço e R$ 5,051 bilhões em cotas subordinadas de FIDCs. "Temos boa capitalização para continuar operando", diz Fausto Guimarães, superintendente de relações com investidores do Cruzeiro do Sul.
O banco fez uma emissão de US$ 400 milhões de dívida subordinada em setembro do ano passado e seu índice de Basileia atingiu 18,9% no primeiro trimestre. Desse total, o banco ainda não pode aproveitar cerca de US$ 100 milhões como capital porque, antes, precisa crescer o seu patrimônio líquido se quiser ganhar mais espaço no capital de nível 2.
Guimarães minimiza a questão do maior requerimento de capital. "Fizemos uma simulação dos impactos da nova exigência de capital para toda nossa carteira, em vez de apenas os contratos firmados a partir de dezembro, e a Basileia ficaria ainda em 15%", diz Guimarães. O cálculo não leva em conta as carteiras cedidas aos FIDCs.
Dentre os bancos pequenos e médios que operam com consignado, o Paraná Banco é o que se encontra em situação mais tranquila em termos de capital, com índice de Basileia de 32% ao fim do primeiro trimestre. "O fato é que a medida, para nós, foi benéfica", diz Mauricio Fanganiello, gerente de relações com investidores. "Não temos preocupação até meio do ano que vem e vamos aproveitar as oportunidades."
Os dados do BC sobre operações de crédito no sistema financeiro mostram crescimento da oferta de empréstimo pessoal - na qual o consignado detém participação de 59,7%. A média de concessões diárias em abril ficou 20,6% maior do que em dezembro e 9,8% superior a abril de 2010. Essa expansão, no entanto, tem sido puxada pelos grandes bancos de varejo, cada vez mais atuantes nessa modalidade, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS.
Para Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as estratégias de atuação estão mais ligadas à situação de Basileia de cada instituição do que a seu porte. "Se o índice não está próximo do mínimo exigido pelo BC, não existe problema em ser pequeno, médio ou grande", afirma. "Se eu tivesse folga de Basileia, aproveitaria para ganhar 'market share'", diz Ferreira, que também preside a financeira Omni.
A exigência de mais capital dos bancos que operam linhas de financiamento de longo prazo a pessoas físicas começa a ser efetivada em julho e as instituições de pequeno e médio portes já sentem seus efeitos, enquanto buscam se adaptar. O Bonsucesso, por exemplo, especializado em crédito consignado, diminuiu o ritmo das concessões de empréstimos em 30% de janeiro a maio deste ano, comparado com igual período de 2010, para algo em torno de R$ 80 milhões mensais. O BMG, líder desse segmento, reduziu em cerca de 15% sua produção no mesmo intervalo de tempo - a média mensal de R$ 700 milhões caiu para R$ 600 milhões.
Em dezembro, o Banco Central ampliou o requerimento de capital para operações de consignado com prazos superiores a 36 meses de 11% para 16,5% do valor dos empréstimos concedidos. A medida vale para créditos contratados a partir de dezembro, mas a alocação do capital começa a valer em julho. No caso dos financiamentos de veículos, o BC estabeleceu uma espécie de tabela que leva em consideração tanto o prazo do empréstimo como o valor de entrada dado pelo comprador para que o aumento seja (ou não) aplicado.
A estratégia dos bancos para tentar minimizar os impactos da nova regra varia conforme a estrutura de capital de cada uma das instituições.
O BMG apresentava, em março, índice de Basileia (que mede a relação entre o capital e o volume dos ativos) de 14,14%. O mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 11%. "É preciso encontrar alternativas de criação de capital", reconhece Ricardo Gelbaum, diretor executivo do BMG, completando que o banco está sempre olhando para caminhos estratégicos. "O mundo passa por consolidação", diz. O BMG também conta com um espaço para emissão de dívida subordinada de aproximadamente US$ 200 milhões, recursos que entram como capital de nível 2. Uma opção analisada é lançar letras financeiras subordinadas.
O Bonsucesso tinha, em março, índice de Basileia mais folgado que o do BMG, de 17,9%. Mas nem por isso o cenário está muito mais confortável. "Estamos diminuindo o volume de produção de crédito, dando prioridade aos contratos mais rentáveis", afirma Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso.
Na opinião de especialistas, os bancos com atuação voltada para o crédito consignado tendem a sofrer mais para se ajustar a prazos mais curtos do que aqueles especializados em financiamento de veículos. Como a parcela do crédito consignado só pode atingir um máximo de 30% do salário do tomador, uma redução de prazo implica, necessariamente, em redução do volume de empréstimo. Pentagna, do Bonsucesso, diz que mesmo assim vem tentando reduzir alguns convênios para 36 meses. "Não podemos continuar com o mesmo ritmo de originação."
Além de ter de comprometer mais capital para conceder crédito, os bancos também dependem da capacidade de captar recursos para continuar girando a máquina. O panorama, também nesse caso, não é dos mais animadores. Retração no mercado de cessão de crédito e encarecimento das taxas de captação, aqui e lá fora, ampliam os desafios dos bancos pequenos e médios que operam linhas de varejo.
O Bonsucesso tem centrado esforços na criação de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), tanto para levantar recursos como para aliviar o índice de Basileia. No início do mês, seu FIDC de crédito consignado de R$ 200 milhões, lançado em fevereiro de 2010, recebeu uma segunda tranche de R$ 220 milhões. A previsão de Pentagna é completar o programa de captação até setembro, que ao todo deve alcançar R$ 1 bilhão.
"A cessão de créditos para FIDC dá tranquilidade ao banco porque o risco não fica retido em balanço", explica Pentagna. Dependendo do volume de ativos de crédito a ser produzido, o novo aporte de R$ 220 milhões no FIDC do Bonsucesso pode significar um ponto percentual de folga em seu índice de Basileia. "Existe ainda a vantagem de casar o prazo de ativos e passivos, além da moeda."
O Bonsucesso segue a fórmula do Cruzeiro do Sul. O banco da família Indio da Costa encerrou o primeiro trimestre de 2011 com uma carteira de crédito consignado de R$ 6,544 bilhões, sendo que R$ 1,492 bilhão em ativos estavam contabilizados no balanço e R$ 5,051 bilhões em cotas subordinadas de FIDCs. "Temos boa capitalização para continuar operando", diz Fausto Guimarães, superintendente de relações com investidores do Cruzeiro do Sul.
O banco fez uma emissão de US$ 400 milhões de dívida subordinada em setembro do ano passado e seu índice de Basileia atingiu 18,9% no primeiro trimestre. Desse total, o banco ainda não pode aproveitar cerca de US$ 100 milhões como capital porque, antes, precisa crescer o seu patrimônio líquido se quiser ganhar mais espaço no capital de nível 2.
Guimarães minimiza a questão do maior requerimento de capital. "Fizemos uma simulação dos impactos da nova exigência de capital para toda nossa carteira, em vez de apenas os contratos firmados a partir de dezembro, e a Basileia ficaria ainda em 15%", diz Guimarães. O cálculo não leva em conta as carteiras cedidas aos FIDCs.
Dentre os bancos pequenos e médios que operam com consignado, o Paraná Banco é o que se encontra em situação mais tranquila em termos de capital, com índice de Basileia de 32% ao fim do primeiro trimestre. "O fato é que a medida, para nós, foi benéfica", diz Mauricio Fanganiello, gerente de relações com investidores. "Não temos preocupação até meio do ano que vem e vamos aproveitar as oportunidades."
Os dados do BC sobre operações de crédito no sistema financeiro mostram crescimento da oferta de empréstimo pessoal - na qual o consignado detém participação de 59,7%. A média de concessões diárias em abril ficou 20,6% maior do que em dezembro e 9,8% superior a abril de 2010. Essa expansão, no entanto, tem sido puxada pelos grandes bancos de varejo, cada vez mais atuantes nessa modalidade, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS.
Para Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as estratégias de atuação estão mais ligadas à situação de Basileia de cada instituição do que a seu porte. "Se o índice não está próximo do mínimo exigido pelo BC, não existe problema em ser pequeno, médio ou grande", afirma. "Se eu tivesse folga de Basileia, aproveitaria para ganhar 'market share'", diz Ferreira, que também preside a financeira Omni.
