portal Executivos Financeiros 03/01/2011
O vice-presidente executivo de finanças e diretor de relações com investidores da Cielo, Marcos Grodetzky, renunciou aos cargos.
Em reunião do Conselho de Administração realizada hoje (03) Clovis Poggetti Junior foi eleito para ocupar as funções. Poggetti Junior integra a equipe da companhia desde maio de 2007, inicialmente como diretor de controladoria e depois como diretor de finanças.
A Cielo esclarece, em nota, que a renúncia foi motivada por decisão pessoal e que não estão sendo efetivadas mudanças na estrutura organizacional da companhia.
3 de jan. de 2011
ENTREVISTA: PAULO GUZZO, VP DE TI DA CIELO
portal IT Web 03/01/2011 - Roberta Prescott (InformationWeek Brasil)
Quem escuta o vice-presidente-executivo de tecnologia e operações da Cielo, Paulo Guzzo, dizer que, apesar de a relevância da TI para o negócio ser inegável, seu departamento sabe que seu papel se restringe a suportar a estratégia da empresa, pode ficar com a impressão equivocada de que a área tem importância diminuída por lá. Durante a entrevista exclusiva à InformationWeek Brasil, Guzzo fez questão de deixar claro de que não é a TI que direciona o negócio.
Contudo, ao sair da companhia, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo, questionei-me se não seria modéstia do VP, de 41 anos. Afinal, durante as quase duas horas que conversamos, não faltaram menções sobre projetos arrojados que, se a TI não liderou, exerceu papel estratégico para a viabilização. Um exemplo: gerar relatórios de inteligência competitiva a partir dos dados referentes às transações. Além, lógico, de suportar o novo momento da Cielo, que deixa a exclusividade com a Visa e passa a suportar outras bandeiras.
InformationWeek Brasil — Como a mudança para a Cielo passar a aceitar diversas bandeiras afeta a TI?
Paulo Guzzo — Não complicou a operação, mas tivemos de fazer um processo de preparação para adaptar as infraestruturas sistêmica, tecnológica e de rede de captura para esta nova realidade. Mais de 170 processos foram impactados. Não digo que foi a complexidade que aumentou, mas a possibilidade de novas ofertas. Não fizemos um trabalho para ser simplesmente Mastercard, mas também outras bandeiras, como Amex [American Express]. Tivemos de preparar o ambiente para ter agilidade para esta oferta adicional e sair do contexto de condição de unicidade para suportar outras entidades de maneira equivalente.
IWB — Como está o cenário hoje?
Guzzo — Temos uma equipe preparada para o novo contexto e deixamos nossa plataforma versátil a ponto de conseguir rapidamente trazer novas possibilidades. O melhor exemplo é a Amex. Fechamos [o acordo] em 1º de julho e já temos [em 13/7, quando concedeu a entrevista] mais de 91 mil estabelecimentos credenciados. Até o fim de julho deve ser um número muito maior.
IWB — O que mudou? Foi software dentro da máquina?
Guzzo — Nós fizemos uma adaptação. Ao longo do tempo, evoluímos a plataforma de captura lá na ponta, onde roda o aplicativo no dispositivo, no POS. Em 2004, começamos um projeto no qual aportamos um browser padrão WAP e fomos aprimorando-o para que ele conseguisse suportar todas as nossas necessidades de features do produto. A realidade antes disto era que cada fornecedor de equipamento desenvolvia sua própria aplicação. O dispositivo é de segurança e é considerado na indústria de pagamento como um HSM (hardware security modem) e, quando colocamos o browser, isolamos a camada do sistema operacional. Assim, extrapolamos a camada de desenvolvimento e passamos a ter possibilidades como uma única aplicação rodar na plataforma inteira. Isto traz uma agilidade muito maior para colocar produtos e serviços no mercado, além de ser uma forma centralizada de atendimento, com ganhos de produtividade, logística e manutenção. Uma vez que estou usando um aplicativo baseado na web posso me conectar a qualquer outra empresa, que pode ser um parceiro de negócio. Por exemplo, baixar notícias. Nós fomos amadurecendo esta solução e hoje ela roda em mais de 1,2 milhão de equipamentos.
IWB — Como era antes?
Guzzo — No fim de 2008, existiam mais de 200 versões de aplicativos na rua. Agora, estamos com quatro. A complexidade ficou muito reduzida, porque conseguimos trabalhar em um ponto único de desenvolvimento.
IWB — A quebra da exclusividade aumenta concorrência. O que a Cielo vem fazendo para se manter na liderança?
Guzzo — Existem diversas ações e algumas coisas remetem à área de tecnologia, como disponibilidade e capacidade de processamento. Também revisamos, no ano passado, todas as parcerias que temos com operadores logísticos, de ação em campo e de help desk. Por exemplo, trocamos a solução de captura e temos pacotes que estabelecem o tempo levado para trocá-la. Refinamos este trabalho, trocamos um dos parceiros. A extensão territorial do Brasil é muito grande e complexa e estamos conseguindo trabalhar com índices de atendimento logístico acima de 95%.
IWB — Como?
Guzzo — Trabalhamos com inteligência de mercado envolvendo mais áreas. A TI entrou aportando infraestrutura para suportar tudo isto. Os operadores logísticos têm uma integração completa com o sistema de despacho. Levamos os últimos dois anos desenvolvendo a integração e depois a refinamos.
IWB — O que atuar com várias bandeiras muda em relação à estratégia de combate a fraudes?
Guzzo — A inteligência é a mesma. Tenho de ter interfaces diferentes com as bandeiras novas, porque com os bancos eu já falo. Geramos os alarmes direto para as instituições financeiras, que pontuam a transação segundo a possibilidade de fraude. De acordo com este valor, o banco a nega ou entra em contato com o estabelecimento comercial.
IWB — No período de 1 a 7 de julho, vocês anunciaram que foram 2,21 milhões de transações da bandeira Mastercard. Este número é crescente? O que a Cielo vem fazendo para suportar este aumento?
Guzzo — Este número é crescente. Já tínhamos feito um trabalho prévio, que pode ser constatado pelas datas críticas. Hoje, conseguimos realizar 1,8 mil TPS (transações por segundo). No pico do Natal, chegamos a quase 700 TPS, ou seja, temos um excedente computacional mais do que o suficiente para suportar. Se nada disto tivesse acontecido e se o mercado continuasse crescendo com as mesmas taxas de antes, não precisaríamos fazer nada até 2015, pois a infraestrutura suportaria.
IWB — Quando você ingressou na companhia?
Guzzo — Entrei em agosto de 1998 e acompanhei todas as mudanças. A Cielo começou a operar em março de 1996. A constituição acionaria começou em novembro de 95.
IWB — O que observou de investimento em tecnologia? Como a empresa olha a TI?
Guzzo — A relevância da tecnologia para o negócio é inegável, mas sabemos qual é o nosso papel e estamos buscando muito mais suportar a estratégia de negócio. Não quero, de forma alguma, deixar a impressão de que a TI está direcionando a empresa. Por exemplo, lançamos, há cerca de dois anos, o Agrocard, um produto desenvolvido junto com o Banco do Brasil para atender à linha de financiamento agrícola. Conseguimos prover uma solução tecnológica que descasa o processo de autenticação. Em vez de fazer, simplesmente, a captura, passamos a possibilitar que os gerentes do BB realizassem, por meio da web, o processo de venda e a confirmação com prazo diferente. Ou seja, ele faz uma pré-reserva na conta de crédito ou débito do cliente que vai receber a linha de crédito e tem até 30 dias para fazer o trâmite burocrático.
IWB — Isto mostra que a TI está próxima ao negócio.
