jornal DCI 27/06/2011 – Bruno de Oliveira
Assim como muitas empresas do setor de tecnologia da informação (TI) estão adotando estratégias de aproximação junto às pequenas e médias empresas (PME), a Totvs, companhia de desenvolvimento e comercialização de software de gestão empresarial, criou um modelo de distribuição de produtos voltado exclusivamente para micro e pequenas empresas com base na venda direta, ou seja, atuando em parceria com representantes em municípios afastados dos grandes centros compradores de tecnologia. "A nossa intenção é a sede possuir pelo menos um representante da Totvs nos cerca de 5.300 municípios do País", conta Araquen Pagotto, diretor de Operações para pequenas e médias empresas. É o primeiro case do tipo entre as desenvolvedores de software no País.
Este modelo de negócio, comum em setores como o de cosméticos, foi adotado pela Totvs com o objetivo de aproximar os produtos da marca aos pequenos empresários que atuam afastados das capitais. Pagotto explica que ainda existe no segmento a necessidade do fechamento dos negócios pessoalmente, apesar de o advento da Internet ter diminuído este tipo de encontro comercial. "As vendas de nossos produtos pela Internet tem gerado grandes resultados, mas ainda existem locais onde o cliente procura alguém da empresa para conversar pessoalmente, saber mais sobre o software. E a maioria dessas empresas se encaixam no perfil de pequenos e médios negócios", diz Laércio Cosentino, presidente da Totvs.
A empresa, que detém a maior fatia do mercado nacional de software, com 48,6% de market share, e também na América Latina, com 34,5%, vê na estratégia a oportunidade para pequenos empreendedores que queiram representar os seus produtos e, também, para as lojas que vendem hardware, equipamentos e suprimentos de automação comercial. Com a venda ponto a ponto, o portfólio da Totvs vai atender aos segmentos jurídico, manufatura, serviços, varejo e saúde", diz Pagotto.
O perfil dos representantes são pessoas que já trabalham no ramo de TI e que consigam passar para os clientes da região onde atua todas as características dos nossos produtos". Outra meta da desenvolvedora de software também é aumentar a rede de franqueados que vendem os produtos da Totvs no País. "Entendemos que para atender bem nessas regiões mais afastadas precisamos ter uma canal ponto a ponto, aumentar nossa teia de atuação, que conta hoje com 43 franquias e 4 filiais", conta.
Parceria
A Totvs estabeleceu no início de mês de junho parceria com a Paradigma Business Solutions, para fornecer soluções de procurement e sourcing. A plataforma Paradigma WBC e-procurement, que conta com mais de 50 portais de compras eletrônicas, vai permitir que a Totvs alcance 2,5 milhões de companhias que fazem parte da cadeia de clientes. Outro serviço que será disponibilizado é o ClicBusiness, portal de serviços baseado no conceito de cloud computing que permite a busca de fornecedores, localização e gestão de oportunidades de vendas eletrônicas.
De acordo com as empresas, o ClicBusiness começa a operar a partir de uma base de 45 portais, formada por empresas privadas e entidades públicas que utilizam a plataforma Paradigma WBC e-procurement, e que atualmente realizam mais de 100 mil processos de compras eletrônicas por ano. "Acreditamos que o ClicBusiness terá, em poucos anos, mais de 500 mil assinantes", afirma o presidente do conselho de administração da Paradigma, Gérson Schmitt. Em uma década, o ClicBusiness planeja conquistar no Brasil mais de um milhão de assinantes.
As empresas que contratarem os serviços, segundo as companhias, poderão contarão com portal de e-procurement integrado ao sistema de gestão, ou poderão optar por ser assinante do ClicBusiness para utilização das modalidades de e-procurement disponíveis no site.
PME
A empresa também lançou nos últimos dias o Combo Totvs, um pacote que reúne dois ou mais negócios em uma única solução visando o mercado de pequenas e médias empresas (PME). De acordo com a Totvs, o objetivo é oferecer um serviço para ajudar o usuário a ter competitividade em seu segmento de atuação. A oferta é composta por software (software de gestão, backoffice, RH ou soluções verticais), infraestrutura (hospedagem ou locação de hardware), tecnologia própria e educação (e-learning center, em que o cliente tem acesso ilimitado a todo o conteúdo de treinamento sobre as soluções).
Os combos criados pelas empresas ainda permitem diversas combinações personalizadas. Ao todo, são 22 opções pré-moldadas disponíveis para Agroindústria (Grãos), Construção e Projetos (Construtoras e Incorporadoras), e outras áreas.
28 de jun. de 2011
REDUÇÃO DO CRÉDITO AFETA VENDAS DE VEÍCULOS
jornal DCI 27/06/2011 - Marcelle Gutierrez
As medidas macroprudenciais de contenção da inflação, que consistem em aumento da taxa básica de juros (Selic) de 12,25%, elevação dos depósitos compulsórios e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já se refletem diretamente no financiamento de veículos, o que ocasiona a redução do ritmo de crescimento das vendas. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 20 dias de junho houve queda de 5% na comparação com o mesmo período de maio. Para 2011, a projeção de crescimento era de 20% até março, mas foi reajustada para 5%. Segundo analistas, a redução de prazos, o aumento do valor da entrada e a avaliação mais criteriosa por parte das instituições financeiras justificam a redução.
Segundo o Banco Central, o crédito para aquisição de veículos por pessoa física (PF) corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 32,7% do total do crédito destinado a PF em abril. No saldo total, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) totalizou R$ 151,77 bilhões em abril, acréscimo de 1,7% em relação ao mês anterior, de R$ 149,29, o que reforça a redução do ritmo de crescimento, já que no período anterior, de outubro a novembro, a elevação foi de 4,70%, de R$ 130,1 bilhões para R$ 136,2 bilhões.
