portal Maxpress 05/08/2011
A Serasa Experian anuncia a realização do evento Crédito em Debate em parceria com a Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento – no próximo dia 10 de agosto. O evento, que acontece em São Paulo, terá como tema central “Os novos entrantes do mercado de crédito: riscos e oportunidades”.
Entre os debatedores convidados estão o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, que falará sobre as características da nova classe média brasileira, Alexandre Pundek Rocha, do Banco Central, que comentará a visão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre o cenário de crédito atual e para os próximos meses. Já Pedro Magalhães, das Lojas Insinuante, e Samuel Belo, da Ricardo Eletro, debaterão com o público o tema ‘Crédito ao consumidor no varejo: a experiência da Máquina de Vendas’. Ambas as marcas fazem parte do grupo que hoje é segundo maior do varejo no Brasil.
Ainda entre os palestrantes convidados está Marcos Teixeira da Rosa, da financeira Kredilig, ligada à rede de lojas Koerich de Santa Catarina, que comentará sobre os desafios da empresa no cenário atual. Já Alexandre Cordeiro, da Caixa Econômica Federal, comentará sobre o crédito imobiliário para as classes emergentes e a experiência da CEF com o Programa Minha Casa Minha Vida
Estarão presentes também Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian e Experian América Latina, que fará a abertura do evento e Érico Ferreira, presidente da Acrefi. Como palestrante especial, o evento contará com Juliano Marcílio, presidente da unidade de negócios de Marketing Services da Serasa Experian e Experian América Latina.
O evento contará ainda com a presença de líderes de grandes players do segmento financeiro, cartões, varejo e de tecnologia, bem como consultorias especializadas. A mediação do evento será realizada pela executiva de produtos de concessão da Serasa Experian, Simone Lima
Agenda
Data: 10 de agosto de 2011
Horário: das 8h30 às 12h00
Local: Sede Serasa Experian
Inscrição: www.serasaexperian.com.br/creditoemdebate
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7 de ago. de 2011
11 de jul. de 2011
ACREFI TERÁ CERTIFICAÇÃO PARA FUNCIONÁRIOS DA ÁREA DE CRÉDITO
portal Executivos Financeiros 08/07/2011
Com a regulamentação do Banco Central, que pretende normatizar a qualificação de profissionais da área de crédito, o mercado começa a se movimentar para certificar os agentes.
A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), entidade que congrega instituições voltadas ao crédito direto ao consumidor, passará a contar com a atividade de certificação para funcionários de correspondentes, promotoras de financiamento e instituições financeiras, implantando para isso o Exame CERTICREFI.
O exame CERTICREFI será realizado em parceria com o INEPAD – Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração, no dia 18 de setembro de 2011. Sua proposta é examinar rigorosamente os conhecimentos adquiridos pela força de vendas, com o objetivo de atestar o grau de aproveitamento dessas pessoas em cursos de capacitação que serão oferecidos pelo mercado.
A iniciativa pretende qualificar e regulamentar, por meio de certificação, a atividade dos correspondentes no País (sejam eles transacionais ou promotoras de crédito), além dos agentes pessoa física que atuam nesse mercado.
Dados do Banco Central apontam que existem atualmente 180 mil pontos de atendimento no Brasil e mais de 200 mil agentes de crédito.
Com a regulamentação do Banco Central, que pretende normatizar a qualificação de profissionais da área de crédito, o mercado começa a se movimentar para certificar os agentes.
A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), entidade que congrega instituições voltadas ao crédito direto ao consumidor, passará a contar com a atividade de certificação para funcionários de correspondentes, promotoras de financiamento e instituições financeiras, implantando para isso o Exame CERTICREFI.
O exame CERTICREFI será realizado em parceria com o INEPAD – Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração, no dia 18 de setembro de 2011. Sua proposta é examinar rigorosamente os conhecimentos adquiridos pela força de vendas, com o objetivo de atestar o grau de aproveitamento dessas pessoas em cursos de capacitação que serão oferecidos pelo mercado.
A iniciativa pretende qualificar e regulamentar, por meio de certificação, a atividade dos correspondentes no País (sejam eles transacionais ou promotoras de crédito), além dos agentes pessoa física que atuam nesse mercado.
Dados do Banco Central apontam que existem atualmente 180 mil pontos de atendimento no Brasil e mais de 200 mil agentes de crédito.
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correspondente bancário
28 de jun. de 2011
FINANCEIRAS ANTECIPAM RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
jornal O Estado de S. Paulo 27/06/2011 – Márcia De Chiara
O aumento da inadimplência do consumidor constatado no início deste ano pelas instituições financeiras levou a uma antecipação das campanhas de renegociação de dívidas do segundo para o primeiro semestre. Também deixou os bancos e as financeiras mais cautelosos na hora de aprovar novos empréstimos.
"Nunca tínhamos feito campanha de renegociação de dívidas nesta época do ano", afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango, promotora de vendas do HSBC. A empresa detém 23% do mercado de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), está em 2.600 municípios e é uma espécie de termômetro do crédito a pessoa física no País.
No começo deste mês, a Losango iniciou uma campanha para acertar a vida financeira dos clientes com prestações em atraso. Normalmente esse tipo de ação é feita no fim do ano, quando os trabalhadores estão com dinheiro no bolso, porque recebem o 13°, e as lojas e os bancos querem desencadear uma nova rodada de vendas a prazo.
Mas a direção da Losango decidiu antecipar a campanha para junho porque constatou um aumento da inadimplência. Gonçalves conta que, em maio, o atraso acima de go dias atingiu 5,6% da carteira de créditos a receber. O indicador ficou 4,55% acima do registrado no mesmo período de 2010, puxado especialmente pelos financiamentos de eletroeletrônicos.
Ele explica que houve descasamento entre as receitas e as despesas do consumidor do último trimestre de 2010 para o primeiro trimestre deste ano e que esse descompasso avançou até maio por causa do aumento da inflação. Além disso, as medidas de aperto do crédito tomadas pelo Banco Central (BC) no fim de 2010 e a elevação da taxa de juros que ocorre desde janeiro contribuíram para piorar a situação.
Augusto Mello, superintendente executivo de Cobrança da empresa, conta que a renegociação é feita caso a caso, conforme a capacidade de pagamento do cliente. Mas a linha mestra dos acordos tem sido o alongamento do prazo de pagamento de 11 para até 24 vezes. A boa notícia, diz Gonçalves, é que, após o início da campanha, o calote voltou para nível equivalente ao registrado no mesmo período de 2010.
