2 de jan. de 2011

CARTÃO BNDES IMPULSIONA VENDA DA TIGRE, ATINGINDO 406 VAREJISTAS

jornal Brasil Econômico 30/12/2010 - Natália Flach

A fabricante de tubos e conexões Tigre encerrará o ano tendo beneficiado 406 pequenos varejistas que se cadastraram no portal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde que a parceria com a instituição foi firmada, em 2009.

Segundo Luciano Sfoggia, diretor-financeiro da companhia, no período, foram feitas mais de 5 mil transações, movimentando um total de R$ 16 milhões.

Além do cartão BNDES, a Tigre tem uma parceria com a Caixa Econômica Federal, firmada em 2006. A fabricante vai encerrar o ano com mais de 40 mil consumidores e revendedores cadastrados no cartão TigreCaixa.

De acordo com o executivo, o uso dos dois cartões registrou um aumento de 20% a 25%, em 2010. "Em 2011, vamos investir em novos produtos de crédito. Desta vez, com instituições privadas."

No BNDES, a Tigre tem 23 linhas de produtos cadastradas que vão desde tubos e conexões para água quente, fria e esgoto até linhas para irrigação, saneamento e produtos industriais.

"Pequenos varejistas dificilmente obtêm crédito. Isso explica por que as vendas com o cartão BNDES registraram um incremento de 278% no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009", diz Sfoggia.

Já com o cartão TigreCaixa, mais de R$ 118 milhões em operações foram consolidados de janeiro a setembro de 2010. A emissão desse modelo de cartão aumentou 834% no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009 - quando as vendas contratadas registraram um volume de R$ 120 milhões. "Essas parcerias são divulgadas nos nossos pontos de venda", afirma.

O portfólio da Tigre tem cerca de 15 mil produtos voltados para condução de água e energia, para portas e janelas, e ainda itens sanitários, como tampa de vaso e porta-papel. São lançados 700 produtos feitos de termoplástico por ano.

EM NEGOCIAÇÃO

jornal Folha de S. Paulo 30/12/2010 – Mercado Aberto

O Grupo Fitta, de franquias de agências de câmbio, e a MasterCard devem anunciar parceria no primeiro semestre de 2011. Com o negócio, serão abertas mais 40 unidades da empresa, que hoje possui 52 franquias e seis lojas próprias.

FAVELAS SÃO NOVA ARENA DA DISPUTA BANCÁRIA

jornal Valor Econômico 30/12/2010 - Aline Lima

O morro, agora, tem vez. Em 2010 os bancos aceleraram a abertura de agências em favelas de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e, atentos ao potencial de consumo das classes D e E, já têm planos para ampliar a ocupação dos morros em 2011. Pouco mais de uma dezena de agências devem ser inauguradas somente em morros cariocas, no próximo ano, por Bradesco e Banco do Brasil(BB).

Até mesmo o Itaú Unibanco, que é percebido pelo público como um banco mais elitista, quer demarcar território em favelas cariocas. O banco das famílias Setubal, Villela e Moreira Salles firmou acordo com o governo estadual do Rio de Janeiro para abrir agências nas áreas ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). O Santander, que está com uma campanha em horário nobre na TV para anunciar a abertura de uma agência no Complexo do Alemão (RJ), informa que quer replicar a experiência em outras comunidades carentes do Rio e São Paulo, mas não fornece mais detalhes.

Existem hoje apenas dez agências bancárias localizadas em favelas brasileiras. Mas, há poucos anos, a ausência era total. A Caixa Econômica Federal, pioneira ao chegar na Rocinha em 1998, abriu sua segunda agência em uma favela em 2010, pouco antes do Natal, no Complexo do Alemão. O Banco do Brasil inaugurou, há menos de um mês, duas agências em comunidades de baixa renda: uma em Paraisópolis, a segunda maior de São Paulo, com 100 mil habitantes, e no Morro da Baiana, localizado no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, com população estimada em 140 mil moradores.