O número de concessões acumuladas em relação a março de 2011, de acordo com o Banco Central, caiu 5,2%, de R$ 8,08 bilhões para R$ 7,66 bilhões. No ano, a queda foi de 31,1%.
O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Campelo, confirma que as medidas para reduzir o consumo se refletem no setor automotivo por causa do aumento da taxa de juros, IOF e compulsório, que retirou recursos do mercado. "Até março a projeção vinha com dois dígitos, e agora está com um. Nesse setor houve um delay [atraso] para os efeitos começarem a ser sentidos, mas já percebemos que mês a mês o ritmo de crescimento das vendas diminui."
Na comparação com abril de 2010, as taxas de juros mensais aumentaram de 1,78% para 2,27% em abril deste ano. Já as taxas anuais saltaram de 23,53% para 30,88% no mesmo período, apontou a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Para desacelerar a economia, o governo aumenta os juros e impacta diretamente no financiamento para manter o spread bancário. O reflexo em veículos é maior, porque a garantia de quitação da dívida é diferente de outras linhas, como o consignado.
Por esse motivo, os bancos elevam as taxas de juros de carteiras de maior risco", explica Orlando V. Sampaio Jr, professor de Administração da ESPM.
A diminuição dos prazos é apontada como uma das causas da redução do ritmo de crescimento da venda de automóveis pelo professor da Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro. "O financiamento de veículos foi o mais atingido. O prazo médio caiu de 45 meses, antes das medidas macroprudenciais, para 35 meses, segundo o BC. Com isso, o valor médio das prestações subiu 20% e também aconteceu o aumento do valor da entrada obrigatória", pontua Polidoro, que acrescenta: "O brasileiro tem a cultura de tomar a decisão de acordo com o valor da parcela".
Os planos máximos disponibilizados aos consumidores para a compra foram reduzidos de 80 meses em abril do último ano para 60 meses no mesmo período de 2011, segundo a Anef.
No que se refere às modalidades de pagamento, os financiamentos continuam com a maior participação, de 49%. Em seguida, aparecem as compras à vista, 39%, e consórcios e leasing, ambos com 6%, aponta a Anef.
As medidas macroprudenciais de contenção da inflação, que consistem em aumento da taxa básica de juros (Selic) de 12,25%, elevação dos depósitos compulsórios e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já se refletem diretamente no financiamento de veículos, o que ocasiona a redução do ritmo de crescimento das vendas. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 20 dias de junho houve queda de 5% na comparação com o mesmo período de maio. Para 2011, a projeção de crescimento era de 20% até março, mas foi reajustada para 5%. Segundo analistas, a redução de prazos, o aumento do valor da entrada e a avaliação mais criteriosa por parte das instituições financeiras justificam a redução.
Segundo o Banco Central, o crédito para aquisição de veículos por pessoa física (PF) corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 32,7% do total do crédito destinado a PF em abril. No saldo total, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) totalizou R$ 151,77 bilhões em abril, acréscimo de 1,7% em relação ao mês anterior, de R$ 149,29, o que reforça a redução do ritmo de crescimento, já que no período anterior, de outubro a novembro, a elevação foi de 4,70%, de R$ 130,1 bilhões para R$ 136,2 bilhões.
O número de concessões acumuladas em relação a março de 2011, de acordo com o Banco Central, caiu 5,2%, de R$ 8,08 bilhões para R$ 7,66 bilhões. No ano, a queda foi de 31,1%.
O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Campelo, confirma que as medidas para reduzir o consumo se refletem no setor automotivo por causa do aumento da taxa de juros, IOF e compulsório, que retirou recursos do mercado. "Até março a projeção vinha com dois dígitos, e agora está com um. Nesse setor houve um delay [atraso] para os efeitos começarem a ser sentidos, mas já percebemos que mês a mês o ritmo de crescimento das vendas diminui."
Na comparação com abril de 2010, as taxas de juros mensais aumentaram de 1,78% para 2,27% em abril deste ano. Já as taxas anuais saltaram de 23,53% para 30,88% no mesmo período, apontou a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Para desacelerar a economia, o governo aumenta os juros e impacta diretamente no financiamento para manter o spread bancário. O reflexo em veículos é maior, porque a garantia de quitação da dívida é diferente de outras linhas, como o consignado.
Por esse motivo, os bancos elevam as taxas de juros de carteiras de maior risco", explica Orlando V. Sampaio Jr, professor de Administração da ESPM.
A diminuição dos prazos é apontada como uma das causas da redução do ritmo de crescimento da venda de automóveis pelo professor da Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro. "O financiamento de veículos foi o mais atingido. O prazo médio caiu de 45 meses, antes das medidas macroprudenciais, para 35 meses, segundo o BC. Com isso, o valor médio das prestações subiu 20% e também aconteceu o aumento do valor da entrada obrigatória", pontua Polidoro, que acrescenta: "O brasileiro tem a cultura de tomar a decisão de acordo com o valor da parcela".
Os planos máximos disponibilizados aos consumidores para a compra foram reduzidos de 80 meses em abril do último ano para 60 meses no mesmo período de 2011, segundo a Anef.
No que se refere às modalidades de pagamento, os financiamentos continuam com a maior participação, de 49%. Em seguida, aparecem as compras à vista, 39%, e consórcios e leasing, ambos com 6%, aponta a Anef.