Guzzo — Sim, estamos muito próximos. Vou te dar outro exemplo. Temos um data warehouse fantástico que estamos transformando há 1,5 ano. Tínhamos 25 terabytes de informações armazenadas e passamos a usar isto como instrumento de inteligência competitiva. Criamos análises nas quais mostramos o desempenho do estabelecimento comercial em comparação com o ano anterior, semestre, segmento, concorrentes (sem explicitar quem são), região etc. Com isto, dou um instrumento de negócio aos clientes e eles conseguem enxergar que podemos ajudá-los na estratégia deles de crescimento.
IWB — Vocês vendem este serviço?
Guzzo — Não, mas a nossa área comercial usa como ferramenta nas negociações. É um instrumento de diferenciação.
IWB — Quantos são os funcionários de tecnologia?
Guzzo — Na área de tecnologia e operações temos 340 pessoas diretas.
IWB — Qual é o gargalo do mercado?
Guzzo — O jogo está na domiciliação, ou seja, o domicílio bancário do cliente direciona o volume para um ou para outro adquirente, de acordo com a preferência de cada banco. Então, Banco do Brasil e Bradesco tendem a levar seus clientes para a Cielo e o Itaú-Unibanco, para Redecard. Agora, o HSBC está com a gente também.
IWB — Mas como este segmento vai crescer?
Guzzo — O aumento de mercado não está ligado ao número de POS, mas ao de transações. Se você olhar os números da Abecs [Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços], hoje, o mercado brasileiro como um todo — bandeiras nacionais e internacionais — tem por volta de 600 milhões de cartões. Das bandeiras principais, apenas 56% dos de crédito e 16% dos de débito estão ativos. Há um mundo para crescer. Além disto, temos uma penetração de 7% do PCI [Indústria de Cartões de Pagamento] do consumo privado do Brasil; em mercados maduros, ela chega a 20%. Então, não é apenas a quantidade de máquinas.
Quem escuta o vice-presidente-executivo de tecnologia e operações da Cielo, Paulo Guzzo, dizer que, apesar de a relevância da TI para o negócio ser inegável, seu departamento sabe que seu papel se restringe a suportar a estratégia da empresa, pode ficar com a impressão equivocada de que a área tem importância diminuída por lá. Durante a entrevista exclusiva à InformationWeek Brasil, Guzzo fez questão de deixar claro de que não é a TI que direciona o negócio.
Contudo, ao sair da companhia, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo, questionei-me se não seria modéstia do VP, de 41 anos. Afinal, durante as quase duas horas que conversamos, não faltaram menções sobre projetos arrojados que, se a TI não liderou, exerceu papel estratégico para a viabilização. Um exemplo: gerar relatórios de inteligência competitiva a partir dos dados referentes às transações. Além, lógico, de suportar o novo momento da Cielo, que deixa a exclusividade com a Visa e passa a suportar outras bandeiras.
InformationWeek Brasil — Como a mudança para a Cielo passar a aceitar diversas bandeiras afeta a TI?
Paulo Guzzo — Não complicou a operação, mas tivemos de fazer um processo de preparação para adaptar as infraestruturas sistêmica, tecnológica e de rede de captura para esta nova realidade. Mais de 170 processos foram impactados. Não digo que foi a complexidade que aumentou, mas a possibilidade de novas ofertas. Não fizemos um trabalho para ser simplesmente Mastercard, mas também outras bandeiras, como Amex [American Express]. Tivemos de preparar o ambiente para ter agilidade para esta oferta adicional e sair do contexto de condição de unicidade para suportar outras entidades de maneira equivalente.
IWB — Como está o cenário hoje?
Guzzo — Temos uma equipe preparada para o novo contexto e deixamos nossa plataforma versátil a ponto de conseguir rapidamente trazer novas possibilidades. O melhor exemplo é a Amex. Fechamos [o acordo] em 1º de julho e já temos [em 13/7, quando concedeu a entrevista] mais de 91 mil estabelecimentos credenciados. Até o fim de julho deve ser um número muito maior.
IWB — O que mudou? Foi software dentro da máquina?
Guzzo — Nós fizemos uma adaptação. Ao longo do tempo, evoluímos a plataforma de captura lá na ponta, onde roda o aplicativo no dispositivo, no POS. Em 2004, começamos um projeto no qual aportamos um browser padrão WAP e fomos aprimorando-o para que ele conseguisse suportar todas as nossas necessidades de features do produto. A realidade antes disto era que cada fornecedor de equipamento desenvolvia sua própria aplicação. O dispositivo é de segurança e é considerado na indústria de pagamento como um HSM (hardware security modem) e, quando colocamos o browser, isolamos a camada do sistema operacional. Assim, extrapolamos a camada de desenvolvimento e passamos a ter possibilidades como uma única aplicação rodar na plataforma inteira. Isto traz uma agilidade muito maior para colocar produtos e serviços no mercado, além de ser uma forma centralizada de atendimento, com ganhos de produtividade, logística e manutenção. Uma vez que estou usando um aplicativo baseado na web posso me conectar a qualquer outra empresa, que pode ser um parceiro de negócio. Por exemplo, baixar notícias. Nós fomos amadurecendo esta solução e hoje ela roda em mais de 1,2 milhão de equipamentos.
IWB — Como era antes?
Guzzo — No fim de 2008, existiam mais de 200 versões de aplicativos na rua. Agora, estamos com quatro. A complexidade ficou muito reduzida, porque conseguimos trabalhar em um ponto único de desenvolvimento.
IWB — A quebra da exclusividade aumenta concorrência. O que a Cielo vem fazendo para se manter na liderança?
Guzzo — Existem diversas ações e algumas coisas remetem à área de tecnologia, como disponibilidade e capacidade de processamento. Também revisamos, no ano passado, todas as parcerias que temos com operadores logísticos, de ação em campo e de help desk. Por exemplo, trocamos a solução de captura e temos pacotes que estabelecem o tempo levado para trocá-la. Refinamos este trabalho, trocamos um dos parceiros. A extensão territorial do Brasil é muito grande e complexa e estamos conseguindo trabalhar com índices de atendimento logístico acima de 95%.
IWB — Como?
Guzzo — Trabalhamos com inteligência de mercado envolvendo mais áreas. A TI entrou aportando infraestrutura para suportar tudo isto. Os operadores logísticos têm uma integração completa com o sistema de despacho. Levamos os últimos dois anos desenvolvendo a integração e depois a refinamos.
IWB — O que atuar com várias bandeiras muda em relação à estratégia de combate a fraudes?
Guzzo — A inteligência é a mesma. Tenho de ter interfaces diferentes com as bandeiras novas, porque com os bancos eu já falo. Geramos os alarmes direto para as instituições financeiras, que pontuam a transação segundo a possibilidade de fraude. De acordo com este valor, o banco a nega ou entra em contato com o estabelecimento comercial.
IWB — No período de 1 a 7 de julho, vocês anunciaram que foram 2,21 milhões de transações da bandeira Mastercard. Este número é crescente? O que a Cielo vem fazendo para suportar este aumento?
Guzzo — Este número é crescente. Já tínhamos feito um trabalho prévio, que pode ser constatado pelas datas críticas. Hoje, conseguimos realizar 1,8 mil TPS (transações por segundo). No pico do Natal, chegamos a quase 700 TPS, ou seja, temos um excedente computacional mais do que o suficiente para suportar. Se nada disto tivesse acontecido e se o mercado continuasse crescendo com as mesmas taxas de antes, não precisaríamos fazer nada até 2015, pois a infraestrutura suportaria.
IWB — Quando você ingressou na companhia?
Guzzo — Entrei em agosto de 1998 e acompanhei todas as mudanças. A Cielo começou a operar em março de 1996. A constituição acionaria começou em novembro de 95.
IWB — O que observou de investimento em tecnologia? Como a empresa olha a TI?
