portal Decision Report 29/11/2010
O MoIP anuncia a taxa de aprovação de crédito de 94,6% das transações de meios de pagamento online no mês de outubro. Atualmente, cerca de 87,52% das transações comerciais são realizadas pelo “dinheiro de plástico”, pela facilidade no parcelamento, segurança e integridade dos dados. Os outros meios de pagamento são o boleto, com 5,74%, débito bancário, com 5,89% e carteira MoIP com 0,85% das transações.
Para Daniel Fonseca, diretor de gerenciamento de risco do MoIP Pagamentos, as fraudes em transações comerciais online e também problemas com cartões de crédito acontecem com certa freqüência na web. “Para o pequeno e médio empresário uma fraude pode comprometer o fluxo de caixa e todo o andamento da empresa a médio como longo prazo”, destaca Fonseca.
O departamento de Inteligência Artificial que verifica dados no ato do processo de compra e venda online, atinge índices de aprovação de até 84,2%. “ Também é verificado se há inidoneidade da transação com averiguação de mais de 400 variáveis que cruzam informações do proprietário do cartão contra dados cadastrais”, explica Daniel Fonseca.
Para as transações que não forem aprovadas pela Inteligência Artificial do MoIP, os analistas revisam manualmente os dados para validação da transação online. Atualmente, 15,8% das transações passam por esta análise.
O julgamento da transação é realizado para todas as partes envolvidas no processo através de parcerias com fornecedores como Clearsale, Equifax, Quova, Maxmind e Serasa Experian. Neste processo, 66% das transações são aprovadas e validadas pela equipe que pode utilizar a validação por chamada telefônica. Se houver algum dado contrário no sistema, a transação será cancelada e fará parte dos 34% das transações rejeitadas.
30 de nov. de 2010
29 de nov. de 2010
EUA: MUDANDO O JOGO NO CARTÃO
redação Serfinco 29/11/2010
Em entrevista ao site Pymnts.com, a diretora de serviços financeiros globais da Capgemini, Deborah Baxley, disse que 2010 é um momento de extraordinária mudança e revolução na indústria de cartões e pagamentos nos Estados Unidos. Para alguns, a regulamentação financeira ameaça destruir décadas de crescimento e rentabilidade. O país permanece como o último país industrializado a contar com cartões de tarja magnética, e isso o expõe a níveis sem precedentes de fraude. A indústria está em um impasse sobre a adoção de novas tecnologias, incluindo chip e celular.
Reforma financeira representa uma importante complicação
A aprovação do Consumer Protection Act de 2010, que regerá as taxas de interchange no cartão de débito, ganha importância diante de incertezas de como será aplicada a regulamentação.
Os bancos lutarão para compensar a perda de receitas, provavelmente mudando o foco para cartões de crédito e pré-pagos, impondo DDA (Demand Deposit Account) e outras taxas, juntamente com novos serviços de contas e amplos pacotes com preços fixos. O exemplo da Austrália ilustra as consequências de um controle nas taxas de intercâmbio, em que os benefícios aos consumidores não se concretizaram. Na outra ponta, comerciantes que vinham se beneficiando de custos mais baixos na aceitação de cartões de débito, com as novas regras podem dar uma guinada surpreendente, reconduzindo os consumidores ao uso de dinheiro e cheques.
Como podem os bancos responder?
Para Deborah Baxley, a solução seria a criação de um ponto de virada a partir da tecnologia NFC (Near Field Communication). Considerada a onda do futuro, a tecnologia patina na indústria norte-americana de pagamentos há anos. Bancos e operadoras de redes móveis (MNO) arrastam-se em conversações sobre modelos de negócios e acordos de receita. Operadoras relutam em adquirir aparelhos celulares com NFC e comerciantes temem transformar seus POSs em leitores contactless. Enquanto isso, fabricantes de celulares veem seus modelos com tecnologia NFC encalharem.
O exagero de preocupação com os acordos de partilha das receitas impede a inovação. Os participantes deveriam, ao contrário, focar na ‘expansão do bolo’ com o estímulo da inovação. Exemplos como a explosão das mensagens SMS e das vendas de música on-line mostram que uma única empresa visionária pode mudar a indústria. Vários players com milhões de seguidores fiéis têm essa oportunidade, incluindo Facebook, Apple e PayPal, cada um dos quais poderia desencadear um efeito viral. O banco que se associar a um parceiro capaz de mudar o jogo vai desfrutar da vantagem de ser o pioneiro nestes novos fluxos de receita.
O projeto de reforma financeira serve também de incentivo para os bancos investirem na prevenção à fraude. Durante décadas, os Estados Unidos caminharam em direção oposta, enquanto o resto do mundo vem implantando a tecnologia EMV. Mudanças nas fraude, custos, receitas e novas tecnologias fazem o momento atual como certo para os EUA reconsiderarem seus procedimentos. Justificativas passam por fatores como:
1. o país se tornou o elo mais fraco e um dos alvos mais prováveis de fraude de cartão
2. novos terminais POS já possuem padrões EMV embutidos, sem nenhum custo adicional, e o custo de cartões com chip representam menos de 1 dólar de diferença em comparação com um cartão de tarja magnética
3. emissores perderam quase US$ 79 MM em 2008, por problemas que seus portadores de cartão tiveram em viagens ao exterior
4. leitores de chip têm impulsionado os fabricantes para outras modalidades de pagamento, especialmente as formas por proximidade com tecnologia NFC
A diretora da consultoria entende que a implementação de padrões EMV seria aplaudida como um salto gigantesco na direção certa. Os bancos se beneficiariam com a queda das perdas por fraude e ganhariam ajustes nas taxas de intercâmbio, conforme definido pelo Fed.
Para ela, os bancos têm hoje uma oportunidade sem precedentes para refazer a indústria de cartões e construir um futuro no qual os pagamentos sejam mais seguros e convenientes, com oportunidades promissoras de novos negócios não contemplados hoje.
Em entrevista ao site Pymnts.com, a diretora de serviços financeiros globais da Capgemini, Deborah Baxley, disse que 2010 é um momento de extraordinária mudança e revolução na indústria de cartões e pagamentos nos Estados Unidos. Para alguns, a regulamentação financeira ameaça destruir décadas de crescimento e rentabilidade. O país permanece como o último país industrializado a contar com cartões de tarja magnética, e isso o expõe a níveis sem precedentes de fraude. A indústria está em um impasse sobre a adoção de novas tecnologias, incluindo chip e celular.
Reforma financeira representa uma importante complicação
A aprovação do Consumer Protection Act de 2010, que regerá as taxas de interchange no cartão de débito, ganha importância diante de incertezas de como será aplicada a regulamentação.
Os bancos lutarão para compensar a perda de receitas, provavelmente mudando o foco para cartões de crédito e pré-pagos, impondo DDA (Demand Deposit Account) e outras taxas, juntamente com novos serviços de contas e amplos pacotes com preços fixos. O exemplo da Austrália ilustra as consequências de um controle nas taxas de intercâmbio, em que os benefícios aos consumidores não se concretizaram. Na outra ponta, comerciantes que vinham se beneficiando de custos mais baixos na aceitação de cartões de débito, com as novas regras podem dar uma guinada surpreendente, reconduzindo os consumidores ao uso de dinheiro e cheques.
