portal Economia & Negócios 30/12/2011 - David Friedlander (O Estado de S. Paulo)
HSBC e Bradesco não chegaram a um acordo e as negociações para a venda da Losango, maior financeira do País, foram encerradas dias atrás. Dos quatro grandes bancos que discutiram a operação, apenas o Bradesco foi em frente e fez uma oferta de algo em torno de R$ 600 milhões.
As diferenças de posição entre os dois bancos eram grandes. O HSBC, que inicialmente esperava receber acima de R$ 800 milhões pela financeira, queria uma oferta maior. O Bradesco, por sua vez, insistia para que o HSBC assumisse todo o risco trabalhista da Losango.
O medo é que os funcionários da financeira, na sua maioria promotores de venda, ao deixar a empresa procurassem a Justiça e conseguissem ser considerados bancários, o que aumentaria os custos trabalhistas da operação. O HSBC aceitava assumir parte desse risco, mas o Bradesco queria que o vendedor ficasse com toda responsabilidade por eventuais despesas desse tipo.
A Losango foi colocada à venda porque o HSBC decidiu abandonar o varejo popular no Brasil e se concentrar na clientela de renda mais alta. Contratado para procurar potenciais compradores, o banco de investimentos JP Morgan manteve conversas com Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú Unibanco.
Dos quatro, o Itaú não mostrou entusiasmo pelo negócio em momento algum, segundo fontes que participaram da operação. Os outros três candidatos avaliaram a financeira do HSBC, mas apenas o Bradesco apresentou uma proposta firme.
Como não houve acerto, a estrutura montada para a negociação foi desfeita e os executivos enviados pela matriz do HSBC para participar das discussões retornaram à Inglaterra pouco mais de uma semana atrás. Procurados, HSBC, JP Morgan e Bradesco não se manifestaram.
Estratégia. Líder no segmento de crédito direto ao consumidor, com mais de 20% do mercado, a Losango tem uma carteira de cerca de R$ 3 bilhões em financiamentos. O HSBC comprou a empresa em 2003, por US$ 815 milhões, da filial brasileira do Lloyds Bank, da Inglaterra.
Na época, a operação foi vista como o primeiro grande passo do HSBC rumo a um processo de crescimento no Brasil - que nunca ocorreu na intensidade que o mercado imaginava. De lá para cá, o segmento de atuação da Losango foi perdendo espaço para novos produtos, como o crédito consignado, por exemplo.
O desejo de vender a Losango, que continua com o HSBC, faz parte da nova estratégia global do grupo britânico, anunciada no começo do ano. A intenção é abandonar áreas e países em que a instituição não tem escala para competir pelas primeiras posições, como o varejo popular brasileiro.
Por aqui, as prioridades passaram a ser os clientes de alta renda, financiamento de empresas e comércio internacional, aproveitando a presença do grupo em mais de 80 países. Recentemente, o banco anunciou que pretende contratar 600 gerentes de relacionamento para reforçar sua área comercial, no ano que vem.
Meses atrás, o movimento de aproximação com potenciais interessados na Losango alimentou a ideia de que o HSBC, sexto maior banco do País, estaria sendo negociado no Brasil. O banco negou.
No começo deste mês, numa ação em parte destinada a reforçar a ideia de que o grupo pretende continuar no País, o HSBC anunciou que vai transferir sua sede na América Latina da Cidade do México para São Paulo no começo do ano que vem.
Mostrando postagens com marcador Losango. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Losango. Mostrar todas as postagens
14 de jan. de 2012
PERTO COMERCIALIZA MÁQUINAS DE ANÁLISE DE CRÉDITO
portal Fator Brasil 27/12/2011
A Perto acaba de acertar a venda de mil equipamentos para processamento eletrônico de meios de pagamento para a promotora de vendas Losango, do grupo HSBC. A máquina, denominada PertoPay, possui aplicações que permitem a validação e a compensação eletrônica de cheques e a autorização de crédito automática. “A PertoPay é máquina autônoma, com display e impressora conectada via internet banda larga diretamente ao banco de dados da Serasa, o que garante uma resposta rápida”, destaca Margô Neff, gerente-nacional de Automação Comercial da Perto.
A solução dá aos estabelecimentos comerciais a segurança no recebimento do cheque como meio de pagamento, pois ele consegue checar na hora os dados do cliente e evitar receber cheques sem fundo. “Embora esta não seja uma forma de pagamento tão utilizada quanto há 10 anos, dados da Serasa Experian mostram que o cheque representa 15,1% de todas as transações no País”, explica Margô.
O assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, acredita que a geração e divulgação rápida de informações cadastrais e bancárias dos consumidores é fundamental para a queda gradual da devolução de cheques. “Os estabelecimentos comerciais devem tratar o cheque como qualquer outra forma de pagamento, conferindo o histórico dos clientes nos bancos e dados da Serasa para ter a certeza de estar fazendo uma venda bem-sucedida”, explica.
A PertoPay é uma solução inovadora que também realiza outras operações como a antecipação dos recebíveis, autorização de crédito, compensação eletrônica, custódia e garantia de cheques, crédito direto ao consumidor, pagamento de contas, e transferência eletrônica de fundos.
A Perto acaba de acertar a venda de mil equipamentos para processamento eletrônico de meios de pagamento para a promotora de vendas Losango, do grupo HSBC. A máquina, denominada PertoPay, possui aplicações que permitem a validação e a compensação eletrônica de cheques e a autorização de crédito automática. “A PertoPay é máquina autônoma, com display e impressora conectada via internet banda larga diretamente ao banco de dados da Serasa, o que garante uma resposta rápida”, destaca Margô Neff, gerente-nacional de Automação Comercial da Perto.
A solução dá aos estabelecimentos comerciais a segurança no recebimento do cheque como meio de pagamento, pois ele consegue checar na hora os dados do cliente e evitar receber cheques sem fundo. “Embora esta não seja uma forma de pagamento tão utilizada quanto há 10 anos, dados da Serasa Experian mostram que o cheque representa 15,1% de todas as transações no País”, explica Margô.
O assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, acredita que a geração e divulgação rápida de informações cadastrais e bancárias dos consumidores é fundamental para a queda gradual da devolução de cheques. “Os estabelecimentos comerciais devem tratar o cheque como qualquer outra forma de pagamento, conferindo o histórico dos clientes nos bancos e dados da Serasa para ter a certeza de estar fazendo uma venda bem-sucedida”, explica.
A PertoPay é uma solução inovadora que também realiza outras operações como a antecipação dos recebíveis, autorização de crédito, compensação eletrônica, custódia e garantia de cheques, crédito direto ao consumidor, pagamento de contas, e transferência eletrônica de fundos.
20 de nov. de 2011
DISPUTA PELA LOSANGO ENTRA NA RETA FINAL
jornal O Estado de S. Paulo 09/11/2011 - David Friedlander
Os bancos que avaliaram a financeira Losango, colocada à venda pelo HSBC, têm até sexta-feira para apresentar suas propostas. Santander, Bradesco, Banco do Brasil (BB) e Itaú Unibanco estudaram a financeira, o que não significa que todos estarão na reta final da disputa.
O HSBC estaria contando receber de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões pela Losango, segundo cálculos de executivos de bancos que participam do processo. Como não se trata de um leilão, mesmo depois da entrega das propostas as negociações podem continuar. A financeira pode nem ser vendida, caso as ofertas fiquem muito abaixo do que o HSBC espera.
Procurado, o HSBC afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não comenta rumores de mercado". O banco de investimentos JP Morgan, contratado para negociar a financeira, não quis se manifestar.
Uma das maiores financeiras do País, a Losango é líder no segmento de crédito direto ao consumidor, com cerca de 21% do mercado. Dona de uma carteira de aproximadamente R$ 2,7 bilhões em financiamentos, a empresa é forte nos cartões de lojas e tem parcerias com cerca de 20 grandes empresas de varejo. A principal é a Máquinas de Vendas, uma das maiores redes de lojas do País.
Aposta. Comprada pelo HSBC oito anos atrás, por US$ 815 milhões, da filial brasileira do inglês Lloyds Bank, a Losango foi uma aposta ousada do grupo britânico. O HSBC tinha chegado ao Brasil seis anos antes, com a incorporação da parte saudável do Bamerindus, um dos cinco maiores bancos privados do País, que estava sob intervenção do Banco Central. À época, o HSBC bateu os mesmos bancos para os quais agora oferece a financeira.
A Losango agora foi colocada à venda porque não faz mais parte dos planos do HSBC para o Brasil. O banco decidiu abandonar o o varejo popular e priorizar a diso puta pelas contas de empresas e de clientes de alta renda. E a mess ma estratégia adotada pelo grupo britânico em todo o mundo no começo do ano, quando o então novo presidente do HSBC, Stuart Gulliver, anunciou a intenção de cortar cerca de US$ 3,5 bilhões em custos, para melhorar a lucratividade.
Para isso, o grupo vai sair de áreas e países onde não possui escala para competir pelas primeiras posições, principalmente na área de varejo. Nos últimos meses, o HSBC vendeu sua área de cartões de crédito nos Estados Unidos, a operação de varejo na Rússia e algumas agências no Chile para o Itaú Unibanco.
A venda da operação chilena, aliada ao início das negociações para a venda da Losango, alimentou a ideia de que o HSBC poderia estar se desfazendo de toda sua área de varejo no Brasil. A direção do banco, no entanto, negou essa hipótese enfaticamente.
Os bancos que avaliaram a financeira Losango, colocada à venda pelo HSBC, têm até sexta-feira para apresentar suas propostas. Santander, Bradesco, Banco do Brasil (BB) e Itaú Unibanco estudaram a financeira, o que não significa que todos estarão na reta final da disputa.
O HSBC estaria contando receber de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões pela Losango, segundo cálculos de executivos de bancos que participam do processo. Como não se trata de um leilão, mesmo depois da entrega das propostas as negociações podem continuar. A financeira pode nem ser vendida, caso as ofertas fiquem muito abaixo do que o HSBC espera.
Procurado, o HSBC afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não comenta rumores de mercado". O banco de investimentos JP Morgan, contratado para negociar a financeira, não quis se manifestar.
Uma das maiores financeiras do País, a Losango é líder no segmento de crédito direto ao consumidor, com cerca de 21% do mercado. Dona de uma carteira de aproximadamente R$ 2,7 bilhões em financiamentos, a empresa é forte nos cartões de lojas e tem parcerias com cerca de 20 grandes empresas de varejo. A principal é a Máquinas de Vendas, uma das maiores redes de lojas do País.
Aposta. Comprada pelo HSBC oito anos atrás, por US$ 815 milhões, da filial brasileira do inglês Lloyds Bank, a Losango foi uma aposta ousada do grupo britânico. O HSBC tinha chegado ao Brasil seis anos antes, com a incorporação da parte saudável do Bamerindus, um dos cinco maiores bancos privados do País, que estava sob intervenção do Banco Central. À época, o HSBC bateu os mesmos bancos para os quais agora oferece a financeira.
A Losango agora foi colocada à venda porque não faz mais parte dos planos do HSBC para o Brasil. O banco decidiu abandonar o o varejo popular e priorizar a diso puta pelas contas de empresas e de clientes de alta renda. E a mess ma estratégia adotada pelo grupo britânico em todo o mundo no começo do ano, quando o então novo presidente do HSBC, Stuart Gulliver, anunciou a intenção de cortar cerca de US$ 3,5 bilhões em custos, para melhorar a lucratividade.
Para isso, o grupo vai sair de áreas e países onde não possui escala para competir pelas primeiras posições, principalmente na área de varejo. Nos últimos meses, o HSBC vendeu sua área de cartões de crédito nos Estados Unidos, a operação de varejo na Rússia e algumas agências no Chile para o Itaú Unibanco.
A venda da operação chilena, aliada ao início das negociações para a venda da Losango, alimentou a ideia de que o HSBC poderia estar se desfazendo de toda sua área de varejo no Brasil. A direção do banco, no entanto, negou essa hipótese enfaticamente.
16 de nov. de 2011
HSBC COLOCA FINANCEIRA LOSANGO À VENDA, DIZ JORNAL
portal Exame 27/10/2011 - Marcio Orsolini
O HSBC está negociando a venda da financeira Losango, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O processo está sendo conduzido pelo banco de investimento JP Morgan há 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.
Oficialmente, Bradesco, Santander, BB e Itaú Unibanco não comentam o assunto. Procurados pela reportagem, o HSBC afirmou que "não comenta rumores" e o JP Morgan não respondeu. “Estamos todos olhando, alguns com mais interesse, outros com menos”, afirmou o vice-presidente de um desses bancos ao jornal. “Olhamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer”, disse o vice-presidente de outro banco.
