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20 de nov. de 2011

USO DO SMS PARA COBRANÇA DE DÍVIDAS DOBRA ENTRE 2010 E 2011

portal InfoMoney 04/11/2011 - Viviam Klanfer Nunes

Entre 2010 e 2011 foi observada uma queda de 166% na utilização dos correios pelas principais empresas de cobranças, por conta da popularização dos serviços de SMS (short message service), que dobraram no mesmo período.

Citando dados do Instituto Geoc (Gestão de Excelência Operacional em Cobranças) a Comunika - especializada em mobile business - ressalta que neste ano as principais empresas de cobrança no Brasil enviaram, mensalmente, mais de 6 milhões de torpedos SMS e 1,5 milhão de cartas destinadas a consumidores de todo o País, solicitando a quitação de débitos.

Em 2010, no entanto, a situação era outra, com as cartas sendo o recurso mais utilizado para tal fim. Foram 4 milhões de cartas contra 3 milhões de torpedos enviados por mês.

As ações de cobranças - com objetivo de recuperar o crédito - através do SMS corporativo ainda são novidades no mercado. No entanto, segundo a Comunika, a aplicação desse recurso nas cobranças está fazendo efeito, mostrando-se eficiente no relacionamento com consumidores que possuem pendências.

Vantagem
O gerente de negócios da Comunika, Daniel Bulach, acredita que o uso do SMS ajuda os consumidores, no sentido de tomar as providências rapidamente, antes do bloqueio do seu crédito, porque a mensagem é recebida instantaneamente, ao passo que as cartas levam de 3 a 7 dias para chegar.

Os investimentos em tecnologia por parte das empresas de cobrança possivelmente vão se expandir até o final do ano. Isso será reflexo, conforme afirma a superintendente do Igeoc, do aumento do crédito, que deverá atingir 48% do PIB (Produto Interno Bruto) até o final do ano.

Bulach ainda comenta duas outras vantagens da tecnologia: a discrição e eficiência. O SMS é um tipo de ferramenta que não interrompe as atividades dos usuários, já que fica armazenado até sua leitura. Bulach ainda lembra uma pesquisa feita pela Acision em 2010, que revelou um percentual de 79% de usuários dispostos a receber mensagens via celular, desde que sua privacidade seja respeitada.

7 de ago. de 2011

DEVEDOR DEFUNTO DESAFIA AS EMPRESAS DE COBRANÇA

jornal Valor Econômico 05/08/2011 - Felipe Marques

No Pontal do Paranapanema, extremo Oeste do Estado de São Paulo, uma carteira de crédito para empreendedores agrícolas começou a apresentar aumento de inadimplência. Chamada para tentar reduzir as taxas, a empresa de cobrança Audac foi em busca dos devedores e acabou encontrando-os em um lugar mórbido: no cemitério. Cerca de um quarto do portfólio era composto por devedores que já haviam partido desta para melhor.

"Esse tipo de situação é parte da cobrança", diz José Romeu Roque que, além de diretor da Audac, também preside a Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc). "No maior banco brasileiro, cerca de 3 mil clientes morrem por mês".

O pitoresco caso dos devedores defuntos pode não ser regra, mas ilustra um dos principais desafios das assessorias de cobrança: o de encontrar os maus pagadores. Para isso, recorrem a empresas especializadas em criar bancos de dados, que usam a lista telefônica, a internet e até a compra de cadastros de promoções de shoppings para consolidar dados.

"Em qualquer rede social a gente encontra quem quiser", diz Mauro Melo, diretor da Credilink, que atua na criação de bancos de dados. Ele conta que a utilização das listas da empresa chega a custar de R$ 2 mil a R$ 6 mil.

Bancos de dados como o da Credilink permitem que as empresas de cobrança encontrem devedores apenas com o número do CPF. Basta digitar o documento do endividado para ganhar acesso a uma lista de informações, que vão desde nome, últimos endereços e telefones, até contatos de familiares.

"O setor de cobranças teve uma evolução tremenda num espaço de dez anos", diz Roque. "Eu me lembro de quando cobrávamos do orelhão, com um saco de fichas". Agora, os tempos são outros e até o disparo automático de torpedos para celular é usado.