Como podem os bancos responder?
Para Deborah Baxley, a solução seria a criação de um ponto de virada a partir da tecnologia NFC (Near Field Communication). Considerada a onda do futuro, a tecnologia patina na indústria norte-americana de pagamentos há anos. Bancos e operadoras de redes móveis (MNO) arrastam-se em conversações sobre modelos de negócios e acordos de receita. Operadoras relutam em adquirir aparelhos celulares com NFC e comerciantes temem transformar seus POSs em leitores contactless. Enquanto isso, fabricantes de celulares veem seus modelos com tecnologia NFC encalharem.
O exagero de preocupação com os acordos de partilha das receitas impede a inovação. Os participantes deveriam, ao contrário, focar na ‘expansão do bolo’ com o estímulo da inovação. Exemplos como a explosão das mensagens SMS e das vendas de música on-line mostram que uma única empresa visionária pode mudar a indústria. Vários players com milhões de seguidores fiéis têm essa oportunidade, incluindo Facebook, Apple e PayPal, cada um dos quais poderia desencadear um efeito viral. O banco que se associar a um parceiro capaz de mudar o jogo vai desfrutar da vantagem de ser o pioneiro nestes novos fluxos de receita.
O projeto de reforma financeira serve também de incentivo para os bancos investirem na prevenção à fraude. Durante décadas, os Estados Unidos caminharam em direção oposta, enquanto o resto do mundo vem implantando a tecnologia EMV. Mudanças nas fraude, custos, receitas e novas tecnologias fazem o momento atual como certo para os EUA reconsiderarem seus procedimentos. Justificativas passam por fatores como:
1. o país se tornou o elo mais fraco e um dos alvos mais prováveis de fraude de cartão
2. novos terminais POS já possuem padrões EMV embutidos, sem nenhum custo adicional, e o custo de cartões com chip representam menos de 1 dólar de diferença em comparação com um cartão de tarja magnética
3. emissores perderam quase US$ 79 MM em 2008, por problemas que seus portadores de cartão tiveram em viagens ao exterior
4. leitores de chip têm impulsionado os fabricantes para outras modalidades de pagamento, especialmente as formas por proximidade com tecnologia NFC
A diretora da consultoria entende que a implementação de padrões EMV seria aplaudida como um salto gigantesco na direção certa. Os bancos se beneficiariam com a queda das perdas por fraude e ganhariam ajustes nas taxas de intercâmbio, conforme definido pelo Fed.
Para ela, os bancos têm hoje uma oportunidade sem precedentes para refazer a indústria de cartões e construir um futuro no qual os pagamentos sejam mais seguros e convenientes, com oportunidades promissoras de novos negócios não contemplados hoje.
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UNION BANK DA ÍNDIA VAI LANÇAR REDE NACIONAL DE PAGAMENTOS MÓVEIS
redação Serfinco 29/11/2010
O Union Bank of India fez uma parceria com fabricante de celulares Nokia e o provedor de serviços de m-payment Obopay para desenvolver uma rede nacional de dinheiro móvel para o subcontinente.
O serviço permitirá aos usuários armazenar e enviar dinheiro através de seus aparelhos, além de fazer compras em vários locais. Os usuários podem pagar contas ou simplesmente recarregar seus próprios, ou de suas famílias, cartões SIM pré-pagos. Eles também poderão fazer transferências entre pessoas (P2P) e armazenar pontos em programas de fidelidade.
O ‘Union Bank Money’ vai permitir retirada de dinheiro na rede nacional de 2.400 caixas eletrônicos do banco e nos 200.000 pontos de venda da rede Nokia. Como parte do projeto, a Nokia planeja pré-instalar o aplicativo em seus celulares.
O completo lançamento do serviço deve levar de 12 a 18 meses, quando a 'Union Bank Money' será a maior rede na Índia a fornecer serviços financeiros móveis tanto para os consumidores urbanos, como a atingir populações não bancarizadas nas áreas rurais.
Teppo Paavola, vice-presidente da Nokia disse que construir um ecossistema aberto de parceiros-chave é a base para viabilizar o dinheiro móvel. Uma cooperação cruzadas das indústrias permite conectar pessoas bancarizadas e outras não atendidas pelos bancos, levando a uma inclusão financeira que habilita as pessoas a administrarem seus negócios e viver com mais qualidade de vida, além de quebrar barreiras geradas pelas limitações do dinheiro em espécie.
A Nokia tem estado ativamente envolvida em projetos e parcerias de pagamentos móveis em várias localidades do globo.
O Union Bank of India fez uma parceria com fabricante de celulares Nokia e o provedor de serviços de m-payment Obopay para desenvolver uma rede nacional de dinheiro móvel para o subcontinente.
O serviço permitirá aos usuários armazenar e enviar dinheiro através de seus aparelhos, além de fazer compras em vários locais. Os usuários podem pagar contas ou simplesmente recarregar seus próprios, ou de suas famílias, cartões SIM pré-pagos. Eles também poderão fazer transferências entre pessoas (P2P) e armazenar pontos em programas de fidelidade.
O ‘Union Bank Money’ vai permitir retirada de dinheiro na rede nacional de 2.400 caixas eletrônicos do banco e nos 200.000 pontos de venda da rede Nokia. Como parte do projeto, a Nokia planeja pré-instalar o aplicativo em seus celulares.
O completo lançamento do serviço deve levar de 12 a 18 meses, quando a 'Union Bank Money' será a maior rede na Índia a fornecer serviços financeiros móveis tanto para os consumidores urbanos, como a atingir populações não bancarizadas nas áreas rurais.
Teppo Paavola, vice-presidente da Nokia disse que construir um ecossistema aberto de parceiros-chave é a base para viabilizar o dinheiro móvel. Uma cooperação cruzadas das indústrias permite conectar pessoas bancarizadas e outras não atendidas pelos bancos, levando a uma inclusão financeira que habilita as pessoas a administrarem seus negócios e viver com mais qualidade de vida, além de quebrar barreiras geradas pelas limitações do dinheiro em espécie.
A Nokia tem estado ativamente envolvida em projetos e parcerias de pagamentos móveis em várias localidades do globo.
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Union Bank of India
PAULISTA DE JUNDIAÍ LANÇA CARTÃO DE CRÉDITO OFICIAL
redação Serfinco 29/11/2010
Na noite do dia 24, o Paulista Futebol Clube deu mais um passo em seu processo de renovação: lançou o cartão do Paulista FC.
O projeto tem parceria entre o clube e a Nelycard, com apoio da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí, e é a primeira iniciativa para o Paulista se tornar um clube empresa, com receita própria.
A Nelycard repassará ao Paulista 60% do lucro bruto. Para Djair Bocanella, presidente do Paulista, a parceria pode gerar muitos frutos ao Galo, tanto em termos de receita quanto em envolvimento do jundiaiense com o clube.
Para se associar ao Paulista, basta a empresa fazer o pedido do cartão e repassar aos seus funcionários, sem custo nenhum. Todas as movimentações com o cartão são descontadas em folha de pagamento.
A Nelycard é uma empresa com atuação na cidade de Limeira e região. Por meio do Cartão Paulista, seu presidente, Reinaldo David Bueno Miranda - um torcedor do Paulista de muitos anos - espera ter clientes em sua cidade de nascimento.