Com 21% do mercado, a Losango é líder no crédito direto ao consumidor, com uma carteira de aproximadamente 3 bilhões de reais em financiamento. A empresa também é forte nos cartões de lojas, por meio de parcerias com cerca de 20 grandes redes varejistas, como a Máquina de Vendas - além de 21.000 pequenos lojistas de todo país.
Apesar dos bons números, o HSBC decidiu colocar a financeira à venda por estar fora de sua estratégia. O sexto maior banco do país quer abandonar o varejo popular e focar na briga pela conta de empresas e pelo cliente de alta renda, sua maior especialidade. Segundo a reportagem, o HSBC já tinha colocado à venda uma pequena carteira de financiamento de carros para pessoas que não são correntistas, que até agora ninguém quis comprar.
A venda faz parte da estratégia do banco de abandonar países onde não tem escala para brigar pela liderança de mercado – o que acontece com o varejo. Além disso, a venda desses ativos tem a intenção de cortar custos e melhorar a lucratividade. O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, no cargo desde janeiro, pretende fazer uma economia de 3,5 bilhões de dólares.
O HSBC está negociando a venda da financeira Losango, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O processo está sendo conduzido pelo banco de investimento JP Morgan há 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.
Oficialmente, Bradesco, Santander, BB e Itaú Unibanco não comentam o assunto. Procurados pela reportagem, o HSBC afirmou que "não comenta rumores" e o JP Morgan não respondeu. “Estamos todos olhando, alguns com mais interesse, outros com menos”, afirmou o vice-presidente de um desses bancos ao jornal. “Olhamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer”, disse o vice-presidente de outro banco.
Com 21% do mercado, a Losango é líder no crédito direto ao consumidor, com uma carteira de aproximadamente 3 bilhões de reais em financiamento. A empresa também é forte nos cartões de lojas, por meio de parcerias com cerca de 20 grandes redes varejistas, como a Máquina de Vendas - além de 21.000 pequenos lojistas de todo país.
Apesar dos bons números, o HSBC decidiu colocar a financeira à venda por estar fora de sua estratégia. O sexto maior banco do país quer abandonar o varejo popular e focar na briga pela conta de empresas e pelo cliente de alta renda, sua maior especialidade. Segundo a reportagem, o HSBC já tinha colocado à venda uma pequena carteira de financiamento de carros para pessoas que não são correntistas, que até agora ninguém quis comprar.
A venda faz parte da estratégia do banco de abandonar países onde não tem escala para brigar pela liderança de mercado – o que acontece com o varejo. Além disso, a venda desses ativos tem a intenção de cortar custos e melhorar a lucratividade. O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, no cargo desde janeiro, pretende fazer uma economia de 3,5 bilhões de dólares.
9 de out. de 2011
HSBC REVISA ESTRATÉGIA PARA A LOSANGO
jornal Valor Econômico 26/09/2011 - Marcelo Mota
Leo Pinheiro/Valor/Leo Pinheiro/Valor
Gonçalves, presidente da Losango, um craque da retórica: "Nós não buscamos emprestar dinheiro, buscamos ajudar o consumidor a realizar o seu sonho"
Comprada em 2003 por US$ 815 milhões do Lloyds pelo também britânico HSBC numa disputa acirrada entre grandes nomes do varejo brasileiro, a Losango pode voltar à prateleira. O presidente mundial do grupo HSBC, Stuart Gulliver, em entrevista ao Valor na semana passada, deixou a porta aberta. Não confirmou nem desmentiu rumores de que na revisão de portfólios na América Latina, esse seria um ativo de que poderia dispor. O executivo preferiu enaltecer a lucratividade do negócio. Mas admitiu que se ele não se encaixar nos critérios do grupo, que começa a voltar as baterias da área de varejo para a alta renda, o bom retorno que oferece deixa de ser razão para apego e se torna um atrativo a mais na venda.
Voltada para o financiamento ao consumo, que não dá sinais de arrefecimento, a Losango, se negociada, não teria seu valor tão descontado. Última marca remanescente dentre as vedetes do crédito popular, ponta de lança para o aumento da oferta na segunda metade dos anos 90 até o fim da década passada, a Losango teve sua autonomia preservada pelo HSBC. Suas principais concorrentes no passado recente -- Fininvest, do Itaú Unibanco, e Finasa, do Bradesco - não resistiram à expansão de outras modalidades de crédito. Tiveram suas operações diluídas nas áreas de varejo dos respectivos bancos.
Além de preservar a marca, a Losango manteve operação e até presidente próprios. Seu quartel general, também apartado do controlador, é pitoresco: fica no prédio construído para abrigar a Bolsa do Rio. Onde antes havia o pregão, ocupado por operadores e pelos leilões de privatização, agora está sua central de atendimento, pela qual trafegam 500 mil ligações por mês.
Do outro lado da linha, no lugar das mesas de operações e as nervosas ordens de compra e venda de ações, comerciantes em busca de serviços financeiros que deem impulso às vendas. Seus intrépidos funcionários ainda se autoproclamam "guerreiros". Encontram motivação nas menores conquistas e, sempre que instados a falar de seus desafios, os apregoam com vigor, fiéis à cartilha do varejo americano, que se desenvolveu sob a inspiração da doutrina protestante.
Mas algumas das práticas consagradas nos tempos de competição ferrenha com as outras financeiras foram abandonadas. Seu pessoal já não é visto distribuindo panfletos nas regiões centrais das metrópoles brasileiras e os executivos mal conseguem disfarçar o desconforto a cada vez que o termo "financeira" é pronunciado. O nome remonta à imagem desgastada pelo empréstimo pessoal, que, se cumpriu o papel de ajudar a expandir as fronteiras do crédito, também deixou marcas na inadimplência e virou sinônimo de juro alto. A prática agora é deixar claro que a Losango é uma promotora de vendas.
"Nós não buscamos emprestar dinheiro, buscamos ajudar o consumidor a realizar o seu sonho", diz Hilgo Gonçalves, presidente da Losango e um craque da retórica grandiloquente que alimenta o ânimo dos "guerreiros". Nos primeiros oito meses de 2011, a Losango financiou R$ 3 bilhões em compras.
No início de setembro, quando falou ao Valor, Gonçalves ainda planejava financiar mais R$ 2 bilhões até o fim do ano. Se as festas forem polpudas, talvez meio bilhão a mais, o suficiente para alcançar os R$ 5,5 bilhões que previa no início do ano, com crescimento de 20% sobre o financiado em 2010.
O descompasso em relação à previsão inicial foi efeito da ressaca pela euforia do consumo no fim do ano passado, que resultou em mais inadimplência e levou o Banco Central a agir para conter a inflação. "Sofremos as medidas restritivas do início do ano", contou o presidente da Losango, referindo-se ao aperto monetário encerrado na última reunião do Comitê de Política Monetária, com um corte de meio ponto percentual na taxa básica, agora em 12% ao ano.
Refeita do susto, com a inadimplência novamente abaixo dos 6%, a Losango partiu em campo novamente. Do par de bilhões previstos até dezembro, metade se destinaria a financiar o pequeno varejo, que corresponde hoje a cerca de 60% da carteira e de onde sai aproximadamente a mesma proporção do resultado. Ao todo, são mais de 23 mil lojas em cadastro, por todo o país, 15 mil das quais com ao menos um contato por mês. Parte dos negócios também vem dos cartões emitidos com marcas varejistas. Em 31 parcerias, a Losango soma mais de 2,5 milhões de cartões emitidos.
É dessa pulverização que, crê Gonçalves, vem a sustentabilidade do negócio. Nas estimativas dele, a Losango responde hoje por pouco mais de 10% do resultado bruto do HSBC Brasil, que no primeiro semestre deste ano foi de R$ 862 milhões.
Cerca de um quarto da carteira vem do casamento com a Máquina de Vendas. A maior parte é construída amiúde, junto a pequenos estabelecimentos, no máximo médios. Segundo Gonçalves, com os serviços financeiros oferecidos pela Losango, mesmo uma loja com R$ 50 mil de faturamento mensal pode oferecer até 36 meses para pagar.
O valor médio dos empréstimos é de R$ 900, mas esse tíquete aumenta muito em um segmento criado há dois anos. Nessa linha, chamada de "Premium", a Losango financia compras bem mais vultosas, como uma montagem de uma cozinha requintada, a um custo da ordem de R$ 50 mil. Nessa frente, a Losango projetava para 2011 conceder R$ 500 milhões em empréstimos.
Leo Pinheiro/Valor/Leo Pinheiro/Valor
Gonçalves, presidente da Losango, um craque da retórica: "Nós não buscamos emprestar dinheiro, buscamos ajudar o consumidor a realizar o seu sonho"
Comprada em 2003 por US$ 815 milhões do Lloyds pelo também britânico HSBC numa disputa acirrada entre grandes nomes do varejo brasileiro, a Losango pode voltar à prateleira. O presidente mundial do grupo HSBC, Stuart Gulliver, em entrevista ao Valor na semana passada, deixou a porta aberta. Não confirmou nem desmentiu rumores de que na revisão de portfólios na América Latina, esse seria um ativo de que poderia dispor. O executivo preferiu enaltecer a lucratividade do negócio. Mas admitiu que se ele não se encaixar nos critérios do grupo, que começa a voltar as baterias da área de varejo para a alta renda, o bom retorno que oferece deixa de ser razão para apego e se torna um atrativo a mais na venda.
Voltada para o financiamento ao consumo, que não dá sinais de arrefecimento, a Losango, se negociada, não teria seu valor tão descontado. Última marca remanescente dentre as vedetes do crédito popular, ponta de lança para o aumento da oferta na segunda metade dos anos 90 até o fim da década passada, a Losango teve sua autonomia preservada pelo HSBC. Suas principais concorrentes no passado recente -- Fininvest, do Itaú Unibanco, e Finasa, do Bradesco - não resistiram à expansão de outras modalidades de crédito. Tiveram suas operações diluídas nas áreas de varejo dos respectivos bancos.
Além de preservar a marca, a Losango manteve operação e até presidente próprios. Seu quartel general, também apartado do controlador, é pitoresco: fica no prédio construído para abrigar a Bolsa do Rio. Onde antes havia o pregão, ocupado por operadores e pelos leilões de privatização, agora está sua central de atendimento, pela qual trafegam 500 mil ligações por mês.
Do outro lado da linha, no lugar das mesas de operações e as nervosas ordens de compra e venda de ações, comerciantes em busca de serviços financeiros que deem impulso às vendas. Seus intrépidos funcionários ainda se autoproclamam "guerreiros". Encontram motivação nas menores conquistas e, sempre que instados a falar de seus desafios, os apregoam com vigor, fiéis à cartilha do varejo americano, que se desenvolveu sob a inspiração da doutrina protestante.
Mas algumas das práticas consagradas nos tempos de competição ferrenha com as outras financeiras foram abandonadas. Seu pessoal já não é visto distribuindo panfletos nas regiões centrais das metrópoles brasileiras e os executivos mal conseguem disfarçar o desconforto a cada vez que o termo "financeira" é pronunciado. O nome remonta à imagem desgastada pelo empréstimo pessoal, que, se cumpriu o papel de ajudar a expandir as fronteiras do crédito, também deixou marcas na inadimplência e virou sinônimo de juro alto. A prática agora é deixar claro que a Losango é uma promotora de vendas.
"Nós não buscamos emprestar dinheiro, buscamos ajudar o consumidor a realizar o seu sonho", diz Hilgo Gonçalves, presidente da Losango e um craque da retórica grandiloquente que alimenta o ânimo dos "guerreiros". Nos primeiros oito meses de 2011, a Losango financiou R$ 3 bilhões em compras.
No início de setembro, quando falou ao Valor, Gonçalves ainda planejava financiar mais R$ 2 bilhões até o fim do ano. Se as festas forem polpudas, talvez meio bilhão a mais, o suficiente para alcançar os R$ 5,5 bilhões que previa no início do ano, com crescimento de 20% sobre o financiado em 2010.
O descompasso em relação à previsão inicial foi efeito da ressaca pela euforia do consumo no fim do ano passado, que resultou em mais inadimplência e levou o Banco Central a agir para conter a inflação. "Sofremos as medidas restritivas do início do ano", contou o presidente da Losango, referindo-se ao aperto monetário encerrado na última reunião do Comitê de Política Monetária, com um corte de meio ponto percentual na taxa básica, agora em 12% ao ano.
Refeita do susto, com a inadimplência novamente abaixo dos 6%, a Losango partiu em campo novamente. Do par de bilhões previstos até dezembro, metade se destinaria a financiar o pequeno varejo, que corresponde hoje a cerca de 60% da carteira e de onde sai aproximadamente a mesma proporção do resultado. Ao todo, são mais de 23 mil lojas em cadastro, por todo o país, 15 mil das quais com ao menos um contato por mês. Parte dos negócios também vem dos cartões emitidos com marcas varejistas. Em 31 parcerias, a Losango soma mais de 2,5 milhões de cartões emitidos.