Rigor. "Na virada de abril para maio, várias instituições financeiras se assustaram com o aumento da inadimplência e começaram a ficar mais seletivas na aprovação de novos financiamentos”, conta Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, que reune as financeiras.
Tingas ressalta que o calote é maior no Norte do País, onde predominam os consumidores com menor poder aquisitivo e que foram, segundo França, da LCA, mais afetados pela inflação dos alimentos.
O aumento da inadimplência do consumidor constatado no início deste ano pelas instituições financeiras levou a uma antecipação das campanhas de renegociação de dívidas do segundo para o primeiro semestre. Também deixou os bancos e as financeiras mais cautelosos na hora de aprovar novos empréstimos.
"Nunca tínhamos feito campanha de renegociação de dívidas nesta época do ano", afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango, promotora de vendas do HSBC. A empresa detém 23% do mercado de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), está em 2.600 municípios e é uma espécie de termômetro do crédito a pessoa física no País.
No começo deste mês, a Losango iniciou uma campanha para acertar a vida financeira dos clientes com prestações em atraso. Normalmente esse tipo de ação é feita no fim do ano, quando os trabalhadores estão com dinheiro no bolso, porque recebem o 13°, e as lojas e os bancos querem desencadear uma nova rodada de vendas a prazo.
Mas a direção da Losango decidiu antecipar a campanha para junho porque constatou um aumento da inadimplência. Gonçalves conta que, em maio, o atraso acima de go dias atingiu 5,6% da carteira de créditos a receber. O indicador ficou 4,55% acima do registrado no mesmo período de 2010, puxado especialmente pelos financiamentos de eletroeletrônicos.
Ele explica que houve descasamento entre as receitas e as despesas do consumidor do último trimestre de 2010 para o primeiro trimestre deste ano e que esse descompasso avançou até maio por causa do aumento da inflação. Além disso, as medidas de aperto do crédito tomadas pelo Banco Central (BC) no fim de 2010 e a elevação da taxa de juros que ocorre desde janeiro contribuíram para piorar a situação.
Augusto Mello, superintendente executivo de Cobrança da empresa, conta que a renegociação é feita caso a caso, conforme a capacidade de pagamento do cliente. Mas a linha mestra dos acordos tem sido o alongamento do prazo de pagamento de 11 para até 24 vezes. A boa notícia, diz Gonçalves, é que, após o início da campanha, o calote voltou para nível equivalente ao registrado no mesmo período de 2010.
Rigor. "Na virada de abril para maio, várias instituições financeiras se assustaram com o aumento da inadimplência e começaram a ficar mais seletivas na aprovação de novos financiamentos”, conta Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, que reune as financeiras.
Tingas ressalta que o calote é maior no Norte do País, onde predominam os consumidores com menor poder aquisitivo e que foram, segundo França, da LCA, mais afetados pela inflação dos alimentos.
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22 de jun. de 2011
EXIGÊNCIA DE CAPITAL FAZ BANCO MENOR REDUZIR RITMO DO CRÉDITO
jornal Valor Econômico 21/06/2011 - Aline Lima
A exigência de mais capital dos bancos que operam linhas de financiamento de longo prazo a pessoas físicas começa a ser efetivada em julho e as instituições de pequeno e médio portes já sentem seus efeitos, enquanto buscam se adaptar. O Bonsucesso, por exemplo, especializado em crédito consignado, diminuiu o ritmo das concessões de empréstimos em 30% de janeiro a maio deste ano, comparado com igual período de 2010, para algo em torno de R$ 80 milhões mensais. O BMG, líder desse segmento, reduziu em cerca de 15% sua produção no mesmo intervalo de tempo - a média mensal de R$ 700 milhões caiu para R$ 600 milhões.
Em dezembro, o Banco Central ampliou o requerimento de capital para operações de consignado com prazos superiores a 36 meses de 11% para 16,5% do valor dos empréstimos concedidos. A medida vale para créditos contratados a partir de dezembro, mas a alocação do capital começa a valer em julho. No caso dos financiamentos de veículos, o BC estabeleceu uma espécie de tabela que leva em consideração tanto o prazo do empréstimo como o valor de entrada dado pelo comprador para que o aumento seja (ou não) aplicado.
A estratégia dos bancos para tentar minimizar os impactos da nova regra varia conforme a estrutura de capital de cada uma das instituições.
O BMG apresentava, em março, índice de Basileia (que mede a relação entre o capital e o volume dos ativos) de 14,14%. O mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 11%. "É preciso encontrar alternativas de criação de capital", reconhece Ricardo Gelbaum, diretor executivo do BMG, completando que o banco está sempre olhando para caminhos estratégicos. "O mundo passa por consolidação", diz. O BMG também conta com um espaço para emissão de dívida subordinada de aproximadamente US$ 200 milhões, recursos que entram como capital de nível 2. Uma opção analisada é lançar letras financeiras subordinadas.
O Bonsucesso tinha, em março, índice de Basileia mais folgado que o do BMG, de 17,9%. Mas nem por isso o cenário está muito mais confortável. "Estamos diminuindo o volume de produção de crédito, dando prioridade aos contratos mais rentáveis", afirma Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso.
Na opinião de especialistas, os bancos com atuação voltada para o crédito consignado tendem a sofrer mais para se ajustar a prazos mais curtos do que aqueles especializados em financiamento de veículos. Como a parcela do crédito consignado só pode atingir um máximo de 30% do salário do tomador, uma redução de prazo implica, necessariamente, em redução do volume de empréstimo. Pentagna, do Bonsucesso, diz que mesmo assim vem tentando reduzir alguns convênios para 36 meses. "Não podemos continuar com o mesmo ritmo de originação."
Além de ter de comprometer mais capital para conceder crédito, os bancos também dependem da capacidade de captar recursos para continuar girando a máquina. O panorama, também nesse caso, não é dos mais animadores. Retração no mercado de cessão de crédito e encarecimento das taxas de captação, aqui e lá fora, ampliam os desafios dos bancos pequenos e médios que operam linhas de varejo.
O Bonsucesso tem centrado esforços na criação de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), tanto para levantar recursos como para aliviar o índice de Basileia. No início do mês, seu FIDC de crédito consignado de R$ 200 milhões, lançado em fevereiro de 2010, recebeu uma segunda tranche de R$ 220 milhões. A previsão de Pentagna é completar o programa de captação até setembro, que ao todo deve alcançar R$ 1 bilhão.