O plano de expansão da rede do BB ganha força em 2011. A instituição planeja abrir as portas na Cidade de Deus, na Rocinha e na favela Pantanal, todas regiões do Rio.

O Bradesco tem um cronograma ainda mais extenso: além de Cidade de Deus, onde os preparativos já estão bem adiantados, vai estrear, no primeiro semestre do próximo ano, em Rio das Pedras (previsão para março), Complexo do Alemão, Gardênia Azul, Dona Marta, Salgueiro, Terreirão, Tijuquinha, Turano, Vila Cruzeiro.

A ampliação das fronteiras do sistema bancário rumo a regiões carentes não deve ser entendida como ação social, embora o marketing das instituições financeiras seja forte, nesse sentido. Essas comunidades surgem, na verdade, como uma espécie de nova arena bancária. Nelas se encontra a população emergente, sobre a qual tende a se concentrar a disputa das instituições financeiras nos próximos anos. Estima-se que existem 21 milhões de brasileiros nas classes D e E economicamente ativos, mas sem conta corrente.

Até que ponto, porém, a conquista desse público é uma estratégia viável? "Todo e qualquer cliente é rentável, desde que existam automação e escala", responde Odair Afonso Rebelato, diretor executivo do Bradesco. O banco foi um dos precursores do movimento ao fincar sua bandeira, em 2007, na Rocinha (RJ), a maior favela do país. De lá para cá, só na Rocinha foram abertas 3,4 mil contas correntes para pessoas físicas, 397 para pessoas jurídicas e emitidos 1,85 mil cartões de crédito.

É preciso também colocar na conta aquelas pessoas que já estavam "bancarizadas", mas que faziam pouco uso dos produtos oferecidos pelas instituições, seja pela distância da agência em que tinham conta, seja pela própria capacidade financeira, que vem aumentando na medida em que o emprego e a renda crescem.

O comerciante Davison Alves Silva, 27 anos, transferiu a conta corrente que tinha no Bradesco desde 2001 para a agência de Heliópolis, em novembro de 2009, assim que ela foi inaugurada. A antiga unidade estava localizada a cerca de cinco quilômetros de onde Silva trabalha. A atual fica a mais ou menos dez passos do seu bar. Com a troca, seus limites para cheque especial, empréstimo pessoal e cartão de crédito foram ampliados em cerca de 30%. "Fica mais fácil reforçar o caixa com a agência aqui do lado", diz Silva.

O público de baixa renda é, segundo Rebelato, "mais tomador do que doador" - ou seja, contrai mais empréstimo do que poupa. Os baixos valores financiados individualmente são compensados pela grande quantidade de crédito aprovado nas agências. A inadimplência, em torno de 10%, é maior do que a média do sistema, o que contraria a crença de alguns que pobre é melhor pagador. Numa emergência, esse cliente vai priorizar o mercado em que costuma comprar fiado, a farmácia, para depois pagar ao banco. "Mas, como o patrimônio dele é o nome, em algum momento ele volta para quitar a dívida", afirma Rebelato.

Em Heliópolis, maior comunidade de baixa renda de São Paulo, onde vivem cerca de 120 mil pessoas - das quais 40 mil com potencial de abrir conta em banco - o Bradesco conseguiu amealhar, de novembro de 2009 para cá, 1,3 mil contas correntes. Em Paraisópolis, também na capital paulista, o banco abriu uma agência em setembro deste ano e já contabiliza outras 600 contas correntes de pessoas físicas e 38 de empresas. "Temos até um cliente com perfil Prime [de alta renda] na agência de Paraisópolis, mas que prefere continuar sendo atendido lá mesmo", diz Rebelato.