Marcadores:
Anef,
Anfavea,
financiamento de veículos
COMPRA DE CARTEIRA GANHA MAIS PRAZO
jornal Valor Econômico 27/06/2011 - Aline Lima
O Banco Central (BC) adiou para 30 de dezembro o fim da permissão para que os bancos usem os recursos do recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo para aquisição de carteiras de crédito de outras instituições ou empréstimos interbancários. O benefício deveria acabar no fim de junho.
A circular 3.542, editada pelo BC na última sexta-feira, prorroga pela oitava vez a ajuda concedida pela autoridade monetária a bancos pequenos durante a crise financeira de 2008.
Na prática, a medida funciona como um incentivo à compra de carteiras de créditos por grandes instituições financeiras por meio de desconto de compulsório, parcela do dinheiro do sistema que fica retida no BC. Até o dia 15 de junho, bancos de grande porte tinham registradas operações de R$ 29,3 bilhões que se qualificam para o desconto do compulsório, basicamente relativas à compra de carteiras.
O compulsório sobre depósito a prazo tem alíquota de 20%, é recolhido em espécie e remunerado pela Selic. O limite máximo para dedução no caso de compra de carteira ou empréstimo interbancário é de até 36% do valor do compulsório a ser recolhido. O abatimento de compulsório é válido para a aquisição de carteiras de crédito ou aplicações em instituições financeiras com até R$ 2,5 bilhões de patrimônio de referência.
A notícia foi bem recebida pelo segmento. "O BC está dando mais liquidez e tranquilidade ao mercado", diz Nicola Tigas, economista-chefe da Associação nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). "Numa conjuntura internacional adversa, não interessa ao BC ter nenhum tipo de preocupação."
A cessão de crédito constitui uma das principais formas de captação de recursos de bancos pequenos e médios. O mercado sofreu um forte baque com o escândalo do PanAmericano e, desde então, está retraído e mais caro.
Fausto Guimarães, superintendente de relações com investidores do Cruzeiro do Sul, acredita que a extensão do prazo pode, sim, produzir impacto positivo para o mercado de cessão. Mas a entrada em funcionamento da Central de Cessão de Crédito (C3), idealizada para dar mais segurança a esse tipo de operação, deve contribuir ainda mais para destravar o mercado. A previsão da Febraban é que a C3 comece a registrar novas cessões em 30 de junho.
JCB E CHINA UNIONPAY AMPLIAM RELACIONAMENTO
portal CardClipping
A JCB, a única marca global de pagamentos com base no Japão, e a China UnionPay, associação chinesa de cartões bancários, assinaram um memorando de entendimento (MOU) no dia 10 de junho passado para expandir o atual acordo estratégico e desenvolver novas áreas de potencial cooperação.
O novo acordo delineado no MOU vai enfatizar ainda mais a aliança estratégica em vários campos e regiões, construindo uma relação ganha-ganha no longo prazo, com o objetivo de fornecer novos valores e produtos que tragam mais conveniência aos clientes.
A parceria entre JCB e UnionPay começou em 2003, quando as instituições assinaram um acordo de credenciamento de comerciantes para permitir a aceitação da bandeira JCB na China. Em 2006, a JCB começou a facultar os cartões UnionPay em sua rede de ATMs no Japão. Em 2010, estabelecimentos no Japão começaram a ser credenciados com o objetivo de aumentar o nível de conveniência para portadores de cartões UnionPay.
A expansão internacional da UnionPay tem como motor o notável crescimento econômico da China, onde o PIB em 2010 cresceu 10,3% em relação ao ano anterior e o país se tornou a segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, a JCB está agora ativamente focando sua estratégia global em outros países asiáticos e também para além da Ásia. Essa convergência de estratégias, nos planos das duas bandeiras, levou ao novo acordo, um marco na expansão das marcas.
Marcadores:
cartão de crédito,
China Unionpay,
credenciamento,
JCB
STARTUP DO VALE DO SILÍCIO LEVA O ULTRASSOM PARA PAGAMENTOS MÓVEIS
portal CardClipping
A Naratte anunciou uma nova forma de explorar os benefícios da tecnologia NFC. Utilizando o alto-falante e o microfone já presentes nos celulares e a tecnologia ultrassônica, é possível fazer transferência segura de dados entre milhões de dispositivos já em uso pelos consumidores.
A nova tecnologia, chamada Zoosh, faz a comunicação em frequências que são inaudíveis aos seres humanos, mas são utilizados na natureza por sapos, golfinhos e outros animais. Com uma atualização via software, o dispositivo passa a estar apto para fazer transferências seguras com tecnologia Zoosh.
A fim de proporcionar uma operação segura e confiável de dados, usando subsistemas existentes de áudio, a Naratte alega ter superado alguns obstáculos de engenharia incrivelmente difíceis. Brett Paulson, co-fundador e CEO da empresa, disse que muitos duvidaram que seria possível. E o momento de mercado não poderia ser melhor para levar o resultado do esforço.
A tecnologia Zoosh da Naratte foi projetada para ser de baixo custo, rápida, segura e confiável. Ela pode ser implantada de imediato, em milhões de dispositivos móveis, incluindo iPhones, Androids, tablets e até celulares sem os recursos de um smartphone. Não é necessária nenhuma conexão de rede e não há problemas de interoperabilidade. Nos pagamentos móveis, a Zoosh pode ser usada com a implementação de técnicas de segurança, como senhas únicas geradas para cada transação.
A tecnologia já está disponível. Parceiros da Naratte estão atualmente integrando a Zoosh em muitas aplicações e ambientes diferentes, incluindo pagamentos de telefone para telefone e de telefone para POS, programas de fidelidade e de cupons eletrônicos. Muitas outras aplicações estão em desenvolvimento, incluindo autenticação instantânea e confiável para Bluetooth e Wi-Fi.