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Basileia III,
BMG
14 de jun. de 2011
BANCOS APOIADOS EM CRÉDITO CONSIGNADO TÊM CUSTO MAIOR
jornal DCI 13/06/2011 – Panorama Brasil
Os custos de financiamento de bancos especializados em crédito consignado têm registrado as maiores altas entre instituições financeiras do País, devido às medidas do governo para conter o crescimento do crédito.
Três dos quatro títulos de banco de pior desempenho neste ano são de instituições que concedem crédito consignado, que deduz as parcelas diretamente do salário e da pensão dos credores. A taxa dos títulos em dólar para 2020 do Banco Bonsucesso S.A. subiu 19 pontos-base, para 10,08%. O aumento só não é maior que o salto de 35 pontos-base nos títulos do Banco ABC Brasil S.A., controlado em parte pelo governo da Líbia. As taxas em títulos bancários brasileiros com vencimento semelhante caíram 17 pontos-base no mesmo período.
O governo aumentou o depósito compulsório e os requerimentos de capital dos bancos em dezembro para limitar a expansão de 21% do crédito, que ajuda a alimentar a inflação mais alta desde 2005. O Banco BMG S.A., que oferece crédito a pensionistas e aposentados, teve sua nota de crédito colocada em revisão para possível rebaixamento pela Moody's Investors Service na semana passada, com receio de que a compra do Banco Schahin S.A. poderá agravar as restrições causadas pelo maior custo de financiamento e pelos requerimentos de capital.
"Há uma diferença nas pressões que são introduzidas pelo capital adicional", disse Celina Vansetti, chefe de Pesquisa de Bancos na América Latina da Moody's, em entrevista por telefone, de Nova York. Isso afeta as instituições que dão crédito a empresas "muito menos, portanto estamos refletindo isso nas notas".
A taxa dos bônus em dólar com vencimento em 2020 do Banco BMG avançou 13 pontos-base neste ano, para 8,63%, ou 502 pontos acima da dívida pública de prazo similar, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Perspectiva negativa
A Moody's cortou a perspectiva para as notas dos bancos BMG, Cruzeiro do Sul, Bonsucesso e Schahin de estável para negativa em dezembro. A medida veio depois de o Banco Central ter elevado o compulsório em depósitos a prazo de 15% para 20%, e ampliado o adicional de compulsório para depósitos à vista e a prazo de 8% para 12%, com o objetivo de impedir a formação de uma bolha de crédito no País.
As instituições especializadas em crédito consignado também serão forçadas a buscar fontes alternativas de financiamento quando o BC começar a eliminar, no ano que vem, as garantias criadas para ajudá-los durante a crise financeira global.
Grandes Bancos
As linhas de consignado, que antes eram o foco dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander, 34,6%, Bradesco, 28,3%, e Caixa Econômica Federal, 23,4%.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os grandes bancos anteriormente não consideravam o consignado um bom negócio. "Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então ficavam com o crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda do volume de operações."
Os custos de financiamento de bancos especializados em crédito consignado têm registrado as maiores altas entre instituições financeiras do País, devido às medidas do governo para conter o crescimento do crédito.
Três dos quatro títulos de banco de pior desempenho neste ano são de instituições que concedem crédito consignado, que deduz as parcelas diretamente do salário e da pensão dos credores. A taxa dos títulos em dólar para 2020 do Banco Bonsucesso S.A. subiu 19 pontos-base, para 10,08%. O aumento só não é maior que o salto de 35 pontos-base nos títulos do Banco ABC Brasil S.A., controlado em parte pelo governo da Líbia. As taxas em títulos bancários brasileiros com vencimento semelhante caíram 17 pontos-base no mesmo período.
O governo aumentou o depósito compulsório e os requerimentos de capital dos bancos em dezembro para limitar a expansão de 21% do crédito, que ajuda a alimentar a inflação mais alta desde 2005. O Banco BMG S.A., que oferece crédito a pensionistas e aposentados, teve sua nota de crédito colocada em revisão para possível rebaixamento pela Moody's Investors Service na semana passada, com receio de que a compra do Banco Schahin S.A. poderá agravar as restrições causadas pelo maior custo de financiamento e pelos requerimentos de capital.
"Há uma diferença nas pressões que são introduzidas pelo capital adicional", disse Celina Vansetti, chefe de Pesquisa de Bancos na América Latina da Moody's, em entrevista por telefone, de Nova York. Isso afeta as instituições que dão crédito a empresas "muito menos, portanto estamos refletindo isso nas notas".
A taxa dos bônus em dólar com vencimento em 2020 do Banco BMG avançou 13 pontos-base neste ano, para 8,63%, ou 502 pontos acima da dívida pública de prazo similar, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Perspectiva negativa
A Moody's cortou a perspectiva para as notas dos bancos BMG, Cruzeiro do Sul, Bonsucesso e Schahin de estável para negativa em dezembro. A medida veio depois de o Banco Central ter elevado o compulsório em depósitos a prazo de 15% para 20%, e ampliado o adicional de compulsório para depósitos à vista e a prazo de 8% para 12%, com o objetivo de impedir a formação de uma bolha de crédito no País.
As instituições especializadas em crédito consignado também serão forçadas a buscar fontes alternativas de financiamento quando o BC começar a eliminar, no ano que vem, as garantias criadas para ajudá-los durante a crise financeira global.
Grandes Bancos
As linhas de consignado, que antes eram o foco dos bancos de médio e pequeno porte, agora fazem parte também dos planos de expansão dos grandes bancos.
Na comparação com março de 2010, as cinco maiores instituições financeiras divulgaram aumento considerável nesse segmento e revelaram planos de maior investimento. No primeiro trimestre de 2011, o Banco do Brasil cresceu 19,4%, o Santander, 34,6%, Bradesco, 28,3%, e Caixa Econômica Federal, 23,4%.
Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os grandes bancos anteriormente não consideravam o consignado um bom negócio. "Os maiores entendiam que o consignado competia com o crédito pessoal, já que possui taxas de juros mais baixas. Então ficavam com o crédito pessoal, que tem maior rentabilidade. Com isso, começaram a perder clientes para outras instituições, com queda do volume de operações."
18 de mai. de 2011
BC FECHA CERCO A FRANQUIA DE CRÉDITO
jornal Valor Econômico 18/05/2011 - Adriana Cotias
Franquia Paraná Banco: o seu negócio". Com esse tipo de abordagem, o Paraná Banco, do grupo paranaense J. Malucelli, estabeleceu nos últimos anos uma rede de 85 lojas franqueadas da Paraná Crédito, o braço de varejo para oferta de crédito consignado do grupo. Essa estrutura, que não representa custos de instalação física e de funcionários para a instituição financeira, está ameaçada pela resolução 3.954 do Banco Central (BC), de fevereiro.
A regulamentação, que consolida as normas referentes à contratação dos chamados correspondentes bancários pelas instituições, deixou explícita a proibição de parceria que configure franquia e também que o espaço físico desse canal alternativo seja confundido com o de uma instituição financeira. No mercado, o que se comenta é que foi o abuso de forma que levou a supervisão a coibir esse tipo de estrutura.
Com o advento do crédito com desconto em folha de pagamento de 2004 para cá, muitas empresas especializadas na atividade de correspondente se estabeleceram no país como marcas franqueadoras e, em alguma medida, responsáveis pela explosão do consignado. Pelos dados do Banco Central (BC) o estoque dessa modalidade de crédito somava em março R$ 142,9 bilhões, 60% das operações de empréstimo pessoal.
Há dois modelos de franquia rodando. O do Paraná Banco, em que um braço da instituição financeira é o franqueador da marca, e outro, mais comum, em que uma empresa independente é a franqueadora e distribui produtos de diversos bancos.
Na lista de franquias de crédito desse segundo modelo estão nomes como a pioneira Nipocred, a Creditaria, a Finnance e a embrionária Grana Aqui. "Não há uma motivação racional para proibir a distribuição de produtos por meio de franquia, não sou dirigente de banco travestido de correspondente, sou independente dele e com essa estrutura consigo garantir a qualidade da oferta", diz o sócio da Grana Aqui, Alberto Gaidys, ex-executivo do mercado.
A empresa tem hoje só uma loja própria em São Paulo, mas, depois de ter investido R$ 1 milhão no modelo de expansão por meio de franquias, está com o negócio parado há cerca de dois meses por conta da insegurança jurídica criada pela 3954. Gaidys diz que fez uma consulta formal ao BC a respeito, mas não obteve resposta. A Grana Aqui atua como correspondente de Fibra, BMG, Credicard e BM Sua Casa.