Na noite do dia 24, o Paulista Futebol Clube deu mais um passo em seu processo de renovação: lançou o cartão do Paulista FC.
O projeto tem parceria entre o clube e a Nelycard, com apoio da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí, e é a primeira iniciativa para o Paulista se tornar um clube empresa, com receita própria.
A Nelycard repassará ao Paulista 60% do lucro bruto. Para Djair Bocanella, presidente do Paulista, a parceria pode gerar muitos frutos ao Galo, tanto em termos de receita quanto em envolvimento do jundiaiense com o clube.
Para se associar ao Paulista, basta a empresa fazer o pedido do cartão e repassar aos seus funcionários, sem custo nenhum. Todas as movimentações com o cartão são descontadas em folha de pagamento.
A Nelycard é uma empresa com atuação na cidade de Limeira e região. Por meio do Cartão Paulista, seu presidente, Reinaldo David Bueno Miranda - um torcedor do Paulista de muitos anos - espera ter clientes em sua cidade de nascimento.
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Nelycard. Paulista FC
PRAZO MÉDIO DE CRÉDITO PARA PESSOA FÍSICA AUMENTA 43 DIAS EM UM ANO
portal InfoMoney 29/11/2010
O prazo médio do financiamento para pessoa física em outubro ficou em 538 dias, três dias a menos frente aos 541 contabilizados em setembro.
Em outubro de 2009, o prazo médio era de 495 dias, o que remete a uma diferença de 43 dias em relação a igual mês deste ano.
Dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, mostraram ainda que, para a pessoa jurídica, o prazo médio também se ampliou, dos 266 dias em outubro de 2009 para 383 dias no mês passado – aumento expressivo de 117 dias. Na comparação com setembro deste ano (385 dias), houve queda de dois dias.
Modalidades pessoa física
No caso do financiamento imobiliário, houve alta anual no prazo médio de 598 dias (de 3.124 para 3.722), entre outubro de 2009 e de 2010. Já na comparação mensal houve retração de 311 dias, conforme a tabela abaixo:
O prazo médio do financiamento para pessoa física em outubro ficou em 538 dias, três dias a menos frente aos 541 contabilizados em setembro.
Em outubro de 2009, o prazo médio era de 495 dias, o que remete a uma diferença de 43 dias em relação a igual mês deste ano.
Dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, mostraram ainda que, para a pessoa jurídica, o prazo médio também se ampliou, dos 266 dias em outubro de 2009 para 383 dias no mês passado – aumento expressivo de 117 dias. Na comparação com setembro deste ano (385 dias), houve queda de dois dias.
Modalidades pessoa física
No caso do financiamento imobiliário, houve alta anual no prazo médio de 598 dias (de 3.124 para 3.722), entre outubro de 2009 e de 2010. Já na comparação mensal houve retração de 311 dias, conforme a tabela abaixo:
REINO UNIDO: MBNA E VIRGIN MONEY EMBARCAM EM CARTÃO CONTACTLESS
redação Serfinco 29/11/2010
A MBNA, unidade de cartões do Bank of America, e a Virgin Money firmaram compromisso de entregar cartões de crédito sem contato para milhões de clientes no Reino Unido durante os próximos dois anos.
O Bank of America declarou que até o final de 2011 mais de cinco milhões de cartões de crédito emitidos pela MBNA – com bandeiras Visa e MasterCard - terão a tecnologia contactless.
Por motivos de segurança, os cartões não podem ser usados até que uma senha PIN seja inserida no primeiro uso e os clientes vão ser, ocasionalmente, solicitados a digitar o PIN para garantir que as transações são válidas.
Já a empresa de serviços financeiros Virgin Money vai começar a substituir dois milhões de cartões de crédito e de débito este mês. A previsão é de que um em cada cinco plásticos estejam habilitados para o pagamento em terminais "tap and go" até o final do ano.
O movimento vem ao encontro de um levantamento feito pela MBNA onde foi revelado um forte apoio do público à tecnologia. Dos mais de mil entrevistados, 80% concordam que ela ajudaria a economizar tempo nas filas para pagamento das compras e 69% acreditam que a nova tecnologia irá facilitar suas vidas e beneficiar os consumidores.
Bank of America e Virgin Money seguem uma tendência de mercado já adotado pelo Barclays Bank e Barclaycard, que alegam ter emitido oito milhões dos 10 milhões de cartões sem contato em circulação. As instituições divulgaram que, entre janeiro e agosto deste ano, registraram um aumento de 188% no volume mensal de transações por aproximação.
A MBNA, unidade de cartões do Bank of America, e a Virgin Money firmaram compromisso de entregar cartões de crédito sem contato para milhões de clientes no Reino Unido durante os próximos dois anos.
O Bank of America declarou que até o final de 2011 mais de cinco milhões de cartões de crédito emitidos pela MBNA – com bandeiras Visa e MasterCard - terão a tecnologia contactless.
Por motivos de segurança, os cartões não podem ser usados até que uma senha PIN seja inserida no primeiro uso e os clientes vão ser, ocasionalmente, solicitados a digitar o PIN para garantir que as transações são válidas.
Já a empresa de serviços financeiros Virgin Money vai começar a substituir dois milhões de cartões de crédito e de débito este mês. A previsão é de que um em cada cinco plásticos estejam habilitados para o pagamento em terminais "tap and go" até o final do ano.
O movimento vem ao encontro de um levantamento feito pela MBNA onde foi revelado um forte apoio do público à tecnologia. Dos mais de mil entrevistados, 80% concordam que ela ajudaria a economizar tempo nas filas para pagamento das compras e 69% acreditam que a nova tecnologia irá facilitar suas vidas e beneficiar os consumidores.
Bank of America e Virgin Money seguem uma tendência de mercado já adotado pelo Barclays Bank e Barclaycard, que alegam ter emitido oito milhões dos 10 milhões de cartões sem contato em circulação. As instituições divulgaram que, entre janeiro e agosto deste ano, registraram um aumento de 188% no volume mensal de transações por aproximação.
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EMPRESA DE CARTÃO IGNORA PACOTE E PREVÊ ALTA
jornal DCI 29/11/2010 - Flávia Milhassi
Mesmo com todas as mudanças feitas na última semana pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aumentou a taxa de pagamento mínimo para 15% e regulamentou algumas ações do setor de cartões, a tendência, segundo empresários do ramo, é que em 2011 haja crescimento do número de "dinheiros plásticos" que circulam no Brasil.
Para Marcelo Monteiro, consultor de mercado, o crescimento de 13% neste ano do setor, pode ser batido no próximo ano. "Há muito espaço aqui, no Brasil, para este tipo de negócio, e a chegada da bandeira Elo -pertencente à Cielo - mostra que o mercado está aquecido", explica o consultor. Ainda segundo Marcelo Monteiro, o mercado investiu R$ 2,3 bilhões na venda de cartões e pode ter até o final deste ano um montante de R$ 10 bilhões em lucros. Para 2011 é possível que o setor amplie a atuação nas vendas desses plásticos em quase R$ 3 bilhões. "Esses dados se referem apenas a cartões com bandeira como a Visa e a MasterCard, não estou contando com os private label, os cartões emitidos pelas redes varejistas", completa o consultor, em entrevista.