“Early adopters” já estão fazendo coisas incríveis com a Zoosh. Um grande exemplo é a SparkBase, cujo aplicativo de carteira móvel, o PayCloud, habilitado com a Zoosh, ganhou recentemente o ETA '2011 Technology Innovation Award’. "Nossos parceiros estão animados para possibilitar a comunicação em proximidade (near field communication) entre milhões de dispositivos sem ter que esperar até 2015 ou pela adoção de NFC em massa", disse Paulson. Marcas importantes como PayPal, Texas Instruments e Vodafone já manifestaram interesse na tecnologia da Naratte.
A Naratte tem sede em Sunnyvale, Califórnia, foi fundada em maio de 2009 e tem 12 funcionários. A empresa recebeu US$ 5 milhões em financiamento estratégico de um investidor não identificado, e sua tecnologia é sustentada por oito registros de patentes. Para maiores informações, visite o novo site da empresa em www.naratte.com.
A Naratte anunciou uma nova forma de explorar os benefícios da tecnologia NFC. Utilizando o alto-falante e o microfone já presentes nos celulares e a tecnologia ultrassônica, é possível fazer transferência segura de dados entre milhões de dispositivos já em uso pelos consumidores.
A nova tecnologia, chamada Zoosh, faz a comunicação em frequências que são inaudíveis aos seres humanos, mas são utilizados na natureza por sapos, golfinhos e outros animais. Com uma atualização via software, o dispositivo passa a estar apto para fazer transferências seguras com tecnologia Zoosh.
A fim de proporcionar uma operação segura e confiável de dados, usando subsistemas existentes de áudio, a Naratte alega ter superado alguns obstáculos de engenharia incrivelmente difíceis. Brett Paulson, co-fundador e CEO da empresa, disse que muitos duvidaram que seria possível. E o momento de mercado não poderia ser melhor para levar o resultado do esforço.
A tecnologia Zoosh da Naratte foi projetada para ser de baixo custo, rápida, segura e confiável. Ela pode ser implantada de imediato, em milhões de dispositivos móveis, incluindo iPhones, Androids, tablets e até celulares sem os recursos de um smartphone. Não é necessária nenhuma conexão de rede e não há problemas de interoperabilidade. Nos pagamentos móveis, a Zoosh pode ser usada com a implementação de técnicas de segurança, como senhas únicas geradas para cada transação.
A tecnologia já está disponível. Parceiros da Naratte estão atualmente integrando a Zoosh em muitas aplicações e ambientes diferentes, incluindo pagamentos de telefone para telefone e de telefone para POS, programas de fidelidade e de cupons eletrônicos. Muitas outras aplicações estão em desenvolvimento, incluindo autenticação instantânea e confiável para Bluetooth e Wi-Fi.
“Early adopters” já estão fazendo coisas incríveis com a Zoosh. Um grande exemplo é a SparkBase, cujo aplicativo de carteira móvel, o PayCloud, habilitado com a Zoosh, ganhou recentemente o ETA '2011 Technology Innovation Award’. "Nossos parceiros estão animados para possibilitar a comunicação em proximidade (near field communication) entre milhões de dispositivos sem ter que esperar até 2015 ou pela adoção de NFC em massa", disse Paulson. Marcas importantes como PayPal, Texas Instruments e Vodafone já manifestaram interesse na tecnologia da Naratte.
A Naratte tem sede em Sunnyvale, Califórnia, foi fundada em maio de 2009 e tem 12 funcionários. A empresa recebeu US$ 5 milhões em financiamento estratégico de um investidor não identificado, e sua tecnologia é sustentada por oito registros de patentes. Para maiores informações, visite o novo site da empresa em www.naratte.com.
Marcadores:
CardClipping,
m-payments,
Naratte,
Zoosh
BANCO ADAPTA ATMS PARA OPERAR COM LINGOTES DE OURO
portal CardClipping
O banco turco Kuveyt Turk vai converter toda a sua rede de caixas eletrônicos para contemplar dispensers de barras de ouro.
Até agora, todos os 64 equipamentos instalados em Istambul foram remodelados para oferecer lingotes de barras de ouro de 1 e 1,5 grama, além das cédulas de dinheiro.
A Wincor Nixdorf foi contratada para alterar, até o final do ano, os 180 equipamentos que compõem a rede nacional do banco. O Kuveyt Turk pretende tornar-se líder no varejo de ouro para consumidores na Turquia, onde a demanda é impulsionada pela tradição local de investir economias em ouro, além de fazer presentes do metal quando do nascimento de crianças e em casamentos. As mini barras não são dispensadas através do slot de saída de notas, mas através de um módulo para moedas modificado nos ATMs. As barras de ouro são embaladas em plástico transparente, formando um volume do tamanho aproximado de uma moeda de dois euros.
O banco turco também está oferecendo aos seus clientes a opção de depositarem o seu ouro nos cofres do banco.
A alemã TG-Gold-Super-Markt instalou um ATM para venda de lingotes no saguão do hotel cinco estrelas Deluxe Emirates Palace, em Abu Dhabi, no ano passado, e traçou planos para a implantação de 500 das máquinas alteradas na Alemanha, Suíça e Áustria.
Nos Estados Unidos, a PMX Gold criou uma divisão com o objetivo de introduzir a venda de lingotes de outo em ATMs em todo o país. O projeto piloto foi realizado em um shopping center em Boca Raton, Florida, onde US$ 270 mil em ouro foram vendidos em cerca de 70 dias.
O banco turco Kuveyt Turk vai converter toda a sua rede de caixas eletrônicos para contemplar dispensers de barras de ouro.