"A cessão de créditos para FIDC dá tranquilidade ao banco porque o risco não fica retido em balanço", explica Pentagna. Dependendo do volume de ativos de crédito a ser produzido, o novo aporte de R$ 220 milhões no FIDC do Bonsucesso pode significar um ponto percentual de folga em seu índice de Basileia. "Existe ainda a vantagem de casar o prazo de ativos e passivos, além da moeda."
O Bonsucesso segue a fórmula do Cruzeiro do Sul. O banco da família Indio da Costa encerrou o primeiro trimestre de 2011 com uma carteira de crédito consignado de R$ 6,544 bilhões, sendo que R$ 1,492 bilhão em ativos estavam contabilizados no balanço e R$ 5,051 bilhões em cotas subordinadas de FIDCs. "Temos boa capitalização para continuar operando", diz Fausto Guimarães, superintendente de relações com investidores do Cruzeiro do Sul.
O banco fez uma emissão de US$ 400 milhões de dívida subordinada em setembro do ano passado e seu índice de Basileia atingiu 18,9% no primeiro trimestre. Desse total, o banco ainda não pode aproveitar cerca de US$ 100 milhões como capital porque, antes, precisa crescer o seu patrimônio líquido se quiser ganhar mais espaço no capital de nível 2.
Guimarães minimiza a questão do maior requerimento de capital. "Fizemos uma simulação dos impactos da nova exigência de capital para toda nossa carteira, em vez de apenas os contratos firmados a partir de dezembro, e a Basileia ficaria ainda em 15%", diz Guimarães. O cálculo não leva em conta as carteiras cedidas aos FIDCs.
Dentre os bancos pequenos e médios que operam com consignado, o Paraná Banco é o que se encontra em situação mais tranquila em termos de capital, com índice de Basileia de 32% ao fim do primeiro trimestre. "O fato é que a medida, para nós, foi benéfica", diz Mauricio Fanganiello, gerente de relações com investidores. "Não temos preocupação até meio do ano que vem e vamos aproveitar as oportunidades."
Os dados do BC sobre operações de crédito no sistema financeiro mostram crescimento da oferta de empréstimo pessoal - na qual o consignado detém participação de 59,7%. A média de concessões diárias em abril ficou 20,6% maior do que em dezembro e 9,8% superior a abril de 2010. Essa expansão, no entanto, tem sido puxada pelos grandes bancos de varejo, cada vez mais atuantes nessa modalidade, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS.
Para Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as estratégias de atuação estão mais ligadas à situação de Basileia de cada instituição do que a seu porte. "Se o índice não está próximo do mínimo exigido pelo BC, não existe problema em ser pequeno, médio ou grande", afirma. "Se eu tivesse folga de Basileia, aproveitaria para ganhar 'market share'", diz Ferreira, que também preside a financeira Omni.
A exigência de mais capital dos bancos que operam linhas de financiamento de longo prazo a pessoas físicas começa a ser efetivada em julho e as instituições de pequeno e médio portes já sentem seus efeitos, enquanto buscam se adaptar. O Bonsucesso, por exemplo, especializado em crédito consignado, diminuiu o ritmo das concessões de empréstimos em 30% de janeiro a maio deste ano, comparado com igual período de 2010, para algo em torno de R$ 80 milhões mensais. O BMG, líder desse segmento, reduziu em cerca de 15% sua produção no mesmo intervalo de tempo - a média mensal de R$ 700 milhões caiu para R$ 600 milhões.
Em dezembro, o Banco Central ampliou o requerimento de capital para operações de consignado com prazos superiores a 36 meses de 11% para 16,5% do valor dos empréstimos concedidos. A medida vale para créditos contratados a partir de dezembro, mas a alocação do capital começa a valer em julho. No caso dos financiamentos de veículos, o BC estabeleceu uma espécie de tabela que leva em consideração tanto o prazo do empréstimo como o valor de entrada dado pelo comprador para que o aumento seja (ou não) aplicado.
A estratégia dos bancos para tentar minimizar os impactos da nova regra varia conforme a estrutura de capital de cada uma das instituições.
O BMG apresentava, em março, índice de Basileia (que mede a relação entre o capital e o volume dos ativos) de 14,14%. O mínimo exigido pelo Banco Central (BC) é de 11%. "É preciso encontrar alternativas de criação de capital", reconhece Ricardo Gelbaum, diretor executivo do BMG, completando que o banco está sempre olhando para caminhos estratégicos. "O mundo passa por consolidação", diz. O BMG também conta com um espaço para emissão de dívida subordinada de aproximadamente US$ 200 milhões, recursos que entram como capital de nível 2. Uma opção analisada é lançar letras financeiras subordinadas.
O Bonsucesso tinha, em março, índice de Basileia mais folgado que o do BMG, de 17,9%. Mas nem por isso o cenário está muito mais confortável. "Estamos diminuindo o volume de produção de crédito, dando prioridade aos contratos mais rentáveis", afirma Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso.
Na opinião de especialistas, os bancos com atuação voltada para o crédito consignado tendem a sofrer mais para se ajustar a prazos mais curtos do que aqueles especializados em financiamento de veículos. Como a parcela do crédito consignado só pode atingir um máximo de 30% do salário do tomador, uma redução de prazo implica, necessariamente, em redução do volume de empréstimo. Pentagna, do Bonsucesso, diz que mesmo assim vem tentando reduzir alguns convênios para 36 meses. "Não podemos continuar com o mesmo ritmo de originação."
Além de ter de comprometer mais capital para conceder crédito, os bancos também dependem da capacidade de captar recursos para continuar girando a máquina. O panorama, também nesse caso, não é dos mais animadores. Retração no mercado de cessão de crédito e encarecimento das taxas de captação, aqui e lá fora, ampliam os desafios dos bancos pequenos e médios que operam linhas de varejo.
O Bonsucesso tem centrado esforços na criação de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), tanto para levantar recursos como para aliviar o índice de Basileia. No início do mês, seu FIDC de crédito consignado de R$ 200 milhões, lançado em fevereiro de 2010, recebeu uma segunda tranche de R$ 220 milhões. A previsão de Pentagna é completar o programa de captação até setembro, que ao todo deve alcançar R$ 1 bilhão.