É dessa pulverização que, crê Gonçalves, vem a sustentabilidade do negócio. Nas estimativas dele, a Losango responde hoje por pouco mais de 10% do resultado bruto do HSBC Brasil, que no primeiro semestre deste ano foi de R$ 862 milhões.
Cerca de um quarto da carteira vem do casamento com a Máquina de Vendas. A maior parte é construída amiúde, junto a pequenos estabelecimentos, no máximo médios. Segundo Gonçalves, com os serviços financeiros oferecidos pela Losango, mesmo uma loja com R$ 50 mil de faturamento mensal pode oferecer até 36 meses para pagar.
O valor médio dos empréstimos é de R$ 900, mas esse tíquete aumenta muito em um segmento criado há dois anos. Nessa linha, chamada de "Premium", a Losango financia compras bem mais vultosas, como uma montagem de uma cozinha requintada, a um custo da ordem de R$ 50 mil. Nessa frente, a Losango projetava para 2011 conceder R$ 500 milhões em empréstimos.
28 de jun. de 2011
FINANCEIRAS ANTECIPAM RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
jornal O Estado de S. Paulo 27/06/2011 – Márcia De Chiara
O aumento da inadimplência do consumidor constatado no início deste ano pelas instituições financeiras levou a uma antecipação das campanhas de renegociação de dívidas do segundo para o primeiro semestre. Também deixou os bancos e as financeiras mais cautelosos na hora de aprovar novos empréstimos.
"Nunca tínhamos feito campanha de renegociação de dívidas nesta época do ano", afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango, promotora de vendas do HSBC. A empresa detém 23% do mercado de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), está em 2.600 municípios e é uma espécie de termômetro do crédito a pessoa física no País.
No começo deste mês, a Losango iniciou uma campanha para acertar a vida financeira dos clientes com prestações em atraso. Normalmente esse tipo de ação é feita no fim do ano, quando os trabalhadores estão com dinheiro no bolso, porque recebem o 13°, e as lojas e os bancos querem desencadear uma nova rodada de vendas a prazo.
Mas a direção da Losango decidiu antecipar a campanha para junho porque constatou um aumento da inadimplência. Gonçalves conta que, em maio, o atraso acima de go dias atingiu 5,6% da carteira de créditos a receber. O indicador ficou 4,55% acima do registrado no mesmo período de 2010, puxado especialmente pelos financiamentos de eletroeletrônicos.
Ele explica que houve descasamento entre as receitas e as despesas do consumidor do último trimestre de 2010 para o primeiro trimestre deste ano e que esse descompasso avançou até maio por causa do aumento da inflação. Além disso, as medidas de aperto do crédito tomadas pelo Banco Central (BC) no fim de 2010 e a elevação da taxa de juros que ocorre desde janeiro contribuíram para piorar a situação.
Augusto Mello, superintendente executivo de Cobrança da empresa, conta que a renegociação é feita caso a caso, conforme a capacidade de pagamento do cliente. Mas a linha mestra dos acordos tem sido o alongamento do prazo de pagamento de 11 para até 24 vezes. A boa notícia, diz Gonçalves, é que, após o início da campanha, o calote voltou para nível equivalente ao registrado no mesmo período de 2010.
Rigor. "Na virada de abril para maio, várias instituições financeiras se assustaram com o aumento da inadimplência e começaram a ficar mais seletivas na aprovação de novos financiamentos”, conta Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, que reune as financeiras.
Tingas ressalta que o calote é maior no Norte do País, onde predominam os consumidores com menor poder aquisitivo e que foram, segundo França, da LCA, mais afetados pela inflação dos alimentos.
O aumento da inadimplência do consumidor constatado no início deste ano pelas instituições financeiras levou a uma antecipação das campanhas de renegociação de dívidas do segundo para o primeiro semestre. Também deixou os bancos e as financeiras mais cautelosos na hora de aprovar novos empréstimos.
"Nunca tínhamos feito campanha de renegociação de dívidas nesta época do ano", afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango, promotora de vendas do HSBC. A empresa detém 23% do mercado de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), está em 2.600 municípios e é uma espécie de termômetro do crédito a pessoa física no País.
No começo deste mês, a Losango iniciou uma campanha para acertar a vida financeira dos clientes com prestações em atraso. Normalmente esse tipo de ação é feita no fim do ano, quando os trabalhadores estão com dinheiro no bolso, porque recebem o 13°, e as lojas e os bancos querem desencadear uma nova rodada de vendas a prazo.
Mas a direção da Losango decidiu antecipar a campanha para junho porque constatou um aumento da inadimplência. Gonçalves conta que, em maio, o atraso acima de go dias atingiu 5,6% da carteira de créditos a receber. O indicador ficou 4,55% acima do registrado no mesmo período de 2010, puxado especialmente pelos financiamentos de eletroeletrônicos.
Ele explica que houve descasamento entre as receitas e as despesas do consumidor do último trimestre de 2010 para o primeiro trimestre deste ano e que esse descompasso avançou até maio por causa do aumento da inflação. Além disso, as medidas de aperto do crédito tomadas pelo Banco Central (BC) no fim de 2010 e a elevação da taxa de juros que ocorre desde janeiro contribuíram para piorar a situação.
Augusto Mello, superintendente executivo de Cobrança da empresa, conta que a renegociação é feita caso a caso, conforme a capacidade de pagamento do cliente. Mas a linha mestra dos acordos tem sido o alongamento do prazo de pagamento de 11 para até 24 vezes. A boa notícia, diz Gonçalves, é que, após o início da campanha, o calote voltou para nível equivalente ao registrado no mesmo período de 2010.
Rigor. "Na virada de abril para maio, várias instituições financeiras se assustaram com o aumento da inadimplência e começaram a ficar mais seletivas na aprovação de novos financiamentos”, conta Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, que reune as financeiras.
Tingas ressalta que o calote é maior no Norte do País, onde predominam os consumidores com menor poder aquisitivo e que foram, segundo França, da LCA, mais afetados pela inflação dos alimentos.
Marcadores:
Acrefi,
inadimplência,
Losango,
recuperação de crédito
16 de jun. de 2011
LOSANGO CRIA PORTAL DE TREINAMENTO PARA LOJISTAS
portal Maxpress 15/06/2011
A Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC, acaba de lançar um projeto de capacitação online e coloca a disposição dos lojistas cursos gratuitos para auxiliar no desenvolvimento profissional. O objetivo da plataforma é estimular o treinamento dos colaboradores para que possam atender bem aos clientes e realizar vendas com qualidade.
Um dos cursos disponíveis no novo portal é o Crédito Sustentável. Este treinamento visa estimular o vendedor a entender a real necessidade do consumidor e oferecer o crédito de maneira ética e consciente. O curso proporciona benefícios para toda a cadeia e principalmente para o consumidor.
Além dos treinamentos desenvolvidos pela Losango, a plataforma também possibilitará a inserção de cursos personalizados. Neste caso, o lojista, em parceria com a promotora de vendas, poderá elaborar treinamentos exclusivos para atender as necessidades específicas dos seus colaboradores.
“A criação deste portal tem como objetivo capacitar de forma padronizada e rápida os colaboradores dos nossos parceiros de todo o Brasil. Acreditamos que com o treinamento adequado, as vendas podem ser mais qualificadas. Isso ajudará o consumidor, o vendedor e o lojista”, afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango.
A Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC, acaba de lançar um projeto de capacitação online e coloca a disposição dos lojistas cursos gratuitos para auxiliar no desenvolvimento profissional. O objetivo da plataforma é estimular o treinamento dos colaboradores para que possam atender bem aos clientes e realizar vendas com qualidade.
Um dos cursos disponíveis no novo portal é o Crédito Sustentável. Este treinamento visa estimular o vendedor a entender a real necessidade do consumidor e oferecer o crédito de maneira ética e consciente. O curso proporciona benefícios para toda a cadeia e principalmente para o consumidor.
Além dos treinamentos desenvolvidos pela Losango, a plataforma também possibilitará a inserção de cursos personalizados. Neste caso, o lojista, em parceria com a promotora de vendas, poderá elaborar treinamentos exclusivos para atender as necessidades específicas dos seus colaboradores.
“A criação deste portal tem como objetivo capacitar de forma padronizada e rápida os colaboradores dos nossos parceiros de todo o Brasil. Acreditamos que com o treinamento adequado, as vendas podem ser mais qualificadas. Isso ajudará o consumidor, o vendedor e o lojista”, afirma Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da Losango.
Marcadores:
Consumidor Consciente,
Losango,
treinamento
13 de jun. de 2011
LOSANGO LANÇA CAMPANHA PARA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
portal Executivos Financeiros 10/06/2011
A Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC, anunciou nesta sexta (10) a campanha de renegociação de dívidas em condições especiais de pagamento, com diminuição de encargos e reparcelamento da dívida. Diante do cenário econômico brasileiro, com leve aumento da inflação e, consequentemente, da inadimplência, a empresa antecipou a ação para auxiliar os clientes a encontrar a solução financeira adequada para quitar seus compromissos financeiros.
A política de descontos e o reparcelamento das dívidas serão analisados caso a caso, através de mecanismos específicos para atender demandas individuais e conforme a capacidade de pagamento do cliente. A empresa está disposta a flexibilizar descontos e formas de pagamento de modo a estimular os clientes a solucionar rapidamente suas pendências.
Para Augusto Mello, superintendente-executivo de Cobrança da Losango, não faz sentido realizar campanhas somente no final do ano para buscar uma fatia do décimo terceiro, é preciso estar atento ao cenário econômico e as necessidades dos clientes. “Com a elevação da inflação e, consequentemente, o aumento dos preços de diversos produtos”, analisa. O excutivo considera também que: “percebemos uma tendência de dificuldade de pagamento com um aumento da inadimplência de 4,55% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por isso, decidimos oferecer opções atrativas para quitação de dívidas em condições especiais.”
Estas e outras condições já estão em vigor nas assessorias de cobrança parceiras, nas Centrais de Atendimento e filiais da Losango em todo Brasil.
O cliente que quiser renegociar sua dívida pode entrar em contato com a Central de Relacionamento Losango e para facilitar o contato é necessário apresentar o CPF.
Capitais: 4004-4252
Demais cidades: 0800 721 4252
A Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC, anunciou nesta sexta (10) a campanha de renegociação de dívidas em condições especiais de pagamento, com diminuição de encargos e reparcelamento da dívida. Diante do cenário econômico brasileiro, com leve aumento da inflação e, consequentemente, da inadimplência, a empresa antecipou a ação para auxiliar os clientes a encontrar a solução financeira adequada para quitar seus compromissos financeiros.
A política de descontos e o reparcelamento das dívidas serão analisados caso a caso, através de mecanismos específicos para atender demandas individuais e conforme a capacidade de pagamento do cliente. A empresa está disposta a flexibilizar descontos e formas de pagamento de modo a estimular os clientes a solucionar rapidamente suas pendências.
Para Augusto Mello, superintendente-executivo de Cobrança da Losango, não faz sentido realizar campanhas somente no final do ano para buscar uma fatia do décimo terceiro, é preciso estar atento ao cenário econômico e as necessidades dos clientes. “Com a elevação da inflação e, consequentemente, o aumento dos preços de diversos produtos”, analisa. O excutivo considera também que: “percebemos uma tendência de dificuldade de pagamento com um aumento da inadimplência de 4,55% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por isso, decidimos oferecer opções atrativas para quitação de dívidas em condições especiais.”
Estas e outras condições já estão em vigor nas assessorias de cobrança parceiras, nas Centrais de Atendimento e filiais da Losango em todo Brasil.
O cliente que quiser renegociar sua dívida pode entrar em contato com a Central de Relacionamento Losango e para facilitar o contato é necessário apresentar o CPF.
Capitais: 4004-4252
Demais cidades: 0800 721 4252
Marcadores:
inadimplência,
Losango,
recuperação de crédito
18 de mai. de 2011
BRASIL ESCAPA DOS CORTES NO HSBC E CONTRATA GERENTES
jornal Valor Econômico 16/05/2011 - Adriana Cotias e Vanessa Adachi
Conrado Engel, o presidente do banco HSBC no Brasil, chegou na sexta-feira de Londres e foi direto do aeroporto de Cumbica para a reunião diária da diretoria às 8h30, no escritório da Brigadeiro Faria Lima, corredor financeiro em São Paulo. Recuperando-se de uma cirurgia recente na coluna e "vestido" com o inseparável e incômodo protetor cervical, o executivo só se queixa da impossibilidade de carregar a própria mala. Mesmo assim, foi à sede inglesa na semana passada para participar do encontro do banco com analistas e investidores, o chamado "Strategy Day", e tinha pressa na sexta em contar aos colegas sobre o que foi dito por seus superiores.