Porém, a melhora das tecnologias não afastou os problemas do setor, que vinha ganhando embalo nos últimos anos com a expansão dos empréstimos. O ritmo de crescimento das assessorias de cobrança deve desacelerar em 2011, mesmo com a piora da inadimplência no mercado de crédito. Depois de um aumento de 25% do faturamento em 2010, o crescimento esperado para este ano é de 16%, de acordo com dados da Aserc. Os motivos, relatam executivos, seriam os atrasos na licitação do Banco do Brasil, a diminuição das atividades de cobrança do PanAmericano e as medidas do Banco Central para contenção ao crédito.

"Houve uma queda no poder do cliente de cumprir com suas obrigações. Isso trouxe um impacto negativo para o setor", diz Nicolas Medina, diretor da assessoria de cobrança Orcozol.

A frase pode parecer contraditória porque a inadimplência é, naturalmente, uma oportunidade de negócio para essas empresas. Mas, se elas não conseguem recuperar os créditos, a oportunidade não se reverte em mais receita. A avaliação da Orcozol não é compartilhada por outras empresas do setor, que dão ênfase a outros fatores.

Em 2010, o setor teve faturamento de R$ 12 bilhões e recuperou R$ 140 bilhões em créditos atrasados, de acordo com estimativa da Aserc, valor que inclui dívidas financeiras e não financeiras, como concessionárias de serviços públicos e serviços educacionais.

Com ativos de crédito de mais de R$ 340 bilhões, o atraso na licitação do BB para selecionar empresas de cobrança terceirizadas foi uma das principais causas da queda no ritmo ao longo do primeiro semestre. De acordo com a assessoria do banco, o endurecimento de critérios de seleção prolongou o processo como um todo.

O período também foi afetado negativamente pelos problemas do PanAmericano no fim do ano passado, que era o maior cliente das agências de cobrança no segmento de bancos pequenos e médios. A instituição tolerava altas taxas de inadimplência e, depois da aquisição pelo BTG Pactual (que se tornou sócio da Caixa no negócio), teve suas dívidas transferidas para um fundo de recebíveis. O PanAmericano informou, por meio de nota, que não comentaria a gestão de seus contratos com terceiros.

Fora problemas com clientes específicos, o esfriamento da economia, juntamente com a ação das medidas de restrição ao crédito do Banco Central - que incluíram aumento de compulsório e maior requerimento de capital para empréstimos de longo prazo às pessoas físicas - teriam criado um ambiente difícil para cobrança. "Já sentimos o efeito negativo das medidas do BC no primeiro semestre", diz Roque, da Aserc.

Segundo ele, as medidas teriam causado uma redução no volume de trabalho e entrada de crédito nas agências de cobrança, mesmo com aumento da inadimplência.

14 de jul. de 2011

PONTE

jornal Folha de S. Paulo 13/07/2011 – Mercado Aberto

A brasileira GoOn, de gestão de risco de crédito, fechou contrato com a Tigo, empresa de telefonia, do Paraguai. O acordo prevê projeto de diagnóstico estratégico de crédito e cobrança. A Tigo visa o mercado de crédito via celular.

5 de jul. de 2011

UOL E CRIVO FIRMAM PARCERIA PIONEIRA PARA ANÁLISE DE CRÉDITO

portal Fator Brasil 02/07/2011

Para aumentar a confiabilidade e reduzir custos, o UOL, maior empresa brasileira de conteúdo e serviços de Internet, passa a adotar, de forma pioneira, um novo sistema de análise de crédito e risco. O software Crivo, desenvolvido pela empresa de mesmo nome, apresenta uma solução para atender o processo completo de crédito, desde a decisão de crédito e risco até a cobrança.

O novo serviço, que começa a funcionar a partir de julho, permite ampliar as fontes de consulta para análises de crédito, reduzindo ainda mais as taxas de inadimplência e fraude entre os consumidores dos produtos UOL. “Até o final do ano, nossa expectativa é reduzir consideravelmente essas taxas”, explica Maria Francinete Mateus, Gerente Geral de Crédito e Cobrança do UOL.

Instalado no ambiente do cliente e sujeito a todos os dispositivos de segurança que ele definir, a nova ferramenta recebe as informações para consulta a partir de qualquer desktop ou dispositivo móvel de comunicação integrado ao sistema interno. A partir disso, acessa diversas bases de dados internas e externas. O sistema padroniza e cruza as informações, analisa de acordo com a política de crédito ou risco definida pelo cliente e responde de forma dinâmica e automática.. As informações ficam arquivadas, podem ser reutilizadas e são 100% auditáveis.