Segundo dados divulgados mensalmente pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), de janeiro a setembro deste ano o setor registrou mais de 628 milhões de cartões de crédito ativos no Brasil cujo número de transações ficou em 7,131 bilhões no período, o que totalizou mais de R$ 530 milhões em 2010, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2009. Em 2010, espera-se crescimento entre 17% e 19%.
Dentre as muitas possibilidades de expansão no mercado, pode-se destacar a venda de seguros via cartão. Pesquisa realizada pelo instituto Medida Certa e divulgada durante evento promovido pela CardMonitor mostra que o seguro contra perda ou roubo que cobre gastos efetuados por terceiros é o item mais procurado pelos clientes que utilizam cartões. A venda desta modalidade de serviços é maior na população considera A1, que tem maior poder aquisitivo. Da mostra feita com quase dois mil entrevistados, 54% possuem seguro, mas, segundo Ivan Daibert, do Medida Certa, é necessário modificar algumas coisas para que esses seguros continuem a ser vendidos no próximo ano. "Esse serviço precisa ser repaginado, ou perderá adeptos à medida que os cartões de chip se posicionam no mercado." O baixo índice percebido pela pesquisa nas classes C2 e D, mostra a fatia de mercado que deve ser explorada, como explica Ivan. "Isso é mais uma oportunidade de mercado, visto que as classes C e D possuem um 'plástico' de poucos recursos e podem se tornar alvo de ações na venda desses tipos de serviço", diz, e completa: "Os emissores têm uma grande oportunidade de vender mais aos que não têm; como exemplo posso citar o seguro residencial via cartão, quase 95% dos entrevistados não possuem esse serviço e esse nicho do mercado pode ser aproveitado pelas empresas emissoras."
Os serviços podem ser oferecidos a partir de R$ 1, e podem agregar funções como descontos em rede de drogarias, seguro contra acidentes, seguro contra terceiros. "Não tem limite para a oferta de serviços", enfatiza Ivan. O executivo informa que o mercado de cartões de crédito tem muito espaço no País para crescer, em especial com a criação de novas bandeiras regionais.
Além do mercado de serviços adicionais no dinheiro plástico, empresas como Cielo, MasterCard e Visa pretendem agregar em seu portfólio de serviços o já discutido mobile payment, que usará o celular para fazer transações de compra. Para Rômulo de Mello Dias, diretor presidente da Cielo - que conta atualmente com um milhão e oitocentos mil clientes e opera em torno de 2 mil transações por segundo -, esse pagamento via celular será a grande chave para o futuro dos cartões. "Essa tecnologia é o futuro dos cartões de crédito pela facilidade e comodidade do serviço: ele é altamente fundamental em nossa estratégia de posicionamento de mercado, mas não acabará com o plástico", explica o empresário. Além disso, a empresa fechou recentemente a compra de 50,1 % dos ativos da In for You- empresa especializada em recarga de celular -, que totalizaram um investimento de R$ 50 milhões e a parceria com a Oi Pago. Além desse nova tecnologia, a Cielo já adquiriu aplicativos para iPad, iPod e iPod Touch, tudo para facilitar e trazer mais comodidade aos seus clientes e manter-se em primeiro lugar no setor de cartões.
Outro importante vetor que ajudará o mercado de cartões é a ampliação da rede pré-paga, cartões de vale-alimentação e refeição, que a Cielo, em breve pretende atender a Sodexoho Pass.
Há quarenta anos no mercado, a Credicard também aproveita o bom cenário econômico para fazer a empresa ampliar seu número de clientes. Segundo Leonel Andrade, presidente da Credicard, é necessário aproveitar a nova fase do Brasil para ampliar os investimentos. "A carteira de crédito tem crescido e em breve surgirão novos emissores no mercado, novas bandeiras e novos adquirentes", explica.
Mesmo com todas as mudanças feitas na última semana pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aumentou a taxa de pagamento mínimo para 15% e regulamentou algumas ações do setor de cartões, a tendência, segundo empresários do ramo, é que em 2011 haja crescimento do número de "dinheiros plásticos" que circulam no Brasil.
Para Marcelo Monteiro, consultor de mercado, o crescimento de 13% neste ano do setor, pode ser batido no próximo ano. "Há muito espaço aqui, no Brasil, para este tipo de negócio, e a chegada da bandeira Elo -pertencente à Cielo - mostra que o mercado está aquecido", explica o consultor. Ainda segundo Marcelo Monteiro, o mercado investiu R$ 2,3 bilhões na venda de cartões e pode ter até o final deste ano um montante de R$ 10 bilhões em lucros. Para 2011 é possível que o setor amplie a atuação nas vendas desses plásticos em quase R$ 3 bilhões. "Esses dados se referem apenas a cartões com bandeira como a Visa e a MasterCard, não estou contando com os private label, os cartões emitidos pelas redes varejistas", completa o consultor, em entrevista.
Segundo dados divulgados mensalmente pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), de janeiro a setembro deste ano o setor registrou mais de 628 milhões de cartões de crédito ativos no Brasil cujo número de transações ficou em 7,131 bilhões no período, o que totalizou mais de R$ 530 milhões em 2010, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2009. Em 2010, espera-se crescimento entre 17% e 19%.
Dentre as muitas possibilidades de expansão no mercado, pode-se destacar a venda de seguros via cartão. Pesquisa realizada pelo instituto Medida Certa e divulgada durante evento promovido pela CardMonitor mostra que o seguro contra perda ou roubo que cobre gastos efetuados por terceiros é o item mais procurado pelos clientes que utilizam cartões. A venda desta modalidade de serviços é maior na população considera A1, que tem maior poder aquisitivo. Da mostra feita com quase dois mil entrevistados, 54% possuem seguro, mas, segundo Ivan Daibert, do Medida Certa, é necessário modificar algumas coisas para que esses seguros continuem a ser vendidos no próximo ano. "Esse serviço precisa ser repaginado, ou perderá adeptos à medida que os cartões de chip se posicionam no mercado." O baixo índice percebido pela pesquisa nas classes C2 e D, mostra a fatia de mercado que deve ser explorada, como explica Ivan. "Isso é mais uma oportunidade de mercado, visto que as classes C e D possuem um 'plástico' de poucos recursos e podem se tornar alvo de ações na venda desses tipos de serviço", diz, e completa: "Os emissores têm uma grande oportunidade de vender mais aos que não têm; como exemplo posso citar o seguro residencial via cartão, quase 95% dos entrevistados não possuem esse serviço e esse nicho do mercado pode ser aproveitado pelas empresas emissoras."
Os serviços podem ser oferecidos a partir de R$ 1, e podem agregar funções como descontos em rede de drogarias, seguro contra acidentes, seguro contra terceiros. "Não tem limite para a oferta de serviços", enfatiza Ivan. O executivo informa que o mercado de cartões de crédito tem muito espaço no País para crescer, em especial com a criação de novas bandeiras regionais.