Conforme narra Engel, apesar de o novo presidente global do HSBC, Stuart Guliver, ter anunciado a redução e até a saída do negócio de gestão de recursos e de varejo em mercados pouco rentáveis como o russo, o Brasil aparece entre as nações que passaram pelos filtros estratégicos do grupo para alocação de capital. Em fevereiro, numa visita ao país sem aparições públicas, Guliver deu sinal verde para a subsidiária ampliar a estrutura comercial.
Engel conta que serão contratados neste ano mil novos gerentes para atender o varejo de alta renda e o segmento de pequenas e médias empresas, um incremento de pouco mais de 15% sobre a força de vendas atual. Com isso, avalia, será possível reduzir o número de clientes atendidos por gerente de uma média de 500 para algo entre 250 e 400.
Os cerca de US$ 500 milhões em dividendos gerados pela operação brasileira em 2010 não foram remetidos à matriz neste ano, para reforçar a estrutura de capital. "O Brasil foi eleito como um dos mercados 'top' onde o HSBC quer ter presença relevante, quer ser mais forte, em 20 ou 30 anos", diz Engel. Nessa avaliação pesaram o potencial de o país figurar entre a quinta e a sétima maiores economias do mundo, beneficiado pelo chamado bônus demográfico - com o grosso da população economicamente ativa -, pela mobilidade social, além de ser um mercado que se abriu para o mundo.
A corrente de comércio e de investimentos Brasil-China é um dos exemplos de interconectividade de que o HSBC quer se valer, aproveitando-se da sua presença global, diz Engel. Do fluxo com a China, de US$ 64 bilhões no ano passado, ele diz que 7% passaram pelo HSBC em operações de fechamento de câmbio, de financiamento ao comércio ou de transferências para investimentos. De janeiro a março, o banco ficou com uma parcela de 8,15% dos US$ 16 bilhões transacionados e a projeção para 2011 é alcançar uma fatia de 10% dos US$ 70 bilhões previstos. Não por outra razão, o banco tem executivos brasileiros em Xangai e chineses trabalhando aqui.
O fato de o Brasil aparecer entre os países prioritários para o grupo não significa alguma grande virada estratégica para competir com os grandes nomes do varejo local, como Bradesco e Itaú. A ideia é seguir a toada do grupo inglês em outros mercados, onde o HSBC costuma ter, na média, fatia de 7%, sendo relevante no varejo apenas no Reino Unido e em Hong Kong.
Mesmo assim, as metas combinadas de Brasil e México preveem gerar, até 2013, US$ 1 bilhão de resultado com o negócio de varejo, US$ 900 milhões no segmento de pequenas e médias empresas e US$ 1,1 bilhão com empresas globais. Hoje, o Brasil responde por 6% dos resultados globais.
Por aqui, mercado em que detém uma participação de 7% dos depósitos, há cerca de um ano e meio o HSBC redirecionou o seu foco para as segmentações de alta renda e de pequenas e médias empresas, além das grandes companhias. A instituição deixou de buscar clientes por meio do braço de financiamento ao consumo, a promotora de vendas Losango, e passou a usar esse canal para reforçar a carteira de clientes empresariais. A instituição também interrompeu a compra de carteiras de crédito consignado - tinha parceria, por exemplo, com o Banco Schahin, recém-adquirido pelo BMG - e diminuiu o passo no financiamento de veículos. Esses dois negócios apareceram na apresentação a investidores em Londres do executivo Emilson Alonso, que comanda a região da América Latina e Caribe, como portfólios a serem "racionalizados".
"Parei com isso para focar nosso próprio cliente e prover soluções completas", diz Engel.
Conrado Engel, o presidente do banco HSBC no Brasil, chegou na sexta-feira de Londres e foi direto do aeroporto de Cumbica para a reunião diária da diretoria às 8h30, no escritório da Brigadeiro Faria Lima, corredor financeiro em São Paulo. Recuperando-se de uma cirurgia recente na coluna e "vestido" com o inseparável e incômodo protetor cervical, o executivo só se queixa da impossibilidade de carregar a própria mala. Mesmo assim, foi à sede inglesa na semana passada para participar do encontro do banco com analistas e investidores, o chamado "Strategy Day", e tinha pressa na sexta em contar aos colegas sobre o que foi dito por seus superiores.
Conforme narra Engel, apesar de o novo presidente global do HSBC, Stuart Guliver, ter anunciado a redução e até a saída do negócio de gestão de recursos e de varejo em mercados pouco rentáveis como o russo, o Brasil aparece entre as nações que passaram pelos filtros estratégicos do grupo para alocação de capital. Em fevereiro, numa visita ao país sem aparições públicas, Guliver deu sinal verde para a subsidiária ampliar a estrutura comercial.
Engel conta que serão contratados neste ano mil novos gerentes para atender o varejo de alta renda e o segmento de pequenas e médias empresas, um incremento de pouco mais de 15% sobre a força de vendas atual. Com isso, avalia, será possível reduzir o número de clientes atendidos por gerente de uma média de 500 para algo entre 250 e 400.
Os cerca de US$ 500 milhões em dividendos gerados pela operação brasileira em 2010 não foram remetidos à matriz neste ano, para reforçar a estrutura de capital. "O Brasil foi eleito como um dos mercados 'top' onde o HSBC quer ter presença relevante, quer ser mais forte, em 20 ou 30 anos", diz Engel. Nessa avaliação pesaram o potencial de o país figurar entre a quinta e a sétima maiores economias do mundo, beneficiado pelo chamado bônus demográfico - com o grosso da população economicamente ativa -, pela mobilidade social, além de ser um mercado que se abriu para o mundo.
A corrente de comércio e de investimentos Brasil-China é um dos exemplos de interconectividade de que o HSBC quer se valer, aproveitando-se da sua presença global, diz Engel. Do fluxo com a China, de US$ 64 bilhões no ano passado, ele diz que 7% passaram pelo HSBC em operações de fechamento de câmbio, de financiamento ao comércio ou de transferências para investimentos. De janeiro a março, o banco ficou com uma parcela de 8,15% dos US$ 16 bilhões transacionados e a projeção para 2011 é alcançar uma fatia de 10% dos US$ 70 bilhões previstos. Não por outra razão, o banco tem executivos brasileiros em Xangai e chineses trabalhando aqui.
O fato de o Brasil aparecer entre os países prioritários para o grupo não significa alguma grande virada estratégica para competir com os grandes nomes do varejo local, como Bradesco e Itaú. A ideia é seguir a toada do grupo inglês em outros mercados, onde o HSBC costuma ter, na média, fatia de 7%, sendo relevante no varejo apenas no Reino Unido e em Hong Kong.
Mesmo assim, as metas combinadas de Brasil e México preveem gerar, até 2013, US$ 1 bilhão de resultado com o negócio de varejo, US$ 900 milhões no segmento de pequenas e médias empresas e US$ 1,1 bilhão com empresas globais. Hoje, o Brasil responde por 6% dos resultados globais.
Por aqui, mercado em que detém uma participação de 7% dos depósitos, há cerca de um ano e meio o HSBC redirecionou o seu foco para as segmentações de alta renda e de pequenas e médias empresas, além das grandes companhias. A instituição deixou de buscar clientes por meio do braço de financiamento ao consumo, a promotora de vendas Losango, e passou a usar esse canal para reforçar a carteira de clientes empresariais. A instituição também interrompeu a compra de carteiras de crédito consignado - tinha parceria, por exemplo, com o Banco Schahin, recém-adquirido pelo BMG - e diminuiu o passo no financiamento de veículos. Esses dois negócios apareceram na apresentação a investidores em Londres do executivo Emilson Alonso, que comanda a região da América Latina e Caribe, como portfólios a serem "racionalizados".
"Parei com isso para focar nosso próprio cliente e prover soluções completas", diz Engel.
16 de mai. de 2011
DE OLHO NO BOLO DO VAREJO
portal Isto É Dinheiro 13/05/2011 - Juliana Schincariol
As financeiras, empresas que dedicam-se a conceder crédito para o consumo, vêm crescendo a taxas aceleradas nos últimos tempos devido à expansão dos empréstimos entre os brasileiros de baixa renda. A estratégia mais comum é conseguir clientes por meio de cartões de crédito ou de débito, especialmente aqueles vinculados às grandes lojas. De olho nesse nicho de mercado, o banco HSBC, por meio de sua financeira Losango, pretende ampliar sua base de cartões dos atuais dois milhões para cinco milhões até 2014.
Se o objetivo for bem-sucedido, a clientela do HSBC, hoje com 5,8 milhões de pessoas, vai se aproximar dos nove milhões. Para isso, a Losango fechou uma parceria com a rede de lojas Máquina de Vendas e contratou Denis Nieto Piovezan, especialista em cartões que administrava os 13 milhões de plásticos da rede Walmart. “Queremos vender um milhão de cartões em 2011 e agregar parceiros que não trabalhavam com o crédito ao consumidor, da mesma forma que fizemos com as lojas da Hering”, diz Hilgo Gonçalves, presidente da Losango.
Hilgo Gonçalves: a meta é que a parcela dos cartões nos resultados da financeira suba de 20% para 50%
Os cartões representam 20% das operações da Losango, que ainda são lideradas pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), o tradicional crediá-rio. A intenção é elevar seu percentual para 50% das receitas, pois os cartões permitem um relacionamento melhor com a freguesia. “Com o CDC, a relação com o cliente acaba quando ele paga a última parcela do carnê, mas com os plásticos a ligação é contínua”, diz Gonçalves. Outra vantagem é a inadimplência menor que os 15% do crediário.
A Losango está presente em 23 mil estabelecimentos em todo o País, e essas parcerias representam 60% do seu faturamento. Esses acordos permitem, por exemplo, que o pequeno varejista do interior do Maranhão financie um fogão em 24 pagamentos e não seja engolido por gigantes com mais fôlego financeiro. A ideia agora é estender os cartões a esses clientes.
As financeiras, empresas que dedicam-se a conceder crédito para o consumo, vêm crescendo a taxas aceleradas nos últimos tempos devido à expansão dos empréstimos entre os brasileiros de baixa renda. A estratégia mais comum é conseguir clientes por meio de cartões de crédito ou de débito, especialmente aqueles vinculados às grandes lojas. De olho nesse nicho de mercado, o banco HSBC, por meio de sua financeira Losango, pretende ampliar sua base de cartões dos atuais dois milhões para cinco milhões até 2014.
Se o objetivo for bem-sucedido, a clientela do HSBC, hoje com 5,8 milhões de pessoas, vai se aproximar dos nove milhões. Para isso, a Losango fechou uma parceria com a rede de lojas Máquina de Vendas e contratou Denis Nieto Piovezan, especialista em cartões que administrava os 13 milhões de plásticos da rede Walmart. “Queremos vender um milhão de cartões em 2011 e agregar parceiros que não trabalhavam com o crédito ao consumidor, da mesma forma que fizemos com as lojas da Hering”, diz Hilgo Gonçalves, presidente da Losango.
Hilgo Gonçalves: a meta é que a parcela dos cartões nos resultados da financeira suba de 20% para 50%
Os cartões representam 20% das operações da Losango, que ainda são lideradas pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), o tradicional crediá-rio. A intenção é elevar seu percentual para 50% das receitas, pois os cartões permitem um relacionamento melhor com a freguesia. “Com o CDC, a relação com o cliente acaba quando ele paga a última parcela do carnê, mas com os plásticos a ligação é contínua”, diz Gonçalves. Outra vantagem é a inadimplência menor que os 15% do crediário.
A Losango está presente em 23 mil estabelecimentos em todo o País, e essas parcerias representam 60% do seu faturamento. Esses acordos permitem, por exemplo, que o pequeno varejista do interior do Maranhão financie um fogão em 24 pagamentos e não seja engolido por gigantes com mais fôlego financeiro. A ideia agora é estender os cartões a esses clientes.
12 de abr. de 2011
LOSANGO AMPLIA BENEFÍCIOS DE SEGUROS PARA PESSOA FÍSICA
portal Executivos Financeiros 12/04/2011
A Losango, em parceria com a HSBC Seguros, reformulou sua linha de seguros e adicionou alguns benefícios aos consumidores. O Seguro Multi Proteção, além de proteger as operações de financiamento, oferece aos clientes de CDC (Credito Direto ao Consumidor), assistência residencial (que inclui limpeza de caixa de água, eletricista, encanador, chaveiro e faxineira) e também o check up lar, que realiza revisão e reparos domésticos. Este seguro está disponível a partir de R$ 20,97 (valor fracionado de acordo com o prazo de pagamento).