Guzzo — A relevância da tecnologia para o negócio é inegável, mas sabemos qual é o nosso papel e estamos buscando muito mais suportar a estratégia de negócio. Não quero, de forma alguma, deixar a impressão de que a TI está direcionando a empresa. Por exemplo, lançamos, há cerca de dois anos, o Agrocard, um produto desenvolvido junto com o Banco do Brasil para atender à linha de financiamento agrícola. Conseguimos prover uma solução tecnológica que descasa o processo de autenticação. Em vez de fazer, simplesmente, a captura, passamos a possibilitar que os gerentes do BB realizassem, por meio da web, o processo de venda e a confirmação com prazo diferente. Ou seja, ele faz uma pré-reserva na conta de crédito ou débito do cliente que vai receber a linha de crédito e tem até 30 dias para fazer o trâmite burocrático.
IWB — Isto mostra que a TI está próxima ao negócio.
Guzzo — Sim, estamos muito próximos. Vou te dar outro exemplo. Temos um data warehouse fantástico que estamos transformando há 1,5 ano. Tínhamos 25 terabytes de informações armazenadas e passamos a usar isto como instrumento de inteligência competitiva. Criamos análises nas quais mostramos o desempenho do estabelecimento comercial em comparação com o ano anterior, semestre, segmento, concorrentes (sem explicitar quem são), região etc. Com isto, dou um instrumento de negócio aos clientes e eles conseguem enxergar que podemos ajudá-los na estratégia deles de crescimento.
IWB — Vocês vendem este serviço?
Guzzo — Não, mas a nossa área comercial usa como ferramenta nas negociações. É um instrumento de diferenciação.
IWB — Quantos são os funcionários de tecnologia?
Guzzo — Na área de tecnologia e operações temos 340 pessoas diretas.
IWB — Qual é o gargalo do mercado?
Guzzo — O jogo está na domiciliação, ou seja, o domicílio bancário do cliente direciona o volume para um ou para outro adquirente, de acordo com a preferência de cada banco. Então, Banco do Brasil e Bradesco tendem a levar seus clientes para a Cielo e o Itaú-Unibanco, para Redecard. Agora, o HSBC está com a gente também.
IWB — Mas como este segmento vai crescer?
Guzzo — O aumento de mercado não está ligado ao número de POS, mas ao de transações. Se você olhar os números da Abecs [Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços], hoje, o mercado brasileiro como um todo — bandeiras nacionais e internacionais — tem por volta de 600 milhões de cartões. Das bandeiras principais, apenas 56% dos de crédito e 16% dos de débito estão ativos. Há um mundo para crescer. Além disto, temos uma penetração de 7% do PCI [Indústria de Cartões de Pagamento] do consumo privado do Brasil; em mercados maduros, ela chega a 20%. Então, não é apenas a quantidade de máquinas.
PROCURA POR CRÉDITO PELO CONSUMIDOR DEVE DESACELERAR EM 2011, DIZ SERASA
portal Folha Online 03/01/2011
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor recuou 1,3% em novembro, ante queda de 1,6% em outubro. Esta foi a oitava queda mensal consecutiva,levando o indicador a 99,3, segundo divulgação da Serasa Experian desta segunda-feira.
Segundo a Serasa, esta sequência de variações negativas sinaliza que as concessões de crédito com recursos livres, para pessoas físicas, deverão continuar se expandindo, porém num ritmo mais suave do que o observado neste segundo semestre de 2010.
Na avaliação dos economistas, a elevação dos compulsórios e a adoção de medidas macro prudenciais de restrição ao crédito por parte do Banco Central, determinadas no início de dezembro, combinadas com o aumento do endividamento do consumidor, deverão proporcionar uma evolução positiva, porém menos acelerada, do crédito ao consumidor, especialmente ao longo do próximo ano.
EMPRESAS
Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito às Empresas desacelerou com alta de 0,1% em novembro, ante crescimento de 0,2% em outubro. Esta foi o menor alta mensal do indicador desde o mês de março de 2009.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a possibilidade de um novo aperto monetário a partir do primeiro trimestre de 2011, combinada com uma política fiscal mais austera no primeiro ano de mandato do novo governo, "deverá promover uma desaceleração gradual do ritmo de crescimento econômico, gerando avanços menos intensos na demanda de crédito por capital de giro por parte das empresas".
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor recuou 1,3% em novembro, ante queda de 1,6% em outubro. Esta foi a oitava queda mensal consecutiva,levando o indicador a 99,3, segundo divulgação da Serasa Experian desta segunda-feira.
Segundo a Serasa, esta sequência de variações negativas sinaliza que as concessões de crédito com recursos livres, para pessoas físicas, deverão continuar se expandindo, porém num ritmo mais suave do que o observado neste segundo semestre de 2010.
Na avaliação dos economistas, a elevação dos compulsórios e a adoção de medidas macro prudenciais de restrição ao crédito por parte do Banco Central, determinadas no início de dezembro, combinadas com o aumento do endividamento do consumidor, deverão proporcionar uma evolução positiva, porém menos acelerada, do crédito ao consumidor, especialmente ao longo do próximo ano.
EMPRESAS
Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito às Empresas desacelerou com alta de 0,1% em novembro, ante crescimento de 0,2% em outubro. Esta foi o menor alta mensal do indicador desde o mês de março de 2009.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a possibilidade de um novo aperto monetário a partir do primeiro trimestre de 2011, combinada com uma política fiscal mais austera no primeiro ano de mandato do novo governo, "deverá promover uma desaceleração gradual do ritmo de crescimento econômico, gerando avanços menos intensos na demanda de crédito por capital de giro por parte das empresas".
O COMÉRCIO QUE NÃO SE RENDE AO CARTÃO
jornal Valor Econômico 03/01/2011 - Adriana Cotias
"Srs. clientes, não aceitamos nenhum tipo de cartão de crédito, nem de débito. Motivo: altas taxas cobradas pelas administradoras, que, no caso de aceitarmos, teremos de repassar no nosso cardápio, prejudicando nossos clientes. Não achamos justo. Estamos negociando. Pedimos sua compreensão. A gerência."
Assim, com esse texto em letras garrafais na primeira e na última páginas do cardápio, são recepcionados os comensais do tradicional restaurante Sujinho, com quatro unidades na região central de São Paulo. Ali, a terceira geração da família portuguesa dos Afonso comanda um espaço disputado por amantes da bisteca bovina e de outros cortes especiais de carne. Com a casa sempre cheia, os portugueses nunca se renderam aos apelos dos meios eletrônicos de pagamentos. A clientela, em geral, já sabe da restrição e a encara com naturalidade.
Na quarta-feira que antecedeu o Natal, um grupo de amigas se reunia para uma confraternização. As que chegavam primeiro acionavam seus celulares e avisavam as demais que a conta teria de ser paga em cheque ou dinheiro.
O caso do Sujinho é emblemático de que apesar de a abertura do mercado de cartões ter trazido melhores condições de preços para segmentos do comércio e de serviços negociarem com as credenciadoras em 2010, ainda há um varejo resistente aos plásticos. Os donos não gostam de falar a respeito. A conta com almoço, suco e sobremesa, que custou R$ 66,11 por pessoa, foi paga em dinheiro.
Mas restaurantes mais caros, como as casas da família Aleixo, no Rio de Janeiro, ou o Massimo, em São Paulo, nos Jardins, com preço médio de R$ 150,00, também não aceitam cartões. Massimo Ferrari, que deu nome ao restaurante inaugurado em meados da década de 70, já não está mais no endereço da Alameda Santos. Há pouco mais de três anos, deixou-o aos cuidados do irmão mais velho, Venanzio, após uma série de desentendimentos. Abriu então na Vila Olímpia a rotisseria Felice e Maria, e lá, bandeiras como Visa, Master Card e American Express são bem vindas.
"Antes mesmo da inauguração, as máquinas já estavam instaladas", diz. "Eu nunca tive problemas com cartões, é um instrumento com o qual o consumidor já se habituou a pagar as suas compras. No Massimo, nunca aceitamos porque era meu irmão que não queria, por pura teimosia." No balcão do caixa do seu restaurante, ainda há três POS (point of sale, na sigla em inglês), da Cielo, da Redecarde da American Express. Ferrari ainda não renegociou taxas nem decidiu se vai ficar com os serviços de uma única credenciadora. "Vou esperar as festas passarem e ver qual é a orientação do contador."