"A cessão de créditos para FIDC dá tranquilidade ao banco porque o risco não fica retido em balanço", explica Pentagna. Dependendo do volume de ativos de crédito a ser produzido, o novo aporte de R$ 220 milhões no FIDC do Bonsucesso pode significar um ponto percentual de folga em seu índice de Basileia. "Existe ainda a vantagem de casar o prazo de ativos e passivos, além da moeda."
O Bonsucesso segue a fórmula do Cruzeiro do Sul. O banco da família Indio da Costa encerrou o primeiro trimestre de 2011 com uma carteira de crédito consignado de R$ 6,544 bilhões, sendo que R$ 1,492 bilhão em ativos estavam contabilizados no balanço e R$ 5,051 bilhões em cotas subordinadas de FIDCs. "Temos boa capitalização para continuar operando", diz Fausto Guimarães, superintendente de relações com investidores do Cruzeiro do Sul.
O banco fez uma emissão de US$ 400 milhões de dívida subordinada em setembro do ano passado e seu índice de Basileia atingiu 18,9% no primeiro trimestre. Desse total, o banco ainda não pode aproveitar cerca de US$ 100 milhões como capital porque, antes, precisa crescer o seu patrimônio líquido se quiser ganhar mais espaço no capital de nível 2.
Guimarães minimiza a questão do maior requerimento de capital. "Fizemos uma simulação dos impactos da nova exigência de capital para toda nossa carteira, em vez de apenas os contratos firmados a partir de dezembro, e a Basileia ficaria ainda em 15%", diz Guimarães. O cálculo não leva em conta as carteiras cedidas aos FIDCs.
Dentre os bancos pequenos e médios que operam com consignado, o Paraná Banco é o que se encontra em situação mais tranquila em termos de capital, com índice de Basileia de 32% ao fim do primeiro trimestre. "O fato é que a medida, para nós, foi benéfica", diz Mauricio Fanganiello, gerente de relações com investidores. "Não temos preocupação até meio do ano que vem e vamos aproveitar as oportunidades."
Os dados do BC sobre operações de crédito no sistema financeiro mostram crescimento da oferta de empréstimo pessoal - na qual o consignado detém participação de 59,7%. A média de concessões diárias em abril ficou 20,6% maior do que em dezembro e 9,8% superior a abril de 2010. Essa expansão, no entanto, tem sido puxada pelos grandes bancos de varejo, cada vez mais atuantes nessa modalidade, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS.
Para Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as estratégias de atuação estão mais ligadas à situação de Basileia de cada instituição do que a seu porte. "Se o índice não está próximo do mínimo exigido pelo BC, não existe problema em ser pequeno, médio ou grande", afirma. "Se eu tivesse folga de Basileia, aproveitaria para ganhar 'market share'", diz Ferreira, que também preside a financeira Omni.
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BMG
18 de mai. de 2011
ACREFI FECHA PARCERIA PARA PESQUISAS
portal Cliente S/A 18/05/2011
GFK, Data Popular e Consultoria Tendências farão estudos sobre o setor 18/5/2011 12:32:00 A Acrefi, Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, fecha parcerias para a realização de pesquisas e estudos sobre o setor.
A partir de agora, a GFK, empresa de pesquisa de mercado, e o instituto Data Popular, especializado em produzir conhecimento sobre o mercado popular no Brasil, farão pesquisas periódicas para a associação sobre crédito e hábitos de consumo. Já a Consultoria Tendências produzirá trimestralmente um panorama geral sobre crédito. "As parcerias nos auxiliarão a entender melhor o mercado e fortalecem nossa instituição", diz o presidente da Acrefi, Érico Ferreira.
GFK, Data Popular e Consultoria Tendências farão estudos sobre o setor 18/5/2011 12:32:00 A Acrefi, Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, fecha parcerias para a realização de pesquisas e estudos sobre o setor.
A partir de agora, a GFK, empresa de pesquisa de mercado, e o instituto Data Popular, especializado em produzir conhecimento sobre o mercado popular no Brasil, farão pesquisas periódicas para a associação sobre crédito e hábitos de consumo. Já a Consultoria Tendências produzirá trimestralmente um panorama geral sobre crédito. "As parcerias nos auxiliarão a entender melhor o mercado e fortalecem nossa instituição", diz o presidente da Acrefi, Érico Ferreira.
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pesquisa
18 de mar. de 2011
SERASA EXPERIAN E ACREFI REALIZAM FÓRUM PARA DEBATER FRAUDE MERCANTIL
release Serasa Experian
A Serasa Experian realiza, em parceria com a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), um fórum sobre fraude mercantil, com palestras que abordam as atuais práticas de fraude, como e onde essas ações ocorrem, quais são os mecanismos de prevenção e as estatísticas de ocorrências de fraudes. O encontro, no dia 23 de março, em São Paulo, será aberto pelo presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, e Erico Ferreira Sodré, presidente da Acrefi.
O fórum contará com palestra de Lorenzo Parodi, consultor e especialista em combate a fraudes, falando sobre "Tendências nas fraudes ao crédito e empresas". Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, fará palestra com o tema "Investindo para o futuro - Transparência e eficiência na agenda de investimento". A analista de modelos antifraude e projetos da Serasa Experian, Karina Angélica da Silveira, abordará "Modelagem antifraude".
O tema "Como reduzir fraudes nas operações mercantis e de crédito com empresas" será palestrado por Adriana Gondim, gerente de Soluções Antifraude PJ da Serasa Experian. Ao final, será aberta sessão de perguntas.
AGENDA
Fórum sobre Fraude Mercantil
Dia 23 de março de 2011
Das 8h30 às 12h00
Auditório Sede Serasa Experian - Alameda dos Quinimuras, 187
Planalto Paulista - São Paulo, SP
A Serasa Experian realiza, em parceria com a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), um fórum sobre fraude mercantil, com palestras que abordam as atuais práticas de fraude, como e onde essas ações ocorrem, quais são os mecanismos de prevenção e as estatísticas de ocorrências de fraudes. O encontro, no dia 23 de março, em São Paulo, será aberto pelo presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, e Erico Ferreira Sodré, presidente da Acrefi.
O fórum contará com palestra de Lorenzo Parodi, consultor e especialista em combate a fraudes, falando sobre "Tendências nas fraudes ao crédito e empresas". Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, fará palestra com o tema "Investindo para o futuro - Transparência e eficiência na agenda de investimento". A analista de modelos antifraude e projetos da Serasa Experian, Karina Angélica da Silveira, abordará "Modelagem antifraude".