Dados o seu grande volume de vendas, o UOL realiza milhares de consultas para análise de crédito mensalmente.

Perfil-A Crivo é uma empresa brasileira de softwares e serviços de decisão de crédito, risco e fraude, fundada em 2000, para atender bancos, financeiras, seguradoras, operadoras de telefonia celular e redes varejistas.

A empresa se lançou no mercado com o software de decisão de crédito Crivo e ao longo dos anos foi desenvolvendo novos produtos. Hoje, fornece soluções para atender todo o processo de crédito de empresas dos mais variados setores.

Desde sua fundação, a Crivo se destaca pelo empreendedorismo e inovação tecnológica, conquistando importantes prêmios. Entre eles, os prêmios de empreendedorismo da Endevor / Exame PME e, também, da Fundação Getúlio Vargas / PEGN. Mais recentemente, a empresa foi indicada ao Crunchies Awards 2010, na categoria Best Internacional. Promovido pelo site americano Tech Crunch, o prêmio reconhece as melhores startupos e inovações tecnológicas de internet do ano.

Perfil-O UOL é a maior empresa brasileira de conteúdo e serviços de Internet. Segundo dados do sistema Omniture, ferramenta utilizada pelo UOL para mensuração de audiência, seu portal apresenta uma média de 4,8 bilhões de páginas vistas todo mês. Outro destaque é a sua home page, que recebe, mensalmente, cerca de 50 milhões de visitantes únicos. Pioneiro na Internet brasileira, o UOL conta com 2,5 milhões de assinantes pagantes para os serviços de acesso, conteúdo e produtos. Oferece o mais extenso conteúdo disponível em língua portuguesa, com mais de 1.000 canais de jornalismo, informação, entretenimento e serviços. Credibilidade e inovação são valores da empresa. Possui a mais completa plataforma de produtos e serviços da Internet, nas áreas de publicidade online, comunicação, comércio eletrônico, hospedagem e segurança. [ww.uol.com.br]

21 de jun. de 2011

INADIMPLÊNCIA ACENDE LUZ AMARELA

jornal Valor Econômico 20/06/2011 - Adriana Cotias

A inadimplência da pessoa físcia bateu no calcanhar dos bancos. Embora os números estejam longe de ser alarmantes, o sinal amarelo está aceso e as instituições têm acompanhado de perto o comportamento de pagamento do consumidor. Se não debelarem esses primeiros indícios de piora na qualidade dos ativos, o ritmo de concessões pode ficar comprometido. Ações corretivas estão na rua. Campanhas de cobrança, mais comuns no fim do ano, quando há injeção do 13º salário na economia, por exemplo, foram antecipadas para este segundo trimestre.

É o caso do HSBC, que identificou em maio um aumento de 0,25 ponto percentual na inadimplência da carteira de consumo originada pela Losango, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso levou o índice de atrasos superiores a 90 dias a 5,6%. Apesar de o indicador estar abaixo da média do mercado - de 6,1% nos portfólios de pessoa física, segundo o último dado disponível do Banco Central (BC), de abril - foi o que bastou para a promotora de vendas começar a fazer incentivos de cobrança.

"Saímos a campo. Estamos usando todos os canais para conversar com o cliente e reprogramar o fluxo das prestações ao orçamento dele", diz Hilgo Gonçalves, principal executivo da Losango. A renegociação está automatizada e pode ser feita diretamente no balcão das 23 mil parceiras do varejo onde a Losango financia o consumo. Os prazos podem ser esticados em até 24 meses e, conforme o caso, com isenção da multa e juros de mora. Acima desse prazo, a situação é estudada caso a caso, mas Gonçalves garante, o consumidor que quiser deixar suas contas em dia não fica sem uma solução.

O Citi, que nos seus modelos internos mede atrasos a partir de 30 dias, também detectou uma piora específica na carteira de empréstimo pessoal da Credicard Financiamento, de 6,7% para 7,4% entre março e maio, enquanto cartões e o portfólio de varejo do banco permaneceram estáveis. A ordem agora é correr atrás antes que esses números se revertam em prejuízo.

"O cliente, quando começa a atrasar, está provavelmente endividado com outros agentes financeiros. É preciso cobrar primeiro, conseguir o comprometimento de pagamento antes dos outros", diz o vice-presidente de gerenciamento de risco, Victor Loyola. Aumentar prazos e tirar o pedágio das multas entram no pacote de revisão da dívida.