No segmento de câmbio é o grupo Fitta que tem expandido a sua malha de atendimento por meio de franquias, com 60 lojas. Mas é o braço de turismo, uma empresa não financeira, que franqueou sua marca e, na ponta, também atua como correspondente, explica o presidente da instituição, André Nunes. "Nosso modelo é validado pelo BC porque não tem a figura de uma instituição financeira." Ele afirma que a vedação ao contrato de franquia, constante na 3.954, não é exatamente novidade para o setor financeiro e já estava, de alguma forma, previsto no Manual de Normas e Instruções do BC. O grupo fez uma série de consultas jurídicas antes de se valer dessa estrutura. "Passamos dois anos formatando o projeto, para ter certeza de que não haveria conflito com o arcabouço legal."
A Nipocred, empresa do Mato Grosso do Sul, chegou a ter 136 lojas franqueadas, mas vem modificando o seu método de atuação desde 2008. Segundo conta o diretor Marcio Iwamoto, os ajustes decorrem não só da sinalização de que haveria cerceamento a esse tipo de rede, mas também porque a companhia começou a sofrer ônus trabalhistas e ser responsabilizada por fraudes de "pastinhas" que se relacionavam com as franquias. A Nipocred inaugurou o formato de franquia de serviços financeiros em 2004, casando a oferta de crédito direto ao consumo (CDC) com a venda de planos de saúde.
"Inventamos um modelo que, na verdade, não estava regulamentado e acabamos sendo acionados juridicamente por questões que não eram da nossa responsabilidade direta", diz Iwamoto. A Nipocred tem 27 lojas próprias, mas ainda conta com 7 franquias remanescentes, que trabalha para retomar. Entre os parceiros estão BV Financeira, BMG e Rural.
A Finnance, com 4 lojas franqueadas e a matriz em São José do Rio Preto, modificou os termos do seu contrato para concessão comercial com reserva de franquia, enquanto aguarda a avaliação jurídica da Associação Brasileira de Franquias (ABF), diz Glaucia Gallo Pereira, proprietária da marca, farmacêutica de formação e que toca o negócio junto com o marido economista. Originando operações para bancos como BMG, BV e Itaú, a produção mensal beira o R$ 1 milhão, com comissões de até 15%.
"Não dei muita bola para o normativo porque já vinha trabalhando com concessão comercial. Minha função é dar suporte, treinar, apresentar o modelo pronto para trabalhar, mas não há uma relação de subordinação (com as lojas)", diz Glaucia. Os contratos são fechados por um prazo de cinco anos e os concessionários pagam uma taxa de franquia inicial. A intenção é criar um fundo de propaganda. Com esse desenho ela espera chegar a 50 franquias neste ano.
Segundo Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF, o departamento jurídico da entidade vem avaliando a regra do BC, mas a leitura preliminar é de que a resolução não pode se sobrepor à Lei de Franquias e ameaçar os contratos vigentes. "Há registro de marca, os contratos são legais, não pode haver um terceiro impedindo que ele se execute." O representante conta que a ABF vai encaminhar uma carta ao governo e ao BC lamentando a decisão, que, a seu ver, vai contra os interesses do mercado.
Algumas atuações no mercado, com lojas com a mesma comunicação visual da instituição financeira, confundem o consumidor e não há clareza se a relação é com um prestador de serviço ou com o próprio banco, pontua Eloy Ventura, diretor jurídico da Aneps (associação que representa as promotoras de vendas).
O Valor ouviu de mais de uma fonte que o Banco do Brasil também teria cogitado adotar o modelo de franquia para expandir a sua malha de correspondentes no Amazonas, a fim de evitar reclamações trabalhistas. O gerente executivo de canais do BB, Edson Moreira Correa Filho, informou que não houve plano recente nesse sentido, mas que há cerca de uma década a instituição chegou a testar a oferta de cartões e seguros por meio dessa estrutura. A aquisição da rede de correspondentes do Lemon Bank, em 2009, foi ajustada e os contratos de franquia foram refeitos de acordo com os padrões do BB.
Franquia Paraná Banco: o seu negócio". Com esse tipo de abordagem, o Paraná Banco, do grupo paranaense J. Malucelli, estabeleceu nos últimos anos uma rede de 85 lojas franqueadas da Paraná Crédito, o braço de varejo para oferta de crédito consignado do grupo. Essa estrutura, que não representa custos de instalação física e de funcionários para a instituição financeira, está ameaçada pela resolução 3.954 do Banco Central (BC), de fevereiro.
A regulamentação, que consolida as normas referentes à contratação dos chamados correspondentes bancários pelas instituições, deixou explícita a proibição de parceria que configure franquia e também que o espaço físico desse canal alternativo seja confundido com o de uma instituição financeira. No mercado, o que se comenta é que foi o abuso de forma que levou a supervisão a coibir esse tipo de estrutura.
Com o advento do crédito com desconto em folha de pagamento de 2004 para cá, muitas empresas especializadas na atividade de correspondente se estabeleceram no país como marcas franqueadoras e, em alguma medida, responsáveis pela explosão do consignado. Pelos dados do Banco Central (BC) o estoque dessa modalidade de crédito somava em março R$ 142,9 bilhões, 60% das operações de empréstimo pessoal.
Há dois modelos de franquia rodando. O do Paraná Banco, em que um braço da instituição financeira é o franqueador da marca, e outro, mais comum, em que uma empresa independente é a franqueadora e distribui produtos de diversos bancos.
Na lista de franquias de crédito desse segundo modelo estão nomes como a pioneira Nipocred, a Creditaria, a Finnance e a embrionária Grana Aqui. "Não há uma motivação racional para proibir a distribuição de produtos por meio de franquia, não sou dirigente de banco travestido de correspondente, sou independente dele e com essa estrutura consigo garantir a qualidade da oferta", diz o sócio da Grana Aqui, Alberto Gaidys, ex-executivo do mercado.
A empresa tem hoje só uma loja própria em São Paulo, mas, depois de ter investido R$ 1 milhão no modelo de expansão por meio de franquias, está com o negócio parado há cerca de dois meses por conta da insegurança jurídica criada pela 3954. Gaidys diz que fez uma consulta formal ao BC a respeito, mas não obteve resposta. A Grana Aqui atua como correspondente de Fibra, BMG, Credicard e BM Sua Casa.
No segmento de câmbio é o grupo Fitta que tem expandido a sua malha de atendimento por meio de franquias, com 60 lojas. Mas é o braço de turismo, uma empresa não financeira, que franqueou sua marca e, na ponta, também atua como correspondente, explica o presidente da instituição, André Nunes. "Nosso modelo é validado pelo BC porque não tem a figura de uma instituição financeira." Ele afirma que a vedação ao contrato de franquia, constante na 3.954, não é exatamente novidade para o setor financeiro e já estava, de alguma forma, previsto no Manual de Normas e Instruções do BC. O grupo fez uma série de consultas jurídicas antes de se valer dessa estrutura. "Passamos dois anos formatando o projeto, para ter certeza de que não haveria conflito com o arcabouço legal."
A Nipocred, empresa do Mato Grosso do Sul, chegou a ter 136 lojas franqueadas, mas vem modificando o seu método de atuação desde 2008. Segundo conta o diretor Marcio Iwamoto, os ajustes decorrem não só da sinalização de que haveria cerceamento a esse tipo de rede, mas também porque a companhia começou a sofrer ônus trabalhistas e ser responsabilizada por fraudes de "pastinhas" que se relacionavam com as franquias. A Nipocred inaugurou o formato de franquia de serviços financeiros em 2004, casando a oferta de crédito direto ao consumo (CDC) com a venda de planos de saúde.
"Inventamos um modelo que, na verdade, não estava regulamentado e acabamos sendo acionados juridicamente por questões que não eram da nossa responsabilidade direta", diz Iwamoto. A Nipocred tem 27 lojas próprias, mas ainda conta com 7 franquias remanescentes, que trabalha para retomar. Entre os parceiros estão BV Financeira, BMG e Rural.