O tema "Como reduzir fraudes nas operações mercantis e de crédito com empresas" será palestrado por Adriana Gondim, gerente de Soluções Antifraude PJ da Serasa Experian. Ao final, será aberta sessão de perguntas.
AGENDA
Fórum sobre Fraude Mercantil
Dia 23 de março de 2011
Das 8h30 às 12h00
Auditório Sede Serasa Experian - Alameda dos Quinimuras, 187
Planalto Paulista - São Paulo, SP
14 de fev. de 2011
ACREFI VAI CERTIFICAR OS CORRESPONDENTES BANCÁRIOS
jornal Valor Econômico 14/02/2011 - Adriana Cotias
Antecipando-se à nova regulação do correspondente bancário, que deve exigir que representantes do canal alternativo à rede tradicional dos bancos sejam qualificados, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) vai criar um programa de certificação. O suporte técnico será dado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), do professor Alberto Borges Matias, que vai preparar o conteúdo e aplicar as provas. O primeiro exame tem data prevista para 9 de julho.
Para tanto, a Acrefi está em conversações adiantadas com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) para que essas associações possam promover os cursos de capacitação à distância e treinar um público estimado em 50 mil pessoas.
O conteúdo, indicado pelo Inepad, vai contemplar noções de matemática financeira, compliance, lavagem de dinheiro, organização bancária, regulação, riscos operacionais e de crédito, ética financeira e código de defesa do consumidor. Prevê ainda a abordagem dos diferentes produtos distribuídos pelo canal correspondente, como crédito consignado, financiamento de veículos e outros bens, até a abertura de uma conta corrente.
A ideia é começar a multiplicar esse conteúdo e aplicar as provas inicialmente em 40 cidades, incluindo as grandes paulistas, como Campinas, Santos e Sorocaba, conta o presidente da Acrefi, Érico Sodré Quirino Ferreira. "Quando o Banco Central (BC) lançar a nova regulamentação, queremos ter tudo pronto." Os cursos terão duração de 70 a 100 horas, dependendo da complexidade.
O novo marco do correspondente está para ser votado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Conforme a minuta que foi discutida com as instituições financeiras, à qual o Valor teve acesso, a regra deve explicitar entre as responsabilidades das instituições a capacitação e o treinamento dos empregados correspondentes. A proposta da Acrefi, que reúne as financeiras, não contempla, num primeiro momento, a certificação dos chamados "pastinhas", que atuam na oferta de consignado e que, indiretamente, estão sob o guarda-chuva da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). No ano passado, a entidade chegou a anunciar uma certificação, em conjunto com a Fundação Instituto de Administração (FIA).
Antecipando-se à nova regulação do correspondente bancário, que deve exigir que representantes do canal alternativo à rede tradicional dos bancos sejam qualificados, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) vai criar um programa de certificação. O suporte técnico será dado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), do professor Alberto Borges Matias, que vai preparar o conteúdo e aplicar as provas. O primeiro exame tem data prevista para 9 de julho.
Para tanto, a Acrefi está em conversações adiantadas com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) para que essas associações possam promover os cursos de capacitação à distância e treinar um público estimado em 50 mil pessoas.
O conteúdo, indicado pelo Inepad, vai contemplar noções de matemática financeira, compliance, lavagem de dinheiro, organização bancária, regulação, riscos operacionais e de crédito, ética financeira e código de defesa do consumidor. Prevê ainda a abordagem dos diferentes produtos distribuídos pelo canal correspondente, como crédito consignado, financiamento de veículos e outros bens, até a abertura de uma conta corrente.
A ideia é começar a multiplicar esse conteúdo e aplicar as provas inicialmente em 40 cidades, incluindo as grandes paulistas, como Campinas, Santos e Sorocaba, conta o presidente da Acrefi, Érico Sodré Quirino Ferreira. "Quando o Banco Central (BC) lançar a nova regulamentação, queremos ter tudo pronto." Os cursos terão duração de 70 a 100 horas, dependendo da complexidade.
O novo marco do correspondente está para ser votado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Conforme a minuta que foi discutida com as instituições financeiras, à qual o Valor teve acesso, a regra deve explicitar entre as responsabilidades das instituições a capacitação e o treinamento dos empregados correspondentes. A proposta da Acrefi, que reúne as financeiras, não contempla, num primeiro momento, a certificação dos chamados "pastinhas", que atuam na oferta de consignado e que, indiretamente, estão sob o guarda-chuva da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). No ano passado, a entidade chegou a anunciar uma certificação, em conjunto com a Fundação Instituto de Administração (FIA).
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BRASILEIRO ESTÁ MAIS ENDIVIDADO QUE AMERICANO
jornal Brasil Econômico 14/02/2011 - Thais Folego
Renda estável, taxa de juros baixa, financiamento com prazos longos e confiança na economia. Esses foram fatores que suportaram o estilo de vida americano ao longo de muitos anos e a cultura do consumo antes da crise iniciada em 2008. A estabilidade da economia no Brasil e a oferta abundante de crédito têm feito o brasileiro experimentar um pouco desse estilo de vida, a ponto de ter uma parte maior de sua renda comprometida com dívidas na comparação com os americanos.
O peso da dívida na renda das famílias brasileiras é de 22%, segundo o Relatório de Inflação do Banco Central de março de 2010, o último dado disponível. Em comparação, as famílias americanas comprometem 15% da sua renda com dívidas, segundo o Federal Reserve, o banco central dos EUA. Há de se considerar, porém, que a renda do americano, em média de US$ 4,4 mil por mês, é mais alta que a do brasileiro, cuja média mensal é de R$ 1,5 mil.
Apesar do endividamento maior, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil é infinitamente menor que a dos Estados Unidos. Aqui, o crédito equivale a 47% do PIB, enquanto lá ele é de quase 200%. No entanto, essa relação tem avançado rapidamente no Brasil. No início da década passada, ela era de 23%, portanto dobrou, lembra Nicolas Tingas, economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
Para Celso Grisi, diretor do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da Universidade de São Paulo, não há espaço para essa relação crescer muito mais com o atual patamar de juros cobrado no país. "A nossa economia não suporta uma taxa dessas. Veja o próprio exemplo da crise dos Estados Unidos: quando as pessoas se endividaram e compraram seus imóveis o juros era de 1%, quando ele subiu para 5% as pessoas não conseguiram mais pagar", diz.