Até agora, todos os 64 equipamentos instalados em Istambul foram remodelados para oferecer lingotes de barras de ouro de 1 e 1,5 grama, além das cédulas de dinheiro.
A Wincor Nixdorf foi contratada para alterar, até o final do ano, os 180 equipamentos que compõem a rede nacional do banco. O Kuveyt Turk pretende tornar-se líder no varejo de ouro para consumidores na Turquia, onde a demanda é impulsionada pela tradição local de investir economias em ouro, além de fazer presentes do metal quando do nascimento de crianças e em casamentos. As mini barras não são dispensadas através do slot de saída de notas, mas através de um módulo para moedas modificado nos ATMs. As barras de ouro são embaladas em plástico transparente, formando um volume do tamanho aproximado de uma moeda de dois euros. O banco turco também está oferecendo aos seus clientes a opção de depositarem o seu ouro nos cofres do banco.
A alemã TG-Gold-Super-Markt instalou um ATM para venda de lingotes no saguão do hotel cinco estrelas Deluxe Emirates Palace, em Abu Dhabi, no ano passado, e traçou planos para a implantação de 500 das máquinas alteradas na Alemanha, Suíça e Áustria.
Nos Estados Unidos, a PMX Gold criou uma divisão com o objetivo de introduzir a venda de lingotes de outo em ATMs em todo o país. O projeto piloto foi realizado em um shopping center em Boca Raton, Florida, onde US$ 270 mil em ouro foram vendidos em cerca de 70 dias.
Marcadores:
ATM,
lingotes,
PMX Gold,
Wincor Nixdorf
27 de jun. de 2011
MULHER DÁ MENOS CALOTE DO QUE HOMEM, DIZ PESQUISA
portal R7 26/06/2011 - Raphael Hakime
Se as mulheres são mesmo impulsivas e consumistas quando vão às compras, elas também são mais responsáveis no pagamento das contas quando contraem dívidas. Um estudo na base de dados do Banco do Brasil mostrou que a inadimplência entre as mulheres é 50% menor do que entre os homens.
Quando se considera apenas pessoas físicas sem considerar empréstimos para o produtor rural, o índice de calote feminino é de 2,6% contra 3,9% do observado entre os homens. O levantamento considera os dados de março e leva em conta apenas o crédito tomado por pessoas físicas no próprio banco. A participação no Banco Votorantim, em que o Banco do Brasil tem 50% de participação, não foi incluída.
O gerente-executivo da diretoria de crédito do Banco do Brasil, Ewerton Gonçalves Chaves, explica que a instituição fez o estudo para checar se “o mito quanto ao consumo da mulher, que é um conceito machista, se confirmava”.
- O que a gente viu foi o contrário do que se pensava: a mulher tem comportamento de crédito melhor que o do homem em todas as faixas e em todos os cortes que fizemos na pesquisa. O que nos parece é que a mulher, por cuidar da família, por ser mais preocupada com o coletivo, tem um trato com o crédito um pouco mais responsável.
Quando se consideram todas as formas de empréstimos, incluindo aqueles destinados ao produtor rural, a diferença cai, mas as mulheres ainda continuam na frente. De cada 1.000 mulheres, 26 dão calote por mais de 90 dias, enquanto o número entre os homens é de 29 na mesma proporção.
De acordo com o gerente-executivo do BB, considerando todas as modalidades de crédito, a maior diferença do calote entre homens e mulheres está entre pessoas com renda relativamente alta.
- Na faixa entre R$ 4.000 e R$ 5.000, a inadimplência entre os homens é de 2,5% e, entre as mulheres, de 1,8%, o que gera uma diferença de 40%. Essa é a maior diferença, sendo que nos demais estratos é mais aproximada. Quanto maior a faixa de renda, tanto entre homens quanto entre mulheres, menor a inadimplência.
A carteira de crédito para pessoa física, excluindo os empréstimos para os produtores rurais, é de R$ 86,4 bilhões, sendo que as mulheres respondem por R$ 39,9 bilhões e os homens pelos outros R$ 46,5 bilhões. A inadimplência média registrada pelo banco é de 3,4% - contra 6% da média geral do calote entre as instituições financeiras do país, segundo dados do Banco Central.
Considerando toda a carteira de crédito, incluindo pessoa física, pessoa jurídica, crédito rural, crédito internacional, entre outros, a cifra salta para cerca de R$ 364 bilhões. A inadimplência é um pouco menor, de 2,1%.
Tipo de empréstimo
Tanto homens como mulheres preferem o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) como principal forma de empréstimo. No entanto, apesar de mais responsáveis, as mulheres costumam usar modalidades de empréstimo cujas taxas de juros são muito mais altas , como o rotativo do cartão de crédito. Chaves admite que a opção não é a mais barata.
- O cartão de crédito não é um meio de financiamento de compras, é um meio de pagamento programado, em que você deve organizar seu dinheiro com o tempo. Se a mulher tiver um bem próprio, como um veículo, é melhor fazer um financiamento usando esse bem como garantia, o que diminuiu a taxa de juros.
Ao contrário das mulheres, os homens preferem o financiamento – como o de imóveis e o de veículos - como forma de crédito.
Contraponto
Os dados da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) apontam exatamente o contrário: as mulheres são mais irresponsáveis quanto ao crédito. Em maio, quando foi divulgado o último indicador, elas representaram a maioria dos caloteiros, com 56,91% dos registros no SPC Brasil. Os homens respondem por 43,09%.