O reflexo da inadimplência que começa a ser identificada no setor financeiro é de que se essa tendência persistir, a resposta virá por um freio extra às concessões, que já vinham sendo comprometidas com as medidas de aperto endereçadas ao crédito pessoa física. "Os bancos usam medições estatísticas e quando a inadimplência aumenta, a resposta natural é eliminar os segmentos mais voláteis", explica Loyola. Nessas situações, o critério de aprovação fica mais rigoroso e pessoas que estão tomando crédito pela primeira vez ou tiveram algum episódio recente de inadimplência não passam na peneira.

O Banco do Brasil (BB), que concentra o seu portfólio de pessoa física no crédito com desconto em folha de pagamento, não notou elevação da inadimplência dentro de casa, diz o diretor de crédito, Walter Malieni. "A carteira é muito grande e posicionada no consignado, que pode ter uma rentabilidade menor, mas dá conforto pela estabilidade dos resultados."

O executivo reconhece, porém, que a alta dos juros e a redução dos prazos no próprio consignado - já que o BC passou a exigir mais capital para operações acima de 36 meses - trazem desafios à gestão de risco, especialmente da população com renda familiar de até R$ 2,5 mil. "O encurtamento conjugado com o aumento de preços está exercendo pressão sobre o caixa dos devedores", diz Malieni. Os ajustes na modelagem de risco estão sendo feitos. O banco tem procurado ficar menos exposto aos segmentos em que a cesta de consumo de produtos de sobrevivência é mais justa e não há espaço para flexibilidade. "Há gastos que não podem ser cortados, o indivíduo não tem como pagar meio aluguel", exemplifica.

Diferentemente de outros anos, em que a inadimplência crescia ao longo do primeiro trimestre, em 2011 os atrasos avançaram por abril e maio, nota o superintendente de cobrança da Losango, Augusto Mello. Nas operações de consumo do HSBC, o pico foi em maio, mas em junho os números já começam a convergir para o nível observado há um ano, o melhor ponto histórico da a carteira.

A interpretação é de que o efeito calendário (com o carnaval em março e a Páscoa em abril) contribuíram para a falta de pontualidade do tomador. Outro fenômeno que vem sendo observado é que as classes menos favorecidas da população agora comprometem parte da sua renda com o financiamento da casa própria, deixando de honrar outros compromissos.

Apesar de a taxa de desemprego estar em um nível historicamente baixo, houve um excesso de endividamento no ano passado por causa do crescimento da economia e dos ganhos reais com salários, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Para ele, os consumidores exageraram e estão gastando aproximadamente 23% da renda para pagar dívidas. Nos EUA, esse número está perto de 15%, mas a grande diferença ocorre, em parte, porque os juros no Brasil são muito altos e aumentam o peso do endividamento no orçamento pessoal.

15 de jun. de 2011

FICO MOSTRA SOLUÇÕES PARA TODAS AS ETAPAS DO CICLO DE CRÉDITO, PREVENÇÃO A FRAUDES E GERENCIAMENTO DE CLIENTES NO CIAB 2011

portal Fator Brasil 14/06/2011

A FICO (NYSE:FICO),empresa líder em modelos analíticos e tecnologia de gerenciamento de decisões, estará presente no maior evento da América Latina para o setor financeiro e de tecnologia, a vigésima primeira edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (CIAB).

Sob o tema "Tecnologia Além da Web", o congresso será realizado nos dias 15, 16 e 17 de junho, em São Paulo, e é organizado pela Febraban - Federação Brasileira de Bancos.

A FICO vai mostrar sua linha de soluções para gerenciamento de decisões, originações, gerenciamento de clientes, cobrança, prevenção a fraudes e modelos analíticos.

Os produtos FICO oferecem soluções para todas as etapas do ciclo de crédito, incluindo prevenção à fraude e gerenciamento de clientes. Eles estão presentes em 90% dos bancos líderes dos Estados Unidos, em quase 70 dos 100 maiores bancos do mundo e em 9 dos 10 maiores bancos da América Latina.

A FICO estará no estande da Bull (B24). As inscrições para o CIAB são gratuitas.