Além do mercado de serviços adicionais no dinheiro plástico, empresas como Cielo, MasterCard e Visa pretendem agregar em seu portfólio de serviços o já discutido mobile payment, que usará o celular para fazer transações de compra. Para Rômulo de Mello Dias, diretor presidente da Cielo - que conta atualmente com um milhão e oitocentos mil clientes e opera em torno de 2 mil transações por segundo -, esse pagamento via celular será a grande chave para o futuro dos cartões. "Essa tecnologia é o futuro dos cartões de crédito pela facilidade e comodidade do serviço: ele é altamente fundamental em nossa estratégia de posicionamento de mercado, mas não acabará com o plástico", explica o empresário. Além disso, a empresa fechou recentemente a compra de 50,1 % dos ativos da In for You- empresa especializada em recarga de celular -, que totalizaram um investimento de R$ 50 milhões e a parceria com a Oi Pago. Além desse nova tecnologia, a Cielo já adquiriu aplicativos para iPad, iPod e iPod Touch, tudo para facilitar e trazer mais comodidade aos seus clientes e manter-se em primeiro lugar no setor de cartões.
Outro importante vetor que ajudará o mercado de cartões é a ampliação da rede pré-paga, cartões de vale-alimentação e refeição, que a Cielo, em breve pretende atender a Sodexoho Pass.
Há quarenta anos no mercado, a Credicard também aproveita o bom cenário econômico para fazer a empresa ampliar seu número de clientes. Segundo Leonel Andrade, presidente da Credicard, é necessário aproveitar a nova fase do Brasil para ampliar os investimentos. "A carteira de crédito tem crescido e em breve surgirão novos emissores no mercado, novas bandeiras e novos adquirentes", explica.
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Cielo,
Elo,
Medida Certa,
Sodexo
REDECARD FLERTA COM O MERCADO EXTERNO
jornal Valor Econômico 29/11/2010 - Adriana Cotias
Um Brasil inteiro é pouco para a Redecard. Além de adotar uma agressiva estratégia no país para ganhar fatias de mercado após o fim da exclusividade da concorrente Cielo com a bandeira Visa, a credenciadora sinaliza ter ambições além-fronteiras. Em encontro com analistas e investidores da Apimec (associação que representa os profissionais de investimentos), o presidente da empresa, Roberto Medeiros, revelou que avalia opções de expansão no front internacional, o que seria um feito inédito para uma companhia local do setor de captura de transações com cartões de crédito e débito.
O México é um mercado que a empresa já estudou e oferece oportunidades maravilhosas no chamado ramo de adquirência, mas não há no país um esforço do governo para formalizar a economia e transformar os pagamentos manuais em eletrônicos. "O maior inimigo dessa indústria é a economia informal", disse Medeiros. "Por enquanto não encontramos nenhuma operação (internacional) que tenha o volume e a remuneração de capital que há no Brasil."
Localmente, onde o fenômeno da internacionalização faz a via inversa e empresas estrangeiras têm demonstrado interesse em participar desse mercado, o executivo comemora o credenciamento recorde no terceiro trimestre, com algo entre 40 mil e 45 mil novos lojistas adicionados a sua base ao mês, mesmo que sob uma estrutura de custos mais elevada. Para reduzir a dependência do credenciamento dos bancos, a Redecard investiu em força de vendas própria (parte dela terceirizada) em todo o país. Com isso tem aumentado o leque de serviços prestados aos estabelecimentos comerciais. A antecipação automática de recebíveis na própria maquininha de captura (o chamado POS) é um desses produtos que acabou ganhando ainda mais força.
Para o último trimestre do ano, o executivo prevê antecipar até mais do que os 20% que vem estabelecendo como referência, a exemplo do que se observou no período entre julho e setembro, quando a credenciadora adiantou aos lojistas 22,2%, ou R$ 6,8 bilhões, do total de transações de crédito. Medeiros conta que, já no começo do trimestre atual, numa única operação, adiantou R$ 425 milhões a um grande varejista.
A mudança de mix, com esforços para ganhar a fidelidade de grandes clientes, reduziu, porém, a remuneração obtida com o pré-pagamento. Do segundo para o terceiro trimestre, o resultado dessa linha de negócios, líquido de despesas financeiras, caiu 14,5%, a R$ 138 milhões. Nessa conta, também houve impacto do aumento de custo de "funding". Com uma captação de "commercial papers", feita neste ano a 106% do CDI, esse passou a ser o piso para financiar a empresa, diz Medeiros.
A ofensiva para ganhar território no mercado nacional também pressionou a taxa líquida de desconto e acabou pesando sobre o resultado operacional de caixa (o lajida) e o lucro líquido recorrente, que caíram 6% nos nove primeiros meses de 2010, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a R$ 1,7 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. O custo por transação, por sua vez, subiu 12% nesse mesmo intervalo, a R$ 0,36.
Não no quarto trimestre, mas nos próximos, o custo unitário tende a baixar, espera Medeiros, até porque a Redecard ainda não se beneficiou dos ganhos de escala decorrentes da fidelização de grandes varejistas. O Magazine Luiza, por exemplo, fechou acordo com a credenciadora em setembro, mas só agora começou a operar preferencialmente com a rede, porque precisou fazer ajustes tecnológicos nos seus terminais de venda.
Na sua carteira, a empresa tem 18 mil varejistas classificados como grandes e médios e 1,5 milhão de pequenos, segmentação que proporciona a melhor remuneração. Como a Visa tem mais cartões no mercado, os esforços são para ocupar espaços e roubar clientes da Cielo. Só que, cinco meses após a abertura do mercado, os volumes capturados com a bandeira ainda não são vultosos e a Redecard não se beneficia dos descontos de escala.
A entrada de novos competidores internacionais no setor, depois da investida do Santander com a GetNet é, por ora, vista com algum ceticismo por Medeiros. Ele diz que as empresas que aspiram avançar no Brasil ainda não sabem e não têm estrutura tecnológica ("softwares" e "backoffice") para tratar as operações parceladas sem juros, uma invenção do mercado brasileiro, criada para concorrer com o tradicional cheque pré-datado. "Não acho que os novos entrantes tenham mais do que 10% do mercado num horizonte de três a cinco anos."
Se 2009 foi o ano da regulação e 2010 o da competição, Medeiros reconhece que 2011 pode ser o ano em que o mercado vai discutir se os controladores das credenciadoras vão ou não fechar o capital das empresas. Apesar das ações estarem abaixo do preço da oferta pública inicial (IPO), não há planos de se fazer a recompra dos papéis. "A companhia não sabe operar essas coisas. Não faço uma gestão por trimestre, mas de médio e longo prazo."
No centro nervoso, a identificação das falhas no Natal
Para subir pelas escadas de emergência do 12º andar para o 13º no Castelo Branco Office Park, em Barueri, na Grande São Paulo Oeste, um crachá de identificação eletrônica libera a passagem, tanto no piso inferior quanto na chegada ao destino. Numa área de quase 2 mil metros quadrados está uma sala de circulação restrita aos 60 funcionários que se revezam em turnos, 24 horas por dia, sete dias por semana. É nela que está o centro nervoso da Redecard, onde a empresa faz o monitoramento das transações com cartões de crédito e débito. Foi ali que se identificou, na véspera de Natal de 2009, as falhas na captura dos lojistas, que lhe foram tão caras.