Além de empréstimos, as classes D e E passaram a consumir com mais avidez produtos de seguro. Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, diretor de varejo do BB, conta que o banco estatal, em parceira com a seguradora Mapfre, começa a desenvolver seguro de acidente pessoal e vida com preços e coberturas específicos para esses clientes. "Estamos em fase de estudo para colocar o produto na prateleira", afirma. O BB Proteção começa com R$ 6 por mês e oferece cobertura para morte natural ou acidental e invalidez por acidente. Se forem acrescentadas outras coberturas, como proteção para residência, e serviços, como chaveiro e reparos domésticos 24 horas, o preço é reajustado.

Dos correntistas do BB com renda mensal inferior a R$ 1 mil, atendidos tanto nas agências como por correspondentes bancários, 51% possuem cartão de crédito ativo, 31,5% têm crédito pessoal e 32,8% ainda conseguem colocar dinheiro na caderneta de poupança. "À medida que a renda cresce, essas pessoas vão passar a tomar empréstimos de bens duráveis, contratar plano de previdência e até financiamento imobiliário", diz Nazaré.

Para os cerca de 600 correntistas e poupadores da agência do Santander no Complexo do Alemão, a grade de produtos é a mesma das demais agências da rede. Mas há flexibilização na documentação e renda mínima exigidas para abertura de conta.

BRASILEIRO PODERÁ FAZER TRANSAÇÕES BANCÁRIAS COM NOVA IDENTIDADE

portal InfoMoney 30/12/2010 - Gladys Ferraz Magalhães

O brasileiro poderá fazer transações bancárias com o novo documento de identidade. A informação do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, foi dada durante o lançamento do documento nesta quinta-feira (29).

“Com o RIC (Registro de Identidade Civil), o Brasil ingressa no século 21. A identidade atual completou 27 anos sem muitas mudanças. O novo RIC é mais moderno, traz tecnologia de ponta, é mais seguro e mais prático. No futuro, esse documento também integrará o CPF, o título de eleitor e muitos documentos. Além disso, há possibilidade de fazer transações bancárias com o novo cartão”, disse o ministro, conforme publicado pela Agência Brasil.

RIC

Classificado como à prova de fraudes, a nova identidade é um cartão magnético com impressão digital e chip eletrônico. Ela incluirá nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão digital do indicador direito, órgão emissor, local e data de expediçãoe validade.

O documento substituirá, gradualmente, ao longo de dez anos, o atual RG (Registro Geral). Nesta primeira etapa, os cidadãos contemplados receberão uma carta indicando a possibilidade de troca do documento e onde ele poderá ser retirado.

As primeiras cidades que receberão o projeto, no próximo ano, são Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO).

A implementação da nova identidade não compromete a validade dos demais documentos de identificação.

BB REDUZ GASTOS E PRAZOS COM GESTÃO DIGITAL DE DOCUMENTOS

jornal Brasil Econômico 30/12/2010 - Ana Paula Ribeiro

A adoção de uma gestão digital de todo processo de concessão de crédito começa a dar os primeiros resultados ao Banco do Brasil. O projeto piloto foi iniciado em março e expandido gradualmente.

Atualmente, a instituição consegue ter uma economia estimada em cerca de R$ 1,4 milhão ao mês, além da redução do prazo da liberação dos recursos ao cliente.

"Esse é um processo ainda em evolução no banco. Hoje, estamos reduzindo o prazo em cerca de 30%", diz o diretor de crédito, Walter Malieni Júnior.

Na primeira fase desse processo, a gestão digital - que dispensa cópia de documentos dos clientes e gasto com transporte de malotes - está presente na abertura de novas contas correntes e nas operações de concessão de crédito. Esse trâmite já é obrigatório em todas as agências do Sul, do Sudeste e do Distrito Federal.

A gestão eletrônica está se expandindo aos poucos. Em março, foi iniciado o projeto piloto nas agências do Distrito Federal e Rio de Janeiro. Em julho, adotaram a gestão eletrônica os Estados do Sul e Sudeste. No mês passado, foi a vez de Centro Oeste, Nordeste e Norte aderirem ao projeto.

Em uma segunda fase, a ideia é garantir que todas as agências adotem esse processo e que outros documentos sejam incluídos, não só aqueles ligados a operações de crédito e abertura de contas, como os cheques.