Na avaliação de Grisi, inclusive, o crédito cresceu acima do nosso potencial, o que começa criar bolhas, além da infraestrutura e da produção não suportarem a demanda. Tudo isso resulta em inflação. "Precisamos aumentar a poupança do país, hoje na casa dos 18% do PIB, para sustentar o crescimento. Se ele for sustentado por crédito, vamos endividar todo mundo", diz Grisi, para quem um avanço sustentável de 5% do PIB exigiria uma poupança equivalente a 25% do Produto Interno Bruto.
Pé no freio
O corte de R$ 50 bilhões do Orçamento do governo para este ano, o aumento do recolhimento compulsório dos bancos (que já tirou R$ 60 bilhões de liquidez do mercado) e o crescimento da inadimplência, que começou a dar as caras, prometem reduzir o ritmo do crescimento para este ano — e também o do crédito, que teve expansão média anual de 20% nos últimos seis anos. "O mercado estima um avanço na casa dos 15%", diz Tingas, da Acrefi. Ou seja, co meçamos a sentir o gosto da estabilidade que levou ao padrão de consumo americano. Mas, para sustentá-lo, será necessário mais investimentos e muito arroz e feijão.
DIFERENÇAS: Consumidor nacional não se financia no cartão de crédito
Do estoque do volume de crédito concedido por meio do cartão de crédito no Brasil, 70% se encontra na modalidade sem juros, que é composta pelas compras parceladas sem juros e pelo "grace period" - crédito entre o dia da compra e o vencimento da fatura em que o banco não cobra juros. Isso mostra que o brasileiro não financia efetivamente suas compras no cartão, como o americano. Isso ocorre, em grande parte, pela alta taxa de juros cobrada no rotativo aqui no Brasil, em média superior a 12% ao mês.
"O crédito no cartão é preocupante, principalmente nas classes de menor renda que estão começando a ter acesso ao cartão agora e ainda não sabem lidar com o giro no rotativo", diz Nicolas Tingas, economista da Acrefi. Ele lembra que, por conta disso, o governo começa a dirigir ações específicas para tratar do assunto. Do estoque total de crédito livre à pessoa física, 5% é tomado por meio do cartão de crédito. A iniciativa mais recente foi a padronização das taxas cobradas pelos bancos para cinco tipos de tarifas — até então, cada instituição nomeava sua cobrança como queria, o que impedia o cliente de comparar as taxas. Outra, foi a delimitação do pagamento mínimo da fatura de 15% a partir de junho e 20% a partir de dezembro deste ano. "Começamos a ver iniciativas de tentar educar financeiramente as pessoas para a tomada do crédito, o que não era tão necessário há alguns anos, quando não havia crescimento", afirma Tingas.
Renda estável, taxa de juros baixa, financiamento com prazos longos e confiança na economia. Esses foram fatores que suportaram o estilo de vida americano ao longo de muitos anos e a cultura do consumo antes da crise iniciada em 2008. A estabilidade da economia no Brasil e a oferta abundante de crédito têm feito o brasileiro experimentar um pouco desse estilo de vida, a ponto de ter uma parte maior de sua renda comprometida com dívidas na comparação com os americanos.
O peso da dívida na renda das famílias brasileiras é de 22%, segundo o Relatório de Inflação do Banco Central de março de 2010, o último dado disponível. Em comparação, as famílias americanas comprometem 15% da sua renda com dívidas, segundo o Federal Reserve, o banco central dos EUA. Há de se considerar, porém, que a renda do americano, em média de US$ 4,4 mil por mês, é mais alta que a do brasileiro, cuja média mensal é de R$ 1,5 mil.
Apesar do endividamento maior, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil é infinitamente menor que a dos Estados Unidos. Aqui, o crédito equivale a 47% do PIB, enquanto lá ele é de quase 200%. No entanto, essa relação tem avançado rapidamente no Brasil. No início da década passada, ela era de 23%, portanto dobrou, lembra Nicolas Tingas, economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
Para Celso Grisi, diretor do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da Universidade de São Paulo, não há espaço para essa relação crescer muito mais com o atual patamar de juros cobrado no país. "A nossa economia não suporta uma taxa dessas. Veja o próprio exemplo da crise dos Estados Unidos: quando as pessoas se endividaram e compraram seus imóveis o juros era de 1%, quando ele subiu para 5% as pessoas não conseguiram mais pagar", diz.
Na avaliação de Grisi, inclusive, o crédito cresceu acima do nosso potencial, o que começa criar bolhas, além da infraestrutura e da produção não suportarem a demanda. Tudo isso resulta em inflação. "Precisamos aumentar a poupança do país, hoje na casa dos 18% do PIB, para sustentar o crescimento. Se ele for sustentado por crédito, vamos endividar todo mundo", diz Grisi, para quem um avanço sustentável de 5% do PIB exigiria uma poupança equivalente a 25% do Produto Interno Bruto.
Pé no freio
O corte de R$ 50 bilhões do Orçamento do governo para este ano, o aumento do recolhimento compulsório dos bancos (que já tirou R$ 60 bilhões de liquidez do mercado) e o crescimento da inadimplência, que começou a dar as caras, prometem reduzir o ritmo do crescimento para este ano — e também o do crédito, que teve expansão média anual de 20% nos últimos seis anos. "O mercado estima um avanço na casa dos 15%", diz Tingas, da Acrefi. Ou seja, co meçamos a sentir o gosto da estabilidade que levou ao padrão de consumo americano. Mas, para sustentá-lo, será necessário mais investimentos e muito arroz e feijão.
DIFERENÇAS: Consumidor nacional não se financia no cartão de crédito
Do estoque do volume de crédito concedido por meio do cartão de crédito no Brasil, 70% se encontra na modalidade sem juros, que é composta pelas compras parceladas sem juros e pelo "grace period" - crédito entre o dia da compra e o vencimento da fatura em que o banco não cobra juros. Isso mostra que o brasileiro não financia efetivamente suas compras no cartão, como o americano. Isso ocorre, em grande parte, pela alta taxa de juros cobrada no rotativo aqui no Brasil, em média superior a 12% ao mês.