Pesquisa do Datafolha, encomendada pela Abecs, a associação que reúne as empresas do setor de cartões, mostra os ramos em que o dinheiro ou o cheque ainda prevalecem: jornais, revistas e livros (89% das vendas são pagas com meios não eletrônicos), educação (87%), compra ou locação de veículos (78%), lazer, incluindo cinema, teatro e shows (77%), serviços médicos, clínicas (75%) e restaurantes, bares e lanchonetes (63%).
São barreiras que, aos poucos, vão sendo quebradas, diz o presidente da Abecs, Paulo Caffarelli. "No cheque pré-datado, o risco é 100% do lojista. No cartão, ele paga a taxa e tem a certeza do pagamento." Para o executivo, também vice-presidente de varejo e novos negócios do Banco do Brasil(BB), com mais consumidores com cartões em mãos nos próximos anos, haverá pressão cada vez maior para o comércio aceitar a forma eletrônica de pagamento. É por essa razão que a entidade estima que em 2015 os cartões serão responsáveis por 25% do consumo privado, taxa que deve fechar 2010 em 13,9%.
Das seis lojas da Portogallo, do ramo de varejo têxtil em São Paulo, só uma delas, a da Vila Mariana, recebe as compras do consumidor com cartões. "As taxas são muito altas e os contratos que as empresas propõem para os lojistas vêm com um custo tal, que é depois elevado unilateralmente, sem consulta prévia", diz o sócio André Ouchana. "Quando você tenta reclamar é atendido por uma gravação." O comerciante reconhece, porém, que os cartões fazem falta no dia a dia, o cliente costuma bater o pé e, eventualmente, a rede até perde vendas.
Em lugar do parcelado sem juros no cartão, as compras são financiadas no cheque pré-datado. Aqueles que voltam sem fundos, diz, estão dentro do que considera tolerável. "É um risco normal, em qualquer atividade."
A Belpark, nome fantasia de dois lava-rápidos na Zona Oeste de São Paulo, não tem problemas com cheques sem fundos, dado o baixo valor do serviço e também pela fidelidade da clientela, que reside na vizinha. Mas se prepara para, em 2011, começar a receber os cartões. "Vamos ganhar um novo sócio", brinca Marco Aurélio Minharo Gambim, um dos proprietários, referindo-se aos custos que vão ser adicionados à operação. "No crédito serão 3,5% por transação e no débito, 3%. Vamos ter que aumentar o valor da lavagem."
No ramo de beleza e estética, o salão Krika, em Perdizes, é outro estabelecimento que, no orçamento de 2011, vai incorporar novos custos. A gerente Maria Cristina Amorim conta que, neste ano, foi muito assediada pelos bancos e que viu nas mudanças recentes no mercado uma janela para aderir aos meios eletrônicos. Fechou com a Redecard um contrato em que terá três meses de isenção de taxa de POS e depois passa a pagar R$ 49,00 por mês. "Antes, o aluguel saía a R$ 80,00 e era preciso ter uma máquina para cada bandeira." No crédito, a taxa descontada será de 3,5% por transação e no débito, de 2,5%. "Espero assim melhorar o fluxo de clientes."
Embora exista um varejo bem tradicional que ainda não se rendeu aos cartões, não é de hoje que as credenciadoras tentam avançar por novos segmentos. A Redecard, por exemplo, conseguiu chegar às revendedoras de cosméticos da Avon, colocando no celular as funções de um POS, com custos mais baixos do que a maquininha convencional. A Cielo recentemente lançou um aplicativo para Ipad e smartphones da Apple em que os aparelhos de última geração também fazem as vezes de um POS. O intuito é estimular o uso por médicos, dentistas e advogados.
"Srs. clientes, não aceitamos nenhum tipo de cartão de crédito, nem de débito. Motivo: altas taxas cobradas pelas administradoras, que, no caso de aceitarmos, teremos de repassar no nosso cardápio, prejudicando nossos clientes. Não achamos justo. Estamos negociando. Pedimos sua compreensão. A gerência."
Assim, com esse texto em letras garrafais na primeira e na última páginas do cardápio, são recepcionados os comensais do tradicional restaurante Sujinho, com quatro unidades na região central de São Paulo. Ali, a terceira geração da família portuguesa dos Afonso comanda um espaço disputado por amantes da bisteca bovina e de outros cortes especiais de carne. Com a casa sempre cheia, os portugueses nunca se renderam aos apelos dos meios eletrônicos de pagamentos. A clientela, em geral, já sabe da restrição e a encara com naturalidade.
Na quarta-feira que antecedeu o Natal, um grupo de amigas se reunia para uma confraternização. As que chegavam primeiro acionavam seus celulares e avisavam as demais que a conta teria de ser paga em cheque ou dinheiro.
O caso do Sujinho é emblemático de que apesar de a abertura do mercado de cartões ter trazido melhores condições de preços para segmentos do comércio e de serviços negociarem com as credenciadoras em 2010, ainda há um varejo resistente aos plásticos. Os donos não gostam de falar a respeito. A conta com almoço, suco e sobremesa, que custou R$ 66,11 por pessoa, foi paga em dinheiro.
Mas restaurantes mais caros, como as casas da família Aleixo, no Rio de Janeiro, ou o Massimo, em São Paulo, nos Jardins, com preço médio de R$ 150,00, também não aceitam cartões. Massimo Ferrari, que deu nome ao restaurante inaugurado em meados da década de 70, já não está mais no endereço da Alameda Santos. Há pouco mais de três anos, deixou-o aos cuidados do irmão mais velho, Venanzio, após uma série de desentendimentos. Abriu então na Vila Olímpia a rotisseria Felice e Maria, e lá, bandeiras como Visa, Master Card e American Express são bem vindas.
"Antes mesmo da inauguração, as máquinas já estavam instaladas", diz. "Eu nunca tive problemas com cartões, é um instrumento com o qual o consumidor já se habituou a pagar as suas compras. No Massimo, nunca aceitamos porque era meu irmão que não queria, por pura teimosia." No balcão do caixa do seu restaurante, ainda há três POS (point of sale, na sigla em inglês), da Cielo, da Redecarde da American Express. Ferrari ainda não renegociou taxas nem decidiu se vai ficar com os serviços de uma única credenciadora. "Vou esperar as festas passarem e ver qual é a orientação do contador."
Pesquisa do Datafolha, encomendada pela Abecs, a associação que reúne as empresas do setor de cartões, mostra os ramos em que o dinheiro ou o cheque ainda prevalecem: jornais, revistas e livros (89% das vendas são pagas com meios não eletrônicos), educação (87%), compra ou locação de veículos (78%), lazer, incluindo cinema, teatro e shows (77%), serviços médicos, clínicas (75%) e restaurantes, bares e lanchonetes (63%).
São barreiras que, aos poucos, vão sendo quebradas, diz o presidente da Abecs, Paulo Caffarelli. "No cheque pré-datado, o risco é 100% do lojista. No cartão, ele paga a taxa e tem a certeza do pagamento." Para o executivo, também vice-presidente de varejo e novos negócios do Banco do Brasil(BB), com mais consumidores com cartões em mãos nos próximos anos, haverá pressão cada vez maior para o comércio aceitar a forma eletrônica de pagamento. É por essa razão que a entidade estima que em 2015 os cartões serão responsáveis por 25% do consumo privado, taxa que deve fechar 2010 em 13,9%.