Em tempo real, os telões exibem a performance das operações no Brasil inteiro. A cada minuto há atualização nos terminais dos técnicos, em grande parte com formação em engenharia e tecnologia da informação. Num emaranhado de estatísticas, esses profissionais conseguem medir, por exemplo, se o índice de aprovação das operações está de acordo com o histórico para aquela hora, dia e ano em cada POS ou terminal de venda, em cada estabelecimento comercial. Qualquer desvio, eles disparam alertas que são ferramentas úteis na prevenção de fraudes, conta o diretor de tecnologia da Redecard, Alessandro Raposo. Qualquer anomalia no tráfego das transações também é ali que se detecta.
Na tarde do fatídico 24 de dezembro de 2009 também foi assim. Imediatamente, todos os executivos da gerência técnica para cima da Redecard e da processadora Orbitall foram reportados por meio de mensagens instantâneas. Depois de quatro horas de lentidão na captura das transações, foi trocado um componente que liga com a rede de telecomunicações. Segundo Raposo, esses problemas não devem se repetir neste ano. "Temos capacidade instalada para capturar cinco vezes o volume esperado para o Natal."
Quanto às portas corta-fogos travadas, o executivo tranquiliza o visitante: quando dispara o alarme de incêndio, as saídas são liberadas automaticamente.
Um Brasil inteiro é pouco para a Redecard. Além de adotar uma agressiva estratégia no país para ganhar fatias de mercado após o fim da exclusividade da concorrente Cielo com a bandeira Visa, a credenciadora sinaliza ter ambições além-fronteiras. Em encontro com analistas e investidores da Apimec (associação que representa os profissionais de investimentos), o presidente da empresa, Roberto Medeiros, revelou que avalia opções de expansão no front internacional, o que seria um feito inédito para uma companhia local do setor de captura de transações com cartões de crédito e débito.
O México é um mercado que a empresa já estudou e oferece oportunidades maravilhosas no chamado ramo de adquirência, mas não há no país um esforço do governo para formalizar a economia e transformar os pagamentos manuais em eletrônicos. "O maior inimigo dessa indústria é a economia informal", disse Medeiros. "Por enquanto não encontramos nenhuma operação (internacional) que tenha o volume e a remuneração de capital que há no Brasil."
Localmente, onde o fenômeno da internacionalização faz a via inversa e empresas estrangeiras têm demonstrado interesse em participar desse mercado, o executivo comemora o credenciamento recorde no terceiro trimestre, com algo entre 40 mil e 45 mil novos lojistas adicionados a sua base ao mês, mesmo que sob uma estrutura de custos mais elevada. Para reduzir a dependência do credenciamento dos bancos, a Redecard investiu em força de vendas própria (parte dela terceirizada) em todo o país. Com isso tem aumentado o leque de serviços prestados aos estabelecimentos comerciais. A antecipação automática de recebíveis na própria maquininha de captura (o chamado POS) é um desses produtos que acabou ganhando ainda mais força.
Para o último trimestre do ano, o executivo prevê antecipar até mais do que os 20% que vem estabelecendo como referência, a exemplo do que se observou no período entre julho e setembro, quando a credenciadora adiantou aos lojistas 22,2%, ou R$ 6,8 bilhões, do total de transações de crédito. Medeiros conta que, já no começo do trimestre atual, numa única operação, adiantou R$ 425 milhões a um grande varejista.
A mudança de mix, com esforços para ganhar a fidelidade de grandes clientes, reduziu, porém, a remuneração obtida com o pré-pagamento. Do segundo para o terceiro trimestre, o resultado dessa linha de negócios, líquido de despesas financeiras, caiu 14,5%, a R$ 138 milhões. Nessa conta, também houve impacto do aumento de custo de "funding". Com uma captação de "commercial papers", feita neste ano a 106% do CDI, esse passou a ser o piso para financiar a empresa, diz Medeiros.
A ofensiva para ganhar território no mercado nacional também pressionou a taxa líquida de desconto e acabou pesando sobre o resultado operacional de caixa (o lajida) e o lucro líquido recorrente, que caíram 6% nos nove primeiros meses de 2010, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a R$ 1,7 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. O custo por transação, por sua vez, subiu 12% nesse mesmo intervalo, a R$ 0,36.
Não no quarto trimestre, mas nos próximos, o custo unitário tende a baixar, espera Medeiros, até porque a Redecard ainda não se beneficiou dos ganhos de escala decorrentes da fidelização de grandes varejistas. O Magazine Luiza, por exemplo, fechou acordo com a credenciadora em setembro, mas só agora começou a operar preferencialmente com a rede, porque precisou fazer ajustes tecnológicos nos seus terminais de venda.
Na sua carteira, a empresa tem 18 mil varejistas classificados como grandes e médios e 1,5 milhão de pequenos, segmentação que proporciona a melhor remuneração. Como a Visa tem mais cartões no mercado, os esforços são para ocupar espaços e roubar clientes da Cielo. Só que, cinco meses após a abertura do mercado, os volumes capturados com a bandeira ainda não são vultosos e a Redecard não se beneficia dos descontos de escala.
A entrada de novos competidores internacionais no setor, depois da investida do Santander com a GetNet é, por ora, vista com algum ceticismo por Medeiros. Ele diz que as empresas que aspiram avançar no Brasil ainda não sabem e não têm estrutura tecnológica ("softwares" e "backoffice") para tratar as operações parceladas sem juros, uma invenção do mercado brasileiro, criada para concorrer com o tradicional cheque pré-datado. "Não acho que os novos entrantes tenham mais do que 10% do mercado num horizonte de três a cinco anos."
Se 2009 foi o ano da regulação e 2010 o da competição, Medeiros reconhece que 2011 pode ser o ano em que o mercado vai discutir se os controladores das credenciadoras vão ou não fechar o capital das empresas. Apesar das ações estarem abaixo do preço da oferta pública inicial (IPO), não há planos de se fazer a recompra dos papéis. "A companhia não sabe operar essas coisas. Não faço uma gestão por trimestre, mas de médio e longo prazo."
No centro nervoso, a identificação das falhas no Natal
Para subir pelas escadas de emergência do 12º andar para o 13º no Castelo Branco Office Park, em Barueri, na Grande São Paulo Oeste, um crachá de identificação eletrônica libera a passagem, tanto no piso inferior quanto na chegada ao destino. Numa área de quase 2 mil metros quadrados está uma sala de circulação restrita aos 60 funcionários que se revezam em turnos, 24 horas por dia, sete dias por semana. É nela que está o centro nervoso da Redecard, onde a empresa faz o monitoramento das transações com cartões de crédito e débito. Foi ali que se identificou, na véspera de Natal de 2009, as falhas na captura dos lojistas, que lhe foram tão caras.
Em tempo real, os telões exibem a performance das operações no Brasil inteiro. A cada minuto há atualização nos terminais dos técnicos, em grande parte com formação em engenharia e tecnologia da informação. Num emaranhado de estatísticas, esses profissionais conseguem medir, por exemplo, se o índice de aprovação das operações está de acordo com o histórico para aquela hora, dia e ano em cada POS ou terminal de venda, em cada estabelecimento comercial. Qualquer desvio, eles disparam alertas que são ferramentas úteis na prevenção de fraudes, conta o diretor de tecnologia da Redecard, Alessandro Raposo. Qualquer anomalia no tráfego das transações também é ali que se detecta.