"Privilegiamos as operações com maior demanda de documentos", explica o gerente geral de tecnologia, Anderson Nobre.

Atualmente, já existem 27,6 mil formulários de operações de crédito que foram feitas de forma eletrônica. Os cadastros de clientes somavam até dia 10 de dezembro 862.615.

Além da economia, Malieni, diretor de crédito, acredita que essa gestão ajuda a aumentar a eficiência do banco e, dessa forma, fidelizar o cliente. O executivo explica que, quando ele é de baixo risco, a concorrência faz investidas para conquistá-lo. Com um processo mais ágil, o BB ganha uma ferramenta para manter o cliente em sua base.

Nas operações mais usuais de crédito, em especial à pessoa jurídica, o executivo afirma que o prazo médio de liberação dos recursos caiu de oito para cinco dias. A avaliação é que é possível, nas operações menos complexas, analisar , aprovar e liberar os recursos no mesmo dia.

Outra vantagem do processo é o ganho de eficiência interna, com a redução do tempo alocado pelos funcionários para tratar dessas operações e problemas de documentação duplicada ou equivocada, uma vez que o sistema, no momento do cadastro, informa o que é necessário e faz a checagem das informações fornecidas.

"Esse processo ajuda inclusive na renovação de limites dos clientes", acredita Malieni. A redução de custos com armazenagem e transporte de documentos é elevada no sistema financeiro.

No ano passado, só o BB gastou R$ 77 milhões com o serviço compartilhado de transporte de malotes. Já Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) estima que essa despesa tenha alcançado R$ 322 milhões.

CONCORRÊNCIA MAIOR REDUZ CUSTOS DE LOJISTA COM CARTÕES

jornal Folha de S. Paulo 29/12/2010 - Mariana Schreiber

O setor de cartões manteve em 2010 a média de crescimento de 20% dos últimos anos. O fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras em julho, no entanto, tornou o ano bem diferente.

Com a possibilidade de os cartões das principais bandeiras (Visa e MasterCard) passarem nas maquininhas das maiores credenciadoras (Cielo e Redecard), a disputa pelos lojistas aumentou.

A taxa média cobrada dos varejistas nas operações de cartão de crédito caiu em um ano de 1,46% para 1,33% na Redecard e de 1,50% para 1,46% na Cielo, segundo balanços do terceiro trimestre.

Já o aluguel médio da maquininha recuou de R$ 66,60 para R$ 63,24 na Redecard e de R$ 63,12 para R$ 59,49 na Cielo, entre o segundo trimestre de 2010 e o terceiro.

A expectativa da Alshop (Associação de Lojistas de Shopping) é que as taxas continuem caindo depois do Natal, quando mais varejistas devem optar por apenas uma credenciadora.

Segundo o diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Ildefonso, muitos não optaram ainda por apenas uma credenciadora por medo de ficar dependentes de apenas um sistema.

Ele lembra que, no ano passado, a rede da Redecard sofreu uma pane e ficou parcialmente fora de operação na véspera do Natal.

"Alguns lojistas têm mais de uma máquina por precaução, mas o sistema está numa velocidade sensacional neste ano, e a avaliação é que, mesmo com uma só, não haveria problema."

As próprias empresas admitem que as taxas podem cair mais. Segundo o presidente da Cielo, Rômulo Dias, a concorrência deve continuar pressionando as margens de lucro líquido da companhia, que tiveram leve queda no terceiro trimestre.

O diretor de finanças da Redecard, Marcelo Kopel, afirma que a empresa continuará reduzindo preços: "Se o estabelecimento trouxer volume (mais transações), se beneficiará da redução".

AÇÕES

O novo cenário teve impacto nas credenciadoras. A Redecard, que registrou queda de receita no terceiro trimestre, sofreu mais. Suas ações caem 24% em 2010. As da Cielo recuam 7%.