Por outro lado, elas também são as que mais regularizam a situação e quitam dívidas: em maio, 55,04% dos cancelamentos dos registros foram feitos por mulheres, enquanto os homens responderam por 44,96%.
Se as mulheres são mesmo impulsivas e consumistas quando vão às compras, elas também são mais responsáveis no pagamento das contas quando contraem dívidas. Um estudo na base de dados do Banco do Brasil mostrou que a inadimplência entre as mulheres é 50% menor do que entre os homens.
Quando se considera apenas pessoas físicas sem considerar empréstimos para o produtor rural, o índice de calote feminino é de 2,6% contra 3,9% do observado entre os homens. O levantamento considera os dados de março e leva em conta apenas o crédito tomado por pessoas físicas no próprio banco. A participação no Banco Votorantim, em que o Banco do Brasil tem 50% de participação, não foi incluída.
O gerente-executivo da diretoria de crédito do Banco do Brasil, Ewerton Gonçalves Chaves, explica que a instituição fez o estudo para checar se “o mito quanto ao consumo da mulher, que é um conceito machista, se confirmava”.
- O que a gente viu foi o contrário do que se pensava: a mulher tem comportamento de crédito melhor que o do homem em todas as faixas e em todos os cortes que fizemos na pesquisa. O que nos parece é que a mulher, por cuidar da família, por ser mais preocupada com o coletivo, tem um trato com o crédito um pouco mais responsável.
Quando se consideram todas as formas de empréstimos, incluindo aqueles destinados ao produtor rural, a diferença cai, mas as mulheres ainda continuam na frente. De cada 1.000 mulheres, 26 dão calote por mais de 90 dias, enquanto o número entre os homens é de 29 na mesma proporção.
De acordo com o gerente-executivo do BB, considerando todas as modalidades de crédito, a maior diferença do calote entre homens e mulheres está entre pessoas com renda relativamente alta.
- Na faixa entre R$ 4.000 e R$ 5.000, a inadimplência entre os homens é de 2,5% e, entre as mulheres, de 1,8%, o que gera uma diferença de 40%. Essa é a maior diferença, sendo que nos demais estratos é mais aproximada. Quanto maior a faixa de renda, tanto entre homens quanto entre mulheres, menor a inadimplência.
A carteira de crédito para pessoa física, excluindo os empréstimos para os produtores rurais, é de R$ 86,4 bilhões, sendo que as mulheres respondem por R$ 39,9 bilhões e os homens pelos outros R$ 46,5 bilhões. A inadimplência média registrada pelo banco é de 3,4% - contra 6% da média geral do calote entre as instituições financeiras do país, segundo dados do Banco Central.
Considerando toda a carteira de crédito, incluindo pessoa física, pessoa jurídica, crédito rural, crédito internacional, entre outros, a cifra salta para cerca de R$ 364 bilhões. A inadimplência é um pouco menor, de 2,1%.
Tipo de empréstimo
Tanto homens como mulheres preferem o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) como principal forma de empréstimo. No entanto, apesar de mais responsáveis, as mulheres costumam usar modalidades de empréstimo cujas taxas de juros são muito mais altas , como o rotativo do cartão de crédito. Chaves admite que a opção não é a mais barata.
- O cartão de crédito não é um meio de financiamento de compras, é um meio de pagamento programado, em que você deve organizar seu dinheiro com o tempo. Se a mulher tiver um bem próprio, como um veículo, é melhor fazer um financiamento usando esse bem como garantia, o que diminuiu a taxa de juros.
Ao contrário das mulheres, os homens preferem o financiamento – como o de imóveis e o de veículos - como forma de crédito.
Contraponto
Os dados da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) apontam exatamente o contrário: as mulheres são mais irresponsáveis quanto ao crédito. Em maio, quando foi divulgado o último indicador, elas representaram a maioria dos caloteiros, com 56,91% dos registros no SPC Brasil. Os homens respondem por 43,09%.
Por outro lado, elas também são as que mais regularizam a situação e quitam dívidas: em maio, 55,04% dos cancelamentos dos registros foram feitos por mulheres, enquanto os homens responderam por 44,96%.
Marcadores:
Banco do Brasil,
endividamento,
inadimplência
CARTÃO DE CRÉDITO SULAMÉRICA CREDICARD OFERECE NOVA FORMA DE PAGAMENTO
portal Segs 26/06/2011 - Manuella Gambaro
A SulAmérica Seguros e Previdência coloca a disposição dos clientes mais uma forma de pagamento do seguro de automóveis da companhia: o cartão de crédito SulAmérica Credicard.
Fruto de uma parceria entre a seguradora e a Credicard, o cartão permite parcelar o valor do seguro de automóveis em até seis parcelas fixas sem juros, duas a mais do que é permitido nas outras formas de pagamento.
Também é possível pagar a primeira parcela em até 40 dias (de acordo com a data de vencimento do cartão).
“Este é mais um diferencial de vendas que a SulAmérica disponibiliza para os corretores de seguros, que poderão oferecer este meio de pagamento seguro e simples aos clientes, com mais opções de parcelamento”, comenta comenta o presidente da seguradora, Thomaz Cabral de Menezes.
Os clientes poderão solicitar o SulAmérica Credicard pelos corretores de seguros ou pelo site www.sulamericacredicard.com.br. Será pago comissionamento adicional para cada cartão solicitado pelo corretor, sendo R$ 50 no momento de emissão e R$ 50 na ativação da unidade.
Outra vantagem do SulAmérica Credicard é programa de recompensas, no qual até 2,5% das compras realizadas no cartão viram pontos, que poderão ser revertidos por descontos na renovação da apólice ou na compra de automóvel zero quilômetro, peças e serviços em lojas credenciadas.