A Finnance, com 4 lojas franqueadas e a matriz em São José do Rio Preto, modificou os termos do seu contrato para concessão comercial com reserva de franquia, enquanto aguarda a avaliação jurídica da Associação Brasileira de Franquias (ABF), diz Glaucia Gallo Pereira, proprietária da marca, farmacêutica de formação e que toca o negócio junto com o marido economista. Originando operações para bancos como BMG, BV e Itaú, a produção mensal beira o R$ 1 milhão, com comissões de até 15%.
"Não dei muita bola para o normativo porque já vinha trabalhando com concessão comercial. Minha função é dar suporte, treinar, apresentar o modelo pronto para trabalhar, mas não há uma relação de subordinação (com as lojas)", diz Glaucia. Os contratos são fechados por um prazo de cinco anos e os concessionários pagam uma taxa de franquia inicial. A intenção é criar um fundo de propaganda. Com esse desenho ela espera chegar a 50 franquias neste ano.
Segundo Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF, o departamento jurídico da entidade vem avaliando a regra do BC, mas a leitura preliminar é de que a resolução não pode se sobrepor à Lei de Franquias e ameaçar os contratos vigentes. "Há registro de marca, os contratos são legais, não pode haver um terceiro impedindo que ele se execute." O representante conta que a ABF vai encaminhar uma carta ao governo e ao BC lamentando a decisão, que, a seu ver, vai contra os interesses do mercado.
Algumas atuações no mercado, com lojas com a mesma comunicação visual da instituição financeira, confundem o consumidor e não há clareza se a relação é com um prestador de serviço ou com o próprio banco, pontua Eloy Ventura, diretor jurídico da Aneps (associação que representa as promotoras de vendas).
O Valor ouviu de mais de uma fonte que o Banco do Brasil também teria cogitado adotar o modelo de franquia para expandir a sua malha de correspondentes no Amazonas, a fim de evitar reclamações trabalhistas. O gerente executivo de canais do BB, Edson Moreira Correa Filho, informou que não houve plano recente nesse sentido, mas que há cerca de uma década a instituição chegou a testar a oferta de cartões e seguros por meio dessa estrutura. A aquisição da rede de correspondentes do Lemon Bank, em 2009, foi ajustada e os contratos de franquia foram refeitos de acordo com os padrões do BB.
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27 de abr. de 2011
BMG FECHA COMPRA DO BANCO SCHAHIN EM ACORDO DE R$ 250 MILHÕES
jornal O Estado de S.Paulo 27/04/2011 - Leandro Modé
O banco BMG anuncia entre hoje e amanhã a compra do Schahin. O Estado apurou que o negócio foi fechado por R$ 250 milhões, ainda sujeitos à realização de uma análise mais profunda da contabilidade (chamada tecnicamente de due diligence) do Schahin nos próximos meses. Na prática, significa que o valor final pode ser menor, dependendo do que os especialistas encontrarem no banco comprado.
A condição foi imposta pelo BMG e ajuda a explicar a demora para a concretização da venda. As conversas entre as duas instituições foram reveladas há duas semanas.
A expectativa inicial era de que a venda fosse anunciada oficialmente no início da semana passada. No entanto, dúvidas dos compradores sobre a real situação do Schahin atrasaram o processo. A solução foi incluir a cláusula que prevê uma redução do preço em caso de problemas.
Cópias do contrato foram enviadas ontem para Belo Horizonte, onde fica a sede do BMG. Os vendedores devem assinar a documentação hoje e o anúncio oficial deve sair até amanhã.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) intermediou a negociação entre os dois bancos. A instituição foi criada em 1995, com o objetivo de cobrir prejuízos provocados a correntistas em decorrência da quebra de algum banco. A participação do FGC se deu porque o Schahin vinha encontrando dificuldades no mercado.
O balanço do último trimestre mostra que a instituição estava fora dos parâmetros exigidos pelo Banco Central (BC). O chamado Índice de Basileia, que mede a capacidade de um banco expandir operações, estava em 10,97%. O BC determina no mínimo 11%.
Ou seja, o Schahin havia perdido a capacidade de emprestar. Por isso, procurou o FGC, que, por sua vez, buscou no mercado um interessado. Segundo se apurou, o FGC não financiará a compra pelo BMG. Em compensação, colocou à disposição do banco comprador linhas de crédito.
Segundo uma fonte, é provável que o banco mineiro recorra a essas linhas, pois também não tem grande folga no Índice de Basileia - 14,49% em dezembro.
Também por isso, existe a hipótese de que a compra do Schahin seja feita pela holding que controla o BMG. Com isso, a capacidade de o banco operar não seria afetada.
Pelos dados do BC, o BMG é o 22.º maior banco brasileiro, com ativos de R$ 11,5 bilhões. A instituição é a segunda maior no segmento de crédito consignado, atrás apenas do Banco do Brasil.
Sua carteira total de empréstimos - considerando os que repassou a terceiros e os que mantém sob o próprio guarda-chuva - chega a R$ 24 bilhões. Portanto, lembra um especialista, é um banco maior do que parece quando se olham só os ativos.
O Schahin pertence a um grupo que atua em várias áreas, como indústria e petróleo. Em dezembro, possuía ativos de R$ 2,8 bilhões e patrimônio líquido de R$ 230 milhões. Ou seja, o negócio foi fechado quase pelo valor do patrimônio, relação baixa se comparada a vendas recentes no setor. O banco Carrefour, por exemplo, teve uma fatia vendida ao Itaú por preço 2,6 vezes superior ao patrimônio.
O banco BMG anuncia entre hoje e amanhã a compra do Schahin. O Estado apurou que o negócio foi fechado por R$ 250 milhões, ainda sujeitos à realização de uma análise mais profunda da contabilidade (chamada tecnicamente de due diligence) do Schahin nos próximos meses. Na prática, significa que o valor final pode ser menor, dependendo do que os especialistas encontrarem no banco comprado.
A condição foi imposta pelo BMG e ajuda a explicar a demora para a concretização da venda. As conversas entre as duas instituições foram reveladas há duas semanas.
A expectativa inicial era de que a venda fosse anunciada oficialmente no início da semana passada. No entanto, dúvidas dos compradores sobre a real situação do Schahin atrasaram o processo. A solução foi incluir a cláusula que prevê uma redução do preço em caso de problemas.
Cópias do contrato foram enviadas ontem para Belo Horizonte, onde fica a sede do BMG. Os vendedores devem assinar a documentação hoje e o anúncio oficial deve sair até amanhã.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) intermediou a negociação entre os dois bancos. A instituição foi criada em 1995, com o objetivo de cobrir prejuízos provocados a correntistas em decorrência da quebra de algum banco. A participação do FGC se deu porque o Schahin vinha encontrando dificuldades no mercado.
O balanço do último trimestre mostra que a instituição estava fora dos parâmetros exigidos pelo Banco Central (BC). O chamado Índice de Basileia, que mede a capacidade de um banco expandir operações, estava em 10,97%. O BC determina no mínimo 11%.
Ou seja, o Schahin havia perdido a capacidade de emprestar. Por isso, procurou o FGC, que, por sua vez, buscou no mercado um interessado. Segundo se apurou, o FGC não financiará a compra pelo BMG. Em compensação, colocou à disposição do banco comprador linhas de crédito.
Segundo uma fonte, é provável que o banco mineiro recorra a essas linhas, pois também não tem grande folga no Índice de Basileia - 14,49% em dezembro.
Também por isso, existe a hipótese de que a compra do Schahin seja feita pela holding que controla o BMG. Com isso, a capacidade de o banco operar não seria afetada.
Pelos dados do BC, o BMG é o 22.º maior banco brasileiro, com ativos de R$ 11,5 bilhões. A instituição é a segunda maior no segmento de crédito consignado, atrás apenas do Banco do Brasil.
Sua carteira total de empréstimos - considerando os que repassou a terceiros e os que mantém sob o próprio guarda-chuva - chega a R$ 24 bilhões. Portanto, lembra um especialista, é um banco maior do que parece quando se olham só os ativos.
O Schahin pertence a um grupo que atua em várias áreas, como indústria e petróleo. Em dezembro, possuía ativos de R$ 2,8 bilhões e patrimônio líquido de R$ 230 milhões. Ou seja, o negócio foi fechado quase pelo valor do patrimônio, relação baixa se comparada a vendas recentes no setor. O banco Carrefour, por exemplo, teve uma fatia vendida ao Itaú por preço 2,6 vezes superior ao patrimônio.