23 de mai. de 2011

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO NO BRASIL FATURA R$ 15 BILHÕES EM UM ANO

jornal DCI 23/05/2011 - Renato Carvalho

Um setor que cresce em média 20% ao ano nos últimos anos, que faturou R$ 15 bilhões no ano passado, e que mesmo assim, um de seus representantes afirma que ainda é visto pelo mercado como o "patinho feio" da economia, especialmente do sistema bancário. Estes são os números das empresas de recuperação de crédito no Brasil, uma atividade que ainda é vista com carga muito negativa, pela própria atividade que exerce, mas que se profissionaliza mais a cada ano, e que trabalha para melhorar sua imagem.

O diretor executivo da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito, Vicente de Paula Oliveira, afirma que, ao contrário do que se pensa, o aumento da inadimplência não é bom para o segmento. "Para nós, o que é realmente interessante é a retomada da cidadania pelo devedor, uma 'readimplência'. Até porque a inadimplência não acontece somente por descontrole do devedor. Fatores como desemprego e problemas de saúde na família podem acontecer a qualquer momento", afirma.

Os números apresentados por Oliveira são uma estimativa da entidade, baseada em uma comissão média de 11% cobrada pela recuperação. Esse mesmo levantamento estima que as empresas de recuperação de crédito injetaram de volta na economia cerca de R$ 140 bilhões em 2010.O setor também mostra um número que é, segundo o próprio diretor da Aserc, o mais importante de todos. As empresas de recuperação de crédito empregavam, até o final do ano passado, 350 mil pessoas em todo o País. "Deste total, dois terços atuam na parte operacional, na linha de frente. O restante é composto por gerentes e executivos", explica Vicente de Paula Oliveira.

Ele conta ainda que o Código de Defesa do Consumidor, que entrou em vigor em 1990, foi um marco de evolução para as empresas de recuperação de crédito. "Antes, as empresas pegavam a carteira dos donos do crédito, geralmente bancos, recuperavam 100 e alegavam ter recuperado 70, além de pedir a comissão. Hoje, é tudo eletrônico, as empresas já emitem o boleto de cobrança em que o favorecido é o banco, e a comissão é paga pela taxa de sucesso na recuperação", conta.

Oliveira afirma que houve uma evolução também na maneira de abordar o devedor. Não se admite mais posturas de intimidação. "Nós chamamos a mesa onde ficam os funcionários de 'Postos de Negociação'. Atualmente, até pelo próprio Código de Defesa do Consumidor, é preciso uma postura mais diplomática de quem cobra, para arrumar soluções sem trazer constrangimento". A Aserc possui inclusive uma ouvidoria, que acolhe denúncias de abuso e também pedidos de auxílio feitos por devedores.

Uma pesquisa feita pela Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc) mostra que a principal causa da inadimplência no Brasil ainda é o descontrole financeiro. Segundo a pesquisa, 35% dos devedores alegam este motivo para deixar de pagar uma dívida.

"Nós temos uma mídia muito agressiva, que incentiva o consumismo. Para amenizar isso, é preciso dar importância à educação financeira", afirma o diretor executivo da entidade, Vicente de Paula Oliveira.

A segunda maior causa de inadimplência alegada pelos devedores é o desemprego, com 24%. Logo depois, vem a compra para terceiros, com 16%. "Este é um problema aparentemente simples de resolver, mas ainda muito recorrente", afirma o executivo.

Problemas de saúde é a justificativa de 8%, e 3% afirma que deixou de pagar por problemas de família. "A inadimplência sempre vai existir, mas um consumo mais consciente por diminui o índice".

18 de mar. de 2011

ESCRITÓRIOS APOSTAM NA CONCILIAÇÃO

jornal DCI 18/03/2011 - Andréia Henriques

Conciliação: com ela todo mundo ganha. A máxima, que já foi slogan de uma das campanhas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é cada vez mais a aposta de escritórios e instituições financeiras para recuperar, por meio de soluções alternativas, créditos concedidos às pessoas físicas e jurídicas. Eventos de conciliação já entraram na rotina dos bancos do País, que fogem da Justiça para conseguir de volta, em menos tempo, parte do dinheiro emprestado, muitas vezes em casos já dados como perdidos.

Segundo Leonardo Coimbra, do Coimbra e Bueno Advogados, os bancos e instituições financeiras estão muito flexíveis na hora de fazer os acordos. "Quem tem dívida, pode procurar o credor que tem negócio. Há várias políticas de redução e são possíveis descontos e parcelamentos. Os bancos estão abertos e muito flexíveis", afirma o advogado.