Outra opção é o Seguro Premiado, que realiza sorteios mensais de R$20 mil para todos os clientes que fazem operações de empréstimo pessoal com financiamentos de até R$ 5 mil. Além disso, em caso de desemprego, o seguro também coloca à disposição do cliente cesta básica. Já nos casos de morte do segurado, esposa ou filhos é oferecido assistência funeral. Este seguro está disponível a partir de R$103,00 (valor fracionado de acordo com o prazo de pagamento).
A Losango, em parceria com a HSBC Seguros, reformulou sua linha de seguros e adicionou alguns benefícios aos consumidores. O Seguro Multi Proteção, além de proteger as operações de financiamento, oferece aos clientes de CDC (Credito Direto ao Consumidor), assistência residencial (que inclui limpeza de caixa de água, eletricista, encanador, chaveiro e faxineira) e também o check up lar, que realiza revisão e reparos domésticos. Este seguro está disponível a partir de R$ 20,97 (valor fracionado de acordo com o prazo de pagamento).
Outra opção é o Seguro Premiado, que realiza sorteios mensais de R$20 mil para todos os clientes que fazem operações de empréstimo pessoal com financiamentos de até R$ 5 mil. Além disso, em caso de desemprego, o seguro também coloca à disposição do cliente cesta básica. Já nos casos de morte do segurado, esposa ou filhos é oferecido assistência funeral. Este seguro está disponível a partir de R$103,00 (valor fracionado de acordo com o prazo de pagamento).
28 de mar. de 2011
LOSANGO CONTRATA NOVO DIRETOR DE CARTÕES
portal Maxpress 28/03/2011
Denis Piovezan, 34 anos, é o novo Diretor Comercial de Cartões da Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC. Com 13 anos de experiência na área financeira, será responsável pelo relacionamento comercial com os parceiros e pela comercialização e emissão de cartões da Losango. Piovezan teve passagens pelo Banco ibi (C&A) e Walmart. O executivo é formado em Engenharia, com pós-graduação em Economia pela FEA e MBA pela Universidade de New York –Leonard Stern School of Business.
Denis Piovezan, 34 anos, é o novo Diretor Comercial de Cartões da Losango, promotora de vendas do Grupo HSBC. Com 13 anos de experiência na área financeira, será responsável pelo relacionamento comercial com os parceiros e pela comercialização e emissão de cartões da Losango. Piovezan teve passagens pelo Banco ibi (C&A) e Walmart. O executivo é formado em Engenharia, com pós-graduação em Economia pela FEA e MBA pela Universidade de New York –Leonard Stern School of Business.
Marcadores:
cartões,
Denis Piovezan,
HSBC,
Losango
28 de fev. de 2011
HSBC BRASIL ESTIMA ELEVAR O CRÉDITO EM 16% NESTE ANO
portal iG 28/02/2011
O Banco HSBC Brasil estima que o total de crédito de sua carteira irá aumentar entre 15% e 18% neste ano. Segundo o presidente da instituição, Conrado Engel, a expansão do crédito, na média, deve ficar em 16%. No ano passado, o banco elevou sua carteira em 20%, alcançando R$ 49,6 bilhões, segundo dados do balanço da instituição, divulgado hoje.
“O crédito para pequenas e médias empresas deve crescer de 20% a 22%, afirma Engel, dando mostras do principal foco de atenção do HSBC. “A pessoa física deve crescer menos de 15% e a pessoa jurídica, mais ou menos 18%.”
Segundo as contas da instituição, o crédito imobiliário registrou um saldo de 48%. Para este ano, a estimativa do presidente é repetir esse incremento. Como parte da estratégia, o HSBC fechou uma parceria com a Brasil Brokers, rede de corretoras de imóveis com atuação em todo o País, e passou a fazer o financiamento das unidades compradas. “Como eles têm mais de 10 mil corretores no Brasil, estimamos financiar de R$ 4 bilhões a R$ 4,5 bilhões em três anos” por meio da parceria, afirma Engel.
Outro acordo que o HSBC fez no ano passado foi entre sua financeira, a Losango, e a varejista Máquina de Vendas. O contrato tem validade por 18 anos e engloba todos os serviços financeiros e de cartões da empresa, que nasceu da união entre as redes Insinuante, Ricardo Eletro e City Lar. “A Losango tem uma participação muito importante em nossa estratégia, porque muitos lojistas e varejistas são grandes clientes do banco. Além disso, é uma grande distribuidora de seguros”, afirma. Também no ano passado, o HSBC deixou de atuar no consignado para o público em geral. “Nos direcionamos apenas aos clientes do banco.”
O HSBC Brasil fechou o balanço do ano passado com lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, com crescimento de 61% em relação ao exercício anterior. Os ativos totais cresceram 25%, passando para R$ 122,1 bilhões, com patrimônio de R$ 7,8 bilhões.
Apesar do crescimento, o banco reduziu o número de agências de 893 em 2009 para 865 no ano passado. Já o total de postos de atendimento recuou de 408 para 400. Segundo o presidente, o movimento de agências foi “flat”, querendo dizer estável. Pelas suas informações, o HSBC investiu R$ 100 milhões em reforma e abertura de agências no ano passado, valor que deve se repetir neste ano. “Tivemos um grupo pequeno de agências fechadas, porque não geravam os resultados esperados e estamos nos focando nas mais rentáveis”, diz, lembrando que em 2011 serão reformadas cem agências em todo o País, para que fiquem adequadas ao novo modelo internacional.
O Banco HSBC Brasil estima que o total de crédito de sua carteira irá aumentar entre 15% e 18% neste ano. Segundo o presidente da instituição, Conrado Engel, a expansão do crédito, na média, deve ficar em 16%. No ano passado, o banco elevou sua carteira em 20%, alcançando R$ 49,6 bilhões, segundo dados do balanço da instituição, divulgado hoje.
“O crédito para pequenas e médias empresas deve crescer de 20% a 22%, afirma Engel, dando mostras do principal foco de atenção do HSBC. “A pessoa física deve crescer menos de 15% e a pessoa jurídica, mais ou menos 18%.”
Segundo as contas da instituição, o crédito imobiliário registrou um saldo de 48%. Para este ano, a estimativa do presidente é repetir esse incremento. Como parte da estratégia, o HSBC fechou uma parceria com a Brasil Brokers, rede de corretoras de imóveis com atuação em todo o País, e passou a fazer o financiamento das unidades compradas. “Como eles têm mais de 10 mil corretores no Brasil, estimamos financiar de R$ 4 bilhões a R$ 4,5 bilhões em três anos” por meio da parceria, afirma Engel.
Outro acordo que o HSBC fez no ano passado foi entre sua financeira, a Losango, e a varejista Máquina de Vendas. O contrato tem validade por 18 anos e engloba todos os serviços financeiros e de cartões da empresa, que nasceu da união entre as redes Insinuante, Ricardo Eletro e City Lar. “A Losango tem uma participação muito importante em nossa estratégia, porque muitos lojistas e varejistas são grandes clientes do banco. Além disso, é uma grande distribuidora de seguros”, afirma. Também no ano passado, o HSBC deixou de atuar no consignado para o público em geral. “Nos direcionamos apenas aos clientes do banco.”
O HSBC Brasil fechou o balanço do ano passado com lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, com crescimento de 61% em relação ao exercício anterior. Os ativos totais cresceram 25%, passando para R$ 122,1 bilhões, com patrimônio de R$ 7,8 bilhões.
Apesar do crescimento, o banco reduziu o número de agências de 893 em 2009 para 865 no ano passado. Já o total de postos de atendimento recuou de 408 para 400. Segundo o presidente, o movimento de agências foi “flat”, querendo dizer estável. Pelas suas informações, o HSBC investiu R$ 100 milhões em reforma e abertura de agências no ano passado, valor que deve se repetir neste ano. “Tivemos um grupo pequeno de agências fechadas, porque não geravam os resultados esperados e estamos nos focando nas mais rentáveis”, diz, lembrando que em 2011 serão reformadas cem agências em todo o País, para que fiquem adequadas ao novo modelo internacional.
7 de fev. de 2011
MÁQUINA DE VENDAS ESCOLHE LOSANGO COMO PARCEIRA PARA FATURAR R$ 2 BI
jornal Valor Econômico 07/02/2011 - Daniele Madureira
Depois de cinco meses de negociação com os quatro maiores bancos privados do país, a Máquina de Vendas decidiu quem será o seu parceiro financeiro. A escolhida foi a Losango, financeira do HSBC. Foi formada uma joint venture entre as duas empresas, com 50% de participação para cada uma, cujo contrato tem duração de 18 anos.
"Eles ofereceram as melhores condições", disse ao Valor Luiz Carlos Batista, presidente do conselho da Máquina de Vendas, segunda maior varejista de móveis e eletroeletrônicos do país, depois de Nova Globex (Casas Bahia e Ponto Frio). No páreo, estavam Bradesco, Santander, Itaú e HSBC.
A Losango já era a financeira das três redes da Máquina de Vendas - Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar. Segundo Batista, na escolha da Losango, também pesou a multa que seria paga para a financeira por causa da quebra de contrato, caso fosse escolhido um banco concorrente.
A varejista e a financeira criaram uma promotora de vendas, que irá oferecer cartões de crédito, CDC (crédito direto ao consumidor) e empréstimos pessoais a uma carteira de 15 milhões de clientes que pertencem à da Máquina de Vendas.
"Estimamos um faturamento de R$ 2 bilhões para a promotora de vendas neste ano, o que significa um crescimento de 50% sobre o montante de crédito oferecido pelas três redes no ano passado", disse Batista.
Segundo o presidente da Losango, Hilgo Gonçalves, para os próximos cinco anos, a expectativa é que o faturamento cresça 20% ao ano. "Vamos oferecer produtos desenvolvidos de acordo com o perfil de cada região do país", afirmou o executivo ao Valor. "O 'credit score' da promotora na região Norte, por exemplo, será diferente do praticado nas capitais do Sudeste", disse.
A nova empresa, cujo nome ainda não foi definido, terá centrais de crédito exclusivas em Salvador e em Cuiabá, para analisar o perfil da clientela.
Com 750 lojas em 23 Estados e no Distrito Federal, e faturamento de R$ 5,6 bilhões em 2010, a Máquina de Vendas estima atingir receita bruta de R$ 6,5 bilhões este ano. O banco HSBC deve apoiar a expansão da varejista este ano, segundo Batista. Estão previstas 30 novas lojas.
Depois de cinco meses de negociação com os quatro maiores bancos privados do país, a Máquina de Vendas decidiu quem será o seu parceiro financeiro. A escolhida foi a Losango, financeira do HSBC. Foi formada uma joint venture entre as duas empresas, com 50% de participação para cada uma, cujo contrato tem duração de 18 anos.
"Eles ofereceram as melhores condições", disse ao Valor Luiz Carlos Batista, presidente do conselho da Máquina de Vendas, segunda maior varejista de móveis e eletroeletrônicos do país, depois de Nova Globex (Casas Bahia e Ponto Frio). No páreo, estavam Bradesco, Santander, Itaú e HSBC.
A Losango já era a financeira das três redes da Máquina de Vendas - Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar. Segundo Batista, na escolha da Losango, também pesou a multa que seria paga para a financeira por causa da quebra de contrato, caso fosse escolhido um banco concorrente.
A varejista e a financeira criaram uma promotora de vendas, que irá oferecer cartões de crédito, CDC (crédito direto ao consumidor) e empréstimos pessoais a uma carteira de 15 milhões de clientes que pertencem à da Máquina de Vendas.
"Estimamos um faturamento de R$ 2 bilhões para a promotora de vendas neste ano, o que significa um crescimento de 50% sobre o montante de crédito oferecido pelas três redes no ano passado", disse Batista.
Segundo o presidente da Losango, Hilgo Gonçalves, para os próximos cinco anos, a expectativa é que o faturamento cresça 20% ao ano. "Vamos oferecer produtos desenvolvidos de acordo com o perfil de cada região do país", afirmou o executivo ao Valor. "O 'credit score' da promotora na região Norte, por exemplo, será diferente do praticado nas capitais do Sudeste", disse.
A nova empresa, cujo nome ainda não foi definido, terá centrais de crédito exclusivas em Salvador e em Cuiabá, para analisar o perfil da clientela.
Com 750 lojas em 23 Estados e no Distrito Federal, e faturamento de R$ 5,6 bilhões em 2010, a Máquina de Vendas estima atingir receita bruta de R$ 6,5 bilhões este ano. O banco HSBC deve apoiar a expansão da varejista este ano, segundo Batista. Estão previstas 30 novas lojas.