18 de abr. de 2011
BMG ATRELA PATROCÍNIO A CONSIGNADO
jornal Folha de S. Paulo 18/04/2011 – Cirilo Junior
Líder no mercado de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), o banco BMG decidiu usar o futebol para consolidar essa posição. Com uma estratégia agressiva, ganha terreno no interior do país ajudando pequenos clubes.
O apoio do BMG é condicionado ao acesso à folha de empréstimo consignado dos servidores da prefeitura da cidade do time patrocinado.
Ao mesmo tempo em que exibe sua marca nas camisas de quase metade dos times da primeira divisão, o banco não poupa esforços para apoiar times menores.
Em Minas Gerais, sede do banco, o BMG domina praticamente todos os espaços nas camisas dos times locais. Os patrocínios se estendem à segunda divisão, onde apenas o Uberlândia não estampa a marca.
O banco está em negociação para aquisição de outros dois bancos, o Morada e o Schahin, que também oferecem crédito consignado.
Em Campina Grande, na Paraíba, o patrocínio aos dois times da cidade -Treze e Campinense- só foi fechado depois que a prefeitura autorizou o banco a fornecer empréstimo consignado e outros produtos aos servidores municipais.
No ano passado, a prefeitura de Vitória (ES) firmou acordo com o BMG liberando a concessão de empréstimo com desconto em folha aos funcionários do município. Desde o início do ano, o Vitória Futebol Clube exibe a marca do BMG no uniforme.
O BMG patrocina até mesmo o modesto Sete de Junho, do município de Tobias Barreto (SE), que disputa a segunda divisão do Estado. O presidente do clube, Ubiratan Alves de Jesus, diz que o apoio foi conseguido pela financeira da cidade.
Levantamento da Folha indica que o banco apoia, pelo menos, 35 clubes. Nove deles disputam a primeira divisão, quase a metade dos 20 clubes que disputarão o campeonato brasileiro.
No ano passado, o BMG gastou R$ 115,1 milhões em ações de marketing e promoções. Esse montante, na maior parte, é destinado ao futebol. Comparado aos R$ 32 milhões gastos em 2009, é um avanço de 257%.
A participação do BMG no futebol não se resume a pagar para exibir sua marca.
O banco também oferece empréstimos facilitados aos clubes e tem participação nos passes de jogadores. Criou ainda um fundo de investimentos que detém passes de vários jogadores.
O BMG é presidido por Ricardo Guimarães, ex-presidente do Atlético-MG e um dos réus no caso do mensalão. Procurado, o BMG não respondeu à reportagem.
Líder no mercado de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), o banco BMG decidiu usar o futebol para consolidar essa posição. Com uma estratégia agressiva, ganha terreno no interior do país ajudando pequenos clubes.
O apoio do BMG é condicionado ao acesso à folha de empréstimo consignado dos servidores da prefeitura da cidade do time patrocinado.
Ao mesmo tempo em que exibe sua marca nas camisas de quase metade dos times da primeira divisão, o banco não poupa esforços para apoiar times menores.
Em Minas Gerais, sede do banco, o BMG domina praticamente todos os espaços nas camisas dos times locais. Os patrocínios se estendem à segunda divisão, onde apenas o Uberlândia não estampa a marca.
O banco está em negociação para aquisição de outros dois bancos, o Morada e o Schahin, que também oferecem crédito consignado.
Em Campina Grande, na Paraíba, o patrocínio aos dois times da cidade -Treze e Campinense- só foi fechado depois que a prefeitura autorizou o banco a fornecer empréstimo consignado e outros produtos aos servidores municipais.
No ano passado, a prefeitura de Vitória (ES) firmou acordo com o BMG liberando a concessão de empréstimo com desconto em folha aos funcionários do município. Desde o início do ano, o Vitória Futebol Clube exibe a marca do BMG no uniforme.
O BMG patrocina até mesmo o modesto Sete de Junho, do município de Tobias Barreto (SE), que disputa a segunda divisão do Estado. O presidente do clube, Ubiratan Alves de Jesus, diz que o apoio foi conseguido pela financeira da cidade.
Levantamento da Folha indica que o banco apoia, pelo menos, 35 clubes. Nove deles disputam a primeira divisão, quase a metade dos 20 clubes que disputarão o campeonato brasileiro.
No ano passado, o BMG gastou R$ 115,1 milhões em ações de marketing e promoções. Esse montante, na maior parte, é destinado ao futebol. Comparado aos R$ 32 milhões gastos em 2009, é um avanço de 257%.
A participação do BMG no futebol não se resume a pagar para exibir sua marca.
O banco também oferece empréstimos facilitados aos clubes e tem participação nos passes de jogadores. Criou ainda um fundo de investimentos que detém passes de vários jogadores.
O BMG é presidido por Ricardo Guimarães, ex-presidente do Atlético-MG e um dos réus no caso do mensalão. Procurado, o BMG não respondeu à reportagem.
11 de abr. de 2011
BANCOS BRECAM VENDA DE CARTEIRA
jornal Valor Econômico 11/04/2011 – Adriana Cotias
Bancos como Bonsucesso, BMG, Matone e Morada estão diante de um desafio maior para encontrar fontes alternativas de captação de recursos para financiar sua atividade de concessão de crédito. Levantamento feito pelo Valor em balanços de instituições ativas na modalidade de crédito consignado indica que essas estão entre as instituições mais dependentes da venda de carteiras a bancos maiores para se financiar, prática conhecida como cessão de crédito.
O levantamento mostra que em 2010, alguns bancos tiveram mais da metade das receitas de intermediação financeira originada da venda de carteiras. O BMG obteve R$ 1,9 bilhão de resultado com esse tipo de operação, a maior parte com coobrigação, representando 52,4% da receita intermediação financeira. No Bonsucesso, foram R$ 396,7 milhões, o equivalente a 60%. O Matone, no terceiro trimestre, reportou resultado com cessão de R$ 46 milhões ou 59% da intermediação. O Morada, no quarto trimestre, teve R$ 21 milhões de ganhos de cessão, 47% da intermediação. Outros têm parcela menor da receita vinda da venda de carteiras, como Banco Mercantil de Crédito (15%) e Rural (5%).
No caso do BMG e do Bonsucesso já se nota esforço para buscar outras fontes, com emissões de dívida subordinada. O BMG está com uma operação na rua para emitir eurobônus de sete anos. O Bonsucesso fez uma emissão no último trimestre de 2010 e recentemente informou a intenção de reter mais ativos no balanço, que trariam mais rentabilidade futura.
Bancos que possuem um grande grupo financeiro em seu capital acionário, como Votorantim e Cacique, não foram pesquisados.
Procurados, BMG e Matone, este último recém adquirido pelo Banco JBS, não quiseram comentar, enquanto os executivos do Bonsucesso estavam em apresentações a investidores no exterior.
Rodar a máquina do crédito graças à venda de carteiras está ficando mais difícil. As instituições de pequeno e médio porte, que antecipam gordas receitas quando vendem seus ativos de crédito com coobrigação - cláusula em que o risco de inadimplência permanece com o cedente - têm de reduzir o passo agora ou vão amargar perdas expressivas quando exibirem seus balanços sob os parâmetros de uma regra contábil que entra em vigor em 2012.
Pela resolução 3.533 do Banco Central, já adiada três vezes, a partir de janeiro todo estoque de crédito cedido sem transferência de risco vai ter que voltar para o ativo das instituições e os resultados apurados com a venda revertidos. As carteiras passarão então a gerar receitas à medida em que as parcelas sejam pagas pelos tomadores, embora o dinheiro da venda desses créditos a outros bancos continue entrando no caixa antes. A alteração traz, entretanto, impactos imediatos para a alavancagem.
Assim, nos resultados do primeiro trimestre, alguns bancos já devem mostrar um menor ritmo na concessão de empréstimos, não só pelas medidas de aperto ao crédito baixadas pelo governo, mas também pelas mudanças à vista na contabilização das cessões. "A cessão, hoje, tem um efeito imediato no resultado, gera lucro robusto e melhora Basileia (o índice de capitalização mínimo), possibilitando novas alavancagens", diz o economista da Lopes & Filho, João Augusto Frotta Salles. "Mas isso é um defeito do sistema, os bancos não podem ter isso como estratégia. O crédito foi feito para correr o seu tempo de maturação e assim as instituições podem absorver seus resultados."