As vantagens são muitas, para os dois lados. Os devedores conseguem boas reduções, que variam de acordo com a política de cada banco. Coimbra, que não deu detalhes das negociações, afirmou que não é possível divulgar uma média dos descontos por conta de cláusulas de confidencialidade que mantém com as instituições financeiras. Mas adiantou que é feita uma composição de forma que a renda do devedor não seja comprometida. "Os bancos tomam cautelas para que seja possível honrar os pagamentos", diz Coimbra.

Os nomes dos devedores vão para os cadastros de inadimplentes, mas após o pagamento da primeira parcela do acordo o nome já fica limpo - inclusive para tomar novos créditos.

Além disso, a maioria dos casos já é cobrada na Justiça e a negociação extingue também os processos, o que dá possibilidade de empresas se restabelecerem no mercado financeiro e desobstrui o já bastante congestionado Judiciário.

Caso o acordo não seja cumprido, ele volta a ser cobrado judicialmente, em paralelo à cobrança amigável realizada pelo escritório, do Grupo Cercred, empresa de cobrança bancária. É possível realizar novas conciliações mesmo após o não pagamento da primeira. "O banco não quer ir à Justiça. Ele quer receber o que emprestou e da forma mais rápida", diz o especialista.

A recuperação de créditos, principalmente os mais antigos, é o chamariz para os bancos, que devem continuar investindo na conciliação após a grande expansão no ano passado e ainda. "Além de recuperar créditos difíceis, os bancos resgatam um cliente para o banco", afirma Coimbra. Ele dá como exemplo da flexibilização adotada pelos bancos o fato de muitos terem suspendido as cobranças no Rio de Janeiro após as catástrofes na região serrana ocorridas no início do ano. "A abundância de crédito no mercado precisa de um tomador e os bancos investem em uma política diferenciada".

Coimbra acredita que as conciliações vão continuar mesmo após as medidas anunciadas pelo Banco Central no fim do ano passado para restringir o acesso ao crédito para pessoas físicas. "A tendência é que elas continuem acontecendo e sejam diretrizes dos bancos, até porque primeiro veio o crédito, que teve o boom em 2009 e 2010, e só depois vem a inadimplência, que está sob controle por causa da economia forte", diz. Segundo o advogado, a inadimplência está crescendo proporcionalmente ao aumento de crédito.

A tendência forte já traz impacto para os escritórios. Só no ano passado, com um boom de conciliações, o Coimbra e Bueno - eleito, pelo Itaú, o escritório de recuperação de crédito número um nas Regiões Norte, Nordeste e Espírito Santo em 2010 - cresceu 56% no número de ações de cobrança distribuídas em relação a 2009. Na recuperação efetiva de recursos para os clientes, houve um crescimento de 270% e um resultado de R$ 5 milhões recuperados em eventos de conciliação. Para 2011 é esperado um crescimento de pelo menos 30% no estoque de ações ativas e passivas na matriz no Rio de Janeiro e nas outras 21 filiais, que contam com um total de 300 advogados.

O escritório investiu até em eventos de conciliação. Feitos para cada cliente e com foco em determinadas regiões ou faixas etárias, eles servem para resolver os débitos de forma diferente, o que já foi testado também por órgãos como SPC e Serasa. "Alugamos salas de hotéis, fora do ambiente da assessoria de cobrança dos bancos. Todas as partes estão presentes os resultados são maximizados", diz Coimbra.

Os eventos são feitos, para cada cliente, pelo menos duas vezes por ano - para o primeiro semestre já estão agendados diversos encontros, em campanhas pontuais dos bancos, que podem até mesmo fazer análises para identificar locais ou faixas econômicas de com maior falta de pagamento, dependendo da política de cada banco.

Cerca de 80% dos casos conciliados pela banca são referentes a pessoas físicas, mas a conciliação para empresas pode crescer.

3 de mar. de 2011

CSU INVESTE NO MERCADO DE CONTACT CENTER E BPO

portal Executivos Financeiros 03/03/2011

A CSU Contact, unidade de negócios da CSU CardSystem, especializada na prestação de serviços de infraestrutura e gestão em terceirização de contact center, estará em 2011 focada no crescimento com ampliação e rentabilidade. Para isso, a CSU Contact estruturou ofertas de soluções integradas, com destaque para Cobrança e BPO.

A partir deste resultado, a unidade espera atingir um total de cinco mil posições de atendimento (PAs) já em meados deste ano, uma evolução superior a 50% na comparação com o ano anterior.