Segundo o analista Daniel Malheiros, da Spinelli, como a Redecard tem mercado mais concentrado em grandes varejistas do que a Cielo, foi mais prejudicada.

"As grandes têm mais conhecimento das mudanças e, por transacionarem grandes volumes, têm mais poder para negociar taxas", afirmou.

Para o presidente da Abecs (associação do setor), Paulo Cafarelli, a concorrência vai se manter concentrada nas duas maiores credenciadoras, pois leva tempo para as novas ganharem espaço. Redecard e Cielo têm hoje quase 100% do mercado.

A GetNet, credenciadora que começou a operar neste ano, é a que tem mais condições de ganhar escala, devido à associação com um grande banco, o Santander.

Para Kopel, a tendência é que as novas credenciadoras atuem em nichos de negócios ou regionais. O Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) já anunciou planos para 2011, assim como o Citibank, que pretende atuar no setor de turismo.

CITI VOLTA AO RAMO DOIS ANOS APÓS VENDER REDECARD

jornal Folha de S. Paulo 29/12/2010 - Toni Sciarretta

Fundador da Redecard, a segunda maior empresa de cartões, o Citibank brasileiro saiu e retornou ao mercado de credenciamento de cartões em menos de dois anos.
Nesse período, o setor mudou completamente: deixou de ser um duopólio e abriu-se à entrada de novos competidores.

Segundo Gustavo Marin, presidente do Citi, o banco vendeu a participação enquanto a Redecard ainda gozava da posição duopolista. O banco obteve R$ 2,213 bilhões em março de 2009 com a venda de 17% das ações da empresa na Bolsa.

No início do mês, o Citi anunciou a volta ao setor por meio de parceria com a americana Elavon, maior credenciadora de empresas aéreas do mundo.

"Nós achamos naquele momento [venda da Redecard] que tínhamos uma oportunidade de capturar um valor muito grande no negócio. Um valor determinado por condições de mercado que não iriam durar muito tempo. Era muito diferente do que acontecia no resto do mundo."

Com a Elavon, o Citi pretende conquistar 15% do mercado de credenciamento em cinco anos. A nova empresa deve entrar em funcionamento no segundo semestre de 2011.

O banco quer aproveitar a especialização no setor de turismo e a posição de mercado da Elavon para atender estrangeiros em viagens ao Brasil.

O Citi está de olho, particularmente, nos negócios que virão ao país com a Copa do Mundo de 2014 e com a Olimpíada de 2016.

"O que mudou foi o marco regulatório. Foi liberalizado esse mercado e as exclusividades foram eliminadas. Isso permitiu novamente a nossa entrada em um negócio que a gente já conhecia bem."

PAULISTANOS ENCERRAM 2010 MENOS ENDIVIDADOS

portal R7 29/12/2010

Apesar dos gastos elevados com as comemorações de final de ano, o consumidor paulista encerra o ano de 2010 com menos dívidas. Segundo a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), 46% das famílias apresentaram algum tipo de dívida, frente aos 50% apurados em novembro. No mesmo período de 2009, o índice estava em 48%.

O número de famílias com contas em atraso também apresentou queda, passando de 17% em novembro, para 13% neste mês. No comparativo com dezembro do ano passado, o percentual havia alcançado 20%.

O resultado é reflexo direto da melhoria dos índices de confiança do consumidor, da queda da taxa de trabalhadores sem emprego e do pagamento do 13º salário. O crescimento da renda, além da crescente oferta de crédito e a leve redução nas taxas de juros também contribuíram.

Outro ponto positivo observado com a queda desse índice é o reflexo da preocupação das famílias com os gastos de começo de ano, o que demonstraria o aprendizado do consumidor em relação à economia doméstica e às vantagens de se pagar contas e impostos à vista.

Perfil de dívida

Em média, entre as famílias analisadas com contas em atraso, 45,5% têm atrasos há mais de 90 dias. Outros 28,3% têm contas atrasadas por até 30 dias, enquanto que 21,3% do total de famílias estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.