23 de nov. de 2010
CARTÃO PRÓPRIO É A NOVA APOSTA DAS FRANQUIAS
jornal DCI 23/11/2010 - Gleyma Lima
As redes de franquias seguem a onda de redes varejistas com a adoção de cartões de crédito próprios, com benefícios e engrossam as vendas no mercado brasileiro. Segundo o consultor de negócios da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Walter Batista, outra novidade do setor é a entrada do private label para grandes franquias, algo recente no segmento. Segundo analistas, bancos como o HSBC, por meio da Losango, e o Banco do Brasil já apostam no cartão próprio como forma de fidelização de clientes. Quem deve entrar e ser um dos pioneiros no segmento é o Peixe Urbano, que afirmou que o modelo está em negociação, porém não informou o banco.
Segundo presidente da ABF, Ricardo Bomeny, os resultados positivos das franquias se deram graças ao crescimento do consumo da classe emergente e às parcerias com o governo federal.
O segmento, que esperava crescer 13% no início de 2010, deverá fechar o ano com um faturamento 19% superior ao apurado no ano passado, totalizando R$ 75 bilhões. "É um mercado consumidor novo, que tem trazido taxas de crescimento agressivas em vendas e também em unidades", comemorou o presidente da ABF, ao divulgar os números durante a 10ª Convenção ABF de Franchising, na Praia do Forte, na Bahia.
O presidente também anunciou os números do setor em 2010 e a expectativa de crescimento para 2011, que deve chegar a 15% de aumento em faturamento, a 8% em novas redes (chegando a 1920 marcas) e a 12% em número de unidades (totalizando quase 100 mil pontos-de-venda). "Vamos aproveitar a oportunidade para nortear o futuro do franchising e discutir os rumos desse crescimento para a próxima década", finalizou Ricardo Bomeny. Depois da abertura foi chamado ao palco o convidado para a primeira plenária do dia, o empresário João Dória Júnior, que compartilhou com os participantes a sua longa experiência no ramo empresarial, incluindo o setor de franchising. "Eu acredito muito no regime de franquia, é um excelente negócio para quem quer empreender, e com o fortalecimento da economia brasileira está cada vez melhor", afirmou o empresário.
Bancarização
Segundo informações do HSBC, em parceria com a Losango ele oferece a franquias benefícios como o cartão próprio (private label) para os clientes das holdings. Além disso, o banco disponibiliza um crédito de R$ 200 mil para quem deseja abrir sua franquia, ampliar ou remodelar o negócio que possui. Outra vantagem é o Giro Fácil Franquias, um crédito que adapta o seu fluxo de caixa para a reposição de estoques, pagamento de 13º salário dos seus funcionários e 24 meses para pagar. Antecipação de recebíveis como vendas a prazo no talão de cheque, cartões ou ticket.
O HSBC está há mais de 20 anos no mercado mundial de franquias e atua em mais de 80 países, o que permite que o franqueador tenha interesse ou já tenha feito a internacionalização.
A Caixa Econômica Federal não confirmou se já trabalha com o benefício, porém já volta seus olhos para o modelo de negócios e oferece benefícios como recursos para capital de giro, antecipação de receitas, financiamentos para investimentos, convênios e seguros. O programa chamado Caixa Franquias foi desenvolvido em parceria com a ABF e o Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (MDIC), com o objetivo de apresentar soluções que atendam às necessidades do setor.
O programa possui mais de 50 clientes, dentre os mais de 300 franqueadores que atuam no Brasil. Entre 2008 e 2009 o crescimento da participação da Caixa no mercado de franquias foi de 356%. Foram liberados R$ 262,5 milhões no ano anterior, contra R$ 57,5 milhões em 2008 e a projeção para este ano é a marca de R$ 300 milhões.
Projeções
Durante as palestras, John Danner, professor de vários cursos de MBA na Haas School of Business da Universidade da Califórnia em Berkeley, incluindo empreendedorismo, abordou o tema inovação do franchising.
"É uma coisa contextual, pode ser novo aqui, mas não é em outro lugar. A questão é se ela faz sentido para melhorar o negócio", enfatizou o palestrante, que também abordou temas como a capacidade do franchising nos Estados Unidos. De acordo com ele, o setor é responsável por 10% da economia americana. Em sua opinião, o Brasil caminha a passos largos e é muito bem estruturado para obter bons resultados
Dados de mercado
De acordo com a ABF, no Brasil existem 68 redes nacionais que operam em todos os cinco continentes com mais de 700 unidades no exterior.
"Esse dado, se comparado com o ano de 2000, quando eram 15 franquias, resulta em um crescimento de mais de 300% em apenas 10 anos aproximadamente", comemorou o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo.
Dentre as principais razões que impulsionam os empresários a iniciar o processo de internacionalização, 100% dos entrevistados concordam que é o fato de poder explorar globalmente seus serviços e produtos, seguido pela chance de explorar um mercado ainda não atendido (90%), o forte crescimento sobre as peculiaridades do país no qual desejam atuar (70%) e porque já estudaram meticulosamente sua inserção no mercado (65%). Atualmente no Brasil operam 1.643 redes de franquia, 90% das quais são nacionais.
Em 2009 cerca de 264 novas redes surgiram no mercado, um aumento de 19,1%, totalizando 1.643 marcas com 80 mil lojas franqueadas.
A repórter viajou a convite da ABF
As redes de franquias seguem a onda de redes varejistas com a adoção de cartões de crédito próprios, com benefícios e engrossam as vendas no mercado brasileiro. Segundo o consultor de negócios da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Walter Batista, outra novidade do setor é a entrada do private label para grandes franquias, algo recente no segmento. Segundo analistas, bancos como o HSBC, por meio da Losango, e o Banco do Brasil já apostam no cartão próprio como forma de fidelização de clientes. Quem deve entrar e ser um dos pioneiros no segmento é o Peixe Urbano, que afirmou que o modelo está em negociação, porém não informou o banco.
Segundo presidente da ABF, Ricardo Bomeny, os resultados positivos das franquias se deram graças ao crescimento do consumo da classe emergente e às parcerias com o governo federal.
O segmento, que esperava crescer 13% no início de 2010, deverá fechar o ano com um faturamento 19% superior ao apurado no ano passado, totalizando R$ 75 bilhões. "É um mercado consumidor novo, que tem trazido taxas de crescimento agressivas em vendas e também em unidades", comemorou o presidente da ABF, ao divulgar os números durante a 10ª Convenção ABF de Franchising, na Praia do Forte, na Bahia.
O presidente também anunciou os números do setor em 2010 e a expectativa de crescimento para 2011, que deve chegar a 15% de aumento em faturamento, a 8% em novas redes (chegando a 1920 marcas) e a 12% em número de unidades (totalizando quase 100 mil pontos-de-venda). "Vamos aproveitar a oportunidade para nortear o futuro do franchising e discutir os rumos desse crescimento para a próxima década", finalizou Ricardo Bomeny. Depois da abertura foi chamado ao palco o convidado para a primeira plenária do dia, o empresário João Dória Júnior, que compartilhou com os participantes a sua longa experiência no ramo empresarial, incluindo o setor de franchising. "Eu acredito muito no regime de franquia, é um excelente negócio para quem quer empreender, e com o fortalecimento da economia brasileira está cada vez melhor", afirmou o empresário.
Bancarização
Segundo informações do HSBC, em parceria com a Losango ele oferece a franquias benefícios como o cartão próprio (private label) para os clientes das holdings. Além disso, o banco disponibiliza um crédito de R$ 200 mil para quem deseja abrir sua franquia, ampliar ou remodelar o negócio que possui. Outra vantagem é o Giro Fácil Franquias, um crédito que adapta o seu fluxo de caixa para a reposição de estoques, pagamento de 13º salário dos seus funcionários e 24 meses para pagar. Antecipação de recebíveis como vendas a prazo no talão de cheque, cartões ou ticket.
O HSBC está há mais de 20 anos no mercado mundial de franquias e atua em mais de 80 países, o que permite que o franqueador tenha interesse ou já tenha feito a internacionalização.
A Caixa Econômica Federal não confirmou se já trabalha com o benefício, porém já volta seus olhos para o modelo de negócios e oferece benefícios como recursos para capital de giro, antecipação de receitas, financiamentos para investimentos, convênios e seguros. O programa chamado Caixa Franquias foi desenvolvido em parceria com a ABF e o Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (MDIC), com o objetivo de apresentar soluções que atendam às necessidades do setor.
O programa possui mais de 50 clientes, dentre os mais de 300 franqueadores que atuam no Brasil. Entre 2008 e 2009 o crescimento da participação da Caixa no mercado de franquias foi de 356%. Foram liberados R$ 262,5 milhões no ano anterior, contra R$ 57,5 milhões em 2008 e a projeção para este ano é a marca de R$ 300 milhões.
Projeções
Durante as palestras, John Danner, professor de vários cursos de MBA na Haas School of Business da Universidade da Califórnia em Berkeley, incluindo empreendedorismo, abordou o tema inovação do franchising.
"É uma coisa contextual, pode ser novo aqui, mas não é em outro lugar. A questão é se ela faz sentido para melhorar o negócio", enfatizou o palestrante, que também abordou temas como a capacidade do franchising nos Estados Unidos. De acordo com ele, o setor é responsável por 10% da economia americana. Em sua opinião, o Brasil caminha a passos largos e é muito bem estruturado para obter bons resultados
Dados de mercado
De acordo com a ABF, no Brasil existem 68 redes nacionais que operam em todos os cinco continentes com mais de 700 unidades no exterior.
"Esse dado, se comparado com o ano de 2000, quando eram 15 franquias, resulta em um crescimento de mais de 300% em apenas 10 anos aproximadamente", comemorou o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo.
Dentre as principais razões que impulsionam os empresários a iniciar o processo de internacionalização, 100% dos entrevistados concordam que é o fato de poder explorar globalmente seus serviços e produtos, seguido pela chance de explorar um mercado ainda não atendido (90%), o forte crescimento sobre as peculiaridades do país no qual desejam atuar (70%) e porque já estudaram meticulosamente sua inserção no mercado (65%). Atualmente no Brasil operam 1.643 redes de franquia, 90% das quais são nacionais.
Em 2009 cerca de 264 novas redes surgiram no mercado, um aumento de 19,1%, totalizando 1.643 marcas com 80 mil lojas franqueadas.
A repórter viajou a convite da ABF
Marcadores:
ABF,
Banco do Brasil,
cartão private label,
franquias,
HSBC,
Losango
10 de nov. de 2010
BANCOS EVITAM ALONGAR PRAZOS NO FIM DO ANO
jornal Brasil Econômico 10/11/2010 - Ana Paula Ribeiro
A demanda fortemente aquecida deve evitar que as instituições financeiras, em parceria com o varejo, façam uma guerra de preços e prazos de financiamento para estimular as compras a prazo no final do ano. A conquista do cliente virá não por uma melhora nessas condições, que são consideradas suficientes, mas sim por uma maior agressividade comercial, como promoções e a forma de abordar os clientes. "É claro que o crédito é fundamental para estimular o consumo, mas não vejo necessidade em alongar os prazos e também não espero uma guerra de preços", afirma o consultor Boanerges Ramos Freire, da Boanerges & Cia.
O consultor lembra que os prazos de financiamento hoje estão mais longos do que no pré-crise. A crise financeira que eclodiu a partir de setembro de 2008 causou redução nos prazos, mas eles voltaram a crescer e hoje chegam a 541 dias nas operações para a pessoa física, segundo dados do Banco Central referentes a setembro. Em 12 meses, o aumento é de 35 dias no prazo médio.
Em relação à agressividade comercial, algumas instituições financeiras tentam ter uma abordagem diferente para ganhar espaço nas redes de varejo parceiras. E o caso da Losango, promotora de vendas do HSBC, que disponibiliza aos varejistas atendimento diário, inclusive em finais de semana e feriado, para garantir maior agilidade na aprovação de propostas.
Outra iniciativa da instituição foi realizar um trabalho de conscientização do crédito, para evitar problemas de inadimplência no futuro. "Buscamos um pacto com o varejista para que ele conheça melhor as necessidades dos clientes", explica o presidente da Losango, Hilgo Gonçalves.
Para isso, segundo o executivo, foi realizado um grande investimento em tecnologia para garantir que as propostas sejam processadas no menor prazo possível. “Conseguimos aprovar um crédito em até oito segundos", comemora.
Ainda no sentido de tentar oferecer o crédito adequado, Gonçalves explica que o prazo máximo de financiamento com os parceiros varia de acordo com a atividade de cada varejista. No ramo de vestuário, os prazos costumam ficar no máximo em seis meses. Já para materiais de construção, o cliente pode pagar em 24 ou 36 vezes.
Para estreitar a relação com os parceiros, a Losango iniciou uma campanha que permitirá aos vendedores das lojas parceiras concorrer a premiações, como motocicletas e casas, em um programa chamado "Talento Premiado".