Ao longo de 2010, a CSU Contact intensificou sua expansão comercial, e com um portfólio composto por empresas de diversos setores de atividade econômica, a unidade de negócios oferece soluções técnicas customizadas para cada cliente, com uma das relações custo-benefício mais atrativas do mercado brasileiro.

Alguns dos novos contratos da unidade CardSystem de processamento de cartões de crédito, em fase de implantação, também incluem serviços de contact center como parte da solução completa oferecida pela CSU.

21 de fev. de 2011

RECLAMAÇÕES CONTRA CARTÃO DE CRÉDITO SÃO RECORDISTAS NO PROCON

portal G1 20/02/2011

Dificuldade em negociar dívida com operadoras de cartão de crédito ou lojas que disponibilizam esta forma de pagamento está entre as quatro queixas mais registradas no Procon do Paraná. De acordo com o órgão de defesa do consumidor, até 14 de fevereiro foram 4.904 registros de cobrança indevida, falta de informações sobre os juros cobrados e taxas e multas abusivas.

Simone dos Santos Lemes, operadora de marketing, demorou dois anos para conseguir negociar o valor devido para uma operadora de cartão de crédito. Mas o problema não foi resolvido por inteiro. Dois meses depois do pagamento, de acordo com Simone Lemes, o nome dela não saiu do cadastro de devedores e a solução foi procurar o Procon.

No momento de contratar os serviços, afirmou a advogada do Procon no Paraná, Cláudia Silvano, é preciso tomar alguns cuidados como ler atentamente o contrato antes de assinar, não gastar além do orçamento e evitar o pagamento do valor mínimo. Caso o consumidor opte por parcelar o valor devido, ele deve tentar negociar a taxa de juros.

A advogada orientou que se não for possível estabelecer um acordo, o cidadão deve procurar o Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor como Juizados Especiais e Justiça comum.

18 de jan. de 2011

CLIENTESA E WITRISK CONSOLIDAM PARCERIA

portal ClienteSA 14/01/2011

Dois dos principais congressos do Brasil voltados à indústria de concessão e recuperação de crédito do primeiro semestre do ano, o V Congresso ClienteSA IRC+ e o IV Fórum Witrisk, estão sendo unidos e repaginados como Encontro IRC+ Fórum Witrisk. Marcado para o final de maio, o evento chega para impulsionar a qualidade das discussões técnicas e estratégicas com um tema muito particular, ´Ciclo do Crédito e Cobrança - tão pouco tempo, tanto a fazer´.

Fernando Manfio
"Será o principal evento do primeiro semestre dedicado a proporcionar uma real reflexão à cadeia produtiva de crédito e cobrança. Nosso objetivo é trazer e trocar conhecimentos, com cases referenciais para o mercado. Quem ganha com essa parceria é o setor", destaca o presidente da Witrisk, Fernando Manfio. Para ele, a junção agrega valor em termos de conteúdo prático e qualidade, além de acelerar o network e ganhar o apoio estratégico das mídias da editora - a Revista ClienteSA, o portal www.callcenter.inf.br e o www.portalcreditoecobranca.com.br.

O projeto contempla três dias de evento. Dois serão reservados para o congresso e um para a premiação das categorias Prêmio Personalidade ClienteSA, Prêmio ClienteSA e Prêmio de Excelência em gestão de risco Witrisk. Focado em um público com poder de decisão, é a aposta do diretor e publisher da ClienteSA, Vilnor Grube. "Nosso foco será sempre o da seletividade, como em tudo que temos feito. Por isso, esperamos reunir uma média de 600 profissionais. A nossa união não tem o objetivo simplista de integrar os eventos para ganhar escala. Estamos acelerando um movimento orientado à geração de competência. É o que mais os profissionais e as empresas nos cobram", justifica.

O Fórum Witrisk, com tradição nacional, é um projeto que busca trazer conteúdo mais prático e humano para a reflexão dos profissionais voltados ao negócio de risco massificado. Em junho de 2009, realizado na Fecomércio, em São Paulo, o fórum reuniu em dois dias cerca de 450 executivos com perfis de gestão nas mais diversas áreas. Com viés inovador verificado em todas as edições e com posicionamento de evento independente, o IV Congresso IRC+ é realizado pela divisão Conference da revista ClienteSA, especializada há mais de 10 anos na produção e organização de eventos de conteúdos relevantes ao mercado B2B. Em 2009, no Renaissance Hotel, em São Paulo, o evento uniu mais de 450 executivos em um único dia de congresso, junto com a noite de premiação de Personalidades e Prêmio IRC+. "Este público foi formado pelos principais líderes que compõem a indústria de concessão e recuperação de crédito em toda sua cadeia produtiva", explica Grube.