O rombo contábil no PanAmericano e as medidas que duplicaram o requerimento de capital para operações longas de consignado e veículos à pessoa física, em dezembro, já impuseram um freio às cessões, reduzindo o ímpeto dos bancos de gerar novos créditos. O aumento do IOF na semana passada só completou o pacote. "Se o modelo de negócio for o mesmo de 2010 e não existir outro instrumento de captação de longo prazo que substitua a cessão, pode haver um efeito nos resultados", diz o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva.
"O que se percebe é que instituições que têm um modelo de cessão muito pesado começam a fazer exercícios para trabalhar diferente, com uma estrutura de preços compatível com as carteiras que queiram carregar."
Num momento em que a liquidez ficou estruturalmente mais restrita, o nível de geração de negócios também já não é o mesmo. O diretor de um grande banco de varejo que costuma comprar carteiras de crédito diz que há menos interesse de bancos tradicionais de consignado e veículos de vender ativos porque também eles estão emprestando menos.
Há bancos como Cruzeiro do Sul e Paraná Banco que já vinham modificando o mix de captação. "Desde 2008 temos trabalhado para evitar solavancos na contabilidade e optamos por buscar outras fontes. Teríamos uma rentabilidade melhor do que 14% (sobre o patrimônio) se optássemos pela cessão", diz o diretor de relações com investidores do Cruzeiro do Sul, Fausto Guimarães. No quarto trimestre de 2010, 51,7% dos recursos do banco vieram de depósitos a prazo, 22,6% de captações no exterior e só 12% de cessões. A venda de ativos para fundos de recebíveis tem sido outra fonte, com participação de 11,4% nesse bolo (mas sem coobrigação).
No caso do Paraná Banco, que não fez cessões em 2010, o entendimento é que essa não é uma forma eficiente de captar recursos, segundo Cristiano Malucelli, diretor de relações com investidores. O banco, diz, não faz cessões porque: a) custa caro (acima de 130% do CDI), b) assume a inadimplência da carteira cedida (coobrigação), c) permanece com os custos administrativos dos contratos cedidos.
Bancos como Bonsucesso, BMG, Matone e Morada estão diante de um desafio maior para encontrar fontes alternativas de captação de recursos para financiar sua atividade de concessão de crédito. Levantamento feito pelo Valor em balanços de instituições ativas na modalidade de crédito consignado indica que essas estão entre as instituições mais dependentes da venda de carteiras a bancos maiores para se financiar, prática conhecida como cessão de crédito.
O levantamento mostra que em 2010, alguns bancos tiveram mais da metade das receitas de intermediação financeira originada da venda de carteiras. O BMG obteve R$ 1,9 bilhão de resultado com esse tipo de operação, a maior parte com coobrigação, representando 52,4% da receita intermediação financeira. No Bonsucesso, foram R$ 396,7 milhões, o equivalente a 60%. O Matone, no terceiro trimestre, reportou resultado com cessão de R$ 46 milhões ou 59% da intermediação. O Morada, no quarto trimestre, teve R$ 21 milhões de ganhos de cessão, 47% da intermediação. Outros têm parcela menor da receita vinda da venda de carteiras, como Banco Mercantil de Crédito (15%) e Rural (5%).
No caso do BMG e do Bonsucesso já se nota esforço para buscar outras fontes, com emissões de dívida subordinada. O BMG está com uma operação na rua para emitir eurobônus de sete anos. O Bonsucesso fez uma emissão no último trimestre de 2010 e recentemente informou a intenção de reter mais ativos no balanço, que trariam mais rentabilidade futura.
Bancos que possuem um grande grupo financeiro em seu capital acionário, como Votorantim e Cacique, não foram pesquisados.
Procurados, BMG e Matone, este último recém adquirido pelo Banco JBS, não quiseram comentar, enquanto os executivos do Bonsucesso estavam em apresentações a investidores no exterior.
Rodar a máquina do crédito graças à venda de carteiras está ficando mais difícil. As instituições de pequeno e médio porte, que antecipam gordas receitas quando vendem seus ativos de crédito com coobrigação - cláusula em que o risco de inadimplência permanece com o cedente - têm de reduzir o passo agora ou vão amargar perdas expressivas quando exibirem seus balanços sob os parâmetros de uma regra contábil que entra em vigor em 2012.
Pela resolução 3.533 do Banco Central, já adiada três vezes, a partir de janeiro todo estoque de crédito cedido sem transferência de risco vai ter que voltar para o ativo das instituições e os resultados apurados com a venda revertidos. As carteiras passarão então a gerar receitas à medida em que as parcelas sejam pagas pelos tomadores, embora o dinheiro da venda desses créditos a outros bancos continue entrando no caixa antes. A alteração traz, entretanto, impactos imediatos para a alavancagem.
Assim, nos resultados do primeiro trimestre, alguns bancos já devem mostrar um menor ritmo na concessão de empréstimos, não só pelas medidas de aperto ao crédito baixadas pelo governo, mas também pelas mudanças à vista na contabilização das cessões. "A cessão, hoje, tem um efeito imediato no resultado, gera lucro robusto e melhora Basileia (o índice de capitalização mínimo), possibilitando novas alavancagens", diz o economista da Lopes & Filho, João Augusto Frotta Salles. "Mas isso é um defeito do sistema, os bancos não podem ter isso como estratégia. O crédito foi feito para correr o seu tempo de maturação e assim as instituições podem absorver seus resultados."
O rombo contábil no PanAmericano e as medidas que duplicaram o requerimento de capital para operações longas de consignado e veículos à pessoa física, em dezembro, já impuseram um freio às cessões, reduzindo o ímpeto dos bancos de gerar novos créditos. O aumento do IOF na semana passada só completou o pacote. "Se o modelo de negócio for o mesmo de 2010 e não existir outro instrumento de captação de longo prazo que substitua a cessão, pode haver um efeito nos resultados", diz o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva.
"O que se percebe é que instituições que têm um modelo de cessão muito pesado começam a fazer exercícios para trabalhar diferente, com uma estrutura de preços compatível com as carteiras que queiram carregar."
Num momento em que a liquidez ficou estruturalmente mais restrita, o nível de geração de negócios também já não é o mesmo. O diretor de um grande banco de varejo que costuma comprar carteiras de crédito diz que há menos interesse de bancos tradicionais de consignado e veículos de vender ativos porque também eles estão emprestando menos.
Há bancos como Cruzeiro do Sul e Paraná Banco que já vinham modificando o mix de captação. "Desde 2008 temos trabalhado para evitar solavancos na contabilidade e optamos por buscar outras fontes. Teríamos uma rentabilidade melhor do que 14% (sobre o patrimônio) se optássemos pela cessão", diz o diretor de relações com investidores do Cruzeiro do Sul, Fausto Guimarães. No quarto trimestre de 2010, 51,7% dos recursos do banco vieram de depósitos a prazo, 22,6% de captações no exterior e só 12% de cessões. A venda de ativos para fundos de recebíveis tem sido outra fonte, com participação de 11,4% nesse bolo (mas sem coobrigação).
No caso do Paraná Banco, que não fez cessões em 2010, o entendimento é que essa não é uma forma eficiente de captar recursos, segundo Cristiano Malucelli, diretor de relações com investidores. O banco, diz, não faz cessões porque: a) custa caro (acima de 130% do CDI), b) assume a inadimplência da carteira cedida (coobrigação), c) permanece com os custos administrativos dos contratos cedidos.
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24 de mar. de 2011
BANCO BMG INVESTE NO MERCADO DE COMPRAS COLETIVAS
boletim TI Inside 24/03/2011
Cidade Off. Este é o nome do novo site que vai disputar o concorridíssimo mercado brasileiro de compras coletivas, que neste ano deve movimentar cerca de R$ 800 milhões. A iniciativa é do banco mineiro BMG, que pretende em, no máximo um ano e meio, estar entre os seis maiores sites do segmento no país. O banco constituiu a empresa Web4Living para administrar o novo negócio.
Segundo Ionan Fernandes, diretor de Operações de Marketing, para dar o pontapé inicial o banco adquiriu a plataforma e a base de cadastro do site Cidade Off, que apesar de constituído não estava em operação. "Tínhamos 30 mil cadastros e vamos chegar a 200 mil até o fim do ano", diz ele.