No Bradesco, a avaliação é também a de que não é preciso ofertar prazos maiores. "Não vemos essa necessidade. Na prática, os prazos mais longos têm uma participação pequena no total do financiamento", explica o diretor de private label (cartões de redes varejistas) do Bradesco, Wagner Aguado. De acordo com ele, o prazo máximo na maioria dos acordos é de 24 meses. Entre elas, estão Casas Bahia, C&A, e G.Barbosa, sendo mais de 15 milhões de plásticos.
Aguado explica que a maior preocupação no momento é prestar assessoria aos parceiros com as condições atrativas que já são praticadas e que serão mantidas. "Temos uma área só para desenvolver produtos para esses consumidores dentro dos varejistas parceiros." '
Exceções
Embora no geral não deva ocorrer afrouxamento nos prazos, os executivos que cuidam das parcerias com o varejo não descartam ajustes pontuais. "Vão acontecer algumas promoções específicas, mais para atender à estratégia do varejo do que a nossa", afirma o presidente da financeira Cetelem, Marcos Etchegoyen.
A avaliação é a mesma no Banrisul, que possui a rede de compras Banricompras. A diretora comercial do banco gaúcho, Marinês Bilhar, explica que os prazos são de até 12 meses, mas que em alguns casos a quantidade máxima de parcelas pode ser ajustada. "Além disso, estamos preparados para intensificar a antecipação de recebíveis no final do ano", diz.
Essas parcerias, para o banco, funcionam como um meio de conquistar e fidelizar as pequenas e médias empresas.
A demanda fortemente aquecida deve evitar que as instituições financeiras, em parceria com o varejo, façam uma guerra de preços e prazos de financiamento para estimular as compras a prazo no final do ano. A conquista do cliente virá não por uma melhora nessas condições, que são consideradas suficientes, mas sim por uma maior agressividade comercial, como promoções e a forma de abordar os clientes. "É claro que o crédito é fundamental para estimular o consumo, mas não vejo necessidade em alongar os prazos e também não espero uma guerra de preços", afirma o consultor Boanerges Ramos Freire, da Boanerges & Cia.
O consultor lembra que os prazos de financiamento hoje estão mais longos do que no pré-crise. A crise financeira que eclodiu a partir de setembro de 2008 causou redução nos prazos, mas eles voltaram a crescer e hoje chegam a 541 dias nas operações para a pessoa física, segundo dados do Banco Central referentes a setembro. Em 12 meses, o aumento é de 35 dias no prazo médio.
Em relação à agressividade comercial, algumas instituições financeiras tentam ter uma abordagem diferente para ganhar espaço nas redes de varejo parceiras. E o caso da Losango, promotora de vendas do HSBC, que disponibiliza aos varejistas atendimento diário, inclusive em finais de semana e feriado, para garantir maior agilidade na aprovação de propostas.
Outra iniciativa da instituição foi realizar um trabalho de conscientização do crédito, para evitar problemas de inadimplência no futuro. "Buscamos um pacto com o varejista para que ele conheça melhor as necessidades dos clientes", explica o presidente da Losango, Hilgo Gonçalves.
Para isso, segundo o executivo, foi realizado um grande investimento em tecnologia para garantir que as propostas sejam processadas no menor prazo possível. “Conseguimos aprovar um crédito em até oito segundos", comemora.
Ainda no sentido de tentar oferecer o crédito adequado, Gonçalves explica que o prazo máximo de financiamento com os parceiros varia de acordo com a atividade de cada varejista. No ramo de vestuário, os prazos costumam ficar no máximo em seis meses. Já para materiais de construção, o cliente pode pagar em 24 ou 36 vezes.
Para estreitar a relação com os parceiros, a Losango iniciou uma campanha que permitirá aos vendedores das lojas parceiras concorrer a premiações, como motocicletas e casas, em um programa chamado "Talento Premiado".
No Bradesco, a avaliação é também a de que não é preciso ofertar prazos maiores. "Não vemos essa necessidade. Na prática, os prazos mais longos têm uma participação pequena no total do financiamento", explica o diretor de private label (cartões de redes varejistas) do Bradesco, Wagner Aguado. De acordo com ele, o prazo máximo na maioria dos acordos é de 24 meses. Entre elas, estão Casas Bahia, C&A, e G.Barbosa, sendo mais de 15 milhões de plásticos.
Aguado explica que a maior preocupação no momento é prestar assessoria aos parceiros com as condições atrativas que já são praticadas e que serão mantidas. "Temos uma área só para desenvolver produtos para esses consumidores dentro dos varejistas parceiros." '
Exceções
Embora no geral não deva ocorrer afrouxamento nos prazos, os executivos que cuidam das parcerias com o varejo não descartam ajustes pontuais. "Vão acontecer algumas promoções específicas, mais para atender à estratégia do varejo do que a nossa", afirma o presidente da financeira Cetelem, Marcos Etchegoyen.
A avaliação é a mesma no Banrisul, que possui a rede de compras Banricompras. A diretora comercial do banco gaúcho, Marinês Bilhar, explica que os prazos são de até 12 meses, mas que em alguns casos a quantidade máxima de parcelas pode ser ajustada. "Além disso, estamos preparados para intensificar a antecipação de recebíveis no final do ano", diz.
Essas parcerias, para o banco, funcionam como um meio de conquistar e fidelizar as pequenas e médias empresas.
Marcadores:
Bradesco,
Cetelem. Banricompras,
Losango
29 de out. de 2010
HSBC USA E-LEARNING PARA CAPACITAR COLABORADORES DA REDE DE CARTÕES DE CRÉDITO
portal Paranashop 27/10/2010
Com o objetivo de preparar seus representantes com informações essenciais sobre o funcionamento do cartão Losango (www.losango.com.br), o HSBC Bank Brasil (www.hsbc.com.br) desenvolveu um curso em e-learning, chamado “Estrutura de Cartões”, que teve seu conteúdo roteirizado e midiatizado pela Digital SK (www.digitalsk.com.br), empresa franco-brasileira que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. O treinamento tem três versões: uma para lojistas, outra para a central de atendimento e uma terceira para colaboradores das filiais Losango.
O HSBC adquiriu, em 2003, os direitos sobre a Losango, hoje a maior promotora de vendas do país, oferecendo aos clientes de seu cartão de crédito uma rede com mais de um milhão de estabelecimentos.
O treinamento será publicado em versão SCORM* e, no caso das versões para lojistas e centrais de atendimento, disponibilizado na plataforma Moodle (ambiente de aprendizagem virtual mais usado no mundo). Por meio de recursos como animações, ilustrações e avaliação, os colaboradores serão capacitados sobre os tipos de cartão e as diferentes soluções financeiras da empresa.
*Coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web.
Sobre a Digital SK - A Digital SK (www.digitalsk.com.br) é uma empresa franco-brasileira, certificada pela norma ISO 9001:2008, que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. Através de conteúdos de qualidade e tecnologias inovadoras desenvolvidas em conjunto com parceiros internacionais, a Digital SK permite a organizações públicas e privadas desenvolver e conduzir treinamentos mais eficientes, alinhados aos seus objetivos estratégicos. Presente no mercado brasileiro há cinco anos, atende clientes nos mais variados segmentos como Citroën, L’Oréal, HSBC, Volvo, Renault, Electrolux, CPFL, Hospital Albert Einstein, Boehringer-Ingelheim, SENAC, SEBRAE, SENAI, entre outros. [bruna@kantharos.com.br]
Com o objetivo de preparar seus representantes com informações essenciais sobre o funcionamento do cartão Losango (www.losango.com.br), o HSBC Bank Brasil (www.hsbc.com.br) desenvolveu um curso em e-learning, chamado “Estrutura de Cartões”, que teve seu conteúdo roteirizado e midiatizado pela Digital SK (www.digitalsk.com.br), empresa franco-brasileira que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. O treinamento tem três versões: uma para lojistas, outra para a central de atendimento e uma terceira para colaboradores das filiais Losango.
O HSBC adquiriu, em 2003, os direitos sobre a Losango, hoje a maior promotora de vendas do país, oferecendo aos clientes de seu cartão de crédito uma rede com mais de um milhão de estabelecimentos.
O treinamento será publicado em versão SCORM* e, no caso das versões para lojistas e centrais de atendimento, disponibilizado na plataforma Moodle (ambiente de aprendizagem virtual mais usado no mundo). Por meio de recursos como animações, ilustrações e avaliação, os colaboradores serão capacitados sobre os tipos de cartão e as diferentes soluções financeiras da empresa.
*Coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web.
Sobre a Digital SK - A Digital SK (www.digitalsk.com.br) é uma empresa franco-brasileira, certificada pela norma ISO 9001:2008, que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. Através de conteúdos de qualidade e tecnologias inovadoras desenvolvidas em conjunto com parceiros internacionais, a Digital SK permite a organizações públicas e privadas desenvolver e conduzir treinamentos mais eficientes, alinhados aos seus objetivos estratégicos. Presente no mercado brasileiro há cinco anos, atende clientes nos mais variados segmentos como Citroën, L’Oréal, HSBC, Volvo, Renault, Electrolux, CPFL, Hospital Albert Einstein, Boehringer-Ingelheim, SENAC, SEBRAE, SENAI, entre outros. [bruna@kantharos.com.br]
Marcadores:
cartão de crédito,
Digital SK,
e-learning,
HSBC,
Losango
28 de out. de 2010
HSBC USA E-LEARNING PARA CAPACITAR COLABORADORES DA REDE DE CARTÕES DE CRÉDITO
portal Paranashop 27/10/2010
Com o objetivo de preparar seus representantes com informações essenciais sobre o funcionamento do cartão Losango (www.losango.com.br), o HSBC Bank Brasil (www.hsbc.com.br) desenvolveu um curso em e-learning, chamado “Estrutura de Cartões”, que teve seu conteúdo roteirizado e midiatizado pela Digital SK (www.digitalsk.com.br), empresa franco-brasileira que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. O treinamento tem três versões: uma para lojistas, outra para a central de atendimento e uma terceira para colaboradores das filiais Losango.
O HSBC adquiriu, em 2003, os direitos sobre a Losango, hoje a maior promotora de vendas do país, oferecendo aos clientes de seu cartão de crédito uma rede com mais de um milhão de estabelecimentos.
O treinamento será publicado em versão SCORM* e, no caso das versões para lojistas e centrais de atendimento, disponibilizado na plataforma Moodle (ambiente de aprendizagem virtual mais usado no mundo). Por meio de recursos como animações, ilustrações e avaliação, os colaboradores serão capacitados sobre os tipos de cartão e as diferentes soluções financeiras da empresa.
*Coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web.
Sobre a Digital SK - A Digital SK (www.digitalsk.com.br) é uma empresa franco-brasileira, certificada pela norma ISO 9001:2008, que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. Através de conteúdos de qualidade e tecnologias inovadoras desenvolvidas em conjunto com parceiros internacionais, a Digital SK permite a organizações públicas e privadas desenvolver e conduzir treinamentos mais eficientes, alinhados aos seus objetivos estratégicos. Presente no mercado brasileiro há cinco anos, atende clientes nos mais variados segmentos como Citroën, L’Oréal, HSBC, Volvo, Renault, Electrolux, CPFL, Hospital Albert Einstein, Boehringer-Ingelheim, SENAC, SEBRAE, SENAI, entre outros. [bruna@kantharos.com.br]
Com o objetivo de preparar seus representantes com informações essenciais sobre o funcionamento do cartão Losango (www.losango.com.br), o HSBC Bank Brasil (www.hsbc.com.br) desenvolveu um curso em e-learning, chamado “Estrutura de Cartões”, que teve seu conteúdo roteirizado e midiatizado pela Digital SK (www.digitalsk.com.br), empresa franco-brasileira que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. O treinamento tem três versões: uma para lojistas, outra para a central de atendimento e uma terceira para colaboradores das filiais Losango.
O HSBC adquiriu, em 2003, os direitos sobre a Losango, hoje a maior promotora de vendas do país, oferecendo aos clientes de seu cartão de crédito uma rede com mais de um milhão de estabelecimentos.
O treinamento será publicado em versão SCORM* e, no caso das versões para lojistas e centrais de atendimento, disponibilizado na plataforma Moodle (ambiente de aprendizagem virtual mais usado no mundo). Por meio de recursos como animações, ilustrações e avaliação, os colaboradores serão capacitados sobre os tipos de cartão e as diferentes soluções financeiras da empresa.
*Coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web.