"O crédito no cartão é preocupante, principalmente nas classes de menor renda que estão começando a ter acesso ao cartão agora e ainda não sabem lidar com o giro no rotativo", diz Nicolas Tingas, economista da Acrefi. Ele lembra que, por conta disso, o governo começa a dirigir ações específicas para tratar do assunto. Do estoque total de crédito livre à pessoa física, 5% é tomado por meio do cartão de crédito. A iniciativa mais recente foi a padronização das taxas cobradas pelos bancos para cinco tipos de tarifas — até então, cada instituição nomeava sua cobrança como queria, o que impedia o cliente de comparar as taxas. Outra, foi a delimitação do pagamento mínimo da fatura de 15% a partir de junho e 20% a partir de dezembro deste ano. "Começamos a ver iniciativas de tentar educar financeiramente as pessoas para a tomada do crédito, o que não era tão necessário há alguns anos, quando não havia crescimento", afirma Tingas.
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3 de fev. de 2011
ACREFI TEM NOVO DIRETOR NA ÁREA DE ECONOMIA, NICOLA TINGAS
portal Executivos Financeiros 03/02/2011
Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) tem novo chefe em seu departamento de economia, Nicola Tingas. O economista é graduado em economia pela Universidade Mackenzie, além de ter pós-graduação em economia pela FGV-SP e PUC-SP, extensão em economia global por Harvard e em gestão macroeconômica pelo Banco Mundial – USP.
Com economista chefe da Acrefi, Tingas tem agora a missão de apoiar e ampliar pesquisas, estudos e análises sobre o comportamento do crédito visando não somente seus associados, mas principalmente o consumidor. Objetiva participar do esforço conjunto do sistema financeiro, autoridades monetárias e regulatórias no incentivo e promoção da educação financeira do consumidor de crédito.
O executivo tem em seu currículo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), WestLB do Brasil (São Paulo e Nova Iorque), Banco Norchem (Noroeste – Chemical Bank), SOBEET (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Economica). Atua também como professor de Economia Aplicada pela FGV Management.
Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) tem novo chefe em seu departamento de economia, Nicola Tingas. O economista é graduado em economia pela Universidade Mackenzie, além de ter pós-graduação em economia pela FGV-SP e PUC-SP, extensão em economia global por Harvard e em gestão macroeconômica pelo Banco Mundial – USP.
Com economista chefe da Acrefi, Tingas tem agora a missão de apoiar e ampliar pesquisas, estudos e análises sobre o comportamento do crédito visando não somente seus associados, mas principalmente o consumidor. Objetiva participar do esforço conjunto do sistema financeiro, autoridades monetárias e regulatórias no incentivo e promoção da educação financeira do consumidor de crédito.
O executivo tem em seu currículo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), WestLB do Brasil (São Paulo e Nova Iorque), Banco Norchem (Noroeste – Chemical Bank), SOBEET (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Economica). Atua também como professor de Economia Aplicada pela FGV Management.
2 de set. de 2010
ESTRANGEIRO INICIA CORRIDA POR FATIA DO MERCADO DE CARTÕES
jornal DCI 02/09/2010 - Ernani Fagundes
A lucratividade do setor brasileiro de cartões deve alcançar US$ 4 bilhões neste ano e representa o terceiro melhor indicador mundial, atrás apenas da de Canadá e Estados Unidos. Atentos a essa expressiva lucratividade, players internacionais começam a desembarcar no Brasil para conquistar uma fatia deste mercado.
A consultoria britânica Lafferty inicia suas atividades por aqui na próxima semana em joint venture com a Partner Conhecimento, a organizadora do C4 Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor. "O Brasil é o aristocrata da América Latina, com crescimento do setor de cartões da ordem de 25% ao ano e um potencial fantástico", declarou ao DCI, o presidente do Grupo Lafferty, Michael Lafferty.
De acordo com dados do estudo, a lucratividade do segmento de cartões no Brasil atingiu US$ 3,75 bilhões em 2009, a uma média de US$ 20 por cartão.
Lafferty apontou de que o crescimento anual do segmento de cartões no Brasil na faixa entre 20% e 25% é moderado frente à performance da Índia (30%), da Turquia (45%) e da Rússia (55%). "Um crescimento rápido demais ameaça os ganhos. Já tivemos crises de cartões de crédito na Malásia e na Tailândia, mas não vejo esse tipo de risco no Brasil", argumentou o especialista, que analisou dados de 60 países.
Lafferty demonstrou que o potencial global, cuja média anual de faturamento é US$ 2,6 mil por cartão, está nos países emergentes. Segundo o estudo, na China o faturamento médio por cartão é de US$ 1,54 mil, seguida pelo Brasil, a US$ 937, pela Índia, a US$ 764, e pela Rússia, a US$ 512.
Diante desse potencial, o presidente da Partner Conhecimento, Álvaro Musa, prevê que a experiência internacional da Lafferty possa projetar as empresas brasileiras de cartões em outros continentes. "A joint venture Lafferty Brasil dará uma nova projeção às companhias brasileiras, estamos organizando grupos de trabalho para Cingapura, Cairo, Londres, Montevidéu e Santiago", declarou, ao DCI, o ex-presidente das empresas Fininvest, Credicard e ex-executivo sênior da área de cartões do Citibank.
Em contrapartida, Musa afirma que todos os produtos de consultoria, pesquisa e banco de dados da Lafferty estarão disponíveis e adaptados ao mercado brasileiro. "Em breve o setor terá 600 milhões de cartões para administrar. Isso exige muito investimento", afirmou Musa, ao referir-se às projeções do mercado de cartões para o próximo ano.
Outra companhia internacional que espera fazer bons negócios no Brasil é a processadora líder de cartões nos Estados Unidos e na Inglaterra, a Tsys.
A companhia americana, que fatura anualmente US$ 1,7 bilhão com o processamento de 720 milhões de cartões para 370 clientes em 85 países, acabou de concluir seu projeto de converter toda a base de private label dos cartões Carrefour no Brasil.
"Mesmo com as dificuldades iniciais de comunicação, concluímos o case Carrefour no tempo recorde de 18 meses", disse o diretor da Tsys no Brasil, Antônio Jorge Bueno.
"Nós chegamos para ficar. Hoje temos 50 funcionários, um data center em parceria com a IBM em Hortolândia, um centro de processamento em Campinas e a sede administrativa em São Paulo, e devemos dobrar nossa equipe para 100 funcionários no próximo ano", projetou Bueno.
Com o suporte da Tsys, o Banco Carrefour se diz preparado para alcançar 12 milhões de cartões no próximo ano. "Nossa base atual é de cerca de 10,5 milhões de cartões. Nessa conta entra o volume da Visa, processado pela CSU, e os híbridos de private label e crédito da bandeira MasterCard, processados pela Tsys", esclareceu o diretor de Operações e TI do Banco Carrefour, Marcos Faria.