27 de dez. de 2010

BANCOS TÊM RECUPERAÇÃO RECORDE DE CRÉDITO

jornal O Estado de S.Paulo 24/12/2010 - Altamiro Silva Júnior (Agencia Estado)

Em meio à expansão de mais de 20% no mercado de crédito este ano, os bancos resolveram reforçar as áreas de cobrança e estão registrando níveis recordes de recuperação de calotes. Alguns bancos, além do reforço interno com a contratação de novos executivos, aumentaram a ofensiva e ampliaram a contratação de empresas terceirizadas especializadas na recuperação de dívidas.

O Itaú Unibanco foi o banco, entre as grandes instituições financeiras, que mais recuperou crédito este ano. As operações somaram R$ 2,95 bilhões de janeiro a setembro, expansão de 104,6% ante igual período do ano passado. No Bradesco, os empréstimos recuperados cresceram 81% e somaram R$ 1,95 bilhão. O Banco do Brasil cresceu menos que seus concorrentes privados, mas ainda apresentou taxa elevada de expansão, de 35%, e R$ 2,44 bilhão em créditos recuperados.

A Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc) estima que o mercado de recuperação de crédito movimente R$ 8 bilhões por ano no Brasil. São mais de 15 mil empresas de cobrança, que prestam serviços aos bancos e financeiras, e empregam 300 mil pessoas. Em geral, o primeiro contato com o devedor é feito por telefone, quando se pode fazer uma proposta de renegociação do empréstimo. Caso o contato telefônico são tenha efeito, a empresa ou banco enviam os funcionários de cobrança diretamente na casa do tomador de recursos. O último caso é acionar a Justiça para cobrança.

Os especialistas destacam que o cenário atual é muito positivo para o crédito. Com o aquecimento da economia, pessoas que tinham perdido o emprego ano passado, por causa da crise financeira mundial, conseguem novos postos de trabalho e saldam dívidas antigas. A queda das taxas de desemprego e o aumento da renda contribuem para a redução dos calotes. A taxa de inadimplência dos bancos está voltando para níveis de 2008 e algumas instituições apostam que o indicador deve cair ainda mais, embora em menor ritmo que nos trimestre anteriores.

Além de reforçar a área de cobrança, o diretor corporativo de Controladoria e de Relações com Investidores do Itaú, Rogério Calderón, destaca que o banco tem procurado se expandir no crédito para pessoas físicas em carteiras de menor risco, como o empréstimo consignado e o financiamento imobiliários. No consignado, como as parcelas são descontadas em folha de pagamento, o risco de calote é muito baixo. No financiamento habitacional, o próprio imóvel é dado como garantia, reduzindo a perda.

Em queda

O resultado desse movimento é que as taxas de inadimplência caíram no terceiro trimestre para o menor nível desde dezembro de 2008. A perspectiva é que devem continuar caindo, principalmente na pessoa física. "É um mix melhor da carteira do que tínhamos no período pré-crise."

No Bradesco, o vice-presidente executivo do banco, Domingos Ferreira de Abreu, destaca que a ofensiva na área de cobrança, além de aumentar os níveis de empréstimos recuperados, ajudou a melhorar as despesas de provisões para devedores duvidosos. No acumulado do ano, essas despesas caíram 27% e o banco optou por não fazer provisões extras para calotes.

O executivo do Bradesco prevê que as taxas de inadimplência para pessoa física devem ter mais uma pequena queda até o final do ano. O indicador, considerando os atrasos acima de 90 dias, terminou o terceiro trimestre em 3,8% e a previsão é que termine o ano em 3,7%: "Não vemos razões pra imaginar que a inadimplência voltará a subir."

O Banco do Brasil, que também reforçou a área de cobrança, teve movimento semelhante aos bancos privados, com expansão dos empréstimos em carteiras de menor risco. No caso do financiamento imobiliário, por exemplo, o banco vai crescer mais que o previsto este ano. A meta era dobrar a carteira no ano, mas logo no início deste mês o objetivo já foi alcançado.