Sobre a Digital SK - A Digital SK (www.digitalsk.com.br) é uma empresa franco-brasileira, certificada pela norma ISO 9001:2008, que desenvolve soluções completas, abertas e integradas de e-learning para projetos de educação corporativa e acadêmica. Através de conteúdos de qualidade e tecnologias inovadoras desenvolvidas em conjunto com parceiros internacionais, a Digital SK permite a organizações públicas e privadas desenvolver e conduzir treinamentos mais eficientes, alinhados aos seus objetivos estratégicos. Presente no mercado brasileiro há cinco anos, atende clientes nos mais variados segmentos como Citroën, L’Oréal, HSBC, Volvo, Renault, Electrolux, CPFL, Hospital Albert Einstein, Boehringer-Ingelheim, SENAC, SEBRAE, SENAI, entre outros. [bruna@kantharos.com.br]
Marcadores:
cartão de crédito,
e-learning,
HSBC,
Losango
13 de out. de 2010
HSBC TEM NOVO DIRETOR PARA CARTÕES
portal Cliente S/A 13/10/2010
O executivo Fernando Pantaleão é o novo diretor de cartões do HSBC. Com 20 anos de experiência no mercado de bens de consumo e financeiro, será responsável por todo o segmento de cartões do HSBC e da Losango. Pantaleão teve passagens pela Redecard, Natura e Itaucard. O executivo é formado em engenharia de produção pela UFRJ com pós-graduação e participação em programas executivos na PUC, FGV, Wharton e Kellog.
O executivo Fernando Pantaleão é o novo diretor de cartões do HSBC. Com 20 anos de experiência no mercado de bens de consumo e financeiro, será responsável por todo o segmento de cartões do HSBC e da Losango. Pantaleão teve passagens pela Redecard, Natura e Itaucard. O executivo é formado em engenharia de produção pela UFRJ com pós-graduação e participação em programas executivos na PUC, FGV, Wharton e Kellog.
Marcadores:
cartão de crédito,
Fernando Pantaleão,
HSBC,
Losango
17 de set. de 2010
FINANCEIRAS DEIXAM AS RUAS E AMPLIAM PARCERIA COM VAREJO
jornal Brasil Econômico 17/09/2010 - Maria Luiza Filgueiras
A abordagem a um transeunte no centro da cidade por um vendedor de crédito, trajado de colete corporativo colorido, para oferecer empréstimos com taxas acima de 10% ao mês ficou para trás. A mudança de posicionamento das financeiras, iniciada há pouco mais de dois anos, mostra agora os resultados de consolidação: as marcas saíram das ruas e ganharam as redes de comércio e serviços, e muitas bandeiras estão próximas da extinção.
É o caso da Taií e da Fininvest, entre as mais tradicionais e que pertenciam, respectivamente, ao Itaú e ao Unibanco, e foram unidas com a fusão dos bancos. A Taií chegou a ter 250 lojas e a Fininvest ultrapassava 300 unidades. Hoje, nenhuma das marcas tem sequer um ponto de venda na rua e vão desaparecendo no contato direto com o cliente. "Com a fusão, a decisão estratégica institucional é restringir o posicionamento de cartão de crédito, principal canal de financiamento hoje, às marcas Itaucard e Hipercard", afirma Marcos Magalhães, diretor do Itaú Unibanco. "Taií e Fininvest não são mais usadas na conquista de clientes."
No grupo HSBC, o posicionamento também mudou, mas não de forma tão radical. A Losango reduziu consideravelmente a representatividade do negócio de rua, mas continua sendo a marca forte do banco na abordagem do público de menor renda. A decisão foi tomada em 2008 e o resultado foi a redução da fatia de empréstimo pessoal (o produto mais típico da loja de rua) de 12% para 6% do volume de originação anual.
No ano passado, a Losango ainda tinha 130 lojas. "Mantivemos 70 lojas, para estratégia de marca nos principais estados, mas não fazemos a abordagem de rua. Nossa missão mudou e hoje é ser a melhor promotora de vendas de serviços financeiros para o varejista", define Hilgo Gonçalves, diretor da Losango. "Levamos soluções ao pequeno varejista de Itaquatiara, no Amazonas, à Máquina de Vendas."
Essa mudança, segundo os executivos, está estreitamente relacionada à evolução do cenário macroeconômico. A oferta de crédito caro para quem estava com divida atrasada ou para compra de bens de consumo era a alternativa para um público sem comprovação de renda e sem acesso a taxas menores. "As financeiras surgiram numa época em que não havia bancarização da baixa renda, contexto que mudou com cartão de crédito e consignado", diz Magalhães. "Embora a precificação de empréstimo pessoal fosse adequada ao perfil do público do canal, é incompatível com a dinâmica de crédito atual, de grande escala".
Para se ter ideia, o crédito consignado representou em julho 60% do montante concedido de crédito pessoal, segundo o Banco Central. Há cinco anos, mal chegava a 40%. Em volume financeiro, o salto do consignado foi de R$ 19 bilhões para R$ 126 bilhões no comparativo.
"A estrutura de rua é cara e atende a um cliente ruim, que tem perfil de crédito negativo, em geral, e busca dinheiro para quitar outra dívida. Para compensar a taxa de inadimplência alta, os juros também são altos, mas a rentabilidade não", resume Boanerges Freire, diretor da Boanerges Consultoria em Varejo Financeiro. Além da concorrência dos bancos, as financeiras também ganharam a competição do próprio varejo. Freire destaca que 25% das financeiras registradas no BC são de redes de comércio.
Força de vendas é multiplicada
Alterar a estratégia de mercado, oferecendo crédito mais barato para um consumidor com perfil de risco menor, via parceria com varejistas, também resulta em reforço na distribuição de produtos. A iniciativa da Losango foi treinar os vendedores das lojas com as quais tem parceria, para que eles também ajudem a enquadrar o cliente no melhor produto financeiro. Arredondar a renda mensal de R$ 510 para R$ 550 é uma distorção de quase 10%, ressalta Hilgo Gonçalves, diretor da Losango.
"Isso gera impacto na capacidade de pagamento do consumidor. O que queremos é que, com um treinamento que dura 30 minutos pela internet, os vendedores ajudem o consumidor a prestar informações adequadas e identificar o produto adequado", diz o executivo. "O que a gente não quer, e nem a loja, é que o cliente fique inadimplente." Caso contrário, os juros tendem a aumentar e a capacidade de consumo diminui. Hoje, a taxa de inadimplência (90 dias) no crédito direto (CDC) é de 4,65% na Losango.
O treinamento da Losango já foi feito com 2 mil pessoas no programa piloto de "crédito sustentável". Agora, a financeira parte para a abordagem a 35 mil vendedores. É uma multiplicação de força de vendas, considerando que o total de vendedores próprios da Losango é cerca de 300 pessoas. "Recebemos 10 milhões de propostas
de crédito por ano e tomamos oito segundos para avaliação. Quanto mais informações desse cliente tivermos, mais rápida e eficiente será a concessão", diz Gonçalves. Segundo ele, houve um aumento da ordem de 4% na taxa de aprovação de crédito.
Para Felix Cardamone, diretor da Aymore Financeira, do grupo Santander, outro ponto de destaque na distribuição via intermediários é a conveniência, que estimula vendas. "No nosso mercado principal, que é o financiamento de veículos, o consumidor negocia o crédito quando está comprando o carro e pode sair inclusive com o IPVA financiado", diz. O financiamento de veículos representa 80% da originação da casa, que sempre optou por atuação via intermediários, sem loja de rua.
Os executivos ponderam que o atual modelo de financeira é mais próximo do que se tem em mercados maduros. "As financeiras que pescavam em mar aberto, correndo o risco de pegar tubarão, agora estão no pesqueiro, com clientes previamente selecionados", resume o consultor Boanerges Freire.
A abordagem a um transeunte no centro da cidade por um vendedor de crédito, trajado de colete corporativo colorido, para oferecer empréstimos com taxas acima de 10% ao mês ficou para trás. A mudança de posicionamento das financeiras, iniciada há pouco mais de dois anos, mostra agora os resultados de consolidação: as marcas saíram das ruas e ganharam as redes de comércio e serviços, e muitas bandeiras estão próximas da extinção.
É o caso da Taií e da Fininvest, entre as mais tradicionais e que pertenciam, respectivamente, ao Itaú e ao Unibanco, e foram unidas com a fusão dos bancos. A Taií chegou a ter 250 lojas e a Fininvest ultrapassava 300 unidades. Hoje, nenhuma das marcas tem sequer um ponto de venda na rua e vão desaparecendo no contato direto com o cliente. "Com a fusão, a decisão estratégica institucional é restringir o posicionamento de cartão de crédito, principal canal de financiamento hoje, às marcas Itaucard e Hipercard", afirma Marcos Magalhães, diretor do Itaú Unibanco. "Taií e Fininvest não são mais usadas na conquista de clientes."
No grupo HSBC, o posicionamento também mudou, mas não de forma tão radical. A Losango reduziu consideravelmente a representatividade do negócio de rua, mas continua sendo a marca forte do banco na abordagem do público de menor renda. A decisão foi tomada em 2008 e o resultado foi a redução da fatia de empréstimo pessoal (o produto mais típico da loja de rua) de 12% para 6% do volume de originação anual.
No ano passado, a Losango ainda tinha 130 lojas. "Mantivemos 70 lojas, para estratégia de marca nos principais estados, mas não fazemos a abordagem de rua. Nossa missão mudou e hoje é ser a melhor promotora de vendas de serviços financeiros para o varejista", define Hilgo Gonçalves, diretor da Losango. "Levamos soluções ao pequeno varejista de Itaquatiara, no Amazonas, à Máquina de Vendas."
Essa mudança, segundo os executivos, está estreitamente relacionada à evolução do cenário macroeconômico. A oferta de crédito caro para quem estava com divida atrasada ou para compra de bens de consumo era a alternativa para um público sem comprovação de renda e sem acesso a taxas menores. "As financeiras surgiram numa época em que não havia bancarização da baixa renda, contexto que mudou com cartão de crédito e consignado", diz Magalhães. "Embora a precificação de empréstimo pessoal fosse adequada ao perfil do público do canal, é incompatível com a dinâmica de crédito atual, de grande escala".
Para se ter ideia, o crédito consignado representou em julho 60% do montante concedido de crédito pessoal, segundo o Banco Central. Há cinco anos, mal chegava a 40%. Em volume financeiro, o salto do consignado foi de R$ 19 bilhões para R$ 126 bilhões no comparativo.
"A estrutura de rua é cara e atende a um cliente ruim, que tem perfil de crédito negativo, em geral, e busca dinheiro para quitar outra dívida. Para compensar a taxa de inadimplência alta, os juros também são altos, mas a rentabilidade não", resume Boanerges Freire, diretor da Boanerges Consultoria em Varejo Financeiro. Além da concorrência dos bancos, as financeiras também ganharam a competição do próprio varejo. Freire destaca que 25% das financeiras registradas no BC são de redes de comércio.
Força de vendas é multiplicada
Alterar a estratégia de mercado, oferecendo crédito mais barato para um consumidor com perfil de risco menor, via parceria com varejistas, também resulta em reforço na distribuição de produtos. A iniciativa da Losango foi treinar os vendedores das lojas com as quais tem parceria, para que eles também ajudem a enquadrar o cliente no melhor produto financeiro. Arredondar a renda mensal de R$ 510 para R$ 550 é uma distorção de quase 10%, ressalta Hilgo Gonçalves, diretor da Losango.
"Isso gera impacto na capacidade de pagamento do consumidor. O que queremos é que, com um treinamento que dura 30 minutos pela internet, os vendedores ajudem o consumidor a prestar informações adequadas e identificar o produto adequado", diz o executivo. "O que a gente não quer, e nem a loja, é que o cliente fique inadimplente." Caso contrário, os juros tendem a aumentar e a capacidade de consumo diminui. Hoje, a taxa de inadimplência (90 dias) no crédito direto (CDC) é de 4,65% na Losango.
O treinamento da Losango já foi feito com 2 mil pessoas no programa piloto de "crédito sustentável". Agora, a financeira parte para a abordagem a 35 mil vendedores. É uma multiplicação de força de vendas, considerando que o total de vendedores próprios da Losango é cerca de 300 pessoas. "Recebemos 10 milhões de propostas
de crédito por ano e tomamos oito segundos para avaliação. Quanto mais informações desse cliente tivermos, mais rápida e eficiente será a concessão", diz Gonçalves. Segundo ele, houve um aumento da ordem de 4% na taxa de aprovação de crédito.
Para Felix Cardamone, diretor da Aymore Financeira, do grupo Santander, outro ponto de destaque na distribuição via intermediários é a conveniência, que estimula vendas. "No nosso mercado principal, que é o financiamento de veículos, o consumidor negocia o crédito quando está comprando o carro e pode sair inclusive com o IPVA financiado", diz. O financiamento de veículos representa 80% da originação da casa, que sempre optou por atuação via intermediários, sem loja de rua.
Os executivos ponderam que o atual modelo de financeira é mais próximo do que se tem em mercados maduros. "As financeiras que pescavam em mar aberto, correndo o risco de pegar tubarão, agora estão no pesqueiro, com clientes previamente selecionados", resume o consultor Boanerges Freire.
Assinar:
Postagens (Atom)