Além de oferecer o mix que está impulsionando o mercado de compras coletivas, como restaurantes, institutos de beleza, hotéis etc., o objetivo do banco é oferecer produtos bancários, como empréstimos, cartão de crédito, seguros e antecipação de recebíveis, entre outros, já que o BMG conta com uma rede nacional de correspondentes bancários para operacionalizar a iniciativa.
Em breve, o banco deverá colocar no ar uma campanha publicitária, em nível nacional, para lançamento de site.
Cidade Off. Este é o nome do novo site que vai disputar o concorridíssimo mercado brasileiro de compras coletivas, que neste ano deve movimentar cerca de R$ 800 milhões. A iniciativa é do banco mineiro BMG, que pretende em, no máximo um ano e meio, estar entre os seis maiores sites do segmento no país. O banco constituiu a empresa Web4Living para administrar o novo negócio.
Segundo Ionan Fernandes, diretor de Operações de Marketing, para dar o pontapé inicial o banco adquiriu a plataforma e a base de cadastro do site Cidade Off, que apesar de constituído não estava em operação. "Tínhamos 30 mil cadastros e vamos chegar a 200 mil até o fim do ano", diz ele.
Além de oferecer o mix que está impulsionando o mercado de compras coletivas, como restaurantes, institutos de beleza, hotéis etc., o objetivo do banco é oferecer produtos bancários, como empréstimos, cartão de crédito, seguros e antecipação de recebíveis, entre outros, já que o BMG conta com uma rede nacional de correspondentes bancários para operacionalizar a iniciativa.
Em breve, o banco deverá colocar no ar uma campanha publicitária, em nível nacional, para lançamento de site.
24 de fev. de 2011
CARTÃO DE CRÉDITO CONSIGNADO COBRA METADE DOS JUROS
portal Exame 23/02/2011 - Marcela Ayres
Martelada aos quatros ventos, a percepção de que os cartões de crédito cobram os juros mais altos do mercado parece incontestável. Afinal, não há como negar que quem opta pelo parcelamento da fatura e entra no famoso crédito rotativo arca com taxas que penalizam o bolso. Os juros médios são de 10,69% ao mês, ou 238,3% ao ano. Há, entretanto, uma modalidade que alia a praticidade do plástico com percentuais bem mais amigáveis. São os cartões de crédito consignado. Majoritariamente ofertados por meio de convênios com o setor público, eles descontam o pagamento mínimo diretamente no salário dos usuários.
Na prática, o consumidor nunca fica inadimplente. Como o risco de não receber pelo crédito é nulo, as administradoras cobram menos daqueles que não quitam a fatura na íntegra. Esta taxa varia de 3% a 5% nos consignados - ou menos da metade da média dos cartões comuns. Quem liquida todas as pendências, por outro lado, não amarga qualquer acréscimo sobre a dívida, como já acontece com os cartões tradicionais.
Fábio Belisário, diretor executivo do BMG, aponta que o benefício evita que o consumidor se perca na bola de neve alimentada pelas temidas taxas do rotativo. "Como os juros são mais baixos, é possível liquidar parte da dívida apenas com o pagamento do mínimo. Se fizer isso com os demais cartões, o consumidor acabará quitando sempre os juros da administradora, e nunca o principal da conta", diz. Ser mais barato é de longe o maior apelo do produto. E o BMG pretende aproveitar-se dele para dobrar sua base de mais de um milhãos de cartões emitidos.
A favor da meta, pesam os demais atrativos do produto. Os cartões consignados não cobram anuidade, não exigem que o cliente seja correntista e tampouco dependem de análises cadastrais que atestem o bom nome na praça. "No norte ou nordeste, onde 75% das pessoas que recebem pensão não têm conta corrente, ter acesso ao cartão garante a possibilidade de entrar em um supermercado e dividir a conta em três ou quatro vezes", afirma Luiz Octavio da Costa, diretor superintendente do banco Cruzeiro do Sul, outro a integrar o enxuto time dos que ofertam o plástico no mercado.
Se o prazo entre a data da compra e o recebimento da fatura orbita em torno de 35 dias nos cartões convencionais, nos consignados essa janela se estende por até 50 dias. Isso acontece porque as administradoras têm que lançar os valores para desconto em folha de pagamento. Como a tarefa demanda um tempo extra, as compras feitas perto do vencimento da conta são jogadas para o mês seguinte.
As vantagens são patentes, mas o acesso ao produto não é para qualquer um. "O consignado pressupõe uma estabilidade no emprego que é garantida no serviço público. Em uma empresa privada a rotatividade é maior e, por isso, crescem também os juros", afirma Frederico Penido, diretor do banco Bonsucesso. A instituição oferece o cartão para trabalhadores da iniciativa privada. Mas a maioria absoluta dos contratos são fechados no setor público. Até agora, já foram firmados convênios em estados como Rio de Janeiro e Bahia, além de prefeituras como Goiânia, Belo Horizonte e Belém.
O BMG estuda o mercado privado para avaliar uma entrada mais agressiva neste segmento a partir do segundo semestre. Hoje, apenas 2% dos cartões emitidos pelo banco são voltados para as empresas. O restante fica com os servidores públicos e pensionistas do INSS.
Além disso, poucas são as instituições que oferecem o cartão consignado no seu portfólio de serviços. "Você tem que se ajustar muito à realidade do órgão nessa linha de crédito e os bancos pequenos e médios têm mais flexibilidade nessa adaptação", afirma Penido, do Bonsucesso. Ele completa que o cartão exige a montagem de uma plataforma operacional específica, que demora de dois a três anos para finalmente dar lucro. "Nós já passamos desta fase, então o nosso grande desafio é ganhar escala”, completa.
Para o consumidor, portanto, não basta querer colocar o cartão de crédito consignado na carteira. É preciso ter vínculo com algum órgão que tenha firmado convênio com uma instituição financeira. Se este for o caso, é sim um bom negócio trocar os juros exorbitantes de um cartão comum por um plástico mais econômico. Para o professor de economia da Fipecafi Sílvio Paixão, contudo, esse atrativo nunca deve ser encarado como um incentivo ao consumo.
“Qualquer endividamento deve estar por trás de um problema de curto prazo. Encher a sacola e fazer o pagamento mínimo não deixa de ser uma bomba relógio, especialmente no caso dos aposentados”, argumenta. Para ele, esse indivíduo terá mais dificuldades em ampliar ou gerar renda e, por isso, pode se atolar em uma espiral de dívidas.
Com o apelo de juros menores, o consumidor também pode se sentir menos pressionado a pagar a conta na íntegra. No banco Cruzeiro do Sul, onde o cartão consignado foi lançado em 2005, apenas 28% dos clientes adotam esta prática. Segundo os últimos dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), colhidos em outubro do ano passado, o percentual de pessoas que pagam toda a conta no mercado de cartões como um todo é mais de duas vezes maior, batendo em 67%
O professor Silvio Paixão lembra que liquidar a fatura mensalmente é a regra número um de quem usa o cartão de crédito. Do contrário, o instrumento não é aconselhado para ninguém. “Ao invés de matar o indivíduo com tiro de canhão, que seriam os juros do cartão normal, o cartão consignado o mataria com tiro de bazuca. Pode ser que ele venha a sobreviver, mas ainda assim haverá danos, especialmente se continuar usando o cartão”, emenda.
Martelada aos quatros ventos, a percepção de que os cartões de crédito cobram os juros mais altos do mercado parece incontestável. Afinal, não há como negar que quem opta pelo parcelamento da fatura e entra no famoso crédito rotativo arca com taxas que penalizam o bolso. Os juros médios são de 10,69% ao mês, ou 238,3% ao ano. Há, entretanto, uma modalidade que alia a praticidade do plástico com percentuais bem mais amigáveis. São os cartões de crédito consignado. Majoritariamente ofertados por meio de convênios com o setor público, eles descontam o pagamento mínimo diretamente no salário dos usuários.
Na prática, o consumidor nunca fica inadimplente. Como o risco de não receber pelo crédito é nulo, as administradoras cobram menos daqueles que não quitam a fatura na íntegra. Esta taxa varia de 3% a 5% nos consignados - ou menos da metade da média dos cartões comuns. Quem liquida todas as pendências, por outro lado, não amarga qualquer acréscimo sobre a dívida, como já acontece com os cartões tradicionais.