A SulAmérica Seguros e Previdência coloca a disposição dos clientes mais uma forma de pagamento do seguro de automóveis da companhia: o cartão de crédito SulAmérica Credicard.
Fruto de uma parceria entre a seguradora e a Credicard, o cartão permite parcelar o valor do seguro de automóveis em até seis parcelas fixas sem juros, duas a mais do que é permitido nas outras formas de pagamento.
Também é possível pagar a primeira parcela em até 40 dias (de acordo com a data de vencimento do cartão).
“Este é mais um diferencial de vendas que a SulAmérica disponibiliza para os corretores de seguros, que poderão oferecer este meio de pagamento seguro e simples aos clientes, com mais opções de parcelamento”, comenta comenta o presidente da seguradora, Thomaz Cabral de Menezes.
Os clientes poderão solicitar o SulAmérica Credicard pelos corretores de seguros ou pelo site www.sulamericacredicard.com.br. Será pago comissionamento adicional para cada cartão solicitado pelo corretor, sendo R$ 50 no momento de emissão e R$ 50 na ativação da unidade.
Outra vantagem do SulAmérica Credicard é programa de recompensas, no qual até 2,5% das compras realizadas no cartão viram pontos, que poderão ser revertidos por descontos na renovação da apólice ou na compra de automóvel zero quilômetro, peças e serviços em lojas credenciadas.
ACIA APRESENTA CARTÃO DE CRÉDITO PARA USO EM LOJAS ASSOCIADAS
portal O Serrano 24/06/2011
A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Serra Negra - ACIA em parceria com a empresa Usecred promoverá o lançamento de uma modalidade de concessão de crédito específica para moradores de Serra Negra. O cartão ACIA tem como objetivo fazer com que nossos munícipes deixem seu dinheiro na cidade, aumentando as vendas e facilitando a obtenção de produtos pelos funcionários, uma vez que nem sempre estão com dinheiro no bolso.
A apresentação será no dia 28 de junho, às 19h, no auditório do Palácio Primavera.
Este cartão será aceito em diferentes estabelecimentos, desde lojas de roupas a postos de abastecimento, farmácias, consultórios, supermercados, etc
O benefício será oferecido a todos os funcionários de empresas associadas que queiram participar do convênio, podendo utilizar para fazer suas compras no comércio local associado, com as mesmas facilidades de um cartão de crédito. Os gastos com o cartão serão descontados em folha de pagamento.
A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Serra Negra - ACIA em parceria com a empresa Usecred promoverá o lançamento de uma modalidade de concessão de crédito específica para moradores de Serra Negra. O cartão ACIA tem como objetivo fazer com que nossos munícipes deixem seu dinheiro na cidade, aumentando as vendas e facilitando a obtenção de produtos pelos funcionários, uma vez que nem sempre estão com dinheiro no bolso.
A apresentação será no dia 28 de junho, às 19h, no auditório do Palácio Primavera.
Este cartão será aceito em diferentes estabelecimentos, desde lojas de roupas a postos de abastecimento, farmácias, consultórios, supermercados, etc
O benefício será oferecido a todos os funcionários de empresas associadas que queiram participar do convênio, podendo utilizar para fazer suas compras no comércio local associado, com as mesmas facilidades de um cartão de crédito. Os gastos com o cartão serão descontados em folha de pagamento.
CASOS DE CLONAGEM DE CARTÕES EXPLODEM NA SUÍÇA
portal Correio do Brasil 24/06/2011
Desde o início de 2011, os casos de clonagem “explodiram” na Suíça, de acordo com Jean-Christophe Sauterel, porta-voz da polícia cantonal de Vaud.
“É uma prática completamente organizada, tanto pela tecnologia utilizada como pela logística”, disse.
As quadrilhas vêm principalmente da Romênia e da Bulgária. “Sabemos disso porque prendemos vários cidadãos desses países”, explica Jean-Christophe Sauterel. Os ladrões instalam um material de leitura de dados nos caixas eletrônicos dos supermercados e das estações de trem.
Segundo o porta-voz da polícia, “o problema é que o equipamento necessário está disponível na internet. Por essa razão, os casos de clonagem vem aumentando tanto na Europa e em todos os países. A França tem sido particularmente afetada. Estamos lidando com vários grupos que viajam por toda a Europa instalando seus equipamentos.”
Somas enormes
Segundo SIX Group, que oferece serviços e infraestruturas bancárias na Suíça, o número de caixas manipulados aumentou de 32 em 2009 para 135 em 2010 e 225 para os primeiros quatro meses de 2011. “Nós estimamos que o equivalente a um pouco mais de dois milhões de dólares foram roubados desta forma, de janeiro a abril. É uma soma enorme”, disse a porta-voz do grupo, Sindy Schmiegel.
O número de cartões magnéticos bloqueados devido a atividades suspeitas, para evitar possíveis fraudes, também dispararam. De 6.200 em 2009 para 22 mil nos primeiros quatro meses de 2011.
“Acreditamos que o bloqueio dos cartões pode impedir o roubo de vários milhões de francos”, explica Sindy Schmiegel. Uma vítima no cantão de Fribourg, que prefere permanecer no anonimato, disse à swissinfo que o cartão dela havia sido bloqueado pelo banco quando tentava fazer um saque em um supermercado:
“Entrei em contato com meu banco e o gerente me disse que meu cartão e o código haviam sido clonados e que os ladrões estavam tentando usar minhas informações no exterior, felizmente sem sucesso.”