Das seis lojas da Portogallo, do ramo de varejo têxtil em São Paulo, só uma delas, a da Vila Mariana, recebe as compras do consumidor com cartões. "As taxas são muito altas e os contratos que as empresas propõem para os lojistas vêm com um custo tal, que é depois elevado unilateralmente, sem consulta prévia", diz o sócio André Ouchana. "Quando você tenta reclamar é atendido por uma gravação." O comerciante reconhece, porém, que os cartões fazem falta no dia a dia, o cliente costuma bater o pé e, eventualmente, a rede até perde vendas.
Em lugar do parcelado sem juros no cartão, as compras são financiadas no cheque pré-datado. Aqueles que voltam sem fundos, diz, estão dentro do que considera tolerável. "É um risco normal, em qualquer atividade."
A Belpark, nome fantasia de dois lava-rápidos na Zona Oeste de São Paulo, não tem problemas com cheques sem fundos, dado o baixo valor do serviço e também pela fidelidade da clientela, que reside na vizinha. Mas se prepara para, em 2011, começar a receber os cartões. "Vamos ganhar um novo sócio", brinca Marco Aurélio Minharo Gambim, um dos proprietários, referindo-se aos custos que vão ser adicionados à operação. "No crédito serão 3,5% por transação e no débito, 3%. Vamos ter que aumentar o valor da lavagem."
No ramo de beleza e estética, o salão Krika, em Perdizes, é outro estabelecimento que, no orçamento de 2011, vai incorporar novos custos. A gerente Maria Cristina Amorim conta que, neste ano, foi muito assediada pelos bancos e que viu nas mudanças recentes no mercado uma janela para aderir aos meios eletrônicos. Fechou com a Redecard um contrato em que terá três meses de isenção de taxa de POS e depois passa a pagar R$ 49,00 por mês. "Antes, o aluguel saía a R$ 80,00 e era preciso ter uma máquina para cada bandeira." No crédito, a taxa descontada será de 3,5% por transação e no débito, de 2,5%. "Espero assim melhorar o fluxo de clientes."
Embora exista um varejo bem tradicional que ainda não se rendeu aos cartões, não é de hoje que as credenciadoras tentam avançar por novos segmentos. A Redecard, por exemplo, conseguiu chegar às revendedoras de cosméticos da Avon, colocando no celular as funções de um POS, com custos mais baixos do que a maquininha convencional. A Cielo recentemente lançou um aplicativo para Ipad e smartphones da Apple em que os aparelhos de última geração também fazem as vezes de um POS. O intuito é estimular o uso por médicos, dentistas e advogados.
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BANCO AJUDA CLIENTE A ORGANIZAR FINANÇAS
jornal Folha de S. Paulo 03/01/2010 - Toni Sciarretta
O Itaú Unibanco, segunda maior instituição financeira do país, quer ajudar os clientes a organizar melhor o orçamento doméstico, uma das maiores dificuldades das pessoas na hora de tomar as rédeas das finanças pessoais.
A ideia é fazer a ferramenta já existente de API (Análise do Perfil de Investidor), que permite aos clientes adequar as aplicações ao seu perfil de risco, "conversar" com os registros de débito automático, compensação de cheques, transferências, contas de serviços públicos, boletos, débitos eletrônicos e gastos nos cartões crédito.
"A maioria das pessoas sabe quanto dinheiro tem e onde ele está aplicado. Mas poucas sabem quanto gastam com supermercados, restaurantes e presentes. É aí que temos um campo enorme para ajudar o cliente a investir mais", disse Osvaldo Nascimento, diretor de investimentos do Itaú Unibanco.
Com a popularização dos pagamentos eletrônicos, poucas são as transações em dinheiro que os bancos não conseguem identificar.
Mesmo os cheques e as transferências bancárias costumam ser identificadas.
ORÇAMENTO
Desde 2009, os sistemas da maioria dos bancos já conseguem identificar e classificar com precisão as transações financeiras, permitindo ao cliente organizar "retroativamente" o orçamento.
Segundo Nascimento, o Itaú tem tecnologia e ferramentas para o cliente compreender para onde vai o dinheiro e como poderá criar um plano de investimento factível para longo prazo.
"O próximo passo do API é ajudar o cliente a controlar as despesas", disse.
No Bradesco e no Santander, os clientes também conseguem recuperar com facilidade os registros de pagamentos na conta-corrente e nos cartões de crédito para alimentar planilhas e softwares de gestão de orçamento.
Desde 2010, os bancos adotam as chamadas regras de "suitability", conjunto de procedimentos de adequação da venda de investimentos para cada tipo de cliente.
O objetivo é preparar o investidor brasileiro para o cenário de juros menores no longo prazo, que implicará a migração das aplicações de menor risco para outras com maior percentual de ações.
As regras foram adotadas pelos bancos com base em um acordo de autorregulação discutido desde 2007.
O acordo evita que o gerente do banco "empurre" investimentos inadequados ao cliente por conta de eventuais necessidades de captação de recursos ou do interesse comercial da instituição.
O principal instrumento da análise é um questionário, que procura avaliar a tolerância a risco e o horizonte de investimento. As respostas são confrontadas com as aplicações financeiras que o cliente mantém no banco.
De cara, os bancos e os clientes descobriram que a maioria estava com aplicações "desenquadradas".
Por falta de orientação ou de conhecimento, muitos assumiram mais risco de perder dinheiro do que precisavam ou perderam uma oportunidade de obter um retorno maior nas aplicações.
O Itaú Unibanco, segunda maior instituição financeira do país, quer ajudar os clientes a organizar melhor o orçamento doméstico, uma das maiores dificuldades das pessoas na hora de tomar as rédeas das finanças pessoais.
A ideia é fazer a ferramenta já existente de API (Análise do Perfil de Investidor), que permite aos clientes adequar as aplicações ao seu perfil de risco, "conversar" com os registros de débito automático, compensação de cheques, transferências, contas de serviços públicos, boletos, débitos eletrônicos e gastos nos cartões crédito.
"A maioria das pessoas sabe quanto dinheiro tem e onde ele está aplicado. Mas poucas sabem quanto gastam com supermercados, restaurantes e presentes. É aí que temos um campo enorme para ajudar o cliente a investir mais", disse Osvaldo Nascimento, diretor de investimentos do Itaú Unibanco.
Com a popularização dos pagamentos eletrônicos, poucas são as transações em dinheiro que os bancos não conseguem identificar.
Mesmo os cheques e as transferências bancárias costumam ser identificadas.
ORÇAMENTO
Desde 2009, os sistemas da maioria dos bancos já conseguem identificar e classificar com precisão as transações financeiras, permitindo ao cliente organizar "retroativamente" o orçamento.
Segundo Nascimento, o Itaú tem tecnologia e ferramentas para o cliente compreender para onde vai o dinheiro e como poderá criar um plano de investimento factível para longo prazo.
"O próximo passo do API é ajudar o cliente a controlar as despesas", disse.
No Bradesco e no Santander, os clientes também conseguem recuperar com facilidade os registros de pagamentos na conta-corrente e nos cartões de crédito para alimentar planilhas e softwares de gestão de orçamento.
Desde 2010, os bancos adotam as chamadas regras de "suitability", conjunto de procedimentos de adequação da venda de investimentos para cada tipo de cliente.
O objetivo é preparar o investidor brasileiro para o cenário de juros menores no longo prazo, que implicará a migração das aplicações de menor risco para outras com maior percentual de ações.
As regras foram adotadas pelos bancos com base em um acordo de autorregulação discutido desde 2007.
O acordo evita que o gerente do banco "empurre" investimentos inadequados ao cliente por conta de eventuais necessidades de captação de recursos ou do interesse comercial da instituição.
O principal instrumento da análise é um questionário, que procura avaliar a tolerância a risco e o horizonte de investimento. As respostas são confrontadas com as aplicações financeiras que o cliente mantém no banco.
De cara, os bancos e os clientes descobriram que a maioria estava com aplicações "desenquadradas".
Por falta de orientação ou de conhecimento, muitos assumiram mais risco de perder dinheiro do que precisavam ou perderam uma oportunidade de obter um retorno maior nas aplicações.