Na tarde do fatídico 24 de dezembro de 2009 também foi assim. Imediatamente, todos os executivos da gerência técnica para cima da Redecard e da processadora Orbitall foram reportados por meio de mensagens instantâneas. Depois de quatro horas de lentidão na captura das transações, foi trocado um componente que liga com a rede de telecomunicações. Segundo Raposo, esses problemas não devem se repetir neste ano. "Temos capacidade instalada para capturar cinco vezes o volume esperado para o Natal."
Quanto às portas corta-fogos travadas, o executivo tranquiliza o visitante: quando dispara o alarme de incêndio, as saídas são liberadas automaticamente.
MÁQUINA DE VENDAS PREPARA-SE PARA CRIAR SUA FINANCEIRA
jornal Brasil Econômico 29/11/2010 - Cintia Esteves
Depois de atingir a marca de 750 lojas, a Máquina de Vendas acha que tem porte suficiente para administrar seu próprio dinheiro. A companhia formada por Insinuante, Ricardo Eletro e City Lar, prepara-se para criar uma financeira. "Não queremos mais depender só dos bancos. Precisamos captar dinheiro mais barato no mercado", diz Luiz Carlos Batista, presidente do conselho da Máquina de Vendas.
A empresa está negociando com Bradesco, Itaú, HSBC e Santander. A escolha do sócio financeiro será definida até o final do ano. "Vamos fazer uma sociedade, mas ainda não definimos os termos. O importante é que teremos um banco por trás, o qual avaliará o risco de crédito", afirma Batista. Atualmente, 80% das vendas da varejista, com previsão de faturar R$ 5,5 bilhões em 2010, são feitas a prazo.
Investimento
Como explica Juliana Campos, analista de varejo da Ativa Corretora, ter uma financeira própria é bastante vantajoso. "A empresa não tem que se preocupar em descontar seus recebíveis (pagamentos a prazo) no mercado. Ela pode fazer isso dentro de casa", diz. Mas a especialista alerta que a empreitada exige um investimento considerável. "Existe a necessidade de se fazer um aporte de capital das duas partes, tanto do banco como da varejista."
O caminho traçado pela Máquina de Vendas é comum entre os grandes da área. O grupo Pão de Açúcar tem 50% da FIC, financeira em sociedade com o Itaú. Após fundir sua bandeira Ponto Frio com a Casas Bahia — que tem parte da carteira de crédito nas mãos do Bradesco—, o supermercadista chegou a conclusão que só poderá trabalhar com um dos bancos. Agora, Itaú e Bradesco brigam pra ver quem conseguirá financiar as vendas do maior varejista do pais. No terceiro trimestre deste ano, a FIC atingiu uma participação de 15% nas vendas do grupo, somando 7,4 milhões de clientes. Agora a companhia concentra esforços para aumentar este percentual.
A Lojas Americanas é outra varejista que financia seus clientes em casa. A Financeira Americanas Itaú (FAI) terminou o terceiro trimestre com 2,7 milhões de cartões emitidos e R$ 944 milhões em recebiveis. A participação dos cartões da FAI chegou a 15% das vendas da Lojas Americanas no final de setembro deste ano.
O Itaú também é parceiro do Magazine Luiza, que iniciou as operações da Luiza Cred em 2001 financiando as compras dos consumidores por meio do carnê. Hoje a financeira da empresária Luiza Helena Trajano oferece diversos serviços como seguros, empréstimo consignado, cartão de crédito, entre outros.
Depois de atingir a marca de 750 lojas, a Máquina de Vendas acha que tem porte suficiente para administrar seu próprio dinheiro. A companhia formada por Insinuante, Ricardo Eletro e City Lar, prepara-se para criar uma financeira. "Não queremos mais depender só dos bancos. Precisamos captar dinheiro mais barato no mercado", diz Luiz Carlos Batista, presidente do conselho da Máquina de Vendas.
A empresa está negociando com Bradesco, Itaú, HSBC e Santander. A escolha do sócio financeiro será definida até o final do ano. "Vamos fazer uma sociedade, mas ainda não definimos os termos. O importante é que teremos um banco por trás, o qual avaliará o risco de crédito", afirma Batista. Atualmente, 80% das vendas da varejista, com previsão de faturar R$ 5,5 bilhões em 2010, são feitas a prazo.
Investimento
Como explica Juliana Campos, analista de varejo da Ativa Corretora, ter uma financeira própria é bastante vantajoso. "A empresa não tem que se preocupar em descontar seus recebíveis (pagamentos a prazo) no mercado. Ela pode fazer isso dentro de casa", diz. Mas a especialista alerta que a empreitada exige um investimento considerável. "Existe a necessidade de se fazer um aporte de capital das duas partes, tanto do banco como da varejista."
O caminho traçado pela Máquina de Vendas é comum entre os grandes da área. O grupo Pão de Açúcar tem 50% da FIC, financeira em sociedade com o Itaú. Após fundir sua bandeira Ponto Frio com a Casas Bahia — que tem parte da carteira de crédito nas mãos do Bradesco—, o supermercadista chegou a conclusão que só poderá trabalhar com um dos bancos. Agora, Itaú e Bradesco brigam pra ver quem conseguirá financiar as vendas do maior varejista do pais. No terceiro trimestre deste ano, a FIC atingiu uma participação de 15% nas vendas do grupo, somando 7,4 milhões de clientes. Agora a companhia concentra esforços para aumentar este percentual.
A Lojas Americanas é outra varejista que financia seus clientes em casa. A Financeira Americanas Itaú (FAI) terminou o terceiro trimestre com 2,7 milhões de cartões emitidos e R$ 944 milhões em recebiveis. A participação dos cartões da FAI chegou a 15% das vendas da Lojas Americanas no final de setembro deste ano.
O Itaú também é parceiro do Magazine Luiza, que iniciou as operações da Luiza Cred em 2001 financiando as compras dos consumidores por meio do carnê. Hoje a financeira da empresária Luiza Helena Trajano oferece diversos serviços como seguros, empréstimo consignado, cartão de crédito, entre outros.
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28 de nov. de 2010
A DÍVIDA QUE VIROU DINHEIRO
portal Isto É Dinheiro 26/11/2010 - Cláudio Gradilone
Todas as empresas aéreas têm um passivo oculto, que guardam a sete chaves: o tamanho de seus programas de milhagem. A TAM não é uma exceção. “Essa é uma informação estratégica”, é a resposta da companhia. A reserva é compreensível. Os programas de milhagem são um dos maiores pontos de conflito entre as empresas aéreas e os passageiros.
No entanto, a TAM transformou essa obrigação em dinheiro, ao transferir as milhas para a Multiplus, uma empresa criada formalmente em 2009 e que abriu seu capital em fevereiro deste ano. Desde a abertura de capital, as ações já subiram 117%. A Multiplus hoje vale em bolsa R$ 5,5 bilhões, quase o mesmo que a própria TAM.
O milagre de transformar esse limão em uma limonada deveu-se a uma engenhosa operação financeira. A Multiplus recebeu as milhas da TAM e vendeu-as para seus parceiros – redes de varejo e hotéis.