Dinheiro fácil
Segundo a polícia, os ladrões agem instalando uma câmera miniatura em cima do teclado. “Eles gravam os dados do cartão usando um dispositivo astuciosamente posicionado no orifício de entrada do caixa. Desta forma, as informações contidas na tarja magnética do cartão podem ser lidas e copiadas. Às vezes eles usam um teclado falso sobre o original, que registra a composição da senha”.
“Às vezes alguém espiona a pessoa retirando dinheiro para ver o código”, diz Sindy Schmiegel. Por isso é muito importante proteger a senha.
Se os ladrões conseguem os dois tipos de informações, as do cartão magnético e a senha, eles copiam tudo em um cartão virgem com uma máquina codificadora. O novo cartão está pronto para ser usado, normalmente em outro país de onde ele foi clonado.
“É preciso um pouco de conhecimento para utilizar essas tecnologias, mas não é realmente complicado”, confirma Jean-Christophe Sauterel. A tecnologia dos cartões magnéticos não é apenas aplicada em cartões de crédito e bancários, ela se generalizou. Agora já é possível encontrar máquinas codificadoras pela internet, a preços módicos.
Na frente dos bancos
A vítima que se confidenciou com a swissinfo, mesmo não tendo sido fraudada, disse que agora fica sempre “nervosa” quando usa um caixa eletrônico ou quando paga suas coisas com cartão magnético.
“Eu vou toda semana na loja onde meu cartão foi clonado. Mas o banco me disse que é improvável que isso aconteça de novo no mesmo lugar, porque os ladrões instalam seus equipamentos e depois mudam de lugar.”
A mulher diz mudar de senha regularmente. “Não podemos fazer muito mais. O que é preocupante, é que esses criminosos parecem estar sempre na frente dos bancos. Se você não tiver sorte, sua conta pode ser esvaziada…”
Sophie Douez, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy
Desde o início de 2011, os casos de clonagem “explodiram” na Suíça, de acordo com Jean-Christophe Sauterel, porta-voz da polícia cantonal de Vaud.
“É uma prática completamente organizada, tanto pela tecnologia utilizada como pela logística”, disse.
As quadrilhas vêm principalmente da Romênia e da Bulgária. “Sabemos disso porque prendemos vários cidadãos desses países”, explica Jean-Christophe Sauterel. Os ladrões instalam um material de leitura de dados nos caixas eletrônicos dos supermercados e das estações de trem.
Segundo o porta-voz da polícia, “o problema é que o equipamento necessário está disponível na internet. Por essa razão, os casos de clonagem vem aumentando tanto na Europa e em todos os países. A França tem sido particularmente afetada. Estamos lidando com vários grupos que viajam por toda a Europa instalando seus equipamentos.”
Somas enormes
Segundo SIX Group, que oferece serviços e infraestruturas bancárias na Suíça, o número de caixas manipulados aumentou de 32 em 2009 para 135 em 2010 e 225 para os primeiros quatro meses de 2011. “Nós estimamos que o equivalente a um pouco mais de dois milhões de dólares foram roubados desta forma, de janeiro a abril. É uma soma enorme”, disse a porta-voz do grupo, Sindy Schmiegel.
O número de cartões magnéticos bloqueados devido a atividades suspeitas, para evitar possíveis fraudes, também dispararam. De 6.200 em 2009 para 22 mil nos primeiros quatro meses de 2011.
“Acreditamos que o bloqueio dos cartões pode impedir o roubo de vários milhões de francos”, explica Sindy Schmiegel. Uma vítima no cantão de Fribourg, que prefere permanecer no anonimato, disse à swissinfo que o cartão dela havia sido bloqueado pelo banco quando tentava fazer um saque em um supermercado:
“Entrei em contato com meu banco e o gerente me disse que meu cartão e o código haviam sido clonados e que os ladrões estavam tentando usar minhas informações no exterior, felizmente sem sucesso.”
Dinheiro fácil
Segundo a polícia, os ladrões agem instalando uma câmera miniatura em cima do teclado. “Eles gravam os dados do cartão usando um dispositivo astuciosamente posicionado no orifício de entrada do caixa. Desta forma, as informações contidas na tarja magnética do cartão podem ser lidas e copiadas. Às vezes eles usam um teclado falso sobre o original, que registra a composição da senha”.
“Às vezes alguém espiona a pessoa retirando dinheiro para ver o código”, diz Sindy Schmiegel. Por isso é muito importante proteger a senha.
Se os ladrões conseguem os dois tipos de informações, as do cartão magnético e a senha, eles copiam tudo em um cartão virgem com uma máquina codificadora. O novo cartão está pronto para ser usado, normalmente em outro país de onde ele foi clonado.
“É preciso um pouco de conhecimento para utilizar essas tecnologias, mas não é realmente complicado”, confirma Jean-Christophe Sauterel. A tecnologia dos cartões magnéticos não é apenas aplicada em cartões de crédito e bancários, ela se generalizou. Agora já é possível encontrar máquinas codificadoras pela internet, a preços módicos.
Na frente dos bancos
A vítima que se confidenciou com a swissinfo, mesmo não tendo sido fraudada, disse que agora fica sempre “nervosa” quando usa um caixa eletrônico ou quando paga suas coisas com cartão magnético.
“Eu vou toda semana na loja onde meu cartão foi clonado. Mas o banco me disse que é improvável que isso aconteça de novo no mesmo lugar, porque os ladrões instalam seus equipamentos e depois mudam de lugar.”
A mulher diz mudar de senha regularmente. “Não podemos fazer muito mais. O que é preocupante, é que esses criminosos parecem estar sempre na frente dos bancos. Se você não tiver sorte, sua conta pode ser esvaziada…”
Sophie Douez, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy
Assinar:
Postagens (Atom)