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MULTIPLUS FAZ PARCERIA COM BM&FBOVESPA PARA PROGRAMA DE FIDELIDADE
portal Valor Online 03/01/2011 - Ana Luísa Westphalen
O Multiplus, programa de fidelidade controlado pelo grupo TAM, anunciou hoje que fará uma parceria com a BM&FBovespa.
A sociedade será por meio do “Fica Mais”, uma espécie de programa de milhagem da bolsa brasileira, lançado em agosto do ano passado.
Com o Fica Mais, o investidor acumula pontos quanto mais tempo ele tiver ações em carteira. Segundo comunicado ao mercado do Multiplus, em breve as duas companhias divulgarão mais detalhes sobre a parceria.
O Multiplus, programa de fidelidade controlado pelo grupo TAM, anunciou hoje que fará uma parceria com a BM&FBovespa.
A sociedade será por meio do “Fica Mais”, uma espécie de programa de milhagem da bolsa brasileira, lançado em agosto do ano passado.
Com o Fica Mais, o investidor acumula pontos quanto mais tempo ele tiver ações em carteira. Segundo comunicado ao mercado do Multiplus, em breve as duas companhias divulgarão mais detalhes sobre a parceria.
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Multiplus Fidelidade
2 de jan. de 2011
SISTEMA FINANCEIRO PREVÊ A ABERTURA DE 100 MILHÕES DE CONTAS EM 20 ANOS
portal Correio Braziliense 02/01/2011 - Vânia Cristino
Depois de um início tímido com as contas simplificadas —aquelas movimentadas exclusivamente por cartão, sendo proibida a cobrança de qualquer tarifa para a sua abertura e manutenção —, a bancarização caminha agora para uma nova etapa. Parcelas cada vez mais significativas da população, ainda sem acesso aos serviços oferecidos pelo sistema financeiro, estão sendo absorvidas e a tendência é de que o fenômeno se acentue nos próximos 20 anos, período em que o Brasil viverá seu auge produtivo. A inclusão será movida a crédito e a produtos que agreguem tecnologia, um desafio a mais para o governo de Dilma Rousseff.
Governo e especialistas concordam que o fenômeno é irreversível. “A pista está asfaltada e pequenos ajustes e melhorias serão incorporados ao longo do tempo”, diz o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (Denor), Sérgio Odilon dos Anjos, responsável por colocar em prática a política governamental de ampliação dos mecanismos de acesso da população ao sistema financeiro. Com a conta eletrônica, que estará disponível a partir de março deste ano, o governo espera uma grande adesão dos clientes jovens, familiarizados com as facilidades da vida moderna. “Inclusão bancária não é só para a parcela mais pobre da população. Um estudante que está tendo acesso pela primeira vez a uma conta-corrente e um jovem que conseguiu seu primeiro emprego e passará a movimentar seu salário no banco, tudo isso é inclusão bancária”, afirma.
Os horizontes a serem explorados pelos bancos são enormes, sobretudo por causa do movimento de ascensão de pessoas da classe E para as D e C. “Muita gente ainda não tem conta bancária, o primeiro passo para o relacionamento do cliente com o banco”, ressalta o vice-presidente de Negócios e Varejo do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli.
Assim como o primeiro carro, a primeira conta bancária tem um simbolismo muito forte. Os moradores do Jardim Ingá, em Luziânia, Goiás, a 54 quilômetros de Brasília, festejam a instalação de uma agência do BB. Antes, a população precisava se deslocar até Ceilândia, na região metropolitana da capital federal, para fazer qualquer operação bancária. O motorista Antônio Valdísio, 29 anos, reconhece a importância de ter uma conta-corrente, mas sofre com a burocracia. “Abri por necessidade, mas o banco exige documentos demais”, reclama.
Júlio César Nascimento, 41 anos, auxiliar de cozinha, tem conta conjunta com a mulher. “Uso o caixa eletrônico para pagar contas e sacar dinheiro”, ressalta. Renato Costa Lima, 18. “Abri a conta para receber meu primeiro salário. Pago juros menores no cartão de crédito porque sou estudante”, diz. Renato é previdente: guarda parte do salário pensando no futuro.
Perante esse movimento de bancarização considerado irreversível, a previsão do mercado é ambiciosa: abrir 100 milhões de contas nas próximas duas décadas. Os dados computados pelo BC que o número de contas de depósitos à vista tem crescido a taxas maiores do que a população adulta. “A trajetória ascendente do número de contas movimentadas é um indício do crescimento do número de pessoas que recorrem a serviços bancários”, frisa Sérgio Odilon, do BC.
Para ele, um fator que contribuirá para a maior inclusão financeira é a oferta crescente de mais e melhores serviços simplificados — a conta salário e a conta eletrônica são provas disso —, além de uma maior capilaridade do sistema. Mesmo diante do número cada vez maior de agências e de postos de atendimento, ainda existem municípios praticamente desassistidos. Das 206 cidades atendidas por apenas um tipo de canal de acesso aos serviços bancários, 176 são atendidas, exclusivamente, por correspondentes bancários. Em outras 30, existe apenas uma agência bancária.
Brasileiros devem mais
A oferta maior de crédito vem mudando de perfil de acordo com a demanda dos consumidores, que querem financiamento de longo prazo para comprar bens duráveis e casa própria. Dados do Banco Central mostram a migração das faixas de menor valor de empréstimos e financiamento (até R$ 5 mil) para o nível intermediário (entre R$ 5 mil e R$ 50 mil) e o superior (acima de R$ 50 mil). Em junho de 2006, 37,33% do crédito concedido às pessoas físicas eram de até R$ 5 mil. Agora, são 27,34%. Ao mesmo tempo, os clientes com dívidas acima de R$ 50 mil passaram de 17,60% do total para 24,67%.
Paulo Rogério Caffarelli, vice presidente de Negócios do Banco do Brasil, afirma que o acesso ao crédito é o grande atrativo das instituições financeiras. “Primeiro, a população vai numa agência a procura de crédito. Abre uma conta-corrente para movimentar o salário. Depois, passa a procurar seguros para se proteger de diversos tipos de risco. Por último, vem a necessidade de acumulação de recursos, via poupança, capitalização ou previdência privada”, explica.
No entender do executivo, a mudança do perfil de crédito — troca de dívidas pequenas e de curto prazo por financiamento mais longo e mais elevados— não assusta. “A média está influenciada pelo financiamento de veículos e da casa própria”, diz. Para Caffarelli, o nível de endividamento do brasileiro ainda é baixo. “A população já aprendeu a gerir os recursos disponíveis e as instituições também aperfeiçoaram as análises de risco de crédito”, completa.
O BC ressalta que, com o processo de inclusão financeira, aumentou o volume de queixas contra os bancos. Mas, apesar de todas as reclamações que se avolumam nos órgãos de proteção ao consumidor, os bancos têm boa imagem perante a população. Estudo da Consultoria GfK aponta que 65% das pessoas consideram que as instituições trazem mais benefícios do problemas. O diretor de Marketing da GfK, Mário Mattos, explica que o foco da pesquisa é a contribuição do setor financeiro como instituição dentro da sociedade.
Depois de um início tímido com as contas simplificadas —aquelas movimentadas exclusivamente por cartão, sendo proibida a cobrança de qualquer tarifa para a sua abertura e manutenção —, a bancarização caminha agora para uma nova etapa. Parcelas cada vez mais significativas da população, ainda sem acesso aos serviços oferecidos pelo sistema financeiro, estão sendo absorvidas e a tendência é de que o fenômeno se acentue nos próximos 20 anos, período em que o Brasil viverá seu auge produtivo. A inclusão será movida a crédito e a produtos que agreguem tecnologia, um desafio a mais para o governo de Dilma Rousseff.