Além de pagar pelas milhas, os parceiros gastaram um bom dinheiro para ter acesso a uma lista com 7,6 milhões das pessoas com maior poder aquisitivo do Brasil. A TAM transferiu parte de seu passivo para outras empresas e a Multiplus compra e vende os pontos desses parceiros, ganhando bem para fazer isso.
“Nosso negócio é gerir uma rede de programas de fidelidade”, diz Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus. Ela permite que um passageiro da TAM use as milhas de um voo entre Rio de Janeiro e Brasília para comprar livros na Livraria Cultura em São Paulo, para abastecer seu carro nos postos Ipiranga ou para comprar roupas na rede de lojas Luigi Bertolli. A ideia de transferir esse ônus para outros lojas foi lançada pela Air Canadá. “Foi a inspiração para a Multiplus”, diz Gouveia. Os números mostram o potencial desse negócio. Nos nove primeiros meses de 2010, o lucro líquido da empresa foi de R$ 75 milhões. A TAM lucrou R$ 487 milhões nesse período.
O mercado quer mais: as analistas Daniela Bretthauer e Marina Braga, da corretora americana Richard James, recomendam a compra das ações, em um relatório publicado no dia 22 de novembro. Cotadas a R$ 34,50 nessa data, elas poderiam superar R$ 40, alta de 20%. “Acreditamos ter espaço para surpresas adicionais nas receitas, já que a Multiplus continua a acrescentar parceiros”, escreveram elas.
Felipe Miranda, analista da empresa de pesquisa de ações Empiricus, também está otimista. Segundo ele, a empresa deverá ter R$ 1 bilhão em caixa em 2011, e deverá ser uma boa pagadora de dividendos. “Podemos chegar com alguma facilidade a uma rentabilidade de 20% nos dividendos pagos.”
Os parceiros da Multiplus gostaram. “Essa parceria permite oferecer mais benefícios aos clientes”, diz Leocadio Antunes, diretor superintendente da Ipiranga, sem revelar números. A rede de postos de combustível, ao lado do Bomclube, vinculado à rede de supermercados Walmart, é um dos principais parceiros da Muiltiplus.
“As empresas de varejo são as que oferecem as maiores sinergias”, diz Gouveia. “Muita gente aparece aqui para trocar os pontos por livros”, diz Sérgio Herz, sócio-diretor da Livraria Cultura. “Desde que aderimos ao programa da Multiplus, nosso próprio programa de fidelidade cresceu 37%; sem essa promoção, o crescimento teria sido de 14%”, diz ele.
Há alguma nuvem nesse céu? Segundo Álvaro Musa, consultor especializado em cartões de crédito e em seus programas de relacionamento, casos como o da Multiplus são uma novidade no Brasil e seu histórico não é bom.
A própria TAM participou, no fim dos anos 90, de um programa chamado Smart Club, em parceria com a Shell e outras redes de varejo e fast-food. O programa foi discretamente encerrado em 2004, devido a divergências insanáveis entre os parceiros. “Gerenciar programas que envolvem parceiros muito diferentes é uma operação muito complexa”, diz Musa. Só o tempo dirá se a conversão de dívida em dinheiro vai continuar voando em céu de brigadeiro ou se vai enfrentar turbulências.
Todas as empresas aéreas têm um passivo oculto, que guardam a sete chaves: o tamanho de seus programas de milhagem. A TAM não é uma exceção. “Essa é uma informação estratégica”, é a resposta da companhia. A reserva é compreensível. Os programas de milhagem são um dos maiores pontos de conflito entre as empresas aéreas e os passageiros.
No entanto, a TAM transformou essa obrigação em dinheiro, ao transferir as milhas para a Multiplus, uma empresa criada formalmente em 2009 e que abriu seu capital em fevereiro deste ano. Desde a abertura de capital, as ações já subiram 117%. A Multiplus hoje vale em bolsa R$ 5,5 bilhões, quase o mesmo que a própria TAM.
O milagre de transformar esse limão em uma limonada deveu-se a uma engenhosa operação financeira. A Multiplus recebeu as milhas da TAM e vendeu-as para seus parceiros – redes de varejo e hotéis.
Além de pagar pelas milhas, os parceiros gastaram um bom dinheiro para ter acesso a uma lista com 7,6 milhões das pessoas com maior poder aquisitivo do Brasil. A TAM transferiu parte de seu passivo para outras empresas e a Multiplus compra e vende os pontos desses parceiros, ganhando bem para fazer isso.
“Nosso negócio é gerir uma rede de programas de fidelidade”, diz Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus. Ela permite que um passageiro da TAM use as milhas de um voo entre Rio de Janeiro e Brasília para comprar livros na Livraria Cultura em São Paulo, para abastecer seu carro nos postos Ipiranga ou para comprar roupas na rede de lojas Luigi Bertolli. A ideia de transferir esse ônus para outros lojas foi lançada pela Air Canadá. “Foi a inspiração para a Multiplus”, diz Gouveia. Os números mostram o potencial desse negócio. Nos nove primeiros meses de 2010, o lucro líquido da empresa foi de R$ 75 milhões. A TAM lucrou R$ 487 milhões nesse período.
O mercado quer mais: as analistas Daniela Bretthauer e Marina Braga, da corretora americana Richard James, recomendam a compra das ações, em um relatório publicado no dia 22 de novembro. Cotadas a R$ 34,50 nessa data, elas poderiam superar R$ 40, alta de 20%. “Acreditamos ter espaço para surpresas adicionais nas receitas, já que a Multiplus continua a acrescentar parceiros”, escreveram elas.
Felipe Miranda, analista da empresa de pesquisa de ações Empiricus, também está otimista. Segundo ele, a empresa deverá ter R$ 1 bilhão em caixa em 2011, e deverá ser uma boa pagadora de dividendos. “Podemos chegar com alguma facilidade a uma rentabilidade de 20% nos dividendos pagos.”
Os parceiros da Multiplus gostaram. “Essa parceria permite oferecer mais benefícios aos clientes”, diz Leocadio Antunes, diretor superintendente da Ipiranga, sem revelar números. A rede de postos de combustível, ao lado do Bomclube, vinculado à rede de supermercados Walmart, é um dos principais parceiros da Muiltiplus.
“As empresas de varejo são as que oferecem as maiores sinergias”, diz Gouveia. “Muita gente aparece aqui para trocar os pontos por livros”, diz Sérgio Herz, sócio-diretor da Livraria Cultura. “Desde que aderimos ao programa da Multiplus, nosso próprio programa de fidelidade cresceu 37%; sem essa promoção, o crescimento teria sido de 14%”, diz ele.
Há alguma nuvem nesse céu? Segundo Álvaro Musa, consultor especializado em cartões de crédito e em seus programas de relacionamento, casos como o da Multiplus são uma novidade no Brasil e seu histórico não é bom.
A própria TAM participou, no fim dos anos 90, de um programa chamado Smart Club, em parceria com a Shell e outras redes de varejo e fast-food. O programa foi discretamente encerrado em 2004, devido a divergências insanáveis entre os parceiros. “Gerenciar programas que envolvem parceiros muito diferentes é uma operação muito complexa”, diz Musa. Só o tempo dirá se a conversão de dívida em dinheiro vai continuar voando em céu de brigadeiro ou se vai enfrentar turbulências.
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