Fábio Belisário, diretor executivo do BMG, aponta que o benefício evita que o consumidor se perca na bola de neve alimentada pelas temidas taxas do rotativo. "Como os juros são mais baixos, é possível liquidar parte da dívida apenas com o pagamento do mínimo. Se fizer isso com os demais cartões, o consumidor acabará quitando sempre os juros da administradora, e nunca o principal da conta", diz. Ser mais barato é de longe o maior apelo do produto. E o BMG pretende aproveitar-se dele para dobrar sua base de mais de um milhãos de cartões emitidos.
A favor da meta, pesam os demais atrativos do produto. Os cartões consignados não cobram anuidade, não exigem que o cliente seja correntista e tampouco dependem de análises cadastrais que atestem o bom nome na praça. "No norte ou nordeste, onde 75% das pessoas que recebem pensão não têm conta corrente, ter acesso ao cartão garante a possibilidade de entrar em um supermercado e dividir a conta em três ou quatro vezes", afirma Luiz Octavio da Costa, diretor superintendente do banco Cruzeiro do Sul, outro a integrar o enxuto time dos que ofertam o plástico no mercado.
Se o prazo entre a data da compra e o recebimento da fatura orbita em torno de 35 dias nos cartões convencionais, nos consignados essa janela se estende por até 50 dias. Isso acontece porque as administradoras têm que lançar os valores para desconto em folha de pagamento. Como a tarefa demanda um tempo extra, as compras feitas perto do vencimento da conta são jogadas para o mês seguinte.
As vantagens são patentes, mas o acesso ao produto não é para qualquer um. "O consignado pressupõe uma estabilidade no emprego que é garantida no serviço público. Em uma empresa privada a rotatividade é maior e, por isso, crescem também os juros", afirma Frederico Penido, diretor do banco Bonsucesso. A instituição oferece o cartão para trabalhadores da iniciativa privada. Mas a maioria absoluta dos contratos são fechados no setor público. Até agora, já foram firmados convênios em estados como Rio de Janeiro e Bahia, além de prefeituras como Goiânia, Belo Horizonte e Belém.
O BMG estuda o mercado privado para avaliar uma entrada mais agressiva neste segmento a partir do segundo semestre. Hoje, apenas 2% dos cartões emitidos pelo banco são voltados para as empresas. O restante fica com os servidores públicos e pensionistas do INSS.
Além disso, poucas são as instituições que oferecem o cartão consignado no seu portfólio de serviços. "Você tem que se ajustar muito à realidade do órgão nessa linha de crédito e os bancos pequenos e médios têm mais flexibilidade nessa adaptação", afirma Penido, do Bonsucesso. Ele completa que o cartão exige a montagem de uma plataforma operacional específica, que demora de dois a três anos para finalmente dar lucro. "Nós já passamos desta fase, então o nosso grande desafio é ganhar escala”, completa.
Para o consumidor, portanto, não basta querer colocar o cartão de crédito consignado na carteira. É preciso ter vínculo com algum órgão que tenha firmado convênio com uma instituição financeira. Se este for o caso, é sim um bom negócio trocar os juros exorbitantes de um cartão comum por um plástico mais econômico. Para o professor de economia da Fipecafi Sílvio Paixão, contudo, esse atrativo nunca deve ser encarado como um incentivo ao consumo.
“Qualquer endividamento deve estar por trás de um problema de curto prazo. Encher a sacola e fazer o pagamento mínimo não deixa de ser uma bomba relógio, especialmente no caso dos aposentados”, argumenta. Para ele, esse indivíduo terá mais dificuldades em ampliar ou gerar renda e, por isso, pode se atolar em uma espiral de dívidas.
Com o apelo de juros menores, o consumidor também pode se sentir menos pressionado a pagar a conta na íntegra. No banco Cruzeiro do Sul, onde o cartão consignado foi lançado em 2005, apenas 28% dos clientes adotam esta prática. Segundo os últimos dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), colhidos em outubro do ano passado, o percentual de pessoas que pagam toda a conta no mercado de cartões como um todo é mais de duas vezes maior, batendo em 67%
O professor Silvio Paixão lembra que liquidar a fatura mensalmente é a regra número um de quem usa o cartão de crédito. Do contrário, o instrumento não é aconselhado para ninguém. “Ao invés de matar o indivíduo com tiro de canhão, que seriam os juros do cartão normal, o cartão consignado o mataria com tiro de bazuca. Pode ser que ele venha a sobreviver, mas ainda assim haverá danos, especialmente se continuar usando o cartão”, emenda.
26 de jan. de 2011
APÓS LUCRO RECORDE, BMG PREVÊ CRÉDITO 20% MAIOR EM 2011
portal Brasil Econômico 26/01/2011 - Ana Paula Ribeiro
O banco mineiro BMG registrou lucro de R$ 605,7 milhões no ano passado, valor 16% superior ao alcançado em 2009 e também o maior dos 80 anos da instituição.
Na avaliação do diretor financeiro, Ricardo Gelbaum, a expansão da carteira de crédito e os investimentos em tecnologia e processos foram os fatores que impulsionaram o resultado de 2010.
Em dezembro, a carteira de crédito do BMG somava R$ 24,5 bilhões, crescimento de 31% em 2010. Esse valor considera as operações vendidas (cessão de carteira) a outras instituições financeiras.
Para este ano, o executivo espera uma expansão de, no mínimo, 20%. A maior parte dos empréstimos é formada por consignado para o setor público e beneficiários do INSS.
Para alcançar o crescimento de 20% no ano, o banco aposta nos patrocínios esportivos. "Isso é feito com o intuito de nos aproximarmos das classes C, D e E. (...) Queremos uma marca mais nacional e uma maior presença no país", diz.
O resultado de 2010 não inclui o banco GE Money, que foi comprado pelo BMG no ano passado. Segundo Gelbaum, falta o Banco Central aprovar a incorporação. Também falta a autoridade monetária autorizar a compra da seguradora Companhia Nacional de Seguros (Conapp).
"Estamos sempre abertos a novas possibilidades para expandir a nossa base de clientes, mas no momento não temos nada a comentar."
Além do crescimento por meio de aquisições, o banco procura uma maior diversificação de sua carteira de crédito.
Para isso, quer elevar o volume de concessões na área chamada de operações estruturadas, que incluem desconto de duplicatas para fornecedores de governos e empresas públicas e repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Essa modalidade representa 8% da carteira de crédito total, o dobro da fatia registrada em 2009. "Nosso projeto é que essa carteira feche 2011 com uma participação entre 15% e 20% do total."
O banco mineiro BMG registrou lucro de R$ 605,7 milhões no ano passado, valor 16% superior ao alcançado em 2009 e também o maior dos 80 anos da instituição.
Na avaliação do diretor financeiro, Ricardo Gelbaum, a expansão da carteira de crédito e os investimentos em tecnologia e processos foram os fatores que impulsionaram o resultado de 2010.
Em dezembro, a carteira de crédito do BMG somava R$ 24,5 bilhões, crescimento de 31% em 2010. Esse valor considera as operações vendidas (cessão de carteira) a outras instituições financeiras.
Para este ano, o executivo espera uma expansão de, no mínimo, 20%. A maior parte dos empréstimos é formada por consignado para o setor público e beneficiários do INSS.
Para alcançar o crescimento de 20% no ano, o banco aposta nos patrocínios esportivos. "Isso é feito com o intuito de nos aproximarmos das classes C, D e E. (...) Queremos uma marca mais nacional e uma maior presença no país", diz.
O resultado de 2010 não inclui o banco GE Money, que foi comprado pelo BMG no ano passado. Segundo Gelbaum, falta o Banco Central aprovar a incorporação. Também falta a autoridade monetária autorizar a compra da seguradora Companhia Nacional de Seguros (Conapp).
"Estamos sempre abertos a novas possibilidades para expandir a nossa base de clientes, mas no momento não temos nada a comentar."
Além do crescimento por meio de aquisições, o banco procura uma maior diversificação de sua carteira de crédito.
Para isso, quer elevar o volume de concessões na área chamada de operações estruturadas, que incluem desconto de duplicatas para fornecedores de governos e empresas públicas e repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Essa modalidade representa 8% da carteira de crédito total, o dobro da fatia registrada em 2009. "Nosso projeto é que essa carteira feche 2011 com uma participação entre 15% e 20% do total."
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