A proporção de famílias que acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas contas nos próximos ficou em 4,3%. Em dezembro de 2009 esse percentual era de 6,4%.

Na avaliação do prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período até três meses (29,3%). O restante está dividido entre os períodos: superior a um ano (28,5%); entre três e seis meses (23,6%) e entre seis meses e 1 ano (15%).

Em dezembro, 58,9% do total de famílias endividadas têm entre 11% e 50% da sua renda comprometida com o pagamento de dívidas. Para 12,9% das famílias endividadas esse comprometimento é superior a 50%, enquanto que para 21%, menos de 10% está comprometido com o pagamento de dívidas.

Vilões do bolso

O cartão de crédito se mantém como o principal tipo de dívida, sendo utilizado por 68,9% das famílias analisadas. Em seguida, estão: carnês (24,8%), crédito pessoal (9,8%), financiamento de carro (8,8%), cheque especial (7,7%) seguido de outros.

Dentre os financiamentos de carros as famílias com renda acima de 10 salários mínimos R$ 5.100 são as que mais financiam carros respondendo com 24,1% contra 6,7% dos consumidores com renda abaixo de 10 salários mínimos.

Isso demonstra que os consumidores com renda abaixo de 10 salários mínimos estão provavelmente direcionando seus recursos para o pagamento de dívidas anteriores, bem como para a compra de bens e serviços de menor valor.

A popularização do uso do cartão de crédito pelas classes C, D e E da população também é um dos destaques. Oferecidos de graça, os cartões podem ser utilizados sem que o consumidor tenha conta bancária, oferecendo adicionalmente o parcelamento das dívidas. Esse perfil de pagamento pode ilustrar as formas mais utilizadas pela população que está nessa faixa de renda.

BOMCLUBE, DO WALMART, DEIXA REDE DE PARCEIROS DO MULTILPLUS

jornal DCI 29/12/2010 - Gleyma Lima e Agências

O Multiplus informou que o programa Bomclube, cartão de fidelidade das lojas Bompreço e Hiper Bompreço, pertencente ao Walmart, deixará de fazer parte da rede de parceiros da empresa a partir de 2 de janeiro. O desligamento deve-se à decisão do Walmart de encerrar o programa Bomclube.

LOJISTAS E CONSUMIDORES RECLAMAM DO BANESE CARD

jornal Correio de Sergipe 28/12/2010

A operadora de cartão de crédito Banese Card é alvo de reclamações de consumidores e lojistas de Aracaju. A falha no sistema de compra/venda por débito ou crédito é a principal queixa. Empresária do ramo de joias e semijoias, Edvania da Silva Freitas Barros, conta que perdeu dezenas de vendas no período natalino devido ao problema.

“O sistema de débito e crédito do Banese Card está sempre fora do ar. Começou no período de Natal. Nós ligamos e a informação é que o sistema está fora do ar e que não tem previsão para retornar. O sistema manual também apresenta problemas: quando ligamos para pedir autorização, a informação é a mesma, que está fora do ar. Teve um caso de um cliente amigo nosso que a venda foi feita na sexta-feira, mas só consegui autorização no domingo”, reclama Edvania, proprietária de uma Joalheria no bairro Jardins, zona sul da capital. Ela afirma que não tem como precisar o número de vendas perdidas por conta da ineficácia da Operadora.

“Perdi muitas vendas, principalmente porque o Banese Card é um cartão bem aceito pela população. Além de comprometer as vendas, a falha no sistema constrange o cliente, é uma situação desagradável para ambos, consumidor e lojista”, declara, acrescentando que os estabelecimentos credenciados ao Banese Card pagam uma taxa mensal ao banco de aproximadamente R$ 100,00.

“Pagamos uma taxa e tarifas de conta e renovação de cadastro de Banese Card e no momento mais esperado pelo comerciante, que é o Natal, eles deixam a desejar”, lamenta Edvania.