Governo e especialistas concordam que o fenômeno é irreversível. “A pista está asfaltada e pequenos ajustes e melhorias serão incorporados ao longo do tempo”, diz o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (Denor), Sérgio Odilon dos Anjos, responsável por colocar em prática a política governamental de ampliação dos mecanismos de acesso da população ao sistema financeiro. Com a conta eletrônica, que estará disponível a partir de março deste ano, o governo espera uma grande adesão dos clientes jovens, familiarizados com as facilidades da vida moderna. “Inclusão bancária não é só para a parcela mais pobre da população. Um estudante que está tendo acesso pela primeira vez a uma conta-corrente e um jovem que conseguiu seu primeiro emprego e passará a movimentar seu salário no banco, tudo isso é inclusão bancária”, afirma.
Os horizontes a serem explorados pelos bancos são enormes, sobretudo por causa do movimento de ascensão de pessoas da classe E para as D e C. “Muita gente ainda não tem conta bancária, o primeiro passo para o relacionamento do cliente com o banco”, ressalta o vice-presidente de Negócios e Varejo do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli.
Assim como o primeiro carro, a primeira conta bancária tem um simbolismo muito forte. Os moradores do Jardim Ingá, em Luziânia, Goiás, a 54 quilômetros de Brasília, festejam a instalação de uma agência do BB. Antes, a população precisava se deslocar até Ceilândia, na região metropolitana da capital federal, para fazer qualquer operação bancária. O motorista Antônio Valdísio, 29 anos, reconhece a importância de ter uma conta-corrente, mas sofre com a burocracia. “Abri por necessidade, mas o banco exige documentos demais”, reclama.
Júlio César Nascimento, 41 anos, auxiliar de cozinha, tem conta conjunta com a mulher. “Uso o caixa eletrônico para pagar contas e sacar dinheiro”, ressalta. Renato Costa Lima, 18. “Abri a conta para receber meu primeiro salário. Pago juros menores no cartão de crédito porque sou estudante”, diz. Renato é previdente: guarda parte do salário pensando no futuro.
Perante esse movimento de bancarização considerado irreversível, a previsão do mercado é ambiciosa: abrir 100 milhões de contas nas próximas duas décadas. Os dados computados pelo BC que o número de contas de depósitos à vista tem crescido a taxas maiores do que a população adulta. “A trajetória ascendente do número de contas movimentadas é um indício do crescimento do número de pessoas que recorrem a serviços bancários”, frisa Sérgio Odilon, do BC.
Para ele, um fator que contribuirá para a maior inclusão financeira é a oferta crescente de mais e melhores serviços simplificados — a conta salário e a conta eletrônica são provas disso —, além de uma maior capilaridade do sistema. Mesmo diante do número cada vez maior de agências e de postos de atendimento, ainda existem municípios praticamente desassistidos. Das 206 cidades atendidas por apenas um tipo de canal de acesso aos serviços bancários, 176 são atendidas, exclusivamente, por correspondentes bancários. Em outras 30, existe apenas uma agência bancária.
Brasileiros devem mais
A oferta maior de crédito vem mudando de perfil de acordo com a demanda dos consumidores, que querem financiamento de longo prazo para comprar bens duráveis e casa própria. Dados do Banco Central mostram a migração das faixas de menor valor de empréstimos e financiamento (até R$ 5 mil) para o nível intermediário (entre R$ 5 mil e R$ 50 mil) e o superior (acima de R$ 50 mil). Em junho de 2006, 37,33% do crédito concedido às pessoas físicas eram de até R$ 5 mil. Agora, são 27,34%. Ao mesmo tempo, os clientes com dívidas acima de R$ 50 mil passaram de 17,60% do total para 24,67%.
Paulo Rogério Caffarelli, vice presidente de Negócios do Banco do Brasil, afirma que o acesso ao crédito é o grande atrativo das instituições financeiras. “Primeiro, a população vai numa agência a procura de crédito. Abre uma conta-corrente para movimentar o salário. Depois, passa a procurar seguros para se proteger de diversos tipos de risco. Por último, vem a necessidade de acumulação de recursos, via poupança, capitalização ou previdência privada”, explica.
No entender do executivo, a mudança do perfil de crédito — troca de dívidas pequenas e de curto prazo por financiamento mais longo e mais elevados— não assusta. “A média está influenciada pelo financiamento de veículos e da casa própria”, diz. Para Caffarelli, o nível de endividamento do brasileiro ainda é baixo. “A população já aprendeu a gerir os recursos disponíveis e as instituições também aperfeiçoaram as análises de risco de crédito”, completa.
O BC ressalta que, com o processo de inclusão financeira, aumentou o volume de queixas contra os bancos. Mas, apesar de todas as reclamações que se avolumam nos órgãos de proteção ao consumidor, os bancos têm boa imagem perante a população. Estudo da Consultoria GfK aponta que 65% das pessoas consideram que as instituições trazem mais benefícios do problemas. O diretor de Marketing da GfK, Mário Mattos, explica que o foco da pesquisa é a contribuição do setor financeiro como instituição dentro da sociedade.
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inadimplência
MEDIDAS DO BC DEVEM ACABAR COM A 'FESTA DO CRÉDITO'
portal Economia & Negócios 02/01/2011 - Agencia Estado
Dirigentes de bancos centrais costumam fazer uma piada sobre sua função na sociedade. O objetivo de seu trabalho, dizem, é desligar o som quando uma festa está muito animada. O chiste encaixa-se nas ações que o Banco Central (BC) adotou no início de dezembro para esfriar o crédito no Brasil. Em decorrência das mudanças, a expectativa de bancos e analistas é de que o ritmo de concessão de empréstimos desacelere em 2011.
Oficialmente, executivos de instituições financeiras mantêm estimativas elaboradas entre setembro e novembro, quando prepararam o planejamento para o próximo ano. Por esses números, o crédito terá expansão ao redor de 20%, exatamente na média dos últimos anos. Nos 12 meses encerrados em novembro, por exemplo, a concessão de empréstimos avançou 20,8% - 20,9% entre empresas e 20,8% entre pessoas físicas.
Nos bastidores, profissionais admitem que o aumento dos depósitos compulsórios (dinheiro que fica parado no BC) e o aperto nas regras para financiamento de carros e consignado, entre outras, vão desacelerar a expansão para a faixa de 15% ou menos.
O cuidado ao falar do assunto é explicado pelo fato de que os quatro maiores bancos de varejo do País têm ações negociadas na Bovespa. No momento em que afirmam publicamente que vão emprestar menos, o recado entendido pelos investidores é o de que a expansão do lucro também vai desacelerar. O jornal O Estado de S.Paulo procurou os quatro maiores (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander) para falar do assunto, mas apenas o Bradesco respondeu.
"Nossa estimativa de crescimento de 20% para o crédito está mantida, porque acreditamos que eventuais reduções de demanda em alguns produtos, como automóveis, serão compensadas pela alta em outros, como consignado", afirma o diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamento do Bradesco, Octávio Lazzari Junior.
O otimismo do executivo toma por base o desempenho esperado para a economia brasileira. Se não vai crescer perto de 8% como em 2010, o ritmo de 2011 não pode ser desprezado. "Ainda continuaremos a ver o ganho efetivo de renda decorrente da mobilidade social", diz. "Além disso, a taxa de desemprego vai permanecer baixa."
O analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, projeta alta do crédito geral entre 14% e 18%. Mas faz distinção entre pessoas físicas e empresas. "As medidas recentes do governo deixaram claro que o objetivo é esfriar as concessões em um dos segmentos (pessoas físicas)", diz. "Entre as empresas, o objetivo é oposto: como quer estimular o investimento na economia, o governo precisa que o crédito para empresas continue forte". Por isso, aposta em alta maior de empréstimo às pessoas jurídicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Dirigentes de bancos centrais costumam fazer uma piada sobre sua função na sociedade. O objetivo de seu trabalho, dizem, é desligar o som quando uma festa está muito animada. O chiste encaixa-se nas ações que o Banco Central (BC) adotou no início de dezembro para esfriar o crédito no Brasil. Em decorrência das mudanças, a expectativa de bancos e analistas é de que o ritmo de concessão de empréstimos desacelere em 2011.