A concorrente Renner também vê a possibilidade de adicionar mais 5 milhões de clientes nos próximos anos à sua base atual de 16 milhões de cartões emitidos. "O cartão Renner é responsável por 60% das vendas da companhia, e conquistamos entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de novos clientes a cada ano", detalha Claudio Burtet, executivo responsável pela área de cartões da Renner.
Crédito pessoal
O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli, prevê que a projeção entre crédito e PIB no Brasil deve alcançar 50% em 2010 e atingir 60% até 2012. "O apetite dos bancos está crescendo em crédito imobiliário: avançou 50,8% nos últimos 12 meses e será o segmento mais promissor nos próximos anos", apontou.
De acordo com o presidente da Acrefi, o crédito para veículos e o crédito consignado também evoluem a taxas expressivas. "O crescimento médio do crédito para veículos e de empréstimos consignados está em torno de 30% este ano. Estas duas linhas são responsáveis por cerca de 70% do total das carteiras das financeiras", enumera Savioli. Ele informou ainda os dados atualizados da Acrefi - financiamentos via cartão, com R$ 29 bilhões; a carteira de crédito pessoal e consignado, em R$ 200 bilhões, e a de veículos, em R$ 115 bilhões.
A lucratividade do setor brasileiro de cartões deve alcançar US$ 4 bilhões neste ano e representa o terceiro melhor indicador mundial, atrás apenas da de Canadá e Estados Unidos. Atentos a essa expressiva lucratividade, players internacionais começam a desembarcar no Brasil para conquistar uma fatia deste mercado.
A consultoria britânica Lafferty inicia suas atividades por aqui na próxima semana em joint venture com a Partner Conhecimento, a organizadora do C4 Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor. "O Brasil é o aristocrata da América Latina, com crescimento do setor de cartões da ordem de 25% ao ano e um potencial fantástico", declarou ao DCI, o presidente do Grupo Lafferty, Michael Lafferty.
De acordo com dados do estudo, a lucratividade do segmento de cartões no Brasil atingiu US$ 3,75 bilhões em 2009, a uma média de US$ 20 por cartão.
Lafferty apontou de que o crescimento anual do segmento de cartões no Brasil na faixa entre 20% e 25% é moderado frente à performance da Índia (30%), da Turquia (45%) e da Rússia (55%). "Um crescimento rápido demais ameaça os ganhos. Já tivemos crises de cartões de crédito na Malásia e na Tailândia, mas não vejo esse tipo de risco no Brasil", argumentou o especialista, que analisou dados de 60 países.
Lafferty demonstrou que o potencial global, cuja média anual de faturamento é US$ 2,6 mil por cartão, está nos países emergentes. Segundo o estudo, na China o faturamento médio por cartão é de US$ 1,54 mil, seguida pelo Brasil, a US$ 937, pela Índia, a US$ 764, e pela Rússia, a US$ 512.
Diante desse potencial, o presidente da Partner Conhecimento, Álvaro Musa, prevê que a experiência internacional da Lafferty possa projetar as empresas brasileiras de cartões em outros continentes. "A joint venture Lafferty Brasil dará uma nova projeção às companhias brasileiras, estamos organizando grupos de trabalho para Cingapura, Cairo, Londres, Montevidéu e Santiago", declarou, ao DCI, o ex-presidente das empresas Fininvest, Credicard e ex-executivo sênior da área de cartões do Citibank.
Em contrapartida, Musa afirma que todos os produtos de consultoria, pesquisa e banco de dados da Lafferty estarão disponíveis e adaptados ao mercado brasileiro. "Em breve o setor terá 600 milhões de cartões para administrar. Isso exige muito investimento", afirmou Musa, ao referir-se às projeções do mercado de cartões para o próximo ano.
Outra companhia internacional que espera fazer bons negócios no Brasil é a processadora líder de cartões nos Estados Unidos e na Inglaterra, a Tsys.
A companhia americana, que fatura anualmente US$ 1,7 bilhão com o processamento de 720 milhões de cartões para 370 clientes em 85 países, acabou de concluir seu projeto de converter toda a base de private label dos cartões Carrefour no Brasil.
"Mesmo com as dificuldades iniciais de comunicação, concluímos o case Carrefour no tempo recorde de 18 meses", disse o diretor da Tsys no Brasil, Antônio Jorge Bueno.
"Nós chegamos para ficar. Hoje temos 50 funcionários, um data center em parceria com a IBM em Hortolândia, um centro de processamento em Campinas e a sede administrativa em São Paulo, e devemos dobrar nossa equipe para 100 funcionários no próximo ano", projetou Bueno.
Com o suporte da Tsys, o Banco Carrefour se diz preparado para alcançar 12 milhões de cartões no próximo ano. "Nossa base atual é de cerca de 10,5 milhões de cartões. Nessa conta entra o volume da Visa, processado pela CSU, e os híbridos de private label e crédito da bandeira MasterCard, processados pela Tsys", esclareceu o diretor de Operações e TI do Banco Carrefour, Marcos Faria.
A concorrente Renner também vê a possibilidade de adicionar mais 5 milhões de clientes nos próximos anos à sua base atual de 16 milhões de cartões emitidos. "O cartão Renner é responsável por 60% das vendas da companhia, e conquistamos entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de novos clientes a cada ano", detalha Claudio Burtet, executivo responsável pela área de cartões da Renner.
Crédito pessoal
O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli, prevê que a projeção entre crédito e PIB no Brasil deve alcançar 50% em 2010 e atingir 60% até 2012. "O apetite dos bancos está crescendo em crédito imobiliário: avançou 50,8% nos últimos 12 meses e será o segmento mais promissor nos próximos anos", apontou.
De acordo com o presidente da Acrefi, o crédito para veículos e o crédito consignado também evoluem a taxas expressivas. "O crescimento médio do crédito para veículos e de empréstimos consignados está em torno de 30% este ano. Estas duas linhas são responsáveis por cerca de 70% do total das carteiras das financeiras", enumera Savioli. Ele informou ainda os dados atualizados da Acrefi - financiamentos via cartão, com R$ 29 bilhões; a carteira de crédito pessoal e consignado, em R$ 200 bilhões, e a de veículos, em R$ 115 bilhões.
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