Oficialmente, executivos de instituições financeiras mantêm estimativas elaboradas entre setembro e novembro, quando prepararam o planejamento para o próximo ano. Por esses números, o crédito terá expansão ao redor de 20%, exatamente na média dos últimos anos. Nos 12 meses encerrados em novembro, por exemplo, a concessão de empréstimos avançou 20,8% - 20,9% entre empresas e 20,8% entre pessoas físicas.
Nos bastidores, profissionais admitem que o aumento dos depósitos compulsórios (dinheiro que fica parado no BC) e o aperto nas regras para financiamento de carros e consignado, entre outras, vão desacelerar a expansão para a faixa de 15% ou menos.
O cuidado ao falar do assunto é explicado pelo fato de que os quatro maiores bancos de varejo do País têm ações negociadas na Bovespa. No momento em que afirmam publicamente que vão emprestar menos, o recado entendido pelos investidores é o de que a expansão do lucro também vai desacelerar. O jornal O Estado de S.Paulo procurou os quatro maiores (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander) para falar do assunto, mas apenas o Bradesco respondeu.
"Nossa estimativa de crescimento de 20% para o crédito está mantida, porque acreditamos que eventuais reduções de demanda em alguns produtos, como automóveis, serão compensadas pela alta em outros, como consignado", afirma o diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamento do Bradesco, Octávio Lazzari Junior.
O otimismo do executivo toma por base o desempenho esperado para a economia brasileira. Se não vai crescer perto de 8% como em 2010, o ritmo de 2011 não pode ser desprezado. "Ainda continuaremos a ver o ganho efetivo de renda decorrente da mobilidade social", diz. "Além disso, a taxa de desemprego vai permanecer baixa."
O analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, projeta alta do crédito geral entre 14% e 18%. Mas faz distinção entre pessoas físicas e empresas. "As medidas recentes do governo deixaram claro que o objetivo é esfriar as concessões em um dos segmentos (pessoas físicas)", diz. "Entre as empresas, o objetivo é oposto: como quer estimular o investimento na economia, o governo precisa que o crédito para empresas continue forte". Por isso, aposta em alta maior de empréstimo às pessoas jurídicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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MEDIDA PROVISÓRIA CRIA CADASTRO POSITIVO DE CRÉDITO
portal Click RBS 01/01/2011 – Agência Brasil
Contrariando decisão do Congresso Nacional, o governo editou medida provisória (MP) que cria o cadastro positivo de crédito, uma espécie de banco de dados com informações sobre o histórico de pagamento das empresas e pessoas físicas. A medida visa melhorar o nível de informação sobre os bons pagadores, o que, em tese, na visão da equipe econômica, ajudaria a reduzir os juros cobrados dos consumidores no sistema bancário.
No início deste mês, o Senado Federal tinha concluído votação aprovando a criação do cadastro. Mas o projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira, dia 31.
O veto do presidente e a nova MP foram publicadas no Diário Oficial da União de ontem, deixando para a próxima Legislatura do Congresso uma nova definição sobre a proposta. A criação do cadastro positivo constava na agenda microeconômica, desenhada pela equipe econômica no então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, como uma medida prioritária para estimular a queda dos juros dos financiamentos bancários.
Contrariando decisão do Congresso Nacional, o governo editou medida provisória (MP) que cria o cadastro positivo de crédito, uma espécie de banco de dados com informações sobre o histórico de pagamento das empresas e pessoas físicas. A medida visa melhorar o nível de informação sobre os bons pagadores, o que, em tese, na visão da equipe econômica, ajudaria a reduzir os juros cobrados dos consumidores no sistema bancário.
No início deste mês, o Senado Federal tinha concluído votação aprovando a criação do cadastro. Mas o projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira, dia 31.
O veto do presidente e a nova MP foram publicadas no Diário Oficial da União de ontem, deixando para a próxima Legislatura do Congresso uma nova definição sobre a proposta. A criação do cadastro positivo constava na agenda microeconômica, desenhada pela equipe econômica no então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, como uma medida prioritária para estimular a queda dos juros dos financiamentos bancários.
BAIXA RENDA GARANTE EXPANSÃO DO MERCADO DE CARTÕES
portal Economia & Negócios 01/01/2011 - Agencia Estado
O mercado brasileiro de cartões de crédito e débito deve atingir a marca de 700 milhões de unidades em 2011. O número recorde deve ser puxado principalmente pela expansão do produto nas classes de baixa renda e pela contínua migração de outros meios de pagamento, como cheque ou dinheiro, para os cartões.
A expectativa é que esses cartões façam mais de 8 bilhões de transações ao longo de todo o ano, movimentando mais de R$ 650 bilhões em pagamentos, uma expansão de 20% na comparação com 2010, conforme estimativas preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
Segundo analistas, o mercado de cartões deve ganhar dinamismo extra em 2011 por conta da chegada da bandeira Elo, criada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. A Caixa Econômica Federal também já anunciou que vai emitir o cartão Elo, voltado basicamente para a baixa renda.
Por isso mesmo, alguns especialistas já argumentam que as projeções para este ano devem ser revistas para cima logo no primeiro trimestre, para incorporar o desempenho da nova bandeira, que deve ganhar mercado rapidamente em razão da força dos três bancos nas classes de menor renda. O objetivo da Elo é ter uma fatia de 15% do mercado brasileiro de cartões de crédito em um período de cinco anos.
O diretor da Abecs e do Bradesco, Marcelo Noronha, destaca que os pagamentos com cartões devem atingir a marca de 25,7% do consumo das famílias este ano, ante 24% em 2010. Em 2008, esse número era de 20,7%. Apesar do crescimento, esse índice ainda é pequeno quando comparado a países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde os pagamentos com cartões correspondem a 44% do consumo das famílias, e na França, onde esse número atinge 38%. Por isso, o executivo acredita que o setor de cartões deve continuar crescendo com taxas expressivas nos próximos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O mercado brasileiro de cartões de crédito e débito deve atingir a marca de 700 milhões de unidades em 2011. O número recorde deve ser puxado principalmente pela expansão do produto nas classes de baixa renda e pela contínua migração de outros meios de pagamento, como cheque ou dinheiro, para os cartões.
A expectativa é que esses cartões façam mais de 8 bilhões de transações ao longo de todo o ano, movimentando mais de R$ 650 bilhões em pagamentos, uma expansão de 20% na comparação com 2010, conforme estimativas preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
Segundo analistas, o mercado de cartões deve ganhar dinamismo extra em 2011 por conta da chegada da bandeira Elo, criada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. A Caixa Econômica Federal também já anunciou que vai emitir o cartão Elo, voltado basicamente para a baixa renda.
Por isso mesmo, alguns especialistas já argumentam que as projeções para este ano devem ser revistas para cima logo no primeiro trimestre, para incorporar o desempenho da nova bandeira, que deve ganhar mercado rapidamente em razão da força dos três bancos nas classes de menor renda. O objetivo da Elo é ter uma fatia de 15% do mercado brasileiro de cartões de crédito em um período de cinco anos.
O diretor da Abecs e do Bradesco, Marcelo Noronha, destaca que os pagamentos com cartões devem atingir a marca de 25,7% do consumo das famílias este ano, ante 24% em 2010. Em 2008, esse número era de 20,7%. Apesar do crescimento, esse índice ainda é pequeno quando comparado a países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde os pagamentos com cartões correspondem a 44% do consumo das famílias, e na França, onde esse número atinge 38%. Por isso, o executivo acredita que o setor de cartões deve continuar crescendo com taxas expressivas nos próximos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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